Usando a maioria que não foi a votos há dois anos, o PSD (e o PCP) chumbou, na Assembleia Municipal de Lisboa, a criação de uma rede de bicletas partilhadas. Apesar do investimento neste excelente projecto (que existe em tantas cidades europeias) ter retorno seguro, o PSD parece achar que é um desperdício, quando ainda há tantos túneis para construir e assim encher a nossa cidade com muito mais carros. Ou então, mais provavel, a estratégia para o regresso do menino guerreiro é chumbar qualquer medida da Câmara, por mais positiva que seja. Argumentos do PSD: a falta de tradição de tráfego de bicicletas em Lisboa, as condições do relevo da cidade e a a falta de infraestruturas para a circulação em duas rodas (apesar de já estar aprovada a construção de quarenta quilómetros de ciclovias). Nunca vamos sair da parvónia.


67 respostas ao post “Como, nem nas coisas mais simples, nada nunca pode mudar nesta cidade”  

  1. 1 1  Sebastião Dias

    Como ando muito de bicicleta em Lisboa, sei bem que é a cidade mais perigosa para se circular assim. Os pavimentos, em alcatrão ou paralelos, são péssimos. Os carris dos eléctricos um verdadeiro perigo. A sinalização, nomeadamente no que se refere a prioridades é incompleta. O relevo é difícil (embora este não seja argumento). Os hábitos de condução dos lisboetas são maus.

    Talvez todos estes argumentos não sejam argumentos definitivos para não implementar esta iniciativa. Mas talvez seja conveniente primeiro preparar as condições para que haja mais segurança na circulação das bicicletas.

    Veja-se então as condições das cidades onde há este esquema de disponibilização de bicicletas e compare-se as condições com as de Lisboa.

  2. 2 2  nuno castro

    ihhhh Daniel, este projecto é mesmo um delírio! Bicicletas em Lisboa, ahahahaha.

    pela primeira vez estou de acordo com o psd. de facto só da cabeça de um gajo do ps é que saía um treta folclórica destas.

    para quando o megalómano elevador para o campo santana? isso sim, é que são medidas que valem a pena.

    portugal é um delírio completo. a única coisa que me assombra é como é que, com ideias de trampa, estes gajos ganham tanto dinheiro? Vão para onde forem…

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Sebastião, as coisas estão a ser feitas em simultâneo, como explico no post. A aprovação dos 40 quilómetros de ciclovias foi anterior a esta proposta. Mas uma coisa é certa: enquanto não houver mais bicletas nas ruas não haverá pressão para ser feito nada.

  4. 4 4  Nom_de_Guerre

    No país com a maior obesidade infantil, com a pior média de qualidade do ar nas cidades, com dos maiores índices de acidentes rodoviários e dos menores da prática do desporto- tudo isto relativamente aos parceiros Europeus de facto não surpreende que se continue aqui a chumbar o progresso.

    O português só para de usar o carro cada 10 metros e de estacionar em cima do passeio quando pagar 5 euros ao litro de gasolina e mesmo ai grunhe por ter de mudar de hábitos…

  5. 5 5  Minhoto

    Mais umas ideias bonitas utópicas? Diversão de Alcantâra?
    Talvez…
    O argumento do “lá fora é que é” já é um pouco redutor, não acha Daniel? E “lá fora” não tem os declives de cá dentro!
    A ideia é boa, sem dúvida que sim! É aplicavél? Dúvido! As condições de relevo da cidade e cultura sedentária da população condicionam esta boa prática que é andar de bicla em Lisboa. Mas como temos esta mais valia que é o vereador Sá-Fernandes armado em Bob o construtor podemos terraplenar as zonas criticas (desde que seja a mota-engil a fazer a obra) pois ele arranja tudo e associada a uma campanha politica com por exemplo o Fernando Rosas com t-shirts a dizer “eu ando de bicla”, mais um parecer do LNEC e andamos todos felizes, saudáveis e contentes! A duas rodas falando!

  6. 6 6  António S. Tomé

    Não podia estar mais de acordo com o Daniel Oliveira (finalmente…). Acho, como ele, que o PSD está já a preparar o terreno para o regresso do Santana Flopes, travando qualquer medida da Câmara, por mais positiva que seja.

  7. 7 7  spartakus

    ” Nisto apoio o BLOCO mas já agora tirem a condecoração ao Dr. Abdool Vakil, mesmo que o PS com o Soares à cabeça não goste. Yep?. Eu sei que ele é sunita e cala quem se mete com os seus opacos negócios mas, haja tomates! O Dias Loureiro sem esse, não existe. Tão ingénuos, tadinhos. ”
    Que desilusão Daniel…
    ( neste:http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/11/19/recessao-generalizada-betao-claro-e-para-chegar-aqui-nem-e-preciso-ser-engenheiro-da-uni/).
    Abraço,

  8. 8 8  francesco

    A bicicleta em Portugal foi descoberta pelos adultos há poucos anos. É um transporte que raramente tem prioridade e requer pedalada, equilíbrio, mesmo depois de umas groselhas…

  9. 9 9  A. de Anonimo

    Sou um ciclista “a sério” de Lisboa e arredores e posso garantir o seguinte: o cidadão comum não tem condições para andar de bicileta diariamente em Lisboa, e isto acontece por duas razões bem diferentes:

    1º - A cidade nao esta preparada.

