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«A Pátria está acima da República ou da Monarquia», disse ontem Manuel Alegre na apresentação de um livro sobre D. Duarte. Elogiou depois o rei sem trono pelo seu «renovado conceito de patriotismo». E lembrou o avô paterno que «costumava atirar aos pombos com D. Carlos». A corte, insensível ao sofrimento dos pombos e à decadência de Alegre, aplaudiu comovida. Que a República não separe o que a Pátria e os seus egrégios pombos uniram.

PS: Se tivessem investido um pouco mais na educação de D. Duarte, também ele hoje seria “um grande Poeta”. Com maiúscula, claro.


42 respostas ao post “Duas almas gémeas”  

  1. 1 1  Ex-alegrista

    Argel já la vai. Caso não, estaria ele, estoicamente, dentro do seu quadrado a atirar contra o fascismo. Acabou o tempo do contra, acabou o mito. Começou o bluff. Republicano, socialista, aristocrata.

  2. 2 2  Maria da Fonte

    As piores ditaduras do século XX foram regimes republicanos. A nossa começou com um crime sem nome e com a morte de um jovem absolutamente inocente. Isso não o preocupa? Ou só o nome do regime é que interessa?
    Que mal tem a caça aos pombos? A caça aos nobres e a crianças como se fez na Rússia é melhor?
    Não sei qual a educação de Duarte Pio mas seguramente não fica atrás de nenhum dos governantes que temos tido nesta III república.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Maria da Fonte, poupe-nos a um debate a sério sobre os benificios da monarquia, sobre a caça aos pombos e sobre a educação do Duarte. Eu conheci o senhor e o que lhe posso dizer, para ser simpático, é que é um bocadinho lento.

  4. 4 4  Ex-alegrista

    Maria da Fonte. Não sou de forma, um apologista da União soviética, mas o exemplo da rússia, que nos trouxe com o seu saber fundamentado e académico, serve para a rússia soviética e czarista. obrigado.

  5. 5 5  ex-alegrista

    Maria da Fonte. Já agora: essa do regicídio e do jovem inocente… Porque que é que Dona Amélia que conhecia as virtudes da sua monarquia, um regime perfeito e, como tal, com um sistema de justiça dos melhores da Europa, não meteu uma providência cautelar para impedir o buiça de disparar? Ora essa.

  6. 6 6  Maria da Fonte

    Não faço apologia da monarquia. Tanto me faz. Não gosto é de vilipendiar as pessoas por causa das sua convicções legítimas.
    Quanto à morte dos filhos do czar chama-se o quê? Danos colaterais???
    Quanto à lentidão do senhor em causa, não posso pronunciar-me. Não o conheço. Não piso salões dourados nem prateados, mas conheço alguns deputados, ministros e primeiro ministros e secretários de estado, e olhe que não ganhavam os 100 metros…

  7. 7 7  a.pacheco

    O Alegre está xéxé.

    É penoso ver o bardo, em semelhantes companhias.

    Quanto ao sr. Duarte Bragança ,e aos seus ridiculas direitos ao putativo trono de Portugal, só me fazem rir. O tempo das jogadas do Salazar com a Amelia de Bragança, já lá vai há muito tempo.

    E isto é, se ele é um Bragança, o que um exame ao ADN ao João VI, e a este senhor Duarte esclareceria , mas o dito a isso não se arrisca, e apoiado pela aristocracia do calote, lá vai fazendo pela vidinha….

  8. 8 8  Lopes

    É mesmo típico.

    O D. Duarte é lento. O Alegre é vira-casacas. Pois, porventura serão. Mas o Rosas também não é propriamente “acelarado”, ou é? E a “Barbie” Amaral Dias será um exemplo de coerência?

    Isto de ser sectário tem muito que se lhe diga…

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    Lopes, eu não disse que Alegre era um vira-casacas.
    Disse apenas que assistimos à sua degradação.
    Quanto ao Rosas e à Joana (Barnie porquê? Por ser loira? Por ser mulher?) não percebi o que queria dizer.
    Eu, por mim, disse apenas que D. Duarte é limitado. Entrevistei-o e não pude deixar de reparar.

