via vida breve


29 respostas ao post “e é por isso que a nossa mocidade, os nossos meninos, andam aí nas drogas”  

  1. 1 1  Carlitos Marx

    Depois queixam-se! É a droga, é o proxenitismo, é o partido socialista, é o palhaço, é o agasalhar o palhaço, é o gajo que agasalha o palhaço casar com o gajo que agasalha o palhaço, é o eixo do mal, é o Eduardo na baliza da selecção nacional, é o livrito da programação da casa da música, é o magalhães, é o coiso e o coiso. E depois não há-de haber drogádos !!

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  2. 2 2  Antónimo

    O irado público mostram por absurdo ser ele que não sabe estar.

    Esquecem-se que os artistas podem ter uma má peça, muito ordinária até, para certos ouvidos virgens, mas não foram os artistas que lha impingiram em casa deles, mas sim eles que foram à casa dos artistas insultá-los.

    Apetece perguntar como terá sido possível que esta gente não tenha dado em droga.

    http://www.ionline.pt/conteudo/37014-e-isto-que-os-nossos-meninos-andam-ai-nas-drogas—video

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  3. 3 3  bota da tropa

    Eu até percebo os actores: causaram indignação, que é uma forma de sucesso.
    E também percebo os espectadores: sairam indignados, que é uma forma de reforçarem as suas convicções e de se reencontrarem.
    Só não percebo é o gozo adolescente de fazer este vídeo e de colocar este post. Ou melhor, até percebo. É tão primitivo, tão humano. Está em toda a cultura tradicional, nas festividades populares, como a “Serração da Velha”, ou a “Queima do Judas”. É a expulsão da morte, a concepção cíclica do tempo.
    Mas nesse caso para quê tanta presunção ideológica, tanta causa fracturante, tanta petulância modernaça? Para acabar assim: “que jovem e fresco que eu me sinto a gozar com os velhos”?

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  4. 4 4  Toninho

    ehehe… :)

    Mas que é que teve a brilhante ideia de encaminhar o rebanho do INATEL para ali quando do que eles gostam realmente são as teatralidades musicadas do Lá_Féria(s) no Politeama.

    Isto não se faz!

    Cumprimentos.

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  5. 5 5  Raoul de Joinville

    Este Portugal vai inenarrável…

    Este povo atolamou de vez.

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  6. 6 6  alexandre vaz

    tanta coisa só pra dizer que isto foi uma péssima ideia.

    vamos por partes:
    àparte aquilo que se vê e ouve, ignoro completamente o resto da peça.
    o site dela ostenta bem o aviso quanto à linguagem.
    “é uma vergonha para os idosos!”
    “os artistas não têm culpa.”
    o problema, lá está, é da programação. tivessem sido convidados para ajudar a promover a exibição ou, no outro caso, tenha sido o inatel a organizar a excursão, é absurdo promover um acontecimento artístico (a peça ou a excursão) que, como todos, tem o seu público alvo, e exibi-lo ao público errado. não que eu esteja a dizer que isso seja rígido (é, até, bastante lato, se nos pusermos a pensar nisso), mas continuam a existir linhas de orientação pelas quais as pessoas, profissionalmente ou não, se regem. (há quem lhes chame hábitos ou protocolos sociais…)
    quero com isto dizer que não se trata de pérolas a porcos, nada disso, nem de o oposto (falta-me a expressão popular…).
    mas não se pode dar a um público menos urbano e menos habituado (penso serem estes os termos mais confortáveis) a este tipo de coisas, espectáculos e/ou situações às quais, nós urbanos, já lidamos tão hábil e facilmente, mas que para esse público são estranhos e o inverso daquilo que costuma preencher os seus dias, as suas vidas.
    da mesma forma que um citadino poderá chegar a uma vila do interior (por vezes basta sair só da cidade) e estranhar tudo à sua volta, o ambiente, as pessoas. e, caso fosse assistir a um trabalho representado por habitantes locais que nunca tivessem pisado um palco ou sequer lido uma peça, talvez ficasse desanimado.
    um concerto da laurie anderson ou dos ena pá 2000 (isto com todo o respeito por estes artistas que, já agora, adoro), por exemplo, na minha aldeia provocaria um escândalo. ou talvez não, o que exemplifica que tudo o que disse aqui pode ser ou não ser válido ao mesmo tempo.
    uma palavra para quem montou o filme, que revela que sabe algumas coisitas de montagem (e, note-se, isto não é querer insultar ninguém) e de happy endings jocosos.

