«Nós somos contra a lei de 84.»
«Uma mulher violada não deve ser obrigada a educar aquele filho. Mas matar aquela criança só porque a sua origem não é a desejada não é uma coisa aceitável. A adopção é a solução razoável.»
«Eu nunca ouvi ninguém dizer “nós somos a favor desta lei”»
«Esta atitude laxista relativamente ao aborto vai dar uma volta. Nós daqui a uns tempos vamos discutir de novo a lei de 84».
João César das Neves, mandatário do Movimento Diz que Não, TSF, 31 de Janeiro

Debate aqui


Sem respostas ao post “Cristalino”  

  1. 1 1  a.pacheco

    Conforme os dias vão passando, e o debate vai aquecendo, vão surgindo claramente duas posições, nos partidários do não.

    De um lado Matilde Sousa Franco, Rosario Carneiro, o sr José Policarpo, o Bispo de Viseu, mesmo Marcelo Rebelo de Sousa e Matques Mendes, são a face civilizada, a face a quem abertamente repugna a prisão e o julgamento das mulheres, mas que não são capazes de assumir em coerencia essa posição, e votarem SIM.

    Temos do outro, o Cesar da Neves, o Gentil Martins , o Daniel Serrão, os sectores mais integristas da Igreja Catolica , Bispo de Bragança Miranda, padre de Castelo de Vide, boa parte da Opus-Dei, a extrema direita representada pela maioria da direcção do CDS, e do partido claramente Fascista o PNR, a que se juntam os neo-nazis, que negam o holocausto e defendem as ditaduras de Salazar, e de Hitler, a quem abertamente veneram.

    Qual das duas facções triunfará no campo do não? Neste momento, os integristas e os neo-nazis estão ideologicamente a comandar o combate.
    Sermos capazes de confrontar os partidários da despenalização que se encontram no campo do não, com a contradição de genuinos democratas, terem a companhia e se deixarem instrumentalizar, por fanaticos e neo-nazis, é a nossa proxima batalha.

    O SIM tambem aqui tem uma batalha a travar.

    [Responder]

  2. 2 2  Eu voto sim

    Daniel, gosto de ti e respeito a tua personalidade aguerrida na defesa das tuas convicções. Por isso acho que não devias insistir na ignorância dos outros, ou melhor na ignorância deste senhor. Comentários destes só servem para desviar o debate das questões importantes. Usa antes a inteligência e argumentos racionais para esclarecer as dúvidas que ainda parecem ser muitas a respeito deste referendo.
    Um abraço.

    [Responder]

  3. 3 3  Max Mortner

    Caro Daniel Oliveira,

    As posições do Prof.César das Neves são inacreditáveis, medievais, enfim “à moda” da Opus Dei.
    Mas deixe-me que lhe diga que, por muito que o Prof. Neves o irrite, o nivel a que os DOIS conduziram o debate foi baixo e lamentável. Aqueles “não me interrompa”/”vou interromper” foram dignos de um “sketch” do Gato Fedorento. Isso é lamentável mas os portugueses já estão habituados.
    Contudo o uso de certos casos, dramáticos, mas de contornos muito especiais (e que o Daniel não define nem especifica), para fazer campanha sobre este assunto não lhe fica nada bem e não é nada que se possa levar de animo leve… É populismo puro e duro. E, com isso, o Daniel contribuiu (quase tanto como as frases do Prof JCN) para nivelar e tornar pouco esclarecedor o debate.

    [Responder]

  4. 4 4  Anónimo

    Caro Eu Voto Sim:

    Ao verificar se o meu post já tinha sido colocado deparei-me com o seu…
    Deixe-me dize-lhe que não se deve entrar em generalizalções do tipo “Neste momento, os integristas e os neo-nazis estão ideologicamente a comandar o combate”…Acho que este tipo de politizações constitui uma derrota para um movimento que contra uma situação socialmente indigna pela qual passam as mulheres portuguesas…
    Vamos tentar, uma vez na vida, ter um debate civico em Portugal sem intreferencia partidária! Para orientar seguidores (ou para o tentar fazer) já basta a Igreja!

    [Responder]

  5. 5 5  Max Mornter

    Caro Eu Voto Sim:

    Ao verificar se o meu post já tinha sido colocado deparei-me com o seu…
    Deixe-me dize-lhe que não se deve entrar em generalizalções do tipo “Neste momento, os integristas e os neo-nazis estão ideologicamente a comandar o combate”…Acho que este tipo de politizações constitui uma derrota para um movimento que contra uma situação socialmente indigna pela qual passam as mulheres portuguesas…
    Vamos tentar, uma vez na vida, ter um debate civico em Portugal sem intreferencia partidária! Para orientar seguidores (ou para o tentar fazer) já basta a Igreja!

    Max Mortner
    (www.guardafiscal.blogspot.com)

    [Responder]

  6. 6 6  The Studio

    Fartei-me de rir com este debate. Amanhã comento no meu blog. O Daniel revelou-se o mestre do jogo sujo desviando sistematicamente o debate para assuntos que não estavam em causa, como o preservativo ou o aborto após violações. Só para terminar Daniel, não percebeste mesmo a comparação
    da evolução entre o número de telemoveis vendidos e o número de abortos após a despenalização, ou era mesmo só para tentar avacalhar a conversa?

    [Responder]

  7. 7 7  Joana M.

    Daniel, é para mim incompreensível como é que alguém, com as pretensões que você tem, consegue manter um blog com o baixo nível que este manifesta ter – e do qual você é o timoneiro e o seu rosto mais visível.

