Então não foi um processo revolucionário ? Deixar os alemães de leste votarem pela primeira vez ? É que na RDA, A Alemanha “democrática” não havia eleições…
Parece-me que foram algumas das denúncias do Rui Paz que mais chatearam o Pedro Vieira.
Talvez esta:
“As celebrações da «queda do muro» visam sobretudo camuflar o desastre da chamada «reunificação» da Alemanha que liquidou 30% da produção industrial da RDA, gerou um exército de desempregados, conduziu à emigração de centenas de milhares de pessoas e atirou com 7 milhões para um nível de vida inferior ao limite de pobreza enquanto 25 000 passaram a auferir rendimentos milionários.”
Ou esta:
“Passados 20 anos, não só a maioria da população do Leste continua a considerar o socialismo superior ao capitalismo, mas cresce também no Ocidente a repulsa pela privatização dos serviços públicos, dos correios e dos transportes enquanto aumenta simultaneamente o apoio à nacionalização dos monopólios da electricidade e do gás numa população saqueada pelo aumento inacreditável dos preços da energia.”
Ou ainda esta:
“A esmagadora maioria dos soldados alemães que morrem no Afeganistão provêm do Leste da Alemanha, onde a miséria colocou à mercê do militarismo a juventude de uma região na qual, ainda há pouco tempo, existia um Estado pacífico contrário a guerras e agressões. Há uns anos, seria impossível imaginar o actual ministro da Defesa em Berlim, o Barão de Guttenberg, considerar o lançamento de bombas sob a população civil afegã como um acto «militarmente adequado».
Ou possivelmente enfiou o barrete com o título: “Histeria reaccionária”
A miopia do PCP, é algo de facto extraordinário, digna de estudo. o PCP recusa-se a admitir que a queda do muro foi um facto historico positivo para a evoluição da humanidade. A RDA era um regime que limitava as liberdades do individuo, impunha-lhe limites e regras arbritárias, atingindo a liberdade e a dignidade das pessoas. e para ver como a queda do muro foi considerada positiva pelos alemaes basta ver as imagens desses dias…
Mas porque será que nunca se falou aqui acerca avanços da educação que a revolução de Outubro levou a uma Europa de leste analfabeta que fez com que num apice geracional, o filho de um pobre agricultor se tornasse num engenheiro aero-espacial?
Sem duvida Pedro, como diz o LAM, mas que grande boche otogáfico!
Não é inocente que passados 20 anos os comunistas se mostrem tão agressivos e se lancem numa intensa campanha sobre a «queda do muro». Particularmente os Estalinistas que ao longo da História tem recorrido sistematicamente ao militarismo, ao assassínio de democratas e revolucionários, ao trabalho escravo, inventou a industrialização da morte e o extermínio em massa com tiros na nuca, pretende agora apresentar os acontecimentos de 1945-1989 que conduziram a República Democrática Alemã à ditadura, como um processo «revolucionário» ou «libertador» e aproveitar a ocasião para representar a farsa do seu «amor à democracia».
É incrivel. Alterando meia duzia de datas e palavras o discurso cai-lhes que nem uma luva. São as ditas semelhanças que aproximam tanto os extremos…
Coisas sem explicação: se em 1989 ainda havia tantos milhares de burgueses militaristas na RDA, que precisavam de fugir, talvez da fúria vinfativa do Povo trabalhador, para a suprema decadência ocidental, enfrentando arame farpado e metralhadoras, por que não fogem agora os trabalhadores explorados e submetidos pela força à incorporação na tropa imperialista alemã para o paraíso cubano, ou sul-coreano? Não havendo muro nem blindados a barrar o caminho, penso que arranjar uns trocos para voar até Varadero estará ao alcance de qualquer bolsa alemã mesmo que muito pobrezinha!
Se outro dia até se ouviu dizer que havia no Algarve desempregados alemães cujo subsídio de desemprego é muito superior ao nosso ordenado mínimo, já não percebo nada destas mentezinhas comunistas…
Relativamente ao assassínio de democratas: Estará o Avante a referir-se ao facto de comunistas e nazis terem, em conjunto, eliminado fisicamente sociais-democratas antes do Hitler chegar ao poder?
Babalu, o PC Alemão foi o primeiro – e durante muito tempo o único – a alertar para o perigo da besta Nazi que crescia na Alemanha. Enquanto isso, o SPD fazia massacres contra os operários no 1º de Maio de 1929, colocou Hindenburg na chancelaria, dava as mãos aos Nazis nas celebrações do 1º de Maio como “dia do trabalho nacional” e expulsava os Judeus dos seus quadros. E recusava sempre as propostas Comunistas de uma frente única anti-Nazi (mesmo dispondo de uma milícia armada de quase 100.000 homens) e de uma greve geral para sabotar Hitler.
Portanto, quanto a colaboracionismo estamos conversados.
Quanto às execuções de sociais-democratas, acho que depois disto elas foram mais que justificadas, mas atenção caro Babalu: foram os Comunistas que mataram sociais-democratas, não os Comunistas com os nazis. Se os nazis o fizeram isso é lá com eles.
Duas coisinhas apenas!
1º-____ A maioria dos cidadãos dos antigos países socialistas viram as suas condições de vida PROGEDIR? Ou REGREDIR penosamente!
É isso que está em causa! O resto é tudo conversa fiada.
Os Brasileiros também votam (obrigatório) os Indianos também votam, é considerada a maior democracia do mundo no entanto dezenas de milhões nascem vivem e morrem na rua, outras centenas de milhões deles são submetidos à mais atroz exploração laboral e empurrados para a miséria extrema.
Vota-se por toda a África, por toda a América Latina e por toda a Ásia. Qual tem sido o resultado? Os povos desses continentes têm visto as suas vidas melhorar ou agravarem-se substancialmente?
Afinal o que está em jogo não é vida das pessoas, o seu bem estar material e intelectual?
Para muita gente que por aqui vagueia parece que não!
2º-___ Esta campanha folclórica do 20º- aniversário da queda do muro que foi festejada até à náusea, tentando de um modo encoberto Nazificar o acontecimento. Por um lado mostrou a urgência oficial em fazer o funeral do Socialismo real. Por outro está bem patente no medo em que vivem, na medida que eles sabem perfeitamente qual é o sentimento desses povos. O desprezo e o alheamento dessas populações para com os sucessivos actos eleitorais é bem patente desse descontentamento.
Porque se existisse um mínimo de pudor, naqueles que fazem essas campanhas de propaganda ou aqueles que os defendem aqui neste espaço, submetiam-se todos ao silencio.
O que significa 80% da população de um país mandar as eleições às malvas? Só pode ser sintomático da desilusão sofrida!
Porque não são honestos? Em vez de os plasmar com mentiras e promessas em massivos actos de intoxicação politica , deviam tentar saber as razões desse desinteresse.
Todos sabemos que o objectivo principal desses mistificadores é apenas escurecer o passado socialista para cortar o apoio revolucionário do movimento operário. E a única arma de que dispõem, é recorrer à mentira, acenando com o medo do comunismo.
Como se hoje esses povos vivessem
Porque se agissem com boas intenções e pelo interesse dos povos do Leste, esses anticomunistas profissionais que ousam falar em nome dos respectivos povos, depois de os terem devorado e arruinado, deviam ter escutado os trabalhadores, os camponeses, os reformados desses países, que viveram e avaliaram na sua vivencia quotidiana a restauração capitalista mascarada de «democratização», porque feita a experiência, e sem ter esquecido de algum modo as repressões arbitrarias e os aspectos burocráticos que em graus muito diversos caracterizaram a época precedente, os povos fazem o balanço: comparam os «méritos» do euro-capitalismo (pauperização galopante das massas, enriquecimento fabuloso das máfias) as essas conquistas bem reais do socialismo que se chamaram emprego, educação de nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana, desconhecimento do flagelo da toxicodependência que hoje arruína a juventude.
É o regresso racionalizado do Socialismo em nas memorias, atestado por todas as sondagens realizadas na RDA, na Hungria, na Rússia, e ainda melhor nessa sondagem continental de grande envergadura que se viu quando das eleições Europeias, em que esses povos boicotaram maciçamente (em alguns desses países o desinteresse nas eleições locais não é muito diferente).
Portanto analisada a situação com algum rigor é fácil encontrar as razões para toda essa campanha mediática em exorcizar o fantasma do muro. Os ventos que começam a soprar do Leste não são nada favoráveis, por isso há que fazer fumarolas para espantar os espíritos “malignos.
Parte deste artigo encontra-se em http://www.odiario.info”
Igor :
Não fique com duvidas quem foi que se pôs ao serviço dos Nazis depois de 27 de Fevereiro de 1933 (incêndio do Reichstag).
Quando a SAJ (Juventude Operária Socialista) passou à clandestinidade e colocou os fundos da Organização a salvo dos Nazis. Sabe qual foi a ordem de Erich Ollenhauer dirigente Federal dessa Organização? Que não aceitava manobras ilegais!
Como se recusaram a obedecer sabe o que disse Wendt da direcção do SPD, em 5 de Abril do mesmo ano, ou restituíam os fundos ou denunciava-os às autoridades (Nazis).
Em 17 de Maio aprovaram no parlamento a declaração de politica externa apresentada por a bancada Hitleriana.
Depois disso Paul Lobe como demonstração de servilismo expulsou todos os membros judeus da direcção do partido.
Quando alguns dirigentes do partido já estavam refugiados em Praga, Otto Wels ainda defendia que a missão principal do combate não era o fascismo Hitleriano, mas antes contrariar a influencia dos comunistas.
Numa reunião do grupo parlamentar do SPD realizada em 10 de Junho 1933, Max Westphal dizia «se as coisas continuarem assim, serão os comunistas, com as suas manobras ilegais (já tinham sido ilegalizados) seriam a principal força de combate contra o fascismo.
Isto não são invenções está documentado
O Cunha acerta sempre em cheio no alvo.
Em tempos confrontei-o com as opiniões da “Senhora” Gesine Schwan quando diz «««Que na Alemanha de Leste há um perigo crescente que a democracia sofra ataques. Vejo uma nostalgia cada vez maior pelo antigo regime»»»»:
O Cunha opinou de imediato que eram malandros não queriam trabalhar, só queriam parasitar os subsídios do Estado.
Com os resultados das sondagens mais recentes ainda mantém a mesma opinião? Ou vai dizer-me que os incomoda tanta fartura e tanta abundância proporcionada por os seus irmãos Ocidentais?
A felicidade e o bem estar não se compram com votos. O mais certo é participarem menos nos actos eleitorais actualmente que no tempo da RDA. E quando o fazem é para votar no PDS.
Quem mente nunca acerta, é uma grande verdade!
O Babalu engana-se. Em 1919 foram os sociais-democratas que procederam à aniquilação física dos Comunistas/ Spartaquistas, nomeadamente com a execução de Rosa Luxemburgo e Karl Liebeknecht.
Quanto ao post do Pedro Vieira, a repetir um certo “movimento” blogosférico anti-PCP apenas posso dizer que utiliza uma citação descontextualizada se manipula e distorce todo um artigo.
O excerto não se refere ao “povo alemão” mas sim ao papel desempenhado pelo grande capital financeiro e industrial. Não estou a ver o que tenha de xenofobo o artigo.
A participação das grandes empresas alemãs na ascensão e consolidação do nazismo e dos campos de exterminio é um facto histórico. Ainda recentemente se discutia o problema das indemnizações às vítimas do trabalho escravo na Alemanha. O gás Zyclon-B, usado nas câmaras de gás era fabricado pela IG Farben. O grupo IG Farben era constituído por várias empresas nomeadamente a AGFA, BAYER, HOECHST, BASF e outras. A americana IBM também colaborou na organização destes campos. Outras empresas como a Siemens,Volkswagen e outras colaboraram neste processo, nomeadamente com a exploração do trabalho escravo das populações dos países ocupados. Estas empresas obviamente tinham donos e accionistas que obtiveram chorudos lucros com estes contratos.
Só na mais completa iliteracia (ou má fé) se pode partir daquele texto para esta conclusão. A não ser que se confunda a “burguesia alemã” com o “povo alemão”.
Eu não confundo. Da mesma forma que não confundo os grandes heróis modernos da Alemanha como Rosa Luxemburgo, Karl Liebekenecht, Clara Zetkin ou Ernst THalmann, entre muitos outros com os herdeiros dos donos da IG Farben.
Entao Partizan o que quer dizer é que não é importante as pessoas terem eleições desde que vivam bem? desde k tenham casa, comida, saúde, etc etc, não interessa que não tenham liberdade? que não possam dizer akilo que pensam? que tenham de viver sobre o governo que os limita e restringe? você não gosta de dizer o que pensa em liberdade, não gosta de dizer as coisas que pensa sem ter medo e receio das consequencias? voce tem consciência das perseguições que existiam na RDA, na URSS, etc, só por se pensar de modo diferente? todos os regimes totalitários fizeram isso, e ainda fazem, em cuba, na china, certamentes em outros não comunistas, e muitos desses senhores vitimas de perseguição são encarcerados e ate mortos so por pensar de maneira diferente. lembre-se do combate desenvolvido por o PCP no combate a ditadura, quantos foram mortos so por discordar do regime, para termos a liberdade que tanto queriamos e mereciamos?voce prefere viver bem a ter liberdade, eu não.
Refere-se à “liberdade” de que gozam os Abramovitchs e pulhas afins, que rapidamente assaltaram os aparelhos produtivos e os mercados destes países?
Foram de facto uns 20 anos de liberdade para despedir, liberdade para pilhar os recursos naturais, liberdade para fechar serviços públicos, liberdade para corromper, liberdade para mentir e intoxicar, liberdade para acumular gigantescas fortunas, liberdade para agredir militarmente.
Para os povos, reservaram a outra face da liberdade: a explosão do desemprego, a catástrofe da guerra, o crescimento brutal da toxicodependência e da criminalidade, a exploração desenfreada, a morte pela fome e por doenças curáveis, a diminuição abrupta da esperança de vida e da qualidade de vida, a emigração, a repressão.
E ao povo da ex-RDA nem sequer deram a liberdade de decidir se queria manter a sua Constituição e direitos, pelo contrário, sem qualquer consulta, impuseram-lhes uma Constituição alheia, prenderam os seus dirigentes e levaram-nos a tribunal! Rica “liberdade” esta!
Toda a argumentação do Partizan, plena de ortodoxia bafienta comunista e repetida até à exaustão em extensos testamentos, cai logo nas primeiras 3 frases do primeiro comentário-cassete.
A sua visão – aliás a da praxis comunista – é a de uma sociedade que não reconhece o indivíduo na sua complexidade humana, mas apenas enquanto elemento integrante de uma massa informe, que represente o conceito abstracto de nação sem classes.
Diga-me: qual é a diferença entre a sua visão idílica da RDA e um qualquer aviário, onde os animais estão bem nutridos, protegidos da intempérie, mas sem liberdade e permanentemente vigiados?
Para si, uma visita aos edifícios da Stasi seria o quê? Um passeio por um parque de diversões, onde se torturava e se devassavam as vidas de milhões, para bem do próprio povo?
Mas que raio de “liberdade” é que deram aos da RDA desde há 20 anos, se nem a liberdade de escolha lhes deram e pelo contrário sem os consultar impuseram-lhes a Constituição dos outros e lhes roubaram a Constituição que eles tinham sufragado?
“E ao povo da ex-RDA nem sequer deram a liberdade de decidir se queria manter a sua Constituição e direitos, pelo contrário, sem qualquer consulta, impuseram-lhes uma Constituição alheia, prenderam os seus dirigentes e levaram-nos a tribunal!” engraçado referir isto, porque que eu me lembre não foi perguntado a ninguem, se queriam um estado satelite de moscovo, Comunista, ou se queriam uma democracia ao estilo ocidental.
nao. refiro-me a liberdade de voce poder dizer aquilo que pensa, refiro-me a liberdade de voce pensar por si proprio, de pensar diferente, não pelas ideias feitas de um partido. é essa a liberdade de que falo, falo da liberdade que nos foi dada pelo 25 de Abril, pelos militares do MFA, que trouxe fim a longa noite fascista.
Está bem refastelado numa porcaria de uma democracia como a nossa a mandar os seus bitaites pela net, descansadinho da vida.
Se vivesse na Ex RDA, ou China, ou Cuba ou outro qq paraiso na terra, não o podia fazer. Sabe porquê ? Por lá, nesses paraisos a net é controlada e os blogs tipo o arrastão não existem.
Eu conheço e tenho familiares que foram Ex RDA e ouvi da boca deles história de arrepiar.
E são eles os primeiros a dizer que uma grande parte dos ex-RDA são calões, mandriões e subsideo-dependentes.
Sabe na Ex-RDA existia 1 bufo por cada 60 habitantes ?????
Voce que com certeza despreza o regime de Salazar concorda com isto ????
Ó homem tenha juízo e respeite a nossa inteligência.
Voce sabia que para comprar a porcaria de 1 pão se tinha de estar numa fila de horas ?? E que os dirigentes do partido tinham lojas exclusivas com produtos do ocidente ?
A coloquei a questão de um modo muito explicito. Esses povos viram as suas vidas PROGREDIR ou REGREDIR penosamente? Assim mesmo! A vossa resposta foi LIBERDADE, LIBERDADE com tanto entusiasmo até quase à “rouquidão”.
Se todas as sondagens indicam que uma parte significativa dos Alemães de Leste não estão satisfeitos com as mudanças e que a maioria afirma que viviam melhor no tempo da RDA (mesmo à custa de campanhas massivas de desinformação).
A reacção destes artistas de variedades pequeno/burgueses, arautos “defensores da liberdade e democracia” é tentar provar o contrario, armando-se em tutores de quem não lhe passou qualquer procuração.
Afinal qual o sistema politico/social que defendem? E em que condições se deve respeitar a vontade das populações?
Coloco a questão de outro modo. Qual o sentido das mudanças? São para melhorar ou piorar a vida das pessoas?
O que significa liberdade e democracia?
Não será o respeito pelos cidadãos na sua diferença e diversidade e o livre e igual acesso de tudo a todos, sem preconceitos e sem descriminações de qualquer ordem. Seja, económica, religiosa, politica, de raça, ou sexo.
Estes “senhores” acenam unicamente com os direitos políticos.
E o resto? O direito ao apoio na infância? O direito ao ensino? O direito à habitação? O direito à saúde? Ao trabalho? Tudo o que permita usufruir de uma vida com dignidade. É para pagar? E quem não pode? É abandonado por o sistema que gera essas desigualdades.
Vão lá perguntar aos mais de 2 milhões de Portugueses que vivem miseravelmente o que preferiam?
Isso que propalam não é liberdade nem democracia. É simplesmente meter a sociedade ao serviço de uma casta minoritária de parasitas, que vivem à custa da maioria da população, escudando-se no voto para legitimar o roubo e o saque. Controlando os sectores chave da sociedade ( informação, economia, finanças e forças da ordem) , pondo-os ao serviço dos poderosos.
Manipulam a opinião publica com programas de obscurantismo e desinformação, para depois de tempos a tempos convidarem o povo a legitimar , os serventuários políticos da sua confiança, em verdadeiros festivais folclóricos eleitorais.
Citei o exemplo da Índia (e outros) onde existe a liberdade de votar. É o voto tem tirado mais de 600 milhões de Indianos da miséria e da exploração desenfreada das multinacionais? Ou a situação tem vindo a gravar-se nos últimos anos?
Não venham com essa litania da defesa dos explorados e oprimidos, mais que se interessam por eles.
Estão ao serviço do capitalismo bastardo que actua sem regras nem respeito por ninguém, alheio ao sofrimento das suas vitimas, se assim não fosse 1/6 da humanidade não sofria da fome num mundo farto, e 1/3 de seres humanos não viviam na indigência.
Como diz Jean Ziegler ( ex- Alto Comissário da ONU para a Alimentação) deixar morrer uma criança de fome é um assassinato. No entanto morrem anualmente mais de 10 milhões.
O grande equivoco reside apenas em.
Primeiro___ Não aceitar a evidencia dos factos.
Segundo ____ Ignorar a realidade dos assuntos que se dispõem discutir.
Se o povo da RDA actualmente manifesta uma opinião e expressa uma tendência contraria àquilo que lhe querem impor. Não será uma forma brutal de violência em contrariar os seus desejos e as suas aspirações. Então com que autoridade vêm estes “senhores” defender o contrario?
Vocês é que se têm que remeter-se ao silencio e ter juízo em não defender aquilo que os outros rejeitam.
Se são parasitas e tudo o mais que o Cunha os intitula não têm que imiscuir-se nas suas escolhas. Sujeitar um povo a um sistema politico que não aceita é uma forma de ditadura. Afinal vocês é que estão a ser uns ditadorzecos de chacha.
Não têm nada que preocupar-se com as preferências deles, devem é saber respeita-las.
Ou 20 anos não foram suficientes para saborearem a democracia e a liberdade imposta pela mentira e a exclusão?
Segundo ponto: Cunha eu não falo pela boca dos outros, falo aquilo que sei. Portanto você e os outros podem dizer as mentiras que muito bem entenderem sobre a RDA, Não tenho provas para desmenti-los. Sobre a URSS e a Rússia não permito.
Nos meados dos anos 80 fui trabalhar para a URSS por conta de uma firma Italiana, numa refinaria em Kstovo 30 km a sul de Gorki (hoje Nijni Novogorod). Andei por onde quis e me apeteceu fui a Volvogrado a cerca de 800 km sem pedir autorização a ninguém nunca fui incomodado. Apenas uma vez numa eclusa do Volga tiramos umas fotos a um submarino que se encontrava a subir o rio, a policia veio ter connosco, meteram-nos no carro foram levar-nos ao hotel nem o rolo nos tiraram. Fomos avisados apenas que não podíamos ir para a zona da fabrica AUVTGAZ, um polígono industrial onde trabalhavam mais de 100 mil operários. Construíam carros, tanques e aviões Mig.
Não vi luxo nem exuberância, mas também não vi essa miséria que por aqui se fala, nem essas bichas intermináveis para comprar os bens de consumo essenciais. Encontrei um povo culto, solidário e muito abertos. Quem disser o contrario, é mentira.
A partir daí por contingências da vida vou lá regularmente. Agora sim é que vejo miséria e exclusão de um modo que desconhecemos aqui. Para se ter uma dimensão do desastre provocado pela tragédia da liberalização segundo dados da UNICEF existem cerca de 4 milhões de crianças abandonadas a vaguear pelas cidades da Rússia, os chamados órfãos com pais.
A toxicodependência, o alcoolismo a baixa natalidade, são já considerados riscos para a existência da Rússia.
O analfabetismo onde a taxa de alfabetização era superior a 98% é uma realidade nas camadas mais jovens.
400 mil km2 de terrenos agrícolas foram abandonados, as infra-estruturas industriais estão totalmente obsoletas.
Isto para não falar na degradação dos serviços de saúde, no desprezo que são votados os reformados, onde a maioria das reformas não ultrapassam os 3000 Rublos, 70 €.
Mais de 40 milhões de Russos vivem abaixo do limiar da pobreza.
Portanto o Senhor não tem qualquer tipo de moral para se pronunciar em nome deste povo.
Só tem que me dizer se acha que agora vivem melhor com que viviam?
Se duvidas ainda lhe restam, leia Noami Klein uma jornalista do New York Times em “A Doutrina do Choque”.
Neste aspecto nem o Senhor nem qualquer canoro depenado me dá lições com essa defesa da democracia de fossa asséptica. Conheço a realidade.
Quanto a Cuba a vossa jóia de “estimação”.
Tem que ser contextualizada no domínio continental em que está inserida. Nada mais que isso.
Atravesse as poucas dezenas de km que a separam do Haiti, para ver a abismal diferença. Vá para a maioria dos países da América Latina e aí sim tem que tirar essas palas que o impedem de ver.
Ou não sabe que Cuba está em 52-º no IDH dados da ONU o seu país está em 38-º sem sofrer qualquer bloqueio criminoso, e com milhões a jorrarem da CEE. Também ignora que a assistência médica em Cuba é considerada das melhores do Mundo. O ensino idem. Não há velhos nem crianças abandonados.
Que os pobres do seu país têm que ir tratar-se a Cuba? Que os médicos Cubanos vêm tratar dos doentes do seu país. Que partem aviões carregados com doentes pobres do gigante e rico vizinho do Norte para serem tratados gratuitamente em Cuba?
Isso é ignorar muita coisa, ou então é tentar esconder aquilo que se tem medo.
