
Os críticos deste anúncio da Dolce & Gabbana dizem que ele pode ser lido como uma apologia da violação. Que a sua mensagem é “ambígua”.
Por Daniel Oliveira 7 Mar 07 em Sem categoria
Os críticos deste anúncio da Dolce & Gabbana dizem que ele pode ser lido como uma apologia da violação. Que a sua mensagem é “ambígua”.
Por Daniel Oliveira 7 Mar 07 em Sem categoria
Sinceramente ela não tem cara de quem está a ser violada.
No entanto acho que o anúncio é um bom hino ao exibicionismo, não que eu tenha algo conta
Para mim, essse anúncio, é simplesmente nojento. Faz lembrar aqueles da Benetton que exploravam a agonia e morte de um doente com sida.
Eu postei a criticar. Já agora qual é a tua opinião?
Abraço.
Não tenho rigorosamene nada contra o anúncio. Foi aliás sobre isso que escrevi para o Expresso.
Parece-me uma apologia da violação. Para o não ser, não estariam lá os 3 guardas/seguranças/voyeurs.
Só se a ambiguidade for sobre qual o sexo fraco e forte…
eu diria voyeurs.
Os críticos deste anúncio devem ter vidas muito tristes.
..querendo com isto dizer que não percebo what’s all the fuss about.
Faço minhas as palavras de Isabel Coutinho e Maria Arvore. Detestei a imagem, é uma clara alusão à violação, é de um tremendo mau gosto, sinceramente acho que uma cartinha a DECO fazia sentido.
Sendo que D&G são gay,acho que a gaja está ali a mais.
Agora a sério,já vimos bem pior…
Não acho que faça a apologia da violação. Faz a apologia, sim, da mulher como ser inferior, fútil, dominável, qual gata em época de cio…
É uma imagem só possível numa mente machista e tacanha.
Absolutamente desprezível!
Nao me parece nada disso… e sexy, ousado, sedutor e provocador. Cumpre o objectivo. Se ela tem ar de estar a ser violada, vou ali e ja venho…
Parecer parece, mas sera que cheira?
Mas acha, Gabriela, que a muher da imagem está com mais ou menos “cio” que o homem? E isso é ofensivo porquê? Só mentes machistas e tacanhas é que concebem que uma mulher surja a exprimir desejo sexual? A mim parece-me francamente machista e tacanho é este pavor de ver mulheres em qualquer contexto que envolva sexo.
“Só mentes machistas e tacanhas é que concebem que uma mulher surja a exprimir desejo sexual?” Nao. Mas que sinta desejo enquanto e’ atada/agarrada pelo mancebo, enquanto os compinchas assistem, nao sera fantasia para muitas mulheres.
Cabral, não leves a mal, mas acho que há mundo da fantasia feminina que ainda tens de explorar.
Na “mouche”, Cabral!
Tirem os mirones, como que em fila de espera, da imagem, e a mensagem será totalmente distinta.
Gabriela, aceita sem mirones, acha mal com mirones. Há quem goste de mirones. Há quem goste com mais do que um. Quem decide o que é correcto? Este é o problema destes movimentos. de repetente a Gabriela acha que a mensagem só não é insultuosa se for dentro dos limites que a Gabrila acha sedutor. felizmente já lá vai o tempo em que o Cabral e a Gabriela podiam dizer o que as mulheres gostam ou deixam de gostar.
E se substituísses o ‘it’ por ‘me’ não seria tudo bem mais interessante?
violação ou sedução, parece-me uma boa fotografia. Compro.
lá vai o tempo em que o cabral e a gabriela podiam dizer o que as mulheres gostam ou deixam de gostar. Já os gabbanas e os Armanis…
os gabbanas e os Armanis e falam para quem gosta. Quem não gosta não come. Os publicitários que fizeram o anúncio não mandaram calar ninguém.
Epa Daniel com essa e’ que me lixaste! Esta eu tao tranquilo a argumentar que a foto ‘e uma sugestao de violacao, o acto sexual imposto pela matilha de homens. E tu das-lhe essa subtil reviravolta de analise com que denuncias que eu quero limitar o prazer das mulheres. Palmas para o teu progressismo liberal e venha la mais pornografia!
os publicitários mandam. já disse que compro e nem sequer sei que produto gabbana está em causa no anúncio. Se Armani patrocinar com um fatinho até a violação passa a pret-a-porter estival.
