Por Daniel Oliveira
Uma pessoa de carácter chama as coisas pelos nomes e espera as consequências. Uma pessoa a quem lhe falta a coragem diz meias-frases para que ninguém possa dizer dele o que ele é. Conheci o Carlos Abreu Amorim aquando da campanha do referendo do aborto. Apesar de tantas discordâncias, fiquei com uma boa opinião dele. Desde então, ela tem vindo sempre a piorar. E a mim, que sou cauteloso na avaliação que faço das pessoas depois de as conhecer, incomodam-me muito as desilusões. Quem escreve isto não me merece respeito. Espero, porque não me é assim tão fácil reconhecer que me enganei (fraqueza minha), que tenha sido apenas um momento infeliz. Todos os temos.
49 comentários 13 Jan 10 em Sem categoria


Mais uma vez estou inteiramente de acordo consigo, Daniel. Aquele post do CAA é de uma pulhice sem nome. Mas a mim não me surpreende nada este tipo de golpes baixos, vindos de quem vêm.
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100% de acordo
canalhice sem perdão
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Uma pessoa de caracter aceita e, sobretudo resteita as opinioões das outras pessoas. Sejam elas sobre que assuntos forem. O Daniel Oliveira não tem absolutamente nenhum crédito para falar sobre o caracter dos outros. Sejam eles quem forem.
O Daniel Oliveira não aceita nem respeita a opinião de quem o acha um radical. Não sei se é um pessoa caracter.
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Ele parece que é perito em tê-los:
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/11/o-que-que-no-correu-bem-na-entrevista.html
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Que novidade.
Um fulano que quando publica posts insultuosos sobre futebol fecha os comentários e quando publica dos outros corta todos aqueles que não satisfaçam o seu enorme “ego” vale o quê?
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Daniel, acho as suas conclusões sobre carácter muito precipitadas.
O post que está aqui a ser criticado só tem perguntas, não há nenhuma afirmação.
Se Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, se sentasse na última fila da bancada parlamentar, os jornalistas teriam a obrigação de perguntar porquê. Fosse qual fosse o debate. A senhora podia ou não responder; até poderia haver uma razão pessoal, que ela não quisesse divulgar.
Mas concorda comigo, Daniel, que toda a gente iria fazer a pergunta e que esta era legítima.
Parece-me justo que isto seja válido para qualquer líder e para qualquer deputado, em qualquer situação.
O post refere-se a um gesto feito dentro do parlamento, tão legítimo como participar numa votação ou num debate, mas mesmo assim público.
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 13th, 2010 at 20:04
Luís Naves, não somos propriamente parvos nem nascemos ontem, pois não?
Não Interessa Reply:
Janeiro 14th, 2010 at 0:46
Que exagero.. Quando o Daniel, inclusivamente equivocado, disse que a diferença entre Ricardo Rodrigues e Augusto Santos Silva era, em duas palavras, “escolaridade obrigatória” foi menos insultuoso? Ah, não fez referências à sua vida privada, só o insinuou analfabeto, ou iletrado. Teve muito mais nível.
Qualquer que seja a explicação, e eu não sei até que ponto algum imperativo de imagem junto do eleitorado progressista não terá sido mais importante que qualquer outra, o comportamento neste debate de Paulo Portas, normalmente tão activo, foi bastante fora do comum.
Qual é o crime de Carlos Abreu Amorim? Ter feito uma pergunta, interrogar-se sobre determinado comportamento (ou a ausência de um esperado comportamento) de um líder parlamentar?
Pretende-se que na pergunta estava contida uma insinuação?
Talvez estivesse, talvez não. Saberemos assim ler com tanta clareza o pensamento dos outros?
Mas, sabendo que não há inocentes, nem almoços grátis, suponhamos que realmente existe na pergunta uma afirmação oculta.
Corresponde tal a um assassinato de carácter, ou uma calúnia infame, a algo inominável e abjecto?
Não teria qualquer votante desse partido o direito de pensar porque razão o dito político não defendia, ou protestava, com a tenacidade que lhe se lhe reconhece, o assunto em questão?
E se Abreu Amorim tivesse utilizado de humor _ como tantas vezes se usa para assuntos sérios e graves _ já seria aceite a pergunta?
Não digo que o Post foi feliz, mas tão pouco considero que tem a gravidade que lhe atribuem.
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Um mau passo foi teres antes ficado com boa opinião dele… mas pronto, também tens direito a um “momento infeliz”…
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Podia falar-se aberta e directamente da hipocrisia política do deputado em causa, troçar de forma velada da sua vida íntima é no mínimo desrespeitoso.
