“Portugal fez-se para os portugueses, Portugal é dos portugueses e é para eles que nós temos que trabalhar(…)”. “Os portugueses são portugueses independentemente do lugar onde vivem e nós somos o país genuinamente português”. Manuela Ferreira Leite, em Paris, 14 Março 2008.

Uma vez pode acontecer, duas começa a ser um padrão, três ou quatro estabelece uma linha política e uma mundivisão. Em vez de se lamentar que ninguém lhe dá ouvidos, Ferreira Leite deveria dar-se grata por ninguém dar ouvidos ao PSD. Só isso explica que, exceptuando meia dúzia de blogues, as suas constantes referências a um Portugal para portugueses tenham passado praticamente incólumes e sem a atenção política que mereciam.Pior. Ao escolher Paris para o afirmar, Ferreira Leite deveria perceber a similitude de discurso com uma conhecida força política francesa.


62 respostas ao post “E a França é para os franceses?”  

  1. 1 1  Rui Paulino

    É claro que a França é para os franceses todos os outros não deveriam passar de hóspedes, onde é que está a dúvida??? Já na Grécia antiga assim era, os metecos eram bem tratados e recebidos com dignidade mas não tinham como é óbvio e natural os mesmos direitos dos cidadãos gregos, só sociedades doentes como a nossa onde o veneno do cosmopolitismo e do universalismo tudo corrói é que esta ordem natural das coisas é posta em causa.Porque é que não matam todos os franceses de raiz e os substituem por alienígenas do Terceiro Mundo de uma vez por todas, será que aí ficariam finalmente contentes? o vosso trabalho de destruição ficaria por fim completo??? façam-no então, irra que já não há paciência…

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  2. 2 2  fado alexandrino

    Coitada da MFL.
    Ela pensa que os senhores jornalistas que a escutam, lá por serem licenciados, conseguem absorver um discurso que não sejam três linhas mal alinhavadas.
    Está enganada.

    Aliás nem o doutor Pedro Sales o consegue.
    Se eu tivesse tempo sentava-me consigo numa mesa de café e devagarinho explicava-lhe o sentido do discurso e não aquilo que os jornalistas, à rédea solta interpretam.
    Fica para um dia.

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  3. 3 3  João Amaral

    Então e depois?
    A corrupção é normal, a criminalidade é banalizada,os nossos politicos são uns bostas e claro a culpa é da extrema-direita, e o Salazar passados 40 anos ainda é desculpa para esta miséria em que vivemos….tristeza….
    Europa aos Europeus,Portugal aos Portugueses,Alto á imigração!Coloquem a multiculturalidade e a globalização no olho do …

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  4. 4 4  Nuno Rebelo

    Gosto especialmente da parte em que refere “aquele rectangulozinho”. Ao ler as suas palavras dá a sensação, no imediato, que nutre um carinho quase especial por aqueles que lá estão fora, como se estivesse compadecida.

    É quase como se fosse uma mãe a falar com os “de lá” como se fossem os seus filhos predilectos e que “os de cá” fossem uns bastardecos.

    Então talvez seja esse o problema! O país não avança porque os bons estão todos lá fora!

    Ou Manuela Ferreira Leite se explica melhor ou, sendo assim mesmo o que ela quer dizer, este episódio a juntar a uns outros só virá provar que temos uma líder social democrata com pender xenófobo-racista bem vincadinho.

    Portugal é dos portugueses, nascidos ou nacionalizados*, mas também dos que escolherem este país para cá viver, assim penso. Portugal é dos que cá estão e também dos que andam por fora. Pronto, é de todos! Portugal é uma prostituta, eh eh.

    *excepção feita a jogadores de futebol nacionalizados por encomenda.

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  5. 5 5  Catarina

    E qual será o país «falsamente português»? Por contraposição ao «genuinamente português», quero eu dizer…

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  6. 6 6  rita maria

    Ora Catarina, todos esses países europeus por aí fora, imitações foleiras da nossa grande nação…

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  7. 7 7  Dorean Paxorales

    vamos com calma. na volta isto é uma promessa velada de legalizações.

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  8. 8 8  Ricardo

    1 Rui Paulino
    “Não sou ateniense, nem grego, sou um cidadão do mundo.”

    Sócrates
    Filósofo
    Grécia Antiga – [470 aC - 399 aC]

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  9. 9 9  Isabel

    Ó Catarina

    Faça-nos um favor. Mude de fornecedor de cogumelos.

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  10. 10 10  Bruno

    Mas podemos orgulhar-nos de sermos portugueses? Não deveríamos fazer mais por isso?

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  11. 11 11  joaquim azevedo

    Rui Paulino, quem são os “hóspedes” nos Estados Unidos? Acha que os Indios americanos deveriam tratá-los como metecos? E na Austrália não seria mais justo que o poder político estivesse nas mãos dos aborígenes? Vê com bons olhos a existência de tantos caucasianos no Brasil? E que tal a América Latina “exportar” a malta de origem espanhola, devolvê-los à procedência castelhana?

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  12. 12 12  Carlos Santos

    Caro Pedro Sales,

    Um comentário desse teor no meu blogue valeu-me a direita a invectivar-me do pior. No twitter o JMFernandes tentou dar a volta e o Vasco Campilho fez um esforço semelhante ridículo no 31. Aquilo é um incentivo à xenofobia. Além de ser demagógico, Manuela devia saber que é impraticável. E por ter ousado dizer isto, tenho agora os pides à perna numa história que só vista:
    http://tinyurl.com/cdauyo
    Se eu contar, juro que não acreditam. O estado do PSD é deplorável. E dos seus bloggers idem.
    Carlos Santos

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  13. 13 13  LAM

    “nós somos o país genuinamente português”?

    Nós? em Portugal? somos o país genuinamente português? aquele do galo de Barcelos, da minhota, do leitão da Bairrada, da sardinha assada, do bacalau e da camone do Algarve?
    Sério? nem suspeitava. Ai é aqui?!
    Ainda bem que a drª Manuela vai esclarecer isso aos nossos emigrantes. Por mim jurava que era um daqueles países que dá no Travel de madrugada.
    Convenhamos que como “grande educador” o Dr. Arnaldo Matos não tinha pedal para tanto.