    2º - As maioria pessoas não tem capacidade fisica para se deslocar em Lisboa de bicicleta. E quem vos diz isto é um amador com milhares de quilometros nas pernas…É triste mas a realidade é esta…

  10. 10 10  ze

    ando de bicicleta em lisboa, anda-se bem, o transito não é pior que em Buenos Aires
    (visitei essa cidade de 15 milhoes de hab. muito menos civilizados que nós na estrada e andei de bicicleta perfeitamente)
    quem está a dizer que é utópico entenda uma coisa… há pessoas que andam de bicicleta, é prático, é cómodo, é rápido (desafio qualquer um a pegar no seu carro e a tentar acompanhar-me dentro da cidade). utópico são porcos a voar. utópico é o psd fazer alguma coisa de jeito.

  11. 11 11  Caceteiro

    Estou de acordo com o Daniel, relativamente ao argumento de preparaçao de terreno político para o menino guerreiro.

    Quanto às bicicletas, estou mais céptico. Pela parte que me toca, adoraria ter uma Lisboa mais limpa, mais livre de trânsito e de poluiçao e as ruas juncadas de ciclistas. No entanto, seria necessário conhecer o traçado dessas ciclovias. Há zonas de Lisboa onde poderiam ser perfeitamente implantadas (zona ribeirinha, almirante reis, avenida da republica, etc.), mas há outras onde a dificuldade seria maior. Ainda assim, a medida está longe de ser estapafúrdia.

    (O problema é cultural. O tuga tem a cultura do carrinho, só vai no transporte público obrigado pelas circunstâncias económicas, quanto mais em bicicleta…)

  12. 12 12  ze

    já agora… isso das ciclovias é completamente acessório! nas ruas secundárias não fazem falta nenhuma (ruas secundárias são 90% da cidade). nas vias principais eu pessoalmente ando na faixa de rodagem (que eu saiba não é proibido). mas enfim, há sempre os passeios. era melhor haver ciclovias mas não é obrigatório, a bicicleta anda por qualquer lado. quanto ao perigo… qualquer pessoa que não conheça a cidade se sente mais insegura na rotunda do marquês dentro de um carro que eu me sinto na bicicleta.

  13. 13 13  salvoconduto

    Vamos lá ser honestos Daniel. Se queria fazer um post sobre a matéria, na crítica ou não ao PSD, tudo bem. A partir do momento em que ingenuamente mete o PCP no mesmo barco e até pode ter razão para isso, seria elementar que apresentasse a respectiva argumentação como o fez para o PSD.

    Eu vou dar uma volta de bicicleta e venho já.

  14. 14 14  Henrique Morais

    Andar de bicicleta na cidade das sete colinas é capaz de não ser muito simples. A grande maioria das cidades europeias onde isto funciona, são mais planas que o alentejo….

  15. 15 15  fado alexandrino

    Nunca andei de bicicleta em Lisboa e não tenciono sequer pensar na ideia de usar a bicicleta para a vida normal.
    Tenho a certeza que o senhor Daniel Oliveira e o Zé me acompanham nesta declaração.
    Posto isto vamos à realidade.

    Segundo li na notícia o projecto para uma fase inicial custava cinco milhões de euros.
    Ora quem está a querer gastar este dinheiro é uma Câmara que tem centenas de prédios em tal estado de degradação que não podem sequer ser dados a ninguém quanto mais alugá-los a preços sociais.

    Este folclore das bicicletas em Lisboa se alguma vez estiver a funcionar em pleno vai servir para uma dezena de carolas o utilizar para a sua vida normal e mais algumas dezenas para passearem ao domingo em fato de treino.

    No momento actual considero isto obsceno.

  16. 16 16  Paulo Andrade

    Não me parece que o relevo seja um obstáculo. Falta sim uma visão integrada de um sistema de transportes. Não percebo como em projectos feitos de raiz, como por exemplo a Alta de Lisboa não se pensou já em criar ciclovias e locais junto das estações de metro e autocarro para deixar a bicicleta. Falta Legislar!

  17. 17 17  Minhoto

    Ó ze ( o que faz falta?) eu também ando de bicicleta,
    e sem dúvida que é um meio de excelência numa malha rodóviaria urbana congestionada, a questão aqui é outra, em Lisboa ao contrario de outros sitios, as pessoas normais ( que ganham depois preparação fisica com o andar de bibicleta, não têm que estar preparadas para a volta á França!) não têm um relevo que ajude, logo e por isso tenho dúvidas que dê resultado esta política. Repare que muita gente sedentária quando vai “lá fora” anda efectivamente de bicicleta sem ter um ataque cardiaco e isto deve-se ao facto dessas cidades serem planas, quando voltam para a parvónia até tentam mas desistem. Claro que pode vir sempre com um argumento qualquer mas
    a verdade é esta, pessoas que andam de bicicleta em Lisboa e a usam como seu veiculo de transporte diario têm que ter uma preparação física de elite ao contrário das pessoas que andam
    de bibicleta “lá fora” e as usam como único veiculo
    de transporte que são saudáveis e tem alguma preparação inerente ao treino diário.
    Isto é uma análise apenas e por isso poupe-me dessas guerrinhas palacianas que custam muitos eurinhos ao contribuinte!

