Este vídeo é para ver. Ao contrário do que se tem dito, o crime não é mostra-lo. O crime é o que ele mostra. Não é um atentado à dignidade do ser humano filmar um enforcamento. O atentado é o enforcamento. Quem mata assim um assassino, seja ele quem for, torna-se igual àquele que matou. Quem, com responsabilidades políticas ou judiciais, aceita que se mate em nome de uma estranha ideia de justiça, seja numa ditadura ou numa democracia, é um assassino e um cobarde. Seja por enforcamento ou por injecção letal. A pena de morte é um crime. Um crime sem rosto, que é o mais sórdido de todos os crimes.
Por Daniel Oliveira 4 Jan 07 em Sem categoria
O pior é que há quem veja… E quem aprecie (a maioria)…
Concordo com estas palavras. No entanto, ao contrário de vocês, sou contra a pena de morte antes das 10 semanas de vida. Felizmente não sofro de hipocrisia.
Eu também sou contra a pena de morte antes das dez semanas. Isso seria infanticídio. Se está a falar do aborto, nem você acredita no que diz. Caso contrário, a aceitar a lei actual, seria a favor da pena de morte para filhos de violadores e deficientes. É?
Aceito o facto da lei actual permitir, com condições e por opção, nos casos de mal-formação do feto, perigo para a vida ou a saúde da mãe, e violação: são os casos em que não existe qualquer possibilidade de serem evitados nem existe responsabilidade dos progenitores; e em relação à violação, é também o resultado de outro crime, contra a liberdade e a autodeterminação sexual da mulher. E já agora relembro que a lei actual não foi referendada, nem é a que vai ser referendada em Fevereiro.
Os abortos indiscriminados sem ser naquelas razões de força maior e a pena de morte são Crimes contra a Humanidade e a Liberdade.
A pena de morte não é necessariamente mais cruel do que a prisão prolongada (ou as penas de trabalhos forçados onde existirem). O menos mau dos sistemas penais deveria excluir a pena de morte devido ao seu carácter irrecuperável em caso de erro judicial, mas deveria simultaneamente reconhecer o direito de todos os condenados à opção pela eutanásia em condições humanas em substituição da expiação das suas penas.
Em relação ao enforcamento de Saddam Hussein, concordo que o crime não é mostrá-lo. Antes pelo contrário: o crime é procurar esconder os crimes de guerra dos governos agressores e disfarçar mais uma farsa judicial na pior tradição da suprema fantochada de Nuremberga.
Não respondeu à minha pergunta: acha que os filhos de violadores devem ser enforcados? Não acha, evidentemente. Por isso reconhece que não estamos a falar de nada que seja semelhante. Apenas isso. Por isso, evitemos a demagogia.
Eu respondi à pergunta. Repito: o filho de um violador resulta de um crime; dar aos progenitores a opção de aborto nas primeiras semanas é garantir a liberdade e a autodeterminação sexual. Aceito isso.
Os princípios pelos quais sou contra o aborto indiscriminado sem motivos de força maior são os mesmos pelos quais sou contra a pena de morte: por essa razão não fiz demagogia, fiz uma comparação com os que defendem o aborto sem motivo mas dizem ser contra a pena de morte, chamando-lhes hipócritas.
No comentário anterior, na primeira frase, eu pretendia dizer “dar à progenitora” e não “dar aos progenitores”.
Se considera que o feto é uma vida, exactamente como outra qualquer, é indiferente se nasce de um crime. Não tem culpa disso. Eu sou contra a pena de morte em qualquer caso. Sem excepções. E se percebi você também. Já no aborto não tem a mesma posição. E correctamente. Porque não é a mesma coisa e nas suas duas posições diferentes você próprio o reconhece. A comparação é demagógica e a minha posição nada tem de hipócrita. Limito-me a não comparar o que é incomparável. Você compara, como se fosse igual, para depois tratar de maneira diferente. Como não poderia deixar de o fazer.
A execução de Saddam, faz-se não de um futuro possível, mas de um passado repetido na barbárie.
A pena de morte não deve ser excluída pela razão de ser de carácter irreparável em caso de erro judicial. A pena de morte deve ser excluída por que ao estado não cabe vingar mas fazer justiça. O indivíduo até pode merecer a pena de morte mas é necessário que os estados reconheçam que não têm nem o direito nem a justiça para o fazerem.
Quanto à comparação com o aborto, concordo com o Daniel, no entanto a gravidez por violação deveria obrigar o estado a garantir à mulher o direito de ela ter o filho e garantir o seu sustento e educação, uma vez que foi vítima de um crime. Só com essa garantia poder-se-ia falar de aborto por vontade da mulher. Se ninguém garantir a reparação do crime como se pode falar de liberdade em optar?
Miguel Torga:
“A tragédia do homem, cadáver adiado, como lhe chamou Fernando Pessoa, não necessita dum remate extemporâneo no palco. É tensa bastante para dispensar um fim artificial, gizado por magarefes, megalómanos, potentados, racismos e ortodoxias. Por isso, humanos que somos, exijamos de forma inequívoca que seja dado a todos os povos um código de humanidade. Um código que garanta a cada cidadão o direito de morrer a sua própria morte”.
Vergílio Ferreira:
“…E acaso o criminoso não poderá ascender à maioridade que não tem? Suprimi-lo é suprimir a possibilidade de que o absoluto conscientemente se instale nele. Suprimi-lo é suprimir o Universo que aí pode instaurar-se, porque se o nosso “eu” fecha um cerco a tudo o que existe, a nossa morte é efectivamente, depois de mortos, a morte do universo”.
Discordo em parte,Daniel.É desnecessário mostrá-lo ad nausean como têm feito as televisoes do enforcamento de Saddam Hussein.Era mesmo necessário aquele espectaculo de morte,em que um homem está,nao a enfrentar a morte,mas três tipos,cobardemente de cara tapada com passa-montanhas,que o querem matar?Era mesmo necessário,depois,reproduzir quase na íntegra o infame video gravado por um telemóvel?É que apesar de nao ser ver o alçapao a abrir e a consequente consumaçao da morte,tudo aquilo é um espectaculo degradante,passado até á exaustão pelas nossas tvs!Nao houve sequer advertencias do tipo “sao imagens que podem ferir algumas susceptibilidades”…Enfim,continuamos numa deriva voyerista em que tudo vale,até tirar olhos…e mostrar um corpo com rosto apresentando hematomas em resultado da forca.
Contribuiu-se assim para dar espaço áqueles que lá no Iraque queriam nao fazer justiça,mas apenas vingança,porque foi disso que se tratou!!
o que vem a ser uma “ideia estranha de justiça”?! quem define “estranha” e quem define “justiça”?! afinal, se os valores são relativos…cobarde e assassino? pensou bem nas implicações do que diz?? a mim, parece-me muito incoerente…
Se fizermos o exercício de extrair a morte deste assunto, o que não é fácil, estamos a comparar um acto sofrido por quem o faz com vingança! Não faz sentido. Os partidários do NÃO perdem fácilmente as estribeiras perdendo portanto a razão.
Mas por que raio se mistura esta questão com a questão do aborto? Estarão ligadas entre si? Não me parece. A sanha que move os partidários do «não» fá-los disparar em todas as direcções. Responder-lhes é dar-lhes um crédito que não merecem. Não merecem quando não discutem de forma honesta.
CLAP CLAP CLAP…nem mais, caro DO
As 2 atitudes não são mutuamente exclusivas, de modo que Não, não vejo. Não vi ainda e não verei nunca. Cada um justifica o seu voyerismo como quer (ou como a sua consciência o deixa).
Concordo com tudo excepto com a última frase, obviamente.
Há aqui quem levante a questão que não se devem misturar as questões do aborto com pena de morte, embora ache que não se devem misturar as questões do aborto com a pena de morte, estava-se a discutir questões diversas. Mas a vida humana tem um ciclo que é determinado por critérios biológicos, com um começo e um fim, admitir que em qualquer parte deste percurso da vida possa haver uma intervenção humana na modificação desse percurso seja no principio ( aborto ) meio ou fim ( eutanásia, pena de morte) são casos em que se intervém sobre esse percurso de vida interrompendo-o. Exceptuo deste condicionalismo desse percurso o suicídio em que a própria pessoa “decide” por fim a vida, mas ao admitir esta intervenção humana, esta justificado o aborto a pena de morte a eutanásia etc. basta a sociedade legalizar essa intervenção. Dai que haja contradições em quem defende o aborto e é contrario a pena de morte ou vice versa A vida uma vez determinada passa a ser um facto biológico / cientifico e não é condicionável por acções humanas ou então é e essas acções são justificáveis e uns podem defender umas e outros outras mas não podem dizer que há contradições de uns em relação a outros, porque as contradições estão neles mesmos.
[‘‘Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar. Câmaras de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças envenenadas por médicos instruídos. Bebês assassinados por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebes mortos a tiros por ginasianos e universitários. Assim, desconfio da educação. Meu pedido é o seguinte: Ajudem os seus discípulos a serem humanos. Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos, psicopatas hábeis ou Heichmans instruídos. Ler, escrever, saber história e aritmética só são importantes se servem para tornar nossos estudantes mais humanos’’]
Eric, nenhum voyerismo. Pelo menos da minha parte. Tenho uma absoluta repulsa pela violência. Mas não me parece que a melhor forma de combater a pena de morte seja esconde-la. É mesmo a forma mais fácil para ela ser aceite. Se vir s jornais de referência europeus, não fizeram o mesmo que os jornais de referência portugueses e mostraram as imagens.