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  7. 7 7  mf

    mas alguém viu a peça para avaliar se os protestos do público ( que pagou bilhete ) eram injustos?
    é que eu já sai a meio de algumas peças de “teatro experimental “…
    olhem os coitados a ver a Branca de Neve do João César Monteiro ! batiam-lhe ! e era quase justo.

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    Daniel Oliveira Reply:

    mf,do que percebi o público não pagou bilhetes (era da INATEL) e por pior que seja o trabalho não vejo a relação que possa ter com a droga ou como se acha uma falta de respeito uma peça da qual não gostamos.

  8. 8 8  João Cerqueira

    A forma como este «Post» é apresentado_ com um título que pretende ser humorístico _ apenas contribui para tonar alvo de chacota um conjunto de idosos.
    Mas antes de achincalhar este grupo de idosos, deveria o senhor Pedro Vieira ter-se lembrado que a maioria deles não teve as mesmas oportunidades de se instruir e apreciar a cultura contemporânea que ele próprio e a maioria dos que aqui debatem ideias teve.
    Gozar com os menos cultos e os mais fracos não parece estar de acordo com os princípios éticos e ideológicos deste blogue.
    O Arrastão estreou-se no humor pimba.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Este paternalismo com as pessoas mais velhas é que uma falta de respeito caro João Cerqueira. E como se vê pela senhora do fim nada tem a ver com a instrução. Conheço muitas pessoas idosas e com pouca instrução muito curiosas e que têm com as coisas que não conhecem uma relação bem diferente. O seu comentário é que de uma snobeira enorme: são velinhos, incultos, coitadinhos. As pessoas mais velhas sabem mais do que nós, não menos.

  9. 9 9  Antónimo

    Vicente Jorge Silva acusou uma geração de ser rasca por mostrar os cus a governantes. Hoje temos as quintas propinas mais caras da União Europeia (e como todos sabemos também devemos ter o 5º poder de compra mais forte da dita, assim com a 5ª maior percentagem de licenciados da mesma).

    Medina Carreira do alto das chorudas reformas que recebe invectiva a tropa fandanga que não quer trabalhar e que ninguém quer empregar porque são uns inúteis e incompetentes.

    Estes que nem sequer sabem comportar-se decentemente na casa de outros à qual escolheram ir, entornam o chá, põem os pés em cima da mesa, cospem para o chão e ainda vêm chamar-lhes drogados e perdidos.

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  10. 10 10  João Cerqueira

    Daniel Oliveira

    São velhinhos sim senhor, demonstram que não conhecem o teatro contemporâneo e, pelos vistos, não a apreciaram a peça_ que me parece muito interessante.
    Mas neste momento estão a ser alvo de chacota no blogue, não necessariamente por não gostarem da peça de teatro mas pela forma com o «Post» é apresentado. Porque os ridiculariza através da ironia do título.
    E sou eu que os desrespeito? Sou paternalista? Está bem.
    Mas convinha mostrar-lhes tudo isto e perguntar-lhes a opinião_ pois eles podem saber pouco de teatro mas sabem muito bem quando estão a ser gozados.

    Disto isto, uma coisa reconheço: este é o «Post» mais politicamente incorrecto que até agora vi no blogue.

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  11. 11 11  João Cerqueira

    Acrescento mais uma coisa, para tentar explicar a minha reacção crítica:

    quanto a piadas e anedotas, sou muito politicamente correcto _ ou paternalista _,
    recuso-me a contar piadas sobre a fome em África, sobre o Holocausto, ou tornando alguma minoria étnica atrasada mental.
    A comparação pode ser excessiva, mas foi esse o princípio pelo qual não apreciei o «Post».
    Alguns ditos dos idosos não tem pés nem cabeça, é claro, mas não havia necessidade de os pôr aqui.
    Todos os dias os telejornais nos brindam com opiniões semelhantes do povo irado, tipo: «é por uma bomba no parlamento» «é matar os político todos», etc.
    Dá vontade de rir, mas também entristece.

