Pedro Sales, em resposta a uma pergunta minha, no “post” «Arranja-me uma casinha», respondeu assim: «É óbvio que as notícias que têm saído têm vindo todas da mesma fonte: Santana Lopes e a sua antiga vereadora. É por isso que os nomes que saíram, de uma forma ou de outra, remetem todos para a esquerda, mesmo sendo certo que Pedro Feist até reconhece que no tempo do Abecassis se formavam filas à espera do seu apartamentozinho».
Mas, entretanto, é apenas o nome de Batista Bastos que vai servindo para ilustrar e satirizar mais este ignóbil caso de abuso do poder. Quando e se um dia a lista completa sair, o que vai ficar, deste caso, será pouco mais do que a crítica e a sátira, mesmo que legítima, ao Batista Bastos. Se vos parece bem, tudo bem. O critério obviamente é vosso.
Disclaimer: Não conheço Baptista Bastos pessoalmente, mas tão só dos livros.
Entre os beneficiados com casinhas pela Câmara de Lisboa há até um Presidente da República em exercício actualmente.
Basta passar no Martim Moniz e ver que até tem placa na porta do prédio.
Os outros nunca de decepcionam, apenas me decepcionam os amigos e as pessoas de quem gosto, por este ou aquele motivo.
E o Baptista-Bastos deixa-me decepcionado.
O clientelismo é transversal a todos os partidos que, de uma ou outra forma, exercem o poder. Direi mais, é uma das características por inerência do chamado regime democrático.
Essa gente não tem vergonha na cara. Veja-se o exemplo de Ana Sara Brito: pagava 146,00 euros por uma casa da CML, usufruindo de uma reforma de 3 350,00 euros. E diz que não se demite! Pior, o Costa está solidário com ela e não a demite.
OBS: os dados sobre a Ana Sara Brito foram extraídos do Público. Que não é própriamente uma fonte muito credível.
Os outros nunca me decepcionam, apenas me decepcionam os amigos e as pessoas de quem gosto, por este ou aquele motivo.
E o Baptista-Bastos deixa-me decepcionado.
O clientelismo é transversal a todos os partidos que, de uma ou outra forma, exercem o poder. Direi mais, é uma das características por inerência do chamado regime democrático.
Essa gente não tem vergonha na cara. Veja-se o exemplo de Ana Sara Brito: pagava 146,00 euros por uma casa da CML, usufruindo de uma reforma de 3 350,00 euros. E diz que não se demite! Pior, o Costa está solidário com ela e não a demite.
OBS: os dados sobre a Ana Sara Brito foram extraídos do Público. Que não é própriamente uma fonte muito credível.
A propósito, faço meu o seguinte comentário de Alves da Costa no Blasfémias:
“(…) É mais que tempo de se averiguarem as condições em que dois edifícios municipais, fronteiros à Assembleia da República, na Rua de S. Bento, em Lisboa, foram dados à Fundação Mário Soares.
Não se diga que o assunto é de somenos.
Trata-se de dois prédios localizados numa zona central e histórica da capital, que foram entregues (aparentemente sem quaisquer contrapartidas) a uma instituição privada, cuja actividade exclusiva, até agora, tem sido a de receber subsídios do Estado e do Município, promovendo de vez em quando uma ou outra iniciativa de promoção da imagem do patrono.
Importa, designadamente, apurar a intervenção do filho desse mesmo patrono, enquanto presidente da CML, nas referidas doações (dos imóveis e subsídios).
Vamos a isso?”
João Soares apregoou aos quatro ventos que tinha dado uma casa da Câmara a Mário Cesariny. Apregoou aos quatro ventos que tinha dado uma casa da Câmara a Ramos Horta. Apregoou aos quatro ventos que tinha dado uma casa da Câmara a várias outras pessoas. Está tudo escarrapachado nos jornais ao tempo. Mas agora aqui del-rei que não se sabia de nada disto etc, etc…
Será que também vão desalojar os partidos políticos (BE incluído!!) que receberam (propagandeado devidamente pelos presidentes da autarquia à época) imóveis.
Já agora, a sede da extinta UDP, na Rua de S. Bento, foi atribuída a quem depois da extinção? E a sede do PSR na Rua da Palma?
Convém não confundir alhos com bugalhos, Álvaro Castelinho.
Tentar confundir é mesmo a especialidade dos que querem que nada mude.
Se o João Soares deu uma casa ao Cesariny (coisa que não sei), fez mal. Embora o escondesse de toda a gente, o Cesariny era rico (ao morrer, deixou largos milhares de contos à Casa Pia) e, além disso, recebia um subsídio do Ministério da Cultura.
Quanto ao Ramos Horta, se lhe foi dada casa em Lisboa e a mantém, deve ser despejado imediatamente. Não se pode ser, ao mesmo tempo, PR em Timor e pobrezinho em Lisboa.
