Se o Daniel percebesse o que está em causa no ser católico ou islâmico perceberia o conteúdo dessa frase. Mas posso dizer-lhe que na sua posição, com tudo o que tem de respeitável, não reúne condições para compreender. Porque o acesso lhe está vedado, interpreta a coisa numa espécie de plano tribal de pertença ou não-pertença de indivíduos.
Não é isso que está em causa no enunciado. Mas terá de aprender um pouco de teologia católica ou islamica para perceber os problemas de constituição de comunidade. É mais complexo do que lhe parece agora e o mais certo é que não sinta qualquer vontade em deslocar um dedo nesse sentido. É bom demais estar sentado na comodidade desse tipo de evidência e, sobretudo, continuar a julgar que percebe e que conhece o que na verdade não percebe e não conhece, ainda que isso seja unicamente uma questão de inteligibilidade sem qualquer recurso a forma ou acto de fé. Se quisesse aprender teria apenas de ler e pensar por si mesmo baixando por um pouco o volume da ideologia do Bloco de Esquerda que se faz ouvir em regime de surdina permanente em todas as leituras que faz.
Seria capaz de o fazer? Penso que não! Mas se o quiser fazer estude a noção de ortodoxia nas diferentes religiões. Há dicionários sérios na universidade católica. Se quiser um boa introdução à noção de ortodoxia no cristianismo leia, por exemplo, o “Orthodoxy” de Chesterton. Depois, disso compreenderá o colossal carácter de deficit de inteligibilidade de que esta entrada está atacada.
Bem-haja camarada!
Usou tantas linhas para me chamar de ignorante, mas não disse mais do que isso. E sei que há católicos pela despenalização do aborto, seguramente tão ignorantes como eu, que não lhe dão o direito a si nem a quem escreveu aquele post de decidirem se eles são católicos ou não. Quer entre os católicos quer entre os muçulmanos há sempre (sempre houve) quem se julgasse dono da fé e da comunidade de crentes.
De resto, não tente, com a arrogânica, tornar sério o que é apenas alarve. E é disso que se trata: alarvidade e intolerância.
Pois faltava ainda a confusão entre fé e aborto e religião e aborto, abram os olhos.
Concerteza que a igreja não é a favor do aborto mas vai além de uma questão de fé.
O aborto não é uma questão propriamente e exclusivamente de fé, aqueles que tentam meter a igreja ao barulho e acusa-la estão enganados porque não sabem mais que isso ou então é propositadamente, a igreja é mais um movimento pela vida como outro qualquer nesta questão.
Os argumentos da igreja vão para além da teologia em defesa da vida, apesar desses “ não matarás” cuja validade depende de crenças e só vale para crentes, neste caso, não se pode demonstrar nada a não ser por poder argumentativo a igreja precisava de definir o que é a vida e quando começa e ai contou com o apoio da ciência que lhe permitiu um argumento válido cientifico e não dogmático,
Em 1839, Schleiden e Schwan, ao formularem a Teoria Celular, foram responsáveis por grandes avanços da Embriologia. Conforme tal conceito, o corpo é composto por células, o que leva à compreensão de que o embrião se forma a partir de uma ÚNICA célula, o zigoto, que por muitas divisões celulares forma os tecidos e órgãos de todo ser vivo, em particular o humano.
Com base nestas evidências experimentais, o Papa Pio IX aceitou a concepção como a origem do ser humano, em 1869. Não se trata, portanto, de um dogma religioso, olhem bem, ninguém esta a ir contra a sua fé por não o acatar, mas da aceitação de um facto cientificamente comprovado
No século XIX com a ciência da embriologia clínica, provou-se que a partir da concepção tínhamos um novo ser humano e que, por isso, o aborto consistia em matar deliberadamente um ser inocente. Interessa, pois, saber se desde então foi feita alguma descoberta científica que anulasse ou questionasse as descobertas desse século. Demonstrem-no.
.Por isso há pessoas católicas a favor do aborto e pessoas católicas contra o aborto, ou seja vai para além da fé.
Por conseguinte este é um dos problemas dos abortistas que tem contra eles bases cientificas e por isso recorrem aos argumentos das condições económicas das mulheres da inevitabilidade, da falta de segurança dos abortos de vão de escada, que o aborto deve ser permitido pois a proibição do aborto leva a consequências altamente indesejáveis; que as mulheres têm o direito moral de escolher o aborto, mas nunca põe obrigações e responsabilidades nas acções das pessoas a priori e a posteriori e arredam de todo os conceitos de moral e ética nas acções das pessoas.
Um facto existe ou não existe.
Esta é a abordagem que os factos recebem em primeiro momento decisivo. Depois de constatada sua existência e não se opina se um facto existe ou não, porque quanto a factos ou se sabe ou não de sua existência é que ele passa a ser objeto de interpretação.
O facto de que a vida humana individualizada começa na concepção é constatado na embriologia e na biologia desde o século XIX.
Actualmente, não se discute a realidade dos fatos biologicamente comprovados
[“A discussão sobre o momento da origem da vida humana foi resolvida com a descrição feita em 1827 por Karl Ernst Von Baer
Devido ao aumento da sensibilidade do microscópio permitindo visualizar o óvulo e o espermatozóide, constatou-se que a nossa origem está na concepção. Nas suas obras Ueber Entwicklungsgeschiechteb der Tiere e Beabachtung and Reflexion descreveu os estágios correspondentes do desenvolvimento do embrião. Por isto é chamado de “Pai da Embriologia Moderna”. Em meados do século XIX os médicos estavam já completamente convencidos da existência desse processo e iniciaram então uma campanha para proibir o aborto. A frase que todos pensam ter sido inventada pelo Vaticano "a vida humana começa no momento da concepção", data, de facto, dessa campanha iniciada pelos cientistas no século XIX. Um outro mote dessa campanha era precisamente "adopção em vez de aborto". Na seqüência de todos estes sucessos, o parlamento inglês baniu o aborto, em 1869, aprovando o Offences Against the Person Act. Foi o primeiro país a fazê-lo. Por seu lado a American Medical Association, em dois relatórios (1857 e 1870), estabeleceu sem margem para dúvidas que o aborto era inaceitável. No mesmo ano o Papa Pio IX aceitou estes fatos científicos, passando a Igreja Católica a se posicionar contra o aborto, em defesa do ser humano desde sua concepção. No relatório de
1871 pode-se ler o seguinte: “A única doutrina que parece estar de acordo com a razão e a fisiologia é aquela que coloca o inicio da vida no momento da concepção. (...) O Aborto é uma destruição massiva de crianças por nascer”.]
Primeiro, a discussão cientifica de quando começa a vida pode ser muito interessante , mas deverá ter lugar em seminários da especialidade,e não no debate que neste momento travamos, e que é bem mais comezinho.
Temos uma lei que permite prender e condenar mulheres que praticam aborto.
Se votar-mos SIM, estamos de acordo com a alteração dessa lei, e contra o julgamento e prisão das mulheres.
Se votar-mos NÂO estaremos a dizer que a lei não pode ser alterada, e que queremos as mulheres que praticam aborto presas e condenadas.
Este é o debate que neste momento está em cima da mesa, outros considerando de ordem ética, moral ou de principios, poderão ser muito interessantes, mas desviam o debate da questão central.
No entanto, a própria Igreja Catolica INVENTOU uma situação para os nados-mortos, ou os fetos que não vingam, chamou-lhe o limbo, isto é a igreja DISCRIMINA os fetos, será porque não os considera vida plena……
Nunca em 55 anos de vida vi um funeral católico, de um feto, se como diz a igreja, ele é um ser humano na sua plenitude, então porque não pode ele ter um funeral religioso?
Perguntas que se calhar têm algum sentido.
Quanto ao amigo que defende que católicos não podem estar de acordo com a alteração da lei, e que se o fizerem não são catolicos, volto a perguntar, os padres pedófilos, são católicos?
Augusto Pinochet a besta, foi expulso da Igreja Catolica, pelos crimes que cometeu ou mandou executar ?….
Será que para certos católicos só é crime o aborto, mas o assassinato, a violação a pedofilia, são males menores de pecadores, (sobretudo se forem padres), que merecem compreenção??????
E se uma mulher fizer um aborto as 11 semanas que acontece vai presa e condenada ? e uma as 10 não vai.
O Pacheco porque é que você procura meter ao barulho pedofilia e ditadores, com aborto. A igreja só rejeita aqueles que não aceitam as suas regras, os seus dogmas os seus sacramentos, esta no seu direito e quem vai contra isso devia ter o decoro de se afastar e não protestar contra ela porque são eles que estão em falta.
Quanto aos ditadores e igreja, é claro que houve conluios mas você queria que a igreja julgasse essas pessoas? Então o estado não é capaz de julgar os seus? Queria que a igreja lhe negasse a entrada no seu seio? Você não conhece a igreja nem a doutrina de Cristo e mais, você não tem a noção do perdão um valor moral que nos coloca acima dos nossos inimigos. E não confunda com dar a outra face, mas sim com o não ser vingativo quando se tem o poder de o ser. Palavras ao vento,
A religião, nenhuma religião manda fazer o mal, praticar o mal, se a igreja católica a par de outras já praticou o mal não foi a filosofia da igreja em si mas a interpretação e deturpação dessa filosofia por certas mentes que ocuparam cargos na igreja, inquisição cruzadas etc. nada na igreja católica impõe a conversão pela força no entanto ela foi usada
Você fala de fetos baptismo e confunde quase tudo.
Confunde fetos com animus que é uma questão teológica e filosófica que vem dos antigos filósofos gregos e dos doutores da igreja Santo Agostinho e S. Tomas de Aquino que discutiam quando o feto teria animus ou seja alma para a religião e/ou actividade cerebral para um conceito cientifico. É interessante a discussão mas não vale a pena.
Quanto ao limbo não confunda e só tenho a dizer-lhe isto que já disse mais vezes.
Nesta historia do baptismo, pensando bem é um bocadinho mais séria do que parece.
O baptismo é um instituto ou figura da religião e por ele entra-se e pode ficar-se ligado a ela ou não. e isto tem consequências no futuro de uma pessoa que mais tarde queira uma aproximação a igreja, por exemplo não pode ser padrinho
A figura é bíblica, mas teologicamente a sua introdução como sacramento deve muito a um pensador da igreja católica Santo Agostinho que introduziu a figura do pecado original ligado ao homem por meio de Adão e Eva desde o nascimento e que só se elimina pelo baptismo. Por isso se uma criança nasce e morre sem baptismo esta condenada vai parar ao Limbo, mas porque não foi baptizada não recebeu o primeiro sacramento da igreja, só isso não tem nada a ver com considera-los vida ou não.
Assim qualquer criança recém nascida em perigo de vida pode ser baptizada por qualquer um para assim alcançar a salvação.
Parece que o actual papa mexeu com esta figura do Limbo..
O baptismo é um sacramento inicial a base, uma espécie de registo civil, neste caso canónico, já funcionou assim antes da criação dos civis, pelo qual a igreja reconhece uma pessoa como seu membro.
Esqueçamos o assunto ficando-nos por aqui
Já que o senhor falou em debates em seminários de especialidade se tiver tempo e quiser leia este vale a pena
[[“Estados Unidos da América ardente polêmica a respeito do aborto: estava comprovado que naquele país uma criança sobre três era eliminada antes de nascer. O Senado norte-americano, impressionado pela problemática, pôs-se a considerá-la com seriedade. E, a fim de tomar posição, procurou informações dos cientistas a respeito do momento em que o concepto pode ser considerado autêntico indivíduo humano, pois tal questão é decisiva para se definirem os direitos da criança. Em vista de uma resposta, foi consultado, entre outros, o prof. Jérôme Lejeune, francês; os títulos e méritos deste mestre e sua posição se acham expostos no texto que transcrevemos a seguir e que corresponde ao relatório apresentado à Comissão Senatorial encarregada do inquérito, aos 23 de abril de 1981. O próprio autor deu a seu trabalho o título de TESTEMUNHO.
