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	<title>Comentários em: Esta gente</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 19:56:18 +0000</pubDate>
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		<title>Por: A.R.A</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39444</link>
		<dc:creator>A.R.A</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 21:05:46 +0000</pubDate>
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		<description>Tenho apreciado a discussão do tema e o que vejo é ainda existe um fosso colossal racial entre as pessoas sem se distinguir o trigo do joio ou seja das pessoas boas e das más, independentemente da sua cor de pele.
Espero com isto que não haja algum mal entendido quanto ás minhas intervenções e aconselho vivamente alguns dos intervenientes a visitarem um blog de nome gueto, e aí talvez alguns comecem a interacção, sem medo ou preconceitos parvos, que realmente falta para o inicio de uma melhor compreensão da separação racial que SEMPRE existiu em Portugal. Se calhar se houvesse essa tal compreensão talvez a frase "essa gente" não criasse tanta celeuma. 

A reflectir!

Disse.

Aquele Abraço
A.R.A</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho apreciado a discussão do tema e o que vejo é ainda existe um fosso colossal racial entre as pessoas sem se distinguir o trigo do joio ou seja das pessoas boas e das más, independentemente da sua cor de pele.<br />
Espero com isto que não haja algum mal entendido quanto ás minhas intervenções e aconselho vivamente alguns dos intervenientes a visitarem um blog de nome gueto, e aí talvez alguns comecem a interacção, sem medo ou preconceitos parvos, que realmente falta para o inicio de uma melhor compreensão da separação racial que SEMPRE existiu em Portugal. Se calhar se houvesse essa tal compreensão talvez a frase &#8220;essa gente&#8221; não criasse tanta celeuma. </p>
<p>A reflectir!</p>
<p>Disse.</p>
<p>Aquele Abraço<br />
A.R.A</p>
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		<title>Por: José Ferreira</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39307</link>
		<dc:creator>José Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 11:55:08 +0000</pubDate>
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		<description>São contas doutro rosário, sim. Estamos a falar da Quinta da Fonte e não da Quinta da Marinha. As prestações dadas aos mais pobres são o assunto permanente porque interessa à direita que o sejam, e também porque nós à esquerda lhe damos esse argumento de bandeja.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>São contas doutro rosário, sim. Estamos a falar da Quinta da Fonte e não da Quinta da Marinha. As prestações dadas aos mais pobres são o assunto permanente porque interessa à direita que o sejam, e também porque nós à esquerda lhe damos esse argumento de bandeja.</p>
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		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39306</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 11:42:52 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos Santos

Estamos de acordo em todos os pontos .
Tambem acho que casos como Apitos Dourados, Processo Casa Pia e todos os outros que se arrastam apenas porque por la andam alguns 
de colarinho branco e arzito engomado seriam velozes como o vento se so por la houvesem pobres.
E claro; tambem e minha convicçao de que a justiça que para ai anda , existe
muito mais para o lado dos que tem altas contas bancarias e muito boas relaçoes.Os outros; a tal gente, ficam sempre a ver navios.

Ontem por exemplo ouvi imensa coisa la pelas Televisoes acerca dos montoes de milhares de euros que ganham os cerca de 700 gestores ca do burgo e fiquei pasmada com analistas politicos ( o que eu gosto destes nomes ) e declaraçoes ministeriais. Ja se sabe que compadre e compadre pois entao; e sao -no em tudo o que podem e quando toca a defender o dinheirinho e os privilegios ja se sabe, nunca falha.

