Os trabalhadores não têm pátria


39 respostas ao post “Do velho Marx para os grevistas ingleses”  

  1. 1 1  CausasPerdidas

    O Marx, às vezes, faz mesmo jeito.

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  2. 2 2  Spartakus

    Pátria não terão…mas Nação, acredita que têm. Nunca houve socialismo sem nacionalismo. O Marx, fora a luta de classes, acertou em quase nada. Mas também nunca foi trabalhador. A História fala por si, Daniel, tu conheces as tragédias que semelhante cretinice acarretou. Quem é ” internacionalista ” é o Kapital. Acredita. A classe trabalhadora é nacionalista. A burguesia já nunca o foi. É bom, é mau? São factos. E cuidado que tempos de crise e aperto são perigosas para certos desvios sombrios. Por aí não…mas eu, como sempre, não concordo. E vocês têm problemas com a realidade. Sem ofensa. Vêm aí tempos maus e é preciso bom senso. Vai a uma fábrica explicar isso a desempregados ou a malta que é substituída por imigrantes e depois diz o que pensam os trabalhadores.

    Abraço, boa noite.

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  3. 3 3  Contra-Movimento

    Excelente post.

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  4. 4 4  pinoka

    Ia jurar que Marx escreveu isso exclusivamente para Portugal.

    De repente passou-me pela cabeça…

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  5. 5 5  Joao Galamba

    Daniel,
    neste caso essa lembrança não se distingue muito do moralismo cristão do amor ao próximo e da fraternidade universal. É eticamente puro mas algo irrelevante, pois esquece a realidade concreta do desemprego. Mais: ele só faz sentido numa lógica revolucionária que nem tu sabes bem o que significa hoje em dia. A esquerda tem de confrontar-se com este problema sem cair no facilitismo de rótulos acusatórios. Mais do que julgar os outros, chamando-lhes racistas ou xenófobos, importa reconhecer que o problema é real. Sobre isso, sugeres exactamente o quê?

    um abraço,
    joao galamba

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  6. 6 6  m

    Têm , têm , alguns até moram na China e até são assim pró comuna e até deram cabo dos outros todos com as inumeráveis regalias e direitos e tal de que usufruem.

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  7. 7 7  Xico

    O problema é que os imigrantes europeus em Inglaterra estão a ser explorados pelo patronato, tendo em conta a diferença do salário entre os imigrantes e os ingleses.
    Parece-me que os ingleses estão a ser muito mais marxistas que o Daniel, ao exigirem não serem discriminados com base no aviltamento de salários.
    Oh essa solidariedade operária…!!!

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  8. 8 8  Tárique

    o pior é que têm. pergunta aos portugueses que se estão a pisgar da islândia …

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  9. 9 9  Luis

    é díficil não pensar em proteccionismo em situações de maior dificuldade económica. É natural que os que mais sofrem com os efeitos da crise procurem uma solução fora de si e do que reconhecem como seu (uma Páis uma nação servem este propósito)….daí a serem xenófos é um passo pequeno… mas na realidade MARX tem razão e os trabalhadores não tém pátria… e era interessante que por uma vez pelo menos tivessem MARX, e que naquilo que ele acertou (poucas coisas mas fundamentais) se fizesse agora eco… houvesse alguma decência e justiça e seria o capital a pagar uma parte do custo desta crise (afinal foi quem a provocou e antes de a provacar lucrou com o que a viria a causar..)… mas presumo que à semlhança do que acontece sempre na história o kapital nada pagará… impune continuará a beneficiar da sua própria essência, de ser capital, de ser o que parece ser o sangue do organismo que o Homem é, a fonta da vida que a forma como vive acabapor ser… por coisas como esta decido ser economista; por coisas como esta entendi um dia a impossibilidade de MARX… mas enquanto há vida há esperança…. um abraço e parabém daniel pelo excelente post

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  10. 10 10  A crise, o quinto Cavaleiro do Apocalipse

    A Crise, o ignorado quinto Cavaleiro do Apocalipse!
    O evangelista ignorou este cavaleiro porque pensou que era uma mulher montada num burro.

    Mais destruidora do que a besta bíblica, a Crise semelhante peste negra, dela só se conhecem os efeitos, não se sabe o quem é, donde veio, até onde vai a sua pestilência e qual o remédio.

