
Com que argumento condenou a Rússia a ocupação do Iraque e agora bombardeia a Geórgia?
Com que argumento condena George Bush a invasão da Geórgia quando ocupou o Iraque?
Com que argumento se condena a intervenção da Rússia por “razões humanitárias” e se apoiou a intervenção no Kosovo?
Com que argumento se condenam os independentistas da Ossétia do Sul e da Abkházia e se apoiam os independentistas do Kosovo?
Com que argumento a Rússia apoia os independentistas da Ossétia e massacra os independentistas da Tchéthénia?
Que autoridade tem a Rússia para falar de razões humanitárias depois de ter feito o que fez na Tchétchénia?
Que autoridade têm os Estados Unidos para falar em soberania quando são os campeões da violação da soberania de terceiros?
O resumo é simples: os Impérios pensam e agem como Impérios. No meio usam argumentos morais, políticos e jurídicos. Quase nunca valem nada. As razões são sempre as mesmas: as do mais forte. O Império está acima da razão. Seja qual for o Império.
Por Daniel Oliveira 10 Ago 08 em Sem categoria69 respostas ao post “Com que argumento?”
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Concordo com a posta de bacalhau! Falta outro império, o Império do Moralmente Superior da Esquerda Caviar se bem que neste caso não é a mais
forte e ainda bem!
Esse resumo parece-me mais simplista do que simples.
O argumento é muito simples. Uns são bons..paladinos da verdade, da justiça e da liberdade….enquanto que outros são maus, personificam o demo e comem criancinhas ao pequeno almoço. Nao aprendeu isto na catequese Daniel?;)
O argumento é simples Daniel,
Interesses estratégicos!
Há uma coisa no entanto que tenho de compreender na Rússia. Esta encontra-se no momento cercada por países hostis e aliados dos EUA.
Os EUA estão militarmente na Europa, no Iraque e no Afeganistão. Qualquer dia arranjam argumento para irem para o Irão. Se der uma olhadela ao mapa compreenderá os argumentos da Rússia!
Agora o sr. Bush foi ao Kosovo oferecer-lhes a independência. Por maioria de razões históricas e nacionais, terão os Ossetos à independência.
Pergunte-se antes. Quem empurrou os georgianos?
Os impérios nem sempre são factor negativo para os povos. Os nacionalismos sim! Principalmente quando fazem o jogo do império adversário ao império histórico e geográfico!
Como países de projecção global que são, Rússia e Estados Unidos têm muitos pontos semelhantes nas suas actuações. E tal como acontecia no período bipolar, os problemas entre Moscovo e Washington surgem quando as duas esferas de interesses colidem - neste caso, a Rússia considera a Geórgia como parte do seu “estrangeiro próximo” [termo usado para definir os ex-membros da URSS], apesar de a Geórgia ter uma identidade bem marcada e ter uma cultura mais antiga que a própria Rússia. Uma vez que a Geórgia é vista como “estrangeiro próximo”, Moscovo não admite que Tbilissi se reoriente para o ocidente e solicite a entrada na NATO.
Desde 1991 que a Federação Russa apoia separatismos violentos no território da ex-URSS, é assim com a Transnístria na Moldávia [uma república separatista habitada por russos que se localiza na marge oriental do rio Dniester e que se separou da Moldávia aquando do fim da URSS] que é governada por um círculo de criminosos que ganham dinheiro à custa do tráfico de armas; é assim na Abecázia e na Ossétia do Sul, onde a Rússia graças às suas tropas de “manutenção da paz” serve de “intermediária” entre a Geórgia e os separatistas e impede qualquer tentativa de reconciliação entre as partes. Não tenho a certeza se também é assim no enclave de Nagorno-Karabakh [território dentro do Azerbaijão povoado por arménios que declarou a independência em 1992] mas a Arménia sozinha não teria meios para combater uma guerra e arrancar parte do território azeri.
Simplesmente, a opinião pública e a sociedade só criticam um dos lados - fossem os EUA a actuar num país do seu…”quintal” [América Latina] e já teria sido formada uma cadeia mundial de indignação, acompanhada de manifestações por todo o Mundo e queima de bandeiras americanas. Pode-se dizer algo de semelhante se se tratasse do Reino Unido, da França ou de Israel.
