Hoje, no “Público”, lá estava um artigo de opinião sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Era de Jorge Bacelar Gouveia. Começava da mesma forma que tantos outros: que, perante uma crise económica, o tema não é prioritário. Mesmo que aceitasse que a igualdade de todos perante a lei não é sempre prioritária, este argumento deixar-me-ia perplexo. Permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo não exige recursos financeiros, não exige grandes esforços do Estado, não exige grande mobilização da sociedade. É questão que se resolve em duas horas, no Parlamento. Ora, as prioridades só são relevantes quando se tem de escolher e por isso hierarquizar. Tal não sucede neste caso. Alguém me explique em que é que a aprovação de um projecto que anula uma expressão na lei do casamento atrasa o combate à crise económica. A verdade é que o argumento da crise é de uma enorme preguiça intelectual e de uma razoável demagogia. Usa-se a crise para impedir a aprovação de qualquer coisa que nos desagrada sem ter de trocar argumentos sobre ela. Diz-se às pessoas: não gaste os seus neurónios com isto que há assuntos mais importantes na vida.
Claro que há um argumento possível, para quem acha que os portugueses, sendo pobres de cabeça, só conseguem discutir um assunto de cada vez: que perdendo tempo com o debate público deste tema a sociedade se distrai do que é fundamental. Mas então fica uma perplexidade: não perdeu o senhor Bacelar Gouveia o seu precioso tempo a escrever sobre um tema para explicar que ele não era prioritário? Não distraiu ele os leitores do importante combate à crise económica para falar de um assunto irrelevante? Pior: não o fez só para explicar que o assunto era irrelevante? Ou seja, não confessou o colunista que o assunto é para ele suficientemente importante para que nele gaste tanto latim e nos faça gastar a nós o tempo de o ler?
Mas o que é mais extraordinário é que, tendo como principal argumento o facto do assunto não ser prioritário, o senhor Bacelar Gouveia, que acha que os deputados não têm legitimidade para cumprir o programa com o qual foram eleitos há dois meses, propõe a realização de um referendo. Ou seja, propõe que o país se mobilize todo para um tema que ele próprio acha, por causa da crise económica, secundário.
Talvez seja altura destes activistas assumirem que este assunto é para eles tão prioritário como é para as associações LGBT. Só que no seu caso a prioridade vai para o chumbo da proposta. A dos outros vai para a sua aprovação. Por isso, talvez fosse melhor abandonar este recurso pouco sério à crise económica e assumir que, sendo contra ou a favor, se dá prioridade ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se chegarmos a acordo sobre isto e deixarmos de tomar quem nos ouve e lê por parvo talvez seja possível fazer um debate sem truques.
254 comentários 30 Out 09 em Sem categoria254 respostas ao post “É pioritário dizer que isto não é prioritário”
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Bom post.
No tempo do Durão Barroso, poucos dias após o PSD ter afirmado que o “casamento gay” não era prioritário, apresentou na Assembleia da República uma proposta de criação do “dia do cão”. Porque é o melhor amigo do homem. Acho que não explicaram como é que isso ajudava a economia. Arranja-se tempo para o que se quer. Demagogias.
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De facto, é a tal agenda oculta…
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Sem truques é impossível. Está-lhes na massa do sangue por onde corre também a intolerância.
Saudações.
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E é assim que, um a um, se desconstrói cada um dos argumentos bacocos e inválidos de quem é contra esta decisão.
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Há um engano da sua parte. Para si, os casamentos homossexuais aprovam-se na Assembleia da Republica e pronto. Trivial croquetes.
Só que as coisas não são assim para a maioria das pessoas. É exígivel fazer-se um debate sério com a sociedade, certamente um referendo sobre este tema, que está longe de ser consensual.
OS referendos exigem campanhas, recursos, reflexão.
Estando o nosso país carente de tantos debates sérios, de facto este parece-me o menos urgente de todos.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 14:46
Sebastião, a maioria das pessoas votou em partidos que tinham no seu programa a aprovação no Parlamento do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Receio que elas, através do seu voto, valham um pouco mais do que a sua opinião pessoal. Não se trata de um caso em que os partidos não tenham dito antes das eleições o que iriam fazer. Se acredita na democracia, não pode retirar aos partidos que disseram claramente o que fariam o direito de o fazer.
é nos temas “fracturantes” que o Daniel mostra sem dúvida alguma competência.E quanto maior e intensa é a polémica sobre fracturas, maior é a distração…
É perverso, mas é assim que funciona. No essencial,, os gestores capitalistas contratam agentes fabricantes de spin nos Media para justificarem um certo nivel de contestação a eles próprios (desde que seja relativa e controlável) porque de outro modo, se não existisse contestação de todo, a esmola dos ricos era tanta que o pobre desconfiava
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 14:50
xatoo,já nem sei o que lhe dizer. A não ser fazer uma convição: sou um marciano que se infiltou entre os humanos para destruir o planeta. Suponho que isto consiga fazer algum sentido na forma como vê o mundo.
Sem espinhas. O artigo de Bacelar Gouveia foi aqui bem esmiuçado.
Em relação ao referendo, Rui Rio foi eleito para a CMP sabendo-se a sua promessa/certeza de que iria demolir o bairro do Aleixo, entregando os terrenos ao grupo Espírito Santo… Foi uma espécie de trunfo eleitoral. O que dizer a um referendo sobre a matéria? Não seria redundante? Por muito que me custe aceitar a atitude de Rio (e aceita-lo a ele próprio), a verdade é que ganhou as eleições de uma forma clara, o que espelha bem aquilo que hoje é a cidade do Porto… Compete agora aos cidadãos e políticos interessados tentar minimizar as consequências da decisão.
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Um país tâo “simplex” com tantas cabeças “complex”.
Naturalmente que não convencem ninguém com a desculpa da prioridade, o problema está nas cabeças bolorentas, bafientas e cheias de teias de aranha dos que teimam em só querer arranjar complicações, onde não as há.
Quem quer casar que case, com quem quiser e bem entender. Se não resolvem algo tão simples, como é que vão conseguir resolver questões mais complicadas?
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Daniel Oliveira
eu quando votei no PS não dei o meu assentimento ao pacote todo que lá vinha.
Por exemplo, não dei o meu assentimento a essa proposta estapafurdia e nojenta do casamento entre panilas, coisa em relação à qual eu, cidadaão, pagador compulsivo de impostos, serrei sempre contra.
Ou seja, uma alteração destas, que não é uma simples alteração, é um atentado, não é para ser resolvida por um punhado de pseudo-progressistas da treta e da trampa, lá nos cantos escuros da assembleia.
É uma coisa que tem de ser discutida por toda a sociedade, há muita gente que é contra, até porque sabe que depois vem essa coisa ainda mais nojenta que é a adopção por parte dos panilas.
E como o país, está numa situação em que não pode perder tempo com paneleirices, porque isto é uma paneleirice de alto a baixo, a apresentação deste aborto, é um insulto a quem está a passar dificuldades e que anseia por ver os problemas resolvidos.
Está a perceber ?
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 17:14
Chico, lamento por si. O que lhe posso dizer: lesse os programas e pensasse melhor em quem estava a votar. Achou provavelmente que aquele tema era menos importante do que outros. Mas teve seguramente em conta que esse compromisso estava lá. Como não tem um deputado só seu… É o mal de uma pessoa da direita ultra-conservadora (pelo menos a julgar por o que aqui vai escrevendo) votar no PS. Mas é um problema que só o Chico pode resolver.
«Só que as coisas não são assim para a maioria das pessoas. É exígivel fazer-se um debate sério com a sociedade, certamente um referendo sobre este tema, que está longe de ser consensual. »
Não pode nem deve ser a opinião pública a decidir medidas que comprometem questões fundamentais de direitos humanos, ainda por cima, de minorias. Isso não é democracia.
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Mas qual debate? Se quiserem casar casem, se não quiserem não casem, é algo que não interfere com mais ninguém a não ser os próprios por isso ninguém tem nada a ver com isso. Mudem a lei e pronto.
De qualquer forma considero que existem coisas mais importantes, por exemplo a legalização da prostituição onde todas os anos morrem pessoas.
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“Sebastião, a maioria das pessoas votou em partidos que tinham no seu programa a aprovação no Parlamento do casamento entre pessoas do mesmo sexo.”
Daniel, você acredita no seu próprio argumento?
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 17:11
The Studio, acredito na democracia representativa. Apenas isso.
Não percebo qual é o problema. Quem é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo só tem de se casar com uma pessoa de sexo diferente. Ou eu não percebi bem e vai passar a ser obrigatório?
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“certamente um referendo sobre este tema”
Como este tema é menos prioritário do que a crise, tambem deve ser feito um referendo sobre as politicas de combate à crise.
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Eu acho que o Bacelar Gouveia está errado, mas o Daniel também deve ter percebido bem o objectivo do governo.
Com a corrida maciça que se prevê aos cartórios, com o objectivo de oficializar matrimónios entre a comunidade gay, o Estado irá receber uma verdadeira fortuna, através da cobrança de registos notariais, imposto de selo e emolumentos. Deve ser este o motivo, pelo qual Teixeira dos Santos insiste nos 5,9% de défice esperado, quando a maioria dos analistas aponta para taxas superiores a 7%. Este governo não dá ponto sem nó.
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Voltando às mesmas – e muito incómodas – perguntas:
Qual será a futura redacção destes artigos do Código Civil?
ARTIGO 1796.º
Estabelecimento da filiação
(…)
2. A paternidade presume-se em relação ao marido da mãe e, nos casos de filiação fora do casamento, estabelece-se pelo reconhecimento.
SUBSECÇÃO I
Presunção de paternidade
ARTIGO 1826.º
Presunção de paternidade
1. Presume-se que o filho nascido ou concebido na constância do matrimónio da mãe tem como pai o marido da mãe.
(…)
Será que a paternidade do filho, nascido na constância do matrimónio entre duas mulheres, se presumirá do outro cônjuge? Ou será que estas normas irão ser eliminadas e a ideia de filhos vai ficar completamente separada da ideia de casamento?
Se a hipótese for a segunda, qual o fundamento para se continuar a proibir o casamento incestuoso?
E já que se desligará o conceito casamento da sua matriz cristã, qual o fundamento para se proibir o casamento polígamo?
Será que vou ver um pai contrair casamento com as suas quatro filhas? É um cenário destes que o Daniel defende?
Para os que acham que isto é ficção (ou preconceito), aqui vai uma notícia para reflectir:
Holanda registra casamento polígamo
Informou “The Brussels Journal” que a Holanda registrou em cartório o primeiro casamento bígamo, i. é, de um homem e dois mulheres. Trata-se de uma “união civil” que é aceita em virtude da própria lei que permite o “casamento” homossexual, sob forma de “acordo civil”.
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Alguém me explique em que é que a aprovação de um projecto que anula uma expressão na lei do casamento atrasa o combate à crise económica
Volto a pôr a questão a que ninguém, nunca, responde.
Porque é que insistem na figura do casamento e não se contentam com uma Lei que lhes dê todas as vantagens, direitos e deveres ainda que o contracto levasse outro nome?
Vou sentar-me.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 17:07
Fado, a pergunta tem de ser ao contrário: porque se há de “contentar”? Não são cidadãos como os demais?
Sebastião, a maioria das pessoas votou em partidos que tinham no seu programa …
Não vá por aí, este é um argumento que com facilidade lhe pode rebentar (como as castanhas) na boca.
Olhe aquele senhor que aqui num post clamava que uma manifestação de quinhentas mil pessoas não vale nada.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 17:06
Fado, as pessoas não perdem o direito a protestar. Aqueles que são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo podem fazer manifestações e vigilias e o que mais entenderem. Não podem é dizer, como disse o colunista, que se está a tentar decidir “nas costas dos portugueses”.
Já agora terá de verificar se as decisões que levaram a manifestações na legislatura anterior estavam no programa do PS.
As pessoas votaram nos partidos e nos seus programas, não quer isso dizer que deem carta branca a tudo o que vem nos programas. Deve prevalecer o bom senso, sobretudo nos casos em que se verifica, ou haja a sensibilidade de que a maioria das pessoas poderá estar radicalmente contra uma alínea de um programa eleitoral. O que, aliás, parece ser a questão do casamento entre homossexuais.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 17:04
“As pessoas votaram nos partidos e nos seus programas, não quer isso dizer que deem carta branca a tudo o que vem nos programas.”
Se vem nos programas não é carta branca. O que acontece é que o Sebastião não aceita a decisão democrática que estabeleceu que há uma maioria parlamentar nesta matéria. Num assunto que, repito, foi claramente definido antes das eleições.
O PS também teve no programa a avaliação dos professores. Quer isso dizer que o seu partido não respeitou o programa eleitoreal do vencedor das eleições e qeu por isso não é um partido democrático?
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 17:36
Sebastião, uma notícia que talvez não lhe tenha chegado: o PS não tem maioria. A maioria dos deputados eleitos (pela maioria dos eleitores) defende o fim desta avaliação.
Chico da Tasca: não resisto, a sua argumentação é de uma paneleirice…
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#Fado Alexandrino
Eu acho é que se continua a misturar a ideia de casamento civil com casamento religioso.
O casamento civil é um contrato que felizmente, até pode ser dissolvido.
Quando é uma união religiosa é feito numa igreja ou numa sinagoga ou lá onde for, segundo as regras e leis dessa religião.
Agora é só perguntar o porquê de se querer criar um casamento civil, tipo A ou do tipo B, se é para dar, à mesma, todas as vantagens, direitos e deveres.
Só se for para complicar e discriminar, no futuro preenchimento de impressos: “casado do Tipo A”
Outro motivo apresentado é o de não poderem procriar, pois eu conheço muitos casais que já decidiram não ter filhos, no entanto, não foram obrigados, antes de casarem, a assinar um papel em que tinham que ter filhos para o casamento ser válido.
Uma coisa é certa, desde que ninguém seja obrigado a casar e principalmente com quem não quer, tudo o resto será conversa para entreter à hora de tomar a bica
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Custa muito ler um constitucionalista fazer uma ligação entre maioria absoluta e legitimidade para aprovar esta medida. A legitimidade pertence ao Órgão de Soberania – a AR -, no qual estão representados Partidos políticos que obtiveram a maioria dos votos dos portugueses e que inscreveram no seu programa eleitoral o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Que doutrina constitucionalista é essa, Prof. Bacelar, da falta maioria absoluta-logo-referendo? É que a ser assim, ela vale para muitas matérias. E sim, os democratas são os que sabem que os direitos das minorias se conquistam com a regularidade da democracia representativa ou pelos Tribunais. O sufrágio das mulheres foi referendado? O fim da escravatura foi referendado? É que no aborto há um conflito entre o valor vida e a liberdade da mulher a resolver. Dois bens constitucionais protegidos ao mesmo tempo. Não há um direito fundamental ao aborto. Daí o referendo. Aqui, qual é o bem constitucional conflituante com o acesso ao casamento por parte de uma minoria? Professor Bacelar…sofre de um enviesamento…e sabe qual é.
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A oposição de direita à falta de argumentos com duas perninhas para andar, lembrou-se desta questão, diga-se imbecil, das prioridades.
Isso de leis para deficientes não vale a pena, há outras prioridades, leis ambientais, há outras prioridades , leis sobre o ensino, bem há outras prioridades no fundo tudo o que não seja economia pura e dura, aliás, tudo o que não seja finanças é despesismo e por isso pode esperar.
Claro que aplicando esta fórmula a uma sociedade o resultado é capaz de ser fraquito. Digo eu
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É curioso que as vozes que aqui se insurgem contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo se refiram, quase exclusivamente, ao caso dos homossexuais masculinos…as mulheres ficam de fora dos comentários. Parece que têm medo que a homossexualidade seja um bicho que se lhes pegue e que daqui a um ano estejam a bailar no Trumps ou no Finalmente…
Fazem-me lembrar aquela personagem militar do Beleza Americana…
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É uma coisa que tem de ser discutida por toda a sociedade, há muita gente que é contra, até porque sabe que depois vem essa coisa ainda mais nojenta que é a adopção por parte dos panilas.
Já há adopções , o chico anda desactualizado , aliás já não se usa o termo paneleiro, como tem acesso a computadores nessa caverna ? UGA UGA
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#Pinto
Pois aí está uma boa questão. Repetindo a ideia de que o casamento civil é um contrato e na maioria dos casos, as sociedades até podem ter mais de dois sócios, se estiverem todos de acordo, porque não?
Eu posso não querer isso para mim, no entanto quem sou eu para dizer que concordo ou não concordo que alguém queira fazê-lo?
Aliás, até há religiões que aprovam o casamento bígamo. Mas isto será muita areia para um camião português, só cabe realmente num camião holandês
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Daniel, eu que ao contrário de si não acredito na democracia representativa, concordo consigo na questão do referendo. É ridículo e descabido mobilizar os meios inerentes a um referendo para uma temática destas.Pessoalmente considero que se duas pessoas do mesmo sexo querem partilhar um destino comum devem poder fazê-lo legalmente e sem qualquer tipo de constrangimento, confesso que pessoalmente não gostaria que se chamasse a essa união casamento (ainda me faz um bocado confusão confesso, apesar de não me considerar de todo preconceituoso), mas que duas pessoas do mesmo sexo devem ter o mesmo direito que eu tenho de estar com a minha mulher, isso não me oferece dúvidas de qualquer espécie.
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#Pinto
Não consigo resistir à tentação de falar nos casos da paternidade que é ainda um conceito antigo e tenho a certeza que muitos filhos à conta dessa lei acabaram por ficar filhos de outras pessoas, ficando a vida toda, a chamar pai a outro.
Hoje em dia, já não precisamos de presumir nada porque em caso de dúvidas, há os testes de DNA.
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Fado, a pergunta tem de ser ao contrário: porque se há de “contentar”? Não são cidadãos como os demais?
São, mas a resposta esconde uma verdade.
Não é a instituição casamento que lhe interessa, para a qual se estão borrifando. O que lhes interessa é quebrar tabus par poderem fazer um folclore à beira da igreja (perdão parece que ainda não reivindicam o casamento religioso, mas lá chegarão) melhor dizendo à beira do cartório com os queridos aos beijinhos e assim poderem dizer; vêm somos todos iguais.
Mas a verdade é que não são, ou o senhor considera-se igual a um gay?
Depois vem a adopção outro folclore e acabado lá temos os temas fracturantes esgotados, e depois como é que vão arranjar tempo nas queridas televisões?
Era bem melhor o referendo, sempre tinham mais tempo de antena.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 18:57
Fado, quando o senhor chama à união de duas pessoas que se amam folclore eu deixo de debater. Fique bem.
Daniel, ficarei feliz então com o chumbo da maioria a uma eventual lei. Espero que depois parta para os problemas importantes.
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Caro Daniel,
Verifico que há algumas passagens do referido artigo de opinião que omitiu, ou qie não achou importantes. A meu ver são de facto muito importantes.
Uma questão como esta não é uma questão de organização do estado, mas sim da sociedade, logo, o mais natural (é o que acontece com este tipos de questões em muitas democracias) é que sejam sujeitas a referendo.
Quanto ao conhecimento, por parte dos eleitores, das propostas de cada partido em relação a esta matéria, sendo assim porquê nesta questão os partidos darem liberdade de voto aos seus deputados? Provavelmente devido ao ponto anterior, ou seja não se trata de um assunto de estado, mas um assunto que tem muito a ver com a intimidade das pessoas e para o qual (de ambos os laos) as opiniões não se baseiam (nem há razão nenhuma para que fosse de outra forma) em factos racionais.
A mim, parece-me evidente que esta questão precisa de um amplo debate e provavelmente de um referendo, e concordo que neste momento não é um debate prioritário na sociedade portuguesa.
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isagt (35),
Mas isto será muita areia para um camião português, só cabe realmente num camião holandês
Pois é muita areia para os portugueses … os dinamarqueses, os finlandeses, os islandeses. Já não o é para os holandeses … os espanhóis, os sul africanos, e daqui a pouco tempo para os venezuelanos (quer uma aposta?). Enfim, para gente progressista.
Bem, mas pondo este seu sentimento de inferioridade de lado, pergunto-lhe: é a favor dos casamentos incestuosos? É a favor de um casamento entre uma mãe e o seu filho de 18 anos?
Esta é a pergunta (conjugada com as do meu comentário anterior) que arrasa qualquer pessoa favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
E as reacções são de dois tipos: o silêncio – solução optada pelo Daniel e muitos outros que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, só porque sim, porque dá um arzinho de modernidade – e as respostas sem nexo e facilmente desmontáveis.
Sim, o casamento entre pessoas do mesmo sexo vai ser aprovado na Assembleia … contornando-se este tipo de questões e fazendo-se valer da maioria na AR do PS com a extrema esquerda.
Sem referendos, sem consulta popular (o povinho não está preparado para fazer este tipo de escolhas) e desviando-se dos temas mais incómodos. Por cima de tudo e de todos, este tema vai avançar.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 19:52
Esqueceu-se dos suecos, belgas, canadianos ou noruegueses, Pinto. Ficava mal no seu argumento, não é?
ESTOU FARTO!!!
“Públicas virtudes, vícios privados”, lembram-se?
Faço um esforço tremendo para não utilizar o que
já designei por “javardês” noutros “posts”.
1) Chico da Tasca, quando você vota num Partido
não pode colocar uma cruzinha a “dizer” que não
concorda com uma parte do programa. Tinha uma
hipótese, que automaticamente, o transformava em voto nulo. Escrevia o que escreveu aqui.
Mas, não foi essa a sua opção. Votou. Agora, faz o seu “acto de contricção”. Se me permite, releia
o que escreveu e, pelo menos, pense que aqueles a quem você se referia em termos homobóficos são SERES HUMANOS. Pode ser?
2) Pinto, já “falámos” noutro “post”. Neste e só
para uma troca de ideias que, espero se seguirão,
“conceito casamento da sua matriz cristã” …
Confesso que, vindo de si, fico à espera que faça
luz sobre a sua interpretação desse conceito, uma
vez que não me passa pela cabeça que seja, por
exemplo, a do Papa Alexandre VI, da distintíssima
família dos Bórgia, cuja filha Lucrécia “é a maior”.
Como já estou cansado, termino este episódio e
voltarei para. então, explicar a razão de ser do que escrevi no que “diz que é uma espécie de prólogo”.
Abraços e beijinhos para quem se sente como SER
HUMANO, mesmo que nâo se sinta filho(a) de Deus.
[Responder]
Não consigo alinhar o texto. Será “obra do demo”
ou o “demo” sou eu?
Vou ver se resolvo isto nas “Novas Oportunidades”
[Responder]
O casamento é um momento da vida que está presente no imaginário de muitas pessoas incluindo muitos Homossexuais, Gays, Lésbicas, Casais do Mesmo Sexo e LGBT em geral…
Ler pessoas a dizer “dêem lhe outro nome”. É a maior prova de que não me consideram digno de usufruir da beleza e da simbologia social que tem “O casamento”.
Quero perguntar ao meu namorado “Queres Casar Comigo?” e não “queres unir-te civilmente comigo numa parceria registada”.
Digam o que disserem, o casamento tem importância social e as vozes do contra no fundo, acham que os gays são inferiores e não devem ter o direito a sentirem-se “casados” como os demais…
CRESÇAM!!!!!
[Responder]
Esqueci-me desses como me esqueci de muitos outros como a Irlanda, o Reino Unido, a Alemanha, a Áustria, a Suíça. Tudo países retrógrados portanto. Países nada comparáveis à progressista Albânia (:- , que se prepara para dar o passo decisivo na caminhada do progresso.
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#Pinto
Realmente é preciso querer complicar, agora já está a misturar as mães com os filhos, assunto que nem sequer foi para aqui chamado, mas se é para mostrar que tem uma imaginação fértil, eu também tenho:
Ora bem, se há países onde se pode fazer o testamento a favor de um animal, será que para aprovar esta lei, não teremos também que analisar quem queira casar com…um cão, uma gata, um cavalo, …
[Responder]
#Pinto
Não é preciso zangar-se, daqui a 100 anos estamos todos, de certeza, reduzidos a pó, até lá, só é preciso respeitar as opiniões alheias e esperar que o assunto seja democraticamente votado. É por isso que geralmente remato com uma carinha alegre porque há muita coisa que eu também não concordo, mas aceito, porque ainda acredito que estou a viver num país democrático.
[Responder]
O Daniel, no fundo é um conservador, a avaliar pela importância que dá ao casamento. E nisso, não está só, já que tem grande parte da esquerda do seu lado.
Olhe, eu que me considero conservador, estou-me marimbando para o casamento formal. Quando “duas pessoas se amam”, não precisam de assentimentos de ordem legal ou formal. Se a questão é de natureza jurídica e está relacionada com os direitos típicos dos cônjuges, porque razão não é suficiente a união de facto?
Não deixa se ser curioso, que sejam os homossexuais hoje em dia, aqueles que mais importância dão a uma instituição marcadamente conservadora.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Outubro 30th, 2009 at 22:17
João Costa, sou solteiro e não dou qualquer importância ao casamento.
Mas dou imensa importância à igualdade perante a lei e aos direitos de quem se quer casar. Não imponho aos outros os meus gostos.
ESTOU FARTO!!!
Como demorei um bocado a escrever o primeiro episódio, reparei que já havia opiniões que eu não
tinha lido.
A “modos” que isto funciona como um intervalo entre dois episódios:
Os casamentos homossexuais são permitidos e até celebrados em rituais religiosos.
Um “gay” pode casar com uma “lésbica”.
Perceberam, “puritanos” de verbo fácil?
[Responder]
Tem toda a razão Daniel.
Dizer que não é prioritário só para não se falar do assunto e fugir dele, é uma falácia.
É uma falácia igual à que se diz sobre ser o assunto uma questão de direitos iguais.
O casamento é o ritual simbólico da união do ser humano, naturalmente constituído em dois géneros. Todos são convidados a essa união.
Vai quem quer! Está resolvida a questão dos direitos iguais.
União de duas pessoas do mesmo género, pode ser afectuoso, divertido, lúdico, amoroso, apaixonado, o que se queira, legítimo e respeitável até, mas não é casamento porque não visa a união das duas distintas naturezas que constituem o ser humano e que a natureza impôs como necessária para a continuação da espécie. Esse é e sempre foi, desde o início e em todas as culturas, o simbolismo do ritual (porque é disto que se trata) a que chamamos casamento.
[Responder]
Acho uma piada doida que o senhor “Fado Alexandrino” diga “Não é a instituição casamento que lhe interessa, para a qual se estão borrifando. O que lhes interessa é quebrar tabus par poderem fazer um folclore à beira da igreja (…)”. Eu suponho que o senhor seja homossexual ou pretenda casar-se com um homem quando assim for permitido. Caso contrário quem é o senhor para dizer o que é que interessa aos homossexuais? Por acaso já pensou que se calhar duas mulheres ou dois homens podem amar-se verdadeiramente? Mas fale sobre isso baixinho, não vá o senhor prior ouvir-nos e vir castigar com pais nossos e avé marias.
