Para não variar, e da forma já um pouco previsível, Pacheco Pereira repete que, tirando ele próprio e mais 1% da humanidade, o Mundo que o rodeia é abaixo de cão. A imprensa, a blogosfera e o PSD em particular, não fossem os lugares onde a existência de mundo distrai os incautos de quem realmente é relevante.

Mas, para economizar, o seu maior desprezo vai para os jornalistas que escrevem em blogues (matam-se assim dois coelhos de uma cajadada), que só mandam “bocas” e tratam de “ajustes de contas” (vale a pena ver como Pacheco Pereira sempre usou, com toda a legitimidade, a blogosfera para os conflitos internos do seu partido para perceber que Frei Tomás sempre foi bom pregador). Podia fazer, para Pacheco Pereira se informar, uma lista de excelentes bloggers/jornalistas, onde seguramente incluiria pessoas como José Milhazes, José Mário Silva, António Granado, Rita Siza … Mas não vale a pena. Na verdade, e apesar de estar há tanto tempo na blogosfera, Pacheco Pereira é especialista em “Abrupto”, mas nada compreendeu sobre o que a blogosfera trouxe de novo ao debate em Portugal. A começar pela sua interactividade, a sua democracia e a sua variedade.

De todos os bloggers mais ou menos mediáticos, Pacheco Pereira foi o único incapaz de incorporar a novidade de um meio onde não há lugares cativos e que todas as opiniões se confrontam, independentemente de quem as assina. Para Pacheco Pereira um blogue é um púlpito, igual a uma qualquer coluna de jornal ou debate televisivo. Falando pela minha limitada experiência, não é. É muito mais desgastante, porque estamos muito mais expostos às críticas e porque há menos filtros. E é por isso que ter um blogue, sobretudo se for lido, é, para quem tenha outros “palcos”, um banho diário de humildade. Responder aos comentários, ser bombardeado com críticas, ser imediatamente desmentido quando nos enganamos, ser desfeito em público quando nos excedemos… Na realidade, é mais do que um exercício de humildade. É uma violenta experiência democrática.

Claro que Pacheco Pereira não é obrigado a seguir nenhuma regra ou etiqueta (a blogosfera é isso mesmo, um espaço de liberdade onde cada um está como quer estar). Mas esta incompreensão limita-o em todas as análises que faz.

Talvez Pacheco Pereira devesse afastar-se um pouco do seu umbigo e variar as visitas que faz para, com propriedade, fazer uma análise séria, que não sejam apenas “bocas”, sobre a blogosfera nacional, a sua relação com o jornalismo, o papel dos jornalistas na blogosfera e dos blogues no jornalismo. Até já há umas teses académicas (um pouco mais profundas que o seu pretensioso livro vermelho da blogosfera) sobre estes assuntos e muita informação interessante disponível. Podia Pacheco Pereira, por exemplo, ir acompanhando o que Paulo Querido (outro jornalista) vai escrevendo e a informação que vai recolhendo sobre o fenómeno em Portugal.

Quanto ao que vai escrevendo sobre tudo o que envolva jornalistas, Pacheco Pereira nunca consegue ultrapassar o escalão “Fórum TSF”. Quem pode levar a sério qualquer debate que tenha como postulado geral que os jornalistas são um bando de indigentes. Na verdade, do jornalismo Pacheco Pereira conhece as conversas do corredor do Parlamento e um dia que passou a dirigir o “Público”. Que não consiga passar das “bocas” só espanta quem não leia as futilidades que vai escrevendo sobre o assunto, ao sabor dos seus conflitos políticos, ou quem, como ele, apenas se preocupe em tratar de “ajustes de contas”.

Sobre o que escreve, no mesmo post, em relação a jornais e televisões, nem comento. É bom, é mau, está pior, está melhor, é péssimo. Para quem pede mais trabalho e menos preguiça no que se escreve e diz, estamos bem servidos.


