Por Daniel Oliveira
Henrique Raposo disse uma vez e fingimos que não lemos: “A PIDE é o nirvana desta esquerda mumificada, e, quatro décadas depois, Salazar continua a dar de comer a muita gente… de esquerda.” Resolveu repetir caso nos tivesse escapado. Carlos Vidal escreveu uma vez – e vamos também tentar fingir que não lemos – que não haverá grande diferença entre os apoiantes de Sócrates e de Pinochet. Ou o disparate está em saldo ou nem um nem outro conseguem fazer o enorme esforço de imaginar o que é a tortura, a prisão e a vida na clandestinidade. Se não for por respeito pela memória que seja por o mínimo de decência. Um e outro, com objectivos opostos, lá vão banalizando a barbárie e branqueando ditaduras.
108 comentários 7 Dez 08 em Sem categoria



Acho que não nos conhecemos de lugar nenhum, mas segue uma resposta.
Aprendo sempre aqui, no Arrastão, que a posição moderada, ponderada, responsável é a indicada para a sociedade e para, porque não?, a vida, a vida toda – sóbria, calculada, meditada, regrada.
Henrique Raposo também não sei quem é. Mas, pelo sim pelo não, e se fosse em 1975, punha-o no Campo Pequeno. Claro que não sou democrata. E do que eu tenho saudades é do PREC (e olhe que não brinco).
[Responder]
Carlos Vidal, não sabia que para se criticar o que se escreveu num blogue se tem de conhecer o autor.
Se escreveu o que escreveu só porque é “um ganda maluco”, então ficam as minhas desculpas por lhe ter interrompido a trip. Tem de me dizer onde se encontram esses cogumelos.
[Responder]
Sempre apreciei o seu sentido de responsabilidade e seriedade. O pragmatismo, o espírito democrático. O apreço que tem pelo pluralismo e outras coisas boas da vida. Agora, tanto sentido da responsabilidade e a pedir-me cogumelos para trips. Isso já não bate certo.
(Reparou que também chamo de mestre ao meu Mao? É dos cogumelos – ainda os quer?)
[Responder]
Percebo-te mesmo sabendo que há muitas outras formas subtis de calar, intimidar, torturar ( psicológicamente ), silenciar, potenciar o medo. Controlar. Destruir vidas sem precisar de prender. E aí… eu fui parar ao desemprego. Por exemplo. Pois é. Eu fui espancado faz agora uma semana, perto de casa, com o aviso: cala-te. Por desconhecidos, claro. Eu que sou um teso e ainda não conheço os motivos concretos da coisa, no mesmo dia em que fui despedido, ( = aliás, dispensado e com contas por arrumar ), tive e tenho todas as minhas contas penhoradas pelas Finanças. Pois é. Acasos, eu sei. Azares, claro.
Abraço, bom domingo.
[Responder]
O mais parecido com apoiantes de Pinocher são precisamente os do prec.
Há histórias no Alentejo completamente doentias. Até de matarem os belos cavalos depois de os fazerem desfilar.
Nunca se deve esquecer a bárbárie.
[Responder]
Olhe que o seu colega gordinho,anafadinho do Eixo do Mal também prima pela indecência ao defender o ‘mérito’ dos oliveiras costas,balsemões(oops!) e outros tubarões da massa que nunca trabalharam para terem aquilo que têm e,que no tutano da coisa eis,que esses bandidos (os do risco e dos lucros)vêm pedir dinheiro aos ‘contribuintes’ para pq eles arriscaram e perderam algum.De qq modo Sócrates está mais próximo do albert jaRDIM E AS NEGOCIATAS.
E dos meninos sodomizados pelas tropas da ‘democracia’ no Iraque e todos os seus ideais de liberdade(Para enrabar,concerteza), está tudo tão caladinho?Pudera o Império está podre e os propagandistas calados que nem ratos(que são!),inclusive ,o gordo,esse palhaço!
Procure o jornalista Hersh e passe isso pelas ‘trombas’ dos ‘pragmáticos’ ‘democratas’
[Responder]
A falta de pejo em branquear ditaduras não só já não é tabu como é considerado interessante e uma mais valia para qualquer comentador
[Responder]
temos robespierre. mas se a intenção era andar a rebolar com a julie sargeant temo bem que o otelo tenha chegado primeiro.
[Responder]
Ora,ora,Dias Loureiro,um dos tais que enriqueceu com mérito(ahahaha) é um óptimo consiglieri de estado,daqueles da Sicilia,não sei se me estou a fazer entender,a bendizer…
D.Teresa, o prec é que é horroroso agora isto são imanações do Divino,casa pias, al-qaeda,putas do leste.Esta choldra faz lembrar Roma nos gloriosos últimos dias.E a escória do ‘livre’ (o tanas) mercado continua a não ter vergonha e a dar lições de moral.Tia,talvez,se estejam a adensar ‘pikenos’ detalhes que vos hão-de deitar tudo a perder o que têm roubado ao longo dos tempos…
Como a porcaria do puder judicial(sic!)nada faz,pudera!,um dia esses o Poder cai à rua e depois vão prestar contas e é na parede….
[Responder]
Deixem-se dessas coisas de Maos e Fideis e Estalines e deviam era meditar um pouco sobre o saudoso Marechal Tito.
Bastou o homem morrer para aqueles animais voltarem ao tribalismo nacionalista bárbaro.
Apesar de não ser perfeito o socialismo da antiga Jugoslávia era o mais aproximado de um verdadeiro socialismo. atenção que eu disse que não era ainda um estado perfeito…
Faltava corrigir algumas coisas, mas também não esquecer que era ainda um tanto experimental.
Obrigado por este espaço para divulgar um pouco o Titoismo.
Viva a ex Jugoslávia!
[Responder]
Pedro Vieira, diga-me, já agora, é o Pedro Vieira desta casa, dos desenhos que me vêm divertindo por aqui?
Temos Robespierre, diz. Poderia dizer, temos Saint-Just. Ou, de quem eu faço eco em muito do que digo e escrevo (e considerando pessoas vivas) Agamben, Badiou, Zizek (o Elvis desas coisas, como se diz), Stiegler, Jappe, Kacem, e, dos já mortos, Debord, Deleuze, Foucault, etc …….
Se no Arrastão ou se Daniel Oliveira não lê nada disto, fico curioso: o que lê? O que estuda?
Já gora, quando alguns de vocês lê Agamben ou Badiou, ou o raio que seja, tanbém dizem: “Eh pá, gandas malucos” ?
Ou, por aqui, Daniel Oliveira, vocês são mais do género – eu não leio merdas, não leio, penso só por mim, penso pela minha cabeça, não penso pela cabeça dos outros ……
E eu digo: “Ah gandas pensadores” ! Assim é que é !!
[Responder]
Oh Pedro, para rebolar, não vou muito pela Julie – magra, não me apetece. Gira, mas magra.
Até preferia, veja só, a Elsa Raposo, que parece que agora ninguém gosta, mas é lindíssima.
Desculpe este post-sriptum. Era tb só para dizer que não estou a concorrer com o Otelo (apesar de o admirar).
[Responder]
Oh Teresinha,
eu não queria mas tenho que ser condescendente consigo porque se calhar voçê serve para o verdadeiro exemplo do que o DO queria, penso eu, dizer quando afirma que se vai banalizando a barbárie e branqueando ditaduras.
Cada vez que utilizamos erroneamente como termo comparativo, mesmo que seja para dar uma carga mais depreciativa ao contexto,um ditador como o Pinochet e todas as mortes violentas que adornam este espectro da Historia Mundial.
Camarada Vidal, eu também acho que não foste feliz na tua comparação embora também ache que puxar esse fascista Henrique para a conversa na mesma linha comparativa, trás consigo uma mensagem escondida (que só não vê quem não quer)o que dá a mostrar um DANIEL OLIVEIRA fraco de espirito e (cada vez mais) rancoroso!
Por isso Teresinha, não mace a sua cabecinha com estas conversas e leia o livro de Horace Mccoy “Os cavalos também se abatem”
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Ena C.Vidal, o que se faz para s ser falado!
Conseguiu!! Eu, idiota, aqui estou a comentar! Sim, porque como muito bem diz, o texto é para amigos e ainda assim vocÊ
[Responder]
… CENSURA os comentários!! Os seus amigos devem gostar de si à brava!!
Eu até lá ia comentar, mas era desperdício de tempo, mas aqui reproduzo: seria algo do género do que o Daniel disse, tipo, você dá na branquinha, na bebida ou no pózinho, mas dado o caso, diria que nas duas!
Tenha noção de que se o Sócrates, a sua polícia política ou um dos seus apoiantes vir isto, você pode ir de cana por delito de opinião….uiiiiii, tenha medo, olhe que eu sou um apoiante de Sócrates!
[Responder]
A 1ª frase é absolutamemte certa e retrata um pateta de esquerda (BB), moralista que depois se descobre viver à conta do Estado que puxa dos galões de “anti-fascista” e não esclarece nada. Neste história também o anti-racista Ka mamou à conta do estado “racista”, e a veradora alegre, mas agora muito socialista Ana Sara idem, com o Zé a apoiar a senhora (aqui criticado pelo DO). É um pouco como o Otelo: como esteve no 25 perdoaram-lhe ser um criminoso, já que num país decente ia dentro.
Em relação à 1ª frase nada a dizer, é bem acertada…
A 2ª frase é um devaneio, e exagerada tal como o DO, BE e SOS quando falam dos perigos da extrema-direita que eles vêm em cada esquina , sendo aqui há uns anos normal comparar Cavaco e Salazar, pelo que isto dos cogumelos deve tocar a todos.
[Responder]
Há quem tenha saudades do Hitler, do Pinochet, do Mao, do Kim Il-sung, do Mussolini, do Perón, do Salazar, do Stalin, e por aí fora…
Que dizer? Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado.
[Responder]
Ha quem negue o Holocausto, ha quem negue Holodomor, ha um braquear de historia constante pricipalmente vinda dos devotos alunos da URSS, ha quem clame por Tito sem que isso seja considerado ofensivo, ha quem defenda terroristas independentistas, ha idiotas em todo o lado que podem pensar e acreditar no que quiserem…
[Responder]
Fique a saber mais, nomeadamente o que aconteceu aos juízes que ilibaram Paulo Pedroso
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=B267C441-3305-4314-B74F-404DBEDA025E&channelid=8F8F66F6-E149-4212-9090-50A2C79EBDA1
“ Um e outro, com objectivos opostos, lá vão banalizando a barbárie e branqueando ditaduras. “
DO,
Completamente de acordo com todas a letras.
Mas, há sempre um mas, democracia sem casos como os que acima aponto devidamente tratados…
Retire-me esta dúvida: – ilibar não é inocentar quem de alguma forma foi dado como culpado???
“ Nem um nem outro conseguem fazer o enorme esforço de imaginar o que é a tortura “
Já reparou que em democracia as prisões continuam cheias dos mesmo?? Antes estavam presos os camponeses alentejanos, os operários, alguns intelectuais…hoje estão os filhos e netos destes.
A tortura sem ser física não pode ser psicológica?? É que levar com casos como os Casa Pia, BPN, BPP, Dias Loureiros/Jorges Coelhos e afins, quando não se tem emprego nem dinheiro para mandar cantar um cego…se calhar é tortura
[Responder]
Mas quem falou em fuzilar fascistas no Campo Pequeno, não foi o Salazar, foi o Otelo.
E nunca houve tantos presos políticos em Caxias no tempo do Estado Novo como nos tempos do Prec.
Quem pediu para atirar com “bala real”, em Sacavém, sobre quem vinha para a manifestação da Fonte Luminosa, convocada pelo PS e PPD (os fascistas da altura) foi o Diniz de Almeida, o “Fitipaldi das chaimites”.
Aliás, quem se opunha a uma “democracia burquesa” era o PC, e a extrema esquerda (actual Bloco).
Este testemunho é coevo e presencial. Sim eu ouvi as balas a assobiar aos meus ouvidos quando, na altura, era militante do PS.
[Responder]
“ faço eco em muito do que digo e escrevo (e considerando pessoas vivas) Agamben, Badiou, Zizek (o Elvis desas coisas, como se diz), Stiegler, Jappe, Kacem, e, dos já mortos, Debord, Deleuze, Foucault, etc …….. “
C. Vidal
Cuidado consigo, Morgadinha dos Canaviais já leu??? Já agora quem escreveu??
Com toda a arrogância que Sócrates possa ter e tem muita com alguns tiques ditatoriais, compara-lo a Pinochet, é comparar c@g@lhões com marmelos.
[Responder]
É conveniente recordar algo que se passou antes e depois de Salazar, com este meu conto de Natal.
Eu acredito em Deus, porque Deus me salvou a mim e aos meus homens quando cumprimos a nossa missão em Angola. Por vezes chegava a ir para a mata com quatro pelotões. Consegui com a ajuda de Deus que todos voltassem à sua terra, ao nosso Portugal que está doente, conforme dizia o General Spínola. Certo dia, muito perto do Natal, porque Deus me ajudou, consegui localizar uma mina anti-carro que estava preparada para me matar a mim e aos meus homens. Não tenho os meus bens terrenos, mas tenho algo que Deus me deu para poder transmitir aos que sofrem como eu, que por Ele seremos premiados, sempre, desde que n’Ele tenhamos fé:
CONTO DE NATAL
Certo dia estava Jesus
bem longe das aldeias
e o povo com sua cruz
sem ter barrigas cheias!?