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Não estou a ver aonde está a grande vilania. De facto, para quem tem verbo tão fácil em questões fracturantes como o aborto ou o divórcio sem o consentimento do outro, fica mal ficar calado no caso do casamento gay. Até porque o pessoal já se está nas tintas para o facto de ele ser gay ou não. Tinha mas era que encarar, e se tem hipocrisia suficiente para esconder a condição gay para poder continuar a defender as cores homófobas do CDS, também não lhe custava nada fazer mais uma perninha. Ninguém dava por isso.
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Gente pequenina em bicos de pés! Infelizmente, é o que mais temos por cá.
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José Bastos Reply:
Janeiro 13th, 2010 at 23:11
Sem carácter, gente pequenina em bicos de pés…
De repente lembrei-me do “jornalista” João Querido Manha e do “humorista” Nilton.
João Querido Manha Reply:
Janeiro 14th, 2010 at 9:24
Ó Zé Bastos, falta de carácter é difamar alguém que não se conhece de lado nenhum.
Tenho uma vida,o meu nome está na lista telefónica e, se vires por aí um nick «minderico», sou eu, porque tenho muito orgulho nas minhas raízes.
Tenho 1,74 m e já crei dois filhos provavelmente mais velhos que tu sem nunca precisar de me por em bicos de pés em lado nenhum, sem viver à conta do Estado nem como funcionário público nem como político. Vivo do meu trabalho e tenho os impostos em dia.
Vê se cresces.
João Querido Manha
José Bastos Reply:
Janeiro 14th, 2010 at 18:20
Caro João Querido Manha,
Tem dificuldade em entender o sentido figurado?
A expressão “gente pequenina” não se refere tanto à estatura física como à estatura moral.
O senhor envergonha a classe a que diz pertencer, falta-lhe isenção e objectividade para que se possa considerar um jornalista ou um comentador desportivo.
Infelizmente para si, os seus filhos já terão idade para se aperceberem da chacota geral que os seus comentários e crónicas provocam, pois basta pesquisarem o seu nome no Google ou Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=Y0LSydMNGzc
Em vez de “jornalista” ou “comentador desportivo” você podia pôr “Benfiquista confesso”, seria mais honesto e merceria o meu respeito.
Fica-lhe bem defender o seu clube cegamente, mas fica-lhe muito mal fazê-lo debaixo da capa de um jornalista, torna-se uma caricatura para a profissão.
Ou acha mesmo que o Benfica ganhou o jogo em Leiria “pela raça demonstrada na segunda parte”?
Considera verdadeiramente que a arbitragem no Guimarães-Benfica de ontém “Conseguiu terminar sem erros de monta”?
Como compara, na sua qualidade de comentador desportivo a jogada do golo anulado ontém ao Guimarães ( que nem referiu nas sua crónica no CM!…), com a que deu um campeonato ao Benfica em 2005 (golo marcado por Luisão a Ricardo, na Luz)?
Já agora fique sabendo que nos conhecemos quando eu trabalhava na Imapress, com o Carlos Alberto Matos. Lembro-me bem da paixão com que falava do seu Benfica.
Mais uma coisa, pode não se ter os impostos em dia e ter que roubar para comer e, ao mesmo tempo, ser-se um homem INTEGRO.
Fuser Reply:
Janeiro 14th, 2010 at 22:36
E de repente temos o prazer de contar neste blog com a participação do único jornalista (?) em Portugal que foi capaz de, no dia seguinte à conquista do campeonato nacional de futebol pelo Boavista, destilar fel sobre esse magnífico feito, em que a “pequena” equipa do Porto superou todos os seus adversários, mostrando que os pequenos e os pobres também podem aspirar a vencer contra os grandes e poderosos. A partir desse dia, esse indivíduo, o senhor João Querido Manha, perdeu todo o meu respeito e a julgar pelo modelo temo pela educação dos seus filhos.
Não diria que esse senhor se coloque em bicos de pés, antes vive de cabeça baixa.
Antonio Cunha Reply:
Janeiro 15th, 2010 at 9:33
ó Bastos, isso vindo de voce um gajo que não é nada tendencioso até dá vontade de rir.
Então o lance do Roberto era golo ? Sim sr. muito me conta. E uns óculos novos ?
ó Fuser, e se calhar e depois de tudo o que se veio a saber, o sr talvez tivesse alguma razão.
