Por Daniel Oliveira
Um tribunal italiano condenou mais de 20 antigos agentes da CIA e dois agentes da sua secreta pelo rapto de um imã egípcio em 2003, em Milão. Depois do rapto, Abu Omar foi preso no Egipto e torturado durante quatro anos. Os norte-americanos foram julgados à revelia e vai ser pedida a sua extradição.
38 comentários 4 Nov 09 em Sem categoria



Bem podem os italianos pedir a extraditação… os americanos vão fazer-lhes um manguito, e dos grandes. Agora gostava de ver o Daniel Oliveira falar sobre o facto de o bondoso Omar ser membro de uma organização terrorista (al-Gama’a al-Islamiyya), responsável pela morte de Anwar Sadat e pelo massacre de 1997 em Luxor. Mas tenho um pressentimento que esse facto vai ser pura e simplesmente “esquecido”. A malta de esquerda tem tendência a esquecer-se desses “pormenores”. Basta ver o caso do Hamas…
[Responder]
E o nobél da paz vai nisso?Duvido:Bemse calhar sou capaz de pôr as mãos no lume,ehehehe!
[Responder]
Muito bem! E nem precisaram da Ana Gomes.
[Responder]
“Depois do rapto, Abu Omar foi preso no Egipto e torturado durante quatro anos.”
É mais assim Daniel; Depois do rapto, o TERRORISTA Abu Omar foi preso no Egipto e ALEGADAMENTE torturado durante quatro anos.
Faltou dizer que Abu Omar é um assassino. Foi membro de uma organização terrorista, ligada ao assassinato de Sadat, e que tinha como objectivo o derrube do governo Egípcio. Esta organização foi ainda responsável pelo atentado que provocou a morte a 63 pessoas em Luxor, a 17 de Novembro de 1997.
Tendo em conta que existe a pena de morte no Egipto ter passado quatro anos de cana até nem foi mau.
Fez-se uma especie de justiça.
Justiça era terem executado este dejecto humano, Daniel.
[Responder]
Correção: “declara-se justiça”.
[Responder]
Até faz inveja, nós nem conseguimos condenar corruptos, até nisso a Espanha nos ganha e a Itália já treinou muito com Mafiosos, portanto é mais fácil. Agora não estou a ver os americanos irem até Itália para cumprirem penas, isso é outra conversa.
Por cá, até é ,à americana, português que escape, só vem se quiser e quando lhe apetecer.
[Responder]
“extradição de tipos da CIA”?
umas resmas de papelada, resultado zero!
4 José Bastos
disse a primeira parvoice que lhe ocorreu, ou é capaz de apresentar provas?
não sei onde é que foi buscar essa ideia peregrina de ter sido algum militante da Irmandade do Islão que executou Sadat. Ao que se consta (porque nunca foi apurado) quem o fez foram 4 soldados a mando do vice presidente Mubarak… que aliás estava na tribuna e escapou ileso. Há quem diga que ele próprio diaparou o tiro de misericórdia em Sadat com uma pequena pistola…
Normalmente nestas coisas, “Terroristas” são os tipos que estão na cadeira do Poder…
[Responder]
E conseguiu resistir a quatro anos de tortura?
Fónix que o fdp do terrorista é dos tesos.
[Responder]
Deve ter sido para trocar o homem por uns quantos elementos da CIA “retidos” no Egipto. Quanto mais se mexe na porcaria mais mal ela cheira!
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 5th, 2009 at 0:12
Não, Manolo. Os raptos eram para garantir que se torturavam as pessoas onde isso não levantava problemas legais. Deixar que outros fizessem o trabalho sujo. Alem do mais, o Egipto é um aliado dos Estados Unidos.
E A EPIDEMIA DE DENGUE EM CABO VERDE ??
OS HOSPITAIS ESTÃO EM RUPTURA
HÁ MORTOS POR TODO O LADO
A COMUNIDADE PORTUGUESA ESTÁ EM PERIGO
[Responder]
#7 xatoo
Caro amigo, aprenda a ler antes de dizer disparates.