«Será que também vão desalojar os partidos políticos (BE incluído!!) que receberam (propagandeado devidamente pelos presidentes da autarquia à época) imóveis.
Já agora, a sede da extinta UDP, na Rua de S. Bento, foi atribuída a quem depois da extinção? E a sede do PSR na Rua da Palma?»
Boa, Álvaro Castelinho. Talvez o Daniel saiba responder a esta questão, que agora também me despertou curiosidade.
O Mario Cezariny era rico??
E deixou deixou largos milhares de contos à Casa Pia??….
Ora esta.
Muito agadeceria que as fontes para esta informaçao fossem adicionadas.
Se ele enriqueceu e deixou essa pipa de massa ate gostava de saber mais.Porque em nenhum dos livros de Luiz Pacheco consta que Cezariny fosse rico e se a Pachecal figura tal desconhecia entao wow–mas que segredo tam bem guardado….
“Então, a Vieira da Silva, através
do Manuel Cargaleiro, deu-me um quadro dela, muito bonito.
Eu só pedia dinheiro para a passagem, mas aquilo rendeu
imensa massa, que eu fui conspicuamente gastar lá para fora.”
A Maria não sabia?
Fica a saber.
Se tem dúvidas, pergunte à própria Casa Pia ou ao editor do Cesariny, que só poderão confirmar-lhe o que escrevi.
Eu próprio fiquei siderado quando tomei conhecimento do testamento.
Esta questão das casas é uma troca de favores que não se pode tolerar. Eu sei do que falo porque passei por um processo idêntico.
Fui autarca durante quatro anos na Assembleia Municipal de Lisboa, em representação da defunta e saudosa UDP. Era presidente da CML o Engº Abecassis, que, apesar de adversários políticos, éramos amigos, porque já nos conheciamos de antes do 25 de Abril.
Eu morava num pequeno apartamento de um só quarto na Reboleira. Era eu, a minha mulher, e dois filhos pequenos.
O Engº Abecaasis soube da minha situação, por quem? nunca soube, e ofereceu-me uma casa da Câmara, dizendo que eu tinha direito a ter uma habitação condigna. Eu agradeci e recusei.
Se calhar foi pelo facto de andar a falar com demasiada frontalidade é que em vez de lhe ter sido ofertada uma casa camarária já teria feito uma pipa de massa por andar a cheirar os cús do capital cá do burgo, como tantos pseudo-inteléctuais vendidos, e assim teria dinheiro suficiente para viver na Quinta da Marinha onde o mar inspira melhor.
Pedro, uma dica (se quiser claro!) primeiro tente falar com os visados dos seus escritos antes de opinar qualquer coisa.
Que bom o caso das casinhas.
De repente, a revelação: acoitada na blogesfera, a reserva moral da nação.
Bendita pátria que tais filhos tem, ou qualquer merda assim.
A Câmara de Lisboa tem, apesar da grave crise que atravessa, uma vertente social mais evidente do que era expectante….
O problema é que os arrendamentos a preço de amigo foram efectuados com base nos conhecimentos sociais em vez de combaterem os problemas sociais, como mandaria o bom rigor na utilização dos impostos cobrados aos munícipes….
E tu, Baptista Bastos (pessoa que até admiro pela sua admirável sapiência) onde estavas no 25 de Abril?
A lutar pelos direitos dos trabalhadores?….A lutar por uma justa distribuição da riqueza?….
Uhmm, não acredito!…
«E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?»
O problema é que o homem está calado como um rato e diz que o valor da sua renda é um assunto privado.
O coitado do homem, depois de uma vida a armar-se em intelectual de elevados padrões morais, foi apanhado com a boca na botija. É igual a todos aqueles q
«E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?»
O problema é que o homem está calado como um rato e diz que o valor da sua renda é um assunto privado.
O coitado do homem, depois de uma vida a armar-se em intelectual de elevados padrões morais, foi apanhado com a boca na botija e mostra-se igual a todos aqueles que sempre criticou, sem honra. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço. Que vergonha. Shame on you, BB.
Em relaçao a riqueza do Cezariny;
bom mas esses dinheiros vieram-lhe dos premios que lhe foram atribuidos ao longo dos ultimos anos e percebe-se que ele tenha acumulado.
A verdade e que pura e simplesmente nao tinha como os gastar.
E se nao tinha descendencia fez o que melhor pensou.Doou o dinheiro que ganhou com o seu trabalho a instituiçoes.
Por mim acho bem, e quanto a casa que lhe atribuiram tambem nao acho nada mal.
Afinal de contas durante quase toda a sua vida nao se pode dizer que tenha andado a nadar em dinheiro,por isso estranhei quando se falou na palavra riqueza.
«E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?»
Bem
eu como nao gosto nada de bodes expiatorios acho que estar a falar so do Baptista Bastos e ir um bocado longe demais.
