
Farei mais tarde a análise dos resultados de cada partido. Por agora, fico-me por Lisboa e pelo Bloco de Esquerda.
Em Lisboa, o Bloco fez várias escolhas. A forma como resolveu o conflito com Sá Fernandes (mais do que saber quem tinha razão – provavelmente ninguém – foi o modo de fazer as coisas que criou perplexidade em muita gente), a clareza com que, desde o primeiro minuto, pôs de lado qualquer entendimento à esquerda (e nisso não esteve só) e, para terminar, a indisponibilidade, afirmada pela candidatura a três dias das eleições, em aceitar qualquer pelouro criaram as condições para este resultado.
Que o Bloco, com apenas 10 anos, tem dificuldades de implantação autárquica não deve espantar ninguém. Num poder local dominado pelas redes de influências isso é absolutamente normal. E essa progressão será naturalmente lenta. Por isso, do ponto de vista nacional, não dramatizo a evolução (e houve evolução: mais dois vereadores, mais 25 deputados municipais e mais alguns eleitos em freguesias) muito tímida. O caminho é longo e talvez exija acertos nas estratégias de alargamento. Mas o que se passou em Lisboa foi outra coisa. O Bloco recuou para resultados próximos dos das autárquicas de 2001, quando tinha apenas dois anos e valia pouco mais de 2% no país, e fica distante dos resultados das duas últimas eleições autárquicas em Lisboa. Em relação a 2005, perde 3,5%, quase 10 mil votos (2,3% em relação a 2007 e tem menos votos do que numa eleição com uma enorme abstenção) e perde um vereador, dois deputados municipais e 25 eleitos nas freguesias. Mesmo na Assembleia Municipal, onde o voto útil não se punha, o Bloco perde 2,6% e quase 8.000 votos em relação a 2005.
Claro que o voto útil contou. O PCP também teve uma queda assinalável em Lisboa, mas, ainda assim, não tão acentuada, à sua proporção, como a do BE. Mas estas não são, longe disso, as primeiras eleições em que o Bloco se confronta com a pressão do voto útil. E tem conseguido resistir. A razão porque o apelo ao voto útil desta vez funcionou no núcleo duro do eleitorado do Bloco e não apenas nas suas franjas é não ter sido dada nenhuma razão para que o voto ali se mantivesse. O BE foi incapaz de mostrar, pelo compromisso em participar no governo da cidade e pela sua prática nos últimos dois anos em Lisboa, qualquer vontade de tornar realmente útil o voto que nele fosse depositado.
O Bloco subalternizou Lisboa à estratégia nacional, onde qualquer proximidade com o PS seria vista como uma traição, e pagou em Lisboa o preço dessa subalternização. Mesmo da parte da CDU foi mostrada disponibilidade para assumir responsabilidades. Do Bloco não. E recebeu do seu eleitorado um cartão vermelho que tem de ser compreendido pela direcção do partido muito para lá da pressão do voto útil, que, como disse, não é nova. O que é novo é uma queda destas dimensões.
Temo que haja um equívoco em relação à natureza do eleitorado do Bloco. Não é, ao contrário do que pensam alguns que sonham todas as eleições com o seu desaparecimento, um voto meramente de protesto. Mas também não é (e ainda bem) um voto obediente que aceita tudo o que partido faça. É um voto exigente e crítico. E quando o partido dá sinais que o eleitorado ou não compreende ou até compreende bem demais este mostra o seu incómodo ou irritação. E mostra-o nas urnas.
Ao contrário do que pensam alguns camaradas meus, o eleitorado do Bloco não é sectário nem exige que o BE se mantenha puro e virgem. Quer ver o partido a assumir responsabilidades e a mostrar o que vale. Não acha impensável que o Bloco se oponha ao PS no parlamento nacional e consiga fazer entendimentos a nível local (como o PCP já fez em Lisboa). Distingue as duas dimensões. E não lhe basta que o Bloco se apresente a votos para lhe entregar o seu.
Espero que o Bloco olhe para os resultados de Lisboa para lá a superficialidade do voto útil. Que perceba que esse apelo só foi muito mais eficaz desta vez porque o eleitorado não conseguiu perceber a estratégia do Bloco. Fui falando com muitas pessoas, daquelas que votam sempre no Bloco, e foi isso que fui ouvindo: perante a pressão do voto útil precisavam de compreender o que queria o Bloco fazer com o seu voto em Lisboa. E não percebiam. E entre essa incompreensão e a “utilidade” do voto em Costa escolheram a segunda. Não é nada difícil de compreender. Mas as implicações políticas da compreensão do dilema que estes eleitores viveram não são pequenas. Não, o eleitor do Bloco não é um feroz anti-PS que não perdoa o mínimo desvio. É outra coisa que exige muito mais cuidados nos caminhos que se escolhem. É bem mais exigente do que isso.
A minha posição sobre Lisboa (que está, como é evidente, ligada a posições mais gerais) não é novidade nem dentro nem fora do partido. Nem sempre foi recebida internamente com a naturalidade que esperava de um partido plural, mas nunca a escondi. Mas mantive-me, disso ninguém duvida, leal à minha militância. Porque em tempo de guerra não se limpam armas. Aceito quando as minhas posições são minoritárias e não abandono as minhas obrigações de lealdade e solidariedade quando elas são, como foi o caso, democraticamente derrotadas. Assim fiz nestas eleições. Acontece que, como se vê neste resultado, elas estavam longe de ser descabidas e são coincidentes com o sentimento de muitos eleitores do Bloco.
Agora, passado este ciclo eleitoral, o Bloco tem de reflectir. Reflectir sobre o que querem os homens e mulheres que têm feito crescer o BE. O que espera o eleitorado do partido onde habitualmente vota. Se quer um partido apenas de contra-poder ou espera que se assumam responsabilidades. Se aceita estratégias que apenas têm a afirmação do partido como meta ou se deseja que a energia que o Bloco acrescentou à política portuguesa e à esquerda tenha efeitos práticos na vida concreta das pessoas. A começar pelo poder local, onde o BE pode provar que sabe fazer as coisas de forma diferente.
O Bloco está em boas condições para fazer este debate. Teve um bom resultado nas legislativas e tem tempo. Seria uma enorme irresponsabilidade enfiar a cabeça na areia e não compreender o sinais que foram enviados ao partido em Lisboa e que, quero aqui fazer justiça, nada têm a ver com a qualidade do dirigente que deu a cara pela candidatura. Como militante desde o dia zero é isso, e não apenas análises conjunturais, que espero do meu partido. Sem tabus nem estigmatizações ideológicas, com abertura e pluralismo, era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto.
157 comentários 12 Out 09 em Sem categoria157 respostas ao post “Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto”
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Derrota estrondosa para o BE. Legislativas e autárquicas.
Santana perde em Lx. Normal, para um “dead man walking” político.
Rio vence no Porto, para mal dos nossos pecados.
Macário vence em Faro, surpresa.
PSD a precisar urgentemente de sangue novo para os próximos 10 anos, a nível de liderança. Mas eu acredito.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 12th, 2009 at 6:42
HDP, considerar a duplicação de deputados, o aumento em 50% em votos e a passagem para meio milhão de votos e a maior subdida de todos os partidos (nas legislativas) uma estrondosa derrota retira-lhe toda a credibilidade para o que diga sobre qualquer resultado eleitoral. É o mal do sectarismo. Torna as pessoas pouco sérias.
A fotografia que ilustra a sua análise fala por si.
Uma bandeira azul e outra verde escondendo a cor que é a sua e a do partido, a vermelha.
O BE viveu e vive de causas irrelevantes, marginais a fracturantes apoiado numas franjas do eleitorado que as tomam como dogmas.
E de repente sem saberem porquê meio milhão de eleitores parece que aderem a toda esta balela mais a misturada ideológica do século dezanove que O Grande Líder queria impor apoiado nos jornais e televisões que funcionam como tambores
E cresceram como a rã.
Chegaram às autárquicas e não tem massa crítica, não tem gente, O Outro não se pode clonar, uma tragédia.
Como bem diz o senhor “Num poder local dominado pelas redes de influências isso é absolutamente normal. E essa progressão será naturalmente lenta..
Pois é, uma pescadinha de rabo na boca.
Deixe-me dar-lhe mais um prognóstico.
No novo parlamento a irrelevância do BE vai surgir como se fora azeite na água e as próximas legislativas vão reconduzir o BE a toda a sua “pureza”.
E quando assim for até eu vou ter simpatia pelos resistentes.
Ámen.
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O BE é uma manta de retalhos em que se inserem muitas ideias/ideologias que não alinham pela tradição. Daí terem muitos jovens entre os seus apoiantes. A amálgama é tal, que já conheci individuos que tanto veneram uma suástica como o BE. A nível nacional vota-se no BE não só pelo protesto, mas também pelo mediatismo do líder e de um estrito grupo. Foi assim antes em Lisboa, votando muita gente em Sá Fernandes e não no partido. Não há uma derrota do BE agora, no sentido em que esta votação foi a normal. Estranho foi o resultado com o Sá Fernandes. O que mostra muito da razão dos líderes serem populistas pois votou-se numa talking head e não num partido/programa.
Se o BE quer ser futuro, vai agora ter de o demonstrar, assumindo visibilidade com os poucos mandatos que tem e não tendo vergonha de assumir alianças contra-natura em favor dos cidadãos. Um bom exemplo disso será a eternamente esquecida câmara de Braga (mal se deu por ela na noite eleitoral) em que só a união PSD/CDU/BE poderá ajudar a população numa cidade em que o PS perdeu e só ganha a câmara pelos votos das freguesias rurais e dos chouriços!!
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Daniel,
Escrevo-te de um concelho onde duplicámos os votos em relação a 2005.
Escrevo-te para te dizer que tens razão, “era bom que trocássemos algumas ideias sobre o assunto”.
Pedro Mendonça
Cartaxo
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Análise livre e dasapaixonada mas muito longe da realidade. O bloco tem só 10 anos mas os papás têm de 30. O que é que andaram a fazer até agora? Se têm ainda muito a aprender onde é que irã aprender? Na Universidade Sénior? É que os rapazinhos da udp, do pcp(r) do pcp (ml), etc… já têm todos mais que 50.
Esta do voto útil também é boa! “Claro que o voto útil contou”. Quer então dizer-nos que tabém acredita que o voto no be é inútil? Não esperava isso de si!
Voto no be: exactamente ao contrário do que diz. Quem vota no be são os cegamente obedientes ao sr. Louçã e os que protestam por alguma razão. Quando os protestos se esgotam (e esgotaram-se nas eleições europeias e legislativas) ficam só os seguidores do chefe e que são os tais 3%.
Acho muito bem que solicite discução interna. Se esta algum dia começar, vai ter muitas surpresas.
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“É um voto exigente e crítico. E quando o partido dá sinais que o eleitorado ou não compreende ou até compreende bem demais o eleitorado mostra o seu incómodo ou irritação. E mostra nas urnas.”
Apoiado. Eu ja votei no BE. Não deixei de votar por ter deixado de aderir aos seus valores – pugnar por uma politica social realista, de esquerda, exequivel numa democracia participativa e num contexto europeu – mas por entender que as posições assumidas, nomeadamente nas ultimas legislativas privilegiaram mais uma vez o adiamento dos problemas e enalteceram as piores tendências do seu eleitorado, ou seja a propensão para preferir estar a brincar às barricadas, pelo menos enquanto isto permanece claramente um filme.
Quando o BE mudar, voltarei provavelmente a ele, porque de facto penso que o realismo socratico pende para o imobilismo e que existem sectores decisivos onde é possivel (e mesmo imperativo) avançar : educação, justiça, saude.
Mas avançar não é so avançar na fila para ir ver o ultimo filme do Ken Loach…
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O que achas de outro tipo de coligações, nomeadamente com a CDU?
Não fiz ainda as continhas mas de cabeça vejo 5 concelhos que não seriam PS caso se entendessem com a CDU (claro que a CDU também teria de querer).
Não achas que uma autarquia CDU + BE seria bem melhor que uma autarquia PS?
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certos comentadores podiam clonar esta análise de DO ao “terceiro partido nacional” da legislativas
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1. HDP
Como se diz aqui no Alentejo: ” você tá cego e nã vê a vereda”
O Daniel Oliveira tem razão.
O Bloco tem que reflectir se quer ser adulto ou continuar a ser adolescente.
Estou á vontade para falar porque dei a cara pelo Bloco como independente, nas autárquicas na minha terra.
Se quiser ser ADOLESCENTE, vai perder certamente muita da credibilidade que lhe foi dada pelo país nas últimas Legislativas e Europeias.
Este Bloco adolescente é demasiado permissivo e inconsequente. Não é levado a sério e não tem credibilidade. È muito “amador” e “puro” na abordagem política: não planeia, não tem estratégia e não tem acutilância.
É demasiado exposto ao exterior e muito mal preparado para a acção politica.
Nas cidades, vilas e Aldeias, este Bloco, sinto dizer, É INÚTIL.
È demasiado Anti PS mas tem medo de ocupar espaço ao PCP.
SÓ A ESPAÇOS os descontentes EM ÂMBITO NACIONAL – especialmente em tempos de crise – vão votar neste Bloco de Esquerda.
Se quiser ser ADULTO – é este o meu Bloco de Esquerda – terá que ser inteligente e criar estratégias, locais e nacionais.
Não pode ser ingénuo nem estar á mercê do PCP ou outros. Não pode ter medo do PCP!
Tem que criar cumplicidades saudáveis de maneira que as estratégias – refiro-me especialmente ás locais – permaneçam das portas para dentro e nunca o contrário.
Não pode ter medo de ser poder. Para isso, tem que dar soluções práticas. A Nacionalização da BANCA e dos SEGUROS foi chão que deu uvas nos anos 70!
Tem que se especializar fortemente nos temas actuais e ser convincente na transmissão das ideias.
Tem que ser seguro nos actos.
NUNCA PODERÁ ser Anti PS. Tem que se assumir como alternativa ao PS: analisando os “podres” deles e agindo em conformidade.
O Bloco tem que abrir as portas á Social-democracia que defende a Ética na Politica e que não tenha medo de combater a corrupção, o compadrio e o tráfico de influências.
O BE como partido “puro” que ainda não foi poder, pode perfeitamente assumir as bandeiras que quiser…
Já agora…sou da opinião que este orçamento de estado devia passar na assembleia da república deste que a LEI ANTI CORRUPÇÃO fosse a provada. SEGURAMENTE que o Bloco relançaria o debate nacional e credibilizaria o partido. Passando esta bola ao PS, o país irá tirar as devidas conclusões.
O Combate á Corrupção tem sido uma bandeira do BE e deve continuar a sê-lo.
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pugnar por uma politica social realista, de esquerda, exequivel numa democracia participativa e num contexto europeu
Está aqui um dos maiores problemas do BE.
Um chavão, uma grande frase, espremida dá nada.
É disto que vivem, teoria (aliás mais que datada) mas quando perguntados se arriscam uma solução, ela é sempre a mesma, mais despesa pública.
Aposto que Boaventura Sousa Santos já escreveu duzentas frases muito parecidas com esta.
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O BE agora é sempre a cair….
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Estes resultados têm de nos fazer pensar se as estratégias escolhidas para este ciclo de eleições são adequadas ao cariz político do BE.
O BE foi criado para representar uma franja da sociedade portuguesa que aposta no socialismo democrático, não-dogmático, e no aprofundamento de uma ideia de Europa baseada em valores de solidariedade, e não puramente economicista. Neste quadro, desde o primeiro momento fui eleitor e continuo a sê-lo.
Sejamos claros. O avanço do socialismo só é apelativo para uma parte dos eleitores, já que a maioria do universo dos eleitores portugueses pouco se preocupa com estas ideias. Por isso, o combate eleitoral do BE tem de ter as duas vertentes – chamar ao BE as pessoas que se identificam connosco, mas também alargar esta base de identificação. Penso que a primeira destas vertentes está concluída, mas na outra há ainda muito que fazer. E por isso parece-me que a estratégia eleitoral seguida pelo BE nas últimas 3 semanas foi má.
Na última semana antes das legislativas e em toda a campanha autárquica, parece que nos tornámos num movimentos contra as maiorias absolutas. Esqueceram-se os programas e as ideias e foi só falar contra as maiorias absolutas – de Sócrates, de Rio, de Costa, e até aqui em Braga, contra Mesquita Machado.
Este discurso, além de muito pobre para um partido forte ideologicamente como o nosso, não foi eficaz – o que não é surpresa. Afinal, para tirar a maioria ao PS em Braga, por exemplo, havia 4 partidos/coligações – porquê é que haveriam os indecisos de votar no BE com tanto para escolher?
Se nas Legislativas o nosso crescimento ainda foi significativo porque havia trabalho feito para trás e a campanha não alterou muito os dados, nas autárquicas o resultado é esse – falhamos em Lisboa, no Porto e em Braga.
Mas as eleições acabaram e é preciso pensar que tipo de papel pretende o BE desempenhar nesta legislatura. Eu não me revejo neste discurso “do contra”. Espero que os meus companheiros também não.