Um homem que manda matar e torturar de forma sanguinária e sádica não se porta como um humano; e quem não se porta como um ser humano não tem direitos humanos: é para a forca com ele. Achar que os animais devem andar na rua é a degradação das degradações - a forca é o único direito de todos os ditadores!
estou de olho em ti.
“quem não se porta como um ser humano não tem direitos humanos”? estranha lógica… como tu não prestas, isso permite-nos não prestar também em relação a ti? ou pondo preto no branco: como tu és um filho-da-puta, nós também devemos ser filhos-da-puta para ti. caro JV, que pensamentos tão elevados e coerentes!!!
“Um homem que manda matar e torturar de forma sanguinária e sádica não se porta como um humano; e quem não se porta como um ser humano não tem direitos humanos”
É verdade, não se porta como um ser humano. Não é verdade quanto a não ter direitos humanos isso distingue a civilização da barbárie ou das ditaduras, isso significa que os outros seres humanos supostamente “civilizados” devem pensar como ele e proceder da mesma maneira? Olho por olho dente por dente a antiga lei de talião. Não, devem fazer justiça e fazer justiça é o contrário de vingança devem julgar e punir. Qual é a diferença entre ser o estado a matar ou um simples cidadão? Em ambos os casos trata-se de tirar uma vida interromper um ciclo de vida, por mais odiosa que seja. Logo isso é crime, mesmo que seja no caso de pena de morte, Só não é assim considerado e não punível por ser legal essa punição feita em nome da justiça e da sociedade
“morte” à pena de morte.
Qual é a diferença entre ser o estado a matar ou um simples cidadão?
O Estado pode matar, desde que seja um pulha. Aliás, isso até devia chamar-se limpar.
ou pondo preto no branco: como tu és um filho-da-puta, nós também devemos ser filhos-da-puta para ti
Mas sem dúvida alguma. Aliás, e já que gosta de plebeísmos, o Povo costuma dizer que «para filho da puta, filho da puta e meio». E com toda a razão.
Tratado sobre o aborto
Quem mata assim, seja ele quem for, torna-se igual àquele que abortou, um bébé. Quem, com responsabilidades políticas, judiciais ou cívicas aceita que se mate em nome de uma estranha ideia de justiça, seja numa ditadura ou numa democracia, é um assassino e um cobarde. Seja por injecção letal ou qualquer outro método. O aborto é um crime. Um crime sem rosto, que é o mais sórdido de todos os crimes. Por isso, vota não à despenalização do aborto!
JV e sem mais comentários, acabou de dizer tudo ao defender o “assassinato” institucionalizado pelo estado.
Só para reflexão
A pena capital viola o direito à vida assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos;
Representa a total negação dos Direitos Humanos;
É o assassínio premeditado e a sangue frio de um ser humano, pelo estado, em nome da justiça;
É o castigo mais cruel, desumano e degradante;
É um acto de violência irreversível, praticado pelo estado;
É incompatível com as normas de comportamento civilizado;
É uma resposta inapropriada e inaceitável
O sofrimento psicológico causado pelo conhecimento prévio da própria morte não podem ser quantificados.
["O que é a pena capital senão o mais premeditado dos assassinatos, ao qual não pode comparar-se nenhum acto criminoso, por mais calculado que seja? Pois, para que houvesse uma equivalência, a pena de morte teria de castigar um delinquente que tivesse avisado sua vítima da data na qual lhe infligiria uma morte horrível, e que a partir desse momento a mantivesse sob sua guarda durante meses. Tal monstro não é encontrável na vida real." ]
Albert Camus
JV e sem mais comentários, acabou de dizer tudo ao defender o “assassinato” institucionalizado pelo estado.
Se quer chamar assassinato a uma punição equitativa, força nisso. Eu acho que um criminoso não deve ser privilegiado em relação à vítima: e se um assassinado não pode acordar no dia seguinte e voltar a ver os filhos, um assassino tão-pouco.
Só para reflexão
A pena capital viola o direito à vida assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos;
O assassino também a violou antes disso: se ele não respeita os direitos humanos, os direitos humanos não têm de o respeitar.
Representa a total negação dos Direitos Humanos;
Já acima se respondeu.
É o assassínio premeditado e a sangue frio de um ser humano, pelo estado, em nome da justiça;
Com todo o direito: quem, além do Estado, tem o direito de exercer a Justiça? E assasínio a sangue frio já tinha sido feito pelo condenado, pelo que está apenas a provar do seu remédio.
É o castigo mais cruel, desumano e degradante;
Mera questão de apreciação subjectiva - eu acho pior castigo ter de sustentar um assasino a vida toda, ou durante 25 anos. E ainda para mais, ter de o sustentar sem nunca ter cometido um crime.
É um acto de violência irreversível, praticado pelo estado;
Único que tem direito de, em certas ocasiões, exercer essa violência
É incompatível com as normas de comportamento civilizado;
Está portanto a dizer que os países onde há pena de morte não são civilizados. Fico sabendo: entende portanto que os EUA são o quê? E o Japão? E a Turquia? E a Grécia Clássica? E o Império Romano?
É uma resposta inapropriada e inaceitável
O sofrimento psicológico causado pelo conhecimento prévio da própria morte não podem ser quantificados.
O assassino que pensasse nisso antes de premir o gatilho…
Quanto à citação de Camus, posso trazer-lhe meia dúzia de citações de outros filósofos que apoiam essa pena e outras piores ainda: Platão, Celso, Marco Aurélio, Séneca - é só escolher. Não é a dizer «o Intelectual XPTO já dizia isto» que a sua tese vinga…
JV,
O homicídio de qualquer ser humano, ao ser «proibido», implica algo que nem o Estado pode corromper: não se deve matar.
Qual é a lógica de punir um crime com a execução do mesmo crime? Nenhuma. Está claro.
O seu raciocínio “olho por olho, dente por dente” está adequado para o “farwest”.
O JV a tua visão já eu a conheço escusas de retirar frases e comentar isoladamente ou não és capaz de expressar ideias a não ser começando das frases dos outros?
A tua filosofia faz parte de uma filosofia do direito ou uma visão da vida que acha que a pessoa criminosa ou “pulha” não é recuperável e portanto a prisão para além de ser um encargo para a sociedade que tem os seus custos pode ser uma escola de crime, e um criminoso é um criminoso pelas suas opções individuais e não por culpa da sociedade. Vale mais morto que vivo.
Os principais argumentos são os seguintes:
Economia - como se a vida humana pudesse ter um preço, os defensores do assassinato estatal institucionalizado, quando o Estado mata ao invés de promover a vida, “informam” que matar um suposto autor de “crime hediondo” é mais barato que mantê-lo, por exemplo, aprisionado por toda a vida.
Intimidação - Há quem creia que, num Estado onde exista a pena capital, o assassinato institucionalizado, o eventual criminoso tenda a “pensar duas vezes” antes de cometer delito hediondo. Antes de mais nada, os factos apontam na direcção contrária, onde a pena de morte é praticada os índices de criminalidade são os mais elevados e violentos olha para os Estados Unidos, crimes nas escolas em edifícios públicos assaltos roubos e tudo com pena de morte.
Vingança - O mais sórdido e menos ético dos argumentos utilizados pelos defensores do assassinato institucionalizado. Descendo ao nível moral daqueles que qualificam como criminosos, os pregadores da vingança insistem na “Lei de Talião”,
Desumanidade - O que é que merece alguém que comete um crime hediondo (assalto, estupro ou sequestro com morte)? Ou o que é que alguém faria se algum seu ente querido fosse sordidamente seviciado e assassinado? Ora bem, não cabe a ninguém dizer quem é humano e quem, pelos seus crimes, deixou de o ser e com isso perdeu seus direitos
Banalidade do Mal - O defensor da pena capital, em geral, não se dão conta de seu grau de comprometimento com a medida que propõe, pensam que, por caber a outros a execução do que propõe já nada mais tem a ver com isso
O que é um facto é que sempre haverá crimes mesmo sabendo quem os pratica que há pena de morte. Alguns são premeditados outros praticados sob forte emoção. Uns serão condenados outros conseguirão bons advogados que os libertarão, resulta daqui uma injustiça? Ou haverá casos em que a sociedade deva ter excepções ao direito a vida para sua autodefesa?
Uns serão políticos, outros raciais, outros religiosos, outros de crime comum.
Mas essa de ir a antiga Grécia e Roma buscar princípios para defesa da pena de morte é de bárbaros, os exemplos são recomendáveis, com penas barbaras, quer dizer a humanidade e o estado não evoluiu mais na tua mente do que isso.
Aqueles que defendemos o direito à vida de todos, de todos sem excepção, não podemos ser confundidos com criminosos ou defensores de suas posturas. O que almejamos mesmo é o fim da barbárie e do ódio. Não é possível mas também não é com a pena de morte que se consegue.
Por mim assunto encerrado
O JV a tua visão já eu a conheço escusas de retirar frases e comentar isoladamente ou não és capaz de expressar ideias a não ser começando das frases dos outros?
Gosto apenas de garantir que todos os pontos da argumentação alheia são rebatidas. Por isso parto das frases dos outros.
A tua filosofia faz parte de uma filosofia do direito ou uma visão da vida que acha que a pessoa criminosa ou “pulha” não é recuperável
Não é criminosa ou pulha: é criminosa e pulha.
e portanto a prisão para além de ser um encargo para a sociedade que tem os seus custos pode ser uma escola de crime, e um criminoso é um criminoso pelas suas opções individuais e não por culpa da sociedade. Vale mais morto que vivo.