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  14. 14 14  Isabel Coutinho

    Há uma coisa que me faz confusão neste post do Pedro Sales: porque é que nos remete, a respeito do FN, para a Wikipédia em inglês?, quando o assunto diz respeito a França?
    Será que já ninguém sabe falar francês?
    Depois admirem-se que eles digam: “a França para os franceses.”
    E não, não estou a falar em Esperanto.

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  15. 15 15  G

    Não imagino que o discurso do Le Pen seja exatamente contra os portugueses na França. Os portugueses, aliás, participam amiúde em manifestações da Frente Nacional.

    Abraço

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  16. 16 16  Jorge Conceição

    Os comentadores falam dos “alienígenas” que arribam à Europa e ao nosso País. Não fiquei a saber se tais comentários, em termos históricos, têm uma data transacta a partir da qual tais comentários passam a valer como referência. Mas como é citada a antiga Grécia presumo que é desde que a História se iniciou, ou pouco depois. Por isso acho que estão abrangidos os Continentes Americano (Norte e Sul) e Africano, bem com o que hoje se chama de Oceania, quando os europeus, não só foram ocupando tais territórios (quase todos eles a título definitivo), como acharam por bem eliminar ou subjugar os autótocnes. Suponho que é a isto que se referem.

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  17. 17 17  Carlos Santos

    E agora a nova: esses blogues culpam o excesso (!!) de regulação financeira pela crise (convido-o a ler em http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/regulacao-financeira-agora-o-argumento.html)

    Carlos Santos

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  18. 18 18  Daniel Oliveira

    Pois, os portugueses que “amiude” participam em manifestações da Frente Nacional de Le Pen ou são masoquistas, ou são ignorantes ou são idiotas ou são as três coisas ao mesmo tempo.

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  19. 19 19  João Amaral

    Os Portugueses que participam nos comicios da FN, são Portugueses e Europeus, sabem adaptar-se, trabalham, não usam véu, não constrem mesquitas, nem fazem parte dos inadaptados que vivem á conta dos contribuintes e que só sabem exigir e bradar aos céus a palavra da manipulação”RACISMO”.

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  20. 20 20  fado alexandrino

    Pois, os portugueses que “amiude” participam em manifestações da Frente Nacional de Le Pen ou são masoquistas, ou são ignorantes ou são idiotas ou são as três coisas ao mesmo tempo.

    Mas porque é que o senhor acha que eles são portugueses.
    Então não é o senhor que defende que os filhos dos cabo-verdianos, angolanos, guinenses, brasileiros, ucranianos, romenos, ciganos nascidos em Portugal são portugueses?

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  21. 21 21  antónio cunha

    os emigrantes portugueses em frança trabalham pagam impostos e consideram-se franceses.

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  22. 22 22  fidel

    “…ou são masoquistas, ou são ignorantes ou são idiotas ou são as três coisas …”

    como é bonito verificar a tolerância e o respeito que a malta da esquerda inteligente demonstra por quem pensa de maneira diferente.

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  23. 23 23  João

    O que o G quer dizer é que os portugueses não têm que se preocupar com o Le Pen porque são brancos. Pensa o G que o Le Pen só quer tratar da saúde aos impuros árabes e negros. Assim G ultrapassa a ténue fronteira entre xenofobia e racismo. Parabéns, mais um grande passo para a humanidade.

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  24. 24 24  olmer

    A Manela das pikenas cousas está de braço dao com o machado,esse ganda nacionalista e com aquela grande personagem que é o le pen.O psd já não tem ninguém q queira dar a cara(pq já não a têm q é para não aparecerem na judite-vide os ‘gestores’ de topo de bancos engendrados pelo cavaco) por isso é q aquela coisa q viu as provas concludentes das armas de DM e q era do mrpp foi o’persidente’ daquela agremiação de serviçais

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  25. 25 25  Rui Paulino

    Caro Joaquim Azevedo se acompanhasse mais os comentários que por aqui vou fazendo saberia que não defendo o colonialismo nem o imperialismo, é óbvio que os europeus não tinham o direito de ter ido para aquelas regiões e ocupá-las, explorá-las e governá-las mas já está feito e não há nada que eu ou você possamos fazer para o impedir, resta agora em todos esses países que mencionou encontrar linhas de orientação comum e projectos comuns de vida mas isso é um assunto que esses países tem que resolver por si sem pressões nem demagogias.
    Caro Ricardo você cita-me um filósofo que era uma espécie de Bloquista da antiguidade, eu prefiro obviamente Xenofonte, Heraclito ou Platão qualquer um destes tem escritos em que defendem a Identidade grega face aos estrangeiros e onde advogam que nunca nenhum estrangeiro pode ter igual voz face a um cidadão ateniense.
    Em relação ao Daniel Oliveira o que ele não percebe mas eu vou fazer-lhe o favor de explicar até para ele perceber “as últimas tendências da moda” no que se refere aos nacionalistas europeus é que por essa Europa já muita gente percebeu que o tempo dos nacionalismos estreitos e chauvinistas passou de vez, o que hoje assistimos é a uma tentativa única na História de destruição de um povo e de uma cultura(povo europeu e sua respectiva cultura) e sendo assim ou nos unimos ou desaparecemos, e é por isso meu caro Daniel que centenas e centenas de portugueses colaboram com a FN, porque neste momento, mais importante que ser português ou francês é ser europeu e defender esta civilização única e admirável.

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  26. 26 26  Nuno Rebelo

    Aquilo que o “G” aqui comenta, ao que parece é mesmo verdade.

    Muitos dos portugueses emigrados mostram a sua verdadeira face quando se entra em período eleitoral. Pois sucede que como alguns estão há 10, 20, 30 ou mais anos já se considerem, com todo o direito, cidadãos de pleno direito desses países. Esquecem-se é o que já foram e pelo que passaram quando lá chegaram.

