Antes que aí venha a brigada do costume, quero apenas fazer notar que já se sabe que até o mais empedernido libertário defende algum tipo de estado.
Nomeadamente aquele que protege os seus interesses pessoais.
É por isso que “libertários” como o Ron Paul nunca falam em abolir as forças policiais ou as forças armadas. É que ver os vizinhos morrer por não poderem comprar os cuidados de saúde que necessitam é a vida e é o cada um ser livre e tomar as suas opções. Mas já é civilizado pagar para ter uma policia e umas forças armadas que proteja os bens dos quais os libertários dependem para não cair no primeiro exemplo.
Mete nojo. A definição de “Estado” minimo para esta gente é: o que me convém.
Somália não é um nome de um país…aquilo não é nada…é uma parte do planeta terra q está a saque…e dá q pensar…um bom tema para discutir nas cimeiras de Davos, e nos G’s Ricos e outras associações de riquissimos…olhem para baixo e vejam como estão as populações do 3º mundo…e a diferença dos piratas para estas organizações é q uns roubam de metralhadora em punho e outros é com + pinta!é de fato e gravata e em reuniões em vez de ser em alto mar!depois queixem-se…
Libertário, pegue no comunismo e enfie-o onde o sol não brilha. Recorrer ao reductio ab comunismum é mesmo de quem não tem argumentos nenhuns.
De resto, a canalha libertária e neoliberal são uma cambada de hipócritas. Não foram os gajos que enfiaram o neoliberalismo pelas goelas do mundo (financiando think(?) tanks, corrompendo governos, financiando campanhas politicas dos amigos) os primeiros a correr ao pai-estado com a chantagem já conhecida?
Vocês, os neoliberais(?) da nossa praça deviam era ter vergonha na tromba em vez debitar barbaridades.
Agora chamem-me lá comunista ou socialista. É que zurrar bem alto esses nomes vai de certeza provar ao resto do mundo que a “mão invisível” é mais que um delírio utópico. Tão utópico quanto os amanhãs que cantam, mas esses pelo menos já não têm poder nenhum. Agora a vossa corja ainda vai fazer muito mal a este mundo.
“Mas vocês acreditam mesmo que a Somália pode ser visto por alguém como um país ‘neoliberal’ ou mesmo liberal?”
Porque não? Quer um exemplo melhor de um país onde a persecução do interesse próprio sem a intervenção reguladora do Estado é uma constante?
Em que não há regulamentos, impostos ou qualquer outro tipo de acção por parte de um Estado centralizado?
Não são os senhores da guerra empreendedores que procuram o melhor para si próprios de acordo com o egoísmo, essa emoção tão cara aos neoliberais?
Até mesmo outros empresários estão em plena liberdade de escolher o senhor da guerra/tribal a quem podem contratar serviços de policia e aplicação da justiça.
Sinceramente não percebo como o JCD pode dizer que a Somália não é um país neoliberal…
Como queira. Poderia chamar-lhe outras coisas, se assim o desejar, mas o que aqui me faz perder algum tempo é dizer-lhe que o Sérgi, tal como o autor do filme, não faz a mais pequena ideia do que é o liberalismo.
Onde é que na Somália encontra a defesa da individualidade, dos direitos fundamentais das pessoas, o direito à diferença, o direito à propriedade privada obtida sem recurso à coacção, a liberdade contratual e o poder de responsabilizar o incumpridor, o espaço de liberdade alargado justamente até ao limite em que interfere com a liberdade de terceiros e, a garantir tudo isto, uma instituição única, especial a que se chama Estado?
Antes de passar por aqui, não me parece que valha a pena debater muito mais. Ainda está a milhas de chegar ao ‘egoísmo’.
Sérgio,
O principio básico do Libertarianismo é a liberdade que ao que parece não existe na Somália.
Digo parece, por se calhar acha que os libertários defendem que qualquer um tem o direito que dar um tiro nos cornos a outra pessoa.
Depois, está a confundir libertarianismo com liberalismo económico, caso não saiba o libertarianismo é algo muito vasto.
