Parece ter havido problemas ontem com uma manifestação de “anarquistas” no Chiado e a polícia terá carregado sobre os manifestantes, quase todos jovens e sem terem ligação a nenhuma organização, segundo a advogada que os representa desde a detenção. Estou politicamente longe destes manifestantes e eles longe de mim. Mas passei ontem, antes e depois dos incidentes no Chiado (por causa da sessão do “É Cultura Estúpido!”, com António Barreto, no São Luiz), e não vi nenhum sinal das montras partidas referido pela PSP. Podem ter-me escapado, já que não fazia ideia de que tal tivesse sucedido e por isso não estava especialmente atento.
A polícia alega ainda que os manifestantes tinham “simbologia anarco-libertária”. Não deixaria de ser extraordinário que ninguém visse qualquer problema num grupo de manifestantes a gritar por Rudolf Hess, como vimos há um ano, e a «simbologia anarco-libertária» passasse agora a ser proibida. Recordo que a extrema-direita tem-se manifestado sem qualquer limitação, incluindo uma participação nos protestos das forças de segurança, ao lado de agentes da PSP.
A ser verdade que os “anarquistas” se dirigiam à sede do PNR, não deixo de considerar que fizeram um grande favor à extrema-direita.
Ainda assim, as explicações da PSP ainda não me convenceram totalmente. Os testemunhos (incluindo de gente que não estava na pequena manifestação anarquista) que li até agora na Net vão todas no sentido de uma intervenção sem justificação aparente e que vários turistas e transeuntes foram na leva. Fico à espera de mais testemunhos de gente que tivesse visto a coisa de fora. Já que estava muita gente na rua, vinda do desfile da Avenida da Liberdade. Ficando claro que sou contra todo o tipo de manifestações violentas. Mas que, por experiência acumulada em que sou acompanhado por qualquer cidadão previdente, a versão de um polícia depois de bater em alguém não me chega.
74 comentários 26 Abr 07 em Sem categoria



Daniel, eu estava na rua do Carmo e vi com os meus próprios olhos a polícia a carregar sobre os manifestantes que estavam ali de forma pacífica. O relatório da polícia diz que partiram montras o que é mentira, porque fiquei lá até ao fim e não havia montras partidas. Elementos à paisana da polícia começaram a bater indiscriminadamente em pessoal que se manifestava pacificamente e em segundos (10 segundos) uma carga dos dois lados da rua de polícias fortemente armorizados varria a rua do carmo a bastão, levando turistas, transeuntes e pessoas que estavam a sair das lojas à frente. Falei com um casal italiano que não sabia o que se passava e tinha sido violentamente agredido pela polícia. A acção teve nitidamente o intuito de dispersar a manifestação a qualquer custo. Eu não sei onde é a sede do pnr, mas posso dizer-te que a manifestação foi atacada na rua do carmo. Estão jovens no hospital com membros partidos e alguns que foram detidos foram espancados mais na esquadra. Não vi sequer ninguém a resistir à carga policial, limitando-se as pessoas a fugir.
Encontrei estes relatos no wikipedia:
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=124179&cidade=1
Daniel, eu não sou anarquista, sou um democrata, e acredito num estado de direito em que a polícia impede a violência, não a causa!
Ao que parece , a acrescer à confusão a agência lusa parece ter baralhado tudo, confundido a manifestação da avenida da liberdade, com a dos libertários, e ainda com a do movimento “não apaguem a memória”.
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Caro Daniel.
Este comment não tem nada a ver com o post mas você pode nem publicá-lo. Gostava de saber uma coisa e, como venho aqui muitas vezes e gosto imenso de lê-lo (aqui e no expresso) talvez possa-me ajudar. Qual foi o blog que levantou, pela primeira vez, a “lebre” sobre o canudo do nosso PM?
Antecipadamente grato.
Joao Goncalves
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Antes de mais deixa-me recomendar as últimas sobre o massacre de virgínia:
http://politicaxix.blogs.sapo.pt/arquivo/1067806.html
Quanto ao que escreves, confesso que gostei. Gostei no sentido em que me fez rir. Com que então estás politicamente longe destes manifestantes? Em que partido é que eles votarão, só por curiosidade? Se estás assim tão longe deles porque os defendes com tanta abnegação?
Que achas das seguintes manchetes nos jornais ” Extrema Esquerda destrói sede da Extrema Direita no dia da Liberdade”.
É natural que não tenhas visto montras partidas. Provavelmente nem aconteceu nas ruas pelas quais passaste. Achas mesmo que a polícia fez um favor à Extrema Direita?
Pois é Daniel, isto prova o que eu sempre disse e que tu te recusas a ver: Extremistas violentos há-os tanto na Direita como na Esquerda. Uns votam PNR e outros BE. Quanto ao resto, tudo igual.
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eu não sou anarquista como muitos do que la estavam, apesar da maioria ser anarca. sou militante do bloco, e não vi ninguem partir montras ou agredir policias, vi sim o contrario. Houve aqui e ali, elementos que iam, na manif que escreviam palaras de ordem nas paredes, e atiraram tinta pa cima dos vidros de alguns bancos, Foi isto o mais radical da manif,mas se a manif tivesse sido mesmo violenta nada justificava o que vi ontem. No dia 25 de Abril nazis fardados andaram a caça de jovens, para onde foi o 25 de abril?? Protegem-se cartazes fascistas e malha-se em anti-fascistas
Tiago
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Alguns comentários de malta que esteve lá poderão ser apanhados aqui, no Spectrum:
http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2007/04/democracia_inge.html#comments
Basicamente, quando um grupo de manifestantes descia a rua garret (em direcção ao PNR), a polícia apnhou alguma malta que estava a grafitar paredes. Face à reacção indignada dos manifestantes (com uns empurrões à mistura), a polícia carregou à moda antiga. Há um braço partido e gente muito mal tratada.
Pessoalmente, parece-me que a polícia não se soube comportar melhor que os anrco-punks que andaram à procura de divertimento e porrada.
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Levámos uma carga de porrada enorme.
E caso não queiram acreditar nos média independentes e a versão da polícia não chegue, eis um relato via expresso que me parece insuficiente para relatar tudo o que se passou mas que dá uma boa ajuda:
“Segundo esta testemunha, a Rua do Carmo ficou cercada pela polícia de choque. Quem não conseguiu fugir ou esconder-se dentro das lojas acabou por ser detido. “A minha filha, de 21 anos, foi apanhada em plena confusão a meio da Rua do Carmo. Por sorte, quando polícia começou a bater em toda a gente – novos, velhos, rapazes ou raparigas – uma senhora puxou-a a ela e a mais três pessoas para dentro de uma livraria. Uma das raparigas não escapou a tempo e levou uma bastonada na cara. O sangue jorrava-lhe da boca”.”
http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=388927
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São anarcas, the studio. A esmagadora maioria não vota. Você além de simpatizante do PNR está pouco familiarizado com o pensamento destas pessoas. Eu fui bastante claro sobre o que acho
Ainda assim, fui claro sobre a possibilidade da manifestação ter sido violenta (o que nenhum testemunho até agora confirma): condeno sem dúvidas. Coisa que tu nunca fizeste. Aliás, não me esqueço do que escreveste quando fui ameaçado. Não me esqueço nem me esquecerei.
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Joao Goncalves,
O Portugal Profundo: http://doportugalprofundo.blogspot.com/
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Para o The Studio, em resposta à sua pergunta, os manifestantes gritavam: “O Povo Unido não Precisa de um Partido”. Os anarquistas odeiam o bloco porque lhes rouba espaço ideológico. A grande parte dos anarquistas nem se considera de esquerda. Só para não fazer confusão.
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Repare que não há nenhuma fonte fora da PSP que corrobe a existência de montras partidas e dos cocktails molotov. Onde estão os donos das lojas queixosos? Havia centenas de pessoas nas ruas, num feriado ao fim da tarde. Ninguém viu violência por parte dos manifestantes! Só por parte da polícia!
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das coisas que mais irrita quando se lê os foruns fascistas e os comentários gerais que assinam em outros blogs é a extrema confusão relativamente à esquerda. Contribuo na medida do possivel para um esclarecimento: Os anarquistas não votam no bloco e para eles tal significaria o mesmo que votar no cds/pp. Os anarquistas, enquanto tais, não organizam coisas com as pessoas do bloco, enquanto tais. Os militantes do bloco não partem montras nem apostam por tipo de activismo de ilegalidade de massas, e quando são confrontados com ele podem até impedir pela força que algo se passe.
os anarquitas não gostam do tom social-democrata self-righteous do daniel. O Daniel não gostará dos tons pseudo-radicais dos anarquistas.
que se encontrem no bairro alto, bebam umas cervejas juntos e depois gozem uns com os outros nas costas admito que tal se possa passar. Mas temo que mais do que isso seja relativamente impossivel.
Lamento, caro the studio, mas já parti montras em vários paises e várias ocasiões (ontem não foi uma delas) e nunca me passou sequer pela cabeça votar no BE nem nunca o fiz acompanhado por alguém desse partido.
veja-se que em genova até se foram embora a meio porque estavam atrasados para o piquenique da quarta, claro que depois até deram entrevistas sobre a sua presença no G8, as duas horas inteiras.