    É natural que se reaja como reagiram no passado perante a peste. Desconfiam um dos outros ( o mal é dos corruptos ), radicalizam posições ( ex: observem este papa é agressivo mesmo a falar de paz, zut!), correm com os estrangeiros ( isto a titulo de aperitivo, depois aproveitam tudo para sacar por atacado, tais como, religiões perniciosas, comportamentos sexuais degradantes entre outros ) a cereja sobre o queque será seguramente credibilizar o Poder aos olhos das nações com quem temos relações privilegiadas e nos ajudarão a sair da crise, mas que desconfiam dos nossos governantes corruptos, da Justiça em suma da classe dirigente em geral e da dirigentes em particular. Adoro lugares comuns.
    Um intervalo ( sine die e não como sugeriu aquela serôdia nauseante de 6 meses ) na democracia só para apaziguar a sociedade, entretanto em constantes manifestações violentas de descontentamento.
    Falta só os flageladores, temos que arranjar uns tantos sado-masoquistas para fazer aquele abominável papel. Sugiro os Jornalistas, já que nos fustigam com as suas noticias, noticiazinhas e noticiazonas de chácha, podiam andar dum lado para o outro, como filipinos, a pedir ao então dono do pedaço, para acabar com a CRISE! ápre.

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  11. 11 11  Daniel Oliveira

    João Galamba, nada de ético ou de puro. Bastante pragmático, até. Os trabalhadores só conquistaram direitos quando, integrados num movimento sindical (e político) que viu para lá do quintal, não se deixaram enredar nos egoísmos nacionais e perceberam que as suas lutas eram comuns. E esse movimento não era apenas comunista, envolveu todas as tradições que hoje se dizem de esquerda na Europa.

    Xico, os ingleses não estão a protestar contra a exploração dos seus colegas imigrantes. Se estivessem, era juntos que faziam esta luta, como acontece noutros países. Solidariedade e xenofobia são opostos. E nesta solidariedade dou a resposta à pergunta do João Galamba. Salários iguais para todos, direitos iguais para todos, é a garantia de que não é a exploração que impera. Virar as energias para combater o colega do lado é um grande favor que se faz aos culpados desta crise.

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  12. 12 12  Joao Galamba

    Daniel,

    achas mesmo que os trabalhadores chineses, portugueses e ingleses têm interesses comuns? Sem a narrativa revolucionária marxista essa essência universal reprimida perde algum (todo?) o significado. É que já não há burguesia para destronar. O espectro que anda por aí não é o comunismo, e sem esse espectro não podes invocar Marx como se este fosse uma solução.

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  13. 13 13  Daniel Oliveira

    “achas mesmo que os trabalhadores chineses, portugueses e ingleses têm interesses comuns?”

    Sim. Aliás, a não coordenação das suas reinvindiações só pode favorecer quem usa a falta dos direitos de uns para tirar direitos aos outros. Uma das grandes causas da esquerda devia ser o apoio ao sindicalismo livre e independente na China, para que os trabalhadores chineses conquistem direitos. Nada tem a ver com marxismo, é apenas uma evidência: a competição entre trabalhadores benificia quem quer diminuir o peso da força de trabalho nos custos e prejudica sempre os trabalhadores.

    Podemos evocar Marx para imensas coisas. Não sendo marxista, é quase impossível falar de muito daquilo a que assitimos sem regressar várias vezes a Marx.

    Já agora: apesar de não ler a história como uma simples repetição da permanente luta de classes, a luta de classes existe. E nela os trabalhadores chineses e ingleses ou são aliados ou são derrotados.

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  14. 14 14  Pedro Tiago

    “achas mesmo que os trabalhadores chineses, portugueses e ingleses têm interesses comuns?”

    Sim. Aliás, a não coordenação das suas reinvindiações só pode favorecer quem usa a falta dos direitos de uns para tirar direitos aos outros. Uma das grandes causas da esquerda devia ser o apoio ao sindicalismo livre e independente na China,”

    Nem aqui consegues unir trabalhadores, quanto mais na china. Nem na Inglaterra consegues unir trabalhadores, quanto mais aqui. Faz qualquer coisa com os trabalhadores aqui, em portugal, na tua cidade, que já tem muitos explorados, e depois dedica-te aos trabalhadores da china.

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  15. 15 15  António Cunha

    Comunismo, o maior Flop do século XX. A ideologia que mais pessoas assassinou em toda a historia mundial. Hitler foi um aprendiz de feiticeiro ao pé destes meninos.

    Foi exibido um documentario no canal 2 em 3 partes que retrata o comunismo de um modo exemplar.
    Retive uma frase. ” O unico problema do comunismo foi esqueçer-se da natureza humana, e daquilo que ela é capaz”

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  16. 16 16  paulo.coimbra

    A este propósito ver também:

    “The real theme of these strikes is not xenophobia but outrage at UK and EU rules designed to keep labour cheap and weak. (…)

    Artigo de Seumas Milne no guardian.co.uk de 30 de Janeiro.

    http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/jan/30/tradeunions-protest

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  17. 17 17  João Moreira

    No dia em que os homens forem redutíveis à sua condição de trabalhadores, o DO terá razão. Até lá, vão ter pátria sem qualquer dúvida.