A Rússia, porém, parece beneficiar de uma margem de manobra considerável - pode violar os Direitos Humanos dos seus cidadãos, pode bombardear e destruir infraestruturas gratuitamente, pode fazer chantagem com os países vizinhos quando as suas políticas não lhe agradam [Ucrânia], pode interferir descaradamente nos assuntos internos de outros estados, mas não sofre nem um décimo da condenação que os EUA sofrem - há quem acuse os políticos ocidentais de ter dois pesos e duas medidas…bem, não são só os políticos, o público também trata de forma diferente um acto errado consoante este tenha sido cometido pelos EUA, pela Rússia ou pela China.
O resumo (conclusão) é correcto.
A mistura de interrogações são uma mer..
Nestes casos o que prevalece parece ser a opinião publica interna.Afinal, nem a URSS pôde manter a guerra no Afeganistão com o desgaste interno que aquilo causava.
Neste caso, não faço ideia do que pensam os russos. Mas Medvedev deve ter as costas quentes nesse aspecto… a mãe russia fala muito alto.
Concordo plenamente com o post. Não há argumentos nem autoridade de ninguem neste planeta para fazer o que quer que seja em relação à situação na Georgia. É esperar q passe… e continuar atentos.
Mas afinal apoias os argumentos da Geórgia, que parece-me que foi quem provocou a ofensiva, e que tem um Presidente que é mais pró-americano que o próprio presidente dos EUA?
Nesta situação parece-me que a Federação Russa tem toda a razão para ocupar e anexar a Ossétia do Sul. Em termos físicos ninguém distingue um Ossétio de um russo.
Da Guerra:
133 AC - «Cent trente trois ans avant l´ère chrétienne, Tiberius Gracchus, fils de Sempronius et de Cornelie, était élevé à la dignité de tribun. C´ était un fils des classes supérieures…En face de l´orage (burburinho) montant de la foule des esclaves, les premières paroles de Tiberius du haut des rostres (estrados) furent pour flatter (lisongear) l´insurrection - «Nos généraux vous incitent à lutter pour les temples et les tombes de vos aieux. C´est un appel inutile et mensonger. Vous n´avez pas d´autels (altares) de vos pères, vous n´avez pas de tombes ancestrales, vous n´avez rien. Vous ne combattez et vous ne mourez que pour procurer le luxe et la richesse des autres»
Obs: A propósito dos dramas da família Kennedy (Dallas) / «…os Kennedy tinham ficado vivamente impressionados pela desigualdade das condições sociais da sociedade norte-americana»
PS: página de uma revista francesa do final dos anos sessenta. Do tempo das nossas comissões em África.
Hoje, com os exércitos de contratados, mais próximos do modelo romano de mercenários. Em democracia ou não.
Concordo com o João. Com a Rússia há um certo medo acrescido. Porque será?
Até a Europa demora a reagir.
Não querendo estragar a vossa linha de argumentação, nem impedir-vos de se satisfazerem a pôr em causa o que o Daniel terá aprendido na catequese ou fora dela, deixo aqui um pequeno repto, olhem para a Ucrânia. De toda a zona que a Rússia considera como sua influência, é de longe o país que mais me preocupa.
Entre as revoluções pacíficas, os envenenamentos políticos e as crises de gás ( estou a falar do combustível ), estamos na presença de um dos maiores países europeus, exportador massivo de mão de obra barata e extremamente qualificada que tem poder nuclear. A Ucrânia está dividida em duas metades, uma que ambiciona a União Europeia e o Ocidente e outra que assume como natural a sua satelização face à Rússia.
Não sei o que o futuro trará ( não tive na catequese lições sobre certezas absolutas, ao contrário de muitos dos críticos que aqui aparecem) mas temo que um descambar da política interna Ucraniana nos possa trazer problemas muito mais graves que os da Ossétia e da Abkásia.
Uma pequena adenda, depois da Ucrânia, há outra ex república que parece esquecida por todos, o Cazaquistão, entalado exactamente entre a Rússia e a China, com recursos naturais suficientes para uma futura “questão diplomática” entre ambas, já para não falar na minoria chinesa no interior do Cazaquistão.
Espero muito sinceramente estar enganado acerca destes dois países mas sinto-me como em 1991 quando todos estavam preocupados com a meia dúzia de tiros disparados na Eslovénia, sem verem a Croácia e a Bósnia ali ao lado em potência para efervescer.
