E fala-se dos bancos, e lá se vai o discurso contra os privilégios e pela competitividade e o mercado global.
«Há neste governo alguma lógica justicialista» Pacheco Pereira
«Pode ser verdade que a taxa paga pelos bancos portugueses seja mais baixa que no resto da Europa. Mas ainda há bancos portugueses». Lobo Xavier
E por fim, o momento Zen: «É teoricamente aceitável que as empresas não paguem impostos. Que paguem apenas as pessoas». Lobo Xavier
Por Daniel Oliveira 8 Nov 06 em Sem categoria


Voce nao entedeu o que o Lobo Xavier disse.
Sao sempre os clientes que pagam os impostos. As empreseas tem as suas receitas atraves da venda de bens e servicos aos seus clientes e o impostos pagos pelas empresas proveem dessas receitas.
Em teoria é possivel desenhar um sistema fiscal que os impostos sejm retidos na fonte pelos clientes.
Só que isso não é verdade. Porque existe concorrência que obriga os bancos a ajustar o lucro. A não ser, como dsse Jorge Coelho, que haja cartel
Teoricamente o Lobo Xavier tem razão. Acrescentaria ainda uma outra ideia (é apenas uma ideia, pq neste caso iríamos todos fazer compras a Espanha):
“Há uma proposta ainda mais radical (que uma taxa única de IRS), que nunca foi experimentada: taxar não o rendimento, mas o consumo.”
“Se cobro IRS e IVA, estou a taxar duplamente as poupanças e a criar uma grande distorção. Há economistas que calculam que, se substituíssemos um imposto sobre o rendimento por um único imposto sobre o consumo, que permitisse a mesma receita, um país seria 20%, 30%, 40% mais rico.”
“Eu posso ganhar mil e gastar cem, e você ganha 200 e gasta os mesmos cem. Temos o memso nível de vida, pois gastamos os dois apenas cem. Então porque é que hei-de ser mais taxado que você? Dizer que eu poupo mais 900 e sou mais rico, apenas significa que no futuro, poderei consumir mais. Mas quando assim for, pagarei mais imposto.”
“O ponto de referência para medir o nível de vida está no quanto consumo. E não na conta bancária.”
Ricardo Reis in revista Visão (n.º 697)
Não se esqueça que ao taxar apenas o consumo, taxa todo o rendimento do pobre (que consome até ao seu último tostão) e apenas parte do rendimento do rico. Ou seja, não redistribui a riqueza. Provavelmente não acha que isso seja necessário. Diferentes pontos de vista.
O que Lobo Xavier não deve fazer é a cantiga do inocente, explicando que o melhor para quem não tem empresas é que as empresas não paguem impostos. Apenas porque não é verdade.
As empresas são propriedade de pessoas. Não há qualquer necessidade de taxar as empresas, podendo qualquer carga fiscal relativa à sua actividade ser taxada directamente nos seus proprietários.
Para as empresas deixarem de pagar impostos teriamos de pagar nós o que hoje pagam. Nós, os que são muito afectados pelo impacto dos impostos no custo final dos produtos, e bós, os que são pouco afectados. A redistribuição da riqueza seria feita ao contrário. O pobre pagaria preços mais baixos ao rico.
Mas, mais importante, as empresas têm actividades próprias, que não são as das pessoas. Usam serviços do Estado, não são as pessoas que as detêm que os usam. Os empresas pagavam todos os serviços do Estado que usam, a preço de mercado? Ou ficariamos nós, através dos nossos impostos, a financiar as empresas.
Isto está tudo doido.
Eu acho que os “bancos portugueses” deveriam colocar uma bandeirinha no topo de cada agência. Bravos resistentes à invasão estrangeira! É tão, tão bom haver bancos portugueses!!!
(Nota: sou cliente do Barclays. Sou um Traidor à Pátria.)
Daniel,
Interrogo-me como ainda consegues ver um programa em que o Pacheco participa.
Então, não te lembras que esse senhor era um acérrimo defensor da guerra? E, desculpa que te diga um guerra destas não tem perdão. Não digo que pacheco deveria ir para a prisão. Mas o minimo que deveremos fazer é censura social. Daniel, não vejas mais esse programa.