  18. 18 18  joaquim paulo nogueira

    m.
    estava à espera deste projecto. calro que é realizável. claro que tinha consequências práticas no modo de viver dos lisboetas. claro que a cidade não é plana. claro que possivelmente isso poderia implicar a algumas operações da CML de transbordo de bicicletas das zonas baixas para as zonas altas, já que muitas pessoas que vivem em zonas altas aproveitariam para descer e depois não subiriam. eu, velocipede confesso, que ando com a bicicleta em varandas pequeninas e que meço o diâmetro às colinas para fazer graça/chiado/alcantara e vice versa, estou triste com esta medida.

  19. 19 19  Minhoto

    Ó Paulo Andrade só falta dizer que essa visão é um projecto de 20 anos! Uma cidade que tem um governo camarário que nem a merda dos buracos da
    rua tapa, onde os corpos dos mortos andam a boiar nos cemitérios, onde é tudo feito nos bastidores das capelinhas o senhor tem razão em dizer que falta uma “visão integrada” de um sistema dos transportes mas deixe acrescentar o seguinte falta também uma visão integrada de servir o povo e melhorar a sua qualidade de vida!

  20. 20 20  ze

    eu uso a bicicleta para a minha vida diária em lisboa. para a minha vida normal. em trajectos curtos dentro da cidade é o MELHOR meio de transporte, na minha opinião.
    quanto à questão do dinheiro… as pessoas que se esforçam por não usar carro e que pagam com os seus impostos os tuneis, e os radares e os sistems de controle de tráfego caríssimos não têm direitos, o dinheiro vai todo para a gestão dos carros?

  21. 21 21  JLS

    «Não me parece que o relevo seja um obstáculo.»

    O relevo é um óbvio obstáculo, a não ser que a idade limite para pedalar sejam os 30 anos (e vá lá vai, que alguns…)

  22. 22 22  Henrique Morais

    Já que estamos numa de gastos e de desporto, podiam por dequeles elevadores que existem nas estancias de ski pra levar o pessoal ate lá cima e depois era so descer que pra baixo todos os santos ajudam. Com sorte ainda podiam ser uteis pros dias em que lisboa fica inundada pela chuva e faz-se canoagem do castelo ate alcantara.Lisboa a capital dos desportos radicais. Nao e por nada que la fazem o campeonato de downhill. Pense la nisso Daniel e comunique ao Ze, que aposto que vai todos os dias de bici pra camara.

  23. 23 23  Henrique Morais

    …ja agora e um bocadinho mais a serio. A unica cidade portuguesa onde isso funciona bem, e não e por serem mais ou menos pacovios, é Aveiro. Porque? Talvez me pareça ligeiramente mais plana que Lisboa. E tambem tem canoas….

  24. 24 24  Ana Sousa

    As pessoas jovens, com condição fisica para andar a subir as colinas de Lisboa de bicicleta, não são habitantes de Lisboa. Lisboa é a cidade mais idosa da Europa, se retirarmos os aglomerados periféricos dos bairros sociais. Bicicleta é giro para passear e para quem tem saúde para a utilizar. Infelizmente vivemos numa espécie de fascismo da condição física o que, indirectamente, remete os nossos idosos para a condição de exclusão social a que estao, de facto, votados.
    O problema não é Lisboa, mas o país! É o ordenamento nacional que importa. Lisboa é só um sintoma e atacar sintomas só aumenta a gravidade da doença.

  25. 25 25  Antónimo

    Um amigo meu, pedalador, diz que o relevo só é obsctáculo para os não pedaladores. Se calhar até é verdade.

  26. 26 26  Pedro Sá

    Não é por nada, mas os argumentos não batem certo com a proposta em si, porque na realidade não a contradizem hihihi

  27. 27 27  O Psiquiatra de Serviço

    Haverá a possibilidade de acrescentarem à lista de respostas possíveis no vosso inquérito: “pelo ministério”, que é para eu votar?

  28. 28 28  Nom_de_Guerre

    “É o relevo”.

    Pois é deve ser isso e o facto de nós não termos culpa de termos as pernas fraquinhas.

    É uma fatalidade! Mas eu queria andar, a sério!
    Ó destino cruel!

    Cidades com melhor qualidade de vida, ambiental e rendimentos do que Lisboa que não são planas mas têm este programa de partilha de bicicletas:

    Barcelona (ui planíssima), Trondheim (Noruega é aquela planície), San Francisco (mas que cidade rasa), Berna(cota 0 sem dúvida).

    Bogotá, que está numa cordilheira, foi a pioneira mas isso são lá coisas do 3º mundo que não queremos aqui para nada!

    Está provado: os portugueses não comem os cereais ao pequeno almoço e gostam é de desembolsar largos milhões de impostos para auto-estradas paralelas que pagavam 50 ciclovias.

    O que é que se há-de fazer?
    É o Fado (sim é para si)…

  29. 29 29  João

    LOL

    A demagogia habitual! Não cabe na cabeça de ninguém (pelo menos de alguém com algum juízo) fomentar a circulação de bicicletas em Lisboa, a não ser para o treino de atletas de todo o terreno com aspirações olímpicas!