“Ao que se consta…” ???
“Há quem diga…”???
“Normalmente nestas coisas…”???
Não me diga que andou a falar com a sua porteira outra vez?…
[Responder]
11
obviamente, o crime nunca teve uma averiguação concludente e, tal como eu, o José Bastos também
não é capaz de apresentar provas da boutade que debitou,, e mudou de conversa
[Responder]
“Justiça era terem executado este dejecto humano, Daniel.” diz o sionista José Bastos (Heil José)
Não foi ele que executou o traidor Sadat. Não teve essa honra. Todos os egípcios e árabes em geral gostariam de a ter, mas são centenas de milhões para um só ditador corrupto e capitulacionista… Ficará para a próxima, talvez com o porco Mubarak, tão “collabo” como Sadat…
Mas bravo às autoridades italianas…finalmente começaram a guerra ao terrorismo…É bom que os terroristas procurados não metam o nariz fora dos EUA, porque senão vão dentro…
[Responder]
José Bastos, fiquei curioso: qual é a sua definição de “terrorista”? Consegue dar-nos uma definição, racional e coerente, que inclua Abu Omar mas não inclua, por exemplo, D. Afonso Henriques?
[Responder]
#13 xatoo
Desde que entenda o significado da palavra ‘ligada’ tudo o que eu disse são FACTOS.
Quer provas de quê, ao certo?
Na sua cabeça a Cia terá organizado uma complexa operação em Itália para sequestrar um pobre inocente…
Faz todo o sentido. Se calhar, para tornar tudo mais credível, devia era ter começado por dizer; “Ouvi dizer pela porteira do xatoo…”
Por último, deixe que lhe diga que a do Mubarak a dar o tiro de misericórdia no Sadat é genial!
[Responder]
#15 José Luiz Sarmento
No caso presente nem preciso de lhe dar a minha definição, é assim; membro de uma organização terrorista = terrorista, ponto final, parágrafo.
D. Afonso Henriques, ao que sei, nunca terá pertencido a qualquer organização terrorista pelo que fica excluido da minha regra.
Exponha lá agora a sua definição, de modo a incluir os dois individuos que mencionou.
Fiquei curioso e acho que não serei o único.
#14 Euroliberal
Muito obrigado pela comicidade, já habitual, da sua contribuição. Volte sempre.
[Responder]
#15 José Luiz Sarmento
Em termos de definições de “terrorista” já temos uma pérola;
“Normalmente nestas coisas, “Terroristas” são os tipos que estão na cadeira do Poder” – xatoo
Peça ao Euroliberal que lhe dê a dele, vai dar para rirmos todos mais um pouco.
[Responder]
a questão foi posta aqui em 4 José Bastos: “disse a primeira parvoice que lhe ocorreu, ou é capaz de apresentar provas? (sobre ter sido o “terrorista” Abu Omar que limpou o sêbo a Sadat)
o Bastos não respondeu, mas a capacidade de diversão dos vultos bushistas nestas questões é extraordinária
Esta história é um clássico (como em Aldo Moro que quando se dirigia para o Parlamento para assinar um compromisso de coligação com o Partido Comunista foi alvo do rapto e subsquente assassinato, imputando-se as culpas aos radicais de esquerda (vidé Operação Gládio)
Como em Nasser que horas depois de ter conseguido um acordo efectivo para a paz no Médio Oriente, morreu na cama com Sadat a ler-lhe o Alcorâo à cabeceira; Também depois, exterminada a ideia da “grande nação árabe” igualmente Sadat (apenas um fantoche útil para apaziguar o povo egipcio) por sua vez, após cumprir a função, se converteu num lider demasiado pacifista para o gosto dos EUA & Israel, – a não persistência de um clima de guerra permanente na região é mau para o negócio do complexo industrial militar…
[Responder]
José Bastos, não lhe ensinaram na escola que uma definição não pode incluir o termo definido? Quanto à minha definição, já lha dou, mas primeiro quero vê-lo descalçar este par de botas.