No caso de um assassino, acertaste em cheio.
como se a vida humana pudesse ter um preço, os defensores do assassinato estatal institucionalizado, quando o Estado mata ao invés de promover a vida, “informam” que matar um suposto autor de “crime hediondo” é mais barato que mantê-lo, por exemplo, aprisionado por toda a vida
Objectivamente, é-o de longe. Mas a questão não é economicista: é uma obscenidade, uma imoralidade, uma degradação magna pôr os contribuintes a sustentar um assassino. Trata-se acima de tudo de um imperativo de consciência, e de uma aplicação judiciosa dos dinheiros públicos.
Há quem creia que, num Estado onde exista a pena capital, o assassinato institucionalizado, o eventual criminoso tenda a “pensar duas vezes” antes de cometer delito hediondo. Antes de mais nada, os factos apontam na direcção contrária, onde a pena de morte é praticada os índices de criminalidade são os mais elevados e violentos olha para os Estados Unidos, crimes nas escolas em edifícios públicos assaltos roubos e tudo com pena de morte.
De duas uma: ou não sabes que a grande maioria dos crimes de sangue praticados nos EUA decorrem da grande facilidade em obter armas (e és ignonrante), ou então sabes (e és desonesto) - escolhe. As pessoas podem muito facilmente armar-se, e assim, mesmo com a pena de morte, o crime é muito comum. Seria preciso aliar uma punição dura a um apertado controlo na venda de armas: era preciso saber prevenir, e saber remediar.
O mais sórdido e menos ético dos argumentos utilizados pelos defensores do assassinato institucionalizado. Descendo ao nível moral daqueles que qualificam como criminosos, os pregadores da vingança insistem na “Lei de Talião”
É perfeitamente justo que um crime seja pago pelo criminoso com uma reparação equivalente ao delito que cometeu. Não pode ficar a ganhar em relação da vítima: e se a vítima não pode acordar…
O que é que merece alguém que comete um crime hediondo (assalto, estupro ou sequestro com morte)? Ou o que é que alguém faria se algum seu ente querido fosse sordidamente seviciado e assassinado? Ora bem, não cabe a ninguém dizer quem é humano e quem, pelos seus crimes, deixou de o ser e com isso perdeu seus direitos
Compete, pois: compete aos Estados, que definem as legislações com todo o direito e legitimidade.
O defensor da pena capital, em geral, não se dão conta de seu grau de comprometimento com a medida que propõe, pensam que, por caber a outros a execução do que propõe já nada mais tem a ver com isso
Achas que eu tinha pejo em carregar no botãozinho para me ver livre de um cabo Costa? Think again…
O que é um facto é que sempre haverá crimes mesmo sabendo quem os pratica que há pena de morte.
Belíssima lógica, a vossa: «ah, mesmo que os matemos vai sempre haver crimes». Bem, msmo que os prendamos o crime não pára: devemos assumir então que não vale a pena prender??
Mas essa de ir a antiga Grécia e Roma buscar princípios para defesa da pena de morte é de bárbaros
Não, não: é de antes dos Bárbaros;)
A Antiguidade é uma época culturalmente muito avançada na qual a pena de morte era bm vista: recorri a ela porque dizias que a pena de morte era coisa de quem não é civilizado. Assumo que ou consideras Platão e Marco Aurélio homens não-civilizados, ou então tens um conceito de civilização que me escapa totalmente. Ah, e falta dizeres-me se o Japão e os EUA são ou não civilizados…
os exemplos são recomendáveis, com penas barbaras, quer dizer a humanidade e o estado não evoluiu mais na tua mente do que isso.
Evoluiu, mas aprender com o passado é muito importante: sobretudo com o passado que enforma o nosso tecido cultural: base do Direito actual é o Direito Romano; a do pensamento é o logos helénico - de outro modo, para que haveria História?
Aqueles que defendemos o direito à vida de todos, de todos sem excepção, não podemos ser confundidos com criminosos ou defensores de suas posturas. O que almejamos mesmo é o fim da barbárie e do ódio. Não é possível mas também não é com a pena de morte que se consegue
Volto a dizer o que disse há pouco: não é com a pena de morte que vamos lá, dizem vocês. Então é como? «Ah, bom é..» e nada dizem!
O que não entendem é que vossa ideologia, levada às últimas consequências, redunda no fim da Justiça: se não temos direito a matar porque é desumano, também o é privar o indivíduo de liberdade, ou forçá-lo ao serviço comunitário, ou espoliá-lo bens com coimas, etc. Seguindo o vosso raciocínio até ao fim, um assassino tem de… pedir desculpa… e é se quiser, que ninguém o pode obrigar - obrigar é desumano!
A punição pode não resolver: mas é remédio muito melhor do que não fazer nada.
O homicídio de qualquer ser humano, ao ser «proibido», implica algo que nem o Estado pode corromper: não se deve matar.
Mas a questão é: um homem que desrespeita outro ao ponto de lhe tirar a vida a que ponto continua a ser humano? Se nem a vida dos outros respeita, não deve haver uma entidade que, capacitada para fazer Justiça (o Estado) o tire definitivamente da sociedade? E que ao fazê-lo não encarregue, imoralmente, os cidadãos de o sustentarem?
Qual é a lógica de punir um crime com a execução do mesmo crime?
Garantir que o criminoso não fica em vantagem em relação à vítima.
Nenhuma. Está claro.
Toda. Está cristalino.
O seu raciocínio “olho por olho, dente por dente” está adequado para o “farwest”.
E o seu raciocínio «dar a face direita a quem bate na esquerda» (já que gosta deictações bíblicas) está adequado à missa do Padre Borga, ou ao convento dos carmelitas.
Mas não vivemos no Céu - e temos de impedir o Inferno de alguma maneira…
Mesmo depois da leitura da defesa, tão apaixonada, douta, poética até… de todos os criminosos, a única coisa que me apetece dizer é:
Em nome das suas vítimas, que bem ficava aquela gravatinha ao Pinochet, ao Bush e ao Bin Laden…
Mai nada.
Daniel,não valia apena deixar no blog este vídeo execrável. Felizmente na Europa que a pena de morte foi banida, daí não perceber a sua preocupação em não querer deixar que esta seja escamoteada. Bem mais grave me pareceu a reacção tímida das autoridades portuguesas perante tal acto desumano, e muito mais grave ainda, as televisões portuguesas que exploraram este vídeo de um modo enjoativo. E tenho pena que os deputados portugueses não se tenham feito ouvir durante esta semana. Por exemplo, a malta do Bloco. Será que é porque ficava mal dizer que isto não se fazia ao Saddam?? E quem diz bloco diz os outros partidos.
JV
Admitamos o absurdo de JV ter razão. Então só alguém acima de qualquer mácula, uma máquina perfeita e imensamente justa poderia condenar à pena de morte o pior dos facínoras. Essa costuma ser no entanto a definição de Deus. Isto é, não há humanos que correspondam a tal critério…! Não me parece que o governo do Iraque e muito menos a administração Bush, tenham qualquer direito ou sejam moralmente menos responsáveis do que foi Saddam ou outro ditador qualquer. Lembro que no próximo ano irão todos a correr ver os jogos olímpicos à China. Nada que Saddam tivesse feito não foi também feito pelo regime chinês. Onde está então a sua lógica JV. Quer ser o senhor o carrasco? Será o senhor esse ser impoluto e imensamente justo?
O JV se não sabes a historia do direito isso é outra coisa mas dizeres que o crime tem a ver com o controlo de armas e com a pena de morte e se isso for feito diminuirá estás a sonhar. Quem quer cometer crimes arranja armas mesmo que sejam proibidas não conheces a teoria do Lumbroso “L’uomo Delinquente” criador da “Antropologia Criminal”. Lombroso afirmava a existência de um criminosos nato, caracterizado por determinados estigmas somato-psíquicos e cujo destino indeclinável era delinquir, sempre que determinadas condições ambientais se apresentassem. (Não sou seguidor dessa teoria ) Olha a tua volta e não é só nos EUA mas por exemplo Inglaterra França etc.
Quanto ao direito romano não progrediste nada. apesar de o direito romano ter sido o molde e a base do nosso direito juntamento com o canónico também fomos pioneiros na abolição dessa mesma pena, mas antigamente havia o
Período da vingança
Pode-se distinguir as diversas fases de evolução da vingança penal:
Fase da vingança
Fase da vingança privada. Fase da vingança divina. Fase da vingança pública.
Na denominada fase da vingança privada, cometido um crime, ocorria a reacção da vítima, dos parentes e até do grupo social (tribo), que agiam sem proporção a ofensa, atingindo não só o ofensor, como todo o seu grupo. A inexistência de um limite (falta de proporcionalidade) à agressão, bem como a vingança de sangue foi um dos períodos em que a vingança privada constituiu-se a mais frequente forma de punição, adoptada pelos povos primitivos.
A vingança privado constituía uma reacção natural e instintiva, por isso, foi apenas uma realidade sociológica, não uma instituição jurídica.
Duas grandes regulamentações, com o evoluir dos tempos, encontrou a vingança privada: o talião e a composição.
Apesar de se dizer pena de talião, não se tratava propriamente de uma pena, mas de um instrumento moderador da pena. Consistia em aplicar no delinquente ou ofensor o mal que ele causou ao ofendido, na mesma proporção.
Período Humanitário
O homem deve conhecer a justiça.
O Direito Penal e a Filosofia das Luzes.