[Responder]
Só quem andasse muito distraído não tomou conhecimento que, além de fazer parte dos programas dos partidos mais votados e, portanto, com maioria na assembleia, a resolução do problema dos casamentos gay iria ser uma das primeiras medidas a ser tomadas.
É que nem sequer é daqueles items nos programas dos partidos que está para lá escondido no meio de uma frase enviesada. O programa do PS, nomeadamente, é claro nessa matéria e, desse tema se falou na campanha eleitoral.
Para os (muito) distraídos nada como pôr um asterisco a seguir à cruzinha do boletim de voto, onde explicariam em rodapé que estavam contra os pontos x, y e z do programa do partido em que votavam. Ou então deixem-se de paneleirices.
[Responder]
Outra coisa:
e não estão em causa casamentos incestuosos, entre periquitos, ou entre uma ovelha e o padre Frederico.
[Responder]
isagt (48),
agora já está a misturar as mães com os filhos, assunto que nem sequer foi para aqui chamado
E não é para aqui chamado porquê? Os que amam os seus irmãos não são pessoas? São bichos? Então essa sua veia humanista pela igualdade? Desvaneceu-se?
Sabe qual o fundamento da proibição dos casamentos incestuosos? Evitar a consanguinidade. No entanto as relações sexuais incestuosas não são proibidas.
Se desligarmos o conceito de casamento com o de filhos – que é o que acontece na prática – vamos continuar a proibir os casamentos incestuosos sem qualquer fundamento para tal. Sabe o que pode acontecer? O que aconteceu na Holanda em relação ao casamento polígamo: o Supremo Tribunal de Justiça vir a permitir o casamento incestuoso.
Isto é possível. Se tiver dúvidas pergunte a um amigo jurista.
Não é preciso zangar-se, daqui a 100 anos estamos todos, de certeza, reduzidos a pó
100? Não estarei tantos; nem nada que se compare. Mas, certamente, estarão cá os meus filhos ou netos. E é isso que me preocupa: um mundo fraco onde o real porreirismo se sobrepõe à razão e à lógica.
Mas pensar um pouco nos assuntos antes de se tomar uma decisão é muito doloroso, não é? Fundamentar a sua opção no “porque sim” é mais fácil e cómodo.
[Responder]
para nao criar confusoes, sou a favor do casamento sem descriminaçao de orientaçao sexual assim como da adopçao, mas creio que é importante fazer algumas ressalvas:
1) o ps apresenta esta proposta neste momento para suavizar o eleitorado de esquerda, em particular, o eleitorado que o bloco foi “roubar” ao ps (o roubar é só para simplificar a frase, já sei q ninguem é dono dos eleitores), visto que se prepara para apresentar, no q sao as politicas estruturantes do governo – economica, fiscal e laboral -, medidas mais à direita.
2) a esquerda, no seu conjunto, deveria denunciar a instrumentalizaçao de questoes serias como estas pela sua desonestidade intelectual e pela tentativa de manipulaçao dos eleitores.
3) as propostas de casamento, neste momento, nao devem considerar a adopçao de crianças, visto q isso inquinaria a discussao e, do ponto de vista meramente estratégico, poderia inviabilizar a proposta. A adopçao deverá ser deixada para mais tarde, mas ainda nesta legislatura.
4) referendar uma questao destas é um absurdo. só será feito se alguem quiser q nao vá adiante como aconteceu com guterres e a lei da ivg.
Para concluir, e pensando q a discussao irá, mais tarde ou mais cedo resvalar para o campo da adopçao ou mesmo da parentalidade, gostava de deixar expresso q se uma lesbica ou um gay quiserem ter um filho podem sempre tê-lo, de forma “utilitária”, ie, através de um acordo com alguém q se disponha a participar no processo de concepçao do filho e a ceder os direitos maternais ou paternais. Posto isto, creio q se o casamento já é facto adquirido, a adopçao será uma inevitabilidade. E ainda bem.
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53 Patrícia Gomes Lucas
Completamente de acordo.
Mas chame-lhe outra coisa, vá lá !!!!
Dou-lhe uma sugestão, tal chamar-se ao casamento homossexual “Bananas e Bananas”, ou “Passarinhas e Passarinhas” ?
Você por acaso é uma criança ? Caso contrário porque motivo opina sobre a adopção de uma criança por paneleiros (sim, está muito na moda) e fufas ? Por acaso já pensou o que irá sofrer uma criança quando os seus amigos souberem que os seus papás “pegam de empurrão” ? Por acaso já imaginou a humilhação quando os outros miúdos lhe disserem que o papá “atraca de proa ?”
A união entre homossexuais com os mesmos direitos é consensual, agora não venham com a treta do casamento, pois todos sabemos o que está encapotado por “trás”.
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“The Studio, acredito na democracia representativa. Apenas isso.”
Daniel, numa democracia representativa, os deputados eleitos representam os cidadãos. Se os cidadãos que representam são maioritamente contra, então os deputados deverão votar contra.
Se os deputados do PS representam o José Sócrates e não os cidadãos que os elegeram, não se pode falar em democracia representativa.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 31st, 2009 at 1:47
The Studio, se a maioria dos cidadãos são contra o que está no programa de um partido votam noutro.
E qual é o problema com os casamentos gay? Para já não falar de igualdade de direitos (quer civis quer económicos), a medida seria útil para os cofres do Estado, dado que, como sabem, é preciso pagar ao Estado uma taxa para se casar e outra taxa ainda maior para se divorciar. Como as finanças públicas estão no estado em que estão, uma pequena ajuda vinha a calhar…
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“O sufrágio das mulheres foi referendado? O fim da escravatura foi referendado?”
Mas porque a razão a escravatura foi abolida no Sec XIX e não no Sec XV ou XVI ? Porque apenas no Sec XIX houve uma opinião maioritária na população nesse sentido, o que não acontece não acontece ainda com o casamento gay. Logo a conclusão é a de que o casamento gay não deve ser legalizado.
“Aqui, qual é o bem constitucional ”
Oh minha senhora, tire a cabeça de dentro da Constituição e olhe para o mundo à sua volta.
A Constituição deve traduzir o sentimento maioritário da população e não o contrário, servir de instrumento para ditar leis contra a vontade da população.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 31st, 2009 at 1:46
“Mas porque a razão a escravatura foi abolida no Sec XIX e não no Sec XV ou XVI ? Porque apenas no Sec XIX houve uma opinião maioritária na população nesse sentido, o que não acontece não acontece ainda com o casamento gay. Logo a conclusão é a de que o casamento gay não deve ser legalizado.”
Ou seja, se a maioria das pessoas continuasse a ser a favor da escravatura seria absolutamente aceitável (e democrático) que ela continuasse a existir.
Uma estranha ideia de democracia. Mas não se pode dizer que me espante, caro The Studio.
Por mim, os gays podem casar, servir nas Forças Armadas, como dirigentes políticos, adoptar crianças, enfim, fazer tudo aquilo que os heterossexuais fazem.
Desde que, como é evidente, não tentem obrigar os outros a ser como eles.. coisa que, como é evidente, é muito difícil ou mesmo impossível de acontecer.
A partir do momento que nos definimos como sociedade livre e com direitos iguais independentemente de raça, sexo, credo, cor política e opção sexual, os direitos são mesmo iguais para todos. E as obrigações também, aliás.
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Daniel, eu sou muçulmano, residente em Portugal e, de acoredo com o que permite a minha religião e cultura, pretendo casar-me com duas mulheres.
E agora? Vai-me responder que o casamento não foi pensado para isso, que foi apenas pensado para duas pessoas. Eu, e muita gente, e muito bem, acho que o casamento foi pensado para um homem e uma mulher, como sempre foi assim, desde há milhares de anos.
Porque não criam um contrato jurídico com direitos à medida das necessidades dos homossexuais e chamam-lhe outra coisa? Depois podem também fazer a encenação do costume, com um de vestido branco comprido e véu na cabeça, com o arroz e tudo o resto do folclore.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 31st, 2009 at 1:58
Sebastião, já pensou porque é proibida a poligamia? Não é seguramente por causa da tradição. Em muitos países muçulmanos (a maioria) foi proibida. Apenas por uma razão: porque ela tem representado (já reparou que é sempe um homem e várias mulheres e não o contrário) uma espécie de poce e não uma relação entre iguais. Podemos discutir isto e o debate até é interessante. Não tem é nada a ver com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tão livres como duas pessoas de sexo oposto. Não por acaso, a poligamia não é legal em nenhum país democrático e livre e o casamento entre pessoas do mesmo sexo só é legal em países democráticos e livres. Porque será? Acabaram então as comparações disparatadas?
«É curioso que as vozes que aqui se insurgem contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo se refiram, quase exclusivamente, ao caso dos homossexuais masculinos…as mulheres ficam de fora dos comentários. Parece que têm medo que a homossexualidade seja um bicho que se lhes pegue e que daqui a um ano estejam a bailar no Trumps ou no Finalmente…
Fazem-me lembrar aquela personagem militar do Beleza Americana…»
É mais uma evidência (a juntar às demais) que esta questão traz à tona o medo (diria até pânico) de uma realidade que nem sempre nos é alheia. Falo, obviamente, da homofobia socialmente institucionalizada.
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«Porque é que insistem na figura do casamento e não se contentam com uma Lei que lhes dê todas as vantagens, direitos e deveres ainda que o contracto levasse outro nome?
Vou sentar-me.»
Eu respondo-lhe. Os mesmos direitos, mas outro rótulo? Rótulos é algo a que estas minorias já estão habituadas. Fora isso, é mais um argumento dos conservadores para a manutenção de uma discriminação.
Ah… E para quem diz que «é uma diferenciação, não uma discriminação», pode ir verificar o sentido semântico (até mesmo etimológico) de ambos os vocábulos e a ideia expressa é a mesma, especialmente, neste contexto.
Agora sim, pode sentar-se.
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«Bem, mas pondo este seu sentimento de inferioridade de lado, pergunto-lhe: é a favor dos casamentos incestuosos? É a favor de um casamento entre uma mãe e o seu filho de 18 anos?
Esta é a pergunta (conjugada com as do meu comentário anterior) que arrasa qualquer pessoa favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.»
Tem a certeza?
Ou precisa que lhe façam uma dissertação mais científica sobre as diferenças entre orientação sexual e incesto? Pode começar-se por aí…
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«Você por acaso é uma criança ? Caso contrário porque motivo opina sobre a adopção de uma criança por paneleiros (sim, está muito na moda) e fufas ? Por acaso já pensou o que irá sofrer uma criança quando os seus amigos souberem que os seus papás “pegam de empurrão” ? Por acaso já imaginou a humilhação quando os outros miúdos lhe disserem que o papá “atraca de proa ?”»
Como sempre, o António Cunha acerta na mouche… da ignorância, claro.
Os homossexuais já podem adoptar, sabia? Só não podem fazê-lo como um casal. Também talvez não saiba mas o que não falta são homossexuais (tanto “paneleiros” como “fufas”) com filhos… às vezes até mais do que um.
Por outro lado, parto do princípio que acha bem, portanto, preservar-se aquele que humilha e que desrespeita o outro. Mas… Tudo pelo bom nome e seriedade da comunidade, mesmo que haja uma família já constituída (não interessa o modelo), claro.
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«Oh minha senhora, tire a cabeça de dentro da Constituição e olhe para o mundo à sua volta.
A Constituição deve traduzir o sentimento maioritário da população e não o contrário, servir de instrumento para ditar leis contra a vontade da população.»
Errado! WROOOONG ANSWER!
A Constituição não serve para satisfazer os caprichos e opiniões da maioria.
A Constituição (e nomeadamente os artigos que dizem respeito a esta questão) servem para assegurar, sobretudo, que não pode ser a opinião pública da maioria a esmagar, a continuar a humilhar uma minoria apenas “porque sim”. A actual Constituição Portuguesa tem uma base muito clara que assegura que todas as pessoas, e sobretudo as minorias, são iguais perante a lei e na sociedade.
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Agora se não é respeitada (como se verifica), isso é outra história…
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Fado, quando o senhor chama à união de duas pessoas que se amam folclore eu deixo de debater. Fique bem.
Faz muito bem.
Quer fazer uma aposta comigo em como a primeira injunção de um gay com outro igual ou de uma lésbica com outra igual ou de um gay com uma lésbica ou de uma lésbica com um gay vai ter cobertura dos três canais de televisão com o beijinho das praxe e muito confetti e bagos de arroz?
[Responder]
Eu suponho que o senhor seja homossexual ou pretenda casar-se com um homem quando assim for permitido.
Supõe muito mal, se tiver mais de dezoito anos e menos de vinte e um terei todo o gosto de lhe mostrar que está enganada.
Claro que dois ou duas com mais dois ou duas se podem amar, até há casos em que quatro e dois se amam e dois e cinco também.
Olhe para mim sou um caso extremo, amo loucamente o Benfica, logo a seguir vêm a Isabel Angelino e depois a Sónia Tavares.
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Hum… talvez só mais uma.
O adultério já foi considerado crime (dizem que até ao 25 de Abril), nos dias que correm até se pode considerar socialmente bem aceite. No entanto uma relação polígama (sem enganar ninguém e sem conceito de posse) não é crime mas é “ilegal”, não se podem casar e é socialmente reprovável.
Curiosa esta mania do estado ( e não só ) se meter na vida do seu rebanho.
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Há aqui, neste debate, pessoas que não distinguem ética e direitos humanos de tradição e moral hipócrito-dominante.
Aprovar leis que facultem a possibilidade de haver casamentos entre pessoas do mesmo sexo, não altera em nada a vida, os direitos, os gostos, as opções dos que não querem casar-se, sendo hetero ou homossexuais. Logo, qual é o problema?? A mim, que sou hetero, e tenho filhos, o casamento nunca interessou. Por isso, não caso. Ninguém é obrigado a casar-se, e daí não vem mal ao mundo, é uma questão do foro pessoal, casa quem quer, quem não quer, não casa, já que este tipo de escolha não interfere na liberdade dos outros, nem os prejudica. Por que raio, então, é que algumas pessoas hão-de ser obrigadas a não casar?? O que é que eu tenho com isso, ou esses marialvas defensores de um referendo?? Usem a cabeça para pensar e respeitem os outros! É o mínimo exigível a um cidadão decente.
[Responder]
#59 Já pensou no que podem sofrer filhos de pais intolerantes e obtusos, ainda que heterossexuais?
Já pensou que a orientação sexual não é garantia, nem antes pelo contrário, de pais competentes, decentes, inteligentes, sensíveis?
Já constatou que muitos pais, em casementos heterossexuais, maltratam de várias maneiras os seus filhos, incluve violando-os?
Não considera que as hipóteses que levantei acima devem envergonhar as crianças perante os seus amigos?
Não considera que algumas das opiniões que que debita são fruto de puros preconceitos e falta de hábito de usar a cabeça para pensar?
[Responder]
O número de comentários que este “post” originou mostra bem, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é uma questão fracturante.
Muito embora nada tenha a opor relativamente ao casamento entre si destas pessoas, considerando que isso é matéria do foro íntimo de cada um, não posso concordar que a aprovação do mesmo se faça sem um amplo debate prévio e sem a realização de um referendo sobre esta matéria (aceito pois, na sua generalidade, comentários tais como o n.º 41 do Cristiano).
Gostaria no entanto de fundamentar um pouco melhor esta minha opinião.
Uma possível aprovação pela Assembleia da República do casamento entre pessoas do mesmo sexo parece-me ser, em grande medida, um aproveitamento legal mas no mínimo pouco moral, de deficiências de funcionamento da nossa democracia: na eleição de representantes para esta assembleia, para além de apenas nos ser permitido escolher “pacotes” de pessoas (listas fechadas), também nos é imposta a obrigatoriedade de escolha de “pacotes” de ideias (os programas eleitorais), sendo pouca ou nenhuma a liberdade de voto dada aos eleitos pelos vários partidos políticos.
Ora é de todos conhecido o que se passou nas últimas eleições legislativas, relativamente ao que recordo alguns aspectos:
a) o crescimento (potencial e efectivo) do BE obrigou o PS a inflectir à esquerda;
b) o que se traduziu, em primeiro lugar e com maior intensidade, em mudanças de posição deste último partido no domínio das chamadas questões fracturantes e;
c) em segundo lugar e com menor intensidade, em mudanças de posição deste mesmo partido no domínio da economia (recuperação do estado social), uma vez que nesta área tais mudanças são bastante mais difíceis de serem assumidas;
d) paralelamente o PSD, quando defendeu (se é que defendeu) alguma coisa, aparentou situar-se entre o neo-liberalismo e o populismo de direita.
O resultado de tudo isto é que conheço muito boa gente que votou BE ou PS pura e simplesmente por motivos relacionados com a área económica, discordando ao mesmo tempo das posições defendidas por estes dois partidos relativamente às “questões fracturantes”. Tratou-se, pura e simplesmente, de se evitar um “mal maior em termos económicos”.
Note-se, para além do mais, que não foi dada a estes eleitores a possibilidade de defenderem o estado social sem aceitarem o casamento de homossexuais!
Por tudo isto parece-me que a aprovação pela Assembleia da República do casamento de pessoas do mesmo sexo, sem a realização de um amplo debate nacional e sem a realização de um referendo, corresponderá de alguma forma ao “vencer de um jogo na secretaria”.
Com isto não quero dizer que não se trate de uma matéria que se revista de urgência para os principais interessados e que não deva ser entendida como tal, por motivos de solidariedade, pelos restantes cidadãos. É com certeza uma matéria urgente relativamente à qual importará encontrar uma resposta, justa e equilibrada, a muito curto prazo.
Importará no entanto sublinhar que existem outras matérias às quais deveria ser dada a mesma prioridade e que, frequentemente, aparentam estar esquecidas pelos principais partidos políticos.
A este propósito recordo duas intimamente relacionadas entre si, extremamente relevantes para a melhoria do funcionamento da democracia e para a redução do aprisionamento a que o poder político tem estado sujeito relativamente ao poder económico:
a) a reforma do sistema eleitoral (mediante a adopção de círculos uninominais) e,
b) o combate ao enriquecimento lícito mas imoral dos detentores de cargos públicos e de nomeação pelo poder político.
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Zunkruft (70),
Ou precisa que lhe façam uma dissertação mais científica sobre as diferenças entre orientação sexual e incesto?
Alto que já chegou aqui um expert: não me diga que o incesto é doença! É doença? Ena, estou sempre a aprender.
Qual a orientação sexual de um rapaz de 18 anos que tenha atracção sexual pela sua mãe? Ou pela sua irmã de 20 anos?
Zunkruft, não invente nem meta os pés pelas mãos: se desvincularmos a noção de filho da de casamento, não há razão alguma para continuar a vigorar o art. 1602.º do Código Civil. NENHUMA.
No caso de se aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não faz sentido que, não sendo as relações sexuais incestuosas proibidas – como não o são – o casamento o seja.
[Responder]
Por mim, os gays podem (…) adoptar crianças, enfim, fazer tudo aquilo que os heterossexuais fazem.
Desde que, como é evidente, não tentem obrigar os outros a ser como eles..
Tocou, sem querer, no ponto.
Imagine um casal dos verdadeiros ou seja um homem e uma mulher sócios do Benfica.
Têm um filho.
Acredita que vão a correr fazê-lo sócio do Sporting?
Vou voltar a sentar-me para ler os argumentos que contradigam esta verdade.
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71 Zunkruft
Mas ainda bem que aqui está voce, o nosso especialista em rabichisse e paneleirices.
Se houver referendo sobre o casamento eu voto NÂO.
Se o casamento não implicar adopção, eu voto sim.
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#77 Gente
“Ninguém é obrigado a casar-se, e daí não vem mal ao mundo, é uma questão do foro pessoal, casa quem quer, quem não quer, não casa, já que este tipo de escolha não interfere na liberdade dos outros, nem os prejudica.”
Um argumento semelhante foi utilizado para legalizar o aborto. Quem é contra continua a não o fazer. Quem é a favor, pode fazê-lo.
É um facto. O problema é que o aborto é um HOMICÍDIO.
A homossexualidade não é crime nem mata ninguém obviamente. Mas este argumento é perverso e não se deve aplicar nunca em nenhum caso. Leva milhões à morte, na ordem de um por segundo.
http://www.wickedshepherds.com/AbortionCounterandStats.html
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Para mim isto e’ um assunto que ja nao consigo discutir. Ha demasiada gente que roca a imbecibilidade, so para tentar racionalizar o que pura e simplesmente nao passa de preconceito. ou melhor, dum “nao concordo, porque nao gosto”. Fazem associacoes que sao de bradar aos ceus. No fim, por vezes la reconhecem a razao disso:”uhm, nao acho normal, e’ contra natura”.
Acho que temas destes sao bem demonstrativos da personalidade de cada um. A minha diz-me duas coisas: como cidadaos, somos todos iguais e temos todos os mesmos direitos perante o estado. E outra: sao os mais fracos que devem ser protegidos, e nao humilhados.
Bem, fico-me por aqui. por vezes meias palavras bastam.
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Pinto, sabe o que é orientação sexual, não sabe? E também sabe que a natureza psíquica da noção de incesto nada tem a ver com a orientação sexual, não sabe?
Mais uma coisa… O que não falta no nosso Código Civil é artigos que não espelham a realidade em que vivemos, reflectem algo que nunca existiu, na verdade.
A noção de filho nunca esteve vinculada à noção de casamento (não sei quem é que inventou isso), quer seja do ponto de vista antropológico ou de outra ordem.
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O Pinto não tem mesmo mais nada que fazer. Também vai sacar o currículo da psicóloga que diz ter “curado” 2 homossexuais?
E para alguém que até há pouco tempo queria à força toda que os homossexuais fossem considerados doentes mentais (deixe-se da habitual homofobia envergonhada…) não põe sequer em causa o estado mental de quem está numa relação incestuosa ou as consequências que daí vierem?
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“Mas porque a razão a escravatura foi abolida no Sec XIX e não no Sec XV ou XVI ? Porque apenas no Sec XIX houve uma opinião maioritária na população nesse sentido, o que não acontece não acontece ainda com o casamento gay. Logo a conclusão é a de que o casamento gay não deve ser legalizado.”
A abolição da escravatura nos E.U.A. foi um dos principais factores que contribuiram para o desencadear da Guerra Civil entre o Norte e o Sul.
Pelo seu comentário, presumo que ache que esta não devia ter sido abolida no século XIX. Então quando?
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ESTOU FARTO!!!
1- “Públicas virtudes, vícios privados” resume toda a hipocrisia dos que apregoam “altíssimos valores morais” para os outros e, depois, na sua própria efémera existência, praticam o “Bem prega Frei Tomás…”;
2- “Javardês” é o “palavrão” utilizado sem qualquer necessidade e que está muito próximo de um “complexo de inferioridade”, tipo “se nâo falar desta maneira, não sou homem nem sou nada”.
Neste segundo “episódio”, permitam-me que me dirija ao Pinto:
A) Já nos “conhecemos” de outro “post”;
B) Presumo que ainda esteja a reflectir sobre o facto histórico que foi o Concílio de Niceia 325 DC;
C) Talvez, por isso, ainda não tenha chegado ao “conceito casamento da sua matriz cristâ”, segundo o Papa Alexandre VI;
D) Desculpe mas, o meu amigo segue a táctica futebolística de “chutar a bola para a frente” e, se a outra equipa a apanha, agora “chuto-a para fora”. O “apanha-bolas” manda outra “lá para dentro”, o meu amigo “apanha-a” e volta a “chutá-la para a frente”;
E) “Doença”? “Doença”? Poderá explicar?
F) Na sua religião há um preceito muito bonito: “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”. Não venha agora afirmar que não há homossexuais católicos, por exemplo…
Um abraço !
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Ainda há muita homofobia, reparem no pensamento que abaixo exemplifico:
“Se dois gays podem casar,
então ser gay já não é uma coisa mal vista..
Isso quer dizer que eu já posso por aquela hipótese de ser gay (que me tinha feito confusão na adolescência e que me fazia sentir inferior)..
É melhor ser contra isso…”
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Esquecemos o casamento de Hermafroditas com dupla personalidade, desde que psiquiatricamente assistido.
Somos cidadãos de um Estado laico, quem quer casar que se case, quem não quer, não case.
Coimbra, Lisboa, Évora e Goa, já não são sedes do Santo Ofício há alguns anitos…
[Responder]
“No caso de se aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, não faz sentido que, não sendo as relações sexuais incestuosas proibidas – como não o são – o casamento o seja.”
Caso o seja, o Pinto vai-se mover nesse sentido, constato.
Leia;
“First, there’s a difference between showing that an argument for permitting homosexuality is bad and showing that homosexuality shouldn’t be permitted. To show the latter, you need an argument to that very conclusion; it won’t do to show that some argument for permitting homosexuality is actually a bad argument. Refuting an argument in support of X is different from giving an argument for not-X.
Second, I’m not sure you succeed in even showing that the argument you consider for permitting homosexuality is a bad one. You want to say that if the argument were correct then it would also permit incest; since the latter shouldn’t be permitted, something must be wrong with the argument. But I’m not sure I agree that the argument you consider about homosexuality really would also apply to incest. That’s because I think that incestuous relationships do often lead to psychic harm for one or both of the individuals involved (as opposed to homosexual relationship, which don’t lead to such harm – at least not significantly more often than heterosexual ones do). ”
E tendo lido,
1) Explique então, porque é que a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser proibida? Se conseguir evitar o incesto e a poligamia, demonstrativos de uma absoluta ausência de argumentos, talvez seja possível ter uma discussão racional.
2) Quais os argumentos que invoca para impedir o casamento incestuoso?
[Responder]
Mas se este assunto não é prioritário nem importante, se não passa de uma bagatela da extrema-esquerda e dos gays destruidores da boa moral portuguesa, porque é que a direita e os conservadores deste país perdem tanto tempo a discuti-la? Não têm assuntos mais importantes para tratar, como salvar a nossa economia do socialismo?
[Responder]
DANIEL OLIVEIRA
O tal partido que o proprio não reconhece como tal (PEV), por ser inocuo e de acção invisivel, vai reforçar o diploma que já tinha entregue na AR sobre a mesma materia na lesgislatura anterior e dar a conhecer publicamente o conteúdo de um projecto lei a garantir o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Há coisas incriveis, não há Daniel?
Podia-me explicar o que entende por sectarismo?
A.R.A
[Responder]
8 Daniel Oliveira
sobre “questões fracturantes”, acções deterministas de spin nos media e agendas ocultas, referia-me ao curriculo do dr. Bacelar Gouveia – então este senhor não foi o mesmo que foi enviado especial de Portugal para redigir e organizar a instituição da Constituição de Timor numa altura crucial em que (eles) já sabiam que ia ser adoptada a politica neoliberal para o território? foram precisos uma revolta generalizada da população, a expulsão de um 1º ministro “inconveniente” uma invasão estrangeira e um golpe de Estado para nós ficarmos finalmente a perceber o que tinha sido tramado.
