É o problema de querer reacções de políticos sobre tudo. O que raio podem dizer sobre o que aconteceu na Quinta da Fonte? Populismo de oportunidade ou sociologia de algibeira. Fala-se de imigração para falar de ciganos, da má influência dos videojogos e séries violentas para falar de conflitos nos subúrbios, da imagem de falta de autoridade do Estado transmitida pelo governo para falar de ajustes de contas. Hoje foi dia para picar o ponto no concurso dos disparates. É assim quando a política segue a agenda do jornalismo de prime time.

Notícias de crime são notícias e é natural que sejam noticiadas, sobretudo quando atingem dimensões deste tipo. Talvez haja muito para dizer sobre política de realojamento, sobre a profusão de armas, sobre as várias variáveis dos índices de criminalidade no país ou sobre fenómenos de racismo e tensões raciais nestes bairros. Mas sobre isso podem falar antes de mais os especialistas e quem conheça o bairro em causa. Os políticos podiam esperar. Não têm de dizer o que lhes vem à cabeça de cada vez que um jornalista saca de um microfone. Costuma sair disparate.


135 respostas ao post “Concurso do disparate”  

  1. 1 1  João Gomes

    Disparate é o tipo de jornalismo que se faz hoje, quase todo ele virado para o sensacionalismo.
    Então o Mário Crespo quando apanha um osso destes nunca mais o larga: na SIC Notícias arranjou o par ideal, Adriano Moreira, para debater “a crise de autoridade do Estado”.
    E o Adriano Moreira lá debitou as suas ideias, arrasando a dita “autoridade do Estado”. E ele sabe do que fala…

  2. 2 2  Mouzinho

    Devemos não estimatizar as populações, claro.

  3. 3 3  Mouzinho

    Eventualmente também terá havido excessos policiais

  4. 4 4  Mário

    Jornalismo de prime time e capas de jornais populistas

  5. 5 5  SeaKo

    Gostei particularmente qd Mario Crespo profetizou que a SiC iria ser alvo de criticas por passar as imagens ad nauseam, mas que “era noticia, eram factos”.

    Deviam explicar à direcção de informação da SiC que uma vez é noticia, 50 vezes num noticiário é APROVEITAMENTO reles.

    Espero que o autor das imagens receba direitos de autor “por cada repetição”.

  6. 6 6  SeaKo

    E desde quando é q grupos ciganos rivais, após uma festa de aniversário, são apelidados pela SiC como GANGS????

  7. 7 7  João Santos

    Os problemas que existem nestes bairros problemáticos são também eles originados pelos políticos, através da sua má governação, leis que prejudicam os cidadãos em geral, falta de perspectivas de futuro, desemprego, falta de políticas correctas no sector da habitação, abandono dos cidadãos nos seus direitos em geral.

    Obviamente que nenhum político obriga os cidadãos a adquirem armas e a desatarem aos tiros, mas existirem políticos que pretendem desculpabilizar-se dos problemas sócio- económicos que existem em Portugal, é de um grande descaramento.

    Quem tem governado Portugal tem contribuído imenso para a exclusão social que se verifica neste país.

  8. 8 8  Fado Alexandrino

    Foi tudo extremamente aborrecido.
    Estas coisas não acontecem, o arrastão I não aconteceu, o arrastão II idem aspa e quando por acaso há um parolo a filmar, veja-se o caso do aluno que foi castigado, é preciso dar uma explicação política.
    Foi o que eles fizeram.
    E não foram de modas, ele foi a multi culturalidade, ele foi os oprimidos pelo sistema capitalista, ele foi o ambiente agreste em que vivem, a pobreza, a temperatura ambiente, a sociedade que deve uma explicação etc e tal.
    Para que tudo fosse esplêndido faltou apenas que um polícia tivesse dado um tiro e abatido um jovem para se poder falara da violência policial, mas eles, coitados, parece que andavam no bairro mas estavam todos no café.
    Foi aberto um rigoroso inquérito.

  9. 9 9  Bruno Ferreira

    Daniel Oliveira!!
    “…Mas sobre isso podem falar antes de mais os especialistas e quem conheça o bairro em causa….”
    Não se esqueça destas suas palavras!!!

  10. 10 10  Bruno Ferreira

    É só fumaça!!! O Povo é sereno!!!

  11. 11 11  m&m

    e aos costumes disse nada.

  12. 12 12  Primo de Amarante

    Hoje a investigação criminal faz-se apenas por escutas. Os criminosos ou desesperados da vida não combinam os seus actos pelo telemóvel e, assim, a polícia nunca os prevê. Para justificar que o País é seguro, porque as armas ilegais são apreendidas, colocaram-se escutas nos armeiros e todos os caçadores que queriam trocar de armas de caça foram, com grande alarido, surpreendidos, há três dias, por uma investida da GNR nas suas casas e tudo foi revistado. A GNR fez uma grande exposição de armas apreendidas. Mas em que consistiu esse troféu exposto à publicidade?
    Armas velhas de caça, uma metralhadora que não funcionava, pistolas de colecção, etc. Que criminosos foram presos? Os armeiros que telefonavam aos caçadores que queriam trocar armas (é bom que se diga que sempre que um caçador falha na caça, a culpa só pode ser de uma de duas coisas: da arma ou das munições. Por isso andam sempre a trocar de armas!), um pobre rapaz que concertava armas e não tinha licença para isso e quase duas dezenas de caçadores que não tinham as armas em cofres ou munições, como zagalotes, que hoje são proibidos. Resultado final: só um ficou preso e os outros foram libertos.
    No dia a seguir, a televisão mostra na Quinta da Fonte as armas utilizadas para o crime. A polícia não foi capaz de tomar medidas para prever essa situação. É que ela exigia mais do que colocar telefones em escuta: exigia ter atenção aos problemas de racismo e exclusão social (sempre, em qualquer parte do mundo, um barril de pólvora) e, ainda, combater o mercado negro de venda de armas, onde qualquer pessoa pode comprar uma arma.
    Com a perseguição a quem tem armas antigas, a quem as compra nos armeiros, que sinal é dado a quem quer uma arma? É que a arma só pode ser comprada na clandestinidade.
    Será isso que quer o Ministra da Administração Interna?!…
    Eu penso que estamos a ser governados por quem gosta do foclore!

  13. 13 13  José Rodrigues

    O ministro dos verde-eufêmias onde é que anda?
    Diz um comissário da polícia que foram detidas duas pessoas. Nas imagens, sem exagero, eu vi pelo menos umas 10 pessoas armadas e muitas delas dispararam tiros. E detêm duas pessoas? Anda tudo cego?
    Aquela cena de ontem já começa a ter paralelo com o que se passa nas favelas do Brasil e com as escaramuças mais recentes em Beirute. Em pleno dia às portas de Lisboa.
    Alguma oposição diz que o problema está nas armas ilegais que por aí andam. Mas não está nos muitos ilegais que as manuseiam. O problema está nas armas ilegais, mas não está nas actividades ilícitas que desenvolvem e nas lutas pelo domínio do negócio e do território.
    Continuem a fechar os olhos e a enterrar a cabeça na areia que é assim que o problema se resolve.
    Tem a palavra o ministro dos verde-eufêmias. Talvez umas festinhas nos beligerantes daquele bairro como naquele campo dos transgénicos e a coisa passa. Até à próxima cena do farwest.
    Ah e claro, a culpa é da comunicação social.

  14. 14 14  Minhoto

    Concordo com o Fado.

  15. 15 15  Minhoto

    Daniel Oliveira o que fazia neste caso agora?
    Por favor não venha com mitologia do se isto e aquilo. Agora como tratar o caso?
    Acabei de ouvir um cigano a querer um bairro só para
    eles, racismo e xenofobia!

  16. 16 16  PR

    Tape-se o sol com a peneira.
    E logo agora que ando a reler Orwell, tão cáustico sobre a falta de visão da esquerda.
    Opiniões.
    O resto é folclore televisivo, isso é claro.
    Bom fim de semana.

  17. 17 17  Minhoto

    Só não foi uma mortandade pois os envolvidos não sabem atirar e usam chumbo para alvos distantes.
    Aquele xerife cigano (o de rosa) da forma como se estava a expor ja teria sido abatido por um atirador experiente.
    Proponho uma solução, mandar o Marshal do Bloco http://www.youtube.com/watch?v=x48×6Yqlg7g Daniel Oliveira resolver a situação antes que se torne num O.K. CORRAL.

  18. 18 18  Manuel Teixeira

    O ridículo sobe ao seu cúmulo com as declarações oficiais hoje do Provedor do Trabalho Temporário!!!

    Exactamente, senhores: o Provedor do Trabalho Temporário fez uma conferência de imprensa especificamente para se pronunciar sobre os casos de violência num bairro de Loures.