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Descrição dos acontecimentos por alguém que levou na boca, e com algumas fotos, aqui:
http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2007/04/na_rua_do_carmo.html
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Daniel, atenta neste testemunho do Indymedia, que corresponde a 100% ao que vi. Eu era um dos transeuntes, e vi a cena com o polícia à paisana acontecer à minha frente. Muita gente tirou fotos e filmou:
Chegada ao Camões, parte da manif desmobilizou. Outra parte, cerca de 100 pessoas, sentiu que algo estava por fazer e decidiu correr o risco de efectuar o percurso no sentido inverso, atingindo a sede do PNR, situada na Rua da Prata. Nesse sentido, desceu a Rua Garrett, passando por um considerável aparato policial e acompanhada de bastate perto por alguns polícias à paisana, o chefe dos quais está na fotografia acima colocada.
A este ponto a manif era composta por um núcleo de pessoas de cara tapada e vestidas de preto, bem como várias pessoas que simplesmente queriam ver o que iria acontecer. Esta manif era bem menos compacta do que a que tinha subido o Chiado e, levadas pelo entusiasmo, as pessoas que seguiam na dianteira seguiam a uma velocidade bastate grande. Por altura dos Armazéns do Chiado, e após um curto impasse para decidir o melhor caminho, seguiu pela Rua do Carmo. A este ponto também, alguns dos manifestantes batiam com os suportes das bandeiras em cartazes e mais bolas com tinta foram enviadas para montras. O Chiado estava bastante mais vazio do que uma hora antes, o que aliás é habitual. Nada havia sido partido. Nenhuma agressão havia sido feita.
Foi aqui que dois ou três manifestantes pararam para escrever um grafitti: “O 25 de abril passou mas a lei do bastão continua”. O resto da manifestação continuou, exceptuando um pequeno grupo que ficou a garantir a sua segurança e em vão gritou para os da frente para que esperasse e abrandassem. Quando a frase já estava a ser terminada, um grupo de polícias à paisana, presumivelmente agentes do SIS ou da Judiciária, cercou os seus autores e procurou detê-los, sendo por sua vez cercado pelo pequeno grupo que ficara para trás. Uma rápida troca de empurrões permitiu às forças da ordem compreender que não estava a lidar com um bando de miúdos assustados. Os agentes largaram as pessoas que tinham agarrado, sacaram de bastões extensíveis e recuaram em grupo. O fascista nojento da foto acima, a menos de 5 m de mim, falava pelo rádio chamando o corpo de intervenção. O resto da manifestação, que já tinha passado o elevador de Stª Justa, apercebendo-se do que estava a ocorrer nas suas costas, voltou a correr para o cimo da Rua do Carmo. Um very-light foi lançado para o ar. Chegaram duas carrinhas do corpo de intervenção ao cimo da rua e, simultaneamente, uma à parte de baixo, vinda do Rossio. Os respectivos passageiros saíram e carregaram. Nem todos tinham escudo e capacete.
Alguns manifestantes procuraram agrupar-se para travar a carga policial, mas a maior parte encostou-se simplesmente às paredes da Rua ou refugiou-se em lojas.
O chefe do corpo de intervenção gritou aos seus subordinados que parassem após a primeira carga, constatando que não havia uma resistência digna desse nome e que se passava agora ao simples espancamento dos manifestantes. Não teve qualquer sucesso e, constatando-o, juntou-se aos seus homens dedicando-se aquilo que sabe fazer melhor.
Os polícias vindos de cima gritavam aos manifestantes que dispersassem enquanto lhes batiam com os bastões. Os que vinham de baixo gritavam aos manifestantes que fossem para cima, enquanto lhes batiam com os bastões, naturalmente.
As pessoas que caíram no chão foram pontapeadas e levaram bastonadas. As que se encostaram à parede foram também espancadas, a maior parte sem esboçar qualquer resposta. Tod@s os/as que esboçaram alguma resistência foram especialmente atacados, mas conseguiram, na sua maioria, manter a polícia a alguma distância e fugir, pela parte de baixo da Rua, sendo perseguidos até ao Rossio, dispersando em seguida. Doze pessoas foram presas, tendo algumas delas sido agredidas quando já estavam detidas, à boa maneira policial.
A polícia poderia ter prendido toda a manifestação se quisesse. A polícia poderia ter simplesmente dispersado a manifestação se quisesse. A polícia quis, em vez disso, espancar o maior número possível de pessoas, provocar-lhes medo e assegurar que a sua autoridade não voltaria a ser desafiada.
É difícil acreditar que alguém na manifestação tivesse coktail’s molotovs e, perante tão eloquente demontração do fundamento democrático da autoridade policial, tivesse hesitado em utilizá-los. Teria tido pelo menos a vantagem de manter a polícia à distância o tempo suficiente para o grosso da manifestação fugir. Nesse aspecto, a carga policial deu toda a razão a quem levou para a manif bandeiras com cabos de metal. As mãos nuas não são propriamente as ferramentas indicadas para desafiar a autoridade policial.
Diga-se aliás, que caso a manifestação tivesse demonstrado a intenção firme e a inteligência táctica para resistir, não lhe teria sido difícil fazer a polícia recuar. Organizado como um bando de energúmenos que gostam de bater em pessoas assustadas, sem qualquer organização ou método, o corpo de intervenção não passa de um bando de rufias fardados. Qualquer dia calhar-lhes-à na rifa algo mais do que claques de futebol.
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Por favor digam-me onde moram, gostava de lá ir deitar uns baldes de tinta de forma pacífica
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Parece que nao há grande ambiguidade. Chegaram-me relatos dos mais diversos sectores apontando para uma repressao brutal e injustificada. Só falta saber quem mandou pois eles nao desatam a bater assim sem ordem superiores (ou pelo menos por cheque em branco).
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1. Os comentários que se seguiram, vieram corroborar o que penso sobre o assunto: Tratou-se de uma manifestação de Extrema Esquerda, onde estavam presentes Anarcas (mais ou menos o equivalente aos skins na Direita) e militantes do BE (mais ou menos o equivalente ao PNR na Direita). Aliás temos nesta caixa de comentários, testemunhos de pessoas que se identificam como militantes do BE e que afirmam ter participado na manifestação.
2. Afirmei que os Extremistas de Esquerda e de Direita eram todos iguais, mas acho que foi uma comparação injusta para a Extrema Direita. Afinal, algum leitor deste blog consegue responder à seguinte questão:
- Porque razão todas as manifestações de Skinheads, Frente Nacional e PNR decorreram sem incidentes, e nas manifestações de anarcas/BE, estes incidentes e confrontos com a polícia são recorrentes?
3. Daniel, não te sabia tão sensível. Estive a ler o texto que publiquei em Dezembro de 2006 no meu blog e não vejo que possa ser ofensivo para ti. Enfim, equiparei-te ao Mário Machado, é certo, mas apenas no que diz respeito ao Anti-Semitismo, à Anti-Globalização, Anti-Capitalismo, etç. Quanto ao resto, digo que trocaram acusações e insultos, o que é verdade.
Não vejo no que escrevi nada que não corresponda à verdade.
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sony, obrigado pelo esclarecimento. Que subscrevo inteiramente. Como não estive em Genova, não sei do pique-nique. Quanto ao resto, não mentiu.
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Não, The Studio, não é verdade. Como poderá ler um dia na acusação. Talvez seja a história que os seus amigos lhe contaram. Não respondi a Mário Machado. A única frase que ele ouviu da minha boca foi: acompanhe-me à esquadra. Que você tenha, perante o episódio, comparado os dois, só o torna cumplice de quem usa a violência para calar as pessoas de quem discorda.
Quanto ao resto das comparações, além de serem absurdas, esquecem o número de neurónios no activo.
Por fim, as conclusões que tira do que leu nesta caixa de comentários dizem pouco sobre o que possa ter acontecido, mas muito das suas dificuldades de leitura.
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Até agora há unanimidade nesta sequência:
Jovens anarquistas lançam tinta contra montras de bancos na rua do carmo – policia carrega sobre o grupo onde estes se inseriam.
Deixo uma questão: qual teria sido a melhor forma de os parar?
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Ricardo: não me parece que carregar sobre toda a manifestação (transeuntes e manifetsantes pacíficos incluídos) e mentir à comunicação social seja o mais indicado.
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Espero que as pessoas agredidas pela polícia tenham conseguido saber o nome dos polícias que cometeram as agressões (acho que é obrigatório os polícias estarem identificados) e que apresentem queixa o mais rapidamente possível. Julgo que é sensato achar o seguinte: mesmo que seja considerado crime atirar tinta para as montras das lojas ou dos bancos, isso nunca poderá justificar uma intervenção brutal da parte das forças de segurança. A violência não se pára com violência.
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Vamos a uma analise, que EU militante de esquerda faço , atenção só estive ontem na Avenida e não fui testemunha presencial do que se passou no Chiado.
A-a policia diz que os tais anarko-Punks teriam paus e ferros, se era uma manifestação certamente a senhora comissaria Monteiro sabe que as bandeiras não se levam enroladas ao corpo.
B-Havia DOIS cocktails molotov, bom a policia diz que sim , os manifestantes negam, hipotese quem passa na Baixa sabe que muitos destes jovens ganham a vida a fazer teatro de rua, e um dos espectaculos habituais são os comedores de fogoserá isso que a policia apanhou, ou as DUAS garrafas em vez de petroleo tinham cervejola….