    [Responder]

  8. 8 8  Anónimo

    As minhas desculpas…Onde se lê Caro Eu voto sim devia ler-se CARO PACHECO.
    Pelo meu erro aqui ficam as minhas desculpas.

    Cumprimentos a todos,

    Max Mortner

    [Responder]

  9. 9 9  M

    Daniel,

    Ao contrário de muitos, arrepia-me o discurso do “não debatas muito”,não baixes o nível, a cinersa do “estamos fartos dos números”, do “é tudo igual”. É salazarismo em estado puro: nesse tipo de argumentos se baseava a crítica salazarista à democracia e ao parlamentarismo.
    Portanto, sobre o debate. Foi de facto muito útil tornar claro – recentrar, para seguir a moda – a ideologia por detrás de muitos dos movimentos do Não. Repare-se, de muitos dos movimentos, de muitos dos que – como admitiu César das Neves – marcharam na última manifestação pelo Não!
    Foi muito útil, de facto.
    JCN acha que uma mulher violada deve ser obrigada a ter um possível filho. Depois, dá-se a criança para adopção, para (parafraseando a Rita Ferro) “dar uma alegria a outros pais”.
    Lamento, mas é mesmo isto que acha o JCN e muitos dos partidários do Não.
    Acham que a gravidez é algo que deve ser regulado pelo código penal.

    Daniel, gabo-lhe a paciência e a coragem. Coragem, sim. É que estar sentado ao pé de alguém que acha que um acto sexual não consentido é um acto sexual sagrado, é algo que eu não recomendaria, or exemplo, à minha filha.
    Porque sei que se o JCN apanhasse alguém a violar a minha filha, provavelmente, estando o trabalho “já feito” (perdoem-me a dureza das palavras), levaria a minha filha – não ao HOSPITAL – mas à POLÍCIA. Não fosse essa mulher querer abortar!

    Daniel, obrigada por ter dito a JCN coisas que há muito alguém lhe deveria ter dito!

    Abraço forte!

    Ah! E eu sou cristã e católica!

    [Responder]

  10. 10 10  paulo

    Caro Daniel, Também escutei o debate na TSF e, antes de dizer ao que venho, adianto que vou votar “não”. Respeito e tenho acompanhado o muito que se vai dizendo a defender ambos os lados e, confirmo uma ideia minha inicial, de ” que isto ainda vai aquecer…”. E digo com tristeza mas, já o esperava. E porquê? Porque, de facto, ao permitirmos uma discussão sobre estes valores, pois é disso que se trata, valores de civilização, abrimos uma caixa de pandora, de onde tudo pode saír. Sou dos que acredito na vida e que a sua defesa é uma marco da civilização (e nestas, estão razões que nos unem…) mas acredito também que é um daqueles valores “superiores” e por isso,inviolável. E aqui reside a diferença. Se acredito nisto, não posso naturalmente aceitar que perante os dois valores /ou direitos em causa, o da mãe e o do outro (que está lá, apesar de muitos dos defensores do “sim” o pretenderem esquecer, ao centrarem tudo na mãe e na mulher), dizia eu, que perante os dois valores, eu defendo o mais fraco e o direito a desenvolver-se, crescer, a nascer…Para terminar este meu desabafo, que já vai longo, gostaria só de lembrar algo do século passado (não estamos a falar na pré-história do homem…), o não se respeitar os direitos dos outros, o não serem considerados humanos…lembram-se no que deu? Portanto, retorno ao início e à caixa de pandora que se abriu, ao permitirmos que se discutisse “o direito dos outros a existir..”. Afinal, se tudo
    é relativo, até a vida, não nos admiremos pois com aquilo que aí pode vir, que virá de certeza. Não é por ser votado por uma maioria, por ser democrático, que algo intrinsecamente mau, se tornará bom e elevará o homem. O facto de se votar, tornando “legal” o eliminar outro , não nos admiremos depois com o que pode vir por aí…os Alemães na década de 30 também votaram…lembram-se no que deu? os ciganos e os Judeus (e por exemplo os deficientes…)não apreciaram muito o exercício desse direito pela maioria…
    sempre a considerá-lo, Paulo

    [Responder]

  11. 11 11  João Saramago

    Você é indescritivel… vou ‘usá-lo’ para explicar e ilustrar à minha filha a ideia de DESONESTIDADE INTELECTUAL. Qualquer criança de 7 anos percebe que você é vergonhosamente desonesto.

    [Responder]

  12. 12 12  Alves

    Qualquer semelhança do Daniel Oliveira com o Manuel Maria Carrilho foi pura coincidência.
    É só vaidade, arrogância e fait-divers.

    [Responder]

  13. 13 13  Lopes

    Ó M, se é católica é, obviamente, cristã…

    Olhe, eu vou votar NÃO e não sou católico. Já viu que bonito?!

    [Responder]

  14. 14 14  Pintelho

    Já não basta ter um filho indesejado, ainda tem que o ver roubado pela adopção.

    Ontém em termos de comunicação social foi um dia de victórias para o sim. Venham mais 9 dias iguais, e dia 11, lá estaremos.

