O Kosovo foi reconhecido por Portugal. Duas das principais razões para o reconhecimento: Portugal não quer ser confundido com os países que têm problemas internos e não quer estar “desalinhado” com os seus aliados na NATO. Mais interessante: Luís Amado deu na televisão todos os argumentos contra este reconhecimento. Ou seja, nenhum princípio, nenhum critério, apenas uma questão de imagem e de obediência.
Por Daniel Oliveira 7 Out 08 em Sem categoria


e o país basco? a catalunha? a galiza?
Bem mais triste é a subserviência demonstrada pelo nosso governo em relação àquela cleptocracia chamada Angola aquando as eleições legislativas. Ver o 1º ministro português em rasgados elogios àquela gente(não os angolanos, mas quem os governa) é de levar aos arames qualquer pessoa normal.
Gostava de conhecer os argumentos válidos em favor de uma ou outra posição, relativamente ao Kosovo, que não seja apenas a defesa de interesses nacionais. Qualquer que seja a posição neste tipo de coisas é por interesse.
O grande problema destas independencias não são as colónias da Georgia mas Euskadi que por sinal fica aqui ao lado.
ó diabooo….!!
Sempre a complicar…
Lá vai ter a Manuela Ferreira Leite que ir pedir outra vez explicações ao dr. Cavaco.
Não podiam ter dito tudo de uma vez…??!!
Daniel,
Dás o teu emprego em troca da Abcásia? Senão, porque pedes os empregos dos outros em troca de uma lógica diplomática infantil? Com o Kosovo não se perde dinheiro, com os outros sim Claro que podes oferecer dinheiro pela Abcásia, se existirem muitos como tu pode ser que cubram os custos ou então podem ganhar as eleições e usar o dinheiro de todos. Mas não são assim tantos, pois não?…Chatice…
Para quem tanto defende o DIREITOS não acha que os Kosovares têm o direito de ser donos do seu destino se assim o pretendem?
Francamente vos digo que não percebo o timing deste reconhecimento. Se não reconhecemos logo, mais valia aproveitar o capital de simpatia que lá ficou com os sérvios albaneses e ao mesmo tempo protejer e fazer mais uteis as nossas tropas no terreno.
Ora dito isto, também não vejo como raio é que, mais tarde ou mais cedo, podiamos deixar de reconhecer um território cuja maioria da população quer ser independente, é-lo de facto, e tem armas para manter a situação.
Não tendo a Sérvia nenhum argumento negocial para conseguir que a maioria dos kosovares aceite voluntáriamente receber ordens de Belgrado, e ninguém seriamente considerando a opção da re-integração pela força, que espaço há sequer para duvidas?
Isto aplica-se também ao Chipre Turco by the way, e só não digo (ainda) o mesmo da Ossétia e Abzakia porque ainda não se percebeu se quem lá manda as quer independentes ou parte da Russia.
Acho, Ibn. Só quero critérios iguais para todos. Venham os referendos no País Basco, na Catalunha, na Córsega. Venham os reconhecimentos nos territórios que refiro no post. Se não há mais nenhum critério para lá das vontades dos povos, força, acho muito bem. Se há outros, aplicam-se os outros. Mas parece que o critério é apenas um: o que interessa a um determinado país, mesmo estando no ontro extremo do globo.
Há muito não havia nada de tão revoltante. O ministro de facto deu todos os argumentos contra o reconhecimento, inclusive ao dizer que se fechava e ao mesmo tempo se abria a caixa de Pandora. Caixa essa que já estava aberta desde a independência unilateral e o reconhecimento imediato pelos EUA. Et pour cause…. O Santos Pereira explicou tudo. Quem será responsável quando houver novas guerras nos Balcãs?
Desta forma estamos a legitimar futuros casos de nacionalismo europeu. Entre eles está, de facto, o do País Basco espanhol, um assunto do qual podemos apanhar por tabela. Tanto pelo apoio a estas auto-determinações unilaterais, tanto pelas relações com Espanha que não deve achar piada nenhuma que a malta ande a reconhecer independências avulso.
“Não podemos ignorar a mudança que estes desenvolvimentos implicam nomeadamente nas relações bilaterais entre a União Europeia e a Rússia”, disse Amado, referindo que no momento em que Moscovo reconheceu a Abkházia e a Ossétia do Sul “reconheceu também implicitamente a legalidade do Kosovo”.
O recohecimento está implicito.
A UE e a Rússia têm de ser muito chegadas, se a Rússia reconheceu as regiões georgianas e por isso o Kosovo. O governo portugués fará o vice - versa.
Ok estamos então de acordo!
Bem sabe como infelizmente funciona a realpolitik
No que diz respeito à Abcácia e o Ossétia do Sul eu não tenho opinião, parece-me que o problema é ligeiramente diferente, pois não me parece tratar-se de simples autodeterminação/independência, se assim for claro que concordo!
Todas as independências são respeitáveis, se tiverem o respeito dos EUA. Deve ser mais ou menos isto que está escrito na Carta das Nações Unidas. Não? Não é isto que está escrito?
Olha, pelas atitudes, eu iria jurar que era.
Fala-se por aí que Guimarães pode muito em breve declarar a independência! Os Estados Unidos, as ilhas Marshall e talvez as ilhas Marianas reconheceriam imediatamente a tão desejada e justa independência.
Afinal foi lá que tudo começou à uns mil e tal anos portanto já tem 1 argumento…
E para os Estados Unidos não era nada mal visto! Deixavam as Lages e instalavam-se no continente, sempre ficavam mais perto da Russia e do norte de África.
Porreiro, pá.
Ibn Erriq e acha que o Kosovo é simples independência e autodeterminação?
Geralmente os Governos Portugueses adoram ser submissos e apressam-se a baixar as calças e assumir posição com um sorriso rasgado aos “donos” para os contentar.
Este é apenas mais um de milhares de exemplos.
O Governo Português é dos paises mais submissos da Europa..
Robespierre, acho que são ambas, porquê?