“Com esta proposta [de alteração legislativa] não vamos acabar com o aborto clandestino nem facilitar o acesso a condições medicamente seguras para o aborto” Maria Rosário Carneiro, Telejornal 04/02/07


Sem respostas ao post “Eu não diria melhor II”  

  1. 1 1  Eduardo

    O ‘NÃO’ afinal quer o ‘SIM’. Sejam bem vindos e vamos acabar com esta lei ridícula.

  2. 2 2  Luís Marvão

    Esta frase é um verdadeiro tiro no pé, não sei quem a proferiu tem disso consciência.
    Pegando nas palavras da deputada Rosário Carneiro, iríamos continuar sob o estigma do aborto inseguro e clandestino. Apenas a mulher deixaria de ser penalizada, mas já o clínico continuaria sê-lo.
    Em suma, ficaríamos com uma lei similar à da Polónia, que prevê pena para o médico que pratique o aborto fora dos casos prescritos.

  3. 3 3  Zé Luís

    Poema de Renato de Azevedo:

    Era tão pequeno
    que ninguém o via.
    Dormia sereno,
    enquanto crescia.
    Sem falar, pedia
    – porque era semente –
    ver a luz do dia
    como toda a gente.
    Não tinha usurpado
    a sua morada.
    Não tinha pecado.
    Não fizera nada.

    Foi sacrificado
    enquanto dormia.
    Esterilizado
    com toda a mestria.
    Antes que a tivesse,
    taparam-lhe a boca

    Tratado, parece,
    qual bicho na toca.

    Não soltou vagido.
    Não teve amanhã.
    Não ouviu: “– Querido…”
    Não disse: “– Mamã…”

    Não sentiu um beijo.
    Nunca andou ao colo.
    Nunca teve o ensejo de pisar o solo,
    pezito descalço.
    andar hesitante,
    sorrindo no encalço
    do abraço distante.
    Nunca foi à escola
    de sacola ao ombro,
    nem olhou estrelas
    com olhos de assombro.
    Crianças iguais
    à que ele seria,
    não brincou com elas
    nem soube que havia.

    Não roubou maçãs,
    não ouviu os grilos,
    não apanhou rãs
    nos charcos tranquilos.
    Nunca teve um cão,
    vadio que fosse,
    a lamber-lhe a mão,
    à Espera do doce.

    Não soube que há rios
    e ventos e espaços.
    E Invernos e estios.
    E mares e sargaços,
    e flores e poentes.
    E peixes e feras –
    as hoje viventes
    e as de antigas eras.

    Não soube do mundo
    Não viu a magia.
    Num breve segundo,
    foi neutralizado
    com toda a mestria:
    Com as alvas batas,
    máscaras de Entrudo,
    técnicas exactas,
    mãos de especialistas
    negaram -lhe tudo
    (o destino inteiro…)

    - porque os abortistas
    nasceram primeiro.

  4. 4 4  Morrer na Praia

    SERÁ QUE O ABORTO É A UNICA QUESTAO NACIONAL QUE REALMENTE INTERESSA?!NAO HA LUGAR PARA BATER PALMAS Á DECISAO DO PROCURADOR-GERAL DA REPUBLICA de ABRIR UM INQUERITO-CRIME AOS VOOS DA CIA EM PORTUGAL?(Coisa que tem suscitado um misterioso silencio do Daniel)

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Senhor Zé Luís, nunca sacrifique a literatura e a arte em nome de uma causa. Nunca o faça. No futuro sentirá sempre vergonha. Esse poema, fosse contra ou a favor da despenalização do aborto, contra ou a favor de qualquer outra coisa, é abaixo de gato.

    Já agora, segundo o blogue de neo-nazi Último Reduto o poema acaba assim: «porque uns socialistas nasceram primeiro.»

    A adaptação é sua?

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    Morrer na Praia,

    Já escrevi várias vezes sobre o tema. Até 11 de Fevereiro é sobre isto que escrevo. O blogue é meu e os dedos também são meus.

