Duas crianças ciganas, de 11 e 13 anos, morreram na praia de Torregaveta, perto de Nápoles. A mesma cidade onde acampamentos ciganos foram recentemente incendiados. As raparigas morreram afogadas. Duas foram salvas por nadadores-salvadores, as outras duas morreram. Os cadávares ficaram na praia durante uma hora. E o que causou espanto nas pessoas mais normais foi que, contrariamente ao que seria de esperar, praticamente nenhum banhista se incomodou e continuou, com as duas crianças mortas o seu dia normal de lazer. Os banhistas indiferentes continuaram a apanhar Sol, a jogar à bola e a petiscar no bar da praia, a poucos metros dos cadáveres. «Estas são as imagens da nossa cidade que não queríamos ver», afirmou Crescenzo Sepe, o arcebispo de Nápoles, que considerou que a ideia que as fotos dão de Nápoles é pior do que aquela que percorreu o mundo por causa da crise de lixo. Talvez para alguns daqueles banhistas a diferença seja pouca.


62 respostas ao post “É tudo lixo”  

  1. 1 1  PR

    Parece que anda por aí muita esquerda a aprender as lições do Berlusconi.
    Abraço.

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  2. 2 2  Fado Alexandrino

    Não vejo admiração nenhuma.
    Qualquer morte na via pública em Portugal demora horas antes que os cadáveres sejam removidos.
    Nunca vi uma cidade parar por causa disso.
    Claro que é sempre triste a morte de uma criança mas fazer disto um folhetim mostra que o oportunismo está sempre a um passo de distância.

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  3. 3 3  q

    Bah. Que raio de interpretação – como é possível julgar aquilo que as pessoas estavam a pensar?

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  4. 4 4  Tarzan

    Caro Daniel,

    Não estará a ser um bocado judgemental?

    Já agora. Qual a atitude que lhe parece mais correcta nesta situação?

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  5. 5 5  fernando antolin

    Choca-me,isso sim,que os corpos de 2 crianças demorem 1 hora a ser removidos,independentemente da sua etnia…aqui falhou quem deveria fazê-lo com a maior brevidade.Quanto à indiferença dos banhistas,bom,também independentemente de etnias de vítimas,lembra-se dos que mantiveram as férias,continuaram lá,disfrutando a praia etc.,na altura do “tsunami” no Sudoeste Asiático?? Há quem
    tenha “estômago” para tudo.
    Abraço e triste Mundo este…

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  6. 6 6  Minhoto

    Mais uma tirada demagógica, afinal como a sinistra (só o nome diz tudo) intelectual caviar italiana não consegue fazer (nem sabe, pobres coitados!) frente ao homem que passou de cantor de iate a capo de tutti capi, levando a cabeça do polvo para bem dentro da Itália e da Europa, então a sua internacional arrota xenofobia e racismo ao povo italiano “alguns daqueles banhistas a diferença seja pouca”, “nenhum banhista se incomodou”, pois legal e democraticamente eleito só o Chavez!
    Os corpos não devem ter sido mexidos pois deve ser a medicina legal a fazer ou não acha senhor Daniel, se demorar uma hora num sábado não é assim muito e se for hora de almoço então ufa ufa.
    As meninas parece que andavam a mendigar, os pais não são responsáveis? A vender bijuterias ao que parece, não seria exploração infantil praticada pelos pais ou sua comunidade? Vacas sagradas…

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  7. 7 7  Sebastião Dias

    No outro dia morreu nas escadas do meu prédio um vizinho meio eremita que vivia no último andar. O homem ficou nas escadas durante três horas, à espera que chegassem as autoridades. Apesar das conversas habituais de «caixa de previdência» a vida nas escadas continuou para cima e para baixo.

    Se há algum código de conduta nestas situações, desconheço. Se as pessoas viram a cara aos vivos que se encontram em dificuldades ou em sofrimento, que haveriam de fazer pelos mortos que não conhecem?

    Qualquer relação com Berlusconi no poder é certamente mera coincidência.

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  8. 8 8  Bruno Ferreira

    É mesmo verdade!!???
    Eu, na verdade, vindo de Nápoles, Bari e Palermo já não me admiraria com nada…é habitual fazerem muito pior e manterem uma serenidade…
    É um péssimo sinal dos tempos!! Mas vejo que o Daniel ressalva a indignação da Igreja que em Nápoles não tem sido nestes últimos 2 séculos muito bem vista!!

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  9. 9 9  Patricia

    Cenas como esta são cada vez mais,á cerca de um mes vimos imagens de um idoso atropelado numa rua nos EUA,e as outras pessoas iam passando,os carros contornavam o corpo e seguiam viagem,só depois de muito tempo é que alguém foi acudir ao sinistrado.

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  10. 10 10  Sem Anestesia

    Está tudo a ficar cada vez mais bruto! Não encontro outra classificação para este gente.

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  11. 11 11  Joaquim Teixeira

    Minhoto, deves ser daqueles que iam para o colégio de “papillon”, calça curta e meia até ao joelho, ou seja um tótó, a quem a desgraça humana nunca atingiu.
    Mentalidades obtusas.

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  12. 12 12  Carlos Marques

    Ante de mais considerações: a morte nunca pode ser aquilo a que se fica indiferente, mais do que tudo, a morte de crianças é triste, dói… Seja aqui ou na China, hoje ou em imagens do Vietname, a morte de crianças é fortíssima – é impossível ficar indiferente. Por isso, porque não posso acreditar que as pessoas tenham continuado como se nada fosse, só consigo acreditar que quem ali estava não sabia que se tratava de cadáveres, talvez pensassem que estavam drogados… Triste mundo este em que se morre assim num G7, ainda que em Nápoles, que é tão G7 como Portugal é – Itália é o Norte e o resto é para turistas e pouco mais.