C-A grafitagem que parece que é o polo que despoletou esta carga, é verdade que se calhar há muito que deveria de haver legislação a serio sobre a balda das pinchagens, mas que eu saiba isso NUNCA incomodou a policia, aliás as pinchagens com cruzes gamadas e slogans racistas que pululam por algumas zomas de Lisboa e periferia nunca foram alvo de NENHUMA acção policial quanto mais de cargas da Policia de Choque.
A-a minifestação seria ilegal, já e muito estranho os acontecimentos que se sucedido junto á sede da ex-Pide, onde está ser ser construido um condominio de luxo, é preciso estomago para viver num local onde Salazar e Marcelo Caetano mandaram PRENDER , TORTURAR e ASSASINAR quem se lhes opunha,mas enfim.
Já houve cidadãos presos, e os donos do Condomino e a veração da Camara PSD não têm tido em atenção o respeito pela memoria daqueles que ali penaram por lutar pela liberdade
A situação repetiu-se é de perguntar que ligações estranhas têm os donos de condominio de luxo para terem sempre uma tão atenta prorecção policial.
Mas então a concentração que todas as noites um bando de arruaceiros provocadores faz junto ao cartaz racista do Marquês,ESTÀ AUTORIZADA POR QUEM?…
Por ultimo vim há puco do Chiado as tais montras partidas não vi, aliás falei com algumas pessoas locais que tinham uma visão algo diferente da visão da policia, e num dos casos pessoa bastante conservadora e habitante da zona, que me disse bertamente que não entendeu a necessidade da violêmcia discriminada que chegou a atingir turistas estranjeiros.
Por isso e independentemente de outras provas sobre o que realmente se passou, quem deu ordens á policia de choque paracarregar INDISCRIMINADAMENTE,hoje só posso dizer que nas policias portuguesas há dois pesos e duas medidas, quer se trate de neo-nazis , ou de anarcopunks
Desculpem alguns erros mas hoje este teclado não anda bom.
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Ricardo, bater em toda a gente (incluindo manifestantes pacíficos e transeuntes) e mentir à comunicação social talvez não seja a melhor forma de lidar com a coisa.
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Se até a notícia do Expresso diz que as manifestações eram pacíficas não me restam muitas dúvidas.
O Comando de Lisboa pactua com situações de violência (Super Dragões na Luz, os meninos rabinos PNR/FN), mas parece não gostar de manifs de esquerda. Não admira, quem vai para o Corpo de Intervenção não anda muito longe da mentalidade típica da FN.
Se calhar o LFV tinha razão quando chamou a essa Srª Comissária de mentirosa…
25 de Abril Sempre! Mas só para alguns, estes mentecaptos frustrados bem queriam voltar ao Antigo Regime, por isso é que gostam de ter bestas do PNR nas suas manifs.
PS: Não percebo o que move o The Studio, não tens mais nada para fazer na vida. Volta lá para o teu blogzinho fasciszóide, melhor, vai fazer companhia ao Arroja.
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Ainda não entendi muito bem o que se passou, pelo que aguardo por mais esclarecimentos. Mas, entretanto, deixem lá ver se percebo. Haverá nalguns comentários a ousadia, a petulância, de comparar os ciclicos actos de vandalismo protagonizados por anarquistas(como os verificados por ocasião de algumas cimeiras do G8) com a violência praticada por ’skinheads’? Quererão convencer-me de que será a mesmíssima coisa partir montras ou carros e agredir em matilha, até à morte se necessário, seres humanos indefesos por causa da sua etnia, religião ou orientação sexual?Parece-me claramente condenável a destruição de um automóvel ou a vandalização de uma montra. Mas pretender equiparar isso ao espancamento ou assassínio selectivo de cidadãos inocentes revela a perfídia ideológica dos neo-nazis.Democracia, a quanto obrigas…
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Daniel, depende… Um grupo grande (100 pessoas) na rua do carmo…
mas nesse aspecto estou como tu, gostaria de ver imagens e testemunhos de parte a parte.
Mesmo assim não deste nennhuma alternativa de intervenção e duvido que com diálogo se fosse lá
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Ricardo, muito antes da manifestação (recordo que isto foi um regresso de uma manifestação) já havia um aparato enorme, prefeitamente desproporcionado e nunca visto no 25 de Abril, o que não me deixa muito descansado em relação às intenções da Polícia de Choque. E não me puxe pela língua sobre a benevolência e até alguma simpatia que alguns sectores da PSP (refiro-me apenas á PSP) têm mostrado em relação aos actos da extrema-direita. Não é um exclusivo em Portugal. Aliás, contrariando tudo o que tem sido publicado através de fontes da PJ, fontes da PSP deram a entender, a quando o Encontro do PNR, que grupos de esquerda também estariam a ser investigados (com informações disparatadas, que revelavam estarem perfeitamente a leste), o que dificilmente poderiam saber, já que as investigações estão a cargo da DGCB da PJ.
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Não me incomoda de forma alguma a presença de polícia em manifestações, o que me incomoda sim são as consequências que as atitudes de alguns “agitadores” podem ter para o resto dos manifestantes.
Quanto à benevolência da PSP para a extrema direita, estou completamente de acordo! Ainda ha 2 semanas vi 10 dos tais “seguranças” da FN no cartaz do PNR no Marques completamente a solta, com bastões e nem 1 policia nas imediações…
P.S: acrescento ainda que não sou de nenhum grupo de extrema direita, anarca, extrema esquerda, nazi, claque de futebol, etc
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No site do Indymedia há muitas fotos, inclusivé dos elementos polícias à paisana. No site: http://spectrum.weblog.com.pt também há fotos.
Já começam a aparecer videos no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=gJXuWvsUdr0
Pois parece-me que os media estão a dar notícias de outro arrastão: as bandeiras dos manifestantes são armas, as garrafas e copos de cerveja são cocktails molotov, as testemunhas que estavam no lugar não são ouvidas …
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Daniel,
A única versão que conheço é a sua. Quando disse que o Daniel insultou o Mário Machado referia-me ao que escreveu no seu blog. Ou por acaso nunca lhe chamou atrasado mental nem nada do género? Claro que nunca me passou pela cabeça que lhe repetisse cara a cara aquilo que escreveu sobre ele. Quanto ao resto, o Daniel está a ser desonesto. Sempre defendi a liberdade de expressão, incluindo a liberdade de dizer disparates, como negar o Holocausto. Afirmei que era uma manifestação de Extrema Esquerda na qual se incluiam militantes do BE. Eis o que foi escrito por outros comentadores:
“Os anarquistas odeiam o bloco porque lhes rouba espaço ideológico.”
- Portanto os manifestantes eram pessoas da área ideológica do BE.
“sou militante do bloco, e não vi ninguem partir montras ou agredir policias, vi sim o contrario.”
- Portanto havia militantes do Bloco entere os manifestantes.
Ou seja, o comentário do Daniel sobre as minhas dificuldades de leitura, é desonesto.
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Zabka, o meu blog é Fascista ou Fássista? Se encontrar lá algo que possa ser minimamente confundido com apologia ao Fascismo diga que eu dou-lhe um prémio.
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Por fim:
Todos se queixam de discriminação por parte da polícia que trata a Extrema Esquerda de forma diferente da Extrema Direita. Gostaria que alguém concluisse as acusações que deixam a meio… porque sinceramente não dá para perceber as vossas insinuações.
Quanto aos 10 elementos da FN no Marquês que todos tomam como termo de comparação, cometeram algum acto ilícito? Se sim, qual?
Se não fizeram nada fora da lei porquê as reclamações.
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O problema não foi o insulto, foi a ameaça de morte, que mereceu de si um sorriso. E não espanta.
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Vou dividir este comentário em dois pontos.
1. Sobre os acontecimentos. Ontem saí do Chiado num taxi por volta das 20h30, e enquanto o taxi dava a volta subindo a Rua da Prata, vi vários grupos de Polícia de Choque, já em estado de prontidão, com bastões e capacetes, etc. Estranhei aquele aparato porque a rua estava vazia. Entretanto o taxi deu a volta pela Praça da Figueira e quando chegou ao Rossio vi algumas dezenas de jovens dispersos pela Praça, parados. Não havia movimento, palavras de ordem, ou qualquer progressão daquela pequena multidão. Nada que explicasse o aparato policial.
2. sobre os anarquistas. Há um certo à vontade, nomeadamente do Sony, em dizer o que os anarquistas são ou não são. Se votam no BE ou em qualquer outro partido, se partem montras, se pagam impostos… Devo dizer que, em mais de vinte anos que me identifico com o anarquismo, e conhecendo vários anarquistas nacionais e estrangeiros (alguns deles pensadores com obra publicada, outros mais virados para a acção e as coisas práticas) sei que dificilmente poderiam ser mais heterogéneos. Mas devo dizer que muitos deles votam (maioritariamente em partidos de esquerda), não passam nos semáforos fechados, pagam impostos. Eu faço certamente tudo isso, e duvido que esteja na minoria entre os libertários. Para dar alguns exemplos: Proudhon votava e chegou a deputado, Tolstoi era pacifista (e religioso!), a grande maioria de autores anarquistas é anti-violenta (para mim, só faz sentido ser libertário sendo anti-violento), Chomsky votou em Nader e em Kerry, Murray Bookchin defendia as candidaturas a autarquias, e muitos deles defendem impostos sociais altos (embora também defendam o direito à escolha e à objecção pelos contribuintes). Em Portugal o decano do anarquismo que foi José Brito (provavelmente o português que durante mais anos se reivindicou do anarquismo) era a favor da constituinção de partidos, Emídio Santana não defendia a abstenção política, Maria Magos Jorge (directora d’A Batalha) foi fundadora do BE, etc.
