Por Daniel Oliveira
Uma joint-venture entre a alemã Siemens e a finlandesa Nokia ajudou o regime iraniano a instalar um dos mais sofisticados mecanismos de censura da Internet do mundo, permitindo examinar de forma maciça o conteúdo dos pacotes de dados circulando na rede, sejam eles e-mails, fotos, vídeos ou até chamadas telefónicas pela rede. Ben Roome, porta-voz da joint-venture, a Nokia Siemens Networks, confirmou a informação ao Wall Street Journal. O centro de monitorização foi instalado no segundo semestre de 2008. (aqui)
36 comentários 23 Jun 09 em Sem categoria



Daniel,
Lá está…
Culpar a Siemens e a Nokia de auxiliarem o bloqueio de comunicações no Irão é o mesmo que culpar a Boeing por auxiliar a Al Qaeda nos acontecimentos do 11 de Setembro
É escusado.
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Para quem mais trabalharam a Siemens e a Nokia? Foi só para o Irão? Cliente único?
Quais são todos os sofisticados mecanismos de censura (ou que permitam vir a fazê-la) e/ou de controle da Internet no mundo que existem?
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Já há algum tempo surgiu a Lei Nokia, que permite ao patronato vigiar a troca de e-mails dos seus trabalhadores. Deixei um post no meu blog sobre o assunto, com a informação necessária e links para as notícias originais.
http://contra-movimento.blogspot.com/2009/03/se-quer-uma-visao-do-futuro-imagine-um.html
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Será apenas no Irão, Daniel?
Como você próprio diz: “um dos mais sofisticados mecanismos de censura da Internet do mundo”.
Então, cadê os outros? Como funciona a censura e o controlo na China, na Rússia, nos States, na Índia, na Inglaterra etc? Quem vendeu e instalou essas mesmas tecnologias?
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“Culpar a Siemens e a Nokia de auxiliarem o bloqueio de comunicações no Irão é o mesmo que culpar a Boeing por auxiliar a Al Qaeda nos acontecimentos do 11 de Setembro”
esta é mesmo estúpida.
não me diga que a boeing criou um sistema para os aviões chocarem contra os prédios.
há cada alminha por aqui…
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isto não pode ser permitido. hoje são os iranianos, amanhã seremos nós.
boicote total aos produtos nokia e siemens.
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Tecnologia Europeia for the win!
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Boicote, sim, à tecnologia toda e assim às tropas estadunidenses e ocidentais, que almejam tranformar o Irão no mesmo quintal de matança e desordem, à Iraque e Afganistão.
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E é,apenas ao Irão q a Nokia vendeu esse serviço?E,quem é que difundiu sms no Irão foi a Nokia?E,não sabe do Echelon?Não?que inocentinho da silva,você me saiu.Já agora,responda-me,se não lhe causar engulhos,pq o o pretenso ganhador tinha como objectivo PRIVATIZAR ,o petróleo??
Já agora,não quer divulgar a mortandade no ‘democrático’ Perú?!
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Daniel, então podem as empresas da UE venderem armamento para tiranos? Podem os países da UE deixarem-se comprar por corruptos tiranos estrangeiros que ficam donos do seu patrimonio produtivo?
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A Nokia e a Siemens podem perfeitamente fazer e vender o que quiserem. Cumprem a lei e não vendem gato por lebre.
Todos os paises do mundo ditos comunistas ou de inspiração comunista tem sistemas destes.
Todos os ISP’s em todo o mundo tem sistemas destes, e filtram os conteudos do que existem na net. Que ninguem tenha duvidas disso.
O problema aqui não tem nada a ver com quem vende, mas sim com quem compra e qual a utilização que lhe dá.
Em Portugal todos os ISP’s filtram conteudos. Em muito pequena escala, mas filtram. Poderão dizer que é para evitar virus, ou ataques ou outra coisa qq.
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o dinheiro fala sempre mais alto. infelizmente é a puta da realidade.
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Bom, podem bloquear acessos, e bloquear protocolos de comunicação.
Mas há mecanismo que garantem a integridade e confidencialidade das mensagens. E nem a tecnologia mais avançada pode fazer frente a isto! Nem mesmo a NSA quanto mais a Siemens e a Nokia.