-
e como já entardecera
Jesus qu’é nosso Irmão
viu lá que se esquecera
e providencia refeição!
-
e a seus discípulos diz
este nosso bom Irmão
fazei o meu povo feliz
dai-lhe peixe e o pão!
-
e pães são apenas cinco
e de peixes temos dois
num trabalho d´afinco
foram muitos, depois!?
-
E Jesus veio certo dia
ter cá à Cruz de Nora
a um certo José Maria
deitou seus bens, fora!?
-
com os poderes plenos
que lhe conferiu Deus
multiplicou lá terrenos
e deixaram de ser seus!?
-
Estava lá o São Mateus
qu’era perito em contas
diz-lhe o filho de Deus
lixa-me cabeças tontas!
-
Fez Mateus a escritura
os terrenos, eram cinco
e logo a Santa criatura
ao Eugénio, deu brinco!
-
Esse brinco era d’ouro
ai do mais puro metal
ali se gerou um tesouro
mais “rico” de Portugal!
-
São Mateus teve génio
e aliado a certo Correia
logo ali a cada Eugénio
ai deu o seu pé de meia!?
-
São Mateus teve ajudas
na Nora de certo Serpa
São Mateus e um Judas
na Cruz jogaram à lerpa!
-
lerpou um Constantino
e a sua Perpétua Maria
e pela via dum destino
um seu neto, Zé Maria!
-
diz-na na encruzilhada
quando vão pró monte
qu’há a pessoa passada
na Nora perto da Fonte!
-
e essa Nora tem a mina
de muito metro no chão
e é lá que inda s’ensina
o que fez Judas d’então!
-
Lá na Torre, a Soledade
diz que custa viver só
à sobrinha por piedade
dá-lhe tudo, por ter dó!
-
De Inverno caem neves
a premeiar certo António
e dançam todos Neves
lá ao som de harmónio!
-
Pisco
[Responder]
“Mas quem falou em fuzilar fascistas no Campo Pequeno, não foi o Salazar, foi o Otelo. “
Usabelita,
Á altura se o tem feito em vez de o ter apregoado…se calhar não estávamos a levar com muita escumalha que anda por ai a falar grosso quando deviam era estar calados.
Dou-lhe um exemplo simples: aquele novo colega de debate do Daniel no eixo do mal, que nem sei o nome, fica vermelho com as alarvidades que diz e, tem todo o direito em ser alarve.
No tempo da velha senhora, nem se podia parecer , quanto mais sê-lo.
Tome lá mais um habilidoso que transforma rosas em Pão…“ Tinha investido o equivalente a 25 mil euros e vendeu por 15 milhões “
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=0CB6F4DD-409E-4963-B01F-F0322A58FFD6&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019
[Responder]
Fico-me por aqui, até porque o Daniel Oliveira não vai desatar o que lê e não deixa de ler. Não falo para o boneco.
Se não lê, pensa pela sua cabeça. É o melhor que faz.
Se lê, sabe que eu não sou lá muito original.
E se alguns dos maiores escribas do pós-II guerra são “gandas malucos”, ora bem.
É só.
[Responder]
Vidal, claro que sou eu, o dos desenhos e derivados. ai de mim se alguém me tenta usurpar a identidade, também escolheriam fraco modelo. mas quer dizer, falo no robespierre e sai-me um homem enciclopédico? mais devagar, caramba.
[Responder]
O único partido com assento no parlamento que continua a branquear ditaduras é o PCP e pelos vistos ninguém se preocupa muito!
Continua a proclamar-se de leninista o que é contrário ao conceito aceite da democracia e, por coisas parecidas, outras estão impossibilitados até de existirem!
[Responder]
Então, caro Pedro,
Gosto muito dos seus desenhos.
Nada de enciclopedismos, da minha parte.
Comecei pelo Saint-Just, e disse mais umas quantas tretas obtusas.
Não leve a mal, pois acabei na Elsa Raposo, a melhor parte.
Já ninguém a aprecia, e eu que a acho belíssima.
Mas, fico-me por aqui (nomes, nomes, nomes). Se falar mais, sou “enciclopédico”.
E isso detesto.
Grato.
[Responder]
“Á altura se o tem feito em vez de o ter apregoado…se calhar não estávamos a levar com muita escumalha que anda por ai a falar grosso quando deviam era estar calados.”
Bolota:
Pois, mas não foi o Salazar nem o Marcelo que o fez (e ainda bem). Já os Republicanos deram cabo de alguns, e ninguém fala nisso.
Quanto à maioria dos “revolucionários” do Prec, só o foram depois do 25 de Abril.
Outros, como o DO, ainda andavam de calções.
[Responder]
Não há duvida de que Pinochet foi um ditador e foram praticados excessos condenaveis no seu consulado. Mas foi tambem alguem cujo regime terminou através de um referendo livre, em que o povo do Chile foi convocado por Pinochet para se pronunciar, através do sufragio universal, sobre se pretendia, ou não, que o regime ditatorial continuasse. Cinquenta e tal por cento dos chilenos votaram, nesse referendo pelo fim do regime de Pinochet. Quarenta e tal por cento votaram a favor da continuação do regime de Pinochet. Tendo perdido o referendo Pinochet entregou o poder e o Chile fez uma transição pacifica para a democracia, tansição pacifica essa para a qual contribuiram tambem os bons resultados das politicas economicas dos anos de Pinochet que puseram o Chile na senda do desenvolvimento economico sustentado.
O Chile é hoje algo que não era antes de Pincochet, ou seja, um caso de sucesso economico na America Latina, graças ás politicas economicas de Pinochet e tambem graças ás politicas acertadas dos governos democraticos que se seguiram ao fim do regime de Pinochet.
Faça-se a comparação com os resultados da ditadura de Fidel Castro em Cuba…
[Responder]
“Outros, como o DO, ainda andavam de calções. “
Sabelita,
Já vi que é moça desempoeirada…
O que tem os calções do DO a ver com o caso??? Claro sem calções andava nu…
Se me disser o que sabe sobre Salazar e Caetano, prometo que lhe respondo
[Responder]
Estão aqui os resultados finais do referendo livre convocado por Pinochet sobre a sua continuação, ou não, no poder….perdeu, mas não por muito.
http://www.electoralgeography.com/new/en/countries/c/chile/chile-referendum-on-the-extention-of-the-presidential-term-of-pinochet-1988.html
[Responder]
Dândi
O Tito não matou nem prendeu ninguém?
[Responder]
De acordo, Daniel Oliveira. O branqueamento das ditaduras também se faz com este género de comparações absurdas.
[Responder]
Bolota:
Muito rapidamente:
O que sei sobre Salazar e Caetano, além do que li nos livros e que eu ouvi aos meus pais, é o que eu e a minha geração vivemos. Salazar perseguia os comunistas, isso toda a gente sabia, e ninguém apoiava. Mas os comunistas contavam-se pelos dedos. Acho que a perseguição foi maior nos anos 40 (na sequência da Guerra de Espanha), mas disso ainda não me lembro. Mas lembro-me, por exemplo da Crise Académica de 62 em que Caetano, então Reitor da Universidade de Lisboa, se colocou ao lado de nós os estudantes (e por isso foi substituído nesse lugar). Lutámos pela liberdade de associação e pela Autonomia Universitária – o célebre decreto 40.900. (A luta contra a Guerra do Ultramar foi bastante mais tarde). Atenção, foi a minha geração que se bateu e morreu em Africa.
Salazar caiu da cadeira em 68, no mesmo ano em que a União Soviética invadiu a Checoslováquia. Muitos dos que apoiavam o partido comunista, abandonaram-no então, e os que ficaram apesar disso, quanto a mim não têm vergonha na cara.
Durante o consulado caetanista, fui activista sindical, e nunca fui incomodada por isso (pois não, não era comunista, nunca fui e orgulho-me disso).
No dia 25 de Abril de 74, desci à rua de cravo vermelho na mão, e até cantei a Internacional. Pensávamos que os comunistas portugueses eram gente normal. Mas rapidamente se revelou o contrário. Foi preciso então voltar à rua, desta vez para lutar contra uma ditadura de sinal contrário. Durante o Prec a vida foi dura… mas falar disso ocuparia muito tempo.
Quanto aos calções do Daniel, apenas foi uma maneira de dizer que ele não viveu nada disso, não tinha idade para tal, por isso, às vezes fala de cor. Não lhe levo a mal, mas acho que devia reflectir mais antes de falar.
Esclarecido?
[Responder]
realemnte uma coisa são ditaduras que precisam de branqueamento, outra são ditaduras que já vem pré-lavadas!
[Responder]
“ Esclarecido? “
Isabel Coutinho,
Nem por isso, cheira-me um bocado a Google.
Mas vale pelo esforço…
Quanto ao decreto 40.900, ironia das ironia, quem lutou por este, está hoje a impor o seu…calando o grito de 120 mil professores na rua.
Grito que cheira a anos 60, só que agora sem Salazar nem Caetano, mas com Cavaco & Sócrates que mais parece uma empresa de aplicação de capitais, solicitadora ou coisa parecida.
Quanto aos comunas, de facto é uma raça dum corno, são pior que sarna.
Já que falamos em comunas, a Isabel que até cantou a Internacional e andou de cravo na mão…na mão, não foi??? Responda se achar por bem: – Consegue imaginar qual seria o resultado do 25 de Abril sem a participação dos comunistas dum corno??? É que já interpelei alguém por ai nesse sentido , mas não obtive respostas.
Sem saber a quem me dirigi, uma coisa sei, era um anticomunista primário daqueles que não gostas deles porque nã gosta.
Quanto a Salazar que de alguma forma passou ao lado…
Veja aqui: http://companhia4641.blogspot.com/2008/12/1973.html
Só mais isto: se o Daniel nã pesca nada disto e de comunistas não gosta…onde é em que espaço politico se situa???
[Responder]
caro Arrastão,
No conjunto destas frases que assinala como falta de bom senso tem total cabimento aquela do próprio” ver o governo indignado por MFL defender a brincar o que ele faz a sério”.
[Responder]
Porra, Carlos Vidal anda a ler Agamben, Badiou, Zizec, Jappe, Stiegler, Kacem, Bebord, Deleuze, Foucault, etc., etc., e dá a entender que etc., etc. para demonstrar que ditadura é igual(só?) a democracia ou pelo menos 4 anos de “democracia estática” é igual a 4 anos da ditadura de Pinochet. Mas para quê queimar tanta pestana se pode adquirir essa certeza nos livros de Stalin, Henver Hoxa, Kadafi, Lenine, Kim IL sung e outros do mesmo pensamento político. Por acaso pensa que Hitler e Stalin também não liam os seus autores preferidos?
Diz que começou por Sain-Just. E porque não começa pelos gregos que disseram o fumdamental de todo o pensamento existente e onde todos vão beber e andam a repetir introduzindo variações mais ou menos rascas? Zenão, com argumentos próprios de dedução sofistica engenhosa, quiz demonstrar que a flehca estava parada no tempo e que o sapo era mais rápida que a lebre, não obstante todos sabermos que na prática não era asssim. CV, anão face a Zenão, quer, com silogismos de permissas falsas e atribuindo significados identicos a palavras diferentes (legal=ilegítimo e outros), quer demonstrar que a democracia é o mesmo que ditadura. Ou quer demonstrar que lê muito e já é um sábio? Não tarda nada está a demonstrar que não existe ou existiu qualquer espécie de democracia, que só existiu e existe ditadura e quanto mais dura e feroz fôr a ditadura mais “democrática” será.
[Responder]
Dona Isabel Coutinho
Venho por este meio dar-lhe os meus parabéns,a Sr. é uma excelente argumentista espero que esteja a aproveitar as suas qualidades, aqui demonstradas, a sua imaginação é fértil.
Mas não venha para aqui relatar como verídicos casos que nunca aconteceram.
É falso que na altura do prec tenha havido mais presos políticos que antes do 25 de Abril de 1974 para sua informação estavam muitos Pides só atrás das grades para sua protecção.
Algum cumpriu pena?
Diz que quem falou em fuzilar os fascistas no Campo Pequeno foi Otelo,mas a Sr. ainda se encontra viva, ao contrário de muitos anti-Fascistas assassinados pela PIDE a mando do Salazar.
Quando da celebre manifestação da
Fonte Luminosa eu também lá estava
e posso garantir-lhe que nenhum militar disparou um único tiro mas sabemos e estão identificados os civis
que colocados em lugares estratégicos
iam disparando armas cumprido ordens de quem queria a guerra civil em Portugal.
O que o Pires Veloso escreveu no seu livro de quem evitou essa guerra é verdade.
Mentiras é aquilo que a Sr.vem para aqui contar!
JOJORATAZANA
[Responder]
Este tipo de comparações são realmente nojentas.o Sr.C.Vidal pode ter lido muitos livros e ser uma pessoa muito culta,mas infelizmente sabe muito pouco da história de Portugal sobretudo da segunda metade do século passado.Eu não precisei de ler muitos livros,bastou-me viver 30 anos no regime fascista e outros tantos depois da consolidação do regime democrático,com as 1ªs eleições livres para a Assembleia Constituinte,para saber que não existe nada,mesmo nada,que permita comparações entre os governantes de antes e os actuais.
[Responder]
Neste blogue o desporto preferido é o sova PCP e todos os comunistas tenham ou não partido!
