Dia 21 de Abril skinheads de toda a Europa estarão em Lisboa a convite do PNR. A entrega aos skins portugueses da organização deste encontro demonstra que a criminalidade política está hoje muito mais estruturada no nosso país. Vale a pena procurar informação sobre estes partidos (na foto). No fórum desta rapaziada o anúncio deste encontro tem uma assinatura final: “Portugal Hammerskins”. Os Hammerskins são uma espécie de “corpo de elite” (uso a expressão do meio) onde se juntam os delinquentes de extrema-direita mais violentos e cadastrados de cada país.
Fica aqui o vídeo de uma das bandas convidadas pelo próprio PNR, um partido que funciona sem qualquer limitação em Portugal, para animar o encontro: A Brigada Totenkopf (Espanha).
A banda portuguesa, “Bullet 38″ (a antiga “Ódio”), que animará os “soldados de rua” (expressão usada para denominar os jovens desequilibrados arrebanhados para espancar imigrantes) que participarão no encontro político do PNR, é esta:
Este é o discurso. A prática é a mesma. Se ponho este lixo aqui é porque começo a achar preocupante a naturalidade com que se anda a fala deste partido, como se fosse mais um, apenas um pouco mais extremista.
Por Daniel Oliveira 8 Abr 07 em Sem categoria


aqui há uns tempos houve um outro encontro internacional destas coisas cá em portugal. ainda assim, parece-me evidente a nota que estão mais estruturados
Eu acho que não se pode continuar a ignorar.
Ainda ontem deu uma reportagem sobre a extrema-direita russa, e o que diziam as pessoas atentas ao assunto:
A premissidade das autoridades, o sentimento de total impunidade, fez com que criminosos e loucos de todo o tipo se juntassem ao “Partido”, engrossando as suas fileiras, ao lado, também, de jovens esempregados russos, sem qualquer tipo de prespectiva de vida, que encontram uma espécie de via nesta proto-mafia, com contactos bem colocados, na polícia, exército e Kremelin, com acesso a armamento e a financiamentos de proveniencias duvidosas.
Não está na hora?
Se esses gajos fossem trabalhar em vez de andarem a chatear imigrantes que o fazem é que era boa ideia…
Acanalha anda à solta porque a nossa democracia está a perder qualidade
Esperem até o Sarzoky vencer (as sondagens assim o indicam) as próximas eleições presidenciais para verem a força que estes grupos vão ganhar… A França irá servir como um (mau) exemplo para o resto da Europa.
Apesar de existirem há quase duas décadas, os Hammerskins só chegaram a Portugal há dois ou três anos. Tendo em conta as suas características é um facto particularmente curioso vê-los sempre aliados às actividades do PNR e mesmo assim as autoridades fecharem os olhos. Para alguém poder ser considerado Hammerskin é preciso ter passado por uma série de provas, entre elas crimes de ódio racial, como espancar e assassinar imigrantes ou indivíduos não-brancos. Não é isto suficiente para se intervir legalmente?
Acho que depois do video nao é precisa muita mais informacao, mas o próprio nome da Brigada (Totenkopf=caveira) será provavelmente inspirado numa das brigadas da SS pelo mesmo nome.
O que espero desta história é que estes canalhas continuem assim a encher-se de coragem para saltarem cá para fora e para acabar com o partido de uma vez por todas. Mas será preciso que alguém aja a tempo.
No fim deve haver uma sessão de esclarecimento com um painel formado pelo Pacheco Pereira, o JMFernandes e outros neo liberais, e cujo tema será “A culpa da Vossa miséria é da esquerda”.
Uma das bandas presentes chama-se Bullet 38, que é não mais que a banda “neonazi” Ódio, e que deverá cantar uma das suas memoráveis canções em que se ouve a frase “és um preto de merda”. Um dos seus membros, que tentou “escapar” ao “meio” recentemente, suicidou-se em misteriosas circunstâncias…
P.S. Só a menção do teu nome e blogue induz essa gente a um estado de estertor epiléptico. O que só pode ser bom sinal
Abraço
A verdade é que se organizam, começaram a ganhar visibilidade e são perigosos.
Cada vez mais se ouvem reacções de jovens na rua contra os emigrantes, que lhes estão a tirar o emprego ou que são “diferentes”. São apanhados na “rede”, fascinam-se com o aparente poder que começam a ter nas mãos. O de lhes ser fácil bater em pessoas que seguem a sua vida normalmente, ser fácil humilhar e ofender porque têm as costas quentes, porque sabem que estão bem conectados com gente da qual toda a gente tem medo e que se fôr necessário vão em seu socorro.
Mas também há o outro lado, cada vez mais se encontram jovens de esquerda que sabem que só a igualdade e a tolerância é a solução para um país se desenvolver, que sabem que aquele tipo de poder é execrável e que não os deixarão erguer-se, mesmo politicamente, com facilidade.
Felicito o Daniel por este trabalho, de mostrar quem eles são e onde estão sem medo de represálias…porque é exactamente essa atitude que os vai fazer parar!
Pitbull e Rottweiller.
Se estes grupos ganharem força é por que há muita gente a perfilhar os seus ideais. Deve-se saber respeitar aas ideias dos outros. Ou será que não vivemos em democracia?
Daniel,
O problema da extrema-direita sempre existiu e muitas vezes, como no caso do Alcino e até mesmo nas ameaças ao Falcão, atingiu momentos de elevada gravidade por ventura muito mais preocupantes, à primeira vista, do que os actuais circunstancialismos.