Concedo que o anarquismo do Sony seja outro. Pessoalmente, prefiro as pessoas que citei acima. Por isso evito as generalizações, e acho que o Sony deveria fazer o mesmo, porque a descrição que ele faz certamente não me inclui, nem à maior parte das pessoas que legaram algo ao pensamento ou à história do anarquismo.
Como, por exemplo, Rudolf Rocker::
“I am an Anarchist not because I believe Anarchism is the final goal, but because there is no such thing as a final goal.” – The London Years
“Anarchism is no patent solution for all human problems, no Utopia of a perfect social order, as it has so often been called, since on principle it rejects all absolute schemes and concepts. It does not believe in any absolute truth, or in definite final goals for human development, but in an unlimited perfectibility of social arrangements and human living conditions, which are always straining after higher forms of expression, and to which for this reason one can assign no definite terminus nor set any fixed goal”.
[Responder]
Para o fanático anti-esquerda que parece aqueles adeptos de futebol que só falam da equipa que detestam (The Studio) a resposta é – Os Links…
Nem sei por que é que respondo a quem culpou a esquerda progressita pelo massacre na Virginia Tech.
Conheço, infelizmente, alguns assim, dizem que não são Fascistas porque são Pró-América/Israel/Ultra-Liberalismo e só sabem criticar com base no insulto rasteiro. Paciência, mas lá por gostar de Israel e dos States não significa que não o seja.
A excelsa intelectualidade por detrás desse blog mesquinho se calhar é mais um ex-MRPP refundido. Que mal é que os esquerdistas lhe fizeram? Não quiseram brincar aos artistas consigo? Odeia que as pessoas que frequentam os mesmos espaços onde vai são de esquerda?
[Responder]
Daniel, de qualquer forma, não sugeriu nenhuma alternativa ao comportamento da PSP.
Studio, considera normal estar um grupo armado com bastões? Estavam no marques só a apreciar uma bela noite de primavera entre amigos??
[Responder]
Daniel,
Ainda não percebi bem qual o interesse em dar resposta a comentários fascizantes.
[Responder]
Caríssimo Sony: sobretudo gosto do seu nick… muito corporativista… lamento é a sua (a vossa) disponibilidade para apenas umas cervejas e, aparentemente, para nada mais edificante (bem, se calhar até aceita uns tintos…).
Cumprimentos
Von Barata
[Responder]
Se a polícia bate é porque é má, se não bate, abusam. Pensar que pintar uns grafitis ou pintar umas montras não é nada de especial, então também mandar lixo para o chão, ou cuspir em alguém também não é.
[Responder]
A SIC mostrou imagens de montras partidas, lojas vandalizadas e paredes graffitadas. Enfim, um bando de vândalos imprestáveis que fizeram de uma só vez um favor à direita e à extrema-direita e que não merecem pingo de solidariedade da esquerda. É gente selvagem, que nem sequer vota e quando o fizer, daqui a uns anos, fa-lo-á certamente na direita, é essa a tragetória habitual (Durão Barroso, JMF, etc etc etc).
[Responder]
The Studio , consigo é dificil manter a cabeça fresca.
Uma concentração de 10 ou 12 ARRUACEIROS com bastões VISIVEIS acampa todas as noites no Marquês, quer-me dizer que é uma manifestação autorizada….
E se sim por quem….
Aliás e sem problemas de ser desmentido, há uma nitida simpatia por certas posições dos racistas nalguns sectores das chamadas forças da ordem.
Aliás há elementos que são unha com carne com certos seguranças ligados ao PNR.
A investigação que está a ser levada a cabo sobre o trafico de armas e de droga dentro da PSP e que já levou a detenções, revela tambem perigosas ligações a estes movimentos racistas.
Atenção que eu não meto tudo no mesmo saco.
Há muitos agentes das forças de segurança, homens probos, e de principios a quem tudo isto repugna.
Nada me liga aos anarkopunks, alternativos Okupas, porque já tive a minha dose de hippies, ou porque como eles agora dizem sou um cota.
São jovens na franja das sociedades, que não aceitam o consumismo desenfreado em que vivemos e têm ainda ilusões que a melhor maneira de lutar contra o status -quo é negar tudo.
Por isso para eles Parlamento Partidos (TODOS) policias, fazem parte do sistema que eles não aceitam.
Anarquismo se quiser para eles é sobretudo dizer não….
Mas atenção como alguem já aqui disse, não andam á cata do PRETO para o desfazerem á porrada só porque é preto.
Não andam atraz dos sem abrigo para os regarem com gasolina e lhes deitarem fogo.
Não entram em conluios com policias corruptos para fazerem trafico de armas.
Não traficam drogas duras ( charros consomem certamente e muitos, cervejolas e tinto todo o que vier) mas não fazem trafico de drogas para alimentar manifestações a ditadores assassinos, para pagarem cartazes e outra prpaganda racista.
Farão excessos, certamente, terão que responder por atitudes menos proprias ,sem duvida, mas deles não vem nenhum perigo para a Liberdade dos cidadãos e da Democracia.
E é este o ponto em que o militante da extrema direita e comentador habitual por estas bandas , não quer entender.
Problema seu caro Studio.
Comigo a sua argumentação não pega, conhecia demasiado bem antes do 25 de Abril com os apaniguados dos ditadores Salazar e Caetano, por isso fiquei vacinado.
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Daniel,
1. Vários manifestantes estavam encapuçados;
2. Foram apreendidos (i) paus de madeira, (ii) paus de ferro, (iii) very lights, (iv) cocktails molotof;
3. Houve violações claras à propriedade privada – aliás, a manifestação era não só assumidamente “anti-fascista”, como “anti-capitalista”;
4. Houve provocações às forças policiais.
Tudo isto são factos, que tu pareces ignorar, enquanto “aguardas” por mais informações. Sem querer radicalizar as coisas, parece-me que reages de modo escusadamente assimétrico a estes arruaceiros, comparativamente aos arruaceiros do PNR (em termos substantivos mais graves, por atentarem, pelo menos potencialmente, contra a “vida” e a “integridade física” de algumas pessoas, enquanto estes atentam sobretudo contra a “propriedade privada” e a “ordem pública”, mas em termos formais – e para um liberal – igualmente graves, na exacta medida em que são um “caso de polícia”, e não um caso de política).
Terá havido muita gente que se juntou aos organizadores, ou que passava na rua naquele momento e que “levou por tabela”. Nada disso invalida uma condenação inequívoca, face ao que se conhece, desta forma de desrespeito pelas “regras” sobre as quais vivemos. Se querem destruir lojas, é mais do que justo que apanhem cacetadas. O mesmo se aplica para insultos À autoridade e demais desacatos.
Não há liberdade sem respeito por regras básicas de convivência política. Não há liberdade substantiva e estável que não se construa sobre uma coluna vertebral forte – uam constituição liberal. Não há liberdade sem autoridade.
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Um comentário breve ao primeiro comentário aqui deixado pelo Rui Tavares:
“1. Sobre os acontecimentos. (…) vi vários grupos de Polícia de Choque, já em estado de prontidão, com bastões e capacetes, etc.”
Mal seria se a polícia de choque, quando chamada a actuar, não estivesse “em prontidão”. Queria o quê? Que estivesse a fazer uma pausa, quem sabe a comer uma torradinha na Suiça, enquanto não chegavam os desordeiros?
“Estranhei aquele aparato porque a rua estava vazia. (…) Não havia movimento, palavras de ordem, ou qualquer progressão daquela pequena multidão. Nada que explicasse o aparato policial.”
Primeiro, seguramente que o Rui teria menos informação que a polícia sobre o “grau” de “risco” da situação. Segundo, existe uma coisa chamada “prevenção”. Bom seria que a polícia de choque nunca tivesse de intervir. Acresce que, quando chamada a intervir – e felizmente – o poder dissuasor dela pode fazer com que uma intervenção não venha a ser necessária. De todo o modo, se eles são chamados a estar no local, é por alguma razão. Se for o necessário para que não se desate a partir lojas, já é suficiente estarem lá, mesmo que pareça “desproporcionado”. É preferível evitar roubos do que depois pôr trancas na porta.
Ambos os comentários, na minha opinião, são sinal duma coisa compreensível e costumeira: um certo horror da esquerda à ordem e ao respeito da propriedade privada. E repito o que escrevi antes: sem autoridade, não há liberdade. Percebo que um anarquista tenha visões “ideias” que não esta, mas, numa democracia liberal, é assim: tem de haver regras.
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A julgar pelo mau aspecto dos manifestantes, com ar que não tomavam banho há já muito tempo, talvez uma mangueirada da Polícia de Intervenção tivesse sido mais adequada e higiénica do que as bastonadas…
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Lembro que um dos argumentos da polícia era a de que a manif. “não era autorizada”.
