«Lembrei-me de outro direito. Afinal em dia de greve geral luta-se por direitos. Neste caso o direito de contratar apenas trabalhadores que não fazem greve. Deve um empregador ter o direito de só assinar os contratos de trabalho em que o contratado renuncia ao direito à greve. Note-se que o trabalhador mantém o seu direito de não assinar e de procurar um outro empregador que queira empregar trabalhadores que não querem renunciar ao direito à greve.» João Miranda, Blasfémias

Tenho mais uma ideia: o empregador tem direito a dar chibatadas no trabalhador quando ele não trabalha satisfatoriamente desde que isso esteja no contrato. O trabalhador tem sempre o direito a não trabalhar para ele. Note-se que o trabalhador mantém o seu direito de não assinar o contrato e de procurar um outro empregador que queira empregar trabalhadores que não gostem de levar chibatadas.


Sem respostas ao post “Escravatura “liberal””  

  1. 1 1  jpt

    Eu já perdi a paciência para conta-argumentar ou comentar a maioria dos posts do blasfémias. O disparate é tanto, que não vale a pena. Mas é pena, já foi um bom blog.

  2. 2 2  a.pacheco

    João Miranda o direito á greve é um direito consignado na CONSTITUIÇÂO PORTUGUESA.

    No tempo da ditadura é que se tinham de assinar papeis, a garantir que não se era comunista, e se apoiava o regime…

    Será que o João Miranda se esqueceu que hoje, Portugal é um país democratico..

  3. 3 3  Zé Ninguém

    Na,remota, possibilidade de alguma senhora ler este blog,Ajude-me!

    http://absolutamenteninguem.blogspot.com/2007/05/as-damas-1.html

  4. 4 4  renegade

    ia dizer o mesmo q o jpt. é verdade que este tipo joão miranda debita um tao grande numero de imbecilidades que se torna dificil perceber se quer ou pode ser levado a serio. mas depois pergunto-me se valerá sequer a pena considerar o assunto. começo a achar que não.

  5. 5 5  Luís Lavoura

    Concordo com jpt e renegade. Eu atualmente estou com o João Miranda como estava com o Pedro Arroja - já nem ligo aos disparates que ele escreve.

  6. 6 6  Filipe Tourais

    A mim ocorre-me que o empregador tenha o poder de só empregar quem renuncie aos direitos consagrados pela legislação laboral e se submeta às leis que o chefe vá debitando. Num concurso de enormidades, creio que uma destas é suficiente.

  7. 7 7  jms

    E por que não propor o contrário? Ou, parafraseando J. Miranda:

    O direito de escolher patrões que não dêem motivos para que os trabalhadores queiram fazer greve.

    Lembrei-me de outro direito. Afinal em dia de greve geral luta-se por direitos. Neste caso o direito de ser contratado apenas por patrões que não dêem motivos para se fazer greve. Deve um trabalhador ter o direito de só assinar os contratos de trabalho em que o patrão renuncia ao direito de lhe dar motivos para fazer greve. Note-se que o patrão mantém o seu direito de não assinar e de procurar um outro trabalhador que prefira trabalhar para um patrão que não renuncie a dar-lhe motivos para fazer greve.

  8. 8 8  francisco vieira

    Não concordo de maneira nenhuma com as teorias desse senhor Miranda apesar de não ter estado de acordo com a greve de 30/7 já que as reformas que estão a ser feitas são inevitaveis.Esse senhor Miranda deve estar a falar assim porque provavelmente não necessita trabalhar para outrém de contrário ficaria calado.
    Grato pela oportunidade de puder dar a minha opinião.

  9. 9 9  radioactivo

    o insulto nunca deve ser usado para combater alguém, mas é tão óbvio o que está mal com esse imbecil, que nem vale a pena andar a explicar… apenas lamentar…

  10. 10 10  rezapalevi

    O tipo de João é da agremiação das Camisas Castanhas,o resto é conversa.Podia ir muito bem para Guantanamo que ficava mesmo a matar……..

  11. 11 11  samir.machel

    É o mesmo imbecil que escreve no DN?

    Tinha passado pelo blasfémias e parece que voltamos ao tempo medieval…

  12. 12 12  Tiago Carneiro

    Temos que levar com cada um!

    Isto é de rir. E já agora as “contratadas” tem que ajoelhar!