Penso que o Irão está a fazer é pura e simplesmente a bloquear acessos. Porque qualquer pessoa esclarecida ou interessada sabe como garantir a privacidade das suas mensagens! Ou seja, se chegam chegam intactas e “secretas”!
Pois é, até mesmo nos IM a conversação pode ser confidencial.
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ANTONIO CUNHAS
«O problema aqui não tem nada a ver com quem vende, mas sim com quem compra e qual a utilização que lhe dá.»
Exactamente o que dizem os traficantes de armas ou aqueles que defendem o uso indiscriminado de armas:
«A culpa não é do revolver, é de quem o dispara»
Aliás, este é um lema muito apregoado nos EUA sendo que filtrar os conteudos que existem na net seja também uma pratica desde a muito utilizada nesse mesmo país. Sabia?
Será que tambem podemos englobar os EUA na sua lista de
«Todos os paises do mundo ditos comunistas ou de inspiração comunista tem sistemas destes.»
Oh Cunhas! Voçe não dá uma para a caixa e se não vestisse a mesma cor da minha camisola (desportivamente falando, claro) diria que voçe só sabe marrar com o vermelho porque ……. sim.
Olhe, invista para aí a vontade que eu por mim vou gritando olé!
Até a proxima alternativa, Cunhas (tauromaquicamente falando, claro)
A.R.A
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Daniel Oliveira Reply:
Junho 24th, 2009 at 1:04
«O problema aqui não tem nada a ver com quem vende, mas sim com quem compra e qual a utilização que lhe dá.»
Acho que não perceberam a notícia. A utilização a dar ao que foi vendido só podia ser a que foi.
Não são só empresas europeias a fazerem este tipo de ataques aos direitos liberdades e garantias dos cidadãos e muito menos apenas em países dito menos democráticos.
as empresas mencionadas criaram no irão uma infraestrutura de monitorização e controlo de telecomunicações conhecida por pelo termo de “lawful intercept functionality,”, ou seja os seus produtos não foram mal utilizados pelos dirigentes do irão, elas proprias sabiam bem o que estavam a vender.
mas não são as únicas a ‘grande frewall’ construida na china pela cisco e que esta empresa publicitou como uma forma de controlo junto dos dirigentes chineses e que em documentos internos da cisco se soube que a empresa afirmou que seria para combater a ‘Falun Gong’ e outras religiões e grupos que os dirigentes chineses não gostam.
também o google, yahoo e microsoft vendem a sua tecnologia à china para que esta possa controlar os seus habitantes.
mas mais importante que estes países que já se sabe devem muito à democracia, são os ditos e auto-intitulados paraísos de liberdade e democracia que mais me preocupam e sobre os quais pouco ou nada se houve nos media mainstream, países como os da UE e EUA.
apenas dois ou três tópicos sobre estes ‘exemplos’ de liberdade e respeito pelos seus cidadãos.
na UE já existe a obrigatoriedade de guardar por creio que mais de uma ano toda a informação de ip’s por parte dos ISP’s, no reino unido existem câmaras por tudo quanto é lado, neste momento nem uma foto a um policia ou até a um veiculo da policia se pode tirar porque as pessoas são logo detidas, na alemanha tem se tentado aprovar uma lei que permite sem qualquer controlo judicial, a introdução de software espião em computadores de cidadãos, na mesma alemanha foi proibida a utilizaçºao de software de análise de redes e forense, software que permite verificar a segurança de uma determinada rede como o nmap que tanto pode ser usado para o bem como para o mal, exactamente como uma faca de cozinha.
será que tb vão proibir as facas de cozinha?
por cá parece que o nosso pseudo-governo se prepara para aprovar leis semelhantes.
e claro não nos podemos esquecer de três importantes factos, o projecto echelon dos EUA, Reino unido, canadá, australia e nova zelandia (o tratado ukusa), o projecto do tratado ACTA que tem sido criado à porta fechada por mais de 30 paises e que afectará os cidadãos de todo o mundo mas que esses mesmos cidadaos não podem saber do que se trata nem o debater e dar opinioes sobre o mesmo, uma vez que nenhum dos paises que o estão a engendrar com a ajuda das grandes multinacionais permite aos seus cidadãos o acesso a este, indo até à pouca vergonha tal como Obama fez de considerar algo que afectaria a segurança nacional, mas a UE não está melhor uma vez que se recusa a msotrar o que já tem.
