
Avigdor Lieberman pode entrar no governo de Olmert. O lider da extrema-direita israelita, que defende a saída de cidades árabes do estado de Israel, criando ilhas isoladas e retirando aos árabes a nacionalidade israelita, tem um discurso abertamente racista. Defendeu a execução dos membros árabes do parlamento que dessem sinais de apoio ao Hamas ou ao Hezbollah. A entrada de Lieberman no governo está a provocar indignação nos sectores moderados de Israel.
Por Daniel Oliveira 25 Out 06 em Sem categoria


O drama da política israelita é que o sistema eleitoral de Israel é puramente proporcional e com um círculo eleitoral único. Isso faz como que qualquer partido, por pequeno que seja, tenha deputados. Conjugado com a regra, em meu entender estúpida, de que um governo tem que dispôr de maioria parlamentar a apoiá-lo - note-se que nos EUA não é assim, o governo existe e é estável independentemente de quem tenha maioria no Congresso - obtemos a consequência de que os grandes partidos, para formar governo, precisam sempre de se aliar a pequenos partidos, qual deles mais intragável do que os restantes.
(Isto torna-se ainda mais dramático no meio de judeus, um povo cheio de opiniões e de dissensões internas.)
O sistema eleitoral israelita é até extremamente rigoroso na forma como tenta transpor para o Knesset a pluralidade de opiniões expressa nas urnas e que é uma característica do eleitorado de Israel. Por isso, considero natural que se tenham tentado adoptar procedimentos que confiram alguma estabilidade aos governos, necessariamente heterogéneos. O que é significativo e merecedor de toda a ironia contida no poste é o sentido político da recente escolha feita pelo governo israelita quando se tornou necessário alargar a sua base parlamentar de apoio… É que deveria, com certeza, haver outras hipóteses.
A. Teixeira,
concordo consigo quando afirma que o sistema eleitoral israelita transpõe corretamente para o parlamento a diversidade de opiniões políticas existentes na sociedade. Trata-se potanto de um bom sistema eleitoral. O que não é bom é que o governo israelita tenha que andar a navegar à custa de coligações frágeis com pequenos partidos, mais ou menos extremistas, de um ou outro lado do espetro político. Penso que seria adequado, não só em Israel como noutros lados, que o governo (i.e. o poder executivo) fosse eleito independentemente do parlamento (i.e. do poder legislativo) e tivesse uma legitimidade e uma estabilidade independentes. Como no EUA. Isso permitiria conjugar a perfeita representação de opiniões no parlamento, com a estabilidade governamental.
Povo israelita….
Judaismo é uma religião….
Concordo com parte do que o Luís Lavoura escreveu. De facto, um sistema puramente proporcional, tem como desvantagem a excessiva fragmentação da Knesset. Em Israel estão sempre a aparecer partidos, para todos os gostos e feitios: desde o partido dos taxistas, passando pelo partido dos pássaros (!) e acabando no partido das lésbicas (Ale Yarok).
Esta pulverização de votos, colocaca muitas vezes os governos refens de partidos corporativos ou religiosos. Em tempos houve uma alteração da lei eleitoral q permitiu a eleição directa do 1º ministro. Tal alteração acabou por não dar grande resultado, pq o governo continuou a necessitar de 61 deputados de suporte na knesset.
Quanto à entrada do partido Ysrael Betenui (Israel nossa casa), desse sr da foto, pode ser que isso sirva para o domesticar. Podem sempre dar-lhe uma pasta dificil para o queimar…