Parece mais que ela está
a gostar e os outros aguardam a sua vez!
São fantasias apenas.
Alguma coisa contra a pornografia?
Já ca faltava a conversa da pornografia - que, claro, é muuuito má e ofensiva para as mulheres, porque (here we go again) as mulheres não gostam de sexo, quanto mais de pornografia.
Gosto muito destes feministas que defendem exactamente o mesmo que o machismo mais conservador: que se faça censura do que se pode mostrar; que a mulher deve ser “defendida” do sexo, da pornografia, que ninguém a veja, lhe fale ou lhe toque. Enfim, uma burkazita é que tornava o anúncio formidável, não é, Gabriela e Cabral? Vão desculpar-me, mas sou mulher e reservo-me o direito de escolher eu o que me interessa, sem a vossa censura prévia. Quem não gosta, come menos.
…é assim tão difícil perceberem a diferença entre dizer “não gosto” (que é um direito de toda a gente) e dizer “não se pode fazer/mostrar”? Alguém vos elegeu censores ou protectores de alguma coisa?
Não resisto a deixar aqui um bom exemplo do que acho que é publicidade realmente machista, a mostrar realmente uma falta enorme de respeito pelas mulheres:
womenageatrois.blogspot.com/2007/03/no-deixem-depende-de-vocs-acabar-com.html
Ah, cabral, acerca das fantasias de cada um serem com cada qual: o “atada” que refere não está na imagem, reparou? Prova de que é um bom exemplo de publicidade erótica, evoca apenas as imagens e situações que cada um de nós quiser lá ver.
A rapariga não está com ar de quem está a ser violada/forçada a nada. E isto parece incomodar muita gente… que uma mulher possa sequer sonhar com o facto de, vá lá, ser objecto das atenções de quatro marmanjos jeitosos.
Como disse a fuckitall, a mim aborrece-me muito mais que uma loja me ache incapaz de compar um computador sem a ajuda do marido. Isto sim, é machismo. Agora uma gaja a divertir-se com quatro gajos topo de gama…
É incrível como as pessoas continuam a ter ideias tão redutoras sobre o desejo. Ainda me lembro nos anos 80 das críticas a um anuncio de jeans da calvin klein com a Brooke Shields. Nessa altura o problema era a mulher ser representada como um objecto sexual. Hoje em dia as imagens de homens como objectos sexuais são tão comuns e apenas reflectem a assumpção de que qualquer um de nós deseja no fundo ser objecto de desejo. pessoalmente vejo a imagem em causa apenas como um retrato possívem em inúmeras situações sexuais em que a mulher na imagem é o centro . Pode-se talvez identificar como “dominação sexual” mas não houve também já tantas imagens de homens sujeitos a “dominação sexual” na publicidade? Porque é que sendo uma mulher o centro da imagem tem de ser violação? porque um dos homens agarra o(s) pulso(s) dela?
Exactamente Mariazinha, o que não passa pela cabeça de muitas pessoas é que uma mulher queira sexo sem amor nem ternura. Isso não está nas fantasias das mulheres. Seria tão confortável, para nós, homens, que assim fosse.
A grande conquista das mulheres não foi deixarem de ser objecto de desejo. Foi terem transformado os homens é objectos de desejo. tem muita razão o Tiago. E, já agora, terem adquirido vontade própria. Até a de serem dominadas porque querem. E dominarem, quando querem. Ainda não conquistaram tantos direitos? Talvez não, como as reacções a este anúncio provam.
Sobre a pergunta que me foi feita do que tenho contra a pornografia, respondo que nao tenho quase nada.
Excepto, quanto trivializa formas violentas e impostas de sexo. Excepto, quando glamoriza o sexo ao servico do homem e so do homem. Excepto enquanto industria que mastiga os seus trabalhadores - exemplo mais que suficiente e’ o de Annabel Chong que para bater o recorde de maiores penetracoes seguidas por homens diferentes (’as centenas) ficou com lesoes uterinas irreversiveis, alem das psicologicas que tb sao para a vida.
Nao quero disciplinar a “normalidade”, mas a alternativa nao e’ julgar que todas as representacoes do sexo sao iguais, igualmente inocuas.