    Fico a aguardar o pronunciamento do director desportivo do Sanjoanense.

  19. 19 19  jose manuel faria

    Marques Mendes, vende saúde, 50 anos. 2905 euros para toda a vida. O BE tem de pôr termo a esta pouca vergonha, ou então é como os outros.

  20. 20 20  Rafael Ortega

    “Diz um comissário da polícia que foram detidas duas pessoas. Nas imagens, sem exagero, eu vi pelo menos umas 10 pessoas armadas e muitas delas dispararam tiros. E detêm duas pessoas? Anda tudo cego?”

    Pelo menos 6 ou 7 do lado das imagens. Possivelmente outros tantos a disparar contra eles.

    Somos o 7º país mais seguro do mundo.

  21. 21 21  Patricia

    Realmente ontem na SIC-NOTICIAS no jornal das 9,Mário Crespo aproveitou logo o espectaculo e o convidado espantou-me completamente quando se referiu que existe em Portugal uma crise de confiança e deu os seguintes exemplos: o boiocote dos camionistas,as cenas acabadas de passar dos tiros em Loures e a manifestação dos 100.000 professores,aqui caiu-me o queixo,como é que é possível confundir atitudes ilegais e criminosas com uma manifestação que obedeceu a todas as exigencias legais e na qual não houve nenhuma violencia,tendo diso respeitado o Estado de Direito em que vivemos.O Prof.Adriano Moreira tem um longo curriculo académico,não percebo como conseguiu misturar tudo.Acredito que não o tenha feito com má intenção,mas estas comparações são perigosas

  22. 22 22  atom

    Esse tiroteio não aconteceu. E se por acaso acontecesse, eu propunha que os atiradores e suas famílias fossem compulsivamente mudados para o Bairro do Restelo, onde poderiam continuar o hipotético conflito em melhor cenário (atente-se na abundante vegetação que existe nesse bairro… parece uma floresta!) e melhores condições de habitabilidade.
    E além disso retiravam aos teóricos dos bairros sociais geradores de problemas mais um argumento.
    Felizmente que este tiroteio não aconteceu…

  23. 23 23  Sandra Costa

    Os políticos portugueses são TÃO tacanhos que, por mais exemplos que encontremos que provem o rotundo fracasso dos bairros sociais, continuam a fazê-los!!
    Em parte alguma os bairros sociais resultam. Não resultam na terra dos nuestros hermanos; não resultam nem na Itália nem na Rússia; nem no Canadá nem na China; nem nos Estados Unidos da América nem na Polónia; nem na França nem na Alemanha; nem na Indonésia nem na Suécia; etc, etc, etc. Por que razão, então, iriam resultar em Portugal? E ainda por cima estamos a falar de um bairro social bastante recente. Nem com provas já dadas de que esta estratégia social é um rotundo e embaraçoso falhanço, eles param!!
    Querem soluções? Parem de construir bairros sociais!! Se querem oferecer casas aos desfavorecidos, façam-no com certeza, mas façam-no integrando-os DENTRO da cidade, em vez de os empurrarem para as franjas da dita cuja. E dispersem-nos pelos quatros cantos de Loures ou de Almada ou de Lisboa ou do Porto ou onde quer que eles vivam.
    Estaríamos a fazer um excelente favor a nós e a esta gente. Para nós seria bom, porque, ao termos contacto com outras culturas e outras etnias, chegaríamos à conclusão de que “eles não são assim tão maus”. Seria óptimo para eles porque, ao terem finalmente contacto com “os outros”, concluiriam que, afinal, “eles não são assim tão maus”. E talvez chegassem à conclusão, de uma vez por todas, que ir para a escola ou terminar um curso universitário não é sinónimo de perderem as suas raízes e tradições culturais.

  24. 24 24  PR

    Ao certo os ciganos foram expulsos e estão em fuga do bairro.
    Como foi com quem foi já ninguém levanta a voz em defesa da comunidade cigana? E racista sou eu?
    Assim, não.

  25. 25 25  h - V&P

    Fora de Contexto: Estranhamente ou não, leio um enorme vazio sobre as declarações do mano Fidel! Um tema interessante…

  26. 26 26  h - V&P

    Dentro de contexto: Porque é de ciganos que se fala, isto foi escrito antes destes acontecimentos e acontece na pacata cidade de Beja:
    http://ireflexoes.blogspot.com/2008/07/coisas-aqui-da-vila.html

  27. 27 27  Mouzinho

    Realmente não se deve falar sobre este assunto, e devemos comoo muito bem diz o Daniel podem “falar antes de mais os especialistas e quem conheça o bairro em causa”. Concordo 100%, e os melhores especialistas são os moradores deste e de outros bairros semelhantes, mas não lhes dão voz.

    Estes especialistas quando dizem o que pensam são “racistas” e “primários”, logo devem vir outros especialistas…talvez alguém ligado ao BE.

    Podemos enfiar a cabeça na areia e fingir que está tudo bem, mas há realmente muito racismo em Lisboa, e não é só dos gatos-pingados do PNR…

  28. 28 28  José Rodrigues

    Dois palhaços andaram hoje a passear num bairro e a dizer baboseiras e um deles, o mais velho, ainda diz que foi por mera coincidência que ali passou.
    Como é que ainda há pachorra para gente desta?

  29. 29 29  Fado Alexandrino

    Sandra Costa
    12 Jul 2008 às 20:44

    Muito bem.
    Espero que a primeira família cigana vá exactamente para o andar de cima do seu prédio onde a poderá visitar e explicar-lhe as vantagens da integração.

  30. 30 30  De Puta Madre

    Esta história de dizerem mal da NATURAL CHAPADA - uma coisa visceral biológica - reprimida pelos da mania da não violência, dá nisto!
    Pois. Viva a reposição da CHAPADA! De vez em quando, para além de ser a melhor solução esse contacto físico com o outro tem a função de o chamar ao equilíbrio.
    Se és vitima de violência doméstica: dá uma grande chapada ao gajo/ gaja na rua, ao pé de toda a gente e Garante-lhe que para a próxima será ainda mais aparatosa … surte efeito…
    Viva a chapada! A reposição da Chapada na vida social, no politicamente-correcto!
    Uma petição Já!

    Pois. Pois. Pois. A propaganda da santidade dá em tiros!

  31. 31 31  Daniel Oliveira

    O que propõe, Fado? Que sejam postos em campos de concentração? Já foi tentado por um senho de bigode.

  32. 32 32  Daniel Oliveira

    Mouzinho, geralmente quem diz coisas racistas são os que decidem falar em nome das pessoas desses bairros. Raramente ouvi dessas pessoas as coisas que leio nesta caixa de comentários. E olhe que já fui a grande parte dos bairros mais complicados de Lisboa. E confesso que começo a ficar farto da parasitagem de neo-nazis disfarças que aterrou neste blogue.

  33. 33 33  PR

    Tás a falar do Stalin, do Adolfo ou do Pol Pot, Daniel?
    Entre tantos, um gajo perde-se.

  34. 34 34  Nuno Góis

    Fado Alexandrino e Puta Madre juntos…
    É demais.
    Peço desculpa mas não aguentei.

  35. 35 35  De Puta Madre

    E se fossem todos à Fundação Gulbenkian participar no Distância e Proximidade!!
    Há conferências em Outubro!
    Só agora li os comentários! UUUUUAAAAAAUUUU
    Gente muito senso-comum, no pior sentido do termo das aulinhas de filosofia do 10º ano. Coitadinhos. O papão vem aí. Ai. Ai. É cigano e Preto! Toca a mudar de passeio. Ai. Ai. O neurónios estão esfrangalhadinhos de tanto pensar… depois sai pensamento encardido. Pois. Mas são brancos, não devem ter mais nadinha a onde se agarrar para dizerem Eu. Eu. Euzinho!
    Querem é chapada! Não a levaram em piquininos, mas nunca é tarde.

    PS.: Só um parvo é que fica a ver a Sic Notícias N tempo, ou não é?

  36. 36 36  Fado Alexandrino

    O que propõe, Fado? Que sejam postos em campos de concentração? Já foi tentado por um senhor de bigode.

    Eu não proponho nada, dou opiniões e uma delas em que acredito piamente é que se o senhor ( e todos os outros que à distância advogam o mesmo) tivesse a desdita de lhe calhar no andar de cima uma bela comunidade cigana não ia achar piada nenhuma ao acontecimento.
    Não vale a pena tentar mascarar a realidade com belos argumentos de esquerda e juntar-lhe as balelas sociologias de Boaventura Sousa Santos.
    A comunidade cigana é fechada sobre ela própria, tem as suas leis, os seus costumes e as suas armas e não aceita qualquer tipo de democracia externa.

    A única coisa que me admira nisto tudo é como é que ainda conseguem casas pagas por todos os portugueses.
    Deve ser por mostrarem um IRS negativo uma vez que é raro passaram recibos nas feiras.

