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	<title>Comentários em: &#8220;Corrupção&#8221;</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 04:42:42 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Joãõ Quadros</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20147</link>
		<dc:creator>Joãõ Quadros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 23:21:07 +0000</pubDate>
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		<description>Substituído - obviamente</description>
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		<title>Por: João Quadros</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20148</link>
		<dc:creator>João Quadros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 13:46:31 +0000</pubDate>
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		<description>Em 2005 escrevi uma peça que me foi encomendada pelo Nicolau Breyner. Entreguei o guião completo dois meses depois e quando, passados quinze dias, fui ao IGAC registar a obra descobri que já estava registada. Um guião igual ao que eu tinha enviado para o produtor, mas em que o meu nome tenha sido apagado e susbtituido por outro, já tinha entrado no IGAC e o autor era o "escritor"- Alexandre Valente. Valeu-me o facto de a peça já ter cartazes expostos com a minha assinatura como autor e outros pequenos factos para conseguir recuperar a autoria e fui aconselhado pelo IGAC a processar o produtor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2005 escrevi uma peça que me foi encomendada pelo Nicolau Breyner. Entreguei o guião completo dois meses depois e quando, passados quinze dias, fui ao IGAC registar a obra descobri que já estava registada. Um guião igual ao que eu tinha enviado para o produtor, mas em que o meu nome tenha sido apagado e susbtituido por outro, já tinha entrado no IGAC e o autor era o &#8220;escritor&#8221;- Alexandre Valente. Valeu-me o facto de a peça já ter cartazes expostos com a minha assinatura como autor e outros pequenos factos para conseguir recuperar a autoria e fui aconselhado pelo IGAC a processar o produtor.</p>
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		<title>Por: JCH</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20149</link>
		<dc:creator>JCH</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 00:13:47 +0000</pubDate>
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		<description>Uma senhora esteve envolvida na edição de um livro. Devido a esse facto, consegue facilmente acesso à autora - que o não foi - do mesmo. Em três tempos, interesses e vontades misturam-se: um produtor avança, a senhora escreve um guião, o marido da senhora avança para a realização. Não será particularmente relevante saber quem propôs a quê o quem e em que termos nessa negociação. O produtor sabe que não sendo particularmente inteligente é particularmente esperto e, por isso, salvaguarda A CLAUSULA. O vento muda, as boas vontades mudam e vem ao cimo que os interesses aparentemente idênticos não são assim tão iguais. No fundo, no fundo, ninguém fica muito bem na fotografia. Todos são vítimas e ninguém é vítima.  Sendo um filme sobre corrupção - e, mais genericamente, sobre "Bastidores" e "Coisas Pouco Claras" - não deixa de ser irónico - at least - que o processo do filme também esteja cheio de bastidores e inclaridades. Go figure.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma senhora esteve envolvida na edição de um livro. Devido a esse facto, consegue facilmente acesso à autora - que o não foi - do mesmo. Em três tempos, interesses e vontades misturam-se: um produtor avança, a senhora escreve um guião, o marido da senhora avança para a realização. Não será particularmente relevante saber quem propôs a quê o quem e em que termos nessa negociação. O produtor sabe que não sendo particularmente inteligente é particularmente esperto e, por isso, salvaguarda A CLAUSULA. O vento muda, as boas vontades mudam e vem ao cimo que os interesses aparentemente idênticos não são assim tão iguais. No fundo, no fundo, ninguém fica muito bem na fotografia. Todos são vítimas e ninguém é vítima.  Sendo um filme sobre corrupção - e, mais genericamente, sobre &#8220;Bastidores&#8221; e &#8220;Coisas Pouco Claras&#8221; - não deixa de ser irónico - at least - que o processo do filme também esteja cheio de bastidores e inclaridades. Go figure.</p>
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		<title>Por: Paulo Ribeiro</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20150</link>
		<dc:creator>Paulo Ribeiro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 21:28:04 +0000</pubDate>
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		<description>Não, Daniel, a arte não se deve reger pelo bom senso. Mas neste caso, imaginando as cenas que foram, digamos assim, censuradas do filme, acredito que o sr. Alexandre Valente usou do seu bom senso para, no mínimo, apresentar um filme aparentemente normal, daqueles que pode ser visto pela maioria, em vez dum filme porno, bem ao gosto da musa inspiradora do filme e da vontade exacerbada que João Botelho tinha de mostrar os factos. O filme, à boa maneira portuguesa, é um sem número de situações cheias de fandango, com prestações notáveis dos nossos actores... Há que referir que eles deram já provas de serem capazes de nos fazer jubilar com aquelas representações de seres asquerosos, de cariz pouco recomendável. Não quero, de todo, "cortar as pernocas" à arte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não, Daniel, a arte não se deve reger pelo bom senso. Mas neste caso, imaginando as cenas que foram, digamos assim, censuradas do filme, acredito que o sr. Alexandre Valente usou do seu bom senso para, no mínimo, apresentar um filme aparentemente normal, daqueles que pode ser visto pela maioria, em vez dum filme porno, bem ao gosto da musa inspiradora do filme e da vontade exacerbada que João Botelho tinha de mostrar os factos. O filme, à boa maneira portuguesa, é um sem número de situações cheias de fandango, com prestações notáveis dos nossos actores&#8230; Há que referir que eles deram já provas de serem capazes de nos fazer jubilar com aquelas representações de seres asquerosos, de cariz pouco recomendável. Não quero, de todo, &#8220;cortar as pernocas&#8221; à arte.</p>