Continuamos a contextualizar Cuba na sua envolvente Continental.
Quantos desaparecidos houve em Cuba?
Quantos corpos abandonados foram encontrados em lixeiras?
Quantas execuções extra judiciais aconteceram em Cuba?
Quantas queixas de torturas foram apresentadas na CDH?
Qual a taxa do analfabetismo em Cuba? Inferior a Portugal!
A esperança média de vida? Superior a Portugal!
Têm 30 ou 40 presos de consciência e quantos jazem nas masmorras desse mundo foram em silencio e ignorados de todos? Quantos há nos EUA? Quantos são os que estavam em Guantanamo sem qualquer culpa formada? E as torturas e sevicias cruéis a que foram submetidos!
Quanto ao seu argumento sobre a net, sei apenas dizer que as escolas de Cuba foram informatizadas muito antes que em Portugal.
Sobre o resto que afirma só não é bom para si que vive à custa da riqueza produzida por outros, porque se tivesse que viver apenas dos rendimentos do seu trabalho, não tinha acesso à NET, talvez nem ganhasse para comprar um computador
Já há mais de 19 anos, na Resolução Política do XIII Congresso (Extraordinário) do PCP, em Loures em 18, 19 e 20 de Maio de 1990, concluímos sobre “A crise noutros países socialistas da Europa”:
As mudanças radicais da situação política verificada noutros países socialistas da Europa resultaram de situações de profunda crise gerada por orientações e práticas que se afastaram dos objectivos, métodos e valores do ideal comunista.
Contradições entre os órgãos do poder político centralizado e o povo; entre a organização e a gestão da economia, o desenvolvimento económico e o melhoramento das condições de vida; entre a direcção do partido e o partido e entre o partido e o povo; contradições aprofundadas com o abuso do poder e situações de privilégio e de corrupção – agravaram-se ao longo dos anos e conduziram a inevitáveis rupturas, a extraordinária instabilidade e a processos descontrolados de evolução social e política cuja conclusão é ainda difícil de prever.
Os partidos comunistas no governo em diversos países da Europa do Leste – ainda mais que o PCUS – prolongaram a situação, atrasaram-se no reconhecimento da realidade e nas reformas e viragens indispensáveis na orientação do Estado e do partido, isolaram-se progressivamente, provocaram amplo descontentamento e perderam o crédito e o apoio que justamente antes haviam alcançado como resultado da sua luta.
As mudanças radicais da situação e dos processos em curso oferecem traços comuns mas oferecem também traços distintos. Em alguns casos, os partidos comunistas, substituindo os dirigentes e empreendendo drásticas reformas no partido, no governo, no Estado e na política do país, procuraram novos caminhos para a saída da crise, sem deixarem de desempenhar importante papel na reestruturação. Noutros casos, os partidos comunistas perderam completamente a iniciativa e o controlo da situação e foram ultrapassados por forças que rapidamente se desenvolveram com largo apoio nas populações e que passaram a ter representação determinante nas instituições e na política dos países respectivos.
Com o acesso ao poder (em alguns casos em posição dominante) de forças anti-socialistas, as atitudes oportunistas capitulacionistas em alguns partidos e a alteração radical da correlação de forças, as situações desenvolveram-se em alguns países não no sentido de uma nova política para a construção do socialismo mas no sentido do abandono (por vezes proclamado) do projecto socialista e da adopção, na organização económica, na organização política do Estado, no novo quadro partidário, assim como nas relações externas, de organizações contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo e tendentes à restauração do capitalismo.
Tornava-se imperativa uma profunda reestruturação e modernização da economia. Mas a realização de privatizações que poderão atingir larga escala em sectores determinantes, a orientação súbita e não ponderada para uma “economia de mercado”, à qual não pode dar resposta uma organização demasiado centralizada e ainda burocratizada do aparelho produtivo, a admissão do capital estrangeiro em importantes alavancas da economia, a aceitação de imposições do FMI, uma política de preços e salários com vista à diminuição dos salários reais, a admissão do desemprego maciço como solução de problemas económicos de empresas, as limitações dos direitos dos trabalhadores, designadamente em empresas dominadas pelo capital estrangeiro – acusam orientações e medidas que não apontam para novos caminhos de construção do socialismo.
Tornava-se imperativa uma profunda reestruturação e democratização do Estado e da vida social. Mas a falta de iniciativa política, a fragilidade ideológica, as divisões internas nos partidos comunistas no poder, a influência de elementos oportunistas e carreiristas no aparelho de Estado e do Partido, a reduzida ou nula participação directa dos trabalhadores e das massas populares nas decisões, a irrupção de forças nacionalistas e anti-socialistas, a cópia mecânica de experiências de países capitalistas e o alastramento de ilusões acerca das “sociedades de consumo” facilitaram o desenvolvimento agressivo de forças contra-revolucionárias e o seu acesso ao poder, pondo em causa a democratização do Estado e da sociedade numa perspectiva socialista.
Tornava-se imperativa uma profunda rectificação e mudança da vida partidária. Mas em partidos comunistas no poder, sob o impacto da derrota, que em alguns casos atingiu o grau de desagregação e do descalabro, desenvolveram-se tendências contraditórias nas quais se podem discernir duas predominantes: a daqueles camaradas que, na complexa situação criada, procuram soluções com vistas a salvarem e prosseguirem a perspectiva do socialismo; e a daqueles que consideram que o socialismo faliu e, a par de soluções de tipo capitalista no plano do Estado, se pronunciam por soluções do tipo social-democrata no plano político e do partido.
Graves crises atingiram os partidos no poder, com o aparecimento de divisões internas, mudanças sucessivas de orientação que desarmaram os militantes, saídas em massa de membros do partido. Dirigentes acusados de erros graves, corrupção, abuso do poder, são substituídos, afastados, em alguns casos incriminados, até fuzilados. Partidos mudam de nome, abdicam de actuação nas empresas e locais de trabalho, rejeitando alguns não apenas os erros e deformações verificadas mas o seu património histórico e positivo, as suas efectivas realizações revolucionárias e mesmo a sua ideologia. Alguns proclamam-se como partidos de orientação social-democrata.
Explorando a situação de profundas crises nos países socialistas, designadamente o descontentamento e a agitação popular, a instabilidade dos governos e estruturas estatais, as derrotas dos partidos comunistas, as dificuldades económicas (em especial a desorganização e penúria do abastecimento e o endividamento externo), os conflitos étnicos, o imperialismo ingere-se abertamente nos assuntos internos desses países e põe em acção todos os seus instrumentos (designadamente FMI, Banco Mundial, política da CEE, NATO, partidos burgueses, comunicação social, serviços secretos) para influenciar em seu favor o curso dos acontecimentos. Organizações religiosas e nacionalistas dão suporte a actuações partidárias. São particularmente chocantes as ingerências de forças políticas e económicas estrangeiras nas eleições daqueles países.
O imperialismo desenvolve não apenas uma frenética campanha política e ideológica a nível mundial, mas uma acção concertada com iniciativas de carácter económico, diplomático e político de grande alcance, visando desenvolver nesses países as forças anti-socialistas, reforçar as suas posições no poder, difundir os seus valores, implantar posições das multinacionais em sectores-chave da economia e na comunicação social e aprofundar os laços de dependência desses países em relação ao imperialismo. Vendo nos países socialistas europeus importantes mercados potenciais e terreno para colocação de capitais, o imperialismo actua com rapidez. Tenta assim impedir a saída da crise numa perspectiva socialista e encaminhar esses países, segundo a propaganda do capitalismo, para “a transição pacífica do socialismo para o capitalismo”. Causa preocupação a tolerância para com a ingerência imperialista.
A situação criada adquire extrema gravidade, instabilidade e incerteza quanto à evolução desses países. Esta dependerá não apenas de vectores políticos mas da evolução que vier a verificar-se nas estruturas sócio-económicas. Nesses países já há muito são dominantes as relações de produção socialistas na economia nacional. A possibilidade de ultrapassar a crise na perspectiva de uma sociedade socialista renovada pela democracia política está em alguns casos comprometida e depende em última instância da capacidade de impedir a tomada do poder económico pelo capital privado, seja pelo seu renascimento através da rápida acumulação alcançada com a especulação seja a partir de posições crescentes e dominantes da banca mundial e das multinacionais e dos laços da dependência política, diplomática e económica em relação aos países capitalistas mais desenvolvidos. Depende também da capacidade dos comunistas, em aliança com outras forças progressistas, de recuperarem a confiança e o apoio de massas para a defesa das conquistas do socialismo e para o ideal comunista.
O desmantelamento das realidades objectivas do sistema socialista e a sua substituição por eleições capitalistas, com as injustiças e chagas sociais que lhe são inerentes., não será um processo fácil. A vida demonstrou que não é fácil a passagem do capitalismo ao socialismo. A vida demonstrará que a inversa também é verdadeira, e mais ainda porque se trataria não de um progresso mas de um retrocesso histórico. Na evolução o futura desses países, e nomeadamente na consciência social desses povos, não deixarão de pesar as conquistas do socialismo. As massas populares, em primeiro lugar os trabalhadores, as mulheres, os jovens, não deixarão de se unir, organizar e lutar em defesa de importantes direitos e benefícios sociais e com eles os comunistas, mantendo sempre a perspectiva do socialismo.
(…)”
“se tivesse que viver apenas dos rendimentos do seu trabalho, não tinha acesso à NET, talvez nem ganhasse para comprar um computador”
isso é um argumento um bocado estúpido. eu sou assalariado, ganho pouco mais de 500 euros e tenho acesso à net e computador ( em 2ª mão, mas tenho carago!) e têm-no todos os meus colegas assalariados certamente
quanto aos argumentos pró URSS só uma coisa – impedem que se leve a sério o PCP ou outra qualquer tentativa de refundação à esquerda que inclua o PCP – eu não consigo viver com estes esqueletos no armário, quanto mais com as pilhas de cadáveres…
não percebem que todo esse paraíso estava assente não em pés de barro mas em montanhas de milhões de cadáveres cujo único crime tinha sido ousar pensar livremente, ousar contrariar o comité central, ousar ser um raio de um SER HUMANO
muitas vezes o crime nem era pensar, era ser. ser ucraniano ou de outro povo pelos russos considerado inferior
criticar guantanamo e defender a necessidade dos gulags é uma bestialidade argumentativa
os países de leste estão piores? duvido, mas sempre são as pessoas que escolhem o seu destino e não um iluminado qualquer de uma qualquer polícia política sinistra
e se escolhem mal, cai por terra a ideia de literacia comunista. se eram todos tão espertos, todos com cursos superiores, todos viviam bem, em pleno emprego, então porque é que não se emancipam, não votam uma nova constituição?
e porque é que a deriva é para a extrema-direita e não para os velhos pc’s?
o grande trunfo do capital é esta esquerda bafienta que continua a ter bustos do pai de todos os povos no hall de entrada e que apresenta como alternativa a esta democracia viável a podridão soviética
Meu caro amigo, voce é daqueles casos tristes que nem vale a pena.
Se os seus camaradas russos não o incomodaram foi talvez porque mostrou o cartão de sócio do clube, ou algo que o valha.
E já estou um pouco farto de aturá-lo mais as suas tretas ideológicas. Olhe lei o posto do Daniel Nicola. Está la tudo muito explicadinho.
Em relação a cuba, lá está a mesma cassete do costume.
Lei o que diz uma bloguista cubana, que para actualizar o seu blog tem que mentir a entrar ás escondidas num hotel, pois a internet como sabe é proibida aos nativos.
“Yoani Sánchez: As três mentiras essenciais de Cuba
A blogueira cubana diz que as chamadas “conquistas da revolução” são um mito e que só quem nunca morou na ilha pode ter admiração por seu regime
Mas é verdade que 99,8% da população cubana é alfabetizada?
Antes da revolução, nosso país já ostentava um dos menores índices de analfabetismo da América Latina. Uma das primeiras ações do governo autoritário de Fidel Castro foi ensinar o restante da população a ler e escrever. A questão principal hoje não é a taxa de alfabetização, e sim o que vamos ler depois que aprendemos. A censura controla totalmente o que passa diante de nossos olhos. E isso começa muito cedo. As cartilhas usadas na alfabetização só falam da guerrilha em Sierra Maestra ou do assalto ao quartel de Moncada pelos guerrilheiros barbudos. Meu filho tem 14 anos. Na sala de aula dele há seis fotos de Fidel Castro. Tudo o que se ensina nas escolas é o marxismo, o leninismo, essas coisas. Não se sabe o que acontece no resto do mundo. A primeira vez que vi imagens da queda do Muro de Berlim foi em 1999, dez anos depois de ela ter ocorrido. Foi num videocassete que um amigo trouxe clandestinamente. Para assistir às imagens do homem pisando na Lua, foi necessário esperar vinte anos.
A expectativa de vida realmente aumentou?
É uma estatística oficial, sem comprovação, que não resistiria a um questionamento mínimo feito por uma imprensa livre. Pelo que vejo nas ruas, é difícil acreditar que os cubanos possam sobreviver tantos anos. Os idosos estão em estado deplorável. Há uma avalanche de dados que poderiam ilustrar o que digo, mas estes nunca são divulgados. Jamais fomos informados sobre o número de pessoas que fogem da ilha a cada ano. Ninguém sabe qual é o índice de abortos, talvez o mais alto da América Latina. Os divórcios são inúmeros, motivados pelas carências habitacionais. Como há cinquenta anos quase não se constroem casas, é normal que três gerações de cubanos dividam uma mesma residência, o que acaba com a privacidade de qualquer casal. Também nunca se falou do número de suicídios, um dos mais altos do mundo.
Cuba tem mesmo uma medicina avançada?
O país construiu hospitais e formou médicos de boa qualidade na época em que recebia petróleo e subsídios soviéticos. Com o fim da União Soviética, tudo isso acabou. O salário mensal de um cirurgião não passa de 60 reais. A profissão de médico é hoje a que menos pode garantir uma vida decente e cômoda. A carência nos hospitais é trágica. Quando um doente é internado, todos os seus familiares migram para o hospital. Precisam levar tudo: roupa de cama, ventilador, balde para dar banho no paciente e descarregar a privada, travesseiro, toalha, desinfetante para limpar o banheiro e inseticida para as baratas. Eles não devem esquecer também os remédios, a gaze, o algodão e, dependendo do caso, a agulha e o fio de sutura.
remeter o assunto para uma qualquer resolução política, ainda para mais tão longa, é enfiar a cabeça na areia.
e fazê-lo apenas em 1990, como o PCP, é mais um acto de desespero do que outra coisa qualquer. até ao colapso, tudo era idílico, apesar de já quase todos sabermos em que é que se tinha transformado o espírito da revolução russa
passados 20 anos, nem uma palavra acerca dos “desvios” de então, apenas ataques aos “desvios” democráticos dos ex-URSS, ao desemprego (antes isso que escravatura), ao abromovich (que ao lado de chausesco é um menino), a isto e aquilo.
isso é negacionismo e costuma ser apanágio de ideologias em tudo contrárias às nossas
no concreto, acha mesmo que estes últimos 20 anos, apesar de tudo, foram piores do que os 30 de Estaline? ou mesmo do que os 20 finais, de 69 a 89?
o pcus não era um partido, era uma seita religiosa ao pior estilo
e em Cuba os homens providenciais têm que vir da casta dos Castro? quase 50 anos de Fidel (não cabe mais ninguém naquela democracia?), quantos mais de Raul?
também já fazem a apologia a ditaduras monarco-comunistas?
Daniel Nicola:mas pelos vistos consegues viver com os esqueletos do Vietname,da América do Sul,da Palestina,,da Colombia,do Iraque,Pakistão/Afeganistão-é que não os consigo ouvir…
E pq é q a unificação foi boa para a Alemanha e,esta no ano a seguir se dedicou afincadamente a desunir os Balcãs?Há aí alguma inteligencia da direita(incluso os da extrema),vulgo os democratas, a explicar esta contradição
“esse paraíso estava assente não em pés de barro mas em montanhas de milhões de cadáveres” ????
Está a chamar incompetentes aos historiadores de todo o ocidente (Pacheco Pereira inclusive) que se precipitaram para Moscovo, quando foram abertos os arquivos do KGB e que depois de anos de contagens e re-contagens nem um milhão encontraram!
“sempre são as pessoas que escolhem o seu destino” ????
Esquisito, pois aos cidadãos da ex-RDA nem sequer deram a liberdade de opinar sobre a Constituição da RFA que lhes impingiram sem qualquer consulta e contudo estes mesmos cidadãos tinham sido chamados a referendar a Constituição da sua RDA, décadas antes…
Em 1939 estavam os russos e os alemães a assinar o Pacto Molotov-Ribbentrop. Aconselho todos os ignorante do PCP a visitar o Museu do Genocídio em Vilnius, na Lituânia. Talvez a deputada Rita Rato devesse ser dos primeiros. É um exemplo típico da ignorância que caracteriza a comunidade comunista. Gente que nem sabe o que foram os gulags e quantos milhões de pessoas morreram devido à experiência comunista…..
A mensagem do lituanos é esta: Comunismo = Nazismo = Merda bem grossa
Acho muito bem que chame a equação do debate o nome de «Yoani Sánchez» pois do que ela fala é de um culto de personalidade ao estilo de Stalin, que a mim também me cria confusão pois vai contra as proprias bases ideologicas em que se acenta o comunismo;
talvez sem ter essa intenção, fala de como um país ostracizado pelo mundo durante meio século ainda consegue oferecer “gratuitamente” os serviços possiveis na area de saude, obrigando os cidadãos a se adaptarem de uma forma pouco ortodoxa;
fala do analfabetismo de uma maneira bastante ressentida pois o racio de gente letrada, antes da revolução, cinjia-se somente ás zonas urbanas nomeadamente na provincia de Havana;
em suma fala com a natural raiva de quem vive com as suas liberdades limitadas.
Mas por outro lado, não muito longe da Yoani, temos o caso do Michael Moore na patria da “liberdade?” que ao por a nú debilidades e injustiças, vai sofrendo as consequencias proprias de quem naquele país ouse criticar, no seu pleno uso da sua liberdade individual, o lado obscuro do timoneiro libertario do chamado “free world”.
«Five days after the start of the Iraqi war, his caustic comments (“Shame on you, Mr. Bush!”) were viewed as treasonous. The backlash left Moore abandoned by skittish Hollywood liberals, vilified by angry conservatives and victimized by hate mail and death threats. Walking from his Upper West Side home to his offices was no longer safe.»
Ou a paranoia, cada vez mais crescente, em torno da figura do Obama que já é tido e achado como comunista pela sua reforma no sistema de saude norte-americano num país com uma “democracia?” cada vez mais coorperativa que se vem espalhando gradualmente por todo o mundo na qual destaco 2 exemplos: a recente crise economica e o facto de 2% da população deter mais de metade da riqueza mundial.
Se isto não é, tambem, a forma mais dissimulada de ditadura e a mais dificil de combater, sinceramente não sei qual o seu conceito de ditadura, ou será que também tem «o cartão de sócio do clube, ou algo que o valha.» para não se dar conta de tal facto?
Eu sei que prefere mil vezes essa ditadura coorperativa mas acredito que não se deve mandar pedras para os telhados dos outros quando se tem telhados de vidro…………não sei……….chame-lhe cooerencia!
“Tramado” estou eu. Coloco uma “comentarice” e,
depois, aparece uns “números” mais abaixo.
Quando coloquei a #41 era, obviamente, relacionada com o último parágrafo da #38 do Leo.
Mas, como “há males que vêm por bem”, aproveito a oportunidade para saudar o amigo Duarte Sousa pela sua intervenção.
Meu amigo (se estou enganado, corrija-me) mas, antes desse pacto não houve outro em que havia um protagonista britânico chamado Chamberlain (o alemão era o mesmo)?
Quanto ao essencial do que escreveu podemos estar de acordo mas, se me permite, não deveremos confundir o Comunismo (ideologia) com os crimes praticados por quem dele se reclamava (Stalin, Mao, Pol-Pot, etc…).
Leste da Alemanha(evolução pós RDA desde jun 1990):
evolução salário mensal(1990-96):83%
convergência salarias(% do salário ocidental):
1991:50%
2004:80%
Estes são os factos, o resto é falácia para consumo das massas.
Após a queda do bloco de leste a qualidade de vida nestes países subiu dramaticamente.
Isto é um facto inegável.
Neste cenário, os partidos socialistas tiveram que alterar o seu discurso.
Não podendo falar de salários, evolução do consumo e qualidade de vida, ou seja as realidades tangíveis da vida, tiveram que se virar para as questões relativas.
Em vêz de salários o problema é a diferenciação salarial, entre quem ganha mais e quem ganha menos, entre regiões de um mesmo país, etc.
Mas, para termos chegado a uma situação em que são estes os problemas e não a miséria abjecta em que viviam as famílias no antigo bloco de leste, houve uma evolução enorme.
Além de que estes problemas modernos ainda decorrem da herança terrível do passado.
As assimetrias regionais resultam do atraso economico das regiões a leste, legado dos regimes socialistas.
O desemprego resulta principalmente da deslocação industrial e da imigração, mas também da mudança de paradigmas de investimento, da produtividade para a criação de infraestruturas e para o social.
A quebra de crescimento económico da UE tem muito a ver com a queda do muro de berlim e com as responsabilidades que a europa ocidental chamou a sí.
Esta é a realidade, o resto é o típico mercantilismo político da estrema esquerda.
Com o PCP, a atribuir, (apenas há 19 anos, quando o seu mundo soviético velho de oito décadas começou a ruir e era preciso renascer das cinzas) as culpas aos “desvios face à norma” comunista. O PCP levou 70 anos a concluir que afinal se tinha enganado e que aquilo que tinha acontecido na URSS não era comunismo. MEsmo a tempo diria eu.
Depois admiram-se das derrotas eleitorais, as pessoas a princípio até acham piada, mas depois começam a pensar, e isso é que é o diabo…
No bloco de leste ainda havia as Stasi, as NKVD, as KGBs, as STBs, as Securitates, as SBs, etc…
mas por cá é difícil impedir que as pessoas pensem.
Principalmente quando há sempre gente decente que vos expõe na praça pública.
Os Alemãs de Leste perderam muito em 1989
Para muitos, na RDA, a queda do Muro de Berlim e a unificação significaram a perda de empregos, casas, segurança e igualdade.
Bruni de la Motte
Em 9 de Novembro de 1989 quando o Muro de Berlim veio abaixo, percebi que em breve se seguiria a unificação germânica, o que ocorreu um ano depois. Isso significou o fim da República Democrática Alemã (RDA), o país onde nasci, cresci, nasceram os meus dois filhos, obtive o meu doutoramento e desenvolvi um trabalho realizador como leitora de literatura Inglesa na Universidade de Potsdam. Obviamente, a unificação trouxe com ela a liberdade de viajar pelo mundo e, para alguns, mais riqueza material, mas trouxe também colapso social, desemprego expandido, saneamentos, um materialismo estúpido e uma “sociedade de cotoveladas” bem como a demonização do país onde vivia e que ajudei a moldar. Apesar das vantagens, para muitos foi mais um desastre do que um evento para celebrar.
Apenas dois exemplos. A minha melhor amiga, uma professora de línguas estrangeiras, perdeu o seu emprego e foi saneada porque, na altura em que o muro caiu, acontecia que estava a ensinar numa universidade de direito do governo. Não era membro do partido, nem sequer era política. Depois de muitos esforços conseguiu encontrar um emprego a ajudar jovens excluídos das escolas, com um contracto temporário e um salário muito menor. O meu irmão, doutorado em ciências filosóficas, perdeu o seu emprego de investigação na academia e desde então só tem conseguido encontrar empregos temporários sem ligação com a sua especialidade e mal pagos.
Pouco se sabe aqui sobre o que aconteceu à economia da RDA quando o muro caiu. Uma vez a fronteira aberta o governo decidiu montar um fundo para garantir que as “empresa de propriedade pública” (a maioria dos negócios) seriam transferidas para os cidadãos que tinham criado a riqueza. Contudo, poucos meses antes da unificação, o então governo conservador acabado de tomar posse entregou o fundo a nomeados da Alemanha do Oeste, muitos representando interesses dos grandes negócios. A ideia de bens “de propriedade pública” serem transferidos para cidadãos foi deixada cair sem se falar mais disso. Em vez disso todos os bens foram privatizadas numa velocidade recorde. Mais de 85% foram comprados por alemães ocidentais e muitos foram fechados pouco depois. No campo 1.7 milhões de hectares de terras agrícolas e florestais foram vendidas e 80% dos trabalhadores agrícolas perderam os seus empregos.