    Lembro-me perfeitamente de aquando da morte do líder holandes de extrema-direita Pim Fortuyn, andarem nas ruas da Holanda e entrevistaram uma portuguesa que disse concordar com o discurso da extrema esquerda, pois “isto está com emigrantes a mais”. E assim vem ao de cima um dos mais crónicos e nojentos defeitos de uns quantos portugueses – o egoísmo.

    Mas a extrema direita tem destas coisas divertidas, muito risíveis – é que um dos destacados membros desse partido, se não me falha a memória, era um bem mulato jovem de apelido Varela, cabo-verdeano.

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  27. 27 27  Caralhaz da Ribeira

    A PROPOSITO DE FRANÇA:
    Lá como cá, viram aquele milhão e duzentos mil
    de manifestantes “instrumentalizados pelos sindi
    catos e, estes, instrumentalizados pelos partidos
    da esquerda, a ditarem insultos e maldicências para
    cima do 1º ministro”?
    Calimero: -Já não há decência… é uma injustiça…
    é só maldicência, é!!!…

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  28. 28 28  Spartakus

    Que raio de complexo. Se vocês têm vergonha em ser portugueses e querem importar outro país porque raio não emigram para lá, onde serão úteis, e deixam isto ( sem imigrantes ) a quem a não tem? Fora os interesses do Kapital e as vossas minorias não vejo que ninguém lamente Daniel. Já cansa. Deixa lá os imigrantes e como Portugal é feito de portugueses preocupa-te é com o que o pessoal está a passar, sffavor. Que cantilena.

    Abraço e bom fim de semana.

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  29. 29 29  Arquivo

    Pela caixa de comentários deste post (Daniel, que fascinio é este que os nacionalistas têm com o teu blog? não pode ser só culpa do machadito…), temos que continuar a dar razão aos gato fedorento:
    Com Portugueses (destes…) não vamos lá.
    Mais imigração é essencial para o crescimento de Portugal!

    Os melhores pedreiros/carpinteiros são do leste (perguntem a quem fez obras em casa e teve as duas experiências: trabalhadores estrangeiros ou portugueses);
    Os melhores cozinheiros são africanos/sul-americanos;
    Os melhores futebolistas são sul-americanos; Qualquer funcionário que trabalhe em atendimento público é melhor (e mais humilde, e mais simpático) se não for Português.

    Viva Portugal, viva a europa, viva o mundo.

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  30. 30 30  Zunkruft

    O problema não são as interpretações tendenciosas dos jornalistas…

    … É a péssima qualidade (com direito a reprovação sem direito a ir a exame) da Manuela Ferreira Leite como comunicadora e como oradora. Vale zero!

    As suas ideias estão lá. Quem for perspicaz e tiver um bom sentido de discernimento, conseguirá percebê-las. Mas não cabe ao povo fazê-lo, porque nem todas as pessoas são perspicazes.
    Ainda assim, quem é realmente perspicaz (e sim, também estou a contar com os fiéis devotos da Direita em Portugal) facilmente percebe que a Sra. Licenciada é uma boa economista – e sim, podia dar uma boa ajuda a dar um empurrãozinho à economia deste país – mas que para mais nunca servirá, porque não tem bagagem nem estofo moral e ideológico para sê-lo.

    Não quer ser actora política e aprender a comunicar como um político como deve ser? Retire-se, está a enxovalhar-se e as suas ideias não têm utilidade se não as souber transmitir (ou se não as quiser revelar… já que diz que o PS rouba-as…) e conceptualizar.

    Pseudo-nacionalismos são, quase sempre, fruto de traumas de índole xenófoba – apenas é difícil de os explicar.

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  31. 31 31  The Studio

    O Pedro Sales esta’ indignado com a afirmacao de que “Portugal e’ dos Portugueses”. Mas se esta’ em desacordo, entao acha que Portugal e’ de quem?

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  32. 32 32  pkr

    Rui Paulino

    Não sei se sabe mas há muito tempo que o destino das pessoas não deriva unicamente do berço onde nascem. Evolução é uma palavra que devia existir no seu dicionário, vivemos num mundo livre, um imigrante não se pode sentir Francês ou Português depois de um tempo a viver no país? E um filho de um imigrante nascido no país? Deve ser considerado um estrangeiro?

    Fala no povo Europeu, ora para si um imigrante português é aceitável em França porque a aparência física é semelhante, já um imigrante africano vem contribuir para a destruição de um povo, porquê? Porque é preto e o típico francês é branco. Mas o senhor fala de cultura e eu pergunto, a cultura de um francês difere mais de um africano do que um português? Vendo bem as coisas a maioria dos imigrantes africanos em França já fala francês antes de ir para lá..

    Como o sr Daniel Oliveira diz e muito bem, um imigrante ou filho de imigrante que apoie a Frente Nacional para mim é ignorante. Um descendente de imigrantes pode-se sentir 100% português mas nunca poderia ser contra a imigração, mesmo que a mesma estivesse a prejudicar o país, tal como um preto não pode ser neo-nazi.. É uma questão de inteligência.

    Sei que um preto ou um asiático nunca se vão identificar nem ser identificados como o ‘Típico Português’, como o Zé Povinho. Vão encontrar sempre alguma situação que os lembre as suas origens. Agora, só pergunto mas que direito tem o senhor de decidir o destino da evolução de um país? Felizmente há muitas pessoas neste mundo que pensam de forma diferente, possivelmente ainda os Europeus viveriam ás custas do trabalho das pessoas do resto do mundo (Muitas ainda vivem).

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  33. 33 33  Isabel Coutinho

    Rui Paulino:

    “é óbvio que os europeus não tinham o direito de ter ido para aquelas regiões”.

    Está a negar a importância dos descobrimentos? Do direito de navegação e comércio? Comércio de que ambos os lados beneficiavam?

    A ocupação foi mais feita pelos Espanhois (América Central) e mais tarde pelos Inglêses (Índia, etc). Estes últimos até nos acusaram, em pleno séc. XIX (Mapa cor-de-rosa) de não termos o direito de estar em África, porque não sabiamos ser colonialistas . Isso eram um exclusivo deles. E foi-o durante muito tempo.