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Esta posta faz-me lembrar um frase sobre os americanos que diz mais ou menos assim:
“America is the land of freedom and where everybody is wise enough not to use it”
(mais coisa, menos coisa)
No BE não há centralismo democrático, mas o teu comportamento foi tal e qual de… centralismo democrático.
E obviamente tirarás dividendos internos disso, e percebe-se: A JAD que fez uso efectivo da liberdade “no papel” acabou posta na borda.
Do ponto de vista pragmático percebe-se. Do ponto de vista de princípios, tudo na mesma na esquerda comunista: centralismo democrático e cadeia de transmissão.
Aliás, se não há REALMENTE centralismo democrático, por que é que o BE tem exactamente o mesmo comportamento em TODAS as câmaras. É, no mínimo estranho, que, numa organizacão descentralizada o comportamento seja igual em todo o lado.
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Já Agora…
Espero bem que o Chico Louçã, etc leiam este blog com assiduidade.
Fazemos Fé que o Daniel Oliveira possa de alguma forma ser veículo de transmissão das ideias dos simpatizantes anónimos ou de apoiantes independentes como eu.
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era bom que se deixassem de reformismos contra natura, tentando concertar o capitalismo,, de pseudo autonomias sociais veiculadas por teorias urbanas indecifráveis e, melhor seria se repensassem a vossa posição e se integrassem na Coligação Democrática Unitária, tentando trazê-la a um debate interno cujas conclusões trariam a todo o povo a percepção que seria uma ideia de Esquerda genuina a que seria perseguida.
Mas, o que o Daniel quer mesmo, confesse lá, é ser um parceiro de coligação com o PS, (só numa próxima direcção mais macaqueada de progressista alegre) porque o PSD já tem a coligação dele com o tabarin das feiras. Lógico. Quer o mesmo que eles, mas dando a ilusão de ser de sinal contrário. Dejá vu.
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E o mesmo se aplica, diga-se, aos deputados na assembleia: Se não há centralismo democrático, porque é que votam todos da mesma maneira?
Não seria natural que votassem com a própria consciência? Ou a representar as (reconhecidamente reais – isto é um elogio) tendências dentro do Bloco?
Old habits die hard.
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Com amigos (e militantes…) como o Daniel, o BE não precisa de inimigos.
Deve ter votado Costa, evidentemente.
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 12th, 2009 at 11:52
Teresa Santos, não sei se é simpatizante do Bloco, mas não é dessa forma que fazemos debates no Bloco. É mesmo a pior forma dos começar.
8 POKE 12 Out 2009 às 9:32
Boa pergunta POKE.
Daniel, porque tanta antipatia e falta de entendimento dos 2 unicos grandes partidos de esquerda deste pais ? Consegue-me explicar o porque ?
Bom resto de dia a todos.
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O BE está a sofrer o estertor dos PPR do Lousã e das acções da Ana Drago e restante pessoal. – A esmagadora maioria de quem vota no BE fá-lo (e hei-de repeti-lo um milhão de vezes se necessário) pelo retorno em endorfinas que obtém no momento em que concorda, ou postula, a cartilha moralmente superior. A natureza, e a evolução, fez-nos assim, sendo que alguns são mais sensíveis que outros a essa droga endógena (endorfina).
Para muito mais gente do que aquilo que por exemplo o DO concede este fenómeno de frei alguma coisa do faz o que eu digo e não o que eu faço é devastador. É a partir daquele momento (dos PPR e acções) que os que concordam, e votam, deixam de obter retorno. Dito de outra forma, não se consegue um shot de dopamina ao concordar com um bando de hipócritas! – esta realidade lixou , ou está a lixar por agora o BE.
O “efeito Sá Fernandes” também não ajuda: Um contestatário BE que no momento em que alguém diz “ai é? então faz lá tu” se comporta como o mais alambazado “centrão” tambem não ajuda a obviar o “efeito hipocrisia da esquerda”.
Do ponto de vista do BE, tem que voltar ao “drawing board”:
Abandonar em parte o discurso mais pragmático que o Lousã adoptou nos últimos meses, abandonar o discurso mais realista de quem acreditou que ia passar a barreira dos 15% nas legislativas para retornar o discurso demagógico puro, o discurso padreco, a verboreia descarada e moralmente superior, porque quem papa essa conversa (quem vota no BE) está desesperado pela próxima dose de dopamina. Disso, não tenham a menor dúvida!
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O que o eleitorado percebeu, e bem, é que a estratégia do Bloco era suicida e preparava-se para entregar a Câmara direitinha nas mãos de Santana Lopes – era o que teria acontecido caso o BE roubasse a maioria absoluta a António Costa.
O eleitorado do bloco escolheu o voto útil e em bom tempo o fez.- O resto são dramas de geometrias de poder partidárias.
gosto de acordar numa cidade (ou perto dela) onde a cara de Santana foi varrida de vez. e se foi graças ao voto útil, que seja!
que se lixem as “conquistas” bloquistas.
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Daniel,
O Bloco tem o mérito da denúncia e de uma mensagem apelativa que serve para denunciar os desmandos “deles” na AR, suportada numa boa máquina propagandística e na superioridade de não ter as mãos sujas no poder. O Bloco usa a táctica da lama e do ventilador, e enquanto não tiver poder resulta.
Quando chega à hora de confiar no Bloco (partido de elite de profs universitários de humanidades, chefiado por um que é prof de um curso “assim, assim”) não encontra ninguém confiável por parte das populações. Se nem para formar pessoas com saída no mercado de trabalho aquela malta serve, o que será gerir o que quer que seja?
Ou seja – a malta vota no BE para fazer barulho, mas para nem para uma junta de freguesia se confia no partido.
Quanto a Lisboa – o Zé já tem o seu prato de lentilhas
Por último o Bloco é essencialmente Louçã, e o diácono não pode ir a todas.
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Sou simpatizante do Bloco e parecia-me ser a última esperança que restava a quem é de esquerda, uma vez que o PS de Sócrates atraiçuou uma grande parte dos portugueses que acreditam na social democracia. No entanto, se continuar a constatar que votar no Bloco não serve para nada tenho de rever a minha posição.
O Bloco não pode ser um partido do voto de protesto, mas um partido útil, de modo a que quem nele vota sinta que com o seu voto contribuíu para modificar políticas (sobretudo as de direita) e ajudar a virar os governos para o lado das políticas sociais, para a defesa do SNS, para pensões dignas e trabalho com direitos.
Se o Bloco não conseguir isto não serve para nada e é mais um à mesa do orçamento.
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Daniel,
O debate de ideias no interior do Bloco é quase que impossível. Tu ainda vais acabar por ser expulso.
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Para este resultado do BE muitos factores, terão certamente concorrido, mas há um que me parece ter sido determinante, o BE começa a revelar alguma falta de humildade, que é essencial quando se pede os votos dos portugueses.
António Costa cometeu o mesmo erro e ia perdendo as eleições.
Por outro lado, o BE não tem um projecto autárquico, a sua visão é nacional, não se entranha na vida das comunidades, por isso se estranha;).
Há ainda que considerar a questão dos candidatos, que, fruto da pouca idade do BE, são pessoas pouco conhecidas nos circulos onde concorrem, o que exigirá deles mais trabalho no período entre as campanhas.
As alianças são também um modo de lhes dar endurance e projecção local.
Enfim, as crises de crescimento são necessárias, mas, evidentemente, doem.
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O povo,3 semanas depois,não votou no Bloco.
O resto…é treta.
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Revolução operária-camponesa já.
O resto, que aqui escreveram são balelas.
Fogo nos reformista. Abaixo a CDU
Viva a aliança operario-camponesa.
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Pummmmm… Pffffffffffff….
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Concordo em absoluto daniel, ja tendo votado no bloco e conhecendo varios militantes do mesmo, notava ( e eu proprio sentia) uma grande irritação e desilusão pela forma como o partido se tem portado desde as europeias.
Estava power mad e, arrogante, tal vitoria despertou o que de pior o bloco ainda tem e isso afastou os eleitores, junto com mais umas incongruencias do seu lider.
A verdade é esta é qualqquer pais da UE; ninguem quer viver numa uniao sovietica, ou juguslavia ou chile, ninguem quer experimentalismos de esquerda ou direita, as pessos anseiam isso sim, por um partido que seja capaz de assumir como poder (pq existir somente com a finalidade de protesto é ridiculo) que seja capaz de compromisso( porque a politica é isso mesmo) e que diminua as desigualdades sociais, que combata a corrupçao e crie riqueza e mais importante, que tenha um papel importante na mudança de mentalidades, pois ai tambem o estado tem um papel fulcral, para que desse modo o nosso pensamento que volte mais para o pensamento geral europeu, porque sem este, tuo o resto vai ser impossivel de atingir com o pensamento “tuga” vigente.
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O aproveitamento político que Sócrates esteve a tentar fazer dos resultados do António Costa em Lisboa é escandaloso… De qualquer das formas, acho que não colhe, precisamente porque – como diz o Daniel – as pessoas sabem distinguir os dois planos.
De qualquer forma, se a esquerda tivesse ido junta às eleições, hoje talvez tivessemos 2 vereadores do BE em vez de zero, o Sócrates sem qualquer espaço para aparecer na fotografia, e um executivo na Capital que dava muito mais confiança ao povo de esquerda e que seria mais reivindicativo e vigilante face ao poder central. Assim foi só perder e beneficiar o Partido Socialista… em nome de quê?
Era bom que trocassemos umas ideias sobre o assunto, nomeadamente se não está na hora de nas freguesias, começar a pôr a mão na massa.
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Penso que o fenómeno de identificação do BE com a figura do seu líder ou coordenador, Francisco Louçã, acaba por ser uma faca de dois gumes.
O Bloco consegue capitalizar em votos o mediatismo de Francisco Louçã, no que toca às eleições nacionais. Mas depois é como se não existisse vida para além de Louçã, o que tem resultados perniciosos em matéria de autárquicas.
Talvez seja um retrato severo, porque o Bloco tem gente muito válida e capaz: vi alguns dos debates autárquicos e gostei dos candidatos à Câmara de Braga ou de Almada, para dar dois exemplos. O João Teixeira Lopes daria com certeza um bom autarca, lamento que não tenha sido eleito vereador. E, por fim, o Luís Fazenda, que é excelente deputado, acabou por ser lançado às feras nestas autárquicas lisboetas, pois tinha a missão de resgatar a credibilidade do BE, depois da ruptura com Sá Fernandes. Depois da ruptura com Sá Fernandes, o BE apareceu aos olhos de muitos eleitores como um partido imaturo, incapaz de lidar com o exercício do poder ou de assumir responsabilidades governativas, ou ainda como padecendo dos males do sectarismo. Era por isso muito ingrata a tarefa de Luís Fazenda.
P.S. Fiquei triste com o resultado do BE em Setúbal, muito aquém das expectativas. Penso que a concelhia daqui tem de fazer uma reflexão séria. Porque o BE teve nas legislativas um excelente resultado, mais de 16% de votos. Porque noutros concelhos do Distrito de Setúbal onda a posição do PCP é bem mais sólida, o BE até conseguiu eleger vereadores; casos de Almada, Seixal e Moita.
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Concordo com a sua reflecção,mas o BE não foi o único partido a seguir uma estratégia errada no que se refere a Lisboa,a CDU fez o mesmo,só não perderam mais votos porque o candidato eleito é uma pessoa muito conhecida e respeitada e já deu provas no desempenho do cargo autarquico.No entanto como os votos são dos eleitores e muitos ainda não se esqueceram das várias trapalhadas de Santana Lopes,o voto útil foi a sua opção.Agora a estratégia seguida pelas direcções partidárias do BE e da CDU foi uma estratégia suicidária que podia ter dado a Camara a S.Lopes.Se não quiserem ler os sinais dos eleitores,fazendo a autocritica que se impoe,vão perdendo votos de eleição para eleição.
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No balanço nacional as coisas no fundamental mantém-se:
O PSD com mais câmaras e mais freguesias. E entre os dois o PS teve mais 20 câmaras e o PSD menos 20 câmaras.
E a CDU reafirmou ser uma grande força política nacional e a grande força de esquerda no poder local.
Na CDU foi triste a perda de Aljustrel, Beja e Marinha Grande mas soube muito bem recuperar Alpiarça, Crato e Alvito. Estivémos quase a ganhar Évora, (Mértola (48%) e Cuba (46%), mantivémos uma notável resistência nos grandes centros urbanos – Sintra, Oeiras, Lisboa e Porto. Foram muito gostosas as vitórias em Almada, Sesimbra e Setúbal.
No geral subimos nuns lados, baixámos noutros , aguentámos nos centros urbanos importantes e confirmámos sem margem de dúvida que somos a grande força de esquerda no poder local e uma grande força política nacional.
E espero que depois desta re-afirmação brilhante da força da CDU a nível nacional e no poder local acabem com o fado velho de mais de 20 anos de muitos coveiros frustados.
A CDU está viva e bem viva, mostrou que está para ficar e para ficar com os mais de 600.000 eleitores que confiaram na CDU para gerir as suas autarquias locais.
E que socialistas e sociais-democratas se deixem agora de farsas pois já não têm desculpas para a gestão de Lisboa e do Porto.
Denunciei aqui a campanha de assustamento que Costa andou a fazer em Lisboa com o fito de obter a maioria absoluta. Calculo que muitos que nele votaram para a Câmara e que votaram na CDU nas freguesias repararam agora que afinal o Ruben e a CDU falaram verdade e que sentem que nada ganharam com a maioria absoluta que o PS obteve.
A CDU é a força indispensável para a defesa dos serviços públicos, do bem público que é a água – e que mais de 40 municípios do PS e do PSD já privatizaram, tornando-a mais cara -, e dos interesses das populações. É a força que faz falta para fiscalizar a actividade autárquica.
É tempo de acabar com o fado da bipolarização hegemónica. A CDU é a grande força de esquerda do poder local e é-o pelo grande valor do seu trabalho autárquicos e pela honestidade, competência e isenção dos seus eleitos. E o que alcançámos foi a pulso, sem colo nem cavalitas.
Vale a pena apostar na CDU. Vale a pena apoiar a CDU!
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Além de concordar com o que o Daniel Oliveira acima escreveu creio que ele fez aqui uma excelente análise, a começar pela sobriedade e contenção do que escreveu, na linha, aliás, da que ele fez verbalmente ontem na SIC Notícias, quando quase “estragou” o conjunto de “bocas soltas” que conferem a tradicional (má) qualidade ao programa.
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Eu não estou certa de que o eleitorado do Bloco de Esquerda aceite entendimentos a nível local do Bloco com o PS. Pela percepção que tenho, acho que é este justamente o factor que pesa para a descredibilização da política junto do eleitorado. Falta coerência nos partidos e a consequência directa que isto tem é o divórcio das pessoas com os políticos. Daí as sucessivas taxas de abstenção nos actos eleitorais. Em relação ao Bloco temos o caso «Sá Fernandes», que acredito teve a sua influência nos resultados de ontem. Há outro caso que eu acho que vai ter as suas consequências: «Helena Roseta». Vai passar-se o mesmo em relação ao movimento «Cidadãos por Lisboa». Este eleitorado, julgo eu, não vai compreender a «aliança» com o PS. É que não se pode criticar hoje e amanhã fazer alianças em prol do voto útil. O movimento CPL vai perder por causa disto. Em suma, são atitudes como esta que põem em causa a credibilidade dos políticos. Daí eu achar que são casos como estes que fazem as fugas dos votos para outras forças. Acredito que o eleitorado preza a coerência acima de tudo e não entendimentos, mesmo que a nível local, com forças que no dia anterior se criticaram.
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O BE vai ter de decidir se quer ser um partido de “princípios inegociáveis” ou um partido de compromisso e negociacão.
Se tem uma visão religiosa de purismo ideológico ou se quer contribuir para um Portugal menos à direita em questões do dia-a-dia.
Desejo-te, Daniel, a melhor das sortes.
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Fado Alexandrino,
Tem razão, politica social exequivel é um contra-senso. A bem dizer, é um atraso de vida que esse tipo de proposta possa ser feita ao eleitorado, uma forma de mentira incompativel com o imperativo de eficacia que deveria reger a administração da coisa publica…
Alias, eleições para quê ? Não chega a liberdade de ser do sporting ou do benfica ? O resto devia ser entregue aos bons cuidados do Fado Alexandrino. Dessa forma, estavamos hoje mais ricos que os suiços e mais satisfeitos que os americanos no fim dos mandatos do W…
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“Que o Bloco, com apenas 10 anos, tem dificuldades de implantação autárquica não deve espantar ninguém.”
Esta foi a grande mentira da noite eleitoral e continua a render. Porque os partidos (e as personalidades) que deram origem ao bloco concorrem ao poder local desde as suas primeiras eleições. Pelo que as dificuldades de implantação não são de há 10 anos, são desde sempre. Era melhor o DO enfrentar a realidade de caras em vez de continuar a alimentar desculpas.