2. O TESTEMUNHO DO DR. JÉRÔME LEJEUNE
"Meu nome é Jérôme Lejeune. Doutor em Medicina e Doutor em Ciências, sou responsável pela Clínica e pelo Laboratório de Genética do Hospital de Pediatria destinado aos pacientes feridos por debilidade mental. Após ter pesquisado em tempo integral durante dez anos, tornei-me professor de Genética Fundamental na Universidade René Descartes.
Há cerca de 23 anos descrevi a primeira doença cromossômica em nossa espécie, devida ao cromossomo 21 extra-numerário, típico do mongolismo. Em conseqüência, tive a honra de receber o Prêmio Kennedy das mãos do falecido presidente e a William Allen Memorial Medal da Sociedade Americana de Genética Humana. Sou membro da American Academy of Arts and Sciences.
Com meus colegas do Instituto de Genética de Paris, nos dedicamos à descrição das etapas fundamentais da hereditariedade humana. Pelo estudo comparativo de numerosas espécies de mamíferos, inclusive os símios antropóides, estudamos as variações cromossômicas registradas no decorrer da evolução. Na espécie humana, analisamos mais precisamente os efeitos desfavoráveis de certas aberrações cromossômicas.
Nestes anos demonstramos pela primeira vez que uma doença cromossômica pode ser combatida por um tratamento adequado... Mostramos que um tratamento químico pode curar a lesão cromossômica em culturas de tecidos. Mais: uma dosagem apropriada de produtos químicos (monocarbonatos e suas moléculas vetoras) melhora simultaneamente o comportamento e as atividades mentais das crianças afetadas. Assim a pesquisa meticulosa realizada sobre certos mecanismos da vida pode levar a uma proteção direta de vidas humanas em perigo. Quando começa um ser humano?
Desejo trazer a esta questão a resposta mais exata que a ciência pode atualmente fornecer. A biologia moderna ensina que os ancestrais são unidos aos seus descendentes por um liame material contínuo, pois é da fertilização da célula feminina (o óvulo) pela célula masculina (o espermatozóide) que emerge um novo indivíduo da espécie humana.
A vida tem uma longa história, mas cada indivíduo tem o seu início muito preciso, o momento de sua concepção.
O liame material é o filamento molecular do ADN. Em cada célula reprodutora, essa fita, de um metro de comprimento aproximadamente, é cortada em segmentos (23, na nossa espécie). Cada segmento é cuidadosamente enrolado e empacotado (como uma fita magnética em minicassete), tanto que no microscópio aparece como um bastonete: um cromossomo.
Desde que os 23 cromossomos do pai se juntam aos 23 cromossomos da mãe, está coletada toda a informação genética necessária e suficiente para exprimir todas as características inatas do novo indivíduo. Isto se dá à semelhança de uma minicassete introduzida num gravador; sabe-se que produz uma sinfonia. Assim também o novo ser começa a se exprimir logo que foi concebido.
As ciências da natureza e as ciências jurídicas falam a mesma linguagem. A respeito de um indivíduo que goza de boa saúde, o biólogo diz que tem boa constituição; a respeito de uma sociedade que se desenvolve harmoniosamente para o bem de todos os seus membros, o legislador afirma que ela tem uma Constituição equilibrada.
Um legislador não consegue entender uma lei particular antes que todos os seus termos tenham sido clara e plenamente definidos. Mas, quando toda essa informação lhe é oferecida e a lei foi votada, ele pode ajudar a definir os termos da Constituição. Como trabalha a natureza?
Trabalha de modo análogo. Os cromossomos são as tábuas da lei da vida; quando eles são reunidos no novo indivíduo (a votação da lei é figura da fecundação do óvulo pelo esperma), eles descrevem inteiramente a Constituição dessa nova pessoa.
É surpreendente a miniaturização da escrita. É difícil crer, embora esteja acima de qualquer dúvida, que toda a informação genética, necessária e suficiente para construir nosso corpo e até nosso cérebro (o mais poderoso engenho para resolver problemas, capaz até de analisar as leis do universo), possa ser resumida a tal ponto que seu substrato material possa subsistir na ponta de uma agulha!
Mais impressionante ainda é a complexa soma de informação genética por ocasião do amadurecimento das células reprodutoras, a tal ponto que cada concepto recebe uma combinação inteiramente original, que nunca se produziu antes e que não se reproduzirá tal qual no futuro. Cada concepto é único e, portanto, insubstituível. Os gêmeos idênticos e os hermafroditos verdadeiros são exceções à regra: cada ser humano é uma combinação genética. E notemos que as exceções devem ocorrer no momento da concepção. Acidentes posteriores não levam a um desenvolvimento harmonioso.
Todos esses fatos são conhecidos há muito tempo; todos os cientistas já outrora estariam de acordo em dizer que, se existissem bebês de provetas, eles evidenciariam a autonomia do concepto; a proveta não possuiria nenhum título de propriedade sobre eles. Ora os bebês de proveta já existem. Experiências recentes
Quantas células são necessárias para a construção de um indivíduo?
— A resposta nos é dada por experiências recentes.
Se conceptos precoces de camundongos são tratados com enzimas, as suas células se desagregam. Se, porém, misturarmos tais suspensões celulares provenientes de embriões diferentes, veremos que as células voltam a se reunir. O número máximo de células que operam para a elaboração de um indivíduo, é três.
O ovo fecundado normalmente divide-se em duas células: uma delas se divide imediatamente de novo. Assim se forma o número ímpar e surpreendente de três células, encapsuladas em seu invólucro protetor.
Segundo os nossos mais adiantados conhecimentos, a individuação (ou a formação de três células fundamentais) é a primeira etapa após a concepção, à qual se segue dentro de poucos minutos.
Tudo isto explica por que os doutores Edwards e Steptoe puderam ser testemunhas de fecundação, em proveta, de um óvulo da Sra. Brown por um espermatozóide do Sr. Brown. O minúsculo concepto que eles implantaram alguns dias mais tarde no útero da Sra. Brown, não podia ser nem um tumor, nem um animal. Era, na verdade, a extremamente jovem Luísa Brown, que tem hoje a idade de três anos.
A viabilidade do concepto é extraordinária. Por experiência, sabemos que um concepto de camundongo pode ser congelado ao frio intenso (até de 29 graus) e, depois de reaquecimento delicado, ser implantado com êxito. Para que haja o ulterior crescimento, requer-se necessariamente a acolhida numa mucosa uterina que forneça a alimentação apropriada à placenta embrionária. No interior da sua cápsula vital, que é a bolsa amniótica, o novo indivíduo é tão viável quanto um astronauta dentro do seu escafandro sobre a Lua: o abastecimento de fluidos vitais deve ser fornecido pelo organismo da mãe. Esta alimentação é indispensável à sobrevivência, mas ela não "faz" a criança; da mesma forma nem a nave espacial mais aperfeiçoada pode produzir um astronauta. Esta comparação ainda é mais significativa quando o feto se mexe. Graças a uma aparelhagem ultra-sônica muito requintada, o professor Ian Donald, da Inglaterra, conseguiu produzir no ano passado um filme que mostra a mais jovem "estrela" do mundo, ou seja, um bebê de onze semanas a dançar no útero materno. O bebê, pode-se dizer, brinca no trampolim! Dobra os joelhos, apoia-se sobre a parede, levanta-se e recai. Visto que o seu corpo tem a densidade do fluído amniótico, ele não sente a gravidade e dança muito lentamente, com uma graça e uma elegância totalmente impossíveis em algum outro lugar da terra. Somente os astronautas, em suas condições de não gravidade, conseguem tal suavidade de movimentos. A propósito notamos que, quando se tratava da primeira caminhada no espaço, os técnicos tiveram que escolher o lugar onde desembocariam os tubos portadores dos fluídos vitais. Escolheram então finalmente a fivela do cinturão do escafandro, reinventando assim o cordão umbilical.
Quando tive a honra de dissertar perante o Senado, tomei a liberdade de evocar o conto de fada do homem menorzinho do que o dedo mindinho.
Com dois meses de idade, o ser humano tem menos de um polegar de comprimento, desde o ápice da cabeça até a ponta do traseiro. Ele estaria muito à vontade numa casca de nozes, mas tudo já se encontra nele: as mãos, os pés, a cabeça, os órgãos, o cérebro, tudo está no seu lugar certo. O coração já bate há um mês. Olhando de mais perto, veríamos as dobras das suas palmas de mão e uma quiromante leria as mãos dessa minúscula pessoa. Com uma boa lente de aumento, descobriríamos as marcas digitais. Tudo estaria aí para se fazer a carteira de identidade civil deste indivíduo.
Com a extrema sofisticação da nossa tecnologia, podemos vislumbrar a vida privada desta criaturinha. Aparelhos especiais gravam a música mais primitiva: um martelar surdo, profundo, regular, de 60/70 batidas por minuto (o coração da mãe) e uma cadência rápida, aguda, de 150/170 batidas por minuto (o coração do feto) se sobrepõem, imitando os compassos de orquestra e realizando os ritmos básicos de toda música primitiva, sem dúvida, porque é a primeira que o ouvido humano consegue ouvir.
Assim observamos o que o feto sente, ouvimos o que ele ouve, provamos o que ele saboreia e vimo-lo realmente dançar, cheio de graça e de juventude. A ciência transformou o conto de fada do Pequeno Polegar numa história verídica, história que cada um de nós viveu no seio de sua mãe.
E, para que melhor percebais a exatidão das nossas observações, acrescentamos: Se, logo depois da concepção, vários dias antes da implantação, uma única célula fosse retirada desse indivíduo semelhante a uma amora minúscula, poderíamos cultivar essa célula e examinar os seus cromossomos. Se um estudante, observando-a ao microscópio, não fosse capaz de reconhecer o número, a forma e o aspecto das fitas de seus cromossomos, se ele não soubesse dizer com certeza se essa célula provém de um símio ou de um ser humano, seria reprovado no exame.
Aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo indivíduo começou a existir, já não é questão de gosto ou de opinião. A natureza humana do ser humano, desde a concepção até a velhice, não é uma hipótese metafísica, mas sim uma evidência experimental".
quando se extrai do seio materno um feto, é um verdadeiro ser humano que vem assim extraído e... quiçá condenado à morte!”]]
Estou esclarecido, para os católicos como o senhor pode-se ser um PULHA, UM VIOLADOR,UM ASSASSINO, que a Igreja tudo perdoa, só não perdoa que uma mulher possa livremente interromper a gravidez….
Aliás um documentário bem interessante , LIVRAI-NOS DO MAL ( seria importante que a RTP o transmitisse) sobre o PADRE CATÒLICO O`GRADY, uma BESTA de falas mansas, que até violou um bebé de oito meses , e que como muitas centenas de outros padres católicos, acusados do mesmo crime, NÂO FOI EXCOMUNGADO.
Aliás o sr Ratzinger o actual Papa , terá de responder pela proteção QUE DURANTE ANOS DEU A ESTA ESCUMALHA.
Mas estes crimes, estes vicios repugnantes, não preocupam alguns católicos portugueses, mas sim as mulheres que praticam aborto.
Aliás o último argumento desta gente é que a nova lei tem custos, e que o dinheiro poderia ser melhor aplicado.
Agora o tribunal, a devassa da vida privada, a condenação, passam a plano secundário, a lei não deve ser mudada porque tem custos.
Então porque não propõe a alteração da lei votando SIM, e ao mesmo tempo propôem uma adenda, em que a mulher que queira interromper livremente uma gravidez INDESEJADA, pague uma parte substancial dos custos dessa opção.
