Não assinei este apelo (também em baixo). Porque não é para mim muito claro o seu sentido exacto. Concordo ou não concordo com ele, dependendo do seu objectivo final. Se for o de uma coligação governamental de esquerda com José Sócrates (como não poderia deixar de ser) à cabeça, não posso concordar. Não por qualquer questão de princípio (já deixei há muito tempo claro que considero que a esquerda à esquerda do PS deve participar em soluções de poder). Mas por uma questão de conjuntura e de honestidade. Para tal acontecer, PS, BE e PCP teriam de trair o essencial dos seus respectivos programas eleitorais e, mais importante, os compromissos feitos na campanha.
Mais: a política faz-se com pessoas. E Sócrates é, na minha opinião, estruturalmente autoritário e convictamente mais próximo da direita liberal do que da esquerda social-democrata e socialista. Não tem assim condições (que outros no PS poderiam ter) para ser o protagonista de uma esquerda plural no poder. Infelizmente, nos melhores cenários políticos nem sempre aparecem os actores necessários.
Se, no entanto, o que está em causa é a defesa de um entendimento entre o Bloco de Esquerda e a CDU para formarem um bloco parlamentar capaz de pressionar ou negociar (sim, claro, negociar) com o governo mudanças legislativa, orçamentais e programáticas que garantam uma viragem política à esquerda e que impeçam que o poder seja entregue ao CDS, assino por baixo. Defendo que o próximo governo deve ser minoritário e que o poder de cada decisão deve ser devolvido a quem realmente o deve ter antes de todos os demais: o Parlamento. Na esperança de que a esquerda à esquerda do PS o queira usar.
E deixo claro que não me revejo no discurso de quem já se contenta com o conforto de entregar a faca, o queijo e tudo mais à direita populista. Gostava que o Bloco e o PCP se comprometessem com soluções que dêem esperança e vitórias às pessoas e não com derrotas eleitoralmente promissoras. E estou convencido que grande parte do meio milhão de eleitores que entregou o seu voto ao BE também.
Mas de tudo isto falarei no meu próximo texto no “Expresso”. Por enquanto, fica aqui o apelo assinado por muita gente de esquerda. É com estas pessoas (e muitas mais) que a esquerda tem de contar nos próximos anos para impedir que à desgraça que foram os últimos quatro anos se junte a agenda de Paulo Portas. E para isso não vai bastar protestar.
Apelo no link em baixo.
“O resultado das eleições legislativas permite afirmar com clareza que os portugueses recusaram a hegemonia neo-liberal, dando o seu voto maioritariamente à esquerda. É por isso legítimo esperar que o futuro governo do país acolha novas políticas solidárias, relançando a prosperidade e a esperança no futuro.
A 27 de Setembro os eleitores revelaram uma inquestionável vontade de entendimento entre os partidos de esquerda. As votações alcançadas pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pela Coligação Democrática Unitária são o resultado das fortes movimentações sociais ocorridas na legislatura passada, tendo contribuído decisivamente para gerar uma nova solução pluripartidária susceptível de encontrar respostas aos factores de crise e desigualdade social.
Os entendimentos entre as diversas forças de esquerda para uma solução de governo (coligação ou acordo de incidência parlamentar) são muito comuns na Europa Ocidental (por exemplo, no Chipre, em Espanha, em França, na Itália, na Suécia, na Dinamarca, na Noruega, na Finlândia, etc…).
Em Portugal, pelo contrário, há mais de 30 anos que as esquerdas continuam incapazes de se entender para gerarem soluções de governo. Contudo, vários estudos têm revelado que este elemento resulta de um crescente desfasamento entre os eleitores destes partidos (que desejam um entendimento) e os seus eleitos (que persistem na incomunicabilidade).
Os resultados de 27 de Setembro exigem que as esquerdas se encontrem e sejam capazes de explicitar o contributo que cada um destes partidos está disposto a dar para se encontrar uma solução estável de governo. Pelo menos essa tentativa de entendimento é devida ao povo português pela forma como demonstrou a sua vontade eleitoral.
Os subscritores do presente Apelo agem no sentido de que seja traduzido num programa de governo as lutas e anseios de amplas camadas da população que justificam celeridade na construção de respostas urgentes e adequadas para os problemas do seu quotidiano. Para servir este objectivo, deverão ser estudadas as bases para um Compromisso à Esquerda que reforce as conquistas democráticas, vinculando a acção governativa a um elenco programático.”
84 comentários 30 Set 09 em Sem categoria



infelizmente Daniel, a atitude do bloco de esquerda na noite das eleições foi pouco responsável. a expressão dos elitores e os votos recolhidos deveria ter bastado. eram desnecessárias declarações (arrogantes) relativamente à arrogância do PS e de José Sócrates. Mostrando bom senso, serenidade, e tranquilidade, o BE mostrava ao País que deve ser chamado à governação, nem que seja pela via da aprovação de diplomas e reformas. Até porque, discuta-se o que se discutir, as mudanças necessárias no País serão dificeis de fazer. Seja por quem for. “Quem tem não abdica” e luta pelos seus direitos. É assim que somos. Todos. E o bloco de esquerda não tem nenhuma superioridade moral. Em todos os sistemas há pessoas, com qualidades e defeitos, uma mais do que outras a pensar no seu próprio interesse e necessidades. Estas muitas vezes são de poder. Eu votei no Bloco mas não gostei das reacções. É a vida. Gostava que o Bloco fosse de agora em diante menos populista e demagogo, que de forma séria mas pragmática e realista contribuisse para a implementação de um modo de olhar o mundo e de governar o país verdadeiramente de esquerda. só o conseguirá com diplomacia, negociação, cedências. é assim a vida e o mundo. se não o fizer, persistindo numa atitude de afronta, sócrates será obrigado a negociar tudo com Paulo Portas (que por mais criticas que lhe façamos tem sentido de estado e está certo em muitas coisas que diz. é da elementar inteligência reconhecer que os outros também fazem e dizem coisas acertadas, que não somos senhores da verdade no mundo)… e se assim fizer o PS, nas próximas eleições eu votarei PS, para que não vença o PSD. E estou certo de que serão muitos os que pensarão como eu. Cabe aos dirigentes do Bloco saber o que vão fazer com o meu voto: desperdiçá-lo ou fazer dele a arma para que nas próximas legislativas se assumam como a terceira força política do País. O tempo é agora de bom senso. De menor agressividade e sentido de compromisso. Mais importante do que ter na realidade a visão do mundo em que acreditamos, é assegurar que são dados passos para se caminhar relativamente a ela. será capaz disto o BE? eu, paguei para ver… com optimismo espero. Até porque não gosto de futebol e por isso não sou do FCP, do SLB ou de qualquer outro…
[Responder]
Direita populista?O que dizer do partido dos “meninos queques” de esquerda que querem proibir rodeos, nacionalizar empresas das quais têm acções, acabar com ppr que têm aos milhares entre outras pérolas programáticas??Tenha juízo e TENTE ser sério quando diz certas coisas sr Oliveira.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Setembro 30th, 2009 at 13:30
José Cid, acalme-se lá um bocadinho. Está bem?
O BE encontra-se talvez no dilema mais difícil que terá agora de resolver, muitos portugueses deram-lhe uma possibilidade de futuro e de continuar a crescer, se mostrar que os nossos votos são para construir e não para a demagogia que isso já temos até demais na Assembleia da República.
É agora que pode mostrar que também sabe tomar decisões acertadas e intermédias para a resolução de problemas e só assim talvez um dia, quem sabe, possa sozinho fazer melhor.
De conversa fiada, impasses e bate o pé, nós já estamos atestados até às orelhas.
[Responder]
Eu sou aderente do Bloco, e concordo com tudo o que o luís disse. Acho que é altura do BE ter sentido de estado, e mostrar que é mais do que um partido de protesto. Também não gostei do discurso do F. Louçã nas noites das eleições, e considerei-o irresponsável e exagerado. Sei que isto vale o que vale, mas se estiver algum dirigente do BE a ler isto, apelo a uma mudança no rumo do partido, sob pena dos aderentes e dos eleitores começarem a debandar em massa. É que, tal como eu, há muita gente descontente.