    Uma nota Quem tentou o que afirma não foi o Hitler mas sim a esmagadora maioria do povo alemão aliás nada de espantar pois não é verdade que ainda hoje muitos pensam o mesmo?

  37. 37 37  JV

    Que dilema o do Daniel Oliveira: quando negros e ciganos se querem expulsar mutuamente de um bairro social, com que lado fica ele?

  38. 38 38  Minhoto

    Já não concordo com o Fado.

  39. 39 39  Minhoto

    Enquanto a maioria dos ciganos remar contra a maré da civilização muitos problemas vão surgir.

  40. 40 40  Daniel Oliveira

    JV, e o mesmo dilema deve ter o senhor, por razões opostas, claro. Deve ser uma angústia.

  41. 41 41  Fado Alexandrino

    Sandra Costa peço desculpa, afinal quando a coisa começar a correr mal rogue à familia cigana que se mude para o prédio do senhor Minhoto.
    Quem é amigo quem é?

  42. 42 42  Firmeza Hoje

    Daniel, meu bom amigo - tem de fechar a caixa de comentários do seu blog. Tem de o fazer com brevidade caso contrário terá de aturar quem discorda de si (os FASSISTAS).

  43. 43 43  Minhoto

    Daniel estou confuso, quem são agora os suspeitos do costume agora, os negros ou os ciganos?

  44. 44 44  Daniel Oliveira

    Diga lá o senhor, que é especialista em perseguições étnicas.

  45. 45 45  Daniel Oliveira

    Fado, eu também não acharia piada nenhuma ficar no mesmo prédio que alguns dos comentadores de cabelo rapado que de vez em vez aparecem aqui. E nem por isso acho que devem ser impedidos de viver no meio dos demais cidadãos.

    Sobre a comunidade cigana (que ao que parece foi quem foi, neste caso, antes de mais, atacada) poderíamos ter um longo debate sobre a sua história e algumas das razões para o seu fechamento. Mas temo que saiba sobre eles tanto como sabe sobre os muçulmanos sobre os quais vai mandando umas postas de pescada.

    Por fim, o senhor faz o do costume: generalizações sobre a honestidade das pessoas com base na etnia. É o que fazem e sempre fizeram todos os racistas em todos os momentos da história e sobre todas as etnias. Nada de novo e nada a debater. Porque a inteligência só se dá ao respeito se não gastar neurónios com debates inúteis.

  46. 46 46  Minhoto

    “Diga lá o senhor, que é especialista em perseguições étnicas.” é para mim a boca? Não percebo pq, explique-se melhor sff.

  47. 47 47  Emanuel

    Há algo que choca em tudo isto e tem a ver com xenofobia clara! Se um branco aparecesse a fazer alguns dos comentários que se escutam nas notícias, seria o fim do mundo. Pelos vistos há uma comunidade cigana atacada por outra de diferente etnia, neste caso “africana” - para mim, se vivem em Portugal, não faz sentido chamar-lhes assim, mas pronto - e na maior parte dos casos é a etnia africana que aparece e que diz que sim senhor, é preciso que os ciganos saiam do bairro. E depois, por puro acaso, o ministro até aparece lá pelo bairro a apoiar associações de “africanos”, os tais que apareceram na comunicação social com discurso xenófobo. Alguém se indigna? Pelos vistos não. Depois, infelizmente, temos de dar razão ao tal senhor dos hammerskins quando se afirma que ele é perseguido pelas ideias políticas e não por xenofobia.

  48. 48 48  Daniel Oliveira

    Minhoto, refiro-me apenas ao que aqui vai escrevendo.

  49. 49 49  Minhoto

    Então se a boca foi para mim quero saber onde está “apenas” escrito que faço apologia á especialidade em perseguições étnicas.

  50. 50 50  Daniel Oliveira

    Mais uma vez, refiro-me apenas ao que aqui escreve:

    «Enquanto a maioria dos ciganos remar contra a maré da civilização muitos problemas vão surgir.»

    «Embora não concorde em praticamente nada com o Terreblanche, pergunto-me se não terá uma certa razão. África era bela ( e ainda é) limpa e pacifica mas havia quem se esforçasse para a manter assim.»

    Ainda assim está longe de ser dos piores.

  51. 51 51  Fado Alexandrino

    Daniel Oliveira 13 Jul 2008 às 14:27
    Muito obrigado.
    Não vale a pena, ainda que de uma maneira elegante, avançar pela avenida do insulto.
    Neste particular acontecimento claro que o senhor tem toda a desculpa.
    Os seus mitos, os seus sonhos e as suas inocências de que tanto gosta de fazer gala levaram assim como que a modos um abanão, eu até diria que foram arrastados pela areia.

    Então um grupo de africanos (esclareço outro senhor que são chamados assim porque não se pode dizer negros nem pretos) atacou um grupo de ciganos (isto já se pode dizer porque é considerada uma nacionalidade e não uma raça, que aliás é coisa que não existe) em vez de ordeiramente e sob a direcção da esquerda portuguesa se unirem na luta contra a sociedade que os maltrata.
    Acontece que o grupo dos ciganos não tem tempo para isso porque está muito ocupado nas feiras a vender produtos aldrabados (dirão que isto não é verdade e é apenas a minha visão distorcida da realidade) e o outro grupo ou está a caminho da Caixa para receber o subsídio de reintegração ou dedica-se aos pequenos negócios locais.
    Enquanto o senhor Daniel Oliveira não for para o Governo, uma vez que na esquerda parece ser o único que conhece os bairros marginais, os muçulmanos, os marginais, os africanos, os ciganos (felizmente ainda não estão no seu prédio) para aplicar as suas medidas sociais que nessa altura saberemos quais são, corremos o risco de os incompetentes que lá estão fazerem milhares de discursos mas não falarem nem crioulo nem romeno.
    O Público no seu ainda a decorrer inquérito faz uma pergunta a propósito de Salazar.
    Dois terços respondem favoravelmente.
    Já ganhou também o título de maior português.
    Enquanto o senhor e os outros senhores que têm poder continuarem a pintar de cor-de-rosa a sociedade que temos, as pessoas boas dos bairros sociais, os trabalhadores honestos e o pessoal que se levanta às cinco da manhã começam a suspirar pela vinda do defunto.
    Não se admirem que um dia aconteça.

    Para terminar não é de desprezar a ideia aqui expressa por outro senhor que seria fechar a sua caixa de comentários, ainda mais.
    Tem razão quando a realidade não é aquela que é oficial, elimine-se a realidade.
    Sempre se fez assim com os resultados que conhecemos.

  52. 52 52  alberto gomes

    Infelizmente parece que a indignação tem alvos fixos.
    Se fossem brancos que estivessem envolvidos nos tiroteios com os ciganos ou com os pretos, que toda a gente sabe (mas parecem ter dificuldade em dizer) eram os antagonistas dos ciganos que disparavam, e que apesar de não se ver nas imagens, também disparavam, não faltariam acusações de racismo, mas como os confrontos foram entre elementos de duas minorias étnicas, ouve-se falar de violência suburbana e dos problemas dos bairros sociais.
    O racismo existe e não é uma exclusividade das maiorias.

  53. 53 53  Rafael Ortega

    “Que sejam postos em campos de concentração? ”

    Eles não pedem um campo de concentração, mas um gueto já não recusam. Ainda ontem vi um cigano na televisão a defender um bairro só para ciganos.

    O DO disse no post “Eles voltam” que os ciganos foram “a segunda comunidade que mais sofreu com a ignomínia do Holocausto”. Não discordo, mas isso dá-lhes carta branca para tudo?

  54. 54 54  Besugo

    Há aqui comentadores que se arriscam a ter problemas graves de coração.

    Vêm ler um blogue “de esquerda”, raramente concordam com o que o autor escreve, entram em discussões desnecessárias… ai essa pressão arterial…

  55. 55 55  Daniel Oliveira

    Alberto, por acaso até referi o racismo no meu post, mas a leitura é selectiva.