    [Responder]

  15. 15 15  Anónimo

    Mas ainda há aqui quem esteja a discutir essa treta da mulher violada como se esse problema não estivesse já solucionado na nossa lei do aborto e na jurisprudência há duas doutrinas a que defende que a mulher não deve abortar chamada personalista e a doutrina que está mesmo na nossa lei e que permite o aborto como causa de exclusão de ilicitude. Vocês já são um caso de ileteracia ou então ignorância no estado puro
    O Daniel aqui meteu a pata na poça porque ai os do não já admitiram isso nas anteriores leis do aborto como causa de excepção da ilicitude

    [“aborto criminológico, ( violação)há no debate ético duas
    posições em confronto: a que admite que a mulher violada tem o direito de se
    libertar das consequências indesejadas e prolongadoras do crime de que foi
    vítima e aquela que defende que um crime, embora abominável, se não apaga
    pela prática de outro, de que é vítima um ser inocente. No plano da ética
    personalista, baseada no respeito pela dignidade humana, são bem mais
    convincentes os argumentos desta última corrente; mas não se pode ignorar que
    a presença de uma gravidez forçada, resultante de um crime gravíssimo, pode
    representar uma permanente agressão para o equilíbrio psico-emocional da
    ofendida, com risco de suicídio, pelo que esta causa de exclusão de ilícitude se
    pode legitimamente enquadrar na do conflito entre a vida da mãe e a do feto.

    Preferível seria, sem dúvida, que a mãe, gozando de apoio e aconselhamento
    psicológico e social, pudesse levar até ao fim a gestação e que a criança fosse
    encaminhada para a adopção; mas não será de excluir a "solução" radical do
    abortamento, no caso extremo já referido.
    De qualquer modo, não deverá em caso algum substituir-se o termo "violação",
    de conteúdo médico-legal e criminológico bem definido, pela expressão "crime
    contra a liberdade e a autodeterminação sexual", expressão cujo significado vago
    e elástico constitui um potencial gerador de complexos conflitos jurídicos (que
    provas poderia uma mulher oferecer de que a sua gravidez, que pretende
    interromper, resultou de uma relação que lhe foi imposta pelo marido ou
    companheiro?).”]

    a doutrina adoptada na nossa lei

    ARTIGO 142º
    Interrupção da gravidez não punível
    (*Ver Lei 90/97 Que Altera Este Artigo*)
    d) Houver sérios indícios de que a gravidez resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez.

    [Responder]

  16. 16 16  Anónimo

    O “não” está a levar a campanha pelo caminho que convém ao “sim”. Está a estender uma passadeira vermelha para a despenalização.
    Quer então dizer que a rapariguita que morreu com a overdose de cytotec cometeu suicídio?
    Ai, a pecadora!
    Não queria abortar? Foi suicídio e encerra-se o caso, não se fala mais nisso.
    Que humanismo, meus senhores, que humanismo!
    JCN é uma besta.
    Daniel: eu, no seu lugar, muito dificilmente teria resitido a acertar-lhe com um murro certeiro nas ventas.
    Gabo-lhe a paciência. Eu cá, teria saído do sério e teria partido a cara àquele rato de sacristia.

    [Responder]

  17. 17 17  Anónimo

    A nossa lei só considera a violação (alias é uma das três causas justificativas para a actual lei do aborto), como uma causa justificativa para o aborto. Que exclue a ilicitude.
    Isto porque sendo fruto de um crime teria consequências psicológicas sobre a vitima mulher, não devia ser a sociedade a impor esse fardo de ter que levar a gravidez ate ao fim.( a determinação do que é aborto, que por excesso leva a suicídio não compete a lei nem a actual lei permite esse tipo de aborto por auto – medicação ou de vão de escada isso se assim for pois é ilegal )

    [“2. A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.

    3. O consentimento é prestado:”]

    A outra corrente que defendia que não devia haver aborto mas sim acompanhar a gravidez ate ao fim, psicologicamente acompanhada e possivelmente encaminhar para adopção não foi adoptada legalmente. É só isto e tão simplex como isto

    [Responder]

  18. 18 18  Lopes

    Este pintelho era bem depilado…

    É preciso ter arte… Em duas/três frases curtas consegue dizer um monte de necedades…

    [Responder]

  19. 19 19  Daniel Oliveira

    Joana,

    Não sou o rosto mais visivel deste blogue, sou o único, já que este é um blogue individual.

    [Responder]

  20. 20 20  Rui Damião

    O debate foi esclarecedor q.b., visto que JCN foi intelectualmente insuficiente para mais…
    Os meus parabéns, caro DO!
    Demostrou a incongruência de certas pessoas defensoras do “Não” e todos pudemos ouvir que realmente não há limites para a estupidez!
    E já agora, um esclarecimento para todos os que pelos vistos ainda não entenderam: basicamente, a ÚNICA coisa que se pretende deste referendo é que se diga se as mulheres que realizaram um aborto devem ou não ir para a cadeia!
    Tudo o resto são tentativas dos defensores do “Não” de introduzir o sentimentalismo e deturpar a questão.
    Eu voto “Sim”! É o meu contributo para acabar com a hipocrisia!

    [Responder]

  21. 21 21  Lopes

    Rui Damião, muito obrigado pelo seu contributo. Eu enquanto cidadão português agradeço-lhe o seu esforço titânico tendo em vista a extermínio da hipocrisia. Farei chegar a sua mensagem à Catarina Furtado e afins.

    [Responder]

  22. 22 22  Eduardo

    Eu já vos tinha dito antes do debate… O Sr. Neves é doente, tem problemas profundíssimos do foro psicológico e aparentemente ligados a abuso sexual. Qualquer aprendiz de psiquiatria percebe isto. Está tudo nos livros.