Em Julho de 1990, quando ainda existia a RDA, foi introduzida uma apressada “união monetária” com o resultado de ter mergulhado a economia da RDA na bancarrota. Antes da unificação o marco da Alemanha do Oeste valia 4.50 marcos da RDA, a união monetária fixou a paridade com uma taxa de câmbio de 1:1. O resultado foi a subida de preços dos produtos de exportação da RDA em 450% da noite para o dia e deixaram de ser competitivos; o mercado da exportação (39% da economia) implodiu inevitavelmente.
Grandes números de trabalhadores comuns perderam os seus empregos, mas também os perderam milhares de trabalhadores de investigação e de académicos. Como resultado das purgas nos estabelecimentos académicos de investigação e científicos, num processo de saneamento político, mais de um milhão de pessoas com graus académicos perderam os seus empregos. Isso englobava cerca de 50% desse grupo, criando na Alemanha do Leste a mais alta percentagem de desemprego profissional no mundo; todos os reitores das universidades e todos os directores de empresas estatais, bem como 75,000 professores perderam os seus empregos e muitos foram inscritos em listas negras. Este processo ocorreu em contraste radical com o que ocorreu na Alemanha Ocidental depois da guerra, quando poucos ex-Nazis foram tratados deste modo.
Na RDA todas as pessoas tinham o direito legalmente garantido à posse e propriedade das casas onde viviam. Depois da unificação, foram feiras 2.2 milhões de reclamações por cidadãos não-RDA sobre as suas casas. Muitos perderam as casas onde viviam há décadas; um grande número preferiu suicidar-se a darem-nas. Ironicamente, reclamação para restituição do outro lado, por alemães do Leste sobre propriedades do Oeste, foram rejeitadas como “fora do tempo”.
Depois da morte da RDA, muitos acabaram por reconhecer e lamentar que as “conquistas sociais” genuínas de que gozaram tenham sido desmanteladas: igualdade social e de género, emprego total, inexistência de medos existenciais, bem como as rendas, transportes públicos, cultura e facilidades desportivas subsidiados. Infelizmente, o colapso da RDA e do “socialismo de Estado” ocorreu pouco antes do colapso do sistema de “mercado livre” no Ocidente.
se a URSS era tão fantástica, tão maravilhosa, tão fabulástica, como é que foi possível, que um regime tão maravilhoso, tão bom, fosse cair sozinho? sem ninguém lhe tocar?
«Principalmente quando há sempre gente decente que vos expõe na praça pública.»
Vamos lá ver se o consigo entender; se o PCP não comenta os crimes do comunismo é apelidado de conivente mas se toma alguma posição de repudio sobre o comunismo da ex-URSS é o oportunismo de sacudir agua do capote.
Muito bem sr. Balburdio, o que nos vale é a sua decencia em nos explicar como a verdade é maltratada.
Bom, o mal disto tudo é que «por cá é difícil impedir que as pessoas pensem» pois se assim não fosse, ao invés de ter apenas piada, o Balburdio era tido como um serio “opinion maker”.
Ai se o MI 6 ou a Mossad ou até a CIA, sem esquecer a DGSE ou a Bundesnachrichtendienst, sabem da sua existencia, de certeza que haverá uma seria disputa entre todos para contarem nas suas fileiras um operacional de “Inteligencia” tão perspicaz como o Balburdio.
“A transição na maioria dos países do antigo bloco soviético na Europa Central e Oriental e ex-URSS é um eufemismo para designar o que na realidade tem sido uma Grande Depressão”. As consequências para a segurança humana são calamitosas. Segundo as estimativas mais moderadas mais de 100 milhões de pessoas foram atiradas para a pobreza e um número consideravelmente maior remetido a uma existência precária mesmo em cima da linha de subsistência”. Quem o afirma é o PNUD (1) no seu relatório de 1999 dedicado ao período de “transição” na região (p. 13).
Para este organismo da ONU, o processo de “transição” – que, como sabemos, mais não é que a restauração capitalista – acarretou enormes custos humanos dos quais o mais pesado é a “perda de vidas representada pelo declínio da esperança de vida verificada em alguns dos principais países da região e em especial na (FR) Federação Russa” (p. 5). “Vários milhões de pessoas não sobreviveram à década de noventa o que teria acontecido se o nível de esperança de vida existente em 1990 tivesse sido mantido”, constata o PNUD (p.5).
O aumento e persistente alto nível de incidência de doenças comuns, o reaparecimento de doenças anteriormente reduzidas à condição marginal como a tuberculose, a expansão das doenças sexualmente transmissíveis até ao limiar epidémico, o extraordinário aumento dos índices da pobreza de rendimentos e pobreza humana – que o PNUD define como a perda das capacidades básicas humanas -, o aumento das desigualdades (nos rendimentos, distribuição da riqueza e entre sexos), a considerável deterioração da educação e o aumento do desemprego, sub-emprego e trabalho precário, são outros dos principais custos da transição destacados pelo relatório do PNUD (p. 5-7).
Consequências económicas
No início da última década após a implosão da URSS o ataque às economias socialistas desenvolveu-se em larga escala. O sistema de controlo e regulação de preços foi desmantelado, o que originou uma “explosão de preços sem precedentes pela sua duração e número de países afectados” (p. 13) e o disparo brutal da inflação (nos países menos afectados, como a República Checa, Eslováquia e Hungria, a taxa de inflação rondou os 62%, noutros 22 países a taxa foi de 100% no mínimo durante um ano, enquanto nos restantes 15 países esta taxa foi no mínimo de 1000% ao ano! (na Geórgia chegou a atingir os 18.000% em 1994!). Na Rússia a subida de preços em 1992 (1 ano depois do fim da URSS) foi de 1353% (p. 14).
A terapia de choque – assim ficou conhecida a liberalização selvagem e o processo de privatização e usurpação da riqueza e erário público – teve consequências devastadoras para o aparelho produtivo e economia dos países em questão. “Nem sequer durante a Grande Depressão dos anos 30 se assistiu a uma queda tão acentuada no rendimento”, observa o relatório (p.15). Na Federação Russa (FR) a produção industrial decaiu 38% e o PIB 41% entre 1990-97, enquanto na Ucrânia a quebra do PIB em igual período foi de 58% continuando a descida depois de 97.
Na totalidade da CEI (Comunidade de Estados Independentes) o PIB decresceu 45% de 1990 a 97! (p.16). Números avassaladores.
O investimento sofreu uma quebra acentuada. Na FR o investimento financeiro diminui 75% entre 1990-97 (quadro de balanço da FR). Nalguns casos a quebra foi tão acentuada que o investimento líquido foi negativo (p. 17).
Desigualdade, injustiça social e emergência da pobreza
A quebra do PIB e o colapso económico foram acompanhados pelo crescimento do desemprego e precarização do emprego, regressão salarial, aparecimento de salários em atraso e o assinalável aumento das desigualdades e injustiça social. Na FR, no final de 1996, a dívida salarial ascendeu a 47,2 triliões de rublos, cerca de 8000 milhões de dólares (p. 18), o que equivale a perto de 30% da população activa; um ano mais tarde já mais de metade da população activa tinha um mês ou mais de salários em atraso (quadro de balanço da FR).
“É claro que a transição é acompanhada pelo aumento da desigualdade”, observa o PNUD (p. 20) que aponta o dedo ao processo de privatizações “resultante na constituição de uma reduzida e opulenta classe capitalista e de uma sociedade altamente polarizada” (p. 20). O exemplo da FR, onde o “nível de desigualdade é hoje comparável ao de certos países da América Latina” (p. 20), é elucidativo.
A hecatombe económica e social afectou países grandes e pequenos. A realidade da Moldova – uma pequena antiga república da ex-URSS – ilustra bem a amplitude da regressão e das dramáticas perspectivas de futuro para um país pobre em recursos no actual contexto neoliberal: aqui, refere o relatório do PNUD (p. 18), o “poder de compra do salário médio em 1997 é idêntico ao de 30 anos antes, em 1967”. Mas nessa altura, recorda o PNUD, “a protecção social cobria, entre outras despesas, a educação, cuidados de saúde e tratamento em sanatórios a preços baixos, licenças de férias e uma substancial proporção das despesas com a habitação” (p. 18-19).
A combinação da quebra no rendimento médio com o ascenso da desigualdade social resulta no aparecimento da pobreza (pobreza de rendimentos e humana) como realidade social. “A pobreza na Europa de Leste e CEI aumentou de 4% da população em 1988 para 32% em 1994, ou seja de 13,6 milhões de pessoas para 119,2 milhões” (p. 21). Conforme nota o PNUD, “antes da transição para a economia de mercado a pobreza em massa era desconhecida: todas as pessoas em idade activa tinham um emprego que lhes assegurava a subsistência e um elaborado sistema de segurança social que garantia a protecção dos idosos, doentes e incapacitados”. A pobreza aflige agora cerca de 20% da população na Europa Central e Oriental. Nos países da CEI o nível máximo é registado no Azerbaijão (2) com 62% da população pobre (p. 21). Na FR a pobreza afecta cerca de 31% da população (p. 21); e em 1997 cerca de 30,7 milhões de pessoas – perto de 21% da população – vivia abaixo do limite mínimo de subsistência (quadro de balanço da FR).
O relatório, refere a subnutrição como um dos factores que reflecte a pobreza de modo directo (p. 22) e salienta que, na generalidade, a quantidade e qualidade da ração alimentar das famílias decaiu face à liberalização dos preços e à quebra de rendimentos (p. 23). Assim, na Polónia, 60% das crianças sofrem de alguma forma de subnutrição e 10% das crianças estão permanentemente subnutridas (p. 22).
Este é um problema que afecta igualmente de modo muito sério a FR. Neste país, entre 1989-1994, praticamente triplicou o número de mulheres anémicas na fase final da gravidez (p. 23).
Explosão do crime
O dramático crescimento da criminalidade e corrupção (p. 23) é outro dos fenómenos assinalados, consequência do “colapso económico”. Os dados do PNUD, essencialmente extraídos dos relatórios nacionais de desenvolvimento humano (3) dos diferentes países, mostram um aumento substancial da criminalidade na maioria dos países a partir de 1989. O relatório nacional da FR de 1997, citado pelo PNUD, refere uma “subida catastrófica da taxa de criminalidade”, acrescentando que os dados estatísticos representam apenas entre um quarto e um terço do total real.
“Em muitos países – desde a FR aos países bálticos – a taxa de homicídios aumenta drasticamente” consequência do crescente mercado de serviços criminosos como os assassinatos a soldo e a extorsão (p. 24).
A explosão da criminalidade é acompanhada pela alteração da sua natureza: o mundo do crime organiza-se, a mafia estende-se numa vasta rede que penetra a economia e o poder, formando um autêntico estado dentro do estado que influencia e determina o curso da economia e das reformas sociais (p. 24-25).
Crise demográfica e populacional
“Uma crise populacional sem precedentes afecta quase todos os países em transição”, afirma o relatório (p. 39). O decréscimo da taxa de natalidade e o aumento da taxa de mortalidade provocaram um decréscimo na taxa de crescimento populacional que em muitos dos países da região se tornou negativa. Em consequência do colapso económico muitos países confrontam-se com uma dramática contracção demográfica.
“As tendências na esperança de vida são particularmente alarmantes” refere o relatório. Na FR a esperança de vida nos homens é de 58 anos (diminuição de 4 anos entre 1980-1995), dez anos menos do que na China, realça o PNUD (p. 41).
“O declínio populacional é um sinal claro do aumento da insegurança humana na região” (p. 39). O “decréscimo dos rendimentos médios, o aumento da desigualdade de rendimentos, o incremento da insegurança, incerteza e desemprego e a deterioração dos serviços sociais incluindo os serviços de saúde, conduziram à diminuição acentuada da taxa de natalidade na quase totalidade das economias de transição e ao aumento da taxa de mortalidade em muitos países”, salienta o PNUD (p. 40), para depois reforçar:
“há uma clara associação entre a amplitude do decréscimo dos rendimentos médios e a profundidade da queda da natalidade”. O relatório nota que a baixa da natalidade nos países da região não é um sintoma da melhoria das condições económicas, como acontece noutras partes do mundo, mas sim da aguda depressão económica (p. 41).
Para o PNUD, esta interpretação é suportada pela evidência da evolução das taxas de mortalidade que acusam uma subida especialmente elevada na Ucrânia e Rússia. Na FR a taxa de natalidade desce de 16 para 9 (por 1000), enquanto a taxa de mortalidade sobe 4 pontos passando de 11 para 15 entre 1980-95. O relatório constata que em 1995 a taxa de mortalidade na China, Vietname e Mongólia era menor que na esmagadora maioria dos países da ex URSS e Europa Central e Oriental.
Ruína social
A situação gravíssima de depressão populacional e demográfica é testemunhada pelo relatório do PNUD que afirma ser “difícil imaginar que algo similar pudesse alguma vez ter acontecido em tempo de paz e numa região tão vasta” (p. 42).
“A transição impôs às pessoas um custo pesado não apenas em termos do aumento da doença, da mortalidade e de uma esperança de vida menor, mas também em termos da ruína social que se reflecte no incremento do consumo de álcool, na subida drástica do consumo de drogas e no aumento da taxa de suicídios” (p. 43).
O aumento da taxa de doenças é outro dos aspectos focados no relatório que constata que muitas das doenças que estão a ressurgir poderiam ser contidas com programas de vacinação (p. 45). Na Rússia e Ucrânia a difteria reapareceu para atingir proporções epidémicas, enquanto a tuberculose duplicou na Rússia entre 1993-94. Idêntico cenário para as doenças sexualmente transmissíveis: na Rússia a sífilis cresceu de 4 para 172 (por 100.000) entre 1989-95 (p. 46). O PNUD recorda de novo que muitos dos problemas neste capítulo poderiam ser resolvidos ou limitados por um sistema de saúde público e funcional (idem).
A vulnerabilidade das crianças tem aumentado durante a transição devido ao dramático aumento da mortalidade dos adultos, da taxa de divórcios, de suicídios e às novas epidemias como a SIDA. O resultado é o crescimento do número de crianças de rua e em orfanatos (p. 6). Aliás, é sintomático que actualmente na FR existam mais crianças abandonadas do que no período posterior à 2ª guerra mundial.
Como afirma o relatório do PNUD a “transição para a economia de mercado foi literalmente letal para uma vasta camada da população” com “consequências devastadoras para o desenvolvimento humano” (p. 43).
O relatório do PNUD não aponta culpados e, não obstante o seu diagnóstico e conclusões, alude (para salvar a face?) à democracia e liberdade na região como uma realidade positiva. Mas convém perguntar que democracia e liberdade (e para quem)?
No entanto, muito mais do que a marca da censura e propaganda do pensamento único, o relatório vale, realmente, neste nosso mundo de hoje em que também a ONU é obrigada a resistir à investida do imperialismo americano (nem sempre com êxito), pelo inesgotável e vasto manancial de dados objectivos que traçam um quadro inequívoco do desastre humano e social que têm sido estes cerca de 10 anos de transição no leste europeu e na ex-URSS. Sem prejuízo da necessidade de aprofundar a análise das causas do desmantelamento do socialismo, é imperioso conhecer a história e realidade de 10 anos de restauração capitalista na região e tirar as respectivas ilações.
Notas:
1. Transição, Relatório do Desenvolvimento Humano para a Europa Central e de Leste e Comunidade de Estados Independentes, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) 1999 (em inglês);
2. O Azerbaijão é, por sinal, um dos países da ex-URSS onde é maior o investimento ocidental designadamente no sector da exploração petrolífera;
Esta equivocado, amigo Antonio, pois de certeza que os de sta combadão não falam em pão, saude e educação para relembrarem com saudosismo o “intigamente”.
Portanto acerte lá as suas agulhas!
Que no “intigamente” não havia crime, ou melhor, tolerava-se melhor um gandulo marialva do que um comunista, essa é que é a verdadeira maxima e assim sendo não se disperse.
A falta de liberdade é sem duvida a grande mancha que para sempre ficará ligada ao comunismo mesmo que no Chile e noutros tantos paises tenha acontecido precisamente o inverso onde o comunismo foi eleito pelo voto e …….. em nome da liberdade caiu com golpes de estado, mas essa parte é demagogia e a interminavel cassete comunista.
Aliás, Antonio, para quem grita comunismo nunca mais (ainda terá de me explicar melhor essa do nunca mais, visto o PCP nunca ter sido governo) e 25 de Novembro sempre, afirmar que os comunistas andaram a lutar pela liberdade, fala muito da sua melhor caracteristica, a cooerencia.
Balbúrdio.
O ordenado médio dos Portugueses é um pouco mais de 1500€. Acha que as camadas mais baixas da população vivem assim tão bem. Não confunda, uma coisa são as estatísticas outra é a realidade.
Portanto não meta os ovos todos no mesmo cesto.
Para alguém perfeitamente conhecedor das consequências negativas levadas cabo por as transformações neo liberalismo no Leste da Europa , os seus comentários são uma tagarelice sem qualquer significado, merecedor de risos e chacota. E um insulto grosseiro para quem viu as suas vidas arruinadas.
Não faça avaliação por o aumento dos novos ricos. Contabilize a pobreza crescente as injustiças sociais, a miséria e a exclusão.
A não ser que as informações da ONU sejam para agradar aos comunistas.
Mas eu como não sou simpatizante nem militante do PC. Sinto-me à vontade para desmascarar o oportunismo abjecto dos defensores do capitalismo criminoso.
O Papa já pediu desculpa por crimes praticados pela Igreja Cristã, o governo alemão pelos nazis idem, só nunca vi nenhuma figura de topo ligada ao comunismo pedir desculpas pelos crimes cometidos em nome do comunismo(posso estar enganado). Pelo contrário, tudo fazem para os encobrirem e desculpabilizar.
A maioria dos antigos países europeus comunistas vivem hoje muito melhor. Basta para isso consultar os dados disponíveis no eurostat por exemplo. Nem tanto os números em si mas a comparação com a média europeia. Alguns destes países já ultrapassaram Portugal numa série de indicadores podendo ser considerados mais desenvolvidos que nós. Até a concentração do rendimento é menor. Tendo em conta que a diferença que nos separava, ainda à 15 anos atrás, era enorme, é impossível não concluir que a democracia e a economia de mercado devem ter alguma coisa a ver com o assunto.
O comunismo, na maioria dos países onde implementado, acabou por vontade popular. Simplesmente, as populações desses países fartaram-se de viver na miséria e sem liberdade e quiseram mudar de vida. Este pessoal que insiste em defender estes antigos regimes não tem o mínimo de respeito pelas gentes desses mesmos países, devem achar que, coitados, não sabem o que é bom para eles. Eu, se pensasse tal coisa, até tinha vergonha de a dizer.
Cunha
Primeiro deve habituar-se (aprender talvez) em responder com algum rigor aos temas com que é confrontado.
Não fuja aos assuntos esquivando-se em banalidades ridículas. Os dados que lhe apresentei foram divulgados por instituições e organismos de credito internacional.
O Senhor presenteia-me com uma chorrilhada de asneiras e palavras escritas por um demente qualquer.
Não disse que nos hospitais Cubanos alimentavam os doentes com carne dos mortos certamente que não lhe veio ao pensamento.
Tem o descaramento de contrariar a palavra de centenas de Portugueses que têm ido tratar-se a Cuba? Se a opinião de todos tem sido unânime sobre o tratamento recebido.
Abstenha-se com as asneiras que diz porque ninguém de bom senso o leva sério.
Desse modo só pode ser entendido como um simples agitador que gosta de divertir-se com as desgraças alheias.
O Senhor tão engraçado que quer ser, passa a desgraçado. Eu disse-lhe que fui trabalhar para a URSS por conta de uma firma Italiana. Ripostou que não fui incomodado por ter apresentado o cartão de sócio do clube “qual clube se refere ?”. E as dezenas de outros que foram comigo, Portugueses, Italianos, dois Franceses, uns quantos Espanhóis, os engenheiros e encarregados, eram todos comunistas?
Trate-se dessa senilidade!
Mas primeiro responda ao que já o questionei por várias vezes. (sondagens sobre a opinião dos Alemães da RDA, a degradação vertiginosa das condições de vida dos povos de Leste, e Cuba em relação aos seus vizinhos Latino Americanos).
O caro João Pedro, esqueceu-se de dizer que os que ultrapassaram Portugal são os mesmos que já tinham um nível de desenvolvimento mais elevado à época.
Devia ter-se lembrado da Hungria, Bulgária, Roménia, Moldávia, Ucrânia, Geórgia, Rússia, todos os países Balcânicos (excepto Eslovénia) Republicas Bálticas algumas delas já considerados Estados inviáveis, apesar da enxurrada de € enviado por a C E.
Não seja descrimicionista. Lembre-se que a noite também faz parte do dia.
1. João Pedro 16 Nov 2009 às 2:28
O Papa já pediu desculpa por crimes praticados pela Igreja Cristã, o governo alemão pelos nazis idem, só nunca vi nenhuma figura de topo ligada ao comunismo pedir desculpas pelos crimes cometidos em nome do comunismo(posso estar enganado). Pelo contrário, tudo fazem para os encobrirem e desculpabilizar
Devem estar à espera que o “império” peça desculpa pelo genocídio dos Índios, aos Negros, aos Esquimós, que “imperador” um dia vá a Hiroshima e Nagasaki pedir desculpas. E aos povos do mundo inteiro por o rasto de morte, torturas e destruição praticados em nome da “democracia e liberdade”. Terei enganado? Ou será do saque e da pilhagem!
“O Senhor presenteia-me com uma chorrilhada de asneiras e palavras escritas por um demente qualquer.”
Portanto, para si uma pessoa nomeada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo é uma pessoa demente.
e em relação a isto o que tem a dizer ?
EUA criticam agressão à Yoani Sanchez
HAVANA – O Departamento de Estado dos EUA divulgou ontem um comunicado censurando ataques a três blogueiros cubanos, incluindo Yoani Sanchez, que ganhou notoriedade internacional por suas críticas à vida na ilha.
“O governo americano deplora a agressão aos blogueiros Yoani Sanchez, Orlando Luis Pardo e Claudia Cadelo”, afirma o documento.
Sanchez disse na semana passada que dois agentes federais de Cuba vestidos à paisana abordaram a ela e a Pardo no bairro de Vedado, em Havana, enquanto eles participavam de uma marcha contra a violência.
Ela também afirmou que foi obrigada a entrar em um carro, assim como ocorreu com Pardo, onde os agentes lhe agrediram. Logo depois ambos foram libertados perto de suas respectivas casas.
O governo cubano não comentou os fatos. Não há como provar que autoridades de segurança do Estado estavam envolvidas, mas é comum a perseguição à opositores do governo.
“No começo do ano, a revista Time nomeou Sanchez uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Em outubro, o governo de Cuba negou permissão para que ela viajasse a Nova York para receber um prêmio de jornalismo.”
“Enquanto a famiglia Castro acumulou uma fortuna nababesca durante estas cinco décadas de ditadura sadocomunista, o povo cubanao é obrigado a passar por este tipo de bárbarie! Não me venham mais os esquerdopatas, colocar a culpa no embargo norte-americano! Se o embargo é culpado por isso, como então os Castro’s fizeram fortuna? Não relativizem mais, o regime que vocês tanto defendem não passa de um sadismo torpe, repugnante e que tem como “líderes” os seus psicóticos ditadores. O blefe, o engôdo de que o sistema de saúde cubano seria uma referência está desmascarado! O socialismo quer é dinheiro, suruba e prazeres desmedidos. Dizem-se contra o capitalismo e as suas grandes coorporações, no entanto não rejeitam um bom agasalho ADIDAS, NÃO É MESMO TIRANO-MOR? Se a medicina cubana fosse esta maravilha que panfletam, o ditador mais sanguinário da América-Latina não chamaria e pagaria a pêso de ouro, uma equipe médica espanhola para tratar da sua moléstia. É isso o quê vocês querem para o nosso país? Distribuir esta miséria em partes iguais para todos, enquanto vocês ficarão encastelados na luxúria e nos bacanais ideológicos que sabem promover muito bem?
Este é o país que o sr. Lulla da Selva, o seu ministro da justiça (??) Herz Genro, o mensaleiro Zeca Diabo, chamam de “democracia”.