  10. 10 10  Rita

    Típico é chamar barbie a uma mulher por ser loira e bonita. Típico do português machista.

  11. 11 11  Ken

    Porquê que insistem em insultar a Barbie. Começou com o D. Duarte e agora já vão na Barbie!

  12. 12 12  Jorge Ricardo Pinto

    Na mouche, Daniel!

  13. 13 13  Antes Triste que Alegre

    Cara Maria da Fonte, por curiosidade; você é filha de primos direitos?

  14. 14 14  egosum

    E se os teus Pais tivessem apostado mais na tua educação, não serias tão ordinarote !

  15. 15 15  egosum

    És um gajo complexado !

  16. 16 16  ex-alegrista

    Daniel - pq achas que D Amélia nao meteu uma providencia cautelar para impedir que o Buiça disparasse?

  17. 17 17  Maria da Fonte

    à curiosidade de “antes triste que alegre”, sempre lhe digo que sou filha das ervas, da chuva e do vento… e você é mesmo assim ou esqueceram-se de acender a lâmpada da incubadora?

  18. 18 18  Habsburgo

    Oh A. Pacheco,
    O Duarte é também descendente do Miguel, aliás, directo. Portanto o João VI não interessa ao caso!

  19. 19 19  a.pacheco

    Pois é, problema é esse, de quem era filho o Miguel….

    De uma BASTARDIA da Carlota Joaquina e de um Marialva.

    Por isso a única coisa que este senhor Duarte pode reivindicar é o nome dos Marialvas, isto se os descendentes legitimos do dito, estiverem para aí virados.

  20. 20 20  Lopes

    Daniel, o que eu quis dizer foi que o Rosas também é um bocado para o lento, quase parado…

    Obviamente, que eu chamo “Barbie” à Joaninha por ela ser mulher e ser loira. Se ela fosse um canastrão, como eu, chamar-lhe-ia outra coisa qualquer…

    Ó Rita, deixe-se de histórias da carochinha. Aperte bem esse cachecol que faz frio lá fora e anda por aí uma corrente de ar…

  21. 21 21  Nuno Magalhaes

    Pois o D. Duarte pode ser lento, ó Daniel (acho que o posso tratar assim, não acha?). Você é simplesmente mal educado. Mas lá no partido do tudo a monte isso quer dizer muito pouco. É a democracite que vocês tanto confundem com democracia.

  22. 22 22  a.pacheco

    No partido do tudo a monte e da democracite, como muito bem diz o digno comentador, há homens e mulheres que não hesitam em dizer

    O rei vai nu…

    Referindo-se ,como é logico á presença do poeta Alegre, nessa feira de vaidades, e de inutilidades que se acoitam á sombra desse tal Sr Duarte,
    um rei de opereta….. com uma corte de opera bufa…

  23. 23 23  Zé Urso

    Daniel

    O que é que tem contra a caça aos pombos? É extensivo à caça em geral? É vegetariano? Se sim, devíamos ser todos vegetarianos - da mesma maneira como quem é contra o aborto acha que mais ninguém devia abortar? Outra: se nao é vegetariano, em que condiçoes é que pode comer carne? Pode caça-la? Se nao, tem de criá-la? Mas deve matá-la de que forma? Pode dizer-se “matá-la”? Esta é uma.

  24. 24 24  Zé Urso

    Outra:
    Uma questão:
    Nao acha que usar o D. Duarte para achincalhar a Monarquia (que é o que o Daniel faz, sem o fazer) é tão legítimo como usar o Lenine para atacar a sua esquerda? Bem sei que vai dizer que não é admirador do Lenine, mas é giro ver que, desde há algum tempo, você tem o cuidado de não “admirar” ninguém (nem, ches, nem Fideis, nem Maos, nem Estalines) para não mostrar os pés de barro. “Eu sou esquerdista, mas renego todos os esquerdistas que fizeram o mal”. Aprendeu isso no campo de verão do bloco? É que eu posso dizer: “O nazismo foi mal interpretado, por causa do Hitler. Dêem-me uma oportunidade e eu mostro-vos isto como deve de ser. Um abraço.

