
Começou a contagem decrescente na carreira política de Berlusconi. Fez das eleições municipais, provinciais e regionais o tudo ou nada. Ficou com quase nada. Em Roma, perdeu em toda em toda a linha. O candidato dos pós-fascista que apoiara teve um resultado vergonhoso (36,9%) e Veltroni (da DS) somou 61,5% dos votos. Em Nápoles, onde Sílvio jogou o tudo por tudo, ficou longe da vitória (56,6% para a esquerda, 38,9% para a direita). Perdeu os pobres e perdeu os ricos. Turim, capital industrial e sede da FIAT, não se limitou a ficar nas mãos da esquerda. Rocco Buttiiglione (lembram-se dele?) somou uns humilhantes 29,5%. A direita desceu em quase todo o lado. Mesmo na cidade de Berlusconi, Milão, a vitória que antes era folgada foi à tangente. E na Sicília, que vota sempre à direita, o candidato da Mafia desceu oito por cento, enquanto a irmã de um magistrado assassinado, candidata pela União, teve uns surpreendentes 41,7%. A direita perdeu uma província, duas capitais de região e das mais de vinte principais cidades apenas conseguiu ganhar quatro. Resta a Berlusconi o referendo à reforma constitucional, que dá mais poderes às regiões e que foi feito por exigência da extrema-direita da Liga Norte. Se for derrotado aí, pode dizer adeus à política. Não há vitória moral que o safe.
Por Daniel Oliveira 30 Mai 06 em Sem categoria


Por muito perspicaz que seja ou não seja o Daniel precipita-se muitas vezes nos seus juizos levando-o a afirmações que revelam pouca profundidade, já lhe aconteceu com o 11 de Março em Madrid e creio que se excede um pouco com os festejos de despedida de Berlusconi. Mais do que um caricato personagem Berlusconi é a personificação de uma itália, tanto existencial como fisica, que não vai desaparecer do mapa mesmo com a derrota politica do seu máximo lider, que não acontece por ter perdido a currente volta de algumas eleições locais. A politica italiana é demasiado complexa para ser analisado por parametros portugueses ou para ser paragonada com leituras locais.
“bem pode dizer adeus à politica”
Santa ingenuidade. Porque não experimentam a contabilizar a quantidade de acções que as empresas berlusconianas, Mediaset, Fininvest,etc, têm na economia italiana?
Haverá ainda alguem que pense que é a Politica que manda?
pois é,,,
vcs andam há muito tempo já sem reler Marx
Num Estado de Direito,o energúmeno,estaria ao lado dos Toto Rina e ostutti quanti corruptos.However apenas os pilha galinha é que lá moram.’Portantos’ em Itália o show must go on.Lembre-se,do vero exemplo,de Lula,e que agora está atolado na corrupção.Algo de muito mais profundo,tem vir ao de cima.Pairará,um dia’o Espectro sobre a Europa’?
“E na Sicília, que vota sempre à direita, o candidato da Mafia desceu oito por cento, enquanto a viúva de um magistrado assassinado, candidata pela União, teve uns surpreendentes 41,7%.”
irmã de magistrado assassinado. irmã…
mike, tens toda a razão. já está corrigido.