Os povos estavam saturados de tanto barbarismo sob pretexto de aplicação da lei. Por isso, o período humanitário surge como reacção à arbitrariedade da administração da justiça penal e contra o carácter atroz das penas.
Os escritos de Montesquie, Voltaire, Rosseau, D’Alembert e o Cristianismo foram de suma importância para o humanismo, uma vez que constituíram o próprio alicerce do mesmo.
O pensamento predominante neste período ia de encontro a qualquer crueldade e se rebelava contra qualquer arcaísmo do tipo: “Homens, resisti à dor, e sereis salvos”. (Basileu Garcia).
Período Cientifico
Também conhecida como período criminológico, esta fase caracteriza-se por um notável entusiasmo científico. Começa a partir do século XIX, por volta do ano de 1850 e estende-se até os nossos dias. Inicia-se, neste período, a preocupação com o homem que delínque e a razão pela qual delínqüe.
Puig Peña refere-se a esse período, afirmando que “caracteriza-se pela irrupção das ciências penais no âmbito do Direito punitivo, e graças a ele se abandona o velho ponto de vista de considerar o delinquente como um tipo abstracto imaginando sua personalidade”.
O notável médico italiano César Lombroso, revoluciona o campo penal na época. Ferri e Garófalo também merecem destaque, além do determinismo e da Escola positivista que tiveram sua devida influência no período criminológico.
Todas estas fases levaram e evoluções do pensamento no sentido de abolir penas degradantes e actos semelhantes aos crimes praticados pelos criminosos mas pelo estado, por isso tu só vês o caso pelo lado da vitima e do criminoso e no direito da vitima a praticar ou o estado em sua vez o mesmo tipo de crime que o criminoso praticou qual a diferença entre isto a e vingança pessoal do tempos antigos romanos e gregos? Não evoluíste mais nada e nem vale a pena dizer mais nada.
Algumas citações
“Pedirei a abolição da pena de morte enquanto não me provarem a infalibilidade dos juízos humanos.”
Marquês de Lafayette
” A pena de morte é um símbolo de terror e, nesta medida, uma confissão da debilidade do Estado.”
Mahatma Gandhi
“Mesmo sendo uma pessoa cujo marido e sogra foram assassinados, sou firme e decididamente contra a pena de morte… Um mal não se repara com outro mal, cometido em represália. A justiça em nada progride tirando a vida de um ser humano. O assassinato legalizado não contribui para o reforço dos valores morais.”
Coretta Scott King, viúva de Martin Luther King
Admitamos o absurdo de JV ter razão. Então só alguém acima de qualquer mácula, uma máquina perfeita e imensamente justa poderia condenar à pena de morte o pior dos facínoras.
O seu erro começa aqui: é que não existe essa máquina impoluta e sem mácula. O que existem são Estados que exercem a Justiça: Estados que, porque humanos, estão expostos ao erro. Mas enfim, são o melhor que temos, e têm absoluto direito para definir o justo e o injusto. É que têm nmesmo, queira-o você ou não.
Essa costuma ser no entanto a definição de Deus. Isto é, não há humanos que correspondam a tal critério…!
Se o seu pressuposto de que só uma máquina impoluta pode condenar fosse verdadeiro, sim; como ele não o é, não.
Não me parece que o governo do Iraque e muito menos a administração Bush, tenham qualquer direito ou sejam moralmente menos responsáveis do que foi Saddam ou outro ditador qualquer.
Mas se a sua lógica é «quem já cometeu erros não pode condenar» então ninguém condena ninguém neste Mundo: dá-se rédea solta ao crime, porque não há entre os homens um único que jamais tenha cometido o mais pequenito pecadilho…
Lembro que no próximo ano irão todos a correr ver os jogos olímpicos à China. Nada que Saddam tivesse feito não foi também feito pelo regime chinês.
E os responsáveis do regime chinês mereciam, positivamente, a forca. Eles, Pinochet, Fidel, Videla, Médici, Musharraf, Kim Jong-Il, e todos os carniceiros deste Mundo.
Onde está então a sua lógica JV.
Exposta na minha argumentação.
Não: mas o Estado, não sendo necessariamente impoluto, tem como atribuição (como função aliás) aferir o justo. Logo, se decidir que o cidadão que comete um crime hediondo, um homicídio a sangue frio ou algo assim, então essa decisão tem força de lei - essa decisão é, na prática, justa.
O comentário anterior é meu.
ainda bem
Vendo este filme parece que voltamos uns séculos a trás. Todo o desenvolvimento que dizemos ter perdeu todo o seu significado. Como é possivel que isto tenha acontecido, num barracão qualquer no fim do mundo. Onde está a justiça e a dignidade das instituições neste caso?
Completamente de acordo.
Como é que quem decretou a aplicação desta pena bárbara pode estar chocado com a sua exibição??
O Saddam foi enforcado?
Hip, Hip, Hurra!
Hip, Hip, Hurra!
Hip, Hip, Hurra!
Avisem-me quando for o Bush, o Putin, o Bin Laden…
A próxima rodada pago eu!
O Saddam foi enforcado?
Hip, Hip, Hurra!
Hip, Hip, Hurra!
Hip, Hip, Hurra!
Avisem-me quando for o Bush, o Putin, ou o Bin Laden…
A próxima rodada pago eu!
Apaguei três ou quatro comentários com insultos. Mesmo para debater com quem defende a pena de morte (eu não debato, há opiniões que não se discutem, lamentam-se) não é necessário recorrer à ordinarisse. E para responder a eles também não. Obrigado.
Para o jv/defensor-da-pena-de-morte:
Se (suponhamos) uma sua irmã fosse violada e ultrajada, o senhor optaria por uma pena de morte, ou por uma pena perpétua sabendo que desta resultaria mais sofrimento da parte do ultrajante? Penso que o senhor JV acha que o melhor mesmo é acabar com o sofrimento desse sujeito, o que na maior parte dos casos é o que eles mais desejam depois de se aperceberem do crime hediondo que cometeram.
Agora o JV está nitidamente a favor do acabar do sofrimento destes sujeitos dos quais chama de criminosos. Afinal em que ficamos?
Ah! E se o criminoso afinal não o ser? Como é que ficamos? Teremos que depois, e como o JV bem explica, matar os juízes porque cometeram assassínio qualificado?
Meu caro JV, cresça, leia, ouça, debata em conformidade e só depois (o que normalmente cai bem no fim dum biberão quentinho) venha para o século XXI falar em soluções que apenas hoje em dia os países atrasados (sim atrasados, não confunda com economia) possuem.
Aprende foda-se.
E mais:
Imagine-se numa situação de encontrar (outra vez uma suposição, obviamente) a sua irmã a ser violada por um sujeito, e que o senhor JV, no seu possuir duma arma desferiria 3 tiros, dos quais mataria tanto o violador como acidentalmente a sua (suposta) irmã. O que é que acha que o senhor mereceria ao abrigo da sua lei de justiça? Pena de morte? Não me parece. afinal o senhor JV apenas tentava em legitima defesa matar o violador e no entanto por engano matado também a própria irmã. Agora tente provar isto em tribunal… E melhor, tente provar isto nos EUA ou no Japão…
Para o jv/defensor-da-pena-de-morte:
Se (suponhamos) uma sua irmã fosse violada e ultrajada, o senhor optaria por uma pena de morte, ou por uma pena perpétua sabendo que desta resultaria mais sofrimento da parte do ultrajante?
Optaria por uma pena perpétua: a pena de morte só se aplicaria, no meu entender, em crimes de homicídio qualificado, posto que só assim o criminoso não ficaria em vantagem em relação à vítima.
Penso que o senhor JV acha que o melhor mesmo é acabar com o sofrimento desse sujeito, o que na maior parte dos casos é o que eles mais desejam depois de se aperceberem do crime hediondo que cometeram.
Pensa mal, mas isso já é comum entre muitos outros os comentadores deste blogue.
Agora o JV está nitidamente a favor do acabar do sofrimento destes sujeitos dos quais chama de criminosos. Afinal em que ficamos?
Ficamos como acima se disse: e se você não começasse a especular desalmadamente antes de me ouvir, ficava bem melhor na fotografia…
Ah! E se o criminoso afinal não o ser? Como é que ficamos? Teremos que depois, e como o JV bem explica, matar os juízes porque cometeram assassínio qualificado?
É uma das fatalidades de todos os sistemas judiciais e de todas as organizações feitas por seres humanos: correm sério risco de falhar. Mas quanto a isso, nada a fazer: mesmo agora podem falhar, e mesmo que soltem o inocente que foi preso nada lhe paga os meses ou anos que passou no cativeiro.
Meu caro JV, cresça, leia, ouça, debata em conformidade e só depois (o que normalmente cai bem no fim dum biberão quentinho) venha para o século XXI falar em soluções que apenas hoje em dia os países atrasados (sim atrasados, não confunda com economia) possuem.
Meu caro João Picapau, cresça você, porque só as pessoas com uma mente pueril chamam criança àqueles com quem estão a debater com seriedade. Quanto ao resto, então diga-me se além do ponto de vista económico, os EUA são política e culturalmente pouco civilizados (e não confunda os EUA com a Administração Bush: a presente Administração é uma aberração, como muitas outras que os Estados Democráticos - expostos erros, lá está - produzem).
Aprende foda-se.
Aprende foda-se.
Daniel, mais um que vai ter de apagar (peço desculpa, mas no outro comentário não consegui tirar esta frase,que ainda para mai está mal pontuada).