nem mesmo com os processos instaurados pela EFF nos EUA se conseguiu obter informação, apenas se tem um rascunho que alguem conseguiu obter e que se encontra no site wikileaks, o site que acaba de ser banido na alemanha por ter mostrado que as blacklists que o governo australiano tinha filtravam muito mais que simples sites de pedofilia e de supostos terroristas.
e por fim o caso dos EUA onde obama ainda antes de ser presidente aprovou no congresso com o seu voto as alterações à lei FISA a qual perdoou às telecoms do país as ilegalidades que cometeram e continuam a cometer em conjunto com a NSA e totalmente contrárias à Cosntituição dos EUA uma vez que espionam os seus proprios cidadãos sem qualquer controlo judicial.
por isso não me venham com acusações bacocas, os maiores criminosos são os paises e multinacionais supostamente democratas que na realidade deveriam dar o exemplo,mas que com a cumplicidade dos media mainstream eles mesmos detidos pelos grandes interesses e oligarquias dos EUA e da Europa controlam a seu belo prazer o planeta.
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E quando o Reino Unido ou a Suecia (mero exemplo) vende-lhes armamento para que fim é?
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Xim,xim,DO,a última palavra é sempre sua:Admitir o óbvio é que não e,ósdespois os comunas é que têm palas nos olhos….
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ARA voce sabe ao menos do que está a falar ?
A internet não é livre e muito menos segura. E cada vez mais é monitorizada.
Em Portugal ou em qualquer outro pais Ocidental, as empresas implementam software que monitoriza e analisa o que os seus empregados fazem. Sabem exactamente em que sites os seus utilizadores estão. Algumas permitem MSN’s e derivados, outras não. Mas tudo isso é controlado. TUDO.
Ricardo Nunes, concordo com o que escreveu embora às vezes ache que voce leva essa coisa do Big Brother um pouco a sério. Ou então sou eu….que não acredito nisso.
Deixo-lhe aqui um artigo do jornal o Globo sobre o assunto.
Equipamento europeu é usado em abrangente monitoramento de comunicações
Segundo artigo publicado ontem no “The Wall Street Journal”, o regime iraniano desenvolveu um dos mais sofisticados mecanismos para controlar e censurar a internet. Esse sistema foi elaborado com a assistência de empresas européias de comunicação e permite examinar o conteúdo de conexões online selecionadas em escala nacional.
Especialistas em tecnologia de dentro e fora do Irã foram entrevistados pelo WSJ e revelaram que os esforços do governo iraniano em monitorar a grande rede vão bem mais além de simplesmente bloquear acesso a websites e derrubar conexões internet. A técnica usada chama-se “deep packet inspection”, ou inspeção profunda de pacotes IP, na tradução. Esse método permite às autoridades, além de bloquear comunicações, capturar informações sobre as pessoas se comunicando. E, pior ainda, possibilita alterar o conteúdo dessas comunicações, de modo a plantar desinformação.
A contramedida óbvia seria codificar conexões, posts em blogs e emails utilizando criptografia por chave pública, usando programas como o tradicional PGP ( Pretty Good Privacy) e similares. No entanto, o uso de criptografia ainda é em geral pouco difundido, muito embora a técnica já exista há mais de uma década.
- A infraestrutura de monitoramento foi provida em parte por uma parceria entre o conglomerado alemão Siemens AG e a empresa finlandesa de telefonia celular, Nokia Corp. – disse Ben Roome, porta-voz da parceria Nokia Siemens, em entrevista ao WSJ. – O centro de monitoramento, instalado na empresa monopolista de telecomunicações do governo iraniano, foi parte de um contrato maior com o Irã que incluía tecnologia de telefonia móvel. Afinal, quando se vende redes, intrinsecamente pode-se vender também a capacidade de interceptar qualquer comunicação que flua por essas redes.