[Responder]
JOSE BASTOS
«Na sua cabeça a Cia terá organizado uma complexa operação em Itália para sequestrar um pobre inocente»
A CIA ficou recentemente ao descoberto com o conhecimento de 3 centros de detenção ilegais na Europa (FACTO PROVADO);
a CIA ficou conhecida pela detenção de 20% dos 385 suspeitos de terrorismo detidos na base naval americana de Guantânamo, em Cuba, que foram considerados inocentes embora a sua libertação esteja sendo adiada há meses e pode demorar muitos mais porque o governo dos Estados Unidos não sabe para onde enviá-los (FACTO PROVADO);
a CIA é conhecida pelo trafego ilegal de prisioneiros (FACTO PROVADO);
a CIA é conhecida pela práctica de tortura em territorio não nacional para que assim as leis do país (EUA) não sejam infringidas (FACTO PROVADO);
idem, idem ««
Portanto, Jose, acredito que perdeu uma bela oportunidade de estar calado!
A.R.A
[Responder]
#20 José Luiz Sarmento
Não lhe ensinaram na escola a diferença entre as palavras “definição” e “regra”, ou custa-lhe entender o que está escrito?
Vou separar as frases importantes e destacar as palavras chave, para que entenda:
“No caso presente nem preciso de lhe dar a minha DEFINIÇÃO” e ” fica excluido da minha REGRA.”
Vá lá pensando na sua definição, estou ansioso.
[Responder]
#19 xatoo
Outro com dificuldades de leitura, ‘dassss….
Caro xatoo,
Eu escrevi; “Foi membro de uma organização terrorista, ligada ao assassinato de Sadat”
Você interpretou; “sobre ter sido o “terrorista” Abu Omar que limpou o sêbo a Sadat”
Qual é a sua dificuldade, quer que lhe faça um desenho? Peça ajuda à sua porteira, homem.
[Responder]
#21 A.R.A
Faltou-lhe dizer: Abu Omar foi membro de uma organização terrorista responsável por dezenas de mortes (FACTO PROVADO)
Tente perceber, eu NÃO CONCORDO com o sequestro levado a cabo pela CIA mas, da mesma forma, não concordo que se tente fazer passar por anjinho um ASSASSINO.
O também dejecto humano Timothy McVeigh foi executado e bem executado por ser um ASSASSINO, Abu Omar merecia o mesmo.
[Responder]
JOSE BASTOS
Vamos lá recapitular o tema do post:
«…rapto de um imã egípcio em 2003, em Milão…»
Que o Jose chame para si qualidades juridicas porque………sim, é algo que já estamos mais que habituados num país onde o primeiro ministro se auto-intitula de engº.
Mas uma coisa é uma ……. coisa, outra é a realidade e a realidade é que o mundo já se devia ter mostrado bem mais repressivo contra uma organização que “inventou” a palavra terrorismo através de actos criminosos, que desde o fim da guerra fria deveriam, de uma vez por todas, ser julgados á luz da lei internacional ao invés de andarem impunemente a “fabricar” arqui-inimigos para justificarem a sua ignobil existencia.
O constante branqueamento da sua acção global, passada e presente, é uma das maiores atrocidades que o mundo vem experimentando sem se dar realmente conta da extensão dos tentaculos deste verdadeiro polvo de poderes obscuros e condicionantes de um mundo que se pensa democratico.
E reafirmo: PENSA!
Abu Omar é apenas mais um peão que teve o resultado de uma sentença que foi contra todas as probabilidades, para servir de exemplo de soberania de um país em relação á tal impunidade de acção de que goza a CIA a nivel mundial.
Foi como a dizer a quem de direito que em Italia quem prende são os italianos e nisso o «Il Duce» Berlusconi é eximio a defender.