Quem tem poder militar,usa-o!Quem acha que não é assim,está distraído.
Daniel.
A diferença é fácil de apontar: uma coisa é o fazer, outra é o dizer.
Uma coisa é ter responsabilidades que nem me passam pela cabeça outra é fazer bela vida a escrever comentários.
Percebeu? A diferença é entre o presidente de um país e um comentador de jornal.
Bojardas são bojardas; ninguém lhe pedirá contas amigo; não corre o risco de matar ninguém com as suas opiniões. Não aquentam nem arrefentam. O mundo seria o mesmo sem elas.
Por exemplo: ainda hoje estou à espera de ouvir o que têm a dizer os que com grande ênfase acenavam com o “grande perigo para o regime” que seria a eleição de Cavaco Silva. Quase aposto que o Daniel era um deles; maroto, confesse lá.
Mas como vivemos em democracia, cada um diz o que lhe apetece por mais estupido e idiota que possa ser.
Só que nem todos comem o que lhe tentam dar à boca, percebe?
Mas não feche a quermesse; venda lá o que tem a vender que eu às vezes compro.
boas questoes;)
Ahh, o famoso argumento da punheta…
Kumar Patel: So, you like, smoke weed, then throw people in jail for smoking weed? Thats so hypocritical, dude.
George W. Bush: Do you like to give hand jobs?
Kumar Patel: Uh, no.
George W. Bush: Do you like to get hand jobs?
Kumar Patel: Well, yeah!
George W. Bush: That makes you a fuckin’ hypocriticizer too!
Há cerca de meia hora, estava o meu filho na sala a fazer zapping, de repente oiço na televisão “é completamente imprevista a maneira como a Geórgia está a atacar o Brasil”. Passaram-me pela cabeça coisas extraordinárias, mas constatei que se tratava apenas de um jogo de Voleibol.
Nada de novo na frente do Caucaso.
Daniel,
se vc pudesse era vc que exercia a força. Nenhum leitor consegue esquecer o seu passado…
Agora que já percebeu que não tem força fala contra a força
Pelo meio os seus argumentos morais, políticos e jurídicos quase nunca valem nada.
O Kosovo, K’mrd, o Kosovo…
Visita este, se puderes:
http://suckandsmile.wordpress.com/2008/08/11/o-que-serve-para-o-kosovo-ja-nao-serve-para-a-ossetia/
Abraço,
Um dia o sonho(que comanda a vida), irá realizar-se e acabarão as invasões, perseguições, torturas e execuções. A humilhação, pela fome e outros horrores, será banida quando os humanos concluirem que não serão totalmente felizes, enquanto houverem vítimas destas pragas.
Até lá continuarão as políticas de subserviência, relativamente aos poderosos, até que haja dignidade.
Para finalizar, um recado ao Minhoto:
A tua insistencia, na designação de “esquerda caviar”, está a raiar a imbecilidade.
Bom dia para todos.
Bem, em abono da verdade foi a Geórgia que abriu as hostilidades contra a Ossétia, ou não?
Com que argumento se pede a independência do Tibete e se recusa à Ossétia?!
Um pequeníssimo pormenor: Houve um referendo na Ossétia em que 90% da população votou a favor da independência.
Claro que tudo isto se encontra dentro do âmbito da geopolítica do petróleo e das suas rotas.
(Consultar informação sobre o oleoduto BTC que atravessa a Geórgia…e a Ossétia!)
Abraço
Com o direito de que cada um age de acordo com os seus interesses…
http://takea-break.blogspot.com
Daniel,
a conclusão está excelente, por isso defendo - defendemos há imenso - a alteração radical da ONU, ou a criação de uma nova organização que represente, de facto, todos os países. Tenho esperança que Obama consiga uma reforma - será ainda leve -, na ONU. McCain, pelo contrário quer criar uma nova ao bom estilo neocon: só com os países democráticos, com o objectivo de impôr a Democracia ao resto do mundo.
Quando comento aqui, nunca leio os comentários anteriores - são tantos -, mas, como o daniel também sabe, a razão é o petróleo e o gás.
Há uma outra que é culpa do sr. Bush: Kosovo, que os portugueses tiveram a sensatez de não reconhecer a sua auto-determinação.
Cumps.