Já agora, que raio de responsabilidade têm os libertários nesta crise? Era o partido libertário que estava no governo nos Estados Unidos? Foram eles que deram dinheiro aos bancos? Foram os libertários que criaram a regulamentação financeira? Quiseram invadir o Iraque?
Que confusão vai por aqui entre os significados de “libertário” e “neoliberal”… e chamar de “anarquia” ao que se passa na Somália é capaz de ser ofensivo para os que defendem que “a Anarquia é o máximo da ordem porque é ordem sem coacção”.
Além da falta de rigor político, a falta de vocabulário: o que reina na Somália chama-se Barbárie. De “Socialismo ou Barbárie”, topam?
Sobre o vídeo, que tal contextualizar? Trata-se de uma caricatura (e as caricaturas são caracterizadas pelo exagero, não é?)sobre o pretenso”socialismo” de Obama. O “Daily Show” de Jon Stewart é ainda mais sarcástico.
Quanto à Somália, não é “neoliberal” não senhora. Nem o Iraque, nem o Afeganistão… mas são o exemplo concreto do que pode acontecer quando o mercado fica fora de controlo, pega o freio nos dentes e se junta ao complexo industrial-militar… uma espécie de “War, Incorporated”.
Dar cabo dos sistemas de saúde estatais a troco da “liberdade de escolher o médico” é o mínimo dos pecados dos neoliberais. Quantos americanos não sonharão em ter um pouco de nosso defeituoso e incapaz SNS?
O problema do liberalismo não é a sua noção da “liberdade individual”, é a confusão entre esta e a “libertinagem” económica. Infelizmente, quando se fala de Dinheiro e Liberdade, quem tem mais dinheiro é sempre mais livre.
Moral da história: o liberalismo só vale se o “estado mínimo” proteger interesses económico-financeiros. Ou seja, os interesses daqueles que têm vindo a formalizar a ideologia liberal.
De resto:
“individualidade” – Eu diria que existem imensos senhores da guerra a quem servir e até tem a liberdade de se tornar num deles.
“o direito à diferença” – Quer mais diversidade num país em que diferentes facções lutam precisamente por causa das diferenças?
“o direito à propriedade privada obtida sem recurso à coacção” – Isto é pura hipocrisia. Há mais formas de coação sem precisar de recorrer a AK-47.
“dos direitos fundamentais das pessoas” – Entre esses direitos contam-se o direito á educação e à saúde, certo?
“a liberdade contratual” – Pode fazer os contratos que quiser e com quem quiser.
“poder de responsabilizar o incumpridor” – Em vez de recorrer à justiça publica de um estado “totalitário”, pode mesmo escolher a quem recorre para ver a justiça aplicada. Se um Senhor da Guerra não o satisfizer, pode recorrer a outro.
“espaço de liberdade alargado justamente até ao limite em que interfere com a liberdade de terceiros” – Se interferir com a liberdade de terceiros (outras forças no terreno) eles próprios tomam a iniciativa de o restringir, sem recorrer ao Estado. E você pode fazer o mesmo.
“uma instituição única, especial a que se chama Estado” – O Estado só é especial quando assegura aquilo que os libs sabem não conseguem suportar eles próprios. Como a segurança. É que fica caro contratar uma empresa privada.
Realmente. Já conheci comunas que eram ingénuos mas bem intencionados. Nunca conheci uma pessoa de direita minimamente decente. Podem existir. Mas eu nunca conheci nenhum. Conheci sim elitistas labregos (independentemente do grau académico ou “nível” cultural) que convivem muito bem com a desigualdade e com a pobreza porque afinal “são os pobres que não querem trabalhar.”
Independentemente do Estado de violência anárquica que se vive na Somália , se calhar é um país bem bonito. É maritimo, as suas costas devem ser belas , a natureza impera, pouco poluido, diversidade animal, as cores proliferam, , o por do sol deve ser colossal…. Porque não apostar na Somália como potencial país turisticos, quando a guerra e a violência terminarem nessa região?
O estado tem que proteger todos os cidadãos, a sua integridade física, o produto do seu trabalho, o seu direito a escolher livremente o seu caminho. São coisas básicas que o Sérgio demonstra não entender.