    [Responder]

  23. 23 23  Sinfonia do disparate consonante

    Anonymous:
    “Daniel: eu, no seu lugar, muito dificilmente teria resitido a acertar-lhe com um murro certeiro nas ventas.”

    O Sr. Anonymous não deve ter visto bem as diferenças de tamanho entre um e outro…
    Além disso, deveria lembrar-se que o Daniel é pacífico e pacifista. Não me acredito que em caso algum fosse fisicamente agressivo

    [Responder]

  24. 24 24  Sinfonia do disparate consonante

    “Foi suicídio e encerra-se o caso, não se fala mais nisso.”

    Não, pode e deve continuar a falar-se disso. O “sim” não vai resolver problemas como o desta jovem. O “sim” vai agravar problemas como o desta jovem. O “sim” está a promover a pressão dos companheiros e familiares destas jovens a que tomem mais cytotec, façam mais abortos e tenham um maior número de depressões e depressões mais profundas.

    As mulheres estão a ser usadas pelo “sim”, para sofrerem mais do que já sofrem. Agora o companheiro e familiares têm mais facilidades em pressioná-las ao aborto, a rejeitá-las e a condená-las caso queiram ter o filho!

    [Responder]

  25. 25 25  Sinfonia do disparate consonante

    Atenção,
    gostaria de deixar claro que o BE e o DO são promotores do sofrimento da mulher.

    [Responder]

  26. 26 26  Anónimo

    Sinfonia: eu sei que o Daniel é um tipo pacífico.
    Eu falei por mim que, provavelmente, não teria resistido a espetar-lhe um soco com alma e partir-lhe um ou dois dentes.
    Eu também sou, por norma, um tipo calmo e pacífico, mas posso abrir uma excepção de vez em quando. Por exemplo, quando um energúmeno medieval classifica como suicídio uma tentativa desesperada de uma rapariga para abortar e morre num hospital.
    Num caso destes, seria, talvez, capaz de perder as estribeiras e mandar o pacifismo dar uma curva.
    Quanto à estatura física do Daniel, não sei qual é, porque nunca o vi (a TV engana…).
    Por mim, sinto-me confortável com o meu 1,92cm de altura e com os meus 102kg de peso, excepto quando faço viagens grandes no meu Nissan Micra.

    [Responder]

  27. 27 27  Rui Damião

    É um pequeno contributo para o que espero venha a ser uma grande mudança… A começar pelas mentalidades!
    Claro que seria muito mais fácil se optasse por enfiar também a cabeça na areia…

    [Responder]

  28. 28 28  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,
    só por curiosidade…

    Vá ao Google e escreva “Sinfonia do disparate consonante”, pressione o botão “Sinto-me com sorte” e veja o que acontece!
    :)

    [Responder]

  29. 29 29  Sinfonia do disparate consonante

    Anonymous,
    eu peso 56Kg e devo dizer-lhe que o mais provável é que a rapariga se tenha suicidado.
    Com 14 anos já sabia ler as indicações do medicamento, além disso, também já podia perguntar como deveria fazer a medicação e em que quantidades. Normalmente, só se toma mais de meia caixa de cumprimidos de uma vez quando se pretende um suicídio…

    Espero que não se enerve muito com isto, mas já que tem 102Kg e mede mais de um 1,90m tem muito onde bater com o seu punho.

    Se o seu micra não lhe serve, tente um macro.

    [Responder]

  30. 30 30  Lopes

    “Claro que seria muito mais fácil se optasse por enfiar também a cabeça na areia…”

    É o que os yes-boys fazem ao liberalizar aquilo que TODOS dizemos que as mulheres não querem e que TODOS afirmamos ser a última e a pior das opções…

    [Responder]

  31. 31 31  Lopes

    “Espero que não se enerve muito com isto, mas já que tem 102Kg e mede mais de um 1,90m tem muito onde bater com o seu punho.”

    Grande resposta! fartei-me de rir!

    [Responder]

  32. 32 32  José Manuel Faria

    Parabéns por este post, deve-se desmascarar os radicais do não.

    [Responder]

  33. 33 33  José Manuel Faria

    Parabéns por este post, deve-se desmascarar os radicais do não.

    [Responder]

  34. 34 34  rafeiro alentejano

    Atenção! novos dados sobre o aborto “lícito”!
    aqui:
    http://rafeiroalentejano.blogs.sapo.pt/

    [Responder]

  35. 35 35  Fernando

    Boa, Daniel. É assim mesmo. O JCN e os do Não ouviram o que precisam de ouvir, nas palavras e no tom adequado. Parabéns.

    [Responder]

  36. 36 36  Peter Rama

    Daniel,
    fiz um comentário frontal, mas educado e não ofensivo.

    Lamento que o tenha apagado e tenha resolvido a questão pela força.

    A cobardia liga bem com a desonestidade que o carateriza.

    [Responder]

  37. 37 37  Filipe Rosas

    Ouvi agora. Muito bom Daniel. Sério, mas sobretudo rasgativo. Sem sombra de parcimónia para com o especialista dos números que nem sequer se excusou a tentar a intimidação por via do uso do argumento de autoridade. O Sr. Prof. pertendia “esmagar-te” na discussão, aliás relativamente lateral, da estatística. Não consegiu nem só por um segundo. Nem sobre os números nem sobre nada. «Posso interromper?», «Não pode», «Mas interrompo nas mesma». Respiras uma liberdade pela qual, muitas vezes, nos sítios por onde ando, morro de inveja. Parabéns e um grande abrço.

