A partir de hoje esta é, por decisão dos autores, a mensagem que aparece quando enviar o seu comentário: “O seu comentário aguarda aprovação. Os autores do Arrastão reservam-se o direito a não publicar comentários que ofendam os seus valores éticos ou que estejam abaixo do nível de qualidade de debate que este blogue procura promover.”

Isto significa que seremos mais selectivos nos comentários aprovados. Claro que a discodância em relação ao que aqui se escreve, que sempre se tem manifestado de forma clara por parte de muitos comentadores, continuará a ter todo o espaço. Não deixaremos no entanto que estas caixas de comentários continuem a servir para o insulto, a deselegância permanente para com os autores e outros comentadores e para propaganda racista, xenófoba, homofóbica, machista ou de extrema-direita.

O blogue é um espaço nosso e estas são as nossas regras. Quem as queira cumprir, é bem vindo. Quem não o queira fazer sabe que criar um blogue é bastante simples e que estaremos na primeira linha na defesa de que todos, desde que cumprindo a lei, tenham direito ao seu próprio espaço na blogosfera para defender as suas opiniões. Este blogue é, no entanto, da nossa responsabilidade. E estas são as nossas regras. Não temos qualquer intenção de justificar a não publicação de qualquer comentário. Usaremos os nossos critérios para que as caixas de comentários voltem a ser um espaço de debate do qual não fuja a maioria dos nossos leitores como, infelizmente, tem acontecido.


110 respostas ao post “Comentários”  

  1. 1 1  atom

    Compreendo perfeitamente a vossa decisão. Fizeram um referendo entre vocês e decidiram, julgo que por maioria, que no vosso território virtual, quem faz as regras são vocês. Estão democraticamente no vosso direito.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    atom, por unanimidade, com voto de braço no ar e gritos de “longa vida ao Arrastão” no fim.

  2. 2 2  tonibler

    Não era assim?

    [Responder]

  3. 3 3  Antonio Cunha

    É isso mesmo. Agora é que vai ser um choradinho diário.

    Os queixinhas que se preparem.

    [Responder]

  4. 4 4  Paulo

    Eu até sou dos que condorda com a maior parte do que aqui se escreve, e até nem costumo comentar mas… um blog que aceite moderar os comentários dos seus leitores é um blog que um dia terá de aceitar que uma entidade qualquer modere os seus conteúdos.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Paulo, claro que não. O blogue é nosso, só nosso, o espaço publico é de todos e não é de nenhuma entidade. Assim como eu não decido o que diz na rua mas tenho o direito a não aceitar que o diga em minha casa. Por isso escrevemos que estaremos na primeira linha na defesa do direito daqueles que aqui não queremos a deixar opiniões que chocam com os nossos princípios éticos fundamentais a ter o seu espaço de opinião.

  5. 5 5  patfranca

    Muito bem!

    [Responder]

  6. 6 6  Manuel Duarte

    « só lhe deram a medalha porque nunca ouviram falar da sopa de peixe com leite de mamas à rodrigues dos santos». Quer isto dizer que, na vossa forma censória de decidir, não se pode insultar V. Exas. mas podem insultar-se terceiros, a avaliar pela qualidade dos termos que utilizam nesta vossa posta?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Manuel, parece-me bem que não sabe a que é que o Pedro se estava a referir.
    Mas sim, claro que no nosso blogue os comentadores não têm os mesmos direitos que nós. A começar pelo pormenor de não poderem postar na página principal.

  7. 7 7  fcl

    Aplaudo esta decisão q, perdoem-me o desabafo, só peca por tardia. Vou, finalmente, voltar a poder visitar e caixa de comentários do Arrastão.
    Muito obrigado

    [Responder]

  8. 8 8  cafc

    Meus caros

    Desde que comecei a comentar no Arrastão, tive oportunidade de por duas ou três vezes, manifestar a opinião de que os comentários deveriam ser publicados. Quanto mais não fosse, para não dar a possibilidade de se contra-argumentar com a existência de censura.
    Só uma vez manifestei a minha estranheza pelo facto de (no caso concreto) o Daniel se indignar com alguns comentários e ter deixado dois “em branco”. Mas, só por isso.
    Preferia que “as coisas” continuassem como no início. Porém, como não tenho acesso aos comentários não publicados, ignoro o seu conteúdo e só os autores do blogue poderão “julgar”. E temos que admitir que têm esse direito.
    Se for possível, gostaria que reanalisassem essa vossa decisão.
    Abraços

    [Responder]

  9. 9 9  portela menos 1

    está a caminho a brigada do costume … ai,ai,ai que vem aí a censura dos esquerdistas do Arrastão!

    [Responder]

  10. 10 10  Patricia

    Estão no vosso direito e concordo com a vossa posição.Há mais blogs onde existe este cuidado,porque debater ideias não é o mesmo que insultar ou fazer comentários inapropriados

    [Responder]

  11. 11 11  PedroM

    Decisão legítima.

    Há, contudo, alguns aspectos que me deixam dúvidas. Dúvidas em termos de coerência com o que aqui defende e dúvidas no sentido literal da palavra – não fiquei completamente esclarecido.

    “…o insulto, a deselegância permanente para com os autores e outros comentadores”
    Concordo plenamente mas recordo o que já disse sobre comentadores como, por ex, Vasco Lobo Xavier. Esse tipo de comentário será cortado se o alvo for um de vocês?
    Já agora, não são permitidos adjectivos e avaliações de carácter e conduta como os que Francisco Louçã brinda os restantes adversários políticos, pois não?

    ” …e para propaganda racista”
    Nada a dizer.

    “… machista”
    Idem mas gostava de perceber melhor essa “definição”. Por ex, será interdita a discussão a quem possa ter diferentes entendimentos e posições sobre os papéis do homem e da mulher numa sociedade? Antevejo muito corte em temas sobre o casamento e adopções entre pessoas do mesmo sexo.

    “xenófoba, homofóbica…”
    Concordo absolutamente, no sentido estrito desses conceitos. Porém, num sentido mais lato, podemos incluir como “homofóbica” a posição da igreja (e de vastos sectores da sociedade), logo, corta! O mesmo podemos dizer acerca de posições diferentes quanto a políticas de emigração, logo, corta!

    Antevejo muitos cortes ao abrigo dessas nobres intenções. Será um óptimo teste aos valores que proclama, pois creio que os leitores os avaliarão em conformidade. Espero estar enganado.

    “… ou de extrema-direita”
    Aqui é que acho muito grave (dentro do que “isto” representa, claro. É apenas um blog). O Daniel acha em consciência que a extrema-direita não tem o mesmo direito à existência que a extrema-esquerda. Se assim não fosse, discutia democraticamente, com os argumentos que defende. Estou tão à-vontade, pois estou tão longe duns como dos outros mas não vejo razões de espécie alguma para não se discutirem diferentes pontos de vista, desde que feitos de forma educada e respeitosa – dum lado e do outro.

    Se partirmos do princípio que essas condições de diálogo existem, resta a substância. Convenhamos que a extrema-direita em Portugal não está representada (por muitas razões) como na Áustria, Holanda, França, Bélgica, por ex. Isso não impede que haja quem seja ideologicamente de extrema-direita e não se reveja num patético PNR. Senão, ficamos pela lógica: Extrema-direita=Fascistas/nazis e extrema-esquerda=comunistas/estalinistas. Se o Daniel não se revê nessa definição de extrema-esquerda, conceda também o mesmo a quem não se revê nessa visão de extrema-direita.

    Dito isto, não entendo porque razão o Daniel (e os “Pedros”) se recusam a discutir, como é do mais elementar princípio democrático, ideologias de extrema-direita. Mais que não fosse pelo peso da realidade: são inúmeros os casos na Europa de governação com a extrema-direita (em países não propriamente “atrasados e pobres”) e não há paralelo no que respeita à extrema-esquerda.