  56. 56 56  Minhoto

    Muito bem então para si eu sou meio-extrema direita ou 3/4extrema direita?
    «Enquanto a maioria dos ciganos remar contra a maré da civilização muitos problemas vão surgir.»
    Dúvida? Então o senhor Daniel Oliveira é apologista do papel secundario que é dado na sociedade cigana (da maioria) á mulher ( como no tempo do botas) onde mal aprendem a ler e a escrever e são casadas novinhas mas é a tradição e para si está muito bem, é apologista também da lei ao modo cigano ( da maioria)
    http://www.youtube.com/watch?v=e_j2DB2tmNk
    muito civilizada pois claro.
    Enquanto continuar a meter a cabeça de baixo da terra vai ver pouco, quando uma bala perdida lhe bater á porta talvez acorde.
    Existem grupos de pessoas que vivem de uma maneira institucional á revelia do Estado e isto
    num país democratico onde a maioria vive de maneira ordeira porque quer sossego e segurança não pode ocorrer e isto nada tem a ver com racismo ou xenofobia, tem a ver sim com segurança nacional.
    «Embora não concorde em praticamente nada com o Terreblanche, pergunto-me se não terá uma certa razão. África era bela ( e ainda é) limpa e pacifica mas havia quem se esforçasse para a manter assim.» Mugabe, Ruanda, SIDA, Idi Amin, 26 anos de guerra civil em Angola,16 anos de guerra civil em Moçambique, ataques racistas na Africa do Sul, Cólera, Ébola, Fome… Daniel Oliveira…Ring a Bell?

  57. 57 57  Minhoto

    Continua a não responder á minha pergunta no comentário 49. É grave e injusta a acusação que me faz.

  58. 58 58  Emanuel

    Caro Besugo, não sabia que era preciso ser “de esquerda” para ler blogs “de esquerda”. Sou de direita, não me identifico com PNR’s, PP’s ou outros, mas muito menos me identifico com BE’s ou PC’s. Gosto de ler diferentes opiniões e debater as mesmas. Tão simples quanto isso. Se houvesse mais gente na direita a debater as demagogias da esquerda, talvez esta não fosse tão popular.
    Quanto ao resto, estamos perante um problema de xenofobia e desordem pública. Devia agir-se em conformidade, mas cada vez mais parece que há uma lei para brancos que pagam impostos e outra para as “minorias”. E, surpresa, as “minorias” parecem favorecidas!

  59. 59 59  Daniel Oliveira

    Emanuel, o que entende por agir em conformidade?

  60. 60 60  The Studio

    Daniel, não será normal pedir aos políticos opiniões sobre os resultados das suas acções políticas? Se o desemprego aumenta como consequência de uma dada política, não é natural questionar os responsáveis políticos sobre o aumento do desemprego? Se estes incidentes acontecem devido à política de imigração e integração não será normal questionar os políticos?

    Diz que apenas devem ser ouvidos os especialistas? Refere-se ao Daniel Oliveira, à Diana Adringa, à Fernanda Câncio, à Ana Drago, ao José Falcão e ao Boaventurar Sousa Santos. Para nos explicarem que a culpa dos negros e ciganos andarem aos tiros uns aos outros é nossa?

    Desculpe lá, mas quantos dirigentes do BE vivem no bairro da Quinta da Fonte? Um bairro onde existe a riqueza multicultural, aquilo que o BE deseja para toda a sociedade… vá lá, mudem-se para lá para terem conhecimento “in loco” daquilo que defendem.

  61. 61 61  Manuel Monteiro

    Grande alarido porque um grupo de pessoas de pessoas, que até podem ser de etenias diferentes, se desentendem e recorrem a armas para ajuste de contas. Mas isto é novo? Na minha infância, em tras-os-montes, os camponeses recorriam muitas vezes à violência, até com armas de fogo, por questões de águas, de desentendimentos nas feiras e romarias, até por questões de namoros dos filhos. Às vezes eram aldeias contra aldeias. E havia mortos. Hoje, embora com menos intensidade, isso se continua a passar. Nessas alturas os fascistas de merda não veem teorizar segurança nem expulsões de emigrantes porque o povo os mandava bugiar.
    Senhores securitários fascistas, sabem o bairro onde se acoitam os grandes criminosos? A Quinta da Marinha. Lá é que estão os senhores que nos roubam e nos desgraçam. Lá é que habitam os donos desta sociedade que empurra as populações para estes bairros-guetos, onde o futuro não existe e a única saída para a juventude é o crime.
    Hoje é esta revolta que leva os pobres a lutar entre si. Amanhã será uma revolução consciente, em que as vítimas do capitalismo farão pagar caro à grande burguesia tantos anos de humilhação.

    Manuel Monteiro

  62. 62 62  João Gomes

    Era óbvio, DO, que ias levar com eles. E eles aqui estão. São como moscas…
    Não querem debater coisa alguma. É só verborreia…

  63. 63 63  JV

    e o mesmo dilema deve ter o senhor

    Não, o meu problema está resolvido desde o princípio: estou contra os que, no vídeo e fora dele, têm armas na mão. A culpa é deles.

  64. 64 64  Piscoiso

    Este caso é muito semelhante ao do Carolina Michaelis:
    Só é caso porque estava lá alguém que filmou aquilo.

  65. 65 65  Sr nosferatu

    A marginalidade provém da pobreza que provém das politicas de direita como o capitalismo que promove as desigualdades sociais.
    Nos bairros da cidade do porto,quem andam lá aos tiros e no trafico sao brancos.
    Por isso pergunto ao moralistas que aqui se encontram,vamos expulsar os brancos do nosso país?
    A questão de raças nen se pode por aqui,poêm um bebé branco,negro,cigano,ou amarelo e metam nos em bairros degradados sem condiçoes e há uma elevada possibilidade de vir a dar um marginal não pela cor da pele mas pelas condicionantes que o rodeiam.
    Condicionantes cridas pelas políticas de direita.
    Isto é tão obvio que quem não consegue ver isto ou é burro ou então sente se traumatizado de alguma forma por no passado ter sido roubado ou agredido e agora culpa toda uma etnia.

  66. 66 66  Besugo

    “Caro Besugo, não sabia que era preciso ser “de esquerda” para ler blogs “de esquerda”. Sou de direita, não me identifico com PNR’s, PP’s ou outros, mas muito menos me identifico com BE’s ou PC’s.”

    Ou seja identifica-se mais com PNR’s, PP’s e outros de “direita” do que com qualquer outro de esquerda… percebo.

    Olhe a mim por exemplo não me apanha a ler blogs de extrema direita, extrema esquerda, comunistas…

    Já sei que não concordo com aquela forma de pensar, porque raio vou ler “porcarias”? Para me chatear?
    Também sei que não consigo mudar o pensamento das criaturas, repito, para quê visitá-los e usar argumentos que caem em saco roto? Não é melhor ler um livro? De história por exemplo.

    Mas olhe, gosto muito de ver toda a fauna aqui, e o Daniel também não se deve importar nada com isso.

  67. 67 67  Rafael Ortega

    No fundo no fundo quem quiser que as leis sejam cumpridas por todos é um racista.

    Quem quiser que a policia seja dura com o crime é um saudosista de Salazar.

    Ser moderno é achar normal que haja arrastões e tiroteios, é inventar mais e mais desculpas seguidas de mais e mais subsídios, pagos pelo contribuinte claro.

  68. 68 68  De Puta Madre

    Os portugueses PRETOS e os portugueses CIGANOS são tão PORTUGUESES como os portugueses BRANCOS.

    A M-RD- TODA É MESMO A CHAPA: POBRE!!!

    IDE. IDE. IDE à Fundação Gulbenkian participar no Programa Distâncias e Proximidades. Estais a precisar.

  69. 69 69  Fado Alexandrino

    Peço licença ao dono do blog para acrescentar duas ou três notas.
    A primeira é ter ficado de boca aberta com os senhores ciganos que se mudaram de um bairro social, ou seja de borla, para uma nova casa e como a porta não estava aberta acharam muito natural arrombar mesma.
    Tiveram uma facilidade que é todos terem belas carrinhas Ford Transit.
    Também gostava de ter uma.

    A segunda é dizer que acabo de ver o filme brasileiro “Tropa de Elite”.
    É excelente.
    Dentro de dez anos pode fazer-se em Portugal.
    Em determinado momento numa aula de uma universidade cara do Rio discute-se um trabalho de casa e uma das autoras de mesmo lê “o problema das favelas é que (eles) pela sua condição social são compelidos a cometer delitos”.
    Os nossos melhores vultos da esquerda não desdenhariam assinar por baixo, como aliás vultos menores que por aqui escrevem.

    Por fim, sem surpresa nenhuma, soube que graças às leis socialistas que acreditam que não há bandidos e que só há jovens os dois fulanos que foram filmados a disparar em plena luz do dia foram mandados em paz pelo senhor juiz.
    Motivo.
    Não houve flagrante delito.