    Tentarei regressar a todos os temas pendentes depois disto. Esta campanha é para mim mais importante do que qualquer campanha partidária. Estou mais empenhado nela do que em qualquer outra. E este blogue não tem de traduzir as prioridades do país. Só as minhas.

  7. 7 7  Lidador

    Claro que o blogue é seu e os dedos também, mas caramba, isto assim não tem piada. O que eu gosto neste blogue é de nele pontificar um cromo perfeito de tudo aquilo que eu detestaria ser, escrever e pensar. E aproveitar a blogosfera para martelar no tipo de ruminâncias que os cromos da esquerda tonta acreditam serem os seus “raciocínios” , mas que no fundo não passam de preconceitos, ideias feitas e pulsões básicas.

    Ora como isto do aborto, apesar das certezas absolutas do Daniel, é um assunto bastante mais complexo do que ele acredita, um gajo fica sem assunto para treinar a estocada.

    Bolas, pá, acabem lá com esta coisa do aborto, para podermos voltar aos bons velhos tempos…

  8. 8 8  Zé Luís

    Senhor Daniel, acredite que fiquei extremamente surpreendido por não me ter criticado violenta e sarcasticamente(se fosse no início da campanha talvez o fizesse, mas agora o cansaço já pesa sobre todos). Este poema conheço-o há pouco tempo, é certo, mas já deu para perceber que o senhor é um sortudo para ir logo parar a um blog neo-nazi quanto existem tantos blogs com o mesmo poema e na forma original e correcta (mas mesmo se eu soubesse que era de um neo-nazi/nazi talvez não o tivesse “comprado”, e daí talvez não, também ouço Wagner e Orff, mas não comparemos, não comparemos…)
    Não me diga que não é bonito, vá lá, pode não ter gostado, mas bonito sempre será.
    E a favor do aborto
    não é de certeza.
    Dá certa tristeza
    Saber que está corto,
    Um feto, um ser,
    Que está pra nascer.

  9. 9 9  a.pacheco

    No dia em que a sede nacional do PS foi vandalizada pelos partidários do não.

    Cavaco Silva condecorou Souto Moura o ex-Procurador Geral da Republica, que manipulou o caso Casa Pia.

    Coincidência…Talvez não….

  10. 10 10  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,
    a sua intervenção no “Prós e contras” foi muito esclarecedora. Não posso interpretar a pergunta. Ninguém pode interpretar a pergunta. E eu a pensar que toda e qualquer pergunta precisava de ser interpretada antes de ser respondida.

    Quanto a si já vi que não vai fazer interpretação nenhuma da pergunta, eu antes de votar vou procurar interpretá-la e pensá-la demoradamente.

  11. 11 11  Manuel Dias

    Daniel, pessoas intelectualmente desonestas há muitas: ao menos tenham consciência de que são desonestas. Você não tem. As pessoas do seu partido também não. Pensam por norma que os vossos propósitos, nobres propósitos, claro, estão acima de tudo, ou seja, estão acima da democracia que tão acérrimamente estão convencidos que defendem. Para pessoas como você, os fins justificam os meios.
    Faço esta afirmação a propósito da sua intervenção no Prós e Contras desta noite.

    Estou a falar de si, que já publicamente defendeu diversas vezes que o resultado do último referendo sobre o aborto nem deveria sequer ser vinculativo por falta de participação do eleitorado – devia assim estourar pela primeira vez na sua sua cabeça o mito de que você é um democrata.

    Estou a falar de si, que por diversas vezes defendeu publicamente que o governo não deveria sequer agora estar a recorrer ao instituto do referendo para aprovar uma nova lei sobre o aborto, pelo risco da resposta não viar novamente a ser do seu agrado – devia assim estourar pela segunda vez na sua sua cabeça o mito de que você é um democrata.