    Pergunto-lhe uma coisa muito simples: aceitaria essa postura na assembleia da república dos partidos moderados em relação aos extremistas, apenas por repudiarem os seus valores? Se calhar, bem vistas as coisas, talvez fosse a melhor solução. Não lhes dirigiam a palavra e quando falassem, saiam da sala.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    PedroM, a extrema-direita tem tanto direito a existir como todas as mais correntes políticas. No meu blogue é que não.

  12. 12 12  Pãozinho de Cristo

    muito bem. estou a ver que por aqui se segue a cartilha do pacheco pereira.

    que pena na vida política portuguesa não se poder fazer o mesmo.

    portugal seria um país bem mais elevado.

    [Responder]

  13. 13 13  Saúl

    Mais um que vou deixar de visitar.
    Fiquem bem.

    [Responder]

  14. 14 14  Anarquista Estagiáro

    Daniel Oliveira 2 Dez 2009 às 12:08

    PedroM, a extrema-direita tem tanto direito a existir como todas as mais correntes políticas. No meu blogue é que não.

    Se o debate for sério e correcto não percebo o porquê.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Porque colocam o debate num nível político e moral que não nos interessa.

  15. 15 15  Luís Vicente

    Acho muito bem Daniel, só espero que não reduzam demasiado o “leque” da “dissidência” para não tirarem o interesse da polémica ao blogue.

    Por outro lado, atrevo-me a dizer que os autores do blogue também são um pouco responsáveis da situação que querem evitar: quantas vezes lhes dá mais “pica” responderem às atoardas obviamente provocatórias de alguns idiotas e/ou extremistas do que aos comentários críticos sérios e fundados? Ex, ontem sobre os minaretes…ainda espero o início de uma reflexão séria sobre o significado do referendo -que o Daniel tanto defende para algumas coisas – nas sociedades democráticas modernas e de massas como a nossa….é difícil aceitar que é bom quando ganhamos (pensamos poder ganhar) e mau quando perdemos…eu, pessoalmente, tenho as maiores dúvidas sobre a superioridade democrática do referendo…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Luís, é verdade que muitas vezes os comentários mais profundos ficam sem resposta por falta de tempo (a Malta trabalha), mas gostava que os comentários fossem mais um debate entre os leitores (muitas vezes são) do que um debate entre os autores e os leitores. Até porque, com cerca de 100 comentários por dia, é impossível. Responde-se às bocas, mas não há tempo para a coisa mais séria. Hoje tenho muito texto para escrever. Quando tiver tempo irei a esse assunto. Com uma certeza: o referendo, para mim, é complementar e não central em democracia. Depois explico porquê.

  16. 16 16  Maria

    Ora que grande aplauso que me suscita esta decisão do Arrastão no que a gente mal educada diz respeito.

    Por mim que já por aqui passei alguns momentos de grande irritação perante algumas atitudes bem pouco simpáticas é uma alegria.
    Suponho que será partilhada por muitos mais.

    Penso que o espaço internético e bloguistico deve ser defendido e bem preservado de gente cuja única finalidade é o insulto e a provocação imbuida de conceitos racistas e profundamente retrógrados .

    Assim cá vai.Palmas para vocês , bem hajam e longa vida ao Arrastão sem dúvida um dos meus blogues favoritos.

    [Responder]

  17. 17 17  José Mota

    Acho legítimo e, se as coisas de facto começam a ficar descontroladas, inevitável e muito saudável. Contudo, também gostaria de deixar de ver alguma da muito má publicidade automática que o vosso blog propaga, já que têm essa preocupação com o conteúdo global do vosso espaço. Ter n dias a fio anúncios da Fábrica dos Peidos e outras coisas também não vos fica bem :-)

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    É verdade, José Mota. A publicidade é da responsabilidade da plataforma. Mas tem toda a razão.

  18. 18 18  Antonio Cunha

    20 Daniel Oliveira

    A sério que pensava que o Arrastão era um dos poucos espaços verdadeiramente democráticos na Net.

    E isso era daquelas coisas em que o elogiava, entre outras.

    Não concordo com insultos gratuitos, mas acho que vocês têm uma tendência natural para perdoar alguns excessos de linguagem mais da parte do pessoal de extrema esquerda.

    E outra coisa, se eu for contra a adopção de crianças por gays, logo sou Homofóbico ?

    Essa vossa opção vai-vos meter em grandes sarilhos. A coerência é difícil de manter neste tipo de coisas, mais a mais com pessoas com certos tipos de ideologias.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    António Cunha, conhece suficientemente bem os autores deste blogue para perceber qual a margem de manobra. Mas uma coisa é certa: este vai deixar de ser um espaço paralelo ao blogue onde a extrema-direita debate com a direita ultra. Até porque isso não corresponde aos leitores do blogue, como todos os inquértos que organizamos mostram.

    Não confunda liberdade com lixo. E é disso que estamos a falar. E como sabe não o estou a incluir. Quase nunca concordo consigo, acho que por vezes se estica nos termos que usa, mas em geral discute ideias dentro da civilidade (de vocabulário e política) que este blogue espera. A verdade é esta: neste momento cerca de 1/3 dos comentários são de activistas do PNR e adjacentes que aqui desaguam via fóruns e coisas do género. E queremos mesmo essa gente fora daqui. E temos direito a querer. Há mesm aqui pessoas que me chamam de tudo e participam em ameaças em fóruns e vêm depois aqui debater comigo e mostrar-se muito ofendidos se não lhes dou troco. Quero-os longe.

  19. 19 19  q

    Viva os Suíços!

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    q, é “Vivam os suiços!”
    Fique bem.

  20. 20 20  Antonio Cunha

    26 Daniel Oliveira

    Caro Daniel, sendo assim fico esclarecido e concordo a 100% consigo.

    p.s. – Por sua causa fui ver o “Adeus Lenin” e adorei. Obrigado.

    [Responder]

  21. 21 21  BlackPaulo

    Nao vejo que relacao tem isto com censura. Se alguem na rua comeca a insultar outras pessoas, ou incita a odios e coisas afins, esta a atentar contra os direitos dos outros. Vociferar tudo o que nos vai na cabeca nao tem propriamente qualquer relacao directa com debate ou abertura a ele.
    So com uma visao cinica de censura e’ que se pode achar que bom senso e respeito por determinados valores humanos e principios eticos tem algo a ver. Nao se pode manipular o sentido das coisas, pois esta tomada de posicao na minha perspectiva vem acima de tudo elevar o nivel do debate de ideias e nunca limitar as perspectivas de opinioes fundamentadas seja qual for a sua orientacao.
    Todo o meu apoio, que vale apenas e tao so quanto isso, mesmo quando me calhar a mim. Quando isso acontecer, terei a humildade de aprender com isso.

    [Responder]

  22. 22 22  Anarquista Estagiáro

    “So com uma visao cinica de censura e’ que se pode achar que bom senso e respeito por determinados valores humanos e principios eticos tem algo a ver”
    Quando eles escolheram certos valores, eu calei-me. Não partilhava desses valores.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Anarquista, ninguém o manda calar. Há mundo para lá do Arrastão.

  23. 23 23  José Bastos

    Não tenho nada contra as novas regras, caso o blogue fosse meu faria algo parecido.

    Prometo tentar controlar as minhas “pedradas no charco”…

    [Responder]

  24. 24 24  PedroM

    Parece-me clarificadora a posição agora assumida. O Arrastão, segundo depreendo, passa a ser sobretudo um veículo de promoção e discussão “interna”, mais virado para dentro do que aberto ao exterior. Não há nada de mal nisso, apenas se percebe melhor.
    Isto levanta-me uma re-discussão que poderia agora ser mais interessante agora sobre o tópico que escreveu sobre o dilema do BE “pós-eleições” (postei algo há dias sobre isto, questionando esta posição mas não foi publicado).
    Mas repito, a legitimidade é total, obviamente. Espero apenas que possamos, entre nós leitores, discutirmos aqui estas coisas se o caminho por aí levar.