Acho interessante que a simbologia “anarquista e libertária” seja argumento para carregar… e manifestações de xenofobia e ódio racial não o sejam.
Pelos relatos lidos estou convencido que a acção da polícia foi premeditada porque, está visto, a “manif. não estava autorizada” – que curioso isto, no 25 de Abril. Patetas, nunca leram Brecht?!
Sobre os anarquistas. Há Anarquistas e há “anarcas”. Cheguei a conhecer o Emídio Santana e só por sectarismo ou por ignorância um antifascista não respeita a memória de um Homem como ele foi.
Aos de esquerda que aqui peroram sobre o anarquismo, confundindo-o com o bando de idiotas que acha que o capitalismo se combate partindo montras do McDonald ou ir nas provocações da polícia (como ocorreu em Barcelona e em Itália): deviam saber quem foi Jaime Rebelo (há uma avenida com esse nome em Setúbal), combatente na guerra civil de Espanha, antifascista que preferiu cortar a sua própria língua a delatar os seus camaradas; deviam saber que a célebre sublevação operária contra Salazar na Marinha Grande, em 18 Janeiro de 1934 (que o PCP reivindica mas que chamou “anarqueirada”) foi dirigida por pelo anarcosindicalismo; deviam saber, também, que a república foi declarada em Setúbal um dia antes de ocorrer em Lisboa; deviam saber que o local onde muitos trabalhadores aprenderam a ler, antes de terem direito a terem escola, foi nos sindicatos anarco-sindicalistas, perceberiam, enfim, que o anarquismo correu nas veias de pessoas que deram o melhor de si para que o mundo fosse melhor. Concorde-se com ela ou não.
Eu, marxista, não preciso de exibir as minhas diferenças para ser solidário com os jovens alvos de violência policial, da mesma forma que não necessito de atirar à cara do Otelo as minhas divergências políticas para lhe agradecer estar aqui a escrever.
Aos outros, aos que cospem na sopa, e que cada vez que ocorre algo deste género começam a estabelecer comparações com fascistas: Nem sabem do que falam! Deviam ter vivido no tempo em que eram “incorporados” à força para irem defender essa merda que tanta saudades vos faz. Vão-se catar! Prefiro mil vezes aturar as “manifestações ilegais” dos anarquistas (mesmo dos “anarco-idiotas”)que a vossa ordem!
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Só faltava agora discutir-se se são melhores os radicais de esquerda ou de direita. São todos o mesmo tipo de escumalha só que com paranóias diferentes. Veja-se só ao ridículo que chega este tema.
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Pior do que não ver, é não querer ver…
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Só são de lamentar as bastonadas que não acertaram nos arruaceiros.
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Neste Portugalzinho salarento era óbvio que após o que aconteceu aos neo-nazis, houvesse que arranjar um bode expiatório do outro lado (leia-se esquerda) para apaziguar os habituais comentadores/pensadores do regime e da opinião publica.
É obvio que houve força bruta e desproporcional, é obvio que foi uma agressão politica e ideologica, como é obvio que a “peça” da Sic serviu essencialmente para legitimar a força policial.
O que eu acho é que as pessoas que tenham filmes sobre o incidente, ou que o tenham presenciado e tenham um minimo de consciência civica, falem ou enviem os Vossos testemunhos p/orgãos de comunicação social crediveis ou que se prontifiquem a ajudar os acusados em tribunal com o v. testemunho.
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“I am an Anarchist not because I believe Anarchism is the final goal, but because there is no such thing as a final goal.”
Curioso ninguém comentar o excelente comentário do Rui Tavares.
Simpatizo com o Anarquismo, pago impostos, sou pacifista, voto sempre (muitas vezes em branco), trabalho e tenho vergonha que a República não seja Livre.
Não estive lá, tenho pena, mas estarei na próxima e levarei porrada sempre que necessário em nome da Liberdade!
Fica provado que no 25 de Abril se conquistou a Democracia mas não a LIBERDADE!
Daniel, o anarquismo não é um único pensamento, não generalizes por favor que isso faz-me lembrar outra gente!
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A disponibilidade é só para cervejas porque tanto os anarquistas como os bloquistas tem má experiências no seu trabalho conjunto. Os anarquistas não suportam a maneira como as assembleias com bloquistas (a um nivel bastante de base obviamente) são controladas sempre pela mesmas duas ou três pessoas sem que as outras sequer achem estranho. Os Bloquistas não confiam nos anarquistas porquem sabem que não têm respeito e consideração por uma série de coisas que para eles têm de ser tidas em conta.
pela última vez: Não há anarquistas a votar no bloco, nem organizados em matilha para espancar pessoas, nem que andem armados na rua. E nunca ameaçamos o Daniel ou qualquer outra pessoa de morte.
Da mesma maneira que existe uma estereotipização do jovem anarquista que faz o A. Pacheco: sujo e meio iletrado, confusos, incosequentes e radicalóides, dado a consumos de substâncias nocivas e estupefacientes que em geral muito se afasta da realidade também os anarquistas têm o estéreotipo do jovem do bloco: pedantismo intelectual e politico totalmente ignorante de tudo o se passe para lá Portugal,Muito paleio mas pouco envolvimento com estruturas não institucionais, que se deixa controlar e influenciar pelas raposas velhas do partido, pouca experimentação existencial, enfim de serem uns posers burocratas muito portuguesinhos. De resto veja-se como o mayday dos precários, na sua versão original indubitavelmente de inspiração anarquista e autonóma, ou pelo menos anti-institucional e extra-parlamentar, foi aqui introduzido pelo bloco e integrado na manif da CGTP. é daquelas coisas que quando se contam em espanha ou itália ninguém acredita.
no spectrum está uma descrição fiável e detalhada dos acontecimentos. Eu lamento mas nunca tive um encontro com a policia que não se pautasse por uma extrema violência e agressividade que se prolongou muito para lá do necessário para resolver qualquer que fosse a situação. Esta não foi nem a primeira nem a segunda nem a terceira vez que vi grupos de 4 ou mais policias a pontapearem no chão uma pessoa com metade do seu tamanho.
e espero que seja a última vez que tal passe incólume
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Não lhe fica bem essa atitude de condescendência para com a extrema esquerda.
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The studio,
os manifestantes, pelo que pude perceber, não eram pessoas da área ideológica do BE; eram pessoas de várias áreas ideológicas, algumas de nenhuma área ideológica, e pelo que pude ler aqui e ali foi tudo corrido a eito pela PSP. O que me parece é que, dado ser possível conter a arruaça sem violência e sem bastões, há é muita gente desejosa de molhar a sopa como se costuma dizer em bom português. De resto, é bonito defender a PSP com tanto afinco: como aquelas beatas devotas a defender o padre da aldeia.
Rui Tavares,
isso de se ser anarquista fazendo ao mesmo tempo parte do sistema é uma forma curiosa de dar à volta à questão. Chaïm Perelman havia de achar graça a esse raciocínio; uma espécie de “anarquismo bipolar”. Prometo que vou pensar nisso.
João Lopes,
Obrigada pela lucidez. É que começa a escassear.
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Daniel acho piada a essa dificuldade de tomar lados…
eu sei de que lado estou, e não é do dos guardadores de cartazes!
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“…segundo a comissária, os manifestantes estavam a preparar «três cocktail-molotov (bomba incendiária feita com gasolina) e dispararam very-lights» contra a PSP.” No decorrer das detenções, a PSP apreendeu «três cocktails molotov, 26 barras de ferro e 21 paus de madeira e diversa simbologia anarco-libertária». Tu queres ver que a policia esta feita com os skins de extrema-direita ou agora e perfeitamente normal este tipo d situaçoes!! Se vierem com t-shirts do Che Guevara nao ha problema, agora cabeças rapadas é que nao….
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Eu estava no local nessa altura. Não vi montras partidas, mas vi inúmeras paredes sujas de tinta e com tags ainda frescos. Os manifestantes gritavam contra a polícia, bradando “a rua é nossa”. Não sei, evidentemente, se partiram para acções violentas, mas as palavras e o tom eram tudo menos pacíficos. Quanto a serem anarquistas, não há a menor dúvida: a simbologia e as bandeiras provavam isso mesmo.
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Caro Daniel, em concentrações Nacionalistas nunca houve desacatos com a autoridade. Deve-se recordar que já houve alguns estes ultimos anos.
Relembro-lhe a cosntituição portuguesa que permite a todos os cidadãos o direito de exporem as suas ideias sem haver censura.
Agora lógicamente se aparecerem anarquistas de extrema-esquerda e o mais certo e votarem no seu partido, com paus, cocktails molotov, estando estes a vandalizarem propriedade publica e privada, as nossas forças de segurança têm o dever de entrarem em acção. Ups, já me esqueci, não eram nacionalistas, neste caso então a policia teve um papel deprimente. Onde já se viu, um gajo já não pode partir montras nem grafitar as paredes que vêm logo essa cambada de fascistas arrear no pessoal.
Onde está a sua coerencia???