  25. 25 25  Anónimo

    Há por aqui alguns comentadores que não gostando da monarquia, desancam no D.. Duarte procurando ataca-lo quer com qualificativos pessoais quer recorrendo a sua ascendência.
    Não sendo eu uma pessoa favorável a um regime monárquico só por uma razão, mas que no fundo é a razão principal, a questão da ocupação do trono pelo berço e para toda a vida. Tirando isso os regimes monárquicos a partir das revoluções liberais do século XIX, tornaram-se parlamentares e não se distingue na Europa um pais com um regime monárquico de outro com um regime republicano. A única diferença reside na não eleição do Chefe de Estado.
    Mas faz-me confusão que ataquem a linhagem de uma pessoa sem apresentarem algumas provas de onde tiram a sua argumentação, será documental? Dando eu credito a documentos se tal fosse verdade já teriam sido contestados por alguém com muita mais importância. O que me leva a crer que são baseados em factos descritos por alguns historiadores mais ou menos romanceados a partir do relacionamento de D. Carlota Joaquina e D. João VI

    A rainha D. Carlota Joaquina, além do seu procedimento escandaloso, não se cansava de levantar obstáculos de todo o género em Portugal conspirando contra o rei, correndo até o boato de que pretendera envenená-lo, na América, procurando formar um reino para si com uma parte das colónias espanholas
    D. João VI exercia as suas funções de rei constitucional, ao passo que a rainha D. Carlota Joaquina continuava a levantar-lhe obstáculos, manifestando um ódio entranhado ás instituições constitucionais, contra as quais conspirou. Esta forma de governo prevaleceu até ao ano de 1823, em que se formou uma insurreição, tendo à frente o infante D. Miguel, filho predilecto da rainha
    0 infante e a rainha queriam ir mais adiante e alcançar a abdicação do rei, que, fiel ao seu juramento, queria manter a Constituição, apesar das numerosas adesões que a causa do absolutismo continuava a receber.

    Na nossa historia sempre houve filhos bastardos nas famílias reais, mas sempre assim foram considerados, porque motivo e em que base se pode dizer que D.. Miguel não é legitimo de D. João VI e então todos os outros filhos serão? Ou é por não gostarmos da monarquia.
    http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/miguel.html

    “Depois de abdicar do trono brasileiro a favor de seu filho (D. Pedro II), o imperador D. Pedro I partiu para Portugal com o objectivo de instalar sua filha D. Maria II no trono português. Obtida essa vitória (1834), o rei D. Miguel é obrigado a exilar-se na Áustria e a descendência de D. Maria II reinará em Portugal até 1910, ano em que, um golpe republicano - que dois anos antes tinha assassinado o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luis Filipe - obriga o jovem rei D. Manuel II a exilar-se no estrangeiro, onde morrerá em 1932 sem ter deixado descendência.
    Se a varonia de D. Afonso Henriques se perdeu na Casa reinante - pelo casamento de D. Maria II com o príncipe Fernando de Saxe-Coburg-Gotha - manteve-se contudo na descendência do rei D. Miguel que viveu exilada na Áustria até à revogação da lei do banimento (27-5-1950) que permitiu o seu regresso a Portugal.
    É seu bisneto o actual duque de Bragança, D. Duarte, representante do trono português e Chefe da Casa Real Portuguesa.”
    http://genealogia.netopia.pt/pessoas/pes_show.php?id=5591

  26. 26 26  a.pacheco

    Anonimo, bastardia é bastardia ponto final.

    No caso em discussão, o sr Duarte é descendente de Miguel de Marialva, filho de uma princesa de origem espanhola Carlota Joaquina e de um Marialva, que foi casada com João VI, e como diz muito bem, teve uma vida nada consentânea, com o que deveria ser o seu papel de uma rainha, no que diz respeito aos costumes.