Reconheço que no Brasil, a Saúde enfrenta problemas muito semelhantes, no entanto a implantação de um regime sadocomunista, só irá agravar o nosso quadro, lutamos no Brasil por uma melhoria das condições de vida. O nosso Sistema de Saúde encontra-se em estado precário devido a corrupção já existente anteriormente e que se tornou gigantesca no governo PeTralha. Queremos melhora e não esta calamidade que está exposta nas imagens!
Querem passar o atestado de retardamento mental para a sociedade brasileira! Não vamos permitir que isto aconteça! “
Eu já conheço bem esse seu chavão do “ouvi dizer”, portanto, como já vai para algum tempo que nos conhecemos peço-lhe um pouco mais de crédito.
Relativamente a infrutifera troca de videos e fotos, vamos pelo seguinte caminho para ver se o Antonio percebe o que lhe quero dizer.
Esqueçamos Cuba e vamos até o Canadá ou G.B ou até França, Holanda, Belgica, etc, etc, que não são paises comunistas mas em termos de oferta social gratuita estão bastante proximos do que defendo como comunista.
Com tantos exemplos que Michael Moore deu,
- sendo já por si estranho ser o unico a criticar abertamente os EUA por dentro, num racio de 300 milhões de habitantes, o que já nos dá que pensar acerca das liberdades individuais naquele país- porque foram os EUA utilizar Cuba para desvalorizar o roubo que é o lobby seguros+farmacia+hospital norte-americano?
Nota pessoal:
Sabe, estive em Cuba em 2004, portanto não ouvi dizer, estive lá, e após visitar a praça da revolução apanhei um “bicitaxi” e fui visitar uma maternidade com creche GRATIS perto do bairro chinês e embora não fosse uma CUF das descobertas era bem melhor que um Sta Maria ou São josé.
Já que fala de Yoani Sanchez, devo partilhar que passei uma tarde de domingo no Vedado (zona onde mora Yoani) bem perto do museu da revolução, com uma familia cubana e, em conversa, fala-mos (como não podia deixar de ser) das assimetrias economicas entre Portugal e Cuba e após contabilizar-mos o que pagamos em Portugal pela creche dos miudos, a agua, a luz, habitação ou até os medicamentos ou as idas aos hospitais, foi de facil conclusão que as nossas despesas da vida quotidiana em comparação com as deles me fez sentir um cidadão terceiro mundista até que o Jofreno (contra-revolucionario convicto numa familia revolucionaria) me relembrou da questão das liberdades individuais embora ressalvando que se algum cubano me disse-se que passava fome era mentiroso.
Resumindo, numa ilha estado que depende das importações do exterior a viver um embargo comercial de meio-seculo conseguir-se organizar de maneira tão eficiente e disciplinada para manter vivas as conquistas revolucionarias, é notavel.
Mas não esqueço que falamos de uma ditadura interna de teor comunista assim como também não esqueço a propria ditadura externa mundial em relação a este país pelo simples facto de estar-mos a falar de um estado que insiste num modelo de governação alternativo ao da maioria.
Enquanto insistir na incooerencia como pedra basilar do seu discurso, nunca chegaremos a discutir ideias mas apenas posições autistas e antagonicas.
Eu percebo-o mas será que o Antonio alguma vez me percebeu?
Desculpem “intrometer-me” no vosso diálogo mas, se aceitarem e, especificamente, sobre Cuba temos um “post” onde já deixei um modesto contributo. Aí “convidei” explicitamente o amigo A.R.A. e, também, todos os que quisessem debater a questão de Cuba.
Se os meus amigos concordarem, porque não aproveitar esse “post” para um debate na “especialidade”, deixando este para a “generalidade”?
Caro amigo, quando eu digo ouvir dizer. é porque vi na tv uma entrevista a alguns idosos moradores de Santa Comba aquando da inauguração da estátua.
Parece-me que as perguntas eram genuínas e os entrevistados eram verdadeiros, e não figurantes contratados. Por isso lá está o OUVI DIZER, porque obviamente não me lembro do nome dos intervenientes.
Sobre o estado social (eu eu defendo acerrimamente) gostaria que tivesse ouvido o prof Medinca Carreira ontem no programa da sic noticias. Está lá tudo, meu caro amigo.
Em relação às comparações Cuba vs Portugal o meu amigo diz tudo no seu post. Voce FOI a cuba, e não foi o seu amigo que VEIO a Portugal. O meu amigo tem PC, net, alguma comodidade de que não prescinde, Dinheiro para ver o glorioso, telemóvel etc etc etc..
O seu amigo lá em Cuba, provavelmente não tem nada disso e os filhos são criados na rua.
Amigo ARA, cuba foi mantida pela URSS durante muitos anos para atingir os EUA, e agora são mantidos pelo petróleo de Chavez e pelo dinheiro capitalista dos turistas.
Alem do que glorificam um criminoso como Guevara !!!!
Ao 1º gostaria que me orienta-se para poder especificamente comentar nesse post sobre Cuba.
Ao 2º tambem gostaria de o relembrar que, para dismistificar um pouco, quanto a telemoveis só em finais de 90 é que começou a ser usual (pelo menos cá) e que passava bem sem eles; para ver o glorioso gasto bem mais do que eles pois paguei 2 pesos cubanos (não convertiveis) para ver um jogo de baisebol ou “pelota”(embora não tenha percebido nada daquilo); PC e net são tudo comodidades superfulas que não necessitamos tal como educação gratis, saude gratis, apoio social gratis e o resto da cassete que já sobejamente conhece.
Realmente, eu fui não foi o Jofreno que veio portanto não sei qual foi a parte em que falei em ditadura que o amigo Antonio não percebeu?
E já agora naquele hiato de quase dez anos entre o soçobrar dos países socialistas do Leste e a primeira vitória de Chávez, quem é que, senão a persistência e o patriotismo do povo cubano, “manteve” cuba na via do socialismo?
É que de um dia para o outro ficaram sem compradores do seu açúcar e sem abastecedores de tudo e mais alguma coisa – desde petróleo, a alimentos, roupas, máquinas.
E contudo, perseveraram, e cumpriram com o prometido: não encerraram nem uma única sala de aula, nem abateram uma única cama hospitalar. Passaram muitas dificuldades, fome até, mas mantiveram a saúde e a educação gratuitas e com crescente qualidade para todos os cidadãos. Que nem uma aspirina precisam de pagar, muito menos um exame médico. Tudo inteiramente gratuito. Tal como a educação. O único país do mundo onde tal milagre acontece.
Você continua a não acertar a bota com perdigota.
Contra as suas calunias , contraponho com verdades.
Mas primeiro aconselho-o que deve prestar mais atenção àquilo que lê, para responder correctamente ao que é questionado.
Repito, a pergunta que lhe coloquei. «««e Cuba em relação aos seus vizinhos Latino Americanos»»».
O Senhor em vez disso desenrolou o cardápio da vilanagem para aplicar os opróbrios mais execráveis que lá encontrou contra a revolução Cubana ao seu dirigente e como não fosse suficiente envolveu também a família.
_____Nenhum precisa da ajuda de um operário filho de camponeses para os defenderem. Os princípios genuínos da revolução Cubana em prol dos mais pobres e desfavorecidos testemunham o valor e a nobreza dos seus objectivos, conjugados com a honestidade dos seus dirigentes. São estas as armas com que Cuba tem resistido às investidas dos seus inimigos.
______Porque nenhum povo conseguia resistir como Nação ao ver o seu PIB cair de um Mês para outro mais de 50% (com a crise actual o PIB caiu menos de 10%, veja-se o reboliço que por aí vai). Cuba sobreviveu apesar de um bloqueio criminoso que lhe é imposto há mais de meio século, e ao incitamento constante que é feito aos seus habitantes para se rebelarem.
____ Nem os actos terroristas violentos praticados contra cidadãos inocentes e a turistas estrangeiros, a guerra química e biológica que lhe foi movida com a intenção deliberada de arruinar ainda mais a sua depauperada economia, surtiram qualquer efeito, porque esbarraram na muralha da unidade do povo Cubano.
Passaram muitas dificuldades, mas resistiram heroicamente e venceram com dignidade!
________Foi Daniele Miterrand que lançou o grito de alerta ao mundo para denunciar as terríveis dificuldades por que estava a passar o povo Cubano em consequência do agravamento das sanções provocadas pela lei Helmes/Burton.
_________Fomos nós (repito; sim nós) os trabalhadores e operários que nos mobilizamos em auxilio do martirizado povo Cubano.
Nos EUA como não era permitida a saída de ajuda directamente para Cuba, partiam caravanas de camiões rumo ao México, carregadas com auxilio.
______Isto não é ficção ou conto de fadas, aconteceu por interesses políticos.
____________O mesmo país que pratica a tortura contra inocentes e os mantém detidos sem culpa formada isolados do mundo durante anos sem saber onde se encontram. Paga a governos títeres para instalarem prisões secretas como se de fábricas de qualquer mercadoria se trata-se, move guerras sangrentas espalhando, a fome, a miséria, e a destruição em nome do combate ao terrorismo.
Ao mesmo tempo protege no seu território terroristas tipo Pousada Carrilles, que fazem explodir aviões carregados de passageiros sobre o mar. Que colocam bombas à entrada de hotéis assassinando turistas estrangeiros, para amedrontar. Dinamitam fabricas e infra-estruturas civis.
_____Para isto; já tudo é permitido? Onde está a moral e a legalidade?
__________Quanto a essa fortuna que fala acumulada por Fidel de Castro e da sua família, muito honestamente quero dizer-lhe que é mentira, repito é mentira!
Quando a revista Forbes lançou essa calunia. Fidel de Castro fez um desafio perante as câmaras de televisão de todo o mundo, ««««se houver alguém que consiga provar que existe um dólar que seja em meu nome ou da minha família em qualquer banco demito-me de todas as funções, já que é esse o desejo dos meus inimigos.»»»»
Sobre os carros de luxo publicado pela mesma revista, Fidel mostrou o Mercedes oficial em que se deslocava já com 20 anos.
Fique sabendo El Comandante é um homem sério, por isso a maioria do povo confia nele, e os seus inimigos respeitam-no.
Os detractores são capazes de inventar tudo. Se até assassinam inocentes o que se deve esperar mais?
Sobre as suas balelas do serviço de saúde Cubano, como a primeira não pegou (os familiares levarem comida e roupa para os hospitais, é mentir descaradamente).
Trocou-a por hospitais para nacionais e hospitais para estrangeiros. Arranje lá uma mentirota mais levezinha porque essa ainda é muito pesada!
________Quanto ao resto, e o resto, e mais o resto merece o mesmo credito.
______O Senhor além de todas as enfermidades que já aqui manifestou, está a apresentar fortes sintomas de mitómano..
Essa garatuja escrita com ortografia Brasileira, que diz ser da Time, espelha bem até onde é capaz de levar as suas fenomenologias!
Para acabar vou fazer-lhe uma confissão, usando a sua linguagem!
O sistema politico Cubano pode ser a maior Merda que existe. Orgulho-me de ser o meu, fala em nome dos oprimidos, dos trabalhadores e dos explorados.
Entrega nas mãos dos trabalhadores as decisões e as responsabilidades das suas tarefas. Enquanto para o sistema que o Senhor idolatra e defende tratam-nos como maquinas e objectos descartáveis.
________Veja a proposta do patrão da CIP quanto aos trabalhadores mais velhos.
Nem o chamado dia do trabalhador a sua claque respeita. Reprimem-nos se ousamos festejar ou manifestarmo-nos em muitos países com o rotulo de democratas.
Chamem-me aquilo que entenderem, comunista, anarquista, acratista e todos os istas que lhes dê na real gana. Mas aos os inimigos da minha classe nunca irei ceder.
Como operário sei muito bem o lugar que me pertence na sociedade!
A família Castro festeja o quinquagésimo aniversário da Revolução e Ditadura de Cuba.
Cinquenta anos sob a direcção férrea dos irmãos Castro sem eleições livres, partidos de oposição ou sindicatos livres e, além disso,uma censura férrea em todos os meios de comunicação, incluindo os blogs da Internet que são desligados a belo prazer dos detentores do Poder.
Meio Século a dirigirem o Partido Comunista de Cuba e este como única força monopolista do Poder sem qualquer democracia interna.
Apesar de terem saído de Cuba mais de dois milhões de cidadãos que votaram com os pés e foram para a terra do inimigo, EUA, o país ainda tem presos mais de 200 pessoas por delito de opinião política.
Com um PIB per capita de 3.900 dólares, Cuba ocupa o nonagésimo lugar na escala mundial de riqueza em paridade de poder de compra. Compare-se com as críticas a Portugal feitas pelo Partido Comunista Português. E o que é Portugal ? PIB per capita português: 23.430 dólares estimados para 2008. Só 6 vezes mais a favor dos portugueses, apesar dos cubanos estarem 50 anos a serem governados por um Partido Comunista.
Não me move qualquer interesse em criticar Cuba. Sou sim movido pelo interesse em desmascarar as mentiras propaladas pelo Partido Comunista Português que pretende veicular a ideia que se estivesse no poder, Portugal estaria muito melhor; talvez como Cuba, ocupando o nonagésimo lugar em vez do excelente vigésimo nono lugar na escala mundial riqueza?
Cuba festeja o seu meio Século de ditadura com uma produção açucareira igual à registada em 1904; retrocedeu mais de um Século. Libertou-se da monocultura açucareira, mas nada colocou em sua substituição. Vive de algumas exportações de Rum, um pouco de açúcar, charutos, produtos farmacêuticos, algum café, citrinos e do turismo que não é muito rentável pois calcula-se que por cada dólar gasto por um turista se importa, pelo menos, uns 60 cêntimos de produtos diversos para o abastecer. O povo cubano vive ainda com o racionamento de quase todos os bens de consumo. Apenas a Coreia do Norte e, em parte, a Birmânia têm racionamento de bens essenciais.
Pelas suas paisagens e praias e simpatia da população, Cuba poderia receber cem vezes mais turistas do que recebe, os quais são alojados numa única zona, a de Veradero.
No início da Ditadura, o Partido Comunista Cubano defendia o fim da monocultura açucareira e substituição por uma agricultura altamente diversificada e instalação de uma vasta indústria. A realidade é que nada disso aconteceu apesar de o chamado bloqueio dos EUA a Cuba ter criado as condições para uma economia mais autónoma e o advento de uma indústria para servir o mercado interno.
De nacional, ficaram apenas alguns geradores movidos com o calor produzido pela biomassa, muitos moinhos de vento para elevar água dos poços (semelhantes aos que existiam em Portugal há mais de meio Século), torres eólicas destruídas pelos tufões porque não foram estudadas para resistir a ventos ciclónicos.
Cuba tem uma economia estatizada à excepção de alguns investimentos estrangeiros na área do turismo e da agricultura na produção de citrinos de exportação e de algumas produções ditas excedentárias na agricultura. Os trabalhadores das unidades Básicas de Produção Agricultura são recompensados com a generosidade da família Castro que lhes permite cultivar umas parcelas de terra e vender no mercado o produto do seu trabalho. Os Castro estão para os agricultores cubanos como estavam os senhores feudais da Idade Média. Saliente-se que a gigantesca quebra da produção açucareira se deve à ausência de equipamentos modernos para corte de cana e extracção do açúcar, o que dificulta muito a concorrência com os países produtores.
Cuba sofre o embargo dos EUA, mas convém recordar o que isso significa. É verdade que os EUA são anti-comunistas, mas é também verdade que Cuba nacionalizou os bens americanos na ilha sem pagamento de indemnizações, o que levou a uma proibição de passagem pelas alfândegas americanas de produtos de e para os EUA. Fidel de Castro não tomou nota que a ilha é cubana, mas os portos e alfândegas do gigantesco vizinho estão sob a autoridade americana. O curioso é que os bens americanos não valiam o suficiente para causar qualquer prejuízo aos EUA, mas a proibição de exportar e importar por parte de Cuba foi muito prejudicial ao povo cubano que pagou e está a pagar um preço elevado pela teimosia da família Castro que colocou os seus interesses antes dos do povo.
Ao longo dos 50 anos de ditadura, Cuba queimou partes da safra de açúcar num valor muito superior aos das indemnizações a pagar por uma refinaria e distribuidora de petróleo, uma empresa telefónica, uma série de casinos e hotéis mais umas delegações de empresas diversas. Um governo tem a obrigação de evitar tais embargos. Os Castro nunca quiseram negociar com as empresas americanas indemnizações em açúcar, por exemplo, com a condição de manterem a possibilidade de exportar o que quisessem para os EUA. Podemos imaginar um governo comunista em Portugal a nacionalizar os bens espanhóis e receber como retaliação o fecho das fronteiras entre Portugal e Espanha? Qual o mais prejudicado? O povo português, como é evidente.
Os cubanos vivem hoje com salários insuficientes para poderem sobreviver em condições mínimas. Os seus muitos médicos ganham 20 Euros mensais e só nos períodos em que vão para o estrangeiro trabalhar é que conseguem amealhar alguns dólares para trocarem pelos Pesos convertíveis e assim adquirirem muita coisa que os restantes cubanos com os Pesos normais não podem. Cuba tem bons serviços de saúde primários e um pouco mais, mas falta-lhe a aparelhagem moderna como os TACs, Dopplers, etc., apesar de já não serem tão caros como o eram há uns anos atrás. Mesmo assim, Cuba tem uns 3,6 médicos por mil habitantes e Portugal tem 3,4, o que é também um dos valores mais altos do Mundo. Em Cuba, os pacientes têm o costume de oferecer prendas aos médicos estatais, nomeadamente comida, para serem melhor tratados. Há uma exportação de serviços médicos para o turismo de saúde destinado a arranjar divisas, mas na medida em que essa “exportação” aumenta muito, menos fica para o Povo cubano.
Cuba tem duas moedas, uma para os mais iguais e outra para os menos iguais. Muitas famílias cubanas sobrevivem à custa das remessas que outros familiares enviam dos EUA através de países como o México, Canadá, etc., porque Cuba sofre o embargo americano, mas não o dos outros países do Mundo e foi muito ajudado pela ex-URSS e países satélites. O fim do apoio soviético resultou numa quebra de 35% do Pib nos anos oitenta e ficaram mais de 20 mil milhões de dívidas por pagar aos russos e outros tanto aos ex-países comunistas. A Alemanha reunificada perdoou a Cuba as dívidas contraídas com a ex-RDA.
O PIB cubano tem crescido a taxas superiores a 7% nos últimos anos porque partiu de valores baixíssimos e alguma actividade económica foi liberalizada. Contudo, logo após os acordos proveitosos com a Venezuela que fornece petróleo barato, muitas dessas actividades foram proibidas, salientando-se em particular as pequenas oficinas privadas de reparações de bicicletas, motos e carros, canalizações, aparelhos diversos, pequena construção civil, etc. A ditadura dos Castros teme o pequeno mecânico de bicicletas. Curioso? Os senhores feudais também temiam os habitantes livres do burgo, os burgueses, que eram comerciantes e artificies na Idade Média, apesar de necessitar dos seus serviços. “
Puxa! Quem votou a favor do
bloqueio? Até o porta-voz de Hillary Clinton se pergunta
QUAIS foram os dois únicos países que, junto aos Estados Unidos, votaram a favor do bloqueio a Cuba? Numa entrevista coletiva, depois da condenação, pelo décimo oitavo ano consecutivo, a essa agressão norte-americana à Ilha, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, ficou atônito diante da pergunta do repórter.
Seriam as ilhas Salomão ou a Micronésia? , sugeriram-lhe sem poder ranimar os seus sentidos.
Na entrevista com o repórter não identificado, este lhe disse que alguns países aderiram a vocês e lhe perguntou se podia lembrar quais países e falar do voto.
Acho que um deles foi Palau, respondeu Kelly.
Eu acreditava que era a Micronésia— revidou o repórter.
Ou será Israel?, insistiu.
Kelly apenas teve uma saída: a retórica usual anticubana. E começou dizendo: “Assim sendo, vou lhe dar uma explicação a respeito disso. Os Estados Unidos acreditam que têm o direito soberano de manejarem sua conduta econômica com Cuba, sua relação econômica com Cuba, conforme os interesses econômicos estadunidenses.”
Argumentou que, neste ano, os EUA exportaram US$717 milhões para Cuba… “as sanções fazem parte da política dos Estados Unidos a respeito de Cuba”…
O repórter interrompeu-o: “Mas o senhor não tem nenhuma opinião a respeito do fato de que o resto do mundo pensa que esta é uma péssima maneira de agir?”
Kelly: Bom…
Repórter: Que o mundo inteiro, bom, à parte de Palau…
Kelly: Isto parece ser um exercício anual que…
Repórter: É um exercício anual para lhes dizer o que o mundo inteiro pensa…
Kelly (ainda mais surpreso): Parece ser uma espécie de inércia da Segunda Guerra Mundial. A sugestão de que não estamos prestando ajuda a Cuba é falsa… Isto é, somos um dos mais importantes provedores de ajuda humanitária a Cuba.
Devemos esclarecer que, para Kelly, bem como para a administração norte-americana, a venda a Cuba de produtos agrícolas bem paga e à vista é “ajuda humanitária”.
O que resta da entrevista se perdeu na habitual profusão de ataques a Cuba e no estranho discurso sobre os direitos humanos por parte de uma nação que não fecha o centro de detenção de Guantánamo e que é a que mais indivíduos, fundamentalmente afro-americanos ou latinos, mantém em suas penitenciárias. Tudo isso, sem falar do desemprego em massa que obriga milhões de compatriotas do porta-voz do Departamento de Estado a dormirem nas ruas.
Disseste boches? Não é poblema otogáfico?
[Responder]
Então não foi um processo revolucionário ? Deixar os alemães de leste votarem pela primeira vez ? É que na RDA, A Alemanha “democrática” não havia eleições…
[Responder]
dos 3 o pedro vieira sempre foi o mais empedernido.
com que então a queda do muro de berlim não foi um process de libertação???!??
ainda pensa que há alguem que acredita nas “amplas liberdades” do bloco sovietico???
voce é doido!! de uma maneira ou de outra, é doido!
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Parece-me que foram algumas das denúncias do Rui Paz que mais chatearam o Pedro Vieira.
Talvez esta:
“As celebrações da «queda do muro» visam sobretudo camuflar o desastre da chamada «reunificação» da Alemanha que liquidou 30% da produção industrial da RDA, gerou um exército de desempregados, conduziu à emigração de centenas de milhares de pessoas e atirou com 7 milhões para um nível de vida inferior ao limite de pobreza enquanto 25 000 passaram a auferir rendimentos milionários.”
Ou esta:
“Passados 20 anos, não só a maioria da população do Leste continua a considerar o socialismo superior ao capitalismo, mas cresce também no Ocidente a repulsa pela privatização dos serviços públicos, dos correios e dos transportes enquanto aumenta simultaneamente o apoio à nacionalização dos monopólios da electricidade e do gás numa população saqueada pelo aumento inacreditável dos preços da energia.”
Ou ainda esta:
“A esmagadora maioria dos soldados alemães que morrem no Afeganistão provêm do Leste da Alemanha, onde a miséria colocou à mercê do militarismo a juventude de uma região na qual, ainda há pouco tempo, existia um Estado pacífico contrário a guerras e agressões. Há uns anos, seria impossível imaginar o actual ministro da Defesa em Berlim, o Barão de Guttenberg, considerar o lançamento de bombas sob a população civil afegã como um acto «militarmente adequado».
Ou possivelmente enfiou o barrete com o título: “Histeria reaccionária”
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A miopia do PCP, é algo de facto extraordinário, digna de estudo. o PCP recusa-se a admitir que a queda do muro foi um facto historico positivo para a evoluição da humanidade. A RDA era um regime que limitava as liberdades do individuo, impunha-lhe limites e regras arbritárias, atingindo a liberdade e a dignidade das pessoas. e para ver como a queda do muro foi considerada positiva pelos alemaes basta ver as imagens desses dias…
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Os coitadinhos dos ex-RDA querem voltar a ser comunistas. Isso está mais do que provado.
Querem voltar a ser livres e ricos.
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Here we go again!!!!!
Mas porque será que nunca se falou aqui acerca avanços da educação que a revolução de Outubro levou a uma Europa de leste analfabeta que fez com que num apice geracional, o filho de um pobre agricultor se tornasse num engenheiro aero-espacial?
Sem duvida Pedro, como diz o LAM, mas que grande boche otogáfico!
A.R.A
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O DO sabe que o PV nos põe, linkadinhos, a ler o Jornal do Avante?