    #13 Daniel Oliveira
    “PedroM, a extrema-direita tem tanto direito a existir como todas as mais correntes políticas. No meu blogue é que não.”
    Ok, percebido. Se puder, para que não restem dúvidas, esclareça-nos só num ponto relativo a isto: se postarem um tópico com considerações e observações sobre a extrema-direita, apenas os comentários do tipo “Muito bem! Apoiado!” serão considerados? Não quero acreditar que este espaço se vá reduzir a intervenções do tipo daquelas figurinhas das bancadas parlamentares, uma espécie de “backup vocals”.

    Quanto às questões e dúvidas que suscitei, acredito que não tenha realmente tempo para elucidar-nos e responder a tudo, como depois refere.

    #18 Daniel Oliveira
    “Paulo, claro que não. O blogue é nosso, só nosso, o espaço publico é de todos e não é de nenhuma entidade. Assim como eu não decido o que diz na rua mas tenho o direito a não aceitar que o diga em minha casa.”
    O comentário do Paulo tem lógica e a sua resposta também.
    Assim, dentro deste raciocínio, não percebo porque não têm os Suiços o direito a mandar e decidir como são as coisas na sua casa – o seu país. Gostemos ou não. Só temos que não por lá os pés. A não ser que consideremos que os países não pertencem aos seu povos e abrimos a caixinha mágica de pandora.

    #21 Daniel Oliveira
    “Luís, é verdade que muitas vezes os comentários mais profundos ficam sem resposta por falta de tempo (a Malta trabalha), mas gostava que os comentários fossem mais um debate entre os leitores (muitas vezes são) do que um debate entre os autores e os leitores. Até porque, com cerca de 100 comentários por dia, é impossível. Responde-se às bocas, mas não há tempo para a coisa mais séria.”
    Acredito plenamente nisso, Daniel.
    Uma sugestão: creio que muitos dos seus tópicos são apenas reacções (não digo que sejam sempre erradas ou desajustadas ou injustas) a acontecimentos e não análises e, sobretudo, tentativas de apontar soluções (um mal apontado ao BE – todos nos lembramos do embaraço da questão das nacionalizações na última campanha eleitoral). Daí muitas vezes suscitarem essas reacções e esse tipo de comentários. Mas pronto, admito ser uma vontade interesseira da minha parte; era isto que achava importante ver escrito (não só aqui: a todos os quadrantes e intervenientes políticos).

    #22 Maria
    “Ora que grande aplauso que me suscita esta decisão do Arrastão no que a gente mal educada diz respeito.”
    Já conhecia a teoria de alguns sobre a hereditariedade da nobreza, da pureza da raça, etc. Agora fico a saber que a má-educação tem origem ideológica. Estamos sempre a aprender.

    [Responder]

  25. 25 25  José Luiz Sarmento

    Eu faço o mesmo no meu blogue e acho que o Daniel tem todo o direito de o fazer no seu. pela parte que me toca, em meia dúzia de anos de actividade só eliminei dois comentários; mas o meu blogue, por opção minha, é demasiado pequeno para atrair atenções indesejadas.

    Confio no bom senso do Daniel e penso que os critérios de selecção que vai usar não serão demasiado restritivos. Não vai achar “machistas”, por exemplo, opiniões em que se critique o feminismo ou uma das suas muitas – e muitas vezes incompatíveis entre si – variedades.

    Nem vai deixar de reconhecer legitimidade às preocupações – mesmo que não concorde com elas – de quem vê no “politicamente correcto” e nas políticas identitárias a semente de futuros fascismos.

    [Responder]

  26. 26 26  LAM

    Aleluia.
    Já há muito tempo impunha-se uma profilaxia na forma como descambava a cx de comentários. Digo-o mais como leitor do que como comentador, no que nunca fui muito activo, talvez também por essa razão.
    E isto, contrariamente a outras opiniões, não acho que limite o debate, antes pelo contrário: será talvez a única maneira de os fazer evoluir. Sei que as conversas são como as cerejas, os finos ou, vá lá, as imperiais, mas a maneira como descambava qualquer assunto em conversas estéreis e sempre eternas, desligadas do tema em causa muitas vezes com objectivos meramente provocatórios, com deslocada boçalidade, não ajudam a evoluir qualquer conversa que seja. Isto já para não falar em aprendizes de Edite Estrela que sobre o mesmo post fazem 10 comentários por causa da vírgula ou para dizer que säteellä, että jätät está mal escrito e como tal o autor do post é burro.
    Admito que a margem de distinção entre diversas situações é curta, mas para isso, lá está, existe o critério dos autores do blogue. Boa, má ou assim assim, é a deles.

    [Responder]

  27. 27 27  cc

    se me permitem a sugestão, a mim que gosto deste blogue e de nele participar, talvez tivesse sido mais democrático ter escrito “Não deixaremos no entanto que estas caixas de comentários continuem a servir para o insulto, a deselegância permanente para com os autores e outros comentadores e para propaganda que considerarmos racista, xenófoba, homofóbica, machista ou de extrema-direita.

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  28. 28 28  Rui F

    Boas

    Lá teremos que combater a extrema-direita noutros domínios o que acaba por dar gozo também. È sempre um prazer vê-los com as calças em baixo.

    Confesso que lhes dei “trela” e provavelmente os meus comentários acabavam por desencadear mais argumentação dos tipos…
    Pela parte que me toca peço desculpa.

    Contudo é preciso abrir a pestana e não dar descanso a esses rapazes.
    A história da proibição dos Minaretes na Suíça poderá ser apenas o começo de algo ruim.

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  29. 29 29  Dazulpintado

    Insulto, a deselegância permanente é o fazem os vossos apaniguados quando aqui vêm apenas bajular-vos.
    Em todo caso, não posso deixar de reconhecer que o Daniel ainda mantém alguma integridade, e é essa integridade que não lhe permite manter a máscara.

    [Responder]

  30. 30 30  A Luta Continua!

    Parecem-me regras básicas de decência.

    Talvez volte a ler a caixa de comentários sem me causar náuseas.

    Boa bola!

    Abraço

    [Responder]

  31. 31 31  ze

    Concordo com a decisão. Havia um certo odor a facho em alguns comentários. Há muito tempo que não lia os comentários do arrastão para não ter de me chatear.

    Agora, pelo facto de desaparecerem do arrastão, não quer dizer que os fachos deixem de existir, e isso é que me preocupa…

    [Responder]

  32. 32 32  Manuel Monteiro

    Quanto à decisão, nada a dizer
    PedroM: sabe porque motivo a extrema-direita está a governar em coligação em alguns paises da Europa e a extrema -esquerda não? É porque a extrema-direita faz parte do sistema capitalista e tem toda a lógica que os capitalistas a aceitem. A extrema-esquerda (eu prefiro chamar-lhe esquerda revolucionária) jamias pode fazer parte de um governo burguês-capitalista porque a sua função é destruir esse mesmo capitalismo.Entendido?

    Manuel Monteiro

    [Responder]

  33. 33 33  Carlos Marques

    Um aparte é permitido? Isto vem a propósito de uma discussão de há uns dois meses também aqui no Arrastão.

    Lanço aqui uma questão: o humor ofende? Devemos deixar-nos ofender ou relativizar e aceitar? É que parece que não são só os portugueses que reagem mal quando o humor os ofende:

    “O actor e comediante americano Robin Williams está a gerar uma forte onda de contestação junto dos cariocas na sequência de um comentário que fez em entrevista ao talk-show de David Letterman na rede de televisão CBS.

    Ao falar sobre a escolha do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016, Williams não resistiu ao humor e explicou que isso só terá acontecido porque decerto a cidade enviou ‘50 strippers e meio quilo de pó’ para o comité olímpico…

    A reacção no Brasil não se fez esperar e, um pouco à semelhança do que sucedeu recentemente entre Maitê Proença e Portugal, a Imprensa americana começa a dar conta de que ‘é melhor Robin Williams eliminar o Rio de Janeiro da sua lista de possíveis destinos de férias’, como escreveu hoje o ‘NY Times’. Com uma piada na televisão, Williams passou para os cariocas de engraçado a ‘persona non grata’.”