Alguém ainda se lembra do Koweit? Essa província do Iraque que interessa que seja um país independente? E que toda a gente aplaudiu a libertação pelos EUA? Enquanto os jovens que deviam estar no glorioso exército do Koweit dançavam nas discotecas do Egipto?
Não, Daniel, o argumento não é serem impérios. O argumento prende-se aos interesses.
O mundo gira à volta de interesses e toda a gente o sabe. Os EUA têm interesses, Portugal tem interesses, o Daniel tem interesses, eu tenho interesses, todos nós temos interesses (excepto, claro, o bloco de esquerda, que tenta sempre mostrar a toda a gente que não tem interesse nenhum - e não tem mesmo).
«Alguém ainda se lembra do Koweit? Essa província do Iraque que interessa que seja um país independente? E que toda a gente aplaudiu a libertação pelos EUA? Enquanto os jovens que deviam estar no glorioso exército do Koweit dançavam nas discotecas do Egipto?»
Caro Xico, em tempo de olimpiadas, acho que é um desperdício o recorde que o Xico acabou de bater.
A solução para o planeta é a nomeação de Daniel Oliveira para secretário Geral da ONU. O mundo deve estar sob orientação de Daniel Oliveira. Ele sabe tudo. Ele percebe de tudo. Igual a ele só Mao, Lenine, Stalin. Daniel Oliveira é a reserva moral do mundo. Entregue-se-lhe também o governo da Lua e, porque não, de toda a galáxia.
Porra pra tanta presunção!
Ó pá, já me esquecia. A brigada do berloco é fundamental para que sociedades tão evoluidas como a Coreia do Norte, a Albânia ou a pujante Cuba sejam o modelo de toda a humanidade.
Toca a proibir as torradeiras, os telemóveis e as varinhas mágicas, instrumentos demoniacos do capitalismo, que tanto ameaçam a igualdade entre os homens.
enquanto a guera for lucrativa para a maioria dos governantes mais poderosos, nao interessam muitas explicações, é e pronto!
o mundo está construido numa base economicista que amedronta.Sabem com certeza que é a defesa e o poderio belico que mais dinheiro recebe dos cofres dos estados…para os U.S.A nao ha hipotese para injectar dinheiro na freddy mae e mac, mas para a continuidade no iraque, nem se questiona.Depois falamos da China com uma garganta…moralistas sem moral, é o que as grandes potencias são…”so vemos os lixos nos olhos dos outros”.
Israel backs Georgia in Caspian Oil Pipeline Battle with Russia
http://debka.com/article.php?aid=1358
(…)Em 2007, vários oficiais superiores do exército israelita, foram recrutados como “assessores” dos seus colegas georgianos. Os mais famosos são a General Israelita Ziv e Tenente-coronel Gal Hirsh. O primeiro comandou as operações militares na Faixa de Gaza, quando foi ocupada por Israel. O segundo foi o responsável das operações na área Ramallah, no início da segunda Intifada. (…)
A Joaquim, tinha alguma coisa para dizer ou só estava com um nervoso miudinho nos dedos?
Joaquim Teixeira,
O senhor parece que anda ao engano pois não conhece a esquerda caviar e contudo apoia-a presumo que sejam reminiscências do seu passado romântico da Luta que ainda não reflectiu com ponderação. Roçar a imbecilidade é o estado de wannabe de que sofre ao tornar-se porta-voz dos “Infanticidas do Esturjão” ao responder a qualquer boquinha mandada neste blog por mim “O Fassista”.
então mas “ser um império” é isso mesmo… é ter força para ter sempre razão…
Caro Sebastião Dias,
Por causa da elegância com que revestiu o insulto que me quis dirigir, passo ao lado esse facto e peço que me esclareça o seguinte:
Será assim tão estúpido lembrar a invasão de um país que tudo indicaria dever ser uma provincia do Iraque e compará-la com o que se passa na Ossétia? Os russos têm o mesmo direito de ocuparem a Ossétia, defendendo os seus interesses e de acordo com a vontade do povo dessa região, como tiveram os EUA no Koweit. Os que aprovaram essa invasão e aprovaram a independencia do Kosovo (oferecida por Bush) não podem agora chamar nomes feios à Rússia que sentindo-se ameaçada foi em socorro de um aliado atacado.
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele.