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Penso que muito do futuro do BE dependerá do que souber fazer com os votos que teve nas legislativas. E isso não andará muito longe das idéias que o Daniel Oliveira aponta neste post acerca das autárquicas.
Se não houver espaço, no interior do BE, para pessoas como o DO, dizerem o que pensam, então podem “arrumar as botas”.
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Nem tudo foi mau para o BE, nestas autárquicas. Eu fiquei muito contente com a vitória do BE em Salvaterra de Magos. Em primeiro lugar, porque não vivo lá, e em segundo, porque me tornei, recentemente, um fervoroso adepto de Rodeos.
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Do resultado do Bloco de Esquerda:
166.741 votos, isto é, 3,02% para as câmaras municipais. Concorreu a 133, ganhou 1. Cuja presidente já o era, quando aderiu ao Bloco de Esquerda.
Lembram-se dos 16-18% nas sondagens? ─ Foi há um mês!
Lembram-se dos quase 10%, quase 600 mil votos? ─ Foi há quinze dias!
E vão lembrar-se destes 3,02%, e 166.741 votos? ─ Foi ontem.
O PRD demorou dois anos a desinchar. O Bloco está a bater todos os recordes mundiais de rapidez de desinchamento.
Que tudo começou no debate Sócrates-Louçã. Foi há cinco semanas.
Melhor é impossível.
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Embora seja indiscutível o talento intelectual dos dirigentes de topo do BE, a maioria dos votantes são miúdos da geração sms que entendem o bloco como o partido galhofeiro. Mas o grande problema é que estas crianças apresentam listas às autárquicas e o partido, embevecido (ou por não ter opção), aceita e apoia candidaturas de gente sem pingo de juízo.
A grande questão que o BE tem de resolver é deixar de ver os seus apoiantes como filhos pródigos e imediatamente fazer uma “diálise”, que é como quem diz, separar o trigo do joio antes que caia em total descrédito.
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Daniel, pela maior parte dos comentários anteriores está visto que este não é o local onde esses assuntos possam ser debatidos. Está tudo mais preocupado em “malhar” do que encontrar razões.
Tenho algumas opiniões sobre a questão que gostava de debater, começando até por discordar de si na abordagem destes resultados: para além de particularidades próprias e evidentes que admito, não penso que a análise a Lisboa sirva para extrapolar os resultados do Bloco a nível nacional. Porque, se houve razões de voto útil em Lisboa e incompreensão da mensagem do candidato, isso não foi só em Lisboa. O Bloco caíu em (muitos) concelhos e freguesias de 3ª força política (muito à frente de CDU e CDS), para 4ª ou 5ª força. E isto os resultados de Lisboa não podem explicar.
Mas como digo no início, não me parece ser este o local mais proveitoso para se poder fazer uma análise mais séria e ponderada sobre o assunto.
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42 comadevidavenia
CometeUmErroCrasso: Faltam 4 anos para mais legislativas, autarquicas e europeias.
Há presidenciais pelo meio.
Entretanto há o trabalho de 16 deputados e uma bela mão cheia de autarcas.
PRD nasce por Embirração.
BE nasce por Convicção.
Os Embirrantes acabam por sofrer de stress.
Os Convictos sobrevivem, regenerando por natureza.
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Concordo inteiramente com a sua análise porque faço parte do grupo que pode ou não votar BE e naturalmente não concordo com quem afirma que o BE já está acabado ou outras tolices do género e reafirmo o que já disse, noutras ocasiões, será da maior importância para o futuro do BE tudo o que vier a fazer, com o nosso voto, na Assembleia da República.
Faço parte do tal eleitorado volátil do Bloco, que quer que ele, deixe os “entretantos” e passe aos “finalmente” e dê mostras de querer realmente ajudar a resolver problemas.Para sobreviver e continuar a crescer, tente usar o velho ditado popular:”Mais vale torcer que quebrar”.
Tinha até caído muito bem, aos seus eleitores independentes (que são muitos) ter mostrado nestas eleições que em Lisboa, perante o perigo da união da direita, tivesse mostrado que conseguia ser flexível e fazer parte de uma união à esquerda quando isso se mostrava verdadeiramente necessário. Era um sacrifício útil e em vez de derrotado, teria acabado também por ser um vencedor. De uma coisa tenho a certeza, poderão contar nas próximas eleições com o meu voto mas isso dependerá unicamente do que fizerem na Assembleia da República, desta vez, só palavras não vão chegar.
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O BE não convence na política de proximidade, o BE não tem estrutura local logo nacional, para o BE ganhar algo nas autárquicas tem que nas estruturas locais pôr gente conhecida pela luta cívica, pela seriedade e pelo trabalho ou seja tem que renovar o seu staff mais conhecido pela luta fracturante demagoga.
O único que eu apostaria que ganhava para vereador era o Fazenda, pessoa onde reconheço craveira intelectual e tenho pena que não tenha sido eleito (não gostei das bocas do mr. Chamuça, a Democracia faz-se pela pluralidade) agora o do Porto , por amor á Santa, escuso-me de me alargar mas representa o pior do BE e o de Braga, um desconhecido, com aquele look ( que até assustava o Cónego Melo) de Trosky sem qualquer substância, viu-se na rtp-n, obviamente não ia a lado nenhum.
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DO,
È como diz o LAM, trocar ideias na base dos resultados de Lisboa, é á partida falsear a discussão.
Os Resultados do BE em Lisboa, sem serem bons, são muito melhores do que no país profundo.
Tenham em atenção que a crise de crescimento pode deitar tudo a perder e estruturar um partido na base de independentes precários não vão longe. Vi militantes do PSD a fazer campanha pelo BE, só porque no PSD não lhe deu o lugar nas listas que ele pretendia.
DO, é como já disse por ai, nas Europeias e Legislativas o BE obteve os resultados que todos sabemos porque cavalgou a luta dos Professores e explorou o amuo do Poeta Alegre enquanto deu.
Nas autárquicas, para alem de não dispor destas almofadas, o factor militante/simpatizante pesa muito.
Ser carteiro, mesmo sendo bom, aos olhos da puder local, é sempre pior, mesmo não sendo, que um mau Doutor seja do que for. O BE com a vontade de ir a todas arrebanha tudo o que se colocou a jeito. Sei do que falo.
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Ainda é cedo para fazer uma leitura desapaixonada dos resultados eleitorais.
Algo no entanto me chamou a atenção. Por todo o território nacional surgiram listas de independentes, em muitos casos com sucesso.
As pessoas, a nível local, deixaram de privilegiar as estruturas partidárias e organizaram-se em listas de cidadania para concorrer aos órgãos autárquicos. Não alinho na teoria da descredibilização dos partidos, antes julgo que mais do que descredibilizada, a resposta dos partidos tradicionais é inadequada.
Os eleitores já não se revêem em partidos estruturados para no Séc. XXI darem um retorno às solicitações na formatação do Séc. XX.
O mundo mudou, cada vez mais as maiorias se compõem de múltiplas minorias flutuantes, com grande mobilidade, mais reivindicativas, mais específicas nas suas exigências.
A nível nacional o Bloco encarna neste momento, pela sua composição genética enquanto agrupamento de causas e também pelo seu modelo organizativo, a resposta mais próxima do que será uma organização política nos tempos vindouros. Daí a sua afirmação.
No plano autárquico as coisas são distintas, os problemas são mais facilmente identificáveis e cortam transversalmente todas as faixas da população, as respostas em grande parte dos casos, não podem ser muito diferenciadas e, o que se exige, é uma resposta rápida, que, nos tempos que correm é uma condição base de eficácia. por outro lado as pessoas conhecem-se e votam nas capacidades dos candidatos, mais do que nas suas próprias opções partidárias…
Os partidos políticos, não conseguem pela sua própria natureza dar resposta adequada a este tipo de estímulos…
Que vai mudar é inevitável. Como?
É prematuro dizê-lo já que os cenários são múltiplos. é importante contudo que se discutam…
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Espero bem que este post do Daniel não seja lido pelos dirigentes bloquistas. É que, a ser levado a sério, poderia vir a ajudar o Bloco no futuro, coisa que manifestamente não desejo.
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Ah… e comparar o PRD com o BE é completamente absurdo.
O BE tem uma base militante formada. Uma base intelectual fortíssima. Está aí para ficar.
Com que dimensão e com que papel é que se está para ver.
Se o BE resolver tornar-se num partido para ajudar a resolver os problemas do dia-a-dia e não um partido de futuros perfeitos, terei todo o prazer em dar-lhe o meu voto (até porque votar no P”S” socrático não é coisa que dê grande prazer)
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Daniel, não são militante do BE nem nunca o fui. Mas como simpatizante do partido, pergunto-me se o BE poderia apoiar António Costa depois da posição que tomou acerca dos contentores de Alcântara. Eu acho que foi a posição correcta, pois mais vale perder votos do que perder a coerência. É que o Daniel só falou em estratégia eleitoral e não da estratégia programática, e é por aqui que as coligações começam!
De qualquer modo, não escondo que preferiria ver uma coligação de esquerda não só para a C.M de Lisboa mas como para muitas outras Câmaras.
Também acho que à semelhança do que acontece em muitos países, deveria haver uma 2ª volta nos municípios com mais de 100.000 eleitores para os candidatos que não otivessem 50% + 1 na 1ª volta. Não percebo como poderia acontecer que Santana Lopes vencesse, tendo 60% da cidade contra ele! O sistema eleitoral está pensado para órgãos colegiais e não para o sistema presidencialista que ocorre nas autarquias.
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“ Faço parte do tal eleitorado volátil do Bloco…”
isagt,
Já que estamos numa troca de ideias é capaz de desenvolver o que é ser volátil nestas coisas da politica???
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…eu bem quero trocar umas ideias, sobre isso e o resto (que o problema não são só as alianças, quanto a mim, é a táctica geral do 4-4-8 e a hierarquia decisória dentro do bloco…)… mas parece sempre que lisboa fica tão longe do porto…
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Além disso, é pouco correcto comparar o resultado do BE das autárquicas com as legislativas. Nas legislativas o BE concorreu em todos os concelhos, nestas autárquicas parece-me que o BE concorreu em MENOS de metade das autarquias. Isso é que é condenável… o facto de o BE não ter apresentado candidaturas em vários concelhos, incluindo concelhos urbanos!
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Caro Azevedo
Então o meu caro amigo não diz nada ?
Que derrota. “Jazus” meu amigo !!!
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Ainda no início da curta vida do Bloco, tive a oportunidade de enviar uma comunicação escrita á direcção do BE, em que além de tecer elogios à sua estratégia política, chamava a atenção para o facto de o BE, estar desfocalizado do interior do país e preocupar-se apenas com a urbe, principalmente Lisboa. Passado este tempo, parece que realmente o caminho não passou por essa constatação. A implementação de uma cultura de partido virado para o poder local não colheu frutos. Os resultados (apesar de não tão maus como querem fazer crer) estão à vista. Está na hora de o BE olhar para além de Lisboa (e Porto). O país profundo precisa do BE. Quanto tempo ainda teremos de esperar para ver um BE forte no país inteiro, e acima de tudo com vontade de o fazer ?
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Daniel tu és sempre muito engraçado a fazer as tuas analises…então o bloco é prejudicado em Lisboa porque não foi com o PS? O caso Sá Fernandes de quem tu foste um ferverosso adepto, não tem influencia nenhuma pois não?? Dizes que falaste com muita gente , que não percebia porque o Bloco não ia com o PS, então eu digo-te que falei com muita gente que disse que não ia votar Bloco porque se lembra de que o Zé Fazia Falta? Lembras-te? Foi essa estratégia que tu apioaste que fez com que o BE fosse prejudicado. A CDU não foi prejudicada por não ter ido com o PS? Porque será?? Apesar de ter sido apagada do debate tal como o BE, para fravorecer o voto entre Costa-Santana
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 12th, 2009 at 15:24
Marxista, assim, o eleitorado, zangado com a participação de Sá Fernandes no governo de Costa decidiu passar o seu voto do Bloco para Costa e Sá Fernandes. É essa a análise justa? Se fosse essa razão seria normal o voto do BE ter ido para a CDU. Não foi. A CDU não foi prejudicada? Já foi ver os resultados ou está apenas a inventar? Perdeu só 11 mil votos para o PS e 3,5% (o mesmo que o Bloco). Há alguns problemas em fazer análises baseadas mais nas convicções do que nos factos.
Caro,
a arrogância de dizer que o BE incomoda (por se ter tornado grande) dá nisto. Ok, claro que não dá. Longe de mim tirar ilações racionais do comportamento das pessoas dentro espaço-família que são as autarquias.
Mas, diga-se, acho bem que continuem como acharem que está bem. Em particular, gostaria de ver o BE a regressar ao “estou-me a cagar se gostam das minhas ideias, são as ideias que temos, não gosta não vote em nós”. É isso o mais importante, e não o subproduto populista que o BE se tem vindo a tornar.
Diria que por causa disso terão perdido alguns votantes, porque para iguais aos outros temos já os outros e eu, caro, tenho o nulo, o branco, a abstenção, o tinto, o verde e o “ide todos para aquele lugar bonito”.
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Precisamos de ter uma conversa mt s… Read Moreéria, sem dúvida! E se abordas algumas questões há que ir mais fundo à raíz. E o Bloco só existirá se souber sair do dilema Poder(enquanto muleta PS) – ou Contrapoder(Agit Prop puro); é q n são essas as duas saídas do bloco nem devemos pensar na nossa base social de apoio como apenas aqueles com imaginário de esquerda que oscilam entre o BE e o PS, é uma visão redutora, não científica da realidade social do país. O Bloco chegou a um limiar/Patamar e o que serviu para aqui chegar já não serve pá frente. È necessário eliminar pre-conceitos, e definir uma nova estratégia.
Bem hajas Daniel que já tens mandado umas pedradas no Charco.
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Daniel, gostei de o ver no eixo do mal, acho que tem muita razão em muitas coisas que disse na sua análise.
Deve haver, de facto, uma grande miopia em relação aos eleitores do bloco. Talvez por os políticos do bloco serem oriundos de partidos de forte e fiel militância pensem que o bloco tem também esta natureza. Em parte será verdade, pois o bloco terá um eleitorado fiel – o que votou nele nestas eleições autárquicas. Poucos. Todos os restantes votos que conseguiu nas legislativas não são votos de eleitores fieis, mas sim de eleitores que têm expectativas e que sofrem desilusões. E estes eleitores não têm muitos deles a «pureza ideológica» do partido: querem alternativas no exercício do poder, querem ver o bloco exercer esse poder muitas vezes de forma partilhada. Assim são as democracias.
Criou-se um optimismo patético entre as gentes do bloco, um rei na barriga que se insuflou enormemente nas últimas eleições e que rebentou as panças do Teixeira Lopes e do Fazenda. Agora algumas pessoas do bloco sacodem enojadas de cima de si alguns despojos dessas enormes barrigas, vão saindo da confusão e caindo finalmente na realidade.
Estas pessoas criaram em si a ideia que o céu era o limite, que o caminho era sempre para frente, com mais votos, com mais deputados, com mais presidentes de câmara, com mais vereadores, com mais vénias aos políticos do bloco tão bem-pensantes e importantes. Pois bem, a vida nem sempre é tendencialmente melhor. Os votos que se têm não são favas contadas. As eleições podem-se ganhar ou perder. Depois do enebriamento das legislativas virá agora a fase mais realista, dos pequeninos defeitos do partido que irritam todos os que a ele pertencem, das intermináveis discussões dos «puros» contra os «acomodados» ou «vendidos»», que o Daniel estará já habituado e, eventualmente, farto. Calculo como sejam as discussões pois conheço gente do seu partido.
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Quando se cresce à custa da ideologia, as coisas acontecem.
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Daniel,
Escusa de se perder em grandes exercicios teóricos: O bloco teve o resultado que merecia, isto a avaliar pelos debates que segui na RTPN, por favor nunca vi nada assim…. A maioria era de meter medo….. fraquinho muito fraquinho….
Resta a bancada parlamentar, que me parece ser bastante superior, para tentarem não se tornarem no velho PRD.
Boa sorte!
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Não basta dizer-se (de forma patética), por determinação dos marketeers do partido «estamos prontos para governar» ou «eu quero ser primeiro ministro» para mostrar ao eleitorado que o bloco é um partido de poder e não apenas de contrapoder. Na política e na democracia fazem-se concessões, negoceia-se, fazem-se alianças, exerce-se o poder e é-se julgado.
O bloco andou tempo demasiado a apregoar que era virgem, quando a virgindade, por um lado, é um valor que caiu em desuso, por outro lado, quando toda a gente acredita que o sexo é bom quando praticado com responsabilidade e, já agora, com prazer. A conversa moralizadora de pradeco já não cola da mesma maneira.