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  12. 12 12  bota da tropa

    Aqui há uns 40 anos atrás o público dos teatros independentes era espicaçado, provocado com perguntas. O objectivo era que ele também participasse e que a peça não fosse servida como quem serve o bacalhau à casa. E há mais tempo ainda era vulgaríssimo patear uma peça, quando não se gostava dela. Pelos vistos isto hoje é impensável. Todos devem demonstrar o seu apreço com as palmas de circunstância para não parecerem incultos. Talvez isto explique o facto de a maioria das salas de teatro estarem às moscas.

    Tal como o João Cerqueira, e como eu já tinha dito atrás, parece-me que este post não faz quqlquer sentido. É um sintoma de adolescência tardia.

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  13. 13 13  Raoul de Joinville

    #7 MF, não sugira mediocridade sobre uma obra-prima do inimitável JC Monteiro.

    Mais: sugiro-lhe a caixa com a obra completa do genial realizador, dispondo de 11 sublimes filmes, entre os quais o citado «Branca de Neve».

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  14. 14 14  Henrique Morais

    O povo, essa massa maravilhosa….

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  15. 15 15  Henrique Morais

    Houve sempre quem fizesse do “povo” a sua luta, nunca perdendo a oportunidade de o educar como se de uma obrigação se tratasse… O povo, na sua secular sabedoria, foi sempre respondendo com alguma inteligencia, apesar de tudo e das drogas que prai andam….

    Aqui vai o exemplo:

    http://www.youtube.com/watch?v=CbxGF7ZhHDM&feature=PlayList&p=23829DCA15AF6F10&index=10

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  16. 16 16  LAM

    Por favor, leiam de novo o comentário de Alexandre Vaz #6. Está lá tudo.
    Nem os autores do espectáculo nem “este” público são culpados pela situação criada.

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  17. 17 17  Antónimo

    #18, LAM

    Há uma certa tendência portuguesa para responsabilizar a instituição e o funcionário pelas coisas que correm mal.

    Mesmo que a escolha seja eventualmente infeliz, não estamos a falar de experimentalismos ou de coisas inacessíveis.

    Possivelmente o programador/animador terá procurado oferecer uma experiência teatral com uma peça com potencial comercial e gente conhecida da televisão. Devia ter visto a peça? Se a viu devia ter previsto problemas? Talvez. Mas
    manifestamente não esperava ter um público destes. Terá o INATEL meios para o programador andar a falar com cada um dos passeantes para tentar perceber que tipo de gente é, segregando-os em função dos espectáculos que podem ir ver sem melindres, tudo muito para uso do delfim?

    Comigo acabavam-se os passeiozinhos teatrais e culturais para os senhores – ainda eram capazes de ficar ofendidos com alguma maya desnuda num museu – e passavam a ir fazer piqueniques ao campo que é coisa que há-de ter menos potencial tumultuante.

    Se fossem estudantes que fizessem isto, este post estava cheio de gente a pedir o linchamento dos ordinários, malcriadões que nem sabem apreciar o que lhes dão.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Extactamente, Antónimo. A consescendência com os idosos é proporcional ao que se é implacável com os jovens. E esta condescendência é um insulto para as pessoas mais velhas. Não são crianças. São adultos. Nada tenho, aliás, contra a manifestação de desagrado por um mau espectáculo (não o vi). Mas o que vemos aqui é uma manifestação de arrogância e aquele exercício cada vez mais frequente de, perante uma câmara, mandar vir como se tudo lhes fosse devido (e isto não escolhe idades), até a coincidência com o seu próprio gosto. Não gosta? Sai da sala e abandona o espectáculo a meio. E esta regra de educação serve para um jovem, para uma pessoa de meia idade ou para um idoso. Para uma pessoa supostamente culta ou supostamente inculta.

  18. 18 18  I.

    mf (7), eu vi a peça. Não achei brilhante. Mas também não é essa a questão. Se tivesse achado completamente repugnante, se calhar também teria saído a meio, como o mf. Nunca, no entanto, me teria levantado e gritado no meio da peça, desrespeitando tanto os artistas como o resto do público. Porque isso, sim, seria falta de educação e “uma vergonha”.