Portanto era isto que eu queria dizer, quando este Bacelar (ou outro spinner qualquer) aparece a botar escritura nos jornais de referência (sobre casamentos, tgv´s, pastéis de nata, sindicatos, ou o que seja…) é porque existem intenções escondidas para lançar a populaça em questões laterais ( as tais manobras de distração a que me referi)
Bom, o alvo foi o dr. Bacelar, agora se o Daniel enfiou também a carapuça de agitador de questões fracturantes encomendadas, nada mais tenho a declarar
[Responder]
The studio:
O sufrágio das mulheres foi referendado? O fim da escravatura foi referendado?”
Mas porque a razão a escravatura foi abolida no Sec XIX e não no Sec XV ou XVI ? Porque apenas no Sec XIX houve uma opinião maioritária na população nesse sentido, o que não acontece não acontece ainda com o casamento gay. Logo a conclusão é a de que o casamento gay não deve ser legalizado.
“Aqui, qual é o bem constitucional ”
Oh minha senhora, tire a cabeça de dentro da Constituição e olhe para o mundo à sua volta.
A Constituição deve traduzir o sentimento maioritário da população e não o contrário, servir de instrumento para ditar leis contra a vontade da população.
OLHE QUE NÃO…A ESCRAVATURA, QUANDO FOI ABOLIDA, NÃO REUNIA O CONSENSO DA SOCIEDADE…O PONTO É ESSE. A LEI, EM MATÉRIA DE DIREITOS HUMANOS, NÃO ESPERA PELA UNANIMIDADE OU PELO ACORDO DA MAIORIA DA SOCIEDADE. A LEI DÁ O SINAL. DÁ A DIANTEIRA. NÃO PODE LEGITIMIMAR, COMO É O CASO, UMA DISCRIMINAÇÃO FUNDADA NA HOMOFOBIA. E JÁ AGORA, EU OLHO À MINHA VOLTA, SABE; SOBRETUDO SEI COLOCAR-ME NO LUGAR DO OUTRO. FALO NA CONSTITUIÇÃO PORQUE NÃO SE PODE FALAR NO REFERENDO SEM FALAR NAS REGRAS DO MESMO. TENHA LÁ PACIÊNCIA.
[Responder]
S (83),
Onde está a discriminação em função da orientação sexual? Qualquer pessoa (exceptuando, como é óbvio, os casos das incapacidades previstas no Código Civil) pode celebrar o contrato casamento, nos moldes em que este está concebido. um homossexual pode celebrar o contrato casamento … com uma pessoa de sexo oposto.
S, vou-lhe repetir – para lhe mostrar que caberá ao STJ abrir o casamento para o campo do incesto – o que já aqui respondi outrora:
Como escreve José Oliveira Ascensão no seu livro O Direito – Introdução e Teoria Geral, Uma perspectiva Luso-Brasileira, 11ª Ed.: “toda a fonte necessita de ser interpretada para que se revele a regra que é o seu entendimento” (pág. 377). Mais à frente, a propósito do elemento sistemático da interpretação, explica que “A interpretação deve ter em conta a “unidade do sistema jurídico”. Repetidamente acentuámos [adianta o autor] já que toda a fonte se integra numa ordem, que a regra é modo de expressão dessa ordem global. Por isso a interpretação duma fonte não se faz isoladamente, atendendo por exemplo a um texto como se fosse válido fora do tempo e do espaço. Resulta pelo contrário da inserção desse texto num conjunto jurídico dado“ (pág. 394). Continuando a explicar e a contextualizar os elementos da interpretação, sublinha que ”Devem-se ter em conta todos aqueles dados ou acontecimentos históricos que expliquem a lei.” (pág. 397). Mais à frente esclarece o elemento teleológico, dizendo que “é o elemento a ponderar na interpretação o que podemos chamar a justificação social da lei. A finalidade proposta é tida em conta para que a ela seja adequada a regra resultante. Todo o direito é finalista. Toda a fonte existe para atingir fins ou objectivos sociais. Por isso, enquanto se não descobrir o para quê duma lei, não se detém ainda a chave da sua interpretação.” (pág. 399).
Tendo isto em linha de conta, não faz sentido que, transformando o casamento num mero contrato de afectos, este continue a proibir algo baseado num argumento que por si já está vazio e morto – a questão dos filhos – e que a lei não proibe por si só.
Se perceber alguma coisa, ainda bem. Se não perceber (que é o mais certo), tudo bem na mesma: afinal de contas foi só fazer ctrl C + Ctrl V de um comentário antido que aqui escrevi.
[Responder]
Daniel Oliveira, brilhante como sempre.
Aliás Daniel, já viu como um tema tão “pouco prioritário” e “que só interessa a pouquíssima gente” resultou num sem número de comentários, e afirmações fantásticas, vindas de cidadãos de uma democracia liberal europeia como a nossa…afirmações lindas do tipo chamar “folclore” ao casamento entre PMS, ou compara-lo aos casamento entre pessoas a animais (só mesmo um animal não se apercebe da diferença entre casar com animais e casar com pessoas adultas e livres). Concordo inteiramente com o Daniel, dizer que este assunto não é prioritário é mesmo argumento de quem não tem argumentos, senão aqueles baseados en concepções retrógradas, medievais e a escorrer a valores de “pseudo-tolerãncia cristã”. Mas mesmo esse assunto do prioritário e de interessar a pouquíssima gente falha. Senão repare: acha que o combate ao desemprego deve ser prioritário para o governo? Eu acho que sim, apesar de existirem pouco mais de 500 mil (e já são muitos) desempregados em relação a quase 11 milhões de pessoas. Se tivermos em conta que há em Portugal, segundo estudos baseados em census e outros a nível mundial, cujo rigor científico não conheço, que concluiram que a orientação sexual exclusivamente homossexual (sim, exclusivamente homossexual, é que no relatório Kinsey, há 6 orientação sexuais, segundo uma escala do unicamente homo ao unicamente hetero) ronda os 5-10% da população mundial…contas feitas há mais gays que desempregados…Se usarmos o argumento falacioso do interessar a pouca gente, então temos de nos interessar mais pela questão, para mim de direitos humanos, do acesso ao casamento por PMS, do que pelos desempregados, que são, imagine-se, em relação à população activa, uma minoria! Obviamente que não é pela quantidade de pessoas que se estabelecem prioridades: é urgente combater a crise, é urgente combater o desemprego, é urgente melhorar a educação e reforçar o SNS, é urgente cumprir os mais básicos direitos humanos de acesso ao casamento civil para todos cidadãos e para todas as cidadãs…alguem disse, aí nos comments, que era um pagador compulsivo de impostos e era contra esta “estapafúrdia”…eu também sou pagador de impostos, dos mesmos, por ventura, e quero ter esse direito que me negam…I pay my taxes too, and I want my rights!!
Por último, direitos humanos são direitos, têm sempre lugar para discussão em qualquer altura, de qualquer democracia…não se compadecem com oportunidades…Direitos humanos não são para ser discutidos nem para a semana, nem para o mês que vem, nem para depois da crise…É AGORA!
[Responder]
“Faz muito bem.
Quer fazer uma aposta comigo em como a primeira injunção de um gay com outro igual ou de uma lésbica com outra igual ou de um gay com uma lésbica ou de uma lésbica com um gay vai ter cobertura dos três canais de televisão com o beijinho das praxe e muito confetti e bagos de arroz?”
ÒH fado alexandrino, por momentos, pensei que estava a descrever a cobertura televisiva do casamento da Princesa Diana e do Carlos, ou da Letícia e do Marido príncipe das Astúrias que não sei o nome… Veja lá, coberturas televisivas existem sim, mas, plo que se sabe, são todas de casamentos entre pessoas de sexo não igual…E confettis, e bagos de arroz, há de tudo, heterossexualmente falando claro está, é que se for casamento gay os confetti´s já não são confetti´s, os bagos de arroz deixam de o ser,e o beijo da praxe, que para alguns é giro e tal e coiso, para o meu amigo alexandrino vai ser motivo para nauseas, vómitos e toda a panoplia de sintomas dispépticos. Lá está, beijos são beijos, e beijos há muitos…seu…fado alexandrino.
[Responder]
«Você por acaso é uma criança ? Caso contrário porque motivo opina sobre a adopção de uma criança por paneleiros (sim, está muito na moda) e fufas ? Por acaso já pensou o que irá sofrer uma criança quando os seus amigos souberem que os seus papás “pegam de empurrão” ? Por acaso já imaginou a humilhação quando os outros miúdos lhe disserem que o papá “atraca de proa ?”»
Oh meu caro António Cunha, afinal onde está o problema? Na adopção ou nos “outros” que humilham, discriminam, censuram, segregam, comparam, mutilam? Acertou em cheio na questão…é que o problema é justamente os Antónios Cunhas da sociedade…Diga-me uma coisa: “se os outros miudos não dissessem á criança que o pai pega de empurrao, com diz, isto é, se não houvesse discriminação social, já era a favor da adopção?…:)
Querendo dizer o contrário, acabou por dizer uma grande verdade.
E meu caro, as crianças são humilhadas por serem pobres, por não terem roupa de marca, por serem gordas, por terem acne na cara, por serem filhos de mães solteiras, por terem pais divorciados, por não terem pais e estarem na casa da avó e da tia, por viverem numa instituição, por terem labio leporino, por terem pé boto e andarem com aquelas botas ortopédicas horrendas, por haver o boato de que a mãe se prostitui, ou o boato de que o pai do aluno A anda metida com a mãe do aluno C…por todos estes motivos, e tantos outros, as crianças são discriminadas….e no futuro, também o vao ser por terem sido adoptadas por quem lhes quis garantir um futuro melhor e olhe, por acaso, quem lhes quis garantir isso e as amou foram a Teresa e a Madalena, ou o António e o Pedro….mas como todas as outras discriminações caro António, a criança, vive e ultrapassa tudo isso… não se preocupe, elas ultrapassam, os Antónios Cunhas portugueses é que não…
[Responder]
Pinto.
“Onde está a discriminação em função da orientação sexual? Qualquer pessoa (exceptuando, como é óbvio, os casos das incapacidades previstas no Código Civil) pode celebrar o contrato casamento, nos moldes em que este está concebido. um homossexual pode celebrar o contrato casamento … com uma pessoa de sexo oposto.”
Quando nos E.U.A. o casamento interracial era proibido não existia discriminação. Porquê? Porque qualquer pessoa pode celebrá-lo nos moldes em que está concebido.
Haja paciência…
Novamente, veja se responde desta vez;
1) Explique então, porque é que a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser proibida? Se conseguir evitar o incesto e a poligamia, demonstrativos de uma absoluta ausência de argumentos, talvez seja possível ter uma discussão racional.
2) Quais os argumentos que invoca para impedir o casamento incestuoso?
Só lhe resta argumentar que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido porque se abre a porta ao casamento incestuoso? Curioso, como em nenhum dos países em que foi permitido o primeiro, não há sequer discussão pública, visibilidade, nada sobre o segundo.
[Responder]
Por Pinto;
“Esta é a pergunta (conjugada com as do meu comentário anterior) que arrasa qualquer pessoa favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
E as reacções são de dois tipos: o silêncio – solução optada pelo Daniel e muitos outros que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, só porque sim, porque dá um arzinho de modernidade – e as respostas sem nexo e facilmente desmontáveis.”
Eu já lhe respondi à do incesto tantas vezes e o Pinto é que continua a fugir à questão.
E depois ainda tem a lata de ser arrogante…
[Responder]
«Em muitos países muçulmanos (a maioria) foi proibida. Apenas por uma razão: porque ela tem representado (já reparou que é sempe um homem e várias mulheres e não o contrário) uma espécie de poce e não uma relação entre iguais.»
Daniel, não vamos cair no estereotipo, pois se há casos em que isso é verdade, outros haverá também em que a poligamia está assente numa relação de respeito entre os elementos do casal.
»Não tem é nada a ver com o casamento entre pessoas do mesmo sexo.»
Tem a ver com casamento. E na nossa cultura casamento é um homem uma mulher, não é um homem duas mulheres, dois homens ou duas mulheres.
»Não por acaso, a poligamia não é legal em nenhum país democrático e livre»
Não é bem assim, e o Daniel sabe que não é.
«Acabaram então as comparações disparatadas?»
Comparação diparatada é comparar um casal homossexual a um casal heterossexual.
[Responder]
Ó S lá está você a olhar para o passado com os olhos do presente. Veja se consegue ganhar alguma distância na análise do passado.
Há 100 anos atrás (e até menos) achava-se – erradamente diz-se hoje – que os negros eram seres inferiores. A ciência do Séc. XIX apontava nesse sentido. Basta lembrar o que Darwin (essa referência ainda nos dias de hoje) escreveu sobre o assunto em Descent:
“a extinção resulta principalmente da competição de tribo contra tribo, raça contra raça”, [permitindo à tribo ou raça vitoriosa passar adiante com os seus dotes superiores].
Isso não é uma queixa moral; é uma descrição científica objectiva expressa por Darwin inteiramente e sem receios. Como o motor da evolução nunca pára, essa descrição também é uma profecia. Novamente, de acordo com ele:
“Num período futuro, daqui a poucos séculos, as raças de homens civilizados irão, quase certamente, exterminar e substituir as raças de selvagens por todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos [i.e., que mais se parecem com os homens] … irão, sem dúvidas, ser exterminados. A distância então será ampliada, pois irá separar o homem num Estado mais civilizado, esperamos, que o dos caucasianos, e algum macaco inferior como um babuíno, ao invés de ser como a distância no presente, entre o negro ou o australiano e os gorilas.”
Volto a lembrar que foi Darwin que escreveu isto. Aquele Darwin que o Arrastão há tempos enalteceu neste espaço
Bem, aidante. Como se considerava que a raça negra era inferior, alguns países, seguindo uma crença cega na ciência (como acontece hoje com os aquecimentos globais , etc.), tomaram medidas. Aos olhos da época fazia sentido. Hoje não faz.
Mais: até ao Séc. XIX o casamento era um assunto estritamente religioso – não havia casamentos civis; foi mais uma que o Estado laico nascido da Revolução Francesa foi beber à religião – e a Igreja nunca proibiu, expressamente, o casamento entre raças.
Agora o casamento entre pessoas do mesmo sexo é coisa bem diferente: estamos a descaracterizar o contrato em si … desde a raiz.
S,
1) Explique então, porque é que a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser proibida?
Porque o casamento é, na sua essência, o contrato entre homem e mulher para a constituição de uma família, contrato esse de onde se prevêem filhos. Até podem criar um contrato para reger as relações entre dois homens ou duas mulheres, agora esse contrato não pode ser o mesmo, e com as mesmas características, que o casamento. Terá de ter particularidades próprias.
S,
Se conseguir evitar o incesto e a poligamia, demonstrativos de uma absoluta ausência de argumentos, talvez seja possível ter uma discussão racional.
Mas, querendo meter tudo no mesmo saco, não dá para dissociar uma coisa da outra. É próprio do sistema jurídico (e da lógica, aliás … nem é preciso perceber de Direito).
S,
2) Quais os argumentos que invoca para impedir o casamento incestuoso?
Tendo em linha de conta que do casamento se presume a existência de filhos – e é a Lei que o presume, como já lhe demonstrei – o argumento é evitar a consanguinidade. E depois ainda existe outro argumento, também válido: o aspecto social e religioso. As relações incestuosas são reprovadas socialmente e a religião, de onde provém a matriz do casamento, também o condena.
S,
Curioso, como em nenhum dos países em que foi permitido o primeiro, não há sequer discussão pública, visibilidade, nada sobre o segundo.
Quem lhe disse?
Holanda registra casamento polígamo
Informou “The Brussels Journal” que a Holanda registrou em cartório o primeiro casamento bígamo, i. é, de um homem e dois mulheres. Trata-se de uma “união civil” que é aceita em virtude da própria lei que permite o “casamento” homossexual, sob forma de “acordo civil”.
Como vê o Supremo Tribunal holandês alargou, por interpretação, o casamento às relações polígamas. Vejamos como irá interpretar quando uma mãe se quiser casar com o filho e recorrer para aquela Instância.
Mais: também seria curioso saber porque raio é que a Califórnia já tinha permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo e agora pretende voltar atrás (nem sei se já voltou). Qual a razão? O que é que não correu bem?
S, nem tudo o que se faz e altera representa progresso. Na I República os nossos intelectuais anti-religiosos, acharam que, sendo o Estado laico, não fazia sentido existir feriados religiosos, casamentos religiosos, etc. Então trataram de acabar com todos os feriados de carácter religioso, inclusive o dia de Natal, que deixou de ser feriado, e deixaram de reconhecer os casamentos celebrados pela Igreja. Anos mais tarde veio-se a verificar que isso não correspondia à vontade do povo (que, parecendo que não
- também conta) e toca de voltar atrás.
[Responder]
A estrutura autoritária, autocensória, egocêntrica da mídia portuguesa, reflexo da política e influenciando a política, desmascarada:
Vejam isto….
http://sinistraministra.blogspot.com/2009/11/universidade-de-viena-de-austria.html
[Responder]
S, o seu comentário 101 foi publicado após eu lhe ter respondido. Se tivesse sido publicado aquando do 100, garanto-lhe que ficava mesmo sem resposta às perguntas. E não era por não as ter; é mesmo pela sua falta de educação.
É que você tem o “dom” de isultar sempre quem consigo conversa e de si discorda. É assim aqui e é assim no Jugular.
[Responder]
“Como vê o Supremo Tribunal holandês alargou, por interpretação, o casamento às relações polígamas. Vejamos como irá interpretar quando uma mãe se quiser casar com o filho e recorrer para aquela Instância.”
errado. casamento e uniao civil sao duas entidades separadas na holanda. nao manipule os factos… os casais de mesmo sexo podem casar desde 2001. unioes civis ja eram aprovadas desde 1998. Estar a misturar duas coisas em entidades diferentes nao funciona quando comete erros tao basicos.
“Mais: também seria curioso saber porque raio é que a Califórnia já tinha permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo e agora pretende voltar atrás (nem sei se já voltou). Qual a razão? O que é que não correu bem?”
Qualquer coisa me diz que nao acompanhou os acontecimentos de perto. Nem a contestacao a ser possivel referendar tal coisa, nem os movimentos de bastidores de associacoes religiosas e investimentos milionarios em campanha, nem os numero reais da votacao apesar de tudo isto. O Pinto deve andar mas e’ na brincadeira com este assunto.
“Porque o casamento é, na sua essência, o contrato entre homem e mulher para a constituição de uma família, contrato esse de onde se prevêem filhos.”
O casamento e’ um contrato celebrado entre duas pessoas para a constituicao de uma familia, com ou sem filhos. ponto. se nao fosse assim, ja se disse mil vezes, gente infertil nao se poderia casar. dizer “presuncao”, pressupoe entao que teria de haver ignorancia dessa condicao pelo menos. de as voltas que quiser, a sua definicao nao se enquadra na realidade.
“Como se considerava que a raça negra era inferior, alguns países, seguindo uma crença cega na ciência (como acontece hoje com os aquecimentos globais , etc.), tomaram medidas. Aos olhos da época fazia sentido. Hoje não faz.
Mais: até ao Séc. XIX o casamento era um assunto estritamente religioso – não havia casamentos civis; foi mais uma que o Estado laico nascido da Revolução Francesa foi beber à religião – e a Igreja nunca proibiu, expressamente, o casamento entre raças.”
ai. isto ate cansa. A raca negra nao era considerada inferior devido ‘a ciencia. A ciencia apenas ajudou a solidificar o preconceito ja existente, socialmente assumido. Da mesma forma que sem provas a homossexualidade fora “cientificamente” considerada uma doenca, e tudo isso partiu de preconceito social ja existente, que procura sempre novos reforcos. Cum diabo, deixe de manipular as coisas.
O casamento nunca foi um assunto estritamente religioso….. o casamento existe desde que a sociedade existe. a religiao apenas se apropriou dela – e nao se chama casamento, mas sim “matrimonio” neste caso. O que acusa o estado laico de fazer, mais nao foi o que a religiao fez tambem. Mas essa cerimonia sempre pertenceu ‘as pessoas. Esta ideia maluca de que o cristianismo ou a religiao fundou o casamento ate da vontade rir.
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“Como vê o Supremo Tribunal holandês alargou, por interpretação, o casamento às relações polígamas”
O que eu queria dizer, para quem nao entendeu , e’ que o sr. Pinto classificou uma uniao civil como casamento. a relacao poligama foi feita no ambito da uniao civil, e nao casamento. foi por isso que lhe disse para nao manipular os factos.
[Responder]
Veja lá, coberturas televisivas existem sim, mas, pelo que se sabe, são todas de casamentos entre pessoas de sexo não igual
Não percebeu nada do que eu quis sugerir, aliás como o senhor Daniel Oliveira, só que ele foi mais esperto e retirou-se do assunto com um pontapé.
Não está aqui em causa direitos e deveres ou garantias ou qualquer patacoada do género, tudo isso podia ser consignado numa lei ordinária.
O que está aqui em causa são simbolos.
Os LGBT curiosamente querem e afirmam com muito orgulho que são diferentes mas querem apropriar-se dos símbolos para se tornarem iguais, e neste símbolo lá está o do casamento.
Não é o casamento como acto que lhes interessa, interessa é poderem dizer, vergamos a sociedade a conceder-nos a igualdade a nós que queremos ser diferentes.
Porque é que isto depois se transforma em folclore?
Ora muito naturalemnte quando vemos duas senhoras ambas vestidas de noivas ou dois senhores ambos vestidos de noivos algo está errado e não vou aqui explicar-lhe porquê, porque sendo uma descrição gráfica a censura do blog não a deixava passar.
Resumindo, sou contra o casamento nestes moldes, apoio totalmente uma lei que lhes dê todas as garatias que reclamam.
[Responder]
“Os LGBT curiosamente querem e afirmam com muito orgulho que são diferentes mas querem apropriar-se dos símbolos para se tornarem iguais, e neste símbolo lá está o do casamento.
Não é o casamento como acto que lhes interessa, interessa é poderem dizer, vergamos a sociedade a conceder-nos a igualdade a nós que queremos ser diferentes.”
ou se faz de desentendido dos termos e simbolos, ou entao e’ mal intencionado na analise.
Vai ser a primeira e a ultima vez que explico isto a alguem, preste atencao sr.Alexandrino.
O orgulho de se ser diferente significa nao ter vergonha em ser-se diferente. Saber que na diferenca (orientacao sexual) somos todos iguais.
Nem a palavra orgulho significa mais do que contraposicao a “vergonha”, nem a palavra “diferente” significa vontade de se ser E’ uma condicao. A mulher e’ diferente do homem, e nao e’ por isso que vai dizer que elas querem ser diferentes por o serem, e que por isso devem ter direitos menores.
“vergamos a sociedade a conceder-nos a igualdade a nós que queremos ser diferentes”
1- somos parte dessa sociedade. Por muito que lhe custe. E grandes nomes houve na historia.
2- Usar esse argumento e’ o mesmo que dizer que os pretos, as mulheres, os judeus, e por ai fora em dada altura tentaram vergar a sociedade.
3- Nao, tentaram apenas reivindicar nela o lugar que devem ter.
4- Numa sociedade onde essas batalhas nao tivessem sido travadas, o senhor possivelmente devido ‘a sua descendencia teria de trabalhar como escravo, nao poderia ter direito de voto, e muitas outras coisas. Houve gente que lutou para que o senhor pudesse ser igual, apesar de em muitos aspectos outrora valorados, ser diferente.
Isto nao sao assuntos para se brincar com termos. Para si talvez seja, para pessoas que vem a sua vida afectada por isso, certamente que nao.
5-”igualdade a quem quer ser diferente”. leia a minha primeira resposta. E escreva correctamente: igualdade a quem e’ diferente, porque essas diferencas sao insignificantes, pois somos todos iguais: cidadaos, seres humanos.
[Responder]
Fado Alexandrino, atente no seu comentário #108 e repare nas expressões que usa.
Vai chegar à conclusão e concordar comigo de que sofre, de facto, de homofobia (quem sabe internalizada, não sei…).
«Os LGBT curiosamente querem e afirmam com muito orgulho que são diferentes mas querem apropriar-se dos símbolos para se tornarem iguais, e neste símbolo lá está o do casamento.»
Apropriar-se? De um símbolo? Tem a certeza?
Para mim, é o… símbolo de uma instituição social garante a igualdade entre indivíduos.
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105
E o Pinto reduz todos os que são a favor da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo a ares de modernidade porque vêem os “Morangos com Açúcar” (palavras suas). Continua-lhe a escapar que os homossexuais são seres humanos e o que está em discussão são direitos humanos.
Quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo for aprovado nem aí o Pinto ganhará algum descanso. Entretenha-se então.
Quanto à sua ausência de argumentos, já os repetiu tantas vezes, apesar de ter abandonado alguns (como o querer que os homossexuais fossem todos considerados doentes mentais), mas de resto é a mesma demagogia do costume e a mesma necessidade de se agarrar a migalhas.
“Ó S lá está você a olhar para o passado com os olhos do presente.”
Quem é que aqui há algum tempo estava sempre a falar da decisão da American Psychiatric Association de remover a homossexualidade da lista de doenças mentais ignorando o contexto e o preconceito da altura?
E a sua invocação de Darwin é patética, que vai em linha com outras crenças suas… Ninguém precisava de Darwin para pensar que os negros eram inferiores, nem nunca o defendeu Darwin. Experimente lê-lo. Pelo contrário, Darwin foi dos que teve a audácia (para a altura) de colocar os negros e os brancos na mesma espécie, declarando que as diferenças entre estes eram meramente superficiais e relacionadas com a cultura em que se inseriam.
E é mais uma questão que não respondeu; “Quando nos E.U.A. o casamento interracial era proibido não existia discriminação. Porquê? Porque qualquer pessoa pode celebrá-lo nos moldes em que está concebido.”
O resto já lhe responderem.
P.S.; Novamente, existe discussão pública ou visibilidade sobre o casamento incestuoso nos países em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal? O casamento polígamo não é bem a mesma coisa.
[Responder]
Pinto,
Os casais infertéis podem-se casar. Porque é que os casais incestuosos mas também inférteis não podem? Lembro-lhe que os casamentos interraciais eram proibidos na ausência de quaisquer argumentos válidos e por meros preconceitos sociais.
[Responder]
Jovias (106),
errado. casamento e uniao civil sao duas entidades separadas na holanda
Bem, se não sabe fica a saber: o Supremo Tribunal Holandês, veio permitir, por interpretação extensiva da lei, que seja possível O CASAMENTO POLÍGAMO. Repito, CASAMENTO POLÍGAMO.
Todo o casamento em registo civil se trata de uma união civil contratual. Hoje, na Holanda, é possivel que um homem vá com 4 mulheres à conservatória para celebrar casamento. É POSSÍVEL.