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Não é inocente que passados 20 anos os comunistas se mostrem tão agressivos e se lancem numa intensa campanha sobre a «queda do muro». Particularmente os Estalinistas que ao longo da História tem recorrido sistematicamente ao militarismo, ao assassínio de democratas e revolucionários, ao trabalho escravo, inventou a industrialização da morte e o extermínio em massa com tiros na nuca, pretende agora apresentar os acontecimentos de 1945-1989 que conduziram a República Democrática Alemã à ditadura, como um processo «revolucionário» ou «libertador» e aproveitar a ocasião para representar a farsa do seu «amor à democracia».
É incrivel. Alterando meia duzia de datas e palavras o discurso cai-lhes que nem uma luva. São as ditas semelhanças que aproximam tanto os extremos…
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Mais um rodinha, aí vão os rafeirinhos a correr atrás
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Alguém me explica porque havendo milhares de quilometros de fronteira entre a RFA e RDA, tudo se passava num Muro circunscrito a Berlim ?
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Coisas sem explicação: se em 1989 ainda havia tantos milhares de burgueses militaristas na RDA, que precisavam de fugir, talvez da fúria vinfativa do Povo trabalhador, para a suprema decadência ocidental, enfrentando arame farpado e metralhadoras, por que não fogem agora os trabalhadores explorados e submetidos pela força à incorporação na tropa imperialista alemã para o paraíso cubano, ou sul-coreano? Não havendo muro nem blindados a barrar o caminho, penso que arranjar uns trocos para voar até Varadero estará ao alcance de qualquer bolsa alemã mesmo que muito pobrezinha!
Se outro dia até se ouviu dizer que havia no Algarve desempregados alemães cujo subsídio de desemprego é muito superior ao nosso ordenado mínimo, já não percebo nada destas mentezinhas comunistas…
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Só para corrigir eram 1.382 Km (um pouquinho maior que a minha rua)
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Relativamente ao assassínio de democratas: Estará o Avante a referir-se ao facto de comunistas e nazis terem, em conjunto, eliminado fisicamente sociais-democratas antes do Hitler chegar ao poder?
Deve ser isso.
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»…a juventude de uma região na qual, ainda há pouco tempo, existia um Estado pacífico contrário a guerras e agressões.«
Esta é quase tão boa como a do acordo »otográfico«.
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Babalu, o PC Alemão foi o primeiro – e durante muito tempo o único – a alertar para o perigo da besta Nazi que crescia na Alemanha. Enquanto isso, o SPD fazia massacres contra os operários no 1º de Maio de 1929, colocou Hindenburg na chancelaria, dava as mãos aos Nazis nas celebrações do 1º de Maio como “dia do trabalho nacional” e expulsava os Judeus dos seus quadros. E recusava sempre as propostas Comunistas de uma frente única anti-Nazi (mesmo dispondo de uma milícia armada de quase 100.000 homens) e de uma greve geral para sabotar Hitler.
Portanto, quanto a colaboracionismo estamos conversados.
Quanto às execuções de sociais-democratas, acho que depois disto elas foram mais que justificadas, mas atenção caro Babalu: foram os Comunistas que mataram sociais-democratas, não os Comunistas com os nazis. Se os nazis o fizeram isso é lá com eles.
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Construam mas é este Muro PORRA!
http://viseuesquerda.blogspot.com/2009/11/construam-este-muro-porra.html
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Duas coisinhas apenas!
1º-____ A maioria dos cidadãos dos antigos países socialistas viram as suas condições de vida PROGEDIR? Ou REGREDIR penosamente!
É isso que está em causa! O resto é tudo conversa fiada.
Os Brasileiros também votam (obrigatório) os Indianos também votam, é considerada a maior democracia do mundo no entanto dezenas de milhões nascem vivem e morrem na rua, outras centenas de milhões deles são submetidos à mais atroz exploração laboral e empurrados para a miséria extrema.
Vota-se por toda a África, por toda a América Latina e por toda a Ásia. Qual tem sido o resultado? Os povos desses continentes têm visto as suas vidas melhorar ou agravarem-se substancialmente?
Afinal o que está em jogo não é vida das pessoas, o seu bem estar material e intelectual?
Para muita gente que por aqui vagueia parece que não!
2º-___ Esta campanha folclórica do 20º- aniversário da queda do muro que foi festejada até à náusea, tentando de um modo encoberto Nazificar o acontecimento. Por um lado mostrou a urgência oficial em fazer o funeral do Socialismo real. Por outro está bem patente no medo em que vivem, na medida que eles sabem perfeitamente qual é o sentimento desses povos. O desprezo e o alheamento dessas populações para com os sucessivos actos eleitorais é bem patente desse descontentamento.
Porque se existisse um mínimo de pudor, naqueles que fazem essas campanhas de propaganda ou aqueles que os defendem aqui neste espaço, submetiam-se todos ao silencio.
O que significa 80% da população de um país mandar as eleições às malvas? Só pode ser sintomático da desilusão sofrida!
Porque não são honestos? Em vez de os plasmar com mentiras e promessas em massivos actos de intoxicação politica , deviam tentar saber as razões desse desinteresse.
Todos sabemos que o objectivo principal desses mistificadores é apenas escurecer o passado socialista para cortar o apoio revolucionário do movimento operário. E a única arma de que dispõem, é recorrer à mentira, acenando com o medo do comunismo.
Como se hoje esses povos vivessem
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Porque se agissem com boas intenções e pelo interesse dos povos do Leste, esses anticomunistas profissionais que ousam falar em nome dos respectivos povos, depois de os terem devorado e arruinado, deviam ter escutado os trabalhadores, os camponeses, os reformados desses países, que viveram e avaliaram na sua vivencia quotidiana a restauração capitalista mascarada de «democratização», porque feita a experiência, e sem ter esquecido de algum modo as repressões arbitrarias e os aspectos burocráticos que em graus muito diversos caracterizaram a época precedente, os povos fazem o balanço: comparam os «méritos» do euro-capitalismo (pauperização galopante das massas, enriquecimento fabuloso das máfias) as essas conquistas bem reais do socialismo que se chamaram emprego, educação de nível, cultura, desporto, férias e cuidados de saúde acessíveis a todos, habitação garantida a baixo preço, criminalidade baixa, segurança da existência, espírito de solidariedade na vida quotidiana, desconhecimento do flagelo da toxicodependência que hoje arruína a juventude.
É o regresso racionalizado do Socialismo em nas memorias, atestado por todas as sondagens realizadas na RDA, na Hungria, na Rússia, e ainda melhor nessa sondagem continental de grande envergadura que se viu quando das eleições Europeias, em que esses povos boicotaram maciçamente (em alguns desses países o desinteresse nas eleições locais não é muito diferente).
Portanto analisada a situação com algum rigor é fácil encontrar as razões para toda essa campanha mediática em exorcizar o fantasma do muro. Os ventos que começam a soprar do Leste não são nada favoráveis, por isso há que fazer fumarolas para espantar os espíritos “malignos.
Parte deste artigo encontra-se em http://www.odiario.info”
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Igor :
Não fique com duvidas quem foi que se pôs ao serviço dos Nazis depois de 27 de Fevereiro de 1933 (incêndio do Reichstag).
Quando a SAJ (Juventude Operária Socialista) passou à clandestinidade e colocou os fundos da Organização a salvo dos Nazis. Sabe qual foi a ordem de Erich Ollenhauer dirigente Federal dessa Organização? Que não aceitava manobras ilegais!
Como se recusaram a obedecer sabe o que disse Wendt da direcção do SPD, em 5 de Abril do mesmo ano, ou restituíam os fundos ou denunciava-os às autoridades (Nazis).
Em 17 de Maio aprovaram no parlamento a declaração de politica externa apresentada por a bancada Hitleriana.
Depois disso Paul Lobe como demonstração de servilismo expulsou todos os membros judeus da direcção do partido.
Quando alguns dirigentes do partido já estavam refugiados em Praga, Otto Wels ainda defendia que a missão principal do combate não era o fascismo Hitleriano, mas antes contrariar a influencia dos comunistas.
Numa reunião do grupo parlamentar do SPD realizada em 10 de Junho 1933, Max Westphal dizia «se as coisas continuarem assim, serão os comunistas, com as suas manobras ilegais (já tinham sido ilegalizados) seriam a principal força de combate contra o fascismo.
Isto não são invenções está documentado
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O Cunha acerta sempre em cheio no alvo.
Em tempos confrontei-o com as opiniões da “Senhora” Gesine Schwan quando diz «««Que na Alemanha de Leste há um perigo crescente que a democracia sofra ataques. Vejo uma nostalgia cada vez maior pelo antigo regime»»»»:
O Cunha opinou de imediato que eram malandros não queriam trabalhar, só queriam parasitar os subsídios do Estado.
Com os resultados das sondagens mais recentes ainda mantém a mesma opinião? Ou vai dizer-me que os incomoda tanta fartura e tanta abundância proporcionada por os seus irmãos Ocidentais?
A felicidade e o bem estar não se compram com votos. O mais certo é participarem menos nos actos eleitorais actualmente que no tempo da RDA. E quando o fazem é para votar no PDS.
Quem mente nunca acerta, é uma grande verdade!
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O Babalu engana-se. Em 1919 foram os sociais-democratas que procederam à aniquilação física dos Comunistas/ Spartaquistas, nomeadamente com a execução de Rosa Luxemburgo e Karl Liebeknecht.
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Quanto ao post do Pedro Vieira, a repetir um certo “movimento” blogosférico anti-PCP apenas posso dizer que utiliza uma citação descontextualizada se manipula e distorce todo um artigo.
O excerto não se refere ao “povo alemão” mas sim ao papel desempenhado pelo grande capital financeiro e industrial. Não estou a ver o que tenha de xenofobo o artigo.
A participação das grandes empresas alemãs na ascensão e consolidação do nazismo e dos campos de exterminio é um facto histórico. Ainda recentemente se discutia o problema das indemnizações às vítimas do trabalho escravo na Alemanha. O gás Zyclon-B, usado nas câmaras de gás era fabricado pela IG Farben. O grupo IG Farben era constituído por várias empresas nomeadamente a AGFA, BAYER, HOECHST, BASF e outras. A americana IBM também colaborou na organização destes campos. Outras empresas como a Siemens,Volkswagen e outras colaboraram neste processo, nomeadamente com a exploração do trabalho escravo das populações dos países ocupados. Estas empresas obviamente tinham donos e accionistas que obtiveram chorudos lucros com estes contratos.
Só na mais completa iliteracia (ou má fé) se pode partir daquele texto para esta conclusão. A não ser que se confunda a “burguesia alemã” com o “povo alemão”.
Eu não confundo. Da mesma forma que não confundo os grandes heróis modernos da Alemanha como Rosa Luxemburgo, Karl Liebekenecht, Clara Zetkin ou Ernst THalmann, entre muitos outros com os herdeiros dos donos da IG Farben.
Este post só por iliteracia ou má fé.
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Entao Partizan o que quer dizer é que não é importante as pessoas terem eleições desde que vivam bem? desde k tenham casa, comida, saúde, etc etc, não interessa que não tenham liberdade? que não possam dizer akilo que pensam? que tenham de viver sobre o governo que os limita e restringe? você não gosta de dizer o que pensa em liberdade, não gosta de dizer as coisas que pensa sem ter medo e receio das consequencias? voce tem consciência das perseguições que existiam na RDA, na URSS, etc, só por se pensar de modo diferente? todos os regimes totalitários fizeram isso, e ainda fazem, em cuba, na china, certamentes em outros não comunistas, e muitos desses senhores vitimas de perseguição são encarcerados e ate mortos so por pensar de maneira diferente. lembre-se do combate desenvolvido por o PCP no combate a ditadura, quantos foram mortos so por discordar do regime, para termos a liberdade que tanto queriamos e mereciamos?voce prefere viver bem a ter liberdade, eu não.
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“não interessa que não tenham liberdade?”
Refere-se à “liberdade” de que gozam os Abramovitchs e pulhas afins, que rapidamente assaltaram os aparelhos produtivos e os mercados destes países?
Foram de facto uns 20 anos de liberdade para despedir, liberdade para pilhar os recursos naturais, liberdade para fechar serviços públicos, liberdade para corromper, liberdade para mentir e intoxicar, liberdade para acumular gigantescas fortunas, liberdade para agredir militarmente.
Para os povos, reservaram a outra face da liberdade: a explosão do desemprego, a catástrofe da guerra, o crescimento brutal da toxicodependência e da criminalidade, a exploração desenfreada, a morte pela fome e por doenças curáveis, a diminuição abrupta da esperança de vida e da qualidade de vida, a emigração, a repressão.
E ao povo da ex-RDA nem sequer deram a liberdade de decidir se queria manter a sua Constituição e direitos, pelo contrário, sem qualquer consulta, impuseram-lhes uma Constituição alheia, prenderam os seus dirigentes e levaram-nos a tribunal! Rica “liberdade” esta!
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Toda a argumentação do Partizan, plena de ortodoxia bafienta comunista e repetida até à exaustão em extensos testamentos, cai logo nas primeiras 3 frases do primeiro comentário-cassete.
A sua visão – aliás a da praxis comunista – é a de uma sociedade que não reconhece o indivíduo na sua complexidade humana, mas apenas enquanto elemento integrante de uma massa informe, que represente o conceito abstracto de nação sem classes.
Diga-me: qual é a diferença entre a sua visão idílica da RDA e um qualquer aviário, onde os animais estão bem nutridos, protegidos da intempérie, mas sem liberdade e permanentemente vigiados?
Para si, uma visita aos edifícios da Stasi seria o quê? Um passeio por um parque de diversões, onde se torturava e se devassavam as vidas de milhões, para bem do próprio povo?
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Mas que raio de “liberdade” é que deram aos da RDA desde há 20 anos, se nem a liberdade de escolha lhes deram e pelo contrário sem os consultar impuseram-lhes a Constituição dos outros e lhes roubaram a Constituição que eles tinham sufragado?
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“E ao povo da ex-RDA nem sequer deram a liberdade de decidir se queria manter a sua Constituição e direitos, pelo contrário, sem qualquer consulta, impuseram-lhes uma Constituição alheia, prenderam os seus dirigentes e levaram-nos a tribunal!” engraçado referir isto, porque que eu me lembre não foi perguntado a ninguem, se queriam um estado satelite de moscovo, Comunista, ou se queriam uma democracia ao estilo ocidental.
nao. refiro-me a liberdade de voce poder dizer aquilo que pensa, refiro-me a liberdade de voce pensar por si proprio, de pensar diferente, não pelas ideias feitas de um partido. é essa a liberdade de que falo, falo da liberdade que nos foi dada pelo 25 de Abril, pelos militares do MFA, que trouxe fim a longa noite fascista.
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21 Partizan
Voce é um revolucionariozito de meia tijela.
Está bem refastelado numa porcaria de uma democracia como a nossa a mandar os seus bitaites pela net, descansadinho da vida.
Se vivesse na Ex RDA, ou China, ou Cuba ou outro qq paraiso na terra, não o podia fazer. Sabe porquê ? Por lá, nesses paraisos a net é controlada e os blogs tipo o arrastão não existem.
Eu conheço e tenho familiares que foram Ex RDA e ouvi da boca deles história de arrepiar.
E são eles os primeiros a dizer que uma grande parte dos ex-RDA são calões, mandriões e subsideo-dependentes.
Sabe na Ex-RDA existia 1 bufo por cada 60 habitantes ?????
Voce que com certeza despreza o regime de Salazar concorda com isto ????
Ó homem tenha juízo e respeite a nossa inteligência.
Voce sabia que para comprar a porcaria de 1 pão se tinha de estar numa fila de horas ?? E que os dirigentes do partido tinham lojas exclusivas com produtos do ocidente ?
O Comunismo é merda !!!!! Abra os olhos
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A coloquei a questão de um modo muito explicito. Esses povos viram as suas vidas PROGREDIR ou REGREDIR penosamente? Assim mesmo! A vossa resposta foi LIBERDADE, LIBERDADE com tanto entusiasmo até quase à “rouquidão”.
Se todas as sondagens indicam que uma parte significativa dos Alemães de Leste não estão satisfeitos com as mudanças e que a maioria afirma que viviam melhor no tempo da RDA (mesmo à custa de campanhas massivas de desinformação).
A reacção destes artistas de variedades pequeno/burgueses, arautos “defensores da liberdade e democracia” é tentar provar o contrario, armando-se em tutores de quem não lhe passou qualquer procuração.
Afinal qual o sistema politico/social que defendem? E em que condições se deve respeitar a vontade das populações?
Coloco a questão de outro modo. Qual o sentido das mudanças? São para melhorar ou piorar a vida das pessoas?
O que significa liberdade e democracia?
Não será o respeito pelos cidadãos na sua diferença e diversidade e o livre e igual acesso de tudo a todos, sem preconceitos e sem descriminações de qualquer ordem. Seja, económica, religiosa, politica, de raça, ou sexo.
Estes “senhores” acenam unicamente com os direitos políticos.
E o resto? O direito ao apoio na infância? O direito ao ensino? O direito à habitação? O direito à saúde? Ao trabalho? Tudo o que permita usufruir de uma vida com dignidade. É para pagar? E quem não pode? É abandonado por o sistema que gera essas desigualdades.
Vão lá perguntar aos mais de 2 milhões de Portugueses que vivem miseravelmente o que preferiam?
Isso que propalam não é liberdade nem democracia. É simplesmente meter a sociedade ao serviço de uma casta minoritária de parasitas, que vivem à custa da maioria da população, escudando-se no voto para legitimar o roubo e o saque. Controlando os sectores chave da sociedade ( informação, economia, finanças e forças da ordem) , pondo-os ao serviço dos poderosos.
Manipulam a opinião publica com programas de obscurantismo e desinformação, para depois de tempos a tempos convidarem o povo a legitimar , os serventuários políticos da sua confiança, em verdadeiros festivais folclóricos eleitorais.
Citei o exemplo da Índia (e outros) onde existe a liberdade de votar. É o voto tem tirado mais de 600 milhões de Indianos da miséria e da exploração desenfreada das multinacionais? Ou a situação tem vindo a gravar-se nos últimos anos?
Não venham com essa litania da defesa dos explorados e oprimidos, mais que se interessam por eles.
Estão ao serviço do capitalismo bastardo que actua sem regras nem respeito por ninguém, alheio ao sofrimento das suas vitimas, se assim não fosse 1/6 da humanidade não sofria da fome num mundo farto, e 1/3 de seres humanos não viviam na indigência.
Como diz Jean Ziegler ( ex- Alto Comissário da ONU para a Alimentação) deixar morrer uma criança de fome é um assassinato. No entanto morrem anualmente mais de 10 milhões.
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O grande equivoco reside apenas em.
Primeiro___ Não aceitar a evidencia dos factos.
Segundo ____ Ignorar a realidade dos assuntos que se dispõem discutir.
Se o povo da RDA actualmente manifesta uma opinião e expressa uma tendência contraria àquilo que lhe querem impor. Não será uma forma brutal de violência em contrariar os seus desejos e as suas aspirações. Então com que autoridade vêm estes “senhores” defender o contrario?
Vocês é que se têm que remeter-se ao silencio e ter juízo em não defender aquilo que os outros rejeitam.
Se são parasitas e tudo o mais que o Cunha os intitula não têm que imiscuir-se nas suas escolhas. Sujeitar um povo a um sistema politico que não aceita é uma forma de ditadura. Afinal vocês é que estão a ser uns ditadorzecos de chacha.
Não têm nada que preocupar-se com as preferências deles, devem é saber respeita-las.
Ou 20 anos não foram suficientes para saborearem a democracia e a liberdade imposta pela mentira e a exclusão?
Segundo ponto: Cunha eu não falo pela boca dos outros, falo aquilo que sei. Portanto você e os outros podem dizer as mentiras que muito bem entenderem sobre a RDA, Não tenho provas para desmenti-los. Sobre a URSS e a Rússia não permito.
Nos meados dos anos 80 fui trabalhar para a URSS por conta de uma firma Italiana, numa refinaria em Kstovo 30 km a sul de Gorki (hoje Nijni Novogorod). Andei por onde quis e me apeteceu fui a Volvogrado a cerca de 800 km sem pedir autorização a ninguém nunca fui incomodado. Apenas uma vez numa eclusa do Volga tiramos umas fotos a um submarino que se encontrava a subir o rio, a policia veio ter connosco, meteram-nos no carro foram levar-nos ao hotel nem o rolo nos tiraram. Fomos avisados apenas que não podíamos ir para a zona da fabrica AUVTGAZ, um polígono industrial onde trabalhavam mais de 100 mil operários. Construíam carros, tanques e aviões Mig.
Não vi luxo nem exuberância, mas também não vi essa miséria que por aqui se fala, nem essas bichas intermináveis para comprar os bens de consumo essenciais. Encontrei um povo culto, solidário e muito abertos. Quem disser o contrario, é mentira.
A partir daí por contingências da vida vou lá regularmente. Agora sim é que vejo miséria e exclusão de um modo que desconhecemos aqui. Para se ter uma dimensão do desastre provocado pela tragédia da liberalização segundo dados da UNICEF existem cerca de 4 milhões de crianças abandonadas a vaguear pelas cidades da Rússia, os chamados órfãos com pais.
A toxicodependência, o alcoolismo a baixa natalidade, são já considerados riscos para a existência da Rússia.
O analfabetismo onde a taxa de alfabetização era superior a 98% é uma realidade nas camadas mais jovens.
400 mil km2 de terrenos agrícolas foram abandonados, as infra-estruturas industriais estão totalmente obsoletas.
Isto para não falar na degradação dos serviços de saúde, no desprezo que são votados os reformados, onde a maioria das reformas não ultrapassam os 3000 Rublos, 70 €.
Mais de 40 milhões de Russos vivem abaixo do limiar da pobreza.
Portanto o Senhor não tem qualquer tipo de moral para se pronunciar em nome deste povo.
Só tem que me dizer se acha que agora vivem melhor com que viviam?
Se duvidas ainda lhe restam, leia Noami Klein uma jornalista do New York Times em “A Doutrina do Choque”.
Neste aspecto nem o Senhor nem qualquer canoro depenado me dá lições com essa defesa da democracia de fossa asséptica. Conheço a realidade.
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Quanto a Cuba a vossa jóia de “estimação”.
Tem que ser contextualizada no domínio continental em que está inserida. Nada mais que isso.
Atravesse as poucas dezenas de km que a separam do Haiti, para ver a abismal diferença. Vá para a maioria dos países da América Latina e aí sim tem que tirar essas palas que o impedem de ver.
Ou não sabe que Cuba está em 52-º no IDH dados da ONU o seu país está em 38-º sem sofrer qualquer bloqueio criminoso, e com milhões a jorrarem da CEE. Também ignora que a assistência médica em Cuba é considerada das melhores do Mundo. O ensino idem. Não há velhos nem crianças abandonados.
Que os pobres do seu país têm que ir tratar-se a Cuba? Que os médicos Cubanos vêm tratar dos doentes do seu país. Que partem aviões carregados com doentes pobres do gigante e rico vizinho do Norte para serem tratados gratuitamente em Cuba?
Isso é ignorar muita coisa, ou então é tentar esconder aquilo que se tem medo.
Continuamos a contextualizar Cuba na sua envolvente Continental.
Quantos desaparecidos houve em Cuba?
Quantos corpos abandonados foram encontrados em lixeiras?
Quantas execuções extra judiciais aconteceram em Cuba?
Quantas queixas de torturas foram apresentadas na CDH?
Qual a taxa do analfabetismo em Cuba? Inferior a Portugal!
A esperança média de vida? Superior a Portugal!
Têm 30 ou 40 presos de consciência e quantos jazem nas masmorras desse mundo foram em silencio e ignorados de todos? Quantos há nos EUA? Quantos são os que estavam em Guantanamo sem qualquer culpa formada? E as torturas e sevicias cruéis a que foram submetidos!
Quanto ao seu argumento sobre a net, sei apenas dizer que as escolas de Cuba foram informatizadas muito antes que em Portugal.
Sobre o resto que afirma só não é bom para si que vive à custa da riqueza produzida por outros, porque se tivesse que viver apenas dos rendimentos do seu trabalho, não tinha acesso à NET, talvez nem ganhasse para comprar um computador
[Responder]
Já há mais de 19 anos, na Resolução Política do XIII Congresso (Extraordinário) do PCP, em Loures em 18, 19 e 20 de Maio de 1990, concluímos sobre “A crise noutros países socialistas da Europa”:
As mudanças radicais da situação política verificada noutros países socialistas da Europa resultaram de situações de profunda crise gerada por orientações e práticas que se afastaram dos objectivos, métodos e valores do ideal comunista.
