Alguns portugueses que nasceram em Portugal e são filhos de imigrantes viram esta semana reconhecida a sua nacionalidade. Não lhes foi dada. Tinha-lhes sido negada e agora fez-se justiça. Como os seus pais, vão pagar impostos. Ao contrário dos seus pais, vão poder votar. Como os seus pais, estão sujeitos à lei portuguesa. Ao contrário dos seus pais, vão poder candidatar-se a deputados para fazer a lei portuguesa. Como os seus pais, vão contribuir para o futuro do país. Ao contrário dos seus país, vão poder ajudar a decidir qual é o futuro do país. Esperemos pelo dia a que a todos os deveres correspondam direitos. Que todos os que aqui vivem, mesmo não sendo cidadãos portugueses, sejam cidadãos em Portugal.


Sem respostas ao post “Cidadãos em Portugal”  

  1. 1 1  Tales de Mileto

    Você está maluco e esta sua proposta é absolutamente irresponsável.

    Foi este tipo de propostas obtusas de uma esquerdalha cega e com a mania das engenharias sociais, que conduziu o multiculturalismo na europa ao fracasso.

    Que os filhos dos emigrantes que nasceram cá possam votar, entendo. Não consigo perceber onde nos leva permitir que os próprios emigrantes o possam fazer.

    Deixo-lhe um conselho: vá fazer experiências sociais para o seu quintal.

  2. 2 2  Daniel Oliveira

    Estou de facto tarado. Coisa esquerdalha esta que construiu a Nação Americana, feita toda ela de imigrantes com cidadania americana. A ideia de que um cidadão que paga impostos tem direito a decidir para onde vão esses impostos através de representantes. Aquela ideia estúpida: “No taxation without representation”.

    É claro que os filhos dos imigrantes que nasceram cá têm de poder votar. Isso nem é um debate. São portugueses.

  3. 3 3  jpc

    “Que todos os que aqui vivem, mesmo não sendo cidadãos portugueses, sejam cidadãos em Portugal.”

    Bom resumo da questão.

  4. 4 4  peter

    “No taxation without representation”.

  5. 5 5  The Studio

    O Portugueses são o povo que lutou pela independência contra os Espanhois, que repeliu os invasores Mouros, que fez os Descobrimentos, etç. Um Português pode nascer em qualquer lugar. Alguém que cai aqui de para-quedas não é certamente Português.

    O Daniel Oliveira e quejandos acham-se no direito de DITAR quem é ou não Português com base na sua suposta SUPERIORIDADE moral. Exemplos de pessoas com ou sem bigode que se acham no direito de ditar porque se julgam superiores, já tivemos muitos.

    Quanto aos novos “portugueses” não são nem nunca serão Portugueses. Aliás, os “portugueses” que vivem na minha rua, no desempate por penaltis do Portugal-Inglaterra para o mundial, festejaram os golos dos Ingleses e não os dos Portugueses.

    Enfim, é uma lei completamente irresponsável que vai retirar aos Portugueses a capacidade de decidir sobre o futuro de Portugal. E claro que irão contribuir para o futuro do país, tal como os “franceses” já estão a contriibuir nos subúrbios de Paris.

  6. 6 6  Tales de Mileto

    Caro Daniel, deixe os americanos em paz que você não gosta deles…

    Tanto mais que:

    1. Felizmente o princípio no taxation without representation já foi ultrapassado por formas mais avançadas de legitimação e de participação democráticas. Você ainda vive no séc xviii.

    2. O no taxation without representation dizia respeito a cidadãos ingleses a viverem na América que exigiam votar para o parlamento inglês. Não é o caso que você defende. Mas eu percebo que você saiba pouco da América e da história dela.

    3. Hoje, e dependendo dos estados, os imigrantes na América continuam sem poder votar mesmo para as eleições locais. O seu exemplo é um mau exemplo.

    4. Em Portugal os imigrantes já têm direito de voto, a saber: têm direito de eleger nas eleições locais os estrangeiros oriundos da União Europeia, do Brasil e Cabo Verde e da Argentina, Chile, Estónia, Israel, Noruega, Peru, Uruguai e Venezuela. Têm ainda o direito de serem eleitos os cidadãos originários da União Europeia, Brasil, Cabo Verde, Peru e Uruguai.

    5. Quanto às restantes eleições, a regra é - E MUITO BEM - a incapacidade eleitoral dos estrangeiros.

    6. As razões para estas diferenças são compreensíveis, aceitáveis e defensáveis, porque têm que ver com a eleição de órgãos de soberania (Assembleia da República, que por sua vez suporta o Governo, e Presidente da República).

    7. No caso dos emigrantes brasileiros podem, inclusivamente, ser deputados (embora não possam ser eleitos Presidente da Assembleia da República.

    8. Vejamos o que acontece no resto da Europa. Países onde os emigrantes não votam (nem para as locais): Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália e Luxemburgo. Países onde os emigrantes podem votar nas locais: Dinamarca, Irlanda, Holanda, Espanha e Reino Unido.

    9. E para terminar, deixe-me que lhe diga: no caso dos imigrantes ao dever de pagar impostos já corresponde o direito de viver cá. E querer que os imigrantes que chegam hoje possam votar amanhã é uma proposta que só os lunáticos do Bloco de Esquerda poderiam sonhar.

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Adoro que ao dever de pagar impostos corresponda o “direito” de viver cá.

    O principio era simples, na época só se aplicava aos ingleses. Mas o principio é válido. quem vive um tempo razoável num país (divide com os outros cidadãos as consequências futuras de decisões políticas), está sujeito às suas leis e contribui com os impostos para a implementação de medidas tem o direito de eleger os decisores políticos. Simples: a um direito corresponde um dever. Viver cá não é um direito, é apenas um facto.