    Uma cidade acidentada como Lisboa só pode acolher ciclistas que vivam em Cascais e trabalhem no Terreiro do Paço! E esse vêm nos carros oficiais dos ministérios, do banco de portugal ou das empresas públicas!

  30. 30 30  pinoka

    Caro Daniel, lá em cima o “salvoconduto” já lhe fez um reparo e parece que não quis ler.
    Ficava-lhe bem apresentar a argumentação que levou o PCP a votar contra, tal como fez com PSD.
    Que lhe parece?

  31. 31 31  Nom_de_Guerre

    O PCP disse que era melhor não porque era “muito perigoso para os ciclistas”.

    E é mesmo- muitos automobilistas guiam mal, estacionam onde querem e são impunes, ergo, temos que votar para lidar com isto- “olha é a vida”. Vamos ajustar-nos ao caos!

    É melhor não ter passeios porque parece que andam aí criminosos e assim as pessoas não saem de casa e estão mais protegidas.

  32. 32 32  António Guimarães

    A ideia é boa e não é nada de especial. Em Aveiro há as “Bugas”, bicicletas que funcionam como os carrinhos dos supermercados. Mete 1 €, tira a bicicleta e deixa-a noutro ponto qualquer, onde recolhe a moeda.
    Claro que ninguém pensa andar de bicicleta nas zonas mais íngremes, mas há muitos quilómetros planos em Lisboa.
    Venham ver e experimentar a Aveiro….

  33. 33 33  fado alexandrino

    É o Fado (sim é para si)…

    Obrigado, o meu sucesso neste blog qualquer dia leva-me a pedir royalties aos donos do mesmo.
    Nota: O parágrafo anterior é totalmente construído em ironia. Os seguintes já não.

    Como alguém já ai disse e muito bem, a população de Lisboa é maioritariamente idosa e está-se borrifando para as bicicletas que o Zé quer ver os outros a pedalar.
    O que eles queriam era que os semáforos no verde demorassem mais uns segundos.

    Estas ideias, por que lá fora se faz assim, são todas muito lindas naquelas folhas A4 que o Zé traz sempre consigo para apontar as milhentas ideias que lhe vêm à cabeça.
    Acontece é que não estou a ver as milhares de pessoas que atafulham os comboios, que claro está os que vêm de carro estão-se duplamente borrifando para as bicicletas, a carregarem as ditas nos mesmos e depois saírem no Rossio e pedalarem até ao Saldanha para entrarem às nove.
    O Zé quer deixar marca em Lisboa, e quanto a isso pode ficar descansado que vai deixar certamente e o senhor Daniel Oliveira queria que ele tivesse muito sucesso. Nenhum quer é andar de bicicleta e muito menos ir para o serviço nela.
    Eu também não e aposto que a quase totalidade dos comentadores idem e fazemos nós muito bem.
    Gastar cinco milhões (para começar) nesta pepineira a ser usada pelos ecologistas é um ultraje a tanta coisa que falta fazer nesta cada vez mais desgraçada cidade.
    É claro que há muitas bicicletas em São Francisco, a explicação é que é a capital mundial dos gays, repare meu senhor que ao lado em Los Angels quase nem há transportes públicos e em Bogotá com os seus 2640 metros de altitude deve fornecer um Bahamontes todos os semestres.

    Os seus exemplos foram maravilhosos.
    Amanhã vou experimentar no meu ginásio.

  34. 34 34  Sebastião Dias

    Daniel, espero bem que Lisboa fique bem dotada de condições de segurança para andar de bicicletas, apesar das minhas dúvidas.

    Na Holanda, as bicicletas têm prioridade sobre todos os veículos motorizados, o que inibe os condutores desses veículos de manobras atentatórias aos ciclistas. Talvez cá se devesse fazer a mesma coisa.

    A título de curiosidade, no passeio marítimo que vai de S. João do Estoril até Cascais - aquele passeio larguíssimo - era permitido andar de bicicleta. Desde há cerca de um ano passou a ser proíbido, estando lá em permanência um polícia numa scooter a mandar parar todos os ciclistas, mesmo as criancinhas de cinco anos. Curiosamente, os segway - aquele meio de transporte moderno em que parece que as pessoas vão com um pau de vassoura enfiado, e que, por sinal, se alugam em Cascais, são permitidos. Ele há coisas…

  35. 35 35  Fernando

    Seria uma excelente ideia, como muitas já disseram as bicicletas existem em muitas cidades europeias ainda menos planas que Lisboa. Dizer que “não é hábito” não é razão nenhuma por si só, quem já teve o prazer de estar em cidades onde as bicicletas passsaram a fazer parte integrante do vivenciar a cidade sabe bem o que se ganha.

    Já agora qual foi o argumento do PCP? Sem ser mencionado fico sem saber se é por serem contra as bicicletas (dúvido) ou por razões ligadas aos detalhes da proposta.