E claro que as condiçoes socio economicas nao chegam para definir que tem honra e quem a nao tem , sendo que muitas vezes o tal estuto elevado nao oculta senao gente capaz de tudo e do pior.E ai sim poder-se ia adaptar a todos esses do tal estatuto social elevado mas que nao passam de gente desonesta ,  calmamente e de ironico sorriso nos labios, a tal frase que aqui gerou tal polemica--"Esta gente" e no tal sentido bem pejorativo, posto que bem o merecem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Santos</p>
<p>Estamos de acordo em todos os pontos .<br />
Tambem acho que casos como Apitos Dourados, Processo Casa Pia e todos os outros que se arrastam apenas porque por la andam alguns<br />
de colarinho branco e arzito engomado seriam velozes como o vento se so por la houvesem pobres.<br />
E claro; tambem e minha convicçao de que a justiça que para ai anda , existe<br />
muito mais para o lado dos que tem altas contas bancarias e muito boas relaçoes.Os outros; a tal gente, ficam sempre a ver navios.</p>
<p>Ontem por exemplo ouvi imensa coisa la pelas Televisoes acerca dos montoes de milhares de euros que ganham os cerca de 700 gestores ca do burgo e fiquei pasmada com analistas politicos ( o que eu gosto destes nomes ) e declaraçoes ministeriais. Ja se sabe que compadre e compadre pois entao; e sao -no em tudo o que podem e quando toca a defender o dinheirinho e os privilegios ja se sabe, nunca falha.</p>
<p>E claro que as condiçoes socio economicas nao chegam para definir que tem honra e quem a nao tem , sendo que muitas vezes o tal estuto elevado nao oculta senao gente capaz de tudo e do pior.E ai sim poder-se ia adaptar a todos esses do tal estatuto social elevado mas que nao passam de gente desonesta ,  calmamente e de ironico sorriso nos labios, a tal frase que aqui gerou tal polemica&#8211;&#8221;Esta gente&#8221; e no tal sentido bem pejorativo, posto que bem o merecem.</p>
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		<title>Por: Carlos Santos</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39288</link>
		<dc:creator>Carlos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 09:22:33 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Maria,

Ao contrário do que afirma, não pretendi "fazer distinções entre marginalidades brancas, negras ou ciganas". Apenas referi o facto porque me pareceu haver, em toda esta discussão, por parte de quem se indignou com a tal frase ("esta gente") um preconceito (esse sim, racial, mesmo que na aparência anti-rascista) gerado pelo facto de os delinquentes em causa serem negros e/ou ciganos. Porque há, por força do pensamento dito "politicamente correcto", um complexo que nos leva (sim, também me incluo no grupo) a contemporizar com a delinquência dos grupos não-brancos, de uma maneira muito diferente do que acontece quando os ditos delinquentes pertencem a outros grupos. É verdade que as questões sócio-económicas são determinantes nesse tipo de comportamentos. Mas não chegam para explicar tudo, caso contrário todos os pobres seriam ladrões, traficantes ou assassinos.
Por outro lado, tal como concordo plenamente consigo quando diz que "a marginalidade não tem cores nem tem raças", já não posso concordar quando acrescenta que não tem classes sociais. Ai não que não tem! Basta olharmos para o Apito Dourado ou para o Processo Casa Pia. Fossem os delinquentes em questão pobres (ou pretos, ou ciganos) e aposto como já estava tudo mais do que resolvido.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Maria,</p>
<p>Ao contrário do que afirma, não pretendi &#8220;fazer distinções entre marginalidades brancas, negras ou ciganas&#8221;. Apenas referi o facto porque me pareceu haver, em toda esta discussão, por parte de quem se indignou com a tal frase (&#8221;esta gente&#8221;) um preconceito (esse sim, racial, mesmo que na aparência anti-rascista) gerado pelo facto de os delinquentes em causa serem negros e/ou ciganos. Porque há, por força do pensamento dito &#8220;politicamente correcto&#8221;, um complexo que nos leva (sim, também me incluo no grupo) a contemporizar com a delinquência dos grupos não-brancos, de uma maneira muito diferente do que acontece quando os ditos delinquentes pertencem a outros grupos. É verdade que as questões sócio-económicas são determinantes nesse tipo de comportamentos. Mas não chegam para explicar tudo, caso contrário todos os pobres seriam ladrões, traficantes ou assassinos.<br />
Por outro lado, tal como concordo plenamente consigo quando diz que &#8220;a marginalidade não tem cores nem tem raças&#8221;, já não posso concordar quando acrescenta que não tem classes sociais. Ai não que não tem! Basta olharmos para o Apito Dourado ou para o Processo Casa Pia. Fossem os delinquentes em questão pobres (ou pretos, ou ciganos) e aposto como já estava tudo mais do que resolvido.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39232</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 11:39:43 +0000</pubDate>
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		<description>«É certo que, se são da minha conta os subsidiozinhos pagos ao “lumpen” com os meus impostos, são igualmente da minha conta os subsidiozões pagos aos banqueiros e outros que tais. E é certo que destes a Comunicação Social não fala, nem o Paulo Portas se indigna com eles. Mas estas são contas doutro rosário…»