O governo iraniano já tinha feito experiências com esse equipamento por breves períodos em meses recentes, mais ainda não tinha usado essa capacidade em regime intenso e em condições reais. Por esse motivo, o poder total de tal sistema ainda não tinha transparecido para o meio externo. No entanto, com o turbilhão que movimentou a situação no país nas últimas semanas, o padrão de uso dessa tecnologia mudou. Engenheiros de redes ouvidos pelo WSJ declararam que não sabiam que o sistema era tão poderoso, mas agora têm consciência de que o governo possui poder tecnológico que permite esquadrinhamento aprofundado e complexo na rede.
A inspeção profunda de pacotes consiste em espetar equipamento no circuito por onde fluem dados online, ou seja, emails, telefonia via internet, imagens e até mensagens em redes sociais como Facebook e Twitter. Cada pacote IP é esmiuçado pelo sistema e nele é feita uma pesquisa por palavras-chave. Em seguida o pacote é reconstruído e, opcionalmente, adulterado, tudo isso em questão de milissegundos. No caso do Irã, relatam Christopher Rhoads e Loretta Chao, autores do artigo do WSJ, este processo é aplicado às comunicações do país inteiro em um único centro de triagem e processamento de mensagens. Não se pode, porém, precisar se o equipamento da Nokia Siemens Networks é utilizado especificamente na inspeção profunda de pacotes.
Especialistas apontam que o fato de o governo iraniano ter permitido que a internet continuasse funcionando no país durante esse período conturbado seria um indício de infiltração no tráfego online. Aliás, a própria queda drástica na velocidade da rede iraniana para um décimo do normal nas últimas semanas reforça essa hipótese. Inspeção profunda de pacotes sempre retarda sobremaneira o fluxo de pacotes internet, exceto se houver um expressivo aumento no poder de processamento da rede, incremento esse que não se verificou no Irã no período.
Grupos em prol dos direitos humanos vêm criticando a venda de tais equipamentos para o Irã e outros regimes considerados repressivos, já que poderiam ser usados para atacar dissidentes, conforme ficou bastante claro no recente caso iraniano. Outros países também estão interessados em tecnologias semelhantes, como EUA, Reino Unido, Alemanha e Austrália.
Ainda de acordo com Roome, ouvido pelo WSJ, o centro de esquadrinhamento de conteúdo vendido pela Nokia Siemens Network ao Irã foi descrito numa brochura da empresa como permitindo “monitoramento e interceptação de todos os tipos de comunicação por voz e dados em todas as redes”. A parceria, no entanto, saiu do negócio de equipamento de monitoração, internamente chamado “soluções inteligentes”, no final de março de 2009, vendendo suas operações para a empresa de investimentos “Perusa Partners Fund 1 LP”, sediada em Munique, na Alemanha.
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Agora o desmentido
Nokia Siemens Networks has denied it provided Iran with any special snooping equipment or capabilities when it helped install mobile networks in the country.
But the company concedes it did provide lawful intercept capabilities – as it does in the UK, US and most of the rest of the world. In fact this “Lawful Intercept” is defined by standards from the European Telecommunications Standards Institute.
The denial was sparked by a story in the Wall Street Journal which claimed Iranian authorities were using “deep packet inspection, which enables authorities to not only block communication but to monitor it to gather information about individuals, as well as alter it for disinformation purposes”. The paper said it was unsure whether Nokia Siemens kit was used for this purpose.
However, Nokia Siemens spokesman Ben Roome insisted the firm only provided equipment to allow authorities to listen in on local mobile and landline calls.
He said the company operated in accordance with its own code of conduct as well as with UN and EU export laws.
Reacting to comments on his blog questioning whether the company should operate in Iran at all Roome said: “We did have a choice as to whether we bring the Iranian people this connectivity, in the knowledge that telecoms networks have the ability to monitor voice calls as they do all over the world, and believe there is a net benefit to the people of Iran.”
Mainstream coverage of the unrest in Iran has been unusual for the focus on the role of technology in fuelling anti-government protests. Twitter has run plaudits for its apparent role in spreading dissent, while Facebook and Google have both leapt onto the bandwagon by launching Farsi language features. In Google’s case, at least, the apparent lining up with the Iranian dissenters seems slightly at odds with its stance in China.