Portanto concordo com este comentario, mas temos que admitir que as pessoas nao sao obrigadas a falar publicamente do que ganham ou nao ganham ou do modo como vivem.
Afinal de contas o homem e jornalista mas esta com mais de setenta anos o que quer dizer que na altura em que era mais jovem o jornalismo nao era propriamente a arvore das patacas.
Nao sei nada da vida dele mas que diabo, conheci inumeros jornalistas que nao andavam propriamente a nadar em dinheiro.Para alem disso tanto quanto conheço dos dados biograficos, BB casou cedo e tinha familia, filhos etc.
Assim sendo , acho que talvez seja ir muito longe esta coisa de decidir que por ter tido direito a uma casa concedida pela camara passe desde logo a ser considerado um tipo menos digno.
Para alem disso e pelo que ja li, o numero de pessoas que estao na mesma situaçao e enorme e tem na lista um vasto leque de profissoes.
Assim sendo porque escolher o BB para bater e porque bater apenas no BB??…..
BB responde hoje no DN a este coro de comadres (incluindo aos que “reclamavam” essa resposta.
Ele já deu para este peditório (eu também) e, como o senhor que é, substitui o manguito por uma crónica bem escrita, coisa que não está ao alcance da maioria dos intervenientes nesta peixeirada.
Alberto Dias, respondeu e respondeu mal. Porque há muita gente sem dinheiro e que lhe chove em casa (e sem segunda habtação). Tem direito a casa e candidata-se e sem conhecer ninguém na Câmara. O problema não é a Câmara dar casas, como toda a gente já percebeu. É dar casas conforme a vontade de um vereador e os conhecimentos de quem dela precisa.
Responder com a conversa do costume, de como é livre, vale zero. Eu já estive desempregado e sem dinheiro. Nunca me passou pela cabeça falar com quem conheça na Câmara (e conheço, como deve imaginar) a pedir uma casa. Se um dia precisar de uma casa terei de me pôr na fila, como todos os outros. Ao lado de todos os desgraçados que não conhecem ninguém em lado nenhum.
Concordo com todas as palavras.
Na verdade esta historia das casas deveria trazer vergonha e desconforto a todos os que delas se aproveitaram mediante cunhas e demais enredos.
Apenas acrescento que em vez de se falar apenas num dos nomes se deveriam apresentar os nomes de todos os que estao envolvidos nesse assunto.Se e para clarificar entao ainda ha muito
para caminhar . Eu tambem seria incapaz de me valer de jogos fossem eles quais fossem para chegar ao conforto e acho que jogos de conivencias nem sao limpos nem sao justos.
Pronto, Maria, o Cesariny foi pobrezinho toda a vida, mas quando estava à beira da morte saíu-lhe o Euromilhões e só teve tempo de fazer o testamento, deixando um milhão de euros (200 mil contos!) à Casa Pia.
Acha bem assim?
A crónica do BB no DN enterra-o ainda mais.
Nada traz de novo, limitando-se a repudiar “atoardas” que alegadamente estariam a vir a lume a seu respeito.
Mas que atoardas?
É atoarda que vive numa casa camarária, sem que haja justificação moral para o facto?
É atoarda que comprou uma casa em Constância, na mesma altura em que, estando “desempregado” – segundo diz -, aquela lhe foi atribuida ?
E o que é que tem o seu caso a ver com o dos jornalistas que, há dezenas de anos, compraram casa a prestações num bairro de Alfragide?
Pronto, Maria, o Cesariny foi pobrezinho toda a vida, mas quando estava à beira da morte saíu-lhe o Euromilhões e só teve tempo de fazer o testamento, deixando um milhão de euros (200 mil contos!) à Casa Pia.
Acha bem assim?
Acho porque e a verdade.
Com excepçao do euromilhoes.
Ha-de concordar que se ele deixou os 200.000 contos a casa pia deu provas de que o dinheiro lhe interessava muito pouco.
Mas de resto nem tem discussao.
Cezariny foi um dos maiores expoentes da cultura portuguesa.
E um dos maiores poetas de lingua portuguesa .
Onde e que esta escrito que um poeta , um artista tem necessariamente que viver e morre pobre?
O dinheiro era dele .Doou-o.
Deu provas de ser para alem de tudo o mais um homem singular a quem o dinheiro dizia pouco.
Tudo o resto tem muito pouca importancia.
Maria:
Você acha que, ao Cesariny, uma vez morto, podia interessar o dinheiro?
Mas, em vida, interessou-lhe muito. Falo do que sei – e muito bem. Será que você o conheceu pessoalmente, pagou-lhe cafés (porque ele sempre se fazia de pobrezinho), etc.?
Não desvie a conversa. Ninguém pôs em causa o mérito literário do Cesariny – e muito menos alguém disse que, para se ser poeta, é preciso viver e morrer pobre.