  36. 36 36  ze

    quem anda de bicicleta em lisboa diz que é possível andar. quem não anda diz que a cidade tem demasiadas dificuldades. quem terá razão? os que sabem do que falam ou os que falam sem experimentar?
    enfim… e se deixassem o sistema funcionar? não é caro comparado com o que a cidade gasta com os carros, e ninguém é obrigado a andar.
    na prática proibiram a CML de concessionar uma exploração de bicicletas. não se entende…
    (e já agora zés há muitos, e este não é o tal)

  37. 37 37  jmendes

    Em Lisboa a questão central, quando se trata de retirar espaço ao automóvel, é a verdadeira democraticidade no uso do espaço colectivo. A desproporção, entre o espaço reservado ao peão e a bicicletas, patins, skates, etc e o espaço usado(não é só o asfalto) por veículos automóveis, dá infinita vantagem aos automóveis.

    Relativamente ao relevo é uma falácia.
    Era conveniente que se apresentasse a carta de declives e nas superfícies com percentagens de inclinação até 6% se implementasse de imediato o início do Plano de Mobilidade Pedonal de Lisboa. Algumas ruas passariam a ter um uso misto do pavimento, mas aí seriam dados ao automobilista sinais claros e determinantes que a prioridade far-se-ia pela seguinte ordem:
    1º Peão.
    2º Bicicletas, trotinetes, skates, patins, segway’s, etc.
    3º Veículos motorizados.

    Alguns visitantes deste blogue seriam os últimos da fila, enquanto se mantivessem renitentes..

    Mais um exemplo demolidor:
    Copenhaga, a capital da Dinamarca, reservou exprimentalmente ao uso de veículos ou dispositivos verdes, e dos peões é claro, a maior avenida da cidade (tipo a nossa Av. da Liberdade), durante 3 meses. Se os resultados forem satisfatórios, seguem-se as duas outras maiores avenidas da cidade.

  38. 38 38  fado alexandrino

    jmendes
    20 Nov 2008 às 0:55

    Ah! Copenhaga, a sereia, aqueles montinhos com a elevação da cidade, julgo que em alguns sítios chega a ser de metro e meio.

    Meu senhor e outros senhores compreendam uma coisa:
    Em Lisboa entram para ficar estacionados nos passeios e onde calha quinhentos e cinquenta mil carros por dia.
    Nos transportes pesados que servem Lisboa entram outras tantas pessoas.

    Os senhores querem que esta enorme massa humana venha de Sintra, Loures, Cascais, Almada, Seixal, Alverca de bicicleta?
    Claro que não querem, a ideia seria totalmente estúpida.

    Então vão gastar os tais cinco milhões de euros para pôr quem a pedalar?
    Cá para mim só estou a ver aqueles que o Vinicius via, mas essas coitadas aqui na capital já estão todas reformadas e o que querem é sopas a descanso.

    Pensem nisto seus Eddy Merckx de fim de semana.

    Nota final Quem eu punha a pedalar e rápidamente daqui para fora era o selecionador nacional e O Divo.

  39. 39 39  toulixado

    E por que não empenharem-se em melhorar os transportes públicos e deixarem-se de devaneios?

  40. 40 40  Asterix

    O Portuga é mesmo preguiçoso. Tem sempre argumentos para não fazer nenhum. Seja pedalar ou trabalhar. Ninguém diz para as pessoas se deslocarem de Alverca, para Lisboa.
    O que se pretende é que as pessoas façam pequenos trajectos em Lisboa ~5km. Hoje em dia qualquer bicicleta, tem mudanças, o que permite que qualquer subida seja feita, o problema seja talvez a falta de inteligência para usar as mudanças da bicicleta.

  41. 41 41  a.

    eu q sou adpta da bicicleta, acho pena, em paris funciona bem e noutras cidades tb. temos toda a baixa e ao longo do rio p andar de bicicleta_ ate cascais. mas claro aqueles carros ali no terreiro do paço p turistas devm ser “melhores”

  42. 42 42  Pacóvio

    Santa ignorancia, Fado alexandrino custa muito seguir a realidade? Onde é que um projecto de bicicletas partilhadas complementar aos transportes publicos dentro da cidade pretende fazer alguem vir de fora da cidade de bicicleta? É uma medida para ser usada em deslocamentos de curta distancia onde a bicicleta é o meio de transporte por excelência em meio urbano servindo de ligação no final dos percursos de transportes publicos , custa assim tanto conhecer aquilo que se critica? (nem vou comentar os comentários nesta posta que aparentemente acham que Lisboa deve ser tratada como um enorme lar de terceira idade…já agora deviamos gastar este dinheiro a banir os docinhos não vão os nosso os lisboetas esquecerem-se que sao diabéticos…. )

  43. 43 43  Nom_de_Guerre

    “E por que não empenharem-se em melhorar os transportes públicos e deixarem-se de devaneios?”

    Os transportes públicos e a circulação pedonal e de bicicleta não são mutuamente exclusivas mas na verdade extraordinariamente complementares.

    O programa de partilha de bicicletas destina-se explicitamente a deslocações urbanas.

    Surgindo uma taxa de circulação de automóveis no centro de Lisboa e com uma redução de lugares de estacionamento (e reforço da fiscalização) incentivam-se duas coisas: a partilha de automóveis por várias pessoas e a circulação individual a pé, de transportes públicos ou de bicicleta dentro do centro.

    Os habitantes suburbanos podem guiar até uma estação de comboio ou metro (onde agora se podem levar bicicletas) e depois circular pela cidade de outro modo.

    Aumenta a segurança na estrada, poupa-se dinheiro, melhora-se a saúde, melhora-se a qualidade do ar, as ruas passam a ser sítios onde se pode fazer mais do que evitar carros estacionados, vê-se (e visita-se) melhor Lisboa.