Se não sabe não desminta. Aprenda com humildade.
se nao fosse assim, ja se disse mil vezes, gente infertil nao se poderia casar
E mil veze se repetiu que a presunção da existência de filhos é uma das características que está intrínseca ao contrato “casamento”. Não faz sentido algum alargar-se o âmbito desse contrato para uma esfera onde essa presunção seja impraticável.
Óbvio que há casais que estão impossibilitados, por razões de saúde. E outros há que não têm filhos por uma razão de escolha pessoal. No entanto as leis devem ser gerais e abstractas. Nunca se poderia fazer uma lei que dissesse algo do género: a presunção de paternidade deixa de fazer efeito para os casos X e Y. A lei não seria abstracta. Caso bem diferente é a própria lei alargar essa alçada, geral e abstracta, para um campo onde uma das características do contrato (a presunção da existência de filhos) seja impossível.
A única solução plausível seria a remoção dessa presunção do contrato “casamento”, ou seja, separar juridicamente as duas coisas: uma coisa seria o casamento – contrato de afectos entre duas pessoas – outra os filhos. Neste caso a paternidade presumir-se-ia pelo consentimento ou por testes de paternidade (testes ADN, por exemplo) e o casamento resumir-se-ia a um mero contrato de afectos. É isto que defende?
se nao fosse assim, ja se disse mil vezes, gente infertil nao se poderia casar (…) O casamento nunca foi um assunto estritamente religioso….. o casamento existe desde que a sociedade existe
Não. Chega. Isto é revelador de muita ignorância em relação a este tema.
Vá ler, aprenda, e depois discuta. Você, neste momento fala daquilo que não sabe e diz disparates atrás de disparates.
Aprenda meu caro. Aprenda antes de falar.
[Responder]
Jovias e S, não é arrogância mas paro por aqui. Só voltarei a responder-vos se vir que o que dizem vale a pena ser comentado e discutido.
Por enquanto chega.
[Responder]
ESTOU FARTO!!!
Terceiro e último “episódio” (pode haver epílogo…)
Permitam-me que me dirija a S, Jovias e Zunkruft:
A) Se derem umas “voltinhas” noutros “posts” (incluindo os que já estâo no Arquivo), podem verificar que não vale a pena tentar argumentar lucidamente com quem não consegue ter, no mínimo, uma linha de pensamento coerente;
B) Vou tentar dar uma “ajuda” a esses que eu referi (escrevam que há coerência, dentro do princípio de que “todos somos iguais mas, há uns que são mais iguais do que os outros”);
C) Se quiserem, leiam o que eu escrevi no #88.
Por último, vou tentar, mais uma vez “falar” com o Pinto:
1- Penso que tive o cuidado de nunca o ofender;
2- Se não quiser dar respostas às questões que lhe vou colocando, tem todo o direito mas, para quem, como você, se sente facilmente insultado, ao menos escreva “não estou para o aturar”;
3- Então, agora, já cita Darwin? Por amor de deus,
fico à espera que consiga afirmar “pronto, houve o Big-Bang mas foi Deus quem o fez”.
Abraços e portem-se bem.
[Responder]
“Bem, se não sabe fica a saber: o Supremo Tribunal Holandês, veio permitir, por interpretação extensiva da lei, que seja possível O CASAMENTO POLÍGAMO. Repito, CASAMENTO POLÍGAMO.
Todo o casamento em registo civil se trata de uma união civil contratual. Hoje, na Holanda, é possivel que um homem vá com 4 mulheres à conservatória para celebrar casamento. É POSSÍVEL.
Se não sabe não desminta. Aprenda com humildade.”
O mesmo lhe digo a si. Se nao se importa, forneca os links. Gosto de aprender com factos.
Entretanto, ofereco-lhe este, do jornal que citou, que classifica o que as 3 pessoas fizeram como um “samenlevingscontract” (= contrato de coabitacao)
http://www.brusselsjournal.com/node/354
E fica mais uma citacao tambem:
ROTTERDAM, 12/08/08 – Although polygamy is banned in the Netherlands, the marriages of Muslims who have several wives are recognised by Dutch authorities.
http://www.nisnews.nl/public/120808_1.htm
Aguardando pacientemente para aprender.
[Responder]
“Não. Chega. Isto é revelador de muita ignorância em relação a este tema.
Vá ler, aprenda, e depois discuta. Você, neste momento fala daquilo que não sabe e diz disparates atrás de disparates.
Aprenda meu caro. Aprenda antes de falar.”
Voce e’ mesmo engracado. Olhe, a primeira regulacao de casamento data de 1800 AC. no Codigo de Hamurabi. Se isso e’ muito antigo para si, na antiga grecia e roma, o casamento nao dependia nem do estado nem da religiao – era um “contrato” social entre familias e individuos.
O Casamento na China, esse portento cristao, tornou-se comum apartir de 402-221 AC.
Pegue num espelho e repita o que me disse.
[Responder]
Ok, acho que ao ler arquivos e outras coisas que alguns mencionaram, ja percebi com quem se esta a falar. Assim tudo faz sentido. off and out.
[Responder]
S, Jovias e Zunkruft
Penso que perceberam a quem eu me referia na alínea B) do meu comentário #115.
Mas, para que não haja qualquer dúvida, não me referia a vocês.
Estava a “falar” de quem vos quis “contrariar” sem ter, no mínimo, uma linha de pensamento coerente.
Continuem a escrever porque, acreditem, há sempre quem leia, com atenção, opiniões fundamentadas e aprenda com elas.
Um grande abraço!
[Responder]
#114
“Jovias e S, não é arrogância mas paro por aqui. Só voltarei a responder-vos se vir que o que dizem vale a pena ser comentado e discutido.
Por enquanto chega.”
_______________________________
Permita-me então ser arrogante; ainda bem, fica melhor calado. E sabe tão bem como eu porque é que meteu o rabo entre as pernas.
O único motivo pelo qual estava a insistir para que defendesse a proibição do casamento incestuoso, era porque mais tarde ou mais cedo o Pinto chegava ao que é óbvio para qualquer pessoa minimamente racional e intelectualmente honesta; as relações incestuosas e as relações entre pessoas do mesmo sexo são por natureza intrinsecamente diferentes. Há uma série de características que as distinguem (não é preciso nomeá-las, pois não?). Os motivos porque o casamento incestuoso não é permitido continuarão tão válidos hoje como quando o casamento entre PMS for aprovado.
Sabe porque é que a maior parte das pessoas não se dá ao trabalho de entrar numa discussão em que um chico-esperto decide misturar casamento incestuoso com o entre PMS? Eu explico-lhe;
Porque é o equivalente a trazer para discussão sobre a legalização do casamento interracial o casamento entre pessoas e babuínos ou mesmo, também neste caso, o casamento incestuoso. É automaticamente uma auto-afirmação de racismo ou homofobia, sendo a comparação estabelecida de tal modo ignóbil que caracteriza quem a profere como alguém que não vale a pena perder muito tempo. Quer dizer, a maior parte das pessoas perceberia isso instintivamente; o Pinto talvez achasse possível discutir casamento interracial em comparação com o casamento entre pessoas e babuínos… É um nível de discussão no qual se sai particularmente bem. Eu não consigo.
É a velha história de que quem discute com um idiota fica sempre a perder. Daí que não perceba porque é que o Pinto arrogantemente faz disso virtude; não descobriu o calcanhar de Aquiles de ninguém, é mesmo só o Pinto a ser o Pinto. Está na sua natureza.
E já agora porque é que o Pinto não questiona o porquê das uniões de facto não serem abertas aos casais incestuosos, já que foram abertas aos casais de PMS? Acho que uma substancial parte da sua brilhante argumentação se aplica sem tirar nem pôr. Ou será que o Pinto sabe, como toda a gente sabe, que aqui se discutem simbolismos? O do casamento neste caso, que o Pinto à força toda quer manter intacto e relegar os outros, os pervertidos, para um contrato que carregue ainda o peso da diferença e do preconceito.
Claro que o Pinto nem queria era que os homossexuais fossem considerados outra coisa que não doentes mentais e destruidores da família e sociedade. Mas como já percebeu que não vamos voltar a essa idade da pedra, tem que lutar por manter tudo o que socialmente é ainda carregado de preconceito e é discriminatório. (Nem preciso de adivinhar a sua opinião sobre a possibilidade da homossexualidade ser abordada nas aulas de Educação Sexual. Lobby gay, blá blá blá…)
O Pinto não percebe, e vai continuar sem perceber, mas eu insisto; os homossexuais são GENTE. E quando o casamento entre PMS for aprovado, só lhe vai restar aguardar esperançosamente que a sociedade seja destruída ou que o casamento incestuoso seja aprovado. Os Pintos holandeses, sul-africanos, etc, continuam à espera. Vá pensando em comprar um cadeirão confortável.
P.S.; #115 Cafc, sim, tem toda a razão. Eu é que não consigo ter tanto juízo como você.
[Responder]
#120 S
Não é uma questâo de ter juízo. É uma questão de paciência, que legitimamente lhe faltou e que eu, “graças a deus que não sou católico”, ainda vou tentando manter.
E vou continuar à espera que o Pinto me responda.
Um abraço e não desista tal como escrevi em #119.
[Responder]
Doeram-se, percebo porquê.
Declarei que o único motivo desta causa fracturante é a simbologia e não a falta de qualquer direito ou garantia que pode ser suprida pela Lei.
Não conseguiram dizer o contrário.
Declarei que a adopção por falta de um casal fracturante levará a que orientem o garoto ou garota no seu sentido sexual.
Todos os pais querem o melhor para os filhos, ora se eles quisessem que os mesmos tivessem outra orientação sexual estavam implicitamente a aceitar que a deles não era boa.
Quem é que quer isto?
Falei também no folclore, mas aqui lastimo não posso ser mais preciso.
Como expliquei teria que ter linguagem demasiadamente gráfica mas penso que se pensarem chegam lá.
Agora não vou dar mais para este peditório.
[Responder]
Desculpem a minha ignorância, talvez por ter chegado tarde a esta discussão.
Cafc, você que é tão bem educado, responda-me por favor.
O casamento, neste momento, é um contrato feito para duas pessoas de sexo diferente, tendecialmente vitalício que considera e pressupõe a futura existiência de filhos um do outro, certo?
Um dos deveres do casamento que investe na longevidade do contrato é, entre outros, o dever de fidelidade, certo?
Fidelidade essa que é “jurada” pelos nubentos no acto público da celebração do contrato, certo?
Ora, se pessoas do mesmo sexo não podem ter filhos uma com a outra, para os ter no quadro do casamento, terão que “acasalar” com um outro(a), certo?
Explique-me então como é que é possível casar no quadro dos deveres conjugais, se para existirem filhos desse casamento tem-se que se traír um juramento que é a essência do próprio casamento?
Agradeço que alguém me explique, mas com pouca arrogância por favor. Eu sou uma pessoa simples e só entendo respostas simples.
[Responder]
Isabel Moreira
“OLHE QUE NÃO…A ESCRAVATURA, QUANDO FOI ABOLIDA, NÃO REUNIA O CONSENSO DA SOCIEDADE…O PONTO É ESSE. A LEI, EM “MATÉRIA DE DIREITOS HUMANOS, NÃO ESPERA PELA UNANIMIDADE OU PELO ACORDO DA MAIORIA DA SOCIEDADE. A LEI DÁ O SINAL. DÁ A DIANTEIRA. NÃO PODE LEGITIMIMAR, COMO É O CASO, UMA DISCRIMINAÇÃO FUNDADA NA HOMOFOBIA. E JÁ AGORA, EU OLHO À MINHA VOLTA, SABE; SOBRETUDO SEI COLOCAR-ME NO LUGAR DO OUTRO. FALO NA CONSTITUIÇÃO PORQUE NÃO SE PODE FALAR NO REFERENDO SEM FALAR NAS REGRAS DO MESMO. TENHA LÁ PACIÊNCIA.”
Lei dá o sinal, dá a dianteira.
Pois é. Tenha lá paciência e coloque-se lá no lugar deste, por favor.
http://www.wickedshepherds.com/AbortionAnAmericanHolocaust.html
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Isabel,
“O casamento, neste momento, é um contrato feito para duas pessoas de sexo diferente, tendecialmente vitalício que considera e pressupõe a futura existiência de filhos um do outro, certo?”
Errado. O casamento, neste momento, pode ser realizado entre pessoas estéreis, ou que não querem ter fillhos. O contrato,como pode verificar se o ler, não pressupõe a existência de fillhos.
“Ora, se pessoas do mesmo sexo não podem ter filhos uma com a outra, para os ter no quadro do casamento, terão que “acasalar” com um outro(a), certo?”
Errado. Para além de o contrato casamento não pressupôr a existência futura de filhos, não seria necessário acasalar com outra (o) para duas pessoas do mesmo sexo terem filhos uma com a outra. Poderão tê-los por inseminação artificial, no caso de 2 mulheres, ou por adopção. Claro que biologicamente não serão dos dois (duas), mas dum ponto de vista afectivo sim. Assim como dum ponto de vista legal, caso não haja discriminação em adoptar.
Mas como disse anteriormente, casamento não pressupõe a existência futura de filhos.
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#112
“Declarei que o único motivo desta causa fracturante é a simbologia e não a falta de qualquer direito ou garantia que pode ser suprida pela Lei.
Não conseguiram dizer o contrário.”
Mais facilmente se teria conseguido o casamento interracial nos E.U.A. se lhe desse outro nome, mas mantendo os mesmos direitos e deveres. Presumo que perceba o porquê de tal possibilidade ser uma aberração.
É exactamente o mesmo motivo que leva a que para mim e outros seja inaceitável chamar “união de sangue(?)” ou outra coisa do género a uma relação cujas diferenças não justificam essa discriminação. Caso contrário, que nem fosse permitido aos casais de PMS o acesso à união de facto.
Vá estudar os direitos que são assegurados por uma união de facto e pelo casamento e depois não diga asneiras.
“Declarei que a adopção por falta de um casal fracturante levará a que orientem o garoto ou garota no seu sentido sexual.”
Estudos, atrás de estudos revelam que a percentagem de crianças que revelam ser homossexuais mais tarde é EXACTAMENTE IGUAL quando se comparam crianças criadas por um homem e uma mulher e crianças criadas por casais de mesmo sexo.
Para além disso, o mais importante são os interesses superiores da criança. Estão assegurados;
Da Associação Americana de Psiquiatria (a mais influente e reconhecida mundialmente);
“Numerous studies over the last three decades consistently demonstrate that children raised by gay or lesbian parents exhibit the same level of emotional, cognitive, social, and sexual functioning as children raised by heterosexual parents. This research indicates that optimal development for children is based not on the sexual orientation of the parents, but on stable attachments to committed and nurturing adults. The research also shows that children who have two parents, regardless of the parents’ sexual orientations, do better than children with only one parent.”
http://www.psych.org/Departments/EDU/Library/APAOfficialDocumentsandRelated/PositionStatements/200214.aspx
Teria que se proibir a adopção por uma pessoa singular, antes de proibi-la por casais do mesmo sexo.
“Falei também no folclore, mas aqui lastimo não posso ser mais preciso.”
Faz bem, que não deve vir daí coisa boa, para não dizer abjecta e a tresandar a preconceito.
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# 123
Olhe lá, se um casal (heterossexual casado) tiver uma relação aberta, forem swingers ou assim, o casamento deles, a eles não lhes diz respeito? Fica anulado?
E desde quando é que as relações de PMS pressupõem a infidelidade de modo atingir a procriação? Adopção, métodos de reprodução medicamente assistida, barrigas de aluguer (é uma realidade controversa mas existe…)?
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Uma das muitas formas de caracterizar também a direita Portuguesa:
Liberais na Economia e Conservadores nos costumes.
Há uma imagem externa a manter, mesmo que isso seja completamente artificial e carregado de hipocrisia. No caso particular do casamento gay: Homossexualismo SIM mas ás escondidas e pela surra.
No caso da IVG, sabe-se que eram elas, as tias, as principais clientes Portuguesas das clínicas de Badajoz, Londres, etc. outra vez a questão da imagem e de “pecar” pela porta do cavalo.
O português médio minimamente informado e culto tem perfeita noção que o homossexualismo na direita é uma realidade e só por hipocrisia (e cobardia) e coerência de princípios ele não passa cá para fora.
Tirando muito poucos, alguém sabia que Joerg Haider era homossexual e que vivia “amigado” com um tipo?
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“a criança, vive e ultrapassa tudo isso… não se preocupe, elas ultrapassam..”
Aqui está o verdadeiro motivo porque sou contra a adopção. Isso tal como o casamento é um capricho, um verdadeiro capricho de quem se sente discriminado por ser diferente, mas que ao ser diferente quer ser igual !!!!
O bem estar emocional da criança não é tido nem achado, pois elas superam tudo.
FANTASTICO
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Desculpem saltar sobre o que parece ser o tema principal, mas o que está aqui em causa, acima de tudo, é analisar (pela n-ésima vez…) a função dos Referendos.
Pode-se fazer um Referendo sobre tudo e mais alguma coisa? Há maior legitimidade democrática numa decisão referendada pelo Povo do que numa deliberação de um órgão de soberania democráticamente eleito pelo mesmo Povo?
O “pecado original” nesta matéria foi cometido por Ant.º Guterres, que não teve coragem para legislar sobre dois temas muito “controversos” para as altas esferas sociais que o intimidavam, como foram a I. V. G. (vulgo “aborto”) e a Regionalização.
O futuro NÃO lhe deu razão, duplamente, já que que o primeiro assunto acabou por ser decidido pela Assembleia da República, tal e qual o teria sido dez anos antes (ou seja, apenas se desperdiçou imenso tempo) e após dois Referendos com resultados opostos e nenhum deles legalmente vinculativo: pura perda de tempo!
Quanto ao segundo – para mim muito mais importante para a modernização de Portugal -, a situação ainda é pior: continua-se à espera de alguém com eles no sítio que resolva o imbróglio gigantesco criado pelo conluio bacoco desses dois “artistas” da pequen(iníssim)a política que são A. Guterres e M. Rebelo de Sousa: foi rejeitada, embora num Referendo NÃO-VINCULATIVO, a (famosa) “implementação em concreto” de uma (imagine-se) NORMA CONSTITUCIONAL!
Quanto à eficácia e bons resultados dos Referendos já concretizados em Portugal, parece-me bastante elucidativo. Talvez só não concordem mentes com a rapidez e clareza de raciocínio de um Paulo Bento, ou por aí.
Mas se for preciso realizar um Referendo Nacional para legislar uma coisa tão inócua e óbvia para a Sociedade como permitir a dois Cidadãos que celebrem um Contrato de Casamento legal, bem, então um dia estaremos a exigir (E COM MAIORIA DE RAZÃO!) Referendos para alterar as Leis Eleitorais, para rever a Constituição, para alterar o Estatuto dos Juízes, para corrigir a Avaliação dos Professores, para alterar as taxas do I. V. A., para aprovar o Orçamento de Estado, para decidir a manutenção ou não de Portugal na O. T. A. N., para ratificar o Acordo Ortográfico, para retirar a nacionalidade portuguesa ao Saramago, ou para abolir os Feriados Católicos – estão a ver onde pode chegar a parvoeira se continuarmos a dar marretadas na fechadura da caixinha da menina Pândora?
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Antonio Cunha
- “a criança, vive e ultrapassa tudo isso… não se preocupe, elas ultrapassam..”
“Aqui está o verdadeiro motivo porque sou contra a adopção”
Entao o seu verdadeiro motivo e’ uma resposta ironica que alguem deu? Estamos entendidos quanto a quem tem caprichos e ao ponto lunatico a que alguns chegam..Dou-lhe uma dica: a sua oposicao e’ que nao passa de um capricho.
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“Aqui está o verdadeiro motivo porque sou contra a adopção. Isso tal como o casamento é um capricho, um verdadeiro capricho de quem se sente discriminado por ser diferente, mas que ao ser diferente quer ser igual !!!!”
Já reparou no que escreveu? Não acha que é completamente arrogante e infantil falar em capricho? Se o seu desejo de casar ou adoptar, ou não o fazer, resulta de um capricho, isso é problema seu. Mas não seja presumido ao ponto de pensar que conhece as motivações de tantos outros.
Há muitas crianças que precisam de ser adoptadas, e têm o direito a que se escolham os melhores pais, independentemente de preconceitos.
Acha que uma pessoa que não tem respeito pelos seus concidadãos tem maturidade para ser bom pai?
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Luci
“Errado. O casamento, neste momento, pode ser realizado entre pessoas estéreis, ou que não querem ter fillhos. O contrato,como pode verificar se o ler, não pressupõe a existência de fillhos.”
O contrato não pressupõe, mas implica uma comunhão total de vida.
Da comunhão total naturalmente e por natureza, gerar-se-ão filhos, filhos esse cujos direitos estão à partida definidos nesse contrato específico.
Quem tem um filho fora do casamento, se não o assumir, tem que ser provada a paternidade.
Qualquer filho na vigência do casamento, salvo prova em contrário é do conjuge, mesmo que na realidade não seja.
Por isso este tipo de contrato está feito para proteger o direito dos cônjuges e dos filhos comuns.
PMS na sua comunhão total de vida não poderão gerar filhos, pelo que este contrato não se aplica.
Há detalhes técnicos que são excepções à regra como por exemplo a vontade de não ter filhos ou a infertilidade. Estas particularidades também se podem alterar ao longo da vida.
Com PMS não há alteração possível. Com vontade e com parceitros férteis a comunhão nunca pode gerar filhos.
Os casais hetero podem violar o dever de fidelidade até por comum acordo (swing), mas a verdade é que isso é razão para divórcio.
O que é um contra-senso é que para as PMS tenham filhos tenham que violar um dos deveres do casamento.
Logo o contrato/casamento não se aplica.
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#128 Rui F
Sendo de direita, vou ser hipócrita como você diz e vou fazer de conta que não li o seu comentário.
Mas por isso mesmo e como o li, digo-lhe que o que está aqui em discussão é o casamento entre PMS e não a bondade, legalidade ou moralidade das relações homossexuais.
Isso é outro assunto, outra discussão.
[Responder]
António Cunha, não interprete aquilo que eu digo da forma que lhe convém…quando disse que as crianças ultrapassam tudo, quero dizer que as crianças estão sujeitas a um sem número de discriminações pelos pares, por múltiplos motivos que explicitei, e que elas se reconstroem e se redefinem perante as situações que lhes são adversas…a isso chama-se uma evolução biopsicossocial feita por etapas, em que se vão vencendo aspectos chave que vão sendo diferentes nos diversos patamares do desenvolvimento. Esta teoria é relativamente moderna em pediatria, chama-se evolução por touch-points. Anyway, não pode justificar a sua oposição à adopção com base na suposta discriminação que elas vão sofrer, porque, discriminação há em milhões de formas diferentes…suponho que não esteja a propor ,por exemplo, que filhas de mães solteiras lhes devam ser retiradas, porque isso é, sem dúvida, fonte de embaraço, humilhação e discriminação para as crianças… E caro antónio, já deve saber, ou devia, que ser homossexual não é, repito, não é impedimento à adopção, porque já se sabe, há n tempo, de estudos no ambito da pediatria, pedopsiquiatria, psicologia etc, que a orientação sexual dos pais não é factor determinante nem no desenvolvimento das crianças, nem sequer na sua orientação sexual. Isto já se sabe há muito caro antonio, tanto se sabe que um homossexual, em Portugal e resto da europa, pode adoptar (somente a título individual, isto é, mesmo que tenha companheiro ou companheira, só 1 é que é o tutor legal). O que aqui se discute, caro antonio, é se os 2 membros do casal (HH ou MM) podem adoptar EM CONJUNTO… got it? E o meu post era muito grande, não respondeu nem a metade do que lhe perguntei. Afinal, o problema da adopção está em quem adopta ou na discriminação das crianças pelos pares e pelos antónios cunhas da sociedade?
É só homofobia e preconceito nessa cabeça antónio. Mas vá-se habituando a esta ideia que saiu de multiplos estudos (tenho-os a todos em pdf se quiser), pode escrever isto, eu ajudo e ponho em maíusculas:
OS DETERMINANTES DO BOM DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA EM TERMOS COGNITIVO-INTELECTUAL, COMPORTAMENTAL, SOCIAL E SEXUAL DEPENDEM DE UM SEM NÚMERO DE CARACTERISTICAS SUAS, DA CRIANÇA, E DA PESSOA OU PESSOAS ENCARREGUES DE A EDUCAR. OS ESTUDOS ACTUAIS FORNECEM EVIDÊNCIA DE QUE OS SEXOS DA DÍADE QUE EDUCA E A SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL NÃO SÃO DETERMINANTES PARA O BOM DESENVOLVIMENTO DESTA, ISTO É, O BOM DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA TEM UMA CORRELAÇÃO ESTATÍSTICA MAIS FORTE COM O TIPO DE LAÇOS QUE SE ESTABELECEM ENTRE EDUCADORES E CRIANÇA, DO QUE PROPRIAMENTE COM OS SEXOS E A ORIENTAÇÃO SEXUAL DOS EDUCADORES.
A orientação sexual não passa de pais para filhos António. A estupidez, a ignorância e o preconceito, esses sim,passam, infelizmente.
[Responder]
Bem, vou-me meter ao barulho.
Isabel,
Tudo aquilo que diz so faz sentido na sua optica porque a Isabel confunde o casamento civil com o casamento religioso (catolico no seu caso), que certamente para si pressupoe a base de tudo. Nao passam de conviccoes suas que encadeia com um conjunto de perspectivas pessoais na logica da sua propria ideologia, e valem apenas como isso: apenas servem para si como filosofia propria de vida. O dia em que o casamento civil pressupor filhos, e’ o dia em que o divorcio e’ tornado ilegal por consequencia, e as aulas nas escolas publicas comecam com um Pai Nosso.
‘digo-lhe que o que está aqui em discussão é o casamento entre PMS e não a bondade, legalidade ou moralidade das relações homossexuais.
Isso é outro assunto, outra discussão.’
Ainda bem, Isabel. Repare, aqui tambem nao esta em causa a bondade, legalidade ou moralidade das relacoes da Isabel. Isso é outro assunto, para outra discussao.
[Responder]
#134
“Logo o contrato/casamento não se aplica.”
A sua argumentação é de tal forma reduccionista e quadrada que nem vale a pena. Para além de ser de um moralismo do arco da velha.
Implicar com ninharias dessas para impedir o casamento de quem quer que seja, revela apenas a ausência de argumentos sérios.
“Os casais hetero podem violar o dever de fidelidade até por comum acordo (swing), mas a verdade é que isso é razão para divórcio.”
Veja lá que as pessoas até se podem divorciar por tédio.
[Responder]
Isabel,
“Da comunhão total naturalmente e por natureza, gerar-se-ão filhos, filhos esse cujos direitos estão à partida definidos nesse contrato específico.”
Não é o mesmo estar estabelecido o que acontece caso haja filhos no casamento, que dizer que para haver casamento tem de haver filhos.
Houve culturas em que de facto casamento era indissociável de filhos: as pessoas juntavam-se mas só se consideravam casadas depois de terem filhos, caso os conseguissem ter.