Mas não pretenda sugerir que ele, no fim da vida, recebeu o Nobel (200 mil contos!) ou acumulou prémios nesse montante.
A minha observação inicial ao seu comentário teve por único fim desfazer uma imprecisão – que você, aliás, me agradeceu. Agora, tergiversou – e nisso não estou interessado. Passe bem!
1-”Será que você o conheceu pessoalmente, pagou-lhe cafés (porque ele sempre se fazia de pobrezinho), etc.?”
2-”A minha observação inicial ao seu comentário teve por único fim desfazer uma imprecisão – que você, aliás, me agradeceu. Agora, tergiversou – e nisso não estou interessado. Passe bem!”
1-Bom quanto a ter conhecido Cezariny , posso dizer que sim.La pelos anos sessenta, aquando da abertura de uma das suas exposiçoes.Depois ficamos por perto ate que eu me atirei para longe.Cafes no entanto nao posso dizer que lhos tenha pago.Nas vezes em que bebemos disso em conjunto cada um pagou o seu.
2-A sua observaçao; tanto a inicial como as outras agradeci-lhas por serem interessantes e por promover dialogo que e uma coisa que eu aprecio nas pessoas.
Tergirversar , nao nao me parece.
Limitei-me apenas a dizer o que penso.
E o que penso e que se Cezariny tinha dinheiro o ganhou pelo extraordinario trabalho que fez
e que o facto de o ter doado ao estado , fez com o mesmo dinheiro que recebeu tivesse revertido para esse mesmo estado talvez ate por forma a ser reutilizado de modo mais ; digamos – eficaz.
Nao me parece que ele tenha que ser malvisto por isso bem antes pelo contrario.
Quanto ao resto pois claro; passe bem e obrigada pelas respostas.
O “malvisto” (?) é da sua lavra, não podendo concluir-se de nada do que eu escrevi.
Limitei-me a dizer e mantenho que, ao contrário do que V. sugeriu, o Cesariny não era pobre, mas rico, uma vez que possuía, à data da morte, mais de 200 mil contos.
A sua conversa é de quem não quer dar o braço a torcer, paciência.
O Homem tem mais dignidade do que a esmagadora maioria dos seus detractores, que só têm inveja do talento e integridade do homem.Eu fui vizinho dele em Alfama e assisti às condições insopurtáveis em que ele e a família viviam durante dezenas de anos. O senhorio foi avisado centenas de vezes por ele e os restantes habitantes. Era um prédio em ruínas e ele foi aconselhado pelo departamento técnico de Alfama a escrever uma carta à Câmara para resolver esta situação (o processo durou anos até ser aprovado e todos os inquilinos, não só ele foram realojados). Entretanto o senhorio quando saiu toda a gente, fez obras, aumentou rendas e colocou novos inquilinos. O BB, por pudor e dignidade é que não conta a história toda. E é verdade que ele estava desempregado, numa situação extremamente difícil. Ele não “pediu” nada. Senão centenas de pessoas em Alfama, Mouraria e noutros Bairros que estavam em ruínas não tinham sido realojadas, como foram. Haja dignidade que o homem tem setenta e tal anos, não era desta que se vendia, quando podia fazê-lo em novo e ter em vez de uma casa alugada à camara (sim, porque a casa é da câmara, não é dele!), Ter casa própria na quinta da marinha. Além disso ele já escreveu em várias crónicas à anos que era arrendatário da câmara! Haja bom senso,e mais pudor perante um homem digno.Eu continuo a viver em Alfama e continuo a achar que foi o melhor e mais justo para ele e família.
O homem era indigente, que diabo….e pediu ajuda!!!
Quantos dos que agora “mordem”…é que pediram ajuda???? Afinal aquilo era só pedir…
[Responder]
É o segundo soco que ele me prega…
[Responder]
Pedro Vieira:
Pedro Sales, em resposta a uma pergunta minha, no “post” «Arranja-me uma casinha», respondeu assim: «É óbvio que as notícias que têm saído têm vindo todas da mesma fonte: Santana Lopes e a sua antiga vereadora. É por isso que os nomes que saíram, de uma forma ou de outra, remetem todos para a esquerda, mesmo sendo certo que Pedro Feist até reconhece que no tempo do Abecassis se formavam filas à espera do seu apartamentozinho».
Mas, entretanto, é apenas o nome de Batista Bastos que vai servindo para ilustrar e satirizar mais este ignóbil caso de abuso do poder. Quando e se um dia a lista completa sair, o que vai ficar, deste caso, será pouco mais do que a crítica e a sátira, mesmo que legítima, ao Batista Bastos. Se vos parece bem, tudo bem. O critério obviamente é vosso.
Disclaimer: Não conheço Baptista Bastos pessoalmente, mas tão só dos livros.
[Responder]
A verdade é que a credibilidade de Baptista Bastos, foice.