Imagine-se numa situação de encontrar (outra vez uma suposição, obviamente) a sua irmã a ser violada por um sujeito, e que o senhor JV, no seu possuir duma arma desferiria 3 tiros, dos quais mataria tanto o violador como acidentalmente a sua (suposta) irmã. O que é que acha que o senhor mereceria ao abrigo da sua lei de justiça? Pena de morte? Não me parece. afinal o senhor JV apenas tentava em legitima defesa matar o violador e no entanto por engano matado também a própria irmã. Agora tente provar isto em tribunal… E melhor, tente provar isto nos EUA ou no Japão…
Não seria difícil, descanse.
(o comentário anterior é meu)
Período Humanitário
O homem deve conhecer a justiça.
O Direito Penal e a Filosofia das Luzes.
Aquela em nome da qual o Marquês de Pombal, o Carlos III de Espanha e a Maria Teresa da Áustria açambarcaram o poder todo porque eram deéspotas «ilustrados»?
Começa bem…
Os povos estavam saturados de tanto barbarismo sob pretexto de aplicação da lei.
Onde leste isso? Há documentos da época com a opinião dos povos?
Por isso, o período humanitário surge como reacção à arbitrariedade da administração da justiça penal e contra o carácter atroz das penas.
Por parte de quem? Das “elites”? Ou das populações? É que ainda hoje, entre o Povo, se encontra vasta defesa da pena capital: ora repensa lá isso…
Os escritos de Montesquie Voltaire, Rosseau, D’Alembert e o Cristianismo foram de suma importância para o humanismo, uma vez que constituíram o próprio alicerce do mesmo.
Citaste pelo menos dois conselheiros de déspotas, e uma fé que serviu para fazer regredir 1000 Anos a Humanidade. Belíssimo…
O pensamento predominante neste período ia de encontro a qualquer crueldade e se rebelava contra qualquer arcaísmo do tipo: “Homens, resisti à dor, e sereis salvos”. (Basileu Garcia).
Vou decorar essa frase: quando me pedirem para explicar o que é o masoquismo, cito este Basileu na hora: é preciso ser muito degradado para erigir o sofrimento em virtude…
Período Cientifico
Também conhecida como período criminológico, esta fase caracteriza-se por um notável entusiasmo científico. Começa a partir do século XIX, por volta do ano de 1850 e estende-se até os nossos dias. Inicia-se, neste período, a preocupação com o homem que delínque e a razão pela qual delínqüe.
Puig Peña refere-se a esse período, afirmando que “caracteriza-se pela irrupção das ciências penais no âmbito do Direito punitivo, e graças a ele se abandona o velho ponto de vista de considerar o delinquente como um tipo abstracto imaginando sua personalidade”.
Agradeço a aula: isto saiu da tua cabeça, ou fizeste copy/paste de algum lado?
O notável médico italiano César Lombroso, revoluciona o campo penal na época. Ferri e Garófalo também merecem destaque, além do determinismo e da Escola positivista que tiveram sua devida influência no período criminológico.
Todas estas fases levaram e evoluções do pensamento no sentido de abolir penas degradantes e actos semelhantes aos crimes praticados pelos criminosos mas pelo estado, por isso tu só vês o caso pelo lado da vitima e do criminoso e no direito da vitima a praticar ou o estado em sua vez o mesmo tipo de crime que o criminoso praticou qual a diferença entre isto a e vingança pessoal do tempos antigos romanos e gregos?
Nenhuma. E em que medida é a vingança do tempo dos Romanos injusta? De maneira nenhuma. Não é por serem mais recentes que as ideias são mais justas: e quando vens com o não evoluíste mais nada e nem vale a pena dizer mais nada do fim, só demonstras uma profunda ignorância histórica, posto acreditares que, «as time goes by», a Humanidade se desenovlve contínua e ininterruptamente - e isto não é prova apenas da tua falta de conhecimentos: pensares assim, que andamos em curva evolutiva imparável desde o Homem de Atapuerca, é prova também de rotunda imbecilidade…
O JV enferma de vários erros no seu raciocínio que não vale a pena rebater mas só constatar. E sabe que mais não vale a pena perder tempo.
Quando se fala em pena de morte que não é compatível com actos civilizados o JV menciona o EUA e Japão assim como podia mencionar outros.
Uma civilização progride humaniza-se é recordada ou são seguidos certos princípios e filosofias não nessa base de penas cruéis mas naquilo que conseguiu de bom para a humanidade. Por exemplo a escravatura era uma base do sistema económico romano e não só, se actualmente uma mente iluminada “provasse” que era um sistema económico eficaz e altamente viável seria de introduzir? Ai entra a questão da humanização, e que foi evoluindo ao longo dos séculos.
Os impérios como dizia Atila nascem crescem expandem-se ate encontrar alguém que os trave e lhes ponha fim morrendo, o que resta depois?
Não sei qual o conceito de civilização do JV mas os Estados Unidos o Japão e muitos outros países como ele menciona e que tem pena de morte, podem ser considerados evoluídos, terem tecnologias de ponta, armamento altamente sofisticado, bens de consumo em abundância etc, mas isso qualquer ditador proporciona, basta ter dinheiro. mas outra coisa é esse pais ter humanidade respeitar direitos humanos tratar as pessoas com dignidade, respeito, justiça, não só no seu território mas nos territórios dos outros.
Isso significa um estado humanista, que não tem nada a ver com civilização avançada mas sim direitos educação e isso não se compra, mas consegue-se com educação que pode levar décadas séculos a evoluir.
E isso não significa, como diz o JV
[“É perfeitamente justo que um crime seja pago pelo criminoso com uma reparação equivalente ao delito que cometeu. Não pode ficar a ganhar em relação da vítima: e se a vítima não pode acordar”]
e vou lhe citar so algumas leis antigas para ver a semelhança do seu pensamento
Bbilónia e Roma
código de Hamurabi
“Art. 209 – Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto”.
“Art. 210 – Se essa mulher morre, então deverá matar o filho dele”.
Quem ferir mortalmente um homem será condenado à morte. Quem ferir mortalmente um animal devolverá um semelhante: vida por vida. Se alguém prejudicar a pessoa de seu compatriota, ser-lhe-á feito assim como ele fez. Fractura por fractura, olho por olho, dente por dente; como ele prejudicou a outrem, assim ser-lhe-á feito
O mesmo pode-se dizer da Lei das XII Tábuas, de Roma (séc. V a.C.):
“Tábua VII, n. 11 – Se alguém fere alguém, que sofra a lei de Talião, salvo se houver composição
Tenho tanta pena dele,coitadinho.
Na maioria os comentários são maus e estúpidos.Mas,para esses,tenho uma notícia a dar-lhes:acho que o Suharto tem tido insónias a pensar no que o amigo amaricano lhe pode estar a prreparar…
Não se assustem,rapaziada,estava a brincar
O JV. Ora bem lavre ai um bocado da sua prosa porque esta sua argumentação em resposta ao que eu digo. é infantil
[“Os povos estavam saturados de tanto barbarismo sob pretexto de aplicação da lei.
Onde leste isso? Há documentos da época com a opinião dos povos?
Por isso, o período humanitário surge como reacção à arbitrariedade da administração da justiça penal e contra o carácter atroz das penas.
Por parte de quem? Das "elites"? Ou das populações? É que ainda hoje, entre o Povo, se encontra vasta defesa da pena capital: ora repensa lá isso...”]
Onde li isso? se há documentos da época? você se não é infantil parece.
Porque repare para isso e para chegar a essa conclusão teria que ler varias obras ou seja teria que estudar a sério vários períodos e varias evoluções, revoluções da historia da humanidade. para ver que da passagem da idade media a idade moderna e do absolutismo ao liberalismo os povos foram se tornando mais exigentes e conhecedores .
se quiser recuar bastante mesmo, um dos primeiros povos a exigir direitos e garantias foi o inglês através da magna carta.
[“Não é por serem mais recentes que as ideias são mais justas”]
Errado. A única coisa em que a humanidade não progride é a nível de sentimentos. Continuamos a amar, odiar, invejar, matar, nem melhor nem pior que os nossos antepassados desde as cavernas. onde progredimos foi a nível tecnológico e com uma diferença a nível comportamental, civilizamo-nos introduzimos conceitos de moral e de ética e modelamos as nossas acções temos códigos de conduta que nos impedem a alguns de nós de praticar actos bárbaros outros ainda continuam na idade das cavernas é preciso tira-los de lá. Puni-los se criminosos. Não matá-los.
Mas pelo caminho exposto
[“o Povo costuma dizer que «para filho da puta, filho da puta e meio». E com toda a razão.”]
acho que estás no bom caminho, continua a divertir-te.
Ezer: «[...] tenho uma notícia a dar-lhes: acho que o Suharto tem tido insónias a pensar no que o amigo amaricano lhe pode estar a prreparar…»
Hmmm, não estará o Ezer a confundir o Suharto com o «Papa Doc»?
Dizia eu próprio: “Hmmm, não estará o Ezer a confundir o Suharto com o «Papa Doc»?”
E corrijo desde já. Tem o Ezer toda a razão: o Suharto, ao contrário do que pensei, ainda está vivo e não precisa de rituais vudu para ter insónias. A propósito de vivos e mortos, aprecie-se esta delicada ironia.
O JV enferma de vários erros no seu raciocínio que não vale a pena rebater mas só constatar.
Não venha com histórias: se você fosse capaz de rebater fazia-o.
E sabe que mais não vale a pena perder tempo.
Já prepara a fuga?
Quando se fala em pena de morte que não é compatível com actos civilizados o JV menciona o EUA e Japão assim como podia mencionar outros.