O problema é que na década de 90 os grupos de extrema-direita, eram fundamentalmente skinheads, pouco organizados e com um discurso incapaz de cativar quem quer que fosse. Neste momento, os extremistas aparecem organizados em torno de um partido legalizado, onde o líder se apresenta de gravata e não demonstra sinais exteriores de delinquência. É importante não esquecer também que este partido conseguiu convergir as vontades de vários “pequenos grupos” extremistas como a Causa Identitária, Frente Nacional, Salazaristas e etc.
Neste prisma a extrema-direita é realmente preocupante no nosso país. Mas qual é para ti a melhor forma de a combatermos? É a esquerda continuar a criar polémicas em torno da mesma, dando-lhe ainda mais protagonismo? É reclamar que o MAI atropele uma deliberação do TC que diz que o PNR pode existir e comece a perseguir sem mais nem menos os seus militantes?
O encontro de que fálas no teu post terá uns 200 ou 300 participantes no máximo. Achas que merece ser empolado? Ou não será melhor ignorá-lo e não dar mais protagonismo a estes senhores?
Há dias ouvi uma frase maravilhosa; sem arriscar parafraseá-la literalmente, era mais ou menos assim: ‘O pior erro do Homem moderno é julgar que as desgraças do passado não vão voltar a repetir-se’.
Recentemente fiz um artigo no meu blog sobre as ameaças que os humoristas “Gato Fedorento” estão a receber, a propósito do cartaz sobre o cartaz no Marquês, e qual é o meu espanto, quando vem um simpatizante do PNR defender-se à secção de comentários, utilizando ameaças, e dizendo que descobriria quem eu era…
Muito se fala sobre a liberdade da Blogosfera hoje em dia, e é incrível que, num país (supostamente) democrático existam este tipo de pressões, por parte de simpatizantes e militantes de um “partido”.
Este encontro devia ser visto como um meeting entre organizações criminosas, idêntico aos das famílias mafiosas durante a Lei Seca, só que, com mais testosterona e menos classe.
Acho que sim Daniel… com mais uma leizinha e consequente proibição vamos lá!!!
Libertário tu??!! Deixa-me rir..
O baixo é bastante bom… a letra fraquinha, fraquinha, para além de obtusa. Os vocais muito maus. Prefiro Pennywise.
Von Barata
Cito Sophia de Mello Breyner Andresen: “Vemos, ouvimos e lemos.
NÃO PODEMOS IGNORAR!!!!!!”
Isto é algo que me preocupa seriamente. Esta gente roça o criminoso, muitos deles são-no, e fomentam o medo, o racismo e a xenófobia.
Urge legislar para minimizar este tipo de fanatismo, perigosíssimo para um sociedade democrática.
E olhe Daniel, que aproveito para felicitar, você tem sido difamado, ofendido e ameaçado no fórumzeco desses fascistas.
(…)PNR, um partido que funciona sem qualquer limitação em Portugal,(…)
Sem qualquer limitação? Daniel explique lá quais são as limitações que o PNR tem que ter e todos os outros não?
Caro Daniel,
O que não se deve ignorar é o ultimo post do blog de Luis Filipe Menezes…
Muito mau…
Não se sinta obrigado a publicar este comentário, que não está relacionado com o post que colocou, mas dê uma vista de olhos ao blog de que lhe falei…
Cordialmente,
Mortner
Ângelo Costa, pena aqui não puder usar o seu avatar no fórum do PNR (uma carinha de Mussolini).
Pedro, é a vida!
João Gomes, é não ignorar e trata-los como eu aqui os trato porque é o que são: delinquentes. Tornar público cada acto de delinquência desta gente e obrigar a lei a agir. É tudo o que me interessa. De resto, não entro em polémicas políticas com eles. E se reparares, a esquerda, ou a maioria dela, também não. Eu não faço nenhuma cruzada pela ilegalização do PNR. Quero apenas que os seus actos ilegais e criminosos (espancamentos, homicidios, ameaças) sejam investigados, divulgados e punidos. Parq que as pessoas não pensem que se trata apenas de um grupo político.
Não há raça portuguesa e é absurdo que surjam movimentos Neonazis em Portugal, gostava de saber onde existem os arianos, nessas imagens não vi um só exemplar apenas tipos com cabelo rapado. Somos descendentes de povos que habitaram a península desde há mais de 20.000 anos e que sucessivamente se mesclaram com invasores. Aqueles que possuem algum conhecimento acerca dos seus ascendentes, ou por terem feito uma carta genealógica, ou por existir uma memoria oral, facilmente deparam com um antepassado vindos de africa, judeus, ciganos… Por exemplo a talacemia é uma doença hereditária da raça negra e em Portugal existem imensas pessoas afectadas por essa deficiência nos globos vermelhos, prova de uma miscigenação evidente.
Embora não seja desculpa, os extremistas prosperam quando as alternativas são fracas. E no Portugal actual, o partidos “tradicionais” são muito, muito fracos.
Se os portugueses que vivem em Portugal, soubessem como algumas destas organizações tratam nos seus paises os nossos compatriotas , seriam os primeiros a exigir que todas esta cáfila, fosse impedida de realizar no nosso país ,reuniões de caractater racista e xenofono.
Reuniões que pelo seu teor são um atentado á Constituição da Republica Portuguesa.
O que eu estranho é que um partido português( legalizado á candonga como se sabe) se sinta honrado em convidar para sua casa semelhante gente.
Afinal onde para nestes individuos do PNR a sua honra de serem portugueses.
Certamente o dinheiro que lhes chega do Le Pen e quejandos, é mais importante, do que os nossos compatriotas que vivem e labutam no estranjeiro.