São contas do mesmíssimo rosário. Porque julga que as prestações aos mais pobres são o assunto permanente? Porque nada como entreter o roto com aquilo que recebe o nu para não falar do que interessa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«É certo que, se são da minha conta os subsidiozinhos pagos ao “lumpen” com os meus impostos, são igualmente da minha conta os subsidiozões pagos aos banqueiros e outros que tais. E é certo que destes a Comunicação Social não fala, nem o Paulo Portas se indigna com eles. Mas estas são contas doutro rosário…»</p>
<p>São contas do mesmíssimo rosário. Porque julga que as prestações aos mais pobres são o assunto permanente? Porque nada como entreter o roto com aquilo que recebe o nu para não falar do que interessa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Ferreira</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39225</link>
		<dc:creator>José Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 10:43:32 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;"Se as pessoas que saíram do bairro tinham ou não os tais plasmas, frigoríficos televisões ou mesmo Rolls Royces , não é da minha conta nem da de ninguém"&lt;/i&gt;

Cara Maria: só não é da sua conta se você não pagar impostos. Da minha conta é, porque os pago.

É certo que, se são da minha conta os subsidiozinhos pagos ao "lumpen" com os meus impostos, são igualmente da minha conta os subsidiozões pagos aos banqueiros e outros que tais. E é certo que destes a Comunicação Social não fala, nem o Paulo Portas se indigna com eles. Mas estas são contas doutro rosário...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Se as pessoas que saíram do bairro tinham ou não os tais plasmas, frigoríficos televisões ou mesmo Rolls Royces , não é da minha conta nem da de ninguém&#8221;</i></p>
<p>Cara Maria: só não é da sua conta se você não pagar impostos. Da minha conta é, porque os pago.</p>
<p>É certo que, se são da minha conta os subsidiozinhos pagos ao &#8220;lumpen&#8221; com os meus impostos, são igualmente da minha conta os subsidiozões pagos aos banqueiros e outros que tais. E é certo que destes a Comunicação Social não fala, nem o Paulo Portas se indigna com eles. Mas estas são contas doutro rosário&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39202</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 21:19:06 +0000</pubDate>
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		<description>Em relaçao ao comentario do sr the hand that bites back:--
Exactamente porque a frase-"esta gente" dirigida a comunidade cigana e falacciosa e que e preciso ter cuidado.Relembro que essa frase foi dirigida apenas a comunidade cigana e nao a  TODOS os habitantes do bairro em questao.

Acentuar esse tipo de intervençoes acrescentando; e passo a citar:-

“Esta gente” de que estavamos a falar e que o Mário referio e agora eu me refiro, são foras-de-lei, praticam crimes. (posse de armas illegais… obvio) entre vários outros. Se me estão a tentar obrigar a aceitar a “cultura cigana” que defende e permite este tipo de comportamentos, não vou!"

e acrescentar o acinte a falacia, uma vez que associa as palavras--"posse de armas ilegais, foras- de-lei " etc apenas a comunidade cigana o que me parece na verdade intoleravel e nao comprovado.


Em relaçao ao comentario do sr Carlos Santos.
Concordo com a quase totalidade do que escreveu, especialmente quando diz -"Tudo depende do modo como as coisas são ditas, ou seja: não basta o que se diz, mas o modo como se diz.)" porque e bem verdade que as palavras exijem muito cuidado, por esse motivo disse algures no que aqui escrevi que considero que houve muita falta de contençao em muito do que ouvi e li.