Contradições entre os órgãos do poder político centralizado e o povo; entre a organização e a gestão da economia, o desenvolvimento económico e o melhoramento das condições de vida; entre a direcção do partido e o partido e entre o partido e o povo; contradições aprofundadas com o abuso do poder e situações de privilégio e de corrupção – agravaram-se ao longo dos anos e conduziram a inevitáveis rupturas, a extraordinária instabilidade e a processos descontrolados de evolução social e política cuja conclusão é ainda difícil de prever.
Os partidos comunistas no governo em diversos países da Europa do Leste – ainda mais que o PCUS – prolongaram a situação, atrasaram-se no reconhecimento da realidade e nas reformas e viragens indispensáveis na orientação do Estado e do partido, isolaram-se progressivamente, provocaram amplo descontentamento e perderam o crédito e o apoio que justamente antes haviam alcançado como resultado da sua luta.
As mudanças radicais da situação e dos processos em curso oferecem traços comuns mas oferecem também traços distintos. Em alguns casos, os partidos comunistas, substituindo os dirigentes e empreendendo drásticas reformas no partido, no governo, no Estado e na política do país, procuraram novos caminhos para a saída da crise, sem deixarem de desempenhar importante papel na reestruturação. Noutros casos, os partidos comunistas perderam completamente a iniciativa e o controlo da situação e foram ultrapassados por forças que rapidamente se desenvolveram com largo apoio nas populações e que passaram a ter representação determinante nas instituições e na política dos países respectivos.
Com o acesso ao poder (em alguns casos em posição dominante) de forças anti-socialistas, as atitudes oportunistas capitulacionistas em alguns partidos e a alteração radical da correlação de forças, as situações desenvolveram-se em alguns países não no sentido de uma nova política para a construção do socialismo mas no sentido do abandono (por vezes proclamado) do projecto socialista e da adopção, na organização económica, na organização política do Estado, no novo quadro partidário, assim como nas relações externas, de organizações contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo e tendentes à restauração do capitalismo.
Tornava-se imperativa uma profunda reestruturação e modernização da economia. Mas a realização de privatizações que poderão atingir larga escala em sectores determinantes, a orientação súbita e não ponderada para uma “economia de mercado”, à qual não pode dar resposta uma organização demasiado centralizada e ainda burocratizada do aparelho produtivo, a admissão do capital estrangeiro em importantes alavancas da economia, a aceitação de imposições do FMI, uma política de preços e salários com vista à diminuição dos salários reais, a admissão do desemprego maciço como solução de problemas económicos de empresas, as limitações dos direitos dos trabalhadores, designadamente em empresas dominadas pelo capital estrangeiro – acusam orientações e medidas que não apontam para novos caminhos de construção do socialismo.
Tornava-se imperativa uma profunda reestruturação e democratização do Estado e da vida social. Mas a falta de iniciativa política, a fragilidade ideológica, as divisões internas nos partidos comunistas no poder, a influência de elementos oportunistas e carreiristas no aparelho de Estado e do Partido, a reduzida ou nula participação directa dos trabalhadores e das massas populares nas decisões, a irrupção de forças nacionalistas e anti-socialistas, a cópia mecânica de experiências de países capitalistas e o alastramento de ilusões acerca das “sociedades de consumo” facilitaram o desenvolvimento agressivo de forças contra-revolucionárias e o seu acesso ao poder, pondo em causa a democratização do Estado e da sociedade numa perspectiva socialista.
Tornava-se imperativa uma profunda rectificação e mudança da vida partidária. Mas em partidos comunistas no poder, sob o impacto da derrota, que em alguns casos atingiu o grau de desagregação e do descalabro, desenvolveram-se tendências contraditórias nas quais se podem discernir duas predominantes: a daqueles camaradas que, na complexa situação criada, procuram soluções com vistas a salvarem e prosseguirem a perspectiva do socialismo; e a daqueles que consideram que o socialismo faliu e, a par de soluções de tipo capitalista no plano do Estado, se pronunciam por soluções do tipo social-democrata no plano político e do partido.
Graves crises atingiram os partidos no poder, com o aparecimento de divisões internas, mudanças sucessivas de orientação que desarmaram os militantes, saídas em massa de membros do partido. Dirigentes acusados de erros graves, corrupção, abuso do poder, são substituídos, afastados, em alguns casos incriminados, até fuzilados. Partidos mudam de nome, abdicam de actuação nas empresas e locais de trabalho, rejeitando alguns não apenas os erros e deformações verificadas mas o seu património histórico e positivo, as suas efectivas realizações revolucionárias e mesmo a sua ideologia. Alguns proclamam-se como partidos de orientação social-democrata.
Explorando a situação de profundas crises nos países socialistas, designadamente o descontentamento e a agitação popular, a instabilidade dos governos e estruturas estatais, as derrotas dos partidos comunistas, as dificuldades económicas (em especial a desorganização e penúria do abastecimento e o endividamento externo), os conflitos étnicos, o imperialismo ingere-se abertamente nos assuntos internos desses países e põe em acção todos os seus instrumentos (designadamente FMI, Banco Mundial, política da CEE, NATO, partidos burgueses, comunicação social, serviços secretos) para influenciar em seu favor o curso dos acontecimentos. Organizações religiosas e nacionalistas dão suporte a actuações partidárias. São particularmente chocantes as ingerências de forças políticas e económicas estrangeiras nas eleições daqueles países.
O imperialismo desenvolve não apenas uma frenética campanha política e ideológica a nível mundial, mas uma acção concertada com iniciativas de carácter económico, diplomático e político de grande alcance, visando desenvolver nesses países as forças anti-socialistas, reforçar as suas posições no poder, difundir os seus valores, implantar posições das multinacionais em sectores-chave da economia e na comunicação social e aprofundar os laços de dependência desses países em relação ao imperialismo. Vendo nos países socialistas europeus importantes mercados potenciais e terreno para colocação de capitais, o imperialismo actua com rapidez. Tenta assim impedir a saída da crise numa perspectiva socialista e encaminhar esses países, segundo a propaganda do capitalismo, para “a transição pacífica do socialismo para o capitalismo”. Causa preocupação a tolerância para com a ingerência imperialista.
A situação criada adquire extrema gravidade, instabilidade e incerteza quanto à evolução desses países. Esta dependerá não apenas de vectores políticos mas da evolução que vier a verificar-se nas estruturas sócio-económicas. Nesses países já há muito são dominantes as relações de produção socialistas na economia nacional. A possibilidade de ultrapassar a crise na perspectiva de uma sociedade socialista renovada pela democracia política está em alguns casos comprometida e depende em última instância da capacidade de impedir a tomada do poder económico pelo capital privado, seja pelo seu renascimento através da rápida acumulação alcançada com a especulação seja a partir de posições crescentes e dominantes da banca mundial e das multinacionais e dos laços da dependência política, diplomática e económica em relação aos países capitalistas mais desenvolvidos. Depende também da capacidade dos comunistas, em aliança com outras forças progressistas, de recuperarem a confiança e o apoio de massas para a defesa das conquistas do socialismo e para o ideal comunista.
O desmantelamento das realidades objectivas do sistema socialista e a sua substituição por eleições capitalistas, com as injustiças e chagas sociais que lhe são inerentes., não será um processo fácil. A vida demonstrou que não é fácil a passagem do capitalismo ao socialismo. A vida demonstrará que a inversa também é verdadeira, e mais ainda porque se trataria não de um progresso mas de um retrocesso histórico. Na evolução o futura desses países, e nomeadamente na consciência social desses povos, não deixarão de pesar as conquistas do socialismo. As massas populares, em primeiro lugar os trabalhadores, as mulheres, os jovens, não deixarão de se unir, organizar e lutar em defesa de importantes direitos e benefícios sociais e com eles os comunistas, mantendo sempre a perspectiva do socialismo.
(…)”
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“se tivesse que viver apenas dos rendimentos do seu trabalho, não tinha acesso à NET, talvez nem ganhasse para comprar um computador”
isso é um argumento um bocado estúpido. eu sou assalariado, ganho pouco mais de 500 euros e tenho acesso à net e computador ( em 2ª mão, mas tenho carago!) e têm-no todos os meus colegas assalariados certamente
quanto aos argumentos pró URSS só uma coisa – impedem que se leve a sério o PCP ou outra qualquer tentativa de refundação à esquerda que inclua o PCP – eu não consigo viver com estes esqueletos no armário, quanto mais com as pilhas de cadáveres…
não percebem que todo esse paraíso estava assente não em pés de barro mas em montanhas de milhões de cadáveres cujo único crime tinha sido ousar pensar livremente, ousar contrariar o comité central, ousar ser um raio de um SER HUMANO
muitas vezes o crime nem era pensar, era ser. ser ucraniano ou de outro povo pelos russos considerado inferior
criticar guantanamo e defender a necessidade dos gulags é uma bestialidade argumentativa
os países de leste estão piores? duvido, mas sempre são as pessoas que escolhem o seu destino e não um iluminado qualquer de uma qualquer polícia política sinistra
e se escolhem mal, cai por terra a ideia de literacia comunista. se eram todos tão espertos, todos com cursos superiores, todos viviam bem, em pleno emprego, então porque é que não se emancipam, não votam uma nova constituição?
e porque é que a deriva é para a extrema-direita e não para os velhos pc’s?
o grande trunfo do capital é esta esquerda bafienta que continua a ter bustos do pai de todos os povos no hall de entrada e que apresenta como alternativa a esta democracia viável a podridão soviética
simplesmente inacreditável
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31 Partizan
Meu caro amigo, voce é daqueles casos tristes que nem vale a pena.
Se os seus camaradas russos não o incomodaram foi talvez porque mostrou o cartão de sócio do clube, ou algo que o valha.
E já estou um pouco farto de aturá-lo mais as suas tretas ideológicas. Olhe lei o posto do Daniel Nicola. Está la tudo muito explicadinho.
Em relação a cuba, lá está a mesma cassete do costume.
Lei o que diz uma bloguista cubana, que para actualizar o seu blog tem que mentir a entrar ás escondidas num hotel, pois a internet como sabe é proibida aos nativos.
“Yoani Sánchez: As três mentiras essenciais de Cuba
A blogueira cubana diz que as chamadas “conquistas da revolução” são um mito e que só quem nunca morou na ilha pode ter admiração por seu regime
Mas é verdade que 99,8% da população cubana é alfabetizada?
Antes da revolução, nosso país já ostentava um dos menores índices de analfabetismo da América Latina. Uma das primeiras ações do governo autoritário de Fidel Castro foi ensinar o restante da população a ler e escrever. A questão principal hoje não é a taxa de alfabetização, e sim o que vamos ler depois que aprendemos. A censura controla totalmente o que passa diante de nossos olhos. E isso começa muito cedo. As cartilhas usadas na alfabetização só falam da guerrilha em Sierra Maestra ou do assalto ao quartel de Moncada pelos guerrilheiros barbudos. Meu filho tem 14 anos. Na sala de aula dele há seis fotos de Fidel Castro. Tudo o que se ensina nas escolas é o marxismo, o leninismo, essas coisas. Não se sabe o que acontece no resto do mundo. A primeira vez que vi imagens da queda do Muro de Berlim foi em 1999, dez anos depois de ela ter ocorrido. Foi num videocassete que um amigo trouxe clandestinamente. Para assistir às imagens do homem pisando na Lua, foi necessário esperar vinte anos.
A expectativa de vida realmente aumentou?
É uma estatística oficial, sem comprovação, que não resistiria a um questionamento mínimo feito por uma imprensa livre. Pelo que vejo nas ruas, é difícil acreditar que os cubanos possam sobreviver tantos anos. Os idosos estão em estado deplorável. Há uma avalanche de dados que poderiam ilustrar o que digo, mas estes nunca são divulgados. Jamais fomos informados sobre o número de pessoas que fogem da ilha a cada ano. Ninguém sabe qual é o índice de abortos, talvez o mais alto da América Latina. Os divórcios são inúmeros, motivados pelas carências habitacionais. Como há cinquenta anos quase não se constroem casas, é normal que três gerações de cubanos dividam uma mesma residência, o que acaba com a privacidade de qualquer casal. Também nunca se falou do número de suicídios, um dos mais altos do mundo.
Cuba tem mesmo uma medicina avançada?
O país construiu hospitais e formou médicos de boa qualidade na época em que recebia petróleo e subsídios soviéticos. Com o fim da União Soviética, tudo isso acabou. O salário mensal de um cirurgião não passa de 60 reais. A profissão de médico é hoje a que menos pode garantir uma vida decente e cômoda. A carência nos hospitais é trágica. Quando um doente é internado, todos os seus familiares migram para o hospital. Precisam levar tudo: roupa de cama, ventilador, balde para dar banho no paciente e descarregar a privada, travesseiro, toalha, desinfetante para limpar o banheiro e inseticida para as baratas. Eles não devem esquecer também os remédios, a gaze, o algodão e, dependendo do caso, a agulha e o fio de sutura.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/veja-7-yoani-sanchez-as-tres-mentiras-essenciais-de-cuba/
http://veja.abril.com.br/071009/tres-mentiras-cuba-p-19.shtml
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leo,
remeter o assunto para uma qualquer resolução política, ainda para mais tão longa, é enfiar a cabeça na areia.
e fazê-lo apenas em 1990, como o PCP, é mais um acto de desespero do que outra coisa qualquer. até ao colapso, tudo era idílico, apesar de já quase todos sabermos em que é que se tinha transformado o espírito da revolução russa
passados 20 anos, nem uma palavra acerca dos “desvios” de então, apenas ataques aos “desvios” democráticos dos ex-URSS, ao desemprego (antes isso que escravatura), ao abromovich (que ao lado de chausesco é um menino), a isto e aquilo.
isso é negacionismo e costuma ser apanágio de ideologias em tudo contrárias às nossas
no concreto, acha mesmo que estes últimos 20 anos, apesar de tudo, foram piores do que os 30 de Estaline? ou mesmo do que os 20 finais, de 69 a 89?
o pcus não era um partido, era uma seita religiosa ao pior estilo
e em Cuba os homens providenciais têm que vir da casta dos Castro? quase 50 anos de Fidel (não cabe mais ninguém naquela democracia?), quantos mais de Raul?
também já fazem a apologia a ditaduras monarco-comunistas?
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Daniel Nicola:mas pelos vistos consegues viver com os esqueletos do Vietname,da América do Sul,da Palestina,,da Colombia,do Iraque,Pakistão/Afeganistão-é que não os consigo ouvir…
E pq é q a unificação foi boa para a Alemanha e,esta no ano a seguir se dedicou afincadamente a desunir os Balcãs?Há aí alguma inteligencia da direita(incluso os da extrema),vulgo os democratas, a explicar esta contradição
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“esse paraíso estava assente não em pés de barro mas em montanhas de milhões de cadáveres” ????
Está a chamar incompetentes aos historiadores de todo o ocidente (Pacheco Pereira inclusive) que se precipitaram para Moscovo, quando foram abertos os arquivos do KGB e que depois de anos de contagens e re-contagens nem um milhão encontraram!
“sempre são as pessoas que escolhem o seu destino” ????
Esquisito, pois aos cidadãos da ex-RDA nem sequer deram a liberdade de opinar sobre a Constituição da RFA que lhes impingiram sem qualquer consulta e contudo estes mesmos cidadãos tinham sido chamados a referendar a Constituição da sua RDA, décadas antes…
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estea comunas são tramados, uma vez estalinistas, sempre estalinists
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Em 1939 estavam os russos e os alemães a assinar o Pacto Molotov-Ribbentrop. Aconselho todos os ignorante do PCP a visitar o Museu do Genocídio em Vilnius, na Lituânia. Talvez a deputada Rita Rato devesse ser dos primeiros. É um exemplo típico da ignorância que caracteriza a comunidade comunista. Gente que nem sabe o que foram os gulags e quantos milhões de pessoas morreram devido à experiência comunista…..
A mensagem do lituanos é esta: Comunismo = Nazismo = Merda bem grossa
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E, contudo, Salazar também chamou os Portugueses a referendar a “sua” (dele) Constituição de 1933.
Argumentos um pouco “fraquinhos”, não?
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ANTONIO CUNHA
Acho muito bem que chame a equação do debate o nome de «Yoani Sánchez» pois do que ela fala é de um culto de personalidade ao estilo de Stalin, que a mim também me cria confusão pois vai contra as proprias bases ideologicas em que se acenta o comunismo;
talvez sem ter essa intenção, fala de como um país ostracizado pelo mundo durante meio século ainda consegue oferecer “gratuitamente” os serviços possiveis na area de saude, obrigando os cidadãos a se adaptarem de uma forma pouco ortodoxa;
fala do analfabetismo de uma maneira bastante ressentida pois o racio de gente letrada, antes da revolução, cinjia-se somente ás zonas urbanas nomeadamente na provincia de Havana;
em suma fala com a natural raiva de quem vive com as suas liberdades limitadas.
Mas por outro lado, não muito longe da Yoani, temos o caso do Michael Moore na patria da “liberdade?” que ao por a nú debilidades e injustiças, vai sofrendo as consequencias proprias de quem naquele país ouse criticar, no seu pleno uso da sua liberdade individual, o lado obscuro do timoneiro libertario do chamado “free world”.
«Five days after the start of the Iraqi war, his caustic comments (“Shame on you, Mr. Bush!”) were viewed as treasonous. The backlash left Moore abandoned by skittish Hollywood liberals, vilified by angry conservatives and victimized by hate mail and death threats. Walking from his Upper West Side home to his offices was no longer safe.»
http://multimedia.boston.com/m/26664251/michael-moore-on-threats-from-right-wing-media.htm#q=me
Ou a paranoia, cada vez mais crescente, em torno da figura do Obama que já é tido e achado como comunista pela sua reforma no sistema de saude norte-americano num país com uma “democracia?” cada vez mais coorperativa que se vem espalhando gradualmente por todo o mundo na qual destaco 2 exemplos: a recente crise economica e o facto de 2% da população deter mais de metade da riqueza mundial.
Se isto não é, tambem, a forma mais dissimulada de ditadura e a mais dificil de combater, sinceramente não sei qual o seu conceito de ditadura, ou será que também tem «o cartão de sócio do clube, ou algo que o valha.» para não se dar conta de tal facto?
Eu sei que prefere mil vezes essa ditadura coorperativa mas acredito que não se deve mandar pedras para os telhados dos outros quando se tem telhados de vidro…………não sei……….chame-lhe cooerencia!
A.R.A
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“Tramado” estou eu. Coloco uma “comentarice” e,
depois, aparece uns “números” mais abaixo.
Quando coloquei a #41 era, obviamente, relacionada com o último parágrafo da #38 do Leo.
Mas, como “há males que vêm por bem”, aproveito a oportunidade para saudar o amigo Duarte Sousa pela sua intervenção.
Meu amigo (se estou enganado, corrija-me) mas, antes desse pacto não houve outro em que havia um protagonista britânico chamado Chamberlain (o alemão era o mesmo)?
Quanto ao essencial do que escreveu podemos estar de acordo mas, se me permite, não deveremos confundir o Comunismo (ideologia) com os crimes praticados por quem dele se reclamava (Stalin, Mao, Pol-Pot, etc…).
Um abraço, meu amigo.
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para por alguma da maltratada verdade em ordem, alguns factos (fonte OCDE):
Evolução do salário mínimo em paises do antigo bloco de leste:
Polónia:crescimento anual PIB(real) = 3,3%
2000:168€
2008:334€
Hungria:6,8%
2000:98€
2008:285€
Roménia:12,2%
2000:35€
2008:137€
Rep. Checa:4,6%
2000:125€
2008:329€
Bulgária:6,7%
2000:38€
2008:112€
Leste da Alemanha(evolução pós RDA desde jun 1990):
evolução salário mensal(1990-96):83%
convergência salarias(% do salário ocidental):
1991:50%
2004:80%
Estes são os factos, o resto é falácia para consumo das massas.
Após a queda do bloco de leste a qualidade de vida nestes países subiu dramaticamente.
Isto é um facto inegável.
Neste cenário, os partidos socialistas tiveram que alterar o seu discurso.
Não podendo falar de salários, evolução do consumo e qualidade de vida, ou seja as realidades tangíveis da vida, tiveram que se virar para as questões relativas.
Em vêz de salários o problema é a diferenciação salarial, entre quem ganha mais e quem ganha menos, entre regiões de um mesmo país, etc.
Mas, para termos chegado a uma situação em que são estes os problemas e não a miséria abjecta em que viviam as famílias no antigo bloco de leste, houve uma evolução enorme.
Além de que estes problemas modernos ainda decorrem da herança terrível do passado.
As assimetrias regionais resultam do atraso economico das regiões a leste, legado dos regimes socialistas.
O desemprego resulta principalmente da deslocação industrial e da imigração, mas também da mudança de paradigmas de investimento, da produtividade para a criação de infraestruturas e para o social.
A quebra de crescimento económico da UE tem muito a ver com a queda do muro de berlim e com as responsabilidades que a europa ocidental chamou a sí.
Esta é a realidade, o resto é o típico mercantilismo político da estrema esquerda.
Com o PCP, a atribuir, (apenas há 19 anos, quando o seu mundo soviético velho de oito décadas começou a ruir e era preciso renascer das cinzas) as culpas aos “desvios face à norma” comunista. O PCP levou 70 anos a concluir que afinal se tinha enganado e que aquilo que tinha acontecido na URSS não era comunismo. MEsmo a tempo diria eu.
Depois admiram-se das derrotas eleitorais, as pessoas a princípio até acham piada, mas depois começam a pensar, e isso é que é o diabo…
No bloco de leste ainda havia as Stasi, as NKVD, as KGBs, as STBs, as Securitates, as SBs, etc…
mas por cá é difícil impedir que as pessoas pensem.
Principalmente quando há sempre gente decente que vos expõe na praça pública.
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Os Alemãs de Leste perderam muito em 1989
Para muitos, na RDA, a queda do Muro de Berlim e a unificação significaram a perda de empregos, casas, segurança e igualdade.
Bruni de la Motte
Em 9 de Novembro de 1989 quando o Muro de Berlim veio abaixo, percebi que em breve se seguiria a unificação germânica, o que ocorreu um ano depois. Isso significou o fim da República Democrática Alemã (RDA), o país onde nasci, cresci, nasceram os meus dois filhos, obtive o meu doutoramento e desenvolvi um trabalho realizador como leitora de literatura Inglesa na Universidade de Potsdam. Obviamente, a unificação trouxe com ela a liberdade de viajar pelo mundo e, para alguns, mais riqueza material, mas trouxe também colapso social, desemprego expandido, saneamentos, um materialismo estúpido e uma “sociedade de cotoveladas” bem como a demonização do país onde vivia e que ajudei a moldar. Apesar das vantagens, para muitos foi mais um desastre do que um evento para celebrar.
Apenas dois exemplos. A minha melhor amiga, uma professora de línguas estrangeiras, perdeu o seu emprego e foi saneada porque, na altura em que o muro caiu, acontecia que estava a ensinar numa universidade de direito do governo. Não era membro do partido, nem sequer era política. Depois de muitos esforços conseguiu encontrar um emprego a ajudar jovens excluídos das escolas, com um contracto temporário e um salário muito menor. O meu irmão, doutorado em ciências filosóficas, perdeu o seu emprego de investigação na academia e desde então só tem conseguido encontrar empregos temporários sem ligação com a sua especialidade e mal pagos.
Pouco se sabe aqui sobre o que aconteceu à economia da RDA quando o muro caiu. Uma vez a fronteira aberta o governo decidiu montar um fundo para garantir que as “empresa de propriedade pública” (a maioria dos negócios) seriam transferidas para os cidadãos que tinham criado a riqueza. Contudo, poucos meses antes da unificação, o então governo conservador acabado de tomar posse entregou o fundo a nomeados da Alemanha do Oeste, muitos representando interesses dos grandes negócios. A ideia de bens “de propriedade pública” serem transferidos para cidadãos foi deixada cair sem se falar mais disso. Em vez disso todos os bens foram privatizadas numa velocidade recorde. Mais de 85% foram comprados por alemães ocidentais e muitos foram fechados pouco depois. No campo 1.7 milhões de hectares de terras agrícolas e florestais foram vendidas e 80% dos trabalhadores agrícolas perderam os seus empregos.