    [Responder]

  38. 38 38  Anónimo

    daniel,
    esta gente recusa a liberdade que me assiste em fazer com o meu corpo o que bem me apetecer. com o meu corpo e com tudo o que lá estiver dentro. se eu quero abortar, aborto e ninguém tem nada a ver com isso. essa história da vida é muito bonita, mas recuso quem me queira obrigar a ter filhos. já abortei e voltrei a fazê-lo sempre que entender conveniente.
    parabéns pelo blogue daniel. mostra a esta cambada de reaccionários e fascistas que no bloco não andamos a dormir.
    corja…

    [Responder]

  39. 39 39  Margarida

    E insistem, insistem, insistem a distorcer o que vai a votos e que é tão somente a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, isto é se uma mulher que precisa de fazer um aborto nas primeiras dez semanas em estabelecimento de saúde legal deve ou não continuar a ser punida com penas de prisão até três anos. è isto, a despenalização do aborto e é isto o que vai a votos. Mais nada.

    [Responder]

  40. 40 40  Daniel Oliveira

    Peter Rama, não apaguei coisa nenhuma

    [Responder]

  41. 41 41  Lopes

    “E insistem, insistem, insistem a distorcer o que vai a votos e que é tão somente a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, isto é se uma mulher que precisa de fazer um aborto nas primeiras dez semanas em estabelecimento de saúde legal deve ou não continuar a ser punida com penas de prisão até três anos. è isto, a despenalização do aborto e é isto o que vai a votos. Mais nada.”

    Estava a ver que não… Já sentia falta do seu discurso sempre inovador.

    Diga-me uma coisa. O seu media-trainer deve ser o mesmo do Aguiar Branco, não é?

    [Responder]

  42. 42 42  Sinfonia do disparate consonante

    Corja,
    percebo que no seu entender se pode abortar por puro capricho. Nesse caso também posso votar “não” por puro capricho.

    Fica assim claro que para o bloco de esquerda – representado aqui pela senhora que assina Corja – a modernização equivale ao fim de toda e qualquer responsabilidade. A verdadeira esquerda é por isso a favor da solidariedade e da liberdade, porque a única coisa que interessa a partir de agora é realizar os caprichos da Corja!

    [Responder]

  43. 43 43  Sinfonia do disparate consonante

    Margarida,
    não me conseguiu convencer de que o referendo é só sobre isso… Tente lá outra vez!

    [Responder]

  44. 44 44  Anónimo

    A Corja ou Anonymus é das tais que se justifica uma lei para, não manda-la para a cadeia embora alguns achem que sim, que a prisão devia ser só para estes casos, pois a reincidência e a falta de qualquer sintoma de arrependimento pelo mal, que para ela não é qualquer mal é evidente esta nas suas palavras, sem tirar nem por, mas eu como não sou reaccionário nem fascista e sou pelo Não, tenho outra receita a pena de prisão, devia ser substituída por outras penas. A violação do código da estrada esta sendo substituída a pena por trabalho em favor da comunidade. Devíamos propor o mesmo. Ponhamos quem faz abortos a ter que ajudar mães solteiras, a ter que ajudar em centros de acolhimento a contactarem de perto outras pessoas que passaram pelos mesmos problemas e que os superaram sem cair no aborto.
    Não as mandemos para a prisão, nem para casa sem mais nem menos mas obriguemo-las a verem outra realidade. Duvido que estas pessoas vejam nos outros outra realidade. Como se diz, quem assim fala parece ser um caso irrecuperável

    [Responder]

  45. 45 45  Pedro Morgado

    Se o nâo ganhar, dia 12 veremo-los a exigir que se mude a Lei de 84!

    [Responder]

  46. 46 46  Miguel Nascimento

    Ainda não entenderam?

    Em última análise, defende-se quem não se pode defender!

    E pensar que são as “esquerdas” a pensar o contrário…

    [Responder]

  47. 47 47  Anónimo

    Não é preciso a lei que existe chega tem as excepções suficientes para a mulher não morrer de parto, nem querer filhos indesejados anormais, ou deformados ou doentes, ou resultantes de um violação.
    Se o Sim ganhar a situação é irreversível se o Não ganhar, pode se discutir a moldura penal e por as abortistas a ajudar as mães e centros de acolhimento, infantários etc. isto é muito melhor que o que propõe o Sim, a pura desresponsabilização

    [Responder]

  48. 48 48  Margarida

    Uns defendem o que está – que as mulheres que precisam de abortar sejam condenadas, julgadas e punidas (até três anos de prisão). Outros, como o Anónimo, o Gentil Martins e o Bagão dispensam julgamento, basta tão só puni-las. Todos afinal o que não querem é que o aborto clandestino acabe e que as mulheres que precisarem de abortar ou vão até Badajoz, Madrid ou Londres (as suas) e as outras, as mais pelintras, se sujeitem a serem apanhadas, condenadas, julgadas e punidas ou simplesmente punidas sem julgamento

    Por isso querem continuar a complicar/baralhar o debate para que os eleitores não percebam que a pergunta do referendo da despenalização do aborto é se a mulher que tem uma gravidez indesejada deve ir a julgamento ou não. É só isso que vamos votar em 11 de Fevereiro. Se as mulheres devem continuar a estarem sujeitas a julgamento se abortarem.