    Abraço
    Tiago
    http://democraciaemportugal.blogspot.com

  13. 13 13  Luís

    Daniel por favor publica e divulga aos teus amigos de outros blogues este video. É o primeiro a mostrar a carga policial desde início, sem aviso de dispersão e cabeceada por um agente vestido à civil com um cacetete extensível.

    (a partir dos 5:10)

    http://www.youtube.com/watch?v=qCDm-iltV1w

  14. 14 14  O PROFANO

    bOAS dANIEL…
    Quero relembrar, que depos de ter lido o “Livro Verde para as relações de Trabalho”, reparei que a CGTP já assinou um Acordo Colectiovo de Trabalho em que uma das clausulas é essa.
    E no processo de negociação existente no Metropolitano de Lisboa, uma das clausulas propostas pelo Empregador, é essa mesma, a tal da pseudo- paz social, em que ao ser assinado o “tal” A.E., durante a vigência do mesmo, não é possivel o recurso á greve.

    Não concordo com este tipo de clausulado e é triste num País como o nosso que propala a “liberdade” de expressão ter clausulas que limitem o direito de quem se quer expressar e lutar para conseguir algo melhor para si e para o seu agregado familiar.

    Como alguém afirmou ” No Passaran…”

    abr…prof…

  15. 15 15  Sebastião Dias

    Eu devo ter o direito de não contratar um fumador

  16. 16 16  Luís

    Desculpa o Off-Topic

    “Arrastão” , é o nome do teu blogue, em lembrança de uma mentira conveniente, em que um grupo de cidadãos tendo sido perseguidos pela polícia, passou nos media de vítimas a agressores, de perseguidos a perseguidores.
    Contra todas as provas, os jovens perseguidos foram acusados de assaltar pessoas, de roubar tudo o que viam à frente, de agredir transeuntes.
    Quando se revelou a verdade, não houve um desmentido à altura.
    Aconteceu no dia 10 de Junho, dia de Portugal, há quase 2 anos, na praia de Carcavelos.

    Mais recentemente, outro grupo de cidadãos foi selvaticamente atacado pela polícia, espancado, e apareceu nos media como agressor. Os jovens, mais uma vez contra todas as provas, foram acusados de roubarem e agredirem transeuntes e de atentarem contra a propriedade privada. Foi há um mês, no dia 25 de Abril, dia da Liberdade, na rua do Carmo.

    Os dois casos, as duas mentiras, deram força à direita conservadora e à extrema direita.

    No primeiro caso a esquerda insurgiu-se. Ninguém se apressou a esclarecer que “não partilha da ideologia dos jovens ‘ladrões negros’ ” antes de sair em sua defesa.

    Neste segundo caso, ninguém tem coragem de dizer a verdade na televisão, muito menos sem esclarecer a priori que “não partilha da ideologia dos jovens ‘anarquistas’ “.

    (a partir dos 5:10)

    http://www.youtube.com/watch?v=qCDm-iltV1w

    “Levar nos cornos é o que vocês merecem comunas de merda!” é a frase que ficará em memória do 25 de Abril de 2007

    Não vai haver nenhum documentário da Diana Andringa.

  17. 17 17  Sebastião José

    Um contracto desse tipo não teria validade alguma. Mesmo que fosse celebrado, valeria zero. A Constituição da República consagra o direito à greve, logo, qualquer documento a contrariar um requesito constitucional, vale zero. Tão simples como isso, logo, não percebo onde reside a dúvida, não percebo a argumentação do João Miranda nem tão pouco a contra-argumentação do Daniel Oliveira. Ambos estão em plena divagação.

  18. 18 18  nelson gonçalves

    Pergunta:
    O trabalhador X garante por contracto que não vai fazer greve durante a duração do mesmo. O contracto do trabalhador Y, por outro lado não renuncia a hipótese de fazer greve.
    Quem deve receber o maior salário, X ou Y ? Ou devem receber o mesmo ?
    Note-se que à partida X dá mais garantias à empresa de que vai cumprir o contracto.