Uma civilização progride humaniza-se é recordada ou são seguidos certos princípios e filosofias não nessa base de penas cruéis mas naquilo que conseguiu de bom para a humanidade.
E a pena de morte é má para a Humanidade porquê? Tenho dito que é a única forma de o criminosos não ficar em vantagem em relação à vítima - rebata isto, se puder.
Por exemplo a escravatura era uma base do sistema económico romano e não só, se actualmente uma mente iluminada “provasse” que era um sistema económico eficaz e altamente viável seria de introduzir? Ai entra a questão da humanização, e que foi evoluindo ao longo dos séculos.
Precisamente: aí tínhamos de aferir se valia a pena sacrificar a liberdade de uma pessoa pelo bem estar económico, e concluíamos rapidamente que não; pelo mesmo processo de aferição veríamos se era moral fazer com que o povo sustente assassinos, e chegávamos a igual conclusão de injustiça.
Os impérios como dizia Atila nascem crescem expandem-se ate encontrar alguém que os trave e lhes ponha fim morrendo, o que resta depois?
Não sei qual o conceito de civilização do JV mas os Estados Unidos o Japão e muitos outros países como ele menciona e que tem pena de morte, podem ser considerados evoluídos, terem tecnologias de ponta, armamento altamente sofisticado, bens de consumo em abundância etc, mas isso qualquer ditador proporciona, basta ter dinheiro. mas outra coisa é esse pais ter humanidade respeitar direitos humanos tratar as pessoas com dignidade, respeito, justiça, não só no seu território mas nos territórios dos outros.
Bem, o Japão e os EUA tratam os seus cidadãos com respeito e dignidade, proporcionam-lhes justiça, educação, saúde, segurança, etc. E isso em proporção muito maior do que países sem pena de morte (veja-se Portugal, por exemplo, ou o Bloco Leste). Isto é insofismável.
Isso significa um estado humanista, que não tem nada a ver com civilização avançada mas sim direitos educação e isso não se compra, mas consegue-se com educação que pode levar décadas séculos a evoluir
É um facto. Mas a questão que eu lhe coloco é: você pode, sem corar a seguir, dizer que os EUA e o Japão não têm populações educadas? Não são Estados onde o Humanismo impera? Não são Estados de Direito? Não respeitam, de um modo geral - e faço notar que uma coisa são os EUA outra a Administração Bush ou uma ou outra sua predecessora - os outros Estados e a sua soberania?
Onde li isso? se há documentos da época? você se não é infantil parece.
Porque repare para isso e para chegar a essa conclusão teria que ler varias obras ou seja teria que estudar a sério vários períodos e varias evoluções, revoluções da historia da humanidade.
Precisamente: teria de ter conhecimentos seguros do que estava a afirmar. Dizer com leviandade que se passou para o Período Humanitário «porque o Povo quis», sem poder sequer provar isso num caso ou outro para induzir os restante é errar brutalmente. Ou errar, ou usar de uma linguagem que ou é falaciosa ou revela uma lógica romanesca segundo a qual sempre que há uma Revolução é porque o Povo quis: e isso é ser bastante ingénuo, é ser infantilmente ingénuo…
para ver que da passagem da idade media a idade moderna e do absolutismo ao liberalismo os povos foram se tornando mais exigentes e conhecedores.
Não misture: a passagem da Idade Média à Idade Moderna não coincide com a passagem do Absolutismo ao Lieralismo. Quando muito, será da passagem do Feudalismo ao Absolutismo (muito por culpa do Cristianismo).
se quiser recuar bastante mesmo, um dos primeiros povos a exigir direitos e garantias foi o inglês através da magna carta.
A Magna Carta foi imposta pelo “Povo” Inglês? Mas você é absolutamente doido??? Quem impõe a Magna Carta a João Sem Terra é a Aristocracia Inglesa, na decorrência da clamorosa derrota perante as tropas francesas em Bouvines: os Nobres viram neste insuceso militar a gota de água na senda de erros de gestão do monarca, e impuseram-lhe uma Câmara fiscalizadora para que ese não arruinasse o Reino: por alguma razão esse documento estipula apenas a existência da Câmara dos Lordes, ao contrário das provisões de Oxford-Westminster, que criaram a Câmara dos Comuns - mas mesmo esta estava limitada, até ao séc. XIX, à Média Nobreza e aos homens-bons das cidades (ou seja, aos mercadores ricos). Da Magna Carta até chegarmos ao Povo, à arraia-miúda do Fernão Lopes, o que ainda faltava… eu não digo que você é ingénuo e acha que todas as revoluções são feitas pelo Povo?
Errado. A única coisa em que a humanidade não progride é a nível de sentimentos.
Absolutamente certo: a Humanidade progride e regride em todas as coisas: a menos que me queira dizer que a Idade Média foi um progresso em relação ao Império Romano, ou que Hitler foi uma evolução, se comparado com a Alemanha de Wimar (e vindo de quem vem, espera-se tudo…).
Continuamos a amar, odiar, invejar, matar, nem melhor nem pior que os nossos antepassados desde as cavernas. onde progredimos foi a nível tecnológico e com uma diferença a nível comportamental, civilizamo-nos introduzimos conceitos de moral e de ética e modelamos as nossas acções temos códigos de conduta que nos impedem a alguns de nós de praticar actos bárbaros outros ainda continuam na idade das cavernas é preciso tira-los de lá. Puni-los se criminosos. Não matá-los.
Depende do crime que cometem: se tiram a vida a um ser humano, não podem ficar em vantagem em relação à vítima - é matá-los, sem dó nem pena.
(NOTA: vejo evolução: afinal já não é reeducar, é punir. Está melhor…).
NOTA: em veja-se Portugal, por exemplo, ou o Bloco Leste, ler, obviamente, veja-se Portugal, por exemplo, ou os países do antigo Bloco Leste.
O JV rebata isto se puder? Ou és burro ou não consegues entender o que eu digo.
Fugir eu? de que, da tua argumentação? De facto tens demonstrado grandes ideias. O homem expõe-as compõe ai um texto, eu estou a rebater ou seja a explicar-te de novo as minhas próprias palavras. Para que hei de estar a perder tempo com coisas que já disse. Você faz-me lembrar um rouxinol. Olhe vá dar uma volta
Você diz
[“Quando se fala em pena de morte que não é compatível com actos civilizados o JV menciona o EUA e Japão assim como podia mencionar outros.
Uma civilização progride humaniza-se é recordada ou são seguidos certos princípios e filosofias não nessa base de penas cruéis mas naquilo que conseguiu de bom para a humanidade.
E a pena de morte é má para a Humanidade porquê? Tenho dito que é a única forma de o criminosos não ficar em vantagem em relação à vítima - rebata isto, se puder.”]
Esta aqui rebatido viu? Justiça não é vingança, acha que isto é civilização acha que isto é defensável? Só em mentes distorcidas
[“vou lhe citar só algumas leis antigas para ver a semelhança do seu pensamento
Bbilónia e Roma
código de Hamurabi
"Art. 209 – Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto".
"Art. 210 – Se essa mulher morre, então deverá matar o filho dele".
Quem ferir mortalmente um homem será condenado à morte. Quem ferir mortalmente um animal devolverá um semelhante: vida por vida. Se alguém prejudicar a pessoa de seu compatriota, ser-lhe-á feito assim como ele fez. Fractura por fractura, olho por olho, dente por dente; como ele prejudicou a outrem, assim ser-lhe-á feito
O mesmo pode-se dizer da Lei das XII Tábuas, de Roma (séc. V a.C.):
"Tábua VII, n. 11 – Se alguém fere alguém, que sofra a lei de Talião, salvo se houver
composição”]
Você não tem um conceito de justiça mas de vingança esta aí a comparação.
O conceito de justiça não tem o poder de infligir um castigo por cada crime, mas sim de punir o mal. Essa é a justiça que deve ser feita e não cairmos na tentação de que para por exemplo se pudéssemos julgar o Hitler, Milosevic, Estaline, Mussolini, Pol Pot e que fossem castigados na mesma proporção do mal que fizeram à humanidade, teríamos que lhes infligir penas iguais, o que faria de nós, seres iguais ou piores
Então não teríamos qualquer justiça mas vingança se fossemos infligir um castigo por cada crime
E a justiça não é baseada na igualdade mas na equidade. Cada caso é um caso e se por exemplo ao aplicar uma lei, se se perceber que a aplicação pura e simples desta, sem atentar para as peculiaridades do caso concreto, pode levar a uma injustiça?
Pode e deve, portanto, sem fugir ao preceito jurídico, moldar a norma fria do texto ao elemento humano de cada caso. Isso e a equidade: aplicação ideal da norma ao caso concreto.
A equidade é princípio do direito natural e serve, às vezes, para corrigir as lacunas do direito legislado. Como a lei legislada tem um conteúdo geral e não abrange os casos excepcionais, concretos, pode ocorrer que, se for aplicada rigidamente, segundo um texto geral, em certos casos, conduzirá a injustiças que não se acham na intenção do legislador. Então é necessário interpretar ou emendar racionalmente a lei legislada conforme a intenção do legislador e as exigências da justiça, e esta correcção do direito positivo pelo natural constitui a equidade ou direito equitativo.
Á força da ideia da pena de morte está intimamente relacionada à cultura massiva do medo da violência, à busca ostensiva da segurança, em contraposição ao enfraquecimento do conceito de justiça, e à frequência da impunidade.