Qualquer situação em que o uso da violência não seja fortemente restringido pelo detentor do poder – que, universalmente aceite, apenas pode ser o estado – nada mais é que uma anarquia.
Isso inclui a saúde? Se inclui considere-me já um liberal. Se ser liberal implica não tratar um tumor porque o seguro foi cancelado e deixar um ser humano morrer porque “afinal foi a sua escolha” então prefiro ser outra coisa qualquer.
A sociedade tem de ser o mais abranjente possível. Não pode ser feita á medida de alguns e é isso que muitos “liberais” defendem.
Policia paga pelos contribuintes = BOM. Cuidados de saúde regulados e abrangentes = MAU.
De resto eu entendo que o estado e um país tem de assegurar o conforto e bem estar do seu principal recurso: as pessoas. E continua a fazer-me imensa confusão como pode um ser humano, liberal ou não, condenar um ser humano à morte porque o seu trabalho não lhe paga o suficiente para ter um seguro de saúde, um tecto e comida. E ainda por cima dizer que se tratou de uma “escolha.”
Será que os 40 milhões de americanos sem acesso a seguro de saúde “escolheram” isso? Será que os desgraçados que andam a ser transferidos do hospital da luz para santa maria porque o plafond do seguro não foi suficiente para os tratamentos (faço ideia os custos) também escolheram isso?
Isso inclui cuidados de saúde? Ou é “liberal” deixar alguém morrer porque escolheu ter um trabalho (que se existe é porque é necessário) que não paga, por exemplo, uma cirurgia necessária ou uma terapêutica anti-cancerígena.
Quando vejo o ataque continuado ao SNS penso ser isso que os “liberais” pretendem…
Todos nós. Chama-se “viver em sociedade.”
Se não precisa de recorrer ao SNS, então ainda bem para si.
Agora parece-me que indivíduos como o António querem apenas a sociedade que lhes convém e borrifam-se para os restantes que trabalham e produzem mas em trabalhos mais simples. Pessoas como o Antonio adoram a figura do pobre honesto que é aquele que se cala, curva e serve. Negam a essa imensa maioria o conforto da sociedade mas depois ficam admirados e revoltados com os comportamentos anti-sociais que alguns desses se fartam de apanhar.
Caro Sérgio eu sou daqueles que paga e muito para o SNS e não beneficia dele. Também pago a sua educação e a dos seus filhos, mas não tenho partido dela. Alem do mais como tenho seguro de saúde e os meus filhos estudam em colégios privados ainda contribuo para que mais pessoas tenham emprego.
Se quisesse pôr o meu filho bebé numa cresce do estado não tenho vago por causa do meu IRS. é que sabe uma coisa, eu declaro tudo o que ganho.
Portanto eu tenho mais do que moral para falar porque o meu dinheiro serve para pagar a educação e a saúde dos outros.
E é uma coisa que me irrita ver gajos com mais dinheiro do que eu, carros melhores do que o meu e casa bem mais sumptuosas do que a minha andarem a entregar IRS miseráveis e a mamar às custas dos outros.
E também me enerva ver aqueles que nada fazem para melhorar a sua vida e vivem como parasitas às custas do meu dinheiro.
“E também me enerva ver aqueles que nada fazem para melhorar a sua vida e vivem como parasitas às custas do meu dinheiro.”
Compreendo o que diz e partilho da mesma opinião. Mas diga-me, acha que todos os 2 milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza são parasitas?
É que eu conheço gente pobre que se farta de trabalhar. E também conheço parasitas. Mas o que mais eu conheço é gente pobre, honesta que nunca teve hipóteses de ter uma educação decente e a quem a vida pregou muitas partidas.
E obrigado por me ter pago a escolaridade até aos 12o ano, isto se for assim tão mais velho que eu, o que eu duvido. Porque a Universidade paguei-a do meu bolso, muito obrigado. E também tenho seguro de saúde e raramente recorro a serviço públicos. No entanto tenho vergonha que tantos conterrâneos meus vivam, passe a expressão, na merda apenas porque tiveram azar nos pais que tiveram ou no meio em que nasceram.