    Em meados do séc. XX todos os países descolonizaram, a bem ou a mal.

    Em Portugal recebemos milhares de “retornados”, de todas as raças. Que foram geralmente bem recebidos (comparar com is “pieds-noires” em França).

    É claro que há racismo em Portugal, mas infinitaente menos que em outros países.

    A xenofobia surje inevitavelmente quando há miséria e desemprego.
    E essa é culpa de quem? Da famigerada globalização capitalista (UE incluida), com o seu cortejo de corrupção. Sua e dos antigos colonizados.

    Como sair disto?

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  34. 34 34  joaquim azevedo

    Caro Paulino, registo a forma polida como não respondeu ao meu comentário. Eu tenho lido alguma da sua prosa e sinceramente não a aprecio por aí álem.

    Registo com agrado o seu anticolonialismo. Eu também partilho essa posição. A minha dúvida reside no seguinte:
    Diz você, em relação aos países colonizados pelos europeus, que é necessário
    “encontrar linhas de orientação comum e projectos comuns de vida mas isso é um assunto que esses países tem que resolver por si sem pressões nem demagogias”. Nunca o vi tão meigo e compreensivo Paulino.
    E eu pergunto-lhe: Então por que razão a Europa não deve fazer o mesmo?

    Em relação à “Europa Unida Pela Defesa de Uma Civilização Única e Admirável”, apetece-me atropelá-lo, desculpe, interpelá-lo sobre o seguinte.
    Você está mesmo convencido que aqueles desgraçados cheios de fome quando embarcam em “cascas de noz” rumo à Europa vêm com a intenção de destruir a casa que lhes pode dar pão?

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  35. 35 35  Dorean Paxorales

    pkr disse:
    “Sei que um preto ou um asiático nunca se vão identificar nem ser identificados como o ‘Típico Português’, como o Zé Povinho”

    O que vem a ser isso de um ‘típico português’? Exclui os louros de olhos azuis?

    Já agora, o Zé Povinho é um personagem de banda-desenhada, assim como o Super-homem.

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  36. 36 36  pkr

    Dorean Paxorales

    ”Zé Povinho é uma personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro e adoptada como personificação nacional portuguesa.”, “Tornou-se uma figura identificativa do povo português” in wikipédia.

    Se me disser que o típico Português gosta de Feijoada e Sardinha Assada e come sopa à refeição digo-lhe que assim qualquer pessoa pode ser um ‘típico português’.
    Agora pergunte a qualquer pessoa, especialmente estrangeira que descreva fisicamente o típico Português e diga-me depois quantas lhe dizem que é preto ou tem olhos azuis ou cabelo louro.

    Tudo isto porquê? Porque o medo de muitas pessoas como o sr Rui Paulino é que daqui a uns tempos o ‘típico Português ou Francês’ possa também ser descrito como preto ou amarelo.

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  37. 37 37  Torquemada de Banheira

    Estes relativismos históricos são muito engraçados, realmente… Com que então, a colonização da América Latina foi feita sobretudo pelos espanhóis? Querem ver que a passagem de uma população com cerca de 3-4 milhões de habitantes (não tenho presente o número exacto neste momento, mas andava nesta ordem de grandeza) de indígenas “brasileiros” para os actuais 300 mil foi feita por obra e graça do espírito santo?! Ou será que o extermínio foi feito depois do Grito do Ipiranga? Os portugueses não tiveram nada a ver com isso, não foi? Não praticaram violações como prática instituída na forma de lidar com as populações indígenas? Não foram responsáveis pela eliminação total de milhares de culturas diferentes que aí existiam? Para vossa informação, ao tempo da chegada dos nossos “bravos e pacíficos navegadores”, estimam-se em mais de 2 mil línguas diferentes entre estes povos indígenas. Hoje em dia? Conhecem-se algumas dezenas. Mas claro, foram os espanhóis. Portugal só lá estava a ver “passar o barquinho”…

    Realmente, não haja dúvida, estamos bem servidos tanto de massa cinzenta como de conhecimentos históricos! Tudo serve para justificar um ideário do ódio… Se querem argumentar, leiam, informem-se, eduquem-se! Mas, de preferência, leiam algo mais do que a produção propagandística dos vossos próprios ambientes ideológicos. Leiam aquilo que a investigação científica (sim, que a História também é uma ciência, não um exercício de escrita criativa) produz. Ou será que todos os historiadores são também perigosos esquerdalhos, em busca da “destruição da cultura do povo europeu”?

    (E nem vou falar do ridículo que é falar num “povo europeu” e, sobretudo, num “povo português”, com a quantidade de povos diferentes que se misturaram na nossa poule genética…)

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  38. 38 38  The Studio

    “Agora, só pergunto mas que direito tem o senhor de decidir o destino da evolução de um país? ”

    Devolvo-lhe a pergunta: E o senhor que direito tem? Segundo a ultima sondagem conhecida, cerca de 70% dos Portugueses nao quer mais imigrantes no pais. Isto apesar de toda a comunicacao social estar na mao dos “politicamente correctos”. O Rui Paulino pode alegar que lhe assiste o direito democratico. E o senhor? So’ pode alegar precisamente o oposto.

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  39. 39 39  Isabel Coutinho

    Torquemada de Banheira

    Chama-se geralmente “América Latina” ao conjunto e Países ex-colónias espanholas. O resto é Brasil.
    Os escravos no Brasil eram provenientes de África. Os Portugueses evitavam a escravização dos povos indígenas, até porque a Igreja não o aprovava (v. Pe. António Vieira). E nunca houve no Brasil, extermínio sistemático destas populações, pelo menos antes do Grito do Ipiranga!. Mas entre os colonizadores espanhóis houve, e à grande!.

    A maior mortandade que os Portugueses levaram aos “índios” do Brasil foram as doenças, sobretudo a varíola, que matou populações inteiras.
    Violações? Com certeza que as houve, mas não sistemáticas. A antropofagia também matou muitos portugueses. Isso e as doenças tropicais.

    Que a política portuguesa, ao contrário da espanhola, era de miscigenação isso pode ainda hoje ver-se ao olhar para brasileiros e hispano-americanos.