    [Responder]

  34. 34 34  PedroM

    #42 Manuel Monteiro
    Não é este o tópico para esta discussão mas…

    “sabe porque motivo a extrema-direita está a governar em coligação em alguns paises da Europa e a extrema -esquerda não?”
    Porque talvez ninguém a queira? E porque são democracias?

    “É porque a extrema-direita faz parte do sistema capitalista e tem toda a lógica que os capitalistas a aceitem”
    Acho que disse tudo. Ainda acredita “nesse” sistema… Olhe que ninguém o impede de fugir deste sistema capitalista medonho para um desses últimos redutos de sistemas que ainda existem por aí, como o fizeram milhares de portugueses no “antigamente”. Também fugiram dum que não gostavam para outro que achavam melhor. Boa viagem.

    PS – Não é o Manuel Monteiro que a gente conhece a tentar “novos mercados”, pois não?

    [Responder]

  35. 35 35  Bernardo Sardinha

    Sr. Daniel
    A sua explicação em #27 deixou-me mais descansado. Apesar disso, não voltarei a meter o dedelho neste blog.
    De pouca (ou nenhuma) falta vos fará a falta minha…
    Cumprimentos e obrigado,
    Bernardo Sardinha (sardinha frita, como me chamam os amigos)

    [Responder]

  36. 36 36  José Peralta

    Daniel Oliveira, Pedro Sales, Pedro Vieira

    A Liberdade de expressão que a Democracia nos trouxe, não pode pactuar com o lixo e o insulto rasteiro e contumaz, que infectam a Blogosfera,( e por vezes, este Blogue !) as mais das vezes vindo de “valentões” anónimos, que beneficiando dela, nada fazem para merecer essa Liberdade !

    ( E não vos vão faltar algumas acusações de “censura”…)

    Felicito-os aos três, e longa vida ao Arrastão !

    [Responder]

  37. 37 37  Rui F

    Daniel

    Não fazendo de si meu correio, podia levar um recado para a sua colega “Alegre” colunista do Expresso, Inês Pedrosa?

    As preces a Deus que ela fez na coluna do Expresso dois dias antes das eleições, resultaram em cheio!
    Não sei se foi o Deus dela se o do Saramago, o facto é que o CDS e o PS, formam a MAIORIA GOVERNATIVA ESTÁVEL que ela tanto pediu. È bonito de ver a maioria dela a funcionar em pleno, com uma governabilidade nunca vista nesta terra.
    Irónico ou não, ambos os Deuses – o dela e o do Saramago – fizeram-se ouvir, sendo o do Saramago muito mais precioso: Junta um CDS de CAPELO REGO com um PS de VARA.

    Aliás os Deuses deveriam estar loucos de generosidade.
    Sem grande esforço, juntos deram ao BLOCO central a maior governabilidade deste mundo, tanto pedida por “altos” aposentados deste estado feito á sua medida.

    Só me espanta ainda, é que o Octogenário Mário Soares, continue a achar nas crónicas dele que o problema da governabilidade é a Esquerda Radical!

    [Responder]

  38. 38 38  José Semblante

    Torna-se evidente que, a partir de agora, quando formos abrir a caixa de comentários para nela dizer, vai-nos acontecer, inconscientemente, como antigamente, um impulso autocensório.
    Não é ofensa! Quero apenas questionar uma atitude que me parece intempestiva, precipitada,
    perigosa, que pode servir para “disparar” em todas as direcções.
    Pssarei sempre a dizer o que me apetecer e o Arrastão que proceda em conformidade.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    José, a ideia é mesmo essa. Que ao escrever se faça o que se faz em sociedade e que o anonimato desinibe: que as pessoas se contenham. Coisa que nós, assinando com os nossos nomes e sendo facilmente identificáveis, temos de fazer.

  39. 39 39  Jaculina

    Muito bem!

    [Responder]

  40. 40 40  Rui F

    (foi-me censurado no “oinsurgente” um comentário ao post” Quando a extrema-esquerda reconhece o valor dos direitos de propriedade” basicamente igual a este sem tirar nem por)

    CAPELO REGO à VARA

    Espectacular Governabilidade e sentido de estado preconizados pela aliança MAIORITÀRIA PS-CDS tão almejada por uns quantos. E quando se metem em picos de pés quais bailarinos, fiam tão lindos…

    Não foi censura. Foi palhaçada. :-)

    Com um espirito de humor que esta direita têm, só posso ser orgulhosamente de Esquerda.

    [Responder]

  41. 41 41  JMG

    “… do qual não fujam a maioria dos nossos leitores como, infelizmente, tem acontecido …”
    Não seria mais correcto “não fuja”?

    [Responder]

  42. 42 42  Tiago Almeida

    Já era sem tempo!!!

    Será q esta passa? ;P

    [Responder]

  43. 43 43  Cecília

    Muito bem.

    [Responder]

  44. 44 44  Jorge Mealha

    Totalmente de acordo. Um pouco de civismo na discussão de pontos de vista nunca fez mal a ninguém.

    [Responder]

  45. 45 45  Sebastião Dias

    Parece-me mal que os comentários sejam censurados na íntegra, pois, na maioria das vezes só pequenas partes dos comentários é que podem ir contra os valores éticos que o blog visa promover, estão abaixo do nível de qualidade de debate, ou são propaganda racista, xenófoba, homofóbica, machista ou de extrema-direita.

    Proponho então uma solução intermédia, que é a seguinte: publiquem-se os comentários que não preencham os requisitos acima explicitados, mas cubram-se as partes das postas que possam ser consideradas ofensivas ou antiéticas por parte dos blogers.

    [Responder]

  46. 46 46  Nuno Antonio

    Volto a reiterar que nenhum dos autores apagou vez alguma um comentário meu apesar de eu ser muitas vezes crítico do que é escrito tanto ao nível do conteúdo como da forma. É um dos aspectos que me agradam neste blogue.

    Quanto ao lixo, concordo plenamente, e ainda mais com pessoas que escrevem injúrias sob pseudónimo; atitude que considero muito covarde.

    Boa sorte para o vosso blogue.
    NA

    [Responder]

  47. 47 47  João Pedro

    Em sua casa cada um faz como quer.
    Só fico com uma dúvida. O que consideram os autores propaganda? Será propaganda vir argumentar contra determinada posta defendendo os ideais referidos como indesejáveis? Mas os nossos argumentos não se tornam mais fortes se passarem o teste da confrontação com argumentos opostos, mesmo que em defesa daquilo que consideramos indefensável? Só assim conseguimos melhorar os nossos argumentos. Por exemplo, eu considero indefensável o comunismo, mas gosto de ver o pessoal a fazê-lo.

    [Responder]

  48. 48 48  João Pedro

    Tenho a dizer que 99% das vezes que aqui venho é para criticar e sempre me publicaram os comentários. Ao contrário de outros blogs mais perto dos meus ideais.

    [Responder]

  49. 49 49  Samuel

    Decisão acertada!

    [Responder]

  50. 50 50  q

    Daniel, é “Viva os Suíços”. Cumprimentos.

    [Responder]

  51. 51 51  atom

    Adaptando a frase do Sr. Doutor Almeida Santos acerca do Sr. Prof. Doutor Vital Moreira:
    -Meu Deus… Um Professor Doutor de Coimbra!
    Digo:
    -Meu Deus… Três suíços de Lisboa!

    [Responder]

  52. 52 52  Miguel Portas

    Sábia decisão, a vossa. Parabéns

    [Responder]

  53. 53 53  PedroM

    #51 Rui F

    Boa ideia! No “arrastão” publicamos os posts censurados no “oinsurgente” e no “oinsurgente” os posts censurados no “arrastão”. :-)

    A moderação é que vai ser complicada.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    PedroM, acho excelente ideia mesmo. Sendo certo que provavelmente muitos dos que o Insurgente não publica eu também não plublicarei.

