Gostava de ver algum atleta a provocar um incidente no pódio, tipo punho no ar ou uma camisola a apelar à liberdade. Então se fosse português era ouro sobre azul.
Certo, os direitos humanos. Menos certa a aparente tentativa de impor uma visão Ocidental sobre o Oriente. O contrário também não estaria correcto. No Ocidente é vasto o número de locais onde também se mata em nome da Lei. Foi o Ocidente que inventou as “guerras do ópio”, a destruição de povos com as bombas de napalm, as proibições de entrada “a negros e a cães” e “a chineses e a cães”, as invasões sangrentas e destruidoras em vários golfos, os saques, a instauração ou apoio de governos fantoches e ditaduras repelentes por todo o lado. O Ocidente foi sempre intolerante para com outros povos; exterminou vários, na melhor das hipóteses entalou-os em reservas. É a principal religião do Ocidente que prossegue na imposição dos seus dogmas obscurantistas, ordenações sacerdotais limitadas ao sexo masculino, um Papa feito quase deus. Certo a preocupação “olímpica” com os direitos humanos na China. E nas tais escolas e bairros “problemáticos” de Portugal? E o volume de cidadãos portugueses na condição de pobreza? E a situação da Justiça em Portugal? E a situação da Saúde e assistencial? E a situação nas corporações policiais onde existe quem queira desempenhar as missões com eficácia e dignidade e não consegue, por problemas estruturais. Geração após geração, os problemas mantêm-se exactamente os mesmos e alguns mais agravados. A corrupção, pelo que se vai sabendo, nunca alastrou tanto. Como nunca terá sido tão flagrante a falta de pudor de grande parte dos profissionais da política e de outros centros de decisão. Afinal, são somente 10 milhões de habitantes, uma “autarquia”, nos dias de hoje, em grande parte dos países. Direitos humanos na China? Certo. Mas, primeiro, olhem, os portugueses e outros povos, para o próprio umbigo, que está sujo.
Esta campanha global, anti-china, é patética.
Ontem quatro (4) americanos que subiram um candeeiro em Pequim e, à falta de melhor, tiveram repercussão mundial.
Todas as reportagens mostram os chineses felizes e orgulhosos da sua pátria neste momento.
São uns chatos, não percebem aquilo que o Daniel Oliveira está farto de perceber: que a China não fez qualquer progresso para a sua população e não se “democratizou” cada vez mais nos últimos anos.
Há que enviar o Daniel como novo Francisco Xavier esclarecer os chineses.
Meus amigos não vale a pena andarem a bater sempre na mesma tecla,nem vale a pena andarem enganados, porque nesta matéria só não vê quem não quer. Na falta de respeito pelos Direitos Humanos, Comunismo e Fascismo andam de braço dado na metodologia.
Eu diria mais, Fernando Penim Redondo, esta campanha global anti-China é muito in. E muito kitsch.
Eu, quando vejo os tais activistas pró-Tibete e demais ONGs, mudo logo de canal.
Modas? Que eu saiba foi a China que quis os jogos olímpicos, não lhe foi forçado. Todos sabemos que os Jogos servem muito políticamente, para a abertura dos povos à paz e à fraternidade mundial, mas também para o país que acolhe os restantes para mostrar a sua estante social, política e económica. Em 1936, os Jogos foram o modo como Hitler queria fazer mostrar ao mundo que a Alemanha era o país mais avançado. Claramente em 2008, a China tenta usar os Jogos para mostrar que é um país moderno, pronto para os desafios do séc. XXI.
Qualquer foco e atenção específica sobre essa assumpção não é desmerecida, antes foi escolhida pelo próprio governo chinês na sua candidatura. Não é de criticar portanto as luzes que se focam naquele país escrutinando a assumpção mencionada, e não é também de espantar os resultados que essas luzes demonstram.
Claro que não ajuda para o brilho do país censurarem parte do acesso à internet dos jornalistas que fazem a cobertura dos jogos, que por sua vez se irritam e tentam perceber porquê pelos seus próprios pés e reportagens.
É muito ressabiamento dar-se ao trabalho de fazer esta recolha na véspera dos jogos que deveriam ser por excelência de comunhão da humanidade.
O problema dos Direitos Humanos existe na China, assim como existe na África do Sul, como existe nos E.U.A. (país que tanto admira e que já acolheu igualmente os Jogos Olímpicos), no México (idem), Argentina, Brasil e por aí fora.
São questões para ser denunciadas, mas boicotar as poucas oportunidades de comunhão entre os povos como são os Jogos Olímpicos é mais um ressabiamento do que outra coisa qualquer, caso contrário há muito que se teria preocupado com o problema, e não se limitaria à questão da China quando há centenas de países no mundo numa autêntica catástrofe no que toca aos DH – Birmânia, para não ir muito longe.
Aconselho-o a assistir à bela cerimónia de abertura que está a decorrer, que é de facto fantástica. Se nestes grandes momentos se ganhar o hábito de boicotes mútuos bem podemos esquecer o seu papel de união e confraternização da humanidade (veja-se o boicote das EUA seguido pelo da URSS). Muitos poucos países escapam a esse flagelo.
Estranho não ter visto tamanha campanha quando os jogos foram em Espanha (paladina dos direitos humanos, com milhares de presos politicos) ou nos EUA (que nem vale a pena falar…)
Parabéns…
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Gostava de ver algum atleta a provocar um incidente no pódio, tipo punho no ar ou uma camisola a apelar à liberdade. Então se fosse português era ouro sobre azul.