48 respostas ao post “É possível estar num lugar sem nunca aprender com ele”  

  1. 1 1  Spartakus

    Penso ser completamente insuspeito em relação a qualquer simpatia face a Pacheco Pereira. Uma coisa é certa. No meio da tralha habitual, esquecendo o mensageiro, tem razão e acerta em muita coisa. Quer quanto a jornalistas ( e ao estado do sector, curiosamente cada vez mais arrumado em capelinhas que no limite se entendem em nome da Corporação ), quer quanto à blogo. Azar ser ele, logo ele, a abrir hostilidades. Falta-lhe credibilidade. Mas levanta aspectos que muitos tentam esconder. Fora isso, concordo em absoluto com o que dizes. O simples facto de ele não abrir comentários, marca desde sempre toda a diferença. O resto é a habitual ânsia de protagonismo. Vocês dão-lhe o que ele quer: holofotes. PP não existe. O paradoxo é ele dever a existência pública que tanto aprecia ao dito jornalismo e à blogo.

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  2. 2 2  larissa

    pronto! Eu acho que o JPP não merece a vossa nem a minha atenção.

    [Responder]

  3. 3 3  fado alexandrino

    O paradoxo é ele dever a existência pública que tanto aprecia ao dito jornalismo e à blogo.

    Não é bem assim.
    Pacheco Pereira não é jornalista, tanto quanto sei é um académico e historiador com dimensão para lá do quintal que escreve crónicas para jornais mantendo um blog (infelizmente fechado).

    Tem obra publicada e como intelectual (palavra maldita se não for de esquerda) está ao nível dos melhores.

    Isto não invalida que no essencial discorde profundamente da visão maniqueísta que tem da blogsfera.

    [Responder]

  4. 4 4  Luis Melo

    É… o spartakus é capaz de ter razão…

    [Responder]

  5. 5 5  António Cunha

    Muito bem dito Daniel. Quase 100 % de concordancia

    [Responder]

  6. 6 6  CAUSAVOSSA

    O JPP faz parte daquela atoarda de gente denominada a elite do saber e do poder, que sofre com a “glasnot” da sociedade e dos blogs. Tendo por ele alguma admiração intelectual tenho simultaneamente por ele alguma aversão pela sua postura, pelo seu snobismo diletante, averso à coisa e ao homem público.

    É por isso que curiosamente faz parte do ideal da elite “Kazac” de Portugal, que pensa que por que pensa logo existe e tudo o resto é um deserto triste de ideias.
    Pudesse ele cultivar uma parte incultivada do seu cérebro e seria humildemente um homem arbusto muito mais viçoso e robusto.

    ABRE-TE AO MUNDO JPP!

    [Responder]

  7. 7 7  João Branco

    Daniel

    A questão é que de cada vez que o Pacheco Pereira abre a boca para dizer essas e outras alarvidades, a blogosfera lusa sai em uníssono, ofendida e indignada, a escrever centenas de post’s sobre o indivíduo e o seu blogue. Queres melhor publicidade do que essa?

    No fundo, o Pacheco Pereira não é nem comentador, nem político, nem especialista na vida do Cunhal. O que ele é, é um grande especialista em marketing. (P.S. Mas nem isso vai salvar a sua manuelinha).

    Fica bem e um bom ano para ti, e restantes companheiros do Arrastão!

    Abraço de Cabo Verde

    [Responder]

  8. 8 8  m&m

    Sou insuspeito porque até gosto do PP mas concordo com o essencial do post. Acho que o Daniel tem razão.

    [Responder]

  9. 9 9  Tonibler

    Parabéns pelo parágrafo da experiência. Está fantástico.

    Falar do básico do Pacheco Pereira, por outro lado , é daquelas coisas para quem não tem mais tema nenhum….

    [Responder]

  10. 10 10  Zé António

    Farto-me de rir é com o esforço que o JPP faz para não dar o braço a torcer na cena do apoio à Manelinha.
    Tem razão o Daniel, mas acho que o tipo não merece tanta atenção.

    [Responder]

  11. 11 11  Bruno Ferreira

    Concordo com o m&m … mas só não percebo a fixação do DO no JPP!

    [Responder]

  12. 12 12  MP

    O JPP deve-se fartar de rir com o Daniel. Com a ira descontrolada do Daniel.

