Por Daniel Oliveira
Se Marinho Pinto queria denunciar os métodos de investigação da PJ devia ter cuidado, ele próprio, com os métodos que utiliza para fazer as denúncias. Ficamos com a sensação de que quase tudo o que diz sobre a PJ poderia ser dito sobre o bastonário da Ordem dos Advogados.
19 comentários 28 Mar 09 em Sem categoria



Marinho Pinto, é frontal, podem muitos não gostar do seu estilo, mas ninguem o pode acusar de fazer fretes seja a quem fôr.
Foi eleito com o maior numero de votos que até hoje teve qualquer Bastonario, isso quer dizer alguma coisa.
E neste caso do Socrates, só lhe posso dar toda a razão, discordar das politicas de direita do dito, e dos seus métodos autoritários é uma coisa.
Tentar fazer campanhas organizadas, ( Santana Lopes, e certos elementos da Judiciaria, têm responsabilidades óbvias neste historia), não são métodos que alguem de esquerda possa defender.
Lembro do caso Casa Pia e a obvia tentativa de destruir politicamente Ferro Rodrigues.
Lembro a historia encomendada sobre as preferências sexuais de Socrates , e toda a historia que envolveu Diogo Infante.
Nenhum cidadão minimamente informado, por muito que abomine o autoritarismo evidente de José Socrates, e a sua visão do quero posso e mando, pode alinhar nesta forma de tratar do caso Freeport, é a Justiça e não aos jornais que compete julgar se houve algo de errado, na postura de Socrates enquanto ministro do ambiente, tudo o resto é mera especulação, e manobras partidarias, a que não são isentos, Pedro Santana Lopes e o seu grupo, com a conivência de certos sectores da Judiciaria.
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Vela dualidade, que vê neste blog, igual ao blasfémias.
Se um excentrico escocês diz que Sóvcrates é corrupto, a declaração ganha traços de facto, e deve ser investigada.
As notícias destiladas pelos noticiários tabloides depressa viram factos.
O MArinho Pinto dizer o que diz, já não é facto.
MAs, como quem escreveu este post também é jornalista, logo não se pode espetrar grande coisa.
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O daniel é um comentador ultra-parcial. Desde que MP defendeu o Mário Macho (um energúmeno perigoso) que de dizer muito bem da figura passou a dizer mal de tudo o que ele faz.
Sobre a substância das declarações tem algo a dizer? Nada. Desqualifica à boa maneira estalinista a pessoa que profere os argumentos e não o argumentário.
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Corvo, e o concurso da Cova da Beira ? E o custo do apartamento ? A licenciatura ao domingo? Os projectos das casas? A pensão da mãe? É tudo “campanha negra?”As fichas na AR? Estas questões são fundamentais para a credibilidade de um político.Não se trata dele ser ou não culpado no caso Freeport.Aí os tribunais dirão.
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e roto não leva u.
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Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.
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Daniel: já que a politica (??) cultural continua afinal a ser, por aqui, um tabu (vá-se lá saber porquê…), e como estamos a falar de advogados, não resisto a transcrever este post do blogue “critico musical”:
“António Pinto Ribeiro [ministro nome trocado], é todo ele um fórum, é todo ele um penteado, é todo ele um fórum penteado, é todo ele um discurso, é todo ele um discurso penteado, é um discurso em forma de fórum, é um penteado em forma de discurso. A sua política cultural é toda ela um fórum, um fórum penteado, uma política do discurso em forma de penteado, é um fazer mais com menos em forma de penteado, é uma franja no topo de um fato, um fato penteado em forma de fórum. É assim a política cultural de Pinto Ribeiro [ministro nome trocado], uma política que é discurso em forma de franja em cima de um fato. Toda ela um penteado, toda ela um fórum.
Que grande ministro, o deste penteado!
Que bela política, esta franja!”
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Concordo que o método usado para denunciar esta história não é o melhor. Aliás, já noutras circunstâncias, o estilo do Marinho Pinto tem sido similar. Pessoalmente, não me agrada o ar justiceiro do homem.