    Estou a falar de si, que apesar de todas as posições defendidas anteriormente, hoje à noite defendeu que qualquer que seja o resultado do novo referendo (independentemente da participação, assumo), o resultado deva imperativamente ser respeitado, o que no seu pequeno mundo binário do preto e do branco só pode significar duas consequências possíveis: a vitória do NÃO é a manutenção, à força, de uma lei que para si é medieval e que injustamente condena mulheres à prisão por crime de ab… de IVG! (convém dourar a pilula); a vitória do seu SIM é a total ausência de direitos do elo mais fraco desta cadeia, que você convenientemente esquece (curiosa esquerda a sua), que um pai e uma mãe chamam de filhos, mas que você, mais uma vez, convenientemente, chama de feto – nesta fase, não só deveria explodir pela terceira vez na sua cabeça o mito de que é um democrata como também de que é um humanista.

    Aponto mais uma vez o dedo a si, que através de um esquema mental muito imbecil na sua simplicidade – o pior cego é o que não quer ver-, de negar a existência de uma vasta maioria de pessoas na sociedade portuguesa que é contra a prática do aborto livre mas que também não quer ver as mulheres que o praticam na cadeia – vasta maioria esta que tem opinião diferente da sua e que você acha que não deve ser considerada – quarta explosão: apresenta-se como um nobre defensor das minorias mas teima em não querer enxergar à sua frente uma maioria consensual - é salazarento.

    Desde 84 evoluí na minha opinião. Primeiro fui contra a lei actual, agora eu próprio sou melhor democrata e acredito que a lei actual é a melhor solução. Incoerência? Reservo-me o direito de ter algumas. Esta certamente não o é, é sim uma opinião que evoluiu, o que no meu ponto de vista é positivo (penso que você convive bem com o facto de já ter acérrimamente defendido a ideotice das ideias comunistas que mataram tanta gente – até se gaba de já ter feito o mea culpa). Soluções? Em alguns países o aborto é considerado um crime sem pena. Esta solução teria a aprovação da esmagadora maioria dos portugueses. Duvida? Nem o vou tentar convencer, você com certeza consegue adivinhar a minha lenga-lenga da tolerância – sou a favor da contracepção, do planeamento familiar, consigo fechar os olhos à pilula do dia-seguinte, mas a vida…

    Respeito a maioria da pessoas que votam SIM e, óbviamente, acredito nas suas boas intenções (apesar de concordar com aquela história do inferno). A si não respeito nada pelas razões atrás descritas. Apenas leio o seu blogue por divertimento – chamo-lhe pornografia: não é que faça mal, mas também não me parece que as pessoas estejam em posições propriamente apresentáveis.

    O Daniel adora ver-se como um «fora do sistema». Um justiceiro. Hoje até parecia o Zorro. Mas os media, o sistema ao qual pertence e no qual pretende ter influência através da sua opinião tem uma qualidade muito fraca – você próprio o diz. Saiba também a sua falta de honestidade intelectual não o faz sobressair deste sistema, ajuda apenas a nivela-lo. E o seu blogue é apenas um saco para dar pancada.

    Manuel Dias

  12. 12 12  MAnuel Dias

    “Já escrevi várias vezes sobre o tema. Até 11 de Fevereiro é sobre isto que escrevo. O blogue é meu e os dedos também são meus.
    Tentarei regressar a todos os temas pendentes depois disto. Esta campanha é para mim mais importante do que qualquer campanha partidária. Estou mais empenhado nela do que em qualquer outra. E este blogue não tem de traduzir as prioridades do país. Só as minhas.”

    Eu acrescentaria:

    -Esta é uma missão para o ABORT MAN. It´s a dirty job, but someone has got to do it.

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    «Estou a falar de si, que já publicamente defendeu diversas vezes que o resultado do último referendo sobre o aborto nem deveria sequer ser vinculativo por falta de participação do eleitorado»

    Quando? Onde?
    Defendi e defendo desde a primeira hora que o resultado do referendo deve ser respeitado. Seja ou não vinculativo. Ganhe o sim ou o não.

    «Estou a falar de si, que por diversas vezes defendeu publicamente que o governo não deveria sequer agora estar a recorrer ao instituto do referendo para aprovar uma nova lei sobre o aborto»

    Quando? Onde?
    Basta ler o texto que está aqui linkado na coluna direita (http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2006/12/porque_voto_sim) , escrito há quase dois meses, e ouvir o que tenho dito sobre o tema, incluindo no programa “Eixo do Mal” em divergência com a Clara Ferreira Alves: defendo e defendi o referendo para alterar a lei. Não tem de acompanhar o que vou escrevendo e dizendo. Mas tem obrigação de se informar antes de insultar e pôr em causa a honestidade alheia.