Não percebo a ideia de Daniel Oliveira em criar uma “Santa Aliança” de blogues, como lhe chama.
Meu Deus, para quê?
“Aliança” entre o quê, porquê e para quem?
Como o 5dias não é anticomunista primário, não pode ser retirado desta “Santa Aliança” ?
[Responder]
Carlos Vidal,
Não fazia ideia que era comunista. Mas fico a saber que, mesmo que o assunto em debate nada tenha a ver com o comunismo, quem o critica passa rapidamente a ser um anti-comunista primário. Lá modéstia não é defeito que se lhe possa apontar. É que não sei se reparou que não há nem no post nem nos meus comentários qualquer referência ao PCP. Mas pareceu-lhe que se chamasse ao debate o PCP talvez estivesse mais defendido na critica ao disparate que escreveu. Não fica. Nem o PCP nem os comunistas tem culpa nenhuma do seu post.
Quanto ao mais, convidámos o 5 Dias para entrar no Santa Aliança há uns meses e o blogue onde escreve quis entrar no projecto. Num tempo em que o Carlos nem sequer lá escrevia. O Santa Aliança tem todo o tipo de blogues à esquerda, do Tempo das Cerejas ao Jugular. Ou seja, do PCP a Pinochistas, segundo a sua opinião.
Se me está a comunicar, em nome do blogue, que querem sair, porque não se querem misturar com blogues anti-comunistas primários como o de Vitor Dias e o de Pedro Penilo, acho estranho que o tenham escolhido a si (e não um dos vários amigos de muitos anos que tenho no 5 dias e através dos quais fiz o convite) e a caixa de comentários do Arrastão para o fazer. O Nuno e o Luís têm o meu e-mail e até o meu telefone, podiam ter sido eles a dizer qualquer coisa. Mas não reconheceria o espírito aberto e pluralista que conheço nos dois numa decisão desse genero.
Se não é o caso e apenas decidiu por sua iniciativa faze-lo aqui, fico então apenas baralhado. As pessoas que convidei já lá não escrevem? Ou quem se mete com o Carlos Vidal deixa de ter relação com o blogue onde Carlos Vidal escreve porque o Carlos Vidal assim decide?
[Responder]
Daniel,
Ninguém decidiu sair de um agregador de blogues que na minha opinião até carecia de autorização.
A informação na rede deve ser livre de ser aproveitada e usada.
Fora isso, achei pouco simpático a tua utilização pela enésima vez da técnica do bitoque, leia-se a dois toques: o Henrique Raposo do Atlântico é mau, assim como o Carlos Vidal do 5 dias. Isso deve resultar nos almoços, mas irrita-me que o faças com o 5 dias. Eu pelo menos não gosto que o façam contigo e com o Arrastão. E quando isso aconteceu,com uma pessoa que por acaso já lá não está, gerou uma certa discussão entre nós no 5 dias.
Apesar de eu não me rever na provocação do Carlos Vidal, não creio que ele compare o Sócrates ao Pinochet, nem os seus apoiantes. Ele limita-se a dizer que ambos os governantes, por meios muito distintos e legitimidades diferentes, pretendem uma suspensão da conflitualidade social. A linguagem é provocatória embora as referências sejam filosóficas. Se ele se mantivesse na teoria pura, ninguém teria reparado no escandâlo. Assim como pouca gente discute o conceito de “fascismo societal” do Boaventura Sousa Santos.
É engraçado que para certa esquerda, em que eu não te incluo, é normal provocar o Papa, mas é de mau tom chatear o Sócrates. Acho que no fundo, a porcaria da comparação apenas serviu para retirar o Sócrates do lume.
Abraço,
Nuno
[Responder]
E finalmente, é óbvio que escândalo se escreve assim e não como as 5 horas da manhã me ditou. As directas são fixes para a ortografia.
[Responder]
É que já interpelei alguém por ai nesse sentido , mas não obtive respostas.
A resposta foi dada no sítio onde a pediu.
Confira.
[Responder]
Isabel Coutinho,
«Mas quem falou em fuzilar fascistas no Campo Pequeno, não foi o Salazar, foi o Otelo.
E nunca houve tantos presos políticos em Caxias no tempo do Estado Novo como nos tempos do Prec.»
O 25 de Abril foi o que foi. Deu para o que temos hoje, poderia ter dado qualquer outra coisa e, acredite, até poderia ter dado num modelo novo de sociedade ainda não experimentado em qualquer outro País do mundo.
Deixe-me fazer duas precisões:
Na sequência do 11 de Março, com a direita fascista em golpes e contra golpes, o que Otelo disse, exactamente, foi: “Oxalá um dia não tenhamos que os meter no Campo Pequeno”;
E para comprovar que não se deve levar à letra tudo o que se diz, ainda à dias, o General Eanes numa entrevista à SIC, afirmou que no 25 de Novembro estivemos muito perto de uma guerra civil, evitada com a desistência do Otelo que disso teve consciência.
A sua afirmação de que houve mais presos políticos em Caxias no PREC do que houve no Estado Novo é absurda! Pelo contrário, houve a preocupação de levar para a Madeira, Brasil e Espanha muitos milhares de opositores ao 25 de Abril.
Houve, é verdade, a detenção de algumas dezenas de militantes do MRPP que cercaram a unidade do Jaime Neves na Amadora e que a tentaram tomar de assalto, tendo Otelo ordenado a sua detenção-por poucos dias, diga-se.
«Quanto à maioria dos “revolucionários” do Prec, só o foram depois do 25 de Abril.»
Então esta afirmação é absolutamente gratuita.
Nele participaram milhares de estudantes, operários e intelectuais. Que já no Estado Novo eram muito activos na reivindicação da queda do Estado Novo. Depois, naturalmente, muitos aderiram, quiçá a própria Isabel Coutinho.
[Responder]
Daniel Oliveira
Por favor poupe-nos ao seu papel de “ingenuo imaculado” porque não lhe fica bem:
…” É que não sei se reparou que não há nem no post nem nos meus comentários qualquer referência ao PCP”…
Existem mil e uma maneiras (e voçe utilizou uma) de se fazer entender sem chamar os bois pelos nomes para fazer politica. Veja só o rol de comentarios que despoletou contra e a favor do PCP, sem tão pouco ter mencionado o mome.
O que a sua comparação dá entender é que os fachos e os comunistas são 2 faces da mesma moeda e que a verdadeira esquerda é ….. o BE.
Por isso lhe chamei rancoroso e fraco de espirito porque, não sei se se lembra, mas quando postou uma noticia antitabagica no Reino Unido foi utilizado um SS nazi tambem para dar uma conotação depreciativa. Então, onde é que estava esse seu sentido critico e atento ao branqueamento da historia? Não vi.
É mais dificil manipular um cidadão do que uma multidão.
Aquele Abraço…..Daniel
A.R.A
[Responder]
Sou um mero comunista sem filiação partidária, pois, como dizia o outro, penso ainda o comunismo como um horizonte inultrapassável.
O PCP, onde tenho o prazer de votar, ou melhor, muita gente do PCP na blogosfera não simpatizará lá muito com os meus posts – creio eu sem ter feito averiguação nenhuma. Acho mesmo que o que falta ao PCP e ao BE é um corte definitivo com a esperança de um ressurgimento (????) de um PS de esquerda. A maioria dos eleitores PS tem ódio ódio pelo PCP. O PS não pode ser chamado a uma união de vontades (ou outro qq nome) à esquerda (e a Santa Aliança é uma ideia interessante). O que habita lá é ódio puro. Basta uma olhadela para várias caixas de comentários. VÁRIAS (não me refiro às minhas, só).
Outra questão, a mais importante: fascismo, ditadura, democracia parlamentar, capitalismo. Há por vezes em argumentos meus ecos de autores como Foucault, Deleuze, Debord, Badiou, Agamben, Zizek, todos, mais uns do que outros, afastados da democracia parlamentar, da organização democrática em que estamos imersos.
Não são os nomes que contam, por amor de Deus, não me venha com essa do “enciclopédico”, ou daquele que modéstia não tem nenhuma, apenas uma pergunta no fundo:
Aquela malta que junta marcou a segunda metade do século XX, em relação aos quais sou um pontinho que olha, digamos, para um palácio, aquela malta para si são uns “gandas malucos” ?
Dois deles, ainda vivíssimos, Badiou e Agamben, não hesitam nada em comparar o capital-parlamentarismo à mais devastadora das ditaduras.
Não são os nomes como “autoridades” que estão em causa. Mas são pensadores não pouco importantes da sociedade. Pode apenas responder-me:
são “gandas malucos” ?
Só pretendia esta resposta, e nada mais.
É possível ?
[Responder]
Camarada Bolota
tentar comunicar com pessoas com a mente formatada com pré-conceitos torna dificil a tarefa de se obter uma conversa inteligivel. E no fundo é o que passa com a que tens tido com a Isabel Coutinho.
Para mim, a ISABEL COUTINHO é o exemplo maximo dos priveligiados da geração de 60/70 que hoje estão gordos e bem na vida ou seja a geração dos Dias Loureiros.
Enquanto a Isabel brincava ás manifestações durante a Crise Académica de 62 no mesmo ano estava no auge a emigração clandestina (a verdadeira diaspora portuguesa) por parte de pessoas que não tinham o que comer,vestir ou calçar. Em 62 já havia familias inteiras que tinham nascido na clandistinidade em constante luta contra um governo fascista e muitos camaradas sucombido ás torturas ou que ainda hoje, os que estão vivos, carregam o espectro da PIDE nos seus corpos e nas suas mentes.
Isto sim é branqueamento da nossa história recente. Falou na guerra colonial e eu pergunto-lhe se sabe quem foi e o que foi a A.R.A? Préconceituosa como é dirá que foi o braço armado do PCP mas se calhar o que não dirá é que foi quem, ao sabotar material de guerra para o ultramar SEM QUALQUER PERDA DE VIDA HUMANA fascista ou não, impediu que mais Portugueses fossem chacinados e que acelarou fim da guerra.
Os seus da sua geração é que deixaram o país neste estado, sem norte e desunido e se havia alguém para culpar que se culpassem os comunas, branqueando mais uma vez a história.
Quando o Mario Soares & Comp. (reis do norte e tudo) estavam prontos para provocar a guerra civil (com armamento vario e combustivel Anglo-Norte americano)o Alvaro & PCP buscavam a paz sem qualquer apoio exterior.
O unico apoio que tiveram da URSS foram maquinas agricolas aquando o PREC e a reforma agraria.
Por isto e por muito mais, camarada Bolota, é que eu digo que a comunicação se torna dificil com gentes que olham para a Historia de uma forma selectiva, criando um imaginario que contado muitas vezes se torna realidade…nem que seja para elas proprias.
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
ARA, repito: não há qualquer referência, nem óbvia nem velada, ao PCP. Há a Carlos Vidal e ao que ele escreveu. Nem vejo onde raio se possa fazer qualquer ligação.
[Responder]
Eu queria ir pregar para outra freguesia, sinceramente, mas meu caro Daniel Oliveira, não respondeu: aos senhores que referi o meu caro chamaria “gandas malucos” ? É que esses tipos teimam em não distinguir entre capital-parlamentarismo (esta é Badiou) e feroz ditadura? Entre democracia e pinochetismo.
Pode ser mais claro, para eu poder ir para outra?
Ou então ficamos assim, não há problema.
[Responder]
Bolota: aqui vai a minha resposta às suas dúvidas
1. Ir ao Google? Para que? Eu falo daquilo que eu vivi. Não acredita? Paciência…
2. O que é que o Dec. 40.900 tem a ver com a avaliação dos professores do secundário?
3. Perguntas como: “E se o Napoleão nunca tivesse nascido?” são sempre difíceis de responder. Não se pode fazer ficção retroactiva da História. Mas posso tentar uma hipótese do que poderia ter acontecido num 25 de Abril, não sem comunistas, mas sem o assalto que eles fizeram ao poder (aliás com o apoio activo da URSS, e de alguns capitães ignorantes, preocupados sobretudo com as oportunidades, justíssimas, dadas pelo Sá Viana Rebelo aos “oriundos milicianos”):
- Talvez tivesse sido possível (estou convencida disso) uma transição pacífica para a Democracia, tal como aconteceu em Espanha. (ainda por cima sem necessidade de mudança de regime).
- A economia portuguesa (a que havia), talvez não tivesse ficado desfeita.
- Não teria sido necessário vender uma significativa parte da “pesada herança” – as reservas de ouro do Banco de Portugal – nem ter que recorrer ao FMI em 76.
- Ter-se ia tentado a “Autodeterminação das Colónias”, tal como anunciado no Programa do MFA, lido aos microfones do R.C.P. logo nessa manhã, e à noite repetido na R.T.P pela Junta de Salvação Nacional.
Seria possível? Não sei. Mas sei que nem sequer foi tentado pois rapidamente a tal “Autodeterminação” foi substituída por “Descolonização” (já!).
Que a nossa “descolonização exemplar” – uma das páginas mais vergonhosas da nossa História – não passou de uma entrega de mão beijada das nossas colónias à União Soviética, alguém tem dúvidas?
- Ter-se ia talvez evitado o triste fenómeno dos “retornados” e da sua integração num país “sem rei nem roque” em condições miseráveis. É certo que talvez também não se tivessem feito fortunas em África por “revolucionários” como o Rosa Coutinho e quejandos … talvez nem havido a sangrenta guerra civil nesses novos países africanos que durou muito mais tempo, e fez incomparavelmente mais vítimas que a anterior “Guerra do Ultramar”.