Portanto, a meu ver, este caso é mais uma tomada de posição do que qualquer preocupação pelo rapto e tortura de um suspeito que nem a nivel juridico deveria assim ser denominado pois se assim fosse deixaria de ter qualquer nexo a necessidade de o raptar.
Aconselho o Jose a deixar de acreditar tanto nos filmes da «Missão Impossivel» porque os americanos estão longe de ser os bons da fita e a CIA é uma das maiores aberrações que eles já pariram.
Acorde criatura!
A.R.A
[Responder]
José Bastos:
Quem parece ignorar a diferença entre “definição” e “regra” é você. Pedem-lhe uma definição racional, dá uma definição tautológica, e pensa que está tudo bem porque lhe chama “regra”. Apesar de ter usado um sinal de igual e tudo.
Temos então que “membro de uma organização terrorista = terrorista”. Mas atenção, isto não é uma definição, é uma regra. Se fosse uma definição, teria que ser racional e conforme com a realidade; mas como é uma “regra”, você fica dispensado destas maçadas. É assim porque sim. Porque você decidiu que fosse.
A sua “regra” não vale nada. É arbitrária. Se não consegue dizer por que critério chama “terrorista” a um homem, também não pode dizer por que critério chama “terrorista” a uma organização. Pensando fugir à questão, apenas a desloca do plano individual para o colectivo.
Olhe, “terrorista” é a pessoa ou a organização que pratica o terrorismo, sendo que o terrorismo é uma táctica de guerra que consiste em atacar populações civis de maneira a que fiquem amedrontadas, e os seus líderes condicionados e enfraquecidos por esse medo.
Isto, sim, é uma definição racional e coerente. Pode discordar-se dela, mas para isso é preciso opor-lhe outra igualmente racional e igualmente coerente. Não é uma regra: é assim porque está conforme com a realidade, e não porque alguém o decidiu.
De acordo com esta definição, tanto o Abu Omar como o D. Afonso Henriques foram terroristas. Continuo sem saber se você é capaz de me dar uma definição alternativa que inclua um deles e exclua o outro.
[Responder]
#25 A.R.A
Até posso concordar que se tenha inventado a palavra “terrorista”.
Para mim ela apenas serve como capa para mascarar uma escumalha de cobardes assassinos, com agendas nebulosas, que pretendem ver cumpridas desprezando os processos democráticos.
A.R.A, meu caro amigo, o muro caiu há 20 anos! Você ficou cristalizado nos anos 50, devia sair mais, vá ver um filme a cores.
Como dizem os “outros”, lighten up dude.
[Responder]
JOSE BASTOS
Agora fiquei confuso com esta sua ideia:
«Até posso concordar que se tenha inventado a palavra “terrorista”.
Para mim ela apenas serve como capa para mascarar uma escumalha de cobardes assassinos, com agendas nebulosas, que pretendem ver cumpridas desprezando os processos democráticos.»
Afinal esta a referir-se a quem? À organização terrorista Al-Quaeda ou à organização terrorista CIA?
Sobre o facto de me achar cristalizado e de sair pouco revela ser um tanto tenrinho nas analises geopoliticas do “brave new world” que o rodeia, portanto, como dizemos “nós”, abre a pestana, Zé!
A.R.A
[Responder]
A.R.A
“Agora fiquei confuso com esta sua ideia”
…
“Afinal esta a referir-se a quem? À organização terrorista Al-Quaeda ou à organização terrorista CIA?”
Espero que não seja Alzheimer…tenha calma, abra lá a pestana e pense um bocadinho, para ver se a confusão passa.
[Responder]
Caro A.R.A,
Acho que o posso ajudar!
Faça assim;
– Compare os métodos da CIA com os da KGB, Mossad, Mi5 ou Stasi (esta é do seu tempo!)
Depois e SEM MISTURAR:
– Compare a Al-Queda com o Sendero Luminoso, ETA, IRA, ou Setembro Negro ( esta última se se sentir mais nostalgico )
Se fizer assim consigo conversar consigo, caso contrário vou ter que esperar que passe essa confusão que o atromenta.