[Responder]
Entre os beneficiados com casinhas pela Câmara de Lisboa há até um Presidente da República em exercício actualmente.
Basta passar no Martim Moniz e ver que até tem placa na porta do prédio.
[Responder]
Bem, criticas aos das casas e casinhas aparte tenho que dizer:–esse rabisco esta demais!
[Responder]
Os outros nunca de decepcionam, apenas me decepcionam os amigos e as pessoas de quem gosto, por este ou aquele motivo.
E o Baptista-Bastos deixa-me decepcionado.
O clientelismo é transversal a todos os partidos que, de uma ou outra forma, exercem o poder. Direi mais, é uma das características por inerência do chamado regime democrático.
Essa gente não tem vergonha na cara. Veja-se o exemplo de Ana Sara Brito: pagava 146,00 euros por uma casa da CML, usufruindo de uma reforma de 3 350,00 euros. E diz que não se demite! Pior, o Costa está solidário com ela e não a demite.
OBS: os dados sobre a Ana Sara Brito foram extraídos do Público. Que não é própriamente uma fonte muito credível.
[Responder]
Os outros nunca me decepcionam, apenas me decepcionam os amigos e as pessoas de quem gosto, por este ou aquele motivo.
E o Baptista-Bastos deixa-me decepcionado.
O clientelismo é transversal a todos os partidos que, de uma ou outra forma, exercem o poder. Direi mais, é uma das características por inerência do chamado regime democrático.
Essa gente não tem vergonha na cara. Veja-se o exemplo de Ana Sara Brito: pagava 146,00 euros por uma casa da CML, usufruindo de uma reforma de 3 350,00 euros. E diz que não se demite! Pior, o Costa está solidário com ela e não a demite.
OBS: os dados sobre a Ana Sara Brito foram extraídos do Público. Que não é própriamente uma fonte muito credível.
PS: correcção feita no primeiro parágrafo.
[Responder]
A propósito, faço meu o seguinte comentário de Alves da Costa no Blasfémias:
“(…) É mais que tempo de se averiguarem as condições em que dois edifícios municipais, fronteiros à Assembleia da República, na Rua de S. Bento, em Lisboa, foram dados à Fundação Mário Soares.
Não se diga que o assunto é de somenos.
Trata-se de dois prédios localizados numa zona central e histórica da capital, que foram entregues (aparentemente sem quaisquer contrapartidas) a uma instituição privada, cuja actividade exclusiva, até agora, tem sido a de receber subsídios do Estado e do Município, promovendo de vez em quando uma ou outra iniciativa de promoção da imagem do patrono.
Importa, designadamente, apurar a intervenção do filho desse mesmo patrono, enquanto presidente da CML, nas referidas doações (dos imóveis e subsídios).
Vamos a isso?”
[Responder]
João Soares apregoou aos quatro ventos que tinha dado uma casa da Câmara a Mário Cesariny. Apregoou aos quatro ventos que tinha dado uma casa da Câmara a Ramos Horta. Apregoou aos quatro ventos que tinha dado uma casa da Câmara a várias outras pessoas. Está tudo escarrapachado nos jornais ao tempo. Mas agora aqui del-rei que não se sabia de nada disto etc, etc…
Será que também vão desalojar os partidos políticos (BE incluído!!) que receberam (propagandeado devidamente pelos presidentes da autarquia à época) imóveis.
Já agora, a sede da extinta UDP, na Rua de S. Bento, foi atribuída a quem depois da extinção? E a sede do PSR na Rua da Palma?
[Responder]
Convém não confundir alhos com bugalhos, Álvaro Castelinho.
Tentar confundir é mesmo a especialidade dos que querem que nada mude.
Se o João Soares deu uma casa ao Cesariny (coisa que não sei), fez mal. Embora o escondesse de toda a gente, o Cesariny era rico (ao morrer, deixou largos milhares de contos à Casa Pia) e, além disso, recebia um subsídio do Ministério da Cultura.
Quanto ao Ramos Horta, se lhe foi dada casa em Lisboa e a mantém, deve ser despejado imediatamente. Não se pode ser, ao mesmo tempo, PR em Timor e pobrezinho em Lisboa.
[Responder]
«Será que também vão desalojar os partidos políticos (BE incluído!!) que receberam (propagandeado devidamente pelos presidentes da autarquia à época) imóveis.
Já agora, a sede da extinta UDP, na Rua de S. Bento, foi atribuída a quem depois da extinção? E a sede do PSR na Rua da Palma?»
Boa, Álvaro Castelinho. Talvez o Daniel saiba responder a esta questão, que agora também me despertou curiosidade.
[Responder]
O Mario Cezariny era rico??
E deixou deixou largos milhares de contos à Casa Pia??….
Ora esta.
Muito agadeceria que as fontes para esta informaçao fossem adicionadas.