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Daniel Oliveira Reply:
Junho 24th, 2009 at 11:34
Cunha, a Nokia desmentiu o que tinha confirmado ao WSJ?
Caro Daniel, este mesmo software é obrigatório em Portugal e em toda a UE. Simplesmente precisa de autorização judicial para ser usado. Como é que você acha que se investiga, por exemplo a pedófilia? O que você e mais algumas pessoas querem é por empresas a fazer politica. Errado. A politica é para os politicos e não para as empresas. Garanto-lhe que se houver ou houvesse um embargo ao Irão, a NSN nao iria vender coisa nenhuma a este País. Queixem-se mas é dos politicos da treta que temos….
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Daniel Oliveira Reply:
Junho 24th, 2009 at 11:32
Ricardo Silva, está a inventar. Este software não existe em Portugal nem é orbigatório. Volte a ler de novo a notícia.
Não quero as empresas a fazer política. Por isso mesmo é que não tolero que desenvolvam instrumentos de opressão. E como a política é para os cidadãos (não é para os políticos) não compro nada a quem ajude a esmagar o me vizinho do lado. E perante o seu comentário, eu queixo-me é dos cidadãos de treta que temos. O embargo ao Irão servia para quê? Para deixar os iranianos na miséria?
lollllllllllllllllll, o desmentido da NSN é espantoso, extraordinariamente interessante, ou seja, ao tentarem desmentir a notícia para além de não o fazerem uma vez que confirmam que venderam e instalaram tecnologia que permite “lawful intercept functionality”, ainda nos vêm informar que esta é usada por todo o mundo supostamente democrático e muito cumpridor das leis.
não é que a confissão seja uma novidade, há anos que se sabe que o echelon está aí, a UE com um deputado português à frente dessa investigação Carlos Coelho chegou a essa conclusão e demonstrou a realidade do sistema implementado pelo tratado ukusa após a II guerra mundial.
o mais interessante é que a UE tem um país espião no seu seio e nada diz, o Reino Unido.
é óbvio que em países que deveriam ser realmente democráticos este tipo de ferramentas tem legitimidade de existir desde como é óbvio se sigam regras muito claras e sempre controlo pelos meios judiciais.
mas quando leis como a HADOPI são aprovadas em frança e os senhores e senhoras dos media mainstream portugueses e claro o grupinho dos interesses dos ‘direitos de autor’ acham muito bem que os cidadãos sejam espiados sem que haja qualquer indicio que tenham cometido um crime, que sejam todos considerados criminosos à priorir, invertendo o onus da prova, está tudo dito.
não me venham dizer que os outros é que são maus, anti-democráticos etc, nós fazemos o mesmo, apenas usamos uma máscara que chamam de democracia.
ainda quanto à tecnologia de espionagem de telecomunicações, ela é quase toda israelita, patrocinada pelo governo israelita e está presente desde os EUA a Portugal.
procurem informação sobre estas empresas, Fortress GB, Verint Inc. (formerly Comverse Infosys), Amdocs.
A PT usa-a, a vodafone usa-a e creio que a optimus tb.
http://ovigia.wordpress.com/2009/04/09/israelitas-controlam-comunicacoes-e-seguranca-dos-eua-entre-outros-paises/
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Posso-lhe adiantar Ricardo que a EDP ainda à 2 ou 3 anos anos recebeu nas suas instalações técnicos Israelitas da Nortel para configurar todo o seu routing.
Os Israelitas são os melhores do mundo em segurança informática.
O problema é que pode ser usado para o bem ou para o mal.
Por isso repito, a mim não me escandaliza a Nokia ter vendido, o que me entristece é o modo como é usado.
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Caro Daniel, o Daniel é que está a assumir que a peça jornalistica é que é 100% certa. O que é errado. Este mesmissimo software “lawfull interception” existe em PT e na UE. Neste momento nao deve haver uma unica operadora de telecomunicações que nao o tenha, nem há nenhuma que faça contratos sem este tipo de software fazer parte do mesmo. A questão é o que se faz com ele. Em PT e na UE há regras…no Irão não, e nao é uma empresa que tem que as impor. Isto nao é em nada diferente do que há e sempre houve para as escutas telefónicas.