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«São anarcas, the studio. A esmagadora maioria não vota. Você além de simpatizante do PNR está pouco familiarizado com o pensamento destas pessoas. Eu fui bastante claro sobre o que acho
Ainda assim, fui claro sobre a possibilidade da manifestação ter sido violenta (o que nenhum testemunho até agora confirma): condeno sem dúvidas. Coisa que tu nunca fizeste. Aliás, não me esqueço do que escreveste quando fui ameaçado. Não me esqueço nem me esquecerei.
Posted by: Daniel Oliveira | abril 26, 2007 06:04 PM»
Não percebo como perdes tempo a responder a este tipinho que, basicamente, vem aqui descarregar a trampa da sua cabeça doente e fazer a publicidade ao seu blogue (que é tão mauzinho e reles como ele próprio, e onde poucos se dignam sequer a comentar.
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Quanto a mim isto estava escrito nas estrelas (como disse o cómico Santana), quando o pensamento dominante diz que a culpa da existencia da extrema
direita é a extrema-esquerda, era por demais óbvio para quem conhece esta democraciazinha de fachada que qualquer dia tinha de haver uma “compensaçãozinha” pelo facto dos rapazes neo SS terem sido incomodados.
A legitimação já tem vindo a ser dada nos jornais e nas televisões, e pelos comentadores do regime, vezes sem conta, e repetidament, que “alguem” começou a procurar um alvo fácil para que certas consciências ficassem apaziguadas e a democracia dos comentaristas e jornalistas,enfim o estado de direito(a,) devidamente defendidos.
Realmente já era demais neste país de senhoritos, e numa só semana, haver um grupo económico espanhol que tem o desplante de nomear um socialista, haver prisões de neo nacionalistas e ainda por cima, ainda mais uma manifestação desses “anarquistas” de merda, não?? Que é isto? O País é deles, o controle é deles, temos que lutar por um estado de direito(a)…O 25 de Abril?? Qual 25 de Abril, pá, agora estamos em democracia, mas quem manda e controla são eles, os senhoritos.Não se habituem mal.
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Caro K’mrd Daniel.
Conheço-te desde o Barnabé. Sempre fui correcto contigo. Por isso: protesto solenemente por teres censurado um comentário do meu primo por este considerar que ali houve mão do Mário Machado, porra.
Ri-te, homem!
Abraço.
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Caro Daniel,
Já há várias horas que enviei um comentário a este post e ainda não o vi publicado. Desculpe a minha ignorância, mas já carreguei várias vezes no F5, como me disse para fazer da última vez e contínuo a não ver nada…
Obrigado
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The Studio,
“O Professor António de Oliveira Salazar, o obreiro da pátria…”
“…a nação começa finalmente a reconhecer a obra de um dos seus filhos pródigos”
“o povo Português prestou finalmente a justa homenagem àquele que foi sem dúvida um dos maiores Portugueses de sempre. Obrigado Salazar.”
Acha que estas frases são de alguém próximo do fascismo ou não?
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1. Não assisti ao que se passou na Rua do Carmo, não me pronunciarei sobre isso.
2. A polícia existe; sabemos o seu papel e como se comporta na realidade. A polícia de choque existe, sabemos bem para quê. Opus-me à sua criação. Já a vi carregar no Rossio, sobre manifestantes, no decorrer da primeira Greve Geral. No Porto, assassinou dois trabalhadores.
3. Imediatamente após os acontecimentos, fui informado deles por uma amiga. Um amigo nosso tinha sido espancado. Infelizmente, tenho de reconhecer, pertence àquele tipo de jovens (que fazem as notícias de abertura dos telejornais, sobre as manifestações anti-globalização) que fazem a “apologia do desacato” e que se pelam por uma boa batalha campal com a polícia. Inevitavelmente, nessas ocasiões há sempre uns incautos que se vêem de repente metidos no meio, e comem por tabela…
4. Esta minha amiga ficou surpreendida: em vez de compaixão, encontrou irritação. Ela diz-me que é necessário radicalizar a luta, e eu pergunto-lhe se quer dizer com isso atirar bolas de tinta para dentro de lojas (onde estes jovens, aliás, costumam comprar roupa).
5. Também acho que é preciso radicalizar a luta. Temos um mês para preparar a Greve Geral. Entretanto, estes jovens vão prestando um belo serviço ao inimigo (e não é só à extrema direita).
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Quanto ao acto em si, na minha opinião, pouco tem de politico. Simpatias à parte, o que aconteceu apenas prova a falta de preparação da nossa policia para lidar com este tipo de acontecimentos.
Já assisti, in loco, a situações, ou de pancadaria ou de tensão e a verdade é que a nossa policia não está preparada para estas situações (falta de experiência ou ainda resticios de cultura salazarista). Falta-lhe capacidade para saber lidar com multidões, e quando o comandante falha o resultado é sempre o mesmo – porrada em todos. Até agora não aconteceu nada demais, mas se não existir uma rápida formação dos elementos policiais, poderemos ter num breve espaço, acções bem mais violentas de parte a parte.
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1. Será que não há ninguém em Portugal moderado, e só há fascistas e comunistas? Quem vos ouvir falar, pensa que não há outra possibilidade, como ser simplesmente uma pessoa informada, com bom-senso e de bem.
2. Se fosse para ser uma manifestação pacífica, não estariam vários manifestantes com a cara tapada, certo? Vocês são inocentes o suficiente para pensarem que aquilo não foi provocado pelos manifestantes, e que possivelmente, foi o dia mais feliz da vida de muitos deles.
Eles não passam de uns betinhos rebeldes que pensam que vão salvar o mundo, e depois vem escrever uns textos delico-doces sobre como foram brutalmente espancados pelas forças do mal…
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Não posso deixar de estranhar a complacência e até a aprovação que alguns órgãos de comunicação social deram à carga policial violentíssima, que espancou indiscriminadamente pessoas que se manifestavam pacificamente contra o fascismo e outras que passavam simplesmente no local. Se acaso na manifestação participavam pessoas com atitudes violentas, tal não justificava uma repressão indiscriminada, que só tem paralelo com o que se fazia antes do 25 de Abril.
A atitude da polícia e de quem manda nela contrasta em absoluto com a benevolência com que toda a extrema-direita racista e fascista é habitualmente tratada.
Nos comunicados policiais e em boa parte da comunicação social, constato uma atitude absolutamente inadmissível. Rotulam-se os manifestantes de “anarquistas” (ou até de “extrema-esquerda”), concluindo-se implicitamente que são perigosos e devem levar pancada. Leio no comunicado da PSP que, entre os objectos apreendidos aos manifestantes, se encontrava “propaganda anarquista” !!! Leio e não acredito. Estes tipos andaram a tirar um curso na PIDE ou quê? Eu não sou anarquista, mas declaro que tenho em meu poder imensa propaganda anarquista. Uma velha colecção da “Batalha”. Agora voltou a ser proibido?
Esta tirada devia servir para ajudar a embrulhar os paus e as barras de ferro, que em mil e uma fotografias e vídeos divulgados, ainda não apareceram. Tudo isto faz-me lembrar os mais de 500 pretos do célebre “arrastão” de Carcavelos”. Quem anda nisto há uns tempos, sabe também que nesta coisas de reprimir manifestações dão muito jeito uns provocadores infiltrados para justificar as cargas policiais.
Tudo isto é um sinal muito preocupante do que vem aí. Primeiro levam os “anarquistas”, depois a “extrema-esquerda”, depois os “sindicalistas”, depois os “desempregados” e os “disponíveis”, mais tarde os “pretos” e os “ciganos” e se for preciso os jornalistas. Com a polícia a bater em quem passa, os jornais e as televisões no papo, que é que nos fica a faltar para termos um Estado policial, repressivo e censório, sob a capa da “democracia” e da “liberdade”?
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Alguns pontos que vieramn a lume .
A Policia atacou os anarquista na Rua Garrett para os inpedir de ir para a Rua da Prata.
Bom se a policia como diz, já sabia que a intenção dos manifestantes era GRAFITTAR a sede dos neo-nazis, só tinha de fazer um cordão de segurança na R. da Prata e evitar que os militantes anarquistas lá chegassem, agora atacar na outra ponta da Baixa atingindo turistas e cidadãos que por azar estavam no sitio errado há hora errada, é no minimo esclarecedor da forma de actuar da policia.
Vamos a ver o que vai fazer a policia quando os neo-nazis tentarem na proxima semana desfilar no Rato .
No Rato são as sedes do PS e do Bloco, por isso eu espero que a policia comece a malhar neles lá para os lados de Alcantara, ou das Amoreiras… ou há moralidade ou comem todos…
A historia não se reescreve, dizer que Hitler , Salazar, Franco , Mussolini ou Pinochet foram grandes lideres, é dizer que ser grande lider, é torturar,prender , mandar assassinar os seus opositores, é no minimo uma forma GROTESTA, de quem se serve da liberdade para escrever semelhante atoardas.
Por ultimo e muito importante as concentrações organizadas legalmente e á sorrelfa por racistas, e neo-nazis têm acabado com sessões de pancadaria,ai do estranjeiro sobretudo se fõr preto se se cruzar com esta canalha no final dessas acções de pura ódio racista, as participações á policia são ás dezenas, é porque muitas vezes as autoridades não actuam( eu diria pactuam), que alguem se permite dizer que este rebotalho, são cidadãos ordeiros, pois…como era a legião do Tenreiro…
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“Rui Tavares,
isso de se ser anarquista fazendo ao mesmo tempo parte do sistema é uma forma curiosa de dar à volta à questão. Chaïm Perelman havia de achar graça a esse raciocínio; uma espécie de “anarquismo bipolar”. Prometo que vou pensar nisso.”
