Ser imigrante ou ser português é uma variável pouco importante nos indíces de criminalidade. Podem ler o post da Maria João e o relatório “A criminalidade de estrangeiros em Portugal”, da autoria de Hugo Seabra e Tiago Santos.
Por Daniel Oliveira 13 Ago 08 em Sem categoria


…falta acrescentar aí, que nem os ciganos, nem os imigrantes naturalizados, nem os filhos dos imigrantes nascidos cá, são considerados estrangeiros! não vá o zé povinho estar distraído
Pag 117 -> Portugueses 7%, Estrangeiros 11%, aparentemente já com crimes como “correios de droga” descontados dessa percentagem e mesmo assim se não me falham as contas um taxa superior em 57% à dos portugueses.
Ainda não percebi qual a importância de saber a nacionalidade dos criminosos!
As consequências são diferentes, dependendo da nacionalidade do criminoso?
Só compreendo esta discussão com objectivos enviesados
Ó Hugo, as suas conclusões não são desonestas, são doentias. O que lá está escrito é o seguinte:
“A taxa bruta de criminalidade dos estrangeiros é pois de 2112 / 196174 * 1000 =
11‰, o que é muito superior ao valor homólogo encontrado para os portugueses:
56547 / 8378888 * 1000 = 7‰. Mera aparência. De seguida, apurámos qual seria
a taxa bruta de criminalidade dos portugueses caso a estrutura desta população, em
termos de sexo, idade e condição perante o trabalho fosse idêntica à dos estrangeiros.”
E posteriormente, colocadas as coisas de forma a serem comparáveis, o resultado é de 11%, empatam portugueses e estrangeiros. As suas contas são dignas de quem soma 25 laranjas com 20 bananas e obtém 45 laranjas, onde estão 45 peças de fruta. Experimente as Novas Oportunidades que ainda pode aprender alguma coisinha.
Ao menos o Pedro Esteves é mais directo. Tire-se a nacionalidade aos ciganos. Bora lá. Só uma dúvida: vamos repatriá-los para onde?
Não se mudam os posts sem avisar. A minha referência ficou errada. O que o daniel tinha escrito, originalmente era:
“A criminalidade não é superior entre imigrantes do que entre portugueses.”
e não
“a variável ser imigrante ou ser português é uma variável pouco importante nos indíces de criminalidade.”
Estão ambas erradas, mas a segunda está menos errada que a primeira.
Fui ler o tal pseudo-estudo científico.
Claro que aquilo que o Pedro Esteves já disse antes de mim é completamente correcto.
Tentar dizer que os ciganos do crime do adolescente morto são estranjeiros é tentar atirar areia para os nossos olhos, infelizmente, à luz da lei são tão portugueses como nós. Estranjeiros são os brasileiros ilegais do crime do BES.
O que me parece muito perigoso e não consigo antever até onde isto nos levará, é a sensação de insegurança e o medo que vai transparecendo dos comentários que vou vendo na net, às notícias dos jornais e aos blogs, sobre este assunto. Começam a aparecer com muita frequência opiniões radicais àcerca de ciganos e pretos que podem levar, se nada fôr feito, a acções colectivas populares muito desagradáveis.
O sentimento de insegurança da população que trabalha e certeza que essas comunidades não trabalham e vivem dos impostos dos que trabalham (e mesmo assim só têm direitos e nunca deveres) pode levar a consequências extraordinariamente graves. Tanto mais, que se vão vendo uns bem-falantes políticos a defendê-los e nunca a defender aqueles que são vítimas deles. Estes bem-falantes não têm coragem de atacar os atiradores da PSP do crime do BES, mas atiram-se, que nem gato a bofe, ao GNR que atirou à carrinha dos ciganos. Qual a diferença? Qualquer deles não cumpriu o seu dever? Que em última análise é defender o direito e a democracia?
Concordando com o raciocínio só tenho um problema Daniel.
Esse estudo é de 2001 e 2008 mostra outra realidade.
Abraço,
jcd, tens razão. O teu era o único comentário e achei que devia ser mais claro no post. A segunda está certa, como te posso explicar: o que faz com que a imigração seja mais alta entre os imigrantes é o facto de ser mais alta entre homens em idade activa, população larrgamente maioritária entre os imigrantes. Se sabes de estatística não terei de explicar melhor.
Em bom rigor Daniel, eu, nesse estudo, não vi um teste à significância estatística da variável “imigrante”. Posso ter visto mal, mas em lado nenhum vi uma regressão que incluísse esta variável e à qual fosse efectuado em teste de hipóteses para ver se esta variável era estatisticamente relevante ou não. Nesse sentido, a tua frase está correcta, apenas face ao que nos é apresentado no estudo.