Esse argumento eu entendia, assim é mais uma tentativa desesperada para inverter a opinião largamente maioritária dos portugueses, que diz ser a altura de terminarmos com esta vergonha terceiro-mundista, que é ver mulheres arrastadas para tribunais, e enxovalhadas ,só porque recorreram ao aborto clandestino.
Quanto ao seus argumentos e ao seu Dr. Lejeune, que não conheço, digo-lhe uma vez mais, o debate ético e moral, não tem lugar nesta campanha.
Trata-se e tão só de mudar uma lei, e evitar os espectaculos degradantes como aqueles que vimos nos tribunais de Aveiro e Satubal, por exemplo.
O Pacheco em relação a religião
Aos católicos como o senhor? Quem lhe da o direito de se arrogar a catalogar as pessoas? O senhor sabe se eu sou católico? alguma vez o classifiquei politicamente ou religiosamente? Ao contrário provavelmente do senhor até posso concordar com os meus adversários quando discutimos, é uma questão de inteligibilidade, Os meus pensamentos são livres e estritamente racionais tanto posso criticar ideias religiosas ou politicas com as quais não concorde sem necessidade de estar mentalmente a auto -censurar-me por ir contra uma certa ideologia partidária ou religiosa.
Eu conheço a filosofia católica ao contrário do senhor que demonstra ignorância tal que nem pode argumentar sobre temas que não conhece sem dizer asneiras logo de seguida, porque o senhor só vê o concreto as pessoas que erraram não vê princípios de conduta nas pessoas. Os padres pedófilos violadores etc. e não vê por exemplo o banzé que deu uma medida que queria impedir padres homossexuais para uma esquerda que defende a não descriminação, mas o senhor não entende conceitos. A pedofilia é um conceito que caracteriza determinadas situações e condutas sexuais, por isso são condenáveis a luz desse conceito ( é ético é moral ) á priori certas acções sem determinação de sujeito e independentemente de quem a pratica ser padre ministro deputado etc. claro que quem a pratica coloca - se sob a alçada desse conceito logo tem que ser julgado. Mas uma coisa é o julgamento pelo estado por meio de leis, legal que é o único que vale e outro e o julgamento moral que todos podemos fazer.
Mas por conhecer a ideologia católica é que discordo de muita filosofia da ideologia ou doutrina católica ( como no campo da planeamento familiar por exemplo e no uso de preservativo que acho ate irresponsável as atitudes da hierarquia católica devido ao alastrar da sida mas não é isso que estávamos a falar) mas não neste caso de defesa da vida. (Já houve quem dissesse que para se ser um bom ateu era preciso ter sido um bom cristão), E é verdade sim, a filosofia ou doutrina católica tem o conceito de perdão para aqueles que tem um arrependimento sincero ou você não acredita no arrependimento e acha que depois de se errar, se deve ser proscrito para toda a vida.
E o exemplo máximo desse conceito a nível até pessoal aconteceu com o ultimo papa que se encontrou com a pessoa que o tentou matar aceitou confessa-lo a pedido dele e perdoou-lhe a sua acção. Esta acção para si é totalmente desprovida de valores.
Já agora consegue entender alguma coisa da filosofia do Gandhi? olhe que levou um pais a independência sem precisar de grupos armados e do Martin Luther King?
O senhor não conhece Jérôme Lejeune, não tem obrigação disso, provavelmente também não conhecerá a opinião de muitos outros cientistas a este respeito, nada de mal. Mas o senhor conhece todos os casos de mulheres que tem andado por tribunais provavelmente porque vê televisão e lerá jornais. Por isso o senhor diz que o problema a resolver é esse, e arreda do problema as questões éticas morais e de responsabilidade das pessoas nos seus actos, na sua auto determinação, se alguém está a ser julgado é porque praticou actos que o colocam sob a alçada da lei.
Um homicídio um roubo uma violação também se esta a ser julgado e a ser exposto em publico por violação de regras legais que defendem valores que a sociedade acha que devem ser preservados. Mas não foi a sociedade que obrigou as pessoas a praticar esses actos foram elas mesmas segundo um principio de autodeterminação as pessoas são livres de fazer ou não fazer, são livres dos seus actos mas depois são responsáveis pelas suas consequências.
Por isso uma mulher que faça um aborto como se propõe ate as 10 semanas está livre de chatices judiciais e de se expor em publico, se for uns dias depois por exemplo as mesmíssimas chatices continuam. É isto que os senhores pretendem? Não acho, acho que depois os senhores querem a liberalização de todo. Colocar o aborto no género da solução dos problemas à posteriori é uma espécie de “anti conceptivo”
Os mais instruídos provavelmente já perceberam que esta guerra no que diz respeito à questão científica não tem pés para andar, os outros viram então a sua atenção para a mulher, tentando esconder tudo aquilo que está por detrás de todas essas posições um irreconciliável ponto de vista da vida humana e da própria humanidade. Tentam meter ao barulho convicções religiosas que não tem nada a ver com isso, mas sim trata-se de um referencial ético.
Acusando os outros de católicos ou de dogmáticos e insensíveis perante os drama das mulheres grávidas. Na prática o que interessa é o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto.
Para alguma esquerda a vida dos animais, de uma águia, de um touro ou de uma cegonha, a própria natureza é mais importante que um ser humano.
O Pacheco em relação a religião
Aos católicos como o senhor? Quem lhe da o direito de se arrogar a catalogar as pessoas? O senhor sabe se eu sou católico? alguma vez o classifiquei politicamente ou religiosamente? Ao contrário provavelmente do senhor até posso concordar com os meus adversários quando discutimos, é uma questão de inteligibilidade, Os meus pensamentos são livres e estritamente racionais tanto posso criticar ideias religiosas ou politicas com as quais não concorde sem necessidade de estar mentalmente a auto -censurar-me por ir contra uma certa ideologia partidária ou religiosa.
Eu conheço a filosofia católica ao contrário do senhor que demonstra ignorância tal que nem pode argumentar sobre temas que não conhece sem dizer asneiras logo de seguida, porque o senhor só vê o concreto as pessoas que erraram não vê princípios de conduta nas pessoas. Os padres pedófilos violadores etc. e não vê por exemplo o banzé que deu uma medida que queria impedir padres homossexuais para uma esquerda que defende a não descriminação, mas o senhor não entende conceitos. A pedofilia é um conceito que caracteriza determinadas situações e condutas sexuais, por isso são condenáveis a luz desse conceito ( é ético é moral ) á priori certas acções sem determinação de sujeito e independentemente de quem a pratica ser padre ministro deputado etc. claro que quem a pratica coloca - se sob a alçada desse conceito logo tem que ser julgado. Mas uma coisa é o julgamento pelo estado por meio de leis, legal que é o único que vale e outro e o julgamento moral que todos podemos fazer.
Mas por conhecer a ideologia católica é que discordo de muita filosofia da ideologia ou doutrina católica ( como no campo da planeamento familiar por exemplo e no uso de preservativo que acho ate irresponsável as atitudes da hierarquia católica devido ao alastrar da sida mas não é isso que estávamos a falar) mas não neste caso de defesa da vida. (Já houve quem dissesse que para se ser um bom ateu era preciso ter sido um bom cristão), E é verdade sim, a filosofia ou doutrina católica tem o conceito de perdão para aqueles que tem um arrependimento sincero ou você não acredita no arrependimento e acha que depois de se errar, se deve ser proscrito para toda a vida.
E o exemplo máximo desse conceito a nível até pessoal aconteceu com o ultimo papa que se encontrou com a pessoa que o tentou matar aceitou confessa-lo a pedido dele e perdoou-lhe a sua acção. Esta acção para si é totalmente desprovida de valores.
Já agora consegue entender alguma coisa da filosofia do Gandhi? olhe que levou um pais a independência sem precisar de grupos armados e do Martin Luther King?
O senhor não conhece Jérôme Lejeune, não tem obrigação disso, provavelmente também não conhecerá a opinião de muitos outros cientistas a este respeito, nada de mal. Mas o senhor conhece todos os casos de mulheres que tem andado por tribunais provavelmente porque vê televisão e lerá jornais. Por isso o senhor diz que o problema a resolver é esse, e arreda do problema as questões éticas morais e de responsabilidade das pessoas nos seus actos, na sua auto determinação, se alguém está a ser julgado é porque praticou actos que o colocam sob a alçada da lei.
Um homicídio um roubo uma violação também se esta a ser julgado e a ser exposto em publico por violação de regras legais que defendem valores que a sociedade acha que devem ser preservados. Mas não foi a sociedade que obrigou as pessoas a praticar esses actos foram elas mesmas segundo um principio de autodeterminação as pessoas são livres de fazer ou não fazer, são livres dos seus actos mas depois são responsáveis pelas suas consequências.
Por isso uma mulher que faça um aborto como se propõe ate as 10 semanas está livre de chatices judiciais e de se expor em publico, se for uns dias depois por exemplo as mesmíssimas chatices continuam. É isto que os senhores pretendem? Não acho, acho que depois os senhores querem a liberalização de todo. Colocar o aborto no género da solução dos problemas à posteriori é uma espécie de “anti conceptivo”
Os mais instruídos provavelmente já perceberam que esta guerra no que diz respeito à questão científica não tem pés para andar, os outros viram então a sua atenção para a mulher, tentando esconder tudo aquilo que está por detrás de todas essas posições um irreconciliável ponto de vista da vida humana e da própria humanidade. Tentam meter ao barulho convicções religiosas que não tem nada a ver com isso, mas sim trata-se de um referencial ético.
Acusando os outros de católicos ou de dogmáticos e insensíveis perante os drama das mulheres grávidas. Na prática o que interessa é o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto.
Para alguma esquerda a vida dos animais, de uma águia, de um touro ou de uma cegonha, a própria natureza é mais importante que um ser humano.
Anónimo agora sim estou espantado, será que denoto nas seu escrito, uma defesa ,mesmo subrepticia da pedofilia ,e por tabela dos padres pedófilos….
Caro amigo neste aspecto digo-lhe desde já ,que estou nos antipodas da sua posição, não desculpo nem compreendo.
Mas para que fique claro, eu não me movo um centimetro, daquilo que deve ser esta discussão.
Existe uma lei ,que permite que as mulheres que praticam aborto clandestino possam, ser presas e condenadas.
Os partidários do SIM como eu, querem que essa lei seja mudada.
Os partidários do Nãio querem que se mantenha, e como tal querem que as mulheres que praticam aborto,continuem a ser arrastadas para os tribunais e a sua vida devassada na Praça, Publica, HAJA CORAGEM DE CADA UM ASSUMIR A SUA OPÇÂO, não se refugiem atraz de lindos argumentos e frases pomposas.
Pacheco fala em O´Grady, E muito bem, quer ler alguma coisa sobre essas estrelas pedófilas?
Os caçadores de pedófilos
Dois americanos são as estrelas de uma nova especialização da advocacia:processos contra os abusos sexuais
cometidos por padres
Diogo Schelp
Nada demonstra melhor as agruras pelas quais passa a Igreja Católica do que o surgimento de uma nova e bastante rentável especialidade na advocacia americana: a representação de vítimas de abuso sexual cometido por padres. A maior estrela da categoria é Jeff Anderson, advogado em Saint Paul, cidade do Meio-Oeste, com mais de 1.000 clientes e 150 milhões de dólares em indenizações recebidas só da Igreja Católica - sim, ele também já processou pelo mesmo motivo outras confissões religiosas -, dos quais embolsou 60 milhões de dólares a título de honorários. Outro advogado bastante requisitado é o nova-iorquino John Aretakis, com 250 clientes. Como muitos de seus casos acabam em acordo e vêm acompanhados de uma cláusula de sigilo, ele não divulga o valor das indenizações. Contudo, em seu primeiro caso, em 1996, ele tirou 1 milhão de dólares da diocese de Albany, no estado de Nova York. De modo geral, as indenizações ficam entre 50.000 e 150 000 dólares.