    Miguel não era filho do Bragança, aliás as crónicas da época, pôe até em dúvida, que tirando o Pedro de Alcantara e Bragança ,mais algum dos filhos tenha sido um Bragança.

    Dito isto, poderia realçar que desde Pedro de Alcantara ao Manuel II, há registo de casos fora do matrimonio, de quase todos os Braganças,e com filhos .

    Por isso, se se fosse a discutir legitimidades, talvez o meu amigo ficasse espantado,com as CENTENAS des descendentes dos Brançanças, e estes sim, LEGITIMOS, que poderiam reivindicar, um possivel direito ao trono, aqui neste canto á beira mar plantado,

    Mas tudo isto entronca numa jogada do Salazar , que esperto como uma raposa, ,manteve certos monarquicos ao seu lado, acenando-lhes com a cenoura da restauração da monarquia, e como não tinha ninguem á mão, arranjou o pai deste senhor, que se prestou reverentemente À MOSCAMBILHA.

    Que o filho Duarte,
    continue a prestar-se á esta farsa ,porque assim pode ganhar a vida sem fazer esforço, é um problema dele.

    Portugal e a Republica têm mais com que se preocupar…..

    Quanto ás genealogias, e a quem as faz , caro senhor, elas têm mais buracos que o queijo emmental.

  27. 27 27  Anónimo

    O Pacheco prove que o D. Miguel é: “o sr Duarte é descendente de Miguel de Marialva, filho de uma princesa de origem espanhola Carlota Joaquina e de um Marialva, que foi casada com João VI” só mesmo pelo ADN.
    Prove isso com alguma documentação histórica.
    Porque eu não posso aceitar que se prove “só dizendo aliás as crónicas da época,”
    “pois o rei, antes do nascimento do D. Miguel, já não era visto próximo do quarto da D. Carlota há um bom par de anos. Quem nessa altura andava por lá, para além de moços da cavalariça da rainha, era o 6º Marquês de Marialva, D. Pedro José de Meneses Coutinho, a quem a rainha brindava com os favores do leito. Assim, tais más línguas sustentam que a paternidade era do Marquês, primeiro porque era chato o D. Miguel ser filho de um moço de cavalariça e em segundo lugar porque ele gostava de tourear e tal propensão tinha que vir de um Marialva…”
    Isto pode ser verdade mas pode ser mentira como sabe? Mesmo que fosse como sabe que foi o D. Miguel (alias fala-se em três filhos)

    Salazar a única coisa factual que fez foi revogar as leis do banimento, que uma após a derrota dos absolutistas condenou ao exílio de D. Miguel , e outra após a implantação da republica condenou o outro ramo da coroa ao exílio através de D. Manuel.

    (Carta de Lei, de 19 de Dezembro de 1834

    Dona Maria Segunda, por Graça de Deos, Rainha de Portugal, Algarves, e seus Dominios: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos que as Cortes Geraes e Extraordinarias Decretaram, e Nós Queremos a Lei seguinte:

    Artigo 1.º O ex-Infante D. Miguel, e seus descendentes são excluídos para sempre do direito de suceder na Corôa dos Reinos de Portugal, Algarves, e seus Domínios.

    Art.º 2.º O mesmo ex-Infante D. Miguel, e seus descendentes são banidos do territorio Portuguez, para em nenhum tempo poderem entrar nelle, nem gosar de quaesquer direitos civis, ou políticos: a conservação, ou acquisição de quaesquer bens fica-lhes sendo vedada, seja qual for o título, e a natureza dos mesmos: os patrimoniaes, e particulares do ex-Infante D. Miguel, de qualquer especie que sejam, ficam sujeitos ás regras geraes das indemnisações. )

    (Decreto, de 15 de Outubro de 1910

    O Governo da Republica Portuguesa faz saber que, em nome da Republica, se decreta, para valer como lei, o seguinte:

    Artigo 1.º É declarada proscrita para sempre a família de Bragança, que constitui a dinastia deposta pela Revolução de 5 de Outubro de 1910.