    E não se atreva a dizer que a minha ideologia é de “ódio”!

    Quanto aos meus conhecimentos históricos, peço meças aos seus.

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  40. 40 40  Rui Paulino

    joaquim Azevedo, estamos quites porque a sua prosa também não é de todo do meu agrado, mas é assim a vida e a (verdadeira) democracia, temos que levar com tudo!!! Já você me saíu um democrata do Gulag, assim que não gosta do que lê já lhe passa por essa mente diabólica atropelar-me, então Joaquim…vamos lá a refrear esses ímpetos estalinistas que já não estamos no PREC e nem você é a muralha de aço. A Europa não tem que fazer o mesmo porque a Europa não é os E.U.A. ou o Brasil, a Europa é multi-cultural mas dentro de si, ou seja, há europeus de raiz latina, celta, eslava, germânica ou nórdica essa é a nossa multiculturalidade, a iminvasão é um fenómeno que se tem vindo a agravar nas últimas décadas resultante da cooperação estratégica entre a esquerda e a direita do sistema as quais por motivos diferentes anseiam por essa vinda de “novos europeus”. A direita do capital porque pode empregar força de trabalho semi-escrava baixando assim os salários e as condições de trabalho dos autóctones e a esquerda porque vê assim alcançada a miscigenação étnica e cultural porque sempre ansiou e que é a pedra basilar do seu pensamento,além disso sonham com a possibilidade de criar uma espécie de tropa de choque com estes jovens desenraizados que possa substituir o antigo punho do proletariado nacional que com o evoluir do capitalismo já não quer ser a vanguarda da Revolução mas sim o lumpen duma nova pequeno burguesia citadina. Para terminar pergunta-me ainda você se eu acho que eles vêm para aqui para destruir a casa que lhes pode dar pão, os factos falam por si Joaquim, quem acha você que são “os jovens” como eufemisticamente lhes chama a nossa comunicação social, que queimam casas e carros em Paris, violam mulheres em Antuérpia só porque andam de saias e logo são prostitutas ou atiram cocktails molotovs à Polícia em Colónia?? Não se iluda Joaquim, os tempos futuros serão de ferro e fogo, é o destino duma civilização que está em jogo e parece-me a mim que nós já perdemos, quando se deixa entrar o inimigo dentro de casa é porque se perdeu toda a noção daquilo porque vale a pena combater e então tal como aconteceu com os romanos nada mais nos resta senão deixar “os novos bárbaros” prevalecer, veremos se sequer haverá condições para uma nova Covadonga!!!

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  41. 41 41  Rui Paulino

    Cara Isabel Coutinho não nego a importância dos Descobrimentos, os quais pelos seus efeitos foram talvez mais importantes para a Humanidade que a ida do Homem à Lua, simplesmente considero que nos agarramos demasiado a esses feitos passados esquecendo que o mundo de hoje tem outras preocupações e que por isso mesmo temos que procurar outro tipo de soluções. O tempo dos impérios e do Portugal do Minho ao Timor já lá vai, agora o que há a fazer é procurar convergências e linhas de orientação bem definidas e estruturadas para salvar o que ainda se puder salvar desta catástrofe que tem vindo a ser cozinhada por estes políticos pós 1945. a Sra. parece-me ser uma boa portuguesa com o coração no lugar certo, estou seguro que quando a hora chegar estará no lugar certo cumprindo o seu dever, esqueça etno-masoquistas como o Torquemada os quais não oferecem nada a não ser debates esteréis e inutéis.

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  42. 42 42  Jorge Conceição

    Ao ler a maioria dos comentários proferidos, diria que estamos de novo no ambiente dos anos 30, em plena Alemanha nazi, pouco antes de ecludir a 2ª Guerra Mundial. Isto na véspera do 21 de Março, data em que se assinala o Dia Internacional da Erradicação da Discriminação Racial, com o alto apoio do Conselho da Europa. Para os europeus que o não saibam, o Conselho da Europa é constituído por 47 dos 48 países europeus. O País que está de fora é a Bielorrússia que foi suspensa pelo Conselho por não respeitar os Direitos do Homem. (Não me digam que este é que é o bom…). Tem, além disso, 5 observadores: a Santa Sé, os Estados Unidos, o Canadá, o Japão e o México. Qual é o Estado que aqui falta para defender as os arianos puros?

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  43. 43 43  Isabel Coutinho

    Dia Internacional da Erradicação da Discriminação Racial

    Mais um Dia Internacional?

    Para quando o Dia Internacional dos Dentes Incisivos do Lince da Malcata ?

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  44. 44 44  pkr

    The Studio

    Uma coisa é considerar o aumento da imigração um agravamento à situação actual, outra coisa é impedir que pessoas que não têm alternativa procurem um país para trabalhar. É fácil dizer não é imigração, mas é bonito saber que se pode ir trabalhar para Espanha ou para França se for essa a opção.

    Há uma grande diferença em responder sem pensar e responder depois de pensar. Há pessoas que simplesmente não tentam ou não conseguem, a essas chamamos ignorantes ou fracas de cabeça.

    Rui Paulino

    Fala das origens do povo Europeu, então digo-lhe que a Europa só o é porque foi decidido por alguém e as fronteiras nem sempre foram estas.
    Basta olhar para o país vizinho para ver que a estrutura de ‘Países’ actual tem muito que se lhe diga, em África passa-se o mesmo e na Europa a mesma coisa.
    É um erro pensar num mundo sem países, mas é um erro maior não querer que as coisas mudem.

    Não percebo qual é o medo destas pessoas perante a evolução do mundo e das sociedades. Falam na perda de identidade nacional, dos costumes e da raça.
    Já se percebeu que somos cidadãos do mundo, nascemos num país e não é isso que nos deve prender.

    Evolução não tem lugar na cabeça de muita gente, e parece que inteligência também não.
    Só digo uma coisa : Juntem-se ao PNR.

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  45. 45 45  Ricardo

    Rui Paulino

    De longe Sócrates a Platão! Isto de gostos é assim.
    Desculpe a indiscrição, é de esquerda ou de direita?