José Bastos Reply:
Janeiro 15th, 2010 at 15:09
Ó Cunha, aquilo é golo em qualquer parte do mundo, o Roberto salta na vertical, o Júlio César sai mal e salta fora de tempo. Quem provoca o choque é o JC.
Mas admitamos que não é golo por carga sobre o guarda redes, o lance que deu ao Benfica o título em 2005 (golo de Luisão ao Ricardo,na Luz), aí já não há carga?…explique lá para eu perceber.
Suponho que, tal como o JQM, também não viu o lance para vermelho directo a Aimar nem a mão de David Luiz na área?…e sou eu que vejo mal e sou tendencioso…
Antonio Cunha Reply:
Janeiro 15th, 2010 at 17:46
ó Bastos esse Ricardo é o mesmo que também foi carregado num jogo com a Inglaterra para o Euro2004, e que viu o golo invalidado ?
Então como ficamos ?
José Coelho Reply:
Janeiro 16th, 2010 at 3:22
António Cunha, então diga me lá do fundo da sua enorme sapiência e rigor, tudo o que se veio a saber vamos lá. Lançar farpas inconsequentes qualquer um consegue. “CAAmorins” de maior ou menor nível destilam das mais fechadas profundezas da sociedade portuguesa que acusam com a mesmo veemência como fogem no segundo seguinte. É o “toca e foge” do mundo dos adultos. Certamente que a sua casa virada para o Tejo ou para a segunda circular não lhe transmite a leveza de espírito para admirar feitos dos vizinhos, mas antes de comentar a pulhice com que alguma canalhada da capital tratou os clubes do Norte, relembre-me: o que aconteceu ao Apito Dourado..? Quando o encontrar no fundo da gaveta apite
Carlos Marques Reply:
Janeiro 17th, 2010 at 13:56
Quem é que aprovou o post de um tal de José Bastos que, por coincidência num post em que o Daniel Oliveira pretende dar uma lição de moral e dignidade ao Carlos Abreu Amorim, vem ofender a despropósito o jornalista João Querido Manha, dizendo que ele não tem carácter?
Então não está nas ainda recentes regras do Arrastão que não se permitem insultos?
Peço esclarecimento à mesa.
Carlos Marques Reply:
Janeiro 17th, 2010 at 14:08
Depois de terem aprovado o que aqui se disse do jornalista João Querido Manha, que não conheço pessoalmente, ler a transcrição seguinte deu-me vontade de rir: O seu comentário aguarda aprovação. Os autores do Arrastão reservam-se o direito a não publicar comentários que ofendam os seus valores éticos ou que estejam abaixo do nível de qualidade de debate que este blogue procura promover.
José Bastos Reply:
Janeiro 20th, 2010 at 12:25
Carlos Marques,
O que eu disse aqui do João Querido Manha dir-lhe-ia pessoalmente se, ou quando, o encontrasse.
Ao contrário do CAA não insinuei nada e referi mesmo casos específicos, que me fazem questionar a verticalidade JORNALÌSTICA de JQM, e que não vi aqui rebatidos.
Vivemos num país onde se cultiva a mediocrídade e apenas apontei dois exemplos entre muitos possíveis.
Estou de acordo contigo Daniel. Esse sr é do mais despresivel que anda pela blogosfera.
Alem dos posts sobre futebol nos quais vomita ódio por todos os poros, não fosse ele adepto irracional do fcp, é um daqueles que se diz ser do psd e que eu como militante do dito partido o quero ver bem longe. Como diz o meu amigo Azevedo é um daqueles que só está à espera de se tornar uma figura “grada” da nossa politica.
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Então agora o Daniel decidiu armar-se em virgem ofendida, carregada de brandos costumes e defensora de quem não tem defesa possível ?! Ou será que acha mesmo que os seus posts sobre José Pacheco Pereira, João César das Neves e quejandos são menos insidiosos do que o objecto deste seu ataque envergonhado (e fingido) ?!
Este seu “entendimento” do post de Carlos Abreu Amorim assenta numa falsa lógica de ética e bons princípios mas obedece, pura e simplesmente, a uma visão elitista e reaccionária da questão que lhe está implícita (ou explícita).
Começo a compreender aquilo que o terá levado a sair do PC e a encantar-se com o BE. E, por favor, não me venha falar do Muro de Berlim…
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 13th, 2010 at 23:21
Lisboeta: se encontrar em qualquer um deles alguma referência subliminar à sua vida privada dar-lhe-ei razão. Se não, terá de ser o senhor a retirar a a acusação.
