Ontem, na SIC, ainda antes do fim do sequestro no BES, Moita Flores, especialista em especulação criminal e autarca nas horas vagas, fez especial questão de chamar à atenção para o facto dos sequestradores serem estrangeiros. Não se limitou a referi-lo, queria dizer qualquer coisa sobre o assunto. O apresentador perguntou se não iriam dizer que ele era xenófobo. Ele riu-se, que não, que nem pensar, que não era racista (como se sabe, ninguém é racista em Portugal), e passou à teoria: estes crimes estão associados a estrangeiros porque eles vêm de uma cultura diferente da nossa, muito mais violenta.
Felizmente, logo a seguir, a SIC fez uma cronologia dos sequestros dos últimos anos em Portugal. Pelas histórias, deu para perceber que os sequestradores anteriores eram, se não todos (não consigo confirmar), quase todos portugueses. Só que ninguém se lembrou, como é natural, de dizer a sua nacionalidade. Não, não é xenofobia. É que nesses casos cada caso é um caso e a nacionalidade passa a ser irrelevante. São apenas criminosos. De brasileiros faz-se teoria, de portugueses sabe-se que é excepção.
E assim, uma história de crime alimenta os piores sentimentos que, nos comentários das edições on-line dos jornais, já faz o seu caminho (e aqui nas caixas de comentários também fará com toda a certeza). Quando o que haveria para dizer era simples: que a polícia fez o seu trabalho (se bem, se mal, quem sabe da poda o poderá dizer melhor) e que se lamenta a perda de vidas. Nada mais.
Por Daniel Oliveira 8 Ago 08 em Sem categoria


O que sugere?
Não esta’ a pensar substituir os GOE pela brigada paninhos quentes pois não? Eh que eh por essas e por outras que agora qualquer bandido (seja ele de que pais for) faz o que quer ca’ em Portugal.
Acho bem que tenham referido que são brasileiros, pelos vistos ate’ ja’ eles se revoltam, o samba ja’ nem em Portugal funciona como forma de esquecer os problemas.
Fora a piadinha, como eh que sugeria que se tratassem os tais indivíduos ?
Indivíduos-de-uma-nacionalidade-estrangeira-mas-não-estou-a-ser-racista-ou-outra-coisa-qualquer-so-porque-se-mencionou-a-sua-raça-ou-país
Parece que qualquer dessas referencias corre os risco de se tornar tabu, ou então vem alguém defensor da liberdade, atentar contra a minha que passa também pelo chamar as coisas pelos nomes.
Os outros senhores eh que escondiam tudo a bem do povo, o povo ja’ não eh cego nem parvo, okey?
FD, como foram tratados os sequestradores das outras vezes? Da mesma maneira. Mas o problema com Moita Flores não foi referir a nacionalidade (todos os jornalistas referiram). Foi dizer uma coisa que, como ficou evidente pela peça seguinte, é falsa.
Okey escreve-se OK. E é uma palavra estrangeira. Cuidado.
Evidentemente que foi bom que todos os sequestrados tivessem sido postos a salvo sem que nenhum deles tivesse sequer sido ferido ( pelo menos tanto quanto sei )
Mas vi a reportagem e confesso que os tiros e as subsquentes mortes nao me alegraram .
Nao consigo ficar feliz com a morte de ninguem.
Estou feliz por saber que as pessoas que passaram por tal terror estejam agora nas suas casas , rodeadas pelo carinho dos que os amam; mas depois de ter visto o que vi, fiquei
com uma pergunta que acho que nunca tera resposta.Nao teria sido possivel evitar os disparos mortais?….
Quanto a Moita Flores nao vi.
Comentarios acerca de tais desfechos interessam-me muito pouco.
Caro Daniel,
O racismo é negativo na medida em que nos pode cegar ao mundo que é. Porém, diferenças culturais sistemáticas são parte do mundo real.
Quando os protagonistas destes crimes são Portugueses, um pouco de contexto chega para ligar os indivíduos a uma subcultura, porque nós conhecemos o nosso País.