[Responder]
Luis,
Votei no PS. Acho que o BE (e o PC) é um partido pouco preocupado com o dia a dia e que pensa mais num futuro puro de “amanhãs que cantam”. Mesmo que para isso tenha que hipotecar o presente.
No entanto, há que ser optimista. Só podemos ser optimistas. Mesmo que o BE (e o PC) estejam numa de critica destructiva, pode ser que acordem. Pode ser que já amanhã notem das vantagens de se entenderem e negociarem com o PS uma agenda mais progressiva.
Temos que nos esforcar para que as coisas mudem. Para que as atitudes mudem.
Se, em teoria, o pessimismo está certo. Na prática temos que fazer tudo, agora e daqui para a frente, para que as coisas mudem.
Para que o PC e BE se falem. Para que o PC e o BE permitam à ala esquerda do PS emendar a mão do José Sócrates.
É difiícil, mas temos que fazer tudo para que PC+BE negoceiem com o PS. Qualquer alternativa é pior, é mesmo SINISTRA.
[Responder]
O Daniel Oliveira (e o BE) quer mandar e nomear o primeiro-ministro. É preciso ter lata.
Como o Luís muitos há que já viram para que votaram no BE.
[Responder]
Este apelo é um bocado cromo.
Se o PS pretender uma solução permanente, os custos de lidar com dois partidos é bem superior ao de lidar com um, por isso só faria sentido coligar-se com o CDS.
Se pretender uma solução pontual (o que parece ser o caso), estas uniões de esquerda fazem-se… pontualmente. Não há necessidade de grandes declarações de amizade entre o Papa e Anti-Papa. (qual é o BE e qual é o PC deixo ao leitor)
[Responder]
Estas sondagens das autarquicas sao ridículas! Num blog de esquerda claro que estes resultados sao previsíveis.. Sempre PS e CDU à frente, mesmo em concelhos que são sem dúvida PSD.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Setembro 30th, 2009 at 17:13
Diogo, há pelos cinco concelhos em que, neste blogue de esquerda, o PSD está à frente.
a ideia cabe num espaço exiguo – o lançamento do “manifesto dito de esquerda” será no Martinho da Arcada – onde cabe pouco mais que uma tertúlia de amigalhaços. Está de volta o eterno Vasco Lourenço: lá está, é uma questão de regime, na escolha feita entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro. Nem me lembrava já que as luminárias do “manifesto dos Nove” ainda existiam. Quem teria mandado reservar as excrecências? e para cozinhar com quê? o grande avental lá saberá…
[Responder]
Convergencia entre PC e Bloco SIM, agora esta convergencia com inclusão do PS com ou sem Socrates NÃO.
Não há dois PS´s, veja-se o exemplo do Alegre nas ultimas eleições, de intenções está o inferno cheio.
Precisamos ter uma alternativa à esquerda do PS, que não o poderá incluir como é obvio…
[Responder]
Creio que antes do mais importa que o Bloco e a CDU deixem de lado rivalidades ridículas, e se ponham efectivamente de acordo quanto à melhor estratégia política para esta conjuntura.
O entendimento com o PS poderá ou não ser o segundo passo, mas é necessário que o PS também mostre alguma vontade de governar à esquerda.
Com o PS de 2005,2006,2007 e 2008, será difícil.
Com o PS de 2009 talvez não seja impossível.
Com Sócrates ou sem Sócrates, pois o futuro do país não deve ficar dependente de simpatias pessoais.
Mas, mais do que tudo, importa garantir que dentro de quatro anos (ou apenas dois, quem sabe), a direita não apreça como a depositária do descontentamento com o governo PS, que tem ainda uma boa fatia da crise com que lidar.
[Responder]
Bom eu voto à esquerda do PS e entendo que há que distinguir duas coisas: reformismo e radicalismo.
Quem quiser reformar o sistema deve votar nos partidos que o querem fazer (onde se inclui o PS). Se não estão contentes com a situação, como aliás imensa gente dentro do PS, que forcem uma cisão da sua ala esquerda e avancem por aí. Ver gente que habitualmente vota PS a votar no Bloco sem atender à sua ideologia anti-capitalista contribui para descaracterizá-lo e fazê-lo crescer fora do seu âmbito. E quem diz isso diz os próprios dirigentes do BE que, ao falar na esquerda grande, parecem misturar alhos com bugalhos. O BE atingiu o máximo de crescimento hoje possível dentro da Esquerda radical. Daqui para a frente ou há uma crescente radicalização sobretudo dos movimentos de jovens, ou o BE cresce para a social-democracia e torna-se naquilo que o PS se tornou no PREC. Espero que Louçã não queira ir por aí, e estou convencido que é ele quem “risca” dentro do BE.
Quanto ao seu apelo, Daniel, não se iluda. Sabe bem o que aconteceu em Itália à união da esquerda para derrotar o liberalismo: acabou com o que restava dela. Os campeonatos do PS e o dos outros, BE, PCP, PCTP (que também já quase entra na segunda divisão) são opostos: falar em maioria de Esquerda em Portugal é uma coisa que se diz da boca para fora, o PS não é mais do que uma deformação de socialismo que se transformou numa deformação de social-democracia. Quem pode dizer que o PS é Esquerda, são os liberais. Para eles Estado Grande é sinónimo de Esquerda.
Espero bem que o BE e o PCP continuem a ser alternativas radicais.
[Responder]
Como eu previa, o Bloco “chora agora como uma mulher o que não soube defender como um Homem” (dito célebre da Mãe de Boabdil, Califa de Granada, em 1492).
Subscrevo tudo o que diz o Luís no seu comentário. Apenas, ao contrário dele, eu já votei agora no Sócrates. O que não significa que não possa voltar a votar no B. E. no futuro. Mas não, de todo, enquanto mantiver esta atitude política desastrosa.
Mas isso agora não interessa nada, perante o magno problema que neste momento temos em Portugal: a implosão da Presidência da República!
[Responder]
O BE é assim exactamente o quê?
Não creio que os burgueses elitistas do bloco, salvo raras excepções (mesmo excepcionais!), se preocupem muito com o povo. Mas, vamos dar-lhes o benefício da dúvida. Pode ser que esta «esquerda caviar» surpreenda!
[Responder]
Eu diria que foi uma certa incapacidade de mostrar alguma flexibilidade que comprometeu maior crescimento do bloco.
Não chega ser e parecer sério, tem que se ser elegível …
[Responder]
Talvez agora o PS, ou melhor, os seus militantes, possa descobrir se é um partido de esquerda ou de direita. É só chegar ao fim da legislatura e contar as alianças que fez um lado e de outro.
[Responder]
se por aqui o pessaol do PS/Sócrates já está incomodado com uma viragem à esquerda – deixando o centro – o que não dirão figuras como Santos Silva, Jaime Gama e outros Lellos.
deixem esta gente casar com Portas; durará pouco o casamento, teremos vários PS’s e, ao fim de 2 anos, vamos novamente a votos.
[Responder]
Este Daniel é impagável. Mas afinal para que serve votar no be? Viram a soberba do louçã, do fazenda e do rosas na noite das eleições? Bom! Se tivessem mais uns votitos ia tudo para o campo pequeno. Não se esqueçam que o Otelo, o major Tomé e muita escumalha do mesmo tipo ainda por lá andam. Estão é escondidos para o povo não saber. Pobre e triste povo que tem gente como o Daniel. Quando vejo eixo do mal rio-me que nem um perdido com as suas opiniões. O homem faz concorrência aos gatos fedorentos. Só que ele não é gato mas tão só fedorento.
[Responder]
Vai exactamente acontecer o que se passou no 1º Governo Guterres por razões análogas, pelo menos a partir do orçamento de 2011. Como não haverá moção de censura até lá, vamos ter, por imposição da UE, um orçamento de 2011 destinado a combater o défice excessivo. O PSD viabilizá-lo-á com a sua abstenção. BE e PCP votarão contra porque as suas propostas implicam um aumento da despesa pública (corrente e de capital). O CDS também não será tido nem achado.