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A explicação não se prende apenas com o caso do Zé que fazia falta, prende-se com o factor que mencionei no fim do meu comentario. Da parte da comunicação social, houve um apagamento brutal das campanhas da CDU e do BE, o que consequentemente reforçou o voto util Costa-Santana, para além de contribuições de carvalho da silva ou saramago, pq vinha ai o papão de direita, logo vamos votar na MOTA ENGIL.
A CDU perde o mesmo que o Bloco em percentagem, mas quem vinha em crescimento era o Bloco, ao contrario da CDU, que teve as facadas do camarada saramago e carvalho da silva. Daniel o poder pelo poder, não é nada, ao longo da historia já existiram muitos danieis, com as suas estrategias que de politicas do seculo xxi e modernas não tem nada, são muito antigas…
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 12th, 2009 at 15:51
Marxista, eu também acho que o BE teve uma derrota maior que a CDU. A sua tese do Sá Fernandes é que não bate certo com a fuga de votos para Costa e Sá Fernandes. Suponho que já o percebeu.
Sinceramente, a derrota do BE em Lisboa é um pouco inesperada, pelo que se pode dizer algo estrondosa. E nestas eleições, para o BE, jogava-se muito mais em Lisboa do que no resto do país. Em Lisboa o BE esteve no poder, e viu-se o que vale o BE no poder – pouco. Tão pouco que assim que o seu “independente” teve que pensar pela sua cabeça e foi contra o partido, a coisa amargou e só faltou a Ana Drago a fazer birrinhas e a mandar as pastinhas ao ar como naquela lamentável cena frente a Maria de Lurdes Rodrigues no parlamento.
Quanto ao PS, a vitória em Lisboa é notável. Se Sócrates ler estes resultados com atenção, se o BE e a CDU lerem estes resultados com atenção, pode ter-se aberto aqui uma via bem mais larga para o país do que para Lisboa propriamente dita.
A ver vamos…
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Já que por aqui se fala do resultado de Braga, saiba-se da reacção da candidatura do Bloco:
Bloco de Braga convida eleitores de esquerda à reflexão
Analisados os resultados das eleições autárquicas no concelho de Braga, fica claro que uma razoável percentagem de eleitores que têm apoiado o Bloco de Esquerda optou por participar na escolha do presidente da Câmara, votando no PS ou na coligação de direita.
Face a estes dados, João Delgado reconhece a derrota da estratégia de campanha, ao não ter conseguido passar a mensagem “a esquerda vota na esquerda e elege um vereador”. Mas o cabeça de lista do Bloco à Câmara Municipal não deixa de convidar à reflexão todos esses eleitores de esquerda que “com o seu voto para escolher o presidente, contribuíram objectivamente para a continuação da maioria absoluta e prepotente de Mesquita Machado, bem como para a diminuição da influência política do Bloco de Esquerda nos órgãos autárquicos, com a perda de um eleito na Assembleia Municipal e dos eleitos em S. Vicente e S. Lázaro”, resultados que Delgado considera resultarem de um efeito negativo de contaminação do voto para a Câmara.
Para o Bloco de Esquerda, em Braga nestas eleições apenas foram atingidos os objectivos de eleição de um segundo elemento para a Assembleia de Freguesia de Maximinos, e da primeira eleição nas freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Tenões.
João Delgado considera que “é altura de o partido encetar uma profunda reflexão sobre as causas e consequências destes maus resultados e começar a preparar o futuro”, designadamente ampliando e sedimentando a presença nas freguesias e encontrando novos protagonistas para 2013, data em que necessariamente mudará o titular do poder na Praça do Município, por força da limitação de mandatos.
A candidatura do Bloco de Esquerda
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O Daniel tem todo o direito de ser um “purista”. Se todos tivessem sido como ele, ganhava o Santana.
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-Tá visto, o BE não é mais nem menos que o PRD dos nossos dias. É tudo uma questão de tempo. Não digo isto pelo resultado obtido por essa org politica nas autárquicas de ontem, não! Digo-o por aquilo que aqui li.
-Podem fazer as barragens que entenderem, mas um dia ninguém ade poder travar as águas, que por seu destino natural chegam sempre ao Mar
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 12th, 2009 at 18:12
Continue a sonhar, António Sousa.
11 Fado Alexandrino
Que é que dá espremido? Subsidio agrícola?
Ou a teoria da Direita, de que só baixando o salário se combate o deficit?
Baixando o salário de quem?
Afinal qual a politica da direita para combater o desemprego e aumentar a riqueza produzida?
Já explicaram isso convenientemente a alguém?
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Não me parece boa ideia comparar os resultados de perdas e ganhos com a CDU. Aliás essa comparação pode deturpar os resultados de uma análise.
A CDU tem beneficiado (e bem) no poder local do de candidatos que ganharam o seu protagonismo a nível nacional, muitas vezes via ass. da república, e não graças à intervenção nesses concelhos.
Com um grupo parlamentar mais numeroso , e proveniente de concelhos diversificados, o BE tem a partir de agora oportunidade potencial de dar protagonismo a outras figuras que, dessa maneira, se poderão mais tarde destacar numa lista de candidatos autárquicos. Porque, tirando uma ou outra excepção que por isso mesmo confirma a regra, ninguém conhece a cara e muito menos o nome dos candidatos a autarcas apresentados pelo BE.
É necessário, também por isto, haver um refresh nas figuras que aparecem a representar o BE e a falar em nome do BE.
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Bolota,
Relativamente à pergunta que faz ao isagt, deixe-me dar a minha resposta (eu faco parte do “eleitorado volátil” do PS, com simpatias pelo BE/PC).
1. Para mim a política não é como o futebol, nem como a religião. Nem sequer consigo conceber a ideia de ser fiel a um partido.
2. Sendo social-democrata/socialista-libertário, revejo-me no PS em teoria, mas como o PS está demasiado à direita na prática, não teria problemas nenhuns em votar num partido marxista de forma a puxar o PS para a esquerda.
3. Há muitas outras consideracões para além de ideologia: competência, capacidade de “fazer pontes”, contexto histórico, criatividade, inovacão, empatia, …
4. Não ando à procura de criar inimigos figurados. Posso achar o Sócrates cultural e moralmente de direita, mas não o vou diabolizar por isso. Aliás, engoli um elefante e votei no gajo.
Este “eleitor volátil”, entende que o mundo é um lugar complexo, nada é a “preto e branco”, que erros podem ser cometidos…
Aliás, tive na dúvida até ao último minuto (literalmente) para a assembleia municipal: O PC quase que teve o meu voto (O BE, precisava de uma licão, e nunca teria o meu voto em Lisboa. Se bem que se votasse no Porto – já tive o prazer de viver no Porto – teria votado BE).
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#35 A.Teixeira
Concordo com opinião sobre DO.
Do discurso de ontem do FL cito: “capacidade de convergência sobre acções práticas”
Os votantes irão estar muito atentos aos grupo parlamentar. Daqueles 16 vai depender muita coisa. Um prestar contas regular do trabalho ( e idem dos europeus seria interessante)
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Se tudo isto tem alguma logica, a única conclusão a tirar é que os cidadãos votam de forma totalmente diferente , quer se trate de eleições legislativas, ou de eleições autarquicas.
Nestas , o voto é totalmente personalizado, e por isso as candidaturas vão buscar votos a todos os partidos.
Essa é uma das razões porque se vêm candidatos do partido A , a concorrerem nas eleições seguintes pelo partido B, e mais tarde pelo partido C, e conseguem sempre os votos dos seus conterrâneos.
As eleições autarquicas, foram sempre um feudo de 3 partidos, PCP-PS-PSD , e é assim praticamente desde o 25 de Abril, para alem desses o único partido que ainda conseguiu alguma expressão autarquica , durante alguns anos foi o CDS, e já a perdeu, hoje não é mais, que um apendice, das candidaturas do PSD.
Como é que o BE poderá dar a volta a isto, uma boa pergunta para que não há resposta.
Um partido que já este ano obteve duas grandes vitórias, nas Europeias e nas Legislativas, um partido que já consegue o apoio de 560.000 eleitores, e chegando ás autarquicas consegue resultados bastante fracos, e comparando com as autarquicas de 2005 pouco sobe, com a agravante de perder o vereador em Lisboa , e a representação em algumas juntas da capital, com o peso politico que essas perdas comportam, tem de repensar a sua estratégia.
Incapacidade de encontrar os melhores cidadãos para disputarem estas batalhas locais?
Incapacidade de promover listas realmente unitárias?
Incapacidade de encontrar pontos de contacto com outras forças de esquerda, para a nivel local poder apresentar candidaturas de coligação?
Incapacidade de perceber que as batalhas autarquicas , são muitas vezes e só, batalhas locais, por objectivos locais, em que os grandes problemas da politica nacional , têm pouca influência?
Algumas dúvidas para que é dificil encontrar resposta.
______________________________________
Resposta ao Comentario do sr B . Fontes
As razões da ruptura com Sá Fernandes, prendem-se no fundamental , com o não cumprimento por parte do PS , do acordo estabelecido com o BE.
Quanto á frontalidade com que Ana Drago confrontou a ARROGANTE Maria de Lurdes Rodrigues , EX-MINISTRA-INCOMPETENTE de Socrates, a única coisa a dizer é , vai em paz e não voltes, para bem da escola publica, e dos professores.
[Responder]
Olhar para o resultado das eleições autárquicas centrando-se em Lisboa e no Porto é mau começo.
Comecemos por acabar com a soberba de confundir eleições e eleitorados e sobretudo de esquecer que as eleições locais se baseiam em grande medida no conhecimento que as pessoas têm do trabalho do entretanto. Tenhamos a modéstia de perceber que o BE ainda tem muito casqueiro para comer neste capítulo…
Além disso, azar, as pessoas votam e “desvotam” de acordo com apelos que, felizmente, os partidos não controlam – sim, há apelos que influenciam os eleitores e não são por estes controlados, mas esse é outro debate. Aliás, o sucesso do BE é em grande parte resultado dessa “desobediência”.
A construção do bloco não se fará à conta da bênção dos oráculos da comunicação social ou da cedência à moda mediática, mas de uma agenda própria e do “capital” mais importante que um político pode acumular: respeitabilidade e coerência na intervenção perante os problemas mais “pequenos” e mais próximos – os tais que enchem barriga aos “Nós por Cá” e quejandos e alimentam a caricatura que o povo faz de si próprio: tens problemas, não te mobilizes e aos teus vizinhos, telefona para a tevê.
O que se passou em Lisboa com Sá Fernandes foi um mau sinal. Penso, ao contrário do Daniel, por se ter avançado com ele. Em relação ao retirar de confiança, que mais havia a fazer quando o “nosso” vereador aparece a defender os interesses contra os quais foi eleito?
Sim, nas eleições lisboetas o Bloco teve de recomeçar quase do zero. Não veio mal nenhum ao mundo por isso, apesar do episódio Sá Fernandes ter sido utilizado com o exemplo da “falta de capacidade do Bloco assumir poder”, blá, blá, blá…
O que daria um péssimo sinal seria o ter-se insistido na tecla, “engolir o sapo” e ir em frente pela “unidade da Esquerda”, com esta esquerda que costuma abrir as comportas para a maré-cheia da Direita. É preferível fazer a travessia do deserto que ser camelo.
Os princípios custam votos e popularidade mediática, deixa-se de ser “engraçadinho” quando se é intransigente nessa matéria, perde-se “cosmopolitismo”, é-se “ortodoxo” e outros lugares-comuns que os comentadores encartados gostam de atirar dos ecrãs das tevês. Mas não é para estes que fazemos política, é para os que involuntariamente ou não lhes pagam o tempo de antena.
Não há atalhos, mediáticos ou quaisquer outros que substituam a organização, a aprendizagem e a inserção dos activistas na luta quotidiana das pessoas.
Nada substituirá a continuidade do trabalho desinteressado e voluntário da muita gente que se juntou à volta do Bloco. Por um partido que não tem empregos para oferecer, apenas trabalho e “dar a cara” por ideias. Não há outra forma de “competir”.
Fui candidato, não-inscrito no bloco, por Setúbal.
A sorte dos votos não lhes sorriu de acordo com as expectativas, mas ganharam o meu respeito e, que temam, o meu desejo de os acompanhar. Dois deputados municipais e mais uns tantos nas freguesias, já vi piores desertos.
“Solidarité Mes Frères!”
Cumps.
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Concordo com o DO.
Deu para perceber com a história toda à volta do Sá Fernandes que há muito pouco bom senso e pouca visão política nos dirigentes do BE Lisboa, devidamente ecoados pela cegueira dos dirigentes nacionais.
Agora olha, temos pena. O Costa vai ser um bom presidente, como já estava a ser.
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qualquer pessoa com dois dedos de testa, estaria a espera que o BE obtivesse um resultado destes.
aqueles que dizem que o BE perdeu, eu pergunto:
perdeu o que? , tinha uma camara e mantem, tem mais mandatos, mais votos, portanto…
ninguem perde o que nao tem!
por exemplo: o cunha mcarthista nunca perdera o bom senso e a educacao, porque nunca a teve.
nas proximas autarquicas, quando acabarem os caciques, ai o BE tem que rever a estrategia, porque tem que conquistar o estatuto de partido autarquico.
Eu nao sou do BE, mas espero que continuem a dizer que o rei vai nu.
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#B.Martins Fontes
Acho que para alguns a derrota do BE em Lisboa nâo foi inesperada, porque os independentes (não filiados, como eu) no BE optaram pelo voto “não útil” mas no voto “contra” a união da direita, que como se viu, não fosse os dissidentes do BE, acabaria provavelmente nas mãos de Santana Lopes. O que me surpreendeu foi os votantes PC, que geralmente são mais fundamentalistas em relação ao seu voto se terem afastado do que é para eles quase uma obrigação. Provavelmente também viram a necessidade de o alterar, optaram e bem, por votar contra a direita.
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Eu diria o seguinte Daniel. Foi sobretudo um erro estrategico, uma ma analise das circunstancias por parte do bloco, um pouco inocente.
Ja se sabe que as autarquicas sao eleicoes de indole completamente diferente, e de facto falhou a visao estrategica. E tem-se de retirar as devidas elacoes para o futuro. Se estas forem retiradas, o bloco tornar-se-a ainda mais forte.
Deixo uma ultima nota ao Fado e ao Antonio Costa: ler ambos faz-me sentir como estar a ser leccionado em economia pelo Kim Iong Il.
Para quem tem tantos telhados de vidro, passam a vida a tentar dizer como as coisas sao, num mundo ao contrario.
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Perdao, onde disse Costa, substitua-se por Cunha.
Ainda ha pouco anda a ler que proibiram macacos no circo, e ao abrir outra noticia li Macaco Rebelo de Sousa (por engano). Sao erros normais.
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Eu estou a ver que para o Sebastião Dias, o Fado Alexandrino, o xatoo e outros camaradas que estão sempre aqui, um partido à maneira era assim:
1. Juntar uma dúzia de pessoal bem falante e com boa presença televisiva;
2. Encomendar um inquérito popular com uma pergunta mais ou menos do estilo: “o que é que você quer que lhe prometa?”. As dez mais votadas eram a base do programa do partido e os slogans de campanha;
3. Arranjar umas coligações com qualquer outro partido que desse jeito. O que interessava era aparecer bem colocado nas sondagens e ter uns tempos de antena.
Força camaradas. Ponham mãos à obra que ainda têm algum tempo até às próximas legislativas. Mas atenção que já têm concorrência. Parece que há aí uma força política chamada CDS/PP que já apanhou a receita…
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Bem, há vários aspectos e penso que faltou um ponto na análise do Daniel.
De facto, o corte com o Sá Fernandes (sobretudo a forma como tudo foi feito de ambas as partes) prejudicou o BE.
O voto útil, ou melhor, o pavor ao Santana teve um grande papel.
Mas há outro factor. Em 2007, por o candidato ser um independente e por ser especificamente o Sá Fernandes, a votação terá sido inflaccionada relativamente ao eleitorado tradicional do BE. Ou seja, muitas pessoas que nunca votariam BE, votaram no Sá Fernandes. Eu ouvi esses comentários e deduzo que, se algumas pessoas que conheço me disseram isso, muitas mais haveria por aí que fizeram o mesmo raciocínio.
Acho que o Fazenda poderia ter dito que aceitava o pelouro, se fosse eleito, desde que (como o BE costuma dizer e bem) isso não fosse contra os princípios básicos estabelecidos no seu programa eleitoral. O que foi, aliás, o que foi dito em 2007.
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Se a maioria dos eleitores do BE/PC fossem cheios de “principios”, hoje estávamos a falar do presidente Santana. Seria Lisboa a atravessar um terrível deserto. E em nome de quê? O que é que se ganhava com isso? Mesmo em termos de “principios”?
Felizmente os eleitores desses partidos são mais maduros que as liderancas e alguns militantes vociferantes dos ditos.
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Discussão interna no Bloco?
Vamos a isso, porque em 10 anos o unanimismo é total.