Por exemplo, aquela primeira regressão que fizeram com os factores testaram a validade do modelo sem terem incluído estrangeiros. Se sabes de estatística não terei de explicar melhor. O segundo modelo que estimaram, com variáveis em vez de factores, também não incluíram a variável proporção de estrangeiros. Em vez disso, fizeram a regressão dos resíduos dessa regressão contra a “percentagem de estrangeiros”. Ora a forma mais simples de testar a hipótese de a “percentagem de estrangeiros” ser relevante ou não seria incluí-la na regressão e depois ver a significância estatística do coeficiente associado. Enfim, repetindo-me e repetindo-te: “Se sabes de estatística não terei de explicar melhor”. Não concordas que é esquisito?
Repara que eu não estou a contestar os resultados, apenas estou a dizer que havia formas mais lógicas de testar a hipótese que pretendem testar. Já agora, também não seria má ideia disponibilizarem os dados, para que cada um de nós possa fazer as regressões.
Os resultados a que chegam são, na minha opinião, lógicos e expectáveis. Os resultados a que chegam são resultados de que gosto. Mas confesso que a lhe dar a segunda leitura (em diagonal também) fiquei um pouco mais desconfortável.
Parece-me que o DO está a querer desviar a conversa. er-se-á arrependido o que esreveu?
A questão não ésaber se são imigrantes, pretos, brncos, cigano ou seja o que for.
Ainda ontem escrevi no meu blog acerca de um assalto, em pleno dia, no centro de Lisboa. Uma criança de 14 anos,minha vizinha, foi selvaticmente espancada por dos matulões armados de facas, para lhe roubaremum telemóvel e10 ou 20 €. A questão é a seguinte: não podemos exigir segurança e depois estar sempre a criticar a GNR e a polícia. Tenho medo dos abusos a Polícia? Pois tenho..
Mas enquanto há centenas de assaltos por dia, só raramente há abuso da polícia.
Por acaso o DO sabe quem é que pos ontem uma tarja à porta do BES onde se lia:
“Aqui a polícia matou um homem, sóporque era imigrante”?
Acha bem? Era só para saber…
“Ser imigrante ou ser português é uma variável pouco importante nos indíces de criminalidade”
Esta variável é importante porque dela dependem as probabilidades de ser homem em idade activa e de viver em piores condições.
A probabilidade de um imigrante cometer um crime é maior que a de um português.
A frase correcta que se poderia tirar do estudo é que um imigrante, nas mesmas condições que um português, tem igual tendência para cometer um crime. O que não é a mesma coisa, porque as condições e ser ou não imigrante não são variáveis independentes.
Caro Pedro Esteves,
Crime é crime, independentemente do “sexo, idade e condição perante o trabalho fosse idêntica à dos estrangeiros”.
Já agora se usar 7% como base, então 11% é uma taxa superior em X% a 7%. Faça você as contas já que é tão esperto e fique feliz por saber que graças à sua educação nunca vai ser considerado como criminoso numa estatística como esta.
Cumprimentos
Atenção, nem todos os filhos de imigrantes nascidos em Portugal são portugueses, essa legislação é muito recente e só abrange crianças nascidas cá a partir de, aqui não tenho a certeza absoluta, 2000 (alguém sabe o ano certo?).
O que a lei diz é que filho de pai português é português mesmo que nasça noutro país.
No entanto conheci um rapaz nascido em Angola, cujo pai era português (também nascido em Angola mas quando esta ainda não era um país independente)que só conseguiu ver reconhecida a sua nacionalidade (portuguesa) quando já tinha 25 anos, o que lhe trouxe bastantes transtornos sobretudo no mercado de trabalho (não conseguia emprego). O caso dele não é único.
Há uma conclusão assim como meia horrível a tirar do estudo : façam como no Canáda e aceitem só imigrantes com boas hipóteses de integração , com escolaridade , profissão , cadastro limpo e tal. Iguais às dezenas de licenciados portugueses que estão a dar à sola para onde os reconhecem , empregam e valorizam. Caricato , ãh?
A questão para mim está ainda antes das regressões serem feitas. Está no modelo, que tem que ser sempre antecedente à regressão, ou esta é espúria. O problema do modelo é, como o J Miranda diz indirectamente, é que há duas variáveis que estão (estariam) correlacionadas, como o facto de ser negro e desempregado, pelo que ao mantermos o desemprego constante estamos também a manter o ser negro constante. Não sei se é verdade ou não, não faço a mais pequena ideia, mas é verdade que parece haver variáveis não incluídas no modelo e que explicam simultâneamente mais que uma das variáveis usadas.
A criminalidade que realmente conta, a do colarinho branco, essa é 100% cometida por Portugueses.