    [Responder]

  13. 13 13  André Pinto

    Já é habitual em PP. De repente, tem estes acessos de verborreia, com os quais pretende chamar a atençao do mundo e arredores para a sua importância. Está completamente convencido de que pertence a uma estirpe de intelectuais alpha, em extinçao, e que a sua sapiência tudo abarca. Mas é possível discernir um fel comum a toda a palavra pachequiana: o ressentimento. Ressentimento por nao ter o reconhecimento que pretende merecer, por viver num país demasiado pequeno para a grandeza do seu pensamento, enfim, pela falta de sensibilidade para com o seu intelecto visionário. Nao entende como podem as televisoes passar sem o seu comentário semanal, como pode a política trilhar um caminho que nao seja aquele que as suas epifanias apontam, ou como pode haver alguém que nao se pele por ter uma fotografia publicada no Abrupto. O JPP é uma pessoa permanentemente indignada. A culpa é nossa.

    Note-se que o tom dos seus textos é sempre sobranceiro, autoritário, como se Pacheco descodificasse para todos nós a infâmia universal que cada realidade mascara. As suas farpas, infelizmente, nao têm as repercussoes que o magnânimo escriba deseja (suicídios em massa, gravidezes histéricas, golpes de estado, etc., etc.) e isso é mau para a hemorróida.

    [Responder]

  14. 14 14  Julio

    Os mongóis inventaram o pólo a cavalo, mas na altura em vez de usarem a bola, usavam as cabeças dos Ocidentais.

    [Responder]

  15. 15 15  APC

    É curioso ver escrito agora (melhor que eu fizera), o que eu considerei sobre o PP, em outro blog.

    I don´t walk alone !

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  16. 16 16  Sebastião Dias

    O blog de Pacheco Pereira está continuamente cheio de afirmações disparatadíssimas feitas na/pela comunicação social, cheio de exemplos claros e flagrantes sobre o controlo do estado sobre a mesma, exemplos estes que sustentam as suas afirmações. Pelo contrário, o Daniel Oliveira prefere sempre criticar o Pacheco Pereira, esquecendo-se de comentar o que ele diz, que toda a gente sabe que é verdade que acontece (inveja cega?).

    De resto, veja-se o nível da imprensa nacional e compare-se com a imprendsa estrangeira e faça-se o juízo. Veja-se também um telejornal nacional, compare-se com um estrangeiro, com metade da duração, tirem-se conclusões sobre a qualidade de ambos. Será que ele está assim tão errado?

    Claro que o Daniel, enquanto monetariamente dependente a 100% da comunicação social tem de defender a sua elevada qualidade, tem de defender o establishement que lhe dá trabalhinho, não fosse o Daniel apenas um produto vendável ao Expresso e À SIC.

    No fim do dia, Pacheco Pereira continua a ser respeitadíssimo como blogger, colunista ou comentador e a sua opinião tem impacto, enquanto o Daniel continuará a ser apenas caixa de ressonância de um partido com uma agenda muito própria e um comentador faccioso que tenta fazer comentários sérios num programa de televisão pseudo-egraçado.

    Quanto aos banhos de humildade que diariamente no seu blog, por manter as caixas de comentários abertas e por responder aos comentários, parece-me mais uma estratégia para obter audiência, sem o seu blog o Daniel estaria apenas a fazer reportagens não assinadas num qualquer jornal. Não o critico por isso.

    [Responder]

  17. 17 17  André Pinto

    “…sem o seu blog o Daniel estaria apenas a fazer reportagens não assinadas num qualquer jornal.”

    Por que razao? E alguém se referiu ao percurso académico de Pacheco Pereira, para que se comecem a tecer insinuaçoes mesquinhas sobre a vida profissional do autor do post?

    Se o blog do Daniel (que já nao é só do Daniel) lhe dá notoriedade no âmbito profissional, isso só abona em favor do espaço e do escritor. Na cegueira da sua cólera, onde se adivinham clubites políticas de sendeiro, deixou escapar o maior dos elogios ao Arrastao e, por conseguinte, ao Daniel.

    [Responder]

  18. 18 18  Saloio

    Estimado Daniel: por muito que aqui se mie contra JPP, e apesar dos rugidos que ciclicamente ele envia para as ondas contra os “jornalistas” a soldo do Rato, só alguém ideologicamente cego será incapaz de reconhecer a qualidade do homem, e a credibilidade que ele trouxe à blogosfera.

    JPP, independentemente da sua cor política, trouxe mais respeito e divulgação aos blogs que a quase totalidade da rapaziada que por aí popula, mais interessados em emitá-lo e que pensam que são alguém quando lhe atiram umas pedritas.