    Art.º 2.º Ficam incluídos expressamente na proscrição os ascendentes, descendentes e colaterais até o quarto grau do ex-chefe do Estado.)

    (Lei n.º 2.040, de 27 de Maio de 1950.
    Em nome da Nação, a Assembleia Nacional decreta e eu promulgo a lei seguinte:

    Artigo único. São revogados a Carta de Lei de 19 de Dezembro de 1834 e o Decreto de 15 de Outubro de 1910 sobre banimento e proscrição.

    Publique-se e cumpra-se como nela se contém.

    Paços do Governo da República, 27 de Maio de 1950. – António Óscar de Fragoso Carmona – António de Oliveira Salazar.)

    Salazar após a morte de D. Manuel. E como não confiava nas capacidades de D. Duarte Nuno para ser Rei, serviu-se disso, assim como da necessidade de não antagonizar a facção republicana e maçónica do Estado Novo, para deixar as coisas onde elas estavam. No fundo, para ele, a sua manutenção no poder era muito mais importante para Portugal do que a questão, menor a seus olhos, do regime.

    “we see that Salazar made no attempt to restore the monarchy, and he did not seem too disappointed when Manuel died without a legitimate heir (although the Pact of Paris did provide for the succession to pass to the Miguelist branch in such an event). Salazar was undoubtedly aware of this, yet did nothing to ensure that the monarchy was restored.”

  28. 28 28  l. Reis

    Daniel quando o SR escreve a palavra “degradação”, isso tem algo a vêr com ressentimento?Parece ser um ódio de estimação seu desde as presidenciais.Olhe
    dele ficam os livros de si
    nem sei….

  29. 29 29  Daniel Oliveira

    Zé Urso,
    vejo que conhece mal as minha posições sobre a matéria. Não sou vegetariano, não tenho nada contra a caça e até gosto de tourada, seja bem. O que eu não engulo é conversa de salão.

  30. 30 30  Maria da Fonte

    O que eu não engulo é conversa de salão. O que é que se chama àquela conversa em que participa num programa da TV ao Domingo? Uma conversa de alto gabarito intelectual???
    Não sou particularmente fã de Duarte de Bragança mas acabei de o ver e ouvir na TV, e se não soubesse quem o senhor era diria sem sombra de dúvida que se tratava de um militante do bloco! As mesmas causas da agricultura biológica, da floresta, do ordenamento do território, da língua portuguesa, de Timor. Ah. Não falou dos casamentos homossexuais! E esta hein?…

  31. 31 31  a.pacheco

    Segundo a posição de alguns velhos monárquicos que conheci, os súbditos tinham dever de obediência ao seu rei, pôr os cornos ao real senhor, era crime de alta traição.

    O Marialva que engravidou a Carlota Joaquina cometeu segundo eles esse crime, e o resultado foi o Miguel.

    Agora pelos vistos há monarquicos que defendem que o descendente dessa traição ao Bragança, tem direitos a um putativio trono de Portugal, coerência e principios viste-os….

    E nada de tentar comparar este caso, com o dos filhos do João V e da Madre Paula, os chamados meninos de Palhavã, porque esses eram Braganças….

  32. 32 32  Maria da Fonte

    O Pacheco conhece tão bem as genealogias, deveria saber que mesmo que Miguel não fosse um Bragança, Duarte Pio é sempre descendente dos Braganças, quanto mais não seja pelo lado da mãe que é descendente de Pedro IV, logo de João VI.

  33. 33 33  a.pacheco

    I.Reis veja um comentário no Causa Nossa do Vital Moreira sobre este assunto, não é só o Daniel que está espantado…..

    Que provas o Anonimo pretende…. a certidão de nascimento do Miguel, queria que a Mariava prefilhasse o dito….há uma historia oficial, e muitos livros escritos na época e em fases posteriores que pôe tudo preto no branco, em Portugal ainda não existe muito o costume da biografia, e por isso muitos factos da vida dos reis, ficam pelos ditos documentos oficiais.