Mas há patetas que só se interessam pela criminalidade cometida pelos desgraçados que procuram a sobrevivência.
Não gostam nem de pretos, nem de ciganos, nem de brasileiros, nem de chineses. E também não gostam de muitos dos próprios concidadãos. Afinal, só gostam deles próprios e dos que lhes são semelhantes.
Daniel eu ainda não li o estudo mas aconselho um livro que pode ler que se chama “Introdução à Probabilidade e à Estatística” o autor é o Pestana e é da Gulbenkian, vai ver como os dados estatísticos podem dar aquilo que nós queremos, basta saber cozinhar as variáveis. O livro a si só lhe interessa a introdução que é muito bem escrita, o resto para si pouco lhe importa pois é algo académico. Leia-o que vai gostar. A Estatística e os seus métodos são algo que enganam, parece tudo muito linear mas não é e para ver o estudo tenho que saber no que se baseia e não tenho pachorra pois estou de férias.
Minhoto, bem sei que acabei, por escolhas diferentes que fiz, por não acabar o curso, mas apesar de tudo foi sociologia que estudei onde se aprendem umas coisas de estatística. E olhe que eu não era propriamente mau aluno. Li uns livritos e aprendi umas coisas sobre o tema, como deve imaginar.
A estatística dará para tudo o que queremos. Mas nunca tanto como o simples preconceito com base em coisa nenhuma.
Gosto imenso de estatísticas.
Elas mostram que o Benfica é o maior e mais vitorioso clube português.
Infelizmente os últimos anos mostram outra coisa, mas paciência.
Aqui é exactamente o mesmo.
Se pegarmos nos números podemos chegar a qualquer conclusão que nos seja simpática e se mesmo assim houver algumas dúvidas um bom parecer encomendado certamente nos dará razão.
A mim tanto se me dá que os criminosos sejam judeus, pretos, brancos, ciganos ou de colarinho branco-sujo.
O que a sociedade tem que fazer é ser impiedosa para quem se torna um perigo para a mesma.
Agora o que acontece é que certos grupos quer de raça quer de nacionalidade se tornam mais perigosos proporcionalmente.
E se não há nenhum estudo que aponte isto, a rua é desta opinião.
Como é que ela é formada, não me perguntem.
Perguntem aos assaltados.
Daniel, dado que re-afirmaste que percebias umas coisas de estatística, repito a pergunta que te fiz e a que não respondeste:
A forma mais simples de testar a hipótese de a “percentagem de estrangeiros” ser relevante ou não seria incluí-la na regressão e depois ver a significância estatística do coeficiente associado?
Não concordas que é esquisito que os autores não tenham seguido este procedimento tão standard?
Onde está “A forma mais simples de testar a hipótese de a “percentagem de estrangeiros” ser relevante ou não seria incluí-la na regressão e depois ver a significância estatística do coeficiente associado?”
deveruia estar:
A forma mais simples de testar a hipótese de a “percentagem de estrangeiros” ser relevante não seria incluí-la na regressão e depois ver a significância estatística do coeficiente associado?
Em vez de seguirem este procedimento, preferiram fizar a regressão dos resíduos da regressão original contra a “percentagem de estrangeiros”.
Tu que fazes sempre interpretações políticas de tudo, que desconfias de tudo, etc, etc, não ficas de sobrolho levantado quando lês isto?
Estou, naturalmente, a ssumir como correcta a tua alegação de que percebes estatística, isto porque me parece que não é preciso fazer um doutoramente em Estatística/Econometria para achar estes procedimentos peculliares.
Enfim, gostaria que respondesses sinceramente às minhas perguntas. Se não puder ser não faz mal.
Muito bem.
Mais uma vez o “complicado” Daniel faz das suas.
Olhe para os factos: um estudo com esta estrutura só podia ser feito se pago pelo Estado, como é óbvio. Haveria alguém realmente tonto para tamanho desperdício em face de umas perguntas tão simples? Quem rouba, mata etc? Rouba e mata quem? Quanto rouba? Quem está preso, porquê e por quanto tempo? Crimes sem castigo, quantos? Etc.
Só um cientista coloca como hipótese o número de imputáveis, já sabemos, somos 8,5 milhões à data de 2003, depois é só fazer as contas (morrem +/- 100 mil ano, 5 (cinco) anos depois, temos apenas 8 milhões. É de génio.
Nos licenciados é muito melhor. Contabilizam quase 500 mil e com a produção actual seguramente, nos dias de hoje, são o dobro, retirando a taxa de 1,243245% ao ano vezes 5, dos que se vão desta para outra, etc.
