Devo estar muito baralhado, mas ao que parece “cidadania” passou ultimamente a ser o processo através do qual um quadro partidário que quer ser candidato a um determinado cargo político e não foi o escolhido decide avançar contra o seu partido. É tão legitimo, respeitável, aconselhável e digno de aplauso como qualquer outra acto de candidatura. Mas não é nem mais legitimo, nem mais respeitável, nem mais aconselhável, nem digno de maior aplauso do que qualquer outra candidatura. “Cidadania” é outra coisa. Ou é, no sentido mais restrito, o que se faz muito antes de se ser candidato, enquanto mero cidadão. Ou é, no sentido mais geral, qualquer tipo de participação política, seja dentro ou fora do quadro partidário. “Cidadania” não passou a ser o que fazemos quando irritamos, com razão ou sem ela, por boas ou más razões, o partido de que fazíamos parte. Pode parecer pouco relevante, mas, como dizia o outro, “as palavras são importantes”. Dito isto, acho inacreditável que Sócrates não tenha respondido à carta de Helena Roseta. Mas está longe de me espantar. Só que à justa indignação em relação a este comportamento chama-se “justa indignação”. Cidadania é uma outra coisa.
Por Daniel Oliveira 11 Mai 07 em Sem categoria


Lanço um desafio à Inspecção Geral das Finanças, que parece agora estar a funcionar de forma competente, porque não inspecionar todas os rendimentos dos autarcas e vereadores das nossas linda Câmaras, mas sem esquecer os vereadores da Oposição, pois estes andam sempre muito caladinhos!
Completamente de acordo… a “cidadã” Helena andou a fazer-se ao “piso”… andou a ganhar visibilidade (e tempo de antena nos média…) ao participar em manifestações de “esquerda” e a “envergar” (muito “Maio de 68″…) o megafone Agit-Prop!
Como não foi atendida (e será que estava verdadeiramente à espera de o ser depois de corrida do parlamento pelo “Trocas-te”?…) nas suas (legitimas) pretensões, bateu com a porta, entregou o sempre útil cartão partidário, e, sem cumprir um período (mínimo) de “nojo” político, anunciou uma candidatura que (para o bem e para o mal) condiciona a escolha (e compromete o “sucesso”…) do candidato do partido que até à hora “H” (da “véspera”) integrara…
Exemplar…