“E obrigado por me ter pago a escolaridade até aos 12o ano”
De nada Sérgio, parece que valeu a pena. Como pode ver pelo seu e meu exemplo que não tivemos papas ricos tivemos que estudar à custa do nosso dinheiro, que muito nos custou a ganhar. Por isso não é impossivel. Quem não tem dinheiro para estudar, vai trabalhar e estuda à noite, como eu.
Para que fique claro, nem sequer ponho a hipotese de se acabar com o SNS. É uma das maiores e melhores conquistas do povo Portugues, tal como a educação para todos agora até ao 12º ano. O que temos é de o melhorar e correr com quem dele se aproveita, como esse bando de lambões da associação nacional de farmácias.
Sabe a factura que o ministério da saude paga a estes meninos ? Porque motivo andaram tão empenhados em distribuir genéricos aos desbarato ?
Porque a ANF , uma associação de distribuidores, é dona das três maiores fábricas de produção de genéricos em Portugal, e querer impor à força a compra desses genéricos em função de a margem de lucro ser maior.
Antes que aí venha a brigada do costume, quero apenas fazer notar que já se sabe que até o mais empedernido libertário defende algum tipo de estado.
Nomeadamente aquele que protege os seus interesses pessoais.
É por isso que “libertários” como o Ron Paul nunca falam em abolir as forças policiais ou as forças armadas. É que ver os vizinhos morrer por não poderem comprar os cuidados de saúde que necessitam é a vida e é o cada um ser livre e tomar as suas opções. Mas já é civilizado pagar para ter uma policia e umas forças armadas que proteja os bens dos quais os libertários dependem para não cair no primeiro exemplo.
Mete nojo. A definição de “Estado” minimo para esta gente é: o que me convém.
[Responder]
Mas vocês acreditam mesmo que a Somália pode ser visto por alguém como um país ‘neoliberal’ ou mesmo liberal?
Isto até tem piada, não só pelo sentido de humor (que tem) mas também pela demonstração de falta de lucidez do autor.
[Responder]
FÉRIAS NO PARAÍSO SOCIALISTA
.
[Responder]
Férias colectivistas:
http://www.youtube.com/watch?v=NwNlPEPbGVI
– MV
[Responder]
Sérgio, curiosamente o comunismo pretende também abolição do estado na fase seguinte ao socialismo. Devia ler mais Marx.
.
[Responder]
Somália não é um nome de um país…aquilo não é nada…é uma parte do planeta terra q está a saque…e dá q pensar…um bom tema para discutir nas cimeiras de Davos, e nos G’s Ricos e outras associações de riquissimos…olhem para baixo e vejam como estão as populações do 3º mundo…e a diferença dos piratas para estas organizações é q uns roubam de metralhadora em punho e outros é com + pinta!é de fato e gravata e em reuniões em vez de ser em alto mar!depois queixem-se…
[Responder]
1 Sérgio
Quem é a brigada ? Os eufémios ?
[Responder]
Neoliberal? Enganou-se no titulo Daniel. Era Ferias anarquistas que deveria ter posto… mas neoliberal da mais comentarios!!!
[Responder]
Libertário, pegue no comunismo e enfie-o onde o sol não brilha. Recorrer ao reductio ab comunismum é mesmo de quem não tem argumentos nenhuns.
De resto, a canalha libertária e neoliberal são uma cambada de hipócritas. Não foram os gajos que enfiaram o neoliberalismo pelas goelas do mundo (financiando think(?) tanks, corrompendo governos, financiando campanhas politicas dos amigos) os primeiros a correr ao pai-estado com a chantagem já conhecida?
Vocês, os neoliberais(?) da nossa praça deviam era ter vergonha na tromba em vez debitar barbaridades.
Agora chamem-me lá comunista ou socialista. É que zurrar bem alto esses nomes vai de certeza provar ao resto do mundo que a “mão invisível” é mais que um delírio utópico. Tão utópico quanto os amanhãs que cantam, mas esses pelo menos já não têm poder nenhum. Agora a vossa corja ainda vai fazer muito mal a este mundo.
[Responder]
“Mas vocês acreditam mesmo que a Somália pode ser visto por alguém como um país ‘neoliberal’ ou mesmo liberal?”