Agora deixo de concordar quando logo a seguir escreve:-"esta gente" apenas ofendeu o  Daniel &#38; Amigos dando como razao para tal o facto de a frase se dirigir a --deliquentes ciganos e negros"-

( a definiçao e toda sua ) e acrescentando que se fosse um sector da marginalidade branca ja nao haveria sururu.Com esse sofisma pretende fazer o que; acrescentar a falacia o insulto?

Porque tentar fazer distinçoes entre marginalidades brancas negras ou ciganas nao e outra coisa senao fazer um exercicio de hipocrisia.A marginalidade nao tem cores nao tem raças nem tem classes sociais.E  a deliquencia tambem nao.Pode sim ter graus de perigosidade e dever ser julgada segundo esses mesmos graus.

Para alguem que e vitima de deliquencia o facto de ter sido agredido por um marginal deliquente negro, branco, cigano ou as riscas e igual.

A violencia nao tem cores; e cinzenta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em relaçao ao comentario do sr the hand that bites back:&#8211;<br />
Exactamente porque a frase-&#8221;esta gente&#8221; dirigida a comunidade cigana e falacciosa e que e preciso ter cuidado.Relembro que essa frase foi dirigida apenas a comunidade cigana e nao a  TODOS os habitantes do bairro em questao.</p>
<p>Acentuar esse tipo de intervençoes acrescentando; e passo a citar:-</p>
<p>“Esta gente” de que estavamos a falar e que o Mário referio e agora eu me refiro, são foras-de-lei, praticam crimes. (posse de armas illegais… obvio) entre vários outros. Se me estão a tentar obrigar a aceitar a “cultura cigana” que defende e permite este tipo de comportamentos, não vou!&#8221;</p>
<p>e acrescentar o acinte a falacia, uma vez que associa as palavras&#8211;&#8221;posse de armas ilegais, foras- de-lei &#8221; etc apenas a comunidade cigana o que me parece na verdade intoleravel e nao comprovado.</p>
<p>Em relaçao ao comentario do sr Carlos Santos.<br />
Concordo com a quase totalidade do que escreveu, especialmente quando diz -&#8221;Tudo depende do modo como as coisas são ditas, ou seja: não basta o que se diz, mas o modo como se diz.)&#8221; porque e bem verdade que as palavras exijem muito cuidado, por esse motivo disse algures no que aqui escrevi que considero que houve muita falta de contençao em muito do que ouvi e li.</p>
<p>Agora deixo de concordar quando logo a seguir escreve:-&#8221;esta gente&#8221; apenas ofendeu o  Daniel &amp; Amigos dando como razao para tal o facto de a frase se dirigir a &#8211;deliquentes ciganos e negros&#8221;-</p>
<p>( a definiçao e toda sua ) e acrescentando que se fosse um sector da marginalidade branca ja nao haveria sururu.Com esse sofisma pretende fazer o que; acrescentar a falacia o insulto?</p>
<p>Porque tentar fazer distinçoes entre marginalidades brancas negras ou ciganas nao e outra coisa senao fazer um exercicio de hipocrisia.A marginalidade nao tem cores nao tem raças nem tem classes sociais.E  a deliquencia tambem nao.Pode sim ter graus de perigosidade e dever ser julgada segundo esses mesmos graus.</p>
<p>Para alguem que e vitima de deliquencia o facto de ter sido agredido por um marginal deliquente negro, branco, cigano ou as riscas e igual.</p>
<p>A violencia nao tem cores; e cinzenta.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Santos</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39183</link>
		<dc:creator>Carlos Santos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 17:05:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=3356#comment-39183</guid>
		<description>C'um catano, ao que isto já chegou!
Acalmai-vos, ó gentes! Porque nem o Mário Crespo é racista, nem o Daniel é parvo, nem nós somos atrasados mentais (não sei se isto ofenderá este grupo social, pelo qual naturalmente tenho o maior respeito, mas arrisco).