    Pode ler no texto de que lhe dei o link:

    «Feito o primeiro referendo, havia duas leituras possíveis: a formal e a política. A formal dizia que nada impedia a alteração da lei pelo Parlamento. A política dizia que a um resultado político de um referendo só outro resultado político de outro referendo podia responder. A minha é a segunda. Por isso, defendi, desde a própria noite do referendo de 1998, um novo referendo, quando um tempo razoável passasse sobre aquele. Esse tempo razoável (e vários julgamentos inéditos) passou.»

    Antes de chamar desonesto e pôr em causa a coerência dos outros tenha pelo menos a decência de se informar sobre as suas posições em vez de as inventar. Essa sim, é uma postura desonesta.

    Passar bem

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    A minha e a sua interpretação são irrelevantes. Conta a do Tribunal Constitucional que já a interpretou, considerando que a palavra “despenalização” é adequada. Quem vota contra a despenalização vota contra a despenalização

  15. 15 15  Miguel Nascimento

    Gostei muito de vê-lo pôr-se em bicos de pés para que todos notassem que estava lá. O Daniel faz as coisas com ponderação. Primeiro senta-se ao lado da namorada do primeiro-ministro, para que as câmaras sintam a sua presença. Depois, intervém com o seu tom de doberba e arrogância e de quem tem o mundo contra si e a razão do seu lado.

    O Daniel sabe que Sim é Sim, Não é Não e Despenalizar é Despenalizar, mas pelos vistos não sabe o que é uma pergunta e como se toma uma decisão. Bem sei que não tem experiência. Um comentador não precisa de decidir, e no seu partido também não há muito espaço para o fazer, mas acredite que há quem pase o dia a fazê-lo e decidir não é responder sim ou não e pensar que o Tribunal Constitucional e o Presidente da República já pensaram por si…(vindo das suas esquerdas eu entendo a ideia, mas essa já demos)
    Felizmente os portugueses, tirando algumas excepções, não são parvos!

    “Defendi e defendo desde a primeira hora que o resultado do referendo deve ser respeitado. Seja ou não vinculativo. Ganhe o sim ou o não.”
    Então porque não respeita a decisão de 98? Então porquê o desconforto com o resultado e incapacidade para aceitar propostas honestas e pensadas sobre a questão que surgiram no parlamento desde então? Porquê ser tão intrasigente com os “Independentes pelo Não” que entendendo que as pessoas não gostam da pergunta e o que querem não é aquilo que lá está escrito (e basta falar todos os dias com as pessoas à nossa volta) estão a fazer uma proposta séria e possível (sim, claro que é!) de ir ao encontro da vontade das pessoas?

    Ontem vi tanta arrogância e persunção do seu lado! Só me faz pensar que para alguns de vocês se trata de facto de um combate político. Trata-se de ganhar a todo custo aquilo que perderam no passado pela via democrática que tanto proclamaram ontem…

  16. 16 16  Anónimo

    Esse decisão do tribunal constitucional é das coisas mais polémicas que lé passaram por 7/6 em 13 votos diz coisas assim :
    Pode se ler aqui

    http://www.alamedadigital.com.pt/n4/pdf/acordao_controverso.pdf

    iii) O Acórdão, para além do facto de ter ignorado quaisquer elementos científicos emergentes da chamada “revolução
    ecográfica” terá sustentado a restrição da protecção penal da vida humana intra-uterina, na primazia do direito ao
    desenvolvimento da personalidade da mulher a qual compreenderia o direito a abortar como efeito de uma concordância
    prática entre os dois valores; ora essa concordância não terá sido, nem fundamentada nem sequer realizada,
    transformando-se o referido direito ao desenvolvimento da personalidade da mulher, numa “fórmula vazia”, justificante de
    todas as opções que se pretenda legitimar ( Voto de vencido do Consº Mota Pinto);