- Por fim, e é uma coisa que lhe posso garantir: não teria com certeza havido tantos anticomunistas como os há hoje em dia em Portugal! (que a culpa é deles e do que fizeram).
4. Quanto ao Daniel, não me compete a mim situá-lo politicamente. Muitas vezes concordo com ele (excepto nas suas queridas “questões fracturantes”). Estou a vê-lo num verdadeiro partido Social-Democrata, se isso existisse em Portugal. E aí, estaria eu com ele.
(apenas um conselho: não se fie do Google)
PS: obrigada pelo seu link, mas nada do que lá diz é novidade para mim: tinha nessa altura, um cunhado em Gadamael. A Guiné é certo estava perdida, mas Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e, obviamente Timor não estavam. Já agora leia o que eu vi e ouvi com os meus olhos e os meus ouvidos, já depois do 25 de Abril: Na Televisão, Almeida Santos, recém-chegado de Timor informava que tinha garantido aos timorenses que Portugal nunca os abandonaria. Algum tempo mais tarde, o mesmo diria que manter Timor, era como manter um transatlântico de luxo no Pacífico. A integração de Timor na Indonésia estava, desde aí, planeada.
[Responder]
Li atentamente o post e o debate que aqui suscitou.
Quem compara Sócrates a Pinochet – seja a que título for – não sabe do que fala, ou melhor do que escreve, por muita “sabedoria filosófica” que possua.
Nada como ter sofrido na pele, os tempos do fascismo, (aqui ou no Chile) para poder estabelecer comparações , que nada têm de filosóficas, mas constatam apenas a realidade vivida.
Irene Pimentel, relata, de forma clara, o que foi o fascismo de Salazar e Caetano, no livro a “História da Pide”e como se vivia nesses tempos. Compará-los com os dias de hoje de Sócrates, é uma parvoíce (filosófica) e uma falta de respeito por quem sofreu na pele o estigma, de não ser da União Nacional, Legião Portuguesa, e Mocidade Portuguesa, ou apenas “discordar” do regime imposto.
Irene Pimentel, noutro livro relata também a história de um crápula da PIDE, de nome Fernando Gouveia, e das atrocidades que cometeu com homens e mulheres do PCP. Pelo meio, permite-nos conhecer alguma vivência da vida clandestina dos comunistas (versão contestada por alguns) que não deixa de ser perturbadora para o cidadão comum de hoje, tendo em conta que colocavam a sua vida e a da família, em perigo,elegendo em primeiro lugar os seus ideais (discutíveis) e sofrendo horrores na sua defesa!
Hoje já não temos pessoas com essa essa índole de valores!
Os “político – filosófos” que por cá andam, nem sabem o que isso é!…
Pinochet, foi um ditador sanguinário. Muitos parecem esquecer isso.
Outros pretendem esquecer e apagar a história do fascismo em Portugal.
Mas a história diz-nos que não há paralelo com ele. Ainda. Esperemos que não chegue lá!…
Quanto aos presos que encheram Caxias, no pós-25 de Abril, há outra história por contar!
Eu espero que Irene Pimentel,(ou outro historiador) ainda a escreva!
Contudo, apenas acrescento que esses presos foram-no , por pouco tempo..incluindo os próprios PIDEs, que foram saindo, uns atrás dos outros, com o beneplácito dos democratas , que restauraram as liberdades….
[Responder]
Vou pois pregar para outro lado sem resposta.
OK.
Mas uma coisa é certa. Não me importo nada de fazer parte daquele grupo de “gandas malucos”.
Essa é boa e tem graça.
“Gandas malucos” e malta dos cogumelos.
Ó Badiou, sinceramente, nunca me disseste que cogumelos andas a utilizar. Pá, egoísta !
[Responder]
Aos que defendem o Estado Novo, é pena que não tenham batido com os costados nos curros da PIDE, nem no Campo de Concentração do Tarrafal.
Aos que defendem o Pinochet, é pena que não tenham sido torturados pela DINA.
Que era para verem o que eram essas doces ditaduras, tão atrozes como qualquer outra, como a de Estaline, Pol Pot, Mao Tse Tung, Ho Chi Min, Franco, Mussolini, Hitler, etc…
E por falar em Chile, lembrai-vos de Allende, um verdadeiro socialista e um verdadeiro democrata!
[Responder]
João Gomes:
Sabe o que foi o 11 de Março? Então explique, que ao certo, ninguém sabe o que foi. Filmado em directo pela RTP, já tinha comunicados impressos pelo MDP/CDE, ainda não tinha começado!
Não, não é verdade que só foram presos os MRPPs. Houve muita gente que lá foi parar, sem saber porquê. Com mandatos de captura do COPCON, assinados em branco pelo Otelo. Alguns até tinham sido toda a vida reconhecidos oposicionistas do regime … Caxias esteve a rebentar pelas costuras a ponto de ter sido necessário transferir “fascistas” para outros estabelecimentos prisionais. Para a Madeira e Brasil, que eu saiba, foi só o Tomás e o Caetano (e respectivas famílias) mais alguns ministros como o Rui Patrício. Os outros que fugiram de Portugal fizeram-no pelo seu próprio pé.
Quanto ao que o General Eanes diz, não se escreve. Ele que até foi candidato à P.R. por todos os quadrantes políticos.
O Otelo não desistiu … foi forçado a “desistir” pelo Grupo dos 9. Se a alguém devemos não ter havido guerra civil, foi ao Melo Antunes. E ao PCUS que, uma vez atingidos os seus objectivos – a posse das colónias – mandou o PCP estar quieto. E ele, como de costume, obedeceu.
Sim, é verdade que havia, mesmo antes do 25 de Abril, havia muita gente a militar pela queda do Estado Novo. Só que … a maioria estava longe de ser comunista.
Dito isto, e agora que a URSS já não existe, até acho que o PCP tem alguma utilidade. Sobretudo na defesa dos trabalhadores que ninguém mais defende.
[Responder]
mas se calhar o que não dirá é que foi quem, ao sabotar material de guerra para o ultramar SEM QUALQUER PERDA DE VIDA HUMANA fascista ou não, impediu que mais Portugueses fossem chacinados e que acelerou fim da guerra.
Gostaria de lhe lembrar que os soldados feridos em combate eram evacuados de heli, e foi exactamente sobre esses aparelhos que foi exercida a “acção revolucionária” do tal braço armado do PCP.
[Responder]
Vá lá Daniel, chame os bois pelos nomes.
Chame-lhes “gandas malucos”.
[Responder]
Pelo contrário, houve a preocupação de levar para a Madeira, Brasil e Espanha muitos milhares de opositores ao 25 de Abril.
O senhor fez-me lembrar um saudoso locutor da rádio, fervoroso adepto da Académica, que um dia num pontapé de canto favorável à mesma entusiasmou-se e gritou:
-Saltam milhares de jogadores à bola!
Deixe-me adiantar-lhe sem pormenores porque este blog pode ser lido por pessoas menores de 18 anos que o lendário Copcon pela mão do general de aviário Otelo passou centenas de mandados de captura que até vinham assinados em branco, para facilitar.
Um dia eu, e os outros que já não andavam de bibe em 25 de Abril morreremos.
Então aí o senhor e os outros, podem reescrever a história.
[Responder]
A.R.A., por vezes quem nunca viveu as situações de que gosta de falar (demais), diz umas quantas (muitas) asneiras à mistura.
Diz você, e se calhar acredita, que a ARA ao sabotar material de guerra para o ultramar SEM QUALQUER PERDA DE VIDA HUMANA fascista ou não, acelerou o fim da guerra colonial.
Em primeiro lugar, quero dizer-lhe que houve muitas vidas humanas que não eram fascistas, mas apenas jovens que eram arrebanhados como carneiros para combater nas colónias norreram por causa de, a saber:
1. Atentado ao Cunene, levou a dificuldades de rendição – por escassez de transportes marítimos – e levava a que a conissão de 24 meses se estendia até ultrapassar os 30, nomeadamente na Guiné, o que teve como resultante que alguns que poderiam ter saído a tempo, ficassem por lá enterrados ou a convalescer no Alcoitão, e que ainda hoje sofram de problemas graves;
2. O material de guerra destruído no Cais da Fundição de Lisboa, levou à falta de material que beneficiou sobretudo as forças atacantes com os resultados naturais a ocorrerem, ou seja mais flagelações, mortos e feridos nas tropas nacionais;
3. Os helicópteros destruídos em Tancos, utilizados basicamente no transporte de pessoal, nomeadamente feridos com gravidade, fizeram com que esse socorro fosse impossível, levando à morte de mais alguns que se calhar poderiam ter escapado, mais de um me morreu nos braços sem eu poder fazer absolutamente nada, para além de lhes prometer até ao fim, que não os deixaria morrer, percebeu!
4. As sabotagens nos edifícios da NATO, que na época condenavam a política ultramarina; no centro cultural dos USA; nas centrais de telecomunicações ou cortes de fornecimento eléctrico no dia da eleição do Tomás, quase nada, ou se quiser, muito pouco tiveram a ver com a libertação do povo português, mas com a confrontação entre dois blocos que pretendiam dominar o mundo;
5. O assalto ao paiol da Amoreira serviu sobretudo para i abastecimento de material à própria ARA;
6. O atentado do cais de Alcântara onde estava o material de guerra a embarcar para Angola, no Muxima, obrigou a que algumas unidades ficassem em terra por falta de equipamentos, beneficiando mais uma vez os exércitos de libertação.
7. Nunca soube de nenhuma acção contra os juízes dos tribunais plenários, contra os bufos da PIDE/DGS, contra os ultras do antigo regime, talvez porque aí já não havia interesse de maior…
8. Tive a oportunidade de conviver e ser amigo de um operacional da ARA, que após o 25 me veio cumprimentar e a quem eu neguei o cumprimento, públicamente, confrontando-o com o mesmo que aqui lhe estou a escrever. Balbuciou uma tentativa de explicações, corou, e saíu mais rapidamente do que tinha entrado. Vim a saber que era funcionário do PCP;
9. Quanto ao Álvaro Cunhal & Ca. andarem à procura da paz, ou você não sabe mesmo do que fala, ou julga que somos todos parvos. O àlvaro bem quiz que a URSS de então o apoiasse numa tomada de poder pela força aqui em Portugal, só que esta lhe deu com a porta na cara, pois não estava interessada em criar mais um foce de instabilidade na ponta da Europa, quando tinha um manacial a conquistar em África com as nóveis independências que deram no que se sabe.
Se tiver mais dúvidas, pergunte, que eu procurarei esclarecê-lo.
[Responder]
Olha, será este Carlos Vidal o mesmo que tinha por
passatempo de crítico de arte?
Nunca ninguém lhe ligou nenhuma.
[Responder]
Aguarela, está à espera que eu me defenda e lhe prove alguma coisa?
Espere sentado, gosto mais de vídeo que de aguarelas.
[Responder]
Tantos contadores de estórias a maioria não passa de racistas que só destilam ódio a tudo o que lhes cheire a PCP.
Mas é natural são pessoas que se lhe tirarem a mama que o PS/PSD lhe tem dado morrem de fome.
D. Isabel Coutinho para ver como está enganada e como engana os tolos consulte os relatórios do Banco de Portugal em relação ás reservas de ouro de 1974 até hoje depois fale, não minta.
[Responder]
A parte engraçada deste post do Daniel é que está a cometer, numa outra escala, o erro de que acusa o Carlos Vidal, ao compará-lo com o Henrique Raposo. Este debate é muito interessante, até porque é revelador de tantas outras coisas que permanecem subsumidas nos argumentos apresentados, mas comparar uma pessoa, o Henrique Raposo, que não tem claramente um sentido ético e apresenta argumentos absolutamente desumanos, com orgulho, com outra que, por muito infeliz que seja a sua comparação, apenas compara dois traços de dois sistemas diferentes (e é por serem diferentes que é possível a comparação) revela não só desonestidade como incapacidade em reflectir sobre muito daquilo em que o Daniel fala usualmente – e que muitas vezes eu aqui venho ler com imenso prazer.
[Responder]
Foge, de ti não quero nada.
Mas já percebi que é o mesmo, caríssimo crítico.
Fico mais descansado.
Já conheço o fim do filme, perdão do video.
eh eh eh
[Responder]
Caro Aguarela, então foge de quem não tem importância nenhuma? Foge de uma nulidade?
[Responder]
“ Confira. “
Fadão.
Conferir o quê, respostas da treta??? Por muito que lhe doa esse é o problema, de todas as forças politicas do nosso espectro politico, de ontem como hoje, foi o ÚNICO com importância de relevo.
“ tentar comunicar com pessoas com a mente formatada com pré-conceitos “
ARA,
Estas mentes são boas depois de desformatadas.
Tenho dois defeitos…sou alentejano e tenho uma pachorra dum corno, dai deixa-os/as poisar
“ Enquanto a Isabel brincava ás manifestações durante a Crise Académica de 62..”
Andava eu á monda, rego abaixo, rego acima, no entretanto fui promovido a pastor de ovelhas.
ARA, as Isabeis Coutinhos, são fruto dos meios onde foram criados. Tivesse Otelo feito e não dito, se calhar piavam mais fino.