    [Responder]

  49. 49 49  Anónimo

    Não esta enganada alguém vai ter que decidir, se a sua conduta é ou não censurável, ir para a cadeia é outra coisa, não deve ser. devem ser modificadas as penas tal como em muitas outras situações em que se aplicam sanções por violação de normas na nossa sociedade dei como exemplo o código da estrada. trabalho a favor da comunidade por exemplo, de preferência na área em que se prevaricou como centros de acolhimento, mães solteiras, infantários, orfanatos etc. o que eu não quero é a desresponsabilização que você quer e o que eu não quero é o circo que vocês montam nesses julgamentos mesmo que seja contra a vontade de quem esta a ser julgada vocês expõe – na publicamente

    [Responder]

  50. 50 50  Anónimo

    Margarida, preciso de te matar. Achas que devo ser preso se o fizer?

    [Responder]

  51. 51 51  Rui Damião

    Eu até acho que mesmo sem matar ninguém, podia ser preso antes, por dizer asneiradas!
    Aliás, fartei-me de ler parvoíces em muitos dos comentários.
    A pergunta é simples e o que se pretende apurar também! Por muito que alguns o tentem complicar…
    Faço o apelo a todos que compareçam, independentemente da opção: votem!
    E termino os meus comentários a este post.
    Cumprimentos

    [Responder]

  52. 52 52  Miguel Nascimento

    Proposta para o Governo:
    Se o sim ganhasse, podia adicionar o Aborto às medidas do programa SIMPLEX e chamar-lhe “Aborto na Hora”. Era só ir ao gichet do hospital, escolher um médico de uma lista pré definida e o tipo de bisturi e pronto! Não custava nada e ainda podia receber um diploma.

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  53. 53 53  Pedro Moreira

    Asneirada porquê? Vejamos os argumentos do Sim:

    - “Vamos liberalizar o Aborto porque nós temos confiança na Mulher portuguesa. Ela é responsável para decidir, não precisa da Sociedade para tomar a opção correcta. Essa decisão foi tomada só após muita meditação e luta interior! Ninguém aborta por gosto! Só em casos de necessidade extrema essa decisão é tomada”.

    A este conjunto de clichés que muito se tem ouvido e lido por aí, vamos fazer um jogo muito engraçado. Mudando apenas o acto, vamos ver como soa agora:

    - “Vamos liberalizar o assalto à mão armada porque nós temos confiança na Mulher portuguesa. Ela é responsável para decidir, não precisa da Sociedade para tomar a opção correcta. Esta decisão foi tomada só após muita meditação e luta interior! Ninguém assalta à mão armada por gosto! Só em casos de necessidade extrema essa decisão é tomada”.

    Joguem, joguem…é engraçado!

    Ps: Nunca quis discutir este assunto desta forma, mas após ouvir tanta boçalidade, não posso deixar de me revoltar. MAS então os direitos do feto/bebé!!!! É dele que também temos obrigação de defender, não à custa da mãe, mas em equilíbrio com os direitos de um e outro.

    Cumprimentos

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  54. 54 54  Margarida

    O Pedro Moreira deve saber que em todas as sociedades se combate e condena os assaltos, os roubos e os homicídios. Em todas sem excepção. Já quanto à interrupção voluntária da gravidez, por exemplo na Europa com uma ou duas excepções, todos os países a discriminalizaram e os fóruns mundiais (ONU e Organização Mundial da Saúde por exemplo) aprovaram resoluções propondo que os que ainda não o fizeram o façam, porque a ameaça de punir as mulheres que a ela recorrem conduz aos abortos clandestinos que por sua vez constitui um grave problema de saúde pública, levando à morte, esterilidade e doenças.

    Deve também saber que a lei que hoje existe é a razão para haver tantos abortos clandestinos o que só por si comprova a ineficácia da lei na defesa dos fetos e embriões. A lei actual não só não defende nem fetos embriões (estimam-se entre 20 a 40 mil por ano os abortos clandestinos) como torna criminosa a mulher só por abortar. É uma lei ineficaz e incompetente.
    É mesmo esta lei que quer que se mantenha? Eu não e por isso mesmo vou votar SIM! É que embriões, fetos e bébés defendem-se com medidas sociais e não com esta lei que leva ao aborto clandestino e que põe em risco a saúde das mulheres e as torna criminosas.

    E quanto a “censuras” Anónimo, deixe de olhar para o seu umbigo a não queira impor aos outros as suas crenças ideológicas ou religiosas. Se o SIM ganhar, NINGUÉM é obrigado a fazer uma interrupção voluntária da gravidez. Se tem uma ideia contrária, tente convencer os outros da bondade dela mas SEM o chicote da lei. Porque o que vamos votar é um artigo do Código Penal do Estado Português e não Direito Canónico. É que o Código Penal é para todos, o Direito Canónico é só para os católicos e em Portugal há separação da Igreja e do Estado e assim deve continuar a haver. ,estamos a acha que

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  55. 55 55  Anónimo

    voltou a cassete da margarida. de vez em quando meta uma musiquinha.
    tristeza

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  56. 56 56  Margarida

    Há gente que não tem espelhos.

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  57. 57 57  Pedro Antero

    Daniel,grande abada no abominável César das Neves. Continua assim a lutar pela nossa causa, que no dia vamos ganhar esses papa hóstias todo mancumunados contra a liberdadedas mulheres decidires. És o meu heroi

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  58. 58 58  Joana M.

    «Não sou o rosto mais visivel deste blogue, sou o único, já que este é um blogue individual».