Nenhuma representação do sexo é inócua, a não ser que seja banal, no pior sentido do termo. Claro que também tenho tudo contra a agressão da saúde da mulher, na pornografia como no resto. Mas estávamos a falar no conteúdo da pornografia e não da industria. Esse é outro assunto a que poderei voltar.
A pornografia usa as fantasias dos homens (quando se disseminar mais a pornografia dirigida às mulher, que existe marginalmente, também o fará com as fantasias das mulheres). É por isso teatraliza da dominação masculina, como, aliás, também teatraliza o oposto. O sexo correcto, dominado por valores morais, é a negação do sexo.
Apenas um valor é exigido: que seja por vontade de duas (ou mais) pessoas conscientes do que fazem. E nas fantasias não há crime. Nem castigo.
Cabral, tem a certeza que a pornografia mastiga mais os seus trabalhadores do que qualquer outra indústria? Alguém obrigou Annabel Chong a tentar bater records?
A suprema hipocrisia da estórinha, que acabou com a retirada do anúncio após proibições em Espanha, Itália, e queixas, pasme-se, de uma secçao da AI, está aqui:
O anúncio anterior, fortemente criticado, trazia uma mulher deitada no chão sendo imobilizada por um rapaz enquanto outros homens observavam a cena. A nova imagem da campanha traz um homem deitado no chão com uma cobra, enquanto outros três rapazes o admiram.
“A cobra é certamente um símbolo sexual, que, neste caso, tenta o homem. Mas essa imagem não me preocupa. Na verdade, fiquei indiferente, porque o que ela mostra é o mundo gay. Os dois estilistas são gays e, se supõe que os modelos da propaganda também”, afirmou Tiziana Maiolo, presidente da Câmara do Comércio da prefeitura de Milão, que pediu a retirada do anúncio anterior.
E já agora pense-se que esta campanha custou milhões. foi pensada para um público alvo, e de certeza absoluta que esse não era o das “mulheres que querem ser violadas”, nem o de gays que querem violar mulheres. Claro que atingiu o seu objectivo naquela que parece ser a lógica de marketing da empresa: provocar. Outros anúncios causaram polémica porque neles surgia uma mulher com um punhal na mão. Pouco erótico, lá isso é verdade. Quanto ao resto estou inteiramente de acordo com óbvio: as fantasias sexuais das mulheres já não são o que eram, ou se calhar são, mas libertaram-se…
Na minha perspectiva, o anúncio é ofensivo. É muito ambíguo. Alega-se que ela não parece estar “com cara” de ser violada. Mas o inverso também não acontece. E, portanto, ambas as leituras são possíveis e válidas, parece-me.
Por mim, não gosto do anúncio exactamente por esse carácter dúbio, pela mensagem subliminar e de duas faces que veicula.
Acho importante algum cuidado na mensagem, porque a violência doméstica e sexual é efectivamente um problema e pode o anúncio efectivamente remeter para tal.
Daniel,
é Mazinha e não Mariazinha
Há um facto curioso: sempre que uma mulher confessa sentir desejo sem amor, leva logo com a conversa de ser “pouco feminina”, ter “características masculinas” e outras alarvidades.
Se nessa pub figurasse um homem com 3 mulheres lindas, ninguém acharia ofensivo… os moralistas que me perdoem (ou não…) mas a rapariga está com ar de quem vai ter festa, essa é que essa… :))
cabral: as tentativas de records são sempre idiotas e potencialmente perigosas. Estou a lembrar-me daqueles gajos que comem cento e tal hamburguers num minuto, por exemplo… é estupidez pura e simples, ninguém os obriga a nada…
“Nas fantasias não há crime. Nem castigo”, escreveu agora o Daniel. Eu juntaria que no prazer também não…
E juntava só mais uma coisita:
È quase tão rídiculo o medo do prazer que perpassa por esta caixa de comentários como imaginar que uma mulher com aquele ar, possa estar a ser violada ou obrigada a…
E só uma pergunta: Daniel, sabes onde é que se podem encontrar uns exemplares daqueles? Não precisam de ser tantos…
Xiii… onde isto já vai….
Não deixa de ter certa piada a facilidade com que algumas pessoas se põem a julgar os outros de ânimo leve… Vi para aí nos diversos comentários o meu nome associado a valores sobre os quais nada exprimi…
Continuo a afirmar que acho esse anúncio desprezível (= que merece desprezo, degradante, indigno).