  8. 8 8  Lino José

    Suponhamos que havia uma verdadeira politica para a imigração, racional, humana até, que protegesse os nossos interesses mas também os da pessoas que para cá viessem trabalhar, mas nunca, claro, uma politica de portas encancaradas que deixa entrar toda a gente, muita dela sabe-se lá quem, e ainda por cima com a obrigação de o Estado de tempos os legalizar a todos e até atribuir-lhes a cidadania, como defende a esquerda.

    De resto a tal esquerda que defende que o patronato mantém um exercito de pessoas disponiveis a que recorre sempre que não quer aumentar os direitos dos trabalhadores.

    Mas suponhamos que essa tal politica existia. Através dela, um empresário contratava x pessoas lá fora para virem fazer um trabalho especifico por um determinado periodo de tempo, com todos os direitos.

    Ao fim do periodo de trabalho acordado, e caso não houvesse interesse da entidade patronal em renová-lo, seria admissivel que o país tivesse a obrigação de legalizar essas pessoas ou até de lhes atribuir a cidadania ?

    Afinal, e como o país não estica, quem contribui para o tal exercito de gente disponvel, os patrões ou a esquerda irracional que temos ?

    É mais do que evidente que não pordemos aceitar todos os que cá queiram entrar. Não podemos aceitar pessoas que para cá venham sem contrato de trabalho assegurado e habitação.

    E temos todo o direito de os repatriar como fazem outros paises muito mais ricos.

  9. 9 9  Joao Bacelo

    eu gostava sinceramente que muita desta gente que se acaba de manifestar em resposta a este post fosse re(des)patriada. Nascer portugues é uma casualidade nao escolhida, com muito menos valor do que tornar-se portugues mais tarde por escolha propria, sejam as suas razoes ultimas a procura de sustentabilidade economica pessoal, ou o agrado pelo Portugal pais (havera mm quem se torne portugues por gostar? estou curioso).

    De qualquer maneira todas estas historias me assustam bastante. Com a situaçao actual em Africa, tao produzida e explorada ao ritmo e gosto do europeu (que nem sequer se apercebe no seu dia a dia…vide “O pesadelo de Darwin” pra fins ilustrativos), as proximas decadas adivinham-se particularmente dificeis. A Africa é mantida permanentemente na corda bamba, numa situaçao de pos-colonialismo em que os interesses economicos europeus no local sao mantidos atraves da perpetualizaçao de regimes autoritarios compactuadores, sem o minimo respeito pela vida humana sequer.

    Tenho pra mim que das duas uma: ou a europa continua a fechar-se em si mesma autisticamente, e forçosamente vamos ser um dia recordados como os nazis da nossa epoca (nao vejo soluçao diferente pro problema…a procura de acordos da uniao europeia com os paises do norte de africa parece limitar-se a pedidos de evacuaçao das populaçoes sub-saharianas pro meio do deserto), ou, a minha esperança todavia, as gentes deixam mesmo de ser tontas e podemos tornarmo-nos no primeiro continente verdadeiramente multicultural.
    Vivi em Paris nos ultimos 7 anos, e apesar de alguns senhores da direita nestes posts gostarem tanto de utilizar a frança como exemplo da catastrofe integracionista social (que o é, sem duvida, em muitos aspectos, e principalmente devido ao comportamento dos franceses. Sabem, os portugueses la baixam a bolinha e engolem em seco, salazaristicamente falando, por isso chamam-se de “bem integrados”.). Bem, mas como dizia, à parte desses grandes problemas de banlieu, fruto duma sociedade sem igualdade de opurtunidades etc, tambem se pode ver uma coisa que aprendi a amar contemplar por aquelas bandas: A AFRICA NA EUROPA. Vide os arrondissements do norte de paris, é lindooo! Nao sao cités como nos banlieus! é tudo à mistura, nao ha choque de civilizaçoes, ha de tudo o que se quer! :) Existe intercambio cultural.

    E ja que todos os indicadores economicos e sociais apontam no sentido de que a europa PRECISA E VAI PRECISAR de mais imigraçao, porque é que continuamos a perder tempo a discutir sobre se “eles” podem vir ou nao, e passamos a concentrar mais as nossas humildes forças a pensar em SOLUÇOES para os melhor acolher e integrar? Tenho a impressao de que se esta a perder tempo com o mais evidente, quando as verdadeiras questoes provavelmente sao coisas como: o que é a integraçao? de que forma se pode evitar que pessoas com culturas muito diversas se auto-segreguem? quais sao os verdadeiros problemas de integraçao?

    ah, um senhor abaixo queixava-se, com obvia razao, de que os sacanas dos imigrantes da sua rua tinham torcido pela inglaterra contra portugal num jogo de futebol. Fiquei deveras indignado! Isso sim sao problemas serios. Mas ela por ela, confesso-lhe: nunca fui capaz de torcer pela seleçao francesa contra ninguem. Azarzinho, ah? E pelo visto sou tao portugues e filho de boa gente como o senhor.

    ps: ja agora: http://www.liberation.fr/actualite/economie_terre/255530.FR.php?rss=true

  10. 10 10  Tales de Mileto

    “Viver cá não é um direito” (daniel oliveira)

    nem os gajos do pnr se lembrariam de uma destas (acho que você não deu conta da alarvidade que escreveu).

    claro que viver cá é um direito dos imigrantes, no caso de trabalharem e pagarem os seus impostos. mais: se trabalharem e pagarem impostos devem ter direito às regalias sociais.

    quanto ao votarem, parece-me que a lei actual é mais do que suficiente.

    querer mais é uma completa irresponsabilidade, embora eu reconheça que é uma irresponsabilidade típica da esquerda a que você pertence.

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