A pena de morte nada mais é senão a institucionalização pelo Estado de um dos mecanismos de defesa criados pela população para combater o acirramento da violência, enquanto os justiceiros e os esquadrões da morte situam-se entre os instrumentos informais e oficiosos.
As propostas de pena de morte ligam-se ao maniqueísmo do bem e do mal, na medida em que os “bons” julgam-se no direito de indicar a punição para os “maus”, enquanto aos “maus” é dada a oportunidade de expiação de suas culpas, oferecendo suas vidas em holocausto. trata-se de um equivocado conceito de justiça, ou, melhor dizendo, uma regulamentação da vingança, fundamentada na Lei de Talião: olho por olho, dente por dente.
A cada época, desde o desaparecimento dos suplícios, aparecem novas justificativas éticas, morais ou políticas para o direito de punir. A civilização aboliu o corpo como alvo da repressão penal, exposto vivo ou morto, esquartejado ou oferecido como espectáculo. Eliminou-se o domínio da pena sobre o sofrimento físico, a dor. Assim, a adopção da pena de morte configura uma regressão em termos de costumes e civilização.
A pena de morte, instrumento antigo e medieval e ultrapassado, existindo ainda em muitos países do mundo é trazida à baila sempre que ocorrem crimes violentos que abalam a opinião pública. Os argumentos utilitários empregados em sua defesa não se sustentam no exame da realidade, comovidos pelos crimes violentos apresentados e embalados na histeria colectiva da vingança, a sede de sangue que, ao fim e ao cabo, vai construir mais um componente de opressão do próprio povo.
E já agora outra questão o estado pode praticar crimes que proíbe aos particulares, pode porque cria leis para isso. Mas as leis são baseadas em princípios morais e éticos mas vale a pena pensar nisto em termos filosóficos e ver se isto é evolução.
O que eu creio que “seja” não é o JV. Sabe que mais vou mesmo fugir de si mas para não desaprender o pouco que ainda sei
Pois é JV não vale a pena perder muito tempo discutindo contigo. Está-se a falar de uma coisa e você entende outra.
Quando eu mencionei a magna carta, o que é que a magna carta tem a ver com o que você diz de ter sido imposta por joão sem terra a aristocracia e burguesia inglesa? Estávamos a falar de direitos e pena de morte e se eu a mencionei isso foi só por esta razão
A Carta Magna era um tratado de direitos, mas principalmente deveres, do rei para com os seus súbditos. e considera-se que este tratado marca o início da monarquia constitucional em Inglaterra. Qualquer aluno do secundário ao falar de direitos humanos sabe o que é a magna carta
Magna Carta
1- Temos resolvido e prometido ante Deus, confirmando a presente Carta perpetuamente, e para nossos sucessores, que a Igreja da Inglaterra seja livre e goze de seus direitos em toda sua integridade, permanecendo ilesas suas liberdades, de modo que resulte a liberdade nas eleições como a mais indispensável e necessária para a sobredita Igreja da Inglaterra. Por esta razão, assim o temos concedido e confirmado por nossas simples e espontânea vontade, antes de nossas discórdias com nossos Barões, e obtivemos a devida confirmação do Sumo Pontífice Inocêncio III, obrigando-nos à sua observância, e desejando que nossos herdeiros a guardem e cumpram perpetuamente e com boa fé.
2- Também concedemos perpetuamente, em nosso nome e no de nossos sucessores, para todos os homens livres do reino de Inglaterra, todas as liberdades, cuja continuação se expressam, transmissíveis a seus descendentes.
E ao contrário dos outros países que só séculos mais tarde conseguiram essa evolução, era isto que eu queria dizer mas vi que você não sabe do que eu falava.
È sabido que a legitimação das monarquias no passado idade media por exemplo, era de origem divina e esse direito era inquestionável, os reis eram reconhecidos pelo papa, destituídos, excomungados etc. a nossa história tem exemplos na primeira dinastia. Mais tarde esta teoria de origem divina foi posta em causa e surgiram teorias racionalistas e iluministas, surgem as teorias contratualistas mais precisamente na revolução francesa e o poder de legitimação não provem de seres celestiais como na idade media, que dá legitimidade à monarquia, nem em seres iluminados pela razão e sabedoria, absolutismo (despotismo esclarecido) mas em todos nós que juntando as nossas vontades através do voto transferimos e conferimos por um determinado prazo ( mandato) o seu exercício em nosso nome a quem elegemos, e que podemos destituir passado o prazo ou renovar.
E não. Você esta mesmo errado. Existe: idade antiga, (sem ir para trás pré-historia ) idade media, idade moderna e contemporânea
Regimes é que temos Feudalismo, absolutismo, liberalismo e depois quais quer escolher sem ser regimes, (cabralismo, fontismo, rotativismo,) republicanismo, fascismo comunismo etc. o senhor confunde épocas da historia com fases políticas dessa mesma historia
[“ e a humanidade progride e regride em todas as coisas essa é boa”].
[“Continuamos a amar, odiar, invejar, matar, nem melhor nem pior que os nossos antepassados desde as cavernas”]
não percebeu nada disto que eu disse. Você ama ou gosta mais da sua mulher ou dos seus filhos do que os seus pais de si, ou os seus avos dos seus pais, ou os seus bisavos dos seus avos, etc etc etc. Estes sentimentos não mudam mas se o senhor acha.
Quanto ao senhor achar que a humanidade retrocede se surgirem exemplos como o de Hitler não sei como o senhor chegou ai, mas evoluiu não percebo como não chega a mesma conclusão em relação a pena de morte é fantástico.
É que as ideias evoluem mesmo só não evoluem em algumas mentes.
Caro Ezer:Eh Eh!aquela do Suartho foi mesmo oportuna.Penso que sei onde queria chegar:entre 1965-67,um milhao de comunistas indonesios exterminados,entre 1975-99,200 mil timorenses assassinados ou vitimas de deslocaçoes forçadas pelas botas cardadas dos indonesios.E o que é que lhe aconteceu?Nada!o velho general só foi indiciado por nepotismo e tem escapado á barra do tribunal através de atestados médicos.O mesmo estratagema utilizado pelo facínora Pinochet.Mas pronto,ninguem fala disto.Pessoas como o Daniel Oliveira preferem atacar o Fidel e colocarem-no ao nivel do Pinochet(!) do que o Suarhto,um hitler asiático.Sim,nao foi só o Pol Pot.
O JV rebata isto se puder? Ou és burro ou não consegues entender o que eu digo.
Há alguma diferença entre não entender o que os outros dizem e ser burro? Se não, para quê o ou?
Fugir eu? de que, da tua argumentação?
Foi o que deste a entender com o «não vou perder tempo». Isso é paleio de quem prepara uma fuga de fininho.
De facto tens demonstrado grandes ideias. O homem expõe-as compõe ai um texto, eu estou a rebater ou seja a explicar-te de novo as minhas próprias palavras. Para que hei de estar a perder tempo com coisas que já disse.
Porque eu tas deito abaixo: se puderes replicar, fá-lo.
Você faz-me lembrar um rouxinol. Olhe vá dar uma volta
Tu não me fazes lembrar nada: tu de facto és um tipo sem nada na cabeça. E quanto a dar uma volta, isso querias tu, que eu fosse dar uma volta e não voltasse aqui para pisotear a tua argumentação sem direito a resposta: mas não tens sorte…
Esta aqui rebatido viu? Justiça não é vingança, acha que isto é civilização acha que isto é defensável?
De todo em todo: justiça é fazer com que o criminoso pague pelo crime que fez na justa medida do que cometeu. É aliás medida comummente aceite entre os juristas do nosso tempo que uma pena deve ser equiparada à gravidade do crime cometido: ora, a única que se equipara à morte é a morte.
Só em mentes distorcidas
Só em mentes distorcidas é que se aceita que um assassino seja sustentado indefinidamente por uma população inocente.
Você não tem um conceito de justiça mas de vingança esta aí a comparação.
O conceito de justiça não tem o poder de infligir um castigo por cada crime, mas sim de punir o mal.
E a vingança não é também a punição de um mal? A única diferença é que a Estado de Direito pune um mal de forma legitimada pelo voto popular.
pelo Essa é a justiça que deve ser feita e não cairmos na tentação de que para por exemplo se pudéssemos julgar o Hitler, Milosevic, Estaline, Mussolini, Pol Pot e que fossem castigados na mesma proporção do mal que fizeram à humanidade, teríamos que lhes infligir penas iguais, o que faria de nós, seres iguais ou piores
Nem por sombras: nós estamos a fazer com que eles sofram tanto como fizeram sofrer: nós estamos a punir, eles estavam a praticar violência injustificada. Ora, a punição da violência pelo Estado justifica-se; a violência gratuita não. Creio que até para um tipo tão subvertido no que à moral diz respeito como você isto é compreensível…
Então não teríamos qualquer justiça mas vingança se fossemos infligir um castigo por cada crime
Se quiser, chame-lhe vingança. E eu chamarei à sua «justiça» onde as punições são menos graves que os crimes cometidos nada menos do que desrespeito em estado puro pelas vítimas do crime.
E a justiça não é baseada na igualdade mas na equidade. Cada caso é um caso e se por exemplo ao aplicar uma lei, se se perceber que a aplicação pura e simples desta, sem atentar para as peculiaridades do caso concreto, pode levar a uma injustiça?
Então, atente-se nas peculiaridades do caso. Não me ouviu dizer que quem mata deve ir imediatamente para a forca, sem que um juíz avalie poderadamente as razões por trás do crime.