Volto ao que julgo já ter dito uns comentários atrás: o problema todo está na generalização (que Crespo não fez, aliás), o que leva, por regra, a confundir a árvore com a floresta. Mas o certo é que a floresta é feita de árvores.
Todos conhecemos o uso que é dado, na linguagem popular, a palavras como "cigano", "judeu", "judiaria", etc. A língua portuguesa está cheia de provérbios politicamente incorrectos: "estar com um olho no burro e outro no cigano", "não ter dinheiro para mandar cantar um cego", "trabalhar como um mouro". Significa isto que o povo é racista? Talvez, que eu não sou dos que acham que tudo o que vem do povo é naturalmente bom. Mas todos sabemos que, por trás de cada dito popular, há uma razão histórica e/ou sociológica. É o que acontece quando hoje dizemos que "Fulano de tal é um judeu" (no sentido de "forreta", "avarento") ou quando Almada escreveu, no seu célebre Manifesto, que "o Dantas é um cigano / o Dantas é meio-cigano /o Dantas é um ciganão". Vá lá, esse teve a sorte de não haver, na altura, um SOS Racismo, senão estava feito!
Antes que comecem a chamar-me nomes, esclareço que tenho bons amigos judeus, vivo paredes meias com meia dúzia de famílias ciganas (e dou-me muito bem com uma delas) e tive uma das maiores paixões da minha vida foi uma belíssima mulata caboverdiana.
Acrescento que foi com judeus, pretos e alentejanos que aprendi as melhores anedotas de judeus, pretos e alentejanos, respectivamente. (Aliás, isto das anedotas é, como se sabe, universal: as que nós contamos sobre alentejanos, contam os franceses sobre belgas e os brasileiros sobre... portugueses. Racismo? Não necessariamente. Tudo depende do modo como as coisas são ditas, ou seja: não basta o que se diz, mas o modo como se diz.)
Assim sendo, o que possamos dizer sobre "esta gente" só ofendeu o Daniel &#38; Amigos porque, na circunstãncia, "esta gente" eram delinquentes ciganos e negros. Fosse "esta gente" um qualquer sector marginal da população branca e tenho a certeza de que não teria havia tamanho sururu...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>C&#8217;um catano, ao que isto já chegou!<br />
Acalmai-vos, ó gentes! Porque nem o Mário Crespo é racista, nem o Daniel é parvo, nem nós somos atrasados mentais (não sei se isto ofenderá este grupo social, pelo qual naturalmente tenho o maior respeito, mas arrisco).<br />
Volto ao que julgo já ter dito uns comentários atrás: o problema todo está na generalização (que Crespo não fez, aliás), o que leva, por regra, a confundir a árvore com a floresta. Mas o certo é que a floresta é feita de árvores.<br />
Todos conhecemos o uso que é dado, na linguagem popular, a palavras como &#8220;cigano&#8221;, &#8220;judeu&#8221;, &#8220;judiaria&#8221;, etc. A língua portuguesa está cheia de provérbios politicamente incorrectos: &#8220;estar com um olho no burro e outro no cigano&#8221;, &#8220;não ter dinheiro para mandar cantar um cego&#8221;, &#8220;trabalhar como um mouro&#8221;. Significa isto que o povo é racista? Talvez, que eu não sou dos que acham que tudo o que vem do povo é naturalmente bom. Mas todos sabemos que, por trás de cada dito popular, há uma razão histórica e/ou sociológica. É o que acontece quando hoje dizemos que &#8220;Fulano de tal é um judeu&#8221; (no sentido de &#8220;forreta&#8221;, &#8220;avarento&#8221;) ou quando Almada escreveu, no seu célebre Manifesto, que &#8220;o Dantas é um cigano / o Dantas é meio-cigano /o Dantas é um ciganão&#8221;. Vá lá, esse teve a sorte de não haver, na altura, um SOS Racismo, senão estava feito!<br />
Antes que comecem a chamar-me nomes, esclareço que tenho bons amigos judeus, vivo paredes meias com meia dúzia de famílias ciganas (e dou-me muito bem com uma delas) e tive uma das maiores paixões da minha vida foi uma belíssima mulata caboverdiana.<br />