Falar de “cultura brasileira” em geral é não informar, como também não assinalar a nacionalidade é ser semítico com a verdade.
PS: Justificar com “cultura brasileira” também cheira um pouco a condescendência, como se a cultura explicasse completamente o indivíduo _por este ser de um país visto como inferior_, roubando-lhe de agência e responsabilidade e desumanizando-o a ele e aos seus conterrâneos. Digo isto porque não se ouve justificar um crime cometido por um americano pela sua “cultura violenta”, se bem que, por outro lado, a generalidade dos ouvintes já associa de alguma forma USA a violência.
-B
PPS Okay is also okey-dokey for OK.
Meu caro DO:
Isto é como nas famílias. Os membros da nossa família podem por vezes ter maus comportamentos, mas o problema é da nossa família que os tem que controlar e resolver.
Quando membros de outra família vem ter maus comportamentos para nossa casa, esse comportamento deve ser controlado e resolvido, mas deve ser tornado claro que, como visitantes da nossa casa são indesejáveis e devem ser expulsos depois de cumprida a respectiva penalização.
Também devemos ter cuidado para futuro com a qualidade de pessoas que deixamos entrar em nossa casa.
Isto não quer dizer que os membros da nossa família sejam santos. São como os outros, mas temos que os suportar… o problema é nosso.
Isto aplica-se aos nossos cidadãos e aos dos outros países. Pedir informações às autoridades do respectivo país sobre o historial criminal, antes de conceder o visto de permanência parece-me uma medida razoável.
Chamo a atenção que não há extradição de países como o Brasil e Cabo Verde para Portugal. Com cidadãos desses países devem ser tomados especiais cuidados a conceder vistos de permanência. Lembro que o cidadão cabo-verdiano que alegadamente matou um polícia também de origem cabo-verdiana na Amadora, conseguiu fugir para Cabo-Verde, onde permanece, sem que tenha sido extraditado para responder perante a justiça portuguesa.
DO,
Tens razão. Ninguém se confessa racista nem xenófobo, apesar dos comentários racistas e xenófobos que todos nós, todos os dias, lemos e ouvimos.
E a tua “cruzada” pedagógica não deixa de ser coerente, embora me pareça destinada ao insucesso. E ainda ficas com o cognome de “o fascista das palavras”, citando uma amiga tua.
Mas vai, continua. Pelo menos obrigas-nos à reflexão. E a ter mais algum cuidado com as palavras, já que o racismo e a xenofobia, pelos vistos, são genéticos.
Bom dia.
Assisti na SIC ao que disse Moita Flores e a peça exibida.
Os sequestradores são brasileiros? Podiam ser portugueses, mas pelos vistos, não eram.
Há uns anos o crime hediondo que liquidou vidas portuguesas, foi protagonizado por um português em Fortaleza…Com ajuda de brasileiros.
Não vou cometer a estupidez de dizer que um brasileiro seja “geneticamente” mais propenso ao crime do que um português ou um marciano verdinho. Penso que ninguém pode afirmá-lo. Podemos é estar no local errado, à hora errada e com uma atitude irreflectida, como aquele brasileiro que foi abatido pela polícia inglesa nos atentados terroristas de Londres.
Isto não é um jogo entre nacionais e estrangeiros.
Venceu a ordem e a reposição da normalidade, apesar da perda de uma vida, que tanto desprezo demonstrou pelas suas vítimas ao expo-las com armas apontadas à cabeça.
Cumprimentos a todos.
Esta história da xenofobia inquieta, sobretudo porque em Portugal ela acontece de forma velada, como quem não quer a coisa, como se a coisa não existisse. E o pior é que existe. Mas também é uma evidência que o ‘preconceito positivo’ não ajuda a mudar mentalidades.
É ou não uma evidência que a tipologia dos crimes varia consoante os países em que ocorrem? E dizer isto é xenofobia?
Senão vejamos: em países como a Colômbia ou como a Guiné existe uma criminalidade ligada ao narcotráfico que não tem paralelo em Portugal. Isto é xenofobia?