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  13. 13 13  Carlos Marques

    Não li bem na primeira vez, não consegui ler em condições… Se morreram afogadas, as pessoas viram certamente… É incrível… Nem a habituação à violência e a miséria explicam aquilo… Estive em Nápoles e sei o que vi – beleza e monstruosidade… E como ficaram os corpos uma hora ali? Parece aquele caso do cadáver que ficou horas na Segunda Circular há uns anos… Triste. Muito triste. (Serem ciganos não é para aqui chamado. Serem pobres é. As coisas, como canta o LC, resumem-se mais aos ricos que colocam os seus canais nos quartos dos pobres, do que a questões de raça ou etnia. Como se diz: money talks and bullshit walks.)

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  14. 14 14  Carlos Marques

    Só um aparte para terminar: começar o texto com “duas crianças ciganas” neste contexto de dó não é equivalente a começar um texto sobre um assalto com “dois homens ciganos”? O que tem o serem ciganas a ver para o caso? É para termos pena dos ciganos em geral ou foi por causa do sentimento de revolta com as leis do Berlusconi (personagem com o qual não simpatizo e que acho até muitíssimo perigoso)?

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  15. 15 15  Emanuel

    Ontem, um canal de televisão esticava a história e tentava fazer crer que nem no afogamento elas tinham tido socorro. Sinceramente não vejo onde está o problema… demoraram uma hora a tirar os corpos. Acho normal. O procedimento legal – pelo menos em Portugal – exige a presença de autoridades competentes e isso implica pessoas que não estão no serviço de urgência, por isso é compreensível a demora. Por outro lado parece que se critica a falta de voyeurismo dos veraneantes… O que o Daniel queria? Missa? orações fúnebres? Sinceramente, para um ateu ou um agnóstico, um corpo morto é isso mesmo, um corpo morto.
    Se calhar, se as crianças fossem brancas, aí já ninguém saberia da notícia… é que junto com ela devia vir a informação sobre a polémica relacionada com Berlusconi e a necessidade de os ciganos serem identificados – eu não sou cigano e já tive de me registar há muitos anos sem daí vir mal ao mundo – uma polémica que dá jeito a alguma esquerda.
    Um dia destes ainda vamos descobrir que os fotógrafos pediram às pessoas para se afastarem para terem um melhor “boneco”… Tudo isto me lembra da imagem do palestiniano com o filho morto nos braços e que mais tarde se revelou falsa e apenas um veículo de propaganda.
    Já agora que o assunto é ciganos. Alguém reparou que o SOS Racismo só apareceu a defender os ciganos da Quinta da Fonte quando era para atacar a polícia e a câmara? Interessante, não?

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  16. 16 16  jose

    DO,
    acho que esta lhe saiu muito mal!
    Muito pouco inteligente; estranhamente…
    Enfim um mau momento que todos podem ter.

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  17. 17 17  Xico

    Acho que se está a julgar as pessoas sem qualquer razão.
    Quando há aqui um ano os pais deixaram os filhos sózinhos para se divertirem, disseram que era assim no estrangeiro, que era moderno e nós éramos atrasados. Agora as pessoas estão na sua vida na praia, acontece ali uma desgraça. Já nada há a fazer senão esperar que venham retirar os corpos. Estes estão devidamente resguardados. As pessoas deveriam fazer o quê? Rasgar as vestes? Cobrirem-se de cinzas?
    Continuaram calmamente, sem alaridos, sem fazer festas, sem gritos, pelo menos que se veja? A única coisa que se vê nas fotos são pessoas constrangidas, sentadas na areia. Queriam que se vestissem para parecerem mais modestas????!!!!
    Será que vão fechar todos os cafés e restaurantes a menos de 100 metros de uma casa mortuária?

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  18. 18 18  Daniel Oliveira

    José, devia ter deixado um link para o debate em Itália sobre esta imagem. Agora já não o encontro.

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  19. 19 19  isabel faria

    Daniel, desculpa ter-te roubado o post.Melhor, a ideia do post. Mas como escrevi parece-me que ets alheamenteo ultrpassa o mero racismo. Este e outros casos que nos têm entrado pela casa adentro nos últimos tempos, são bem mais profundos (não significa que mais graves, porque o racismo não pode nem deve ser desculpabilizado) do que puro racismo. Como escrevi, cada vez que vejo imagens destas me relembro do Direito do mais forte à liberdade.Fico tão chocada como fiquei então. Agora sem o sossego que me dava tratar-se de um filme…É aterradora a coisa em que nos vamos deixando transformar.

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  20. 20 20  Maria

    Sim e tudo lixo
    a começar pelos que viram e nem se mexeram , pelas autoridades que nada fizeram e pela pouca vergonha de atitude racista e repugnante que demonstra.

    Tratar deste modo seja quem for e bastante demonstrativo de que algo esta bem podre e em muito lugar.Desta feita foi a Italia, a continuar como estamos nao tarda que por ca tambem.
    Uma vergonha.