Palhaçadas: caso “estar fora do sistema” fizesse algum sentido conceptual, não seria antes isso que constituiria um “anarquismo bipolar”? a propósito: não será mais bipolar prestar-se à invenção de pretextos para se deixar reprimir, espancar, prender, humilhar, utilizar mediaticamente como “maus exemplos”, utilizados para normalizar o comportamento dos skinheads? algum libertário não-bipolar, não-masoquista, acha graça a uma coisa destas?
nada disso me enche as medidas. prefiro andar em liberdade e lutar pela ampliação dos direitos individuais, em vez de criar pretextos para a sua restrição. por uma razão simples: um anarquista minimamente consequente pode ser idealista mas não é parvo. e por minimamente consequente quero dizer alguém que leve as suas ideias a sério durante mais tempo do que dura uma “fase” de vestuário.
já agora, sobre Chaïm Perelman: como filósofo arguto da retórica ele não acharia “graça” a ser-se anarquista e estar dentro do sistema. diria que é a única coisa que faz sentido: quem está fora do sistema já não tem necessidade de ser anarquista. seria como querer ser poeta e estar fora da linguagem.
mais: nenhum pensador libertário insiste nessa dicotomia dentro do sistema / fora do sistema. isso é coisa para algumas estirpes de marxistas (marcusianos, althusserianos) e situacionistas. pela mesma razão que, como a citação de rocker deixa claro, os anarquistas não são (em geral) utopistas. simplesmente não há modelo, nem molde, nem forma. é isso também a liberdade.
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Dois factos inquestionáveis, por estarem documentados em imagem e em todos os testemunhos:
- a carga policial foi feita pelos dois lados da rua, fechando os manifestantes. Quando se quer dispersar uma multidão deixa-se sempre um espaço de fuga. Quando se quer bater não. É uma questão técnica, debatida há uns anos atrás numa carga sobre espectadores de um jogo de futebol. Quem comandou deu ordem para bater, não para dispersar.
- a violência está bem visível nas imagens. Só não é uma violência de 24 de Abril, porque nestes 33 anos já vi pior. Infelizmente.
Não me interessa para nada se eram anarcas, o que é um anarca, e se alguns anarcas estavam mesmo com vontade de andar à pancada. Se para a semana suceder o mesmo com os fascistas que vão fazer o seu primeiro Maio em vez do 28, a minha posição é a mesma. A actuação da polícia deve ser proporcional a uma ameaça. Directamente proporcional, e não inversamente como esta o foi. Sei perfeitamente que alguns dos prisioneiros de Guantanamo são criminosos, mas acho que a CIA faz com eles algo de inaceitável.
Interessa-me perceber o que faz um responsável policial tomar esta atitude. Qual é a lógica de a PSP estar a defender um cartaz, sabendo-se que só em período eleitoral é crime a destruição de propaganda partidária (se formos contar as vezes em que autarcas invocam não haver eleições para destruir a dos seus adversários não chegam os dedos das mãos e dos pés…); de onde vem a ordem superior (e não vejo o ministro da tutela a fazê-lo, embora já tenha visto um porco a andar de bicicleta); como é que uma manifestação “ilegal” é tolerada com comunicação social e deixa de o ser quando precisamente já está a dispersar; como é que se faz um cocktail molotov no meio da rua e se consegue actuar a tempo de o desfazer (por favor: ninguém traz kits de montagem para o meio da rua, vem feito de casa e demora instantes a incendiar-lhe o rastilho).
Uma atitude preventiva, com o número de polícias envolvidos, consistia em acompanhar a manif de forma a dissuadir, e não apenas com infiltrados. Se iam para sede do PNR, bastava barrar-lhes o caminho. Pichagens fazem-se todas as noites, não é por as fazerem de dia que passam a justificar tudo isto.
Mas registo que quem investigou a extrema direita foi a PJ e a GNR (a PSP apenas forneceu informações sobre a ligação claques & futebóis). Que causou mal estar na PSP um seu alto responsável ter sido acusado num processo de tráfico de armas que agora se liga com os skins. Que o outro arrastão teve a cumplicidade da PSP quando começou a ser estória.
Registo por serem meras coincidências, significativas, acho eu, no sentido que lhes dava o Mário Henriques-Leiria. E evidentemente sem importância nenhuma.
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Bizarro é o facto de no relato do DN sobre o assunto a ‘jornalista’, sem mais nem quê, sem qualquer motivo objectivamente perceptível que o justifique, saliente que entre os manifestantes encontravam-se “rastas e negros”. Estariam certamente por lá altos, baixos, barrigudos, calvos, barbudos…Mas a ‘jornalista’ relevou a presença de “rastas e negros”, como se a presença desses fosse por natureza perniciosa em manifestações. Alguém que explique à douta ‘jornalista’ que jornalisticamente seria relevante a presença de “rastas e negros” numa ‘manif’ de cabeças rapadas. Será parvoíce a recente tese do ‘jornalismo de sarjeta’, mas ‘jornalismo provinciano’ vamos tendo do melhor.
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Francisco Ferreira, admito que muitos manifestantes queriam que aquilo acontecesse. A questão é saber se a polícia serve para garantir a segurança pública ou para dar cargas policiais a pedido. Ou se se porta como um adolescente que anda a porrada quando é provocado. Ainda ninguém aprofundou a questão da diferença de tratamento para com grupos liderados por homicidas.
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Rui Tavares,
Se bem que poderia ser possível entender “sistema” por “estrutura política instituída”, entendamo-lo aqui apenas na sua acepção mais lata. Nesse sentido, a anarquia que se define a si própria como uma corrente que opera de “fora do sistema”, não tem evidentemente qualquer sentido conceptual ou retórico ou lógico se quiser. É precisamente por isso que não sou anarquista: por existir uma ala de anarquistas que defende esta ideia nada consistente de se “estar fora do sistema”, “fora da estrutura”, etc. Nem mesmo um pintor se encontra fora da linguagem, ou fora dos signos da interpretação. Acredito contudo que o Rui tenha tecido a sua noção de anarquia com a lã de outro tear. Que tenha sedimentado o seu ideal anarquista num oceano mais profundo, menos óbvio. Ora acontece, que no meu espírito também não faz grande sentido conceptual, ou retórico ou lógico, dizer que se é anarca sendo ao mesmo tempo deputado. A menos que a anarquia, ou o grupo dos anarcas de determinado país estivesse convenientemente representado na arena política e tivesse devido assento parlamentar, o que a meu ver também não deixaria de ser estranho. Suponho que a heterogeneidade que diz caracterizar a anarquia contribua para a nébula em que soçobrou o conceito. tive a minha dose de anarquia e cerveja fria. nunca fui anarca. A maioria das pessoas anarcas que conheci defendiam claramente acções de violência contra as mais diversas instituições. Nas suas palavras de ordem havia de facto muito pouca substância. Alguns, muitos, veneravam a ETA. Não veneravam nem a Chomski, nem a Tolstoi, nem a Murray Bookchin. Por acaso, nenhuma dessas pessoas admitia votar, pagar impostos ou de alguma forma considerava que um anarca poderia defender os seus princípios exercendo a função de deputado ou por outras palavras a partir “de dentro da estrutura”. Qual estrutura? A política, neste caso. Mas admito que para além desta anarquia assumida nos corredores dos extremismos, haja outra, mais bonita.
1. Quando diz que algumas pessoas se prestam bipolarmente à invenção de pretextos para se deixar reprimir, espancar, prender, humilhar, a propósito deste episódio em concreto, não deixo de achar exagerada a sua leitura. Ora se eu vejo a minha loja ser devassada, por um grupo de desordeiros que por mero capricho juvenil no dia da liberdade decidiu danificar a minha mercadoria, não será razoável achar necessária a presença policial? E as outras pessoas? Estarão mesmo a prestar-se à invenção de pretextos para se deixar “reprimir, espancar, prender, humilhar” quando acham que a policia deve actuar numa circunstância semelhante? Não terão alguma razão por achar que a polícia existe para resolver este tipo de desacatos? Não se está em boa verdade a reprimir nada nem ninguém quando se prendem indivíduos que atentam contra a propriedade privada ou contra a integridade física ou psicológica de alguém. Nestas circusntâncias, a polícia pode e deve intervir. Aliás, assim está-se é a impedir o recrudescimento dos extremismos de direita. citando o último dos chavões: liberdade não é libertinagem. A ideologia fascista infelizmente tira dividendos desta má face que, a meu ver erroneamente, se associa à esquerda, bem como destes episódios diria de falta de maturação cívica. Não é de admirar que assim se vão perdendo espíritos para as fileiras das ideologias mais extremistas .
2. Por outro lado, como é possível não utilizar como “mau exemplo” este exemplo de uns jovens, que a pretexto político, decidiram atirar tinta para dentro de lojas de roupa? Quer-se dizer. Mas isto tem alguma coisa de esquerda? Ou alguma coisa que valha a pena defender? Este exemplo tem uma conotação mediática negativa e não é devido a nenhuma conspiração dos media ou da polícia ou do big brother. Tem uma conotação negativa porque na verdade são actos com uma carga negativa. E ao defender-se que esses actos não têm uma carga negativa, está-se de alguma forma a empurrar uma série de espíritos menos clarividentes para as fileiras do fascismo.