Só mais uma coisa, se é verdade que um dos factores para o desastre de Lisboa foi a perfeita inabilidade politica e falta de estratégia no que se refere ao acordo de Lisboa (não apenas o facto de se querer ser poder ou ser anti-poder isso é uma análise simplista e pouco séria), o problema para os maus resultados do Bloco em Lisboa e no resto do país é pela forma que se constroem as as escolhas e as decisões no Bloco.
Pela primeira vez fomos confrontados com umas eleições em que a dinâmica Nacional e das suas principais figuras não faziam a diferença e daí que qualquer outra figura no plano local fizesse ela própria a diferença.
Daniel perde 2 minutos a ler os resultados onde deputados do bloco foram candidatos?
Perdemos a oportunidade de lançar os protagonistas locais, a identificação e aprofundamento com a comunidade etc, etc, etc,..
Bem tenho quer ir que já estou atrasado…
[Responder]
-Estou sim sr. Daniel estou a sonhar.
-E sabe com quê ?-Com o que se poderá; e terá de passará no mundo e no nosso país em especial, quando a conta do salvamento do Capitalismo for apresentada .
-Endividamento dos Estados, quem o pagará o como
-É que, a procissão com andor ainda nem se quer saiu da igreja.
NB:
-Já leu isto:
“Substituir as importações pela produção nacional
e garantir a soberania nacional
Por um novo modelo de desenvolvimento
Há, em Portugal, um défice sobre o qual pouco se fala, com excepção do PCP, o qual diz respeito à natureza e à dimensão daquilo que compramos no estrangeiro, sob a forma de importações. Trata-se de um défice estrutural que nada tem a ver, para o nosso país, com as consequências derivadas da crise do sistema capitalista internacional. Trata-se, isso sim, do resultado acumulado de uma política que endeusou a livre iniciativa, na presunção de que economia de mercado determinaria uma racional compatibilização entre aquilo que, na actual sociedade contemporânea, é o binómio consumo-produção.
Tal postura, hipotecada a esse ente sobrenatural e a essa mão invisível que dá pelo nome de «livre funcionamento do mercado» foi o pretexto para subalternizar a intervenção do Estado, na área da economia.
Qual a dimensão financeira do défice em apreço?
É um défice de difícil expressão e de assimilação.
Estamos a falar, reportado a 2008, de um número com 11 algarismos, qualquer coisa como 61 174 milhões de euros.
A melhor forma de o traduzir em linguagem simples consiste em dizer que aquilo que compramos ao estrangeiro, a dividir por cada um dos 10 627 250 residentes em Portugal, significa qualquer coisa como 5756 euros por ano!!!
Eis, pois, a dimensão do défice reportado àquilo que somos obrigados a comprar lá fora em virtude de não produzirmos aquilo que consumimos.
Em 2008 o PIB português foi estimado em cerca de 166 167 milhões de euros, tendo as importações atingido os já referidos 61 174 milhões de euros.
Quantos países no mundo, salvo aqueles onde se desenrolam conflitos armados, têm uma tal desproporção entre aquilo que produzem e aquilo que compram?
Quantos?
A esta pergunta os ideólogos ao serviço do PS, do PSD e do CDS-PP dirão que não haverão, certamente, muitos países nestas circunstâncias, mas isso é o preço que Portugal tem a pagar por ser uma economia aberta, como se uma economia aberta tivesse, por si só, de uma forma unívoca, no plano social e mesmo científico, uma obrigatória relação com a modernidade e com o progresso.
O verdadeiro significado dessa economia aberta avalia-se pelo abandono das terras, pelo abate da nossa frota pesqueira e pela criminosa desindustrialização levada a cabo paralelamente com a destruição das conquistas do 25 de Abril.
A economia aberta é a economia dos cerca de 600 000 desempregados, dos 2 milhões de pobres, das baixas reformas e dos baixos salários.
Os nossos maiores fornecedores
Em 2008 adquirimos bens e produtos em 187 países e regiões, embora algumas destas estejam inseridas em Estados, como sejam, entre outros, os casos de Gibraltar, Macau, Hong-Kong, Ceuta, etc.
À primeira vista podemos estar perante uma significativa vastidão de países com os quais temos negócios.
Não é bem assim.
O nosso comércio, na vertente das importações, em termos gerais, está profundamente afunilado num reduzido número, bastando, para o efeito, dizer que 80% das nossas compras localizam-se em, apenas, 18 países.
Que países são esses?
São, por ordem decrescente de valor, os seguintes:
- Na Europa: Espanha, Alemanha, França, Itália, Holanda, Reino Unido, Bélgica, Suécia, Noruega e Irlanda;
- Na América: Brasil e EUA;
- Na África: Nigéria, Líbia e Argélia;
- Na Ásia: China, Arábia Saudita e Japão.
A Espanha é o nosso grande fornecedor. Por si só representa cerca de 29% do total das nossas importações, tal é o peso do país vizinho na satisfação das nossas necessidades de consumo.
A Espanha, sozinha, em termos globais, vende-nos mais produtos do que a soma conjunta da Alemanha, da França, da Itália e da Holanda.
Aquilo que, em valor, em 2008, comprámos à Espanha, cerca de 17 674 milhões de euros, corresponde a cerca de 10,6% de toda a riqueza que nós produzimos naquele ano.
As nossas importações
por grandes ramos de actividade
Se desagregarmos as importações pelos grandes ramos de actividade verifica-se um dado extremamente importante e para o qual importa chamar a atenção da opinião pública.
Referimo-nos ao facto de 93% (noventa e três por cento) dizer respeito aos sectores produtivos na área da agricultura, da produção animal, das pescas, da indústria extractiva e da indústria transformadora..
Daqui resulta uma evidência: não produzimos aquilo que comemos, nem, tão pouco, produzimos uma parte significativa daquilo que constitui a contemporaneidade do nosso consumo.
Por sub-sectores as nossas compras estão, assim, concentradas:
Produção agrícola e produção animal
(importámos 2525 milhões de euros)
Cerca de 80% das nossas compras nesta área provêm de:
- Espanha, Brasil, França, Argentina, EUA, Reino Unido, Holanda e Costa Rica.
- Atenção: estamos a falar somente de produtos agrícolas e do reino animal não sujeitos a processos de transformação. Se a análise for feita tendo em conta os produtos alimentares, óleos, bebidas e tabaco com incorporação industrial a situação ainda se torna muitíssimo mais dramática, como adiante iremos demonstrar.
A Espanha é o nosso grande fornecedor, com uma quota de mercado na ordem dos 29%.
Pescas( importámos 212 milhões)
Com excepção do bacalhau, no que diz respeito ao simples pescado, ou seja, sem ausência de qualquer procedimento de transformação a Espanha é, de longe, o nosso principal fornecedor, com uma quota mercado na ordem dos 67%!
Indústria extractiva
(importámos 7728 milhões de euros)
Eis um sector muito específico, um sector estratégico ligado à circunstância da nossa dependência energética estar muito dependente do petróleo e do gás natural.
É nesta área onde, de uma forma expressiva, aparecem países africanos e asiáticos.
Com efeito, os maiores fornecedores são a Nigéria, a Líbia, a que se seguem a Argélia e a Arábia Saudita.
Há dois países ligados à chamada lusofonia, o Brasil e Angola que, em conjunto, em 2008, venderam-nos, neste ramo de actividade, cerca de 900 milhões de euros.
O Iraque e o Casaquistão estão, também, entre os nossos principais fornecedores.
Acresce a estes países outros, na área dos combustíveis e lubrificantes, produtos sujeitos a processos industriais, que, no seu conjunto, venderam-nos matérias primas e produtos acabados na ordem dos 10 055 milhões de euros, o que perfaz por cada família um dispêndio de cerca de 2754 euros por ano, valor sobre o qual se sobrepõem os lucros obscenos da GALP e das restantes companhias petrolíferas que, pela sua importância estratégica, deviam estar inseridas no sector empresarial do Estado.
Indústrias transformadopras
(importámos 46 576 milhões de euros)
Importa, desde já, referir que as indústrias transformadoras representam, por si só, cerca de 76% do total das nossas importações, sendo, de longe, o sector que mais contribui para a saída de divisas para o estrangeiro.
O grau de concentração das nossas compras nesta área, num reduzido número de países, é muito expressivo.
Com efeito, cerca de 80% das importações dizem respeito a: Espanha, Alemanha, França, Itália, Holanda, Reino Unido, Bélgica, China e Suécia.
A Espanha continua a ser o fornecedor gigante, de tal forma que, sozinho, supera aquilo que, em toda a área industrial comparamos à Alemanha, à França e à Itália.
Por cada 3 euros que nós despendemos na área industrial 1 euro é destinado à Espanha.
Uma das grandes surpresas desta estatística é a presença pouco expressiva do Japão e uma presença mais acentuada da China, embora, em certos sub-sectores, a presença do Japão supere a da China, por exemplo, na área do material de transporte, o mesmo acontecendo entre a Alemanha e a Espanha no que concerne à indústria de máquinas e equipamentos.
Vejamos, no contexto das industrias transformadoras, alguns exemplos:
Produtos alimentares, bebidas e tabacos
(importámos 7481 milhões de euros)
Estamos perante uma das maiores monstruosidades do exercício político do PS e PSD, ou seja, aquela que decorre de termos de importar os produtos necessários à nossa alimentação, obrigando cada família a despender no estrangeiro cerca de 2050 euros por ano, o que constitui, sem dúvida, um crime lesa-pátria.
Estamos perante um défice silenciado, só explicável pelo complexo de culpa de quem, por omissão e intervenção, levou à destruição de um sector cuja importância estratégica só não vê quem não quer.
Cerca de 80% das compras de alimentos e bebidas são efectuadas, sobretudo, em oito países europeus, a que acrescem o Brasil e os EUA.
A Espanha é o nosso maior fornecedor, logo seguido da França situação facilmente verificável quando, nas grandes superfícies, olhamos para as respectivas prateleiras.
Máquinas e equipamentos
com excepção de material de transporte
(importámos 10 282 milhões de euros)
Eis um dos poucos sectores onde a Alemanha supera, em valor, as vendas a Portugal, comparativamente à Espanha.
A Alemanha vendeu 2570 milhões de euros, contra os 2279 milhões por parte da Espanha.
Os restantes países mais importantes são: Holanda, Itália, França, China, Reino Unido, Bélgica e EUA.
Repare-se que a China ultrapassou o Reino Unido, país que no século XIX e durante uma boa parte do século XX era o nosso grande parceiro económico. É caso para repetir uma evidência: os impérios também morrem…
Material de transporte
(importámos 7608 milhões de euros)
Este sector, pelas suas características, ao envolver muita tecnologia é um sector com elevada concentração, não admirando, por isso, que apenas seis países tenham uma quota de mercado de cerca de 80%.
Falamos da Espanha, Alemanha, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Surpreendentemente a Espanha continua a ocupar o 1.º lugar à frente da Alemanha e de todos os restantes países, embora, no sector automóvel, não dispondo de marcas próprias, dispõe de uma forte indústria subsidiária de países terceiros.
Conclusão
Carreados que foram alguns dados estatísticos caracterizadores da nossa dependência relativamente ao estrangeiro convém repetir o que já atrás dissemos: cerca de 93% das nossas importações dizem respeito à agricultura, à pesca, à indústria extractiva e às indústrias transformadoras.
São, pois, nestes sectores onde o País precisa de corrigir o seu défice tendo em conta que:
- no sector primário verifica-se um défice comercial na ordem dos 80% e 70%, respectivamente, quanto ao sector agrícola e, ao sector das pescas, isto num país que, de acordo com estudos recentes, precisa de produzir cerca de 1,5 milhões de toneladas em frutas e legumes, tendo em conta uma alimentação minimamente saudável da sua população, a que acresce a necessidade de capturarmos mais pescado tendo, também, em atenção que, em termos mundiais, somos, e ainda bem, com uma capitação média de 60 quilos/ano, um dos países com maior consumo de peixe;
- o sector industrial, o mais deficitário de todos em valor absoluto, foi, desde a sanha iniciada com as privatizações, destruído ou reduzido em áreas tão importantes como o siderúrgico, o naval, o metalomecânico, o químico e substituído por empresas tecnologicamente atrasadas e por uma significativa presença da chamada economia paralela ou informal, cujas consequências determinaram o aumento do desemprego, a redução do valor do factor trabalho, a perda da experiência acumulada por trabalhadores altamente qualificados, o agravamento das relações de troca, entre outras malfeitorias, de que se destaca o abandono das terras, o abate da frota pesqueira e uma desindustrialização em áreas onde havia uma forte consciência operária.
- O resultado da contra-revolução, aliado ao delírio ideológico do PS, do PSD e do CDS-PP, de que o futuro do País passava pela existência omnipresente do sector terciário baseado em mão-de-obra intensiva e mal remunerada, aliada à financeirização da economia, deu no que deu.
Se queremos comer, se queremos comunicar, se queremos uma maior mobilidade, se queremos ter acesso ao lazer, temos que nos socorrer das importações porque a produção nacional foi, conscientemente, atirada às urtigas.
Há que reverter esta situação e uma exigência a fazer.
Uma e outra passa por uma outra política que potencie o nosso mercado interno, que priorize os investimentos na área produtiva, em função da melhoria radical das relações de troca, que substitua, no máximo que for possível, as importações pela produção nacional, em nome do emprego, do emprego com direitos, que aumente o rendimento das famílias e que coloque a soberania nacional como uma questão decisiva quanto a uma politica alternativa, no contexto da globalização capitalista.
_______________
Fontes:
- Estatísticas do Comércio Internacional, INE, 2009. Foram utilizadas três nomenclaturas (CAE REV.2; CGCE; NC).”
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Alguém já comentou sobre a derrota de Santana Lopes?
Andamos aqui todos a comentar a perda de votos do BE e da CDU, como se isso fosse realmente importante, quando no fundo aquilo que era realmente mau para a nossa cidade – Santana Lopes – foi derrotado nas urnas!
Alguém viu aquilo que se passou ontem nas televisões? Até parece que todos torciam para uma reviravolta nos resultados, em que Pedro Santana Lopes, no final, surgiria como o grande vencedor e a grande vítima das empresas de sondagens.
Por volta da 1 da manhã vieram os resultados finais e assistimos à debandada dos apoiantes de Santana Lopes. O desconsolo foi geral para muitos leitores do jornal «24 Horas».
Esta coligação não tinha como objectivo a maioria absoluta?
Recordam-se de Paulo Portas a dizer “As eleições em Lisboa vão ser renhidas, mas no final ganhará Pedro Santana Lopes”?
Santana Lopes perdeu, como também perdeu a sua coligação apostada em vencer as eleições em Lisboa.
E quem decidiu esta derrota? Foi apenas o PS?
Afinal de contas, não ganhamos todos?
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83 BlackPaulo
agora imagine como se sentem os alunos do chico louça !
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Faz bem o João Delgado (JD?) convidar os eleitores de esquerda de Braga – que é o meu caso – a reflectir sobre os resultados alcançados.
Eu votei Bloco nas Legislativas. Foi essa a minha escolha não porque concorde com tudo o que o Bloco apresenta no seu programa mas porque não me revejo num Partido Socialista tão à direita quanto este. Preocupa-me entre outras coisas e sobretudo o laxismo relativamente aos serviços públicos e a permissividade quanto à penetração da interesses privados em esferas que em minha opinião devem estar sob a tutela pública. O caso da Saúde na minha região é assustador.
É verdade que no imediato, o meu voto pouco contará porque em boa verdade o Bloco, mau grado a grande subida que registou, tem pouca margem para influenciar a governação e colocar Sócrates a assumir as suas e escolhas. É a diferença que (não) fazem dois deputados…
Nas autárquicas, no concelho de Braga, o que estava em causa era algo de radicalmente diferente, algo que ultrapassava a dicotomia a dicotomia esquerda-direita. Como disse Manuel Alegre noutras circunstâncias, tratava-se de uma questão de decência, de democraticidade. O Bloco (o mesmo posso dizer da CDU) não o percebeu. Manteve-se entrincheirado no seu canto, sem perceber o que estava em causa, sem definir correctamente o seu objectivo e o alvo da sua campanha, obcecado pelo confronto esquerda-direita. Percebo a dificuldade, mas o que estava em causa estava para além disso. A mim, não me restou alternativa que não votar na coligação de direita (e muito me custou porque muito me afastava do seu programa) – o fundamental era arredar Mesquita Machado do poder. Prefiro uma gestão autárquica de direita do que o actual poder tentacular. Não houve convergência de esforços e tudo ficou lamentavelmente na mesma…
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é um atraso de vida que esse tipo de proposta possa ser feita ao eleitorado
Não percebeu (e outros também não) nada do que eu escrevi e volta a dar o mesmo erro.
Se no primeiro caso é mau, no segundo é trágico.
O que o senhor e muitos dirigentes fazem é lançar maravilhosas frases em imaginação delirante mas quando pedidos a concretizar assobiam para o lado.
Vi as prestações dos senhores candidatos do BE a Lisboa, ao Porto e a outro sítio de que não me lembro (julgo que era Braga) este um rapazito com um grande rabo-de-cavalo.