Até lá, quanto à agenda social fracturante negoceiam-se acordos com BE e PCP (é o politicamente correcto); quanto à economia (que é o que realmente interessa ao povo), é uma incógnita, mas parece-me que o CDS é o partido que o Governo privilegiará.
P.S. Infelizmente, não creio sequer que BE e PCP se entendam na solução implícita neste apelo. Como referiu Vasco Pulido Valente, o ódio fraternal entre as esquerdas impede-o.
[Responder]
Disseram-me, de fonte segura, que o Presidente da Républica, está muito preocupado com as criticas de que tem sido alvo por parte do Daniel Oliveira.
O Daniel Oliveira, pós eleições, anda totalmente desnorteado, patético. Já lhe tinham dito, não já?
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Setembro 30th, 2009 at 17:09
MP, não, mas cá está sempre o senhor para dizer. Estranho é porque vive sempre tão preocupado com o que eu escrevo?
Mais que saber se PCP e BE vao prestar algum tipo de apoio ao PS, creio que o importante é que cada um no seu sitio defina uma agenda de propostas estruturantes. Ao contrario de alguns comentários, eu apreciei a intervençao de Louça na noite eleitoral assim como a de jeronimo de sousa. Creio ser importante que tanto PC como Bloco marquem desde já posiçao dizendo que vao cumprir com o seu eleitorado e assim marcando a diferença.
Mas podemos pensar, também, que a revisao de alguns pontos do código de trabalho, aumento da dotaçao orçamental para o subsidio de desemprego com vista a uma maior abrangencia e taxaçao de grandes fortunas e de mais valias bolsistas poderiam ser alguns dos pontos iniciais de uma negociaçao estruturada.
Foi aqui comentado que há reformas para fazer e que estas sao dificeis. Eu concordo, mas creio que nao pelos mesmos motivos. As reformas que sao necessarias fazer sao as reformas do fim das offshores, de uma mais justa redestribuiçao da riqueza em sede de irs, eliminaçao de muitos beneficios fiscais de empresas, entre outros e que sao muito mais dificeis de realizar porque os privilegios que serao atingidos serao os privilegios de uma classe empresarial que tem estado desde há muitos anos aliada ao poder politico de PS/PSD/CDS.
O problema em tocar esses interesses nao é da perda de competitividade da economia ou coisa que o valha, o problema é o mesmo de sempre, dinheirinho a menos para empresas = menos dinheirinho para partidos do “arco do poder” (entre por que lado entre, seja na forma de campanha, empregos, doaçoes, etc).
[Responder]
#1 luis, muito bom comentário. Eu como votante no BE nestas ultimas eleições, subscrevo aquilo que pensa.
O BE vai ter necessariamente que se adapatar, quase todos concordam, e libertar-se um pouco do discurso autoritário, mostrar que quer, e vai tentar, contribuir para a construção de medidas que construam uma sociedade mais justa e sustentável em Portugal, mesmo que para isso tenha muitas vezes de entrar em negociações e/ou fazer algumas cedências. Acho que é isso que todos, ou a maioria dos votantes responsáveis esperam do BE.
Vai ser uma adpatação difícil, mas que é absolutamente necessária.
Estaremos todos atentos a isso.
[Responder]
Há muitos exemplos de coligacões de esquerda funcionais na Europa (presente e passada). Não me parece que uma coligacão governamental seja a melhor solucão, mas é preciso acabar com o mito que tal não existe/existiu. Noruega, Suécia, Franca, parcialmente em Espanha. Acontece, aconteceu. Pode funcionar.
Relativamente ao “ódio” PC vs BE. E ao antagonismo exagerado do PC/BE com o PS. Sim, existem. Mas não é menos verdade que há 10 anos também havia um ódio de morte entre trotsquistas do PSR, trotsquistas da FER e albanistas da UDP. Vejam até onde a esquerda “radical” caminhou. É possível, pode ser não já, mas é possivel. Esta é a melhor altura para acelerar com isto. O caminho é difícil, vai ter muitos dissabores, mas vale a pena.
E para aqueles do BE/PC que são anti-capitalistas e querem uma revolucão comunista, tenho apenas uma pergunta: Até conseguirem o vosso almejado objectivo preferem cooperar para ter um capitalismo menos mau ou estão assim tão agarrados à doutrina do “quanto pior, melhor”?
[Responder]
LOL
Agora já estão abertos a acordo com a CDU.
Mais: agora já lhes chamam CDU e não PCP!
Estes bloquistas são de rir!
[Responder]
É incrível e impressionante como a esquerda conservadora e a esquerda revolucionária estão constantemente mais preocupadas com o tangram político e parlamentar fora do eixo da esquerda do que com problemas que interessam de facto às pessoas e com a garantia da formação de um governo ou de soluções governativas que não façam “isto” descambar mais do que o que já está, muito embora o seu discurso o faça esquecer às vezes.
Pior do que isso, em vez de defenderem os valores aos quais supostamente a esquerda apela, impregam-nos um discurso de impedimento da direita no poder.
Eu que coloco-me à esquerda não tenho qualquer pudor em admitir que até o CDS-PP tem um papel importantíssimo na vida política e parlamentar.
Só um partido que fervilha por poder como adolescentes com hormonas aos pulos é que dispara em todas as direcções… nem sempre com os melhores resultados, como se verificou no domingo. Depois, é natural que ache bem feito!
[Responder]
Ora vamos ver: tirando os temas sociais (aborto, casamentos gays, etc…) o BE e o PCP, desculpem, CDU, estiveram sempre contra o Sócrates, e agora vêm falar de entendimento? Mas entendimento como??? Essa “estória” de consensos é uma treta, isto é como tudo na vida: quando há duas ideias diferentes, alguém tem que ceder. E de certeza que não será o PS!!!! Portanto, das duas uma: ou o BE e a CDU começam a engolir códigos de trabalho, avalizações de professores e nacionalizações de BPN, ou então não há entendimento possível!!
[Responder]
Daniel, gostaria de saber se este apelo, com o qual estou inteiramente de acordo, está para assinar algures ou não.
Há muito tempo que as esquerdas portuguesas, independentemente das suas diferenças programáticas, se deveriam unir. No entanto, o PS tem vindo com Sócrates a ser cada vez menos um partido de esquerda e cada vez mais um partido da direita social democrata.
Sempre me fez espécie que a direita portuguesa fosse muito mais eficaz do ponto de vista estratégico e táctico do que a esquerda, apesar de nesta esquerda não faltarem tipos inteligentes e com capacidade para perceber isso mesmo. Que são divididos, muitas vezes por eles próprios, para os outros reinarem!
[Responder]
Borda-lo,
Quando ha duas ideias diferentes além de cedências há negociacão.
Um ponto de encontro (que na maioria dos casos teria que estar mais perto do PS, por ser o mais votado – concordo plenamente) às vezes pode ser encontrado.
Às vezes só a troca de ideias faz-nos encontrar falhas no nosso próprio raciocinio. Só pessoas que se consideram donos da verdade é que partem para uma discussão a assumir que levam a proposta perfeita. É uma postura completamente iliberal.
E dentro de organizacões plurais como o PS por vezes há discordância sobre um tema. Uma influência exterior construtiva pode fazer tombar o equilibrio interno de argumentacão e a relacão interna de poder.
Por exemplo, um PC/BE construtivos dariam maior forc,a à ala esquerda do PS.
Alguns de nós sociais-democratas/reformistas teremos tanto nojo da solucão para o BPN como a esquerda “radical”.
Mas dito isto, no fundo concordo consigo. Uma cooperacão implica por vezes engolir sapos e elefantes. E tanto o PC como o BE são demasiado puros e virginais para aceitar isso.
[Responder]
Não pode haver entendimento com o PS enquanto o PS tiver esta atitude dúplice de afirmar-se de esquerda e ter políticas de direita, nem mesmo em meras políticas pontuais.