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  19. 19 19  LAM

    Antónimo #19

    não concordo. O papel de um programador cultural é objectivar os públicos para determinado evento. Não é (não deve) ser apenas um intermediário entre a produção do espectáculo e o tesoureiro do Inatel, neste caso. Para além de que, novos ou velhos não é isso que está em causa, há muita gente que de facto não se sabe comportar numa sala e o mais curioso é que são os borlistas os que mais reclamam.
    Não é por acaso que muitos profissionais defendem que, bilhetes, só para quem os quiser comprar.

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  20. 20 20  luis eme

    ainda bem que colocaram o “post”.

    ainda há poucos minutos subia as escadas e pensava nas razões do teatro dito experimental não ter público, depois de receber um folheto teatral.

    as pessoas tem preguiça de pensar, são educadas pela televisão generalista a não pensar (os programas da manhã e da tarde serão muito mais “abjectos” para a maior parte de nós que esta peça de teatro) e preferem que lhes sirvam as coisas, como se estivessem num restaurante, onde a única coisa que importa é encher a barriguinha.

    o teatro que se safa é que lhes “enche” a barriga de riso, com piadolas de efeito imediato…

    por tudo isto, o “post”, foi uma boa iniciativa, faz-nos pensar e escrever…

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  21. 21 21  Antonio Cunha

    Lá voltamos outra vez ao mesmo. A cultura é só para alguns, mas o dinheiro que a paga é de todos.

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  22. 22 22  PedroM

    O post meu não “apareceu” mas deve ter sido por erro, pois nada tinha de ofensivo.
    Já agora, não percebo de todo o critério que invocou para “limpar” o blog de certos comentários. Pelos vistos, a xenofobia é permitida e incentivada, como é manifesto no tópico da agressão a Berlusconi. Basta reler o que foi dito sobre os Italianos. Tivesse o mesmo sido dito sobre os Palestinianos, por ex, e o autor seria banido…
    Mas pronto, tentarei insistir; pode ser que tenha sido algum erro.

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    Daniel Oliveira Reply:

    TemTRem razão, Pedro. E passou por distração

  23. 23 23  p D s

    mf

    Eu tambem vi a peça.
    E digo-lhe desde já, aproveitando para esclarecer todos os comentadores que não a viram que:

    1 – A peça retrata o interior de um cozinha profissional, num suposto restaurante de luxo.

    2 – O texto retrata as conversas entre os 2 chefes de alta cozinha, ao longo de uma noite de trabalho. Não é linguagem coloquial, mas tambem não é vernaculo.

    3 – A dada altura, os dois chefes discordam, e como foram regando a noite com vinho, exaltam-se e começam a discutir com grande agressividade e muitos palavrões.

    4 – no final, acabam por acalmar, e termina a peça já com os dois a falar calmamente.

    O conteudo do texto, tem dois niveis de possivel analise. A um nivel mais superficial e mais imediato, acaba por ter algumas tiradas humuristicas, e quase parece uma conversa de cafe sobre o tema : Pato de Caça VERSUS Pato de Aviario : quase como quem discute a bola. A um nivel mais profundo, o texto acaba por remeter para questões mais profundas como a dictomia entre a FORMA e o CONTEUDO, entre o ORIGINAL e a IMITAÇÂO, entre SENTIDO DAS COISAS e o OBJECTIVO DAS COISAS.

    Éum facto, que a linguagem utilizada é a corrente, portanto toda a discussão (+/- 20 mnts) é recheada de “alhos” e “senhoras de má vida” e “procrioTe todo” e afins…!

    Sou informatico, e leigo em materias de teatro, mas gostei.

    É um facto tb que toda a discussão é agrssiva, e transmite essa agressividade em crescendo para a plateia…e julgo que foi por aqui que se chegou a este ponto. Alguns “puritanos” chocados pela linguagem…amplificados pela “agressividade” muito bem representada e transmitida para a plateia terá tido este final.

    Mas, não será o teatro um amplificador de emoções? Esta peça para mim foi um bom momento! :o )

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  1. 1 Arrastão: Os velhos
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