Quanto ao resto, nem sei do que está a falar. Mas não se estafe a explicar.
Usar a suposta homossexualidade de Paulo Portas é habitual para o atacar. Revela a pequenez de quem o faz. Muita esquerda o faz, basta lembrar o Candal(pai)
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sendo o post do CAA uma sacanice óbvia persiste uma dúvida, deve-se desmascarar estas situações de desligamento moral publica/vida pessoal? (no caso em concreto acho que não)
mas ele há casos… o/a defensor/a da familia/moral cristã com as suas pinadas por fora, são os meus preferidos. mais pelo colorido da coisa…
mas enfim o assunto talvez não mereça assim tanta atenção.
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Mas porque raio é que o Paulo Portas que tem opinião sobre tudo e mais alguma coisa, está agora calado?
Não vejo no post do CAA, nenhma insinuação á vida privade de PP. Já todos sabemos que PP é gay. Vejo é uma insinuação á hipocrisia de quem é a favor do casamento homosexual e está calado porque é presidente dum partido conservador.
Abr
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Há que tempos andava a ver se concordava com o Daniel Oliveira nalguma coisa (que querem? É um inimigo de estimação). Este post, com um pouco mais de contenção no registo da superioridade moral, estaria perfeito. Mas tem, no essencial, razão. Ao CAA, se andasse por aqui e lesse DO – é bem capaz – ficava bem parar para pensar e, se concordasse, lavrar um texto a emendar a mão. Mas na blogosfera há de um quase tudo, a humildade é que escasseia.
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Muito bem Daniel Oliveira. Eu sempre detestei o Paulo Portas, não posso com ele nem com aquele dedo sempre estendido, mas esse post desse CAA é uma pura pulhice.
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Vicios privados virtudes públicas….
Olhe que alguns comentários que li ao que escreveu o CAA lá no Blogue, estão a um nivel bastante mais rasteiro…
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Não posso dizer que fiquei impressionado pela arrogância e prepotência que o seu post revela porque está perfeitamente de acordo com a ideia que transparece de todos os seus textos, comentários e intervenções. A sua esquerda, agora dominante e à sombra de algumas vitórias, julga-se impune e por tal começa a mostrar os valores que, realmente, a guiam e a configuram: é intolerante, pouco democrática e muito, mas mesmo muito, arrogante e prepotente. O carácter das pessoas não varia consoante estão ou não do nosso lado. Eu sei que esta verdade tão simples e óbvia não lhe é de fácil compreensão, mas tente. E mais, falta-lhe ainda muito para poder ter alguma idoneidade para criticar alguém como Carlos Abreu Amorim cujo distinção dentro do comentário político se fundamenta na frontalidade e franqueza das suas intervenções.
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Pouco me interessam as tendências sexuais do Paulo Portas.
Sejam elas quais forem, pode perfeitamente ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas sendo ele deputado e mais ainda líder do partido com a terceira maior representação no parlamento, também não lhe ficava mal ter anunciado a sua posição. Neste aspecto terá o escrito de Carlos Abreu Amorim alguma razão de ser, concordando que a forma como o faz não é muito correta.
Assim como o Daniel também acho esta insinuação do CAA pouco digna, tal como concordo quando diz que não lhe é fácil reconhecer um engano.
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É raro concordar com o Daniel, mas neste aspecto é certeiro. Aliás, Espanta-me é a boa impressão inicial que teve de um indivíduo cuja diferença para o sócrates é fugir-lhe, sistematicamente, o pé para o chinelo. É isso e ler um post dele onde, regra geral, a moral se surge contra o carácter de alguém sem um mínimo de argumentação possível. Enfim, mais um cacique, sem nível nenhum.
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Pois.
Eles há os que se assumem, outros não.
Daí este povinho fraco parir aberrações, melhor dizendo, abortos, que quando são entalados ( não disse empalados ) nas portas que se fecham, então calam-se!
Por sinal grande parte desta gente foi parar à politica. Azar do povo!
Sinceramente não vejo qual é problema de se chamar “cobardolas”, mesmo que subliminarmente, a um tipo que se encolhe numa altura em que devia ter sido solidário.
O silêncio e contradições dessa figurinha desde o tempo do “jornalismo” configura a sua eterno desejo apenas pelo “poder” e pelo “populismo” no nosso palco politico e esteve-se nas tintas para o que estava em causa: O casamento entre pessoas do mesmo sexo!