Se ele enriqueceu e deixou essa pipa de massa ate gostava de saber mais.Porque em nenhum dos livros de Luiz Pacheco consta que Cezariny fosse rico e se a Pachecal figura tal desconhecia entao wow–mas que segredo tam bem guardado….
“Então, a Vieira da Silva, através
do Manuel Cargaleiro, deu-me um quadro dela, muito bonito.
Eu só pedia dinheiro para a passagem, mas aquilo rendeu
imensa massa, que eu fui conspicuamente gastar lá para fora.”
“Como sobrevivia?
Gastando o mínimo. A minha mãe ajudou-me muito.”
http://duht.blogs.sapo.pt/29593.html
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Sobre Cesariny
http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/74393.html
Aproveito para esclarecer que a comparação entre as casas arren(dadas) aos notáveis e aos partidos é absurda.
É dever de uma democracia facilitar a existência dos partidos e para tal deve usar de todas as possibilidades que tem.
Na maior dos casos eram casas a cair de podre que pelo menos passaram a ter alguma vida.
[Responder]
A Maria não sabia?
Fica a saber.
Se tem dúvidas, pergunte à própria Casa Pia ou ao editor do Cesariny, que só poderão confirmar-lhe o que escrevi.
Eu próprio fiquei siderado quando tomei conhecimento do testamento.
[Responder]
Obrigado, Fado Alexandrino.
[Responder]
Esta questão das casas é uma troca de favores que não se pode tolerar. Eu sei do que falo porque passei por um processo idêntico.
Fui autarca durante quatro anos na Assembleia Municipal de Lisboa, em representação da defunta e saudosa UDP. Era presidente da CML o Engº Abecassis, que, apesar de adversários políticos, éramos amigos, porque já nos conheciamos de antes do 25 de Abril.
Eu morava num pequeno apartamento de um só quarto na Reboleira. Era eu, a minha mulher, e dois filhos pequenos.
O Engº Abecaasis soube da minha situação, por quem? nunca soube, e ofereceu-me uma casa da Câmara, dizendo que eu tinha direito a ter uma habitação condigna. Eu agradeci e recusei.
Manuel Monteiro
[Responder]
Se calhar foi pelo facto de andar a falar com demasiada frontalidade é que em vez de lhe ter sido ofertada uma casa camarária já teria feito uma pipa de massa por andar a cheirar os cús do capital cá do burgo, como tantos pseudo-inteléctuais vendidos, e assim teria dinheiro suficiente para viver na Quinta da Marinha onde o mar inspira melhor.
Pedro, uma dica (se quiser claro!) primeiro tente falar com os visados dos seus escritos antes de opinar qualquer coisa.
Aquele Abraço ao GRANDE Baptista Bastos
A.R.A
[Responder]
Que bom o caso das casinhas.
De repente, a revelação: acoitada na blogesfera, a reserva moral da nação.
Bendita pátria que tais filhos tem, ou qualquer merda assim.
[Responder]
A Câmara de Lisboa tem, apesar da grave crise que atravessa, uma vertente social mais evidente do que era expectante….
O problema é que os arrendamentos a preço de amigo foram efectuados com base nos conhecimentos sociais em vez de combaterem os problemas sociais, como mandaria o bom rigor na utilização dos impostos cobrados aos munícipes….
E tu, Baptista Bastos (pessoa que até admiro pela sua admirável sapiência) onde estavas no 25 de Abril?
A lutar pelos direitos dos trabalhadores?….A lutar por uma justa distribuição da riqueza?….
Uhmm, não acredito!…
[Responder]
E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?
[Responder]
«E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?»
O problema é que o homem está calado como um rato e diz que o valor da sua renda é um assunto privado.
O coitado do homem, depois de uma vida a armar-se em intelectual de elevados padrões morais, foi apanhado com a boca na botija. É igual a todos aqueles q
[Responder]
«E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?»
O problema é que o homem está calado como um rato e diz que o valor da sua renda é um assunto privado.
O coitado do homem, depois de uma vida a armar-se em intelectual de elevados padrões morais, foi apanhado com a boca na botija e mostra-se igual a todos aqueles que sempre criticou, sem honra. Faz o que eu digo, não faças o que eu faço. Que vergonha. Shame on you, BB.
[Responder]
14 fado alexandrino
30 Set 2008 às 19:00
Sobre Cesariny
http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/74393.html
Obrigada Fado Alexandrino e Francisco Crispim
Em relaçao a riqueza do Cezariny;
bom mas esses dinheiros vieram-lhe dos premios que lhe foram atribuidos ao longo dos ultimos anos e percebe-se que ele tenha acumulado.
A verdade e que pura e simplesmente nao tinha como os gastar.
E se nao tinha descendencia fez o que melhor pensou.Doou o dinheiro que ganhou com o seu trabalho a instituiçoes.
Por mim acho bem, e quanto a casa que lhe atribuiram tambem nao acho nada mal.