A pedofilia é o crime que está na base da quase totalidade dos processos. São avanços de padres contra crianças e adolescentes, quase sempre do sexo masculino. Os escândalos envolvendo padres pedófilos varrem sacristias da França à Irlanda, do México ao Brasil. Mas por várias razões os Estados Unidos são um caso especial. Uma é a enorme quantidade de casos denunciados. Pelo menos 4.000 americanos já se apresentaram à Justiça na condição de vítimas de predadores sexuais camuflados por vestes sacerdotais. Outra razão é a tenacidade bem americana com que as vítimas levam seus casos à Justiça e exigem compensações. Uma terceira é a presteza com que a cúpula da Igreja Católica nos Estados Unidos recorreu ao talão de cheques para compensar os queixosos, pelos menos até os pedidos de indenização se tornarem uma avalanche no início desta década.
O acordo judicial nem sempre é capaz de apaziguar o sofrimento. O que mais horroriza os advogados não é o relato de como o sacerdote se aproveitou da autoridade conferida pela batina para tirar proveito da vulnerabilidade de meninos e adolescentes - e sim a quantidade de vítimas que se suicida, incapaz de conviver com a memória do abuso sofrido na infância. “Tive clientes que se mataram enquanto seu processo ainda estava em curso”, disse Aretakis a VEJA. Na semana passada, um dos clientes de Anderson cometeu suicídio. Ambos os advogados sustentam que seus processos - e a sangria que provocam nos cofres da Igreja - têm o saudável efeito de impedir que outras crianças e adolescentes sejam molestados pelo clero. “Nós temos o poder da verdade e eles têm o dinheiro”, costuma dizer Anderson a seus clientes.
“Luteranos, mórmons, testemunhas-de-jeová, evangélicos… Diga-me o nome de qualquer grupo religioso e eu provavelmente já o processei”, disse Anderson a VEJA. Mas a Igreja Católica é, de longe, o principal alvo de seu escritório. O primeiro processo, de 1983, rendeu indenização de 1,5 milhão de dólares, paga pela arquidiocese de Minneapolis pelos crimes cometidos por um padre que havia se aproveitado da amizade e da confiança de uma família de sua paróquia para abusar sexualmente de uma criança. Quando se deram conta do que estava ocorrendo, os pais do menino foram se queixar ao bispo. Em lugar de manifestar surpresa, o prelado puxou do talão de cheques. Indignado, o casal recusou o dinheiro e procurou Anderson para que a punição fosse exemplar.
Nos Estados Unidos, os crimes de abuso sexual contra crianças têm prazo de prescrição na maioria dos estados. Como as vítimas em geral só tomam coragem para falar sobre o assunto quando já são adultas, os advogados têm dificuldade para levar os processos adiante. Uma saída é comprovar em juízo que os superiores do padre pedófilo tinham conhecimento e esconderam da polícia e da sociedade o seu comportamento criminoso. Dessa forma, o processo é movido contra a Igreja Católica, sem risco de prescrição. “A exigência do celibato, a discrição que envolve os negócios da Igreja e a preocupação dos bispos com a própria carreira criaram uma cultura do silêncio”, avalia Anderson. Seu caso mais famoso, contra o padre James Porter, é um exemplo clássico de acobertamento por seus pares. O comportamento sexual de Porter era conhecido de seus superiores. Durante duas décadas, eles reagiram às denúncias de abuso sexual transferindo o sacerdote de um estado para outro - o que ajudou a aumentar o número de vítimas.
A sangria nos cofres e a humilhação pública obrigaram a Igreja Católica a rever seu comportamento. “Desde 2002, quando houve uma onda de denúncias envolvendo padres, os bispos passaram a cooperar mais com a polícia, informando as ocorrências”, disse a VEJA o padre John Allan Loftus, professor de psicologia para o clero do Boston College. Quanto aos casos antigos, bem, precisam ser discutidos com os advogados. Dono de um escritório que emprega cinco advogados, luterano de formação, casado e pai de seis filhos (três deles do segundo casamento), Jeff Anderson já deu mais importância à bebida do que à família. Parou de beber há dez anos, quando percebeu que era hora de viver de acordo com os valores morais que defendia nos tribunais. Envolveu-se de tal forma com o drama dos clientes que chegou a considerar a hipótese de ele próprio ter sido violentado na infância. Recorreu a centenas de horas de psicoterapia em busca de alguma recordação escondida na memória - e nada.
John Aretakis era um advogado especializado em processos por erro médico ou acidentes quando, em 1996, aceitou o caso de um ex-colega de escola recusado por outros advogados. Dos 11 aos 17 anos de idade, o queixoso fora forçado quase diariamente a fazer sexo com um padre, em Albany, a capital do estado de Nova York. Como o crime de abuso sexual já tinha prescrito, Aretakis ameaçou processar diretamente a diocese de Albany e obteve uma indenização. Seu mais recente cliente é um padre que acusa o bispo local de encobrir casos de abuso sexual de crianças para não expor a própria atividade homossexual. Um grego ortodoxo que raramente vai à missa, Aretakis trabalha sozinho em um escritório de Manhattan (nem sequer tem secretária) e, vez ou outra, participa de protestos diante da diocese de Albany, o principal foco de seus processos. No início do ano, a diocese conseguiu uma liminar obrigando o advogado a manter uma distância de 90 metros de sua sede. Não é assim, evidentemente, que vai se livrar do caçador de pedófilos.
Nicholas Burnham
MONSTROS DE BATINA
Mais de 1 200 padres foram acusados de pedofilia nos Estados Unidos no último meio século. Vinte e cinco padres já foram julgados pelos abusos e, de acordo com estimativa da Igreja Católica, o custo em indenizações pode chegar a 1 bilhão de dólares
Keith Nordstrom/AP
PADRE JAMES PORTER
Quantas crianças molestou: 28
Punição: condenado em 1993, morreu na prisão
PADRE PAUL SHANLEY
Quantas crianças molestou:
uma, durante três anos
Punição: condenado a doze anos de cadeia Mark Garfinkel/AP
John Blanding/
The New York Times
PADRE JOHN GEOGHAN
Quantas crianças molestou:
mais de 100
Punição: condenado a dez anos, foi morto na prisão
PADRE RUDOLPH KOS
Quantas crianças molestou: onze
Punição: sua diocese pagou 30 milhões de dólares às vítimas AP
LIVRE E SEM REMORSOS
Denise Dweck
O documentário Deliver Us from Evil (Livrai-nos do Mal), que estreou no mês passado nos Estados Unidos, oferece uma oportunidade rara - e tenebrosa - de ouvir diretamente a palavra de um predador sexual. Hoje com 61 anos e cabelos grisalhos, Oliver O’Grady é um padre que entre os anos 70 e 80 abusou de crianças e adolescentes, inclusive um bebê de 9 meses, em várias cidades da Califórnia, nos Estados Unidos. Depois de cinco meses de conversas, a diretora e roteirista Amy Berg convenceu O’Grady a falar para as câmeras. Afastado da Igreja e vivendo hoje na Irlanda, sua terra natal, ele conta sem remorso alguns casos e reflete sobre os próprios sentimentos - com um leve sorriso, admite que ainda fica sexualmente excitado ao ver crianças vestindo roupas íntimas ou nuas. Seus modos suaves, quase pastorais, fazem violento contraste com as imagens de suas vítimas. Uma delas, Ann Jyono, de 40 anos, lembra como foi molestada pelo padre dos 5 aos 12 anos. O’Grady era amigo da família e às vezes passava a noite em sua casa. “De manhã, ele fazia orações. À noite, estava molestando minha filha. Molestando, não, estuprando”, diz Bob Jyono, pai de Ann.
Mais que histórias devastadoras, o documentário exibe como a Igreja acobertou o padre pedófilo. Depois de ter sido abusada por O’Grady quando tinha 11 anos (uma vez no carro do padre), a enfermeira Nancy Sloan conta que seus pais levaram o caso até um bispo. A resposta que tiveram foi um pedido de desculpas e a promessa de que o padre seria mandado a um mosteiro, sem a presença de crianças. Ele foi transferido para uma paróquia a apenas 80 quilômetros de distância. Lá, continuou seu comportamento monstruoso. A mudança de lugar repetiu-se outras vezes. O padre só foi pego quando duas vítimas o processaram, em 1993. A Igreja pagou uma indenização de 7 milhões de dólares, e O’Grady foi condenado a catorze anos de prisão. Ele cumpriu metade da pena até ser deportado para a Irlanda, onde vive em liberdade. O próprio O’Grady revela no documentário que, na época em que perseguia crianças nos Estados Unidos, contou a seu superior, o hoje arcebispo da arquidiocese de Los Angeles cardeal Roger Mahony, sobre sua compulsão para a pedofilia - uma confissão que deveria ter alertado a Igreja para o perigo que o padre representa para as crianças. “Por muito tempo, a Igreja viu a pedofilia como um desvio moral e achava-se que bastava pedir perdão e pronto, estava resolvido”, disse a VEJA o psicólogo Thomas Plante, da Universidade Santa Clara, na Califórnia, um estudioso da pedofilia entre padres. Os depoimentos de O’Grady sobre Mahony apresentados no filme, indicando a conivência do cardeal com padres pedófilos, levaram advogados da Califórnia a cogitar abrir um processo contra o prelado.
O que conclui daqui? que as acções das pessoas individualmente fazem o todo ou é licito como o senhor extrapola, que se pense que toda uma religião seja assim baseada nesses valores? E então na sociedade civil? Somos todos pedófilos também?
É claro que não, o que está aqui em causa são comportamentos individuais e pertencentes a uma determinada religião e possível encobrimento por superiores Hierárquicos, e foram esses que foram julgados e condenados pelo Estado. Se calhar lá consegue se identificar os prevaricadores e condena-los ao contrário de cá. O estado funciona julga e pune absolve ou condena sem perdas de tempo ou chicanas legais. Olhe o Michael Jackson por exemplo a celeridade processual.
Ma repare que esse tal O´Grady não mostra qualquer arrependimento nem hoje ou sente remorsos quanto as vitimas que abusou, não tem sentimentos de humanidade
Algumas posições da igreja sobre o assunto
[“Papa Bento 16 apelou neste sábado à Igreja da Irlanda para "estabelecer a verdade" sobre os casos de sacerdotes acusados de pedofilia e pediu mais prevenção, ao receber os bispos irlandeses no Vaticano.
"É urgente reconstruir a confiança onde ela foi traída", disse o papa em seu discurso, cujo conteúdo foi divulgado pelo Vaticano.”]
[“O papa João Paulo 2º recomendou hoje educar os sacerdotes a respeitar a castidade e pediu que "os comportamentos escandalosos sejam castigados e corrigidos" ao receber um grupo de religiosos sudaneses.
A preparação ao ministério "deve chegar ao coração dos futuros religiosos antes de serem ordenados", disse o papa, que pediu uma educação "humana, espiritual e pastoral nos seminários".
"Os comportamentos escandalosos devem ser submetidos a investigações e corrigidos", acrescentou o papa ao falar aos religiosos africanos, que fazem a tradicional visita "ad limita" à sede central a cada cinco anos.
Para os norte-americanos, o papa João Paulo 2º não tratou suficientemente da questão da pedofilia, que prejudicou a imagem da Igreja Católica dos EUA nos últimos anos. A informação foi divulgada em uma pesquisa do Washington Post-ABC feita em ocasião dos 25 anos de papado e publicada hoje.
A grande maioria das pessoas entrevistadas declarou, no entanto, satisfeita com o pontificado de João Paulo 2º. “]
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Os padres e bispos acusados de pedofilia, foram expulsos da Igreja Católica…..ou foram protegidos pelo actual Papa.
Os ditadores criminosos, Mussolini, Salazar , Franco, Pinochet, foram expulsos da Igreja Católica…..