    (…) se a alguém compete mentir, é aos chefes da cidade, por causa dos inimigos ou dos cidadãos, para benefício da cidade; todas as restantes pessoas não devem provar deste recurso. (17)

    Platão, A República

    Geral:
    O discurso “manuelino”, faz sentido, se for analisado, como o discurso do contra. Aliás apanágio tanto de PS como de PSD, na dança do revesamento no poder.

    Em oposição clara ao discurso socrático do adeus ou vai-te embora para Angola, dos últimos dias.

    Não percepcionei, como é proposto ou pelo menos insinuado pelo autor do post, que seja um apelo nacionalista – pelo menos directamente – mas sim, uma caça ao voto do círcula da imigração.

    Julgo que Manuela, apesar de algumas troadas nacionalistas, à maneira do melhor demagogo-nacionalismo – em tempo de crise culpa o estrangeiro – não estava a atirar tão longe neste discurso. Pelo que li, atenção – o artigo do sapo.

    Como é característico na “nossa” (irra), elite (pseudo), com falta de estratégia e visão a questão parece-me mais simples:
    1) apelar ao imigrante, dando-lhe a típica musiquinha ao melhor estilo de Nel Monteiro;
    2) contrapôr por oposição diametral ao discurso de Sócrates.

    Nada mais, básico apenas, oco, triste e enrugado.
    Como a autora.

    Alías como a Catarina, tão simplesmente e bem apontou:
    Catarina
    19 Mar 2009 às 20:28
    E qual será o país «falsamente português»? Por contraposição ao «genuinamente português», quero eu dizer…

    Completo discurso do vácuo! Uma verdadeira pérola manuelina, só igualável por outra grande pensadora lusa:

    “Estar vivo, é o contrário de estar morto.”
    Lili, arqui-Duquesa de Caneças

    :)
    Abraços!

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  46. 46 46  Fernando

    Para quando o Dia Internacional dos Dentes Incisivos do Lince da Malcata ?

    Nunca, porque Lince da Malcate é demasiado xenófobo, como se um “Lince” não pudesse ser um gato qualquer desde que colocado ou nascido na Malcata. É este tipo de pensamento estreito que permite dizer asneiras como “o Lince da Malcata está quase a desaparecer!”, quando a solução está mais que á vista e passa por encher a malcata de gatos siameses que passaram a ser chamados de Linces.

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  47. 47 47  João Amaral

    Na minha profissão cada vez mais tenho lidado com, Belgas, Alemães, Ingleses etc.
    Grande parte deles compram casa nos arredores de Lisboa e interior, e quando lhes pergunto o que os levou a deixar a familia e as raizes todos dizem: insegurança,criminalidade,medo, as grandes cidades Europeias já não são Europeias, foram colonizadas, isto já se passa em lisboa.
    Eu não quero que os meus filhos vivam num paìs assim, então não percebo esta colonização, com o consentimento de todos os partidos no poder, e onde a esquerda , principalmente os trastes do BE, são responsaveis……gostava de saber qual é a maneira que pensam no futuro para Portugal?

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  48. 48 48  Maria

    É assim mesmo.O mundo é português e tem muito pelo no peto. A senhora dótora continua no seu melhor.

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  49. 49 49  Rui Paulino

    Ó Jorge Conceição ou você é parvo ou faz-se ( o que me parece ser mais o caso), então você acha que é o conselho da Europa ou qualquer outro tipo de instituição existente que vai defender os povos autóctones da Europa??? A agenda desses é a defesa das minorias e nada mais, como diz um amigo meu “eu não quero passar a ser minoria para ter direitos, até porque no dia em que eu for minoria já sei que acabam logo com os direitos das minorias”, além disso não vale a pena vir para aqui com o discurso estafado dos malandros que defendem os arianos puros porque não é isso que está em questão, até porque não existe arianos puros caro Jorge!
    Caro Ricardo, não me reconheço na habitual dicotomia esquerda/direita, até porque essa distinção nasce no seguimento da Revolução francesa, Revolução que não é particularmente do meu agrado, logo não vou castrar o meu pensamento subjugando-o a conceitos saídos de uma época que pouco me diz. Actualmente o meu pensamento enquadra-se dentro daquilo a que por essa Europa fora se chama de Identitarismo (posso mais tarde explanar melhor o que isso significa),mas se faz mesmo questão que eu me identifique como de direita ou esquerda posso dizer-lhe que do ponto de vista económico ou da liberdade religiosa talvez tenha mais a ver com a esquerda tradicional, na vertente de defesa das tradições, na salvaguarda da defesa dos nossos maiores serei de direita!

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  50. 50 50  João XXI

    Resumindo e concluindo Fascistas ou Comunistas, tudo a mesma treta…..

    “Com este povo não vamos lá”

    Eu acresceno nunca fomos nem nunca conseguiremos ir a lado nenhum.

    É o nosso FADO…

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  51. 51 51  The Studio

    “Há uma grande diferença em responder sem pensar e responder depois de pensar. Há pessoas que simplesmente não tentam ou não conseguem, a essas chamamos ignorantes ou fracas de cabeça.”

    Caro pkr, presumo que estas suas afirmacoes sejam uma auto-critica.

    “(…) outra coisa é impedir que pessoas que não têm alternativa procurem um país para trabalhar.”

    Eu vou-lhe contar um segredo que em muito o vai surpreender: Em Portugal… ha’ desempregados. Impressionante, nao e’? Quem diria, que nao temos emprego sequer para nos, e que ha por ai centenas de milhares de pessoas ‘a procura de emprego. Pois e’, e quantas mais chegarem, mais havera’ ‘a procura de emprego.

    [Responder]

  52. 52 52  0ovo0

    Tenho muito a discordar do que aqui foi escrito.

    8 Ricardo

    “Não sou ateniense, nem grego, sou um cidadão do mundo.”

    Devia saber mais a respeito de Sócrates, entre outras coisas, cidadão naquele tempo não era o mesmo que cidadão agora. Pelas concepções actuais, Sócrates era um Aristocrata, que não acreditava minimamente na igualdade entre homens.