Em países como o México, o Brasil, a Venezuela a criminalidade sob a forma de sequestros é muitíssimo mais violenta e muitíssimo mais frequente que em Portugal. Isto é xenofobia?
Em países como os EUA ou o Japão por exemplo a criminalidade associada a ’sociopatias’ tem maior incidência que em Portugal. Isto é xenofobia?
Em Portugal e em Espanha a criminalidade associada a desgostos passionais, alcoolismo, rixas familiares, rixas de vizinhança tem maior incidência do que na Índia ou no Paquistão, onde provavelmente o prato forte é o terrorismo político. Isto é xenofobia?
É xenofobia perguntar-mo-nos se o tipo de criminalidade varia em função da geografia, da cultura, da economia, do regime político vigente?
E é xenofobia procurar saber se, como se perguntava ontem na SIC, Portugal começa a “importar” certo tipo de criminalidade violenta sobretudo relacionada com a imigração ilegal?
É verdade que há um historial de sequestros em Portugal nos últimos anos… que, à excepção do de ontem, não tem sido comparável nem em violência nem em frequência com o tipo de sequestros que se conhece por exemplo do Brasil que, pese embora os brasileiros sejam um povo extraordinário de alto astral e boa onda e ’super massa’, têm uma sociedade muito mais violenta que a portuguesa. E reconhecer isto é xenofobia?! Os dois fenómenos podem ou não estar relacionados (imigração ilegal / maior incidência de tipos de criminalidade pouco usuais em Portugal até então)? E podemos ou não fazer esta pergunta sem que o abominável raio do estigma do boçal racista nos acerte?
Extraordinário!!
Até que enfim concordo com o DO em alguma coisa!!
É vá lá que não mandou nenhuma atoarda como de costume para borrar a pintura!!
Assim está melhor!! Mais contido, menos especulativo e mais parcimonioso no debitar de chavões!!
“serem brasileiros a provocarem esta situação demonstra bem a realidade das últimas notícias de carjacking, tráfico de estupefacientes, prostituição”
e uma frase destas não tira toda a credibilidade a um qualquer idiota que ponham em frente às câmaras? não. porquê? porque dá audiências. e porque o povinho fica descansado quando lê isto: são eles, não somos nós. venha de lá o paulinho das feiras fazer a apologia dos emigrantes a darem cabo da pátria. mesmo que sejam eles a trazer as famílias que o paulinho das feiras quer proteger e multiplicar. mesmo que sejam eles os que com excelentes qualificações vão trabalhar para aquilo que os portugueses se recusam a ir pelos mesmos ordenados que pagam aos emigrantes. para isso ninguém olha, apenas se olha quando um deles é um criminoso. dá-me nojo toda esta demagogia. dá-me vergonha.
toda a vida vivi em lisboa. já fui assaltada e furtada mais do que uma mão cheia de vezes.
nunca foi por um estrangeiro. e se fosse olhava para ele como para o outro sacana que me roubou: é um criminoso, um ladrão, um fdp. quero lá saber do que está escrito no BI ou no passaporte!
tenham vergonha!
Não podemos tratar igual o que é diferente!!
Não podemos ignorar que a Globalização não acaba com o McDonals!
Concordo consigo.
Julgo que está a ser injusto quanto ao Moita Flores. Não se esqueça que nesta matéria tem telhados de vidro. O Daniel passa a vida a defender o Sá Fernandes que é um especialista em providências cautelares e político quando não tem mais nada para fazer. O Daniel apoia o Francisco Louçã que é um especialista em retórica e nunca fez nada de útil na assembleia da república.
Ti Américo,
Sem querer defender o DO; o Sr. Moita Flores tem histórias de arrepiar. Obviamente não as vou contar aqui, mas o que ele disse na SIC é pouco (para ele).
Confesso no entanto, que aquele ar de bonacheirão me enganou durante grande parte dos anos 90.
As vitimas eram os reféns… Os assaltantes não se entregaram após 8 horas de sequestro e continuavam com armas apontadas as cabeças dos refens. o que estão para aqui a discutir?
Ah e parabéns aos GOE!