    Tudo o resto são meros pigmeus, com dor de cotovelo, a esfolarem os mesmos para se encavalitarem um pouco mais para cima…

    Sei que não é o seu caso pessoal, pois voçê merece e tem reconhecido o seu lugar na blogosfera nacional…mas deixe-me confessar-lhe que não compreendo porque é que postou esta mensagem.

    Como também não acredito que esteja a fazer algum favor a um amigo “jornalista”, fico aqui a cismar no que terá sido…

    Digo eu…

    [Responder]

  19. 19 19  LAM

    A blogosfera e os comentários na TV são as áreas em que PP se pode dar ao luxo de aparecer. Um homem ressabiado a quem a actividade político/partidária (e logo naquele partido avesso a pensamentos políticos que ultrapassem um cabeçalho de jornal ou uma palavra de ordem num comício), só lhe é permitida na condição de entrar pela porta dos fundos sem ninguém ver. A quem nos comícios escondem atrás do palco para não espantar os eleitores.

    [Responder]

  20. 20 20  FD

    Ressabiado é o único adjectivo que o comum “tuga” (sim, com sentido pejorativo) sabe associar a alguém que foge ao vulgo de quem lida por estas coisas da politica, dos meios sociais e opinião.
    O homem não quer logo é ressabiado, se quisesse era igual aos outros.
    E separar as coisas… não ?

    [Responder]

  21. 21 21  GL

    O comentário 19 disse tudo.

    [Responder]

  22. 22 22  fado alexandrino

    Vim ler de esguelha os comentários e parece-me que aqui se critica o homem mas não a obra.
    Há um aforismo qualquer sobre isso, mas agora não me lembra.
    O que me lembra é que regularmente os agentes políticos queixam-se das manipulações dos jornais e telejornais e isto não é um nem dois são todos.
    Também me parece que o nível on-line da maioria dos jornais diários e semanários (alguns a pagar) está abaixo de cão.
    Claro que a blogsfera é outro universo, onde todos podem espremer as suas ideias, vejam bem que até eu lá consigo de vez em quando dizer algo.
    Quanto à pessoa propriamente dita deve estar acabrunhado de cabeça enterrada nas mãos na Marmeleira a pensar como vai agora (penitente) agradar a estes senhores comentadores.
    Bem feito!

    [Responder]

  23. 23 23  tiago santos

    Mas que comichão tem o PP por causa dos outros blogs?Qualquer criança pode ter um, é um espaço aberto para todos estarem à vontade, falarem das férias ou dizerem qualquer que seja a sua opinião, e numa democracia é bonito todos termos essa possibilidade de nos expressarmos.
    Mas PP é maior que os outros, os ignorantes(onde me incluo) não têm direito a falar, ou então têm de avisar logo que são ignorantes, porque a opinião, é exclusiva do monopolio dos intelectuais.

    [Responder]

  24. 24 24  Carlos Marques

    Pacheco parece viver numa fria torre de marfim, aquecido pelo brilhantismo da sua oratória. Para ele tanto se lhe dá que morram crianças nas guerras, já o ouvi dizer que o amor é uma ideia do século vinte. Tem posições equivalentes às daqueles que defenderam os “verdes eufémios”, opiniões demasiado enviesadas para um intelectual puro. Desde que se meteu a defender acriticamente os neocoms e a invasão do Iraque, ficou exposta alguma falta de inteligência que as frases elaboradas e fluentíssimas disfarçam. Antes disso, já ele era um dos mais mais acérrimos defensores de uma Israel “Golias” no nosso país. Mas é um falcão intelectual, duvido que fosse capaz de andar à porrada com alguém se fosse necessário. No entanto, deu destaque ao genial f-world, da minha amiga Fátima. E gosto de o ouvir falar, confesso. É dos portugueses que melhor falam na televisão.

    [Responder]

  25. 25 25  Duarte Salema

    Acho uma graça de morte sugerir que JPP leia o que escreve Paulo Querido. Ficava uns blogues um bocadinho monotemáticos já que o Querido passa a vida a falar de JPP(dá-me ideia que até sonha com ele…). Se JPP lhe respondesse, olhe o tédio! Até porque o Querido não diz duas de jeito, o que escreve nada mais é que publicidade aos seus negócios. Seria um monotema vazio.