    Não, não é o único. Entre mais e menos esclarecidos, extremistas, parvos, mal-educados, agitadores e analfabetos funcionais, é VOCÊ que dá o SEU NOME a este sem número de energúmenos a vomitar opiniões avulsas. Deve ser por isso que o seu blog se chama de ARRASTÃO. Você pode argumentar que no seu blog todos – até eu – têm direito a se manifestar; eu acho que entre todos os que se manifestam poucos têm uma opinião. Cada um tem liberdade de associar o seu nome ao que quizer. >Conheci o seu blog, contribuí com dois posts e não o recomendo, apesar da simpatia que me merece. Ah, e acho que está a prestar um mau serviço à causa do SIM, que é também a minha causa, incitando os extremismos de ambos os lados. Depois já não pode reclamar o direito à indignação.

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  59. 59 59  manuel dias

    Alguém se lembra que, de acordo com o guru do Bloco, o Chico, só tem direito a manifestar-se sobre o aborto aqueles que como ele têm filhos – relembro aquele famoso debate entre o Louçâ e o Paulo Portas, no qual o primeiro mostrou a sua verdadeira face fundamentalista. Um debate entre César das Neves e alguém do Bloco é sempre digno de Monthy Python. Dois fundamentalistas de sinal contrário.

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  60. 60 60  Anónimo

    mai nada

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  61. 61 61  Anónimo

    Porque é que em Espanha se fazem abortos e cá não com a mesma lei?
    Vamos lá ver uma coisa comparativamente, sendo algo sérios, temos aqui duas leis, uma a lei espanhola do aborto, outra a portuguesa quem me diz as diferenças? São iguais uma é o espelho da outra excepto nisto. lá, ( “no será punible la conducta de la embarazada aún cuando la práctica del aborto no se realice en un centro o establecimiento público o privado acreditado o no se hayan emitido los dictámenes médicos exigidos.”)
    Ou seja cá exigem isso, lá em certas circunstancias não. lá fazem-se abortos com uma lei como a nossa actual cá não se fazem.

    Talvez isto tenha mais a ver com uma cultura, com um código deontológico dos médicos, com um respeito pela vida que nós temos e que outros países já perderam, dai sermos um pais de brandos costumes de criminalidade não violenta a ponto de não termos medo de andar nas ruas ao contrário de outros países onde pode representar uma aventura em certas horas e circunstâncias, onde as crianças nem estão seguras nas escolas.

    Por isso nós cá não fazemos as coisas voluntariamente mesmo com uma lei que o possa permitir, temos que ser obrigados a actuar porque a lei nos obriga a isso, mas é assim em tudo pagar impostos cumprir obrigações sociais etc. tem que a lei obrigar caso contrario é só moralidade.
    Agora querem fazer isso, isto é criar um direito para as pessoas poderem exigir ao contrario dos nosso vizinhos, já a ordem dos médicos tem que se movimentar para mudar códigos deontológicos e depois dizem que não querem liberalizar a pedido da mulher.

    LEI ESPANHOLA DO ABORTO

    1. – No será punible el aborto practicado por un médico, o bajo su dirección, en centro o establecimiento sanitario, público o privado, acreditado y con consentimiento expreso de la mujer embarazada, cuando concurra alguna de las circinstancias siguientes:

    - Que sea necesario para evitar un grave peligro para la salud física o psíquica de la embarazada y así conste en un dictamen emitido con anterioridad a la intervención por un médico de la especialidad correspondiente, distinto de aquel bajo cuya dirección se practique el aborto. En caso de urgencia por riesgo vital para la gestatnte, podrá prescindirse del dictamen y del consentimiento expreso.

    - Que el embarazo sea consecuencia de un hecho constitutivo de delito de violación del artículo 429, siempre que el aborto se practique dentro de las primeras doce semanas de gestación y que el mencionado hecho hubiese sido denunciado.

    - Que se presuma que el feto habrá de nacer con graves taras físicas o psíquicas, siempre que el aborto se practique dentro de las veintidós primeras semanas de gestación y que el dictamen, expresado con anterioridad a la práctica del aborto, sea emitido por dos especialistas del centro o establecimiento sanitario, público o privado, acreditado al efecto, y distintos de aquel por quien o bajo cuya dirección se practique el aborto.

    2. -En los casos previstos en el número anterior, no será punible la conducta de la embarazada aún cuando la práctica del aborto no se realice en un centro o establecimiento público o privado acreditado o no se hayan emitido los dictámenes médicos exigidos.

    LEI PORTUGUESA DA ABORTO
    ARTIGO 142º
    Interrupção da gravidez não punível
    (*Ver Lei 90/97 Que Altera Este Artigo*)

    1. Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:

    a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;

    b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez;

    c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez; ou

    d) Houver sérios indícios de que a gravidez resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez.

    2. A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.

    3. O consentimento é prestado:

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  62. 62 62  Anónimo

    A Joana, vem para aqui queixar-se do blog do Daniel e de alguns comentários que por cá se fazem. É isso precisamente uma democracia, portas abertas. Discussão, dialogo, ás vezes os mais exaltados insultam, mas a vida é mesmo assim.
    Se calhar está habituada aos “blogs salão de chá “ tudo muito clube, membros da confraria, elogios mútuos, regras a condizer e tudo o mais, mas se calhar faz mais o Blog do Daniel para dar “conhecimento e esclarecimento” a muitas pessoas que esses blogs pseudo intelectuais, e no entanto a Joana não gosta mas vem cá espreitar.