Já agora sugiro esta leitura: http://en.wikipedia.org/wiki/Lawful_interception
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como sempre o problema não está na tecnologia per si, mas sim no uso que se faz dela.
por isso mesmo a NSN deveria saber que ao vendê-la ao Irão haveria a enormissima probabilidade de ser mal usada.
o problema é que por ca e pelos restantes paises ditos democraticos tb é mal usada, porque os politicos que temos para além de não perceberem nada de tecnologia na sua grande maioria, ainda estão condicionados pelos lobbys das grandes multinacionais e organizações como as RIAA/MPAA etc, e criam leis à medida destas e não dos interesses dos cidadãos que os elegeram.
mais uma vez digo e repito,porque razão ninguem por cá, nenhum meio de comunicação abre o debate, faz investigação sobre o tratado ACTA?
porque raio nunca fazem as perguntas certas a estes grupinhos que querem leis que vão totalmente contra a privacidade dos cidadãos como a HADOPI francesa que muitos querem tb or cá?
o caro Daniel está numa excelente posição para abrir o debate sobre estes temas.
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ANTONIO CUNHA
Se então é no mundo inteiro não compreendo de onde vem essa sua lista de paises comunistas ou de indole comunista.
Mas é verdade, não sei mesmo do que se esta a falar pois nunca ouvi falar da Operação Ajax ou tão pouco de Mossadegh ou da CIA ou da Anglo-Iranian, nem tão pouco da ascenção e declinio do Xá e o consequente legado do Ayatollah Khomeini até chegarmos a Ahmadinejad com o seu estado teocratico acente numa republica Islamica que ao tornar-se incomodo aos interesses Ocidentais (EUA & GB) devido á escassez do ouro negro já é reconhecido como um ditador eleito “democraticamente” e para que não se caia no mesmo erro do Iraque, á que combate-lo!
Ao invés de se investir numa guerra aberta demasiadamente dispendiosa em epoca de crise, utiliza-se a via mais racional adicionada com um toque de contemporaneadade, a manipulação a boa maneira da guerra fria mas desta feita baseada numa vertente tecnologica.
Num esforço novo, a CIA & MI-6 mobilizam os militantes anti-iranianos nos EUA e no Reino Unidos para aumentar a desordem. Um Guia prático da revolução no Irão foi-lhes distribuído. Ele inclui vários conselhos práticos, tais como:
• acertar as contas Twitter no fuso horário de Teerão;
• centralizar as mensagens nas contas Twitter @stopAhmadi, #iranelection et #gr88;
• não atacar os sítios internet oficiais do Estado iraniano. “Deixem isso para o exército dos EUA” (sic).
Uma vez aplicados, estes conselhos impedem toda autenticação das mensagens Twitter. Já não se pode saber se eles são enviados por testemunhas das manifestações em Teerão ou por agentes da CIA em Langley, e não se pode mais distinguir o verdadeiro do falso. O objectivo é criar cada vez mais confusão e levar os iranianos a lutarem entre si.
Embora tenha a noção de mais um vergonhoso envolvimento do “Mundo Ocidental” concordo e apoio que urge uma mudança num país que se rege por valores islamicos reprecivos não republicanos e que suprime as liberdades do seu povo hostilizando-o através da religião numa suposta democracia.
E como afirma o comunicado do Partido Comunista do Irão editada a 21 de Abril:
«Este regime privou as nações oprimidas até das suas culturas. O regime islâmico espalha por todo o país crendices supersticiosas e lixo religioso em árabe e o idioma principal da sua mais importante escola religiosa em Qom é o árabe, mas não permite que as crianças árabes estudem no seu próprio idioma!»
Mas tem razão Antonio não percebo nada disto e como o meu post já vai longo e por não querer cansar demasiado a sua cabecinha, deixo-o com uma frase de um amigo seu já falecido para justificar a Operação Ajax:
“É aqui onde começarão nossos problemas se não formos cuidadosos.”
H. Truman, apontado o mapa do Irão, em 1952
A.R.A
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Caro ARAras
Ena pá as coisas que voce sabe !!!