    Se o bom-senso disto não for evidente então merecemos o país que temos…

  44. 44 44  António Cruz

    Vou tentar ser razoável em relação aos argumentos apresentados.

    O ilustre Fado, presença assídua deste blog, refere-se às pessoas de outros concelhos que ainda não podem votar no concelho de Lisboa. Os Lisboetas que resistem e ficam na sua cidade têm que levar com as consequências de quem achou que era uma ideia óptima ir viver para o T3 nos subúrbios.

    Nas últimas eleições este tema foi central na campanha e as listas com mais ideias pró-bicicleta tiveram muitos votos.

    Quanto aos “outros tantos que vêm de transportes” para o centro da cidade… Muitos iriam certamente usufruir do serviço. Quem vem da linha de sintra para a estação de benfica, entrecampos, ou sete rios, poderia utilizar a bicicleta para se deslocar nos diversos planaltos existentes. Uma pessoa que precise de fazer apenas a distancia equivalente a duas ou tres estações de metro, tem grande vantagens em utilizar a bicicleta pois é mais rápido e não tem de se enfiar no túnel.

    Portanto… uma vez que näo podemos deixar os eleitores dos concelhos vizinhos votar em Lisboa (era mais ou menos o mesmo que deixar os cidadäos europeus votarem nas eleicöes americanas) resta-nos criar condicoes para que o uso do automovel se torne mais caro e mais desconfortável…

  45. 45 45  D.Liberal

    Não entendo a crispação por se pouparem 50 milhões de euros à razão de 5 milhões ao ano numa câmara praticamente falida.

    É decerto uma boa medida. Os outros quejandos e considerandos são meramente um fait divers de lana caprina. ´

    Propunha que fizessem o projecto mas somente para as deslocações dos funcionários e vereadores da câmara municipal dentro do concelho. Isso sim seria mais ecológico e bem faria a muitos “faisões dourados” que são servidos com todas as mordomias…

    Já agora o mesmo na Câmara de Oeiras na qual há 114 carros para dar e vender…

  46. 46 46  Ana

    Daniel, é preciso lembrar que o BE também votou contra esta proposta. Parece que andamos meses a fio a falar de mobilidade para nada…

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    Não sabia, Ana. Não era referido na notícia que li. E espanta-me. Espero bem que não tenha sido com os argumentos do PSD.

  48. 48 48  antonio

    «andamos meses a fio a falar de mobilidade para nada…»

    O bE ao que parece votou contra porque o projecto era uma especie de Plano Paulson das Bicicletas… :-)

    Não havia concurso publico……

    Juntava-se 3 empresas e dava-se os milhões a uma

    pois … pois….

    As bicicletas hão de vir mas com concurso para todos

  49. 49 49  rms

    47 Daniel Oliveira
    20 Nov 2008 às 11:26

    Não sabia, Ana. Não era referido na notícia que li. E espanta-me. Espero bem que não tenha sido com os argumentos do PSD.

    ———————————————

    E o PCP votou contra com os argumentos do PSD?

  50. 50 50  Sebastião Dias

    Espero que a eventual vinda de bicicletas não faça o executivo camarário votar propostas absolutamente disparatadas como a de fechar à circulação o Terreiro do Paço ao fim-de-semana (só quem quer atravessar a zona é que sabe qual é o calvário - e para quê?).

    Assim até prefiro que deixem tudo como está, pois eu apesar de gostar muito de andar de bicicleta, e andar sempre que posso, preciso também muito do carro para trabalhar.

  51. 51 51  Manuel Leão

    Daniel Oliveira:

    Mas porquê o PCP entre parentesis,
    se votaram ambos contra.

    Pelo que consegui saber (pouco) foram razões que tinham a ver com encargos. Parece que os vereadores Marcos Perestrello e José Sá Fernandes não informaram a Comissão de Urbanismo e Mobilidade, dos números envolvidos nas condições de financiamento desse projecto.

    E já agora, Daniel, confirmou qual foi o sentido de voto do BE, neste caso?

  52. 52 52  fado alexandrino

    A instituição de solidariedade social Movimento ao Serviço da Vida, responsável pela “Casa das Cores”, que apoia sem–abrigo ou idosos, em Lisboa, atravessa dificuldades financeiras devido à crise financeira actual, agravadas por uma alegada burla, segundo o presidente.
    A quebra do apoio antes prestado pela Câmara de Lisboa ao projecto “Sentidos”, devido às dívidas da autarquia, e a diminuição dos donativos oferecidos por empresas no contexto da crise financeira mundial, são razões apontadas pelo responsável para as dificuldades actuais.

    dos jornais

  53. 53 53  fado alexandrino

    Há aqui muitas ideias boas, mas parece que ainda não compreenderam o essencial.
    Lisboa é uma cidade muito difícil para andar de bicicleta, não em brincadeira que até faz bem, mas sim como utilidade e meio de transporte na vida profissional.
    Funciona em Aveiro e bem porque é uma cidade pequena e plana.