Analisando a imagem vejo:
1) uma mulher numa pose voluptuosa com trajos reduzidos.
Tudo bem, não vejo nada de mal nisso! Como alguém afirmou por aí, já lá vai o tempo em que era tabu a mulher poder assumir-se como um ser sexual. Felizmente!
2) um homem numa pose de domínio sobre uma mulher.
OK, tudo bem! não vejo qualquer problema nisso desde que consentido…
3) três mirones, quiçás a aguardarem a sua vez de manifestar a sua masculinidade ou de apreciarem a masculinidade do outro.
Não me choca nem deixa de me chocar. É-me completamente indiferente…
4) um espaço público: céu, mar…
Pessoalmente adoro o mar e o céu…
Portanto, cada um destes elementos não tem nada de criticável (na minha opinião) se analisados separadamente.
O problema (e repito, na minha opinião) é juntá-los todos numa só imagem.
Creio que a maior parte das pessoas não é capaz de dizer à sua filha(o), companheira(o) ou amiga(o) que não há mal nenhum em a mulher mostrar todo o seu desejo sexual em local público, de roupa interior, frente a uns quantos marmanjos e que uma mulher só pode ser desejada se for submissa… Qual gata em época de cio… E para mim é esta a mensagem que a imagem passa.
Ou seja, se uma mulher quiser “transar” com uns tantos homens na sua casa, é lá com ela e com eles… mas não acho bem fazer-se propaganda a tais comportamentos. Não creio que a sexualidade feminina, tantos anos reprimida, necessite de se vulgarizar para se afirmar. Por isso, acho a imagem degradante.
Tanto o homem como a mulher têm as suas fantasias sexuais. Geralmente diferentes, porque são sexualidades diferentes (o que não quer dizer que não haja mulheres com fantasias idênticas às dos homens e vice-versa). E creio que é sabido que, geralmente (atenção que não quero generalizar!) o homem tem maior necessidade de afirmação pública da sua sexualidade do que a mulher, nomeadamente os ditos “machistas”. No conjunto, a mensagem que esta imagem passa é mais do foro da fantasia masculina (especialmente da machista) do que da fantasia feminina. E é contra esse machismo primário que me insurjo.
E lamento que continuem a existir mulheres que alimentem esse machismo, já que a mulher é a única responsável pela sua existência.
Esta é a minha leitura da imagem: apela à exploração (no sentido negativo) da sexualidade feminina e à exultação do machismo.
Outros a verão de forma diferente… O Daniel perguntou a opinião e cada um é livre de a manifestar.
E sobre este assunto, chega!
No prazer algumas coisas que são crime. A violação, por exemplo. E bem.
Daniel, só consigo conceber a palavra prazer se for partilhado. A violação não pode ser prazer nem sequer para quem viola.Doença, loucura, crime puro e simples, agressividade, vilência, machismo patológico…mas prazer não.
Por isso de acordo. Os crimes têm que ser punidos.Mas não era de Não Prazer que falava. Era de prazer, mesmo. A dois, a três a quantos cada um livremente quiser e lhe apetecer…mas partilhado.
Envergonhadamente puxo dos meus pergaminhos de pior aluno de história da pintura que alguma universidade portuguesa há-de ter, com a agravante de não poder fazer aqui rabiscos sobre o boneco.
- o centro da composição está no terço esquerdo. O ponto de fuga está acima, ligeiramente à direita do joelho feminino, chamem-lhe rótula, pontuado pela mão do homem que chega.
- temos então os clássicos dois terços, em composição horizontal, e, atenção, à direita da rótula três corpos quase nus
- O terço fundamental, da esquerda até ao escândalo, são ocupados por dois modelos masculinos VESTIDOS (desculpem por falar tão alto)
O produto em venda é roupa. Em princípio não se vende roupa com nus…
Agora reparem na expressão dos modelos (masculinos), da esquerda para a direita, a quem vou dar os balões da BD que lá não estão:
…O primeiro diz: o que é que este gajo está aqui a fazer, perdendo tempo com uma gaja? despacha-te, pá!