Tenho que ser sincero, não conseguiram alinhavar uma frase completa.
Ao menos podiam ter levado uma cabulo no género da sua e citado abundantemente o Boaventura Sousa Santos que sempre disfarçavam.
Aquele momento de histeria do senhor do Porto contra Rio e o ele ter chamado os subsídio dependentes de subsídio dependentes foi hilariante.
Podia acrescentar mais, mas temo que continue sem compreender nada.
Divirtam-se, agora é sempre a descer, menos a arrogância do Amado Líder.
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Miguel Botelho: That is the spirit.
Às vezes perdemos tempo a mais a discutir aquilo que nos desune.
As minhas desculpas por eu próprio cair nessa atitude. Muitas vezes é contra-producente.
Talvez de facto a solucão passe por aí: uma agenda de curto e médio prazo que foque muito por onde podemos fazer pontes.
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“se a esquerda tivesse ido junta às eleições, hoje talvez tivessemos 2 vereadores do BE em vez de zero” ??? Então agora o Zé que faz falta já é um zero?
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Daniel,
Não se esqueça do que aconteceu com a CDU em Lisboa depois que formou coligação com o PS para a C.M! A CDU era mais forte que o PS em Lisboa e depois do fim da coligação ficou-se nos 10-15%.
É muito fácil falar em coligações com o PS quando não se pensa nos resultados que isso pode ter a médio-longo prazo.
Não era contra uma coligação pós-eleitoral na C.M mas NUNCA pré-eleitoral com este PS! Ou acha que este PS estaria disposto a acomodar o programa do BE e a renunciar ao que tem sempre defendido para Lisboa!
A mim parece-me que o Daniel está a preparar-se para abandonar o BE e juntar-se ao PS. E a Clara Ferreira Alves deu a indicação no programa de ontem!
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Por agora só dizer que o Bloco ganhou uma junta e não foi em Salvaterra!!! Ganhou a junta de ANOBRA no concelho de Condeixa. Logo que tiver tempo darei a minha visão, afinal sou autarca do BE, membro de uma Assembleia de Freguesia em Coimbra. Só digo que partimos com vinte e tal anos de atraso e não é fácil recuperar…
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O CDS tambem so ganhou uma camara sozinho, e não esquecer que de todas as coligações onde participou, em nenhuma delas, um militante popular a liderava.
Ou seja, o CDS esteve ao nivel do BE nas autarquicas?
Estará tambem condenado ao fracasso?
Ou terá dificuldades em implementar-se a nivel autarquico, como o Bloco, com a agravante de não ser um partido recente, mas um que anda nestas andanças desde a restauração da democracia?
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O Zé, afinal, fazia-lhes falta
Votei Bloco para eleger o Sá Fernandes, no passado. Tal como votei Alegre para as Presidenciais. Depois vi os meus votos serem agitados no ar longo tempo após essas eleições, como se pertencessem a Louçã e Alegre. Ainda hoje os vejo com os meus votos na mão, os cabrões.
Fazenda, um tipo impecável e trabalhador que calha ser também um retinto imbecil no que à ideologia diz respeito, avançou para as Autárquicas com o lema Lisboa não é negócio. Os carolas do BE tinham decidido continuar a usar a manha que tão bons resultados produzira nas Europeias e Legislativas: difamar o PS, chamar bandidos aos socialistas. Era este o programa, nada mais. Sempre que o Fazenda se descosia, falava dos contentores, da Mota Engil e do Coelhone. Acontece que não havia professores a votar em Lisboa num número suficiente para sequer eleger 1 vereador, pois essa fauna habita em tocas nos subúrbios, e o BE fodeu-se.
Que bom, ver a pulhice castigada.
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O grande mistério:
foram 12.795 votos para o BE em Lisboa.
Se descontarmos 795 para funcionários do Partido, dirigentes e familiares, a pergunta impõe-se: quem foram os restantes 12.000?
Pode-se dizer que há já um eleitorado fiel ao BE quando até alguns dos seus maiores defensores nos media desertaram desta vez para o voto útil?
Numas Legislativas com um PSD forte e um PS mais de esquerda, o BE vai novamente perder para o voto útil.
[Responder]
“ Este “eleitor volátil”, entende que o mundo é um lugar complexo, nada é a “preto e branco”, que erros podem ser cometidos…”
Babalu,
Entende e entende muito bem, se calhar é por entender assim, que temos vivido á pala do bloco central nos últimos 35 anos. Se imaginarmos que Salazar esteve no poder 45, mais uma rodada e estamos lá.
Vamos ao “eleitor volátil”- o Babalu fazia parte dos 11.000 votantes que segundo os entendidos, votaram CDU nas Assembleia de freguesia e Costa para a câmara. O Babalu que não sendo volátil vota responsavelmente não vai na onda e não são 11.000 votos mas 10,999 e o Costa perde e ganha Santana Lopes.
Qual era a sua responsabilidade nos meio disto tudo??? Se calhar se não existissem tantos voláteis inteligentes, o politico ou mostrava resultados e voltava a ganhar, ou não os apresentava e perdia. Estar á espera dos voláteis e assim que lhes come as papas na cabeça borrifar-se nitidamente deles, ABORRECEEEEEEEEEE….
Você se calhar ouviu o que eu ouvi, quando perguntaram a uma eleitora se já tinha decidido o seu voto. Ela do alto da sua volatilidade, disse: estou indecisa entre o BE e o CDS. Amigo, isto não é ser volátil, isto é ser parva.
Se o que disse Luis Fazenda ontem á noite, que os seus resultados contribuíram para a derrota da direita, é ser volátil…
Se ele é um dirigente do BE, defende os princípios do BE. Se cada um defender os seus, depois, ganha quem os defender melhor.
Mas digo mais, se o que fez Carvalho da Silva é ser volátil, desculpe lá, mas eu estou completamente de pantanas.
Se sou CDU, não sou BE nem PS e muito menos PSD ou CDS, sou CDU.
[Responder]
Babalu,
A solução passa por aí: “uma agenda de curto e médio prazo que foque muito por onde podemos fazer pontes.”
Não podemos perder mais tempo com discussões que levam à desunião.
O que precisamos é de convergência e união, contra aqueles que tentam a todo o momento comer a nossa alma.
Desta vez, os comilões ficaram sem guloseima. A derrota em Lisboa deu-lhes cabo da vontade que tinham em aparecer e de mostrar a sua ganância.
Resta agora saber se os mesmo comilões voltarão e se vamos estar unidos quando voltarem.
Ou, afinal, continuaremos aqui a mandar petardos uns aos outros e a destruir as pontes, em vez de fazê-las?
[Responder]
Fado Alexandrino,
Você é que não percebeu o meu comentario, que consistia precisamente em salientar que não votei no bloco por ele se ter revelado, em meu entender, incapaz de propor soluções concretas, realistas e praticaveis, deixando ao PS (em quem votei) o monopolio das propostas sociais exequiveis.
E o que faltou foi mesmo o que você aponta. No que me toca, o meu voto decidiu-se quando constatei que o BE, ao mesmo tempo que se colava estupidamente às criticas dos professores contra a reforma do sistema, não foi capaz de propor uma alternativa (que não fosse aumentar o orçamento do ministério, como se isto fosse resposta suficiente e à altura)…
Agora isto não significa que as propostas do PS esgotem o que é possivel propor à esquerda. Embora devamos conceder que a propaganda desatrada dos partidos de esquerda nesta campanha até pode deixar esta impressão.
Eis alias outra das razões pelas quais não votei BE.
[Responder]
O BE passa a ganhar quando deixar de se ver como partido e se compreender como força política. Passo a explicar: Há mts cidadãos válidos, descontentes e com perfil para assumir cargos políticos. Não querem é colar-se oas habituais partidos. Sou de uma freguesia de centro de cidade e as propostas PSD ou PS eram simplesmente execráveis, mas as alternativas não existiam.
Porque é que o BE teve a votação que teve em Lx com Sá Fernandes? Porque se demitiu de ser partido e não teve problemas em apoiar alguém independente e com ideias. São pessoas assim de quem o BE se deve aproximar nas freguesias e convidar para agirem e opinarem.
Sou de Braga, assisti a pessoas sem outra qualificação para lá do cartão socialista assumirem cargos de poder. Hoje vejo essas pessoas a retirarem-se e a passarem os lugares a filhos que são do mais cinzento possível.
[Responder]
Daniel:
não podia estar mais de acordo contigo!
Gostaria apenas de sublinhar a ideia que atravessa (na minha perspectiva) a tua reflexão: quando o eleitorado de esquerda tiver a certeza de que um voto no Bloco acrescenta responsabilidade, estar presente, construção, e não apenas protesto (do bom, do melhor, por vezes do mais acutilante), julgo que o Bloco vai crescer ainda mais. É evidente, como me parece que também afirmas, que isto implica cedências (como numa qualquer relação pessoal, não?!): desde que elas não impliquem perca de identidade, estamos muito bem!
Só para que tudo fique muito claro: não voto em Lisboa, mas não percebi a estratégia do Bloco! E se votasse nesse concelho, não sei se confiaria o meu voto ao BE, por tudo quanto afirmaste e eu procurei sublinhar.
Abraço.
[Responder]
As razões do “fracasso” do BE a nível autarquico são várias (Lisboa
à parte, pois concordo com o Daniel quando afirma que o dossier Sá Fernandes foi muito mal resolvido) Vou falar de Coimbra que é a realidade que conheço.
1. O BE chegou com quase 30 anos de atraso e sente naturalmente dificuldades em criar redes locais, em muitos casos nem tem gente para concorrer a todos as freguesias, o que prejudica desde logo a votação para a câmara e assembleia municipal.
2. realizei trabalho político numa assembleia de freguesia, por sinal a maior freguesia de coimbra. O trabalho realizado numa assembleia de freguesia puro e simplesmente não passa para fora. é esta a realidade! Os deputados do PSD nem as actas liam quanto mais fazer intervenções de interesse. é votar o orçamento e as actividades da junta, que o presidente (cacique-mor) trata do resto…. Quem tem o poder perpetua-o, só com muito desmérito é que o perde.
Ora, o trabalho dos deputados do BE no Parlamento tem visibildade, não é por acaso que o BE nas legislativas teve o resultado que teve
3. Outra razão, e não posso deixar de a referir no contexto de Coimbra é a cobertura jornalística dada pelos jornais locais. A candidata do BE simplesmente foi silenciada – até o candidato “independente” teve direito a entrevista final no jornal (antigamente ainda havia pseudo critérios como a representatividade, agora a exclusão é descarada etc)
4. finalmente, mas haveria com certeza muito mais razões, o voto útil. E o voto útil dói, porque as pessoas fizeram tábua rázua do trabalho de oposição realizado pelo BE e votaram no caso de Coimbra num PS que foi conivente com a maioria absoluta de Carlos Encarnação e não merecia. mas lá está – pouca gente sabe do trabalho autárquico e são os grandes nomes e as redes já estabeleciadas que mandam
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Daniel, até que enfim. Lúcido.
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Caro Miguel Dias, sou eleitor em Salvaterra de Magos onde o Bloco manteve a presidência de 3 juntas de freguesia. Perdeu a freguesia mais populosa (Marinhais) e venceu a mais rural (Granho). Segurou Salvaterra de Magos e alargou a vantagem nos Foros de Salvaterra.
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POKE e Fazendas, estou inteiramente de acordo! Basta de PC e BE andarem a fazer birras do tipo “eu sou mais de esquerda do que tu” e entenderem-se de vez!
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Basta de PC e BE andarem a fazer birras do tipo “eu sou mais de esquerda do que tu” e entenderem-se de vez!
O senhor ainda não conseguiu compreender, como diria o Camilo, o âmago do problema.
A questão não é quem é mais esquerda, a questão é que um pensa que o outro não é esquerda.
Tente recordar-se de onde vêm aqueles que fundaram o BE, pense em social-fascismo (atenção não sou eu que o digo, são eles mesmo) imagine que uns pensam que os outros são mamutes fossilizados e que os outros pensam que aqueles são garotos atrevidos e vai ficar a saber que essa querida união de esquerda nem daqui a 1000 anos acontecerá.
Era como pedir que Estaline e Mao Tse Tung se casassem.
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A não perder…
Um apresentador diz a Michael Moore. — Give up your money!
Porque como sabemos, a pobreza é um problema a ser resolvido recorrendo á carteira do outro, nunca à nossa.
A hipócrisia em directo
http://www.foxnews.com/video2/video08.html?maven_referralObject=10525363&maven_referralPlaylistId=&sRevUrl=http://www.foxnews.com/
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Margarida Teresa: O BE elegeu zero vereadores à Câmara de Lisboa. O Zé pode não ser um zero (pelo contrário, é até dos melhores entre os 17 eleitos), mas não é do Bloco.
Justicialista:O peso eleitoral do PCP tem tido realmente uma tendência decrescente desde os anos 80, mas atribuir isso à coligação de esquerda em Lisboa que destornou o Abecassis, é a mais arrojada das explicações. Dou-lhe outra pista entre muitas para pensar: Queda do Muro (e não é um muro situado numa freguesia de Lisboa)
Outra coisa: Não diga que este ou que aquele se preparam para abandonar. Isso não é forma séria de debater nenhuma ideia.
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Daniel. Gostei de ver a forma como assumiste a derrota no eixo do mal. Muitas pessoas que não votam BE gostaram. isso credibiliza-te e ao teu BLOG. E assim é que mais pessoas podem ler e participar nestes debates que promoves. algumas pensarão depois de forma diferente. Isso já conseguinte. Quanto aos resultados do Bloco, eram expectáveis. aqui escrevi sobre o que peso da expectativa que temos quanto ao nosso voto nas legislativas. Nas autárquicas, tenho a dizer que a actuação do candidato do Be por Lisboa foi má. E mau também o trabalho de comunicação. Votamos em pessoas com que nos identificamos. Nunca ninguém duvide disso. Por isso o Isaltino ganhou em Oeiras. Não ganharia noutros lugares. Assim, há que saber que as pessoas querem que o seu voto conte, que as pessoas em quem votaram condicionem a acção politica, as politicas. Ninguém quer votar por protesto, a não ser meia duzia de jovens. Votamos BE porque queremos que parte das suas ideias sejam implementadas. Porque acreditamos que é possível. Sabendo que há concessóes a fazer, escolhas a realizar, compromissos a assumir. Se o BE mostrar que não o sabe fazer perderá metade dos votos. Em Lisboa devia ter-se coligado ao PS. Era o que queriamos e o que mereciamos por termos votado no BE nas legislativas. Mereciamos nao ter que sofrer à espera de saber se Santana Lopes ganhava a câmara. O BE devia-nos isso, mas não o fez. E á única razão para o não fazer é a mais pura arrogância e complexo de inferioridade…manifestando uma tremenda falta de humildade. Que, apesar de tudo, o CDS vai tendo…e a falta de humildade é o pior dos defeitos que a esquerda pode mostrar. Perderam. A ver vamos se vão saber perder menos daqui em diante.
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boa reflexão Daniel.
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O BE nunca se pode entender com o PCP porque nunca vão conseguir parar de discutir qual o socialismo que lava mais vermelho. E vice-versa.
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Era bom que o Bloco fizesse uma profunda reflexão sobre o que aconteceu em Braga. Apesar do candidato ser bom, a campanha foi péssima, praticamente inexistente, e estranhamente alinhada com os interesses de Mesquita Machado.
No fundo, foi o Bloco (e a CDU), pela ausência de oposição activa, que acabam por garantir a vitória do PS e de Mesquita Machado.
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Ganda debate! Ainda bem.
Agora: não nos podemos esquecer que cá e lá (na Europa, pelo menos) desde a II GM, o Maio de 68, e o 25 de Abril, vejam lá! as coisas estão lentamente a rodar: passaram pelo neo-liberalismo agora em decadência acelerada depois de ter sido abraçado por todos os partidos porreiros, acabando com a social-democrcia que tanto medo tinha do comunismo e, agora, com a grande crise que levou ainda há um ano e mesmo há poucos meses quase todos os gurus da economia e finanças a dizerem que não se podia continuar pelo mesmo caminho, o do desastre do sistema, quase se converteu ao m-l. Porque não sabe olhar para a frente.
Passados alguns meses que vemos? Safa a onça , para já, através de biliões (à americana soa melhor) de dólares e euros sacados habilidosamente ao pagode voltámos à mesma:a banca está na maior, os administradores enchem-se à maneira (objectivos cumpridos, claro está), o desemprego é uma chaga horrível, vamos lá a ver como fazer, a pobreza no mundo, chiça que a gente bem tenta e há dez anos que devia estar cumprido o programa da ONU para acabar com ela e afinal está pior, mas enfim a economia cresceu 0,5%, eu não dizia que a recessão técnica tinha acabado, e o desemprego pois é, temos que despedir senão nunca mais acabamos com o desemprego, e é preciso dar saída a quem tem condições, a Mota Engil, por exemplo, num país tão parco de recursos e iniciativa precisa de ser acarinhada, não temos culpa de o Jorge Coelho ser do PS, e de o António Costa ser bom a lixar as câmaras quando está no Governo e a defendê-las quando é candidato, porque depois não pode deixar mal o Sócrates. E aqueles gajos da Telecom France, enfim não vale exagerar, embora a têmpera do pessoal ande muito por baixo e o stress também é do trânsito, e a coca serve para alguma coisa, o pessoal precisa de arranjar formas de speed, que o mundo de hoje não se conforma com cool-isses, a concorrência é assim, ou a gente responde ou perde.