O que é que isso representa um recorde de seja o que for?
Pede o presidente da Geórgia que os países ocidentais o apoiem mas com mais do que palavras.Quem terá convencido o senhor de que a NATO ia apoiá-lo contra a Rússia.
Não há uma posição oficial da CP do BE sobre esta guerra.
Nem do PCP.
Nem do PS.
Curioso,muito curioso.
Tá tudo de férias e não passa nada!
Eu apoio, acima de tudo, a independência total das duas Ossétias formando um só país uno e soberano.
Países que pretendem ser superpotências deviam assumir uma posição mais digna do que simplesmente dizer “os outros também fizeram, porque é que nós não podemos?”, que é o que a Rússia diz, cada vez que os EUA a acusam de usar uma resposta desproporcionada.
Como eu já disse no meu blog, este tipo de retórica é típico de escola primária e demonstra total falta de princípios, além de revelar que os chamados “world leaders” não têm o mínimo de postura nem de classe para o serem - a propósito, as últimas notícias afirmam que a Rússia está a proceder a uma invasão [no sentido clássico da palavra] da Geórgia muito além do âmbito de repelir os georgianos da Ossétia do Sul. Parece que Gori foi ocupada e que as forças armadas russas abriram uma segunda frente a partir da Abecázia como forma de entalar os georgianos que ainda se encontravam adjacnetes à Ossétia do Sul.
Quanto a acusar a Geórgia de agressão e justificar a resposta russa com base nisso, é simplesmente ignorar totalmente o conflito; é como afirmar que tudo começou na semana passada, quando a Geórgia decidiu mostrar ao ocidente que era capaz de enfrentar a Rússia e resolveu invadir um pequeno território a norte.
Ah, e a Ucrânia quer impedir a Rússia de usar a sua base naval em Sevastopol [onde está ancorada a frota russa do Mar Negro] em conflitos militares - será que vamos ver mais pressão russa sobre a Ucrânia?
A Rússia e os Estados Unidos são exactamente iguais quando toca a defender os seus próprios interesses. E para os defender, usam todos os meios. E massacram seja quem for, na maior das impunidades. E com a total complacência da ONU que, quando muito, dá uns espirros.
Mas o que é verdade é que a Rússia invadiu além da Ossétia do Sul a própria Geórgia.
E eu, pensei, a Rússia está fodida! O Bush vai já impor-lhe sanções económicas, senão mesmo invadir Moscovo, para impor a ordem e democracias ocidentais.
Enganei-me, afinal o idiota do Bush é uma pomba e não o falcão que eu pensava que era…
Caro Xico, peço desculpa mas estava convencidíssimo de que o Koweit era um país soberano e não uma provincia do Iraque, nomeadamente no momento em que o primeiro foi invadido pelo segundo, mas devo estar óbviamente enganado.
Quanto ao que se passa na Ossétia não posso discutir e deixo a discussão para os inteligentes, pois sei tanto da história deste território como sei da história da Conchinchina, isto é, nada. Além disso, também não tenho muita paciência para estudar a Wikipedia para fingir que discuto o que manifestamente não sei.
O Iraque não tinha reconhecido a independência do Koweit e tinha reinvidicado aquele território antes da sua independência para uma tribo da mesma nação iraquiana, abençoada pelo Reino Unido (os EUA da altura).
A Ossétia tornou-se independente da Geórgia, por ser uma nação e povo diferentes e por larga maioria do voto popular e foi abençoada pela Rússia.
Onde está a diferença?
Por essa ordem de ideias, e por maioria de razões históricas, culturais e nacionais, a Sérvia (qual Geórgia) poderia invadir o Kosovo, seu território ancestral, e ao qual ainda não reconheceu a independência, para impôr a ordem e a sua soberania!?
A Geórgia, foi mal aconselhada e beliscou o urso. É sabido que não se dá beliscões aos ursos, a não ser que se tenha uma grande espingarda e de preferência a uma distância conveniente. O urso deu-lhe uma patada e o desgraçado do povo é quem paga, enquanto o Sr. Bush, mal aconselhado e mau conselheiro se diverte a ver cair recordes.