3. Mas há outra face desta história. A violência não se detém com violência. Alguns agentes policiais estão a precisar de formação não apenas física, mas também cívica, política e histórica adequada. A autoridade policial hoje em dia é exercida assente no princípio exclusivo da força, da sobranceria, muitas vezes do “paga o justo pelo pecador”. Isto está errado e deve-se sobretudo à falta de preparação “humana” de uma boa parte da nossa polícia. Há formas e formas. Há muitos exageros no que toca à actuação de alguns agentes policiais e muita falta de formação que começa logo na forma como os próprios agentes são triados antes da sua instrução. Creio que a democracia que se quer continuar a construir precisa rever o conceito de formação profissional das polícias, e também o conceito que pauta a sua conduta, e que devia basear-se o mais possível no respeito pelo cidadão, na transparência de actuação e no uso da força proporcional.
4. De resto, para mim ser masoquista é achar que não é possível defender a liberdade condenando ao mesmo tempo quer a atitude desordeira que se verificou, quer a descarga de força bruta que, pela notícia do expresso, ficamos a suspeitar que foi utilizada.
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Para comentar alguns “factos” que muitos usam como justificação (que mesmo sendo verdade nao seria justificação para o comportamento selvagem da policia) para a carga policial.
1. Muitos dos manifestantes tinham a cara tapada: Pois, é por medo natural de represálias e de violência por parte da extrema-direita (aqueles que muitos agora elogiam por ser “portarem bem” em manifs). E é direito, por motivos que casa um saberá, não quererem ser indentificados numa manif.
2. 3 Cocktails Molotovs: Já alguém os viu?? MENTIRA, não havia nada mas mesmo nada do género… e se a policia apanhou os tais cocktais então respondam, porque que é que eles apenas fazem parte do circo da comunicação social e não aparecem em parte alguma das acusações feitas aos detidos? respondo facilmente entretanto.. porque eles são apenas mencionados para a comunicação social para “ajudar” as pessoas a criticar os manifestantes. Onde andam os cocktais? onde? LADO ALGUM.
3. Bastantes paus e ferros: eram os suportes das bandeiras apenas e só, ninguem tinha ali apenas os paus e ferros, eram TODOS suportes… na manif da av. de liberdade então tava tudo armado… se nesta manif eram mais rusticos é porque os manifestantes fizeram as bandeiras eles mesmo sem apoio de nenhuma força politica.
4. simbologia anarcolibertaria: sim… é proibida?!
5. Agressões a traseuntes durante a manif: Mais uma coisa que ninguem viu, ninguem sabe.. e já que a policia diz que a viu por nao a impediu? porque nao houve nada para impedir.. nao houve qualquer agressão às pessoas.. o mesmo já não se pode dizer de traseuntes “azarados” na Rua do Carmo que “comeram” tal como os manifestantes.
6. Agressoes partiram dos manifestantes: O grupo quando encurralado juntou-se todo ao meio.. e a policia simplesmente começou a correr de bastão em riste… se a primeira agressão foi dos manifestantes, só se foi alguma cabeçada num bastão…
Eu fui manifestar-me pacificamente e se calhar os slogans da manif não são habituais por cá por serem actuais e directos, mas muitas das pessoas por quem se passou aplaudiam e algumas mesmo se juntaram à manifestação, de todas as idades, sexos e raças..
Isto talvez fez com que a policia tivesse todo este trabalho nos meios de comunicação e com a carga que fizeram.. é que a manif correu bem e foi bem recebida e isto não lhes agradou.. sorrisos só foram vistos durante o espancamento..
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Para comentar alguns “factos” que muitos usam como justificação (que mesmo sendo verdade nao seria justificação para o comportamento selvagem da policia) para a carga policial.
1. Muitos dos manifestantes tinham a cara tapada: Pois, é por medo natural de represálias e de violência por parte da extrema-direita (aqueles que muitos agora elogiam por ser “portarem bem” em manifs). E é direito, por motivos que casa um saberá, não quererem ser indentificados numa manif.
2. 3 Cocktails Molotovs: Já alguém os viu?? MENTIRA, não havia nada mas mesmo nada do género… e se a policia apanhou os tais cocktais então respondam, porque que é que eles apenas fazem parte do circo da comunicação social e não aparecem em parte alguma das acusações feitas aos detidos? respondo facilmente entretanto.. porque eles são apenas mencionados para a comunicação social para “ajudar” as pessoas a criticar os manifestantes. Onde andam os cocktais? onde? LADO ALGUM.
3. Bastantes paus e ferros: eram os suportes das bandeiras apenas e só, ninguem tinha ali apenas os paus e ferros, eram TODOS suportes… na manif da av. de liberdade então tava tudo armado… se nesta manif eram mais rusticos é porque os manifestantes fizeram as bandeiras eles mesmo sem apoio de nenhuma força politica.
4. simbologia anarcolibertaria: sim… é proibida?!
5. Agressões a traseuntes durante a manif: Mais uma coisa que ninguem viu, ninguem sabe.. e já que a policia diz que a viu por nao a impediu? porque nao houve nada para impedir.. nao houve qualquer agressão às pessoas.. o mesmo já não se pode dizer de traseuntes “azarados” na Rua do Carmo que “comeram” tal como os manifestantes.
6. Agressoes partiram dos manifestantes: O grupo quando encurralado juntou-se todo ao meio.. e a policia simplesmente começou a correr de bastão em riste… se a primeira agressão foi dos manifestantes, só se foi alguma cabeçada num bastão…
Eu fui manifestar-me pacificamente e se calhar os slogans da manif não são habituais por cá por serem actuais e directos, mas muitas das pessoas por quem se passou aplaudiam e algumas mesmo se juntaram à manifestação, de todas as idades, sexos e raças..
Isto talvez fez com que a policia tivesse todo este trabalho nos meios de comunicação e com a carga que fizeram.. é que a manif correu bem e foi bem recebida e isto não lhes agradou.. sorrisos só foram vistos durante o espancamento..
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Pedro,
eu vi imagens e li relatos acerca da força desproporcional utilizada pela polícia. também ouvi relatos de que um dos polícias se havia referido aos manifestantes como “comunalhas de merda, merecem é levar nos cornos”. Inquieta-me que um agente de autoridade se refira a quem quer que seja desta maneira. é a prova evidente de falta de formação da polícia de intervenção. Mas também me inquieta que em nome da liberdade se pise o risco. E vi, com os meus próprios olhos, imagens de manifestantes a atirar tinta para dentro de lojas de roupa (danificando aliás essa mesma roupa)… se quer que lhe diga também não me parece que seja a melhor maneira de lidar com a questão.
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Sobre a manifestação: A manifestação saiu da Praça da Figueira, pelas 18:30, e terminou no Largo de Camões. Estavam mais ou menos 500 pessoas nessa manifestação. Muitos, a maioria, identificava-se com ideais anarquistas-libertários. Dentro desse ‘grande’ grupo anarquista, haveria uma pequena minoria que acha que essas manifestações servem para atirar tinta a bancos e pintar paredes. Eu e agrande maoria dos anarquistas que estavam na manifestação, e com quem eu falei, não se identificam com essas acções. Mais…todos os anarquistas com que falei e não tinham ido à manifestação,não sabiam da realização da mesma, ou não estavam de acordo com a forma como a mesma tinha sido convocada, ficaram desgostosos que uma minoria manifestantes tivesse tomada certas atitudes.
A Manifestação terminou sem problemas. Parabéns por no dia 25 de Abril cerca de meio milhar de anarquistas e simpatizantes terem desfilado pelo centro da cidade de Lisboa.
Já depois, quando o grosso dos manifestantes dispersava, um grupo mais pequeno (100) dirigiu-se em grupo para a Rua do Carmo, onde a policia os encurralou e o resto já se sabe.
Anarquistas sim. vândalos não!
Achei graça ao esteriótipo que algumas pessoas que aqui escrevem têm acerca dos libertários. Alguns desses leitores devem ter sido hippies e pronto os ‘anarcas’ também devem ser como eu fui …
Não me considero anarquista, mas cada vez mais me vou identificando com parte dos seus principios. Coopero com um associação, composta por cerac de três dezenas de anarquistas, e são todos trabalhadores e reformados. São das pessoas mais correctas, humildes e respeitadoras das liberdades que eu já conheci. Eles não falam em fins muito bonitos, falam sim num caminho o mais harmonioso possível. São pessoas trabalhadoras, correctas, com palavra e extremamente preocupadas com o meio que as rodeia. Alguns votam, principalmente a nível local, e outros não votam. Agora ambos acham que a democracia é uma ‘coisa’ muito mais ampla do que votar de 4 em 4 anos. Cooperativismo, mutualismo, acção directa, autogestão, descentralização, responsabilidade, federalismo, são palavras que na boca desta boa gente se transformam em perigosas mensagens terroristas para aqueles que pretendem manter a população desinteressada pelos problemas reais do dia a dia.
Com muito trabalho e responsabilidade prevejo que as ideias libertárias irão a médio prazo voltar a influênciar parte da população…
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