Pode e deve, portanto, sem fugir ao preceito jurídico, moldar a norma fria do texto ao elemento humano de cada caso. Isso e a equidade: aplicação ideal da norma ao caso concreto.
A equidade é princípio do direito natural e serve, às vezes, para corrigir as lacunas do direito legislado. Como a lei legislada tem um conteúdo geral e não abrange os casos excepcionais, concretos, pode ocorrer que, se for aplicada rigidamente, segundo um texto geral, em certos casos, conduzirá a injustiças que não se acham na intenção do legislador. Então é necessário interpretar ou emendar racionalmente a lei legislada conforme a intenção do legislador e as exigências da justiça, e esta correcção do direito positivo pelo natural constitui a equidade ou direito equitativo.
Concordo, e nunca me ouviu dizer o contrário.
Não sei em que medida a busca ostensiva da segurança pode enfraquecer a justiça: garantir que os cidadãos estão seguros em sua casa, na rua, no emprego, não é justo?
A pena de morte nada mais é senão a institucionalização pelo Estado de um dos mecanismos de defesa criados pela população para combater o acirramento da violência, enquanto os justiceiros e os esquadrões da morte situam-se entre os instrumentos informais e oficiosos.
E então, o que vê de mal nisso?
As propostas de pena de morte ligam-se ao maniqueísmo do bem e do mal, na medida em que os “bons” julgam-se no direito de indicar a punição para os “maus”, enquanto aos “maus” é dada a oportunidade de expiação de suas culpas, oferecendo suas vidas em holocausto. trata-se de um equivocado conceito de justiça, ou, melhor dizendo, uma regulamentação da vingança, fundamentada na Lei de Talião: olho por olho, dente por dente.
E daí? Nada vejo de injusto nisso: injusto seria o contrário, seria dar a um crim uma pena mais leve do que o mal que que se cometeu.
E quanto à ideia maniqueísta de que fala, em boa verdade é assim: o Estado está a julgar uma pessoa - e se entender que ela procedeu mal, pune-a. Queira-io você ou não, em todo o julgamento é a isto que se assiste: o Bem pune o Mal.
A cada época, desde o desaparecimento dos suplícios, aparecem novas justificativas éticas, morais ou políticas para o direito de punir. A civilização aboliu o corpo como alvo da repressão penal, exposto vivo ou morto, esquartejado ou oferecido como espectáculo. Eliminou-se o domínio da pena sobre o sofrimento físico, a dor. Assim, a adopção da pena de morte configura uma regressão em termos de costumes e civilização.
A menos que se considere que ter feito com que o criminoso passasse a sofrer penas mais leves tenha sido, isso sim, uma regressão.
A pena de morte, instrumento antigo e medieval e ultrapassado
Instrumento pré-medieval. E de modo nenhum ultrapassado.
existindo ainda em muitos países do mundo é trazida à baila sempre que ocorrem crimes violentos que abalam a opinião pública. Os argumentos utilitários empregados em sua defesa não se sustentam no exame da realidade, comovidos pelos crimes violentos apresentados e embalados na histeria colectiva da vingança, a sede de sangue que, ao fim e ao cabo, vai construir mais um componente de opressão do próprio povo.
Isso não lhe admito: não me chama opressor.
A pena de morte não é a prática de um crime de homicídio: matar um homem que nunca fez mal a ninguém é homicídio; matar um assassino, é aplicação de Justiça.
O que eu creio que “seja” não é o JV. Sabe que mais vou mesmo fugir de si mas para não desaprender o pouco que ainda sei
O JV É UMA BESTA. PRONTO JÁ DISSE
Pois é JV não vale a pena perder muito tempo discutindo contigo. Está-se a falar de uma coisa e você entende outra.
Quando eu mencionei a magna carta, o que é que a magna carta tem a ver com o que você diz de ter sido imposta por joão sem terra a aristocracia e burguesia inglesa?
Tem a ver com o facto de tu teres dito que ela era uma demonstração de que o Povo Inglês queria direitos: está dito em um dos primeiros povos a exigir direitos e garantias foi o inglês através da magna carta. Isto é falso, posto que a Magna Carta é uma exigênia dos Nobres ingleses, não é do Povo. Portanto, a tua afirmação estava errada e teve de ser replicada - tenta não falar com leviandade daqui por diante, e não volta a acontecer. Duas vezes já bastaram…
Estávamos a falar de direitos e pena de morte e se eu a mencionei isso foi só por esta razão
A Carta Magna era um tratado de direitos, mas principalmente deveres, do rei para com os seus súbditos.
Não: dizias que tinha aparecido porque o Povo se tornou mais exigente e a impôs. Isso é falso, mas falso como as notas de 15€.
e considera-se que este tratado marca o início da monarquia constitucional em Inglaterra. Qualquer aluno do secundário ao falar de direitos humanos sabe o que é a magna carta
Sim, mas mesmo um aluno do secundário tem a obrigação de se informar sobre o que a Magna Carta foi, historicamente, se quiser debatê-la: e não pode dizer «a Magna Carta decorre da consciencialização do Povo Inglês, que a exigiu ao Rei», porque isso é uma alarvidade que nem a alunos do secundário se deve consentir.
Logo, podes limpar as mãos à parede com o que aprendeste no secundário sobre a razão de ser da Magna Carta.
E ao contrário dos outros países que só séculos mais tarde conseguiram essa evolução, era isto que eu queria dizer mas vi que você não sabe do que eu falava.
Não, não era isso que querias dizer, mas sim que a Magna Carta decorria de uma consciencialização e de uma exigência maior do Povo Inglês no que concerne aos direitos. Está a frase ali em cima, para quem a quiser ver: se não lês o que escreves, o mal é teu; eu leio, e replico com base nisso.
È sabido que a legitimação das monarquias no passado idade media por exemplo, era de origem divina e esse direito era inquestionável, os reis eram reconhecidos pelo papa, destituídos, excomungados etc. a nossa história tem exemplos na primeira dinastia. Mais tarde esta teoria de origem divina foi posta em causa e surgiram teorias racionalistas e iluministas, surgem as teorias contratualistas mais precisamente na revolução francesa e o poder de legitimação não provem de seres celestiais como na idade media, que dá legitimidade à monarquia, nem em seres iluminados pela razão e sabedoria, absolutismo (despotismo esclarecido) mas em todos nós que juntando as nossas vontades através do voto transferimos e conferimos por um determinado prazo ( mandato) o seu exercício em nosso nome a quem elegemos, e que podemos destituir passado o prazo ou renovar.
Essa ideia já estava presente em Atenas: asim se elegia a Assembleia dos 500, ou Bulé, que desempenhava, grosso modo, as funções dos Governos actuais.
E não. Você esta mesmo errado. Existe: idade antiga, (sem ir para trás pré-historia ) idade media, idade moderna e contemporânea
Regimes é que temos Feudalismo, absolutismo, liberalismo e depois quais quer escolher sem ser regimes, (cabralismo, fontismo, rotativismo,) republicanismo, fascismo comunismo etc. o senhor confunde épocas da historia com fases políticas dessa mesma historia
Eu não confundo nada: tu é que misturaste as duas coisas dizendo, e cito outra vez, da passagem da idade media a idade moderna e do absolutismo ao liberalismo os povos foram se tornando mais exigentes e conhecedores. Esta frase pode induzir ao erro de se considerar que a passagem da Idade Média à Idade Moderna equivale à passagem do Absolutismo ao Liberalismo, o que é um erro clamoroso. Daí o meu reparo. Talve tenha sido um rigorismo, concedo, mas pareceu-me importante.
não percebeu nada disto que eu disse. Você ama ou gosta mais da sua mulher ou dos seus filhos do que os seus pais de si, ou os seus avos dos seus pais, ou os seus bisavos dos seus avos, etc etc etc. Estes sentimentos não mudam mas se o senhor acha.
Eu não disse isso: você é que disse que a Humanidade só não progride nos sentimentos, mas em tudo o resto está em constante evolução. Eu disse que a regressão e o progresso existem conjuntamente na Humanidade. E mantenho - achar que isto anda em evolução constante é de uma estupidez grosseira…
Quanto ao senhor achar que a humanidade retrocede se surgirem exemplos como o de Hitler não sei como o senhor chegou ai
Aplicando um critério de justiça.
não percebo como não chega a mesma conclusão em relação a pena de morte é fantástico.
Aplicando um critério de justiça, também. Já lhe disse que um criminoso não pode ficar em vantagem em relação à vítima: nada há mais justo do que isto.
É que as ideias evoluem mesmo só não evoluem em algumas mentes.
Evoluem e regridem em toda a Humanidade. Aliás, se não regredissem, se não degenerassem, ninguém defendia as suas posições.
O que eu creio que “seja” não é o JV. Sabe que mais vou mesmo fugir de si mas para não desaprender o pouco que ainda sei
Tanta conversa no início para agora reconhecer que foge mesmo: como hei-de eu entender esta gente?
Caro Daniel, Apesar de estar nos antípodas do meu amigo em muitos assuntos, outros há em que concordo plenamente com o que escreve,sem qualquer tipo de espinhas. Este seu post sobre a morte do Saddam é um desses exemplos. Desta vez, a dignidade na morte está no supliciado e na forma como a enfrenta, de cara destapada. Os esbirros, esses, âparecem embuçados, como que envergonhados do acto que dirigiam. Irónica morte esta, de alguém que adquiriu nesse supremo momento uma “dignidade” que nunca teve em vida e que muitas vezes recusou a outros. Meu caro, continue a arrastá-los, pois são muitos e justificados “os interesses” que unem os homens de bem.
Paulo