No entanto, reconheço neste caso relevância suficiente para me preocupar mais com o conteúdo que com o estilo.
A ser verdade o que o bastonário afirma, estamos, realmente, perante uma situação gravíssima. É inadmissível que haja gente na PJ a agir desta maneira.
O que vi nas reacções de muitos que vieram criticar o Marinho foi uma tentativa de centrar as atenções na parte formal da questão – “um bastonário não pode actuar assim”.
Mas sobre o assunto fulcral, que tem a ver com os métodos da PJ, não se pronunciam.
Espanta-me que, por outro lado, o Procurador esteja mudo e quedo perante isto.
O que assusta mais no meio disto tudo, é que começa a ficar a sensação de que a investigação criminal está nas ruas da amargura.
Esta semana, Ferreira Torres saiu triunfalmente do tribunal onde “foi ilibado por falta de provas”.
Como? Falta de provas? Quem investigou a criatura não conseguiu provas suficientes para condenação? Porquê, por falta de meios, de competência, de vontade…?
Se até o Ferreira Torres (com o currículo que ostenta) se safa, então quem há-de vir, algum dia, a bater com os costados na pildra?
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“Routo”, Daniel? É do acordo ortográfico?
(ufa, ia entrando um golo!) Ou será “goulo”?
VAMOS GANHAR!
Pronto: intervalo.
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Diz o routo ao nou…
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“routo”?´Roto. Emenda lá isso, pá.
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a ser verdade é uma conspiração do caraças!
essa é que é essa!
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Pois eu gosto muito do marinho pinto.
Diz o que tem a dizer seja a quem for e está -se nas tintas para os que gostam ou não gostam.
É bom saber que cá no burgo ainda há gente assim , porque isto de gente com coragem e independencia de espirito, para além de nunca ter havido muito ainda por cima tem diminuido últimamente.
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As declarações de Marinho Pinto tem sido incómodas para muito gente. Nunca imaginaria que o Daniel também se sentisse incomodado.
E que tal um post acerca daqueles “seus Colegas” que estiveram na dita reunião.
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“…devia ter cuidado, ele próprio [o bastonário] com os métodos que utiliza para fazer as denúncias”. Salvo melhor opinião desta vez saiu-se mal, DO. Então o método de servir-se de um boletim da classe (criticado por uns, aprovado por outros) é comparável ao método de investigação criminal que consiste em juntar adversários do visado, jornalistas e judite para forjarem carta anónima de acusação? Meu deus! Ou é confusão ou malvadez. Salvando a comparação é como acusá-lo a si de ser ignorante por, em texto ao sabor do teclado, ter escrito «routo». Quer-me parecer que V/ aproveita para deitar abaixo tudo oque possa contribuir para ilibar o Sócrates, o que o cega. Ou será a estratégia do ‘menti, menti, que alguma coisa há-de ficar’?
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Maria Sem Dúvida o que este bastonário mais tem é independência de espirito …espirito Rosa…
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“ilibar o Sócrates”
Ainda não estamos nessa !!!
Ele ainda nem sequer foi constituído arguido, quanto mais acusado.
O que não quer dizer que muita gente não lhe aponte o dedo. É o que acontece a quem tem telhados de vidro.
Ou, pensa ele que alguém foi na história da sua inconcebível “licenciatura”. Nos projectos que assinou e não fez. No “esquecimento” de declarar os seus rendimentos na altura própria – agora até pode estar muito mais rico, quem sabe?.
Etc., etc., etc.
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Lamentavelmente, o Daniel aproveita-se de questões políticas para fazer um baixo exercício de oportunismo político. Detesto a política de Sócrates e a sua arrogância, mas confesso que me mete nojo o aproveitamento do BE e da TVI sobre este assunto. Inocente até prova em contrário e não culpado até prova em contrário! Quem esteve verdadeiramente isento foi Jerónimo de Sousa que disse à política o que é da política e à justiça o que é da justiça. Porque é que o Daniel não fala se Salvaterra de Magos? Tenha vergonha.
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de questões judiciais
de Salvaterra
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