[Responder]
Para quem ainda não percebeu;
Vejo um padre pedófilo apenas como um pedófilo.
Vejo um Imã assassino apenas como um assassino.
Em ambos os casos vejo com desprezo as tentativas para branquear o que é evidente.
[Responder]
JOSE BASTOS
Ainda não me tocou esse gajo o Alz…. mas para um puto novo com um discurso tão mastigado, das duas uma:
ou esta com uma ganda moca
ou esteve com uma ganda moca e agora deu-lhe para escrever
Lighten up dude!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A.R.A
[Responder]
#26 José Luiz Sarmento
“Olhe, “terrorista” é a pessoa ou a organização que pratica o terrorismo, sendo que o terrorismo é uma táctica de guerra que consiste em atacar populações civis de maneira a que fiquem amedrontadas, e os seus líderes condicionados e enfraquecidos por esse medo.”
Nota-se que passou pouco tempo a pensar nisto, José Luiz. Devo dizer-lhe que estava à espera de melhor.
Parece-me que começa mal ao confundir terrorismo com guerrilha. Terrorismo não é uma táctica de guerra, a guerrilha é. O terrorismo acontece em tempo de paz, a guerrilha não.
O terrorismo tem alvos militares para além dos civis sendo que os ataques, mais do que fazer com que fiquem amedrontados, fazem com que fiquem mortos, e quanto mais mortos melhor. O ideal mesmo é que estes ataques pareçam ser arbitrários, indiscríminados e provoquem muitas mortes inocentes pois isso, mais do que amedrontar, vai provocar o TERROR na população.
Olhe, José Luiz, quer a minha opinião sincera?
Você estava demasiado condicionado ao facto de ter que incluir Abu Omar e D. Afonso Henriques no mesmo “saco”, e notou-se.
Mas até nisso falhou.
[Responder]
A.R.A,
Whatever.
Desde que perceba e que não fique confuso.
[Responder]
José Bastos:
Você, logo você, a querer dar-me lições de pensamento claro é de rir até à lágrimas.
A definição de terrorista que eu dei é correcta e rigorosa. Se ficou desiludido com ela, é porque se considera capaz de melhor. Vá lá, mostre que é. Surpreenda-me.
É claro que não confundi terrorismo com guerrilha. Terrorismo é o que eu já escrevi (há outras definições que até fazem sentido, mas não concordo com elas). E é uma táctica de guerra, sim senhor: o tempo pode ser de paz, mas pode ter a certeza que o terrorista está em guerra.
A guerrilha é uma táctica de guerra assimétrica em que a parte globalmente mais fraca concentra forças para atacar os pontos fracos da parte mais forte.
O terrorista pode ser ou não ser um guerrilheiro e o guerrilheiro pode ser ou não ser um terrorista.
Isto, no mundo das pessoas racionais. No mundo dos néscios e dos técnicos de desinformação, um terrorista é um guerrilheiro “mau” e um guerrilheiro é um terrorista “bom”. São palavras sinónimas na denotação e antónimas na conotação; mas este truque só funciona com quem não o conhece, o que pode ser o seu caso mas não é o meu.
O seu quarto parágrafo contém uma contradição óbvia, daquelas que nos elucidam logo sobre a racionalidade de quem as produz. E o mais engraçado é que um dos termos dessa contradição está em concordância perfeita com o que eu escrevi.
Dou-lhe um conselho: se não quer cair no ridículo, não tente ensinar o padre-nosso ao cura.
[Responder]
Caro José Luiz,
Já percebi que me encontro na “presença” de um mestre do pensamento claro, pena é a sua dificuldade com a leitura.
Desinche lá um pouco, volte a ler o que eu escrevi, e repare se não descobre uma definição de terrorismo bem mais precisa do que a sua. Esqueceu-se de incluír alvos militares ou está convencido de que os terroristas só atacam alvos civis? Sabe-se que o D. Afonso Henriques, para além de “atacar populações civis de maneira a que ficassem amedrontadas”, também atacava alvos militares. Quer explicar a sua omissão?