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  63. 63 63  jose moreira(careca)

    voces falam em liberdade, aborto livre e nao falam do q realmente he importante. e o que he importante???? he a RESPONSABILIDADE!!!!!!! DUH!!!
    Entao a casalzinho de pombinhos que se acha com maturidade suficiente para ter relacoes sexuais. que conhecem TODAS as formas de nao ter filhos, e a menina engravida he porque a forca do desejo foi mais forte q a da responsabilidade. Quem he q aqui nunca foi ao ponto de dizer “q se lixe!!!” durante uma relacao sexual sem camisinha? pois he mas he aqui que entra a responsabilidade.
    Esta mania de desresponsabilizar os meninos e meninas porque “coitados eles nao sabiam o que estavam a fazer”, “sao tao pequeninos e agora a vida deles esta toda estragadinha”. Isto faz-me lembrar daquele pai pobre que tinha dois filhos pequeninos cheios de fome. Um dia o pai cansado de ver os seus filhos famintos a chorar o dia todo foi ao supermercado e roubou uns paesinhos um 1 litro de leite e uma garafinha de vinho e uns cigarritos. Qd o homen se preparava sair do supermercado o seguranca disse-lhe: “olha la, o que he que levas aih??”. “anda ca que eu vou chamar a policia!”. Resumindo o pai foi preco e os filhos passaram a noite sozinhos famintos. Acho que deveriamos fazer um referendo para estes casos. proponho que so vai preso quem roubar mais de um litro de leite.
    O grave problema he que o estado e a sociedade com esta nova lei vao tb se desresponsabilizar das suas funcoes. Porque?? Nos todos nao estamos a resolver o problema do aborto, so estamos a dar ferramentas a mulher para continuar a abortar mas agora com todas as condicoes. O uqe he que o estado vai fazer daqui para a frente: “ho minha menina voce estagravida nao me venha pedir apoio, agora voce ja pode abortar, faca la o que quizer e nao nos lixe!!!!”
    He responsabilidade do estado e de cada um de nos criar todas as condicoes para que uma mulher possa passar de uma gravidez nao desejada para uma desejada. Isto he: ” minha menina voce esta gravida, e nao tem condicoes para ter a crianca. NAO ABORTE o estado e a sociedade dao-lhe condicoes para ajudar aqui e ali para si e para a sua crianca” (isto he que he um pais civilizado, mas claro isto da trabalho). O que o sim quer he: ” olha menina estas gravida, e nao tens condicoes aborta ate as 10 semanas e deixa-nos ir para a praia”.
    O que eu quero he que a mulher NAO aborte. o que eu quero he que os socrates, os cavacos, os soares, os portas, as edites estrelas, o ze manel das cebolas, o to silva, a vanessa maria , os figos deem condicoes, ajudem e Paguem!!! a mulher gravida para TER a crianca!!!!!!!
    Para terminar: Sabem como se resolve o problema do do estacionamento? he simples!!! Tiramos o sinal de proibido e pomos o sinal de Parque. E assim resovemos o problema os carros continuam no passeio mas ja nao estam mal estacionados

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  64. 64 64  Pedro Neto

    Simplesmente inacreditável a estupidez, a falsidade, a falta de educação e a demagogia deste João César das Neves. É preciso ter paciência de santo para não responder aos insultos ou abandonar o debate. Não sei se eu era capaz!

    Força Daniel, acima de tudo é preciso mostrar essa dignidade e coerência que patenteias. Deste um grande exemplo da inteligência por trás do Sim enquanto o outro tipo mostrou… o resto, que é inqualificável.

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  65. 65 65  Anónimo

    Apesar de atrasada, nunca é tarde demais para agradecer profundamente a alguém.
    Só hoje ouvi o debate e, pela primeira vez nesta campanha, para além das habituais gargalhadas provocadas pela maioria dos argumentos utilizados, conseguiste levar-me às lágrimas.
    Pela primeira vez, ouvi um homem defender a mulher, com uma sensibilidade inexistente até em muitas mulheres.
    Ao dizeres que confias mais nas mulheres, pois só elas sabem os sentimentos contraditórios que as assolam no momento, restauraste a minha paz de espírito.
    Eu vi-me “forçada” a realizar um aborto há uns anos, e até hoje, e para sempre, esse momento persegue-me a cada segundo. E ainda bem que assim é. É esta a minha pena, auto-infligida, que é uma tormenta bem maior do que 3 anos de prisão.

    Ao contrário da “Corja”, não tenho essa atitude de “aqui mando eu!! o corpo é meu!!”, nem tão pouco “se for preciso faço outro” – perante esta afirmação, até fico tentada a concordar com a comparação ao uso do telemóvel.
    É óbvio que no meu corpo mando eu, isso não é discutível.
    Eu não farei mais nenhum aborto, pela simples razão de já ter feito um, e de ser suficientemente inteligente para aprender com os meus próprios erros, já que não o fui ao ponto de aprender com os erros dos outros.
    Como são estas observações idiotas que vêm retirar credibilidade às pessoas que defendem o Sim, porque fazem transparecer um tipo de mulher que não reflecte as que se querem defender com a alteração da lei, apelo aqui a todos, manifestando, desde já o meu contributo, para uma recolha de fundos a fim de podermos oferecer uma laqueação das trompas à Corja, já que, ao manifestar tamanho desrespeito pela condição de mãe, não deve fazer parte dos seus planos usufruir de tamanho privilégio.

    De qualquer forma, agradeço à Corja, o facto de me ter mostrado que sou muito diferente dela.

    Daniel, uma vez mais, muito obrigada por, pela primeira vez em anos, me teres feito sentir menos criminosa.

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