Será que aqueles que estão contra a afirmação do Patriarca percebem o que é que ele está a dizer na expressão: “perspectiva da castidade”?
O Daniel não sabe, porque se recusa a ler textos cristãos, de ética ou até mesmo de semântica. Só aprende aquilo que a play station lhe ensina e é misólogo assumido.
“Não há, portanto, entre os activistas do “sim” uma ideia de quais devem ser os argumentos centrais da campanha a favor da interrupção voluntária da gravidez (IVG). E não há nem a preocupação, nem a habilidade, nem a serenidade política para escolher as pessoas mais dotadas para fazerem essa comunicação.
“Esta falha resulta, em boa medida, de quezílias antigas, decorrentes de conflitos históricos e pessoais entre as várias esquerdas no terreno. Há pessoas do PS que não se sentam na mesma sala com pessoas do Bloco de Esquerda; há pessoas do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim que não se sentam à mesma mesa com pessoas do Movimento Voto Sim; e há pessoas do PCP que não se sentam à mesma mesa com ninguém.”
Uma contradição que me parece engraçada hoje em dia é a seguinte: sem se aperceberem das semelhanças, os que fogem das castidades ocidentais, amarram-se aos tantras orientais Parolos!
O texto do cardeal é feito para os católicos. Castidade não significa o mesmo que abstinência, que eu saiba. Posso concordar ou não com o cardeal, mas não vejo onde é que este texto tem cabimento nesta discussão?!
Já agora e a propósito do comentário de Sinfonia do disparate consonante, conheci alguém que critico das regras de castidade da igreja, mas adepto das filosofias new age, abstinha-se de comer cebolas porque estas aumentavam a libido e isso não era aceitável de acordo com os preceitos orientais que professava!!!!
Afinal quem queria deixar os seus bens aos nascituros do seu irmão era o Bagão, mesmo agora o ouvi na TVI! Mas como já disse aí atrás até pode deixar concepturos da irmã pois isso está regulado na lei (artigos 952º e 2033º do Código Civil). Estes artigos dizem respeito à possibilidade de lhes doar bens, e à capacidade sucessória do nascituro. No entanto, só se concretizará a doação e a sucessão em caso de nascimento completo e com vida. Tal como se refere no Acórdão (STJ, de 9/11/2004), a personalidade jurídica, só se adquire no momento do nascimento completo e com vida (artigo 66º nº 1 do Código Civil). E como esse Acórdão refere nem toda a protecção do Direito se analisa, necessariamente, em termos de atribuição de personalidade.
A personalidade jurídica só se adquire quando se nasce! Isto é. Nem embriões nem fetos têm personalidade jurídica, não são pessoas. Deixem pois de aldrabar como aldrabaram a idade do zezinho que tem no mínimo de 24 semanas e não as 10 como ridiculamente por aí andaram a dizer.
E porque o aborto clandestino existe e põe em risco a vida, a saúde e a liberdade da mulher que arrisca três anos de prisão, e porque a mulher tem direito à dignidade e à saúde, vamos agora votar SIM!
Daniel,
sei o que é “educação sexual”. Gosto de ler bastante sobre o assunto. Tenho por hábito entregar-me a prazeres naturais e simples que não tragam danos físicos ou psicológicos nem a mim, nem à minha companheira. Saliento que me entrego ao prazer alegre e festivamente, não me impedindo isso em nada de assumir todas as minhas responsabilidades, bem como as consequências dos meus actos.
Julgo que em termos de descoberta dos comportamentos sexuais o Século XX foi extremamente enriquecedor. Sobretudo, para ter um maior conhecimento da diversidade dos comportamentos sexuais e através disso destituir aquilo que era tradicionalmente considerado como “anormal” ou “desviante”. Grande parte dos trabalhos de investigação sexual no século passado foram historicamente possibilitados por uma tendência que Michel Foucault descreveu na sua História da sexualidade. Uma tendência iniciada no período clássico e que permitiu que a sexualidade fosse cada vez mais narrada.