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  21. 21 21  Andre

    Mas que grande aproveitamento das criancinhas! E só porque são ciganas… Fossem brancas e não eram notícia. Ainda no verão passado estava numa praia com muita gente e um senhor que tinha ido tomar banho morreu de congestão. O corpo ficou ligeiramente afastado, mas na praia, e pelo menos 2 horas. Pelos vistos eu e mais as dezenas de pessoas que estávamos na praia somos uns facínoras e uns desumanos, porque ficámos por lá.
    E já que generaliza sobre estas pessoas, que tal uma opinião sobre a comunidade cigana em Portugal e o seu papel na nossa sociedade? é que esse é o ponto onde nenhuma esquerda caviar quer tocar…

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  22. 22 22  Manuel Monteiro

    O Daniel apresenta aqui a morte de duas crianças e salienta a chocante indiferença das pessoas, perante os cadáveres estendidos na praia. Não faz considerações políticas mas levanta a questão em que se tornaram as sociedades: indiferentes e egoistas.
    Mas logo uns caracois salivantes da extrema direita
    aparecem com as suas teses racistas, porque lhes cheirou a crianças ciganas e essas, para esses obtusos minhotos e quejandos, nem o interromper dos momentos lúdicos merecem.
    Manuel Monteiro

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  23. 23 23  Minhoto

    Ó Joaquim Teixeira, não pode estar mais enganado, sabe eu sou novo, tenho 26 anos e fiz por exemplo o ciclo numa escola publica, daquelas que iam ser temporárias (a cobertura era daquelas tipo rufles) e demoraram 20 anos a demolir, ali era a lei do mais forte e não havia ciganos nem negros, eram moços das aldeias perdidas do Minho que nunca tinham visto
    o mar, que tinham tido a tele-escola e já nessa
    altura
    armados desde naifas a pressões de ar, havendo um ou outro com caçadeira e 6.35 mm e eu sempre me safei e sempre me dei ao respeito. Sempre dei no duro nas propriedades da minha familia, propriedades essas que estão com muito orgulho meu desde faz séculos na nossa posse. Não obstante passei anos e continuo a sulfatar, vindimar, a podar a rachar lenha e a acarretar toros de carvalho e pinheiro ensopados em água desde os montes mais longínquos até á lareira com os meus caseiros numa sinergia que passa pelo respeito e liberdade individual.
    Não sou um queque bloquista da cidade como o senhor, dado que nasci num meio rural tenho uma
    visão de urbi et orbi.
    O vosso problema é serem basicamente fundamentalistas, a minha familia desde o primeiro dia lutou contra o Estado Novo ( tenho um antepassado que esteve refugiado em Madrid e pertenceu ao chamado grupo dos budas, outros foram deportados, nunca foram comunistas ) mas também combateu desde o primeiro dia os comunistas, por isso tenho esta clareza das coisas.
    Quando tentam distorcer demagogicamente as realidades ao bom metodo estalinista eu respondo,
    como também respondo á segunda fase deste método que passa
    não pelo argumento mas sim pelo insulto.

    O Minho difere do resto do país , aconselho-o a visita-lo.

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  24. 24 24  The Studio

    ” Só um aparte para terminar: começar o texto com “duas crianças ciganas” neste contexto de dó não é equivalente a começar um texto sobre um assalto com “dois homens ciganos”? O que tem o serem ciganas a ver para o caso? ”

    Que raio de mania de apontar as incoerências e hipocrisias da Esquerda caviar. Muito pior foi ontem no noticiário da SIC notícias em que o intelectual, perdão, o jornalista, disse que é preciso questionar se Berluscioni não será o responsável por estes afogamentos.

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  25. 25 25  The Studio

    Daniel Oliveira, grande defensor da liberdade individual, junta-se aqui em coro com os padres escandalizados. Escandalizados com a opção das pessoas que decidiram continuar na praia. Não sei o que seria suposto fazer, se ir embora (algumas terão ido) se seria suposto ir rezar para junto dos corpos.
    A homossexualidade e o aborto são coisas naturais. A morte não. É verdade que a morte de alguém é sempre algo que nos choca, mas não estava à espera de ver o Daniel fazer coro com os padres. Ou seria só por se tratarem de meninas ciganas, logo o Daniel que não liga nada a raças.

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  26. 26 26  Maria

    Andre
    23 Jul 2008 às 23:52

    “Mas que grande aproveitamento das criancinhas! E só porque são ciganas… Fossem brancas e não eram notícia. ”

    “Ainda no verão passado estava numa praia com muita gente e um senhor que tinha ido tomar banho morreu de congestão.O corpo ficou ligeiramente afastado, mas na praia, e pelo menos 2 horas. Pelos vistos eu e mais as dezenas de pessoas que estávamos na praia somos uns facínoras e uns desumanos, porque ficámos por lá.”

    –Que disparate.E que falta de humanidade.
    Se fossem crianças brancas ou negras ou amarelas ou indias ou o que quer que fosse, seria sempre criminosa essa forma de destrato e abandono.Nao tem nada a haver com esquerda, caviar, direita vinho branco, ou seja la o que for.

    Tem apenas a haver com direito humanos e com a dignidade humana e sim se de facto foram capazes de ficar numa praia enquanto o corpo de alguem por la ficou durante 2 horas sem se reunirem para chamar a responsabilidade quem de direito , se nao e crime e pelo menos uma grave falta de responsabilidade.E e uma prova de grande e assustadora insensibilidade , doença que vem crescendo cada vez mais- o que ja e suficientemente mau, agora dar a doença como exemplo chega a ser aterrador.

    Quanto a comunidade cigana pois ha-de ser como qualquer outra comunidade.Com pessoas.
    Com mulheres homens velhos e crianças que trabalham sonham e tem direitos e ambiçoes.

    Como todos nos, que diabo!

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  27. 27 27  giuseppe

    grande daniel…..É tudo lixo. E’ tutto spazzatura. It’s all shit.This is the image more harrowing and symbolic to show what remains of our western ethical superiority.

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  28. 28 28  Pinto

    Para quê André? Para ouvir dizer que a culpa é da falta de empenho na integração?

    O problema dos ciganos é, precisamente, o excesso de proteccionismo que a sociedade sempre lhes deu. A esquerda chique, no fundo, sabe disso mas como fez, ao longo destes anos, da política do “coitadinho” o seu baluarte, desta vez tem vergonha de se pronunciar em demasia, até porque não é bom cair no ridículo.

    Essa esquerda anseia para que esta notícia se apague porque sabem que não podem fazer o mesmo que fizeram no arrastão: dizer que foi tudo mentira.