    Depositar exclusivamente na vontade da mulher, em nome do direito à valorização da sua personalidade, a eliminação de uma
    forma de vida humana intra-uterina que se não teria formado sem a intervenção masculina pode constituir uma discriminação
    infundada da vontade progenitor na decisão abortiva, a qual é totalmente suprimida na questão. No fundo poderia
    argumentar-se que a referida questão colocada a referendo permitiria, por outros meios e palavras, a legitimação do teor
    campanha mais radical do sim que marcou o último referendo, o qual se centrou no lema “na minha barriga mando eu”.
    Sobre esta matéria, o Acórdão poderia ter dado como assente algo cuja constitucionalidade deveria ter testado, ou seja, que avontade relevante para abortar constituiria um exclusivo da mulher, mesmo que manifestada contra a vontade do pai) Considerando inaceitável o sacrifício de um bem constitucionalmente protegido “por simples vontade da mãe” e
    independentemente de qualquer motivação ( Consº Moura Ramos);
    i) E estimando ser inconstitucional “a total liberdade da mãe quanto ao destino de uma vida humana que já iniciou o seu
    percurso” desconsiderando-se a vontade do outro progenitor ( Consº Mota Pinto).

    Julga-se que o conteúdo das objecções feitas ao Acórdão, dentro do próprio Tribunal Constitucional, teve o mérito de traçar
    na comunidade jurídica os pontos fundamentais onde se deve mover o debate sobre a admissibilidade ou inadmissibilidade
    constitucional do aborto, importando que as Universidades intervenham para discutir o tema no plano do Direito e projectar as
    respectivas conclusões na Comunidade.

  17. 17 17  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,

    “A minha e a sua interpretação são irrelevantes. Conta a do Tribunal Constitucional que já a interpretou, considerando que a palavra “despenalização” é adequada.”

    Daniel, toda e qualquer pergunta precisa ser interpretada para ser respondida – pelo menos fora da sede do BE. É um facto cognitivo, constitutivo e inalienável da capacidade humana de resposta a uma pergunta, até mesmo quando nos perguntam as horas. Sem interpretação, não há resposta. Se há resposta, há interpretação.
    A interpretação só pode ser feita pelo pensamento. A sua interpretação e o seu pensamento não têm sido irrelevantes para mim, que o leio quase diariamente e o incito a pensar mais e melhor. Fico triste pelo facto de a minha interpretação e o meu pensamento, assim como o de muitos outros portugueses, serem para si “irrelevantes”. Essa é a sua forma de estar numa sociedade democrática, não a minha, nem a da generalidade das pessoas do “não” e do “sim”.
    A sua forma de encarar as coisas é relevante. Dá para perceber melhor o modo como você influencia e é influenciado pelo BE. Importa fazer campanha, mas é proibido pensar! Ao defender a ininterpretrabilidade da pergunta, o Daniel afirma-se como o mais recente defensor da MACHADA QUE CORTA A RAIZ AO PENSAMENTO! Obrigado, mas não! Sou contra a lobotomia! Eu devo interpretar, eu devo pensar e enquanto não houver uma polícia neurológica que me impossibilite de o fazer, vou continuar a fazê-lo. Porque nenhum Tribunal Constitucional, nenhum político, nenhum polícia pode jamais alguma vez assumir as minhas responsabilidades, pensar os meus pensamentos ou substituir a minha interpretação.
    SOMOS LIVRES PARA PENSAR!
    PODEMOS INTERPRETAR!
    PODEMOS VOTAR “NÃO”!

  18. 18 18  Morrer na Praia

    Daniel,tem toda a razao,o blogue é seu,insere nele os temas que quiser.Mas recordo-lhe que antes do referendo,você nunca se dignou em responder a questoes que eu coloquei:1)a sua comparaçao(delirante)entre Castro e Pinochet;os voos da CIA,etc.Alias sobre os voos da CIA,o BE FOI O UNICO PARTIDO QUE NAO REAGIU A QUESTOES IMPORTANTES COMO:Inquerito parlamentar e inquerito-crime ordenado pela PGR.Porque será?…

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