Em grande parte esta tendência foi acompanhada pelo desenvolvimento da medicina e da psiquiatria. Preparou o terreno para que hoje se esteja mais esclarecido sobre a vida sexual humana na sua facticidade. Daí que, mais agora do que nunca antes, seja possível ter uma educação sexual que não discrimine comportamentos que os meninos de coro considerariam “bizarros”, “estranhos” ou “esquisitos”. É possível ter hoje uma educação sexual que não esteja tão presa a cânones de normalidade e anormalidade, em que as pessoas não sintam vergonha dos seus desejos e sentimentos.
Porém, Daniel, até prova em contrário, preferia ser eu a educar sexualmente os meus filhos. Não gostaria de deixar essa tarefa a um misólogo como você que até hoje não leu mais do que um ou dois livros – mesmo esses devem ter sido à pressa e sem gosto! Gostaria que os meus filhos pudessem também nessa área ter conhecimentos amplos, que não se ficassem por disciplina em que apenas se ensina “como se põe o preservativo na banana”, “o que é Sida?” ou “de como os padres são onanistas-pedófilos-anormais”.
A educação sexual tem por detrás dela uma antropologia inteira e, em honra ao comunismo, o BE é um integral falhanço nesta matéria. A vossa antropologia não durou dois séculos. Quero melhor do que isso para os meus filhos. Por isso, peço-lhe encarecidamente que não se sirva da democracia para obrigar os meus filhos a assistirem à força a aulas de pessoas tão ou ainda mais ignorantes do que você na matéria.
O senhor diz que sabe o que é a castidade, mas a sua resposta não me convenceu. Não basta dizer que sabe, é preciso que diga mesmo o que é. Num teste teria de dar-lhe nota zero. Policarpo fala de uma educação na “perspectiva da castidade”. Sabe o que é isso? É capaz de fazer uma investigação sobre o assunto? Não percebe que a palavra “castidade” pode ter mais de dois mil e quinhentos anos de história, que pode ter sido forjado por uma experiência acumulada por milhões de humanos que você continuamente caricaturisa como atrasados mentais, que entre esses milhões de humanos podem ter estado génios como Platão, Aristóteles, Epicuro, Agostinho, Séneca, Descartes e Kant. Sinceramente, nunca vi aqui um trabalho seu que requeresse capacidades para perceber tudo isto.
Você é a secção de cordas desta sinfonia do disparate consonante que é a blogosfera.
Ps.: sou exigente com os meus amigos e devo recordar-lhe que, ainda que respeite as suas ideias, ainda que o respeite a si, ainda que lhe dê muita importância (que pode testemunhar com a atenção que lhe dou quase diariamente), não gosto de si, nem sou seu amigo! Esse tipo de tratamento enfurece-me e fez-me escrever mais do que você realmente merecia.
Em resumo NÃO quer que haja educação sexual. Em contrapartida quer manter tudo como está, não quer mudar a lei e quer que o aborto clandestino continue a prosperar. E quer manter as mulheres que precisam de abortar com a ameaça da pena de prisão até aos três anos. É dos que defendem os dois tipos de maternidade, a desejada e a do medo do Código Penal. Um perfeito conservador, o homem do statuo quo, o pai dos filhos do Código Penal. Eu quero saúde e dignidade para as mulheres que responsável e conscientemente precisarem de abortar por isso eu voto SIM porque o aborto clandestino existe e o crime está na lei.
Margarida,
objecto. Sou conservador. Quero educação sexual, mas não aquela que você quer ensinar. Quero uma educação sexual exterior ao porreirismo do PCP, baseada numa antropologia que já deu o badagaio e mais adequada a pessoas que,tal como a Margarida, sobre de uma grave “morte cerebral”.
Estou-me nas tintas para o status quo e por isso defendo que, caso a minha mãe, você e a minha médica me quisessem abortar, só se eu não conseguisse é que não me defendia, só se não conseguisse é que eu não fugia e as entregava à polícia por me estarem a tentar assassinar. Porém, com dez semanas tinha dificuldades em fazê-lo!
Margarida,
para si estar viva ou morta pouca diferença faz. Isso em pouco mudaria a sua vida. Mas para mim a diferença entre estar vivo e estar morto é fundamental. Tenho uma enorme compaixão pelos humanos que estão vivos. Quando estão vivos, sinto um desejo visceral de que continuem vivos, sem dores e com a maior serenidade possível. Desejo isso a todos, incluindo a si.