Está nesta altura a ser constituído o comboio do poder, sem definição de rumo ou de linha e sujeito a cair no precipício.
A solução não é fechar os olhos e entrar para o comboio em nome do poder pelo poder. Em política não pode haver entendimentos cegos.
A CDU está profundamente animada no arranque da campanha das autárquicas. Em 2005 tinhamos partido com a vitória apenas num concelho e obtivemos a maioria em 32 concelhos. Em 2009 partimos vencedores em nove concelhos e dois deles são do PS (Alpiarça e Cuba).
Vamos mas é deixar os fait divers de lado e vamos dar o protagonismo às candidaturas.
Ao apresentar candidaturas a 301 municípios e a 2.275 freguesias a CDU obteve um êxito político e a confirmação de que é o amplo espaço de participação democrática e intervenção unitária em torno da resolução dos problemas concretos da população, sob o lema do trabalho, honestidade, competência e isenção com mais de 30 anos de acção.
[Responder]
Convergencia entre BE E PCP, essa é a solução para quem quer uma alternativa de esquerda ao PS!!
sem sectarismo de parte a parte
[Responder]
5
“apelo a uma mudança no rumo do BE, sob pena dos aderentes e dos eleitores começarem a debandar em massa. É que, tal como eu, há muita gente descontente”
pois é Manuela, fatal como o destino de todos os reformistas. Garcia Pereira já tinha dito a seu tempo que “o BE é um fenómeno passageiro” – o braço desarmado do reformismo “socialista”. Além do mais é um mero saco de gatos. O que tem o Daniel a dizer daquela espantosa descida do Chiado com o Major Tomé ao lado do candidato Fazenda “em luta” pela Câmara de Lisboa?
o dr. Flopes decerto agradece a cena…
[Responder]
Eu vejo programas como por exemplo o eixo do mal, e o que vejo são pessoas perfeitamente integradas nesta sociedade, usando as benesses que o sistema dá, e ao mesmo tempo algumas delas em luta com esse sistema.
Até aí tudo bem. Mas como podem essas pessoas respirando integração por todos os poros, defender sistemas que foram experimentados em situações históricas totalmente diferentes e que ( e não é por acaso)até fracassaram?
Não vai sendo tempo das elites, agarradas a livros antigos que já não são nada hoje, deixarem que as pessoas vulgares, detentoras agora de maior instrução, procurerm esses caminhos novos ? Ou procurarem esses caminhos com elas?
[Responder]
Li de viés alguns comentários e claro está que não me dei ao trabalho de ler o lancinante apelo.
A questão é muito clara.
O modelo de governação que o BE e o PCP defendem é do tempo dos afonsinos e portanto um partido de centro como o PS é nunca o poderá defender nem fazer nenhuma coligação oficial ou oficiosa. Seria o seu suicídio e aliás Bruxelas não deixa.
Claro que lá dentro há Alegres e aquela senhora de que agora não me lembra o nome que era de Timor e grita muito alto.
São necessários para dar um certo colorido e fingir que são de esquerda.
Mas o maior mal (no caso até é um bem) é que o BE e o PCP nunca se poderiam juntar seja no que for, quem é que imagina o Sporting e o Benfica juntarem-se para derrotar o FCPorto?
[Responder]
Luís (1), genericamente (não em tudo), concordo com o sentido geral do seu comentário.
[Responder]
Primeiro que nada. O que se entende por “coligações funcionais”, “convergências” ou “entendimentos”. Será a acomodação de pessoas em lugares de poder? Ou estamos a falar de politicas e reformas de fundo, absolutamente necessárias e já atrasadas 20 anos em relação ao resto da Europa.
Porque se se tratar de acomodar pessoas em troca de votos na AR e silêncios cumplices durante os próximos 4 anos, prefiro o CDS a qualquer outra alternativa. Pelo menos sei antecipadamente o que me espera.
[Responder]
Daniel, como votante que fui do PS, e porque os votos no PS, no CDS, e no PSD, são várias vezes os do BE e do PCP juntos, o que eu desejo, é que o PS ostracize completamente o BE e o PCP, para fazer o Louçã engolir o seu arrogante discurso da noite das eleições.
Esta coisa de um partido que ficou no 4º lugar pretender que os seus votos valham mais que todos os que lhe ficaram à frente denota bem o autoritarismo dessa gente.
Têm de ser postos no lugar. E para isso o PS deve fazer a sua politica, fazer entendimentos à Direita e seguir com as Reformas que começou na anterior legislatura.
[Responder]
É só rir com a vanguarda intelectual, nunca criou nada, comete erros atrás de erros mas nunca faz um exame retrospectivo (a não ser para fazer purgas internas) mas quem os ouve falar até parece…
O Daniel Oliveira é um político no activo. Diga-me lá Daniel o que tem o senhor para oferecer a Portugal? Ah já sei! Ser director do jornal Público depois de nacionalizado.
O ressabiamento militante do BE que expressa-se de forma jocosa (jocosa mas não conseguem disfarçar que no fundo estão fodidos) do qual o Daniel milita com fervor e pouca graça não acrescenta nada aos reais problemas dos portugueses. Olham para a Nação e o País como se fosse um recreio do jardim infantil.
Cresça e produza algo! Não fique à espera dos falhanços dos que tentam, qual abutre, para os poder achincalhar.
[Responder]
“É com estas pessoas (e muitas mais) que a esquerda tem de contar nos próximos anos para impedir que à desgraça que foram os últimos quatro anos se junte a agenda de Paulo Portas.”
Quer dizer, o Daniel Oliveira acha que os portugueses que votaram no CDS e o colocaram em 3º lugar são portugueses de 5ª cujos votos valem pouco menos que lixo.
Os senhores podem protestar o que quiserem, o que não podem, não têm esse direito sequer, é de contrariar, através de terrorismo politico, as decisões legitimas de todos os cidadãos portugueses.
O que o sr. Daniel OLiveira quer significar com isto é que as eleições são uma farsa caso os portugueses votem de uma determinada maneira.
A agenda do Sr. Paulo Portas foi apresentada por este publicamente aos Portugueses, e estes escolheram.
É óbvio que a agenda do Sr. Paulo Portas tem e ser tomada em consideração.
Que eu saiba não vivemos numa republica Chavista.
[Responder]
Daniel, gostaria de saber se este apelo, com o qual estou inteiramente de acordo, está para assinar algures ou não.
Minha senhora, lastimo destruir esse sonho seu igual ao de acreditar no Pai Natal.
Nestes apelos só interessam as primeiras cinquenta assinaturas e depois de Boaventura Sousa Santos já não vale a pena assinar.
Aliás são quase sempre os mesmos, faz parte do folclore.
[Responder]
Se o PC e o BE alinharem com Sócrates traem o seu eleitorado. Ponto final.
Só têm de apresentar as suas propostas e votar as dos outros em função do que prometeram ao eleitorado. O resto é treta.
E desculpe lá, Daniel mas quando o povo português quiser um governo de esquerda vota no BE ou no PCP. Até lá temos de gramar a direita.
[Responder]
Fui ler o manifesto, e apesar de algumas boas intenções, a questão de fundo, é que é mais fácil Socrates , coligar-se com a direita PSD , e até com a extrema-direita CDS, porque nas politicas de fundo, estão os 3 de acordo de acordo.
Alliás o manifesto está a tornar-se uma anedota, é que o seus proponentes nem se dão ao trabalho de eliminar nomes de engraçadinhos, que por lá pululam, e assim temos um Jacinto Capelo Rego, um George Marchais, um Santiago Carrilho, até um Gorbatchov…assim não
[Responder]
“Defendo que o próximo governo deve ser minoritário”. Claro!
Melhor não disseram nem os defensores do governo minoritário de Soares nem os de Guterres. O que prova a absoluta irrelevância do BE.
Há 14 anos, em 1995, os deputados PS (112)+CDU (15) somavam 127. Em 2009, os deputados PS (96) + BE (16) + CDU (15) somam exactamente 127.