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  29. 29 29  João Gomes

    «Estas são as imagens da nossa cidade que não queríamos ver», afirmou Crescenzo Sepe, o arcebispo de Nápoles, que considerou que a ideia que as fotos dão de Nápoles é pior do que aquela que percorreu o mundo por causa da crise de lixo»
    Vês, DO, como a maioria dos teus comentaristas assobia para o ar? Até parece que a questão que salientaste foi a dos corpos terem permanecido 1 hora na praia (normalíssimo, por razões formais de medicina legal e jurídicas)!
    Não, não querem ver que estavas a falar de sensibilidade e até de respeito.
    Chocado? É este o Maravilhoso Mundo Novo…

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  30. 30 30  Sem Anestesia

    Cada um que faça o que quiser… mas eu nunca ficaria a comer uma sandocha com dois cadáveres de pessoas ali tão perto.
    Ficar ali sentadinho ao sol só revela que nem o mais básico incómodo aquelas pessoas sentiram: tudo normal, um dia igual ao outro.

    Não é igual a passar por uma escada com um corpo lá … deduzo que fosse mesmo necessário passar pela escada. Mas não creio que fosse absolutamente necessário ficar a apanhar o solzinho.

    Cada vez mais brutos, cada vez menos compaixão humana.

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  31. 31 31  Sem Anestesia

    Só um manifesto: eu sou de direita.

    Parece que há aqui pessoas que estão a dar importância a esta vertente esquerda/direita.

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  32. 32 32  possidónio

    É inacreditável!
    E ainda mais o é lendo alguns comentários de pessoas, supostamente, bem formadas.
    Tenho para mim que esta questão, mais do que racismo, é de humanismo (e é o único ponto em que discordo do Daniel).
    Vivemos numa sociedade, de tal maneira egoísta e egocêntrica, que esta atitude é considerada normal, por alguns que por aqui verborreiam (é asqueroso!!).
    Como se pode considerar normal continuar o seu belo dia de praia depois de um acontecimento horroroso como este? É de energúmeno.
    Mas não tenho dúvidas de uma coisa – se fosse em Portugal, com crianças brancas, portuguesas, provavelmente aconteceria cena semelhante.
    O que faria numa situação destas? Ia para casa, fugia, desapareceria – chama-se a isto, mais do que amor próprio, ter um mínimo de consideração pelos outros, ter fibra moral! É meter os valores à frente do utilitarismo da merda de um dia na praia.
    E não me parece que sejam necessários outros argumentos – a situação fala por si.
    Chamem-me antiquado, mas é que sou CIVILIZADO!
    Comportamento diferente é de animal irracional – e acho que o mundo se está a transformar nisso – numa pandilha execrável de animais!

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  33. 33 33  Isabel

    Faz falta nas sociedades uma referência de “amor incondicional” remetida a um Deus/deus perfeito. É importante sentir que há alguém ou alguma coisa melhor que nós, de perfeição inatingível, mas que mesmo assim nos atura com infinita paciência, pobres criaturas.

    O socialismo materialista, protagonizado pela esquerda, declarou que acabamos invariavelmente debaixo de 6 palmos de terra, corpo e sua animação, por isso há que gozar, só se vive uma vez.

    O capitalismo, mesmo o teísta, acha que o poder e o dinheiro levam à felicidade total, logo há que gozar, de preferência gastando dinheiro.

    Nós, que por aqui andamos, espertalhões, vivemos a lei do menor esforço e vamo-nos adaptando ao que é mais fácil… ” Tenho muita pena das crianças, mas não vou perder um dia de praia. Farto-me de trabalhar, tenho direito…”

    Só não entendo porque é que ficam tão espantados. Não se estava mesmo a ver no que é que os excessos (os extremos) iam dar?

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  34. 34 34  Sérgio Gonçalves

    Mas olhem que há um senhor que não se deve importar por estas duas pobres vítimas, o Sr. Berlusconi, no fundo ele está a varrer em Roma tudo o que é ciganos e imigrantes ilegais.

    http://wwwbragablog.blogspot.com

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  35. 35 35  camilo

    Sebastião Dias,
    Totalmente de acordo consigo!!!

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  36. 36 36  Silvia Santos

    Na presente epoca balnear vão certamente morrer várias pessoas afogadas nas praias de Portugal. Vamos ver em quantas dessas situações o facto de ter morrido uma pessoa afogada vai provocar o esvaziamento total da praia durante o resto do dia. A mim palpita-me que nenhuma praia se vai esvaziar em Portugal, tal como nenhuma praia se esvaziou em anos passados, no dia em que alguem lá se afogar.

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  37. 37 37  m&m

    a chave da notícia é «crianças ciganas».
    1- O que é que leva o Daniel Oliveira a pensar que o comportamento dos banhistas seria diferente com vitimas caucasianas?
    2-Este é um caso de racismo ou é falta de sensibilidade perante o outro comum à maioria das sociedades?
    3- com vitimas ciganas e banhistas negros haveria notícia?

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  38. 38 38  Joaquim Teixeira

    Minhoto, só o modo como te referes “às propriedades da minha família” ou “aos meus caseiros”(serão tambem propriadade?), diz tudo.
    Já que estamos numa de abertura, dirte-ei(espero que não te aborreças por não dizer “vossemecê”)que tenho filhos mais velhos do que tu, não era minha intenção ofender, apenas me irritam certos “esticadinhos” que só vêem o próprio umbigo e o modo como te exprimes, deixa transparecer essa ideia.
    Já te disse uma vez e repito, nunca vi caviar na minha vida, não sou estalinista, bloquista, comunista, fascista ou outra coisa qualquer. Sou um homem que procura a liberdade, e que se juntou a outros com o mesmo objectivo.
    Não sou, nem pretendo ser, dono de verdades ou razões mas sempre te direi o seguinte:
    1º- Não posso visitar o Minho porque vivo nele, sou filho deste estafado Vale do Ave.
    2º- Só pude estudar até à 4ª classe, ia para a escola, na maior parte dos dias(mesmo de Inverno), descalço e apesar de ter donstrado uma capacidade acima da média, fui trabalhar aos doze anos para ajudar a alimentar os meus seis irmãos. A formação que hoje possuo, consegui-a depois de bater com os costados na guerra colonial.
    Por tudo isto e muito mais, não te admito, a ti e outros como tu, que venhais para aqui com tiques salazarentos, chamar “queques bloquistas” ou “esquerda caviar”, a quem só procura justiça social.