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		<title>Por: PRS</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20151</link>
		<dc:creator>PRS</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 18:22:24 +0000</pubDate>
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		<description>Tradicionalmente o cinema europeu repudia a ideia de que deve ser lucrativo, privilegiando a ideia de que o cinema é uma forma de arte e não uma máquina de fazer dinheiro e blá blá blá. Há, no entanto, casos de filmes comerciais americanos de excepcional qualidade artística, donde a título de exemplo destaco 'Entre Inimigos' de Martin Scorcese, e por outro lado, há filmes de autor, europeus, excepcionalmente comerciais donde destaco o caso de Almodóvar. São tradições diferentes. Mais vezes o cinema europeu fez tristes figuras a querer aproximar-se do modelo comercial americano do que o contrário. Um filme não passa a ser bom só por ser polémico, só por ter um registo tablóide, só por ter umas maminhas à mostra. Um filme é bom quando é bom. E sobretudo não creio que seja preciso abandonar os critérios de 'autor' para se poder ter cinema de qualidade e que leve muitas pessoas às salas de cinema. Veja-se o caso do Michael Haneke, do Lars Von Trier ou do Hector Babenco. Será que levar pessoas às salas de cinema passa por americanizar os modelos de produção nacionais? De resto, o cinema português é um mundinho de conluios e interesses e de lambe botas de toda a espécie e feitio, muito pouco compatível com a noção de que é da liberdade criativa que nascem os melhores autores e realizadores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionalmente o cinema europeu repudia a ideia de que deve ser lucrativo, privilegiando a ideia de que o cinema é uma forma de arte e não uma máquina de fazer dinheiro e blá blá blá. Há, no entanto, casos de filmes comerciais americanos de excepcional qualidade artística, donde a título de exemplo destaco &#8216;Entre Inimigos&#8217; de Martin Scorcese, e por outro lado, há filmes de autor, europeus, excepcionalmente comerciais donde destaco o caso de Almodóvar. São tradições diferentes. Mais vezes o cinema europeu fez tristes figuras a querer aproximar-se do modelo comercial americano do que o contrário. Um filme não passa a ser bom só por ser polémico, só por ter um registo tablóide, só por ter umas maminhas à mostra. Um filme é bom quando é bom. E sobretudo não creio que seja preciso abandonar os critérios de &#8216;autor&#8217; para se poder ter cinema de qualidade e que leve muitas pessoas às salas de cinema. Veja-se o caso do Michael Haneke, do Lars Von Trier ou do Hector Babenco. Será que levar pessoas às salas de cinema passa por americanizar os modelos de produção nacionais? De resto, o cinema português é um mundinho de conluios e interesses e de lambe botas de toda a espécie e feitio, muito pouco compatível com a noção de que é da liberdade criativa que nascem os melhores autores e realizadores.</p>
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		<title>Por: PRS</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20152</link>
		<dc:creator>PRS</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 18:19:18 +0000</pubDate>
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		<description>Nem estamos em Hollywood, nem a Margarida Vila-Nova é a Rachel Weisz, nem o Alexandre Valente é o David Geffen. Nunca o Paulo Branco, que é sobejamente conhecido pelo forma intempestiva de produzir, se achou no direito de estrear um filme contra a vontade do realizador. E parece-me pobrezinha esta ideia de que o cinema deva ser mercantilizado, com o único objectivo de dar retorno financeiro. O objectivo financeiro não deve ser descartado, mas não deve ser o único objectivo. A convicção de que existem fórmulas para prender o espectador, contraria a própria ideia de criatividade. O cinema europeu e o cinema americano sempre foram diferentes um do outro: o cinema americano compõe uma indústria lucrativa, onde, precisamente por isso, poucos são os realizadores  que têm direito ao 'final cut', que normalmente fica nas mãos das grandes produtoras que investem milhões e milhões, sequiosas de lucros astronómicos. O modelo europeu é substancialmente diferente, por ser um modelo de 'autor', onde o realizador sempre teve o direito de acompanhar a fase de montagem do ponto de vista criativo, e onde se repudia a ideia do cinema comercial ou de estrito agrado das massas. É um modelo financiado pelos estados onde situações lucrativas são até certo ponto excepcionais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem estamos em Hollywood, nem a Margarida Vila-Nova é a Rachel Weisz, nem o Alexandre Valente é o David Geffen. Nunca o Paulo Branco, que é sobejamente conhecido pelo forma intempestiva de produzir, se achou no direito de estrear um filme contra a vontade do realizador. E parece-me pobrezinha esta ideia de que o cinema deva ser mercantilizado, com o único objectivo de dar retorno financeiro. O objectivo financeiro não deve ser descartado, mas não deve ser o único objectivo. A convicção de que existem fórmulas para prender o espectador, contraria a própria ideia de criatividade. O cinema europeu e o cinema americano sempre foram diferentes um do outro: o cinema americano compõe uma indústria lucrativa, onde, precisamente por isso, poucos são os realizadores  que têm direito ao &#8216;final cut&#8217;, que normalmente fica nas mãos das grandes produtoras que investem milhões e milhões, sequiosas de lucros astronómicos. O modelo europeu é substancialmente diferente, por ser um modelo de &#8216;autor&#8217;, onde o realizador sempre teve o direito de acompanhar a fase de montagem do ponto de vista criativo, e onde se repudia a ideia do cinema comercial ou de estrito agrado das massas. É um modelo financiado pelos estados onde situações lucrativas são até certo ponto excepcionais.</p>
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		<title>Por: corvo</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20153</link>
		<dc:creator>corvo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 16:20:49 +0000</pubDate>
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		<description>Não percebo o porquê de tanta polémica.