Há 14 anos gastaram-se rios de tinta a escrever sobre a impossibilidade de um governo PS+CDU. Hoje é o próprio DO que gasta tinta a escrever contra um governo PS+BE+CDU.
Assim se prova que votar BE é irrelevante.
[Responder]
Agora é que a esquerda (a pura e genuína) nos vai provar se é burra e entrega o país à direita, em nome da pureza ideológica, ou se vai ser realista e contribuir para soluções de esquerda, que favoreçam os mais desfavorecidos.
[Responder]
Também gostei do comentário do Luís (1) e também eu votei BE, e gostaria de voltar a votar. Mas a política de agressão em determinados momentos, via discurso inflamado do seu dirigente máximo, tem de parar (a personalização, utilizando a figura da ministra da educação, no discurso da noite eleitoral, foi patética; e eu não morro de amores pela mesma, note-se). Que o guarde para a denúncia de casos, expondo o que ninguém quer dizer, fugindo à verborreia politicamente correcta do hemiciclo. Essa foi uma das razões porque os portugueses votaram BE. Porque acreditaram na coragem da retórica e porque sabem que os recursos que são desperdiçados em BPN’s, descontrolo orçamental das obras públicas, bónus e prémios de administradores de empresas estatais, beneplácitos fiscais à banca, entre outros, podem fazer a diferença, sendo alocados a políticas que contribuam para a construção de um país melhor, mais solidário, com menos injustiça na distribuição da riqueza.
Para tal, o BE terá que “descer à terra”. Como?
Explicando que não pretende nacionalizar toda a banca, mas praticar preços concorrenciais de crédito, sem especulação, via CGD, obrigando as restantes instituições de crédito a baixarem spreads e margens de lucro (tal apenas afecta os grandes accionistas e essa, sim, é uma medida que permite diminuir as assimetrias);
Fazer o mesmo com o sector segurador, via as empresas do ramo do grupo CGD (Fidelidade, Império);
Falar em eliminação das deduções em Saúde e Educação via IRS, mas explicando que tal será sempre de forma faseada, e à medida que os constrangimentos do SNS e dos diferentes sistemas de educação forem sendo colmatados;
Dizer que as pensões devem ser asseguradas pelo Estado mas não generalizar em relação a todas as aplicações financeiras privadas (os PPR’s baseados em acções são uma vergonha e uma fraude mas existem muitos outros que garantem o capital e até rendibilidades futuras e quem, devidamente esclarecido, os queira subscrever, é livre de o fazer, mas sem direito a dedução fiscal);
Dizer, sem pejo, o que quer nacionalizar (EDP e GALP), mas explicando que tal é não só uma medida de devolver a todos o que é de todos mas é também apoio indirecto às PME’s, via redução das suas facturas de energia e combustível (e quem gere uma pequena e média empresa sabe o quanto seria benéfico ter um corte de 10% ou 20% nessas despesas, que poderiam ser alocadas ao investimento, ao pagamento de melhores salários dos seus funcionários);
Não se engasgar com a questão dos rodeos, mencionando, por exemplo, que, em 2008, o Tribunal Judicial de Faro deu provimento a uma providência cautelar interposta pela associação Animal, em relação à intenção de realizar um rodeo na Feira do Cavalo de Estói (sim, há rodeos em Portugal);
Não ter receio de viabilizar propostas, no parlamento, com a restante Esquerda (CDU e ala esquerda do PS; os restantes são neo-liberais), pois há tanto que os une (a luta contra a precariedade, o aumento do salário mínimo e pensões, o investimento em serviços e equipamentos de Educação e Cultura, que verdadeiramente tornam um país grande).
Louça criou esperança. Que não a queira fazer brotar e construir à força de perdigotos. Que prepare melhor os debates (nomeadamente com Sócrates em que, modéstia à parte, muita da réplica que poderia ter dado – e que o engasgou -, está no supracitado). Que se aperceba que, com radicalismos, não vai lá. Radical, apenas na denúncia da injustiça, do escândalo financeiro, da má aplicação dos dinheiros públicos, dos benefícios fiscais à banca). Na procura de soluções, seja razoável e procure alianças. Há quem partilhe as mesmas ideias, e ganhamos todos.
[Responder]
Mas será que estes ‘analistas’ não percebem que se o PS governa à esquerda com o PCP e com o BE, os seus eleitores mais à direita passam automaticamente a votar PSD? Ou têm apenas esperança de conseguir transformar tanto o país que todos os seus opositores à direita fujam ou sejam presos?
Acordem! O Sócrates é um mentiroso mas não é estúpido…
[Responder]
Não consegui ler o apelo porque dá erro. Mas se se refere ao Manifesto de apelo à união dos partidos de esquerda, onde andaram até agora tão ilustres figuras que algumas nem conheço (Ulisses Garrido, Ana Benavente, André Freire, Cipriano Justo, Maria João Seixas ou Vasco Lourenço) enquanto Sócrates enrabou o povão a seu bel-prazer durante os últimos 4 anos???
Se é valido o argumento que a soma de toda a esquerda, se este PS se pode considerar de esquerda, tem maioria na assembleia, a soma dos mesmo partido nos últimos 4 anos na fazia a mesma maioria??? Porque ignoraram estas personalidades esse facto e deixaram andar a carruagem, não os vendo formar qualquer movimento sobre o código de trabalho por exemplo???
Tenham vergonhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
[Responder]
Quanto ao comentário 1 tenho a dizer que negociar sim, mas a partir das posições defendidas, de principio, não a partir de uma posição de compromisso.
Basta ver o que aconteceu nos EUA com Obama. Quis implementar um plano de saude “realista”, e abdicou à partida do sistema “single payer” com medo que lhe chamassem socialista.
Resultado, o plano coxo que dali resultou continuou a ser rejeitado pelos que impuseram o que quiseram em nome do bipartidarismo. Quando deu por ele estava a negociar já bem dentro do terreno republicano, com a máquina da media já a dar a opção publica como morta.
[Responder]
“se o PS governa à esquerda com o PCP e com o BE, os seus eleitores mais à direita passam automaticamente a votar PSD” ????
O DO defende um governo minoritário e o Pedro Oliveira vem assustar com um governo PS+CDU+BE.
Como se vê o governo minoritário do PS continua a ter muitos defensores por aqui, apesar de todos sabermos que os anteriores fizeram exactamente o mesmo que fez o de maioria absoluta: continuaram a aplicar as mesmas políticas de direita que aplicaram os governos do PSD, com ou sem CDS.
Eu continuo a dizer que não pode haver entendimento com o PS enquanto o PS tiver esta atitude dúplice de afirmar-se de esquerda e ter políticas de direita.
E também não embarco no comboio do poder, sem definição de rumo ou de linha e sujeito a cair no precipício.
A solução não é fechar os olhos e entrar para o comboio em nome do poder pelo poder. Em política não pode haver entendimentos cegos.
[Responder]
A habilidade de um político consiste em negociar com a parte contrária, sem abdicar do essencial das suas idéias e princípios, mas disposto a entender que do outro lado estará alguém tentando o mesmo mas em sentido oposto.
Se o BE e o PC não entenderem que esta é uma excelente oportunidade de mostrarem o que realmente valem, continuando a mantendo-se como coro de protesto permanente, vão sofrer uma desilusão na próxima oportunidade: basta que o gato feroz faça o papel de gato ronronante, para que as recusas do BE e do PC desculpabilizem o falhanço de uma politica de esquerda. Nesse caso, os votos entregues à consignação voltam à base, e o BE seguindo o PC, será um novo marginal a dormir debaixo das pontes da política portuguesa.
JC
[Responder]
Esta merda das “politicas de direita” é uma expressão que já me irrita.
As politicas não são de direita nem de esquerda. São correctas ou não são.
Eu quero lá saber se as politicas são de esquerda se a maior parte delas são uma merda, só servem para alguns e levam o país à falencia.
Esta arrogância intelectual dos esquerdelhos é uma coisa irritante.