  54. 54 54  PedroM

    #65 Daniel Oliveira

    Então só nos resta que o amigo Rui F crie um blogue exclusivamente para o efeito. Mas sugiro um fórum, para poder ordenar melhor as coisas por categorias…

    [Responder]

  55. 55 55  isagt

    Concordo plenamente, quem é convidado e não sabe respeitar a casa alheia que fique na sua e lá, poderá escrever, o que lhe apetecer.
    Paciência tem limites.

    [Responder]

  56. 56 56  mário borges

    Viva!

    Isto de passar a “controlar” melhor os comentários 1 dia depois do Pacheco Pereira dizer no seu programa na SIC Notícias que as caixas de comentários dos blogues tiram “seriedade” aos mesmos é mesmo pura coincidência certo?
    De qualquer forma acho bem…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mário Borges, não via a coisa em causa. Por isso sim, é coincidência. A razão é outra, e tem a ver com uma reestruturação que este blogue vai ter. Começámos pela civilização deste espaço.

  57. 57 57  fado alexandrino

    Há três tipos de blogs.
    Os que não exercem qualquer censura, os que não admitem nenhum comentário e os que censuram os posts de acordo com as suas conveniências.

    Num regímen democrático aceitar comentários e contraditório é a essência do mesmo e eleva quem os autoriza mostrando não ter medo.
    Censura é sempre censura seja feita pelo Salazar, pelo Fidel de Castro ou pelos donos do Arrastão.

    Abrigar-se com o pormenor de alguns comentários serem insultuosos, ou contrário às ideologias dos donos ou até em limite contrários à Constituição, é infantil.
    Para uns casos existe a Lei para os outros o próprio insulto mata quem o faz.

    É no entanto aceitável que se tenha medo de perder uma discussão e assim em vez de matar a discussão mata-se quem discute.

    Tenho a dizer, que me lembre, a única vez que me censuraram um comentário foi porque reconduzi um dos donos do blog ao seu verdadeiro valor e não aquele que ele julga(va) ter.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Fado, é aceitável que não deixemos estas caixas serem um caixote de lixo. E é o que faremos.

  58. 58 58  LGF Lizard

    Por um lado concordo. O espaço é da equipa do Daniel e têm todo o direito a seleccionar os comentários.
    A única reserva que ponho é de uma eventual censura a comentários que não agradem, mesmo que não sejam da extrema-direita. Sugeria que o Daniel, ao cortar qualquer comentário, publicasse uma pequena nota para que se soubesse que o comentário tinha sido censurado e o porquê. Se isto fosse possível, claro.

    [Responder]

  59. 59 59  João Cerqueira

    Eu também aplaudo a decisão «suíça» dos detentores deste blogue.
    Na nossa casa somos nós que fazemos as regras e quem não as respeitar é convidado a sair.

    Das coisas que mais me incomodam na actual sociedade é a má criação, o desrespeito pelos outros, a falta de civismo, o insulto, a boçalidade, etc.
    Tudo isto encontra campo fértil na blogosfera para florescer. Já basta o futebol.
    Que o Arrastão lhe ponha travão é de aplaudir!
    Espero portanto que palavras como «f.da p.» ou outros insultos mais suaves desapareçam de vez.

    [Responder]

  60. 60 60  Libertário

    Permitam-me fazer algumas sugestões que julgo melhorariam muito os comentários:

    1 – Comentários em thread, já que é difícil seguir o raciocínio de respostas e contra-respostas da forma linear como actualmente estão implementados.

    2 – Votação de comentários estilo digg.com ou slashdot. Assim os piores ficavam escondidos sem necessidade de censura.

    Existem plugins de wordpress para ambas as sugestão portanto não têm desculpa ;)

    .

    [Responder]

  61. 61 61  Rui F

    PedroM

    È pá não sou de choramingar, muito menos na casa dos outros.
    O meu desabafo serviu apenas para mostrar como pode ser diferente a política do filtro entre “donos” de blogs.

    Aposto que naquele blog, se eu associasse apenas o PS (BE, PCP, etc) ao tema da corrupção, ainda que eu escrevesse os piores impropérios, eles não me iriam censurar.

    [Responder]

  62. 62 62  Rui F

    …Alem disso, Capelo Rego e Vara são militantes respectivamente do CDS e do PS, não é verdade PedroM?

    [Responder]

  63. 63 63  PedroM

    #76 Rui F
    Mesmo assim, prefiro o Capelo Rego…

    [Responder]

  64. 64 64  Rui F

    PedroM

    Eu passo bem sem os dois :-)

    [Responder]

  65. 65 65  PedroM

    #78 Rui F

    Eu também, mas sendo um real e outro ficção…

    [Responder]

  66. 66 66  Ricardo Santos Pinto

    Compreendo perfeitamente a vossa decisão e aplaudo, porque o blogue é quem sofre quando se permite tudo.
    Não concordo é com o Paulo (comentário 5). No Aventar, os comentários não eram moderados e tivemos de os moderar por causa de uma única pessoa. E as caixas de comentários estavam a tornar-se degradantes. Vai às caixas de comentários do Blasfémias ou Do Portugal Profundo, Paulo: um nojo que só diminui dois excelentes blogues.

    [Responder]

  67. 67 67  joão viegas

    Isto não é propriamente para discutir a decisão, que considero inteiramente legitima. Apenas penso que deveriam escrever no anuncio :

    “…QUE OS AUTORES CONSIDERAM ESTAREM abaixo do nível de qualidade de debate que este blogue procura promover” (em vez de “estejam abaixo do nível de qualidade de debate que este blogue procura promover”).

    Descuplem se alguém ja disse isto.

    Podem apagar o meu comentario à vontade.

    [Responder]

  68. 68 68  sem-se-ver@sapo.pt

    daniel,
    não se estafe. está (estais) no seu (vosso) pleno direito de tomar a decisão que tomou (tomaram). para quê justificá-la, com tanto denodo, nesta caixa de comentários? o blog é seu (vosso), você(s) determina(m) as regras. ponto final.

    quem não conseguir entender algo de tão simples é porque não o deseja entender. nada mais.

    [Responder]

  69. 69 69  Joaquim Amado Lopes

    Declaração de interesse:
    Esta decisão dos responsáveis pelo”Arrastão” não me afecta minimamente já que raramente aqui venho.
    Seja por que razão fôr – talvez porque sou de direita – as posições, os textos e os argumentos parecem-me sempre muito tendensiosos e mesmo hipócritas e, quando venho e deixo um comentário, este não ser publicado apenas confirma a (muito má) opinião que tenho do Daniel Oliveira. (não reconheço os outros autores)

    Tendo isto dito, acho muito bem que tenham decidido (começar a?) exercer “controlo de qualidade” sobre os comentários.
    Há caixas de comentários em inúmeros blogs que se tornaram autênticas lixeiras, com alguns miúdos (independentemente da idade e normalmente protegidos pelo anonimato) a disputarem o prémio do mais reles, do com menos educação e/ou respeito e do mais ignorante e estúpido. Qualquer pessoa minimamente civilizada só pode agradecer que a poupem a esses comentários.

    Além disso e como apontam, este é o VOSSO blog e só vocês podem e devem decidir o que aqui deve aparecer.
    Quem tiver alguma coisa a dizer que não seja aceite aqui, que procure outro sítio onde a publicar ou crie o seu próprio blog.

    Pelo que tenho lido do Daniel Oliveira (repito: não identifico os outros autores), também não me surpreende o “Não deixaremos no entanto que estas caixas de comentários continuem a servir para o insulto, a deselegância permanente para com os autores e outros comentadores e para propaganda racista, xenófoba, homofóbica, machista ou de extrema-direita.”

    “Insulto” e “deselegância” são termos bastante amplos, dependendo de quem faça a avaliação. Não tenho grandes dúvidas de que a vossa interpretação de “insulto”/deselegância” será “tudo o que não gostarmos”.