Sou contra a morte de alguém que não se pode defender. A Margarida e os restantes defensores do “sim” falam de um “profundo respeito pela vida humana”, dizem que nunca “desejam o aborto”, porém não mostram qualquer vontade em proteger esses fetos.
Quanto à educação sexual, deixe-me dar-lhe uma dica. A sua histeria jamais a poderá favorecer na cama. A pensar assim é das que não aguenta mais de dois minutos. É preciso ter alguma calma para prolongar um aprazivelmente um acto sexual.
«Eu, portanto, pela realidade física da periferia fui educado para a certeza, para um amor profundo, seguro e insubstituível. Tu pelo contrário és educado para a incerteza, para uma falta de amor feita de uma falsa certeza cruel e impiedosa (a consciência «cristalizada», convencionalizada, cegamente agressora dos seus próprios direitos).
Pier Paolo Pasolini(a Gennariello), in Cartas Luteranas, Assírio & Alvim, 2006.
Oliveira, experimente dizer alguma coisa de esquerda!
«(…) O aborto é um problema da enorme maioria, que considera a sua causa, ou seja o coito, de modo tão ontológico que o torna mecânico, banal, irrelevante por excesso de naturalidade. Nisto há qualquer coisa que obscuramente me ofende.»
Pier Paolo Pasolini, Cartas Luteranas, Assírio & Alvim, 2006
Oliveira, experimente dizer alguma coisa de esquerda. Verdadeiramente de esquerda.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Será que esse tipo nunca viu uma mulher nua na vida?
Será que aqueles que estão contra a afirmação do Patriarca percebem o que é que ele está a dizer na expressão: “perspectiva da castidade”?
O Daniel não sabe, porque se recusa a ler textos cristãos, de ética ou até mesmo de semântica. Só aprende aquilo que a play station lhe ensina e é misólogo assumido.
essa obsessão por sotainas nao faz nada bem aos orgaos vitais
Então e “esgalhar o bicho”?
É castidade e não há problema, ou é um genocídio de espermatozóides?
E então, onde está o problema?
Como eles são tolerantes e civilizados:
“Não há, portanto, entre os activistas do “sim” uma ideia de quais devem ser os argumentos centrais da campanha a favor da interrupção voluntária da gravidez (IVG). E não há nem a preocupação, nem a habilidade, nem a serenidade política para escolher as pessoas mais dotadas para fazerem essa comunicação.
“Esta falha resulta, em boa medida, de quezílias antigas, decorrentes de conflitos históricos e pessoais entre as várias esquerdas no terreno. Há pessoas do PS que não se sentam na mesma sala com pessoas do Bloco de Esquerda; há pessoas do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim que não se sentam à mesma mesa com pessoas do Movimento Voto Sim; e há pessoas do PCP que não se sentam à mesma mesa com ninguém.”
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283936
Uma contradição que me parece engraçada hoje em dia é a seguinte: sem se aperceberem das semelhanças, os que fogem das castidades ocidentais, amarram-se aos tantras orientais
Parolos!
O texto do cardeal é feito para os católicos. Castidade não significa o mesmo que abstinência, que eu saiba. Posso concordar ou não com o cardeal, mas não vejo onde é que este texto tem cabimento nesta discussão?!
Já agora e a propósito do comentário de Sinfonia do disparate consonante, conheci alguém que critico das regras de castidade da igreja, mas adepto das filosofias new age, abstinha-se de comer cebolas porque estas aumentavam a libido e isso não era aceitável de acordo com os preceitos orientais que professava!!!!
Daniel, sabe o que quer dizer castidade?
O que é new age ou oriental é aceitável, suportável ou tolerável. O que é cristão tem de ser deitado abaixo.