É assim : o PS de Sócrates, o das avaliações dos professores, da Reforma da Administração Pública, ficou em 1º, o PSD ficou em 2º e o CDS ficou em 3º. Os outros ficaram em éltimo.
E agora fazer-lhe o quê ? Um golpe de estado ? Uma manif contra o Povo.
Aprendam ao menos a serem democratas e a respeitarem a vontade do Povo, que é coisa que a Esquerda Reaccionária nunca foi, como este post demonstra.
Repito, o PS do Liberal Sócrates ficou em 1º, o PSD ficou em 2º, o CDS ficou em 3º e os outros ficaram em ultimo. Ainda há dúvidas sobre a vontade do Povo ?
.
[Responder]
Chico da Tasca o partido que o próprio líder classifica de esquerda moderada ficou em primeiro, o PSD ficou em 2º e a “esquerda reaccionária” ficou em 3º.
Não há qualquer dúvida sobre a vontade do povo.
E isto já para não dizer que deve ter votado tanto no PS como eu votei no PP e tem tanto de socialista como eu tenho de fadista.
Esse PS liberal de que fala, vai para os 10% no momento em que se assuma como tal, caro amigo.
[Responder]
Os portugueses,atraves de impostos,pagam aos deputados e garantem a sobrevivencia financeira dos partidos.
Nao se podem dar ao luxo de se excluirem das suas responsabilidades de proporcionar estabilidade governativa. e ha’ mtas formas
O Problema e’ o crescimento eleitoral…
os partidos que se expoem ao desgaste correm riscos, o que os superioriza relativamente aos outros do bla’ bla’,nao acha?
querem ser como sao, tudo bem, mas ja’ agora por conta propria,ok?
[Responder]
Não Interessa
eu nunca disse aqui que sou socialista, porque não sou.
Eu sou pela boa governança. Apoio um governo que acho que tenha governado bem, como foi o caso deste.
É evidente que o socialismo não passa de uma teoria, é uma espécie de albergue espanhol, que acolhe toda a espécie de inúteis, de teóricos, de demagogos, e de pequenos ditadores, e que só deu desgraça nos sitios onde foi levado à prática.
Este post do Daniel Oliveira é bem revelador do tipo de gente que são, e da visão que têm da democracia.
Porque uma coisa é certa : o Povo deu a preferência às politicas liberais do PS, seguido dos partidos de centro direita, e no fim colocou os partidos extremistas.
Foi essa a vontade do Povo não foi mais nenhuma.
E o Sr. Daniel Oliveira vem para aqui com malabarismos e cambalhotas mentais a tentar dar a volta a estes resultados e a fomentar uma espécie de golpe de estado sobre a vontade das pessoas.
O Sr. Daniel Oliveira goste ou não goste tem é de respeitar os resultados dos votos das pessoas.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Outubro 1st, 2009 at 11:40
Chico da tasca, e o resultado foi que o centro esquerda teve 36% e o centro direita 29%, a esquerda fora do centro teve 18% e a direita fora do centro teve 10%, a esquerda teve 54% e a direita teve 40%. Diga lá onde é o povo português deu qualquer coisa à direita? Como é evidente, o povo deu maioria à esquerda e querer um governo é que é desrespeitar os resultados eleitorais. Mas é natural que quem viu um partido quase duplicar a votação e o acha derrotado não ligue grande coisa aos resultados.
Os votos na esquerda radical não servem para nada e isso é lindo.
Portugal vai voltar a entrar nos eixos e o PS tem que se entender com a direita
[Responder]
Última Hora! O FMI acaba de declarar o fim da recessão mundial, graças ao grande crescimento das economias asiáticas.
E agora, Sr. “Engenheiro”?…
[Responder]
Pessoal, entendamo-nos: em bom rigor, sim, no máximo respeito pela vontade popular livremente expressa no Domingo, quem deveria governar agora era mesmo o PSD, mas coligado com o CDS, o BE e a CDU, dado que, em conjunto, estas forças conseguiram o seu objectivo político principal, que era retirar a maioria absoluta a José Sócrates!
Pois é, bé-bé…
Só que, daqui a dois anos, perdão, daqui a menos de três meses, o PS ganhava as Eleições com mais de 50% dos VOTOS!
[Responder]
Daniel Oliveira
eu votei no PS que governou nesta legislatura. O PS desta legislatura não tem nada a ver com a vossa esquerda, e por isso votei nele.
Portanto metê-lo nessas percentagens é um abuso.
O Povo julgou o PS que esteve no Governo : o PS que penalizou fortemente as faltas dos professores, que lhes impôs um sistema de avaliação, que criou a mobilidade especial na função pública, que fez a reforma da Administração Pública, que criou o Código do Trabalho e liberalizou, ainda que pouco, as relações liberais, que privatizou empresas, etc.. e deu-lhe a vitória.
Foi isso que o Povo julgou, e que não tem nada a ver com o que a esquerda radical propõe.
E o Povo deu preferência às propostas do CDS sobre as vossas. Foi isto que se passou e mais nada.
Vocês perderam nas urnas. Foram o ultimo e o penultimo. É obvio que não são as vossas politicas que vão vingar, por muito terrorismo poltico que façam, por muito que gritem, por muitas esperas que façam a governantes, manifs e abaixo assinados.
Porque se não fôr assim, as eleições foram uma fraude !
[Responder]
Daniel Oliveira
1 Out 2009 às 11:40
Por favor, então o senhor & outros fartam-se de dizer que o PS faz a política de direita e agora vem dizer que ele é de esquerda.
Explique-me lá outra vez, como se eu fosse loiro, esses mirabolantes números que arranjou.
Não se se reparou que as suas percentagens dão 187%, nem no Burkina-Fasso!
[Responder]
Chico da Tasca, mais uma tentativa antes de abrir o Paint e proceder ao desenho – Quando junta os dois partidos (BE e PC) sob esse epíteto de “esquerda radical”, essa esquerda radical tem o dobro dos votos do CDS, meu caro.
E menos 9 pontos que o PSD, veja lá..
Qualquer leitura que faça dos resultados, ancorado nessa ideia da rejeição da “esquerda radical” passa necessariamente por aí. E pelo partido da “esquerda moderada” (palavras do secretário-geral, José Sócrates) e das medidas sociais eleitoralistas ter cerca de 37%, como é óbvio para quem tenha um mínimo de noção do eleitorado do PS. Mas isso já não é para todos..
[Responder]
Então afinal o PS é de direita, esquerda ou centro? Ainda não percebi. É de direita quando é para atacar as suas políticas, de centro quando se insinua que pode aliar-se ao PSD, e de esquerda quando é para fazer a aritmética do Parlamento. Decidam-se afinal!!!
Por mais “apelos” ou cambalhotas que dêm, aqui vai a dura verdade: a maioria dos votantes optou pelo actual código de trabalho, pela avaliação dos professores, pelos apoios dados às PME’s, pelo baylout aos bancos, pelo modelos de Segurança Social, pelo actual modelo fiscal, pelo TGV, Aeroporto e restantes Obras Públicas. Depois há uns quantos que não gostam de Espanha, nem querem TGVs e preferem aeroportos construídos aos bocados como nos Legos. Há 10% que não gostam de ciganos, excepto os que roubam palha, e querem ver o Rendimento Mínimo eliminado. E depois há menos de 20% da população que gostaria de ver a Galp e a EDP nacionalizadas. Tentar impor a vontade de menos de 20% dos votantes ao restante eleitorado, é assim como que dizer… desonesto?
[Responder]
Uma das coisas que quer o BE quer a CDU dizem com grande alarido é que não são culpados da evolução da sociedade portuguesa, pois nunca tiveram responsabilidades governativas, apenas autárquicas ( mais a CDU). Mas então as manifestações, as greves, as interferências de todo o tipo na sociedade, não contam ? Claro que contam, umas para o bem, outras para o mal. Todos têm responsabilidades e agora com o crescimento eleitoral do BE e o resultado da CDU ainda maiores são.