    Um comentário expressa uma opinião sobre um grupo ou minoria que vai contra a vossa noção de politicamente correcto, mesmo que não tenha a ver com raça a não ser de forma muito indirecta? “Racista” => corta
    Opinião diferente da vossa relativamente à imigração? “Xenófoba” => corta
    Não concorda com o casamento entre pessoas do mesmo género ou com a adopção por casais homossexuais? “Homofóbica” => corta
    Não alinha nas quotas por género? “Machista” => corta
    Exprime preocupação com a insegurança, defende que a Lei deve ser respeitada, acha que os imigrantes que cometem crimes devem ser deportados e que os impostos devem ser baixos, preocupa-se com a dívida que estamos a deixar para quem venha a seguir e defende que o Estado seja exigente para com os que dele vivem? “Extrema-direita” => corta

    Repito: fazem muito bem em censurar os comentários no VOSSO blog. É quem vos visita que deve avaliar se essa censura torna o VOSSO blog melhor ou pior.
    Ou antes “devia” porque só os autores dos comentários censurados saberão o que foi realmente censurado e se tal era justificado ou apenas a vossa forma de lidarem com o contraditório. Vamos ver até que ponto os comentários aos posts publicados no Arrastão não se tornarão um monumento ao pensamento único/”correcto”.

    Pelo que me diz respeito, fico muito feliz por o vosso “lápis azul” só poder ser usado neste blogue.

    Este meu comentário? “Deselegante” => corta

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Joaquim Amado Lopes, basta ler os comentários para perceber que não são esses os critérios.

  70. 70 70  replica

    E eram os pais destes que criticavam a P.I.D.E

    [Responder]

  71. 71 71  Joaquim Amado Lopes

    Daniel (85),
    Eu podia responder “espero que não” mas, muito sinceramente, estou-me nas tintas. Só venho ao Arrastão quando leio qualquer coisa noutro blog que me desperta a atenção para algo que aqui foi publicado. Neste caso, um post no 31 da Armada.

    Não posso de forma alguma concordar com quaisquer críticas à vossa decisão de censurar os posts que achem impróprios para publicação no VOSSO blog. (não me canso de repetir o “VOSSO”, para os que julgam que democracia e tolerância é deixar os outros fazerem o que quiserem dentro da nossa casa – curiosamente, uma postura mais comum na vossa área política do que na minha)
    Afinal, dentro de minha casa ninguém fuma e se alguma visita ou convidado urinar num canto da sala (o equivalente a muitos comentários que conspurcam os blogs) é óbvio que nunca mais cá põe os pés.

    Por outro lado, a referência à “deselegância” e à “propaganda racista, xenófoba, homofóbica, machista ou de extrema-direita” justifica todas as suspeitas relativamente à vossa falta de tolerância para com ideias diferentes das vossas.
    Isto apesar de mesmo essa (eventual?) intolerância da vossa parte ser justificada se o objectivo do Arrastão fôr apenas “vender o vosso peixe” (o que é perfeitamente compreensível) e não sujeitar as vossas opiniões ao contraditório.

    Enfim, já me alonguei demais num blogue que não me diz nada. Um abraço e votos de que tenham muitas discussões abertas e interessantes.
    Se me chegarem rumores de que tal acontece, começarão a ver-me mais por aqui.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Então se se está nas tintas porque raio perde o seu tempo a deixar aqui comentários sobre o tema? Falta do que fazer?

  72. 72 72  Miguel Marujo

    Daniel e Pedros, sábia decisão, de facto. O que acho extraordinário, em muitos comentários que aqui se lêem, é falarem, como este Amado, na vossa decisão de “censurar”. Esta gente não percebe nada, nem de convivência e responsabilidade sociais, muito menos do que é censura. A vossa decisão é moderar e deixar de fora o lixo. Isto não é censura. Se fosse, as casas de todos nós (incluindo por exemplo a de Amado) estariam de portas abertas para podermos ir lá chafurdar e depois sair como se nada fosse. Ninguém gostaria disso, mas confunde-se isto – uma suposta liberdade em dizer tudo – com exercício de democracia. Não é: a liberdade de cada um de nós começa onde começa a dos outros (não é gralha, é mesmo assim), por isso a democracia e a liberdade de expressão não podem ser confundidas com a sarjeta e a pocilga.

    [Responder]

  73. 73 73  Joaquim Amado Lopes

    87. Daniel,
    Já que o meu LOL parece ser demasiado “deselegante” para passar no crivo do Arrastão, vamos ver se este comentário passa:
    Estou-me realmente nas tintas para a forma como o Arrastão irá exercer a censura. Vim aqui deixar o meu comentário apenas porque me chateia grandemente que alguém vos condene por exercerem o vosso mais do que legítimo direito a decidirem sobre o que se passa na VOSSA casa.
    Compararem-vos à PIDE por exercerem esse direito é tão ridículo que nem merece resposta.

    _
    88. Miguel Marujo,
    Outra coisa que me chateia grandemente é que alguém me acuse de defender precisamente o contrário do que defendi. Já me chegam as vezes em que o que defendo é tudo menos consensual.

    Para o caso de o seu problema ser apenas falta de atenção, repito do meu comentário 83:
    “Tendo isto dito, acho muito bem que tenham decidido (começar a?) exercer ‘controlo de qualidade’ sobre os comentários.
    Há caixas de comentários em inúmeros blogs que se tornaram autênticas lixeiras, com alguns miúdos (independentemente da idade e normalmente protegidos pelo anonimato) a disputarem o prémio do mais reles, do com menos educação e/ou respeito e do mais ignorante e estúpido. Qualquer pessoa minimamente civilizada só pode agradecer que a poupem a esses comentários.
    Além disso e como apontam, este é o VOSSO blog e só vocês podem e devem decidir o que aqui deve aparecer.
    Quem tiver alguma coisa a dizer que não seja aceite aqui, que procure outro sítio onde a publicar ou crie o seu próprio blog.
    (…)
    Repito: fazem muito bem em censurar os comentários no VOSSO blog. É quem vos visita que deve avaliar se essa censura torna o VOSSO blog melhor ou pior.”

    E do meu comentário 86:
    “Não posso de forma alguma concordar com quaisquer críticas à vossa decisão de censurar os posts que achem impróprios para publicação no VOSSO blog. (não me canso de repetir o “VOSSO”, para os que julgam que democracia e tolerância é deixar os outros fazerem o que quiserem dentro da nossa casa – curiosamente, uma postura mais comum na vossa área política do que na minha)
    Afinal, dentro de minha casa ninguém fuma e se alguma visita ou convidado urinar num canto da sala (o equivalente a muitos comentários que conspurcam os blogs) é óbvio que nunca mais cá põe os pés.”

    (estou ansioso por ver se este é publicado)

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Joaquim, o seu LOL não é deselegante. Sendo apenas o que tinha no comentário pensei que fosse um engano e que o senhor estivesse num chat adolescente e se tivesse baralhado.

  74. 74 74  José Alberto Costa

    É interessante como a malta que profere as mais hediondas opiniões contra tudo o que é diferente e mais atreito à pluralidade democrática vem logo, quais democratas de pacotilha resmungar se os impedem de ser trogloditas….

    Os meus cumprimentos aos autores pela coragem de pôr essa canalha no lugar.

    [Responder]

  75. 75 75  Euroliberal

    Desculpe, Daniel, eu provei com factos e argumentos que há mentirosos por aqui. O debate de ideias serve para separar águas, para distinguir quem mente e quem fala verdade. Senão, fica tudo em águas de bacalhau…

    E o debate blogosférico parecer-se-ia com a “langue de bois” dos políticos…

    Os exemplos se que o agredido islão é e sempre foi MUITO MAIS TOLERANTE que o agressor e islamocida ocidente, são milhares, o que permite desmascarar facilmente as mentiras da neoconeiragem.

    Alíás, a mentira é glorificada pelos arautos do pensamento neocon, como Leo Strauss, o pai de todos eles.