Nesta cultura, aqui e agora, isso não é verdade. Casais heterosexuais sem nenhuma possibilidade ou desejo de terem filhos podem casar. E não é com a esperança de que a situação se altere: é um facto que a ciência pode evoluir e mulheres de idade avançada poderão vir a poder ter filhos. Também pode acontecer que duas mulheres possam vir a ter filhos biológicos em comum. E pode acontecer que um casal heterosexual que decididamente não queira ter filhos possa vir a mudar de ideias. Mas o contracto casamento em nada depende dessa evolução ou decisão.
Por outro lado, a presunção de paternidade é uma presunção social. Não se desfaz o casamento, a não ser por vontade dos próprios, caso um dos conjuges tenha filhos com outra pessoa.
“O que é um contra-senso é que para as PMS tenham filhos tenham que violar um dos deveres do casamento.”
Em sua opinião, caso um casal heterosexual adopte, ou tenha filhos com doador de esperma externo ao casal, está a violar um dos deveres do casamento?
E caso um casal heterosexual decida não ter filhos ou não os possa ter? Estará nesse caso moralmente obrigado a anular o seu casamento?
[Responder]
O que se aplica às PMS é o que em França se chama o Pacto Social de Solidariedade.
Na prática dá os mesmos direitos que o casamento mas não é casamento.
Aplica-se também a quem não pode ou não quer ter filhos, mesmo sendo heterossexual, só que não é usada. A questão é de privacidade. Enquanto as PMS para oficializar a situação têm mesmo que a tornar pública, os casais hetero não têm que o fazer. Ninguém tem nada que saber se querem ou podem ter ou não filhos por isso optam pelo modelo casamento até porque ninguém pode dizer “desta água não beberei”.
Este contrato também se aplica a pessoas que não têm nenhum vínculo afectivo-sexual, (o casamento também não obriga a afectos), e por circunstâncias várias, coabitam sendo o rendimento de ambas indispensável à sua sobrevivência.
Nos caso de idosos, o Estado gastava mais dinheiro em pensões, mas muito menos a subsidiar lares.
Mas cá só se é muito à frente até onde não nos incomoda muito. Faz-se a revoluçãozinha.
A grande revolução, tá quieto.
[Responder]
A Natureza tem leis;
A principal, a da sobrevivência da espécie é clara:
MACHO «-» FÊMEA -» CRIA
Tudo o resto são truques e manipulações retóricas para negar o óbvio.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 2nd, 2009 at 23:11
Isabel, assim, quando chegar à fase infértil tona-se inútil. É isto, não é? Na “natureza” é.
Isabel,
Se não fosse por outras, o seu castelo de cartas desmorona-se todo com estas frases:
“PMS na sua comunhão total de vida não poderão gerar filhos, pelo que este contrato não se aplica.(…) Com PMS não há alteração possível. Com vontade e com parceitros férteis a comunhão nunca pode gerar filhos.”
Tem a certeza? Olhe, assim de repente, estou a lembrar-me de n casais de mulheres que têm filhos. E também conheço casais de homens que têm filhos, veja lá!
Mas espere, eu percebi que não se está a referir à vida das pessoas, está a referir-se ao direito civil do tempo do Antunes Varela e às discriminações que ele cria…
Só que aqui é o direito que tem que acolher as mudanças da vida social e não o contrário. E do direito também, (olhe lá bem para a constituição). Ou você defende que o direito deve continuar a servir como instrumento de opressão das pessoas?
[Responder]
#123 Isabel
S e Luci já lhe responderam.
Você não chegou atrasada. Vejam todos os comentários neste “post”.
Vejam, também, os que foram produzidos no “Agora aqui só falta o cimento”.
Isabel, não abuse do consumo desse “site”. Faz mesmo muito mal às cabecinhas e, depois dá no que dá. É um coselho de amigo, se você quiser aceitá-lo. Mas, já agora, importa-se de não fazer considerações inoportunas, absolutamente arrogantes mesmo utilizando a versão “CALIMERÍSTICA” do seu comentário #123?
A paciência tem limites e eu, prefiro que me digam “cara a cara” o que pensam de mim. Sonsices, beatices, fugas para a frente, NÃO!!!
Isabel, desculpe se estou a interpretá-la mal mas, se calhar, o defeito não é só meu. Só lhe peço que seja COERENTE.
Cumprimentos.
[Responder]
#134 Isabel
Obrigado pelo puxão de orelhas pedagógico!
Treinando mais, prometo voltar ao terreno de jogo jogando de forma mais disciplinada.
[Responder]
Marcelo do Souto Alves
No meio deste “ruído” todo (e no qual também tenho participado), sobram-me os olhos para ler o que aqui se escreve.
Depois, ainda me sobra um bocadinho de massa cinzenta para analisar, reflectir e opinar.
ACONSELHO, VIVAMENTE, TODOS OS QUE TÊM PRODUZIDO COMENTÁRIOS NESTE “POST”:
LEIAM O COMENTÁRIO #130!
Meu caro, você não tem que pedir desculpa. Você recentra a questão inicial e vai mais além. Subscrevo o seu comentário (atenção que o senhor também escreveu sobre a REGIONALIZAÇÃO), abrindo uma pequena ressalva para a referência ao Paulo Bento (eu até sou do Benfica), porque essa pode ser uma “questão fracturante”.
Obrigado, pela oportunidade de reflexão.
Um abraço.
[Responder]
145 Daniel Oliveira
“Isabel, assim, quando chegar à fase infértil tona-se inútil. É isto, não é? Na “natureza” é.”
Podia desenvolver, por favor.
Acrescento que o casamento implica uma relação completa. Se for em idade fértil poderá gerar filhos. Com as PMS, sejam férteis ou não nunca se poderão gerar filhos um do outro. Na Natureza claro. O resto são truques. Não digo que tudo seja eticamnete reprovável ,mas é contra a natureza. Os anti-conceptivos químicos não são naturais. São uma sofisticação, tal como uma aspirina não é natural quando se tem uma dor de vcabeça. O que é natural é não ter dor de cabeça ou então sofrê-la.
Para não conformidades arrajem-se leis que se apliquem às não conformidades.
O casamento de PMS não vai ao encontro das leis da natureza. Arranje-se outra forma jurídica onde ele caiba, com os mesmos resultados que são da mais elementar justiça.
Agora não chamemos a uma coisa aquilo que ela não é.
[Responder]
Era interessante que a esquerda fracturante que comenta neste espaço, inteligente e informada, demonstrasse maturidade para rebater argumentos sem se deixar possuir pela negação à contrariedade na forma de adjectivos pouco elegantes e pessoalização de argumentos que raiam o insulto.
Se eu viesse para aqui para insultar teria muito por onde me divertir.
Penso que este assunto é muito sério para se estar com ataques pessoais ainda por cima a pessoas que nem sequer conhecemos, (julgo eu).
[Responder]
Cafc
Parece que temos um problema de comunicação. O seu comentário 142 é indecifrável.
Gostei tanto de ver nascer aquela amizade tão comovente com o Panzermayer, até chorei e para mim só consigo um distante paternalismo machista.
Que tristeza a minha!
[Responder]
“Era interessante que a esquerda fracturante que comenta neste espaço, inteligente e informada, demonstrasse maturidade para rebater argumentos sem se deixar possuir pela negação à contrariedade na forma de adjectivos pouco elegantes e pessoalização de argumentos que raiam o insulto.”
Era interessante que a direita absolutista que comenta neste espaco demonstrasse argumentos maduros, em vez de vir com posicoes ideologicas extremadas baseadas na lei da selva e implicando anormalidade nas pessoas a que se refere, muitas delas amigos nossos e familiares.
Lei da natureza: violacoes, poligamia, multiplos parceiros, devoracao de crias, incesto, lei do mais forte.
somos humanos, criamos as nossas leis, e desenvolvemo-las consoante a sociedade evolui,
com um unico principio e finalidade em mente: todos diferentes, todos iguais; e com os mesmos direitos, dentro de etica e principios socialmente elevados.
Os verdadeiros fracturantes sao aqueles que julgam que possuem sempre alguma caracteristica unica que os coloca automaticamente acima dos outros.
“até chorei e para mim só consigo um distante paternalismo machista.”
Agora a lei da natureza ja nao serve?
[Responder]
Isabel,
Leia o comentário 136 do BlackPaulo. Diz tudo.
Moving on…
[Responder]
“O casamento de PMS não vai ao encontro das leis da natureza. Arranje-se outra forma jurídica onde ele caiba, com os mesmos resultados que são da mais elementar justiça.”
A Lei da Selva? Aquela de matar os deficientes e abandonar os idosos? Não sei se a Isabel sabe mas a homossexualidade é bastante comum na natureza. Ao contrário do celibato, praticado, por exemplo, pelos padres…
A propósito;
Por Paulo Pinto no Jugular;
Os sete blefes mortais da homofobia
#1
O primeiro blefe, e o mais importante, é o ecológico, a ideia de que tal eventualidade é anti-natura. Ou seja, de que o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo contraria as leis da Natureza. Pois juro que me interrogo, e convido todos os que lerem este rabisco a juntarem-se-me, sobre para que raio é que a Natureza é para aqui chamada. Aqui, o casamento civil, que consagra socialmente a vida em comum de duas pessoas. Cá para mim são filmes da Disney e fábulas a mais. Só nos desenhos animados é que os bichinhos falam, vestem-se, guiam automóveis e casam-se. Ah não era neste sentido? Era no sentido reprodutivo? Bom, então nesse caso são todos fornicadores inveterados, porque copulam sem casamento, mudam de par sem pagar pensão de alimentos e até devoram os parceiros, em casos extremos. Isto é que é natural, presumo, ou então que se exterminem imediatamente as aranhas e mais uns quantos milhares de espécies.
Aproveito a onda natural e relembro um desprezível pormenor, o de a civilização humana ser, toda ela, anti-natural. Toda. Caso contrário, não salvávamos os nossos filhos doentes e fracos, deixávamo-los morrer para que apenas sobrevivessem os mais fortes. E abandonávamos os nossos velhos logo que deixassem de ser úteis. E não tomávamos vacinas, anestesias ou antibióticos e não faríamos transfusões de sangue, transplantes de órgãos ou cirurgias cardíacas. Tudo isto é, na sua essência, anti-natural, contraria as leis e altera os rumos da Natureza. Ou alguém pensa que é só passarinhos a chilrear, aromas de alfazema e paisagens deslumbrantes? A evolução humana fez-se pelo decréscimo do natural a favor do cultural. Ups, evolução, que disparate, já me esquecia. O casamento civil, de que estamos aqui a falar, é natural? Ou cultural? É que se alguém diz que é natural faço já as malas e vou pregar para outra freguesia.
Os outros são tão bem conseguidos como o primeiro. Ora veja-se;
http://jugular.blogs.sapo.pt/647565.html
[Responder]
Isabel #140
WROOOONG! Aquilo que não falta na natureza humana é exemplos de espécies animais em que a incidência de prática sexual entre elementos do mesmo sexo é maior que a de sexo diferente e isso não interfere em nada com a continuidade dessa espécie, pois essa mesma foi inteligente o suficiente (aqui dão-nos a banhada em racionalidade de que nós nos julgamos detentores) para que as dinâmicas de vida assim o permitam.
Mais ainda, na esmagadora maioria das espécies animais a homossexualidade existe. A diferença é que, na esmagadora maioria dessa esgamadora maioria (há apenas algumas excepções), nao ocorrem fenómenos de xenofobia e de ostracização como aqueles de que a Isabel visa a manutenção.
[Responder]
«Era interessante que a esquerda fracturante que comenta neste espaço, inteligente e informada, demonstrasse maturidade para rebater argumentos sem se deixar possuir pela negação à contrariedade na forma de adjectivos pouco elegantes e pessoalização de argumentos que raiam o insulto.»
Deixe lá, Isabel, pois não é nada que não mereça. Sobretudo se tiver em conta que a ignorância dos seus comentários (dos seus e de mais alguns) seja a ser insultuosa, para si mesma e para os outros.
[Responder]
Um aparte; não devo ter sido o único a reparar, mas no blog ainda não fizeram a mudança de hora.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 3rd, 2009 at 3:06
S, já mudei. Obrigado pelo aviso.
Isabel #148
Parece-me que o problema de comunicação é entre a Isabel e… a Isabel.
Você consegue, a partir de um comentário que diz ser indecifrável, concluir que, de mim, só consegue um “distante paternalismo machista”.
Amiga Isabel ( a ver se consigo amenizar a sua tristeza):
1- Antes “paternalista machista” que segregacionista;
2- Deveria ser você a dar o exemplo do conceito cristão “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”;
3- Ou será que os homossexuais não são, também, filhos do “seu Deus”?
4- Aliás, é você que apela ao “paternalismo”. “Diz”
o que quer mas, quando lhe respondem no mesmo tom, lá vem a “queixinha” que aqueles “meninos estão a chamar-me nomes”.
Isabel, as amizades não se constroem na concordância incondicional.
Cumprimentos, com amizade.
[Responder]
135 Nuno Ribeiro Ferreira
Eu não interpreto nada mal o que voce disse. Eu percebi perfeitamente. O egoísmo e o capricho que querer ter um filho, mesmo que fisicamente impossível, não demove os casais homossexuais.
Como alguém disse anteriormente para nascer uma criança é necessário um pais e uma mãe. Não um pai e uma “amélia”. Todas as crianças tem o direito a uma família.
“a isso chama-se uma evolução biopsicossocial ”
Você chame-lhe o que quiser eu chamo-lhe, “já que os putos são sujeitos a tanta merda, mais uma também não vai atrapalhar”
Todos os casos de adopção em Portugal por indivíduos solteiros respeita a crianças da família do próprio ou que já conheciam a pessoa.
Se existem casais Gay que vivem com crianças a guarda apenas está entregue a um dos membros. Se um deles morrer o outro não tem qq poder paternal sobre a criança.
“que ser homossexual não é, repito, não é impedimento à adopção, porque já se sabe, há n tempo, de estudos no ambito da pediatria, pedopsiquiatria, psicologia etc, que a orientação sexual dos pais não é factor determinante nem no desenvolvimento das crianças, nem sequer na sua orientação sexual”
Está provado que as crianças que vivem com casais Gay tem mais propensão para tambem elas se tornarem gay.
Caro sr homofobia é o quê ? Lavar a fobia com OMO ?
Já lhe disse e repito, nada tenho contra os gays e sou a primeira pessoa a manifestar-me a favor da liberdade sexual de cada um. Agora em relação à adopção de crianças acho, e varios gays de quem sou amigo, que uma criança cresce mais feliz numa familia Hetero que lhe de amor e carinho, do que numa familia Gay.
Sabe meu amigo, enquanto pessoas como você não se assumirem como homossexuais abertamente o preconceito irá existir e as pessoas irão olhar para os gays com desconfiança e desprezo.
Não aceito que uma criança seja levada para o seio de uma familia onde lhe vão ensinar a mentir e onde não poderá dizer abertamente aos amigos que sãos os seus pais, nem os poderá convidar para as suas festinhas pois tem vergonha deles.
[Responder]
Meu caro S (#151)
Você já escreveu para o Jugular a “dizer” que é natural?
Dava, ao menos, para verificar se o Paulo Pinto é alguém de palavra, fazia as malas e ia pregar para outra freguesia.
Um abraço.
[Responder]
# 157
“Está provado que as crianças que vivem com casais Gay tem mais propensão para tambem elas se tornarem gay.”
Onde? Por quem? Quando?
Está a contrariar TUDO o que já li e ouvi sobre o assunto.
“Não aceito que uma criança seja levada para o seio de uma familia onde lhe vão ensinar a mentir e onde não poderá dizer abertamente aos amigos que sãos os seus pais, nem os poderá convidar para as suas festinhas pois tem vergonha deles.”
Porque parte do princípio que o vão ensinar a mentir e que não poderá dizer abertamente quem são os seus pais? As crianças descobrem naturalmente, nem precisam de ter dois pais ou duas mães, que há gente e depois há gentinha…
Eu quando era puto tinha “vergonha” dos meus pais, o que é bastante comum nas crianças e jovens. Uma perfeita imbecilidade, mas coisas típicas da idade, que quer que se faça?
E veja lá que há pais que ensinam os filhos que não existem homossexuais mas sim p********* e caso na escolinha existisse uma criança com pais do mesmo sexo, incentivariam e aplaudiriam a sua criancinha ternurenta a fazer a vida negra ao pobre puto.
Não o incomoda muito mais este tipo de pais?
Resta apenas dizer que muitos destes pais-modelo são os mesmos que demonstram uma extrema preocupação pelo bem estar das crianças que poderão ser adoptadas por homossexuais; apenas em teoria, pois claro.
# 158
Não, deixo para isso para a Isabel. (eheheh)
[Responder]
Já ninguem está a falar do posto do Daniel, agora estamos simplesmente a discutir uns com os outros…é bem, é bem!
Continuando a responder ao António Cunha:
1. Você sabe bem o que é homofobia, não lhe vou explicar certamente;
2.”Sabe meu amigo, enquanto pessoas como você não se assumirem como homossexuais abertamente o preconceito irá existir e as pessoas irão olhar para os gays com desconfiança e desprezo”. Esta sua frase fez-me chorar a rir antónio, obrigado por este momento. Quem lhe disse que eu sou homossexual? Sendo homossexual, quem lhe disse que eu já não me assumi? Presunção e água benta…
3.”Todos os casos de adopção em Portugal por indivíduos solteiros respeita a crianças da família do próprio ou que já conheciam a pessoa.” Não percebi rigorosamente nada do que quis dizer. Mas reafirmo que em Portugal um homossexual singular pode adoptar, já se fez, já se faz e vai continuar-se a fazer, mas de certo que o António gostaria de restringir a adopção unicamente a pessoas heterossexuais. O; (pode tirar o cavalinho da chuva porque isso não vai acontecer)
4. “Está provado que as crianças que vivem com casais Gay tem mais propensão para tambem elas se tornarem gay” Outra gargalhada minha; 2 problemas se colocam aqui: ao pressupor que as crianças se vão tornar gays e lésbicas está a assumir que isso é mau, ou negativo, ou prejudicial para elas, o que vai contra as suas proprias palavras de que é a favor da liberdade sexual. Alem disto, esta informação é medica e científicamente ERRADA. Seguem alguns artigos científicos que refutam as suas palavras (caso António Cunha VS Pediatras; Antonio Cunha VS psiquiatras; António Cunha VS pedopsiquiatras e psicólogos do desenvolvimento):
- Outcomes for children with lesbian or gay parents. A review of studies from 1978 to 2000
Norman Anderssen , Christine Amlie & Erling André Ytterøy
1 University of Bergen, Norway
ABSTRACT
Twenty–three empirical studies published between 1978 and 2000 on nonclinical children raised by lesbian mothers or gay fathers were reviewed (one Belgian/Dutch, one Danish, three British, and 18 North American). Twenty reported on offspring of lesbian mothers, and three on offspring of gay fathers. The studies encompassed a total of 615 offspring (age range 1.5–44 years) of lesbian mothers or gay fathers and 387 controls, who were assessed by psychological tests, questionnaires or interviews. Seven types of outcomes were found to be typical: emotional functioning, sexual preference, stigmatization, gender role behavior, behavioral adjustment, gender identity, and cognitive functioning. Children raised by lesbian mothers or gay fathers did not systematically differ from other children on any of the outcomes. The studies indicate that children raised by lesbian women do not experience adverse outcomes compared with other children. The same holds for children raised by gay men, but more studies should be done
Tá a gostar? Mais literatura médica e da psicologia do desenvolvimento…
- Children of lesbian and gay parents.
Patterson CJ.
University of California, Berkeley.
This paper reviews research evidence regarding the personal and social development of children with gay and lesbian parents. Beginning with estimates of the numbers of such children, sociocultural, theoretical, and legal reasons for attention to their development are then outlined. In this context, research studies on sexual identity, personal development, and social relationships among these children are then reviewed. These studies include assessment of possible differences between children with gay or lesbian versus heterosexual parents as well as research on sources of diversity among children of gay and lesbian parents. Research on these topics is relatively new, and many important questions have yet to be addressed. To date, however, there is no evidence that the development of children with lesbian or gay parents is compromised in any significant respect relative to that among children of heterosexual parents in otherwise comparable circumstances. Having begun to respond to heterosexist and homophobic questions posed by psychological theory, judicial opinion, and popular prejudice, child development researchers are now in a position also to explore a broader range of issues raised by the emergence of different kinds of gay and lesbian families.
Esta a ler? Ou já desistiu? E agora, em relação à sua afirmação de que filhos de gays, gays vão ser…
- Sexual Orientation of Adult Sons of Gay Fathers
J. Michael Bailey, David Bobrow, Marilyn Wolfe, and Sarah Mikach
North-western University
J. Michael Bailey, Marilyn Wolfe, and Sarah Mikach, Department of Psychology, Northwest University, David Bobrow, Department of Psychiatry, North-western University.
The sexual development of children of gay and lesbian parents is interesting for both scientific and social reasons The present study is the largest to date to focus on the sexual orientation of adult sons of gay men. From advertisements in gay publications, 55 gay or bisexual men were recruited who reported on 82 sons at least 17 years of age. More than 90% of sons whose homosexual orientation could be rated were heterosexual. Furthermore, Gay and heterosexual sons did not differ on potentially relevant variables such as the length of time they had lived with their fathers. Results suggest that any environmental influence of gay fathers on their sons’ sexual orientation is not large.
Caro António Cunha, só revela ignorância em dizer que está provado bla bla bla…mas estou certo que os artigos em cima lhe causam tanta comichão que não os vai ler. Mas a conclusão mais importante é esta:
More than 90% of sons whose homosexual orientation could be rated were heterosexual; Results suggest that any environmental influence of gay fathers on their sons’ sexual orientation is not large. Já tá a convulsivar? Então cá vai mais disto…
-The American Psychological Association (APA), I. CHILDREN RAISED BY LESBIAN OR GAY PARENTS ARE AS HEALTHY PSYCHOLOGICALLY AND SOCIALLY AS CHILDREN RAISED BY HETEROSEXUAL PARENTS.
Research indicates that the sexual orientation of parents is not a predictive factor in the psychological and social development of their children. In the last two decades, a number of studies have been conducted on children of lesbian or gay parents. The consistent conclusion drawn from these studies is that the children demonstrate no appreciable differences in intellectual development, psychological well-being or social adjustment from children raised by a heterosexual parent. The research further shows that children of homosexual parents are no more likely themselves to be homosexual than children of heterosexual parents.
De onde esses artigos científicos sairam, vieram muitos muitos mais. tenho-os a todos. Quer dar-me o seu email para eu os enviar? Vai gostar de os ler…
Caro António, fico exausto com as respostas que tenho de lhe dar. Por fim, uma ultima nota ao que escreveu:
5. “Agora em relação à adopção de crianças ACHO, e varios gays de quem sou amigo, que uma criança cresce mais feliz numa familia Hetero que lhe de amor e carinho, do que numa familia Gay” Mais gargalhadas, o meu amigo acha?? Pois claro que acha, eu também ACHO que o meu filho é mais feliz que o filho das minhas vizinhas…o problema está ai, é que eu também ACHO que 1+1 são 4 e depois? Eu acho e já está…Como é que o meu amigo garante que uma criança educada numa familia hetero é mais feliz que numa Homo?? LOL, deixe-me adivinhar, acha que…:)
6. “O egoísmo e o capricho que querer ter um filho, mesmo que fisicamente impossível, não demove os casais homossexuais.” Porque é que se a pessoa for heterossexual e quiser adoptar se diz que é um acto de amor e se um gay ou uma lesbica quiserem adoptar, já se diz que é um capricho?
7. E pronto, despeço-me com amizade, e algum desprezo.
Ser gay ou lésbica não é sinónimo de ser estéril, como todos nós sabemos, e há centenas de filhos e filhas cuja vida o comprova!
[Responder]
“Quem lhe disse que eu sou homossexual? Sendo homossexual, quem lhe disse que eu já não me assumi? Presunção e água benta…”
esse é que é o problema !!! Caiu direitinho na esparrela.
Ainda não vi aqui nenhum Gay a escrever. E os que cá vem NUNCA se assumem. E se assim é atrás de computador imagine cara a cara, ou em frente a uma audiência.
Já percebi que você é de compreensão lenta. Mas só para o que lhe interessa. O que eu disse é que as pessoas que adoptem em Portugal sendo “solteiras” só o fazem se forem parentes ou conhecerem previamente a criança, pois a preferência é sempre para um casal.
Veja lá se tem este estudo na sua biblioteca
Gay Parenting Does Affect Children Differently, Study Finds
– Authors Believe Gay Parents Have “Some Advantages”
Taking issue with 20 years of research conclusions that say there are no differences, two University of California sociologists recently re-examined data from 21 studies on gay parenting dating back to 1980.
The new study by two University of Southern California sociologists says children with lesbian or gay parents show more empathy for social diversity, are less confined by gender stereotypes, and are probably more likely to explore homosexual activity themselves. Writing in recent issue of the American Sociological Review, the authors say that the emotional health of the two sets of children is essentially the same.
Leaders of national gay-affirming groups said they welcomed the article, according to an Associated Press story. “I’m thrilled that they’re tackling these issues,” said Aimee Gelnaw, executive director of the Family Pride Coalition, who is a lesbian parent raising two children with her partner. “Of course our kids are going to be different,” Gelnaw said. “They’re growing up in a different social context.”
Openness to Gay Relationships
Met With “Elation”
Kate Kendall, head of the San Francisco-based National Center for Lesbian Rights, also is raising two children with her partner. “There’s only one response to a study that children raised by lesbian and gay parents may be somewhat more likely to reject notions of rigid sexual orientation — that response has to be elation,” Kendall said.
But Amy Desai, a policy analyst with the group Focus on the Family, said the new report is alarming in its suggestions that children of gay parents might be more open to homosexual activity. “Kids do best when they have a married mother and a married father,” she said.
A Home With No Dad is Better?
The study’s co-author, Judith Stacey, is a professor of contemporary gender studies. In addition to pointing out the gender differences in the two groups of children, she states that there are in fact some advantages to an all-female parental team without Dad living in the home: a female couple tends to be more involved in the children’s lives and is in greater harmony in terms of parenting approaches.
Among the findings cited by the authors:
1. Compared to the daughters of heterosexual mothers, the daughters of lesbians more frequently dress, play and behave in ways that do not conform to sex-typed cultural norms. They show greater interest in activities with both masculine and feminine qualities. They have higher aspirations to occupations that are not traditionally female.
2. In terms of aggression and play, sons of lesbians behave in less traditionally masculine ways. They are likely to be more nurturing and affectionate than their counterparts in heterosexual families.
3. One study examined by the researchers indicated that a significantly greater proportion of young adult children raised by lesbians had engaged in a same-sex relationship (six of 25 interviewed) than those raised by a heterosexual mother (none of 20 interviewed).