Gostava-as de ver a falar grosso como fazem hoje e ainda bem que o fazem…no tempo do botas dizer mal do botas.
“ Bolota: aqui vai a minha resposta às suas dúvidas “
Isabel Coutinho,
Mas quem lhe disse que tinha duvidas???
“ Mas posso tentar uma hipótese do que poderia ter acontecido num 25 de Abril, não sem comunistas…”
A sua hipótese ainda é pior que a tentativa de resposta do Fado.
Tiveram 48 longos anos para fazerem todas e mais algumas transições pacíficas para a Democracia. Dá-se o 25 de Abril e a culpa é dos comunas…
“ Quanto ao Daniel, não me compete a mim situá-lo politicamente “
Ainda não conseguiu situar o Daniel politicamente??? Pois…não foi isso que perguntei.
“ A Guiné é certo estava perdida, mas Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e, obviamente… “
E obviamente tretas, a isto chamam eu leituras de sofá. Quem deu o corpo ao manifesto se calhar não é penaria bem assim.
Vou voltar atrás…obviamente que 48 anos não chegaram para que o que diz faça sentido.
Se a Guiné que é pouco maior que o Alentejo estava perdida e estava. Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, estavam ganhas??? Na opinião de quem não tendo que fazer faz colheres…
[Responder]
Foge para não dizer …vodafone.
[Responder]
Bolota…quallquer militar que tenha participado na guerra lhe dira que a guerra estava perdida apenas na Guine. O facto de ser mais pequena nao significa nada. Os EUA perderam a guerra do vietnam e limparam o Iraque ( na 1a vez) em meia duzia de dias.
No periodo do Otelo, esse periodo de governaçao de esquerda como gosta sempre de relembrar o PC, as liberdades eram bem mais limitadas que no tempo do botas e garanto-lhe que tambem era preciso coragem para dizer que o Marx era uma besta quadrada.O campo pequeno estava mesmo a ficar pequeno para tanta gente.
Voce podia juntar-se ao ARA ( que tem nome de grupo aliado a partidos skinheads de extrema-esquerda) e ir da uma volta pelo maravilhoso mundo socialista. Alguns ja la vao com 50 anos de rumo socialista e permanecem nos 60.
[Responder]
“quallquer militar que tenha participado na guerra lhe dira que a guerra estava perdida apenas na Guine. “
Henrique Morais
Só p´ra nós que ninguém nos ouve…os tom@tes do padre Inácio.
“ Os EUA perderam a guerra do vietnam e limparam o Iraque ( na 1a vez) em meia duzia de dias.”
Tanto assim foi que ainda lá continuam ( no Iraque)
“ No periodo do Otelo, esse periodo de governaçao de esquerda como gosta sempre de relembrar o PC, as liberdades eram bem mais limitadas que no tempo do botas “
Duas vezes os tom@tes do padre Inácio.
“ e ir da uma volta pelo maravilhoso mundo socialista “
Ia dizer 3 vezes os…ma não. Melhor que socialismo, só o CAPITALISMO á moda de Dias Loureiro e afins.
Já reparou que tudo o que é, vigaro, aldrabão, pilho é da área do PSD/PP salpicado por uns indivíduos da esquerda caviar ou moderna (PS)???
Um exemplo??? 30 deputados sociais-democratas baldaram-se a uma votação.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=119448
Fosse o Bolota poder, este bacanos eram presos JÁ. Depois??? depois explicavam porque o fizeram.
[Responder]
é do senso comum que a História é escrita pelos vencedores, seja que de 25 (…) se trate.
exemplo? ler o que tem dito ultimamente Pires Veloso, que nem sabia que existia o ELP e o MDLP!!!
Do Público de hoje, na entrevista ao militar PVeloso:
Sabia que os seus oficiais pertenciam à rede bombista?
- Sim. Quer dizer, não sei. Bombistas havia por todos os lados.
Mas estava informado de que oficiais seus pertenciam a alguns desses grupos armados?
- Pois, constava. Mas o que eles queriam, no fundo, era ordem e disciplina…não digo que não pertencessem a esses movimentos.
Se sabia que os seus homens estavam lá e não os punha na ordem…
- Eu não sabia.Constava…
[Responder]
Dá-se o 25 de Abril e a culpa é dos comunas…
Não se martirize homem.
Já lhe expliquei que o PCP tem tanto a ver com o 25 de Abril como eu tenho a ver com os casamentos da Elsa Raposo ou seja gostava de ter sido eu um dos muitos, mas não fui.
E deixe-me mais uma vez repisar que o 25 de Abril foi muito bom para os portugueses porque deu-lhes a liberdade, um emprego garantido, a incorporação na Europa e o fim da guerra no Ultramar além de poderem começar a votar em muitos partidos.
O mal esteve no 26 de Abril e aí sim, o PCP esteve presente e de tal maneira presente que ainda hoje os delírios socialistas o mostram.
A situação militar nos teatros de guerra de África não pode ser escrita.
É proibido. Não está de acordo com a verdade oficial do senhor Joaquim Furtado.
Pertenci aos serviços da cifra do PCAV/QG/RMM e sei do que falo.
[Responder]
Ja vi que pro bolota era tudo fuzilado e tudo pra prisao, ate os tomates do padre inacio… Nem precisa dizer mais nada, eu bem sei que e essa a politica da casa.
[Responder]
(…) o PCP tem tanto a ver com o 25 de Abril como eu tenho a ver com os casamentos da Elsa Raposo ou (…)
claro, o 25 de Abril nasceu de geração espontânea!
há afirmações que só podem ser consideradas à luz de (1) simples provocação ideológica ou (2) ignorância da História.
como o FADO é uma canção nacional, vou mais pela (1).
[Responder]
Ó Alexandrino vai cantar fados para a tua rua.
Não tens Q.I. para teres pertencido á CHERET.
Mais outro contador de estórias!
JOJORATAZANA
[Responder]
«Salazar continua a dar de comer a muita gente… de esquerda»
Parece que o Raposo (não a Raposo) tem por actividade principal essa missão de exterminador implacável de coisas já mortas… Seria mais honesto se apresentasse uma ideia de direita ou do que quer que seja, em vez de se dedicar à necrofilia ideológica. Em todo o caso, está visto que a Esquerda, ou o seu fantasma, continua a dar de comer a alguns… Não tem mal nenhum, nenhum mesmo, por muito que o Raposo desejasse que tivesse. Entretemo-nos com o número. Por isso é justo que receba o devido. Obrigado.
[Responder]
“ Já lhe expliquei que o PCP tem tanto a ver com o 25 de Abril como…”
Fado,
Aceitando por bom o que diz, porque o acusam disto e daquilo????
“O mal esteve no 26 de Abril e aí sim, o PCP esteve presente…”
Surgindo de geração espontânea, como é obvio.
“ E deixe-me mais uma vez repisar que o 25 de Abril foi muito bom para os portugueses… “
Até que enfim que acerta uma.
Se não foi melhor, foi porque há sempre um Fado pronto a colocar entulho na engrenagem.
“ Pertenci aos serviços da cifra do PCAV/QG/RMM e sei do que falo “
PCAV/QG/RMM ??? Eu sabia…alguma coisa me dizia que o Fado era muito mais que simples fado…é uma sigla ultra-secreta só ao alcance de predestinados…
O Fado como PCAV/QG/RMM que sabe tudo, sabia desta???
Centro Social de Baleizão
não desiste da construção do lar
Centenas de postais e cartas enviadas ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, e um abaixo-assinado “com milhares de subscritores” foram algumas das acções de protesto desenvolvidas em Novembro.
http://www.diariodoalentejo.pt/
[Responder]
DANIEL OLIVEIRA
Mmmmmmmmmm!Será? OK, se o diz é porque foi um mal entendido
Vou então reformular o que disse:
-Não se esteve a contradizer, quando o próprio utilizou a mesma tecnica comparativa que o C.Vidal aquando no post antitabagico do Reino Unido onde foi utilizado um SS nazi?
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Teofilo m.
Agora nós!
É certo que a experiencia de vida é algo de imutavél e que connosco fica para o resto da nossa existencia, e, longe de mim, faltar ao respeito á memoria dos que por terras de África ficaram e pelas familias que cá deixaram, pois nunca foi essa minha intenção visto que vivi de perto o horror dos efeitos pós-traumaticos que a guerra inflingiu a uma pessoa a mim muito chegada.
No entanto, não deturpe os factos nem seja falacioso pois não foi o A.R.A que mandou arrogantemente milhares de jovens (alguns mesmo adolescentes)para a morte, foi o Estado Novo.
Não foi o A.R.A que insistiu em continuar a vergonha que era manter colonias sob o jugo ocupacionista português (o imperio colonial português) em pleno sec.XX sem sequer ponderar em dar aos povos colonizados a hipotese para a sua auto-determinação ou até autonomia da metropole, tornando Portugal orgulhosamente só fora da ONU, foi o Estado Novo.
Voçe fala no equipamento danificado que poderia ter salvo vidas e eu falo-lhe das vidas poupadas (de ambos os lados) se não se tivesse feito o que se fez.
Na entrevista a Raimundo Narciso,sobre o livro A.R.A, que até se tornou socialista independente e bastante contestario do PCP, ele afirma o seguinte:
…”A ARA, mais do que fazer ruir o regime, tinha como meta galvanizar os portugueses e mobilizá-los para a luta. Não nutria a esperança de substituir o fascismo pelo comunismo. Na altura achava isso bom demais para ser possível. Contentava-me com o fim da ditadura, com a democracia, mesmo burguesa, que afinal ainda é a melhor que se conhece apesar de não ser lá muito boa. Se o socialismo viesse na passada, como depois tentámos, em 75, isso seria ouro sobre azul.”…
Talvez tenha tido a sua resposta em relação ao falar demais e dizer umas quantas asneiras a mistura, ou não!
Mas no entanto, já que menospreza a minha opinião por falta de coloquialidade temporal vou-lhe respondendo com frases do Raimundo Narciso (poderia ter escolhido outro mas não quero ser acusado de tendencioso)
Teofilo m.
…”Tive a oportunidade de conviver e ser amigo de um operacional da ARA”…”Balbuciou uma tentativa de explicações, corou, e saíu mais rapidamente do que tinha entrado.”…
Raimundo Narciso em entrevista a Rodrigues da Silva diz:
R:…”Os actos de sabotagem que praticou não tinham, contudo, a ilusão de derrubar o regime, tão só (e já não era pouco) de o desgastar. Menos pela sabotagem em si do que pela agit-prop consequente.”…”Sem jamais oferecer a imagem de um arrependido. Bem pelo contrário. Não o explicitando, RN orgulha-se – hoje – do que fez então.”…
Teofilo m.
…”As sabotagens nos edifícios da NATO, que na época condenavam a política ultramarina; no centro cultural dos USA; nas centrais de telecomunicações ou cortes de fornecimento eléctrico no dia da eleição do Tomás, quase nada”…
Raimundo Narciso in Revista Expresso
R:(a organização)…”Visava alcançar um forte impacto na consciência da população portuguesa e na própria opinião pública internacional. Todos estes objectivos só podiam ser levados a bom termo por uma organização não terrorista. Nunca atacámos pessoas, nem bens que não estivessem ligados à política colonial e fascista.”…
Teofilo m.
…”Nunca soube de nenhuma acção contra os juízes dos tribunais plenários, contra os bufos da PIDE/DGS, contra os ultras do antigo regime, talvez porque aí já não havia interesse de maior…”
Raimundo Narciso in Revista Expresso
R:…”Afastámos sempre atentados pessoais. Inclusive a pides.”…
Quanto ao ponto 9 da sua intervenção apenas lhe tenho a dizer que para se afirmar que não se gosta de uma coisa tem que se aprofundar o seu conhecimento da mesma e isso não é ser estupido é ser ignorante porque se agarra ao conhecimento adquirido selectivamente em toda a sua….ignorancia.
Teofilo, ao se demonstrar condescendente e paternalista comigo diz:
…”Se tiver mais dúvidas, pergunte, que eu procurarei esclarecê-lo.”…
eu agradeço humildemente mas volto a parafrasear um estadista que nunca me disse muito mas que teve um momento iluminado:
Winston Churchil
- Gosto muito de aprender mas tenho uma grande dificuldade em ser ensinado.
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Ò Carlos Vidal,
Mas que raio de autoridade tem Badiou para o que ele pensa e diz ter de considerar-se verdade? Por acaso esse Badiou também é omnisciente? Que eu saiba, sempre a vida desdisse e contrariou todos os grandes e pequenos pensadores, desde a antiguidade até hoje. Porque graça divina ou carga de água o seu Badiou haverá de ser detentor da verdade. Ó homem meta o Badiou no saco tal como a história tem feito com todas as utopias manipulatórias e pense pela sua própria cabeça. Que obsecação é essa homem, também caiu do cavalo e teve uma revelação paulista que o fez ver o brilho do seu deus Sol?
[Responder]
Ò Carlos Vidal,
Mas que raio de autoridade tem Badiou para o que ele pensa e diz ter de considerar-se verdade? Por acaso esse Badiou também é omnisciente? Que eu saiba, sempre a vida desdisse e contrariou todos os grandes e pequenos pensadores, desde a antiguidade até hoje. Porque graça divina ou carga de água o seu Badiou haverá de ser detentor da verdade. Ó homem meta o Badiou no saco tal como a história tem feito com todas as utopias manipulatórias e pense pela sua própria cabeça. Que obsecação é essa homem, também caiu do cavalo e teve uma revelação paulista que o fez ver o brilho do seu deus?