Conheço a “espécie”, e estão muito bem preparados e ao nível de qualquer outra policia especial.
atom
Acho que você demonstrou, que aquilo a que se chama indevidamente xenofobia e serve de argumento de propaganda política, não é mais do que uma reacção natural, e lógica, própria do ser humano.
Em Portugal o racismo obsceno, o racismo porque sim, não existe.
1º a menina sandra, devia estar a querer referir fenómenos de imigração e não emigração…. lol
2º existe algum português no Brasil a assaltar bancos? não haja duvida, que os portugueses são conhecidos por imigrarem e dedicarem-se à criminalidade… lol
3º http://www.acidi.gov.pt/docs/CICDR/posicaoCICDRsobreReferenciasNacionalidade.pdf
4º http://www.acime.gov.pt/docs/Media/Deliberacao_sobre_Correio_Manha.pdf
Já dizia o outro: “a sociedade tem que ver com todos, nao tem nada que cheirar com cada um”.
Pretender justificar um assalto perpetrado por dois tipos através da cultura de um país só pode dar em asneira grossa, fomentando preconceitos xenófobos. Como o DO bem diz, a esmagadora maioria dos sequestros em Portugal têm sido praticados por portugueses. O comportamento de dezenas de milhoes de pessoas quando confrontadas com determinada situaçao pode ser estudado, resultando na formulaçao de uma lei que nos permita prevenir uma reacçao com um erro mínimo associado. No entanto, se tentarmos aplicar essa lei a um ou dois indivíduos, verificamos que tal nao é possível porque o erro dispara, já que a mudança de escala para um indivíduo exige a quantificaçao de novos e variados factores, desnecessários para o estudo de grupos grandes. Os comportamentos de grupo sao fenómenos emergentes. É erro de palmatória justificar o comportamento de UMA pessoa, recorrendo “à sociedade” ou “à cultura”.
A descrição do Moita Flores está boa! O Brasil é mais
violento que Portugal logo é natural que a média dos sequestradores e assaltantes de bancos seja mais violenta que os nossos. Apenas isso.
Moita Flores costuma ir à televisão fazer … umas flores. É um dos que têm lugar cativo nestas andanças. Fazia mais sentido ir lá como autarca. É certo que também já lá foi nessa qualidade. Não haverá alguém tão qualificado, como ex-polícia, para lá ir?
Mas eu julgo que não é por xenofobia. Há uns anos atrás, escreveu o guião para uma série sobre Marquês de Pombal, que como todos sabem era português, onde este foi apresentado como um facínora da pior espécie. Parece que nem o Estado Novo teve o desplante de o diminuir tanto. O Marquês não era nenhum santo, mas o Duque d’ Aveiro e os seus apoiantes, parece que também não eram. O que, obviamente, não justifica os métodos. Mas tomara Portugal ter um estadista, hoje em dia, com 10% da visão e da pertinácia do Marquês de Pombal. Da influência positiva do «consulado» do Marquês, pouco ou nada realçou.
O que ele ontem disse na TV é criticável, como é óbvio. É por isso que eu pergunto: - Não há mais ninguém para comentar este tipo de acontecimentos? Até porque o homem tem uma voz “melada”, não muito própria para comentador.
Daniel
Vou passar por cima deste assunto, para lhe sugerir que seja mais assertivo a replicar os comentários que lhe fazem. Assim como há funcionários públicos esquecidos de que estão ali para servir as pessoas, profissionais liberais que recebem os clientes como se não precisassem deles, você parece esquecer-se que o Arrastão vive tanto dos seus posts como dos comentários que suscitam. Pedir desculpa aos seus visitantes pelo engano da tal frase das alternativas, p. e., em vez da resposta lacónica e enfadada que deu, seria corresponder com menos altivez e mais respeito à atenção que tanta gente dispensa ao trabalho que faz aqui.
Cumprs
O Sr. DO começa a assemelhar-se aos indivíduos que viam bruxas em todo o lado.