O pior da sua “esquerda do caviar” Sr Daniel, é permitir-se avaliar os outros na base de igualdade para uns e paninhos quentes para outros. Porquê?
Achei a interpolação do CAA muito oportuna.
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O país parece ter receio de pessoas, que tal como o Carlos Abreu Amorim, questionam o que outros preferem calar.
Oxalá tenhamos CAA para muito tempo e que muitos se juntem a colocar os dedos nas feridas. Não queremos mais anestesia. E quanto mais reacções houver, melhor, sinal do acordar da nossa sociedade.
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Não posso concordar menos consigo, pois acho que o Carlos Abreu amorim tem toda a razão.
1) Não nos podemos esquecer que Paulo Portas é líder de um partido.
2) Este partido é conhecido pelas suas posições conservadoras em relação à familia, com uma posição definidíssima em relação aos casamentos homossexuais.
3) Um líder paridário de um partido com estas posições não pode deixar de tomar posição face a um tema desta importância.
Mais,
Carlos Abreu Amorim não se referiu à homossexualidade de Paulo Portas nem a sua sexualidade precisaria de ser fereida numa posição pública de Paulo Portas.
Aliás, é público que Paulo Portas é homossexual apesar de ele próprio nunca o ter assumido – e muito bem, pois não tem de o fazer.
Essa protecção do DAniel em relação a Paulo Portas parece-me até um paternalismo patético em relação a ele e à sua homossexualidade, pois PP não é certamente o caso de um homossexual que «ainda não saiu do armário» e que vive a sua homossexualidade de forma escondida. Paulo Portas é uma pessoa que se define por muitas características e muitos ideais, na qual a homossexualidade é apenas uma característica pouco relevante para a sua vida pública. Ele certamente não precisa de andar a agitar a bandeira da homossexualidade como o Miguel Vale de Almeida, que se destaca, se quer destacar e se instalou na vida política apenas à custa da homossexualidade.
Talvez a questão que o Daniel seja outra que não o paternalismo (não em relação a PP mas em relação à homossexualidade): é que há muitos homossexuais que estão contra o casamento, por conservadorismo ou porque acham que o casamento deve ser só para heterossexuais; porque há homossexuais que não centram a sua pessoa em torno da sua sexualidade mas em torno de outras facetas mais interessantes, não tendo para eles qualquer interesse esta questão;
Por fim, porque há muitos homossexuais que sabem bem que todo este debate do loby gay tem efeitos muito perversos e que vai prestar um mau serviço à causa: não tenha dúvidas que em muitas situações, como as laborais (a contratação), muitos homossexuais irão ser – preconceituosamente – descriminados pelo facto de serem casados com alguém do mesmo sexo. Isto é, se dantes a sua homossexualidade poderia convenientemente passar despercebida, depois do seu casamento não. Mais: todo este debate patético e todo o apelidamento de «tacanho» a todos os que são contra o casamento estão a criar anticorpos contra o loby gay. E, garanto-lhe, isso vai ver-se claramente quando subrepticiamente se tentar agora legislar a adopção. A ver vamos.
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O problema do CAA foi ter aderido, sem mais e pretendendo ser muito liberal, a algumas das causas pseudo-fracturantes da esquerda, made in Bloco.
Uma esquerda que só é esquerda para parecer bem aos camaradas de café e de tertúlia. Uma esquerda que não conhece e nunca quis conhecer o Povo que propala defender aos sete ventos. Passem um dia que seja, a fazer uma vindima no Douro ou numa traineira a pescar ao largo de Leixões e depois, com muita sorte, poderão falar do Povo à vontade
Estivessem algum dia no poder e teríamos um lindo enterro: entre Marx; Lenin; Trotsky e Stalin; não ficaria pedra sobre pedra no que ainda resta de País.
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“Se encontrar em qualquer um deles alguma referência subliminar à sua vida privada dar-lhe-ei razão.”
É aí que reside o seu erro de avaliação. O post de CAA não contém qualquer comentário insidioso à pretensa homossexualidade de PP. O post de CAA contém, isso sim, uma crítica aberta à HIPOCRISIA.
Se verificar bem, CAA não escreveu uma única palavra com o sentido de diminuir PP pelo facto de este ser homossexual ou deixar de ser, tal como em tempos aconteceu – lá para as bandas de Aveiro – por iniciativa de Carlos Candal, ou de uma outra vez – pela boca de Pinto da Costa – aquando de uma “questíuncula” entre este e PP, a qual acabaria por chegar a tribunal.