Eis algumas perguntas a fazer a essa gentinha…
Se o Daniel percebesse o que está em causa no ser católico ou islâmico perceberia o conteúdo dessa frase. Mas posso dizer-lhe que na sua posição, com tudo o que tem de respeitável, não reúne condições para compreender. Porque o acesso lhe está vedado, interpreta a coisa numa espécie de plano tribal de pertença ou não-pertença de indivíduos.
Não é isso que está em causa no enunciado. Mas terá de aprender um pouco de teologia católica ou islamica para perceber os problemas de constituição de comunidade. É mais complexo do que lhe parece agora e o mais certo é que não sinta qualquer vontade em deslocar um dedo nesse sentido. É bom demais estar sentado na comodidade desse tipo de evidência e, sobretudo, continuar a julgar que percebe e que conhece o que na verdade não percebe e não conhece, ainda que isso seja unicamente uma questão de inteligibilidade sem qualquer recurso a forma ou acto de fé. Se quisesse aprender teria apenas de ler e pensar por si mesmo baixando por um pouco o volume da ideologia do Bloco de Esquerda que se faz ouvir em regime de surdina permanente em todas as leituras que faz.
Seria capaz de o fazer? Penso que não! Mas se o quiser fazer estude a noção de ortodoxia nas diferentes religiões. Há dicionários sérios na universidade católica. Se quiser um boa introdução à noção de ortodoxia no cristianismo leia, por exemplo, o “Orthodoxy” de Chesterton. Depois, disso compreenderá o colossal carácter de deficit de inteligibilidade de que esta entrada está atacada.
Bem-haja camarada!
Sinfonia do disparate consonante,
Usou tantas linhas para me chamar de ignorante, mas não disse mais do que isso. E sei que há católicos pela despenalização do aborto, seguramente tão ignorantes como eu, que não lhe dão o direito a si nem a quem escreveu aquele post de decidirem se eles são católicos ou não. Quer entre os católicos quer entre os muçulmanos há sempre (sempre houve) quem se julgasse dono da fé e da comunidade de crentes.
De resto, não tente, com a arrogânica, tornar sério o que é apenas alarve. E é disso que se trata: alarvidade e intolerância.
Meio a propósito, Daniel: podes acrescentar o meu blogue ali à listinha. Não terá boneco, mas já tem declaração de voto.
Pois faltava ainda a confusão entre fé e aborto e religião e aborto, abram os olhos.
Concerteza que a igreja não é a favor do aborto mas vai além de uma questão de fé.
O aborto não é uma questão propriamente e exclusivamente de fé, aqueles que tentam meter a igreja ao barulho e acusa-la estão enganados porque não sabem mais que isso ou então é propositadamente, a igreja é mais um movimento pela vida como outro qualquer nesta questão.
Os argumentos da igreja vão para além da teologia em defesa da vida, apesar desses “ não matarás” cuja validade depende de crenças e só vale para crentes, neste caso, não se pode demonstrar nada a não ser por poder argumentativo a igreja precisava de definir o que é a vida e quando começa e ai contou com o apoio da ciência que lhe permitiu um argumento válido cientifico e não dogmático,
Em 1839, Schleiden e Schwan, ao formularem a Teoria Celular, foram responsáveis por grandes avanços da Embriologia. Conforme tal conceito, o corpo é composto por células, o que leva à compreensão de que o embrião se forma a partir de uma ÚNICA célula, o zigoto, que por muitas divisões celulares forma os tecidos e órgãos de todo ser vivo, em particular o humano.
Com base nestas evidências experimentais, o Papa Pio IX aceitou a concepção como a origem do ser humano, em 1869. Não se trata, portanto, de um dogma religioso, olhem bem, ninguém esta a ir contra a sua fé por não o acatar, mas da aceitação de um facto cientificamente comprovado
No século XIX com a ciência da embriologia clínica, provou-se que a partir da concepção tínhamos um novo ser humano e que, por isso, o aborto consistia em matar deliberadamente um ser inocente. Interessa, pois, saber se desde então foi feita alguma descoberta científica que anulasse ou questionasse as descobertas desse século. Demonstrem-no.
.Por isso há pessoas católicas a favor do aborto e pessoas católicas contra o aborto, ou seja vai para além da fé.
Por conseguinte este é um dos problemas dos abortistas que tem contra eles bases cientificas e por isso recorrem aos argumentos das condições económicas das mulheres da inevitabilidade, da falta de segurança dos abortos de vão de escada, que o aborto deve ser permitido pois a proibição do aborto leva a consequências altamente indesejáveis; que as mulheres têm o direito moral de escolher o aborto, mas nunca põe obrigações e responsabilidades nas acções das pessoas a priori e a posteriori e arredam de todo os conceitos de moral e ética nas acções das pessoas.
Um facto existe ou não existe.
Esta é a abordagem que os factos recebem em primeiro momento decisivo. Depois de constatada sua existência e não se opina se um facto existe ou não, porque quanto a factos ou se sabe ou não de sua existência é que ele passa a ser objeto de interpretação.
O facto de que a vida humana individualizada começa na concepção é constatado na embriologia e na biologia desde o século XIX.
Actualmente, não se discute a realidade dos fatos biologicamente comprovados
[“A discussão sobre o momento da origem da vida humana foi resolvida com a descrição feita em 1827 por Karl Ernst Von Baer
Devido ao aumento da sensibilidade do microscópio permitindo visualizar o óvulo e o espermatozóide, constatou-se que a nossa origem está na concepção. Nas suas obras Ueber Entwicklungsgeschiechteb der Tiere e Beabachtung and Reflexion descreveu os estágios correspondentes do desenvolvimento do embrião. Por isto é chamado de “Pai da Embriologia Moderna”. Em meados do século XIX os médicos estavam já completamente convencidos da existência desse processo e iniciaram então uma campanha para proibir o aborto. A frase que todos pensam ter sido inventada pelo Vaticano "a vida humana começa no momento da concepção", data, de facto, dessa campanha iniciada pelos cientistas no século XIX. Um outro mote dessa campanha era precisamente "adopção em vez de aborto". Na seqüência de todos estes sucessos, o parlamento inglês baniu o aborto, em 1869, aprovando o Offences Against the Person Act. Foi o primeiro país a fazê-lo. Por seu lado a American Medical Association, em dois relatórios (1857 e 1870), estabeleceu sem margem para dúvidas que o aborto era inaceitável. No mesmo ano o Papa Pio IX aceitou estes fatos científicos, passando a Igreja Católica a se posicionar contra o aborto, em defesa do ser humano desde sua concepção. No relatório de
1871 pode-se ler o seguinte: “A única doutrina que parece estar de acordo com a razão e a fisiologia é aquela que coloca o inicio da vida no momento da concepção. (...) O Aborto é uma destruição massiva de crianças por nascer”.]
O passo seguinte é a excomunhão
camaradas calma
Primeiro, a discussão cientifica de quando começa a vida pode ser muito interessante , mas deverá ter lugar em seminários da especialidade,e não no debate que neste momento travamos, e que é bem mais comezinho.
Temos uma lei que permite prender e condenar mulheres que praticam aborto.
Se votar-mos SIM, estamos de acordo com a alteração dessa lei, e contra o julgamento e prisão das mulheres.
Se votar-mos NÂO estaremos a dizer que a lei não pode ser alterada, e que queremos as mulheres que praticam aborto presas e condenadas.
Este é o debate que neste momento está em cima da mesa, outros considerando de ordem ética, moral ou de principios, poderão ser muito interessantes, mas desviam o debate da questão central.
No entanto, a própria Igreja Catolica INVENTOU uma situação para os nados-mortos, ou os fetos que não vingam, chamou-lhe o limbo, isto é a igreja DISCRIMINA os fetos, será porque não os considera vida plena……
Nunca em 55 anos de vida vi um funeral católico, de um feto, se como diz a igreja, ele é um ser humano na sua plenitude, então porque não pode ele ter um funeral religioso?
Perguntas que se calhar têm algum sentido.
Quanto ao amigo que defende que católicos não podem estar de acordo com a alteração da lei, e que se o fizerem não são catolicos, volto a perguntar, os padres pedófilos, são católicos?
Augusto Pinochet a besta, foi expulso da Igreja Catolica, pelos crimes que cometeu ou mandou executar ?….
Será que para certos católicos só é crime o aborto, mas o assassinato, a violação a pedofilia, são males menores de pecadores, (sobretudo se forem padres), que merecem compreenção??????
E se uma mulher fizer um aborto as 11 semanas que acontece vai presa e condenada ? e uma as 10 não vai.
O Pacheco porque é que você procura meter ao barulho pedofilia e ditadores, com aborto. A igreja só rejeita aqueles que não aceitam as suas regras, os seus dogmas os seus sacramentos, esta no seu direito e quem vai contra isso devia ter o decoro de se afastar e não protestar contra ela porque são eles que estão em falta.
Quanto aos ditadores e igreja, é claro que houve conluios mas você queria que a igreja julgasse essas pessoas? Então o estado não é capaz de julgar os seus? Queria que a igreja lhe negasse a entrada no seu seio? Você não conhece a igreja nem a doutrina de Cristo e mais, você não tem a noção do perdão um valor moral que nos coloca acima dos nossos inimigos. E não confunda com dar a outra face, mas sim com o não ser vingativo quando se tem o poder de o ser. Palavras ao vento,
A religião, nenhuma religião manda fazer o mal, praticar o mal, se a igreja católica a par de outras já praticou o mal não foi a filosofia da igreja em si mas a interpretação e deturpação dessa filosofia por certas mentes que ocuparam cargos na igreja, inquisição cruzadas etc. nada na igreja católica impõe a conversão pela força no entanto ela foi usada
Você fala de fetos baptismo e confunde quase tudo.
Confunde fetos com animus que é uma questão teológica e filosófica que vem dos antigos filósofos gregos e dos doutores da igreja Santo Agostinho e S. Tomas de Aquino que discutiam quando o feto teria animus ou seja alma para a religião e/ou actividade cerebral para um conceito cientifico. É interessante a discussão mas não vale a pena.
Quanto ao limbo não confunda e só tenho a dizer-lhe isto que já disse mais vezes.
Nesta historia do baptismo, pensando bem é um bocadinho mais séria do que parece.
O baptismo é um instituto ou figura da religião e por ele entra-se e pode ficar-se ligado a ela ou não. e isto tem consequências no futuro de uma pessoa que mais tarde queira uma aproximação a igreja, por exemplo não pode ser padrinho
A figura é bíblica, mas teologicamente a sua introdução como sacramento deve muito a um pensador da igreja católica Santo Agostinho que introduziu a figura do pecado original ligado ao homem por meio de Adão e Eva desde o nascimento e que só se elimina pelo baptismo. Por isso se uma criança nasce e morre sem baptismo esta condenada vai parar ao Limbo, mas porque não foi baptizada não recebeu o primeiro sacramento da igreja, só isso não tem nada a ver com considera-los vida ou não.
Assim qualquer criança recém nascida em perigo de vida pode ser baptizada por qualquer um para assim alcançar a salvação.
Parece que o actual papa mexeu com esta figura do Limbo..
O baptismo é um sacramento inicial a base, uma espécie de registo civil, neste caso canónico, já funcionou assim antes da criação dos civis, pelo qual a igreja reconhece uma pessoa como seu membro.
Esqueçamos o assunto ficando-nos por aqui
Já que o senhor falou em debates em seminários de especialidade se tiver tempo e quiser leia este vale a pena
[[“Estados Unidos da América ardente polêmica a respeito do aborto: estava comprovado que naquele país uma criança sobre três era eliminada antes de nascer. O Senado norte-americano, impressionado pela problemática, pôs-se a considerá-la com seriedade. E, a fim de tomar posição, procurou informações dos cientistas a respeito do momento em que o concepto pode ser considerado autêntico indivíduo humano, pois tal questão é decisiva para se definirem os direitos da criança. Em vista de uma resposta, foi consultado, entre outros, o prof. Jérôme Lejeune, francês; os títulos e méritos deste mestre e sua posição se acham expostos no texto que transcrevemos a seguir e que corresponde ao relatório apresentado à Comissão Senatorial encarregada do inquérito, aos 23 de abril de 1981. O próprio autor deu a seu trabalho o título de TESTEMUNHO.