Os movimentos new age representam uma forte ameaça à economia cebolífera. Penso que os produtores da cebola devem financiar a castidade cristã…
Afinal quem queria deixar os seus bens aos nascituros do seu irmão era o Bagão, mesmo agora o ouvi na TVI! Mas como já disse aí atrás até pode deixar concepturos da irmã pois isso está regulado na lei (artigos 952º e 2033º do Código Civil). Estes artigos dizem respeito à possibilidade de lhes doar bens, e à capacidade sucessória do nascituro. No entanto, só se concretizará a doação e a sucessão em caso de nascimento completo e com vida. Tal como se refere no Acórdão (STJ, de 9/11/2004), a personalidade jurídica, só se adquire no momento do nascimento completo e com vida (artigo 66º nº 1 do Código Civil). E como esse Acórdão refere nem toda a protecção do Direito se analisa, necessariamente, em termos de atribuição de personalidade.
A personalidade jurídica só se adquire quando se nasce! Isto é. Nem embriões nem fetos têm personalidade jurídica, não são pessoas. Deixem pois de aldrabar como aldrabaram a idade do zezinho que tem no mínimo de 24 semanas e não as 10 como ridiculamente por aí andaram a dizer.
E porque o aborto clandestino existe e põe em risco a vida, a saúde e a liberdade da mulher que arrisca três anos de prisão, e porque a mulher tem direito à dignidade e à saúde, vamos agora votar SIM!
Meu amigo,
Claro que sei o que quer dizer castidade. E o senhor, sabe o que quer dizer educação sexual?
Daniel,
sei o que é “educação sexual”. Gosto de ler bastante sobre o assunto. Tenho por hábito entregar-me a prazeres naturais e simples que não tragam danos físicos ou psicológicos nem a mim, nem à minha companheira. Saliento que me entrego ao prazer alegre e festivamente, não me impedindo isso em nada de assumir todas as minhas responsabilidades, bem como as consequências dos meus actos.
Julgo que em termos de descoberta dos comportamentos sexuais o Século XX foi extremamente enriquecedor. Sobretudo, para ter um maior conhecimento da diversidade dos comportamentos sexuais e através disso destituir aquilo que era tradicionalmente considerado como “anormal” ou “desviante”. Grande parte dos trabalhos de investigação sexual no século passado foram historicamente possibilitados por uma tendência que Michel Foucault descreveu na sua História da sexualidade. Uma tendência iniciada no período clássico e que permitiu que a sexualidade fosse cada vez mais narrada.
Em grande parte esta tendência foi acompanhada pelo desenvolvimento da medicina e da psiquiatria. Preparou o terreno para que hoje se esteja mais esclarecido sobre a vida sexual humana na sua facticidade. Daí que, mais agora do que nunca antes, seja possível ter uma educação sexual que não discrimine comportamentos que os meninos de coro considerariam “bizarros”, “estranhos” ou “esquisitos”. É possível ter hoje uma educação sexual que não esteja tão presa a cânones de normalidade e anormalidade, em que as pessoas não sintam vergonha dos seus desejos e sentimentos.
Porém, Daniel, até prova em contrário, preferia ser eu a educar sexualmente os meus filhos. Não gostaria de deixar essa tarefa a um misólogo como você que até hoje não leu mais do que um ou dois livros – mesmo esses devem ter sido à pressa e sem gosto! Gostaria que os meus filhos pudessem também nessa área ter conhecimentos amplos, que não se ficassem por disciplina em que apenas se ensina “como se põe o preservativo na banana”, “o que é Sida?” ou “de como os padres são onanistas-pedófilos-anormais”.
A educação sexual tem por detrás dela uma antropologia inteira e, em honra ao comunismo, o BE é um integral falhanço nesta matéria. A vossa antropologia não durou dois séculos. Quero melhor do que isso para os meus filhos. Por isso, peço-lhe encarecidamente que não se sirva da democracia para obrigar os meus filhos a assistirem à força a aulas de pessoas tão ou ainda mais ignorantes do que você na matéria.