Uma quase luz está na conclusão do Director Geral dos Serviços Prisionais:
pag. 210/211 “à data de hoje, são 2.426 distribuídos pelos 56 Est. Prisionais, com forte predominância nas Centrais, sendo certo que existe pelo menos um Estabelecimento, Caxias, em que os estrangeiros atingem 50%. Este valor, o número actual (2003) de estrangeiros, carece de validação e de análise ponderada”…Palavras para quê? É um estudo científico. Nem o pobre do Sr. Director leu direito.
Se procura moralizar a rapaziada, erra, está cada vez mais a transformar-se no tal “fascista das palavras” que lhe causou urticária qb no Eixo do Mal.
Eu é que percebo pouco de estatística, por isso gostaria que alguém me explicasse (sem ser muito técnico) como é que se adapta a estrutura de uma amostra à estrutura de outra (em termos de sexo, etc, etc)??
Transformam-se alguns homens em mulheres ou vice versa, licenciados em não licenciados, etc, etc …. ou eliminam-se pura e simplesmente?
A minha dúvida é muito primária.
Se não se podem comparar aquelas taxas, por a estrutura das amostras não ser comparável, de que servem, por exemplo, as estatísticas que comparam comportamentos em função do sexo, faixa etária, etc, etc?
De que raio estão todos a falar???
Não fazia ideia que o Daniel Oliveira também era um entendido em Estatística. Já agora, esclareça-nos lá: Considera que o “estudo” em questão é uma abordagem científica séria ou é uma tentativa grosseira de manipulação de dados?
Jovens PALOP envolvem-se mais em comportamentos violentos do que os portuguese
http://www.destak.pt/artigos.php?art=3314
estudo “Comportamentos de Saúde de Adolescentes Migrantes e o Efeito Protector da Relação com as Avós”, divulgado hoje na Revista de Estudos Demográficos do Instituto Nacional de Estatística (INE)
Muita gente estudou estatística nas universidades, mas isso não fez com que conseguissem emprego, depois de licenciados, claro que as pessoas têm necessidades elementares e daí a explicação para a vaga de crimes, de assaltos, da insegurança que grassa neste nosso País, onde todos deviam ter direito a um emprego sólido a não líquido como afirma Pinto de Sousa. A verdade é que o homem embora sendo Sócrates, não sabe que nada sabe e daí estarmos a atravessar este clima de insegurança, onde só alguém com amor à camisola, pode fazer alguma coisa pelo País.
Creio que li, algures, que um cidadão estrangeiro violou uma rapariga no hall de entrada do prédio onde vivia com a irmã; que foram as duas à procura do referido cidadão e que este bateu-lhes com toda a força de brutamontes que é. O mais curioso é que a sentença por violação foi tão leve, que o indivíduo em questão, desapareceu pura e simplesmente. Nos últimos tempos temos assistido a mortes com diferentes tipos de requinte, a assaltos sofisticados, utilizando até explosivo plástico militar, que não é de fabrico nacional. Tudo isto levou o Presidente da República a promulgar leis de segurança aprovadas na Assembleia da República, com voto contra do PSD; porque urge tomar medidas para acabar com o clima de insegurança que ameaça o nosso País, eu fui buscar armas utilizadas pelo Exército, não para matar nem assaltar, mas sim para que se transformem em armas do amor, como as que abaixo descrevo, para que não haja divórcios e que o povo português possa dar continuidade a esta raça lusitana de que me orgulho pertencer, tendo presente os conceitos relacionados com a família, com a Pátria e com a religião. Se o amor entre as pessoas, não passar apenas de sexo, como abaixo refiro, teremos de novo o nosso Portugal.
NASCIDO PARA AMAR
granada de morteiro
entrou numa cratera
fez um ciclo inteiro
e saiu um moço fera!
-
e uma bala de nove
ao sair duma pistola
na barriga se move
fez uma esperta tola!
-
a disparar de rajada
e com o tiro institivo
fez na doce amada
ai o bonito ser vivo!
-
patilha de segurança
com moça destravou
e surgiu uma criança
de tanto que disparou!
-
a apertar uma culatra
de espingarda alemã
lá na ilha da Culatra
nasceu uma moça sã!
-
por premir o gatilho
de uma israelita UZI
ele viu nascer o filho
que uma moça deu a si
-
utilizando uma Walter
uma de calibre nove
viu nascer o Gualter
o filho que o comove!
-
utilizando a Beretta
uma pistola italiana
ele a meteu na greta
e saiu grande sacana!
-
ao utilizar na sua G3
o carregador de vinte
moça viu nascer três
do melhor qu’eu pinte!
-
armado até os dentes
o parente de remexido
fez nelas estes entes
por as ter bem servido!
-
Pisco