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  18. 18 18  Mouzinho

    acha que isso é uma resposta para os imigrantes que se querem legalizar/naturalizar?

    Eu sou trabalhador e tenho pátria, e por muito que ofenda algumas virgens é normal que se defenda o critério “pátria” como prioritário.

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  19. 19 19  Miguel Lopes

    “Pátria não terão…mas Nação, acredita que têm”

    Nação e pátria são tipo … sinónimos. Vá, se quisermos esmiuçar os preciosismos etimológicos:
    Nação, do latim natione (nascimento)
    Pátria, do latim pater (pai)

    A palavra pátria ou patriotismo até deviam ter uma conotação mais pejorativa. E não, não são só os trabalhadores que não têm pátria. São todos os homens livres, sejam trabalhadores, desempregados, agiotas ou patrões.

    Cumprimentos

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  20. 20 20  Contra-Movimento

    António Cunha

    todos os dias morrem 100,000 pessoas por não poderem adquirir produtos que existem em abundância. No fim do ano, à conta do capitalismo de mercado livre, morrem cerca de 365 milhões de pessoas.
    E isto sem contar com a pobreza abjecta em que vivem 4750 milhões de pobres no mundo, as condições indignas de grande parte dos trabalhadores por todo o mundo, a escravatura que ainda existe e as guerras que se fazem e sempre se fizeram à conta do Capital.

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  21. 21 21  PDuarte

    eu sou operário, (com muito orgulho), e sempre caguei para Marx, para os xenófebos e para os que se lembram de nós quando convém.

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  22. 22 22  PDuarte

    xenófobos

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  23. 23 23  Maria

    A melhor maneira de pôr pessoas a odiar-se e tirar-lhes os meios de sobrevivencia e a segurança.
    É como estamos.
    Ingleses , portugueses chineses brancos ou azuis , todos estão a ser lixados neste momento.
    O resto nem sequer serve para inglês ver.

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  24. 24 24  The Studio

    E’ so’ rir Daniel. com que entao, assim de repente, lembrou-se de Marx ? Nem parece o mesmo Daniel da esquerda moderna, sempre a dizer mal do PCP e para quem falar de Marx era como falar na peste.

    Ora bem, o patrao Ingles prefere pagar uma salario baixo a um Portugues que contratar um Ingles. E’ bom para o patrao que tem mais lucro, mas e’ mau para a classe operaria visto que ha’ mais desempregados e os salarios sao nivelados por baixo. Agora o Daniel anda a defender o desemprego e os baixos salarios?

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  25. 25 25  Ana

    É que isto de justiça e direitos de trabalhadores depende da perspectiva… se nos prejudica ou beneficia.

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  26. 26 26  Isabel Coutinho

    Globalização = Escravatura.

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  27. 27 27  Luís Vicente

    The Studio – “E’ bom para o patrao que tem mais lucro, mas e’ mau para a classe operaria visto que ha’ mais desempregados e os salarios sao nivelados por baixo.”

    É bom também para quem está a pagar ao Patrão (seja uma Camara a fazer um Escola ou consumidores a comprar batatas).

    E é ainda bom para 1) os tugas que lá ganham mais do que cá; 2) os tugas que cá ficam, que têm menos concorrência pelos postos de trabalho tugueses.

    Re-destribuição de riqueza, de quem mais tem para quem menos tem. É o caitalismo a fazer um trabalho melhor que os socialismos preocupados com nacionalidades… ;)

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  28. 28 28  Luís Vicente

    O caitalismo, essa teoria económica baseada no caital, controlado por meia duzia de caitalistas, pois claro :facepalm:

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  29. 29 29  Antonio Cunha

    Caro Contra-Movimento

    Veja que regime politico existe nesses paises onde morrem tantas pessoas de fome. A mioria serão ditaduras de esquerda e direita, onde os que estão no poder apenas se interessam por si e pelos seus amigos. Veja por exemplo Mugabe. Quis fazer uma reforma agraria e está à vista de todos o resultado. Angola, onde uma elite de párias e chupistas exploram um povo massacrado por guerras. Se quizer posso enumerar muitos mais.

    Não me venha dizer que morrem devido ao mercado livre. Isso é conversa para boi dormir.

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  30. 30 30  Rafeiro Trauliteiro

    O Daniel é um lirico.
    Já agora, quem esse tipo, o Marx?

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  31. 31 31  Isabel Coutinho

    A palavra pátria ou patriotismo até deviam ter uma conotação mais pejorativa. E não, não são só os trabalhadores que não têm pátria. São todos os homens livres, sejam trabalhadores, desempregados, agiotas ou patrões.

    Que me explicar porquê, Miguel Lopes ?
    Eu tenho uma Pátria, e pertenço a uma Nação. Ambos têm um nome: Portugal. E sou uma mulher livre. Respeito a Pátria e a Nação dos outros. Exijo o mesmo para a minha.