  70. 70 70  Sandra Costa

    Fado Alexandrino
    Oi!! Aqui fala a Sandra Costa, a tal que provocou uma onda de polémica neste cantinho do recreio, perdão, zona dos comentários.
    Estou a trabalhar em Serpa e a minha escola está a dar aulas de Português à noite aos ciganos. Surpresa, surpresa, os tipos têm vindo aos magotes!!!! Lá se vai o mito de que eles “não se querem integrar”, não é?
    E sim, eu sei muito bem que são um povo fechado, racista e muito preconceituoso. Isso quer dizer o quê? Que agora já temos o direito de sermos também racistas e de pagarmos na mesma moeda, é isso?
    Por outro lado, o meu bairro em Lisboa (Campo Santana) é um bairro que cresceu naturalmente. Cá, há de tudo: brancos, negros, malta do leste, travestis brasileiros, doutores, professores, advogados, testemunhas de Jeová, muçulmanos, cristãos, brasileiros, gays (para aí uns cinco casais), alfacinhas, estudantes, velhos e crianças, ciganos. Agora aguentem-se nas vossas cadeiras: não há tiros, não há praticamente nenhuma criminalidade, e todos se inter-ajudam, uma coisa que, hoje em dia, é bastante raro encontrar na Lisboa de hoje. Na verdade, somos tão unidos, que conseguimos fazer frente ao Carmona Rodrigues, quando este idiota chapado decidiu que seria “sensato” derrubar árvores centenárias, para dar espaço a um parque de estacionamento. Não só conseguimos levar a nossa adiante, como ainda ficámos com o parque, agora mais afastado do jardim.
    E agora perguntam-se: como é que as coisas correm bem ali? Correm bem porque ali são todos bem-vindos. E não fomos empurrados, como já disse acima, para as franjas da cidade, como se fôssemos um lixo que é preciso esconder. Este bairro cresceu naturalmente. As pessoas foram entrando e devagarinho passaram a fazer parte daquele pedaço de Lisboa. É assim que as coisas resultam,não da forma que você deseja. É que NINGUÉM gosta de ser chutado para um canto qualquer.
    Só mais uma coisa, Fado: os italianos também andaram a dizer a mesma coisa que você hoje diz. O resultado deste sonho foi uma aberração chamada Berlusconi. Agora, a Itália está a passar por um embaraço internacional de todo o tamanho, e já não sabe como há-se descalçar esta bota que fabricou. Mas enfim, Fado, o Berlusconi não é cigano, por isso, segundo a sua opinião, pode ser perdoado, não é? Continue assim, continue, e é uma questão de tempo para voltarmos a ter Hitlers no poder. E quando isso acontecer, por favor, não se esqueça que foi VOCÊ que os colocou lá!!
    P.S: Ao menos assuma o que diz. Eu assino por baixo. Quem é você?

  71. 71 71  José Rodrigues

    Na continuidade ainda da Quinta da Fonte, viram-se hoje imagens de casas vandalizadas e saqueadas, eram as dos ciganos que tinham fugido e estes actos, presume-se, terão sido feitos por elementos da comunidade negra.
    São actos racistas em continuo, anteontem, ontem e hoje, ora os ciganos, ora os negros.
    Agora pergunto eu, onde anda o S.O.S Racismo que está sempre presente quando há um despejo de casas ocupadas ilegalmente?
    Que critérios tem o S.O.S Racismo para as suas acções?
    Ontem fiquei chocado e estupefacto só com duas detenções de quem andou ali a disparar a torto e a direito. Hoje estou chocado e estupefacto com o saqueamento e vandalização de casas e com o silêncio do S.O.S Racismo que ainda não disse um ai nem se viu nestes acontecimentos.

  72. 72 72  Mouzinho

    Daniel,

    em relação às suas respostas

    “Mouzinho, geralmente quem diz coisas racistas são os que decidem falar em nome das pessoas desses bairros. ” quantas vezes viu pessoas a dizer que não querem ciganos ou outras etinas nesses bairros?e quantas vezes há guerras entre ciganos e negros nesses bairros? ou angolanos contra cabo-verdianos? fale com os portugueses que moram na Cova da Moura e verá o quelhe dizem (e não são do PNR)

    “Raramente ouvi dessas pessoas as coisas que leio nesta caixa de comentários. ” raramente…pelo menos ouviu, logosabe do que estou a falar. Aliás se não houvesse um sentimento “racista” tão forte nalguma população porque raio há tantas campanhas contra o racismo?

    “E olhe que já fui a grande parte dos bairros mais complicados de Lisboa. ” eu também, e não fui em campanha eleitoral, nem com escolta de ninguém. E veja lá que até vivi em Chelas até 2005 (ainda vou lá muitas vezes) …venha lá a um café e fale com as pessoas…não me parece que o multiculturalismo lá seja algo muito apreciado seja por quem for. E racismo não é exclusivo dos brancos.

    “E confesso que começo a ficar farto da parasitagem de neo-nazis disfarças que aterrou neste blogue” diga isso quem é “neo-nazi” e ou parasita ou com quem se disfarça

  73. 73 73  Daniel Oliveira

    Fado, claro que o senhor tinha de adorar o Tropa de Elite. É a sua cara.

  74. 74 74  De Puta Madre

    UAU! Lindos Cenários Reflexivos
    Nacidos para matar, traficar, roubar, e outras coisas menores que chateiam os xenofabos

    Que tal rentabilizar a criminalidade?
    Workshops: de assaltos à mão-desarmada e armada

    Formação Profissional em Desordem Pública

    Empreendedorismo Criminal no Tráfico de Armas, Droga, Carne-Branca de Leste e Carne-Mulata do Brasil

    O laboratório já foi referido no post do Manuel Monteiro, para o pessoal ir fazer o estágio …

  75. 75 75  Mouzinho

    Caro Daniel,

    Lendo com mais calma a sua réplica faço os seguintes comentários:

    Você tem dificuldade em argumentar, e usa habitualmente a táctica da ofensa, mas neste caso foi surreal. Vejamos:

    1 - Usou como autoridade o seu conhecimento dos bairros como força do seu argumento. Vivi e conhecei muito bem essa realidade. Pelos vistos você é que fala do que conhece de forma muito “leve”. Até conheço este bairro, até lá fui a um baptizado há meses (de um cabo-verdiano)

    2 - Como disse que há racismo em Portugal..sou nazi.

    Confesso que de um comentador encartado esperava mais sumo!

    Caro Daniel, eventualmente faz-nos falta um Obama para lançar um debate adiado desde sempre, e que é ocupado pela cartilha politicamente correcta…o “racismo”, embora tenhamos por começar pela definição do que falamos. Se você quer combater o “racismo”tem de usar mais do que frases feitas e pseudo-ofensas, talvez começar por saber do que se trata e não falar em nome de uma cartilha feitas de chavões e frases feitas.

    Seria interessante você falar no racismo sem ser dos brancos, porque apesar do SOS Racismo não o conseguir ver …ele existe.

    Conheço desde novo negros, de muitos sou amigo, e dizer que há problemas de integração não é uma opinião mas uma realidade. Tenho amigos e conhecidos de infância que acabaram ou estão “dentro”, e nas prisões o peso de negros é demasiado elevado…é um facto, que obviamente não se explica por uma inclinação racial, e que corroboram os problemas de integração.

    Concordo quando menciona a existência de certos bairros e a sua relação com a criminalidade…mas há mais: um Estado fraco, a linguagem politicamente correcta e anti-polícia, e a cultura do coitadinho que sou vítima da pobreza e do racismo, que torna gente com potencial em parasitas. Isto são factos, não opiniões, e corroboradas por muitos negros. É aliás um debate que nos EUA e Inglaterra começou dentro das comunidades.

    Por muito que lhe custe admitir há “racismo” entre negros (quantas vezes ouvi dizer que “gosto mais de «pulas» que guineenses ou cabo-verdianos”) e há ideias feitas na população…por efeito de observação. A este propósito conto-lhe uma história: Há muitos anos a minha turma do 8º ano foi às Amoreiras, e como houve um roubo desconfiaram de um grupo e eu mais alguns fomos revistados. Perante a minha indignação, um amigo meu (negro) diz-me isto : “como os pretos estão sempre a fazer cenas eu no lugar do segurança fazia o mesmo”

    Outra história: Há anos na feira do relógio um tipo do BE ou do SOS falava com o pai de um amigo meu sobre o racismo da polícia, e este senhor (originário da Guiné) o que lhe disse foi que precisava era de mais polícia por causa dos ciganos e dos pretos do bairro dele (em Camarate)

    Continuando à sua maneira: conheço Cabo Verde, Angola e Guiné (em trabalho) e muitos negros, portanto sei do que falo, e de forma mais profunda que o programa do BE, umas visitas apressadas, ou o slogan “todos iguais”.

    Para terminar este debate tem 3 vias:
    - a sua de que não passa nada
    - a dos que acham que os pretos e ciganos são uns malandros
    - o da realidade sem os slogans a preto e branco

  76. 76 76  Mouzinho

    veja-s este link…..

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=967552

    Pelos vistos a culpa é da polícia
    Há quem diga que há tensões e mora no Bairro

    veja-se este em que há ciganos que se sentem inseguros no Bairro “Algumas dessas pessoas que tentaram ocupar os apartamentos vazios, de etnia cigana, disseram à estação de televisão SIC que abandonaram a Quinta da Fonte por se sentirem ameaçados “de morte” por elementos da comunidade africana que vive no bairro, tendo procurado ali um local para dormir.”