Em Julho de 1990, quando ainda existia a RDA, foi introduzida uma apressada “união monetária” com o resultado de ter mergulhado a economia da RDA na bancarrota. Antes da unificação o marco da Alemanha do Oeste valia 4.50 marcos da RDA, a união monetária fixou a paridade com uma taxa de câmbio de 1:1. O resultado foi a subida de preços dos produtos de exportação da RDA em 450% da noite para o dia e deixaram de ser competitivos; o mercado da exportação (39% da economia) implodiu inevitavelmente.
Grandes números de trabalhadores comuns perderam os seus empregos, mas também os perderam milhares de trabalhadores de investigação e de académicos. Como resultado das purgas nos estabelecimentos académicos de investigação e científicos, num processo de saneamento político, mais de um milhão de pessoas com graus académicos perderam os seus empregos. Isso englobava cerca de 50% desse grupo, criando na Alemanha do Leste a mais alta percentagem de desemprego profissional no mundo; todos os reitores das universidades e todos os directores de empresas estatais, bem como 75,000 professores perderam os seus empregos e muitos foram inscritos em listas negras. Este processo ocorreu em contraste radical com o que ocorreu na Alemanha Ocidental depois da guerra, quando poucos ex-Nazis foram tratados deste modo.
Na RDA todas as pessoas tinham o direito legalmente garantido à posse e propriedade das casas onde viviam. Depois da unificação, foram feiras 2.2 milhões de reclamações por cidadãos não-RDA sobre as suas casas. Muitos perderam as casas onde viviam há décadas; um grande número preferiu suicidar-se a darem-nas. Ironicamente, reclamação para restituição do outro lado, por alemães do Leste sobre propriedades do Oeste, foram rejeitadas como “fora do tempo”.
Depois da morte da RDA, muitos acabaram por reconhecer e lamentar que as “conquistas sociais” genuínas de que gozaram tenham sido desmanteladas: igualdade social e de género, emprego total, inexistência de medos existenciais, bem como as rendas, transportes públicos, cultura e facilidades desportivas subsidiados. Infelizmente, o colapso da RDA e do “socialismo de Estado” ocorreu pouco antes do colapso do sistema de “mercado livre” no Ocidente.
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/nov/08/1989-berlin-wall#start-of-comments
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Todos dizem que no antigamente é que era bom.
Os de Santa Comba tb dizem que nesse tempo todos tinham pão, não havia crime, saude, educação bla bla bla
E a LIBERDADE meus caros ??????
Então o PCP andou tantos anos a lutar pelo quê ??????
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se a URSS era tão fantástica, tão maravilhosa, tão fabulástica, como é que foi possível, que um regime tão maravilhoso, tão bom, fosse cair sozinho? sem ninguém lhe tocar?
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BALBURDIO
«Principalmente quando há sempre gente decente que vos expõe na praça pública.»
Vamos lá ver se o consigo entender; se o PCP não comenta os crimes do comunismo é apelidado de conivente mas se toma alguma posição de repudio sobre o comunismo da ex-URSS é o oportunismo de sacudir agua do capote.
Muito bem sr. Balburdio, o que nos vale é a sua decencia em nos explicar como a verdade é maltratada.
Bom, o mal disto tudo é que «por cá é difícil impedir que as pessoas pensem» pois se assim não fosse, ao invés de ter apenas piada, o Balburdio era tido como um serio “opinion maker”.
Ai se o MI 6 ou a Mossad ou até a CIA, sem esquecer a DGSE ou a Bundesnachrichtendienst, sabem da sua existencia, de certeza que haverá uma seria disputa entre todos para contarem nas suas fileiras um operacional de “Inteligencia” tão perspicaz como o Balburdio.
Notavel!
A.R.A
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Relatório do PNUD (1) confirma: Restauração capitalista é um desastre humano e social
Luís Carapinha, «O Militante» – N.º 249 – Novembro/Dezembro 2000
“A transição na maioria dos países do antigo bloco soviético na Europa Central e Oriental e ex-URSS é um eufemismo para designar o que na realidade tem sido uma Grande Depressão”. As consequências para a segurança humana são calamitosas. Segundo as estimativas mais moderadas mais de 100 milhões de pessoas foram atiradas para a pobreza e um número consideravelmente maior remetido a uma existência precária mesmo em cima da linha de subsistência”. Quem o afirma é o PNUD (1) no seu relatório de 1999 dedicado ao período de “transição” na região (p. 13).
Para este organismo da ONU, o processo de “transição” – que, como sabemos, mais não é que a restauração capitalista – acarretou enormes custos humanos dos quais o mais pesado é a “perda de vidas representada pelo declínio da esperança de vida verificada em alguns dos principais países da região e em especial na (FR) Federação Russa” (p. 5). “Vários milhões de pessoas não sobreviveram à década de noventa o que teria acontecido se o nível de esperança de vida existente em 1990 tivesse sido mantido”, constata o PNUD (p.5).
O aumento e persistente alto nível de incidência de doenças comuns, o reaparecimento de doenças anteriormente reduzidas à condição marginal como a tuberculose, a expansão das doenças sexualmente transmissíveis até ao limiar epidémico, o extraordinário aumento dos índices da pobreza de rendimentos e pobreza humana – que o PNUD define como a perda das capacidades básicas humanas -, o aumento das desigualdades (nos rendimentos, distribuição da riqueza e entre sexos), a considerável deterioração da educação e o aumento do desemprego, sub-emprego e trabalho precário, são outros dos principais custos da transição destacados pelo relatório do PNUD (p. 5-7).
Consequências económicas
No início da última década após a implosão da URSS o ataque às economias socialistas desenvolveu-se em larga escala. O sistema de controlo e regulação de preços foi desmantelado, o que originou uma “explosão de preços sem precedentes pela sua duração e número de países afectados” (p. 13) e o disparo brutal da inflação (nos países menos afectados, como a República Checa, Eslováquia e Hungria, a taxa de inflação rondou os 62%, noutros 22 países a taxa foi de 100% no mínimo durante um ano, enquanto nos restantes 15 países esta taxa foi no mínimo de 1000% ao ano! (na Geórgia chegou a atingir os 18.000% em 1994!). Na Rússia a subida de preços em 1992 (1 ano depois do fim da URSS) foi de 1353% (p. 14).
A terapia de choque – assim ficou conhecida a liberalização selvagem e o processo de privatização e usurpação da riqueza e erário público – teve consequências devastadoras para o aparelho produtivo e economia dos países em questão. “Nem sequer durante a Grande Depressão dos anos 30 se assistiu a uma queda tão acentuada no rendimento”, observa o relatório (p.15). Na Federação Russa (FR) a produção industrial decaiu 38% e o PIB 41% entre 1990-97, enquanto na Ucrânia a quebra do PIB em igual período foi de 58% continuando a descida depois de 97.
Na totalidade da CEI (Comunidade de Estados Independentes) o PIB decresceu 45% de 1990 a 97! (p.16). Números avassaladores.
O investimento sofreu uma quebra acentuada. Na FR o investimento financeiro diminui 75% entre 1990-97 (quadro de balanço da FR). Nalguns casos a quebra foi tão acentuada que o investimento líquido foi negativo (p. 17).
Desigualdade, injustiça social e emergência da pobreza
A quebra do PIB e o colapso económico foram acompanhados pelo crescimento do desemprego e precarização do emprego, regressão salarial, aparecimento de salários em atraso e o assinalável aumento das desigualdades e injustiça social. Na FR, no final de 1996, a dívida salarial ascendeu a 47,2 triliões de rublos, cerca de 8000 milhões de dólares (p. 18), o que equivale a perto de 30% da população activa; um ano mais tarde já mais de metade da população activa tinha um mês ou mais de salários em atraso (quadro de balanço da FR).
“É claro que a transição é acompanhada pelo aumento da desigualdade”, observa o PNUD (p. 20) que aponta o dedo ao processo de privatizações “resultante na constituição de uma reduzida e opulenta classe capitalista e de uma sociedade altamente polarizada” (p. 20). O exemplo da FR, onde o “nível de desigualdade é hoje comparável ao de certos países da América Latina” (p. 20), é elucidativo.
A hecatombe económica e social afectou países grandes e pequenos. A realidade da Moldova – uma pequena antiga república da ex-URSS – ilustra bem a amplitude da regressão e das dramáticas perspectivas de futuro para um país pobre em recursos no actual contexto neoliberal: aqui, refere o relatório do PNUD (p. 18), o “poder de compra do salário médio em 1997 é idêntico ao de 30 anos antes, em 1967”. Mas nessa altura, recorda o PNUD, “a protecção social cobria, entre outras despesas, a educação, cuidados de saúde e tratamento em sanatórios a preços baixos, licenças de férias e uma substancial proporção das despesas com a habitação” (p. 18-19).
A combinação da quebra no rendimento médio com o ascenso da desigualdade social resulta no aparecimento da pobreza (pobreza de rendimentos e humana) como realidade social. “A pobreza na Europa de Leste e CEI aumentou de 4% da população em 1988 para 32% em 1994, ou seja de 13,6 milhões de pessoas para 119,2 milhões” (p. 21). Conforme nota o PNUD, “antes da transição para a economia de mercado a pobreza em massa era desconhecida: todas as pessoas em idade activa tinham um emprego que lhes assegurava a subsistência e um elaborado sistema de segurança social que garantia a protecção dos idosos, doentes e incapacitados”. A pobreza aflige agora cerca de 20% da população na Europa Central e Oriental. Nos países da CEI o nível máximo é registado no Azerbaijão (2) com 62% da população pobre (p. 21). Na FR a pobreza afecta cerca de 31% da população (p. 21); e em 1997 cerca de 30,7 milhões de pessoas – perto de 21% da população – vivia abaixo do limite mínimo de subsistência (quadro de balanço da FR).
O relatório, refere a subnutrição como um dos factores que reflecte a pobreza de modo directo (p. 22) e salienta que, na generalidade, a quantidade e qualidade da ração alimentar das famílias decaiu face à liberalização dos preços e à quebra de rendimentos (p. 23). Assim, na Polónia, 60% das crianças sofrem de alguma forma de subnutrição e 10% das crianças estão permanentemente subnutridas (p. 22).
Este é um problema que afecta igualmente de modo muito sério a FR. Neste país, entre 1989-1994, praticamente triplicou o número de mulheres anémicas na fase final da gravidez (p. 23).
Explosão do crime
O dramático crescimento da criminalidade e corrupção (p. 23) é outro dos fenómenos assinalados, consequência do “colapso económico”. Os dados do PNUD, essencialmente extraídos dos relatórios nacionais de desenvolvimento humano (3) dos diferentes países, mostram um aumento substancial da criminalidade na maioria dos países a partir de 1989. O relatório nacional da FR de 1997, citado pelo PNUD, refere uma “subida catastrófica da taxa de criminalidade”, acrescentando que os dados estatísticos representam apenas entre um quarto e um terço do total real.
“Em muitos países – desde a FR aos países bálticos – a taxa de homicídios aumenta drasticamente” consequência do crescente mercado de serviços criminosos como os assassinatos a soldo e a extorsão (p. 24).
A explosão da criminalidade é acompanhada pela alteração da sua natureza: o mundo do crime organiza-se, a mafia estende-se numa vasta rede que penetra a economia e o poder, formando um autêntico estado dentro do estado que influencia e determina o curso da economia e das reformas sociais (p. 24-25).
Crise demográfica e populacional
“Uma crise populacional sem precedentes afecta quase todos os países em transição”, afirma o relatório (p. 39). O decréscimo da taxa de natalidade e o aumento da taxa de mortalidade provocaram um decréscimo na taxa de crescimento populacional que em muitos dos países da região se tornou negativa. Em consequência do colapso económico muitos países confrontam-se com uma dramática contracção demográfica.
“As tendências na esperança de vida são particularmente alarmantes” refere o relatório. Na FR a esperança de vida nos homens é de 58 anos (diminuição de 4 anos entre 1980-1995), dez anos menos do que na China, realça o PNUD (p. 41).
“O declínio populacional é um sinal claro do aumento da insegurança humana na região” (p. 39). O “decréscimo dos rendimentos médios, o aumento da desigualdade de rendimentos, o incremento da insegurança, incerteza e desemprego e a deterioração dos serviços sociais incluindo os serviços de saúde, conduziram à diminuição acentuada da taxa de natalidade na quase totalidade das economias de transição e ao aumento da taxa de mortalidade em muitos países”, salienta o PNUD (p. 40), para depois reforçar:
“há uma clara associação entre a amplitude do decréscimo dos rendimentos médios e a profundidade da queda da natalidade”. O relatório nota que a baixa da natalidade nos países da região não é um sintoma da melhoria das condições económicas, como acontece noutras partes do mundo, mas sim da aguda depressão económica (p. 41).
Para o PNUD, esta interpretação é suportada pela evidência da evolução das taxas de mortalidade que acusam uma subida especialmente elevada na Ucrânia e Rússia. Na FR a taxa de natalidade desce de 16 para 9 (por 1000), enquanto a taxa de mortalidade sobe 4 pontos passando de 11 para 15 entre 1980-95. O relatório constata que em 1995 a taxa de mortalidade na China, Vietname e Mongólia era menor que na esmagadora maioria dos países da ex URSS e Europa Central e Oriental.
Ruína social
A situação gravíssima de depressão populacional e demográfica é testemunhada pelo relatório do PNUD que afirma ser “difícil imaginar que algo similar pudesse alguma vez ter acontecido em tempo de paz e numa região tão vasta” (p. 42).
“A transição impôs às pessoas um custo pesado não apenas em termos do aumento da doença, da mortalidade e de uma esperança de vida menor, mas também em termos da ruína social que se reflecte no incremento do consumo de álcool, na subida drástica do consumo de drogas e no aumento da taxa de suicídios” (p. 43).
O aumento da taxa de doenças é outro dos aspectos focados no relatório que constata que muitas das doenças que estão a ressurgir poderiam ser contidas com programas de vacinação (p. 45). Na Rússia e Ucrânia a difteria reapareceu para atingir proporções epidémicas, enquanto a tuberculose duplicou na Rússia entre 1993-94. Idêntico cenário para as doenças sexualmente transmissíveis: na Rússia a sífilis cresceu de 4 para 172 (por 100.000) entre 1989-95 (p. 46). O PNUD recorda de novo que muitos dos problemas neste capítulo poderiam ser resolvidos ou limitados por um sistema de saúde público e funcional (idem).
A vulnerabilidade das crianças tem aumentado durante a transição devido ao dramático aumento da mortalidade dos adultos, da taxa de divórcios, de suicídios e às novas epidemias como a SIDA. O resultado é o crescimento do número de crianças de rua e em orfanatos (p. 6). Aliás, é sintomático que actualmente na FR existam mais crianças abandonadas do que no período posterior à 2ª guerra mundial.
Como afirma o relatório do PNUD a “transição para a economia de mercado foi literalmente letal para uma vasta camada da população” com “consequências devastadoras para o desenvolvimento humano” (p. 43).
O relatório do PNUD não aponta culpados e, não obstante o seu diagnóstico e conclusões, alude (para salvar a face?) à democracia e liberdade na região como uma realidade positiva. Mas convém perguntar que democracia e liberdade (e para quem)?
No entanto, muito mais do que a marca da censura e propaganda do pensamento único, o relatório vale, realmente, neste nosso mundo de hoje em que também a ONU é obrigada a resistir à investida do imperialismo americano (nem sempre com êxito), pelo inesgotável e vasto manancial de dados objectivos que traçam um quadro inequívoco do desastre humano e social que têm sido estes cerca de 10 anos de transição no leste europeu e na ex-URSS. Sem prejuízo da necessidade de aprofundar a análise das causas do desmantelamento do socialismo, é imperioso conhecer a história e realidade de 10 anos de restauração capitalista na região e tirar as respectivas ilações.
Notas:
1. Transição, Relatório do Desenvolvimento Humano para a Europa Central e de Leste e Comunidade de Estados Independentes, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) 1999 (em inglês);
2. O Azerbaijão é, por sinal, um dos países da ex-URSS onde é maior o investimento ocidental designadamente no sector da exploração petrolífera;
3. NHDR (National Human Development Report).
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ANTONIO CUNHA
Esta equivocado, amigo Antonio, pois de certeza que os de sta combadão não falam em pão, saude e educação para relembrarem com saudosismo o “intigamente”.
Portanto acerte lá as suas agulhas!
Que no “intigamente” não havia crime, ou melhor, tolerava-se melhor um gandulo marialva do que um comunista, essa é que é a verdadeira maxima e assim sendo não se disperse.
A falta de liberdade é sem duvida a grande mancha que para sempre ficará ligada ao comunismo mesmo que no Chile e noutros tantos paises tenha acontecido precisamente o inverso onde o comunismo foi eleito pelo voto e …….. em nome da liberdade caiu com golpes de estado, mas essa parte é demagogia e a interminavel cassete comunista.
Aliás, Antonio, para quem grita comunismo nunca mais (ainda terá de me explicar melhor essa do nunca mais, visto o PCP nunca ter sido governo) e 25 de Novembro sempre, afirmar que os comunistas andaram a lutar pela liberdade, fala muito da sua melhor caracteristica, a cooerencia.
A.R.A
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Balbúrdio.
O ordenado médio dos Portugueses é um pouco mais de 1500€. Acha que as camadas mais baixas da população vivem assim tão bem. Não confunda, uma coisa são as estatísticas outra é a realidade.
Portanto não meta os ovos todos no mesmo cesto.
Para alguém perfeitamente conhecedor das consequências negativas levadas cabo por as transformações neo liberalismo no Leste da Europa , os seus comentários são uma tagarelice sem qualquer significado, merecedor de risos e chacota. E um insulto grosseiro para quem viu as suas vidas arruinadas.
Não faça avaliação por o aumento dos novos ricos. Contabilize a pobreza crescente as injustiças sociais, a miséria e a exclusão.
A não ser que as informações da ONU sejam para agradar aos comunistas.
Mas eu como não sou simpatizante nem militante do PC. Sinto-me à vontade para desmascarar o oportunismo abjecto dos defensores do capitalismo criminoso.
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O Papa já pediu desculpa por crimes praticados pela Igreja Cristã, o governo alemão pelos nazis idem, só nunca vi nenhuma figura de topo ligada ao comunismo pedir desculpas pelos crimes cometidos em nome do comunismo(posso estar enganado). Pelo contrário, tudo fazem para os encobrirem e desculpabilizar.
A maioria dos antigos países europeus comunistas vivem hoje muito melhor. Basta para isso consultar os dados disponíveis no eurostat por exemplo. Nem tanto os números em si mas a comparação com a média europeia. Alguns destes países já ultrapassaram Portugal numa série de indicadores podendo ser considerados mais desenvolvidos que nós. Até a concentração do rendimento é menor. Tendo em conta que a diferença que nos separava, ainda à 15 anos atrás, era enorme, é impossível não concluir que a democracia e a economia de mercado devem ter alguma coisa a ver com o assunto.
O comunismo, na maioria dos países onde implementado, acabou por vontade popular. Simplesmente, as populações desses países fartaram-se de viver na miséria e sem liberdade e quiseram mudar de vida. Este pessoal que insiste em defender estes antigos regimes não tem o mínimo de respeito pelas gentes desses mesmos países, devem achar que, coitados, não sabem o que é bom para eles. Eu, se pensasse tal coisa, até tinha vergonha de a dizer.
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Cunha
Primeiro deve habituar-se (aprender talvez) em responder com algum rigor aos temas com que é confrontado.
Não fuja aos assuntos esquivando-se em banalidades ridículas. Os dados que lhe apresentei foram divulgados por instituições e organismos de credito internacional.
O Senhor presenteia-me com uma chorrilhada de asneiras e palavras escritas por um demente qualquer.
Não disse que nos hospitais Cubanos alimentavam os doentes com carne dos mortos certamente que não lhe veio ao pensamento.
Tem o descaramento de contrariar a palavra de centenas de Portugueses que têm ido tratar-se a Cuba? Se a opinião de todos tem sido unânime sobre o tratamento recebido.
Abstenha-se com as asneiras que diz porque ninguém de bom senso o leva sério.
Desse modo só pode ser entendido como um simples agitador que gosta de divertir-se com as desgraças alheias.
O Senhor tão engraçado que quer ser, passa a desgraçado. Eu disse-lhe que fui trabalhar para a URSS por conta de uma firma Italiana. Ripostou que não fui incomodado por ter apresentado o cartão de sócio do clube “qual clube se refere ?”. E as dezenas de outros que foram comigo, Portugueses, Italianos, dois Franceses, uns quantos Espanhóis, os engenheiros e encarregados, eram todos comunistas?
Trate-se dessa senilidade!
Mas primeiro responda ao que já o questionei por várias vezes. (sondagens sobre a opinião dos Alemães da RDA, a degradação vertiginosa das condições de vida dos povos de Leste, e Cuba em relação aos seus vizinhos Latino Americanos).
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O caro João Pedro, esqueceu-se de dizer que os que ultrapassaram Portugal são os mesmos que já tinham um nível de desenvolvimento mais elevado à época.
Devia ter-se lembrado da Hungria, Bulgária, Roménia, Moldávia, Ucrânia, Geórgia, Rússia, todos os países Balcânicos (excepto Eslovénia) Republicas Bálticas algumas delas já considerados Estados inviáveis, apesar da enxurrada de € enviado por a C E.
Não seja descrimicionista. Lembre-se que a noite também faz parte do dia.
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1. João Pedro 16 Nov 2009 às 2:28
O Papa já pediu desculpa por crimes praticados pela Igreja Cristã, o governo alemão pelos nazis idem, só nunca vi nenhuma figura de topo ligada ao comunismo pedir desculpas pelos crimes cometidos em nome do comunismo(posso estar enganado). Pelo contrário, tudo fazem para os encobrirem e desculpabilizar
Devem estar à espera que o “império” peça desculpa pelo genocídio dos Índios, aos Negros, aos Esquimós, que “imperador” um dia vá a Hiroshima e Nagasaki pedir desculpas. E aos povos do mundo inteiro por o rasto de morte, torturas e destruição praticados em nome da “democracia e liberdade”. Terei enganado? Ou será do saque e da pilhagem!
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“O Senhor presenteia-me com uma chorrilhada de asneiras e palavras escritas por um demente qualquer.”
Portanto, para si uma pessoa nomeada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo é uma pessoa demente.
e em relação a isto o que tem a dizer ?
EUA criticam agressão à Yoani Sanchez
HAVANA – O Departamento de Estado dos EUA divulgou ontem um comunicado censurando ataques a três blogueiros cubanos, incluindo Yoani Sanchez, que ganhou notoriedade internacional por suas críticas à vida na ilha.
“O governo americano deplora a agressão aos blogueiros Yoani Sanchez, Orlando Luis Pardo e Claudia Cadelo”, afirma o documento.
Sanchez disse na semana passada que dois agentes federais de Cuba vestidos à paisana abordaram a ela e a Pardo no bairro de Vedado, em Havana, enquanto eles participavam de uma marcha contra a violência.
Ela também afirmou que foi obrigada a entrar em um carro, assim como ocorreu com Pardo, onde os agentes lhe agrediram. Logo depois ambos foram libertados perto de suas respectivas casas.
O governo cubano não comentou os fatos. Não há como provar que autoridades de segurança do Estado estavam envolvidas, mas é comum a perseguição à opositores do governo.
“No começo do ano, a revista Time nomeou Sanchez uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Em outubro, o governo de Cuba negou permissão para que ela viajasse a Nova York para receber um prêmio de jornalismo.”
http://info.abril.com.br/noticias/internet/eua-criticam-agressao-a-yoani-sanchez-10112009-44.shl
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A saude em Cuba é optima para os estrangeiros, mas miserável para os nativos.
E já que o sistema de saude em Cuba é assim tão bom, que tal comentar as imagens que se seguem.
E já agora tenha o descaramento de dizer que são falsas !
http://resistenciaeliberdadetextoseimagens.blogspot.com/2009/05/farsa-do-sistema-de-saude-cubano.html
“Enquanto a famiglia Castro acumulou uma fortuna nababesca durante estas cinco décadas de ditadura sadocomunista, o povo cubanao é obrigado a passar por este tipo de bárbarie! Não me venham mais os esquerdopatas, colocar a culpa no embargo norte-americano! Se o embargo é culpado por isso, como então os Castro’s fizeram fortuna? Não relativizem mais, o regime que vocês tanto defendem não passa de um sadismo torpe, repugnante e que tem como “líderes” os seus psicóticos ditadores. O blefe, o engôdo de que o sistema de saúde cubano seria uma referência está desmascarado! O socialismo quer é dinheiro, suruba e prazeres desmedidos. Dizem-se contra o capitalismo e as suas grandes coorporações, no entanto não rejeitam um bom agasalho ADIDAS, NÃO É MESMO TIRANO-MOR? Se a medicina cubana fosse esta maravilha que panfletam, o ditador mais sanguinário da América-Latina não chamaria e pagaria a pêso de ouro, uma equipe médica espanhola para tratar da sua moléstia. É isso o quê vocês querem para o nosso país? Distribuir esta miséria em partes iguais para todos, enquanto vocês ficarão encastelados na luxúria e nos bacanais ideológicos que sabem promover muito bem?