Afinal de contas durante quase toda a sua vida nao se pode dizer que tenha andado a nadar em dinheiro,por isso estranhei quando se falou na palavra riqueza.
Morreu com dinheiro, mas viveu pobremente.
[Responder]
«E que tal lermos na íntegra o Baptista-Bastos (direito ao contraditório) explicar-se antes deste julgamento em praça pública?»
Bem
eu como nao gosto nada de bodes expiatorios acho que estar a falar so do Baptista Bastos e ir um bocado longe demais.
Portanto concordo com este comentario, mas temos que admitir que as pessoas nao sao obrigadas a falar publicamente do que ganham ou nao ganham ou do modo como vivem.
Afinal de contas o homem e jornalista mas esta com mais de setenta anos o que quer dizer que na altura em que era mais jovem o jornalismo nao era propriamente a arvore das patacas.
Nao sei nada da vida dele mas que diabo, conheci inumeros jornalistas que nao andavam propriamente a nadar em dinheiro.Para alem disso tanto quanto conheço dos dados biograficos, BB casou cedo e tinha familia, filhos etc.
Assim sendo , acho que talvez seja ir muito longe esta coisa de decidir que por ter tido direito a uma casa concedida pela camara passe desde logo a ser considerado um tipo menos digno.
Para alem disso e pelo que ja li, o numero de pessoas que estao na mesma situaçao e enorme e tem na lista um vasto leque de profissoes.
Assim sendo porque escolher o BB para bater e porque bater apenas no BB??…..
[Responder]
BB responde hoje no DN a este coro de comadres (incluindo aos que “reclamavam” essa resposta.
Ele já deu para este peditório (eu também) e, como o senhor que é, substitui o manguito por uma crónica bem escrita, coisa que não está ao alcance da maioria dos intervenientes nesta peixeirada.
[Responder]
Bom e ja agora que estamos numa de BB aqui segue–O homem afinal falou-
“VÃO BATER A OUTRA PORTA! ”
http://dn.sapo.pt/2008/10/01/opiniao/vao_bater_a_outra_porta.html
[Responder]
Alberto Dias, respondeu e respondeu mal. Porque há muita gente sem dinheiro e que lhe chove em casa (e sem segunda habtação). Tem direito a casa e candidata-se e sem conhecer ninguém na Câmara. O problema não é a Câmara dar casas, como toda a gente já percebeu. É dar casas conforme a vontade de um vereador e os conhecimentos de quem dela precisa.
Responder com a conversa do costume, de como é livre, vale zero. Eu já estive desempregado e sem dinheiro. Nunca me passou pela cabeça falar com quem conheça na Câmara (e conheço, como deve imaginar) a pedir uma casa. Se um dia precisar de uma casa terei de me pôr na fila, como todos os outros. Ao lado de todos os desgraçados que não conhecem ninguém em lado nenhum.
[Responder]
28 Daniel Oliveira
1 Out 2008 às 13:24
Concordo com todas as palavras.
Na verdade esta historia das casas deveria trazer vergonha e desconforto a todos os que delas se aproveitaram mediante cunhas e demais enredos.
Apenas acrescento que em vez de se falar apenas num dos nomes se deveriam apresentar os nomes de todos os que estao envolvidos nesse assunto.Se e para clarificar entao ainda ha muito
para caminhar . Eu tambem seria incapaz de me valer de jogos fossem eles quais fossem para chegar ao conforto e acho que jogos de conivencias nem sao limpos nem sao justos.
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Mais: diz Batista Bastos que é livre. Não saberá que a primeira condilção para ser livre é não dever favores ao poder e apenas exigir direitos.
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Pronto, Maria, o Cesariny foi pobrezinho toda a vida, mas quando estava à beira da morte saíu-lhe o Euromilhões e só teve tempo de fazer o testamento, deixando um milhão de euros (200 mil contos!) à Casa Pia.
Acha bem assim?
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A crónica do BB no DN enterra-o ainda mais.
Nada traz de novo, limitando-se a repudiar “atoardas” que alegadamente estariam a vir a lume a seu respeito.
Mas que atoardas?
É atoarda que vive numa casa camarária, sem que haja justificação moral para o facto?
É atoarda que comprou uma casa em Constância, na mesma altura em que, estando “desempregado” – segundo diz -, aquela lhe foi atribuida ?
E o que é que tem o seu caso a ver com o dos jornalistas que, há dezenas de anos, compraram casa a prestações num bairro de Alfragide?
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31 Francisco Crispim
1 Out 2008 às 15:13
Pronto, Maria, o Cesariny foi pobrezinho toda a vida, mas quando estava à beira da morte saíu-lhe o Euromilhões e só teve tempo de fazer o testamento, deixando um milhão de euros (200 mil contos!) à Casa Pia.
Acha bem assim?
Acho porque e a verdade.
Com excepçao do euromilhoes.