Porque não? Quer um exemplo melhor de um país onde a persecução do interesse próprio sem a intervenção reguladora do Estado é uma constante?
Em que não há regulamentos, impostos ou qualquer outro tipo de acção por parte de um Estado centralizado?
Não são os senhores da guerra empreendedores que procuram o melhor para si próprios de acordo com o egoísmo, essa emoção tão cara aos neoliberais?
Até mesmo outros empresários estão em plena liberdade de escolher o senhor da guerra/tribal a quem podem contratar serviços de policia e aplicação da justiça.
Sinceramente não percebo como o JCD pode dizer que a Somália não é um país neoliberal…
[Responder]
10 Sérgio
Voce sente-se bem ? Tome lá disto…
http://www.consumercare.bayer.at/uploads/RTEmagicC_Rennie_Antacidum_PP_Internet_01.jpg.jpg
[Responder]
“Agora chamem-me lá comunista ou socialista.”
Como queira. Poderia chamar-lhe outras coisas, se assim o desejar, mas o que aqui me faz perder algum tempo é dizer-lhe que o Sérgi, tal como o autor do filme, não faz a mais pequena ideia do que é o liberalismo.
Onde é que na Somália encontra a defesa da individualidade, dos direitos fundamentais das pessoas, o direito à diferença, o direito à propriedade privada obtida sem recurso à coacção, a liberdade contratual e o poder de responsabilizar o incumpridor, o espaço de liberdade alargado justamente até ao limite em que interfere com a liberdade de terceiros e, a garantir tudo isto, uma instituição única, especial a que se chama Estado?
Antes de passar por aqui, não me parece que valha a pena debater muito mais. Ainda está a milhas de chegar ao ‘egoísmo’.
[Responder]
Quero o q este “Sérgio” anda a fumar..;)
[Responder]
Sérgio,
O principio básico do Libertarianismo é a liberdade que ao que parece não existe na Somália.
Digo parece, por se calhar acha que os libertários defendem que qualquer um tem o direito que dar um tiro nos cornos a outra pessoa.
Depois, está a confundir libertarianismo com liberalismo económico, caso não saiba o libertarianismo é algo muito vasto.
Já agora, que raio de responsabilidade têm os libertários nesta crise? Era o partido libertário que estava no governo nos Estados Unidos? Foram eles que deram dinheiro aos bancos? Foram os libertários que criaram a regulamentação financeira? Quiseram invadir o Iraque?
[Responder]
Que confusão vai por aqui entre os significados de “libertário” e “neoliberal”… e chamar de “anarquia” ao que se passa na Somália é capaz de ser ofensivo para os que defendem que “a Anarquia é o máximo da ordem porque é ordem sem coacção”.
Além da falta de rigor político, a falta de vocabulário: o que reina na Somália chama-se Barbárie. De “Socialismo ou Barbárie”, topam?
Sobre o vídeo, que tal contextualizar? Trata-se de uma caricatura (e as caricaturas são caracterizadas pelo exagero, não é?)sobre o pretenso”socialismo” de Obama. O “Daily Show” de Jon Stewart é ainda mais sarcástico.
Quanto à Somália, não é “neoliberal” não senhora. Nem o Iraque, nem o Afeganistão… mas são o exemplo concreto do que pode acontecer quando o mercado fica fora de controlo, pega o freio nos dentes e se junta ao complexo industrial-militar… uma espécie de “War, Incorporated”.
Dar cabo dos sistemas de saúde estatais a troco da “liberdade de escolher o médico” é o mínimo dos pecados dos neoliberais. Quantos americanos não sonharão em ter um pouco de nosso defeituoso e incapaz SNS?
O problema do liberalismo não é a sua noção da “liberdade individual”, é a confusão entre esta e a “libertinagem” económica. Infelizmente, quando se fala de Dinheiro e Liberdade, quem tem mais dinheiro é sempre mais livre.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Maio 27th, 2009 at 1:15
acontece que libertário, nos EUA, não tem exactamente o mesmo significado que tem na Europa.
Moral da história: o liberalismo só vale se o “estado mínimo” proteger interesses económico-financeiros. Ou seja, os interesses daqueles que têm vindo a formalizar a ideologia liberal.