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  39. 39 39  José Chouriço

    Antes de mais um puro problema ético. Muito se discute de esquerda, direita e centro esquecendo a realidade do problema aqui levantado, que é ético. E o que fazer perante 2 cadáveres numa praia junto a nós? Abandonar o local? Permanecer em homenagem? Como? Não é um problema ocidental ou o que quer que seja, é um problema ético que diz respeito a toda a humanidade. O que fazer numa situação dessas? Na realidade a resposta reside no âmago de cada um, uma questão tão só, moral. A morte como alguém disse é o que dá sentido à vida, e um morto não é mais que um vivo que o deixou de ser. Para quem acredita em entidades superiores a alma há muito já partiu, mas para ateus, como alguém aqui escreveu, ali apenas está um corpo, a quem a maioria das pessoas nada diz. O que faria o Daniel Oliveira? Dar as mãos e juntar-se em oração? E quantas vezes paramos, de comer, trabalhar, viver, divertir, quando sabemos da morte e milhares, crianças e outras. Só porque a mesma morte se efectuou à distância? Então aí podemos voltar a cara e continuar a nossa vidinha… a distância não torna os mortos mais vivos ou respeitáveis, apenas os torna mais facilmente aceitáveis. Às vezes é mesmo melhor estar calado para não falar. Se se lhe levantou uma questão ética, faça-o com respeito pela sua consciência e pela dos outros, e sem demagogias e medos morais. O seu problema é o facto das crianças serem ciganas ou estarem mortas? Mas começar o texto com «Duas crianças ciganas» fica mal e não ajuda à discussão que me pareceu queira aqui levantar. A ética, é uma “coisa” antiga, e por incrível que pareça ainda não está fora de moda, ainda que por vezes esquecida num qualquer armário da consciência colectiva. Eu por mim falo, a vida contínua, e a praia e o merecido descanso tem tanto direito à vida como a morte. Haja saúde para ir vendo morrer, porque chegará um dia que me verão também a mim partir. E como o outro… quero é ir de burro.

    [Responder]

  40. 40 40  Minhoto

    Joaquim Teixeira, “vossemecê” não gosto mas trate-me por menino Minhoto, o menino traz um tratamento implícito de senhoria e já estou habituado. Peço que me perdoe ao colocar-lhe o rótulo de caviar, o senhor tal como eu, apesar de virmos de realidades distintas é genuino, conheço o Vale do Ave muito bem apesar de ser natural do Alto Minho onde a estratificação social não se faz sentir de um modo pejorativo sei
    os problemas que essa zona enfrenta diariamente.
    Agora o senhor parece que parou no tempo do “Botas” , imagina-me esteriotipado e não sai dessa imagem redutora.
    Eu acredito nas privações por qual passou, mas isso não lhe dá direito a ser mais “justiceiro social” do que eu, ou é um título de Jure e Herdade?
    Não se abespinhe comigo, qualquer dia ainda tomamos um copo na Cervejaria Martins em Guimarães e atacamos aqueles “genuínos” salgadinhos de fazer uma autêntica “revolução” nas nossas bocas.

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  41. 41 41  wolf

    mesmo não gostando dos ciganos,me choca a situação,como me choca todas as injustiças que se cometem por esse mundo fora.como me choca se chamar há índia a maior democracia.como me choca o roubo que se fez ao longo da história e depois alguns anos depois se exibirem com «as minhas propriedades».

    [Responder]

  42. 42 42  Vítor Sousa

    Caro Daniel, nós não reagimos da mesma maneira perante o choque da morte, por isso não devemos dar lições de moral seja a quem for. Se reparar, na realidade só está a reparar em superficialismos mas não na realidade interior das pessoas. Há pessoas que choram imenso quando morre alguém mas que no entanto lhes passa depressa, há outras que reagem como se nada fosse, sem chorar, continuam as suas vidas mas por dentro existe uma imensa dor e que só passado muito tempo se liberta. O choque emocional não é politicamente correcto. A igreja impôs-nos um modelo único de reacção à morte como o luto e o choro e o Daniel parece que se deixou formatar. Já soube de quem foi fazer compras ao supermercado depois de lhe ter sido diagonisticado um cancro num local inacessível à cirurgia. Será insensibilidade com a própria morte? Por favor, chega de demagogias. Até na identificação das vítimas, este artigo foi demagogo e incoerente.

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  43. 43 43  Maria

    42 Vítor Sousa
    27 Jul 2008 às 20:11

    “Caro Daniel, nós não reagimos da mesma maneira perante o choque da morte, por isso não devemos dar lições de moral seja a quem for.”

    WoW.
    O brilhantismo desta tirada ate me deixou sem respiraçao.E que profunda analise sobre o que a morte representa moral e psicologicamente.