[Responder]
Parece-me que o Borda-lo tem uma visão totalitária dos eleitores do PS (ou de qualquer partido).
Os eleitores do PS (ou de qualquer partido) são uma massa muito variada e, salvo casos muito particulares, não estão 100% sincronizados com o partido que votam.
Eu, por mim, abonino o bailout do BPN. Não suporto boa parte da política externa portuguesa (alías, como a camarada Ana Gomes, que eu bem preferia ver à frente do MNE). Cada pessoa que votou PS terá concerteza diferentes razões para o fazer. Enquanto eleitor do PS consigo encontrar pontos de interesse e concordância em todos os partidos (CDS incluso). Só alguém muito faccioso é que está 100% alinhado com o partido.
Se, por um lado, todos os partidos têm de ser fiéis às linhas gerais do programa com que se apresentaram, há muito espaco de manobra para negociar.
Acordos pontuais entre PS e PC/BE não implicam que tenha que haver uma revolucão socialista (mas, por exemplo pode-se aumentar o escalão máximo de IRS sem violentar o programa do PS). Tal como acordos pontuais com o CDS não implicarão uma sotaina em cada esquina ou o fim do salário mínimo.
Acordos pontuais com alguém TERÃO QUE EXISTIR num governo de minoria. Donde, partes do programa do PS terão que ceder DE QUALQUER MANEIRA.
Eu preferia entendimentos à esquerda. No pior caso com o PSD. Nunca (ou quase nunca), com o CDS.
[Responder]
#66
Caro, não tenho visão totalitária, nem acho que a vitória eleitoral é um livre-trânsito para fazer tudo o que se apetece. É claro que entre os votantes PS há aqueles que seguem o programa à risca, os que votaram anti-PSD, os que falharam o quadrado, etc… também haverá certamente os que votam PS porque são do PS desde pequeninos e que provavelmente insultarão o Engenheiro durante os próximos 4 anos. Mas o que eu não posso aceitar é que partidos minoritários tentem impor o seu programa (ou caderno de encargos) a quem ganhou. Neste jogo de concessões e engolimento de elefantes, a parte fraca são o PP, BE e CDU, porque a força dos votos está do outro lado.
Certamente existem pontos onde se podem atingir consensos; se o PS propões 1% de aumentos, e o BE 2%, o resultado será 1,5%.
Diferente, é a estratégia global: o PS SEGUE uma política de direita (segundo a “esquerda”), o povo avaliou positivamente essa política, a esquerda derrotada não pode exigir uma inflexão dessa política, defendida pelo PS na campanha, do alto dos seus 20%…
[Responder]
Natália,
Uma verdade:
- O BE e a CDU, nunca tiveram responsabilidades governativas.
Uma mentira:
– As manifestações e as greves, não são interferências, são ferramentas da democracia.
Mas podem ser tudo o que muito bem entender, responsabilidades governativas é que nunca serão.
[Responder]
68 Bolota :
Não tendo o BE e a CDU responsabilidades governativas, actuaram sobre os governos, exercendo influências sobre as decisões destes. Esta influência foi conseguida usando os meios democráticos ” à sua disposição ” , digamos assim. Não deixe assim de ser verdade que a CDU ou o PCP, como se queira, tenha responsabilidades no que ocorreu nestes 35 anos .
e o BE nos últimos anos.
[Responder]
Natália,
Uma verdade:
- Não tendo o BE e a CDU responsabilidades governativas – palavras suas.
Uma mentira:
- Actuaram sobre os governos – mesmo que assim seja, nunca será governar.
Uma presunção:
- CDU ou o PCP, como se queira, tenha responsabilidades no que ocorreu nestes 35 anos e o BE nos últimos anos
Vamos admitir que sim…se estes têm responsabilidades, fora da governação, o que se pode dizer da responsabilidade daqueles que governam á 35 anos ininterruptos???
[Responder]
Um politico ex-JSD fazer acordos governativos com a CDU ou BE?
Preparem-se para assistir a uma coligação freeport/submarinos, caso não resulte, submarino ao fundo e tentar uma maioria absoluta para por em prática mais 4 anos de politicas de esquerda moderna que é assim que o Srº Vanzeller gosta.
Não sei é se o Tesouro Nacional da Republica aguenta
[Responder]
DANIEL OLIVEIRA
Sem duvida que tambem defendo que, para além do bem e do mal de uma força conjunta CDU/ BE, o que conta é o povo Português de esquerda que há muito anseia pela materialização do seu voto em acções governativas concretas.
A maior prova de negociação passará pelo dificil entendimento entre o conservadorismo tradicional e o aventurismo esquerdista e achar um consenso que permita um dialogo mais proficuo com a ala verdadeiramente socialista do PS, tambem esta bastante reticente e cheia de dogmas.
De uma vez por todas que haja responsabilidade na esquerda Portuguesa no manuseamento e aplicação dos votos que obteram para que construtivamente, nunca esquecendo quem são, claro, possam trabalhar em unissono em pról de um só objectivo que é a razão da sua existencia, desenvolver Portugal rumo ao socialismo.
A contemporaniedade das ideias base tanto da CDU como do BE e de uma larga franja do PS são indubitavelmente necessarias para que uma mudança profunda efectiva seja possivel para acabar com o estado deploravel que, decadas após decadas, vem enfesando cada vez mais Portugal.
- Esquerdas de Portugal, UNI-VOS!
A.R.A
[Responder]
70- O que eu digo é que sem se fazer o balanço do que a esquerda tem feito de bem e de mal, não é possível avançar.
Há diferenças brutais na sociedade portuguesa e que não resultam de acções do ” grande capital ” mas de quem, após o 25 de Abril, teve mais força para se impôr aos governos.
Isto é de esquerda, olhar para o lado, assobiar, pode ser que ninguém repare?
Ainda ontem, num debate com os que concorrem à Camara do Porto, disse-se a certa altura: ” Uma das opções (após deitar abaixo o Bairro do Aleixo)
é dar casas que estão devolutas por incumprimento, a essas pessoas” ( do bairro do Aleixo)
Pobres contra pobres ? Então não era mais lógico fazer-se tudo por tudo contra a prepotência dos Bancos e evitar que as pessoas perdessem as casas ?
Sobre isto especificamente não vi ninguém tugir nem mugir.
Se percebi mal, digam-me que para mim era um alívio!
Não basta ter a maior parte do emprego nas micros e pequenas empresas, onde os patrões têm menos habilitações que os empregados e por terem menos habilitações, dificuldade em inovarem, em aceitarem como boas e não como um roubo as regalias sociais dos empregados, danados por terem de pagar impostos, como também uma esquerda a ser ela mesma uma fonte de desigualdade, considerando que se deve lutar com igual empenhamento para que alguém que ganha 2000 euros passe a ganhar 2200 e os outros desgraçados, com habilitações ou não, não passam dos 500 euros e ás vezes a recibo verde há pois ! e a terem de pagar SS e IRS lá se vão os 500 euros.
Mas esta discussão , este escolher de caminhos se feito a sério, vai ser duro. A prioridade tem que ser lutar pelos que estão na mó de baixo, pois essa pulverização do emprego leva a que individualmente não tenham força para lutar.
Eu sei do que falo. Esta estagnação dos salários dos empregos dos últimos 8 anos digamos, dados às pessoas mais novas, com mais ou menos habilitações, é uma coisa concertada. Segui durante anos uma determinada cat.profissional que ganhava 600 ESc à hora e até ao ano passado estava nos 3 euros ! ou seja na mesma!
Entre esta concertação malsã para manter baixos os salários e a prestação ao banco, estão perdidos, coitados, sem futuro. O “terror branco” que invade o coração dos pais e de que falava Fernando Dacosta.
Eu estou por bem.
[Responder]
Daniel tens mt razão no q dizes, nomeadamente, numa coordenação de esforços entre PCP e BE para condicionarem a acção do próximo governo… Tinha piada (salvo seja) se os 2 deputados do BE de 2000 fossem politicamente mais decisivos que os 16 q obteve agora.