O segundo exemplo musical, é tão mauzinho como o primeiro. Mesmo quando a mensagem é cretina e obtusa, o lado musical podia ser melhor trabalhado… ai que os meninos rapados não ensaiam o suficiente…
Von Barata
Claro que este discurso não deve ser ignorado. Deve inclusivamente ser publicitado para se vincar a ideia de que esta realidade está à porta… Mas dos dois lados, os skinheads e os redskins (Rash). Existe ameaça dos dois lados da barricada.
Von
Claro que este discurso não deve ser ignorado. Deve inclusivamente ser publicitado para se vincar a ideia de que esta realidade está à porta… Mas dos dois lados, os skinheads e os redskins (Rash). Existe ameaça dos dois lados da barricada.
Von
Já agora, o punk pode ser utilizado como bandeira e megafone, mesmo que em versão um pouco envelhecida dos italianos CCCP: no You Tube procurar CSI Io Sto Bene.
A letra original reza assim:
è una questione di qualità
o una formalità
non ricordo più bene una formalità
come decidere di radersi i capelli
di eliminare il caffè, le sigarette
di farla finita con qualcuno
o qualcosa, una formalità una formalità
o una questione di qualità
io sto bene io sto bene
io sto male io sto male
io non so io non so
come stare dove stare
non studio non lavoro non guardo la TV
non vado al cinema non faccio sport
io sto bene io sto male io non so
cosa fare non ho arte non ho parte
non ho niente da insegnare
è una questione di qualità
o una formalità
non ricordo più bene, una formalità
Von Barata
« Se ponho este lixo aqui é porque começo a achar preocupante a naturalidade com que se anda a falar deste partido, como se fosse mais um, apenas um pouco mais extremista »
Muito bem!
Maria João:
você realmente é a personificação do próprio disparate e se não fosse o Daniel Oliveira eu dizia-lhe de que coisas poderia beneficiar em áfrica se lá fosse passar uns diazinhos. É inqualificável que tenha escrito que “por exemplo a talacemia é uma doença hereditária da raça negra e em Portugal existem imensas pessoas afectadas por essa deficiência nos globos vermelhos, prova de uma miscigenação evidente”. Aproveito para esclarecer o seguinte: Talassemia (do grego θάλασσα ou thalassa que significa “mar mediterrâneo”) ou anemia mediterrânea é um tipo de anemia hereditária causada pela redução ou ausência da síntese da cadeia de hemoglobina, uma proteína situada no interior do glóbulos vermelhos (e não ‘globos’) e que tem a função de transportar o oxigénio. A patologia deve o seu nome à sua distribuição geográfica, afectando principalmente as populações da Itália e da Grécia (e seus descendentes), banhadas pelo Mar Mediterrâneo. A palavra Talassemia deriva de uma combinação das palavras gregas, talassa = mar, e emes=sangue. Com esta palavra os médicos queriam descrever uma doença do sangue cuja origem está nos países banhados pelo mar, e mais precisamente o mar Mediterrâneo, tanto é que a mesma doença é chamada de “ Anemia do Mediterrâneo ”. O motivo pelo qual esta deficiência genética apareceu na área do Mediterrâneo, e em que período, não tem até agora resposta.
Para responder à pergunta: não! Não podemos continuar a ignorar movimentos que se alimentam do ódio e da ignorância e que, parece evidente, estão em franco crescimento.
A democracia não pode servir de legitimação a comportamentos racistas e xenófabos. A liberdade de expressão, ainda menos.
Acusar-se as mentes que sofrem do “politicamente correcto” de falta de democracia por não tolerarem este tipo de comportamentos é tapar o sol com a peneira. A própria constituição proíbe estes comportamentos e o resto dos portugueses (filhos, netos, sobrinhos ou vizinhos de emigrantes)têm a obrigação moral de mostrar repúdio por estas organizações de delinquentes. Hoje são 300, amanhã pretendem ser 3000.
Primeiro os imigrantes.A seguir virá o ajuste de contas com esquerdistas, centristas, etc. A imigração é apenas um pretexto. Nos anos 30 não havia a chamada imigração problemática na Alemanha. Os judeus eram ricos, trabalhadores, inteligentes e integrados.Mas foi contra eles que o nazismo trepou o poder. Na Rússia não há imigração, pelo contrário. Mas é lá onde se regista das maiores actividades e assassinatos neo-nazis. O [masterplan] é muito mais perverso e ambicioso do que pensam.Abram os olhos!
Ass. Ex-Skin
Maria João, não é correcto falar em raça portuguesa porque essa, de facto, não existe, mas é correcto afirmar que o povo português é de raça caucasóide, ou “branca”. A herança étnica portuguesa resulta de povos ibéricos e indo-europeus, a excepção a isto serão contribuições pouco significativas de populações do norte de África, que, porém, eram também elas sobretudo caucasóides.
Quanto aos arianos, você não os viu porque aparentemente não sabe o que isso significa. Ariano é um termo que em antropologia designa um grupo de povos de origem indo-europeia, ou então, alternativamente, é um termo que é usado em tradições metafísicas para designar o “povo mais nobre”, que no caso do Terceiro Reich, e daí as habituais confusões, era coincidente com os germânicos.
Por fim, escreve-se talassemia e não talacemia e essa doença não é prova de qualquer miscigenação, até porque as distribuições de haplogrupos na população portuguesa desmentem qualquer mistura racial.
A talassemia, embora presente em todos os grupos étnicos, incide maioritariamente nos povos mediterrânicos, portugueses, italianos, gregos, alguns árabes, etc… não sub-saharianos, ou se quiser, não negróides.
Por fim, veja-se que, por exemplo a SDL, que essa sim é característica dos negros, ganha relevância em Portugal a partir da década de 70/80, ou seja, é trazida com a imigração negra e antes dela não tinha significância. Esse aumento de casos dá-se, para mais, na área de Lisboa, isto é, na área de incidência da imigração africana, estabelecendo assim um claro corte racial entre os portugueses e os africanos.