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Certo, os direitos humanos. Menos certa a aparente tentativa de impor uma visão Ocidental sobre o Oriente. O contrário também não estaria correcto. No Ocidente é vasto o número de locais onde também se mata em nome da Lei. Foi o Ocidente que inventou as “guerras do ópio”, a destruição de povos com as bombas de napalm, as proibições de entrada “a negros e a cães” e “a chineses e a cães”, as invasões sangrentas e destruidoras em vários golfos, os saques, a instauração ou apoio de governos fantoches e ditaduras repelentes por todo o lado. O Ocidente foi sempre intolerante para com outros povos; exterminou vários, na melhor das hipóteses entalou-os em reservas. É a principal religião do Ocidente que prossegue na imposição dos seus dogmas obscurantistas, ordenações sacerdotais limitadas ao sexo masculino, um Papa feito quase deus. Certo a preocupação “olímpica” com os direitos humanos na China. E nas tais escolas e bairros “problemáticos” de Portugal? E o volume de cidadãos portugueses na condição de pobreza? E a situação da Justiça em Portugal? E a situação da Saúde e assistencial? E a situação nas corporações policiais onde existe quem queira desempenhar as missões com eficácia e dignidade e não consegue, por problemas estruturais. Geração após geração, os problemas mantêm-se exactamente os mesmos e alguns mais agravados. A corrupção, pelo que se vai sabendo, nunca alastrou tanto. Como nunca terá sido tão flagrante a falta de pudor de grande parte dos profissionais da política e de outros centros de decisão. Afinal, são somente 10 milhões de habitantes, uma “autarquia”, nos dias de hoje, em grande parte dos países. Direitos humanos na China? Certo. Mas, primeiro, olhem, os portugueses e outros povos, para o próprio umbigo, que está sujo.
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Esta campanha global, anti-china, é patética.
Ontem quatro (4) americanos que subiram um candeeiro em Pequim e, à falta de melhor, tiveram repercussão mundial.
Todas as reportagens mostram os chineses felizes e orgulhosos da sua pátria neste momento.
São uns chatos, não percebem aquilo que o Daniel Oliveira está farto de perceber: que a China não fez qualquer progresso para a sua população e não se “democratizou” cada vez mais nos últimos anos.
Há que enviar o Daniel como novo Francisco Xavier esclarecer os chineses.
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o Arrastão alinha na campanha da administração americana contra os Jogos
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Meus amigos não vale a pena andarem a bater sempre na mesma tecla,nem vale a pena andarem enganados, porque nesta matéria só não vê quem não quer. Na falta de respeito pelos Direitos Humanos, Comunismo e Fascismo andam de braço dado na metodologia.
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Eu diria mais, Fernando Penim Redondo, esta campanha global anti-China é muito in. E muito kitsch.
Eu, quando vejo os tais activistas pró-Tibete e demais ONGs, mudo logo de canal.
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São modas senhor, são modas.
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Modas? Que eu saiba foi a China que quis os jogos olímpicos, não lhe foi forçado. Todos sabemos que os Jogos servem muito políticamente, para a abertura dos povos à paz e à fraternidade mundial, mas também para o país que acolhe os restantes para mostrar a sua estante social, política e económica. Em 1936, os Jogos foram o modo como Hitler queria fazer mostrar ao mundo que a Alemanha era o país mais avançado. Claramente em 2008, a China tenta usar os Jogos para mostrar que é um país moderno, pronto para os desafios do séc. XXI.
Qualquer foco e atenção específica sobre essa assumpção não é desmerecida, antes foi escolhida pelo próprio governo chinês na sua candidatura. Não é de criticar portanto as luzes que se focam naquele país escrutinando a assumpção mencionada, e não é também de espantar os resultados que essas luzes demonstram.
Claro que não ajuda para o brilho do país censurarem parte do acesso à internet dos jornalistas que fazem a cobertura dos jogos, que por sua vez se irritam e tentam perceber porquê pelos seus próprios pés e reportagens.
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É muito ressabiamento dar-se ao trabalho de fazer esta recolha na véspera dos jogos que deveriam ser por excelência de comunhão da humanidade.
O problema dos Direitos Humanos existe na China, assim como existe na África do Sul, como existe nos E.U.A. (país que tanto admira e que já acolheu igualmente os Jogos Olímpicos), no México (idem), Argentina, Brasil e por aí fora.
São questões para ser denunciadas, mas boicotar as poucas oportunidades de comunhão entre os povos como são os Jogos Olímpicos é mais um ressabiamento do que outra coisa qualquer, caso contrário há muito que se teria preocupado com o problema, e não se limitaria à questão da China quando há centenas de países no mundo numa autêntica catástrofe no que toca aos DH – Birmânia, para não ir muito longe.
Aconselho-o a assistir à bela cerimónia de abertura que está a decorrer, que é de facto fantástica. Se nestes grandes momentos se ganhar o hábito de boicotes mútuos bem podemos esquecer o seu papel de união e confraternização da humanidade (veja-se o boicote das EUA seguido pelo da URSS). Muitos poucos países escapam a esse flagelo.
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Estranho não ter visto tamanha campanha quando os jogos foram em Espanha (paladina dos direitos humanos, com milhares de presos politicos) ou nos EUA (que nem vale a pena falar…)
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E espero para ver esta festarola daqui a 4 anos.
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