2. O TESTEMUNHO DO DR. JÉRÔME LEJEUNE
"Meu nome é Jérôme Lejeune. Doutor em Medicina e Doutor em Ciências, sou responsável pela Clínica e pelo Laboratório de Genética do Hospital de Pediatria destinado aos pacientes feridos por debilidade mental. Após ter pesquisado em tempo integral durante dez anos, tornei-me professor de Genética Fundamental na Universidade René Descartes.
Há cerca de 23 anos descrevi a primeira doença cromossômica em nossa espécie, devida ao cromossomo 21 extra-numerário, típico do mongolismo. Em conseqüência, tive a honra de receber o Prêmio Kennedy das mãos do falecido presidente e a William Allen Memorial Medal da Sociedade Americana de Genética Humana. Sou membro da American Academy of Arts and Sciences.
Com meus colegas do Instituto de Genética de Paris, nos dedicamos à descrição das etapas fundamentais da hereditariedade humana. Pelo estudo comparativo de numerosas espécies de mamíferos, inclusive os símios antropóides, estudamos as variações cromossômicas registradas no decorrer da evolução. Na espécie humana, analisamos mais precisamente os efeitos desfavoráveis de certas aberrações cromossômicas.
Nestes anos demonstramos pela primeira vez que uma doença cromossômica pode ser combatida por um tratamento adequado... Mostramos que um tratamento químico pode curar a lesão cromossômica em culturas de tecidos. Mais: uma dosagem apropriada de produtos químicos (monocarbonatos e suas moléculas vetoras) melhora simultaneamente o comportamento e as atividades mentais das crianças afetadas. Assim a pesquisa meticulosa realizada sobre certos mecanismos da vida pode levar a uma proteção direta de vidas humanas em perigo. Quando começa um ser humano?
Desejo trazer a esta questão a resposta mais exata que a ciência pode atualmente fornecer. A biologia moderna ensina que os ancestrais são unidos aos seus descendentes por um liame material contínuo, pois é da fertilização da célula feminina (o óvulo) pela célula masculina (o espermatozóide) que emerge um novo indivíduo da espécie humana.
A vida tem uma longa história, mas cada indivíduo tem o seu início muito preciso, o momento de sua concepção.
O liame material é o filamento molecular do ADN. Em cada célula reprodutora, essa fita, de um metro de comprimento aproximadamente, é cortada em segmentos (23, na nossa espécie). Cada segmento é cuidadosamente enrolado e empacotado (como uma fita magnética em minicassete), tanto que no microscópio aparece como um bastonete: um cromossomo.
Desde que os 23 cromossomos do pai se juntam aos 23 cromossomos da mãe, está coletada toda a informação genética necessária e suficiente para exprimir todas as características inatas do novo indivíduo. Isto se dá à semelhança de uma minicassete introduzida num gravador; sabe-se que produz uma sinfonia. Assim também o novo ser começa a se exprimir logo que foi concebido.
As ciências da natureza e as ciências jurídicas falam a mesma linguagem. A respeito de um indivíduo que goza de boa saúde, o biólogo diz que tem boa constituição; a respeito de uma sociedade que se desenvolve harmoniosamente para o bem de todos os seus membros, o legislador afirma que ela tem uma Constituição equilibrada.
Um legislador não consegue entender uma lei particular antes que todos os seus termos tenham sido clara e plenamente definidos. Mas, quando toda essa informação lhe é oferecida e a lei foi votada, ele pode ajudar a definir os termos da Constituição. Como trabalha a natureza?
Trabalha de modo análogo. Os cromossomos são as tábuas da lei da vida; quando eles são reunidos no novo indivíduo (a votação da lei é figura da fecundação do óvulo pelo esperma), eles descrevem inteiramente a Constituição dessa nova pessoa.
É surpreendente a miniaturização da escrita. É difícil crer, embora esteja acima de qualquer dúvida, que toda a informação genética, necessária e suficiente para construir nosso corpo e até nosso cérebro (o mais poderoso engenho para resolver problemas, capaz até de analisar as leis do universo), possa ser resumida a tal ponto que seu substrato material possa subsistir na ponta de uma agulha!
Mais impressionante ainda é a complexa soma de informação genética por ocasião do amadurecimento das células reprodutoras, a tal ponto que cada concepto recebe uma combinação inteiramente original, que nunca se produziu antes e que não se reproduzirá tal qual no futuro. Cada concepto é único e, portanto, insubstituível. Os gêmeos idênticos e os hermafroditos verdadeiros são exceções à regra: cada ser humano é uma combinação genética. E notemos que as exceções devem ocorrer no momento da concepção. Acidentes posteriores não levam a um desenvolvimento harmonioso.
Todos esses fatos são conhecidos há muito tempo; todos os cientistas já outrora estariam de acordo em dizer que, se existissem bebês de provetas, eles evidenciariam a autonomia do concepto; a proveta não possuiria nenhum título de propriedade sobre eles. Ora os bebês de proveta já existem. Experiências recentes
Quantas células são necessárias para a construção de um indivíduo?
— A resposta nos é dada por experiências recentes.
Se conceptos precoces de camundongos são tratados com enzimas, as suas células se desagregam. Se, porém, misturarmos tais suspensões celulares provenientes de embriões diferentes, veremos que as células voltam a se reunir. O número máximo de células que operam para a elaboração de um indivíduo, é três.
O ovo fecundado normalmente divide-se em duas células: uma delas se divide imediatamente de novo. Assim se forma o número ímpar e surpreendente de três células, encapsuladas em seu invólucro protetor.
Segundo os nossos mais adiantados conhecimentos, a individuação (ou a formação de três células fundamentais) é a primeira etapa após a concepção, à qual se segue dentro de poucos minutos.
Tudo isto explica por que os doutores Edwards e Steptoe puderam ser testemunhas de fecundação, em proveta, de um óvulo da Sra. Brown por um espermatozóide do Sr. Brown. O minúsculo concepto que eles implantaram alguns dias mais tarde no útero da Sra. Brown, não podia ser nem um tumor, nem um animal. Era, na verdade, a extremamente jovem Luísa Brown, que tem hoje a idade de três anos.
A viabilidade do concepto é extraordinária. Por experiência, sabemos que um concepto de camundongo pode ser congelado ao frio intenso (até de 29 graus) e, depois de reaquecimento delicado, ser implantado com êxito. Para que haja o ulterior crescimento, requer-se necessariamente a acolhida numa mucosa uterina que forneça a alimentação apropriada à placenta embrionária. No interior da sua cápsula vital, que é a bolsa amniótica, o novo indivíduo é tão viável quanto um astronauta dentro do seu escafandro sobre a Lua: o abastecimento de fluidos vitais deve ser fornecido pelo organismo da mãe. Esta alimentação é indispensável à sobrevivência, mas ela não "faz" a criança; da mesma forma nem a nave espacial mais aperfeiçoada pode produzir um astronauta. Esta comparação ainda é mais significativa quando o feto se mexe. Graças a uma aparelhagem ultra-sônica muito requintada, o professor Ian Donald, da Inglaterra, conseguiu produzir no ano passado um filme que mostra a mais jovem "estrela" do mundo, ou seja, um bebê de onze semanas a dançar no útero materno. O bebê, pode-se dizer, brinca no trampolim! Dobra os joelhos, apoia-se sobre a parede, levanta-se e recai. Visto que o seu corpo tem a densidade do fluído amniótico, ele não sente a gravidade e dança muito lentamente, com uma graça e uma elegância totalmente impossíveis em algum outro lugar da terra. Somente os astronautas, em suas condições de não gravidade, conseguem tal suavidade de movimentos. A propósito notamos que, quando se tratava da primeira caminhada no espaço, os técnicos tiveram que escolher o lugar onde desembocariam os tubos portadores dos fluídos vitais. Escolheram então finalmente a fivela do cinturão do escafandro, reinventando assim o cordão umbilical.
Quando tive a honra de dissertar perante o Senado, tomei a liberdade de evocar o conto de fada do homem menorzinho do que o dedo mindinho.
Com dois meses de idade, o ser humano tem menos de um polegar de comprimento, desde o ápice da cabeça até a ponta do traseiro. Ele estaria muito à vontade numa casca de nozes, mas tudo já se encontra nele: as mãos, os pés, a cabeça, os órgãos, o cérebro, tudo está no seu lugar certo. O coração já bate há um mês. Olhando de mais perto, veríamos as dobras das suas palmas de mão e uma quiromante leria as mãos dessa minúscula pessoa. Com uma boa lente de aumento, descobriríamos as marcas digitais. Tudo estaria aí para se fazer a carteira de identidade civil deste indivíduo.
Com a extrema sofisticação da nossa tecnologia, podemos vislumbrar a vida privada desta criaturinha. Aparelhos especiais gravam a música mais primitiva: um martelar surdo, profundo, regular, de 60/70 batidas por minuto (o coração da mãe) e uma cadência rápida, aguda, de 150/170 batidas por minuto (o coração do feto) se sobrepõem, imitando os compassos de orquestra e realizando os ritmos básicos de toda música primitiva, sem dúvida, porque é a primeira que o ouvido humano consegue ouvir.
Assim observamos o que o feto sente, ouvimos o que ele ouve, provamos o que ele saboreia e vimo-lo realmente dançar, cheio de graça e de juventude. A ciência transformou o conto de fada do Pequeno Polegar numa história verídica, história que cada um de nós viveu no seio de sua mãe.
E, para que melhor percebais a exatidão das nossas observações, acrescentamos: Se, logo depois da concepção, vários dias antes da implantação, uma única célula fosse retirada desse indivíduo semelhante a uma amora minúscula, poderíamos cultivar essa célula e examinar os seus cromossomos. Se um estudante, observando-a ao microscópio, não fosse capaz de reconhecer o número, a forma e o aspecto das fitas de seus cromossomos, se ele não soubesse dizer com certeza se essa célula provém de um símio ou de um ser humano, seria reprovado no exame.
Aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo indivíduo começou a existir, já não é questão de gosto ou de opinião. A natureza humana do ser humano, desde a concepção até a velhice, não é uma hipótese metafísica, mas sim uma evidência experimental".
quando se extrai do seio materno um feto, é um verdadeiro ser humano que vem assim extraído e... quiçá condenado à morte!”]]
Estou esclarecido, para os católicos como o senhor pode-se ser um PULHA, UM VIOLADOR,UM ASSASSINO, que a Igreja tudo perdoa, só não perdoa que uma mulher possa livremente interromper a gravidez….
Aliás um documentário bem interessante , LIVRAI-NOS DO MAL ( seria importante que a RTP o transmitisse) sobre o PADRE CATÒLICO O`GRADY, uma BESTA de falas mansas, que até violou um bebé de oito meses , e que como muitas centenas de outros padres católicos, acusados do mesmo crime, NÂO FOI EXCOMUNGADO.
Aliás o sr Ratzinger o actual Papa , terá de responder pela proteção QUE DURANTE ANOS DEU A ESTA ESCUMALHA.
Mas estes crimes, estes vicios repugnantes, não preocupam alguns católicos portugueses, mas sim as mulheres que praticam aborto.
Aliás o último argumento desta gente é que a nova lei tem custos, e que o dinheiro poderia ser melhor aplicado.
Agora o tribunal, a devassa da vida privada, a condenação, passam a plano secundário, a lei não deve ser mudada porque tem custos.
Então porque não propõe a alteração da lei votando SIM, e ao mesmo tempo propôem uma adenda, em que a mulher que queira interromper livremente uma gravidez INDESEJADA, pague uma parte substancial dos custos dessa opção.