[Responder]
claro, o 25 de Abril nasceu de geração espontânea!
Não.
Também já expliquei isso milhares de vezes, mas estou a ver que tenho que escrever um livro.
Nasceu porque Marcello Caetano distraído publicou um decreto que originou uma revolução corporativa.
Não fora isso e os capitães, que subiriam a majores, coronéis, etc, ainda estavam a coleccionar comissões no Ultramar.
Sabe quantos capitães do quadro morreram nos anos de guerra?
[Responder]
Bolota
9 Dez 2008 às 0:01
A sua fé no comunismo e no PCP, como bom alentejano, é tocante.
Desejo as maiores felicidades para o Centro Social Nossa Senhora da Graça (curioso como mesmo em terrenos comunistas se usa tanto o nome de santos e santas) mas aproveito para lhe dizer que o custo de quase um milhão de euros para criar 40 camas para idosos me parece um absurdo.
Não reparou?
[Responder]
O HENRIQUE MORAIS é mais um exemplo crasso dos que gostam de branquear a História e como se não bastasse reinventar acontecimentos a seu belo prazer tinha que também perder-se em conceitos tais como “partidos skinheads de extrema-esquerda”? ou então é dos quais que também gosta de utilizar o termo comunistas fascistas, não é?
Henrique, tenha calma com as misturas é que juntar Prozac com Xanax durante muito tempo dá nisto.
FADO ALEXANDRINO
A resposta que dei anteriormente ao Sr. Teofilo serve também para si
“…Gostaria de lhe lembrar que os soldados feridos em combate eram evacuados de heli, e foi exactamente sobre esses aparelhos que foi exercida a “acção revolucionária” do tal braço armado do PCP.”…
mas gostaria de lho relembrar tambem que foram mais as vidas salvas dos que não foram colocados em pleno cenario de guerra por falta de meios ou outros que nem chegaram a embarcar por falta de meios ou comissões, ataques, emboscadas, etc por falta de meios.
Mais uma vez, para que não restem duvidas e que seja a ultima situação que falo disto,tenho o maior respeito pelos que combateram no Ultramar pois em meninos foram manipulados e mandados para a chacina e voltaram (os que voltaram)Homens com sequelas fisicas e traumas de guerra que o tempo não deixa esquecer.
A.R.A
[Responder]
Acho que o Daniel foi reactivo, e não reflexivo. Recomendo-lhe uma leitura mais atenta do texto do Carlos Vidal, sem querer fazer de advogado de defesa deste, que ele não precisa.
O Daniel não raro cai no moralismo espúrio. E parece não ir além do “preto-e-branco”.
P.S. Comparar não é estabelecer equivalência absoluta.
[Responder]
José Neves (comentário 81).
Se quiser, e estiver interessado, leia o próprio Alain Badiou, e verá que nada disso que V. diz é escrito ou pensado por ele. Badiou nunca definiu o conceito de verdade, nem disse ou teorizou, na história, o que era ou não a verdade. Ou melhor, ele exemplificou rupturas na situação, situação que outros chamam de ordem simbólica geral. Quer dizer, há uma situação estável – suponhamos, a que vivemos: temos governo, maioria, polícias, hospitais, etc. Temos uma sociedade que funciona como uma “unidade”. Num certo momento, inexplicavelmente e sem ninguém o esperar, surge um movimento de contornos inéditos e não explicáveis, sem pré-aviso e não redutível ao conhecimento (os psicanalistas diriam não redutível ao significante), e de desfecho imprevisível. Esse movimento, essa irrupção em Portugal, considerando a história recente, foi o 25 de Abril (a revolução não marca a sua hora, ela acontece) e, mais claramente segundo essa definição, foi o PREC de 75. O que irrompe é inédito e inclassificável, e a sua força não tem um destino fixo futuro, é imprevisível. Badiou chama a isso “acontecimento”, e como o acontecimento não é explicável pelo conhecimento, ele pede um sujeito que lhe adira na base de algo que não pode ser calculado.
Conclusão: a verdade, não se define, a verdade acontece. Ou seja, a verdade é o que acontece. A concepção é materialista, logo o filósofo não define a ideia de verdade. Não pode fazê-lo. Até porque, como lhe disse, aquele que é fiel à verdade é-o porquanto é fiel a algo que não percebe. Isso sempre foi assim na arte, no amor, na ciência e, como exemplifiquei, na política.
[Responder]
A.R.A., cá estou, pois não tenho por hábito fazer promessas que não cumpra.
1. – não deturpe os factos nem seja falacioso pois não foi o A.R.A que mandou arrogantemente milhares de jovens (alguns mesmo adolescentes)para a morte, foi o Estado Novo.
Onde é que eu disse isso? Será que o seu entendimento do português se perdeu no fervor revolucionário? Apenas contestei que a ARA tem responsabilidades , e muitas, na perda de vidas, e querer limpar o sangue que indelevelmente a mancha não é tão simples como isso. Nunca me viu a dizer por aqui, nem por outro lado que a culpa da guerra colonial foi da ARA, mas nunca gostei de movimentos armados que se esquecem que os seus actos podem afectar pessoas cuja única culpa é a de estarem no lugar errado sem o saber e fazerem geralmente parte do contingente mais fraco.
Os prejuízos originados a que me referi, não se abatiam sobre generais, ministros ou capitalistas latifundiários, mas sobre gente simples, que quando muito, atingiriam militarmente o escalão de alferes ou capitão;
2. – vidas poupadas (de ambos os lados) salvo melhor opinião, creio que as vidas poupadas de um lado – movimentos de libertação – foram superiores às vidas poupadas do outro – tropas destacadas – e para isso não será necessário possuir nenhum curso superior, basta apenas tirar os óculos com as lentes desfocadas;
3. – Quanto ao que diz Raimundo Narciso, dispenso bem a justificação que ele tenta fazer da sua actividade na ARA, e sempre lhe digo que seis anos para levantar uma estrutura de sabotadores é tempo demais, se os movimentos de libertação da II Guerra Mundial levassem o mesmo tempo, teriam começado no fim da mesma!
Eu respondi-lhe a si, se é o Raimundo Narciso a responder-me, dir-lhe-ía que há muita inverdade no que conta no seu livrinho de histórias, bem como a sua mirabolante teoria de que A ARA, mais do que fazer ruir o regime, tinha como meta galvanizar os portugueses e mobilizá-los para a luta. Não nutria a esperança de substituir o fascismo pelo comunismo!
Se não era para substituir o fascismo pelo comunismo que andava ele a fazer no Partido Comunista?
Se o socialismo viesse na passada, como depois tentámos, em 75, isso seria ouro sobre azul. Mau, mau, então em que é que ficamos? Era ou não era?
E como é que os portugueses eram galvanizados?
Com as notícias veiculadas pelos jornais e rádios sob o lápis azul da censura? Ou seriam só os portugueses que não tinham famílias e filhos nas colónias depois do aproveitamento que o regime fez de algumas das suas operações?!
E que dizer das palavras do Serra das intentas, que afirmou que a sabotagem dos navios não era para metê-los no fundo? Então para que serviria? Para punir os que em terra de África morriam pelo regime? Para defender os partidos irmãos do PAIGC e do MPLA, pois em relação ao apoio à FRELIMO pouco ou nada foi feito.
4. – Afastaram-se sempre dos atentados pessoais, mesmo a pides!!! Mas o que era a ARA? Um clube de masoquistas? Então eram presos e torturados e não retaliavam? Não será isto esconder a estratégia da luta entre blocos em que a ARA foi um dos protagonistas – pequeno, é certo – e que acabou por ter algum impacte a nível internacional?
Mas ainda há quem acredite no Pai Natal?
5. – Fico à espera que rebata o que eu afirmei no ponto nº 9 da anterior resposta, ou agora já não lhe servem as declarações do Raimundo Narciso & Ca.? Porque é que a ARA suspendeu a sua actividade em meados de 73? Já tinha chegado a liberdade?
6. – Por isso é que o Churchill perdeu as eleições no rescaldo da II Guerra Mundial, e é por isso que o ensino vai de mal a pior, eu gosto sempre de aprender com quem sabe mais do que eu, sobre factos que certamente não vivi, e personagens que não conheci, coisa que não acontece nem com a ARA, nem com alguns dos seus dirigentes, nem com alguns dos seus operacionais.
Mais uma vez, fico à disposição, mas p.f., não me venha com histórias romantizadas sobre a ARA – o braço armado do PCP – criada no seguimento dos desvios de direita dos anos 50 – que seguia cegamente a orientação de um país estrangeiro, dando como desculpa a luta pela liberdade e independência nacional… Esqueceram-se sempre é de informar de quem é que pretendiam tornar-se independentes.
Cumprimentos
[Responder]
A.R.A para sua informação o skinhead e um estilo e existem de facto skins de todas as correntes. Extrema-direita, extrema-esquerda, ate skin gays existem. Procure na net SHARP por exemplo ou va a wikipedia e tera todas essas informaçoes. O ARA ( anti-racist action) esta associado a grupos skin de extrema-esquerda que sao tao selvagens como os de extrema-direita divertindo-se a andar a biqueirada uns com os outros. Todas estas manifestaçoes de anti-globalizaçao que resolvem partir tudo que mexe como o que se esta a passar na grecia sao grupos violentos deste calibre.
Pelos vistos quem anda a braquear a historia sao os senhores. Pense duas vezes antes de escolher nicks, informe-se e discuta quando tiver algum argumento valido… Ate com xanax penso melhor que o senhor.
[Responder]
Bolota:
“ Enquanto a Isabel brincava ás manifestações durante a Crise Académica de 62..”
Brincava eu, brincava o Jorge Sampaio, brincava o Medeiros Ferreira, brincava o Eurico de Figueiredo … Só não brincava o Freitas do Amaral, que ainda não tinha “acordado para a política” …
“Gostava-as de ver a falar grosso como fazem hoje e ainda bem que o fazem…no tempo do botas dizer mal do botas.”
Dizer mal no botas ? LOL ! 90% dos portugueses era o que fazia …
Já agora, ainda ninguém respondeu à minha pergunta: “O que foi, ao certo, o 11 de Março de 75 ?”
Só umas dicas, para ajudar a refrescar a memória:
- O PC queria à viva força impedir eleições em Portugal. Vide a entrevista de Álvaro Cunhal a Oriana Fallaci (que circulou clandestina – todos os meios de comunicação estavam já em poder do PC), em que este garantia que em Portugal nunca haveria eleições nem democracia burguesa; que o povo português não estava preparado, era igorante, etc.; que dos militares, logo trataria, a seu tempo.
- As eleições para a Assembleia Constituinte estavam marcadas para 12 de Abril de 75 (conforme a promessa dos militares para as fazer antes de um ano). A campanha eleitoral começaria a 12 de Março desse ano.
- As eleições foram adiadas para a 25 de Abril, mas foi preciso ceder à chantagem que consistiu na obrigação de assinar o “Pacto MFA-Partidos” pelo qual ficámos sob uma democracia tutelada pelo Conselho da Revolução, durante 10 anos.
Deu ou não deu jeito um golpe militar exactamente na véspera no início da campanha eleitoral ?
[Responder]
mas gostaria de lho relembrar tambem que foram mais as vidas salvas
O seu raciocínio é admirável.
Coloca uma hipótese, um desejo (vidas salvas) contra certezas (militares mortos).
Estou certo que os militares que nas picadas de África morreram quer pela falta dos helis, quer pelo incentivo que foram (por ditos portugueses) dados aos terroristas, por palavras e actos, onde quer que estejam, vos estão muito agradecidos.
[Responder]
VIVA o Glorioso 25 de NOVEMBRO de 1975!!!!!!!!
VIVA a Liberdade!
VIVA a Democracia!
[Responder]
“ Nasceu porque Marcello Caetano distraído…”
Fado,
Caetano distraído??? É tanta a candura que me vieram as lágrimas aos olhos de compaixão…
“ o custo de quase um milhão de euros para criar 40 camas para idosos me parece um absurdo “
Claro…mas para Oliveira e Costa ou Dias Loureiro seriam trocos.
“ Brincava eu, brincava o Jorge Sampaio, brincava o Medeiros Ferreira, brincava o Eurico de Figueiredo … Só não brincava o Freitas do Amaral, que ainda não tinha “acordado para a política “
Isabel Coutinho,
Tudo gente que lutou pelo o afamado Dec. 40.900 e bem.
Hoje são os mesmo que estão de mãos dadas com a Maria de Lurdes na luta contra a continuidade do ensino publico.
Já agora por professores, o Poeta Alegre não fazia parte do seu grupo?? Este pardal fala grosso cá fora contra a Ministra, na sexta feira teve hipóteses de arrumar a questão votando a favor da suspensão, votou contra com os restantes deputados do PS
Quanto ao Freitas devia de andar distraído como o Caetano…p´la Assembleia Nacional.
“ Em que este garantia que em Portugal nunca haveria eleições nem democracia burguesa…”
Ele disse isto á Orina??? Ganda macaco me saiu este Cunhal
Já que fala em nomes finos,a Orina Fallaci era parente de Frank Carlucci ??? Sabe o que deve fazer?? Perguntar a Jorge Sampaio, Medeiros Ferreira, Eurico de Figueiredo e Freitas do Amaral qual o papel deste ao PS de Mário Soares.