Ao Daniel:
Essas organizações que estarão presentes são organizações que cumprem a legislação dos seus países e que têm tanto direito a existir quanto o seu partido.
Quanto aos vídeos : não subscrevo a mensagem.
Simples, e estou farto de o repetir: vontade política, é só o que é necessário, porque as polícias sabem bem onde ir fazer as detenções.
senhor Primeiro Ministro!)
Depois, promulgar leis mais duras, claro…
A seguinte parece-me com possibilidades constitucionais: Expulsar do aparelho do estado militantes de grupos reconhecidamente racistas e nazis… é correr com eles da função pública, polícias, forças armadas, universidades e escolas públicas. Simples. (Até ajudaria às contas do Estado!
«o povo português é de raça caucasóide, ou “branca”.»
O que exclui todos os mulatos e até mestiços, como Mário Machado.
É que até na música esses sacanas são maus!
Como dizia o Zeca, o país vai de carrinho…
“Quanto aos arianos, você não os viu porque aparentemente não sabe o que isso significa.”
Este “Rodrigo” é um dos habituais participantes do “Fòrum Nacional”, onde assina com o nick de um dos seus gurus facho-espirituais, Julius Evola. Faz parte de uma estranha, mas muito minoritária categoria nestes tipos: sabem escrever sem erros de ortografia (embora “adorem” corrigir os erros dos outros, como se pode ver), não rapam o cabelo, dedicam a vida a ler sobre o Mussolini e companhia e fazem se passar assim por uma espécie de fachos cultos; normalmente falam de coisas que parecem verdadeiramente esotéricas para os seus “camaradas” das facadas e afins que, quando não os ameaçam de morte também, ficam boquiabertos com tanta sapiência.
“Ariano é um termo que em antropologia designa um grupo de povos de origem indo-europeia…”
“Arya” vem do Sânscrito, a língua clássica da Índia, e quer apenas dizer “nobre”. Em antropologia, “arianos” são os indo-europeus da Índia e antigo Irão, que assim se designavam. Actualmente, em antropologia, apenas o grupo índico se designa “ariano” ou indo-ariano.
“.. ou então, alternativamente, é um termo que é usado em tradições metafísicas para designar o “povo mais nobre”, que no caso do Terceiro Reich, e daí as habituais confusões, era coincidente com os germânicos.”
Certamente. A tradição racista germânica apropriou-se do termo e adaptou-o à sua ideologia de supremacia racial. “Arianos” passaram a ser os germano-escandinavos, dolicocéfalos louros e de olhos claros. E apenas esses. Os nossos nazóides locais preferem voltar à classificação anterior, que englobava antes todos os indo-europeus, o que os coloca ao lado dos escuros monhés do Bangladesh, que se consideram a si próprios os únicos, os mais autênticos e verdadeiros “arianos”. Não há nenhuma “tradição metafísica” a falar de “arianos” como os “mais nobres” - isso é simplesmente o que o termo significa em Sanscrito e Persa antigo. Deve estar a confundir com as coisas da Madame Blavatsky, como aliás é típico desta malta.
“Por fim, escreve-se talassemia e não talacemia e essa doença não é prova de qualquer miscigenação, até porque as distribuições de haplogrupos na população portuguesa desmentem qualquer mistura racial.”
Para esta gente é muito importante acreditar que são racialmente “puros”, seja lá o que isso for. Não perco tempo com isto. Vão ler o que escreve no seu blogue ou no “Fórum Nacional” e julguem.
Devemos continuar a ignorar:
- Que o Jorge Roberto é do BE.
- Que a UNI é da maçonaria.
- Que a CGD é um antro de chupistas da maçonaria.
- Que o louçã anda caladinho.
Devemos continuar a ignorar?
Rodrigo:
quais são na verdade as bases científicas das informações que referiu sobre a SDL? E já agora o que é a SDL?
No site de um dos partidos indicados, a Democracia Nacional espanhola, são realizadas algumas sondagens. Uma delas tinha como pergunta “Pasados 2 años de la brutal matanza del 11M ¿Quienes crees que son los verdaderos responsables?”. Seguiam-se várias hipóteses de resposta, das mais normais a algumas delirantes. A vencedora foi “a CIA americana e a Mossad israelita”. Adivinhem qual seria o resultado se uma sondagem igual, com as mesmas opções de resposta, fosse feita no site do BE. Pois…
PB, acho que conhece mal o BE. Não conheço ninguém no BE que discuta sequer esse assunto. Mas se você precisa desse consolo, fique com ele. Suponho que essa foi outra forma habilidosa de comparar o incomparável e assim tornar esta malta aceitável. O que vale aos neo-nazis é que têm amigos em todo o lado.
A incidência de anemia falciforme é mais comum em pessoas da raça negra. Existe até um estudo feito por uma socióloga em colaboração com um bióloga portuguesas sobre a incidência dessa doença no Alentejo na zona do Sado, locais onde existiu paludismo e ouve mão de obra escrava, visto que os africanos detentores desta deficiência nos glóbulos vermelhos possuíam uma maior resistência contra a malária.