    Mas já o Fernão Lopes quando escrivia as suas crónicas, contava historias, pois não tinha vivido á época das ditas, e servia-se de informações escritas ou orais.

    E o Anonimo tambem especula,Salazar não confiava nas capacidades de Duarte Nuno ( pai do sr. Duarte), em que escrito oficial está essa sua informação, em biografias e escritos de terceiros, que reportam conversas do ditador…..

  34. 34 34  a.pacheco

    Cara Maria da Fonte descendentes do Pedro de Alcantara são ás centenas, apesar de ter vivido só 33 anos levou a vida cheia.

    No Brasil até mulatos se reivindicam, e bem ,de serem descendentes do primeiro Imperador do Brasil, sim porque ele não podia ver um rabo de saia, e as mulatas e negras engravidadas pelo dito , foram várias.

    Por isso não vá por aí….

  35. 35 35  Anónimo

    O Pacheco diz, diz o que toda a gente diz.
    Há legalidade e legitimidade.
    O D. Miguel pela má língua e voz do povo pode ser filho ilegítimo logo bastardo no meio dele. (Já tivemos rei que era filho bastardo e considerado assim desde o nascimento e por sinal foi um bom rei.) Mas tal não foi repudiado por D João VI. o que lhe confere toda a legitimidade em pé de igualdade com os outros irmãos pelo nascimento e a disputa do trono , nem é bastardo por nascimento nem meio irmão. Só é pelas más línguas. todos os documentos genealógicos o apontam como filho de D. Carlota Joaquina e D. João VI. o que faz dele um herdeiro legal.
    conteste isto com outros documentos.

    Em segundo lugar há outra questão, é saber se terá legitimidade, mas isso envolve conceitos de moral e juízos de valor, e ai sim, partilho a sua opinião. Será que ele tem sangue azul? Como não foi repudiado pelo pai apesar das más línguas, esta presumido que sim pela lei, só uma prova cabal em contrario poderá dizer que não tem sangue azul (ADN vai entrar na moda já há muitos casais actuais a pedir isso, e um caso com um desenvolvimento dramático por erro de um laboratório que atribuiu a paternidade a outro pai levou a destruição do casamento e só mais tarde o laboratório reconheceu o erro) e apesar de perfilhado não tem legitimidade.

    Outra questão meu caro, pouco me importa o que Salazar fez ou não fez neste caso, os factos que fez em relação a monarquia já os citei, com quem tomou chá ou deixou de tomar não interessa nada para a historia, só mesmo para as historietas da conspiração.
    Quanto ao actual Duque de Bragança, eu tenho bastantes duvidas é no seguinte: Um rei quando morre sem descendência não pode nomear sucessor mesmo que queira, isso é feito em cortes, as leis da sucessão são duras e só em casos extremos se podem derrogar estando estabelecidas desde sempre e para sempre ao contrario dos regimes republicanos em que se pode negociar as possíveis candidaturas deste ou daquele e respectivos apoios.

    [(Pacto celebrado em Dover entre o Rei D. Manuel II e o Príncipe D. Miguel II de Bragança)
    [1912]
    “Convencidos de que as dolorosas circunstâncias que Portugal no momento atravessa requerem, de todos os Portugueses de boa vontade, a conjugação de esforços no ideal único da salvação da Pátria:

    E querendo, pela Nossa parte, concorrer com o exemplo de actos efectivos para formar a cimentação desse espírito, construtivo e desinteressado, de união e de concórdia;

    Tratámos e convencionámos, sob reserva de futuras e definitivas resoluções pelo poder competente das Cortes, um entendimento, nos seguintes termos gerais:

    1º. - O direito d’ El-Rei D. Manuel ao trono de Portugal é reconhecido pelo Senhor D. Miguel de Bragança e Sua Família;

    2º. - No caso de faltar El-Rei D. Manuel e Sua Sucessão, e S. A. R. o Príncipe D. Afonso e Sua Sucessão - o direito ao trono de Portugal pertencerá a S. A. o Infante D. Duarte, filho terceiro do Senhor D. Miguel;

    3º. - São restituídos ao Senhor D. Miguel, Sua Família e Seus Partidários, o gozo, na forma que se tratar, das suas honras e títulos, sob a cláusula única de que essa restituição não importe encargos para o Tesouro Público.”]