    Os senhores vereadores estão sempre prontos a lançar medidas para encher o olho mas aos problemas grandes dizem vou ali já venho.
    A Câmara não manda nos transportes públicos, manda quase nada no trânsito e no que manda, nomeadamente o estacionamento (mas onde não pode multar) olha para o lado e assobia.
    Os transportes públicos andam em roda livre porque a entidade que devia mandar neles existe mas não faz nada.
    Era sobre isto que eles deviam trabalhar.

    Há um comentador que aponta o caso de Os Lisboetas que resistem e ficam na sua cidade têm que levar com as consequências de quem achou que era uma ideia óptima ir viver para o T3 nos subúrbios.

    É uma grande verdade e só me admira como é que um presidente foi eleito prometendo uma obra (o túnel do Marquês) que nada adianta aos lisboetas mas sim aqueles que não votam em Lisboa.

    Deixem-me acrescentar uma coisa.
    Metade das pessoas que vêm de fora param o carro onde puderem e vão apara os seus empregos donde saem ao fim do dia para se meterem nos mesmos carros e entupirem as estradas.
    A outra metade precisa dele para deslocações rápidas na sua vida profissional.
    As bicicletas aqui serviam para nada.

    Na folha de papel A4 é tudo rosa a realidade tem outra cor.

  54. 54 54  pinoka

    Meus amigos não adianta pedir mais ao Daniel que esclareça quais os motivos do voto contra do PCP. Não o fará. Assim não valia a pena a demagogia do post e nós sabemos que tudo o que for uma farpazinha ao PCP, ainda que mal fundada, vale sempre a pena no Arrastão.

  55. 55 55  Daniel Oliveira

    Pinoka, NÃO SEI a razão do voto do PCP e, ao que parece, segundo uma comentadora, do BE. Porque é que, aproveitando a lógica da rede e dos blogues, não nos informa? Também é para isso que servem as caixas de comentários.

    Não ataquei o PCP. Ataquei o PSD, pois é o único sobre o qual fiquei a conhecer os argumentos. Por isso mesmo só comentei o seu voto e não o do PCP. Onde raio está a farpa? Limitei-me a referir o PCP porque a notícia que li o referia.

    Os blogues são um espaço de partilha. Porque é que em vez de exigir explicações e atacar sem qualquer fundamento por eu ter criticado o PCP, mesmo quando não o fiz, não põe aqui as razões do voto do PCP. Dá mais trabalho, não é?

  56. 56 56  toulixado

    Pelos vistos dava trabalho indagar sobre a matéria do post? Porque é tão apressado Daniel, ou por que nos tenta comer por lorpas? A Ana é que o tramou, não foi? Não havia necessidade Ana…

    Ao Nom_de_Guerre aconselho-o a subir a rua da Glória a pé, faz-lhe bem.

  57. 57 57  Manuel Leão

    Daniel Oliveira:

    Respondeu ao PINOKa, mas não respondeu à minha pergunta, que foi esta:

    «E já agora, Daniel, confirmou qual foi o sentido de voto do BE, neste caso?»

    Continuo a perguntar porque esta sua frase deve ter ficado incompleta ou não faz sentidoi: «NÃO SEI a razão do voto do PCP e, ao que parece, segundo uma comentadora, do BE».

    Ficarei grato se me responder.

  58. 58 58  pinoka

    Daniel Oliveira, obrigado pela resposta.

    Para mim não é crime, nem sequer considero um problema não ter conhecimento de todas informações que lhe pedem. Agora, o que na minha opinião não é correcto, é a forma como são lançadas algumas noticias.
    Se reparar bem no seu post, não é difícil induzir em erro quem faça fé somente ali e não vá ler o resto da informação.
    Provavelmente ainda se recorda de um jogo de crianças chamado “Telefone” que consiste num conjunto de pessoas que começam o jogo segredando uma palavra e depois de passar por todos a informação, o resultado do final é bem diferente do início.
    Eu apenas insisti na questão devido à forma implícita como foi referido o PCP no post, dando a ideia – ainda que de forma não intencional - que estava associado ás razões do PSD, o que sinceramente não acredito.
    Infelizmente não tenho acesso a informação privilegiada, por isso a única causa que posso associar ao voto contra do PCP, terá sido a falta de condições de segurança e de alterações específicas referidas numa proposta da CDU aprovada anteriormente pelo executivo autárquico, segundo a notícia de onde foi retirado parte do seu post.
    Relativamente à lógica da rede e dos blogues, sou da mesma opinião e é exactamente esse o motivo pelo qual os utilizo. Procuro informação, e visito inclusivamente o Arrastão também com esse objectivo, acredite.
    Já agora e para que fique claro sou completamente a favor da utilização das bicicletas na cidade de Lisboa

  59. 59 59  Pedalofilo

    Eu estive na Assembleia Municipal e fiz um relato do que presenciei aqui:
    http://pedalofilo.wordpress.com/2008/11/19/bicicletas-partilhadas-de-lisboa-chumbadas/

  60. 60 60  Irredutível

    Sim… Em Aveiro quando funcionava as bicicletas tipo carro de supermercado, elas desapareceram todas. Hoje em dia apenas podem ser requisitadas num balcão próprio que está aberto somente das 10 às 19 e tem que se deixar como caução um documento, o que torna as bugas meramente turisticas. Pelo menos foram construidos alguns quilómetros de ciclovias em aveiro.