Ha-de concordar que se ele deixou os 200.000 contos a casa pia deu provas de que o dinheiro lhe interessava muito pouco.
Mas de resto nem tem discussao.
Cezariny foi um dos maiores expoentes da cultura portuguesa.
E um dos maiores poetas de lingua portuguesa .
Onde e que esta escrito que um poeta , um artista tem necessariamente que viver e morre pobre?
O dinheiro era dele .Doou-o.
Deu provas de ser para alem de tudo o mais um homem singular a quem o dinheiro dizia pouco.
Tudo o resto tem muito pouca importancia.
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Maria:
Você acha que, ao Cesariny, uma vez morto, podia interessar o dinheiro?
Mas, em vida, interessou-lhe muito. Falo do que sei – e muito bem. Será que você o conheceu pessoalmente, pagou-lhe cafés (porque ele sempre se fazia de pobrezinho), etc.?
Não desvie a conversa. Ninguém pôs em causa o mérito literário do Cesariny – e muito menos alguém disse que, para se ser poeta, é preciso viver e morrer pobre.
Mas não pretenda sugerir que ele, no fim da vida, recebeu o Nobel (200 mil contos!) ou acumulou prémios nesse montante.
A minha observação inicial ao seu comentário teve por único fim desfazer uma imprecisão – que você, aliás, me agradeceu. Agora, tergiversou – e nisso não estou interessado. Passe bem!
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34 Francisco Crispim
1 Out 2008 às 21:33
1-”Será que você o conheceu pessoalmente, pagou-lhe cafés (porque ele sempre se fazia de pobrezinho), etc.?”
2-”A minha observação inicial ao seu comentário teve por único fim desfazer uma imprecisão – que você, aliás, me agradeceu. Agora, tergiversou – e nisso não estou interessado. Passe bem!”
1-Bom quanto a ter conhecido Cezariny , posso dizer que sim.La pelos anos sessenta, aquando da abertura de uma das suas exposiçoes.Depois ficamos por perto ate que eu me atirei para longe.Cafes no entanto nao posso dizer que lhos tenha pago.Nas vezes em que bebemos disso em conjunto cada um pagou o seu.
2-A sua observaçao; tanto a inicial como as outras agradeci-lhas por serem interessantes e por promover dialogo que e uma coisa que eu aprecio nas pessoas.
Tergirversar , nao nao me parece.
Limitei-me apenas a dizer o que penso.
E o que penso e que se Cezariny tinha dinheiro o ganhou pelo extraordinario trabalho que fez
e que o facto de o ter doado ao estado , fez com o mesmo dinheiro que recebeu tivesse revertido para esse mesmo estado talvez ate por forma a ser reutilizado de modo mais ; digamos – eficaz.
Nao me parece que ele tenha que ser malvisto por isso bem antes pelo contrario.
Quanto ao resto pois claro; passe bem e obrigada pelas respostas.
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Maria:
O “malvisto” (?) é da sua lavra, não podendo concluir-se de nada do que eu escrevi.
Limitei-me a dizer e mantenho que, ao contrário do que V. sugeriu, o Cesariny não era pobre, mas rico, uma vez que possuía, à data da morte, mais de 200 mil contos.
A sua conversa é de quem não quer dar o braço a torcer, paciência.
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Há que dizê-lo com frontalidade, é tudo uma cambada de filhosdaputice.
“Cantal” não temos cá pessoas normais, só gente extra-ordinária.
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O Homem tem mais dignidade do que a esmagadora maioria dos seus detractores, que só têm inveja do talento e integridade do homem.Eu fui vizinho dele em Alfama e assisti às condições insopurtáveis em que ele e a família viviam durante dezenas de anos. O senhorio foi avisado centenas de vezes por ele e os restantes habitantes. Era um prédio em ruínas e ele foi aconselhado pelo departamento técnico de Alfama a escrever uma carta à Câmara para resolver esta situação (o processo durou anos até ser aprovado e todos os inquilinos, não só ele foram realojados). Entretanto o senhorio quando saiu toda a gente, fez obras, aumentou rendas e colocou novos inquilinos. O BB, por pudor e dignidade é que não conta a história toda. E é verdade que ele estava desempregado, numa situação extremamente difícil. Ele não “pediu” nada. Senão centenas de pessoas em Alfama, Mouraria e noutros Bairros que estavam em ruínas não tinham sido realojadas, como foram. Haja dignidade que o homem tem setenta e tal anos, não era desta que se vendia, quando podia fazê-lo em novo e ter em vez de uma casa alugada à camara (sim, porque a casa é da câmara, não é dele!), Ter casa própria na quinta da marinha. Além disso ele já escreveu em várias crónicas à anos que era arrendatário da câmara! Haja bom senso,e mais pudor perante um homem digno.Eu continuo a viver em Alfama e continuo a achar que foi o melhor e mais justo para ele e família.
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