Quantos desses sequestradores tinham armas de fogo? Lembro-me de um que tinha uma embalagem de lasanha
Não vou escrever nada sobre este assunto
Só chamo a atenção para as caixas de comentários, em particular para as abertas.
Sobre racismo, xenofobia e outros problemas tais seria bom que deixassem de acreditar nas patranhas que os políticos e os senhores comentadores encartados debitam e vissem como é que pensa o povinho.
Também é útil verem nas reportagens de tv quando chega um presumível assassino ou criminoso ao tribunal o que dizem os senhores populares.
Mas claro, tudo isto é mentira porque contraria a versão oficial do que é Portugal.
O Moita Flores, não é “flor” que se cheire.
Está melhor assim Daniel?
Também ouvi as patacoadas do Moita Flores, mas nem me dei ao trabalho de responder a personagem tão sinistra.
Espanta-me, porém, que uma pessoa pretensamente de esquerda, como DO, assuma uma posição tão leviana. Só lhe falta acusar a polícia e venerar os sequestradores. Francamente! Se um dos reféns tivesse sido morto e os sequestradores tivessem sido presos estaria mais satisfeito? E, se por remota hipótese, um dos sequestrados fosse seu familiar, continuava a lamentar a morte do sequestrador?
Sabe, Daniel, a sua esquerda já não se usa! É por essas e por outras que temos Cavaco a PR e Sócrates como PM!
Se por hipotese, 99% dos casos de sequestro que se verificassem em Portugal fossem prepertados por brasileiros, não se podia dizer isso? E ao ser dito, seria isso xenofobia? Nunca se deve dizer a nacionalidade dos bandidos? É proibido fazer estatísticas e divulga-las?
Tenho alunos portugueses de origem africana, de origem indiana, chineses, de leste e portugueses. Os alunos de leste e os chineses são invariavelmente os que têm melhores resultados.
Fazer esta observação é xenofobia?
Começo a sentir-me numa ditadura berloquista. Não se pode dizer nada.
Atom (comentário nº 5):
Talvez você não saiba, mas expressar o que expressou rotula-o como XENÓFOBO! De acordo com a nossa lei (Lei nº 134/99, de 28 de Agosto
Decreto-Lei nº 111/2000, de 4 de Julho) e, por incrível que lhe possa parecer, a sua maneira de pensar, se passada à prática é ilegal! É por pessoas neste país, pensarem como você pensa que dificilmente faremos evoluir a nossa sociedade. Você, se me permite, é uma besta.
F Gomes
Estou a responder a este seu comentário nº 29, porque concordei com o atom. Ele limitou-se a definir uma realidade que dá votos a algumas forças políticas. Como conceito subjectivo presta-se a muita conveniente manipulação.
Leia o primeiro parágrafo dele, leia o seu comentário e diga se tem autoridade moral para chamar a alguém xenófobo?
O DO já ameaçou de expulsão comentadores do blogue dele, porque é dele, “quem me insulta em minha casa é corrido”, isto faz dele um xenófobo?
Para mim é tão só um direito que lhe assiste.
Como vê há conceitos muito, muito, muito relativos.
Caro Sr F Gomes (comentário 29)
Os meus mais respeitosos cumprimentos, e vou passar a expor os meus argumentos:
Vivi trinta e muitos anos num regime que tentava balizar o pensamento dos cidadãos através de decretos-leis. Isso nunca me impediu de pensar pela minha própria cabeça e não é agora, passados mais 34 anos, que me vão fazer deixar de pensar pela minha cabeço, através de decretos-lei.
Nunca foi filiado em qualquer partido pois não compro ideias por atacado.
Cada ideia ou proposta é por mim julgada pelos seus méritos, e se a entender e for caso disso, faço a minha avaliação sem me preocupar em ser politicamente correcto. Isto é incompatível com filiação partidária que, como disse, nunca tive.
O segundo ponto é acerca de “ se me permite…”
Mas claro que lhe permito…
Também lhe passo a explicar a razão porque permito e a razão porque não retribuo.