4. Those raised by lesbian mothers were also more likely to consider a homosexual relationship.
5. Teen-age and young adult girls raised by lesbian mothers appear to be more sexually adventurous and less chaste than girls raised by heterosexual mothers. Sons, on the other hand, were somewhat less sexually adventurous and more chaste than boys raised by heterosexuals.
6. The studies indicate that sexual orientation has no measurable effect on the quality of parent-child relationships or on the mental health of children.
“These studies find no significant differences between children of lesbian and heterosexual mothers in anxiety, depression, self-esteem and numerous other measures of social and psychological adjustment,” said the authors.
NARTH”s Joseph Nicolosi offered the following comments: “This paper was authored by a professor of gender studies, so it is not surprisingly that the differences on which she focused have to do with a rejection of gender conformity. Indeed, what she found makes sense — lesbian mothers tend to have a feminizing effect on their sons, and a masculinizing effect on their daughters.
“But the question is, are these differences healthy? More research is needed to understand how a rejection of conventional gender roles can have not just a healthy and expansive, but also a constricting and negative effect on identity and psychological health.
“And despite what many gender researchers claim, research tells us that the absence of a father in the home is not, on balance, good for families.”
(Source: The Los Angeles Times, “Professors Take Issue With Gay-Parenting Research,” April 27, 2001, and “Report: Kids of Gays More Empathetic,” by David Crary, National Writer, Associated Press)
“Caro António, fico exausto com as respostas que tenho de lhe dar.”
Só responde se quiser
“Como é que o meu amigo garante que uma criança educada numa familia hetero é mais feliz que numa Homo?? LOL, deixe-me adivinhar, acha que…:)”
E sabe porque que eu só ACHO ? Porque não sou detentor da verdade, nem tenho a certeza que esteja 100% certo. Mas ACHO que tenho razão na maior parte das coisas que escrevo.
Por outro lado você tem as respostas todas e os PDF que o comprovam. Afinal posso dar-lhe um pouco da agua benta que me deu anteriormente.
E desde já agradeço o seu empenho, e parafraseando o Engº Sousa Veloso despeço-me com amizade.
Que tenha sorte na adopção de uma criança !!
[Responder]
159 S
Voce tambem é um dos que não se assume ?
[Responder]
NARTH”s Joseph Nicolosi offered the following comments: “This paper was authored by a professor of gender studies, so it is not surprisingly that the differences on which she focused have to do with a rejection of gender conformity. Indeed, what she found makes sense — lesbian mothers tend to have a feminizing effect on their sons, and a masculinizing effect on their daughters.
Caro António, o que lhe mostrei foram artigos originais e publicados em revistas de pediatria, psicologia e pedopsiquiatria, não foram excertos de entrevistas, nem nada do género. O meu amigo António sabe o que significa a sigla NARTH que está ai em cima no seu post, à qual Joseph Nicolosi pertence?? Pois bem, significa National Association for Research and Treatment of Homossexuality…é uma organização de profissionais de saude mental que tenta TRATAR a homossexualidade. Que tipo de opiniões é que acha que saem desta organização? I rest my case…
Em nenhuma das entrevistas ou opiniões de especialistas que o António cedeu, em nenhuma refere que filhos de gays têm grande probabilidade de se tornarem gays tb. Onde é que está isso? É a isto que se refere antónio??:
1. Compared to the daughters of heterosexual mothers, the daughters of lesbians more frequently dress, play and behave in ways that do not conform to sex-typed cultural norms. They show greater interest in activities with both masculine and feminine qualities. They have higher aspirations to occupations that are not traditionally female.
O que é comportar-se de formas que não são as normas culturais vigentes para o sexo? O que significa dizer que têm aspirações a ocupações que não são tradicionalmente femininas? (primeiras ministras? futebolistas? camionistas deixe-me ver?:) Isto não é ciencia, meu caro,em que revista é que isto foi publicado? LOL se isto é ciência então eu vou ali e já venho…
The new study by two University of Southern California sociologists says children with lesbian or gay parents show more empathy for social diversity, are less confined by gender stereotypes, and are probably more likely to explore homosexual activity themselves.
Não confunda os artigos originais com a interpretação dos media, caro antónio, eu quero os artigos, os papers e as revistas em que forma publicados. “probably more likely to explore homosexual activity themselves.”?? Probably?? António, sabe certamente que a exploração homossexual existe nas crianças…aliás, há quem afirme que as crianças, em determinada fase do crescimento, não tem orientação sexual definida…a orientação sexual forma-se mais tardiamente no crescimento da criança, após um periodo de descoberta sexual, sua e do outro e até de contactos fortuitos entre elas. Isso não significa que se venham a tornar gays ou lésbicas..
One study examined by the researchers indicated that a significantly greater proportion of young adult children raised by lesbians had engaged in a same-sex relationship (six of 25 interviewed) than those raised by a heterosexual mother (none of 20 interviewed).
1 estudo? Desde 1980, um estudo demonstra isto? E os outras centenas de estudos? O que demonstram? 6 em 25 entrevistas?? qual é a validade estatítica? qual é o quociente de correlação? Nos meus artigos, este quocientes estão calculados. Se a heterossexualidade dos pais fosse um pre-requisito para a não homossexualidade dos filhos, não existiriam 5-10% de população homossexual no mundo, right?? Ser gay, António, pela enésima vez, não é algo que se transmita aos filhos…todos os gays têm, em principio, pais heterossexuais…de quem “herdaram” eles a homossexualidade? Do tio quarentão e solteirão? LOOOOL
Continuou a não me responder a questões essenciais que eu repito:
6. “O egoísmo e o capricho que querer ter um filho, mesmo que fisicamente impossível, não demove os casais homossexuais.” Porque é que se a pessoa for heterossexual e quiser adoptar se diz que é um acto de amor e se um gay ou uma lesbica quiserem adoptar, já se diz que é um capricho?
7. O que eu disse é que as pessoas que adoptem em Portugal sendo “solteiras” só o fazem se forem parentes ou conhecerem previamente a criança, pois a preferência é sempre para um casal. Porque é que o solteiras está entre “”?? Os solteiros só adoptam se forem parentes ou conhecerem previamente a criança?? De onde é que tirou esta ideia? O processo de adopção para pessoas singulares não está só restrito a crianças que lhes são familiares ou que já conheçam, QUALQUER SOLTEIRO OU SOLTEIRA PODE ADOPTAR CRIANÇAS, não está proibido de o fazer, e ninguem lhe pergunta a orientação sexual…mas pronto, imagine-se que isso é verdade, sendo homossexual, já pode adoptar a criança que conhece previamente ou com a qual partilha laços familiares??
Por fim António, se eu me assumir (perante si pelos vistos) como homossexual, a discussão muda de tom? É relevante para a discussão destas questões sermos Homo ou hetero ou bi? E o meu amigo já se assumiu? O meu amigo tem que se assumir como heterossexual de cada vez que discute seja o que for? Se não tem que se assumir, e pressupondo (não sei) que é heterossexual, porque razão tenho eu que me assumir, pressupondo o senhor de que eu sou gay?? Lá está, os hetero não tem de assumir porque são hetero…os gays, como minoritários, tem de mandar um fax de pré-aviso, a afirmarem que são gays…esta democracia antónio é um mimo.
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sr. Cunha,
Queria-lhe deixar um alerta: quando usa artigos de jornais, tem de ter cuidado em ver a fonte original e ver quem faz comentarios extra. O estudo cientifico em si apresenta resultados completamente contra tudo aquilo que andou a dizer (!), recomendado ate a adopcao por casais gay por beneficios extra.
Depois, encontra comentarios negativos ( que devem ser a razao por que escolheu um autentico artigo suicida…) de alguem de duas agencias:
1- Focus on the family
2- NARTH
A Focus on the Family e’ uma organizacao americana pro-familia, crista, associada ao partido republicano, famosa pelo apoio a terapias de cura de sexualidade. Tem levado de tabela tantas vezes que duvido que nao conheca o nome devido a varias polemicas e processos em tribunal. Ate me lembro de um banco singaporeano (DBS) que foi obrigado a cancelar doacoes a esta agencia.
A NARTH e’ uma associacao de apoio a …reconversao de sexualidade, afiliada a , ta-tan! sim, a Focus on the Family..E tambem a PATH (Positive Alternatives to Homossexuality)
Preste mais atencao, pois com referencias dessas acaba por descridibilizar o que pretende dizer.
Quando li pensei ate que estivesse a fazer um mea culpa, e quase acreditei que tivesse tido uma conversa com os amigos gays que mencionou ter.
PS: se quer discuir com gays, em vez de dizer “venham a mim criancinhas e assumam-se”, tem milhares de foruns gays e websites nos quais se pode registar e entrar em debate com gente que tem fotografias publicas. Toda a gente em blogs esta anonima, ninguem usa fotos, e a sexualidade nao da competencia extra a ninguem num debate, apesar do que alguns pensam.
[Responder]
Nuno (#163), peco desculpa por quase ter repetido o que disseste. Quando comecei a escrever ainda nao tinhas postado, e fizeste um excelente post que teria dispensado o meu.
[Responder]
162 Antonio Cunha
E o António? Podia deixar de ser idiota? Isto é o quê? Se não for estridentemente homofóbico, significa que é simpatizante, se é simpatizante só pode ser… Bem vindos ao infantário.
Caro António, maior probabilidade têm o senhor de ser homossexual; homofobia internalizada e homossexualidade reprimida dizem-lhe alguma coisa? E atacar os outros quanto à sua orientação sexual, ainda completa mais a figura. Tem medo que lhe perguntem a sua? Eu como não sou homofóbico, não lhe digo a minha. Aliás, a sua mesquinhez deve-se à ausência de argumentos.
A minha orientação sexual não adianta nem prejudica nada à minha argumentação. Tente também argumentar, ou esteja calado.
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# 164
Pois, o senhor António Cunha coloca artigos científicos que dizem uma coisa, mas depois “acha outra”. Estamos conversados quanto à desonestidade intelectual do senhor.
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Tás à vontade Paulo, os comment´s nunca são dispensáveis… e obrigado porque desconhecia a origem do Focus on Family…mas não te esqueças que, para entrares na discussão com o António Cunha, tens de te assumir primeiro. Assume se és Homo, hetero, bi ou trans, assume se és cristão ou ateu ou hindu ou Mormon, assume se és benfiquista, do sporting ou do FCP, em suma, assume-te e rotula-te, porque senão o António Cunha fica confuso e já não sabe se estão gays a defender direitos das lésbicas, se estão hetero contra direitos de gays, ou gays a atentar contra hetero e lésbicas, ou hetero a favor da adopção de gays e de lésbicas…tchiii, é um regabofe de (des)orientações sexuais… mas atenção, tudo em nome dos rótulos. Rotule-se primeiro e discuta depois…
Abraço Paulo.
[Responder]
Caro BlackPaulo e Nuno
Bem sei que a internet está cheia de foruns e todo o tipo de sites relacionados com o assunto do Casamento Gay e Adopção. Alías o lobby gay na Internet é poderoso, bem como nos restantes media.
O artigo que coloquei apenas refere que crianças criadas com homossexuais tem mais propensão para experiências gay. Nada mais do que isso.
E foi o primeiro artigo que encontrei. Porque como não tenho uma enciclopédia sobre o assunto em PDF e o tempo é escasso …
Mas chega para por a paneleiragem toda em brasa.
[Responder]
166 S
Senhor/a ou outra ave colorida qq S
Voce é o quê ? uma letra !!!
Sempre que alguém está contra alguma causa gay, é logo rotulado de Homofobico. Oiça, não tenho problemas nenhuns com isso. Pode-me chamar Homofóbico as vezes que quiser.
E já agora, não ataquei ninguém quanto à sua orientação. Se gosta de levar na peida, é lá consigo, olhe, que tenha bom proveito.
[Responder]
168 Nuno Ribeiro Ferreira
Voce é desonesto e burro, porque não percebeu o motivo pelo qual falei nisso.
Se os gay se assumissem todos, deixava de ser algo estranho e passava a ser algo natural.
Assim como andam sempre escondidos com medo é natural que as pessoas tenham preconceitos. As pessoas não sabem, não conhecem logo desconfiam.
Quer um argumento valido para ser contra a adopção por gays ?
OS casais gay são muito mais instáveis que os casais ditos normais. Tem mais propensão para se separarem e para terem comportamentos de risco.
Agora vá lá procurar no PDF’s ……
[Responder]
Mais material para se entreter
Por mais que se debata e se tente ser politicamente correcto, e uma vez que os dados médicos e psicológicos estão claramente contra este tipo de união, como vamos vêr seguidamente, o ambiente homosexual não é (nem nunca há-de ser) um ambiente saudável para uma criança crescer. Senão, vejamos:
*
Um estudo científico que monitorizou o perfil sexual de 2,583 homosexuais menos jovens (publicado no Journal of Sex Research) revelou que revelou que apenas 2,7% afirmou ter tido apenas um parceiro sexual1.
*
Pesquisas também mostraram que poucas uniões homosexuais duram mais do que 2 anos, e muitos homens reportam terem centenas de parceiros2.
*
24% dos homens homosexuais teve mais do que 100 parceiros3.
*
43% dos homens homosexuais teve mais do que 500 parceiros3.
*
28% dos homens homosexuais teve mais do que 1000 parceiros3.
*
Homosexuais activos são vulneráveis a dezenas de doenças sexualmente transmissíveis (DST)4.
*
É estimado que 30% de todos os homens homosexuais com a idade de 20 anos vai ter SIDA ou morto quando chegar aos 30 anos5.
*
De acordo com pesquisas, homens homosexuais são mil vezes mais susceptíveis de contrair contrair a SIDA do que os homens heterosexuais6.
*
Até Dezembro de 2001, 45% de todos os pacientes de SIDA envolviam homens que estiveram expostos à doença através de relações sexuais com outros homens, enquanto 4% envolviam homens que estiveram envolvidos em relações heterosexuais7.
Todos estes factores médicos levam-nos à conclusão de que o estilo de vida homosexual é deleterioso para aqueles que estão nele. Com base nisto, é legítimo perguntar:
Porque é que nós haveríamos de expor crianças a este estilo de vida?
Segundo estudos científicos, relacionamentos homosexuais são em média de muito curta duração. Porquê entregar crianças a casais “à prazo”? Certamente que hoje em dia, no mundo Ocidental, e principalmente na Europa, a instituição do casamento está em decadência, mas para quê correr riscos entregando crianças a casamentos que, baseando-nos nos dados científicos, não duram?
Ao nível psicológico a vida homosexual não parece trazer paz àqueles que estão nela:
*
Pesquisas demonstraram que homens e mulheres a viver a vida homosexual estão substancialmente mais susceptíveis de contrair certas formas de problemas emocionais, incluindo suicídio, depressões sérias, ansiedade e dependência da nicotina8.
#
Paul Van de Ven et al., “A Comparative Demographic and Sexual Profile of Older Homosexually Active Men,” Journal of Sex Research 34 (1997): p. 354. Dr. Paul Van de Ven reafirmou estes resultados numa conversa privada com with Dr. Robert Gagnon on September 7, 2000.
#
M. Pollak, “Male Homosexuality, Western Sexuality: Practice and Precept in Past and Present Times”, ed. P. Aries and A. Bejin, translated by Anthony Forster, (New York, NY: B. Blackwell: 1985), pp. 40–61.
#
“Survey Finds 40 percent of Gay Men Have Had More Than 40 Sex Partners,” Lambda Report, January/February 1998, p. 20. A. P. Bell and M. S. Weinberg, Homosexualities: A Study of Diversity Among Men and Women (New York: Simon and Schuster, 1978), pp. 308, 9; see also Bell, Weinberg and Hammersmith, Sexual Preference (Bloomington: Indiana University Press, 1981).
#
W.E. Owen Jr., “Medical Problems of the Homosexual Adolescent,” Journal of Adolescent Health Care 6, No. 4, July 1985, pp. 278-85.
#
Satinover, Jeffrey, “Reflections: Interview with NARTH,” February 5, 2001, http:www.narth.com
#
THE HIV/AIDS Surveillance Report, U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control, National Center for Infectious Diseases, Division of HIV/AIDS, through December 2001.
#
Ibid.
#
Fergusson, D.M.; Horwood, L.J.; Beautrais, A.L., 1999: Is sexual orientation related to mental health problems and suicidality in young people? Arch. Gen. Psychiatry 56, pp. 876-880.; Herrell, R.; Goldberg, J.; True, W.R.; Ramakrishnan, V.; Lyons, M.; Eisen, S.; Tsuang, M.T., 1999: Sexual orientation and suicidality: a co-twin control study in adult men. Arch. Gen. Psychiatry 56, pp. 867-874.; Sandfort, T.G.M.; de Graaf, R.; Bijl, R.V.; Schnabel, 2001: Same-sex sexual behavior and psychiatric disorders. Arch. Gen. Psychiatry 58, pp. 85-91.; Bailey, J.M. (1999): Commentary: Homosexuality and mental illness. Arch. Gen. Psychiatry 56, pp. 876-880.
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O ator assumido Rupert Everett, 48 anos, disse em uma entrevista ao tablóide britânico Daily Express que não é uma boa idéia permitir que casais gays adotem crianças.
De acordo com o Daily, Ruppert, “ator solteiro e que admite ter idéias ultrapassadas sobre algumas questões gays”, disse: “Oh, meu Deus. Eu nunca poderia fazer isso com uma criança”.
“Você pode imaginar como seria ter seus dois pais na reunião de escola? E ficar ouvindo aqueles comentários maldosos enquanto tenta dormir à noite?”, completou o ator.
Ano passado, Rupert acusou um diretor de Hollywood de ser homofóbico. Segundo o ator, ele teria sido recusado para um papel com Sharon Stone numa grande produção por ser pervertido.
“Sharon me queria no papel e eu fui encontrar com o diretor. O diretor disse no estúdio, na frente de várias pessoas: ‘Não, ele não serve para o papel, é um pervertido”.
Rupert conheceu o estrelato após o sucesso do filme O Casamento do meu Melhor Amigo (1997), no qual contracenou com Julia Roberts.
http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=2069
[Responder]
“Lei da natureza: violacoes, poligamia, multiplos parceiros, devoracao de crias, incesto, lei do mais forte.”
“Era no sentido reprodutivo? Bom, então nesse caso são todos fornicadores inveterados, porque copulam sem casamento, mudam de par sem pagar pensão de alimentos e até devoram os parceiros, em casos extremos. Isto é que é natural, presumo, ou então que se exterminem imediatamente as aranhas e mais uns quantos milhares de espécies.”
“(…)o de a civilização humana ser, toda ela, anti-natural. Toda. Caso contrário, não salvávamos os nossos filhos doentes e fracos, deixávamo-los morrer para que apenas sobrevivessem os mais fortes. E abandonávamos os nossos velhos logo que deixassem de ser úteis. E não tomávamos vacinas, anestesias ou antibióticos e não faríamos transfusões de sangue, transplantes de órgãos ou cirurgias cardíacas. Tudo isto é, na sua essência, anti-natural, contraria as leis e altera os rumos da Natureza.”
“A evolução humana fez-se pelo decréscimo do natural a favor do cultural. Ups, evolução, que disparate, já me esquecia. O casamento civil, de que estamos aqui a falar, é natural? Ou cultural? É que se alguém diz que é natural faço já as malas e vou pregar para outra freguesia.”
Obrigada por me darem razão.
O casamento que o sistema social construiu sobre a relação básica, natural e genuína entre machos e fêmeas para perpetuar a espécie
MACHO «=» FÊMEA -» CRIA
(no caso do Ocidente Cristão, o casamento monogâmico, vitalício, com direitos e deveres) foi para proteger as crias num quadro de estatuto social e protecção económica, para que as crias possam ser bem alimentadas, tornar-se robustas e não morrerem à primeira constipação. O estado meteu-se num assunto que não lhe dizia respeito, para salvaguardar as crias das leis cruéis da natureza.
A essa protecção, chamou-lhe casamento.
É a forma mais pura de viver o conceito basilar natural protegido da competição e da predação.
As leis que regem o casamento, em princípio, impedem-no. Obrigam, por lei, a um ambiente propício ao desenvolvimento harmonioso das crias.
Logo, o casamento civil é cultural, pensado para proteger um “habitat” de animais humanos regimentando-o material, social e legalmente, animais esses que se distiguem dos demais por serem capazes de produzir cultura.
Resumindo, o casamento foi instituido para garantir os alimentos às crias e protegê-las da predação.
O casamento pressupõe a eventualidade do aparecimento delas. Todas as relações que não corram esse “risco”, não são casamento. São pactos, contratos, acordos, sociedades privilegiadas, mas não são casamento.
[Responder]
Boa noite e boas pesquisas nos PDF’s
[Responder]
Estou-me a lembrar de sociedades ditas perfeitas (inteligência ou instinto?), como a das abelhas. Aparentemente é uma sociedade injusta.
As obreiras trabalham que nem umas mouras para manter a colmeia e servir a rainha que até tem uma alimentação especial e tudo.
Esta, passa o dia a comer, a brincar com o zangão e a pôr ovos, enquanto as outras dão ao litro.
E porque é que as inteligentes abelhas não se revoltam, nem organizam um sindicato?
Porque esta é a razão da existência delas. Vivem para se reproduzir, para manter a colmeia activa, para que a rainha ponha ovos e se perpetue a espécie.
O mais importante no reino animal é manter a descendência. Apenas por isso vivem.
(Será que alguma vez se perguntam qual será o sentido da vida?)
[Responder]
Dr. Antonio Cunha,
em relacao ao primeiro que menciona, lembre-se de dizer que isto (#) sao as referencias a cada um dos pontos que mencionou acima.
Olhe, da-me uma tristeza tao grande ve-lo escrever isso e ver que isso esta na base do seu pensamento, que nem me apetece escrever.
Eu pedi-lhe para ter cuidado e atencao com as fontes. Fez ouvidos de mercador.
So fiz uma pequena pesquiza, por si. porque qualquer pessoa normal, ao olhar essa treta, ate se sentia insultado.
1- o primeiro, refere-se nem sequer ao artigo original (que fala de um estudo sobre homens homo maduros ACTIVOS em sexo), mas a uma conversa informal.
3;4 e 5 – “24% dos homens homosexuais teve mais do que 100 parceiros3;43% dos homens homosexuais teve mais do que 500 parceiros3;28% dos homens homosexuais teve mais do que 1000 parceiros”
o 3 vem de testemunhos da LAMBDA, composto essencialmente por ex-gays (cristaos gays convertidos a hetero, que trabalham para seitas fundamentalistas, etc em programas de reconversao de sexualidade) ; o 4, que diz que 42% tiveram mais de 500 parceiros, vem de um artigo chamado “Os Problemas Medicos de Jovens Gays Adolescentes”, tire as suas conclusoes, sr. Dr.Cunha;
o 5, vem de uma entrevista chamada “Reflexoes com a NARTH” (LEMBRA-SE DA NARTH?)
E fiquei-me por aqui na pesquiza, porque a estupidez antingiu um ponto sem retorno. Se alguma vez quiser debater algo a serio com provas, eleve o seu nivel, ou trate-se.
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De disparate em disparate até ao disparate final.
Boa noite, vou rever, pela enésima vez “O Sentido da Vida”, dos Monty Python.
Amanhã, quando acordar bem disposto, vou perguntar às minhas netas se havia algum zangão na “Abelha Maia”.
Talvez esteja enganado mas, o desgraçado não passa o dia a brincar com a raínha. Acho que até tem um fim triste, por causa da brincadeira.
Boa noite. Agora vou “desabelhar”…
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Isabel, ninguem lhe deu razao,e e’ dificil debater com alguem que entra numa logica de circulo fechado e incrivelmente reducionista, ja lho disse. Sinceramente, espero que seja fiel ‘as suas palavras e na altura em que os seus filhos estiverem crescidos, a Isabel admita a sua inutilidade e permita ao seu marido continuar a procriar com alguem fertil. Em nome da especie.
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“E já agora, não ataquei ninguém quanto à sua orientação. Se gosta de levar na peida, é lá consigo, olhe, que tenha bom proveito.
Mas chega para por a paneleiragem toda em brasa.”
Caro António Cunha, no que me diz respeito, e em solidariedade para com os comentadores deste blog respeitado,para os quais o António dirigiu os comentários que acima transcrevi, encerro a discussão acerca deste tema consigo. O António não merece nem qualquer tipo de explicação científica do tema, nem muito menos qualquer crédito nos copy paste brasileiros que faz e mais, não merece qualquer respeito, pela forma como se dirigiu a outros comentadores deste blog. Passar bem.
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Sinto-me como uma abelha tonta, com os comentários da Isabel… suponho que com esta analogia toda a Isabel queira ser a rainha… mas desengane-se: A Rainha é a Priscilla…
http://www.youtube.com/watch?v=q_F2mFtRCXQ
Fomos nascidos para zoar…bzzzzz, bzzzzzz.
http://cinemais.files.wordpress.com/2007/12/bee_movie_a_historia_de_uma_abelha_2.jpg
Tb eu vou desabelhar daqui para fora…chiça Isabel, esta das abelhas é que eu nunca tinha ouvido…
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A ignorância e homofobia do António Cunha é de tal modo patológica (como eu já o havia advertido há alguns meses) que ele chega ao ponto de apresentar excertos de estudos e atribuír-lhes uma conotação que não é necesariamente aquela que ele gostava que fosse.
Precisa que eu ou outra pessoa lhe descontrua a semântica das frases da parte conclusiva do estudo que apresentou para lhe mostrar que, na verdade, esse texto nem sequer vai contra aquilo que eu e outros comentadores temos escrito?
O meu conselho para si e para as Isabeis deste planeta continua a ser o mesmo: muitas sessões de terapia (que ainda assim tenho dúvidas de que seja a solução).
P.S.: Rupert Everett pode ser assumido, também pode perfeitamente ser o caso de um homossexual com homofobia internalizada. E pode também ser esse o caso do António Cunha. Na verdade, muitos destes casos acabam por expor linhas-de-pensamento e estratégias de ataque muito idênticas às suas. Mais uma razão para começar a fazer terapia. E, se fosse a si, começava agora, enquanto ainda é tempo.
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«(…)animais esses que se distiguem dos demais por serem capazes de produzir cultura(…)»
Ora, nem mais Isabel! A nossa evolução antropológica abriu portas a que a noção de casamento se alterasse tanto desde que foi instituída socialmente que hoje quase não tem relação com a “versão original”. Felizmente, todos nós sabemos (apesar das Isabeis e dos Antónios Cunh deste país não gostarem de admitir) que o casamento há muito tempo que deixou de pressupor a maior parte dos pilares que o suportavam (como os que ambos descrevem), tendo-os substituído por outros.
O casamento NÃO TEM MAIS o mesmo significado social que tinha… até há bem pouco tempo no Mundo ocidental. NÃO TEM. Ponto.
E isto é um dos maiores exemplos de produção cultural que pode existir na História da Civilização.