Será preciso fazer um desenho???…
Ainda sobre as declarações de MST acerca dos árabes (e desculpem a repescagem): admito o erro. A verdade é que, como supôs J Ferro a respeito das ideias de MST, utilizei o conceito (obviamente errado) de “todo o mundo árabe”, em que se considera árabes todos os países maioritariamente muçulmanos e que envolvem a zona do Médio Oriente e norte de África. No fundo, fui induzido pelo próprio MST, que também me pareceu que, ao falar dos árabes, estava a falar também dos iranianos, por exemplo. Estes são indo-europeus, de facto. E os turcos são, com efeito, altaicos.
Ainda que soe a desculpa de fanfarrão, eu conheço essa diferença de povos; no entanto, deixei levar-me pela interpretação que efectuei das palavras de MST, que, com quase toda a certeza, não estavam a excluir o Irão.
Seja como for, deixo aqui a minha rectificação.
Poder-controlo-recursos-dinheiro
Xico, percebi o seu raciocínio, mas a fundação do Iraque (um estado diferente do Império Otomano), como estado soberano e tal como o conhecemos, é bastante posterior à fundação do Koweit, como estado soberano e tal como o conhecemos. O Koweit nunca foi provincia do Iraque apesar dos iraquianos e do Xico assim o pretenderem. Este poderá ser apenas um pormenor meu nesse óptimo raciocínio que o Xico partilhou com todos mas, na minha perspectiva, é um pormenor importante.
Sebastião, tem só em parte razão. Parte do território koweitiano era iraquiano e só em 1923 foi integrado no Koweit por decisão do governo britânico. E não era um território qualquer. Por causa desta decisão o Iraque ficou um com o acesso Golfo Pérsico limitado a 58 km, com terrenos pantanosos, o que o limitou militar e economicamente. Ou seja, tem razão mas tem de lhe acrescentar este pormenor que não é bem um pormenor.
O Daniel deveria continuar as perguntas: por que razão, depois de milhares de civis mortos e deslocados, as vozes profissionais do “não à guerra” estão agora praticamente em silêncio, ao contrário do que aconteceu em relação ao Iraque? Por que razão parecem estar em dificuldades em escolher entre os bons e os maus neste conflito?
Que autoridade têm os que foram tão categóricos naquele caso para agora se limitarem a colocar perguntas em tom de colóquio filosofante? Para filosofar por prazer, estas questões são também muito interessantes.
Koweit (esse grande, pelos seus recursos, pais que-nem-musulmao-paresce) isso sim por ficar alinhado e provedor de petroleo …de quém? Imos indagar e buscar na sua historia acutal e passada:
“Luego de que varias propuestas fueran rechazadas en los últimos años, el Parlamento aprobó un proyecto de ley reconociendo los derechos políticos de las mujeres, permitiéndoles votar y presentarse como candidatas”.
Sebastiao…a fundaçao do Koweit? De qual fundaçao anda a falar, pois? De uma fundaçao-na-moda-Kosovo?
Al terminar la Primera Guerra Mundial, Francia y Gran Bretaña se repartieron los despojos del Imperio Otomano. Kuwait pasó a ser un protectorado británico separado del recién creado reino de Irak, que lo reclamaba como provincia, alegando el sometimiento histórico de esa zona al gobierno de Bagdad.
En 1938 se descubrió petróleo en Kuwait. Luego de la Segunda Guerra Mundial, el Emir Ahmad Jabi al-Sabah otorgó la concesión a la Kuwait Oil Co. (integrada por la BP británica y la Gulf norteamericana) y en 1946 se exportó petróleo por primera vez.
En 1961 se negoció la independencia de Kuwait. El Jeque Sabah se proclamó Emir y asumió todos los poderes. Irak se negó a reconocer al nuevo Estado, pues sostenía que era una creación artificial de los ingleses para conservar el acceso al petróleo. Las tropas inglesas se quedaron para defender el emirato hasta que fueron sustituidas por tropas de la Liga Árabe.
http://www.guiadelmundo.org.uy/cd/countries/kwt/History.html
«O Kuwait foi fundado no início do século XVIII por vários clãs da região de Anaiza, que migraram de Najd (região central da atual Arábia Saudita) para diversos pontos do litoral do Golfo Pérsico. Com a miscigenação dos migrantes, formou-se a tribo conhecida como Bani Utub. De acordo com a tradição local, os Sabahs migraram de Najd para o sul fugindo do deserto, mas acabaram por voltar. Reagruparam-se então a outros clãs e migraram para Zubara, na costa oeste do atual Qatar. Não encontrando melhor situação, migraram finalmente para o norte, Kuwait, onde encontraram um lugar aprazível para viver. Lá, já, se encontrava a tribo Bani Khalid, que havia construído uma pequena fortaleza. Daí o nome do país (Kuwait é o diminutivo de kut, fortaleza ou forte).»