Quanto aos portugueses arianos (uma contradição em termos), o caro Rodrigo teria que apagar da nossa história os mouros e os judeus sem falar da população vinda com a escravatura. Mesmo depois desse esforço tremendo de branqueamento, não deixaria de ter um povo que até é bem moreninho. Qualquer comentário televisivo acerca do nosso Pais, retirando o som, parece que estamos na Turquia. Por curiosidade agarrei um livro sobre a Inquisição de Évora, de António Borges Coelho, e deparei-me com judeus de Apelido: Dias, Mendes, Rodrigues, Carvalho, Lopes, Martins, Oliveira, Pereira, Gonçalves, Paiva, Varela etc. Não sei o que é que o Rodrigo fez com os descendentes desses portugueses, se também fazem parte da grande família ariana portuguesa. Por exemplo eu, que por si deveria pertencer a esse grupo, portanto uma moça alta loira e de olhos azuis de cabelos rapados, tenho sangue judeu (mais que muito) e indiano (trisavô). Sinceramente acho que o seu critério abrangente de raça caucasiana, não convenceria Hitler, digo mesmo acho que o Rodrigo teria muita dificuldade em justificar-lhe a sua pureza de raça.
Portugal é um dos piores paises da Europa para se falar de pureza de raças. A nossa história inicia-se (se é que posso afirmar um inicio) com uma fusão entre duas culturas diferentes (os celtas e os iberos) e tem na sua história as mais diversas culturas e raças.
Quanto a estes movimentos, não considero que se deva cair em exageros. Para um Partido que apenas conseguiu cerca de 9.500 votos em 2005, parecem mais do que realmente são.
No entanto o maior perigo é que estão a ficar mais organizados e estão a recrutar nas camadas mais jovens.
Só me impressiona é como uma ideologia como esta ainda tem apoiantes em pleno Sec. XXI!
Maria João,
não é sério que se diga que “a incidência de anemia falciforme é mais comum em pessoas da raça negra”. Não só não é sério, como é absolutamente falso. Volto a esclarecer o seguinte: Talassemia (do grego θάλασσα ou thalassa que significa “mar mediterrâneo”) ou anemia mediterrânea é um tipo de anemia hereditária causada pela redução ou ausência da síntese da cadeia de hemoglobina, uma proteína situada no interior do glóbulos vermelhos (e não ‘globos’) e que tem a função de transportar o oxigénio. A patologia deve o seu nome à sua distribuição geográfica, afectando principalmente as populações da Itália e da Grécia (e seus descendentes), banhadas pelo Mar Mediterrâneo. A palavra Talassemia deriva de uma combinação das palavras gregas, talassa = mar, e emes=sangue. Com esta palavra os médicos queriam descrever uma doença do sangue cuja origem está nos países banhados pelo mar, e mais precisamente o mar Mediterrâneo, tanto é que a mesma doença é chamada de “ Anemia do Mediterrâneo ”. O motivo pelo qual esta deficiência genética apareceu na área do Mediterrâneo, e em que período, não tem até agora resposta.
Cara Palhaçadas chamei por engano Talassemia a anemia falciforme, o erro é comum. Agradeço que em seguida faça mais uma pesquisa no google e me sidere com os seus conhecimentos científicos.
“as distribuições de haplogrupos na população portuguesa desmentem qualquer mistura racial.”
A distribuição dos haplogrupos mostram duas coisas:
Que os portugueses têm influências do Norte de África;
Que não existe~nenhuma ascendência genética comum, entre os vários povos da Europa. Aliás, os portugueses não partilham nenhum dos haplogrupos dos povos nórdicos, nem do cáucaso.
Os actuais neo-nazis (sem ser os calvos alcoolicos), tentam trivializar esta questão. Mas a verdade é que de acordo com as teorias do adolfo, nós seriamos inferiores, assim como os japoneses e os povos da América latina.
Prezada Maria João,
tem razão. Enganei-me ao considerar que se referia à Talessemia quando afinal Anemia Falciforme é outra coisa. De qualquer forma continua a não ser séria quando insiste em afirmar que “a incidência de anemia falciforme é mais comum em pessoas da raça negra”. Teria outra credibilidade se afirmasse que “a anemia falciforme é comum em África, na Europa Mediterrânica, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia”.
Mas diga-me lá: você, para além de ter conseguido entrar no ano zero do ISPA, facto que lhe dá a oportunidade de citar Freud e Lacan como uma beata cita S.Paulo e S.João, que outras escolas frequentou? Vai desculpar-me a pergunta, mas quando ingressar no ensino superior quero evitar fazer o mesmo percurso que a sôtora.
De qualquer forma,
deixe-me dar-lhe os PARABÉNS!
O seu contributo para este debate, acerca da deriva xenófoba no nosso país, foi fundamental: no essencial achou que este era o momento certo para nos esclarecer que efectivamente há doenças que chegaram à europa, nomeadamente a Portugal, devido à miscigenação com as pessoas de “raça negra”. Sublime.
Palhaçadas, não estou aqui para falar das minhas habilitações académicas, e sinceramente também dispenso saber quais as suas, não acredito que tal informação seja pertinente. Quanto ao ISPA é um óptimo instituto, que eu saiba não tem o ano zero e curiosamente acho que dá mais importância à corrente psicanalítica (não sei como acertou, deve ter sido sorte de precipitante). Falar de Freud ou de Lacan deveria ser cultura geral, pelos vistos na sua cabeça iluminada para tal é preciso algum tipo de diploma, a senhora tem uma mentalidade bem pequeno burguesa, não sou psicóloga, além do mais admiti que a minha psicologia era selvagem.
Quanto ao facto de eu ter falado da anemia falciforme, prendesse com a possibilidade de através de análises clínicas se provar a sua existência como produto de uma mistura genética, assim como a doença dos pezinhos no Japão é uma prova que os portuguesa por lá estiveram e se misturaram. Por outras palavras é uma prova irrefutável da diversidade do nosso caldo genético. Se analisar bem a anomalia em causa, ela trouxe mais valias, como uma maior resistência à malária. Por outras palavras, como a grande maioria das pessoas só consegue saber a sua ascendência até aos bisavôs esta informação pode ser relevante para um maior entendimento do seu passado genético e consequentemente uma abertura de mentalidades, essa é a minha opinião. Obviamente acho que a “raça negra” trouxe uma tremenda mais valia à nossa cultura. Podia dar-lhe vários exemplos, ocorre-me a capela de Castro Marim que tem no retábulo anjos negros e a Santa Efigénia (uma Santa negra), calculo que tenha sido pintada por degredados negros entre 1550-1850 e digo-lhe já que é um lugar encantador.