    Pois de facto e verdade que nem todos reagem
    de igual modo a ideia e a presença da morte.
    Mas o que e que tem a haver uma coisa com a outra? Ou por outra , o que liga o que quer que sintamos com a forma como devemos respeitar os que morrem? Desde o tempo em que começamos a olhar o universo e a vida, com algo de inteligente e sensivel pairando sobre nos, que deixamos de abandonar os cadaveres dos nossos iguais ao relento e voracidade animal, porque uma das primeiras coisas que aprendemos e de que sentimos necessidade foi a de preservar a dignidade perante a morte.
    Foi uma das coisas que fez com que nos distinguissemos dos animais e o que nos deu o principio de uma dimensao humana.

    Agora em face deste acontecimento vergonhoso que e abandonar os corpos de duas crianças mortas numa praia ( e quero la saber se eram cigana brancas ou peles vermelhas ! ) e em face de todas as acçoes dessa ma natureza, vir alegar que tais acçoes sao desculpaveis porque nem todos reagimos a morte do mesmo modo chegaria a ser ridiculo se nao fosse tao penoso.Porque os sentimentos e as emoçoes nada tem que vem com a obrigaçao de respeitar e preservar a dignidade dos que morrem.Alguns poderao nao chorar quando um ente querido morre , mas sem duvida reconhece a necessidade de o tratar da melhor forma possivel, independentemente de sentimentos ou emoçoes.

    Nao o fazer significa que parte da nossa humanidade vai as urtigas e que o respeito pela nossa humanidade se degrada .
    Ora tal coisa e muito perigosa, posto que quem deixa de respeitar os mortos nunca respeita os vivos e ja na historia se viu o efeito de tais acçoes.Logo o seu comentario e para mim incompreensivel ate porque o post de DO e muito claro.Como e de facto possivel que pessoas continuem alegremente numa praia , estando na presença dos cadaveres de duas crianças sem que a isso se oponham obrigando autoridades a fazer o que devem? Tal situaçao tambem a mim me incomoda e tambem eu nao encontro desculpa para tal.

    Que o sr e mais alguns consigam encontrar desculpa para tal e ainda mais surpreendente e tambem muito inquietante.

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  44. 44 44  M. Silvestre

    A fronteira entre os humanos e os animais irracionais é cada vez mais curta!
    O video:”Indiferentes a crianças mortas”
    http://www.youtube.com/v/rdcD0ufeVbw

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  45. 45 45  mmv

    O homem que tirou as fotos das crianças ciganas afogadas na praia italiana já esclareceu publicamente o assunto, dizendo que tudo não passou de uma aldrabice dos jornalistas. Foram tiradas muitas fotos onde surgiam frequentadores da praia a ajudar a salvar as crianças, a transportar o caixão etc. Só que, segundo o fotografo, os jornalistas decidiram que essas fotos não deviam ser mostradas, para então poderem dizer que os italianos eram racistas e que nada tinham feito para salvar as crianças.

    E agora para onde se virarão as vozes de indignação da esquerda que este tempo todo se limitou a apontar o dedo e gritar “RACISTAS! FASCISTAS!”?

    http://www.cyberpresse.ca/article/20080725/CPMONDE/80725011/5281/CPMONDE

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  46. 46 46  Maria

    mmv
    28 Jul 2008 às 11:55

    “E agora para onde se virarão as vozes de indignação da esquerda que este tempo todo se limitou a apontar o dedo e gritar “RACISTAS! FASCISTAS!”?”

    Homem , nao se virarao.Porque o VERDADEIRO MOTIVO de INDIGNAÇAO e o topico.

    Se porventura esse foi um falso acontecimento
    nao retira nem a dignidade dos que com razao se ofenderam , nem a burrice e falta de sensibilidade dos que logo gritaram as baboseiras racistas e provocatorias e ofensivas do costume.

    O topico , quer voce queira quer nao, continua actual.

    Ps–Acho muitissima graça a que voce refira apenas cidadadaos de esquerda como aquels que se ofenderam.
    …Pergunto-me se do seu ponto de vista falta aos cidadaos de direita respeito pelos seus mortos e pelos mortos dos outros….

    [Responder]

  47. 47 47  Vítor Sousa

    Cara Maria, as crianças não foram abandonadas ali. Estavam simplesmente à espera dos médico legistas. Ninguém pode mexer nos corpos entretanto. E como se já apurou as pessoas reagiram quando as crianças se estavam a afogar. Esta notícia lançada e a subsequentes declarações da igreja não passaram de uma manobra política e oportunista. Isso sim, é uma enorme falta de respeito pelas vítimas e seus familiares. Eu não tenho problemas em dizer que um corpo morto não tem grande significado para mim mesmo que receba ataques do politicamente correcto por causa disso. O que me interessa são os vivos e a forma como os tratamos durante a vida. São as pessoas vivas que têm sentimentos e não as mortas. Interessa-me mais saber o que originou a morte das crianças, as condições em que viviam e se tinham boa orientação parental. E eu não recebo lições de moral de pessoas que ainda defendem terroristas só porque seguem a sua ideologia.

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  48. 48 48  Ricardo Correia

    Sr. Daniel Oliveira, ficamos a aguardar que rectifique a sua posição quando a este acontecimento, quando já se descobriu que a história não é bem como a contou, e o seu silêncio infelizmente faz-me desconfiar que a sua intenção não passa bem pelo apuramento da verdade.

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  49. 49 49  Ricardo Correia

    “Um dia destes ainda vamos descobrir que os fotógrafos pediram às pessoas para se afastarem para terem um melhor “boneco”… Tudo isto me lembra da imagem do palestiniano com o filho morto nos braços e que mais tarde se revelou falsa e apenas um veículo de propaganda.”

    Apanharam uma semelhante na Holanda há alguns meses, uma televisão encenou uma estrangeira em apuros na rua a deixar cair os sacos das compras, e depois obrigou as pessoas que a queriam ajudar a afastarem-se para poderem filmar a injustiça. Felizmente foram apanhados e sofreram as consequências.