Esse argumento eu entendia, assim é mais uma tentativa desesperada para inverter a opinião largamente maioritária dos portugueses, que diz ser a altura de terminarmos com esta vergonha terceiro-mundista, que é ver mulheres arrastadas para tribunais, e enxovalhadas ,só porque recorreram ao aborto clandestino.
Quanto ao seus argumentos e ao seu Dr. Lejeune, que não conheço, digo-lhe uma vez mais, o debate ético e moral, não tem lugar nesta campanha.
Trata-se e tão só de mudar uma lei, e evitar os espectaculos degradantes como aqueles que vimos nos tribunais de Aveiro e Satubal, por exemplo.
O Pacheco em relação a religião
Aos católicos como o senhor? Quem lhe da o direito de se arrogar a catalogar as pessoas? O senhor sabe se eu sou católico? alguma vez o classifiquei politicamente ou religiosamente? Ao contrário provavelmente do senhor até posso concordar com os meus adversários quando discutimos, é uma questão de inteligibilidade, Os meus pensamentos são livres e estritamente racionais tanto posso criticar ideias religiosas ou politicas com as quais não concorde sem necessidade de estar mentalmente a auto -censurar-me por ir contra uma certa ideologia partidária ou religiosa.
Eu conheço a filosofia católica ao contrário do senhor que demonstra ignorância tal que nem pode argumentar sobre temas que não conhece sem dizer asneiras logo de seguida, porque o senhor só vê o concreto as pessoas que erraram não vê princípios de conduta nas pessoas. Os padres pedófilos violadores etc. e não vê por exemplo o banzé que deu uma medida que queria impedir padres homossexuais para uma esquerda que defende a não descriminação, mas o senhor não entende conceitos. A pedofilia é um conceito que caracteriza determinadas situações e condutas sexuais, por isso são condenáveis a luz desse conceito ( é ético é moral ) á priori certas acções sem determinação de sujeito e independentemente de quem a pratica ser padre ministro deputado etc. claro que quem a pratica coloca - se sob a alçada desse conceito logo tem que ser julgado. Mas uma coisa é o julgamento pelo estado por meio de leis, legal que é o único que vale e outro e o julgamento moral que todos podemos fazer.
Mas por conhecer a ideologia católica é que discordo de muita filosofia da ideologia ou doutrina católica ( como no campo da planeamento familiar por exemplo e no uso de preservativo que acho ate irresponsável as atitudes da hierarquia católica devido ao alastrar da sida mas não é isso que estávamos a falar) mas não neste caso de defesa da vida. (Já houve quem dissesse que para se ser um bom ateu era preciso ter sido um bom cristão), E é verdade sim, a filosofia ou doutrina católica tem o conceito de perdão para aqueles que tem um arrependimento sincero ou você não acredita no arrependimento e acha que depois de se errar, se deve ser proscrito para toda a vida.
E o exemplo máximo desse conceito a nível até pessoal aconteceu com o ultimo papa que se encontrou com a pessoa que o tentou matar aceitou confessa-lo a pedido dele e perdoou-lhe a sua acção. Esta acção para si é totalmente desprovida de valores.
Já agora consegue entender alguma coisa da filosofia do Gandhi? olhe que levou um pais a independência sem precisar de grupos armados e do Martin Luther King?
O senhor não conhece Jérôme Lejeune, não tem obrigação disso, provavelmente também não conhecerá a opinião de muitos outros cientistas a este respeito, nada de mal. Mas o senhor conhece todos os casos de mulheres que tem andado por tribunais provavelmente porque vê televisão e lerá jornais. Por isso o senhor diz que o problema a resolver é esse, e arreda do problema as questões éticas morais e de responsabilidade das pessoas nos seus actos, na sua auto determinação, se alguém está a ser julgado é porque praticou actos que o colocam sob a alçada da lei.
Um homicídio um roubo uma violação também se esta a ser julgado e a ser exposto em publico por violação de regras legais que defendem valores que a sociedade acha que devem ser preservados. Mas não foi a sociedade que obrigou as pessoas a praticar esses actos foram elas mesmas segundo um principio de autodeterminação as pessoas são livres de fazer ou não fazer, são livres dos seus actos mas depois são responsáveis pelas suas consequências.
Por isso uma mulher que faça um aborto como se propõe ate as 10 semanas está livre de chatices judiciais e de se expor em publico, se for uns dias depois por exemplo as mesmíssimas chatices continuam. É isto que os senhores pretendem? Não acho, acho que depois os senhores querem a liberalização de todo. Colocar o aborto no género da solução dos problemas à posteriori é uma espécie de “anti conceptivo”
Os mais instruídos provavelmente já perceberam que esta guerra no que diz respeito à questão científica não tem pés para andar, os outros viram então a sua atenção para a mulher, tentando esconder tudo aquilo que está por detrás de todas essas posições um irreconciliável ponto de vista da vida humana e da própria humanidade. Tentam meter ao barulho convicções religiosas que não tem nada a ver com isso, mas sim trata-se de um referencial ético.
Acusando os outros de católicos ou de dogmáticos e insensíveis perante os drama das mulheres grávidas. Na prática o que interessa é o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto.
Para alguma esquerda a vida dos animais, de uma águia, de um touro ou de uma cegonha, a própria natureza é mais importante que um ser humano.
O Pacheco em relação a religião
Aos católicos como o senhor? Quem lhe da o direito de se arrogar a catalogar as pessoas? O senhor sabe se eu sou católico? alguma vez o classifiquei politicamente ou religiosamente? Ao contrário provavelmente do senhor até posso concordar com os meus adversários quando discutimos, é uma questão de inteligibilidade, Os meus pensamentos são livres e estritamente racionais tanto posso criticar ideias religiosas ou politicas com as quais não concorde sem necessidade de estar mentalmente a auto -censurar-me por ir contra uma certa ideologia partidária ou religiosa.
Eu conheço a filosofia católica ao contrário do senhor que demonstra ignorância tal que nem pode argumentar sobre temas que não conhece sem dizer asneiras logo de seguida, porque o senhor só vê o concreto as pessoas que erraram não vê princípios de conduta nas pessoas. Os padres pedófilos violadores etc. e não vê por exemplo o banzé que deu uma medida que queria impedir padres homossexuais para uma esquerda que defende a não descriminação, mas o senhor não entende conceitos. A pedofilia é um conceito que caracteriza determinadas situações e condutas sexuais, por isso são condenáveis a luz desse conceito ( é ético é moral ) á priori certas acções sem determinação de sujeito e independentemente de quem a pratica ser padre ministro deputado etc. claro que quem a pratica coloca - se sob a alçada desse conceito logo tem que ser julgado. Mas uma coisa é o julgamento pelo estado por meio de leis, legal que é o único que vale e outro e o julgamento moral que todos podemos fazer.
Mas por conhecer a ideologia católica é que discordo de muita filosofia da ideologia ou doutrina católica ( como no campo da planeamento familiar por exemplo e no uso de preservativo que acho ate irresponsável as atitudes da hierarquia católica devido ao alastrar da sida mas não é isso que estávamos a falar) mas não neste caso de defesa da vida. (Já houve quem dissesse que para se ser um bom ateu era preciso ter sido um bom cristão), E é verdade sim, a filosofia ou doutrina católica tem o conceito de perdão para aqueles que tem um arrependimento sincero ou você não acredita no arrependimento e acha que depois de se errar, se deve ser proscrito para toda a vida.
E o exemplo máximo desse conceito a nível até pessoal aconteceu com o ultimo papa que se encontrou com a pessoa que o tentou matar aceitou confessa-lo a pedido dele e perdoou-lhe a sua acção. Esta acção para si é totalmente desprovida de valores.
Já agora consegue entender alguma coisa da filosofia do Gandhi? olhe que levou um pais a independência sem precisar de grupos armados e do Martin Luther King?
O senhor não conhece Jérôme Lejeune, não tem obrigação disso, provavelmente também não conhecerá a opinião de muitos outros cientistas a este respeito, nada de mal. Mas o senhor conhece todos os casos de mulheres que tem andado por tribunais provavelmente porque vê televisão e lerá jornais. Por isso o senhor diz que o problema a resolver é esse, e arreda do problema as questões éticas morais e de responsabilidade das pessoas nos seus actos, na sua auto determinação, se alguém está a ser julgado é porque praticou actos que o colocam sob a alçada da lei.
Um homicídio um roubo uma violação também se esta a ser julgado e a ser exposto em publico por violação de regras legais que defendem valores que a sociedade acha que devem ser preservados. Mas não foi a sociedade que obrigou as pessoas a praticar esses actos foram elas mesmas segundo um principio de autodeterminação as pessoas são livres de fazer ou não fazer, são livres dos seus actos mas depois são responsáveis pelas suas consequências.
Por isso uma mulher que faça um aborto como se propõe ate as 10 semanas está livre de chatices judiciais e de se expor em publico, se for uns dias depois por exemplo as mesmíssimas chatices continuam. É isto que os senhores pretendem? Não acho, acho que depois os senhores querem a liberalização de todo. Colocar o aborto no género da solução dos problemas à posteriori é uma espécie de “anti conceptivo”
Os mais instruídos provavelmente já perceberam que esta guerra no que diz respeito à questão científica não tem pés para andar, os outros viram então a sua atenção para a mulher, tentando esconder tudo aquilo que está por detrás de todas essas posições um irreconciliável ponto de vista da vida humana e da própria humanidade. Tentam meter ao barulho convicções religiosas que não tem nada a ver com isso, mas sim trata-se de um referencial ético.
Acusando os outros de católicos ou de dogmáticos e insensíveis perante os drama das mulheres grávidas. Na prática o que interessa é o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto.
Para alguma esquerda a vida dos animais, de uma águia, de um touro ou de uma cegonha, a própria natureza é mais importante que um ser humano.
Anónimo agora sim estou espantado, será que denoto nas seu escrito, uma defesa ,mesmo subrepticia da pedofilia ,e por tabela dos padres pedófilos….
Caro amigo neste aspecto digo-lhe desde já ,que estou nos antipodas da sua posição, não desculpo nem compreendo.
Mas para que fique claro, eu não me movo um centimetro, daquilo que deve ser esta discussão.
Existe uma lei ,que permite que as mulheres que praticam aborto clandestino possam, ser presas e condenadas.
Os partidários do SIM como eu, querem que essa lei seja mudada.
Os partidários do Nãio querem que se mantenha, e como tal querem que as mulheres que praticam aborto,continuem a ser arrastadas para os tribunais e a sua vida devassada na Praça, Publica, HAJA CORAGEM DE CADA UM ASSUMIR A SUA OPÇÂO, não se refugiem atraz de lindos argumentos e frases pomposas.
Pacheco fala em O´Grady, E muito bem, quer ler alguma coisa sobre essas estrelas pedófilas?
Os caçadores de pedófilos
Dois americanos são as estrelas de uma nova especialização da advocacia:processos contra os abusos sexuais
cometidos por padres
Diogo Schelp
Nada demonstra melhor as agruras pelas quais passa a Igreja Católica do que o surgimento de uma nova e bastante rentável especialidade na advocacia americana: a representação de vítimas de abuso sexual cometido por padres. A maior estrela da categoria é Jeff Anderson, advogado em Saint Paul, cidade do Meio-Oeste, com mais de 1.000 clientes e 150 milhões de dólares em indenizações recebidas só da Igreja Católica - sim, ele também já processou pelo mesmo motivo outras confissões religiosas -, dos quais embolsou 60 milhões de dólares a título de honorários. Outro advogado bastante requisitado é o nova-iorquino John Aretakis, com 250 clientes. Como muitos de seus casos acabam em acordo e vêm acompanhados de uma cláusula de sigilo, ele não divulga o valor das indenizações. Contudo, em seu primeiro caso, em 1996, ele tirou 1 milhão de dólares da diocese de Albany, no estado de Nova York. De modo geral, as indenizações ficam entre 50.000 e 150 000 dólares.