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A única coisa que resta desejar às Isabeis e aos Antónios Cunha deste Mundo (isto se já não forem ambos casos de homossexualidade com homofobia internalizada) é que, se já não têm, que venham a ter filhos homossexuais (e há uma boa probabilidade de isso acontecer).
Para bom entendedor…
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# 170 António Cunha
“Alías o lobby gay na Internet é poderoso, bem como nos restantes media.”
Afinal é contra a visibilidade?
O que é o lobby gay? As pessoas organizarem-se e lutarem pelos seus direitos?
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# 173 António Cunha
Como é um homossexual a dizê-lo, prontoS!
Falácia da autoridade (particularmente ridícula neste caso…).
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174 Isabel
Estou como o Black Paulo, é impossível discutir consigo. A sua argumentação é de tal forma falaciosa e rebuscada que chega a cair no ridículo.
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Black Paulo
“(…)composto essencialmente por ex-gays (cristaos gays convertidos a hetero, que trabalham para seitas fundamentalistas, etc em programas de reconversao de sexualidade) ; ”
O que é isto?
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179 BlackPaulo
Caro Balck, a estratégia é velha e muito batida.
Tirar a credibilidade às fontes para não rebater os argumentos.
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180 Nuno Ribeiro Ferreira
Cara “Abelhinha Tonta”
Comigo quem se estica é parte para a ignorancia leva tambem na mesma moeda.
A boca não era para si, mas para alguém que assinou “S” e que nem o nome tem coragem de por aqui, quanto mais assumir o que é !!!! Mas se o barrete lhe serviu, paciencia.
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182 Zunkruft
Caro amigo, a nossa conversa já é velha e sabe que essa sua estratégia também já está gasta.
Comigo tem azar….
Você o tal que não acha piadas a anedotas e tem a mania que é psicologo vem para aqui distribuir fobias aos que discordam de si. Parece-me que voce é que precisa de tratamento.
Se algum dos meus filhos descobrir que é homossexual só espero que não arranje um parceito tão otário como voce. Isso sim seria um desgosto.
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185 S
Não sabe o que é um lobby ? É que existe uma grande diferença entre “grupos de pressão” e associações de defesa de direitos dos cidadãos.
Mas se não sabe, então tome lá meu amigo. Não quero que lhe falte nada. Atente bem na ultima palavra deste texto.
Lóbi (também grafado lobby) ou grupo de pressão é um grupo de pessoas ou organização que tem como atividade buscar influenciar, aberta ou secretamente, decisões do poder público, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados. Pressões e manipulações exercidas por lobbies também são observadas em outras instâncias do poder público (Executivo, Judiciário), e também sobre os meios de comunicação.
A palavra Lobby tem origem inglesa e significa salão, hall, corredor. Segundo alguns estudiosos, o fato de várias articulações políticas acontecerem nas ante-salas (lobby) de hotéis e congressos, fez nascer a expressão “lobbying” (lobismo) para designar as tentativas de influenciar decisões importantes tomadas pelo poder público, sobretudo aquelas relacionadas a questões legislativas, de acordo com interesses privados de alguns grupos ou setores inteiros da sociedade.
Enquanto nos Estados Unidos o lóbi é uma atividade considerada como parte do processo político (ser lobista é uma profissão reconhecida e a atividade em si é regulamentada por leis), em outros países como o Brasil, a atividade é informal e não regulamentada, o que pode dar margem a interpretações de corrupção.
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Mais um artigo interessante
“Adopção por casais “gay” ainda é prematura !
Especialista diz que conservadorismo do país pode estigmatizar as crianças
Guilherme de Oliveira, especialista em direito da família, afirmou ontem que ainda é cedo para aprovar a adopção por casais homossexuais, porque o conservadorismo da sociedade poderia estigmatizar as crianças adoptadas. ”
“A adopção, essa sim, já suscita “dúvidas” a Guilherme de Oliveira. O professor até admite que o crescimento dos “filhos” de homossexuais tenha uma “evolução igual” à dos outros, como defendem alguns estudos, e que a medida tenha o mérito de diminuir o número de crianças institucionalizadas. No entanto, receia que uma sociedade “muito conservadora e estigmatizante”, como parece ser a portuguesa, acabe por fazer daquelas crianças “o objecto da discriminação social”… ”
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1386065
[Responder]
O problema deste António Cunha não está em ser homofóbico, isso é um sintoma de algo mais grave.
“Tirar a credibilidade às fontes para não rebater os argumentos.”
Como é que se pode tirar a credibilidade a fontes que nunca a tiveram?
“associações de defesa de direitos dos cidadãos”
Como é que se defendem direitos que nem sequer estão consagrados na lei?
Antes tem que se lutar por eles.
“Atente bem na ultima palavra deste texto.”
Então, também está a atacar a credibilidade de alguma instituição?
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Boa tarde!
Falei com as minhas netas e elas contaram-me a saga da “Abelha Maia”. Havia mesmo um zangão chamado Willy que, optou por se “pirar” da colmeia com a sua amiga Maia, porque esta não era raínha. “Rapaz” esperto, pois já sabia que se fosse brincar com a raínha, tinha um triste fim…
De repente, a avó das minhas netas(que por acaso até é casada comigo e mãe da minha filha), meteu-se na conversa e disse:
“Olhem que o zangão tem outros nomes. Por exemplo, na minha terra, chamam-lhe abelha-macha”.
Fiquei siderado. Fui aos Dicionários (aqueles dos livros, porque já “vi” que a Internet…) e confirmei. É verdade. Entre outras designações, consta a de abelha-macha (macha, não é engano).
Então o zangão também é uma espécie de abelha (no mínimo) “travestida”?
Sinto-me como se tivesse acabado o “Astérix”. O céu caíu-me em cima da cabeça…
Agora, vou tentar saber algo sobre vespas, formigas, etc…
Até logo.
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MAs que tema com tao pouca prioridade. So quase 200 comentários até agora!
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Cafc
Leia já agora as outras todas. Vai ver que acabam sempre em, casaram, tiveram muitos filhinhos e foram felizes para sempre.
O que significa que os filhos contribuem para a felicidade das pessoas e estas casam-se ( se quiserem) para que possam dar uma melhor protecção às crias.
Já agora, pergunte às suas netinhas o que achariam se a Barbie em vez de ser namorada do Ken, fosse namorada da Cindy?
Qual delas vestiam de noiva? A Barbie? E a Cindy, (que é uma Barbie “produto branco”)?
Se calhar escondiam o cabelo da Cindy no chapéu e vestiam-lhe a roupa do Ken…
Não.
Assim não tem graça.
O melhor mesmo é ser o Ken.
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Boa noite!
Como parece que “isto” está quase a ir para o arquivo e, para nâo desiludir o Metroidsamus, vamos lá tentar chegar aos 200.
Não consegui mais informações sobre vespas, formigas, etc…
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Tenho que parar um bocadinho.
A minha amiga Isabel regressou com uma “bola” nova. Onde é que eu já “vi” esta táctica?
Isabel, veja se consegue perceber alguma coisa que lhe “dizem” e não só aquilo que você queria que lhe “dissessem” para você tentar perceber que o que lhe “disseram” era mesmo o que você queria que lhe “dissessem”. (Vai ter problemas de comunicação).
Agora, mais devagarinho:
1- O Ken já “era” (A Barbie soube que …ai.ai.ai);
2- As minhas netinhas sabem muito bem distinguir
entre as “suas bonequinhas” e as suas “crias”, porque não as trato por “crias” da mãe;
3- A minha netinha mais velha até me disse para a informar que há uma história entre a sua abelha Maia e o Calimero que…
4- E também me disse que esses contos do casaram, blá, blá, era uma “treta” como a do Pai Natal em que você deve acreditar;
5- A minha netinha mais nova, que não é tão bem educada como eu, disse-me: “Oh avô, o que é que essa “tadinha” tem a ver com aquilo que a gente fala?
6- E a minha netinha mais velha disse que ia para o “Magalhães” dizer-lhe que fosse procriar.
Se foi ou não…agora se foi, aguente-se porque ela é da nova geração e até acha que a Branca de Neve quando casou com o príncipe tinha sete buraquinhos no hímen.
Ai estas “crias” de hoje…
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Continuando (é só para fazer os 200).
Então, como não tive tempo para saber mais sobre vespas, formigas, etc…
Lembrei-me que quando andava no liceu, aprendi, na disciplina de Ciências Naturais (tudo designações da época) os aparelhos reprodutores da minhoca, da mosca, etc…
Mas, embora não viesse no programa, tive um professor (comunista dum raio) que explicou o do Ser Humano e o dos caracóis.
Vocês estão a ver o dos caracóis?
Então Deus fez um disparate destes na Natureza?
Boa noite, que a minha “cria” telefonou-me a dizer que a “cria” mais velha estava agarrada ao “Magalhães”.
[Responder]
Oh Isabel, eu tenho de lhe agradecer, do fundo do coração, por estes momentos de gargalhada colectiva que os seus comentários desencadearam cá em casa…A sério, obrigado(S) mesmo…
Como se já não bastasse a originalidade da história das abelhas e dos zangões e do calimero que afinal foi não sei onde a não sei quem…eis senão que a Isabel se sai com a complexa vida da bonecada… Achei um mimo, por diversos motivos…é que o Ken afinal de contas, pelos vistos, ao que parece, não sei mas ouvi dizer…é gay. True story. Comprove lá: http://en.wikipedia.org/wiki/Earring_Magic_Ken
Talvez por isto é que ele tenha sido, durante anos, o namorado da barbie e “crias”?? Bem “crias” nem vê-las…mas pronto, já k Ken e barbie não chegam a vias de facto e não próóócriam, resta-nos esperar pelo doce néctar da próócriação das abelhas, que essas, ao que parece,segundo a Isabel, são umas malucas… Na realidade, e voltando ao Mundo muito sexuado da Mattel, os unicos bebes que estão com a Barbie ou são sobrinhos ou são sobrinhas…além de que a Barbie anda sempre rodeada pelas amigas e está, ao fim de mais de 40 anos, solteira (mas feliz atenção, que no fundo é o que se quer, não sei, digo eu!!!)
Quanto à indumentária matrimonial, de quem veste a roupa de quem para fazer de não sei quê, olhe sei lá eu… talvez possam ir as duas vestidas assim:
http://jugular.blogs.sapo.pt/1280836.html
(fantastica imagem postada pela Ana Vidigal no jug)
Assim não tem graça???(diz a Isabel)… claro que tem…aliás graça tinha se o Ken Barbie e Cindy fossem os três, sei lá eu, próóócriar talvez…
Uma última palavra para o cafc, cujos comentários às histórias do fantástico mundo da Isabel, me fizeram chorar a rir tb…Obrigado, caro amigo, por todos estes momentos …7 buraquinhos no hímen da snow-white?? A sério, LOOL, simplesmente genial. Essa também é um bom exemplo… de como teve de fugir da figura da madrasta e da própria casa, para ir viver, veja lá isto, numa casa com 7 pequenos pais, um ambiente, diria eu, altamente, bue da mesmo, totil homossexual.
Mas lá que ela era feliz, lá isso era…
O comentario é da minha inteira responsabilidade e deve ser lido com um espírito livre e bem disposto. Qualquer reclamação ao que aqui se diz ou eventualmente se quiser processar quem o escreveu (moi) é favor contactar a sua paróquia mais próxima, ou qualquer núcleo de defesa da “familia clássica” ou então o “socialista” Anaia, que está a recolher assinaturas para coisas afinal, não sei, segundo ele, tão pouco prioritárias…
[Responder]
É importante numa discussão democrática, saber perder com dignidade.
O insulto ou o riso é o que resta quando já não há argumentos.
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É precisamente isso que os seus comentários são, Isabel: insultuosos.
[Responder]
Minha amiga Isabel
Continua a ter um problema de comunicação com o seu “alter ego”, género negação da afirmação, anteriormente negada e,depois, afirmada de forma negativa.
Então, outra vez, mais devagarinho:
1- No que se poderia considerar “uma espécie de flashinterview com horas de atraso”, autoproclama-se vencedora de uma discussão democrática.
1-a) Nos meus ouvidos aparece “We are the champions”;
1-b) Só posso estar a ouvir mal (lá tenho que ir ao “médico dos abanos”), porque o “gajo” que cantava isto nem era homo, nem trans, nem hetero (era bissexual)…
2- Passa, logo a seguir para mais um “remake” do Calimero.
2-a) Como é possivel argumentar com as abelhinhas, com as bonequinhas e com outras “inhas”?
2-b) Então os “meninos maus” insultaram-na e riram-se de si?
2-c) Não me diga que foi por causa daquela sugestão do procriar!
2-d) Então não foi a minha amiga que esteve “todo o tempo do mundo” a afirmar que era esse o “sentido da vida”?
Agora, se não se importa, vou fazer uma pausa e, um pouco mais tarde, voltarei.
[Responder]
Meu caro amigoNuno Ribeiro Ferreira
Agradeço o seu comentário mas, olhe que se eu sou assim tão “mauzinho” para a Isabel, você não me fica nada atrás. (Agora, sim! O que é que eu escrevi? Ai, valha-me Deus, t’arrenego Satanás…)
Mas, afinal o meu amigo, acrescenta algo ao conto da Branca de Neve. Anaia? Será “assim que a modos” uma junção invertida (outra vez? Valha-me a Virgem Santíssima) de “aia+anões”? É que, se tirarmos os “ões” aos anões, já faz todo o sentido a inversão: dá “an+aia”. Como a “miúda” andava fugida, era o nome dela na clandestinidade.
Um grande abraço!
[Responder]
Meu caro Zunkruft
Trata-se de um problema técnico.
A nossa amiga Isabel ainda não reparou que o computador dela não tem monitor.
Tem um espelho.
Um abraço!
[Responder]
Maus tempos se avisinham :
“Adopção fora do casamento de casais do mesmo sexo
A adopção de crianças fica de fora, não consta da legislação que o PS pretende aprovar, permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É um dado avançado por Francisco de Assis. ”
“…Jorge Miranda considera que o casamento entre pessoas do mesmo sexo choca com o texto da Constituição, com o artigo 36.
Também na leitura do constitucionalista Cardoso da Costa estender o conceito de casamento à união entre pessoas com o mesmo sexo, é inconstitucional.”
[Responder]
Minha amiga Isabel
3- Agora vou passar à minha “fase de paternalismo machista mas, sem alíneas:
Eu já lhe tinha dito que aquela “coisa” (será “site”?)
que você “postou” nos seus comentários #83 e #124 fazia muito mal à cabecinha. Está comprovado que só lhe estava a dar “bons conselhos”.
Depois de tudo o que você escreveu, estava à espera de quê? É como a “história” do “outro”, eu não sou filho do Gepeto.
Olhe, minha cara amiga, se puder, não continue essa sua “vocação missionária” de tentar que os outros partilhem a sua “Galáxia do Absurdo”.
Desejo que seja feliz, seja qual for o seu conceito de felicidade.
[Responder]
“O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje que tem mandato para remover as barreiras jurídicas ao casamento entre homossexuais, mas nada referiu quanto à adopção, deixando implícito que não legislará sobre essa matéria.”
[Responder]
Artigo 36.º
Família, casamento e filiação
1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.
2. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de celebração.
3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil e política e à manutenção e educação dos filhos.
4. Os filhos nascidos fora do casamento não podem, por esse motivo, ser objecto de qualquer discriminação e a lei ou as repartições oficiais não podem usar designações discriminatórias relativas à filiação.
5. Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.
6. Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante decisão judicial.
7. A adopção é regulada e protegida nos termos da lei, a qual deve estabelecer formas céleres para a respectiva tramitação.
Eu posso não ser constitucionalista, mas que percebo bastante de linguística portuguesa, isso posso assegurar, e posso também assegurar que não há nada (repito NADA) nos diversos aspectos de análise gramatical deste texto que proiba pessoas do mesmo sexo de se casar [agora se há entrelinhas neste artigo que eu não sei interpretar, isso é outra coisa]. Na verdade, este artigo 36 afirma precisamente o inverso do que, alegadamente, o Dr. Jorge Miranda afirma.
E já ouvi por aí dizer que, de todos os constitucionalistas em Portugal, são muito poucos, ou quase nenhuns que fazem essa interpretação que o Sr. Cunha gostava que fosse real.
Independentemente do que a Constituição diz, mesmo que não o dissesse, não deixava de ser uma discriminação e uma violação de direitos humanos.
…Quer estejamos a falar de casamento, quer de adopção.
[Responder]
199 cafc
LOL!!! XD
Os da Isabel podem ser engraçados (involuntariamente), mas com este do Cafc parti-me a rir.
O Calimero foi ao… :X
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210 Zunkruft
Fantástico a maneira como você tira a credibilidade a tudo o que n lhe interessa.
Realmente tenho que admitir que voce é bom.
Mas olhe tome lá mais este
Casamento e discriminação: um olhar constitucional
Prof Jorge Miranda
Catedrático de Direito
Público, 9 de Outubro de 2008
Igualdade é tratamento igual de realidades iguais e tratamento desigual de realidades desiguais
1. O art. 13.º da Constituição proclama que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei, acrescentando que ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
Os factores de desigualdade assim apresentados são-no a título enunciativo, e não taxativo. Eles equivalem aos mais flagrantemente reconhecidos pelo legislador constitucional; não os únicos susceptíveis de gerar privilégios ou discriminações e, portanto, não os únicos rejeitados.
Já era assim antes da revisão constitucional de 2004 no tocante à orientação sexual. O ser ela agora mencionada no art. 13.º (por cópia da Carta de Direitos Fundamentais da União Europeia) representa apenas uma explicitação.
2. A proibição de discriminações significa, à partida, que ninguém possa deixar de ter acesso a qualquer direito ou bem jurídico atribuído pela Constituição ou pela lei em termos gerais. Mas o princípio tem de ser entendido no contexto da Constituição, com as implicações decorrentes de outros princípios. E isso porque o princípio da igualdade não funciona por forma geral e abstracta, mas perante situações ou termos de comparação que devam reputar-se concretamente iguais – e, antes de tudo, à luz de padrões valorativos ou da ordem axiológica constitucional (parecer n.º 32/82 da Comissão Constitucional).
Enquanto conceito relacional, a medida do que é igual e deva ser tratado como igual depende da matéria a tratar e do ponto de vista de quem estabelece a comparação, em termos de determinar quais são os elementos essenciais e os não-essenciais num juízo acerca da admissibilidade ou inadmissibilidade de soluções jurídicas dissemelhantes e eventualmente mesmo discriminatórias. Ou seja, quando é que duas situações reais da vida são equiparáveis, quando as similitudes entre elas sobrelevam das diferenças e, por isso, o juízo de valor sobre a materialidade que lhes serve de suporte conduz à necessidade de um igual tratamento jurídico (acórdão n.º 231/94 do Tribunal Constitucional).
É a esta luz que deve ser encarado o problema do casamento de homossexuais.
3. Igualdade é tratamento igual de realidades iguais e tratamento desigual de realidades desiguais. Por isso, diferenciar não é discriminar. Não diferenciar é que é (ou pode ser) discriminar.
Reduzir o casamento à finalidade de procriação, como alguns sustentam, não se afigura correcto. Simplesmente, apenas o casamento de pessoas de sexos diferentes comporta a potencialidade de procriação, com tudo quanto isto envolve de direitos e deveres em relação aos filhos e à função de assegurar a subsistência (quer biológica, quer no plano da sustentabilidade da segurança social) e a renovação da comunidade. Não por acaso a Constituição qualifica a maternidade e a paternidade como “valores sociais eminentes” (art. 68.º, n.º 2).
Não admitir o casamento de dois homens ou de duas mulheres não viola o princípio da igualdade. O que o infringiria seria, sim, admiti-lo, por colocar em paridade realidade inconfundíveis.
4. A Lei Fundamental distingue o direito de constituir família e o direito de casar (art. 36.º, n.º 1) e hoje aparece à vista desarmada a pluralidade de formações familiares, designadamente, as uniões de facto, tanto heterossexuais como homossexuais (com direitos consagrados na Lei n.º 7/2001, de 11 de Maio, e que bem poderão vir a ser alargados). Em contrapartida, é não menos patente, na Constituição, o enlace incindível entre filiação e casamento, necessariamente heterossexual. “Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil e à manutenção e educação de filhos (art. 36.º, n.º 3).” “Os filhos nascidos fora do casamento não podem ser objecto de qualquer discriminação” (art. 36.º, n.º 4). “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” (art. 36.º, n.º 5). “Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante decisão judicial (art. 36.º, n.º 6). À pluralidade de formações familiares hão-de corresponder adequados regimes jurídicos.
5. Ainda mais claro se mostra a Declaração Universal dos Direitos do Homem: “A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça ou religião (art. 16.º, n.º 1).
Ora, os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem” (art. 16.º, n.º 2 da Constituição).
Logo, em face do nosso ordenamento constitucional, não só não se faz discriminação por se estabelecer diferenças entre o regime do casamento e o regime (ou qualquer regime) da união homossexual como o casamento é concebido exclusivamente como união heterossexual. Logo, uma lei que permitisse casamentos entre pessoas do mesmo sexo seria inconstitucional.
[Responder]
Caft
Você não “deslarga” mesmo. Realmente o universo infantil deslumbra o início da 3ª idade.
O que você gostou de revisitar a Branca de Neve, o mundo da Abelha Maia, a Barbie e o Ken.
Mas Sócrates pensou em si. Exactamente porque com a idade nos vamos tornando crianças, este
http://aeiou.expresso.pt/magalhaes-para-idosos-disponivel-dentro-de-4-meses=f545294
dar-lhe-á horas de divertimento e brincadeira e já não precisa de vir para aqui mostrar ideias nenhumas.
A conselho das suas netas vai poder entrar no site da Barbie,
http://barbie.everythinggirl.com/
e brincar às “casinhas” casando o Ken loiro com o Ken surfista e a “Barbie princesa” com a “Barbie na quinta”.
Nesse pequeno mundo de fantasia tudo é possível.
E ainda vamos ter saudades suas.
[Responder]
#212 António Cunha
Agora é que você rebentou com eles de vez. Ai, ai!
[Responder]
“Em contrapartida, é não menos patente, na Constituição, o enlace incindível entre filiação e casamento”
Não sabia que Jorge Miranda considerava inconstitucional o casamento de casais inferteis! Será que ele quer que sejam dissolvidos?
No entanto, não é caso para alarmar. Vários constitucionalistas se pronunciam em sentido oposto.
[Responder]
Isabel
É que não “deslargo” mesmo.
E, agora, vá lá fazer queixinhas ao Sr. Prior.
1- Tenho muito orgulho no início da 3ª idade, principalmente tendo que em conta que poderei chegar à conclusão que você pode ser o óvulo de que o espermatozóide andava à procura no “Olha quem fala”;
2- Gosto imenso de ser criança (e as minhas netas também gostam que eu seja assim porque passo muito tempo a brincar com elas);
3- Já começo a pensar que você deve ter horas de divertimento e brincadeira idênticas à da sua abelha raínha, expressando “ideias nenhumas” como a abelha-macha;
4-A conselho das minhas netas, vá revisitar o Pinóquio, porque a mais velha já me disse que não era o nariz que lhe crescia. “Cria” destes tempos.
Imagine que até me disse o que você “cria”.
5-Ela leu aquele belíssimo texto, que termina com um “orgástico” Ai, ai!
Eu também ainda vou ter muitas saudades minhas!
[Responder]
Ah afinal não se discute só a adopção, Isabel, discutimos também o casamento.
Já se sabia, eu pelo menos já o sabia, há imenso tempo, que o nosso Primeiro não ia contemplar ainda a adopção (em conjunto, singularmente já é possível)…claro que não e compreende-se: se o casamento, só e per si, causa tamanha convulsão nos espíritos heterossexuais dos portugueses (de alguns, não de todos, claro), extremamente seguros da sua heterossexualidade que até sentem a familia e a sociedade ameaçada pelo contágio Gay, é obvio que, se viesse casamento e adopção como casal ao mesmo tempo, então seria insuportável para alguns heterossexuais português. Aí, nessa circunstância, já não eram convulsões, era paragem cardio-respiratória imediata, ia tudo parar ás urgências do são franscisco, são josé, santa maria e por aí, e quem se lixava era eu que lá estou…
Também já tinhamos conhecimento do argumento anti-constitucional de Jorge Miranda, já o sabíamos (eu pelo menos conheço o argumento)…o que é pena é que ele esteja, o professor doutor, um pouco isolado no mundo dos constitucionalistas, afinal de contas, os argumentos do Dr Jorge Miranda, parecem-me muito na base da “interpretação”, isto é, se se interpretar assim resulta X, se se interpretar assado resulta Y…Não me cheira, não sei porquê, afinal parece que algo é constitucional ou não com base na nossa capacidade metafórica ficcional da Constituição (já parecia o outro a dizer que não se pode ler a bíblia de forma clara, é preciso “interpretar”, em suma, transformar o ridículo do claramente escrito, em coisas mais aceitáveis para não parecer mal)
Uma outra ideia. A aprovação do casamento entre PMS é virtualmente certa ,pelo menos a olhar á maioria parlamentar de esquerda, que colocou o projecto nos respectivos programas de governo, com excepção do PC, mas, mesmo este, já se mostrou favorável à aprovação da lei que garanta o acesso ao casamento CIVIL para todos os cidadãos e todas as cidadãs deste estado de direito. Ao não se permitir a adopção a casais do mesmo sexo (quanto a mim um erro), o estado vai estar a colocar gays e lésbicas numa posição em que terão de escolher…ou casam e não podem adoptar como casal, ou então não casam e já podem adoptar a título individual, ou então, aquilo que me parece que vai acontecer com mais frequencia, casam (os que quiserem) e adoptam (os que quiserem e poderem), mas a adopção é sempre singular e nunca como casal. Este tipo de “escostar á parede” de pessoas livres, deste país, que votam e pagam impostos como todos , parece-me desumano. Mas enfim, venha o casamento e depois logo outras lutas virão…
Anyway, mas realmente, não sei porque estou a falar, é que afinal, não sei, segundo a Isabel, houve uma personagem algures que me rebentou. Já agora, rebentou com quem Isabel? Quem são o “eles” a quem a Isabel se refere no comentário 214? O estranho terrível “outro”?
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Meu caro S
Este “post” está quase a ir para o Arquivo.
Aproveito para agradecer o seu comentário e manifestar o meu espanto pelo facto destes segregacionistas ainda não terem colocado uma questão de fundamental importância.
O Lucky Luke começou com o cigarrito na boca.
Os fundamentalistas anti-tabagistas protestaram.
Mas, conspiração demoníaca, havia nesses movimentos, uma infiltração homossexual!!!
Só assim se justifica que o Lucky Luke passasse a aparecer com uma palhinha na boca.
É que o “cow-boy” nunca procriou. Mesmo quando se cruzou com a “Calamity Jane”, nem um sinalzinho. A maior fixação do “herói”, os Dalton. Logo 4. Então o Averell faz-me lembrar alguém…
Então ninguém reparou que esta banda desenhada passou a ser uma perigosa mensagem subliminar para os jovens?