Abraço
[Responder]
NATALIA SANTOS
Só pode estar a brincar não é?
A esquerda a assobiar para o lado não foi o que eu presenciei aquando do novo codigo do trabalho.
Aliás, quando fala em “… usando os meios democráticos ” à sua disposição” …” foi o que foi feito ao longo destes anos mas as maiorias autistas tanto de governos PS & PSD aos poucos tem vindo a remodelar a propria constituição de Abril para se auto-legitimarem nos atropelos aos direitos dos trabalhadores utilizando o óbice da crise que grassa este país deste que lhes tomaram as redeas governativas.
Por outro lado, e porque existe sempre o outro lado, tem-se registado ano após ano o engordar dos lucros de uma elite empresarial que em momentos de indecisão governativa envia sempre um emissario, no caso o Sr. Van Zeller, para amedrontar a opinião publica com o «monstro da esquerda» e pressionando o governo minoritario para coligações a direita dando explicitas instruções para ou a criação de um bloco central ou uma coligação com o CDS ou governar com a abstenção.
A meu ver, estes tem sido os meios pouco democraticos a disposição do capital que promiscuamente se imiscuí constantemente com governos eleitos sendo que, a meu ver, esses são os verdadeiros responsaveis pela continua situação no que ocorreu nestes 35 anos .
Posto isto, o que a Natalia acredita é que efectivamente pode ser entendido por uma valente assobiadela para ver se ninguem repara na promiscuidade entre o poder politico e a elite empresarial!
Assim, de facto ser-lhe-á complicado fazer o tal balanço do que a esquerda tem feito de bem e de mal com “alguma” insenção.
A.R.A
[Responder]
“ Eu estou por bem. “
Natália,
Olhe que não, olhe que não. Pergunto-lhe alhos, e você responde bugalhos.
“ Vamos admitir que sim…se estes têm responsabilidades, fora da governação, o que se pode dizer da responsabilidade daqueles que governam á 35 anos ininterruptos??? “
“ Há diferenças brutais na sociedade portuguesa e que não resultam de acções do ” grande capital ” mas de quem, após o 25 de Abril, teve mais força para se impor aos governos.”
Natália, não se deu conta do absurdo que escreveu???
Como é que seja o que for, 35 anos depois continua a ser culpado de alguma coisa que nunca dominou???
Deixe-me dar um exemplo: Numa das últimas manifestações de professores estiveram na rua 200.000 docentes e nem por isso educação a maioria absoluta na pessoa da Ministra recuou.
Este simples exemplo deita por terra a teoria da pressão.
Outro exemplo??? Sabe quem é Sérvulo Correia?? Não, não é de esquerda está envolvido na questão do submarinos … Se juntar a este mais uma mão cheia de habilidosos do tipo Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Antonio Preto etc, etc, etc, forma sem grande esforço uma verdadeira família mafiosa. Estamos a falar de 30 milhões. Não há esquerda nenhuma que tenha acesso a tanta massaroca, o que se aproxima mais a isto, é a venda de sandes de couratos na festa do Avante, mas ai sim, tem de se combater a fuga…
Afinal quem pressiona quem?? O capital ou a esquerda seja ela qual for??? Dizer isto… – Há diferenças brutais na sociedade portuguesa e que não resultam de acções do ” grande capital ” mas de quem, após o 25 de Abril , teve mais força para se impôr aos governos “ é no mínimo falsear os factos.
[Responder]
“ Eu estou por bem. “
Natália,
Olhe que não, olhe que não. Pergunto-lhe alhos, e você responde bugalhos.
“ Vamos admitir que sim…se estes têm responsabilidades, fora da governação, o que se pode dizer da responsabilidade daqueles que governam á 35 anos ininterruptos??? “
“ Há diferenças brutais na sociedade portuguesa e que não resultam de acções do ” grande capital ” mas de quem, após o 25 de Abril, teve mais força para se impor aos governos.”
Natália, não se deu conta do absurdo que escreveu???
Como é que seja o que for, 35 anos depois continua a ser culpado de alguma coisa que nunca dominou???
Deixe-me dar um exemplo: Numa das últimas manifestações de professores estiveram na rua 200.000 docentes e nem por isso educação a maioria absoluta na pessoa da Ministra recuou.
Este simples exemplo deita por terra a teoria da pressão.
Outro exemplo??? Sabe quem é Sérvulo Correia?? Não, não é de esquerda está envolvido na questão do submarinos … Se juntar a este mais uma mão cheia de habilidosos do tipo Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Antonio Preto etc, etc, etc, forma sem grande esforço uma verdadeira família mafiosa. Estamos a falar de 30 milhões. Não há esquerda nenhuma que tenha acesso a tanta massaroca, o que se aproxima mais a isto, é a venda de sandes de couratos na festa do Avante, mas ai sim, tem de se combater a fuga…
Afinal quem pressiona quem?? O capital ou a esquerda seja ela qual for??? Dizer isto… – Há diferenças brutais na sociedade portuguesa e que não resultam de acções do ” grande capital ” mas de quem, após o 25 de Abril , teve mais força para se impôr aos governos “ é no mínimo falsear os factos.
[Responder]
Parece que esta esquerda espera de facto que em menos de 4 anos consegue devorar o PS e adiar as eleições para as calendas. Ou alternativamente ilegalizar o CDS e o PSD. Tenham juizo… A última vez que tentaram isso quase que ia havendo uma guerra civil.
E sem essas medidas extremas não dá. A grande maioria dos votantes do PS não gosta de comunistas…
[Responder]
Ara
Cito de memória o Álvaro Cunhal que numa entrevista dada em 2000, suponho, disse que o que mais lhe tinha custado era que o” homem novo” que ele e os outros camaradas julgavam fácil de aparecer, homem esse que seria objecto e sujeito das lutas por um mundo melhor, esse homem estava ainda muito distante “.
Ou seja, a sociedade nova tem que ser feita com os homens “velhos “. Paciência, não é ? Boa Noite
[Responder]
“ Parece que esta esquerda espera de facto que em menos de 4 anos consegue devorar o PS “
Pedro Oliveira,
O seu nome tem pinta de democrata dos 8 costados…só que não percebeu que quem devorou o país foi o PS com as suas medidas de direita nos últimos 4 anos.
“Tenham juízo… A última vez que tentaram isso quase que ia havendo uma guerra civil. “
Para alem de democrata dos 8 costados…também é um baralhado dos diabos, a comparação dos dias que correm com a data a que se refere, se algumas parecenças há, só se tiver a ver com a actuação ambígua do PS, diz-se de esquerda depois destrói tudo o que tem cariz social, governando á direita.
“ A grande maioria dos votantes do PS não gosta de comunistas…”
Consegue explicar porquê????
[Responder]
Concordo com a discussão dos temas “agregantes” à esquerda. A legislação do trabalho, as pensões, os paraísos fiscais.
Escolham os relevantes, estabeleçam no tempo as metas (não há agendas para revoluções, convém que exista para reformas). Ah! e já agora não se esqueçam que os partidos não são os líderes dos partidos…são coisas com vida, dinâmicas, orgânicas…
[Responder]
NATALIA SANTOS
Suponho que tenha lido “O Admiravel Mundo Novo” de Aldos Huxley de 1932, senão leu reveja-se na realidade dos factos por ele então ficcionados.
A utopia só o é até quando o Homem quiser!
Agora perpetuar homens velhos de vicios no poder para “terem” que criar uma suposta nova sociedade é que já acho mais complicado de atingir que a utopia.
Que mal tem esta sociedade para essas criaturas, não foram eles que a criaram?
Boa noite!
A.R.A
[Responder]
80. “ A grande maioria dos votantes do PS não gosta de comunistas…”
Consegue explicar porquê????
Não, não voto no PS. Pergunta a alguém que vote nesses corruptos.
[Responder]
que o partido socialista ganhou as legislativas sabemos nós, que há muitos que não querem aceitar o facto também sabemos.
http://apombalivre.blogspot.com/2009/10/que-o-partido-socilaista-ganhou-as.html
[Responder]