…O segundo, vindo atrasado (o único completamente vestido, a chegar do fundo do croma, vulgo cenário, e em corpo quase inteiro) questiona-se: mas isto não era um encontro de amigos? enganei-me ou quê?
O terceiro, no lado direito da composição, o gajo que chegou a horas, olha debaixo para cima, e assobia: ó pá, despacha-te que a malta tem mais que fazer.
E depois está o primeiro plano, um falsíssimo primeiro plano. O do escândalo.
Falso porque é a faca na mão das outras campanhas (googlem que logo as vêem).
A tal violação (aí jasus), a suposta dominação masculina, a percepção linear e psicanalizável que as senhoras assexuadas de serviço tiveram.
A hipocrisia que citei abaixo, (agora são gays, estou-me nas tintas) inclui uma inocente, mas certeira, percepção da mensagem.
A mensagem assumida pelos vendedores dos trapos era, acho eu, tentar um mix de homossexual masculino com desejo desinibido feminino.
Muito bem conseguida.
Isto é tudo um disparate?
É.
Para quem passou horas da vida a fingir ler pintura da Renascença, aprendendo que leituras também podem ser as que quisermos, o público alvo desta campanha, como um Jan van Eyck dúbio, pode ser esse.
A prova, neste caso, é ter sido este cartaz substituído por um que já não é equívoco.
É homossexual, masculino.
A minha provocação é que isto esbarrou com a homossexualidade feminina não saída do armário, ou a homofobia ou etc., que ainda se envolve no manto diáfono de um feminismo que perdeu o seu tempo, mas é teimoso.
O resto é tão especulativo como este comentário.
O comentário de João Cardoso é o mais pertinente de todos.
Não consigo ver a violação. O que vejo é uma mulher cheia de apetite sexual que se arqueia numa voluta de desejo e de entrega. O homem, manifestamente gay, segura-a e trava-a (reparem que até está de lado. Ninguém viola assim) Os outros estão pra ali a pensar: “olhem esta!?”
Não há dúvida que se trata de um cartaz absolutamente gay que recusa a violência do desejo sexual da fêmea!
Venho tarde para este debate, mas gostava de apresentar a minha perspectiva.
Be, em primeiro lugar, em termos de marketing, é que a imagem teve sucesso e deu publicidade à D&G, talvez tenha sido pela controvérsia que escolheram essa imagem. Como os homosexuais assumidos têm uma tendência a serem mais libertos de qualquer tabu sexual, gostaria de pensar que foi para insurgir este debate que acabámos de ter acerca da sexualidade dos homens e das mulheres, e acerca da falta de libertação dessa mesma sexualidade. Era bom que assim fosse..
Independentemente de serem essas as intenções da escolha desta imagem em particular (com ou sem faca), posso também expressar a minha opinião:
Acho que a imagem é vulgar. Não sou muito fã de imagens a mostrar uma mulher inferiorizada, independentemente das minhas fantasias sexuais de dominar ou ser dominada. Ela tem as pernas fechadas, e a cara virada para o lado, em vez de olhar nos olhos do moço. Isto dá-me uma certa pista para ela não estar bem a concordar com a posição..Bem, mas não sou fã do contrário, naquelas imagens das mulheres fatais a puxar uma trela que tem um homem de gatas acoleirado a ela..
De uma maneira geral acho uma composição muito estática, e assim pouco real.
Gosto de imagens com boas ideias, e não vaulgaridade em roupas caras…
Não dar importância a anúncios como este seria uma boa forma de evitar que a sociedade fique à mercê de iniciativas destas que, sinceramente, não acho que tenham alguma mensagem ou objectivo concrecto, para além de chamar a atenção e entrar no hipotálamo dos consumidores…
Olhei a foto e vi apenas as palavras, (Dolce & Gabbana).
A foto vejo mais como uma Litografia…é-me indiferente o que possa
significar.
A única coisa q sei, é que se fosse um homem a ser dominado por uma mulher, e mais 3 mulheres a observar, não haveria a mínima polémica.
Vista a obrazinha de um mero ponto de vista tecnico e sem consideraçoes de outra ordem.
Primeiro plano:
Um homem totalmente inclinado sobre uma mulher que esta deitada de costas numa posiçao totalmente fragil e indefensavel, prende-lhe os dois braços numa total posiçao de força .