    E deixe que lhe diga que você não cumpre os principios que anuncia. Os meus comentários são sempre cuidadosamente fundamentados e têm um valor acrescentado muitissimo superior à indigência intelectual da neoconeiragem islamófoba que aqui tem livre acesso.

    Mesmo assim sou censurado regularmente, pelo que este debate está viciado e perde interesse. Não é democrático. Você censura os que sabem argumentar e desmascaram com razões e factos os aldrabões e ignorantes. Você não promove a qualidade do debate, mas o contrário, porque afasta os melhores.

    [Responder]

  76. 76 76  Joaquim Amado Lopes

    Daniel (90),
    Afinal, demorou muito pouco a confirmar o que se esperava de si, que a censura a insultos e à deselegância era só para os outros.
    Mas, repito, esta é a SUA casa. E, na SUA casa, faz o que lhe der na real gana. Quem não gosta sabe bem o que fazer.

    Só mais um comentário. Para alguém que defende o que o Daniel defende, esperar-se-ia um (muito) maior sentido de humor. É que deve ser de ir às lágrimas quando se junta aos seus camaradas e debatem as vossas propostas.

    [Responder]

  77. 77 77  Miguel Marujo

    Amado: eu li bem, e você ajudou com a sua suposta justificação – repete a palavra “censura” à exaustão quando não é isso que se passa.

    [Responder]

  78. 78 78  Joaquim Amado Lopes

    Grumete, (apenas a retribuir a sua “atenção” em escolher “aleatoriamente” um dos meus nomes para se dirigir a mim, só “por acaso”o menos óbvio)
    Portanto, na sua “leitura”, eu afirmar expressa e repetidamente que concordo totalmente com a decisão do Arrastão de censurar os comentários que considerem impróprios significa que não concordo com essa decisão porque uso a palavra “censura”.

    (http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/censura)
    Censura: exame crítico de obras, espectáculos ou publicações segundo critérios morais ou políticos e exercício do poder de autorizar ou não a sua exposição ou publicação

    Critérios morais: p.e. “insulto” e/ou “deselegância”?
    Critérios políticos: p.e. “propaganda racista, xenófoba, homofóbica, machista ou de extrema-direita”?

    A palavra “censura” tem outros significados? Tem.
    Qual é que se aplica neste caso? O que reproduzo acima.

    Votos de Feliz Natal e que acorde no dia 25 com um Dicionário da Língua Portuguesa no sapatinho. Até lá, recomendo-lhe vivamente que, quando pretender interpretar o significado das palavras usadas por outros, recorra à Infopedia online e não deixe que os seus preconceitos contra quem tem ideias diferentes das suas condicionem a sua “leitura”.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Ou seja, se o senhor mandar um artigo de opinião a um jornal e ele optar por não o publicar, está a ser censurado. Se mandar uma obra para uma editora e esta decidir não a editar, está a ser censurado. Se enviar um quadro para uma galeria e esta decidir que não a expõe está a ser censurado. Certo?

  79. 79 79  Joaquim Amado Lopes

    Daniel,
    Está a contestar a Infopedia ou só a minha citação?

    O Daniel escolher que comentários recebidos através desta caixa (um convite implícito a que os visitantes comentem os posts) não devem ser publicados é o quê?
    Eu chamo-lhe censura e já deixei bem claro que acho (p.e. num blog) isso perfeitamente legítimo.
    Se querem usar outro termo, estejam à vontade.

    E se acha que o uso do termo “censura” é insultuoso ou “deselegante”, tem desde já a minha autorização para editar todos os meus comentários e substituir esse termo e equivalentes por “seleccionar os (ou selecção dos) comentários que respeitam as regras estabelecidas pelos responsáveis do Arrastão”.

    Seja como fôr, “censura” ou “selecção dos comentários que respeitam as regras estabelecidas pelos responsáveis do Arrastão” e independentemente das dúvidas que eu possa ter relativamente aos critérios que venham realmente a seguir, é ou não claro que concordo com a legitimidade e razoabilidade da vossa decisão?

    E é ou não claro que a defesa desse vosso direito é importante para mim e por isso me mantenho nesta discussão sobre algo que não me afecta directamente e num blog que não me diz nada?

    É assim tão difícil de aceitar que alguém assumidamente de direita defenda os direitos de alguém assumidamente de esquerda?

    [Responder]

  80. 80 80  Miguel Marujo

    Amado, não o tratei por Odiado. Mas já se percebeu que tem dificuldades com o português. Passe bem.

    [Responder]

  81. 81 81  Joaquim Amado Lopes

    Grumete,
    O meu segundo nome é Fernando. Acha que faz sentido dirigirem-se-me por esse nome?
    A sua insistência em tratar-me por “Amado” é claramente uma provocação e não respondi à letra porque se apresenta apenas com dois nomes mas respondi à altura.
    O Daniel, p.e., dirigiu-se a mim por “Joaquim Amado Lopes” e “Joaquim”, como faz sentido.

    Não é que não goste do nome Amado. É o apelido que herdei da minha mãe e uso-o (com orgulho) porque ela teve tanto mérito (e culpa) como o meu pai por eu cá estar. Mas, também pelo significado que a palavra tem (muito mais na forma de “este Amado”), o modo como se referiu a mim foi provocatório, não inocente.
    Pela minha reacção, o Miguel percebeu perfeitamente que tinha sido indelicado mas insistiu e continua a insistir. O mínimo que se exige a alguém que provoca é que aceite a réplica sem se portar como uma “virgem ofendida”.
    Além de que “Grumete” não é o oposto de “Marujo”.

    Quanto ao português, não é necessário qualquer esforço de interpretação para perceber que concordo totalmente com a decisão (e o direito) do Arrastão em censurar/moderar (esta palavra fere menos a vossa sensibilidade “anti-fascista”?) os comentários.

    As caixas de comentários nos blogs são um convite ao comentário, com o princípio tácito de que todos os comentários serão publicados. A decisão (legítima) de estabelecer critérios que determinem que comentários não serão publicados pode ser classificada de várias coisas diferentes. A minha opção por “censura” em vez de “moderação” deriva simplesmente dos critérios indicados pelo Arrastão (a tal referência à propaganda anti-políticamente correcto).

    Eu sei que “censura” é um termo mal visto pela esquerda porque é o que o se fazia durante a ditadura e, por isso, só se deve aplicar à direita. Mas a censura sempre foi e sempre será usada nos regimes totalitários, sejam eles fascistas (de direita) ou comunistas/socialistas (de esquerda). E é o termo a usar em situações em que a regra é a publicação e alguém decide o que “riscar” baseado em critérios subjectivos de ordem moral e/ou política, exactamente o que se passa neste caso.

    Quando a passar bem, devolvo os votos.

    [Responder]

  82. 82 82  Miguel Marujo

    O Amado insiste, mas não me ofende com o grumete. Ao contrário do Amado, que acha que o ofendo por o tratar por um só nome (achava que era seu, mas pelos vistos só o usa como complemento), eu percebi o tom supostamente acintoso do grumete. Mas deixe estar: censure-me, que o senhor (assim fica melhor?) gosta é de censura. Eu modero-me para não o ofender.

    [Responder]

  83. 83 83  Miguel Marujo

    (Ah, só esta: a sua definição de censura, senhor Lopes, é linda…)

    [Responder]

  84. 84 84  JMG

    Aqui há tempos tenho a ideia de ter lido um texto do Daniel em que este dizia ver com bons olhos o debate entre comentadores (se a minha memória me está a trair peço desculpa). Bom, só para contar armas: nesta troca de argumentos entre Amado Lopes e Miguel Marujo subscrevo inteiramente o que diz Amado Lopes. Num outro blogue, em que se referia em termos críticos a mudança de orientação “editorial” do Arrastão, defendi em comentário a nova orientação, descrevendo-a como censura legítima. Tal como Amado Lopes, utilizei a palavra “censura” sem fazer nenhuma ligação, voluntária ou involuntária, à prática censória de regimes anti-liberdade de opinião. Amado Lopes tem todo o direito de utilizar a Língua Pátria com rigor sem ter que se preocupar com excessos de susceptibilidade.