De resto:
“individualidade” – Eu diria que existem imensos senhores da guerra a quem servir e até tem a liberdade de se tornar num deles.
“o direito à diferença” – Quer mais diversidade num país em que diferentes facções lutam precisamente por causa das diferenças?
“o direito à propriedade privada obtida sem recurso à coacção” – Isto é pura hipocrisia. Há mais formas de coação sem precisar de recorrer a AK-47.
“dos direitos fundamentais das pessoas” – Entre esses direitos contam-se o direito á educação e à saúde, certo?
“a liberdade contratual” – Pode fazer os contratos que quiser e com quem quiser.
“poder de responsabilizar o incumpridor” – Em vez de recorrer à justiça publica de um estado “totalitário”, pode mesmo escolher a quem recorre para ver a justiça aplicada. Se um Senhor da Guerra não o satisfizer, pode recorrer a outro.
“espaço de liberdade alargado justamente até ao limite em que interfere com a liberdade de terceiros” – Se interferir com a liberdade de terceiros (outras forças no terreno) eles próprios tomam a iniciativa de o restringir, sem recorrer ao Estado. E você pode fazer o mesmo.
“uma instituição única, especial a que se chama Estado” – O Estado só é especial quando assegura aquilo que os libs sabem não conseguem suportar eles próprios. Como a segurança. É que fica caro contratar uma empresa privada.
Realmente. Já conheci comunas que eram ingénuos mas bem intencionados. Nunca conheci uma pessoa de direita minimamente decente. Podem existir. Mas eu nunca conheci nenhum. Conheci sim elitistas labregos (independentemente do grau académico ou “nível” cultural) que convivem muito bem com a desigualdade e com a pobreza porque afinal “são os pobres que não querem trabalhar.”
[Responder]
Independentemente do Estado de violência anárquica que se vive na Somália , se calhar é um país bem bonito. É maritimo, as suas costas devem ser belas , a natureza impera, pouco poluido, diversidade animal, as cores proliferam, , o por do sol deve ser colossal…. Porque não apostar na Somália como potencial país turisticos, quando a guerra e a violência terminarem nessa região?
[Responder]
A Somália já está na fase de libertação do Estado no pós-comunismo, e o vídeo tem piada.
[Responder]
Sérgio
O estado tem que proteger todos os cidadãos, a sua integridade física, o produto do seu trabalho, o seu direito a escolher livremente o seu caminho. São coisas básicas que o Sérgio demonstra não entender.
Qualquer situação em que o uso da violência não seja fortemente restringido pelo detentor do poder – que, universalmente aceite, apenas pode ser o estado – nada mais é que uma anarquia.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Maio 27th, 2009 at 11:04
por isso, jcd, no Estado Mínimo é necessária a polícia e as prisões. Na Somária, era uns tiros e aquilo resolvia-se.
É necessário um pouco mais do que isso, Daniel.
[Responder]
“a sua integridade física”
Isso inclui a saúde? Se inclui considere-me já um liberal. Se ser liberal implica não tratar um tumor porque o seguro foi cancelado e deixar um ser humano morrer porque “afinal foi a sua escolha” então prefiro ser outra coisa qualquer.
A sociedade tem de ser o mais abranjente possível. Não pode ser feita á medida de alguns e é isso que muitos “liberais” defendem.
Policia paga pelos contribuintes = BOM. Cuidados de saúde regulados e abrangentes = MAU.
De resto eu entendo que o estado e um país tem de assegurar o conforto e bem estar do seu principal recurso: as pessoas. E continua a fazer-me imensa confusão como pode um ser humano, liberal ou não, condenar um ser humano à morte porque o seu trabalho não lhe paga o suficiente para ter um seguro de saúde, um tecto e comida. E ainda por cima dizer que se tratou de uma “escolha.”
Será que os 40 milhões de americanos sem acesso a seguro de saúde “escolheram” isso? Será que os desgraçados que andam a ser transferidos do hospital da luz para santa maria porque o plafond do seguro não foi suficiente para os tratamentos (faço ideia os custos) também escolheram isso?