O senhor diz que sabe o que é a castidade, mas a sua resposta não me convenceu. Não basta dizer que sabe, é preciso que diga mesmo o que é. Num teste teria de dar-lhe nota zero. Policarpo fala de uma educação na “perspectiva da castidade”. Sabe o que é isso? É capaz de fazer uma investigação sobre o assunto? Não percebe que a palavra “castidade” pode ter mais de dois mil e quinhentos anos de história, que pode ter sido forjado por uma experiência acumulada por milhões de humanos que você continuamente caricaturisa como atrasados mentais, que entre esses milhões de humanos podem ter estado génios como Platão, Aristóteles, Epicuro, Agostinho, Séneca, Descartes e Kant. Sinceramente, nunca vi aqui um trabalho seu que requeresse capacidades para perceber tudo isto.
Você é a secção de cordas desta sinfonia do disparate consonante que é a blogosfera.
Ps.: sou exigente com os meus amigos e devo recordar-lhe que, ainda que respeite as suas ideias, ainda que o respeite a si, ainda que lhe dê muita importância (que pode testemunhar com a atenção que lhe dou quase diariamente), não gosto de si, nem sou seu amigo! Esse tipo de tratamento enfurece-me e fez-me escrever mais do que você realmente merecia.
Em resumo NÃO quer que haja educação sexual. Em contrapartida quer manter tudo como está, não quer mudar a lei e quer que o aborto clandestino continue a prosperar. E quer manter as mulheres que precisam de abortar com a ameaça da pena de prisão até aos três anos. É dos que defendem os dois tipos de maternidade, a desejada e a do medo do Código Penal. Um perfeito conservador, o homem do statuo quo, o pai dos filhos do Código Penal. Eu quero saúde e dignidade para as mulheres que responsável e conscientemente precisarem de abortar por isso eu voto SIM porque o aborto clandestino existe e o crime está na lei.
Margarida,
objecto. Sou conservador. Quero educação sexual, mas não aquela que você quer ensinar. Quero uma educação sexual exterior ao porreirismo do PCP, baseada numa antropologia que já deu o badagaio e mais adequada a pessoas que,tal como a Margarida, sobre de uma grave “morte cerebral”.
Estou-me nas tintas para o status quo e por isso defendo que, caso a minha mãe, você e a minha médica me quisessem abortar, só se eu não conseguisse é que não me defendia, só se não conseguisse é que eu não fugia e as entregava à polícia por me estarem a tentar assassinar. Porém, com dez semanas tinha dificuldades em fazê-lo!
Margarida,
para si estar viva ou morta pouca diferença faz. Isso em pouco mudaria a sua vida. Mas para mim a diferença entre estar vivo e estar morto é fundamental. Tenho uma enorme compaixão pelos humanos que estão vivos. Quando estão vivos, sinto um desejo visceral de que continuem vivos, sem dores e com a maior serenidade possível. Desejo isso a todos, incluindo a si.
Sou contra a morte de alguém que não se pode defender. A Margarida e os restantes defensores do “sim” falam de um “profundo respeito pela vida humana”, dizem que nunca “desejam o aborto”, porém não mostram qualquer vontade em proteger esses fetos.
Quanto à educação sexual, deixe-me dar-lhe uma dica. A sua histeria jamais a poderá favorecer na cama. A pensar assim é das que não aguenta mais de dois minutos. É preciso ter alguma calma para prolongar um aprazivelmente um acto sexual.
«Eu, portanto, pela realidade física da periferia fui educado para a certeza, para um amor profundo, seguro e insubstituível. Tu pelo contrário és educado para a incerteza, para uma falta de amor feita de uma falsa certeza cruel e impiedosa (a consciência «cristalizada», convencionalizada, cegamente agressora dos seus próprios direitos).
Pier Paolo Pasolini(a Gennariello), in Cartas Luteranas, Assírio & Alvim, 2006.
Oliveira, experimente dizer alguma coisa de esquerda!
«(…) O aborto é um problema da enorme maioria, que considera a sua causa, ou seja o coito, de modo tão ontológico que o torna mecânico, banal, irrelevante por excesso de naturalidade. Nisto há qualquer coisa que obscuramente me ofende.»
Pier Paolo Pasolini, Cartas Luteranas, Assírio & Alvim, 2006
Oliveira, experimente dizer alguma coisa de esquerda. Verdadeiramente de esquerda.
É a velha história de celibatários a quererem leccionar sobre educação sexual.