    18 Daniel Oliveira

    “Pois, os portugueses que “amiude” participam em manifestações da Frente Nacional de Le Pen ou são masoquistas, ou são ignorantes ou são idiotas ou são as três coisas ao mesmo tempo.”

    Não são masoquistas, não são ignorantes nem são idiotas, são pessoas que não pensão como você. A resposta que precisa já foi escrita. O Daniel Oliveira, por vezes tem tiques de autoridade desmedida, “quem não pensa como eu não presta”.
    Tente digerir isto como uma critica construtiva, o seu discurso pode ficar mais coerente.

    29 Arquivo

    “Os melhores pedreiros/carpinteiros são do leste (perguntem a quem fez obras em casa e teve as duas experiências: trabalhadores estrangeiros ou portugueses);
    Os melhores cozinheiros são africanos/sul-americanos;
    Os melhores futebolistas são sul-americanos; Qualquer funcionário que trabalhe em atendimento público é melhor (e mais humilde, e mais simpático) se não for Português.”

    Este Arquivo tem um qualquer complexo com os Portugueses, existem Portugueses premiados por serem os melhores do mundo em tudo aquilo que está escrito a cima, (sim até pedreiros e carpinteiros).
    Se existem Portugueses que não são tão bons, só tem que aprender com os melhores.

    50 João XXI

    ““Com este povo não vamos lá”

    Eu acresceno nunca fomos nem nunca conseguiremos ir a lado nenhum.

    É o nosso FADO…”

    A crença derrotista, só serve para aqueles que já desistiram de lutar, e não vêm a possibilidade de outros terem sucesso.

    E como nem tudo pode ser mau, um bem haja aos comentadores: G, Spartakus, Rui Paulino e ao João Amaral, que esteveram muito bem.

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  53. 53 53  Spartakus

    Sobre a Imigração apetece mandar os fracturados ir ler BEM, por exemplo, o discurso muito XENÓFABO de Obama. a semana passada.

    Mais: pedir que me expliquem quem está a bloquear as informações e queixas apresentadas por organizações no Porto de defesa dos animais, ( INFORMEM-SE ), sobre abusos e sevícias praticadas sobre gatos e cães por grupos de PRETOS IMIGRADOS. No MARQUÊS. Por exemplo, e APENAS, tortura, extracção de órgãos para práticas de feitiçaria, violação em flagrante de uma GATA e de uma CADELA!!!Onde estão AGORA as denúncias???

    Tenham tino. Tenham tino. Mais: ser nacionalista não envergonha ninguém. Nem nunca envergonhou muita esquerda ao longo da História. Mas essa não corria por agendas culturais ao lado dos interesses do Kapital.

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  54. 54 54  Torquemada de Banheira

    A varíola matou aos milhões? Giro, muito giro, mesmo…

    Caso se desse ao trabalho de sair do raciocínio que toma os indígenas como um todo, perceberia que a história é um pouco diferente. Mas tudo bem. Fique feliz com essa ideia. Os portugueses nem “elegeram” como seus intermediários favoritos no Brasil os Tupi-Guarani (conforme a região), intrometendo-se assim em conflitos já existentes entre as várias populações. Claro que não. Os “índios” morreram de varíola. Todos. Violações? Claro que não foram sistematizadas! Nunca os portugueses queimaram aldeias, mataram os homens e ficaram com as mulheres (se calhar, foi só para cozinharem para eles)! A política de miscigenação, é bom de ver, foi voluntariamente aceite pelos povos nativos, claro!!! Como é que a podiam recusar, quando era um povo tãããão mais humano que os outros que a “propunha”? Ai, valha-nos o olhar enviesado conforme nos apetece…
    Já quanto à antropofagia, não vale a pena “medir” conhecimentos históricos com quem não os tem… A maioria dos povos brasileiros não a praticava, portanto deve estar a tomar o todo pela parte descrita pelos primeiros europeus a contactar com estas populações (Gândavo, por exemplo, que apenas contacta com populações do litoral). Além disso, já que falamos de antropofagia, dava jeito que soubesse, ao menos, quais as condições em que esta se praticava, qual o seu contexto. Lamentavelmente (para essa sua visão eurocentrista do mundo), aqueles povos não eram uns selvagenzinhos que comiam o vizinho por dá-cá-aquela-palha. O ritual antropofágico era, na maioria dos povos, reservado para guerreiros inimigos capturados, cuja morte ocorria apenas depois de vários meses a serem tratados como deuses e, inclusive, após terem tido relações com várias das mulheres da tribo, com vista a que estas gerassem descendentes de tão valoroso guerreiro. Era uma honra reservada a apenas alguns (e não faltam os relatos de europeus capturados que não faziam jus à coragem necessária para tal tratamento).

    Quanto ao “etno-masoquismo”, não me afecta o pseudo-insulto. É só uma forma de, mais uma vez, fingirmos que somos um povo “porreiro, pá”, os bonzinhos da colonização. É esse mesmo pensamento que permite que, ainda hoje, continuemos a olhar para as ex-colónias não como parceiros privilegiados, mas com a sobranceria do colonizador decadente.

    Enfim, que é que tudo isto interessa, não é? São só índios, nem são bem pessoas…

    [Responder]

  55. 55 55  Torquemada de Banheira

    Só mais um detalhe, em relação à escravatura, no que aos indígenas diz respeito. A Igreja condenava-a? Ou alguns jesuítas, como o Padre António Vieira? Caso não saiba (o que é, claramente, o caso), os indígenas brasileiros não foram escravizados sistematicamente, não pelo facto de alguém não o aprovar, mas porque as indicações dadas pelos responsáveis portugueses no terreno eram de que estes povos não se adaptavam à escravatura. Isto, sabemos hoje, porque quando escravizados os nativos pura e simplesmente deixavam-se morrer (morriam de tristeza, explicavam). Já viu, que sorte a deles? Fantástica, não era?