Acrescento que foi com judeus, pretos e alentejanos que aprendi as melhores anedotas de judeus, pretos e alentejanos, respectivamente. (Aliás, isto das anedotas é, como se sabe, universal: as que nós contamos sobre alentejanos, contam os franceses sobre belgas e os brasileiros sobre&#8230; portugueses. Racismo? Não necessariamente. Tudo depende do modo como as coisas são ditas, ou seja: não basta o que se diz, mas o modo como se diz.)<br />
Assim sendo, o que possamos dizer sobre &#8220;esta gente&#8221; só ofendeu o Daniel &amp; Amigos porque, na circunstãncia, &#8220;esta gente&#8221; eram delinquentes ciganos e negros. Fosse &#8220;esta gente&#8221; um qualquer sector marginal da população branca e tenho a certeza de que não teria havia tamanho sururu&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: the hand that bites back</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39182</link>
		<dc:creator>the hand that bites back</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 16:31:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=3356#comment-39182</guid>
		<description>Minha cara Maria,
Primeiro, obrigado pela disecação das perguntas retóricas que deixei no final do meu comentario. Eu apenas queria (e consegui) uma resposta do sempre eloquente Daniel sobre as intenções dele. Eu n estava a insinuar que somos ou não aquilo que foi perguntado.
Em relação ao respeito por "esta gente"- é uma falácia partir do particular para o geral. "Esta gente" de que estavamos a falar e que o Mário referio e agora eu me refiro, são foras-de-lei, praticam crimes. (posse de armas illegais... obvio) entre vários outros. Se me estão a tentar obrigar a aceitar a "cultura cigana" que defende e permite este tipo de comportamentos, não vou! agora dizer :apesar de roubarem e demosntrarem violência territorial, são boas pessoas e vivem de acordo com a paixão e o fogo que lhe corre nas veias... a lei é para todos... e os castigos tambem devem ser. não merecem tratamento especial so por serem ciganos e terem "problemas de insereçao na sociedade" digo eu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Minha cara Maria,<br />
Primeiro, obrigado pela disecação das perguntas retóricas que deixei no final do meu comentario. Eu apenas queria (e consegui) uma resposta do sempre eloquente Daniel sobre as intenções dele. Eu n estava a insinuar que somos ou não aquilo que foi perguntado.<br />
Em relação ao respeito por &#8220;esta gente&#8221;- é uma falácia partir do particular para o geral. &#8220;Esta gente&#8221; de que estavamos a falar e que o Mário referio e agora eu me refiro, são foras-de-lei, praticam crimes. (posse de armas illegais&#8230; obvio) entre vários outros. Se me estão a tentar obrigar a aceitar a &#8220;cultura cigana&#8221; que defende e permite este tipo de comportamentos, não vou! agora dizer :apesar de roubarem e demosntrarem violência territorial, são boas pessoas e vivem de acordo com a paixão e o fogo que lhe corre nas veias&#8230; a lei é para todos&#8230; e os castigos tambem devem ser. não merecem tratamento especial so por serem ciganos e terem &#8220;problemas de insereçao na sociedade&#8221; digo eu.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sebastião Dias</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/esta-gente/#comment-39172</link>
		<dc:creator>Sebastião Dias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 12:55:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=3356#comment-39172</guid>
		<description>Como observador, reparo que as excitações acontecem de parte a parte, onde por vezes se fazem também acusações exageradas ou sem razão de ser (não deixo de fazer o mea culpa). Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como observador, reparo que as excitações acontecem de parte a parte, onde por vezes se fazem também acusações exageradas ou sem razão de ser (não deixo de fazer o mea culpa). Abraço</p>
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