O Cinema é uma industria,  e em todas as épocas e em todos os paises, houve filmes, que os estudios, ou os produtores mutilaram, em nome das regras de mercado, isso até agora não se tinha passado em Portugal, mas alguma vez havia de ser a primeira.

O problema é realmente João Botelho, este realizador faz um cinema dito  de autor, para pequenas franjas de publico.

Se se queria fazer um cinema de grande espectaculo, há outros realizadores , ( Leonel Vieira), mais rodados no assunto.

Esse foi talvez a falha do produtor, quanto ao resto, serve de propaganda para o filme.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não percebo o porquê de tanta polémica.</p>
<p>O Cinema é uma industria,  e em todas as épocas e em todos os paises, houve filmes, que os estudios, ou os produtores mutilaram, em nome das regras de mercado, isso até agora não se tinha passado em Portugal, mas alguma vez havia de ser a primeira.</p>
<p>O problema é realmente João Botelho, este realizador faz um cinema dito  de autor, para pequenas franjas de publico.</p>
<p>Se se queria fazer um cinema de grande espectaculo, há outros realizadores , ( Leonel Vieira), mais rodados no assunto.</p>
<p>Esse foi talvez a falha do produtor, quanto ao resto, serve de propaganda para o filme.</p>
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	<item>
		<title>Por: agent</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20154</link>
		<dc:creator>agent</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 13:05:29 +0000</pubDate>
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		<description>Um filme, sobre o modo como uma inocente conselheira matrimonial se deixa seduzir pelo lado mais obscuro do futebol (colocar reticências em tudo o que foi dito até aqui, por favor), com mamas (de silicone) ao léu e sexo (simulado mas muito) desenfreado precisa de um realizador exactamente para quê? Já agora queriam produtores profissionais e um argumento original, não?