Nunca ao longo da minha vida, que já vai bem longa, insultei ninguém, mesmo como resposta a insultos. E as razões podem ser explicadas. Porque a minha educação não mo permitiria. E isto não é mérito meu. Como sabemos a educação é-nos incutida por terceiros desde a mais tenra idade. Se eu não recorro a insultos, o mérito não é meu mas sim de quem procedeu à minha educação. Já é mérito meu pensar que quem recorre a insultos mostra falta de argumentos. Já agora, ameaçar com a autoridade dos decretos-lei mostra o mesmo.
Como vê, com todo o respeito dei a minha opinião, espero que de forma educada.
E não vou replicar a mais nada, pois que me parece que respostas e contra respostas
desvirtuam o que julgo ser a lógica deste blogue.
Eu extraditava para os seus países de origem todos os estrangeiros que tivessem cometido crimes violentos, eliminando também a Lei nº 134/99, de 28 de Agosto e o Decreto-Lei nº 111/2000, de 4 de Julho na eventualidade de estes impedirem prosseguir os meus intentos.
Já não bastava aturar as nossas «vítimas da sociedade», temos agora de aturar também as vítimas da sociedade dos outros.
Ah pá miga vocês dos berloque são cá uns caganasaquinhas só ligam a coisas mínimas. É só inveja do Moita Flores. O que tu querias era ser presidente da junta das mercês nas horas vagas.
Caro Sr. Atom
Ainda bem que permite, porque eu também reitero o que afirmei. E não é por falta de argumentos, é porque argumentar com uma pessoa que diz, por exemplo: “…Quando membros de outra família vem ter maus comportamentos para nossa casa, esse comportamento deve ser controlado e resolvido, mas deve ser tornado claro que, como visitantes da nossa casa são indesejáveis e devem ser expulsos depois de cumprida a respectiva penalização…”, isto meu caro, é olhar para a humanidade como “nós” e os “outros”, esquecendo por exemplo que os “outros” lhe constroem as estradas e as pontes por onde você anda, porque “nós” não o queremos fazer. Alguns dos “outros” já andavam à volta da Lua quando “nós” inventámos, todos felizes, a Casal Boss. Ora eu não posso argumentar contra alguém que pensa assim, porque sei que não vale a pena. No seu caso o facto de pensar pela sua própria cabeça não é nenhuma coroa de glória, porque o que lhe falta na realidade é … pensar diferente. Porque você é XENÓFOBO e, como tal, uma vez que me permite, é uma besta!
E quanto a este assunto, caro Sr. Atom, por aqui me fico.
DO peço desculpa pelo tamanho do comentário, mas teve de ser.
Nasci em Portugal à 30 anos, vivo em Almada, sou um trabalhador que aufere pouco mais que o salário médio nacional e tenho os sonhos e medos da maioria de cidadãos deste país. Nasci no seio de uma família de operários da margem sul sem nunca me ter faltado o essencial para uma vida digna. Comecei a trabalhar aos 17 anos como ajudante de electricista, aos 18 entrei como cantoneiro de limpeza na Câmara Municipal de Almada, aos 20 acabei o 12º ano e aos 23 era assistente administrativo. Continuo a ser assistente administrativo, agora principal. Como deve imaginar passei por muito durante todo este tempo sem nunca desistir por uma vida melhor. Dei o meu melhor como trabalhador pensando sempre que este seria o meu único caminho. Sei que a vida nem sempre sorri a todos. Talvez tenha tido essa sorte. Mas fiz por ela…
O acto de cidadania dá-nos direitos e deveres. Uns preferem mais os direitos, poucos gostam dos deveres. Uns cumprem, outros não. A maioria cumpre os seus deveres para que uns possam usufruir dos seus direitos. Isto daria com toda a certeza discussão para uma vida…
Todos temos experiencias de vida diferentes que nos permite ter visões diferentes dos mais diversos temas e assuntos.
Segundo notícia dos média, o indivíduo que sobreviveu até tinha emprego… Vitima do sistema? Talvez da ganância… Merecia a morte por causa disso? Acho que não…
E os reféns mereciam a morte por causa da ganância de terceiros? Definitivamente, não…