  19. 19 19  chuckie egg

    Mas então deveríamos deixar de lado os disparates que ele(s) diz(em) e discutir o porquê destes raciocínios absurdamente frios, matemáticos e calculistas serem tão bem aceites por tanta gente no intuito de os desconstruir…e já agora, é ou não é verdade que a maioria das pessoas não faz ideia de porque é que se tem direito à greve, não compreendendo a diferença entre uma greve e o simples acto de faltar ao trabalho e que o seu pensamento é na generalidade “eles não querem é trabalhar!”…mais, o sindicalismo hoje faz com que as derrotas sejam menos pesadas, faz com que as derrotas sejam iguais mas pareçam menores ou não faz nada senão uma morte lenta? (pomos a hipótese de o sindicalismo alcançar vitórias???)

  20. 20 20  nuno

    sim, sim….
    “e numa ECONOMIA verdadeiramente LIVRE o pagamento de SALÁRIOS deveria ser OPCIONAL”

  21. 21 21  fidel

    ó camarada daniel tens de dar um desconto ao camarada joão pois nesse dia o cérebro estava de greve.

  22. 22 22  Tales de Mileto

    “É o mesmo imbecil que escreve no DN?

    Tinha passado pelo blasfémias e parece que voltamos ao tempo medieval…”

    sim, é o mesmo. e estão cada vez piores. é até à exaustão. só sobre a greve, entre ontem e hoje, publicaram 26 posts.

    chega a ser doentio. principalmente o jcd e o jm. são como os touros: fixam um ponto e andam às marradas até partirem os cornos.

    enfim…

  23. 23 23  nelson goncalves

    “sim, sim….
    “e numa ECONOMIA verdadeiramente LIVRE o pagamento de SALÁRIOS deveria ser OPCIONAL”"

    E não o é agora ? Estágios não remunerados não existem ? É proibido trabalhar à experiência sem receber ? É proibido fazer trabalho voluntário ?

  24. 24 24  marieta

    Pode crer, Daniel, que se dá a volta pelos posts ‘liberais’ de hoje e ontem e o que se encontra é o asco dessa mente salazarista dos exploradores de sempre, tão bem resumida no título deste post.

  25. 25 25  p.porto

    É óbvio que a frase do J.Miranda fica algures entre a imbecilidade e infelicidade.
    Só que, como costume, acabam por ser as pessoas com posições mais estúpidas que são usadas para caraterizar as suas áreas políticas junto das opiniões opostas.
    Liberalismo e conservadorismo, considerados genericamente, não estão em conformidade com este tipo de limitações da liberdade.
    Restrições de direito à greve no mundo de hoje são coisas próprias da China, da Coreia do Norte ou de Cuba.
    O J.Miranda trocou-se todo.

  26. 26 26  jpt

    mas eu e que sou o jpt.
    antes de terem direitos os trabalhadores têm deveres.

  27. 27 27  Daniel Oliveira

    Joana:

    “Lista da CGTP dá 82,85 por cento de adesão

    A última listagem de adesões a greve da CGTP, feita por volta das 17h00, faz um levantamento de 1011 locais de trabalho de todos os sectores de actividade.

    Apesar de a intersindical não ter avançado com uma percentagem global, a média aritmética das adesões registadas resulta num adesão média de 82,85 por cento, com base na amostragem de 1011 locais de trabalho.

    O levantamento feito mostra adesões muito diferentes de local para local.

    Há muitos locais com adesões de cem por cento, nomedamente no sector da hotelaria e restauração (em refeitórios e cantinas), na saúde (onde a greve dos enfermeiros foi de cem por cento em muitos hospitais e centros de saúde de todo o país), em serviços de recolha de lixo e em escolas.

    No sector da construção a adesão variou entre os cem por cento e os 25 por cento; no comércio os números variaram entre os cem por cento e os dez por cento; nas indústrias eléctricas variou entre os cem por cento e os 3,33 por cento; e na metalurgia a variação foi entre cem e os 4,44 por cento.

    Para Carvalho da Silva os resultados da greve não são contabilizados em números no imediato mas sim em mudanças que acredita que vão ser feitas no futuro.n

    Lusa”

  28. 28 28  AChata

    Ainda lê o João Miranda?

    O homem que não gosta de ópera e acha uma injustiça subsidiar esse espectaculo.
    Claro, deve pensar que ópera é música para operários e sabe-se como esta classe é abusadora…

  29. 29 29  Zedopautorto

    Seria anti-democrático nomear um Governo, em Portugal, sem recorrer a votos? Note-se que os portugueses manteriam o direito de passar a fronteira a salto e ir viver para um país em que houvesse eleições!
    http://vozesdeburro.wordpress.com/

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