Continua a série “Guerra Fria”. Com esta série de documentários o Arrastão quer assinalar os 20 anos da queda do Muro de Berlim. O documentário tem 24 episódios, é de Jeremy Isaacs e foi produzido em 1998 pela CNN e BBC.
O primeiro episódio foi sobre o período até ao fim da guerra; o segundo sobre os primeiros anos pós-guerra e a Europa nascida de Yalta; o terceiro sobre o Plano Marshall; o quarto sobre o bloqueio soviético a Berlim Ocidental e as pontes aéreas então criadas; e o quinto sobre a Guerra da Coreia.
O sexto episódio trata da propaganda nos EUA contra o comunismo e o ambiente de paranóia e medo, com especial destaque para o trabalho do senador McCarthy e a limitação de direitos cívicos. E, do lado da URSS, o terror estalinista contra o seu próprio povo.
10 comentários 30 Out 09 em Sem categoria10 respostas ao post “Doc à 6ª: Guerra Fria (6) – Reds 1947-1953”
- 1 Pingback on 20 Nov 2009 às 21:13
- 2 Pingback on 13 Fev 2010 às 4:29




Conciso sim senhor. Se escrever o contrário var dar exactamente ao mesmo:
“com especial destaque para o trabalho da propaganda nos EUA contra o comunismo e o ambiente de paranóia e medo do McCarthismo contra o seu próprio povo e da limitação dos direitos cívicos por Estaline na URSS”
Trata-se de uma questão do ponto de vista onde se encontra o obervador. Além do mais ambos os paises estavam em plena guerra fria, é preciso que se recorde…
pelo que muito deste tipo de fraseologia panfletária é palha com o prazo de validade expirado
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O estranho caso Zemskov Ou a ainda mais estranha “consolação” de Vilarigues.
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Bons documentários…
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Tendo em conta todos os comentários produzidos no Arrastão, só posso chegar a uma de duas conclusões:
1- O Arrastão é o garante máximo da liberdade de expressão e, todos os que querem descarregar os seus traumas, procuram aqui o seu refúgio (tipo deita-te no divâ e desabafa);
2- O Arrastão está a ser alvo de provocações sistemáticas, para o levarem a não “deixar passar” certo tipo de comentários e, então, esses “comentadeiros” vão “ulular aos sete ventos” que há censura.
Documentários são isso mesmo. Claro que Stalin fosse vivo…se Hitler tivesse ganhado…
Façam as interpretações que quiserem da História mas, por favor não a queiram alterar em relação aos FACTOS.
E são FACTOS que têm vindo a ser divulgados nesta série do Arrastão.
Como dizia a minha avó : “Quem não quiser comer, ponha à borda do prato”.
Como digo eu : “Quem não quiser comer, vá ao restaurante com a ementa mais apetecível”.
Agora, não venham para aqui “cuspir na sopa”.
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Esta serie é altamente tendenciosa e revela pouco rigor,apesar de muito bem documentada.
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Passemos à frente que a guerra fria já era!…as tic´s vieram mudar td este bipolarismo mundial,
” O impacto do advento das novas tecnologias nas relações internacionais foi colossal, nomeadamente no evento da perestroika e da glasnost, na ajuda ao terceiro mundo, na tradução automática, com vista a criar laços mais fortes entre diferentes etnias linguísticas, na maior flutuação do sistema financeiro mundial, no reforço das grandes multinacionais e consequente aumento do poder dos ricos sobre os pobres, nos esforços para a paz no planeta, no crescimento e rapidez na circulação de acções globais, na proliferação do poder dos Estados – nação, na maior possibilidade de um falso alerta nuclear no lançamento de armas nucleares na direcção a uma guerra nuclear, no fosso e no afastamento progressivo entre nações ricas e nações pobres e na continuação da falta de autonomia cultural do terceiro mundo (Forester, 1993: 74-79).”
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Episódio algo abaixo da média, em termos de eficácia narrativa, mas ainda assim muito elucidativo.
Impressionou-me deveras a extrema vitalidade da Democracia americana já naqueles tempos. Não nos esqueçamos de que por essa altura, na Europa, ainda havia bastantes preconceitos de classe social, poses e privilégios aristocráticos e muito descriminação social devido às origens familiares. Estava-se ainda muito longe, mentalmente, do Maio de 68.
Em Portugal então nem se fala, Democracia era ainda um bicho de sete cabeças, uma coisa do outro Mundo, e a vida pública não diferia muito da que existia no Século XIX, nas Cidades, claro, que nos campos não devia andar longe dos tempos do Absolutismo.
Apesar da crescente consolidação do poderio imperial americano e do poder esmagador do complexo militar e industrial, o facto é que o espírito democrático, a Liberdade e a defesa dos Dirietos Humanos já se encontram profundamente entranhados na Cultura e na Sociedade americanas desta altura, o que é notável.
Infelizmente, do outro lado do Mundo “civilizado”, assiste-se ao esboroar completo do ideal libertário do Marxismo, que à falta de argumentos e de convicção interior face à realidade concreta da sua institucionalização, cede à tentação da luta sem quartel pela sobrevivência de um Mito esgotado, importando despudoradamente os métodos criminosos das Ditaduras ferozes e desumanas que, havia bem poucos anos, havia combatido e destruído!…
É por isso, pela falta de convicção intrínseca e, no fundo, pela PERDA DA RAZÃO, que apesar dos sucessos militares e da expansão do Comunismo à China, a Cuba e depois a toda a Indochina, o Estalinismo marca o fim do Ideal comunista como força mobilizadora e projecto de Futuro, que até aí ainda se podia considerar vivo, ao passo que as correspondentes derrotas militares do Ocidente não beliscaram a força impetuosa da Democracia e da Liberdade, que conduziram ao desfecho que todos conhecemos para a chamada Guerra Fria.
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Vinte anos depois, começa a deixar de ter sustentação a visão da glasnost e da perestroika como algo de positivo. O que sucedeu é que não há ABOLSUTAMENTE NADA que tenha melhorado com o fim da União Soviética. Pelo contrário – a guerra intensificou-se em várias partes do mundo, os direitos sociais recuaram, as desigualdades cresceram…
Além disso, essas duas palavras serviram para o desertar imediato de muitos para o lado daquilo que antes combatiam. Simplesmente há quem não aguente a pressão de estar do lado daqueles que, num dado momento, são apresentados como «derrotados». O DO que o diga…
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