    Falaram os moradores
    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=967596

  77. 77 77  Manuel Monteiro

    Sandra Costa: muito obrigado pela sua serena lição, e com factos indesmentíveis, de humanidade e harmonioso convívio entre seres de cores, religiões, culturas e condição social diferentes.
    Também eu tenho muito orgulho que a minha nora seja preta, os meus netos mulatos, e que tenha parentes, ainda que afastados, em trás-os-montes, ciganos. E reafirmo: não é pelo facto do meu povo camponês ser muitas vezes violento na resolução das contradições entre eles, que deixavam de ser gente maravilhosa, cuja única desgraça foi estarem sobre a pata da igreja feudal, do salazarismo e de uma burguesia parasita.
    Outra coisa temos em comum, Sandra: damos a cara, coisa que não fazem estes saudosos da PIDE, que não discutem ideias, mas vomitam insultos, sempre a coberto do anonimato.
    Manuel Monteiro

  78. 78 78  Besugo

    Sandra Costa,

    Basta você ler 2 ou 3 “postas” do blogue do Sr. Alexandrino para perceber que não vale a pena cansar os dedos a responder-lhe.
    Aquilo é “cota” muito chato e frustrado. E claramente cobarde.

  79. 79 79  João Gomes

    Sandra Costa,
    Ainda não percebeu que os Fados comentaristas neste blogue só aparecem para vomitarem xenofobia e racismo?
    Eles ainda vivem no esplendor do Império. Seja tolerante, deixe-os viver nessa ilusão…

  80. 80 80  Fado Alexandrino

    P.S: Ao menos assuma o que diz. Eu assino por baixo. Quem é você?
    Já expliquei várias vezes que eu não sou ninguém.
    Sou um José, um António, um Manuel sem qualquer significado ou relevância na sociedade portuguesa.
    Colocar o meu nome por baixo do que escrevo não iria terminar com o seu problema existencialista.
    É claro que isso traz alguns problemas.
    Por exemplo o senhor Daniel Oliveira colocou-me na personagem do capitão do BOPE.
    Não acho, mas temo que seja impossível explicar isto a quem vê, naqueles que não vêm o mesmo amanhã florido, um perigoso neo-nazi.
    Subtilmente esqueceu-se de ver os outros dois pontos.
    Adiante.

    Gostei imenso da sua redacção sobre o seu bairro, os ciganos em Serpa e as aulas nocturnas.
    Pode não acreditar mas por momentos julguei estar a ler um Júlio Dinis de saias, enfim de jeans que hoje já ninguém usa saias.
    Havia mais algumas coisas a dizer-lhe mas agora não me apetece e assim apresento-lhe os meus respeitosos cumprimentos.

  81. 81 81  Sem Nome

    Um dia o Daniel arrepender-se-á de ter dado este titulo ao seu blogue.

    Sou de Oeiras e já não tenho coragem de ir às «minhas» praias, às praias onde nos últimos 40 anos sempre fui, onde brinquei de fraldas, onde joguei, me diverti, namorei e casei, onde brinquei com os meus bebés e onde ensinei a jogar à bola os meus filhotes.
    Quando chega o Verão, é uma parte de mim que se perde de cada vez que isto me acontece, ter que fazer 100/150km para longe das “minhas” praias que ficam a 350 metros de minha casa.

  82. 82 82  Emanuel

    Daniel, conformidade é simplesmente aplicar a lei. Acha normal que depois de se ter visto o vídeo que se viu, que haja dois presos e a seguir sejam libertados? Repare que ao mesmo tempo, numa praia, se identificaram armas brancas e segundo a SIC Notícias as pessoas do grupo já foram detidas.
    Não lhe parece estranho que pessoas andem pela rua a exibir armas de fogo, sejam filmadas e depois nada aconteça? Quantos casos não existem de pessoas presas durante longos períodos por muito menos? Se calhar passa mais tempo detido se tentar fumar num recinto fechado…
    Besugo, já percebi o seu autismo. Pelas notícias recentes já se identificaram os genes ligados a isso. Tenha esperança!!!

  83. 83 83  JV

    A marginalidade provém da pobreza

    Treta, treta, e mais treta, que não me hei-de cansar de rebater. Os portugueses que viviam nos «bidonvilles» de França tinham condiçõs de vida incomensuravelmente piores do que as de qualquer habitante daquele bairro (desde logo porque nem casas tinham) e desafio quem quer que seja a mostrar-me uma notícia sobre gangs de portugueses aos tiros nas ruas de Paris durante os anos 60. Uma só.
    Há duas coisas que levam uma pessoa a cometer um crime: falta de educação e costas quentes. No primeiro caso, o Estado tem culpa por não ser capaz de exercer uma verdadeira pedagogia cívica de âmbito nacional e total (porque tem medo da Esquerda, que não gosta dos que «se arrogam ensinar Ética aos outros»); no segundo caso, a culpa é do mesmo Estado que não tem a brutalidade necessária para pôr estes animais na ordem. Educar para prevenir, não ter restrições quando há que remediar - se o Estado não servir nem para isto, então pode deixar de existir.

  84. 84 84  Minhoto

    ó Daniel Oliveira queria relatar-lhe que também sou fã
    do Tropa da Elite e como diria o black skin sobre os Bope em Loures “acabava a mama toda”!

  85. 85 85  De Puta Madre

    Na proxima semana ESPANHA INTEIRA VAI PARA A RUA MANIFESTAR-SE para as ruas contra a MISÉRIA que alastra pelo Planeta.

    Será que ao saber disto os senhores NÃO SE ENVERGONHAM NEM UM POUQUINHO????

    TRISTEZA DE GENTE BRANCA QUE TEM NACIONALIDADE PORTUGUESA. a MESMA QUE NOS ATIRA PARA O ETERNO SERVILISMO.

    Mto bem Manuel Monteiro, haja alma!

  86. 86 86  Rafael Ortega

    Daniel, o juri do festival de cinema de Berlim também é racista por ter dado o prémio ao “Tropa de Elite”?

  87. 87 87  albertogomes

    70 – Sandra Costa

    “E sim, eu sei muito bem que são um povo fechado, racista e muito preconceituoso. Isso quer dizer o quê?”

    Então para si há racismo bom e racismo mau?
    Talvez também haja racismo assim assim.

    Se no seu bairro, onde segundo diz e eu acredito, existe essa sã convivência, fosse construído um bloco de 3 ou 4 prédios e por exemplo os ciganos de Serpa fossem todos lá colocados (provavelmente em Serpa não existem ciganos suficientes para encher 3 prédios). Pensa que a paz social do dito bairro se manteria? Ou passariam a haver problemas entre os actuais moradores e os recém chegados, eventualmente até com os ciganos que lá moram actualmente.

    O Homem sempre teve facilidade para arranjar argumentos para criar grupos, seja a cor da pele, a língua, a nacionalidade, a religião, o partido, o clube ou até a tendência sexual, e até pode ser que através da evolução um dia possamos agir de forma diferente, não me parece que é que esteja para breve.
    Os problemas surgem quando alguém usa essas diferenças para prejudicar ou agredir pessoas que não se identificam com determinado grupo, e consegue convencer os seus pares que o faz para defender os superiores interesses do grupo.

    Já que está a trabalhar em Serpa, informe-se das condições de vida e de trabalho dos alentejanos antes de 1974, foram essas condições sub-humanas que fizeram com que muita dessa gente tivesse que sair das suas terras para vir para a periferia de Lisboa. Nasci e cresci junto com essas pessoas que arranjaram trabalho onde conseguiram, alugaram casa, meteram os filhos na escola, ou seja, fizeram tudo o que as pessoas que já moravam nesses lugares também faziam, fizeram-no naturalmente sem que isso fosse contra a sua maneira de estar.
    As pessoas que vêm de países africanos trazem outra cultura, outra maneira de encarar a vida e isso por vezes entra em choque com os hábitos já instalados.
    Já os ciganos apesar de por cá viverem á muito tempo, a essência da cultura deles é mesmo de não integração.
    Á dias ao passar também pelo Alentejo, perto de Montemor-o-Novo vi um acampamento de ciganos á beira da estrada, daqueles á antiga, sem “transites”, apenas com carroças, tendas de pano e muitos cavalos a pastar perto das tendas, provavelmente iriam tentar vender alguns numa qualquer feira de gado que ainda acontece por aqueles lados. Penso que este tipo de vida tem os dias contados, e aquelas pessoas vão acabar por fazer umas barracas num qualquer terreno de onde não sejam expulsos, para mais tarde, talvez num qualquer ano de eleições, receberem da mão do Sr. Presidente da Câmara a chave de um apartamento de habitação social, juntamente com as restantes famílias carenciadas do Concelho. Entretanto trocaram a carroça pela “transite” e vendem roupa e DVDs contrafeitos nas feiras. Senti-me triste por me parecer estar a presenciar o fim de um modo vida, que nunca foi o meu, antes pelo contrário, no entanto penso que com todas as dificuldades que aquela gente já terá passado, viverão tão felizes como qualquer um, com as suas angustias, as suas raivas e as suas alegrias e apenas mudarão se a isso se virem obrigados.