Se, nesta altura do campeonato, alguém da ILGA ou de qualquer outra organização congénere tivesse tornado pública a sua indignação para com a HIPOCRISIA deste ou daquele deputado – o que seria perfeitamente plausível – estou certo que o DO deixaria passar isso em branco. Mas, neste caso concreto, não pensou duas vezes antes de agir, talvez porque a crítica à HIPOCRISIA vinha de uma personagem eventualmente ressabiada com a aprovação, pela AR, do casamento entre PMS.
No fundo, é como se alguém, mais papista que o Papa, se insurgisse contra um branco que – carregadíssimo de razão – se limitasse a criticar uma atitude provadamente incorrecta de um negro, só pelo simples facto de isso ser (erradamente) interpretado como um hediondo acto racista.
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O problema do CAA é que não quer concorrência… E mais não digo. Por hoje.
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Dá para perceber que o Portas não é nenhum santinho em manobras semelhantes, diga-se..
E Daniel, até achou piada não achou? Não acredito que nenhum amigo seu não lhe tenho dito uma piadola parecida com esta..
Eu também pensei nisto, mas guardei a piadola..
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Mas qual é o mal? Tudo bem, o CAA podia ter dito claramente que se estava a referir a Paulo Portas que, por ser homossexual (ou pelo menos presume-se) e liderar um partido de direita que é contra o casamento de pms, se apresentou no parlamento no dia em que se votava uma essa lei um tanto cabisbaixo e low profile quando todos nós sabemos que essa não é a sua postura. Neste caso, há que salientar a hipocrisia do Paulo Portas e não o post do CAA que é, apesar do partido a que em tempos pertenceu – não sei se ainda pertence -, uma das figuras opinantes de direita que mais respeito merece pois pensa com clareza e sobretudo não é alheio a certas questões a que a direita por norma tende a minorizar. Que o Daniel não tenha gostado do post do CAA eu percebo, porém não me parece que houvesse grande margem de manobra para o CAA pois, ao que sei, o Paulo Portas nunca “saíu do armário”.
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Se o Paulo Portas tivesse feito o que varios politicos nos EUA fazem e fizeram (tipo Larry Craig e M.Foley, e outros verdadeiros hipocritas que usavam o odio para promover as suas carreiras), mereceria aquele post. Neste caso, nao merece. Nem quero saber da vida privada dele,e quase todos aqui estamos de acordo nisso.
Li agora a resposta de CAA ao post do Daniel. De certeza que pensamos o mesmo, nao vale a pena eu estar a escrever sobre esse sr., que deu mais uma amostra de quem e’. Distorcendo as palavras do sr. CAA: Desilusao – sentimento so possivel a quem acredita na boa fe e integridade dos outros, mesmo quando esta ausente. Talvez um dia venha a descobrir a virtude de se poder sentir desiludido com alguem.
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Esta posta do Daniel só demonstra uma coisa: o paternalismo fútil que a esquerda das causas gosta de ter sobre os homossexuais.
Não se preocupe o Daniel, que o Paulo Portas não é descriminado pela sua sexualidade, ou então não seria líder de um partido conservador. E não tenha esse instinto pseudo protector porque ele é assumidíssimo, só não o diz na sua vida pública, e muito bem, porque isso é do dominio privado.
E CAA fez muito bem em chamar a atenção do facto de ele não ter dado nenhuma opinião sobre o casamento gay, não pla sua condição de gay, mas pela sua condição de líder partidário.
O Daniel anda sempre a agitar a bandeira da homossexualidade, e que esta deve ser tratada como coisa normal que é, mas depois é o próprio, com a sua superioridade moral, que vem colocar baias desnecessárias.
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Ora aí está uma personagem em que vale a pena gastar o dinheiro dos contribuintes na nossa querida RTP. Mais bacoco não podia ser.
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Váse lá perceber esta gente. Passam os dias a explicar-nos que a homossexualidade é uma coisa normalíssima – tão normal como a cor dos olhos – que não se deve discriminar os homossexuais, blá blá blá; blá blá blá; blá blá blá.
Uma pessoa insinua sobre a orientação sexual de outra e é logo ordinária, e daí para baixo.
Se o CAA insinuasse que o deputado X votou contra a lei do tabaco por, quiçá, ser fumador, não haveria mal nenhum nisso. Como insinuou que um deputado seria, porventura, homossexual, é pequenino.
Então Daniel? Qual o problema da insinuação? A estigmatizar os homossexuais?
Afinal os preconceitos começam logo na sua cabeça.
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