E já agora honestidade intelectual não se aprende nos bancos da escola (manipular e subverter discursos não é bonito) não espere até chegar à universidade, comece hoje.
Basta ler algumas das coisas precipitadas que escreve para perceber maria joão que toda a sua psicologia é efectivamente selvagem, aliás eu própria não poderia dizer melhor. Contudo, se realmente acha que a “raça negra” trouxe uma tremenda mais valia à nossa cultura, para além claro das doenças exóticas que se lembrou de desencantar para esta discussão e dos anjos negros da capela de Castro Marim, faça o favor de escolher criteriosamente as palavras e expressões que utiliza. Dizer que ‘a anemia falciforme é comum em África’ é completamente diferente de dizer que ‘a anemia falciforme é uma doença hereditária da raça negra’. Tal como dizer que ‘as formas de organização cultural na europa são singulares’, é completamente diferente de dizer que ‘as formas de organização cultural da raça branca são singulares’. Percebe?
Já agora, não fosse estar entediada de ler todos os seus disparates, até lhe pedia que me explicasse, recorrendo à sua infinita cultura geral, de que parte de áfrica é afinal oriunda essa ‘raça negra’ de que fala com tanta segurança? De Angola? Ou será de Moçambique? Ou será da Líbia onde porventura essa ‘raça negra’ será um pouco mais amarelinha? A ‘raça negra’ de que fala maria joão, vem do Congo, de Marrocos, da Eritreia ou do Sahaara? Ou é oriunda de todas as partes do continente africano? E by the way, numa nota final (de mulher para mulher): quando viajar tenha cuidado essencialmente com a forma como diz o que quer dizer. Noutros contextos culturais certas imprecisões podem levar a impasses bem mais desagradáveis que umas picardias (bastante producentes aliás) na blogosfera.
Palhaçadas, se não fosse incomodo gostaria de saber qual a tua posição perante a situação exposta neste post pelo Daniel Oliveira. Ilumina-me.
Maria João,
sobre a possibilidade de a ‘Iluminar’ ocorre-me este texto de Platão datado de 514 AC (aliás, a título informativo, no ano de 514 AC já vários indivíduos pertencentes àquilo a que você provavelmente chamará a ‘raça branca’ se andavam a passear em África, daí a minha dificuldade em aceder ao conceito de ‘raça negra’). Dizia Platão nesses tempos idos:
“Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa eminência, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro (…)
– Estou a ver – disse ele.
(…)
- Em primeiro lugar, pensas que, nestas condições, eles tenham visto, de si mesmo e dos outros, algo mais que as sombras projectadas pelo fogo na parede oposta da caverna?
– Como não – respondeu ele –, se são forçados a manter a cabeça imóvel toda a vida?
(…) Pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objectos.
– Considera pois – continuei – o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objectos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objectos mais reais? E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objectos que passavam, o forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldades e suporia que os objectos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam?
– Muito mais – afirmou.
– Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto dos objectos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhe mostravam?”
Não obstante Platão ter-nos alertado para a dificuldade de iluminarmos certos espíritos, irei deter-me sobre aquilo que me desassossega especificamente no seu discurso (e já agora noutros discursos menos ingénuos que o seu) quando o tema é a xenofobia e a extrema direita. Como sabe, a génese da xenofobia começa precisamente numa certa ideia de intolerância; no fundo, xenofobia nada mais é que ‘delimitar’ para ’separar’. Daí que, menina Maria João, o uso terminológico da palavra ‘raça’ seja perigosíssimo quando, o que está em causa, é de alguma forma neutralizar a deriva xenófoba. Um olhar mais atento, permitirá perceber que a palavra ‘raça’ consubstancia uma ideia concreta de ‘delimitação’ e consequentemente de ’separação’ entre culturas. Para o dicionário ‘raça’ consiste na primeira e na maior divisão do género humano, daí o meu desassossego. A ‘raça’, do ponto de vista da biologia, é um conceito pouco empregue e é sinónimo de subespécie. Na espécie Homo Sapiens - a espécie humana - a variabilidade genética representa 95% da variabilidade total nos sub-grupos continentais, o que caracteriza, definitivamente, a ausência de diferenciação genética, e esta é que é a ideia fundamental se o objectivo é promover a paz entre as culturas. Portanto, inexistem ‘raças humanas’ do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. O conceito de ‘raças humanas’ foi usado pelos regimes coloniais e pelo apartheid (na África do Sul), para perpetuar a submissão dos colonizados (ou da maioria negra, mas sem recursos); actualmente, só nos Estados Unidos se usa uma classificação da sua população em raças, alegadamente para proteger os direitos das minorias.
A definição de ‘raças humanas’ é principalmente uma classificação de ordem social, onde a cor da pele e origem social ganham, graças a uma cultura racista, sentidos, valores e significados distintos. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, ao tipo de cabelo, à conformação facial e cranial, à ancestralidade e, em algumas culturas, à genética. A minha posição perante a situação exposta neste post pelo Daniel Oliveira Maria João é a de que é fundamental assimilar a seguinte ideia: se em teoria falar de ‘raça branca’ é diferente de falar de ‘raça negra’, na prática elas são uma e a mesma coisa. Porque quando assumimos a existência de uma pretensa ‘raça negra’, estamos automaticamente a assumir a existência de uma pretensa ‘raça branca’. Vai desculpar-me o preciosismo, mas isto para mim é que é xenofobia. Senão maria joão, assumo que exclua da ‘raça negra’, que afirma estar naturalmente exposta às agruras da anemia falciforme, os africanos brancos que há séculos e séculos vivem nesse continente.