A pedofilia é o crime que está na base da quase totalidade dos processos. São avanços de padres contra crianças e adolescentes, quase sempre do sexo masculino. Os escândalos envolvendo padres pedófilos varrem sacristias da França à Irlanda, do México ao Brasil. Mas por várias razões os Estados Unidos são um caso especial. Uma é a enorme quantidade de casos denunciados. Pelo menos 4.000 americanos já se apresentaram à Justiça na condição de vítimas de predadores sexuais camuflados por vestes sacerdotais. Outra razão é a tenacidade bem americana com que as vítimas levam seus casos à Justiça e exigem compensações. Uma terceira é a presteza com que a cúpula da Igreja Católica nos Estados Unidos recorreu ao talão de cheques para compensar os queixosos, pelos menos até os pedidos de indenização se tornarem uma avalanche no início desta década.
O acordo judicial nem sempre é capaz de apaziguar o sofrimento. O que mais horroriza os advogados não é o relato de como o sacerdote se aproveitou da autoridade conferida pela batina para tirar proveito da vulnerabilidade de meninos e adolescentes - e sim a quantidade de vítimas que se suicida, incapaz de conviver com a memória do abuso sofrido na infância. “Tive clientes que se mataram enquanto seu processo ainda estava em curso”, disse Aretakis a VEJA. Na semana passada, um dos clientes de Anderson cometeu suicídio. Ambos os advogados sustentam que seus processos - e a sangria que provocam nos cofres da Igreja - têm o saudável efeito de impedir que outras crianças e adolescentes sejam molestados pelo clero. “Nós temos o poder da verdade e eles têm o dinheiro”, costuma dizer Anderson a seus clientes.
“Luteranos, mórmons, testemunhas-de-jeová, evangélicos… Diga-me o nome de qualquer grupo religioso e eu provavelmente já o processei”, disse Anderson a VEJA. Mas a Igreja Católica é, de longe, o principal alvo de seu escritório. O primeiro processo, de 1983, rendeu indenização de 1,5 milhão de dólares, paga pela arquidiocese de Minneapolis pelos crimes cometidos por um padre que havia se aproveitado da amizade e da confiança de uma família de sua paróquia para abusar sexualmente de uma criança. Quando se deram conta do que estava ocorrendo, os pais do menino foram se queixar ao bispo. Em lugar de manifestar surpresa, o prelado puxou do talão de cheques. Indignado, o casal recusou o dinheiro e procurou Anderson para que a punição fosse exemplar.
Nos Estados Unidos, os crimes de abuso sexual contra crianças têm prazo de prescrição na maioria dos estados. Como as vítimas em geral só tomam coragem para falar sobre o assunto quando já são adultas, os advogados têm dificuldade para levar os processos adiante. Uma saída é comprovar em juízo que os superiores do padre pedófilo tinham conhecimento e esconderam da polícia e da sociedade o seu comportamento criminoso. Dessa forma, o processo é movido contra a Igreja Católica, sem risco de prescrição. “A exigência do celibato, a discrição que envolve os negócios da Igreja e a preocupação dos bispos com a própria carreira criaram uma cultura do silêncio”, avalia Anderson. Seu caso mais famoso, contra o padre James Porter, é um exemplo clássico de acobertamento por seus pares. O comportamento sexual de Porter era conhecido de seus superiores. Durante duas décadas, eles reagiram às denúncias de abuso sexual transferindo o sacerdote de um estado para outro - o que ajudou a aumentar o número de vítimas.
A sangria nos cofres e a humilhação pública obrigaram a Igreja Católica a rever seu comportamento. “Desde 2002, quando houve uma onda de denúncias envolvendo padres, os bispos passaram a cooperar mais com a polícia, informando as ocorrências”, disse a VEJA o padre John Allan Loftus, professor de psicologia para o clero do Boston College. Quanto aos casos antigos, bem, precisam ser discutidos com os advogados. Dono de um escritório que emprega cinco advogados, luterano de formação, casado e pai de seis filhos (três deles do segundo casamento), Jeff Anderson já deu mais importância à bebida do que à família. Parou de beber há dez anos, quando percebeu que era hora de viver de acordo com os valores morais que defendia nos tribunais. Envolveu-se de tal forma com o drama dos clientes que chegou a considerar a hipótese de ele próprio ter sido violentado na infância. Recorreu a centenas de horas de psicoterapia em busca de alguma recordação escondida na memória - e nada.
John Aretakis era um advogado especializado em processos por erro médico ou acidentes quando, em 1996, aceitou o caso de um ex-colega de escola recusado por outros advogados. Dos 11 aos 17 anos de idade, o queixoso fora forçado quase diariamente a fazer sexo com um padre, em Albany, a capital do estado de Nova York. Como o crime de abuso sexual já tinha prescrito, Aretakis ameaçou processar diretamente a diocese de Albany e obteve uma indenização. Seu mais recente cliente é um padre que acusa o bispo local de encobrir casos de abuso sexual de crianças para não expor a própria atividade homossexual. Um grego ortodoxo que raramente vai à missa, Aretakis trabalha sozinho em um escritório de Manhattan (nem sequer tem secretária) e, vez ou outra, participa de protestos diante da diocese de Albany, o principal foco de seus processos. No início do ano, a diocese conseguiu uma liminar obrigando o advogado a manter uma distância de 90 metros de sua sede. Não é assim, evidentemente, que vai se livrar do caçador de pedófilos.
Nicholas Burnham
MONSTROS DE BATINA
Mais de 1 200 padres foram acusados de pedofilia nos Estados Unidos no último meio século. Vinte e cinco padres já foram julgados pelos abusos e, de acordo com estimativa da Igreja Católica, o custo em indenizações pode chegar a 1 bilhão de dólares
Keith Nordstrom/AP
PADRE JAMES PORTER
Quantas crianças molestou: 28
Punição: condenado em 1993, morreu na prisão
PADRE PAUL SHANLEY
Quantas crianças molestou:
uma, durante três anos
Punição: condenado a doze anos de cadeia Mark Garfinkel/AP
John Blanding/
The New York Times
PADRE JOHN GEOGHAN
Quantas crianças molestou:
mais de 100
Punição: condenado a dez anos, foi morto na prisão
PADRE RUDOLPH KOS
Quantas crianças molestou: onze
Punição: sua diocese pagou 30 milhões de dólares às vítimas AP
LIVRE E SEM REMORSOS
Denise Dweck
O documentário Deliver Us from Evil (Livrai-nos do Mal), que estreou no mês passado nos Estados Unidos, oferece uma oportunidade rara - e tenebrosa - de ouvir diretamente a palavra de um predador sexual. Hoje com 61 anos e cabelos grisalhos, Oliver O’Grady é um padre que entre os anos 70 e 80 abusou de crianças e adolescentes, inclusive um bebê de 9 meses, em várias cidades da Califórnia, nos Estados Unidos. Depois de cinco meses de conversas, a diretora e roteirista Amy Berg convenceu O’Grady a falar para as câmeras. Afastado da Igreja e vivendo hoje na Irlanda, sua terra natal, ele conta sem remorso alguns casos e reflete sobre os próprios sentimentos - com um leve sorriso, admite que ainda fica sexualmente excitado ao ver crianças vestindo roupas íntimas ou nuas. Seus modos suaves, quase pastorais, fazem violento contraste com as imagens de suas vítimas. Uma delas, Ann Jyono, de 40 anos, lembra como foi molestada pelo padre dos 5 aos 12 anos. O’Grady era amigo da família e às vezes passava a noite em sua casa. “De manhã, ele fazia orações. À noite, estava molestando minha filha. Molestando, não, estuprando”, diz Bob Jyono, pai de Ann.
Mais que histórias devastadoras, o documentário exibe como a Igreja acobertou o padre pedófilo. Depois de ter sido abusada por O’Grady quando tinha 11 anos (uma vez no carro do padre), a enfermeira Nancy Sloan conta que seus pais levaram o caso até um bispo. A resposta que tiveram foi um pedido de desculpas e a promessa de que o padre seria mandado a um mosteiro, sem a presença de crianças. Ele foi transferido para uma paróquia a apenas 80 quilômetros de distância. Lá, continuou seu comportamento monstruoso. A mudança de lugar repetiu-se outras vezes. O padre só foi pego quando duas vítimas o processaram, em 1993. A Igreja pagou uma indenização de 7 milhões de dólares, e O’Grady foi condenado a catorze anos de prisão. Ele cumpriu metade da pena até ser deportado para a Irlanda, onde vive em liberdade. O próprio O’Grady revela no documentário que, na época em que perseguia crianças nos Estados Unidos, contou a seu superior, o hoje arcebispo da arquidiocese de Los Angeles cardeal Roger Mahony, sobre sua compulsão para a pedofilia - uma confissão que deveria ter alertado a Igreja para o perigo que o padre representa para as crianças. “Por muito tempo, a Igreja viu a pedofilia como um desvio moral e achava-se que bastava pedir perdão e pronto, estava resolvido”, disse a VEJA o psicólogo Thomas Plante, da Universidade Santa Clara, na Califórnia, um estudioso da pedofilia entre padres. Os depoimentos de O’Grady sobre Mahony apresentados no filme, indicando a conivência do cardeal com padres pedófilos, levaram advogados da Califórnia a cogitar abrir um processo contra o prelado.
O que conclui daqui? que as acções das pessoas individualmente fazem o todo ou é licito como o senhor extrapola, que se pense que toda uma religião seja assim baseada nesses valores? E então na sociedade civil? Somos todos pedófilos também?
É claro que não, o que está aqui em causa são comportamentos individuais e pertencentes a uma determinada religião e possível encobrimento por superiores Hierárquicos, e foram esses que foram julgados e condenados pelo Estado. Se calhar lá consegue se identificar os prevaricadores e condena-los ao contrário de cá. O estado funciona julga e pune absolve ou condena sem perdas de tempo ou chicanas legais. Olhe o Michael Jackson por exemplo a celeridade processual.
Ma repare que esse tal O´Grady não mostra qualquer arrependimento nem hoje ou sente remorsos quanto as vitimas que abusou, não tem sentimentos de humanidade
Algumas posições da igreja sobre o assunto
[“Papa Bento 16 apelou neste sábado à Igreja da Irlanda para "estabelecer a verdade" sobre os casos de sacerdotes acusados de pedofilia e pediu mais prevenção, ao receber os bispos irlandeses no Vaticano.
"É urgente reconstruir a confiança onde ela foi traída", disse o papa em seu discurso, cujo conteúdo foi divulgado pelo Vaticano.”]
[“O papa João Paulo 2º recomendou hoje educar os sacerdotes a respeitar a castidade e pediu que "os comportamentos escandalosos sejam castigados e corrigidos" ao receber um grupo de religiosos sudaneses.
A preparação ao ministério "deve chegar ao coração dos futuros religiosos antes de serem ordenados", disse o papa, que pediu uma educação "humana, espiritual e pastoral nos seminários".
"Os comportamentos escandalosos devem ser submetidos a investigações e corrigidos", acrescentou o papa ao falar aos religiosos africanos, que fazem a tradicional visita "ad limita" à sede central a cada cinco anos.
Para os norte-americanos, o papa João Paulo 2º não tratou suficientemente da questão da pedofilia, que prejudicou a imagem da Igreja Católica dos EUA nos últimos anos. A informação foi divulgada em uma pesquisa do Washington Post-ABC feita em ocasião dos 25 anos de papado e publicada hoje.
A grande maioria das pessoas entrevistadas declarou, no entanto, satisfeita com o pontificado de João Paulo 2º. “]
Talvez paccheco em voce ja nada me admira nas suas coclusões
queria uma lista de novas tecnologias genecticas,ou as mais recentes ate hj