“ Deu ou não deu jeito um golpe militar exactamente na véspera no início da campanha eleitoral ? “
Deu, então não deu…
(..)No dia 11 de março de 1975, oficiais spinolistas tentaram golpear a Revolução. Derrotados (…)
Sabe que mais??? Todos os pássaros comem trigo, mas só o pardal é que paga.
[Responder]
TEOFILO
Raramente me apoio na opinião de outrem para debater o que quer que seja e apenas utilizei os comentarios de Raimundo Narciso (que se tornou num ferveroso anti-comunista, diga-se)para não ser acusado por si de ser tendencioso e selectivo na tentativa de refutar as suas opiniões com a mesma coloquialidade temporal que o Teofilo, pois pela sua conversa demonstrou ser bem mais sénior do que eu. Apenas e só!
Agora que estamos esclarecidos, vamos aos pontos que mencionou em que eu tentarei opinar da forma mais sucinta e objectiva:
1&2- Pelo seu discurso foi o que me deu a entender e já lhe dei a minha visão do mesmo mas não está á espera que eu entre por uma necrofilia estatistica, remexendo nos mortos para lhe dar um nº, pois não? Tenha respeito e mais uma vez lhe peço para encerrarmos este capitulo. Naõ fica bem nem a si nem a mim porque o espaço/tempo histórico ainda é demasiado curto para falar de pessoas….que nos estão próximas.
3- Neste ponto em que voçe selectivamente formata a frase como lhe convem, deturpando-lhe o sentido, voçe dá-me razão aquando lhe disse que …”é ser ignorante porque se agarra ao conhecimento adquirido selectivamente em toda a sua….ignorancia.”… e pronto quando me falou no lapis azul reparei que havia aí alguma afinidade. Está explicado.
…”Se não era para substituir o fascismo pelo comunismo que andava ele a fazer no Partido Comunista?”… Oiça Teofilo, estamos a falar do partido mais antigo de Portugal e com uma vastissima Historia de luta PASSIVA (sem violencia, entenda-se)onde havia camaradas em todos os sectores estrategicos do país que lutavam contra um regime de teor Fascista que durante 50 anos só reconheceu um inimigo, o PCP. Bom, posto isto, tente pôr esses neuronios a funcionar e repare numa coisa, se fosse da vontade do PCP antes,durante e após o 25 de Abril de tomar á força o poder acha mesmo que não o teria feito….nas calmas?
4- Lembra-se da técnica utilizada pelo grande Henrique Galvão quando este tomou de assalto o paquete “Santa Maria”? Foi o primeiro desvio de um navio de passageiros com fins políticos alguma vez registado e com a A.R.A acontecia o mesmo pois foi sempre o primordial intento da organização a acção de galvanizar os portugueses e mobilizá-los para a luta passando claramente a mensagem que nem tudo era um mar de rosas no país inventado pelo botas. Mas eu já reparei que então como agora o Teofilo não estava para aí virado. É pena.
5- O seu ponto 9 explica-se com o meu ponto 3 mas tenho que em parte lhe dar razão pois o Alvaro Cunhal foi completamente posto na prateleira enquanto a URSS e os EUA se encontravam em acerrimas negociatas para dividir e explorar Angola com os seus exercitos pontas de lança: Africa do Sul (EUA) vs Cuba (URSS).
6- Se calhar fui optimista demais em pensar que voçe compreenderia o duplo sentido da frase, mea culpa. O que Churchil tentou afirmar é adora saber coisas novas mas que tem alguma desconfiança em quem lhe ensina e o que lhe ensina ou seja ele gostava de sorver a informação que lhe era dada para formar a sua propria opinião. Assim sendo Teofilo, agradeço com humildade q.b a sua partilha de informação agora a mim NÃO ME ENSINA NADA! ok.
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
HENRIQUE
Vá dar banho ao cão!OK
A.R.A- Associação Recreativa Ameixoeira
A.R.A- Agrupamento Recreativo Almancil
A.R.A- Acção Revolucionaria A…..migavel
A.R.A
[Responder]
Mais uma vez e como sempre, obrigado por me dar razao A.R.A.
Cumprimentos
[Responder]
…”Mais uma vez e como sempre, obrigado por me dar razao A.R.A.”…
Oh!HENRIQUE
Se era esse o caso, tome lá a taça ou o premio ou a ginginha ou….prontos.
De facto ninguem aqui no arrastao, pelo menos até agora, demonstrou tanto conhecimento em skinheads e seus derivados (Skins gays? Por acaso já desconfiava tanto ajuntamento e agarradinhos e um Zieg heil para mim e outro para o meu pombinho e,bom, etc).
Por isso,caso o Fado Alexandrino queira acrescentar alguma coisa, proponho aos participantes do arrastao que elevem o Henrique a Skin Mor ou seja tudo o que seja cortes de penteados e derivados tera que passar sempre pela apreciação do Henrique.
Como prémio e como é quase Natal aproveito o comunicado para fazer um peditorio no blog para se oferecer um BCM ao Henrique.
Tenho dito
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Bolota, já que pergunta:
“Já agora por professores, o Poeta Alegre não fazia parte do seu grupo??
Não. O Manel Alegre devia estar nessa altura a combater em Angola, onde tomou parte da defeza de Nambuangongo. Até fez um poema sobre isso: se não me engano, está do “Canto e as Armas”. Depois, que eu saiba, foi para Argel.
“Quanto ao Freitas devia de andar distraído como o Caetano…p´la Assembleia Nacional.
Freitas era então aluno do 4º ano de Direito. Poucos meses antes tinha sido “escolhido” para representar os alunos universitários, proferindo um discurso na inauguração da Reitoria, perante as “digníssimas autoridades. Freita era o delfim de Marcelo Caetado, destinado a suceder-lhe. Depois amesquinhou-o naquela peça de teatro, o “Manifico Reitor”. Que feio!
Se participou na luta? Que eu saiba não, mas posso não ter reparado. Era tanta gente …
“Orina Fallaci era parente de Frank Carlucci ???”
Acha que sim ??? Não me consta.
“(..)No dia 11 de março de 1975, oficiais spinolistas tentaram golpear a Revolução. Derrotados (…)
Só isso ? Essa é a explicação oficial.
1º Não havia condições. A maioria do povo português ainda estava com ela.
2º Ah, sim, ainda há os paraquedistas, esses eternos enganados …
3º Os comunistas estavam carecas de saber que iam perder as eleições. Tiveram qualquer coisa como 14% … não chegava. (Apesar de ter talvez sido a maior votação que tiveram até hoje.
4ª passar uma casca de banana ao Spínola, teria sido um golpe de mestre. Ou terá sido ?
Já agora, que está tão bem informado, talvez me possa esclarecer: Quem assassinou, pelas costas, o “rapaz do Mini” à porta do Ralis? É que o assunto foi completamente abafado. Porquê ?
Cumprimentos.
[Responder]
A.R.A.,
pedir respeito para depois faltar a ele, é apenas a prática a que certa (dita) esquerda já me habituou, por isso mesmo não estranho que também o tenha feito.
Dito isto, e como a estatística lhe desagrada, talvez arranje uma maneira mais simples de explicar alguns raciocínios, sem aprofundar muito.
a) Tomemos dois grupos de pessoas;
b) De um lado colocaremos pessoal com bom conhecimento do terreno, adaptado às condições climáticas, acesso fácil a material de guerra ligeiro e de boa qualidade, facilidade de movimentação e abastecimento básico na área que o outro grupo diz controlar, vontade de melhorar condições de vida, enquadrado por operacionais formados em cursos de guerra de guerrilha.
c) Do outro lado colocaremos gente que não conhece o terreno, não tem material de guerra adaptado às necessidades de movimentação rápida e detecção precoce, com um abastecimento deficiente, com dificuldades de adaptação ao clima, desconhecimento total do terreno, condições de vida deficientes, alimentação deficiente e muita das vezes má, impossibilitado de sobreviver energéticamente por falta de conhecimento do meio envolvente, sem motivação especial para estar presente a não ser o medo de ser castigado ou ter de fugir para escapar ao pesadelo da guerra, enquadrado por gente que ía aprendendo a sobreviver sem qualquer experiência de combate na luta de guerrilha.
Quem estará em melhores condições de vencer?
Será difícil a resposta?
E se ao grupo da alínea b) lhe cortarmos o abastecimento do material de defesa e o de apoio sanitário?
Terá melhorado a situação?
Isto não foi estatística.
Quanto às frases que escolhi, não foi você que se socorreu da mesma fonte para me responder?!
Ou será que o que lhe é permitido a mim me é proibido? Compreendo…
Quando fala em Partido mais antigo de Portugal, quererá dizer o quê? Que é o partido que existe há mais tempo não é verdade? Só isso e nada mais, ou pretende inferir que por causa disso, é do lado dele que se encontra a razão?
E que dizer da não violência do PCP? Mas quem é que sabe a história do PCP? Já foi publicada alguma de fonte independente? Que é que me pode dizer sobre os assassinatos dos anos 50?
E quanto ao PCP ser o único alvo das perseguições do regime anterior, não me faça rir pois estamos a escrever de coisas sérias (pelo menos eu estou). Será que o Delgado era do PCP? E os das FAP, FPLN, LUAR ou do MRPP? Ou os que apenas se limitavam a dizer mal do botas ou do Marcelo e não tinham nenhuma ligação a partido nenhum?
A sua obsessão pela árvore e o deslumbramento com a sua beleza, nem lhe permite ver a floresta, nem os bocados já apodrecidos.
Sabe porque é que o PCP não conseguiu tomar o poder? Porque muitos de nós não estavamos pelos ajustes, e não hesitamos em se lhes opôr numa altura em que ser contra era ser apelidado de fascista ou revisionista… mas disso você não se lembra.
Nem se deve lembrar dos saneadores de braçadeira vermelha, que apareciam e corriam com administrações, saqueavam os seus escritórios, passeavam nas empresas com as chaves dos cofres na mão e teciam loas ao Estaline (nessa altura ainda o faziam), ao marxismo-leninismo e à mãe-Rússia(ainda hoje o fazem).
Por isso, os meus neurónios, que estão bem e de saúde, e são bastantes ainda chegam para discutir com o tico e o teco.
O Henrique Galvão, era um romântico – apoiou o 28 de Maio, foi apoiante de Sidónio Pais, foi salazarista, mudou de ideias depois do fim da II guerra mundial ao ver que o regime não se democratizava, mas nunca foi do PCP, pois sempre entendeu que o comunismo real era tão mau ou pior do que o fascismo. E enquanto o Santa Maria era 1ª página dos jornais, por cá e por todo o mundo, as acções da ARA (algumas) nem sequer eram noticiadas cá dentro, ou eram-no numa perspectiva que a população impreparada politícamente não entendia.
Quanto ao Churchill, era um romântico e um obstinado e como gosta de citações dele aqui lhe deixo duas:
Os homens tropeçam por vezes na verdade, mas a maior parte torna a levantar-se e continua depressa o seu caminho, como se nada tivesse acontecido.
Não há loucura mais cara que a do idealismo intolerante.
Dou por finda a minha dissertação sobre o assunto, pois, como dizia Nietzsche:
- Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser céptico
Finis, laus Deo
Cumprimentos,
teofilo m.
[Responder]
A.R.A
Tendo em conta o valor da sua palavra e argumentaçao, pode chamar-me e elevar-me ao que bem entender…
[Responder]
“ Quem assassinou, pelas costas, o “rapaz do Mini” à porta do Ralis? É que o assunto foi completamente abafado. Porquê ? “
Isabel Moutinho,
Foi i rapaz do mini, como podia ter sido a moça da lambreta.
Está a esquecer-se neste caso, do que realça na sua argumentação, o PERIODO REVOLUCIONÀRIO.
Em períodos como estes estava á espera de quê??? …se foi abafado??? Se calhar pela direita que tentou agitar a zona.,digo eu…
Quantos jovem tinham carro nessa altura??? Você tinha?? O Bolota nem uma bicicleta quanto mais um carro.
Por isso conclua o que muito bem entender.
“ Os comunistas estavam carecas de saber que iam perder as eleições. Tiveram qualquer coisa como 14% …”
Para quem surgiu do nada, nada mau.
Já agora por Frank Carlucci, viu hoje o Marocas ??? Melhor que ele só o poeta alegre, que contestando as medidas da ministra na rua…no parlamento vota a favor dela.
Tudo gente revolucionaria dos seus tempos…
[Responder]
Teofilo
Com Nietzsche conseguimos ter algo em comum e,de certeza, deve conhecer um livro do mesmo que espelha na plenitude as nossas diferenças (pelo menos em relação a minha ideologia pois ainda não descortinei, nem quero, a sua)que que temos debatido.
“Ecce Homo” Como Se Chega a Ser o Que Se É
Em seguida, o Teofilo afirma que “…pedir respeito para depois faltar a ele, é apenas a prática a que certa (dita) esquerda já me habituou…” pois certas pessoas como o proprio é que sistematicamente utilizam da falta de respeito (ideologicamente falando,claro)cada vez que assumem a vossa postura anti-comunista, omotindo factos Historicos ou deturpando acontecimentos, ressalvando apenas e só o que bem lhes convem.