Ingenuidade minha: Sugira-se a estes cavaleiros libertários que expliquem, sem rodeios, o que significa cortar nas despesas de «funcionamento do Estado», que conceito fazem das (contra) reformas que propõem para a Saúde (muito melhor o SNS do que o HNS ou dos EUA), da educação ou da segurança social. Expliquem às pessoas que a «responsabilidade individual» não é mais do que «se quiseres serviços paga-os a privados» (coitadinhas, diriam eles, das famílias que vergam ao peso dos impostos, logo em Portugal, que tem uma taxa fiscal baixa quando comparada com a UE 15, mas já não choram quando os que não tiverem dinheiro ficam afastados da educação e da saúde). Digam isto com clareza às pessoas e apresentem-se assim, sem mistificações a eleições. «É a ingovernabilidade e o populismo», diriam eles, repetindo a cartilha dos mestres da nova direita.
“Só que isso não é verdade. Porque existe concorrência que obriga os bancos a ajustar o lucro. A não ser, como dsse Jorge Coelho, que haja cartel”
As empresas estao todas sujeitas a mesma taxa de impostos. A concorrencia nao obriga ninguem a ajustar o lucro. o que a concorrencia faz é que as empresas tentem produzir bens ou servicos melhores ou mais baratos que os seus concorrentes. Se a txa de IRC subir para 100% os precos dos bens e dos servicos sobem independentemente de haver pouca ou muita concorrencia.
O que o Jorge Coelho quis dizer é que se algum banco suubir o preco dos seus prdutos devido ao aumento da carga fiscal existira um banco que mantera o seus prcos ganhando um vantagem competitiva sobre os seus clientes. Isso seria um acto de ma gestao empresarial pois o impostos subiram tb para essa empressa e o que essa empresa esta a fazaer é a baixar a sua margem de lucro nao atrves do aumento da produtividade ou eficienca mas araves de destruicao de valor dos seus accionistas.
“Para as empresas deixarem de pagar impostos teriamos de pagar nós o que hoje pagam. ”
Já pagamos. De onde vem o dinheiro que as empresas entegam ao estado pelo pagamento dos seus impostos ?
De quem comprou os seus bens/servicos
“Nós, os que são muito afectados pelo impacto dos impostos no custo final dos produtos, e bós, os que são pouco afectados. A redistribuição da riqueza seria feita ao contrário. O pobre pagaria preços mais baixos ao rico.”
Vamos imaginar que o pobre gasata 100 Euros por mes em alimentacao
O hipermercado onde esse pobre gasta esses 100 Euros tem um lucro de 50 Euros por cada 100 Euros.
25% x 50 = 12,5 Euros de IRC
Lucro liq = 38,5 Euros
Qual é a diferenca de o pobre comprar os mesmos produtros por 88,5 Euros e o estado cobrar 12,5 Euros de nessa venda ?
“Mas, mais importante, as empresas têm actividades próprias, que não são as das pessoas. Usam serviços do Estado, não são as pessoas que as detêm que os usam. Os empresas pagavam todos os serviços do Estado que usam, a preço de mercado? Ou ficariamos nós, através dos nossos impostos, a financiar as empresas.”
Quem paga esses servicos sao os impostos das empresas que por sua vez proveem das pesssoas que compram os seus bens ou servicos.
Sao sempre as pessoas. As empresas nao imprimem dinheirinho, apenas criam valor ao venderem um produto cujo valor é maior que o seu custo de producao.
Anonymous,
1. Tendo os bancos elevados lucros têm espaço para acomodar novas despesas. Se decidirem reflectir no preço essas novas despesas para manterem níveis de lucro muito acima de qualquer actividade deverá ser a concorrência do mercado a ajustar os preços, através de bancos disponiveis para conquistar novos clientes mantendo taxas de lucro mais baixas. A não ser, claro, que haja cartel em Portugal. Devo recordar-lhe que em Espanha e por essa Europa fora a banca paga mais impostos do que aqui e nem por isso o dinheiro é mais caro.
2. Mesmo que assim não fosse, nós não usamos o mesmo dos mesmos serviços. Ou seja, quem apenas tem um empréstimo para a habitação vai pagar menos do que quem usa os serviços da banca para pôr o dinheiro a render e estes menos do que os grandes clientes. Se pagarmos nos impostos eu estarei a contribuir para as grandes clientes, através dos meus impostos.
1. Por isso a mudanca das regras fiscais deve ser acompanhada de um aumento da concorrencia(=liberalizacao) do mercado. Que era o que a directiva bolkestein pretendia . Ao aumentar impostos numa economia fechada como a portuguesa ira invariavelmente aumentar o precos dos servicos bancarioa.
2. continuo sem perceber a sua logica. Como é que vc iria financiar os impostos dos mais ricos se os impostos a pagar seriam proporcioanais aos servico que compra como ja acontece com o IVA?