    [Responder]

  26. 26 26  MPB

    Daniel,

    Também eu sou insuspeito de alinhar com Pacheco Pereira. Não jogo no clube dele e não sou um leitor assíduo do Abrupto. No entanto, não alinho nas críticas corporativas a PP.
    Como você muito bem sabe, o jornalismo português não é propriamente um modelo de virtudes. Os jornalistas, um pouco à semelhança dos médicos, unem-se e defendemse das críticas do exterior com unhas e dentes.
    E depois, PP é um intelectual acima da média.
    Se abrisse a sua caixa de comentários, não teria tempo para pensar e trabalhar. Ou então, deixar-nos-ia a falar sozinhos.Se calhar é preferível ser assim.
    Apesar de tudo, PP é uma pessoa e um intelectual estimável.

    [Responder]

  27. 27 27  Ricardo Martins

    sugiro que passem pelo blogue de José Manuel Rosendo, enviado especial RTP/Antena 1

    http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/bombas-em-gaza/

    Ricardo Martins

    [Responder]

  28. 28 28  LAM

    Durante muitos anos (tenho idade suficiente para dizer isso), admirei Pacheco Pereira e cheguei a pensar, enganei-me, de que teria um lugar de destaque no PSD. Principalmente nos anos do Dr. Cavaco como 1º ministro vi Pacheco Pereira como um reduto, como dizer, “ideológico”, o único naquele partido capaz de dizer tá-tá sem enrolar a língua. Com claras discordâncias com o que ele dizia, mas admirando a sustentabilidade dos seus argumentos, um oásis na boçalidade geral do PSD da época.
    Mas a figura, a pose e o discurso não batiam com aquele partido que nunca lhe compreendeu nem aceitou a intelectualidade.
    Provavelmente (especulação) teria tido futuro político num PS, mais respeitador de diferenças (digo eu), e cativável por discursos mais substantivos em que encontraria outros pares.
    Ali, no PSD, morreu. A morte começou a ser anunciada quando, a pretexto da “guerra contra o futebol”, o deslocaram para apoio da 1ª campanha de Rui Rio à Câmara do Porto, a pretexto dos ataques ao FC Porto e a Pinto da Costa entretanto apoiante de Fernando Gomes. Penso que aí os dirigentes do PSD compreenderam que Pacheco Pereira, que chegou a ser líder da bancada laranja na Assembleia (corrijam-me se estou enganado), não era querido pelas bases e a sua presença complicava mais do que acrescentava.
    A partir daí é o penar a que se assiste de há uns anos a esta parte: ninguém no PSD “assume” o Pacheco Pereira. É um pária dentro do seu próprio partido, mas sem a aura “heróica” de poder contribuir para o que quer que seja de qualquer candidato ou pró-candidato ou proto-candidato.
    Morreu. Enquanto tiver Sic-Notícias ainda se vai sabendo que PP tem um blog. Quando acabar a participação na Sic-Notícias Pacheco Pereira vai abrir a caixa de comentários do Abrupto mas aí, who cares…

    [Responder]

  29. 29 29  Mouzinho

    Eu acho que o Daniel gostava de ser o Pacheco Pereira da esquerda, mas falta-lhe categoria para tal, sobando-lhe em inveja e dor de cotovelo

    [Responder]

  30. 30 30  Nuno

    Os jornalistas bem precisam de quem os critique, para não se acharem acima de todos, mesmo que seja um energúmeno como o Pereira.

    [Responder]

  31. 31 31  Manuel Leão

    Daniel Oliveira escreveu: «Talvez Pacheco Pereira devesse afastar-se um pouco do seu umbigo e variar as visitas que faz para, com propriedade, fazer uma análise séria, que não sejam apenas “bocas”, sobre a blogosfera nacional, a sua relação com o jornalismo, o papel dos jornalistas na blogosfera e dos blogues no jornalismo».

    Daniel,nem pense nisso! O Pacheco Pereira no umbigo é que está bem. O outro era na caminha, mas ao menos teve a franqueza de o admitir!

    [Responder]

  32. 32 32  ana

    O JPP tem um blog sem comentários, mas acolhe comentários no texto do blogue e que nem sempre são de acordo com as http://abrupto.blogspot.com/2008/12/boas-ms-pssimas-coisas-na-comunicao.htmlsuas (do JPP) opiniões (exemplo recente:

    [Responder]

  33. 33 33  Maria Luisa Serôdio

    Sabe o que é Pacheco Pereira nunca fará? Escrever um texto como este que o Daniel aqui publica, de puro despeito (e que nem sequer é o primeiro desta mesma natureza). É essa a principal diferença entre os dois.