    Neste caso não foi diferente como já se esperava, mais um golpe de propaganda, as fotografias foram manipuladas digitalmente.

    [Responder]

  50. 50 50  m&m

    manipulação execrável.
    O D. Oliveira não é ingénuo…

    [Responder]

  51. 51 51  calhordus

    Joaquim Teixeira.
    Nâo te ofendas o “Minhoto”ainda està convencido que o “menino jesus”nasceu na sua aldeia,o pacòvio.

    Ok com a pèna de todos êsses catòlicos de trazêr por càsa,um Canadiano ficou no carro 2 horas sem sêr socorrido!Estamos no verâo no invérrno a temperatura désce a menos 40 graus centigrados,nâo houve nenhum padre para o abençoàr…mas havia padres pedòfilos nos cantos.Estou d’acordo que nâo ia comêr a pissa ao lado das duas crianças,mas que tem que esperàr pelo médico legista, tem

    [Responder]

  52. 52 52  calhordus

    mmv.Nâo te esquésas que a presse pertence a um tipo que é um dos mais ricos doCanada.E que a grande maioria dos jornalistas sâo uns prostituêes.É plain de wobs là dedans.

    [Responder]

  53. 53 53  calhordus

    Maria,clap,clap,clap,clap.Grande discurso que falhaste o Bush nâo o têr houvido,bravo!E os soldàdos mortos e que ficam para tràz!!Pensàste nêles? 1-Cabo Regimento de Cavalaria 7 1962,vestiamos ainda como a Wermasht quantos là nâo ficàram para defendêr uma Pàtria que pertencia a sò uma duzia que ficàram vivos numa revoluçâo de brincàr.

    [Responder]

  54. 54 54  Daniel Oliveira

    Ricardo Correia, li, durante vários dias, tudo o que foi saindo em Itália sobre o assunto antes de escrever. É natural que o senhor que tirou a fotografia e outras pessoas que estavam na praia se sintam mal com esta polémica. Mas de tudo o que leio (com excepção das declarações dele) indica que a maioria das pessoas continuou na praia como se nada se passasse. E algumas não, claro. E uma fotografia não capta tudo e apenas uma parte. E se é verdade que depois de escrever isto já vi fotos de pessoas de pé a olhar para os corpos, já vi mutas outras, para lá da que foi mais divulgada, que suponho serem do mesmo fotógrafo, que desmentem o que ele diz. Porque são planos diferentes e repete-se as imagens de passividade e uma delas e não bate certo com a ideia de que as pessoas estavam mais distantes do que a fotografia faz pensar (a do caixão a ser transportado ao lado de pessoas esparramadas nas suas cadeiras à beira mar). Claro que as coisas podem não ser tão claras como foram mostradas (como de costume – recordo algumas imagens de Carcavelos), mas é indicutível que um número muito razoável de banhistas manteve uma atitude de completa passividade. Outros não, felizemente, o que é uma boa notícia.

    [Responder]

  55. 55 55  Maria

    calhordus
    28 Jul 2008 às 23:32

    “Maria,clap,clap,clap,clap.Grande discurso que falhaste o Bush nâo o
    têr houvido,bravo!E os soldàdos mortos e que ficam para tràz!!
    Pensàste nêles? 1-Cabo Regimento de Cavalaria 7 1962,vestiamos ainda
    como a Wermasht quantos là nâo ficàram para defendêr uma Pàtria que
    pertencia a sò uma duzia que ficàram vivos numa revoluçâo de brincàr.”

    Um…
    Que comentario tao inteligente.
    Gostei sobretudo do grafismo da palavra Patria.
    O seu discurso ,muito melhor do que o meu claro; ate porque voce,
    calhordus , bateu o record do erro.Mas ainda vai a tempo de fazer
    melhor figura.

    Ora vamos la:–substitua a letra”u ” no nomezinho com que assinou os
    seus comentarios e ponha la um “a ” e vai ver como lhe assenta muito
    melhor e lhe define muito melhor o caracter.

    Depois atribua a si proprio 1 ou 2 desses claps porque todo o
    trabalho, mesmo sendo tao simples merece recompensa.

    ~~~~~~~~~~

    Vítor Sousa
    28 Jul 2008 às 14:25

    Quais liçoes de moral , qual o que.
    Se voce acha que e correcta a ideia de se deixarem corpos seja la
    onde for durante horas na espera de que os recolham , tudo bem .
    Somos todos diferentes.Se os corpos mortos o deixam indiferente, voce
    la sabe; mas nao espere que todos sintam do mesmo modo, ate porque
    foi voce quem começou por dizer que nem todos reagem do mesmo modo.
    Pois nao e ainda bem.

    Para alem disso, a vida e a morte sao duas realidades diversas que
    necessitam de cuidados que lhes sejam apropriados. De modo que nem
    vejo porque lhe interessaria saber “o que originou a morte das
    crianças, as condições em que viviam e se tinham boa orientação
    parental”, uma vez que segundo diz lhe interessa pouco o modo como
    forma tratadas na morte.Portanto e uma vez que ja declarou que so os
    vivos lhe interessam , parece haver ai uma pequena contradiçao, mas
    tudo bem , pode sempre fazer uma investigaçao se isso lhe der prazer.

    Posto isto nao percebi o que e que os terroristas estao a fazer no
    comentario que me dirigiu, mas tambem nao interessa muito.
    Nao sou fan de terroristas nem de pessoas que nao respeitam os outros independentemente do estado em que se encontrem.

    [Responder]

  56. 56 56  Rafael Ortega

    Ora bem 2 crianças morrem afogadas e os corpos ficam na areia enquanto não chega o médico legista ou quem tenha que examinar e retira-las dali.

    2 pontos.