    [Responder]

  85. 85 85  Joaquim Amado Lopes

    Apresentei a minha definição de censura, gostava de conhecer a sua.
    Como define censura e por que razão o termo não se aplica no caso do Arrastão?

    [Responder]

  86. 86 86  Joaquim Amado Lopes

    Pelos vistos, não é fácil inventar(?) uma definição de censura que seja minimamente apresentável (mesmo que não faça muito sentido) e que não se aplique a esta decisão do Arrastão.

    [Responder]

  87. 87 87  Joaquim Amado Lopes

    Já passaram mais de duas semanas e o Marujo continua sem apresentar a sua definição de censura.

    Compreende-se que não o faça. Uma coisa é expressar opiniões, outra bem diferente apresentar factos, conceitos e/ou definições verificáveis/excrutináveis.

    É que as opiniões são pessoais e dependem da valorização que cada um faça dos diferentes factores a ter em consideração enquanto que os factos, conceitos e definições comprometem quem os apresenta e expõem o quanto se conhece ou ignora dos assuntos em discussão.

    E quando (como parece ser o caso com o Marujo) as opiniões são formadas com base em clichés inconsequentes e conceitos “flutuantes” (o seu significado “flutua” ao sabor das conveniências de cada momento), passar ao concreto é um risco que certos “valentes” preferem não correr.

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  88. 88 88  Miguel Marujo

    ó amadinho, censura é não aceitar opiniões legítimas, apenas porque sim, é eliminar opiniões válidas, apenas porque sim, censura é cortar com lápis azul apenas porque sim; aquilo que aqui se faz é diferente: chama-se moderação de comentários – higiene na casa, limpeza de lixo; o lixo racista xenófobo, insultuoso não é opinião; a liberdade de expressão e opinião é responsável, não admite que se digna tudo, responsabiliza-nos a todos; não perceber isto é não perceber que ao viver em sociedade temos a liberdade e a responsabilidade de sermos livres – e a um autor de um blogue, os comentários aqui deixados também o responsabilizam, por isso, quando o Daniel e os Pedros estão a moderar os comentários não é a censurar – é a responsabilizarem-se pelo uso da sua liberdade de expressão, que é este blogue. Que o sr Amado não perceba é consigo. Afinal fica muito bem dizer-se que quase nunca se vem cá e se despejam dezenas de comentários a insultar. Esta é a minha última resposta a si. Não perca mais tempo: a minha responsabilidade e liberdade – e o tempo, já agora, são mais importantes que dar troco a um amadinho.

    PS: já agora, escreve-se escrutináveis, e não “excrutináveis”.

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  89. 89 89  Joaquim Amado Lopes

    Ou seja, segundo o Marujo, a censura é um capricho. É “porque sim”. Portanto, segundo o Marujo, no Estado Novo não se fazia censura porque a proibição de publicar determinadas informações/opiniões era motivada por uma determinada visão do interesse do Estado, concordemos ou não com ela.

    A não ser que… pois, é isso mesmo. Finalmente percebi.
    Censura – algo totalmente inaceitável – é quando o Marujo não concorda com os motivos apresentados para justificar a proibição dos textos/opiniões/comentários. Quando o Marujo concorda, trata-se de uma medida “higiénica” e “responsável” e, portanto, não pode ser classificado como “censura”.

    O ponto de vista de um verdadeiro dono da verdade absoluta.

    P.S. (post scriptum)
    Os que não somos donos da verdade absoluta por vezes cometemos erros ortográficos.
    Preferia não os cometer mas, nem que isso acontecesse palavra sim palavra não, seria sempre mil vezes melhor do que manipular o significado de palavras só porque não se gosta de pessoas/grupos a quem elas também foram aplicadas.

    Quanto ao “troco” que me deu, é tão pobrezinho que mais valia ter continuado enrolado no seu canto.

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  90. 90 90  Miguel Marujo

    ó Amado, aprenda a ler: a censura do Estado Novo censurava por capricho sim, de verdugos idiotas da PIDE, que achavam que tudo fazia mal a Deus, Pátria e Família, à naçãozinha e à moral… o capricho ideológico deles, com que nunca se pode concordar (nunca se pode concordar com a ditadura, nem a censura), era irrazoável, absurdo, ignorante, obscuro, como toda a censura – a moderação de comentários, como fazem aqui no Arrastão, não tem nada a ver com isto. Mas como o Amado demonstra pela 50ª vez é a total incompreensão das palavras. Não sou eu que as manipulo, é o Amado.

    PS: eu só lhe corrigi uma palavrinha, não manipulei nada. O troco é o merecido: fraco como todo o seu argumentário. E a única coisa que me penitencio foi de facto ter ligado ao seu arrazoado de insultos e idiotices. Olhe, muito sinceramente: bom ano, sem tanta azia.

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  91. 91 91  Joaquim Amado Lopes

    Marujo, não é a repetir o mesmo por outras palavras que o sentido do que escreve muda.

    Já ficou claro que, para o Marujo, se alguém faz algo seguindo critérios/razões de que o Marujo discorda, então esses critérios/razões não existem e o comportamento dessa pessoa é “idiota”, “irrazoável”, “absurdo”, “ignorante” e “obscuro”. Só pode ser classificado com termos com conotação negativa.
    Mas, se outra pessoa faz exactamente o mesmo mas seguindo critérios com que o Marujo concorda, então esse comportamento passa a ser “higiénico” e “responsável” e não pode de forma alguma ser classificado com os mesmos termos utilizados para classificar o comportamento do anterior.

    Ser ou não censura não depende das motivações de quem a exerce, nem sequer com os critérios específicos. Censura é o acto de impedir a publicação de algo (particularmente num espaço em que a regra é a publicação) por razões de ordem moral ou política, necessariamente subjectivas. As motivações e o critério do censor podem ser mais ou menos defensáveis mas não é por eu concordar com elas que o trabalho daquele deixa de ser censura.
    (Foi esta a palavra a que me referi, a propósito da manipulação.)

    Ambos somos determinados (até à agressividade) na apresentação dos nossos respectivos pontos de vista e na defesa das nossas convicções.
    Mas eu sou igualmente determinado e agressivo na defesa do direito de todos (incluíndo aqueles de quem discordo frontalmente) poderem apresentar as suas opiniões e defenderem aquilo em que acreditam enquanto que o Marujo é igualmente determinado e agressivo na defesa do oposto.

    A PIDE fez coisas execráveis e longe de mim pretender defendê-la, no geral ou no particular. Mas concorde-se ou não com a sua actuação, classificar todos os seus elementos como “idiotas” e reduzir as suas motivações a “capricho ideológico” demonstra bem a medida da sua ignorância, só comparável à sua intolerância para com quem perfilha ideias diferentes das suas.

    Em todos os sistemas políticos, dos mais liberais aos mais repressivos, existiram agentes hipócritas e criminosos ao lado de agentes de grande dignidade e que perfilhavam valores elevados. Por muito que lhe custe a aceitar, também no Estado Novo houve quem actuasse de acordo com o que acreditava ser melhor para Portugal e para os portugueses, concordemos ou não com os seus métodos.
    Se a tirania fosse a fonte de todos os defeitos e a democracia a de todas as virtudes, como se explicaria o baixíssimo nível (não apenas inclusivé mas principalmente em termos éticos) da maioria dos políticos actuais?

    Naturalmente, estou à espera que o Marujo, coerente com a sua interpretação muito peculiar da Língua Portuguesa e com os clichés que pretende fazer passar por pensamento político, me venha agora acusar de ser fascista e de defender tudo o que a PIDE fez, da censura à tortura e assassinatos.

    Se vai responder para (mais uma vez) confirmar o que escrevi, não vale a pena.

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