Oculos escuros escondem-lhe os olhos denunciando distanciamento e ao mesmo tempo sublinhando nao so a posiçao de poder como a de ameaça.Pode concluir-se que a cena esta envolvida em silencio e que estamos a presenciar uma acçao que a todo o momento vai desenrolar-se numa onda de extrema violencia .
O plano seguinte mostra-nos um segundo homem numa posiçao de agressividade latente, tronco nu maos na cintura, expectante aguarda o desenvolvimento da situaçao.
O rosto mostra que tenta visualizar a expressao que a mulher tenta esconder e que aguarda uma ordem do que chefia a acçao .
O terceiro plano.
Nele esta uma terceira figura masculina que para alem de estar muito proxima da mulher consegue invadir-lhe a exigua privacidade.
( expressao do rosto que ela tenta defender das figuras anteriores) Esta figura masculina esta toda vestida mostra uma postura corporal de desalento e e a unica figura que a mulher olha de frente.Como que a pedir ajuda.
No quarto plana esta um outro homem que se aproxima da cena.
Andar desenvolto mostra uma de duas coisas; ou se dirige ao que ele sabe ser uma situaçao totalmente controlada em que seguramente retirara a sua quota parte de diversao embora um pouco mais tarde- ou podera intervir alterando a situaçao podendo eventualmente prestar socorro contra
o homem que sujeita a mulher.Mulher essa que nao tem qualquer defesa se a situaçao nao se alterar.
Em pleno dia solarengo e de ceus azuis esse dia que antevemos mostra-nos ainda duas figuras geometricas que nos mostram essa natureza circundante dando ao mesmo tempo a sensaçao de se estar numa prisao
( visao cortada pelas mesmas figuras) e totalmente a coberto de olhares.
Um ambiente tenso,em que 4 seres mais fortes se encontram num ambiente em que um quinto ser ja de si mais fragil pela sua propria natureza esta totalmente controlado por alguem a quem quase podemos sussurrando qualquer coisa como isto:-
” Escolhe queridinha , ou vais a bem ou a mal, de qualquer modo nao tens saida.”
O olhar de que a cena nao pode esconder-se e o nosso.
E e a nos verdadeiros expectadores que compete decidir se de facto sera verdade que a senhora esta
na realidade ali para se ” divertir” - argumento sempre presente nas defesas dos que advogam a causa dos violadores quando os violados conseguem apesar de tudo encontrar coragem para denunciar tais actos .Ou se pelo contrario foi para ali arrastada contra sua vontade.
Dolce Gabanna para dar classe a nossa vida?
Pode ser que sim.
O que me deixa mais banzado no meio disto tudo, até mais do que o facto de várias pessoas terem visto ali nudez (que vendo bem é escassa) e nenhum ter reparado no facto, esse sim sexual, do facto de eles terem os corpos “oleados”. É ninguém ter dito uma palavra do tipo “epá quando 4 homens quaisquer se juntam não formam automáticamente pandilhas de violadores semi-nus”. Essa é outra que também tem piada bem vista a realidade um violador, quando viola, (não falo por experiencia claro) não tira primeiro a camisola, é uma perda de tempo e num contexo de violação não vejo que faça muito pelo prazer.
Eu por mais que me esforçe não consigo compreender que demonios assolam a gabriela e o cardoso, vê-se que perderam muito tempo a olhar para a foto e aplicaram uma tremenda “ginástica mental” nos seus comentário. já este ultimo post da maria acho nojento.
Ela finge fazer uma análize objectiva como se percebe-se alguma coisa do assunto e tira ilações a cada passo mais delirantes á mistura com frases do género ” 4 seres mais fortes se encontram num ambiente em que um quinto ser ja de si mais fragil pela sua propria natureza”.
Não estás a falar dum cão
Começar um post com”Vista a obrazinha de um mero ponto de vista tecnico e sem consideraçoes de outra ordem.” de depois olhar pra uma foto e ver: silencio, relações de chefia, tirar ilações relativas à privacidade, ver uma sugestão de que se trata duma prisão devido a 2 esculturas existentes na foto(todos sabemos da importancia dada à decoração nesse estabelecimentos onde homens se encontram com mulheres) e acho que chega de exemplos pra no fundo te pedir que deixes de escrever. Agora vou ver videos pornográficos em que elas finjem (espero eu) ser violadas.