    [Responder]

  34. 34 34  Augusto de Freitas Faria

    Tenho que gramar o PP na Sábado de que sou assinante, tenho que gramar o gajo na Quadratura do Circulo, programa que gosto apesar do dito cujo, tenho que o gramar no Público, jornal que sou leitor assiduo, etc.. Também tenho que o gramar no Arrastão? Daniel: poupa-nos.

    Abr

    [Responder]

  35. 35 35  António Cunha

    Augusto

    Tu não queres admitir mas é dele que tu gostas

    [Responder]

  36. 36 36  MP

    Disseram-me que o Pacheco Pereira se tem fartado de rir com as coisas que o Daniel diz sobre ele. O Pacheco Pereira, e eu, não nos conformamos com a não eleição da Dona Mariana Aiveca, para a lista deste blog concorrente á eleiçaõ da personalidade do ano. Mas de Portugal, não a nivel internacional…

    [Responder]

  37. 37 37  Manuel Leão

    MP:

    Pacheco Pereira a rir, é um cenário que eu não consigo imaginar. O homem sabe lá rir!

    Eu sei que as cobras também assobiam, mas eu não gosto nada das ouvir.

    [Responder]

  38. 38 38  Bin Ladino

    Tem juízo daniel, não te metas com quem tem arcaboiço. PP não pertence ao teu campeonato rasteiro.

    [Responder]

  39. 39 39  J.Bartholdo

    O Pacheco é um intelectual menor e portanto chato e inconsequente, a não ser
    como paradigma de uma das mentalidades
    mais reaccionárias, cá do sítio. Por isso
    vejo, de vez em quando, o entediante “Q. do Círculo” e o “Abrupto”, na diagonal…

    [Responder]

  40. 40 40  JSP

    Tanta palha, Daniel…

    Pronto, agora que já mordeu o boneco com a forma do PP, que já o babou todo, que já se sentiu afagado pelo dono e pelos amiguinhos, Daniel, já pode ir para… Varadero… ler Marx na praia.

    Sem net, tá?

    :)

    [Responder]

  41. 41 41  Maria

    “Não sou muito sensível aos argumentos que se usam contra os ricos e poderosos, à inveja socializada que perpassa em muitos comentários que assentam numa ideia simples e forte, mas errada: há pobres porque há ricos.”

    José Pacheco Pereira in Abrupto

    -Bom eu sou sensivel a muita coisa.

    Sou sensível ás crianças e aos velhos, ás mulheres que ficam com filhos a criar sem apoios e sem ajudas, sou sensivel aos que ficam desempregados pela ignominia e a insensatez de quem depois de lucrar com o seu suor , os despede como se não passassem de um número, sou sensivel ás artes e á cultura, aos problemas sociais e á falta de qualidade de vida para uns , enquanto outros se deliciam nos paraíso inventados sobre o sangue e as lágrimas de outros;enfim, sou sensivel.

    [Responder]

  42. 42 42  Maria

    o louçã que se cuide que o pacheco pereira já o promoveu a malagrida e encarnado

    Primeiro que tudo é necessário apresentar o padre ao público.
    O Padre Gabriel Malagrida, italiano de origem,nascido em Mannagio a 18 de Setembro do ano da Graça de 1689 não teve grande destino.

    http://apombalivre.blogspot.com/2009/08/o-loucao-que-se-cuide-que-o-pacheco.html

    [Responder]

  43. 43 43  Maria

    –E o que é pior , é que pode a gente estar num lugar e esquecer tudo mas mesmo tudo o que aprendeu ;)

    o pacheco pereira tem que mudar de estilo-está a começar a ficar igualzinho á dona manuela e a cavaco silva tudo ao mesmo tempo-

    http://apombalivre.blogspot.com/2009/09/o-pacheco-pereira-tem-que-mudar-de.html

    [Responder]

  44. 44 44  Maria**

    Ele aprender , aprende ; o que é esquece tudo hehehe ;)

    ai mas que lindo post sr pacheco pereira que mete o edgar allan poe e tudo ai ai.: Pois pois , o pior é se .

    http://bit.ly/8Y945a

    [Responder]

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