Não deixa de ser curioso que o único filme nacional onde se revela a corrupção do mundo à volta do futebol não seja assinado. Pode ser curioso mas já não surpreende ninguém: neste país muito se denuncia mas pouco se assume ou se dá a cara por essas denúncias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme, sobre o modo como uma inocente conselheira matrimonial se deixa seduzir pelo lado mais obscuro do futebol (colocar reticências em tudo o que foi dito até aqui, por favor), com mamas (de silicone) ao léu e sexo (simulado mas muito) desenfreado precisa de um realizador exactamente para quê? Já agora queriam produtores profissionais e um argumento original, não?</p>
<p>Não deixa de ser curioso que o único filme nacional onde se revela a corrupção do mundo à volta do futebol não seja assinado. Pode ser curioso mas já não surpreende ninguém: neste país muito se denuncia mas pouco se assume ou se dá a cara por essas denúncias.</p>
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	<item>
		<title>Por: João André</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20155</link>
		<dc:creator>João André</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 10:42:39 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que o Daniel já refere essas desculpas todas ao dizer que Alexandre Valente poderia ter escolhido um realizador a seu gosto. Mas não, quis usar o nome do João Botelho. Já se sabe qual o sistema em que trabalha o joão Botelho. Se ele não quisesse que o João Botelho tivesse controlo criativo, que pedisse a outro.

Salvaguardadas as diferenças, é o mesmo que aconteceu quando quiseram pedir ao David Lynch que fizesse uma série de sucesso. Saiu uma coisa muito estranha que decidiram que ninguém iria ver. Vá lá que houve quem pegasse nela e fizesse um filme. Chamou-se Mullholland Drive.

É verdade que um produtor, numa indústria cinematográfica comum, pode ter controlo do "final cut" e usar o mesmo caso não goste do caminho que o filme leva. É essa a razão para a proliferação de "director's cut". Mas convém que o realizador esteja a par de tal opção e que haja acordo para tal. Porque se há quem faça a edição, também é, geralmente, sob orientação do realizador que ela é feita.

Quanto à zanga, conheci o Alexandre Valente (embora seja 99,99999% certo que ele não se lembre de mim) e confesso que o achei uma verdadeira besta. Não me admiro que um realizador que está habituado a ter controlo criativo recuse ter o nome dele na ficha técnica quando lhe mutilaram aquilo que era, segundo ele, a sua visão pessoal do filme.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que o Daniel já refere essas desculpas todas ao dizer que Alexandre Valente poderia ter escolhido um realizador a seu gosto. Mas não, quis usar o nome do João Botelho. Já se sabe qual o sistema em que trabalha o joão Botelho. Se ele não quisesse que o João Botelho tivesse controlo criativo, que pedisse a outro.</p>
<p>Salvaguardadas as diferenças, é o mesmo que aconteceu quando quiseram pedir ao David Lynch que fizesse uma série de sucesso. Saiu uma coisa muito estranha que decidiram que ninguém iria ver. Vá lá que houve quem pegasse nela e fizesse um filme. Chamou-se Mullholland Drive.</p>
<p>É verdade que um produtor, numa indústria cinematográfica comum, pode ter controlo do &#8220;final cut&#8221; e usar o mesmo caso não goste do caminho que o filme leva. É essa a razão para a proliferação de &#8220;director&#8217;s cut&#8221;. Mas convém que o realizador esteja a par de tal opção e que haja acordo para tal. Porque se há quem faça a edição, também é, geralmente, sob orientação do realizador que ela é feita.</p>
<p>Quanto à zanga, conheci o Alexandre Valente (embora seja 99,99999% certo que ele não se lembre de mim) e confesso que o achei uma verdadeira besta. Não me admiro que um realizador que está habituado a ter controlo criativo recuse ter o nome dele na ficha técnica quando lhe mutilaram aquilo que era, segundo ele, a sua visão pessoal do filme.</p>
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	<item>
		<title>Por: pedro a.</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/corrupcao/#comment-20156</link>
		<dc:creator>pedro a.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 10:38:02 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;Who cares?&lt;/i&gt;
Isto é, acho que o Daniel teve aqui o seu momento tablóide. Quem é que está interessado nisto?
Hummm... espera... Este filme não é com aquela miúda a Margarida Vila-Nova sempre lesta no alivío da pesada carga que é a roupita?
Vou já ver!!!
;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>Who cares?</i><br />
Isto é, acho que o Daniel teve aqui o seu momento tablóide. Quem é que está interessado nisto?<br />
Hummm&#8230; espera&#8230; Este filme não é com aquela miúda a Margarida Vila-Nova sempre lesta no alivío da pesada carga que é a roupita?<br />
Vou já ver!!! <img src='http://arrastao.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /></p>
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