Eu quando lhe falei do partido mais antigo de Portugal, não sei se percebeu ou se até quis nem perceber o contexto em que eu inseri essa afirmação e não, não estava a declarar que por ser mais antigo “…causa disso, é do lado dele que se encontra a razão?…” apenas afirmei que tinha Know How suficiente (Respeite e não deturpe)
“…Que é que me pode dizer sobre os assassinatos dos anos 50?…” Quais? Os da PIDE? É só visitar a Torre do Tombo.
“…Sabe porque é que o PCP não conseguiu tomar o poder? Porque muitos de nós não estavamos pelos ajustes, e …” Ora era aqui que há muito ansiava que voçe chegasse. Pois então responda-me, se quizer, as minhas seguintes questões:
- Por onde andaram escondidos esses bravos guerreiros da democracia durante 50 anos de ditadura fascista? É que, comparativamente,o PCP foi mais antagonizado com apenas 2 anos de PREC do que o fascismo em toda a sua existencia em Portugal. Sinceramente, não compreendo. É que em meio século, somente o Humberto Delgado e a sua FPLN (que foi a sua morte)foram alternativa contestataria a par com o “ilegal” PCP.
Por onde andava essa gente resignada que em 2 anos encheu o peito para voltar ao que já estava decidido, a diluição da ditadura numa “democracia?” mantendo o “status quo” dos delfins do regime?
Voce fala-me de organizações de luta,
na qual já agora aproveito para frisar as FAP do grande Francisco Martins Rodrigues (que defendia o lema ““O abc do comunismo é o ódio e desprezo pelos poderosos. A necessidade de os combater. Sempre. Essa é a nossa arma secreta” esse sim, até o Alvaro o achava radical demais,mas pelo percurso que a Historia tomou seria mesmo?)
, para alem do PCP mas OMITE que todas elas (faltou mencionar as BR)partiram das cisões internas do PCP, todas menos 2: a LUAR,Palma Inácio e Camilo Mortágua de forte inspiração delgadista , delgadistas estes inofensivos que tiveram o seu ponto alto no assalto a um banco e no desvio de um avião para espalhar propaganda e o proprio FPLN do qual se consta que foram os proprios a entregar de bandeja o Humberto Delgado á PIDE. Por isso, se chama a isto uma luta constante e mobilizadora, estamos conversados mas tambem devo ressalvar que todas estas organizações de acção armada em Portugal tiveram sempre como preocupação o ataque ao regime e nunca elegeram como alvos os civis, por isso não podem ser desigadas de terrorismo, salvo erro só uma vez houve uma vítima civil e essa situação deve-se exclusivamente a um erro. Isto não é romantismo é História (se quizer falar sobre isto, não omita ou deturpe, respeite)
“…Nem se deve lembrar dos saneadores de braçadeira vermelha, que apareciam e corriam com administrações, saqueavam os seus escritórios, passeavam …” Teofilo, aponte-me apenas uma revolução onde não tenham sido praticado excessos? Mas agora aponte-me uma revolução que não a de Abril onde não se tenham feito acertos de contas sanguinarios? Sabe o que disse Franco quando lhe foi dito que a revolução Portuguesa poderia dar em guerra civil? Franco- O quê, os Portugueses? Os Portugueses são todos covardes.
Que esteja ressentido, talvez aceite, mas não deturpe os factos dando a entender que foi a barbarie porque muita gentinha apanhou um susto mas passados 2 anos volvidos regressaram mais fortes e sem nunca terem perdido a sua posição na hierarquia social. Respeite o meu tico & teco e não os insulte com comparações a revolução de Outubro.
“…O Henrique Galvão, era um romântico…mas nunca foi do PCP…” De facto devemos falar um Português distinto. Alguma vez me ouviu dizer tal coisa. Não deturpe. Utilizei o caso “Santa Maria” como comparação mas se voçe afirma que os seus “…neurónios, que estão bem e de saúde, e são bastantes ainda chegam para discutir com o tico e o teco…” só posso entender que a sua intenção é a de deturpar as minhas intervenções.
Quanto á guerra,…………tem toda a razão, a teoria é uma coisa mas a pratica demonstrou ser diferente, por isso sem qualquer ironia lhe dou toda a razão.
Teofilo, prefiro me agarrar ao ideal da árvore e deslumbrar-me com a sua beleza do que me resignar a uma floresta podre e viciosa, mas a obsessão torna captiva uma pessoa impossibilitando-a de vislumbrar a felicidade embora me consider um homem feliz na minha simplicidade talvez o conceito de obsessão esteja apenas ao alcance de mentes mais complexas, o que não é o meu caso.
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Bolota:
Não vale a pena dialogar com quem acha que em “PERIODO REVOLUCIONÁRIO”, vale tudo até assassinar pelas costas.
Boa tarde.
[Responder]
Isabel Coutinho,
Tem toda a razão…não vale a pena dialogar com quem achando que 48 anos não bastaram, culpa quem em meses tinha de ser perfeito.
O poder que devia estar organizado….caiu que nem baralho de cartas, porque estava podre.
As comunas que nem existiam…e nem tiveram grande relevo, segundo o seu ponto de vista, foram os algozes da Revolução.
Espreite aqui: http://bloquisto.weblog.com.pt/arquivo/2004/04/as_vitimas_da_b.html
Nesses nomes veja se encontra algum daqueles que consigo andaram de cravo na mão, tipo Freitas do Amaral. Aposto NÃO. Eu apontava-lhe um, mas assim ficava a saber mais c´amim.
Quantas sedas aí vão,
quantos brancos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!
Morre o rico, dobram sinos;
Morre o pobre, não há dobres…
Que Deus é esse dos padres,
Que não faz caso dos pobres?
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão mesmo vencida,
não deixa de ser Razão
Hoje deixo-lhe 3 quadrinhas de Aleixo para amainar esse azedume
Eu como sou mais bruto, gosto muito d´arroz com presunto, mas ainda gosto muito mais d´arroz com pardais.
O que equivale a dizer, que canta bem mas nã m´alegra.
[Responder]
TEOFILO
Então? Perdeu o piu? É que se eu me dei ao trabalho de descortinar e responder as suas questões (e não foram poucas; será que ainda esta na idade dos porquês???) porque não faz o mesmo ás minhas? Creio que fui bastante sucinto e nada complexo, ao contrario do Teofilo que, em algumas intervenções, fez uma salgalhada de informação que me deu um certo trabalho em deslindar.
Bom, se calhar é porque, pura e simplesmente, não sabe como me responder, não é?
Deixe estar, eu compreendo. Se compreendo!
E ainda acusavam o Carvalhas de cassete. Todos os anti-comunistas têm a pauta tão estudada que quando se faz uma pergunta ao estilo de Baptista Bastos (onde é que voçe estava no dia 25 de Abril de 74?)ficam mudos e saiem de fininho. Até a uma proxima oportunidade, claro!
Mas, olhe, gostei muito da partilha (picada mas saudavel,creio) de informação durante este nosso tete a tete.
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
Caro A.R.A.,
se leu o final do meu último post sobre este assunto, deverá ter entendido o que eu pretendi dizer.
Por mim, o assunto, morreu, não por falta de argumentação, mas por falta de tempo e porque a polémica nunca terá fim.
Eu não sou anti-comunista, mas sou anti-alguns-comunistas-de-pacotilha que conheço e conheci, e contra um partido que tem paredes de vidro mas muito fosco.
Antes do 25 lutei onde pude e como pude e hoje continuo a lutar, de qualquer modo posso informá-lo de que estava a dormir quando se deu o 25 de Abril, como a maioria dos portugueses o costumavam fazer a essa hora, durante o resto do dia trabalhei (pouco) almocei e conversei (muito), a partir daí, dormi (pouco) e trabalhei (muito), para que fosse mantida a chama da liberdade democrática e não de uma nova liberdade de partido único de braço no ar.
Andei pelo País, vi os resultados da colectivização da terra, com excursões ao fim-de-semana preparadas na Intersindical, para visitar cooperativas onde se comia, bebia, dançava e cantavam-se cantigas revolucionárias e alguns ainda traziam carne e batatas para casa – tudo de borla, claro – mas com um entusiasmo esfusiante.
Fiz parte de uma cooperativa de produção em trás-os-Montes, que funcionou muito bem até haverem coisas para vender deixadas pelos antigos donos, depois queria-se trabalhar nos campos com horário de empregado de escritório, e quando era preciso arranjar um muro fazia-se uma RGT para ver quem lá ía e ao fim de duas horas já ninguém se entendia e o muro ficava na mesma porque ninguém queria ser pau-mandado.
Fiquei farto, pois o PC, o PCP(M-L) nascido nos anos 50 e dissidente da viragem à direita do PC, que mais tarde foi o PUP, a FSP do Manuel Serra, o MRPP; a UDP, a FEC(M-L), e tantos outros mini-partidos que cobiçavam o poder, preferiam andar às cabeçadas uns aos outros do que juntarem-se e trabalhar para um fim comum.
A direita batia palmas e ria-se, pois sabia que mais cedo ou mais tarde tudo iria entrar nos eixos à sua moda – embora para alguns isto ainda esteja muito à esquerda – o que veio a acontecer uns anitos mais tarde.
Farto de ter razão antes do tempo, às vezes dá-me destes arroubos de luta e esqueço-me que os ideais já são servidos à juventude, em pacotes estandardizados, formatadinhos a gosto e prontos a engolir, e eles lá vão como íam os outros “cantando e rindo” pensando que tudo que luz é ouro e que as verdades são dogmáticas.
Por isso, peço-lhe desculpa do tempo que lhe roubei na pesquisa, e já agora se tiver com o Baptista-Bastos, pergunte-lhe se ele não conhece ninguém aqui na câmara de Vila do Conde, para ver se arranjava uma casita barata para o meu rebento, pois a vida está má e o rapaz até se porta bem, e escreve bem português.
Bom fim-de-semana
[Responder]
TEOFILO
Compreendo essa desilusão! Foram tempos em que se pediu a lua e se levou com os seus calhaus e de facto o romantismo exarcebado proprio da juventude ao se ver na possibilidade de se criar uma nova sociedade apartir do zero onde os mesmos teriam nas mãos a oportunidade de mudança teve como resultado final muitos que acordaram de um sonho para viver na pele um pesadelo.
Atenção! Compreendo mas não aceito. Sei que cada geração teve, tem ou tera o seu tempo e no momento em que lhe escrevo, sendo eu um jovem no seu tempo, aliás como o seu rebento, é me de todo impossivel ficar de braços cruzados apoliticamente distante enquanto no meu tempo são postas em pratica retrocessos alarmantes daquilo que voçe(s) conseguiram conquistar no vosso tempo ou seja democracia e direitos cidadania/trabalho.
Não consumi nada que me fosse entregue já embalado e, como já teve a oportunidade de perceber, questiono-me sempre de tudo o que me é dado já pré-concebido (daí esta nossa partilha de informação)pois voçe representa a desilusão e eu (salvo a presunção) a ilusão, e foi sempre esse o meu factor de motivação para prosseguir com esta nossa troca de ideias.
Gostei de aprender consigo, não aquilo que “supostamente” me tentou ensinar mas com a sua desilusão e bota-abaixismo que na realidade me deu mais ganas em continuar a acreditar no meu ideal. Se é este o PCP da minha predileccção, respondo-lhe que não. Se é o PCP, acima de tudo, o meu partido de voto responder-lhe-ei que SEMPRE.
Pertenço a geração “baby-boom” de Abril e nada vivi do que aqui estive a debater consigo, talvez por isso mesmo tenha uma equidistancia imparcial sobre o que falamos e não, não sou militante por isso posso se calhar afirmar que a minha luta de agora é bem mais dificil que a que voçe teve então porque voçe(s) tiveram a vossa oportunidade de começar do nada, não conseguiram por vossa propria incompetencia, agora os que no momento se encontram nos trinta têm que lutar não contra um estado opressor mas fisico mas sim contra entidades já bastante enraizadas tais como as coorperações multinacionais,governos corruptos e de conveniencia e contra todas essas entidades subjectivas que objectivamente são autenticos governos sombra.
Se desistiu da sua luta é lá consigo mas lembre-se que outros virão (tal como a sua prole) por isso não os contagie com esse seu rancor não tanto contra PCP (não estou para aqui a evangelizar ninguém)
mas mais pelo facto de eles nunca aceitarem “…que os ideais já são servidos à juventude, em pacotes estandardizados, formatadinhos a gosto e prontos a engolir…”
Bom fim de semana para si tambem
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
“Pertenço a geração “baby-boom” de Abril e nada vivi do que aqui estive a debater…” (A.R.A.)
Pois …
[Responder]
ISABEL COUTINHO
Esse seu Pois… demonstra na integra a sua capacidade de retorica.
A arrogancia propria dos que se julgam velhos, portanto com mais razão, é o instrumento muito sui generis daqueles que passam pela vida sem nada aprender.
Falo com camaradas, e não só, bem mais idosos que se calhar a propria Isabel e nunca a minha opinião foi posta em causa pelo simples facto de ser mais novo.
Se voce se acha um dinossauro não espere que eu lhe vá estudar as ossadas pois voçe com esse Pois… resume numa simples palavra a total incompetencia da sua geração (falo daqueles tais como a Isabel Coutinho que comodamente ganharam, para seu proveito, com o rumo que o país levou no pós-25 de Abril)
Lembre-se que ouve um velhinho lá para os primordios da Grecia antiga que mesmo sendo ele uma enciclopedia viva, afirmou:
- Só sei que nada sei!
A.R.A
[Responder]