    Mas eu sou da capital da bicicleta, Gafanha da Nazaré. Aqui, na secundária onde andei estudavam 600 alunos, cerca de 450 iam de bicicleta para a escola, fizessem chuva ou sol. Só que entre nós existe a filosofia: As bicicletas são como as mulheres: cada um anda na sua!

    Por isso, ciclovias é porreiro mas que não ande a CML a gastar dinheiro em bicicletas…

  61. 61 61  Nom_de_Guerre

    “tou lixado”:

    É como mandar os parisienses, que têm a maior rede de partilha de bicicletas do mundo (e com expansão anunciada), subir Montmartre a pé.
    Mas se calhar têm o serviço porque é uma conspiração do PS.

    http://www.velib.paris.fr/

    Ou os catalães treparem ao Montjuic, já agora:

    http://www.bicing.com/

    Fiquei desiludido pelo facto do BE e dos Verdes não terem votado a favor ou feito sugestões ou sequer proporem uma alternativa .
    Pelo discurso que tem sido feito nos últimos meses podiam mexer-se mais um bocadinho…

  62. 62 62  K_Tudo

    A verdade é que existe uma cultura do automóvel sem paralelo em Lisboa. As pessoas não abdicam de um carro em vez de uma scooter por uma questão de conforto ou de status.
    Com uma “vespa” tem-se em média uma relação de 1 para 4 em gastos de combustivel, não tem problemas de estacionamento, paga-se menos seguro, menos manutenção e quando está trânsito podemos seguir trinfantes por entre os carros imobilizados.
    Este fenómeno do não triunfo da lambreta e da moto na cidade de Lisboa, com as suas ruas estreitas, tempo ameno, trânsito e falta de estacionamento, é um mistério por mim indecifrável.
    É entre a fomentação da scooter e da bicicleta nas zonas planas, portagens à entrada de Lisboa e o investimento em transportes, que penso residir a solução.

  63. 63 63  Manuel Leão

    Daniel Oliveira:

    Desculpe lá, mas continuo à espera da sua resposta.

  64. 64 64  pinoka

    Daniel Oliveira

    Este foi o esclarecimento do Gabinete Municipal do PCP relativamente ao voto contra.
    E não me deu trabalho nenhum.

    Exmo Senhor,
    Conforme solicitado enviamos esclarecimento sobre o voto contra do PCP na proposta nº 971/2008.

    No passado dia 24 de Setembro foi votada a proposta nº 830/2008 (Aprovar autorizar a escolha do Procedimento por Diálogo Concorrencial, tendente a criação e implementação de uma Rede de Bicicletas de Uso Partilhado, bem como aprovar o Programa de Concurso e Memória Descritiva) tendo sido foi aprovada com os votos favoráveis do PCP.
    Em sequência da votação desta proposta os vereadores do PCP fizeram a seguinte proposta (830-A/2008): “Garanta, em paralelo com aquela proposta, a clarificação do conceito de “vias cicláveis” e respectivas características, exigências e regulamentação e, consequentemente, a preparação das infra-estruturas necessárias que permitam a circulação, nos diferentes modos de utilização, em condições de segurança.” A proposta foi aprovada pelo Executivo Camarário. Esta posição indica claramente que o PCP é favorável à implementação de vias alternativas ao trânsito automóvel.
    A proposta esteve inicialmente agendada para discussão em Assembleia, mas infelizmente foi substituída pela presente, a Proposta 971/2008 (Criação e implementação de uma rede de bicicletas de uso partilhado em Lisboa), que levantou uma série de questões. A proposta foi analisada na Comissão Permanente de Urbanismo e Mobilidade, e foi parecer da Comissão recomendar à Assembleia Municipal que a proposta fosse rejeitada.
    O voto contra do PCP tem a ver sobretudo com o acordo plasmado, de contornos pouco esclarecedores, que envolve um encargo de 50 milhões de euros do dinheiro público com uma repartição de encargos por 10 anos, que não tem qualquer espécie de fundamentação, bem como, com as questões de circulação e segurança dos utilizadores que não podem ser negligenciadas.
    Mais uma vez esclarecemos que este facto evidencia que o PCP valoriza a utilização de meios de transporte alternativos, ecologicamente sustentáveis, mas que está contra a forma como o processo tem vindo a ser conduzido.

    Atenciosamente,

    Pelo Gabinete Municipal do PCP
    Isaura Lobo

  65. 65 65  Fernando

    Bem me parecia.

    Agora só falta saber a razão do voto contra do BE; não que eu tenha dúvidas que possam ser legítimas, mas até lá vou falar das razões PSD/BE que bloqueiam a concretização desta medida :D

    Posso também usar expressões como “coligação negativa de confluência de interesses entre o PSD e o BE”, “PSD/BE: unidos contra o Planeta Terra, bicicletas não, escapes sim”, “BE: só as rodas das bicicletas é que não vão estar em revolução permanentes”, etc.

  66. 66 66  Manuel Leão

    Daniel Oliveira:

    Já vi que, mais uma vez, não vou te resposta!

    Será que custa, assim tanto, dizer qual foi o sentido de voto do BE, neste caso?

  67. 67 67  p.

    ler todos estes comentarios é um exercio de democracia_ e entretanto firam esquecidas as bicicletas de q gosto tanto.

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