Este é o país que o sr. Lulla da Selva, o seu ministro da justiça (??) Herz Genro, o mensaleiro Zeca Diabo, chamam de “democracia”.
Reconheço que no Brasil, a Saúde enfrenta problemas muito semelhantes, no entanto a implantação de um regime sadocomunista, só irá agravar o nosso quadro, lutamos no Brasil por uma melhoria das condições de vida. O nosso Sistema de Saúde encontra-se em estado precário devido a corrupção já existente anteriormente e que se tornou gigantesca no governo PeTralha. Queremos melhora e não esta calamidade que está exposta nas imagens!
Querem passar o atestado de retardamento mental para a sociedade brasileira! Não vamos permitir que isto aconteça! “
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E falando do Michael Moore deixo-lhe aqui uns videos de como realmente é a saúde em Cuba
http://www.youtube.com/watch?v=25_RgM1jHeo&eurl
http://www.youtube.com/watch?v=N6Ve9wA1cpc&feature=related
http://mises.org.br/Article.aspx?id=350
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50 A.R.A
Caro amigo, não se equivoque, aquilo que disse ouvi alto e bom som da boca de velhinho daqueles que adora o Botas.
Não sou eu que digo que o PCP lutou pela liberdade, são eles !!!!
E eu pergunto que raio de liberdade é essa onde sempre que os comunistas chegam ao poder a 1ª coisa que fazem é acabar com a liberdade das pessoas ?
Veja o Chavez !!! Já falta pouco.
Eu acho que uma das frases mais emblemáticas para os comunistas é aquela do Mussolini que dizia algo assim:
“A democracia é algo muito importante para estar na mão do povo”
Já viu, tão longe e tão perto !!!
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44 balburdio 15 Nov 2009 às 18:05
“para por alguma da maltratada verdade em ordem, alguns factos (fonte OCDE):
Evolução do salário mínimo em paises do antigo bloco de leste:”
Interessante. Por acaso, só para evitar mais maus tratos, não teria aí à mão a correspondente evolução do custo de vida?
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ANTONIO CUNHA
Eu já conheço bem esse seu chavão do “ouvi dizer”, portanto, como já vai para algum tempo que nos conhecemos peço-lhe um pouco mais de crédito.
Relativamente a infrutifera troca de videos e fotos, vamos pelo seguinte caminho para ver se o Antonio percebe o que lhe quero dizer.
Esqueçamos Cuba e vamos até o Canadá ou G.B ou até França, Holanda, Belgica, etc, etc, que não são paises comunistas mas em termos de oferta social gratuita estão bastante proximos do que defendo como comunista.
Com tantos exemplos que Michael Moore deu,
- sendo já por si estranho ser o unico a criticar abertamente os EUA por dentro, num racio de 300 milhões de habitantes, o que já nos dá que pensar acerca das liberdades individuais naquele país- porque foram os EUA utilizar Cuba para desvalorizar o roubo que é o lobby seguros+farmacia+hospital norte-americano?
Nota pessoal:
Sabe, estive em Cuba em 2004, portanto não ouvi dizer, estive lá, e após visitar a praça da revolução apanhei um “bicitaxi” e fui visitar uma maternidade com creche GRATIS perto do bairro chinês e embora não fosse uma CUF das descobertas era bem melhor que um Sta Maria ou São josé.
Já que fala de Yoani Sanchez, devo partilhar que passei uma tarde de domingo no Vedado (zona onde mora Yoani) bem perto do museu da revolução, com uma familia cubana e, em conversa, fala-mos (como não podia deixar de ser) das assimetrias economicas entre Portugal e Cuba e após contabilizar-mos o que pagamos em Portugal pela creche dos miudos, a agua, a luz, habitação ou até os medicamentos ou as idas aos hospitais, foi de facil conclusão que as nossas despesas da vida quotidiana em comparação com as deles me fez sentir um cidadão terceiro mundista até que o Jofreno (contra-revolucionario convicto numa familia revolucionaria) me relembrou da questão das liberdades individuais embora ressalvando que se algum cubano me disse-se que passava fome era mentiroso.
Resumindo, numa ilha estado que depende das importações do exterior a viver um embargo comercial de meio-seculo conseguir-se organizar de maneira tão eficiente e disciplinada para manter vivas as conquistas revolucionarias, é notavel.
Mas não esqueço que falamos de uma ditadura interna de teor comunista assim como também não esqueço a propria ditadura externa mundial em relação a este país pelo simples facto de estar-mos a falar de um estado que insiste num modelo de governação alternativo ao da maioria.
Enquanto insistir na incooerencia como pedra basilar do seu discurso, nunca chegaremos a discutir ideias mas apenas posições autistas e antagonicas.
Eu percebo-o mas será que o Antonio alguma vez me percebeu?
A.R.A
[Responder]
Meus caros A.R.A. e António Cunha
Desculpem “intrometer-me” no vosso diálogo mas, se aceitarem e, especificamente, sobre Cuba temos um “post” onde já deixei um modesto contributo. Aí “convidei” explicitamente o amigo A.R.A. e, também, todos os que quisessem debater a questão de Cuba.
Se os meus amigos concordarem, porque não aproveitar esse “post” para um debate na “especialidade”, deixando este para a “generalidade”?
Um abraço para ambos.
[Responder]
61 A.R.A
Caro amigo, quando eu digo ouvir dizer. é porque vi na tv uma entrevista a alguns idosos moradores de Santa Comba aquando da inauguração da estátua.
Parece-me que as perguntas eram genuínas e os entrevistados eram verdadeiros, e não figurantes contratados. Por isso lá está o OUVI DIZER, porque obviamente não me lembro do nome dos intervenientes.
Sobre o estado social (eu eu defendo acerrimamente) gostaria que tivesse ouvido o prof Medinca Carreira ontem no programa da sic noticias. Está lá tudo, meu caro amigo.
Em relação às comparações Cuba vs Portugal o meu amigo diz tudo no seu post. Voce FOI a cuba, e não foi o seu amigo que VEIO a Portugal. O meu amigo tem PC, net, alguma comodidade de que não prescinde, Dinheiro para ver o glorioso, telemóvel etc etc etc..
O seu amigo lá em Cuba, provavelmente não tem nada disso e os filhos são criados na rua.
Amigo ARA, cuba foi mantida pela URSS durante muitos anos para atingir os EUA, e agora são mantidos pelo petróleo de Chavez e pelo dinheiro capitalista dos turistas.
Alem do que glorificam um criminoso como Guevara !!!!
[Responder]
CAFC & ANTONIO CUNHA
Ao 1º gostaria que me orienta-se para poder especificamente comentar nesse post sobre Cuba.
Ao 2º tambem gostaria de o relembrar que, para dismistificar um pouco, quanto a telemoveis só em finais de 90 é que começou a ser usual (pelo menos cá) e que passava bem sem eles; para ver o glorioso gasto bem mais do que eles pois paguei 2 pesos cubanos (não convertiveis) para ver um jogo de baisebol ou “pelota”(embora não tenha percebido nada daquilo); PC e net são tudo comodidades superfulas que não necessitamos tal como educação gratis, saude gratis, apoio social gratis e o resto da cassete que já sobejamente conhece.
Realmente, eu fui não foi o Jofreno que veio portanto não sei qual foi a parte em que falei em ditadura que o amigo Antonio não percebeu?
Aquele Abraço a ambos, claro!
A.R.A
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E já agora naquele hiato de quase dez anos entre o soçobrar dos países socialistas do Leste e a primeira vitória de Chávez, quem é que, senão a persistência e o patriotismo do povo cubano, “manteve” cuba na via do socialismo?
É que de um dia para o outro ficaram sem compradores do seu açúcar e sem abastecedores de tudo e mais alguma coisa – desde petróleo, a alimentos, roupas, máquinas.
E contudo, perseveraram, e cumpriram com o prometido: não encerraram nem uma única sala de aula, nem abateram uma única cama hospitalar. Passaram muitas dificuldades, fome até, mas mantiveram a saúde e a educação gratuitas e com crescente qualidade para todos os cidadãos. Que nem uma aspirina precisam de pagar, muito menos um exame médico. Tudo inteiramente gratuito. Tal como a educação. O único país do mundo onde tal milagre acontece.
[Responder]
“Realmente, eu fui não foi o Jofreno que veio portanto não sei qual foi a parte em que falei em ditadura que o amigo Antonio não percebeu?”
Ó meu amigo, é que voce tem dinheiro para lá ir e o seu amigo talvez não !!! E mesmo que quisesse não o deixavam !!!!!
[Responder]
Meu caro A.R.A-
O “post” é “Uma história que vem de longe”.
Um abraço, meu amigo.
[Responder]
Cunha
Você continua a não acertar a bota com perdigota.
Contra as suas calunias , contraponho com verdades.
Mas primeiro aconselho-o que deve prestar mais atenção àquilo que lê, para responder correctamente ao que é questionado.
Repito, a pergunta que lhe coloquei. «««e Cuba em relação aos seus vizinhos Latino Americanos»»».
O Senhor em vez disso desenrolou o cardápio da vilanagem para aplicar os opróbrios mais execráveis que lá encontrou contra a revolução Cubana ao seu dirigente e como não fosse suficiente envolveu também a família.
_____Nenhum precisa da ajuda de um operário filho de camponeses para os defenderem. Os princípios genuínos da revolução Cubana em prol dos mais pobres e desfavorecidos testemunham o valor e a nobreza dos seus objectivos, conjugados com a honestidade dos seus dirigentes. São estas as armas com que Cuba tem resistido às investidas dos seus inimigos.
______Porque nenhum povo conseguia resistir como Nação ao ver o seu PIB cair de um Mês para outro mais de 50% (com a crise actual o PIB caiu menos de 10%, veja-se o reboliço que por aí vai). Cuba sobreviveu apesar de um bloqueio criminoso que lhe é imposto há mais de meio século, e ao incitamento constante que é feito aos seus habitantes para se rebelarem.
____ Nem os actos terroristas violentos praticados contra cidadãos inocentes e a turistas estrangeiros, a guerra química e biológica que lhe foi movida com a intenção deliberada de arruinar ainda mais a sua depauperada economia, surtiram qualquer efeito, porque esbarraram na muralha da unidade do povo Cubano.
Passaram muitas dificuldades, mas resistiram heroicamente e venceram com dignidade!
[Responder]
________Foi Daniele Miterrand que lançou o grito de alerta ao mundo para denunciar as terríveis dificuldades por que estava a passar o povo Cubano em consequência do agravamento das sanções provocadas pela lei Helmes/Burton.
_________Fomos nós (repito; sim nós) os trabalhadores e operários que nos mobilizamos em auxilio do martirizado povo Cubano.
Nos EUA como não era permitida a saída de ajuda directamente para Cuba, partiam caravanas de camiões rumo ao México, carregadas com auxilio.
______Isto não é ficção ou conto de fadas, aconteceu por interesses políticos.
____________O mesmo país que pratica a tortura contra inocentes e os mantém detidos sem culpa formada isolados do mundo durante anos sem saber onde se encontram. Paga a governos títeres para instalarem prisões secretas como se de fábricas de qualquer mercadoria se trata-se, move guerras sangrentas espalhando, a fome, a miséria, e a destruição em nome do combate ao terrorismo.
Ao mesmo tempo protege no seu território terroristas tipo Pousada Carrilles, que fazem explodir aviões carregados de passageiros sobre o mar. Que colocam bombas à entrada de hotéis assassinando turistas estrangeiros, para amedrontar. Dinamitam fabricas e infra-estruturas civis.
_____Para isto; já tudo é permitido? Onde está a moral e a legalidade?
[Responder]
__________Quanto a essa fortuna que fala acumulada por Fidel de Castro e da sua família, muito honestamente quero dizer-lhe que é mentira, repito é mentira!
Quando a revista Forbes lançou essa calunia. Fidel de Castro fez um desafio perante as câmaras de televisão de todo o mundo, ««««se houver alguém que consiga provar que existe um dólar que seja em meu nome ou da minha família em qualquer banco demito-me de todas as funções, já que é esse o desejo dos meus inimigos.»»»»
Sobre os carros de luxo publicado pela mesma revista, Fidel mostrou o Mercedes oficial em que se deslocava já com 20 anos.
Fique sabendo El Comandante é um homem sério, por isso a maioria do povo confia nele, e os seus inimigos respeitam-no.
Os detractores são capazes de inventar tudo. Se até assassinam inocentes o que se deve esperar mais?
Sobre as suas balelas do serviço de saúde Cubano, como a primeira não pegou (os familiares levarem comida e roupa para os hospitais, é mentir descaradamente).
Trocou-a por hospitais para nacionais e hospitais para estrangeiros. Arranje lá uma mentirota mais levezinha porque essa ainda é muito pesada!
________Quanto ao resto, e o resto, e mais o resto merece o mesmo credito.
______O Senhor além de todas as enfermidades que já aqui manifestou, está a apresentar fortes sintomas de mitómano..
Essa garatuja escrita com ortografia Brasileira, que diz ser da Time, espelha bem até onde é capaz de levar as suas fenomenologias!
Para acabar vou fazer-lhe uma confissão, usando a sua linguagem!
O sistema politico Cubano pode ser a maior Merda que existe. Orgulho-me de ser o meu, fala em nome dos oprimidos, dos trabalhadores e dos explorados.
Entrega nas mãos dos trabalhadores as decisões e as responsabilidades das suas tarefas. Enquanto para o sistema que o Senhor idolatra e defende tratam-nos como maquinas e objectos descartáveis.
________Veja a proposta do patrão da CIP quanto aos trabalhadores mais velhos.
Nem o chamado dia do trabalhador a sua claque respeita. Reprimem-nos se ousamos festejar ou manifestarmo-nos em muitos países com o rotulo de democratas.
Chamem-me aquilo que entenderem, comunista, anarquista, acratista e todos os istas que lhes dê na real gana. Mas aos os inimigos da minha classe nunca irei ceder.
Como operário sei muito bem o lugar que me pertence na sociedade!
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70 Partizan
Cuba e os cubanos não são livres nem vivem em Democracia.
O resto são distracções, com que você quer enganar os outros.
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Excelente texto
“Cuba: Meio Século de Ditadura Comunista
A família Castro festeja o quinquagésimo aniversário da Revolução e Ditadura de Cuba.
Cinquenta anos sob a direcção férrea dos irmãos Castro sem eleições livres, partidos de oposição ou sindicatos livres e, além disso,uma censura férrea em todos os meios de comunicação, incluindo os blogs da Internet que são desligados a belo prazer dos detentores do Poder.
Meio Século a dirigirem o Partido Comunista de Cuba e este como única força monopolista do Poder sem qualquer democracia interna.
Apesar de terem saído de Cuba mais de dois milhões de cidadãos que votaram com os pés e foram para a terra do inimigo, EUA, o país ainda tem presos mais de 200 pessoas por delito de opinião política.
Com um PIB per capita de 3.900 dólares, Cuba ocupa o nonagésimo lugar na escala mundial de riqueza em paridade de poder de compra. Compare-se com as críticas a Portugal feitas pelo Partido Comunista Português. E o que é Portugal ? PIB per capita português: 23.430 dólares estimados para 2008. Só 6 vezes mais a favor dos portugueses, apesar dos cubanos estarem 50 anos a serem governados por um Partido Comunista.
Não me move qualquer interesse em criticar Cuba. Sou sim movido pelo interesse em desmascarar as mentiras propaladas pelo Partido Comunista Português que pretende veicular a ideia que se estivesse no poder, Portugal estaria muito melhor; talvez como Cuba, ocupando o nonagésimo lugar em vez do excelente vigésimo nono lugar na escala mundial riqueza?
Cuba festeja o seu meio Século de ditadura com uma produção açucareira igual à registada em 1904; retrocedeu mais de um Século. Libertou-se da monocultura açucareira, mas nada colocou em sua substituição. Vive de algumas exportações de Rum, um pouco de açúcar, charutos, produtos farmacêuticos, algum café, citrinos e do turismo que não é muito rentável pois calcula-se que por cada dólar gasto por um turista se importa, pelo menos, uns 60 cêntimos de produtos diversos para o abastecer. O povo cubano vive ainda com o racionamento de quase todos os bens de consumo. Apenas a Coreia do Norte e, em parte, a Birmânia têm racionamento de bens essenciais.
Pelas suas paisagens e praias e simpatia da população, Cuba poderia receber cem vezes mais turistas do que recebe, os quais são alojados numa única zona, a de Veradero.
No início da Ditadura, o Partido Comunista Cubano defendia o fim da monocultura açucareira e substituição por uma agricultura altamente diversificada e instalação de uma vasta indústria. A realidade é que nada disso aconteceu apesar de o chamado bloqueio dos EUA a Cuba ter criado as condições para uma economia mais autónoma e o advento de uma indústria para servir o mercado interno.
De nacional, ficaram apenas alguns geradores movidos com o calor produzido pela biomassa, muitos moinhos de vento para elevar água dos poços (semelhantes aos que existiam em Portugal há mais de meio Século), torres eólicas destruídas pelos tufões porque não foram estudadas para resistir a ventos ciclónicos.
Cuba tem uma economia estatizada à excepção de alguns investimentos estrangeiros na área do turismo e da agricultura na produção de citrinos de exportação e de algumas produções ditas excedentárias na agricultura. Os trabalhadores das unidades Básicas de Produção Agricultura são recompensados com a generosidade da família Castro que lhes permite cultivar umas parcelas de terra e vender no mercado o produto do seu trabalho. Os Castro estão para os agricultores cubanos como estavam os senhores feudais da Idade Média. Saliente-se que a gigantesca quebra da produção açucareira se deve à ausência de equipamentos modernos para corte de cana e extracção do açúcar, o que dificulta muito a concorrência com os países produtores.
Cuba sofre o embargo dos EUA, mas convém recordar o que isso significa. É verdade que os EUA são anti-comunistas, mas é também verdade que Cuba nacionalizou os bens americanos na ilha sem pagamento de indemnizações, o que levou a uma proibição de passagem pelas alfândegas americanas de produtos de e para os EUA. Fidel de Castro não tomou nota que a ilha é cubana, mas os portos e alfândegas do gigantesco vizinho estão sob a autoridade americana. O curioso é que os bens americanos não valiam o suficiente para causar qualquer prejuízo aos EUA, mas a proibição de exportar e importar por parte de Cuba foi muito prejudicial ao povo cubano que pagou e está a pagar um preço elevado pela teimosia da família Castro que colocou os seus interesses antes dos do povo.
Ao longo dos 50 anos de ditadura, Cuba queimou partes da safra de açúcar num valor muito superior aos das indemnizações a pagar por uma refinaria e distribuidora de petróleo, uma empresa telefónica, uma série de casinos e hotéis mais umas delegações de empresas diversas. Um governo tem a obrigação de evitar tais embargos. Os Castro nunca quiseram negociar com as empresas americanas indemnizações em açúcar, por exemplo, com a condição de manterem a possibilidade de exportar o que quisessem para os EUA. Podemos imaginar um governo comunista em Portugal a nacionalizar os bens espanhóis e receber como retaliação o fecho das fronteiras entre Portugal e Espanha? Qual o mais prejudicado? O povo português, como é evidente.
Os cubanos vivem hoje com salários insuficientes para poderem sobreviver em condições mínimas. Os seus muitos médicos ganham 20 Euros mensais e só nos períodos em que vão para o estrangeiro trabalhar é que conseguem amealhar alguns dólares para trocarem pelos Pesos convertíveis e assim adquirirem muita coisa que os restantes cubanos com os Pesos normais não podem. Cuba tem bons serviços de saúde primários e um pouco mais, mas falta-lhe a aparelhagem moderna como os TACs, Dopplers, etc., apesar de já não serem tão caros como o eram há uns anos atrás. Mesmo assim, Cuba tem uns 3,6 médicos por mil habitantes e Portugal tem 3,4, o que é também um dos valores mais altos do Mundo. Em Cuba, os pacientes têm o costume de oferecer prendas aos médicos estatais, nomeadamente comida, para serem melhor tratados. Há uma exportação de serviços médicos para o turismo de saúde destinado a arranjar divisas, mas na medida em que essa “exportação” aumenta muito, menos fica para o Povo cubano.
Cuba tem duas moedas, uma para os mais iguais e outra para os menos iguais. Muitas famílias cubanas sobrevivem à custa das remessas que outros familiares enviam dos EUA através de países como o México, Canadá, etc., porque Cuba sofre o embargo americano, mas não o dos outros países do Mundo e foi muito ajudado pela ex-URSS e países satélites. O fim do apoio soviético resultou numa quebra de 35% do Pib nos anos oitenta e ficaram mais de 20 mil milhões de dívidas por pagar aos russos e outros tanto aos ex-países comunistas. A Alemanha reunificada perdoou a Cuba as dívidas contraídas com a ex-RDA.
O PIB cubano tem crescido a taxas superiores a 7% nos últimos anos porque partiu de valores baixíssimos e alguma actividade económica foi liberalizada. Contudo, logo após os acordos proveitosos com a Venezuela que fornece petróleo barato, muitas dessas actividades foram proibidas, salientando-se em particular as pequenas oficinas privadas de reparações de bicicletas, motos e carros, canalizações, aparelhos diversos, pequena construção civil, etc. A ditadura dos Castros teme o pequeno mecânico de bicicletas. Curioso? Os senhores feudais também temiam os habitantes livres do burgo, os burgueses, que eram comerciantes e artificies na Idade Média, apesar de necessitar dos seus serviços. “
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Puxa! Quem votou a favor do
bloqueio? Até o porta-voz de Hillary Clinton se pergunta
QUAIS foram os dois únicos países que, junto aos Estados Unidos, votaram a favor do bloqueio a Cuba? Numa entrevista coletiva, depois da condenação, pelo décimo oitavo ano consecutivo, a essa agressão norte-americana à Ilha, o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, ficou atônito diante da pergunta do repórter.
Seriam as ilhas Salomão ou a Micronésia? , sugeriram-lhe sem poder ranimar os seus sentidos.
Na entrevista com o repórter não identificado, este lhe disse que alguns países aderiram a vocês e lhe perguntou se podia lembrar quais países e falar do voto.
Acho que um deles foi Palau, respondeu Kelly.
Eu acreditava que era a Micronésia— revidou o repórter.
Ou será Israel?, insistiu.
Kelly apenas teve uma saída: a retórica usual anticubana. E começou dizendo: “Assim sendo, vou lhe dar uma explicação a respeito disso. Os Estados Unidos acreditam que têm o direito soberano de manejarem sua conduta econômica com Cuba, sua relação econômica com Cuba, conforme os interesses econômicos estadunidenses.”
Argumentou que, neste ano, os EUA exportaram US$717 milhões para Cuba… “as sanções fazem parte da política dos Estados Unidos a respeito de Cuba”…
O repórter interrompeu-o: “Mas o senhor não tem nenhuma opinião a respeito do fato de que o resto do mundo pensa que esta é uma péssima maneira de agir?”
Kelly: Bom…
Repórter: Que o mundo inteiro, bom, à parte de Palau…
Kelly: Isto parece ser um exercício anual que…
Repórter: É um exercício anual para lhes dizer o que o mundo inteiro pensa…
Kelly (ainda mais surpreso): Parece ser uma espécie de inércia da Segunda Guerra Mundial. A sugestão de que não estamos prestando ajuda a Cuba é falsa… Isto é, somos um dos mais importantes provedores de ajuda humanitária a Cuba.
Devemos esclarecer que, para Kelly, bem como para a administração norte-americana, a venda a Cuba de produtos agrícolas bem paga e à vista é “ajuda humanitária”.
O que resta da entrevista se perdeu na habitual profusão de ataques a Cuba e no estranho discurso sobre os direitos humanos por parte de uma nação que não fecha o centro de detenção de Guantánamo e que é a que mais indivíduos, fundamentalmente afro-americanos ou latinos, mantém em suas penitenciárias. Tudo isso, sem falar do desemprego em massa que obriga milhões de compatriotas do porta-voz do Departamento de Estado a dormirem nas ruas.
(Jean-Guy Allard)
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