    Também para alguns comentadores que muito rapidamente rotulam de forma insultuosa aqueles que não pensam igual a eles:
    Dizem-se vocês de esquerda, mas quem os ouve parece que falam como se a vossa “inquestionável” razão vos fosse transmitida por um ser supremo que dita as regras com que devemos viver, e apenas vocês tivessem sido abençoados com a sabedoria.

  88. 88 88  mariana

    não sou política, nem socióloga, nem antropóloga, nem especialista em quinta da fontismo. sou apenas mais uma portuguesa chocada com o que vi na televisão, mas consciente de que, ao menos, ainda estive perante uma cena excepcional.

    creio que o fenómeno da violência urbana é comum a vários países da europa e tem 2 principais vectores: a dificuldade de integração das comunidades e o tráfico de droga.

    sobre o primeiro, confesso que quando parti em erasmus para frança ia cheia de ideias utópicas e fraternas. desfi-las logo mal travei conhecimento com a generalidade dos “arábes” que por lá encontrei. eu, que nunca me considerei racista nem preconceituosa, e que felizmente nem estava a viver fora de paris, dei por mim a morrer de medo. porque não é normal ser tratada como um naco de carne, ser “regateada” como empr´stimo por uma noite ao meu namorado - sim, aconteceu. eu, que vinha de um país relativamente pacífico, fiquei chocada com a maneira como eles tratam as mulheres. sim, eles, os jovens magrebinos de 2ª geração. que são capazes de violar raparigas e depois atirar-lhes pedras - e os hlm não são na arábia…

    dei comigo a pensar nos motivos para tanto ódio, tanta demência. tanta falta de vontade de mudar. amigos meus de origem portuguesa nascidos em frança dizem-me que muitos dos amigos de infância já estão presos ou mortos em rixas. não creio que seja só preconceito da sociedade que acolhe - e aí, admito o racismo francês, que também eu, portuguesa, sofri na pele (houve quem arregalasse os olhos muito surpreendido por eu estar a estudar numa universidade em vez de estar a lavar casas de banho…). mas há uma resistência estúpida de parte dos muçulmanos que não aceito. talvez a falta de pertença leve ao radicalismo…mas nada justifica o que se vê.

    quanto ao 2º tópico, sinceramente, acho que muito do que move as rivalidades passa pelo tráfico de droga. não me acredito que o que aconteceu no fim de semana tenha apenas contornos racistas. provavelmente, há gangs das duas comunidades que traficam droga e com isso entram em choque: sem a droga por trás, não estou a ver de onde sairiam aquelas armas…

    finalmente…aquilo que viu só me fez eco com outra coisa. com o caso da morte da gisberta. lembro-me que na altura o pedro abrunhosa disse qualquer coisa como “a vingança dos miseráveis sobre os mais miseráveis ainda”. e é isso que vi. duas comunidades miseráveis, recalcadas, afastadas do resto do mundo pelos outros mas sobretudo por si mesmos. duas comunidades fechadas no sopé da sociedade que se devoram uma à outra. deplorável.

  89. 89 89  Fado Alexandrino

    Senhores Besugo e João Gomes;
    Muito obrigado por me lerem e fazerem um esforço tremendo mas garantidamente perdido para interpretar os meus pensamentos.
    Deixem-me dizer-vos duas coisas.

    A primeira é de tanto usarem palavras que têm um real significado histórico, conseguiram que elas hoje não valessem nada. Chamar hoje fascistas a pessoas equivale a nada e o mesmo se poderá dizer de neocolonialistas, neonazi e pós moderno.
    Se querem um insulto moderno e á maneira usem, sei lá, intelectual?

    A segunda, e este post já se alongou em demasia é que mal se dá um pontapé numa pedra saltam logo milhares de problemas.
    Então não é que 90% dos habitantes do bairro estão integrados no Subsídio de Reintegração Social.
    Não deve ser muito mas sempre ajuda a pagar o gasóleo dos muitos e muitos carros e carrinhas que vimos por lá.

    E com isto me despeço, como se dizia na saudosa Emissora Nacional, com amizade e carinho.

  90. 90 90  Daniel Oliveira

    O juri de Berlim dá prémios a obras cinematográficas, independentemente da sua mensagem. Ainda assim, acho o filme normalíssimo desse ponto de vista, não percebendo a distinção.

  91. 91 91  Sr nosferatu

    Senhor JV voçe diz que os meus argumentos sao tretas…Vejamos os seus.

    “Há duas coisas que levam uma pessoa a cometer um crime: falta de educação e costas quentes.”

    Alem de ser basicos e demagogicos os seus argumentos,são hilariantes.

    E a palavra crime abrange muita coisa sabe…Eu vejo muitos criminosos neste país muito bem educados a roubarem milhoes e milhoes de euros e não sao soltos no dia a seguir porque nen chegam a ser detidos.
    Voçe fala de barriga cheia,qualquer pessoa para perceber a problemática dos bairros tem que a ter vivido,e eu vivi toda a minha infância e ainda hoje convivo com muita gente bairrista,e vejo muita fome,pessoas que so comem fiambre quando alguem da familia faz anos,bairros e ilhas que têm casa de banho publica fora do bloco,em que no inverno tem que correr para la no meio do frio,e dps quando saem do duche mais uma correria para dentro de casa.
    Sem aqueçedores e aquele conforto que o cidadão comum tem.
    Dps há adolescentes que até querem continuar a estudar,mas vêm a mãe,a chorar porque não ha dinheiro desesperada,ela bem tenta fingir para o filho não ver,mas o filho vé e não consegue ficar indifrente e abandona a escola e vai á procura de emprego para ajudar a mãe.
    Só que claro,não encontra emprego devido aos seus fracos estudos e quando diz a morada e que mora nun bairro lá é descriminado.
    Sente se revoltado e não quer falhar para ajudar a mãe.Chega ao bairro e desabafa com alguns amigos a situação dele,e basta um deles que caminhe no trafico oferecer lhe droga para traficar e ele primeiro diz que não,passado uns meses a procurar emprego sem sucesso,voltam lhe a fazer o convite e ele lá aceita.
    A partir daí ou trafica o suficiente para ter uma vida digna,ou fica ganancioso e perde se,ou então com o dinheiro do trafico investe na educação e sai dessa vida e conseguiu mudar de casa e ter um emprego.
    Isto é apenas um exemplo dum caso.

    E para finalizar caro JV não lhe incomoda a passividade do estado em mostrar autoridade frente aos hammerskins de portugal que traficam armas que inclusive são utilizadas para matar policias?
    Ou a cocaína que eles vendem em almada e alcântara?
    Ou as golpadas que fazem a carrinhas de valores?

    Estes senhores da extrema direita apresentam se como os salvadores da pátria,apresentam se como moralistas mas não passam duns dementes mentais,contraditórios em todo o seu vago discurso.Eu a voçes topo vos muito bem…

  92. 92 92  Carlos Marques

    Na SIC, uma senhora de etnia cigana disse: “Quero uma casa longe dos pretos!” E se um branco quiser uma casa longe dos pretos? A obrigação de multi-culturalismo e de tolerância é só para os brancos? Só a maioria é que não tem quem se indigne entre os jornalistas / comentadores pelos seus direitos? Sempre queria ver se fosse um grupo de brancos a correr com os ciganos, qual seria a reacção do senhor Daniel Oliveira e dos restantes senhores que tão bem pensam e falam.