    1) Qual é a diferença de serem ciganas, pretas, brancas ou amarelas? Sinceramente Daniel, já gostei mais de ler os seus posts. Se se indignou por estarem dois corpos na praia e ninguém se ir embora porque é que começa o post referindo que eram crianças ciganas? Não faz sentido nenhum. Ou pior, faz…

    2) Pessoas que trabalharam o ano todo para poderem ter férias vão ter que sair da praia e perder um dos seus dias de férias porque duas pessoas se afogaram? Isso acontece em algum lugar do Mundo?

    [Responder]

  57. 57 57  Minhoto

    Ó Rafael Ortega o que o Daniel faria era o seguinte, primeiro chamava o Louçã para discursar a sua oratória de padreco em frente às televisões, depois vinha o Miguel Portas com os verde-eufémios a executar as suas habilidades circenses e a fazer uma marcha contra o “fassismo” e o capitalismo e por fim
    era a Joana Amaral Dias a rasgar as vestes como forma de protesto e a berrar “olhem as vitimas do capitalismo selvagem”! No tempo do senhor Enver Hoxha é que era bom!

    [Responder]

  58. 58 58  agitador

    eu nao sei quanto a voces, mas depois disto o meu dia de praia tinha acabado. pelo menos aquele dia.

    sejam ciganas ou caucasianas ou outra coisa qualquer, não percebo como aqueles anormais continuam na boa, tranquilamente a apanhar sol.

    alguns ainda espreitam, morbidez filha da puta…

    acho que este post pegou pelo lado errado da questao.

    noa quero tar a dar liçoes de moral a ninguem, mas existe uma grande diferença entre depararmo-nos com uma cena o resultante de um crime ou de um acidente que se presencia quando se tem obrigaçoes (compriomissos, trabalho, etc).
    outra completamente diferente é eu estar , imaginemos, numa feira popular uns individuos cairem da montanha russa e eu a seguir perguntar se alguem quer algodao doce.

    [Responder]

  59. 59 59  mmv

    “Homem , nao se virarao.Porque o VERDADEIRO MOTIVO de INDIGNAÇAO e o topico.

    Se porventura esse foi um falso acontecimento
    nao retira nem a dignidade dos que com razao se ofenderam , nem a burrice e falta de sensibilidade dos que logo gritaram as baboseiras racistas e provocatorias e ofensivas do costume.

    O topico , quer voce queira quer nao, continua actual.

    Ps–Acho muitissima graça a que voce refira apenas cidadadaos de esquerda como aquels que se ofenderam.
    …Pergunto-me se do seu ponto de vista falta aos cidadaos de direita respeito pelos seus mortos e pelos mortos dos outros….”

    Os únicos que aproveitaram de apontar o dedo e começar a disparatar as mesmas baboseiras de sempre acerca de “Racismo, Vergonha, Fascismo, Nazismo”, foi a pandilha do costume.

    Agora o mais interessante é que agora mesmo sabendo que tudo não passou de uma noticia empolada, essa mesma pandilha de sempre ainda grita para quem quiser ouvir as palavras “Racismo, Vergonha, Fascismo, Nazismo”.

    Ainda não ouvi esses senhores a condenarem o aproveitamento político que se fez baseada numa noticia falsificada. Fala em burrice e em falta de sensibilidade, sensibilidade tenho bastante para ficar indignado na forjação de noticias apenas para vender. Isso sim, é que é uma grande falta de respeito e de sensibilidade tanto para com as vítimas para como o publico em geral! Isso sim, acho ofensivo. Não obstante o facto de 2 crianças ciganas que que foram postas a mendigar pelos seus progenitores e que acabaram por morrer afogadas. Mas quanto a isso já não há nada a fazer nem a apontar não é? Faz parte da cultura deles e nós como pessoas tolerantes temos que aceitar essas coisas, por mais estranhas que nos possam parecer. Mas a multi-culturalidade é assim mesma…

    [Responder]

  60. 60 60  Maria

    mmv,

    Seja ou nao uma noticia empolada , subsiste razao para indignaçao .A causa da morte das crianças fosse ela qual fosse nunca pode justificar abandono por parte de autoridades, nem
    a indiferença de testemunhas.

    Agora se esta a falar do jornalismo feito com intençoes pouco claras ou mesmo dubias-bom, se de facto e verdade que existiu ma fe na publicaçao dessa noticia compete as autoridades intervir e fazer o que tem a fazer.
    Tem razao quano diz que esse tipo de acçao e ofensivo, porem nao pode misturar a ofenda feita ao jornalismo ( em caso de ter existido ) com
    a ofensa que representa o abandono de corpos seja la porque razoes tiverem sido e no caso de ter que se acrescentar a tudo isso uma possivel acçao lesiva por parte dos pais das mesmas continua a nao existir justificaçao para destratar o corpo de uma vitima seja ela quem for.

    Quanto a comunidade cigana –existem em todas as comunidade humanas pais e maes que destratam os seus filhos e pais e maes que tudo fazem para bem os criar e amar.

    Nao partilho dessa sua ideia de “cultura deles” ate porque pais que abandonam seus filhos pertencem sem duvida a todas as comunidades , classes cores e nacionalidades.E uma realidade infeliz, porem inegavel.
    Continuo portanto a pensar dos que gritam baboseiras provocatorias e ofensivas dirigidas a individuos ou especificos grupos de pessoas, sao sim senhor burros e insensiveis e nao tenciono mudar essa minha opiniao.

    [Responder]

  61. 61 61  Gonçalo Breda Marques

    As pessoas deixaram de se impressionar. Tudo é mais importante. Não perder as férias, o transtorno de pensar que podiam ser os próprios filhos…
    Enfim, só mesmp quando toca aos próprios é que lhes dói.

    [Responder]

  62. 62 62  sara

    amen-se uns aos outros somos todos filhos de DEUS, a raça cigana é linda

    [Responder]

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