Portanto que hão-de (ou hadem, à Jorge Coelho que está na berra) fazer os partidos?
Fortes na ideologia e não ajudarem nada; ou trabalharem como podem sem ideologia; ou terem muita ideologia e trabalharem à brava? O povo decide. E bem.
Assim, na esquerda, surgiu o BE há dez anos: «partido das causas fracturantes e forte ideologia» MENTIRA! O BE surge porque uma parte da esquerda percebeu, e tenta colocar-se à altura, que o mundo está a mudar e que as respostas exigem outro tipo de partidos, dispensam a grande fraude do século passado, a ideologia, têm que afirmar-se com base num programa político radical que responda aos interesses reais dos assalariados, dos que produzem valor, dos que são lixados pelos interesses da banca e dos seus satélites, dos que constituem a força social maioritária. As causas que respondem a isto é que são as causas fracturantes.
As outras, aborto, divórcio, casamento homosexaul e adopção, etc. nada têm de fracturante. As chamadas sociedades modernas, hoje, estruturadas na opressão «democrática» e na exploração já não só da «força do trabalho» mas e ainda mais da «inteligência do trabalho» aceitam e integram tudo isso na maior. Necessitam de combate democrático, sim senhor, mas não fracturam nada a não ser com meia dúzia de clérigos e trogloditas.
Precisamos de um programa radical que imponha justiça na economia e uma base geopolítica de paz, de rejeição radical da guerra e das alianças belicistas, como a NATO. E uma referência ética fundamental. E a ética é uma ciência desenvolvida a partir da luta social milenar e das conquistas mais avançadas da humanidade àcerca do seu próprio conhecimento e de toda a imensidão que a rodeia.
Que tem isto a ver com o assunto acerca do qual devemos trocar unas palavras?
Tudo. Cada combate político do BE, por mais flexível que deva ser, tem que ajudar a consolidar uma corrente de opinião que ajude ao crescimento e fortalecimento do movimento social para responder às necessidades dos cidadãos, imediatas e a prazo, que ajude a forjar uma grande força de esquerda. E hoje isso só se consegue com clareza nas exigência de transparência, seriedade, intolerância face à injustiça e à corrupção, força na luta pelos mais fracos, ou seja coragem e audácia na luta contra os poderosos.
Portanto a questão a debater deve ser: porque razão surgiu o movimento de tantos cidadãos e tantas cidadãs de esquerda em apoio ao candidato de Sócrates, António Costa. Esse movimento ajudou ou desajudou ao fortalecimento da própria esquerda? Os negócios dos contentores, a recusa de ambos -Costa ainda no governo- em avançar com legislação séria contra a corrupção, o apoio ao código laboral, por exemplo nada têm a ver com as autárquicas?
Porque não surgiu esse movimento a exigir um acordo entre o Mov. de Roseta, a CDU e o BE criando condições para uma candidatura de «rotura» com a política do PS e obrigando o próprio António Costa a negociar seriamente um programa de esquerda?
Aqui surge a questão Roseta e Sá Fernandes.
Primeiro que tudo, o programa do BE com Sá Fernandes mantém-se o programa do BE para Lisboa. Com soluções tão necessárias e práticas que, o próprio Costa foi obrigado a acatar algumas enquanto o Sá Fernandes se manteve fiel ao programa que tinha subscrito.
Sá Fernandes foi eleito nas listas do BE por mérito próprio. Durante a vigência do acordo conseguiu-se que fossem integrados os trabalhadores da cãmara com falsos recibos verdes, mil e muitos. O que até então não fora possível e não o seria sem o Bloco na vereação. Sá Fernandes era o provedor do munícipe e por isso foi acarinhado e foi objecto de tentativa de corrupção e chantagem a que respondeu com coragem e dignidade. Depois de Sá Fernandes optar por se afastar do compromisso programático com o BE deixando-se envolver no namoro de A. Costa, que foi feito do provedor do munícipe? Acabou. Porquê? Deixo-vos a resposta.
Helena Roseta que há bocado no frente a frente da SIC Notícias celebrou o «desaparecimento» do Bloco, há dois anos obteve uma excelente votação com o saeu movimento e elegeu três vereadores. Antes o BE tinha mostrado disponibilidade para um entendimento eleitoral que ela recusou : «não fazemos acordos com partidos. O nosso movimento é independente» Agora fez acordo com o PS, perdão, com António Costa. Chama-se a isto não fugir às responsabilidades do exercício do poder, o grande mal do BE como sabem.
Portanto meus caros e minhas caras a questão que o BE veio colocar há dez anos e continua a perseverar nela: queremos lutar a sério, com consistência por uma sociedade melhor ou queremos apenas fingir e, com muita pena dos que sofrem, apesar de tudo cá vamos indo na «luta democrática» vencendo alegremente a direita.
A crítica ao BE não deve ter como base a sua recusa em participar em soluções políticas que pela sua natureza são deletérias e não passam de resposta aos interesses instalados. Mesmo que com as melhores intenções. Vivemos há trinta e quatro anos sob o signo do voto útil. PCP e PS foram sempre exímios nisso. Não conseguiram extinguir as forças dispostas a bater-se para alargar a base social de apoio ao socialismo como suporte da justiça e democracia, bombardeadas diariamente pelas forças económicas que manejam o poder político e torpedeadas, também diariamente, pelas forças políticas que não ousam enfrentar os poderosos e usam o voto popular para as negociatas do poder.
O BE só tem razão de existir se não ceder à facilidade e continuar a caminhada que o fez crescer e prestigiar. Para tal tem, claro está, de ter resposta para os problemas do quotidiano nas autarquias, mas que se inserem no contexto global.
O BE não pensa que tem o rei na barriga, não olha para o umbigo e, como disse o Louçã aprendemos sempre e só aqui chegámos contra ventos e marés porque sabemos aprender.
Na análise das nossas possibilidades nestas eleições cometemos um erro: termos pensado que,devido ao balanço das legislativas, a fraqueza da nossa implantação no terreno não teria tanto peso no resultado, embora tenhamos subido em votos e mandatos. E não termos devidamente em conta o factor corrupção e caciquismo e a sua influência no animus votandi (???!!!) graças às graças concedidas, aos empregos ameaçados, aos laços criados ao longo de décadas. Esquecemos que os Valentins Loureiros, Fátimas Felgueiras, Isaltinos Morais e…AJJ’s são o prototipo, nem sempre conscientemente, de muitos protagonistas. E afinal também eles podem ser derrotados.
Os manos gandulos sabem-na toda: trabalha para mim que te resguardo do mano que é mau.
Mas havemos de pô-los a falar sozinhos.
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Há um bloquista que diz: “em que só a união PSD/CDU/BE poderá ajudar a população numa cidade em que o PS perdeu e só ganha a câmara pelos votos das freguesias rurais e dos chouriços!!”
E há outro que fala em alianças com a CDU. Repare bem o saco de gatos em que está metido. O BE não é um partido novo sr. Daniel. Não pretenda enganar as pessoas. Desde o 25 de Abril, UDP, LCI, Otelo, Major Tomé, etc. etc. O PC esconde-se atrás da CDU, os srs. atrás do BE. Ponham cá fora o Otelo, o Tomé e cª. Mostrem a cara. Gente de confiança, diziam os vossos cartazes. Mas confiança em quê? São escolhidos a dedo? Passam pela máquina da verdade? Oh meu amigo, enganará as criancinhas mas um adulto, a não ser que ainda a credite que os chatos comem alfaces, jamais irá na vossa conversa. Falar, dizer mal é fácil, todos sabem fazê-lo. Destruir não precisa de escola. Agora fazer é que são elas e aí é que a porca torce o rabo.
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“2. realizei trabalho político numa assembleia de freguesia, por sinal a maior freguesia de coimbra. O trabalho realizado numa assembleia de freguesia puro e simplesmente não passa para fora. é esta a realidade! Os deputados do PSD nem as actas liam quanto mais fazer intervenções de interesse. é votar o orçamento e as actividades da junta, que o presidente (cacique-mor) trata do resto…. Quem tem o poder perpetua-o, só com muito desmérito é que o perde.
Ora, o trabalho dos deputados do BE no Parlamento tem visibildade, não é por acaso que o BE nas legislativas teve o resultado que teve
3. Outra razão, e não posso deixar de a referir no contexto de Coimbra é a cobertura jornalística dada pelos jornais locais. A candidata do BE simplesmente foi silenciada – até o candidato “independente” teve direito a entrevista final no jornal (antigamente ainda havia pseudo critérios como a representatividade, agora a exclusão é descarada etc)”
Em cheio, nota-se que o Miguel faz trabalho autárquico, porque eu também tenho acompanhado as coisas em Aveiro e subscrevo por inteiro.
Aliás, acrescento, fossem as pessoas ver os caciques em acção nas Assembleias Municipais…
É mesmo muito difícil, aliás o à vontade é tão grande que o caciquismo é aberto, descarado. E é descarado porque sabem que isso não é penalizado, porque também não vêem, não há ninguém exterior aos partidos a assistir às reuniões das Assembleias Municipais. Mas se por um lado me parece que as pessoas desconhecem o caciquismo, também me parece que noutros casos o eleitor gosta. No caso de Isaltino e Valentim…as pessoas gostam mesmo daquilo. Há classe política má, mas a malta dá-lhes maiorias…
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“No fundo, foi o Bloco (e a CDU), pela ausência de oposição activa, que acabam por garantir a vitória do PS e de Mesquita Machado.”
Claro que tinha de sobrar para a CDU…
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Daniel Oliveira Reply:
Outubro 13th, 2009 at 12:30
Não, Margarida, foi só o Bloco. Porque o candidato da CDU, como em todos os concelhos, era o melhor. Sempre e sem excepção. Não foi isso que disse? E é isso que é.
Caro Pedro Morgado, compreendo que como membro da Comissão de Honra da coligação de direita esteja aborrecido por ter perdido as eleições.
Compreendo até que ache péssima a campanha do Bloco, sem sequer perguntar a si próprio porque é os dois diários bracarenses tomaram partido e relegaram para segundo plano a candidatura do BE (e a da CDU). Sabe que o Diário do Minho, apoiante da sua candidatura, esteve 3 dias seguidos sem aparecer a uma só acção de campanha do Bloco?
O que não posso compreender nem aceitar é que insinue sequer ter existido algum alinhamento do Bloco com Mesquita Machado e o que ele representa.
O seu problema é pensar que o eleitorado à esquerda do PS deveria votar em massa na coligação de direita para derrotar MM. Acontece que nós pensamos algo de substancialmente diferente, que o importante era acabar com a maioria absoluta de MM, sem a substituir por uma maioria absoluta da direita.
Os resultados eleitorais do Bloco em Braga foram péssimos, mas isso não leva a que reneguemos os objectivos que nos propusemos atingir. É que para nós existem princípios, não apenas votos a capturar a qualquer preço.
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Eis algo sobre o qual podemos comecar a construir pontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404909&idCanal=1
Mais detalhe, menos detalhe… estamos de acordo nisto, certo? BE, PC, boa parte do PS e muita gente independente…
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“Fui candidato, não-inscrito no bloco, por Setúbal.
A sorte dos votos não lhes sorriu de acordo com as expectativas, mas ganharam o meu respeito e, que temam, o meu desejo de os acompanhar. Dois deputados municipais e mais uns tantos nas freguesias, já vi piores desertos.”
Causas perdidas (77),
Esse número de eleitos foi conseguido há quatro anos. Nestas eleições não se avançou quase nada, se não é um deserto, é pelo menos um pântano. Até o CDS, que esse sim era um deserto, tem agora tantos deputados como O BE na Assembleia Municipal e mais um, pasme-se, nas assembleias de freguesia (4 contra 3 do Bloco).
Concordo com o seu comentário, quando diz que o mediatismo próprio das campanhas nacionais não se ajusta às autárquicas. E o Bloco tem vivido no deslumbramento dessa projecção mediático. Diria mais, num deslumbramento narcísico. E nas autárquicas não estão presentes as televisões (a não ser me Lisboa e no Porto).
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Caro Miguel Dias,
Dizes que o trabalho autárquico do BE da AF em Coimbra não sai.
Deves insistir na denuncia e proposta e insistir nas publicações, deves escrever artigos de opinião, deves fazer “Cartas Abertas”, deves criar factos “espectaculares”, deves na Assembleia adjectivar forte e verás que o presidente “sai de si” e farás notícia.
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Estou completamente de acordo com o que escreve, reflete o pensamento que tenho sobre o BE nos últimos tempos. Voto no bloco praticamente desde a sua existência, votei nas eleições de 2005 em Lisboa no Sá Fernandes (BE) e votei nestas eleições também no Sá Fernandes (PS). O meu voto é só meu e dou a quem quero, o Bloco nos últimos tempos não tem correspondido aquilo que eu esperava dele, um partido acima dos interesses do próprio partido.
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Votei no Bloco nas legislativas.
Votei Costa para deitar abaixo o Santana.
Nos outros dois boletins, votei PC.
Só não votei Bloco porque o Luis Fazenda não está à altura.
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Acho que chegou a altura de se discutir o que quer o Bloco ser afinal: um partido de solução governativa capaz de assumir responsabilidades (e para isso terá de saber persuadir os chamados “Alegristas” e reformular sériamente o seu programa eleitoral) ou manter-se no actual rumo (que levará invariavelmente ao eclipsar do Bloco). É uma discussão fracturante, que pode levar à saida de muitos membros, mas nesta altura a pergunta é: será o Bloco capaz de se tornar a solução governativa de esquerda que amiudemente se preconiza?
Outra grande tarefa a enfrentar é a questão do coordenador. Ninguem dúvida que foi o carisma do Louça que fez o Bloco crescer, mas já se começa a sentir muito o desgaste e é necessário haver mais gente a dar a cara por o partido. Durante a campanha é normal a confusão entre Louça e o próprio partido, e para uma parte significativa do eleitorado (a menos letrada) o Bloco é um one-man party como tantos outros que a esquerda já teve. Não estou a defender um afastamento do Louça, apenas um alargar das cúpulas, com a possibilidade de surgirem outras figuras com quem as pessoas se possam identificar. No presente imediato parece-me óbvio que o Pureza necessita de maior exposição mediática, mas não será suficiente a longo-prazo. A ideia é o Bloco ter 15/20 pessoas capazes, que apareçam e falem em nome do partido.
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Daniel
Não colocando em causa a sua análise de Lisboa, e fazendo desde já a declaração de interesses que fui candidato (derrotado) a uma Junta de Freguesia no Distrito de Leiria pelo PS, acabei por observar as candidaturas do Bloco que aqui foram apresentadas. Mal preparadas, sem disponibilidade para uma disputa séria e sem acrescentar (bem pelo contrário) nada a uma disputa autárquica que, por muito menor que pareça, é importante para quem cá vive.
É legítima a estratégia de crescimento, mas se o Bloco quer ser diferente então que apareça a terreiro não com uns vulgares “cromos”, mas que se esforce por apresentar listas constituídas por quem quer fazer a diferença. Eu sei que os outros partidos são o que são e que mesmo no meu, e no meu Concelho, houve listas só para marcar presença, mas no caso concreto da minha freguesia, não pude deixar de entender que havendo disponibilidade para uma disputa séria, de ideias, e com uma campanha limpa, centrada em projectos, quem perde é o Bloco por deixar uma cadeira vazia (literalmente) e não se preocupar em contribuir em nada para uma discussão séria.
Mais uma declaração de interesses: não foi pelo Bloco ter concorrido que perdi. Perdi porque não convenci pessoas suficientes a votarem no projecto que encabeço.
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Caro Daniel.
E se de repente a questão fosse esta:
Porque razão tem o Bloco de Esquerda de ser um partido autárquico?
E não me venhas com a conversa das bases se faz favor. Mas um partido deste género eminentemente urbano tem de ter à força representação autárquica? E essa mesma representação tem de se estender a todo o território? Não se pode concentrar nos grandes centros urbanos?
Faz sentido ter de ir a todas?
Agora engraçado foi ver os comentadores de direita da TVI 24 e da RTP N (é verdade, estas tv´s em termos de inclinação dextra vou ali e já venho) todos a declarar o óbito ao B.E. e a compará-lo ao PRD.
Enfim… E depois ainda calaram o concurso para um 5º Canal de TV. Pluralidades…
cump
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Este Mario Tomé, é aquele que estou a pensar ?
O Mario Tomé que era conhecido no tempo da guerra pelo Major fascista,tal era a maneira brutal como tratava os seus subordinados ?