    Por isso eu tenho duvidas que o acordo de Dover entre D. Manuel II e o Ramo Miguelista de D. Duarte Pio, apesar de apoiado por monárquicos isso corresponda ou esse apoio represente um verdadeiro apoio como em cortes ou seria um mera negociata.

    ["Proclamação do Lugar-Tenente
    João de Azevedo Coutinho
    Em Nome da Causa Monárquica,
    Aclamando Rei de Portugal
    O Senhor D. Duarte Nuno de Bragança
    * * *
    Aos Monárquicos Portugueses
    Por grande desgraça e luto de Portugal, foi Deus servido chamar a Si o nosso Rei Senhor D. Manuel II, cuja memória de bondade, desdita e gloriosos serviços à Pátria todos os portugueses veneram e honram.

    Considerando que perante êste doloroso e inesperado acontecimento, importa acatar e aplicar as regras do sistema monárquico, que asseguram a sucessão real;

    Considerando que a união de todos os monárquicos é indispensável neste momento, mais que nunca, por motivos de ordem nacional e internacional;

    Considerando que as normas de direito, acordes com o sentimento público, fazem recair a necessária sucessão de El-Rei na Pessoa de Sua Alteza o Príncipe D. Duarte de Bragança;

    Considerando que as doutrinas que Sua Alteza Real se dignou aprovar em carta que me dirigiu, se identificam com o pensamento político claramente manifestado por El-Rei D. Manuel II em vários documentos;

    Ouvidos o Conselho da Lugar-Tenência, o Conselho Político e a Comissão Executiva da Causa Monárquica, membros dos anteriores Conselhos, direcção das Juventudes Monárquicas, delegados distritais, antigos ministros, parlamentares, governadores civis e senadores monárquicos, antigos combatentes e representantes da imprensa monárquica:
    Em nome da Causa que tenho representado, reconheço e proclamo num brado de fé e patriotismo, como já o fizeram outros grupos monárquicos, Rei Legitimo de Portugal Sua Alteza Real o Senhor D. Duarte de Bragança.

    VIVA SUA MAJESTADE O SENHOR D. DUARTE II !
    João d'Azevedo Coutinho

    (In Documentos da Aclamação de El-Rei D. Duarte II, Lisboa, 1933, p. 24.)"]

  36. 36 36  a.pacheco

    Ponto um,caro anonimo, muitos monarquicos á época denunciaram o pacto de Dover, o rei Manuel II estava numa posição periclitante, e estes abutres, aproveitaram a sua fragilidade, para lhe imporem este pacto.

    Aliás homens como o Paiva Couceiro NUNCA o aceitaram.

    Como sabe os monarquicos portugueses sempre se dividiram em duas correntes, os chamados miguelistas e os, defensores da causa liberal.

    Impor-lhes um nome que representava a guerra civil, o absolutismo, a trauliteira, era pior que lhes impôr a Republica.

    Aliás o que levaria o rei deposto, ainda jovem, a considerar a hipotese, de não ter descendencia?

    A questão era outra, Manuel II não aceitava lançar Portugal numa guerra civil, por isso nunca foi apoiante de tentativas golpista para derrubar a novel Republica.

    Como diz bem teria ele o direito de abdicar para esse senhor Miguel, DUVIDO.

    Fala em bocas do povo, em má lingua, em aceitação de João VI de todos os adultérios da Carlota Joaquina, e dos rebentos bastardos da dita, isso era assim porque não poderia ser de outra forma.

    Se João VI fosse uma personagem forte, teria repudiado a dita, e o problema estava resolvido.

    Só que a época, e mesmo o dito João VI era tudo menos uma personagem forte ou um governante competente, por isso comeu e calou.