Parece que não mas, há quem tenha a sua “taralhoquice” mais rápida do que a sua própria sombra.
Um abraço, meu amigo.
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# 214 Isabel
Mas então não foi a conversa do natural e da infidelidade que nos rebentou? Não leve a mal, mas a Isabel tem que ser mais prudente nessas manifestações efusivas de vitória. O seu discernimento deixa muito a desejar, ai ai!
[Responder]
S
O meu discernimento e o do PM.
Então não é que o malandro não quer nada com as adopções?
Ele é tão socialista, tão à frente e quando parece que está tudo ganho, faz uma destas?
Francamente.
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Cafc
Há comentadores do BE, com quem muitas vezes me cruzo, que pensam como você.
Há um em particular com quem “discuto” muitas vezes. É inteligente e informado como você, só que tem um nível que você, que até deve ser boa pessoa, infelizmente não tem.
Mesmo no auge da irritação, nunca foi capaz de piadas rascas ou ordinárias. Teve sempre capacidade para se aguentar à bronca e não “calçar o tamanco”. Talvez tenha mais capacidade argumentativa, por isso não precisa de “abandalhar” o debate para evitar responder.
Devia aprender com ele.
[Responder]
«Igualdade é tratamento igual de realidades iguais e tratamento desigual de realidades desiguais»
Ah é, António Cunha?
igualdade s. f. qualidade do que é igual; correspondência perfeita entre as partes de um todo; organização social em que não há privilégio de classe; equação; identidade [sim, leu bem... identidade].
*retirado da 10º edição do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora.
A partir daqui, a argumentação que construíu no seu comentário – e tendo em conta que foi por aqui que quis começar – cai também por terra.
[Responder]
Minha cara Isabel
Não tenho a mínima dúvida em pedir-lhe, sinceramente, desculpa na parte em que a ofendi.
Espero que a minha amiga faça o mesmo em relação àqueles que aqui se sentiram ofendidos por si.
Sem ressentimentos, desejo-lhe as maiores felicidades.
Cumprimentos.
[Responder]
222 Zunkruft
Caro Zun
Eu até tenho algum respeito pela sua capacidade intelectual, e por isso lhe digo mais uma vez, que EU nada tenho contra o casamento Gay, NADA. Acho que um casal Gay tem o direito a ter os mesmos direitos dos demais casais. Apenas 2 resalvas :
- Preferia que enlace se chamasse outra coisa, que não casamento;
- A adopção por casais Gay devia ser adiada pois o nosso pais não está preparado AGORA para algo tão radical.
Um abraço
[Responder]
Cafc e Outros
Peço-lhe desculpa a si por ter brincado com a sua idade…é que eu devo ter a mesma que você.
Tive a reler os meus comentários e não penso que tenha insultado ninguém porque
1º Reconheço à maioria dos homossexuais a sua condição genética.
2º Acho que devem ter os mesmos direitos civis de conjugalidade como têm os hetero pelo casamento.
3º Tenho imenso respeito por todas as minorias, porque são pessoas em sofrimento. Ser hetero é um problema que a maioria não tem. Têm-no os homos exactamente por não obedecerem à “norma” natural.
4º Sou contra o casamento de PMS pelas razões que já defendi. No limite, o casamento hetero, base da civilização judaico-cristã, que permite pela sua evolução o reconhecimento de orientações sexuais alternativas, perderá a sua identidade se for “alargado” aos homos.
O casamento hetero deixa de ser o que é para que o casamento homo caiba na figura.
Logo, este deixa de ser casamento para os hetero e por isso deixa de ser também para os homos. Se para incluir os homos o casamento deixa de ser “branco” para passar a ser “azul”, os homos também já não o quererão, porque querem é o “branco”. O “azu”l não é a mesma coisa.
Ora isto é uma incompatibilidade de conteúdo.
5º Se lutarem pelo Pacto de Solidariedade, como Cristã, estou ao vosso lado.
6º Sou frontalmente contra a adopção legal por ser contra-natura. Uma criança é filha de um pai e de uma mãe e não há volta a dar. Poder-se-ão considerar ajustes a esta realidade, como estão
sempre a acontecer, seja com as familias monoparentais ou alargadas. Mas tem que haver sempre um pai e uma mãe para cada filho.
Todas as famílias não nucleares, são familias em défice. Mesmo que até tudo corra bem, há sempre um espaço vazio.
Peço desculpa se ofendi alguém ou se alguém se sentiu insultado, mas eu não retiro uma palavra ao que escrevi.
[Responder]
A Isabel começa a saír do campo da ignorância e a entrar no campo da estupidez. Pois, se por um lado, não consegue perceber aquilo que lhe explicam e insiste em dar o mesmo tipo de erros, por outro lado, escreve coisas contraproducentes com aquilo que afirma.
«Reconheço à maioria dos homossexuais a sua condição genética»
Depois de todas as teorias que depois de cruzadas, convergem no facto de que a orientação sexual (seja ela qual fôr) é um processo bio-psico-social. Não existe um “gene gay”. Existe sim, uma pré-disposição genética (que é bem diferente) para a determinação de seja qual for essa orientação.
«casamento hetero, base da civilização judaico-cristã, que permite pela sua evolução o reconhecimento de orientações sexuais alternativas»
É aqui que começa a ultrapassar os limites da ignorância e a entrar noutros. Casamento hetero <- civilização judaico-cristã?
Que salganhada! Demonstra bem a confusão e miscigenação de conceitos e preconceitos que vai nessa cabecinha.
«Sou frontalmente contra a adopção legal por ser contra-natura. Uma criança é filha de um pai e de uma mãe e não há volta a dar. Poder-se-ão considerar ajustes a esta realidade, como estão
sempre a acontecer, seja com as familias monoparentais ou alargadas. Mas tem que haver sempre um pai e uma mãe para cada filho.
Todas as famílias não nucleares, são familias em défice. Mesmo que até tudo corra bem, há sempre um espaço vazio.»
Não seja burrinha. Vá se elucidar primeiro, leia alguma coisa (credível) relativamente às teorias da vinculação afectiva [que sim, também convergem, pois podem ser cruzadas e comprovadas] e depois já pode vir mandar bitaites.
Com este comentário, a única pessoa a quem a Isabel insultou foi a si mesma.
[Responder]
226 Zunkruft
Não se enerve que faz mal à pele.
E se você me desse uma liçãozinha de inteligência, sabedoria e urbanidade e me rebatesse estas questões?
Assim também eu discuto.
Eu sei que é falta de hábito. No pequeno mundo onde habitam, todos pensam da mesma maneira por isso todos têm razão.
Mas infelizmente o mundo está povoado de pessoas que não pensam da mesma maneira.
Vivemos no Ocidente Cristão,( não no Médio Oriente islâmico mesmo que governado fosse, por partidos de esquerda), e é por isso que aqui estamos a debater estes assuntos.
Eu sei que é difícil a alunos da escola marxista entenderem isto, mas pensamento único já tivemos que chegasse.
PS Que eu saiba pré-disposição genética não deixa de ser uma condição genética. E não entre por aí; para quem quer provar que a adopção por homossexuais não implica futuros homossexuais, no estádio da identificação com o progenitor do mesmo sexo, se há uma pré-disposição genética, isso provavelmente acontecerá. Se a criança viver num ambiente hetero, identificar-se-á com a heterossexualidade. Isto nos casos de predisposição genética claro, que serão bastante mais dos 10% que tomam consciência disso.
Olhe que esse terreno é pantanoso.
[Responder]
Olhe que de pantanoso (muito gostam as Isabeis de tornar a psicologia um caminho aberto e manipulável) não tem nada, nomeadamente as teorias da vinculação afectiva… que não fazem qualquer ligação como aquela que a Isabel sugeriu.
Não lhe vou dizer mais nada. Quando a ignorância passa a burrice, não há volta a dar.
[Responder]
228 Zunkruft
Se você acreditasse em Deus seria provavelmente santo.
O tempo que você já perdeu e a paciência que teve que arranjar para responder a uma ignorante e burra como eu, garantir-lhe-iam de certeza um lugarzinho no céu.
O problema é que isto tudo espremido não dá nada. É como outra figuras gradas do sistema; fazem muito barulho para não ter que dizer nada.
[Responder]
É tarde, e tenho sono. Obrigado Daniel por um texto interessante e acertado. Obrigado a todos aqueles, que não sendo homossexuais sabem que esta é uma questão de repeitar o outro nas suas diferenças e acabar de uma vez por todas com mais uma hipocrísia na nossa sociedade. A todos os outros que aqui fizeram a análise política da questão (a politiquiçe), aos que usaram termos como panilha, paneleiro, etc, a todos os que não não se importam mas querem referendo, aos que não se importando preferem chamar a esta “união” outra coisa que não casamento… A todos estes apenas dou o meu desprezo, como dei todos estes 31 anos de discriminação. A todos vocês vai o meu mais profundo desprezo, por falarem do que não sabem, por se sentirem capazes de emitir opiniões sobre a forma como quero viver, sobre opinarem se devo casar ou não. Para todos vocês, nada mais que desprezo. Um desprezo maior que toda a vossa pequenez, a vossa surdez, a vossa miopia, a vossa intolerância. E é a vocês que culpo quando olho para um rapaz ou rapariga gay e vejo os olhos irrequietos, figidios, de quem quer dizer mas não diz. É por vossa causa.
[Responder]
Meu caro Nuno Bettencourt
De vez em quando, “revisito” alguns “posts” que já não estão na “1ª Página” (Arquivo).
Hoje, voltei a este e li o seu comentário.
É um verdadeiro grito de revolta contra os que querem manter um dos últimos bastiões do segregacionismo.
Esses, como já perderam outros, como o da subordinação da “mulher ao marido”, como o da Lei do divórcio, como o da IVG (etc,etc.), “agarram-se”, desesperadamente, a este.
Mas, outros se seguirão (Testamento vital, Eutanásia, etc,).
Meu caro, estes não passam de seres andantes.
Os outros, são seres pensantes que, como eu, entendem que, perante a Sociedade não “há uns que são mais iguais que os outros”.
Um grande abraço, meu caro e obrigado por “me ter feito chegar as lágrimas aos olhos”, com esse seu grito.
[Responder]
Caros comentadores,
Cheguei agora a estes comentários e numa leitura diagonal dos mais recentes tenho que dizer ao Senhor Zunkruft que me parece estar a ser mal-educado a chamar tantas vezes burros aos outros – sobretudo, quando é você que insiste no mesmo erro sobre a Igualdade. Pode ir buscar os dicionários que quiser, mas nós não somos regulados pela Porto Editora, mas sim por leis. Igualdade como princípio de Direito (o Princípio da Igualdade de que tanto gosta) obriga, de facto, a “tratar de forma igual o que é igual e de forma sesigual o que é desigual”. E isto qualquer aluno do 1.º ano de Direito sabe. Seja menos arrogante e mais humilde! Pergunte que alguém lhe explicará! Cumprimentos a todos.
[Responder]
É por isso, João Carvalho, que prefiro as definições de “igualdade” da gramatica normativa do PtEur ou de um conjunto de psicólogos, sociólogos e antropólogos à de um aluno do 1º ano de Direto.
Nem sei porque é riposto, afinal trata-se de uma situação desigual, logo de uma discriminação. Ah, espere lá, agora diz-se “diferenciação” (já não é discriminação), para parecer mais bonito e menos ofensivo, e ficamos assim com as manifestações de homofobia, uma vez mais, camufladas e escondidinhas.
[Responder]
Meu caro Zunkruft
O sr João Carvalho começou por “dizer” que tinha chegado agora e que fez uma leitura em diagonal dos mais recentes comentários.
Mas, logo a seguir, do alto do seu pedestal de “praxista” de um aluno do 1º ano de Direito, começa a “evacuar postas de pescada”.
Qualquer aluno do 1º ano de Direito sabe que não pode “ler em diagonal”, que tem que ler e analisar todo o “processo” e, perante uma intenção de alterar a Lei, não pode invocar que não pode ser alterada “porque é Lei”.
Se calhar com toda esta “autoridade jurídica” que pretendeu, ignorantemente, demonstrar, deve ser um dos “distintos juristas paridos” pela Faculdade de Direito de Lisboa, com as “passagens administrativas” do tempo do “grande educador da classe operária”.
João Carvalho, seja mais humilde e menos ignorante. Não pergunte, porque ninguém lhe explicará aquilo que você não sabe, não quer saber e até tem raiva a quem o saiba.
Meu caro Zunkruft, um abraço.
[Responder]
234 cafc
Caro amigo
As palavras ditas pelo João Carvalho foram mais do que merecidas pelo Zunkruft. Aliás pecam por por escassas.
O nosso amigo Zunkruft ele sim, tem a mania que tudo sabe e que todos os que dele discordam são homofóbicos.
Não debate ideias, e a sua táctica é descredibilizar as fontes dos seus oponentes.
Tem a mania que é psicólogo e passa atestados de estupidez a toda a gente.
Por isso meu amigo cafc, não sofra as dores do dito senhor pois ele não precisa.
Como dizia o meu tio Alfredo “Ele sabe-la toda !!!”
[Responder]
ahh e já me esquecia, no outro dia falando com um amigo homossexual ele referiu-me que o nosso querido Zunkruft é o tipico caso de Homofascismo ou gayzismo.
[Responder]
Amigo António Cunha
Não está em causa se as palavras ditas eram mais ou menos merecidas (isso é um conceito subjectivo).
O que está em causa é a “nulidade” da “argumentação” utilizada, quanto ao assunto em debate.
Quanto ao “sofrer as dores”, reconheço que é um defeito meu. Ao longo da minha vida tenho sofrido algumas por parte de quem não as merecia. Mas, acredite, nem assim me arrependo.
Como dizia a minha avó “Fazer bem, sem olhar a quem”.
Um abraço, meu amigo.
[Responder]
Cunha, voce e’ mesmo um caso perdido. Em que a imaginacao e a relidade se confundem.
[Responder]
Amigo António Cunha
Tinha respondido ao seu comentário #235 e surgiu logo o #236.
Estou-me nas “tintas” para a opinião que alguém possa ter sobre alguém, nomeadamente em matéria de orientação sexual. A minha opinião ficou clara. Sou a favor da alteração da Lei, por forma a que permita a todos os cidadãos usufruirem dos mesmos direitos. Se os homossexuais quiserem casar têm esse direito. Tal como eu tenho o direito de me divorciar (e só depois do 25 de Abril é que o obtive).
Já agora, a “bicada da ordem”. Então o meu fetiche do Arquivo é “pegajoso”. O meu amigo, também já o frequenta…
Um abraço.
[Responder]
António Cunha
Não é de espantar. A estória repete-se.
Ontem nos Prós e Contras, apesar de terem a “guerra” ganha na secretaria, usaram todas as técnicas mais básicas de propaganda, aproveitando espertamente o tempo de antena.
Foi a chantagem da homofobia/crime, a histeria de vozes esganiçadas, foram os risinhos para tornar os adversários inseguros, foi a demagogia, a pobreza argumentativa (psicóloga), a má criação, a manipulação, as falsas ilações, a MENTIRA.
Tudo o que não deve existir num debate entre pessoas civilizadas e inteligentes.
Tentaram manipular o debate com direitos, minorias e discriminação e a D. Fátima, portou-se à altura das expectativas dos “donos” e deu-lhes todas as vantagens impedindo os defensores do referendo de apronfundar o seu ponto de vista.
Os argumentos dos defensores do casamento de PMS, são MENTIRAS. Depois do casamento virá a adopção e a inseminação artificial.
Não é justo que se trate de igual maneira o que não é igual.
É preciso que se saiba que o casamento hetero vai ser modificado para caber o casamento homo. Com isso vai perder características e qualidades.
Mas quem esteve com a atenção percebeu que o verdadeiro motivo já nem é a imposição da moral marxista sobre a Cristã.
É o ressabiamento de homossexuais, que sempre se acharam menosprezados pelos heteros, pela sua particularidade e características psicossomáticas, como se inferiu das declarações de Vale.
Chegou finalmente a hora da vingança.
Pelo nervosismo patente e a insegurança na discussão, deu para ver que o primeiro problema de aceitação de ser homo, tem que ver com eles próprios. São eles que não se aceitam e projectam esse facto nos heteros.
Ontem o espectáculo foi deprimente.
Sempre quero ver quantos(as) se irão casar. Serão 0,05%. Será tudo isto para dar uma machadada num pilar fundamental do Ocidente Cristão?
PS E os homos não são descriminados. Isso é mentira. Eles tem acesso ao casamento, desde que seja com pessoas de sexo oposto. Logo não são discriminados pelo facto de serem homos. Até há quem diga que a maioria são casados.
E se eu sou homofóbica por não concordar com o casamento de PMS, durmo bem para esse lado.
[Responder]
“Não é de espantar. A estória repete-se.”
E tem toda a razao Isabel. E voce, recuando uns anos, esclarece completamente de que lado da barricada estaria. Dou-lhe uma demosntracao, que nao servira para nada. Troquei umas coisas no seu texto (homos por mulheres), por mera diversao.
(…)
Foi a chantagem da mulherofobia/crime, a histeria de vozes esganiçadas, foram os risinhos para tornar os adversários inseguros, foi a demagogia, a pobreza argumentativa (psicóloga), a má criação, a manipulação, as falsas ilações, a MENTIRA.
Tudo o que não deve existir num debate entre pessoas civilizadas e inteligentes.
(…)
Os argumentos dos defensores dos direitos das mulheres, são MENTIRAS. Depois do voto, voz na escolha de casamento, virá a adopção feminina e a inseminação artificial.
Não é justo que se trate de igual maneira o que não é igual.
É preciso que se saiba que o casamento vai ser modificado para caber a independencia da mulher. Com isso vai perder características e qualidades.
Mas quem esteve com a atenção percebeu que o verdadeiro motivo já nem é a imposição da moral marxista sobre a Cristã.
É o ressabiamento das mulheres, que sempre se acharam menosprezadas pelos homens, pela sua particularidade e características psicossomáticas.
Chegou finalmente a hora da vingança.
Pelo nervosismo patente e a insegurança na discussão, deu para ver que o primeiro problema de aceitação de ser mulher, tem que ver com elas mesmas. São elas que não se aceitam e projectam esse facto nos homens.
Ontem o espectáculo foi deprimente.
Sempre quero ver quantas se irão votar e casar por iniciativa propria. Serão 0,05%. Será tudo isto para dar uma machadada num pilar fundamental do Ocidente Cristão?
PS E as mulheres não são descriminadas. Isso é mentira. Elas tem acesso ‘as decisoes na casa, desde que seja com a concordancia de pessoas de sexo oposto. Logo não são discriminadas pelo facto de serem mulheres. Até há quem diga que a maioria nao se calam.
[Responder]
António Cunha,
Há de perguntar ao seu amigo se alguma vez se questionou a si mesmo sobre a possibilidade de ser um dos já referidos casos de homossexualidade com homofobia internalizada. O que não falta na comunidade gay é casos destes, que têm origem nas mais diversas razões.
E sim, mantenho a posição de que este tipo de “diferenciação” e de que as atrocidades que aqui se vão lendo (não interessa se estão camufladas com o «eu até tenho amigos gays») são manifestações de homofobia. Querem reconhecê-las? Tanto me faz. Mas que o são, não tenho dúvidas.
…Até porque, na maior parte das vezes, um xenófobo nunca reconhece que o é, por razões óbvias.
[Responder]
242 Zunkruft
Chamar Homofobico a uma pessoa que discorda dos gay tornou-se tão corriqueiro como chamar “panasca” a um homossexual.
Para mim é crime acusar alguém de homofóbico sem o ser, do mesmo modo que tb é crime praticar actos de preconceituosos contra alguém que seja gay.
E infelizmente tornou-se algo bastante corriqueiro.
E vou continuar a dizer-lhe até ficar com as teclas gastas. Nada tenho contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, sou bastante critico contra a adopção por casais gay. Motivos ?
- A pressão social a que se vai sujeitar uma criança que já tem uma situação complicada;
- A instabilidade comprovada no casais gay, que é muito superior aos casais hetero, e que é um dos principais requesitos para a adopção. Quando digo estabilidade refiro-me ao facto comprovado que os casamentos gay em média são de curta duração e não criam um ambiente estável.
Caro Zun, em resumo acredite que nada tenho contra os homossexuais, e nada de muito sinistro me move contra eles, o que realmente me preocupa, e visto a minha esposa ser psicóloga que lida com crianças problemáticas, é o bem estar das mesmas.
E penso que colocar uma criança que perdeu os pais, ou que tem um pai preso e uma mãe toxicodependente numa familia gay NESTE MOMENTO e com o modo como a sociedade portuguesa reage a este tipo de famílias, não será a melhor opção.
Quem sabe, se daqui a alguns anos quando os casamentos gay se consolidarem e foram aceites pela sociedade, talvez a adopção se torne algo de tão natural e consensual que ninguém ousará pô-lo em causa.
[Responder]
239 cafc
Infelismente tb sou como você. E já me dei muito mal por causa disso. E eu arrependo-me de me ter atravessado por pessoas que não mereciam.
Sabe que essa sua característica é a de um cristão a sério, daqueles que pratica os ensinamentos. E olhe que eu sou ateu.
Em relação ao arquivo, quero explicar.lhe uma coisa. Eu recebo os posts via mais e respondo directamente a partir do mail, logo não faço ideia se o post já está no aquivo.
[Responder]
Enquanto se continuar a acreditar que homofobia resume-se apenas às formas óbvias e visíveis de discriminação, não vamos a lado nenhum.
Sim, a homofobia (e todas as outras formas de xenofobia) manifestam-se sob “n” formas, a começar nas pulsões mais recalcadas e a terminar no sentido que damos a determinadas frases que proferimos.
É o que acontece com a esmagadora maioria das pessoas que atropelam e que tentam parar a progressão deste tipo de causas (não apenas desta). O que é obvio é que nunca o admitem, um xenófobo não o pode fazer.
Relativamente à adopção, também já disse o que tinha a dizer, mas acrescento que na semana passada foi publicado um estudo (mais um… como este há muitos outros, e volto a frisar que a psicologia converge cada vez mais nesta direcção) com base em pesquisas efectuadas em parceria por uma universidade do Massachusetts e outra de Londres em que se chegou à conclusão que um casal homossexual pode ser tão bom ou melhor educador do que um casal heterossexual. A conclusão chega mesmo a sugerir que um casal de lésbicas é melhor educador do que um casal heterossexual pois pode inclusive proporcionar mais estabilidade emocional à criança. As pesquisas sugerem ainda que crianças educadas por um casal homossexual venha a ter maiores ambições posteriormente na vida adulta.
E, obviamente, é também referido que a probabilidade que uma criança educada por um casal homossexual vir a ser também homossexual é…
…igual à de uma criança educada por um casal heterossexual.
Não vou gastar mais teclas com isto nem consigo, António Cunha. Acho que é um caso perdido.
Fique bem.
[Responder]
245 Zunkruft
Caro amigo faça como entender, mas nada do que diz me parece acertado.
As minhas perguntas são:
- é Verdade que os gay, usam e abusam da acusação de homofobia ?
- É verdade que um casal gay é muito mais instável em todos os aspectos que um casal hetero ?
E não, não é verdade o que disse. Estudos comprovam que uma criança criada por gays terá muito mais propensão para experiências gay.
Sabe voce desiste porque os seus argumentos são sempre os mesmos.
Dedique-se aos U2, terá mais sucesso.
[Responder]
Engana-se. Está a ver como gosta de distorcer realidades?
Os gays não abusam de acusações de homofobia. Ou então é prova de que não lê o que escrevo. Não leu que o que não falta nos homossexuais, são casos de homofobia e de homofobia internalizada? E não são poucos…
O que as pesquisas indicam é que uma criança educada por um casal homossexual terá menos dificuldade, tanto na aceitação da sua identidade sexual como a dos outros. E isso é bem diferente do que aquilo que afirmou e que é, obviamente, falso.
E porque é que diz que um casal homossexual é em todos os aspectos mais instável? Afirma isso com base em quê? Estudos? Não me parece.
Eu desisto quando tenho poucas dúvidas de que estou a discutir com um xenófobo que nunca irá, obviamente, admiti-lo, o que equivale a discutir com uma pedra, pois o retorno será igual.
Deixe os U2 estar onde estão, não fazem falta a discussões como esta.
[Responder]
“Os gays não abusam de acusações de homofobia.”
O quê !!!!! Voce só pode estar a brincar. Ou então parece-me que não sabe o que é homofobia.
Um criança criada por homossexuais tem mais apetência para imitar os seus (aqui metia-se progenitores).
“E porque é que diz que um casal homossexual é em todos os aspectos mais instável? Afirma isso com base em quê? Estudos? Não me parece.”
Vá procurar os estudos que dizem qual a duração média de um relacionamento gay. Informe-se !!!!
[Responder]
Ó senhor, tenha dó.
Desde quando é a orientação tem origem no primeiro estágio do processo de socialização?
Vá lá, não entre por aí outra vez, pois já lhe foi explicado a si e aos outros “n” vezes quais as componentes da orientação sexual dentro do processo de formação da identidade do indivíduo.
Recuso-me a responder a mais comentários seus dado que, já referi, que considero-o um caso perdido (já nem vou dizer sequer patológico) e agradecia que começasse a ignorar os meus também.
Passe bem.
[Responder]
Meu amigo António Cunha #244
O essencial do que escreveu, levar-nos-ia a uma troca de impressões muito séria.
Eu tenho a “mania” (já escrevi isto noutro “post”) de pensar pela minha própria cabeça. Claro que tenho que “ver, ouvir e ler e não poder ignorar”, como a “nossa” Sophia de Mello Breyner escreveu.
Mas, depois, construo a minha própria opinião.
Eu considero-me ateu no sentido de nâo acreditar num qualquer “deus criador” que fez esta “porcaria” onde estamos metidos. Tanto eu como o meu amigo (por exemplo) faríamos muito melhor.
Porém, não sou ateu no sentido que as designações (lembra-se de eu ter utilizado esta palavra no outro “post” onde estamos a trocar impressões?) lhe atribuem literalmente.
Ser cristão a sério, cumprir os ensinamentos não me preocupa minimamente. Deixo essa preocupação para os “fanáticos pseudo-religiosos”
que têm vindo a este Blogue e que, pelos comentários que têm deixado, vão ter que se “pôr a pau” com o Juízo Final.
Meu amigo, no fundo, quem é ateu (seja qual for a interpretação que se faça dessa designação) e cumpre as regras da solidariedade com os seres Humanos, sem disso esperar qualquer “recompensa divina”…
Como alguns escreveram que Jesus tinha dito, deles será o “Reino dos Céus”.
Um abraço, meu amigo
[Responder]
250 cafc
nem mais meu caro. nem mais…
[Responder]
249 Zunkruft
Caso perdido e desgraçado.
Quando você me rebater as duvidas que lhe coloquei sobre a adopção então poderemos falar.
já lhe disse que a minha esposa é psicóloga ?
[Responder]