  93. 93 93  Silvia Santos

    O que está a acontecer no bairro da Quinta da Fonte é a fuga pura e simples de TODA a comunidade cigana. não havendo um unico cigano disposto a permanecer no bairro.
    Ou seja, não se trata de rivalidades entre pequenos grupos de pessoas envolvidas em negocios marginais, o que obviamente só afectaria os envolvidos nesses esquemas. Trata-se antes de uma questão que envolve TODA uma etnia, que se está a ver forçada a abandonar EM MASSA, até ao ultimo homem, mulher e criança, o bairro onde residia. Ou seja, estamos perante uma autentica limpeza etnica, sendo os ciganos em fuga autenticos refugiados, expulsos de forma violenta do territorio onde residiam e para onde não querem ou não podem voltar, com medo de represalias por parte de elementos de etnia africana.
    Esta limpeza etnica de toda uma comunidade, e não apenas de alguns ciganos que pudessem estar envolvidos em actividades ilicitas, é a maior e mais violenta demonstração de racismo alguma vez ocorrida em Portugal. Toda esta gente que se encontra actualmente em debandada, está a ser forçada a abandonar a Quinta da Fonte unica e exclusivamente por ser de etnia cigana, sendo irrelevante para quem de lá os expulsa o facto de serem ou não pessoas ordeiras. Tanto têm medo de regressar à Quinta da Fonte os ciganos envolvidos em negocios ilicitos como os que não estão envolvidos nesses negocios. As ameaças de violencia estendem-se a TODOS os ciganos do bairro.
    O objectivo desta expulsão de TODA a comunidade cigana é ter um bairro da Quinta da Fonte racialmente purificado….ou seja….totalmente africanizado.
    Pois é Daniel…isto da natureza do ser humano não ser aquela que nós, na esquerda moderna, queremos à viva força achar que é, é lixado….não é?

  94. 94 94  Sandra Costa

    Antes de mais, obrigada ao Manuel Monteiro e aos outros que me apoiaram. Parabéns à Mariana, que fez uma crítica muito serena e contundente sobre o fenómeno da estupidez humana, e acertou em cheio no problema da droga e dos gangs (e pela minha parte, eu não hesitaria em focar uma das maiores “pragas” da humanidade: a influência dos “convertidos” nas religiões actuais).
    Quanto aos restantes comentadores, só digo mais uma coisa: este ping-pong do “a culpa é tua, não, a culpa é minha” é estúpida, serôdia e inútil. Somos todos culpados: os ciganos são culpados porque (sim, é verdade) ainda acreditam que a sua cultura de século XVI pode ser válida no século XXI; e a culpa TAMBÉM é nossa pois, ao estarmos sistematicamente a criarmos “bairros sociais” (já repararam na hipocrisia deste nome?) continuamos a fortalecer-lhes a convicção de que é impossível entrarem em diálogo connosco. Uma vez que já estão à espera de serem escorraçados, a sua postura é aquela que se sabe: aparecem-nos à frente com sete pedras na mão.
    Não estou a negar o carácter violento e racista de muitas destas famílias: tratados há séculos como bichos, tornaram-se bichos. Sim, é verdade, eles metem medo; sim, é verdade, eles são quase incapazes de dialogar com qualquer pessoa que não faça parte do mundo deles. Mas volto a dizê-lo: isto não nos dá o direito de nos regojizarmos com as leis sinistras que agora andam a sair dos gabinetes da Europa.
    Aquele bairro NUNCA devia ter sido construído. Pior ainda, fiquei em completo estado de choque quando hoje, no “Correio Da Manhã”, cheguei à conclusão de que MAIS UM BAIRRO tinha sido criado para outras etnias quaisquer!! Continuamos sistematicamente a cair no mesmo erro!! Continuamos sistematicamente a cair nas mesmas burradas, apesar de todos os exemplos de que esta estratégia social NÃO RESULTA! Ok, daqui a uns meses, lá iremos falar do bairro xpto e das lutas internas entre os moradores. parabéns, mais um para a nossa vasta colecção de falhanços sociais. Aguardam-se, portanto, mais comentários e notícias-choque, e lamúrias de políticos e sociólogos, sempre tristes por o governo não estar a cumprir as suas “obrigações sociais”, e no meio lá aproveitam para pedir mais polícias nas ruas, para patrulharem o novo “bairro social” xpto.
    Quanto aos ciganos, não sei se sinta raiva, se sinta pena deles: o seu maior erro é acharem muito estupidamente que irem para a escola é “perderem a sua cultura”. E é por isso que nunca conseguem integrar-se: uma vez que todos os melhores empregos pedem, pelo menos, o nono ano de escolaridade, a comunidade cigana fica circunscrita a um número reduzidíssimo de profissões. É que muito deles nem sequer o sétimo ano frequentaram. Isto faz deles alvos fáceis a abater: os ciganos são humilhados não porque são ciganos, mas porque são POBRES e iletrados. E enquanto eles não se aperceberem que, para sobreviverem, terão de ceder em algumas das suas convicções, serão sempre espezinhados pelos grandes. Ao contrário do que pensam, eles são tudo menos livres: Porque não fazem dinheiro e dependem da boa vontade de todos, qualquer um pode “sová-los” e criar leis contra esta gente. Muitos deles, nem sequer ler sabem. Como podem, então, defender-se da brutalidade dos berlusconis deste mundo?
    E têm que ser ELES a chegar a esta conclusão. Mas isto só será possível quando começarem a olhar para os exemplos dos outros, quando começarem a comparar o seu modo de vida com o dos outros, quando começarem a pesar no prato da balança se realmente compensa insistir naquela maneira de viver. Não é, portanto, num bairro fechado, cheio de ciganos e de outras etnias (que, sejamos honestos, vivem exactamente como os ciganos) que eles chegarão a estas conclusões. Têm que ver, têm que comparar, têm que ter ao seu lado aquilo que se chama as “referências”.
    Mas isto leva tempo. O problema é que, no século XXI, já ninguém consegue esperar. E por isso, opta-se pelo (aparentemente) mais fácil: os bairros sociais. Toma lá a casa, sai da minha frente. E assim, vamos todos tranquilos para a cama, sem sequer nos apercebermos que, daqui a cinco anos, teremos outra bomba-relógio nas nossas mãos.

  95. 95 95  JV

    Alem de ser basicos e demagogicos os seus argumentos,são hilariantes.

    Há um ponto em que chega a ser aborrecido dizer isto tantas vezes. Mas eu repito: dizer estas coisas sem as consubstanciar com coisa nenhuma não é argumentar. Portanto, ou prova, ou está só a caluniar.

    E a palavra crime abrange muita coisa sabe…Eu vejo muitos criminosos neste país muito bem educados a roubarem milhoes e milhoes de euros e não sao soltos no dia a seguir porque nen chegam a ser detidos.

    Não são seguramente bem educados, se roubam. Educação não é instrução formal: é ter um critério de Justiça, assente numa ideia de Bem, que passa necessariamente pela recusa de prejudicar os outros. Quem não dispõe desta utensilagem mental, não tem educação.

    Voçe fala de barriga cheia,qualquer pessoa para perceber a problemática dos bairros tem que a ter vivido,e eu vivi toda a minha infância e ainda hoje convivo com muita gente bairrista

    Eu vivino Bairro do Cerco do Porto desde que nasci até me licenciar. Conhece?

    e vejo muita fome,pessoas que so comem fiambre quando alguem da familia faz anos,bairros e ilhas que têm casa de banho publica fora do bloco,em que no inverno tem que correr para la no meio do frio,e dps quando saem do duche mais uma correria para dentro de casa.
    Sem aqueçedores e aquele conforto que o cidadão comum tem.
    Dps há adolescentes que até querem continuar a estudar,mas vêm a mãe,a chorar porque não ha dinheiro desesperada,ela bem tenta fingir para o filho não ver,mas o filho vé e não consegue ficar indifrente e abandona a escola e vai á procura de emprego para ajudar a mãe.
    Só que claro,não encontra emprego devido aos seus fracos estudos e quando diz a morada e que mora nun bairro lá é descriminado.
    Sente se revoltado e não quer falhar para ajudar a mãe.

    Tudo isto, tirando a pura tinta demagógica, em nada contradiz aquilo que aqui escrevi sobre as «bidonvilles». A situação era igual, senão pior, e não conheço uma única notícia de criminalidade grupal praticada por portugueses. Motivos: (1) sabiam que não se deve fazer o mal, e (2) a polícia não contemporizava, até porque não havia Daniéis Oliveiras a deplorar a «brutalidade do bastão» no jornal do dia seguinte. A educação e a repressão estavam activas - o Estado funcionava.

    E para finalizar caro JV não lhe incomoda a passividade do estado em mostrar autoridade frente aos hammerskins de portugal que traficam armas que inclusive são utilizadas para matar policias?

    Profundamente. Onde é que eu disse o contrário?

    Estes senhores da extrema direita apresentam se como os salvadores da pátria,apresentam se como moralistas mas não passam duns dementes mentais,contraditórios em todo o seu vago discurso.Eu a voçes topo vos muito bem…

    Admitindo, num rasgo de caridade que por certo me valerá o Céu, que as letras que por aqui amontoou são constituem um discurso, devo dizer que também não lhes encontro grande coerência: limitam-se a expressar que desconhece o significado total da palavra «educação» e que não percebeu a minha referência às «bidonvilles» - ou então que, se as percebeu, incapacitado como está de raciocinar, repisou uma argumentação já dada como improcedente. De resto, a segunda hipótese, a da repristinação por inaptidão para o raciocínio, parece-me mais cabível: gente como o sen