[Responder]
“a sua integridade física”
Isso inclui cuidados de saúde? Ou é “liberal” deixar alguém morrer porque escolheu ter um trabalho (que se existe é porque é necessário) que não paga, por exemplo, uma cirurgia necessária ou uma terapêutica anti-cancerígena.
Quando vejo o ataque continuado ao SNS penso ser isso que os “liberais” pretendem…
[Responder]
Férias utópicas e politicamente correctas:
http://www.historyplace.com/worldhistory/genocide/mass-grave.jpg
[Responder]
24 Sérgio
E quem paga o SNS ?
[Responder]
Todos nós. Chama-se “viver em sociedade.”
Se não precisa de recorrer ao SNS, então ainda bem para si.
Agora parece-me que indivíduos como o António querem apenas a sociedade que lhes convém e borrifam-se para os restantes que trabalham e produzem mas em trabalhos mais simples. Pessoas como o Antonio adoram a figura do pobre honesto que é aquele que se cala, curva e serve. Negam a essa imensa maioria o conforto da sociedade mas depois ficam admirados e revoltados com os comportamentos anti-sociais que alguns desses se fartam de apanhar.
[Responder]
“que alguns exibem quando se fartam de apanhar”
[Responder]
Caro Sérgio eu sou daqueles que paga e muito para o SNS e não beneficia dele. Também pago a sua educação e a dos seus filhos, mas não tenho partido dela. Alem do mais como tenho seguro de saúde e os meus filhos estudam em colégios privados ainda contribuo para que mais pessoas tenham emprego.
Se quisesse pôr o meu filho bebé numa cresce do estado não tenho vago por causa do meu IRS. é que sabe uma coisa, eu declaro tudo o que ganho.
Portanto eu tenho mais do que moral para falar porque o meu dinheiro serve para pagar a educação e a saúde dos outros.
E é uma coisa que me irrita ver gajos com mais dinheiro do que eu, carros melhores do que o meu e casa bem mais sumptuosas do que a minha andarem a entregar IRS miseráveis e a mamar às custas dos outros.
E também me enerva ver aqueles que nada fazem para melhorar a sua vida e vivem como parasitas às custas do meu dinheiro.
[Responder]
“E também me enerva ver aqueles que nada fazem para melhorar a sua vida e vivem como parasitas às custas do meu dinheiro.”
Compreendo o que diz e partilho da mesma opinião. Mas diga-me, acha que todos os 2 milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza são parasitas?
É que eu conheço gente pobre que se farta de trabalhar. E também conheço parasitas. Mas o que mais eu conheço é gente pobre, honesta que nunca teve hipóteses de ter uma educação decente e a quem a vida pregou muitas partidas.
E obrigado por me ter pago a escolaridade até aos 12o ano, isto se for assim tão mais velho que eu, o que eu duvido. Porque a Universidade paguei-a do meu bolso, muito obrigado. E também tenho seguro de saúde e raramente recorro a serviço públicos. No entanto tenho vergonha que tantos conterrâneos meus vivam, passe a expressão, na merda apenas porque tiveram azar nos pais que tiveram ou no meio em que nasceram.
[Responder]
“E obrigado por me ter pago a escolaridade até aos 12o ano”
De nada Sérgio, parece que valeu a pena. Como pode ver pelo seu e meu exemplo que não tivemos papas ricos tivemos que estudar à custa do nosso dinheiro, que muito nos custou a ganhar. Por isso não é impossivel. Quem não tem dinheiro para estudar, vai trabalhar e estuda à noite, como eu.
Para que fique claro, nem sequer ponho a hipotese de se acabar com o SNS. É uma das maiores e melhores conquistas do povo Portugues, tal como a educação para todos agora até ao 12º ano. O que temos é de o melhorar e correr com quem dele se aproveita, como esse bando de lambões da associação nacional de farmácias.
Sabe a factura que o ministério da saude paga a estes meninos ? Porque motivo andaram tão empenhados em distribuir genéricos aos desbarato ?
Porque a ANF , uma associação de distribuidores, é dona das três maiores fábricas de produção de genéricos em Portugal, e querer impor à força a compra desses genéricos em função de a margem de lucro ser maior.
[Responder]