“Terrorismo é o que eu já escrevi (há outras definições que até fazem sentido, mas não concordo com elas)”
Não concorda com as definições que fazem sentido? Que estonteante clareza de pensamento essa, meu caro!…
“o tempo pode ser de paz, mas pode ter a certeza que o terrorista está em guerra.”
Tente descobrir a contradição no que disse, Sr. Pensamento Claro.
Explique também a “contradição óbvia” que detectou no que escrevi, quer-me parecer que leu mal outra vez.
Permita-me uma última pergunta, essa sua teoria que permite classificar como terrorista o D. Afonso Henriques faz sucesso lá no café que frequenta?
[Responder]
Caro José Bastos, tanto não tenho dificuldades de leitura que distingo bem entre um discurso coerente, articulado e racional e um discurso como o seu, que não é nenhuma destas coisas.
Para além das várias coisas que já tive a caridade de lhe tentar ensinar (aprenda-as se quiser) aqui vai mais uma: duas definições duma mesma coisa podem fazer ambas sentido e mesmo assim ser diferentes; sendo assim, é possível concordar com uma e discordar da outra*.
Com a sua é que não é possível concordar ou discordar. É tão desprovida de sentido que nem errada está.
Não preciso de desinchar porque não estou inchado; mas não espere de mim que discuta de igual para igual com um indivíduo que
a) não é capaz de definir aquilo sobre emite opinião;
b) não é capaz de articular uma argumentação, já não digo informada e convincente, mas ao menos coesa e coerente, em defesa das suas opiniões;
c) não é capaz de identificar as contradições em que cai mesmo depois de alguém lhe chamar a atenção para elas.
Há para aí uns livrinhos, que ensinam a treinar o pensamento crítico, que o meu caro faria bem em estudar. Enquanto não terminar esta aprendizagem, o melhor que tem a fazer é ir brincar com os outros meninos e não se meter nas conversas das pessoas crescidas.
*Nota: a definição de terrorismo que expus não foi inventada por mim: é uma das definições correntes entre os estudiosos de Ciências Políticas e de estratégia militar. Não quer dizer que não haja outras. Uma destas é muito semelhante à minha, com a diferença de acrescentar um critério: para um acto ser considerado terrorista é preciso que não tenha sido praticado sob a autoridade de um Estado soberano. É uma definição que faz sentido, mas discordo dela porque, se tivesse sido aplicada nos julgamentos de Nurenberg, todos os réus teriam saído absolvidos. E a propósito: mesmo esta definição seria insuficiente para exonerar D. Afonso Henriques. Com efeito, as chacinas que cometeu, os incêndios, as destruições de colheitas, foram cometidas durante décadas sem qualquer base legal. Só foram legalizadas a posteriori, com efeitos retroactivos. É assim a política.
[Responder]
José Luiz, aconselho-o a comprar também uns livrinhos que o ensinem a ser mais modesto, pois bem precisa.
Toda a sua clareza de pensamento, aliado ao ensino a que se submeteu para treinar o seu pensamento crítico, pouco fizeram para o ajudar a expor claramente esse pensamento.
Calculei logo que não tivesse inventado a definição de terrorismo que debitou, foi consultar os seus livrinhos, fez copy/paste das partes que mais lhe agradaram e saiu aquele texto trapalhão e pouco rigoroso. Fique a saber que ter ideias próprias é uma coisa boa, ou ainda não comprou o livrinho que lhe ensina isso?
Não espere de mim que repita ad nauseum as mesmas questões esperando que, por algum milagre, você as entenda, ou se digne a responder-lhes.
Seja mais coerente e não perca tanto tempo a discutir com um individuo que não cumpre as suas alineas a), b) e c). Aproveite melhor o seu tempo e vá brincar à arrogância bacoca com as pessoas crescidas que frequentam o seu café.
[Responder]