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  32. 32 32  Maria

    “A Crise, o ignorado quinto Cavaleiro do Apocalipse!
    O evangelista ignorou este cavaleiro porque pensou que era uma mulher montada num burro.”

    -O melhor do melhor das últimas semanas.
    Nada como o humor para colocar as crises em perspectiva.

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  33. 33 33  Lidador

    “Salários iguais para todos, direitos iguais para todos, é a garantia de que não é a exploração que impera”

    Porque será que o Daniel pensa ser um Deus ex maquina?

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  34. 34 34  lucas

    Já agora não se esqueçam de traduzir a frase para inglês, acho que os trabalhadores britânicos não sabem português…

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  35. 35 35  CausasPerdidas

    Já agora, a citação contextualizada:
    “Aos comunistas tem além disso sido censurado que querem abolir a pátria, a nacionalidade.
    Os operários não têm pátria. Não se lhes pode tirar o que não têm. Na medida em que o proletariado tem primeiro de conquistar para si a dominação política, de se elevar a classe nacional, de se constituir a si próprio como nação, ele próprio é ainda nacional, mas de modo nenhum no sentido da burguesia.
    Os isolamentos e as oposições nacionais dos povos vão desaparecendo já cada vez mais com o desenvolvimento da burguesia, com a liberdade de comércio, com o mercado mundial, com a uniformidade da produção industrial e com as relações de vida que lhe correspondem.
    A dominação do proletariado fá-los-á desaparecer ainda mais. A unidade de acção, pelo menos dos países civilizados, é uma das primeiras condições da sua libertação.
    À medida que é suprimida a exploração de um indivíduo por outro, é suprimida a exploração de uma nação por outra.
    Com a oposição das classes no interior da nação cai a posição hostil das nações entre si.”
    (http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/cap2.htm)

    Fica aí o “link” para quem quiser ler o resto e não falar à “borla”.
    Pela parte que me toca, chamou-me estúpido pelo que escrevi no fim de um texto aí em baixo
    (http://arrastao.org/sem-categoria/as-varias-faces-da-vergonha/#comments, #20).
    Tinha razão.

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  36. 36 36  anon

    o Daniel é muito anjinho… portanto pega no exemplo de meia duzia de mente captos que vão ás manifs e fazem greves e que levam as bandeiras britanicas e parafraseiam Gordon Brown e axa logo que tudo isto são protestos xenofobos.
    Portanto, concorda com a politica da empresa que dá preferencia a trabalhadores estrangeiros que ainda nem sequer são imigrantes no país aos quais pode pagar menos e explorar como não poderia fazer aos britanicos por estes serem organizados e representados por sindicatos? Quais seriam assim as possibilidades dos ingleses concorrerem com esses trabalhadores que se sujeitam à exploração? O que me parece é que nem sequer pensou bem na questão, é alias tipico do BE e dessa esquerda olhar para todos os assuntos apenas superficialmente e pegar por onde é mais mediatico…

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  37. 37 37  Fernando

    Se não têm Pátria não percebo estes acessos de “solidariedade” para com os trabalhadores portugueses. Não tendo Pátria, e não sendo as pessoas nacionalistas, é óbvia a necessidade de solidariedade para com os trabalhadores britânicos que vêm as suas condições laborais degradadas através de um expediente que goza de grande popularidade perante o Capital.

    Ou querem ver que de repente é suposto as mesmas pessoas que se indignam com os meus comentários sobre a existência de Nação (e nisto, provavelmente por razões diferentes, concordo com o Spartakus. Já não posso com a palavra “Pátria” usada e abusada por quem a sua quase com vergonha) usarem o argumento de que “são portugueses” para atacar os trabalhadors britânicos?

    Haja coerência. Pessoalmente estou completamente solidário com os trabalhadores britânicos. Da mesma forma que esotu solidário para com os portugueses que vêm as suas condições locais degradadas até níveis de subsistência através do mesmo processo.

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  38. 38 38  juka

    Boa, salários iguais, produtos ao preço igual, pessoas iguais, e mulheres iguais (boas) para todos, viva!
    Vamos vindimar os burgueses :p

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  39. 39 39  João Dias

    Não querendo ser ingénuo ao ponto de pensar que os ingleses só estão a protestar devido à diferença salarial, a verdade é que este é um ponto onde têm razão. A opção de contratar um trabalhador inglês,português ou até extra-comunitário, deve ser feita pela qualidade do trabalho e não pela competição de quem se sujeita a receber menos. Quanto às lutas conjuntas que o Daniel falou em resposta ao Xico, todos sabemos que os imigrantes tradicionalmente não protestam, nem se sindicalizam.

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