E de onde sacou isso tudo ? Não me diga que foi do avante ?
E esse panfletozito, não tem aì uma cópia prá gente ver ?
Então se os iranianos estão a barrar a net como é que os amercianos lá conseguem entrar ?
Ahhh, então concorda que a teocracia é um mau regime ! Estava a começar a desconfiar que a malta comuna estava a alinhar com os padrecos.
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ANTONIO CUNHAS
Antes de mais Olé!
Então gosta de opinar do que não sabe? Eu sabia.
É
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ANTONIO CUNHAS Parte II
É que já me preocupavam as baboseiras que voçe diz tendo algum conhecimento dos temas.
Mas afinal, voçe é bronco só pelo prazer do contraditorio, enfim …………. que bonito exemplar voçê me saiu.
Salvo a modestia, relativamente ao tema, em posso eu elucida-lo?
Teocracia? Que palavra cara, onde é que a aprendeu? Não me diga que foi aqui no blog com os comunas.
A.R.A
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ARAras, ainda lhe digo mais.
OLE e OLARILOLE
até vai em espanhol, que pra quem é bacalhau basta::
“Una teocracia (del griego Teos τεοσ [Dios] y Cracia χρατοσ [Gobierno], gobierno de Dios) es una forma de gobierno en la que los líderes gubernamentales coinciden con los líderes de la religión dominante, y las políticas de gobierno son idénticas o están muy influidas por los principios de la religión dominante; normalmente el gobierno afirma gobernar en nombre de Dios o de una fuerza superior, tal como especifica la religión local.”
Quando voce estiver lá no turno da noite aproveite e leia mais umas coisitas. Dá sempre jeito. Deixo-lhe aqui o endereço
http://www.wikipedia.com
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Esta é pro meu amigo ARAras que anda lá por fora a lutar pela vida:
Khamenei empurra Irã para teocracia
Para analistas, líder cruzou tênue fronteira entre religião e governo
O comprometimento do líder espiritual Ali Khamenei com o resultado da eleição presidencial do dia 12 alterou a face do regime iraniano. Khamenei vinculou não só os fundamentos da Revolução Islâmica mas a autoridade divina à vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Com isso, dizem analistas em Teerã ouvidos pelo Estado, ruíram as bases da “democracia islâmica”, sobre as quais se assentava o regime. O Irã rompeu a frágil fronteira entre religião e governo, e submergiu – ou explicitou sua submersão – numa teocracia.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090621/not_imp390595,0.php
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ANTONIO CUNHAS
E……….. ???
Não vejo nada contra aquilo que lhe disse, o que veio foi reforçar o que partilhei consigo. Mas gostava que tivesse sido voçe a pensá-lo ao invés de andar fazer copy/ paste ou pensar também é coisa de comunas?
Já agora onde é que ficam Teerã e Irã? É que não conheço essas freguesias. Isso não ali para os lados de Xabregas e Poço do Bispo?
«Então se os iranianos estão a barrar a net como é que os amercianos lá conseguem entrar ?»
Então vamos lá mais devagarinho para ver se o Cunhas chega lá:
Era uma vez…………
Não! è melhor assim:
1º Veio a Revolução do Twitter com o publico apoio da Mrs. Clinton e afins
2º Veio a contra-revolução Nokia Siemens Networks com o apoio publico do Ahmadinejad e afins
Boa? Então vá lá se informar acerca da Operação Ajax………não é essa do limpa vidros………. não tambem nada tem a ver com a bola……….. é a outra!!!
Brasa! Já lhe pus o Tico e o Teco no lodo.
A.R.A
[Responder]
Amigo ARAra, quem tem nome de papagaio não sou eu, logo o unico que não pensa com a sua cabeça e passa a vida a repetir o que ouviu é o meu amigo.
Voce vem para aqui falar do que não sabe, e depois ainda consegue ser pior que o xatoo.
Sabe o que é um router ? Uma firewall ?
Se soubesse não tinha dito tanta asneira.
Mas onde raio foi voce bustar tanta asneira ????
[Responder]
ANTONIO CUNHAS
Pois! Foi o que eu disse.
Olé!!!!!!!!
A.R.A
[Responder]