    Agora não era má lingua, o descaramento de Carlota Joaquina tanto cá como noBrasil , fez as delicias das cronicas da época.

    E chegamos á questãoprimordial, um rei diminuido, sem condições, mas porque é originário de determinada familia tem o direito a ser rei, um cidadão competente bom governante, porque não é dessa familia de eleitos , nunca poderá em monarquia chegar aos mais altos cargos deum país.

    Como não aceito quaisquer tipo de descriminações , não apoio regimes monarquicos,deve ser o homem e as suas capacidades pessoais que o devem guindar ao mais alyos cargos da nação e não a sua origem e familia, por isso sou um defensor acérrimo da Republica.

    Quanto aos sangues azuis meu caro, todos temos um só sangue e ele é bem Vermelho.

  37. 37 37  Daniel Oliveira

    Maria da Fonte,
    O meu programa é conversa de café, não é conversa de sal´
    ão. É um pouco diferente.

  38. 38 38  Anónimo

    Caro Pacheco não vale a pena continuar esta conversa, os pontos fundamentais são irrefutáveis.

    [“Fala em bocas do povo, em má lingua, em aceitação de João VI de todos os adultérios da Carlota Joaquina, e dos rebentos bastardos da dita, isso era assim porque não poderia ser de outra forma.

    Se João VI fosse uma personagem forte, teria repudiado a dita, e o problema estava resolvido.

    Só que a época, e mesmo o dito João VI era tudo menos uma personagem forte ou um governante competente, por isso comeu e calou”]

    Se o D. João VI não repudiou, não repudiou, não negou, não negou, acabou. Legitimou.
    Portanto genealógicamente inatacável
    Como as questões éticas e morais cedem perante as legais, por muito que não se goste ou se saiba sobre determinados comportamentos, as questões legais sobrepõe-se
    Quanto ao sangue azul esperava-se que compreende-se que estava me referindo alegoricamente a linha genealógica e só nesse sentido.

  39. 39 39  Maria da Fonte

    O Pacheco tocou num ponto essencial e importante. O cargo dever ser entregue ao mais competente. Então como explicar que a Lei obriga por vezes a retirar o mais competente, por limite de tempo, e a entregar a outro menos competente? E como definir quem é o mais competente? Aquele que foi trepando e e com uma boa máquina por detrás consegue a maioria dos votos? ou aquele que desde pequeno é educado para o lugar? Bush era o mais competente dos candidatos???
    Daniel. Tem razão. Trata-se realmente de conversa de café, embora ontem quase que chegou a conversa de taberna, mas pronto.Tá bem! Pese as enormes divergencias que tenho sobre a sua opinião, ainda é o mais sensato e o mais lúcido de todos. Ás vezes!

  40. 40 40  a.pacheco

    Se o povo escolhe mal , ou bem, é da sua inteira responsabilidade, passado uum par de anos pode pôr o Presidente na rua.

    Na monarquia tem de aturar o Rei até que ele morra ou algum golpe palaciano o leve a abdicar, mas aí o povo não é visto nem achado.

    Eis a diferença entre a Republica e a Monarquia.

    Tem razão anónimo, uma amiga minha diria, que estamos a tirar água sem caneco, a nossa agradável discussão não nos vai levar a lado nenhum excepto, ao problema do ADN, que hoje é em todos os casos ,um óptimo tira-teimas.

  41. 41 41  AM

    Grande confusão por aqui vai. Manuel Alegre é homem de uma só cara e que eu saiba, Duarte de Bragança também. Não vos ocorre que tal como a coragem chama os bravos, também a honestidade chama os autênticos? que eu saiba não teiveram de cavar de ministros como o António vitorino

  42. 42 42  Constança

    Eu entrei aqui só para dizer isto:
    A Monarquia é uma Senhora porque só se casa com um Rei, ao passo que a república é uma prostituta porque se serve de todos!! E os “lindos” símbolos da republicanice, dizem tudo…

    REI HÁ SÓ UM!
    DOM DUARTE E MAIS NENHUM!

    VIVA O REI!

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