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Kuwait
DXaniel, valeu a sua explicação.
Caro DO
Você já devia saber que a política seja caseira ou externa, é feita de 2 tipos de memórias:
A selectiva
E a curta.
Ambas usadas conforme o momento e as circunstancias assim o exijam
Pois é Daniel!! Este mundo é mesmo assim!!
Talvez seja melhor também reflectires acerca das posições do BE em relação às Forças Armadas Portuguesas!!
E se a Suécia é exemplo para muita coisa será também para o caso de sempre terem tido um enorme esforço de investimento nas suas forças armadas! Sabe é que com os Russos ali tão perto nunca é de fiar!!!
Caro João e José Manuel Faria!!
It is funny because it´s true!!
40 Anos de boa propaganda e esquecemos facilmente 200 anos de história e a destrinçar o certo do errado!!
As opiniões públicas acham um imenso piadão aos Países que nunca tiveram tradição liberal nem se querem iniciar nessa senda decadente do Estado Liberal de Direito!! Só desejam é que tenham ordem e que os lá mantenham na ordem!!
Caro Lino!!
A sua pergunta é de retórica!!??
Mas acha por lá que os Russos se interessam por umas manifestações no Ocidente!! Se nem as manifestações dos Russos os apoquentam!!!
O mais interessante é que os militantes do “Não à Guerra” também sabem que as suas manifestações não incomodam os Russos e são de todo indiferentes àqueles e se fossem à Rússia fazer tal chinfrim mandavam abatê-los como cães raivosos!! Eles sabem muito bem disso!!
Pelo contrário se o alvo for os EUA ou o Reino Unido´já é bastante aceitável e confortável, inclusive de bom tom, produzir tais manifestações!!
Podem inclusive ir até Washington ou Londres e vociferar contra as Instituições desses Estados que sabem que nada de grave lhes acontecerá!!
Caro Daniel!
Ainda vai ver mais quando no Kazaquistão, Quirguistão e outros Estados ex Sovieticos se lembrarem de retirar o Poder à minoria Russa e lá entrar novamente em acção a pata do Urso!!
Isto ajuda-nos a perceber a história e o logro que foi a URSS que não passou da maior Colonização da era moderna feita por Russos com o apoio dos partidos e movimentos anti colonização do Ocidente!!
Que autoridade têm os que foram tão categóricos naquele caso para agora se limitarem a colocar perguntas em tom de colóquio filosofante?
A sua pergunta, da qual claro está tem a resposta, é muito interessante.
Há problemas que a esquerda tem muita dificuldade de entender.
Porquê?
Porque não podem existir e portanto não existem.
São contra-natura.
São aqueles que de ora em diante podem ser designados por problema tipo Quinta da Fonte (TQF).
Neste tipo de problema há dois bons, e que ainda por cima lutam, lutaram ou lutarão, contra um ou mais maus que por motivos que não podem ser explicados se desentendem.
O maior exemplo de problemas TQF ocorreu na África do Sul e na Rodésia (parece que mudou de nome, mas não me recorda o actual).
Caro Daniel:
Vamos deixar os EUA de lado se não vai parecer conversa de alcoviteira.
Nós aqui do burgo nada podemos fazer.
A Russia é um perigo maior que os EUA, Irão e mais uns quantos.
Mentalidade Imperialista muitos tem, especialmente a França que só não se impoe mais porque não tem condiçoes para o fazer!
Deixemo-nos de constatações pequeninas e vamos ao pragmatismo.
Estara a Europa à beira de viver das chantagens militares da Russia.
A Russia escolheu o momento certo para se impor, especialmente agora que os EUA estão frgamentados a nivel militar e que a NATO está a operara no Afeganistão, e como a NATO sem o apoio dos EUA nada pode fazer, especialmente porque os outros mebros Europeus simpleamente não tem capacidade militar substancial, a Russia manobrou a seu bel prazer.
para quem `há dois anos tinha a frota naval encostada, fazer bloqueios aos portos da Georgia…
Enfim, muitas coisas para considerar e que vão mais além da moral do “eu posso invadir poruqe os outros tambem o fazem” etc, etc.