Cara menina Palhaçadas acho de elogiar a transcrição da alegoria das cavernas de Platão, espero que leia várias vezes de forma a interiorizar os conceitos, como me parece lerda mas inegavelmente marrona uma hora de leitura apurada do que transcreveu deve servir.
Adorei saber que no fundo sou um ser xenófobo, fantástico, os insights poderosos que me são dados de mão beijada. Que o conceito de raça pode ser redutor, não duvido, que contudo é usado cientificamente é verdade. Que quer que lhe diga, agarre em qualquer compêndio de medicina e o conceito salta, olhe até na análise dos dados da amniosintese esse dado surge à discussão, provavelmente os geneticistas são zenófabos.
Ó Maria João,
a bem da sua própria credibilidade, vai fazer o favor de especificar concretamente em que compêndio de medicina estão os seres humanos divididos em subespécies como “raça negra”, “raça branca” e provavelmente, segundo a sua lógica, “raça amarela”, “raça castanho clara” e por aí fora? A ‘raça’, do ponto de vista da biologia, ou se quiser da genética, é um conceito pouco empregue e é sinónimo de subespécie. Não existem ‘raças humanas’ do ponto de vista biopolítico.
Do ponto de vista antropológico a palavra que se deve usar é ‘povos’. A antropologia nada tem a ver com a genética. A genética aliás é, de todas as ciências médicas, a disciplina mais perigosa do ponto de vista da sua utilização política. É por isso que se deve falar dela com muita cautela. Se quer que lhe diga, não acho que a Maria João seja no fundo um ser ‘xenófobo’; acho que é um ser que aprecia verdadeiramente o cadinho cultural e étnico que é o mundo, mas que por vezes não se expressa da melhor forma. Apenas isso. O jogo da linguagem é muitissimo importante em matéria de diplomacia. A própria Maria João reconhece que o conceito de ‘raça’ é redutor e o que interessa é que nesse ponto estamos de acordo. Agora, se me permite a veleidade menina Maria João, o que eu tenho em ‘lerdice’ é o que lhe falta em boa educação e em trato. O trato ganha-se, por exemplo, quando se cresce com um pé na cosmopolita europa de Margaret Tatcher e com o outro na sanzala de Nelson Mandela, como é o meu caso. Mas na maioria das vezes, se quer saber, nem é preciso passar de Badajoz.
A “segurança” do evento, já agora, foi entregue aqui ao bando de gorilas que se vê nessa foto, que dão pelo nome “Hammerskins” e “Crew 38″.
http://img206.imageshack.us/my.php?image=000000319kc.jpg
Nunca é demais recordar um dos mais fascinantes textos alguma vez escritos em língua portuguesa (entre aspas), da autoria do “skin” Mário Machado - o mesmo que teve a ideia de recolher fundos e fazer uma “vaquinha” na Internet para ajudar o “Presidente” Pinto Coelho, que tem página no Hi5, aqui:
http://pintocoelho.hi5.com/
Eis o belo texto do gorilão, preso alguns anos pelo assassínio de Alcino Monteiro, em 1995:
“SÓ UM DESABAFO
Estava hoje a pensar.. que já não bato em ninguem deste dia 8 de Fevereiro e isso deixa-me profundamente triste e deprimido.
Uma vez mais começei a fazer uma auto-analise ao meu comportamento e à minha maneira de estar, porque sou sempre censurado por gostar de bater nas pessoas e de amar o ódio, e ás vezes preocupa-me esta situação.
Cheguei à conclusão de sempre, sou perfeitamento normal, apenas direciono a minha raiva nas pessoas fisicamente, enquanto outros a descarregam verbalmente ou a assimilam,respirando fundo, ou pior ainda, tornam-se indiferentes a tudo á sua volta, transformando assim os seus corações em blocos de gelo, insensiveis a emoções.
Talvez venha dai o facto de eu ter um grande coração, o nunca o ter constrangido ao que “se pode fazer” ao invés do que o que “eu quero fazer!”
O mesmo se aplica ao relacionamento com o sexo oposto, se por ventura eu gostar de 2 mulheres o que é que me impede de amar as duas?Só porque algum cristão um dia disse que isso era pecado?
Será que até a nivel sexual tenho que me reprimir porque a mentalidade dominante a isso me obriga?
Não resulta comigo!
O ódio é um sentimento tão nobre quanto o amor, faz parte da nossa natureza e tudo o que vai contra a natureza é que tem que ser combatido. Vejo os nossos politicos, e a comunicação social por exemplo, mais preocupadas em combater o ódio do que a censurar os paneleiros, os pedófilos, e afins.
Adoro a confrontação fisica, agarrar na escumalha e dar lhes pontapés na cabeça, socos, sentir a adrenalina a disparar, a emoção ao fugir á policia.
Um dos anos mais felizes que tive foi o ano que esfaquei 11 pessoas, record absoluto, o sentir da faca a entrar, o inimigo a desfalecer, o seu olhar de panico, tudo isto em conjunto dá-me vida, recarrega-me as baterias.
Adoro bater nas pessoas!
Este desabafo é mais dirigido aos Skinheads porque muitos se devem interrogar como eu, não se sintam mal por gostarem de bater nas pessoas, nao se sintam mal por gostarem muito de mulheres, nao se sintam mal por encararem o dia a dia como uma batalha e a nossa vida como uma guerra.