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“Porque o candidato da CDU, como em todos os concelhos, era o melhor” ??? Candidato, não. Candidatura (ou lista+projecto) sim. Já lhe expliquei que acredito em projectos, princípios e pessoas. Tudo interligado.
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Já fui militante do Bloco mas fui-me afastando; “passei-me” para o PS porque não concebo um partido político que não usa o meu voto, e o voto de todas as pessoas que nele confiam, para melhorar a vida dos portugueses. Não concebo um partido que, crescendo, se limite a ser do contra, a mandar abaixo, que se recuse a dialogar de forma aberta tentando ser uma força de influência. Quando o Bloco começar a mostrar vontade de, efectivamente, governar, voltará a ter o meu voto.E conheço tantas pessoas que pensam como eu.
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http://blasfemias.files.wordpress.com/2009/10/esquerda_caviar_2_thumb1_2uqpv1dm5zms8o0w4848skgc8_brydu4hw7fso0k00sowcc8ko4_th.jpg?w=300&h=260
[Responder]
Caro João Delgado,
Sou de Braga e votei em si. Aquilo que diz no seu comentário é exactamente o que penso. Mas então porque é que a campanha do BE em Braga andou sempre à volta da maioria absoluta de Mesquita Machado? Mesmo quando Louçã cá esteve foi quase só disso que se falou. Não poderíamos ter tido outro tipo de discurso, mais positivo e mais virado para os problemas concretos de Braga?
O João Delgado leu o panfleto que foi colocado nas caixas de correio? Reparou que aquilo tinha mais texto que o programa de governo do PSD? Acha mesmo que o eleitor típico ficou a conhecer melhor as propostas do Bloco com aquele palavreado todo?
Eu estou inteiramente de acordo consigo quando diz que nós não queremos votos a qualquer preço. Mas não é isso contraditório com o discurso contra a maioria absoluta de qualquer maneira?
De qualquer forma, parabéns por ter dado a cara, e como militante do BE em Braga, havemos de nos encontrar.
[Responder]
António Sousa
Com esse programa nem a imensamente forte URSS resistiu, apesar do mérito estatístico.
[Responder]
“No presente imediato parece-me óbvio que o Pureza necessita de maior exposição mediática, mas não será suficiente a longo-prazo. ”
Concordo. Sera’ que os gatos fedorentos se importariam de passar a ser cinco?
[Responder]
129 mário borges
13 Out 2009 às 12:41
Meu senhor, volto a dizer-lhe a si o que já disse mil vezes a outros.
Não confunda a direita, nem sequer o centro com esses palradores que estão todos ao serviço do PS e de Sócrates.
Agora se o senhor acha que o PS já é de direita, bem então o caso muda de figura.
[Responder]
-Sr. Mário Tomé
-Com tal comentário o sr. Mário Tomé, acaba de demonstrar a sua enorme ignorância quanto a matéria incluindo a URSS.
———-+++—————
-Não percebeu patavina do que leu…se é que leu alguma coisa como demonstra total desconhecimento da dependência económica do país onde vive- o que é trágico vindo donde quem vêm …
[Responder]
A TODA A ESQUERDA I parte
Primeiramente, confesso-me profundamente desiludido com o autismo do meu partido em não reconhecer, de forma profunda, que o antagonismo fraticida de afastamentos e ou expulsões de camaradas de grande valor para a luta unitaria tem vindo, ao longo dos anos, a desfasar um projecto que já leva quase 1 século de existencia em Portugal.
Aos poucos esta “jovial” ortodoxia vem minando de maneira lentamente caustica, o grande trabalho vanguardista que tem sido o apanagio deste grande partido. Urge uma reflexão já!
Acreditarei na IDEIA até ao fim, independentemente do camarada que seja escolhido para a oratoria no papel de secretario geral. Mas tem que haver humildade suficiente para reparar o erro quanto ao caminho escolhido, que não tem sido proficuo numa altura em que é necessario um PCP ou uma CDU forte e verdadeiramente mobilizadora.
Não, não esqueço a grande demonstração de força das emblematicas manifestações mas, tambem não me posso iludir que numa altura tão crucial como esta, essa força não se tenha traduzido numa ascendente confiança do eleitorado para de uma vez por todas por em sentido um neo-liberalismo descançado com um povo com receio em mudar de rumo porque a mensagem que é passada assume um romantismo alegorico inconsequente.
É tempo das esquerdas acertarem o tempo, onde a ideologia deve ter um papel fundamental na conciliação de esforços e não se deixar perder com uma frequencia infantil em promenores infrutiferos e nefastos para o verdadeiro objectivo.
Ao contrario do Mario Tomé, acredito que este mundo necessita ainda mais de se basear na ideologia, pois é a ideia que nos move, não com rotulos basicos de Trotskistas, Maoistas, Leninistas, Socialistas, Comunistas, etc, mas sim com querer seguir um rumo seguro almejando um mundo de socialismo capaz de por em pratica aquilo que apenas se queda na beleza das palavras.
O aventurismo do BE tem laivos de algo que, quanto a mim, prejudicou a revoluçãode Abril mas acreditaram sempre pelo que lutavam.
A ortodoxia do PCP é a antitese de uma luta que se quer global e não ostracizada em si mesmo.
O neo-liberalismo do PS é o culminar de algo que iludiu muita gente valida por acreditar num socialismo que apenas se quedou num SNS fragil e em um ou outro promenores de relevante importancia. Muito pouco para um partido de poder………….de esquerda.
Se o problema é a personificação concertativa das muitas vontades sob a égide de uma só vontade, para mim essa pessoa é o camarada Carvalho da Silva.
Embora que fique bem assente que ninguem é dono da ideia e se alguem tiver essa pretensão, rapidamente voltaremos ao amargo inicio do ping-pong da culpa.
A.R.A
[Responder]
António Cunha
Mateus
Dótôres
Eu sou mais conhecido como o major Tomé que com o pessoal dos capitães deram cabo do fascismo e acabaram com a guerra colonial. Já vi quisso não lhes diz nada mas o problema é vosso. Além disso também consto das crónicas e dos trabalhos dos estudiosos, além da memória colectiva de muita gente que se fartou de sofrer durante muitos anos antes e depois do 25 de Abril e tinha nessas entidades referidas pelo dótôr Mateus um apoio desinteressado combativo e corajoso na resistência aos simpáticos restauradores.
E foi dessa luta e da inteligência com que foi analisada, nos acertos, poucos e nos erros,muitos, que nasceu o BE, esta estranha entidade que em vez de vos dar alegria vos chateia tanto. Mas esse é também problema vosso e de todos para quem a democracia se sustenta do esgotamento de quem trabalha e da engorda dos sevandijas.
E contra isso que se bate o BE se ainda não perceberam.
[Responder]
140 Mário Tomé
Caro Major
Eu como Sargento de Engenharia (6 anos no RE1), tenho que lhe bater a pala e saudo-o pelo que fez no 25 de Abril, mas não o posso saudar pelo que tentou fazer no 25 de Novembro.
Teriamos passado de cavalo para burro.
25 de Novembro sempre, comunismo nunca mais.
[Responder]
Só gostaria de dizer uma coisa: Na minha freguesia, que tem 14 mil eleitores, todos se perguntavam: Quem são os candidatos do BE?
Foi a primeira vez que o BE se candidatou, mas ninguém sabia ao certo quem eram os seus candidatos. Dos outros partidos (CDS-PSD-PS-CDU) os candidatos eram sobejamente conhecidos, quer por serem os anteriores eleitos, quer pela intervenção que têm e sempre tiveram na vida da nossa comunidade. Na minha terra, o CDS não tem muito mais votos que o BE, mas teve um candidato que foi presidente do clube da terra, e segundo o seu opositor da CDU, fez um grande trabalho. É nestas coisas que se fazem as diferenças nas eleições locais- é pelas pessoas. Todas elas com um grande grau de intervenção civica fora da política. Más línguas poderão dizer que o seu voluntariado sempre visou a carreira politica, mas das 3 uma: Ou se é de uma Jota, ou se é um grande académico ou ainda se tem uma intervenção civica considerável.
Para o Bloco, que não tem Jota e tem os seus académicos no parlamento, a intervenção civica esgota-se na vida partidária. E isso a nível local vale pouco, praticamente nada. Eu fiz parte de uma lista independente à Junta e houve uma mulher, que apoio no grupo cáritas Paroquial que me disse que ia votar na minha lista porque viu lá a minha cara e queria-me recompensar por todo o trabalho que fiz por ela (ajudei-a também numa questão judicial). Resultado PSD 8 PS 4 PUGA (por uma Gafanha activa) 1 CDU 0 BE 0
Resta dizer que a votação da CDU foi parecida à de há 15 dias (3%) Já o Bloco que roçou os 10% à 15 dias, teve uma votação ainda inferior à CDU. É obvio que o PUGA beneficiou do apoio do CDS, que não apresentou lista na Freguesia, mas à 4 anos não elegeu nenhum deputado, nós ficamos a 60 votos de eleger o segundo (tivemos 639 votos).
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-Embora eu não seja membro/militante do PCP por razões de ordem pessoal que, para aqui não interessam.
Sempre gostaria de saber quais foram os -”camaradas de grande valor”- afastados ou expulsos ou que saíram pelo seu próprio pé -
– Desde já agradecia o esclarecimento.
” Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”
(Bertold Brecht)
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ANTONIO SOUSA
Se calhar é pelas razões de ordem pessoal que o proprio afirma, que, é me de todo impossivel tentar esclarece-lo sobre algo lhe é completamente alheio e de impossivel compreensão visto que se a sua intenção cognitiva não vislumbra quem são os ”camaradas de grande valor” (mediaticos e anonimos, devo acrescentar), veio bater a porta errada para obter qualquer sessão de esclarecimento.
Quanto a Brecht, o escrito que ele fez de nome «Nada é impossível de mudar» ilustra todo contexto dos “camaradas de grande valor” de que falo, embora o Sousa não sei se vai realmente perceber por………”razões de ordem pessoal que, para aqui não interessam.”
Mas em todo o caso, cá vai!
« Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.»
A.R.A
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-Não , não percebi!
-Está no seu direito de não me responder.
Como é habito no “seu partido”, não falarem dos problemas internos, com estranhos à organização.
-Só pedi esclarecimentos porque o caro senhor lançou a questão, nada mais.
-Como todo o caminho ter dois sentidos-
« Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.»
(Bertold Brecht)
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ANTONIO SOUSA
Pois, eu percebi que o caro Sousa não ia perbecer mas não custava nada tentar!
Mas engana-se quando afirma que lancei uma questão (mais uma vez não percebeu) visto que apenas constatei uma opinião propria “afirmativa”.
Mas, estando tambem o sr. Sousa no seu pleno direito de não responder, o que o impeliu a partilhar com o blog que
«-Embora eu não seja membro/militante do PCP por razões de ordem pessoal que, para aqui não interessam.»
foi para criar mais enfase ao pedido de esclarecimento ou esta com vontade de desabafar? (isto é uma questão)
A.R.A
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caro daniel, concordo, o nosso voto é crítico e claramente exigente. o candidato luís fazenda não embarcou no barco antónio costa, mas onde ficaria a minha atitude crítica se, confrontado com uma derrocada de princípios à volta dessa candidatura, o meu candidato embarcasse nela. não somos ferozes anti-ps? claro que somos, enquanto a dança dos dois partidos mais fortes continuar com esta pobreza, no debate de ideias, na governação. seja o problema do voto útil, ou o problema da ausência do poder (a meu ver, inútil) do candidato do bloco, a verdade é que houve um problema que aqui não foi referido: o reduzido tempo de campanha prejudica os partidos pequenos, com muito menos projecção mediática. e francamente não basta dizer que o contra-poder não chega, até porque os nossos adversários políticos dizem o mesmo (chegam mesmo a aliciar os mais fracos com o belo cheiro do poder). hoje ouvi dizer que a minoria (o bloco) deveria ceder mais à maioria (ps) do que o inverso. mas ceder o quê? e em nome de que maioria? ceder à minoria que detém o poder é não ter um projecto político de mudança, e o bloco é um projecto político de mudança, e não apenas de poder e contra-poder.
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Para ARA
-Não, caro ARA, não foi para desabafar,: Quem pelo que escreveu quis desabafar foi o ARA . Lei por favor a que escreveu. E como começa o seu Texto:
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“A TODA A ESQUERDA I parte
Primeiramente, confesso-me profundamente desiludido com o autismo do meu partido em não reconhecer, de forma profunda, que o antagonismo fraticida de afastamentos e ou expulsões de camaradas de grande valor para a luta unitaria tem vindo, ao longo dos anos, a desfasar um projecto que já leva quase 1 século de existencia em Portugal.
Aos poucos esta “jovial” ortodoxia vem minando de maneira lentamente caustica, o grande trabalho vanguardista que tem sido o apanagio deste grande partido. Urge uma reflexão já!
………………………………………………………..
-……………………………………….etc
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Ora bem, é o Sr. que chama toda a esquerda.
É o senhor que pede uma reflexão; e pelos vista inclui nessa reflexão “toda a esquerda”
_ora eu sou uma pessoa de esquerda, não sendo militante do partido mas estando muito próximo inclusive tenho pessoas amigas e até familiares que estão ligados ao PC – Voto com no projecto CDU -Além de gostar imenso de politica mas politica de qualidade não de politiquice- quanto a não ser membro do PC é mesmo por razões de ordem pessoal e profissional – não posso pertencer a nenhum partido politico de forma formal – entendeu .-É uma patetice da lei ,mas que fazer é assim como isso impedisse as pessoas de ter um ideal. mas enfim. Isto sim é um desabafo.
-”Até temos de usar pseudónimos nestas coisas”
É uma forma de clandestinidade …por um lado dá um certo gozo.
Um abraço
António Sousa
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ANTONIO SOUSA
Touche!
Sem duvida que o meu “desabafo” foi um exercicio analitico de critica ao partido em que acredito, não do ponto de vista semantico da ideologia (nunca acreditei nos chavões de ex-comunista; ou se é ou nunca se foi) mas sim na vertente directiva e organizacional que, não pondo em causa a crença dos que pensam ser este o rumo certo a seguir, de uma forma algo politicamente autista, persistem no consolidar puritano do eleitorado comunista ao invés de enfrentar de modo incisivamente actual e vanguardista um poder estabelecido que vai muito além da propria politica, com medo de algum eventual canto de cisne. Enquanto isso vamos perdendo poder autarquico em miticas capitais de distrito.
É me verdadeiramente confrangedor vislumbrar tanta gente que teria uma valida e decisiva importancia para uma luta contra um sistema de governação capitalista, onde as principais figuras lider dos partidos do poder primam pela mediocridade intelectual, serem alvo de purgas internas (não, Sousa, não vou mencionar nomes) onde na maioria dos casos se passou uma esponja vergonhosa pelos seus passados de luta e total dedicação ao partido que fez com que fossem olhados de soslaio pelos proprios camaradas de luta e se afastassem politicamente de uma forma menos digna mas, concerteza, com toda a dignidade das suas convicções.
Apelei a toda a esquerda, pois estamos numa altura que não digo crucial mas sem duvida é de extrema importancia para que esta se una num só proposito mas só exorcizando os fantasmas internos (que foi o que eu tentei fazer) poderemos achar uma concertação solida numa esquerda que, pateticamente, vive de costas voltadas praticamente desde a fundação do nosso jovem sistema democratico.
Essa concertação de esquerda, que poderia muito bem ser inserida na CDU (ou se algum infrutifero ressabiamento houvesse, o mesmo projecto mas com outro nome) seria vista como uma verdadeira força de alternativa politica governativa e os principais poderes deixariam de contar com os votos uteis do tal eleitorado “voluvel”.
Só quando a Esquerda começar a pensar Portugal com um só sentido, o da melhoria qualitativa das condições de vida dos portugueses numa sociedade socialista, é que estaremos perante um ponto de viragem que será sem duvida tido como exemplo para todo um mundo que anseia que alguem dê o 1º passo e para isso há que ter um projecto impenetravel e sem macula por parte da esquerda para que quando os poderes estabelecidos atacarem não assistemos, outra vez, a uma esquerdalha aventurista e indisciplinada a ceder aos provocatorios improperios destabilizadores de quem não quer largar o poder.
A noção de que a esquerda não irá lutar contra partidos mas sim contra um sistema é fulcral para a objectividade da acção revolucionaria numa unicissidade organizacional e directiva.
Aquele Abraço
A.R.A
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Tenho muitas afinidades politicas e grande simpatia pelo BE e seus militantes, Gente intelegente, bem dispoista e autentica .
Porra estava a esquecer que não tem nas sua fileiras quadros suficientes para uma eventual governação!
Julgo que há um trabalho a fazer de modo a desmontar esta tentativa de diminuir o Bloco
O resultado de Lisboa, em minha opinião, teve rmuito a haver com o slogan “lisboa não é um negocio” Luiz Fazenda não foi feliz.
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