A Russia é um país ferido com um enorme complexo “imperial”, aí, por mais estranho que pareça, estou totalmente de acordo consigo!
Enfim, “ciganices”!
A reacção da Rússia ao facto de os EUA querem instalar bases da Nato e escudos anti-missil na Geórgia e na Ucrania,ontem até vi bandeiras dos EUA na manifestação na capital da Geórgia,é exactamente a mesma que os EUA teriam se a Rússia intalasse bases militares na Venezuela ou em Cuba.Por outro lado,não é o nosso caso,quem apoiou vivamente a independencia do Kosovo não pode vir agora criticar a Ossétia do Sul.A Geórgia não pertence á NATO nem á UE,contudo a UE tem relações comerciais,politicas e diplomáticas com a Rússia e portanto até agora parece-me que pretende sobretudo na OSCE mediar estas questões pela via diplomática e não pelo uso da força.
O mal do presidente da Geórgia foi não ter ouvido a opinião do comentador que passou pela SIC e pela RTP (viva a diversidade!), o general Loureiro dos Santos. Foi assim a modos que uma espécie de versão moderna do “Trezentos”: Os gajos deviam era ter entupido o túnel para os russos não entrarem!
PS:”Trezentos” é uma referência ao filme, não à loja onde a SIC e a RTP encontram os comentadores.
Aguardo com esperança mais uma sessão de aeromodelismo bélico na SIC notícias.
O Bush devia era estar calado! Critica ele a força desproporcionada usada pela dupla Putin/Medvedev,quando a força desproporcionada dos EUA no Iraque,no Afeganistao,no Panamá,em Granada,no Vietname,no Japao,constitui o maior crime cometido pelo chamado “ocidente” contra povos mais fracos,indefesos.
Desculpa Bolonha, o maior crime alguma vez praticado pelos povos do Ocidente contra outros povos, foi mesmo a colonização mas acho que não nos devemos meter por aí, pelo menos no âmbito do assunto em discussão.
Diga-me uma coisa, Bolonha, acha que o japão era assim tão “fraco” e “indefeso”? Os tipos que bombardearam Pearl Harbour e que ocuparam meia Ásia? Nem quero imaginar se fossem fortes!
O Presidente da Polónia,um dos gémeos assinou hoje um acordo com o EUA para a instalação em território polaco de um escudo anti-missil.Ele também estava naquela manifestação na Geórgia onde alguns manifestantes levavam bandeiras dos EUA.Embora eu não morra de amores pela Rússia considero estas atitudes como uma provocação.Outros paises de leste se perfilam para fazer o mesmo.Parece-me que esta leva de aderentes de leste á UE ainda nos vai trazer problemas que podiam ser evitados.Embora o Bush e seus cowboys estejam de saída ainda querem arranjar mais conflitos para os sucessores resolverem.
Nicolae,o Japao era um morto vivo antes de Hiroshima e Nagasaki.O crime consistiu na utilizaçao daquelas armas brutais pelo seu poder davastador e pelo facto de nao haver justificaçao para pôr fim á guerra daquela maneira. As bombas só evitaram uma invasao aero-naval em larga escala das ilhas nipónicas,que custaria a vida de milhares de marines. Mas assim conseguiu-se apagar do mapa,mais de 200 mil pessoas em fracçoes de segundos!Com os efeitos retroactivos que ainda ha anos se faziam sentir. Entre isto e o Holocausto,venha o diabo e escolha!
Carissima, a colonizaçao tem que ser olhada com o distanciamento historico,sociologico,filosofico,cronologico necessários. Nao é comparavel o colonialismo ao imperialismo dos tempos modernos,seja ele americano,soviético,niponico,etc. Estamos a falar de crimes cometidos na segunda metade do seculo XX e outros que o sao todos os dias.Por exemplo,dois mil georgianos mortos plos russos entre os passados dias 7 e 10 de Agosto,atarves da utilizaçao de armas de fragmentaçao,tanques,avioes bombardeiros,armas proibidas enviadas plo senhor Putin. ja agora,foi na terra do Estaline!Ironia da historia!