Nós estamos na vanguarda do nosso tempo, a todos os niveis. Falando da militancia nacionalista em tudo de bom que o nosso pais tem eu vejo um Skin, a maioria em manifs, a maioria em concertos, em almoços, na violencia, até na prisão.
Por detras das maiores campanhas politicas, sejam autocolantes, seja nas faixas dos viadutos, seja na internet, eventos no estrangeiro, nas claques, em bandas de musica, na distribuiçao de panfletos, organizaçoes etc eu vejo sempre os mesmos.. os skins!
Por isso não admito que nos faltem ao respeito e voçes deviam fazer o mesmo.
Orgulho em ser Skinhead!
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Hammer Forever Forever Hammer “
Tony,
mas que amálgama!
Uma pessoa fica sem perceber onde quer chegar.
“se por ventura eu gostar de 2 mulheres o que é que me impede de amar as duas?” A resposta a essa pergunta será: provavelmente, uma das duas; porventura aquela que se sentir enganada por si, ou então, se forem as duas anarquistas anti-monogamia, nenhuma se importará. Quanto ao ódio, acho o seguinte: a raiva (e não o ódio) é um mecanismo de sobrevivência. Ou se preferir, em certos contextos, concordo que não se sobrevive sem ‘raiva’. Mas que daí se chegue ao ponto de dizer “não se sintam mal por gostarem de bater nas pessoas” já me parece uma espécie de um exagero demasiado inflamado.
Cara Palhaçadas, sabe que mais acho que é uma mulher inteligente e nada lerda, sabe apresentar argumentos e confesso que adorei a discussão. Tem razão não fui correcta consigo, peço desculpa, mas no calor da discussão pisei o risco. Parece que estamos do mesmo lado da barricada, contudo estou envolvida afectivamente o que dá azo a um discurso um pouco caótico no plano racional mas contudo acertado no que toca ao coração. Nasci em Angola, passei parte da infância lá e adolescência em Macau, como vê não sou bem daqui, de certa forma sou uma outsider. Espero voltar a cruzar-me consigo na blogesfera.
“Tony,
mas que amálgama!”
Cara Palhaçadas, leia lá melhor o “post”. Essa parte do texto é uma citação, não é minha. Falta-me o talento para escrever algo tão profundo, reconheço-o.
Uma questao muito simples é perguntar que raio de democracia é a nossa que tem uma constituição que proíbe manifestações de ideologia fascista mas não coloca problema nenhum às manifestações de carácter comunista!!
Mas o que é isto afinal?!
Há problema em defender o fascismo e não há nenhum em defender uma ideologia que apenas deu ao mundo REPRESSÃO, MORTE E SANGUE?!
Tony,
não me leve a mal. Senti-me tentada a tecer uma ou outra consideração sobre a raiva, nada mais.
Maria João,
com certeza que estamos do mesmo lado da barricada. Foi por ter percebido que estavamos do mesmo lado da barricada que me decidi a comentar a sua primeira ‘posta’ neste post do Daniel Oliveira. Caso contrário, se por acaso achasse que estava mesmo ‘do outro lado da barricada’, não me teria maçado. Mas olhe, foi um prazer falar consigo.
Já aqui vi chamarem esses senhores de fascistas, o que não é verdade. Aliás, os únicos países na Europa onde existem fascistas é na Espanha e em Itália.
Pelo menos usem os termos correctos como nacionais socialistas.
Agora é curioso ver os gatos de esquerda e o bloco fedorento tão periocupado com um partido que andou meses a angariar dinheiro para colocar aquele cartaz. Dinheiro esse que qualquer fedorento ganha em meio segundo de episódio. Talvez se eles tivessem que partilhar os suborbios com os imigrantes, não tivessem esta opinião.
Moralistas… Ainda bem que não sigo a vossa moral, e para que conste, fui “expuslso” do PNR. E admito que não sou democrata… mas pelo menos não insulto pequenos partidos. Aliás, tenho grandes amigos no MRPP…
As ameaças feitas ao Ricardo dos Gato Fedorento, no “fórum” dos “nazis”, não são coisa nova. É o pão nosso de cada dia naquele lugar. Há uns anos atrás a revista “Visão” já noticiara sobre o assunto - tinham lá metido endereços e fotos dos líderes da comunidade judaica, associações como o SOS Racismo, assim como de militantes antifascistas. Muitas das mensagens são anónimas, mas os “nazocas”, entre si, conhecem-se bem, e também a Polícia.
À falta de informação sobre quem faz as ameaças, quem deve ser levado à justiça e preso é o gestor desse fórum, neste caso um dos acólitos do PNR, que tem esta página no Hi5, como o seu presidente:
http://molezas.hi5.com
Parece chamar-se Vasco Mamede Leitão.
As queixas, segundo creio, podem ser dirigidas à Polícia Judiciária, neste link:
http://www.policiajudiciaria.pt/htm/direccoes/dccb.htm
A impunidade desta gente, pelos vistos, é total, ou assim pensam eles. Instalam o “fórum” num server norte-americano obscuro, e alegam a liberdade de expressão permitida pela First Amendment americana para caluniar e ameaçar quem se lhes oponha. Penso que até o presidentezito do PNR é uma mera marioneta nas mãos destes psicopatas.
VAMOS TODOS PRESSIONAR O MINISTÉRIO PÚBLICO E A PROCURADORIA GERAL DA RÉPUBLICA A FIM DE EXTINGUIREM ESTE PARTIDO NAZI-FASCISTA.
SÓ COM UMA QUEIXA FEITA PELO MP É QUE O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL OS PODE ILEGALIZAR.
25 DE ABRIL SEMPRE!