    [Responder]

  56. 56 56  José Henriques

    João Amaral:
    Com o nome que tem como consegue ser uma nulidade tão grande?
    0ovo0….”são pessoas que não pensão como você.” De certeza que não “pensão” como os outros pensam. Mas que o Daniel pensa e tem razão, que um emigrante que apoia um gajo que quer expulsar os emigrantes do país que eles ajudam a construir é no mínimo burro, masoquista e sei lá o que mais, lá isso também eu penso.
    Rui Paulino… “até porque no dia em que eu for minoria”… não se apoquente, porque pela quantidade de idiotas que por aí andam, a única coisa em si que pode ser minoria é o neurónio que funciona nessa sua identitária cabecinha.

    [Responder]

  57. 57 57  Catarina

    Ó Isabel, faça-nos um favor: vá lá fora ver se lá estamos…

    [Responder]

  58. 58 58  0ovo0

    56 José Henriques

    Obrigado pela correcção.

    Permite-me retribuir o favor.
    Em relação ao que Le Pen, pretende fazer aos Portugueses, estás enganado.

    Quanto aos emigrantes de origem árabe, tens alguma razão, já são cerca de 10% da população Francesa.

    [Responder]

  59. 59 59  Jorge Conceição

    Aos meninos e meninas da mamã, urbanos, citadinos, doutores, que por aqui abundam, eu pergunto: se não fossem os emigrantes a trabalhar nos campos ou na construção civil, a limpar casas, ou a servir em restaurantes, como é que estas criancinhas lindas se alimentavam, que casas habitavam, quem as limpava, etc.? Há muitos desempregados, claro. Mas muitos desempregados doutores e muito poucos que, em Portugal, queiram dar o corpo ao manifesto. Porque a maioria de nós só quer “status”, mas poucos dispostos a dobrar a espinha. Vão, por exemplo, às aldeias da Estremadura e informem-se, gaita!

    [Responder]

  60. 60 60  Rui Paulino

    ó José Henriques deixa lá essa conversa dos neurónios amigo, porque é que insistes em falar de coisas de que foste desprovido à nascença??? talvez com os avanços da ciência dentro de algum tempo se arranje um neuroniozinho para o meu menino mas não tenhas muitas esperanças, o mais certo mesmo é que até morreres continues a ser o idiota que és hoje!

    [Responder]

  61. 61 61  Rui Paulino

    PKr, você fala-me de países e de fronteiras da Europa, acho que você ainda não percebeu bem que luta é que se está aqui a travar. A minha preocupação não é com fronteiras nem mesmo com países já lhe disse que o que está em causa é a sobrevivência de uma CIVILIZAÇÃO, e se para si não é importante preservar a nossa História e a nossa cultura então vivemos de facto em mundos tão distantes que se torna inútil e estéril qualquer debate. Você fala em evolução mas isso que você defende não se chama evolução amigo, no meu dicionário chama-se destruição, e já agora que me manda juntar ao PNR eu mando-o juntar ao BE,mas desconfio que até já lá está não é PKR…

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  62. 62 62  NR

    Devo confessar que ler este tipo de discussão me faz arrepiar ! Não o assunto em si, mas muitas das mensagens aqui postadas.

    Sou, o que se chama aqui em França, a “segunda geração”. Filha de imigrantes francêses que vieram nos anos 60.

    Ao ler muitos dos comentários, confesso que me sinto bastante triste em ver que há tanto racismo, falta de tolerancia, etc perante os que são também o povo das minhas origens.

    Quanto a mim acho que os Portugueses que aqui se encontram e que aderem às ideias do FN, são masoquistas, ignorantes, idiotas ou são as três coisas ao mesmo tempo. Até porque a maior parte deles são aqueles que imigraram para aqui, não fazem parte da segunda geração (e mesmo que fizessem). São essas mesmas pessoas “comunitáristas” que pouco se juntam à população francesa. Mas talvez para se sentirem “mais integrados” acham que fica bem aderir às ideias desse partido.

    Também não compriendo como é possível que um povo, onde não deve existir uma só família que não tenha pelo menos um membro “emigrante”, possa ser tão intolerante e racista perante a imigração no seu país.

    Porque há falta de trabalho ? Sim há, em França também e no entanto que se seja de nacionalidade francesa ou não tem-se os mesmo direitos (ou devia-se ter). Os Portugueses são “brancos” ? Sim são, mas acreditem que não precisam de ser “pretos” para se distinguirem. Trabalham ? Sim, trabalham… como toda a gente… mas talvez façam parte de uma das “populações” onde existe mais trabalho não declarado (e nessa parte, não pagam impostos).

    Quanto aos outros (africanos, asiaticos, etc) esses distinguem-se fisicamente… E é por se distinguirem fisicamente que não têm os mesmo direitos que os outros ? Mas os nossos paizes “ricos” (e nomeadamente para a França) não têm complexo nenhum quando se trata de explorar as suas riquezas (quando são paizes que têm recursos naturais). Aí não se olha para a “raça”. E existem muitos “brancos” pela Africa fora e que se consideram em território conquistado.

    Muitos imigrantes em França vieram na época em que a França os mandava vir. Quando ela precisava deles porque tinha falta de mão de obra. E hoje os que para aqui vêm, em grande parte, não vem tirar o trabalho a nenhum francês, acreditem. Vêm fazer o trabalho que os franceses não querem fazer. Ou porque o trabalho é “difícil” ou mal pago. E penso que o mesmo aconterá em Portugal. E quem somos nós, para impedir que alguém venha para os “nossos paizes” à procura de uma vida melhor ou, por vezes, simplesmente porque têm fome !

    E claro que há muita gente que faz asneiras… nomeademente deitam fogo a carros e lojas… E pensam que foram todos “imigrantes” ? Os que foram, “imigrantes”, são então aquelas pessoas que fazem parte da segunda geração… que vivem “parqueados” em torres e em territórios que quaze fazem parte de territórios esquecidos pela “nossa” bela democracia. Mas também havia “franceses” e “portugueses”… e qual era então a “desculpa” desses ?

    Acho que muita gente fala com medo… e geralmente tem-se medo daquilo que não se conhece.

    (e desculpem se, por acaso, houver erros ortográficos… e não só)

    [Responder]

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