“Os mercados liberais são uma espécie de filho adolescente. Exigem mais independência. Exigem mais isto e mais aquilo. Exigem sair de casa. E saem. Mas a roupa suja continua a ser lavada pela mãezinha a mesma que dá dinheiro às escondidas para o menino manter o nível de vida. E quando o dinheiro já nem chega para a renda o menino volta para casa com a mesma cara com que saiu.”
Rodrigo Moita de Deus


11 respostas ao post “Filhos adolescentes”  

  1. 1 1  Sebastião Dias

    Uma comparação forçada e disparatada. Um filósofo

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  2. 2 2  PP

    era bom por o titulo do post dele… .
    “em alfama explicavam-me isto sobre a AIG”

    Assim parece que e’ a opiniao dele…

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  3. 3 3  Hugo

    Bom, para ser verdadeiramente liberal, suponho que o filho não podia receber dinheiro às escondidas…

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  4. 4 4  Ze de Fare

    Era interessante repetirem a brincadeira que fizeram aqui há tempos quando linkaram todos para o blog do Pacheco. Aquilo só tem livros e imagens. O mainstream liberal assim está muito parado…

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  5. 5 5  Bang Bang

    Este Rodrigo às vezes é muito bom.

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  6. 6 6  ABeja

    esta é de esquerdista

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  7. 7 7  João Berninger

    Sem dúvida. Eu, que sonho um dia vir a ser um desses brilhantes e inovadores empresários que agora referem “que era impossível prever a presente crise financeira” (devem ser como o outro, que nunca tem dúvidas e não lê jornais), gostava de propor as seguintes medidas para o próximo programa governamental:

    - É urgente promover a destruição criativa de empresas, para que apenas aquelas que apresentem viabilidade financeira e sejam minimamente competitivas possam permanecer no mercado. Qual é o problema das falências? Eu acredito no fresh start e nas segundas oportunidades, chega de preconceitos! Mas calma, esta doutrina apenas deve ser exportável para outros Países (e outras empresas que não a minha), pois temos que manter os centros de decisão nacional em Portugal. No meu caso concreto, a minha empresa constitui uma inegável mais valia para o tecido económico-empresarial português e, como tal, deve obviamente ser subsidiada. Quem sabe um dia ainda, com a devida ajuda estatal, ainda virei a ser um dos “campeões nacionais”. Claro que mantenho a minha prerrogativa de “votar com os pés” e deslocalizar-me a qualquer altura…

    - A lei laboral apresenta uma rigidez excessiva e prejudicial para a competitividade e investimento estrangeiros. Sendo assim, torna-se urgente desregulamentar a referida lei, abrindo espaços à autonomia das partes. É que todos sabemos que as partes são iguais e não faz sentido continuar a olhar para o Direito do Trabalho como um direito “pro operario”. Chega de instrumentalizar o DT! Já não há nenhuma desigualdade genéticas das partes:

    - Nas relações colectivas de trabalho, importa referir que: temos critérios de representatividade sindical; as sucessivas reformas têm vindo a atribuir um número cada vez maior de prerrogativas aos sindicatos; temos um regime jurídico onde constam soluções que revelam um profundo respeito pela liberdade sindical negativa (todos sabemos que as convenções colectivas aplicam-se apenas aos filiados nos sindicatos outorgantes e não existe isso dos regulamentos de extensão..); e as vantagens dos sindicalizados são enormes (não são discriminados, não pagam quotas, e as tabelas salariais que os seus representantes negoceiam não são aplicáveis aos não sindicalizados por força do pr. de igualdade de tratamento). Em conclusão, há sindicatos fortes (repare-se que há 90% de sindicalizados em Portugal..) e não há aqui qualquer desigualdade que reclame tamanho e incompreensível paternalismo.

    - Nas relações individuais, apesar das vozes que reiteram que a flexibilidade não é uma panaceia para todos os males do mundo, ainda há muito trabalho a fazer. O período experimental aumenta, os motivos que permitem a contratação a termo e o trabalho temporário aumentam, o CT passou a prever a possibilidade de oposição à reintegração do trabalhador (no caso de despedimento ilícito!) em determinados casos, permite-se cada vez maior abertura às cláusulas de mobilidade funcional e geográfica (ou seja, prevê-se nos contratos que o trabalhador que está no local de X pode ser colocado em Y, W e Z). Mas ainda não estou contente, sinto que o meu interesse empresarial não tem sido suficientemente tomado em consideração. Por exemplo,isso do procedimento disciplinar só dá custos, perdas em burocracia e mina a minha autoridade na empresa. Em muitos potências estrangeiras como é o caso de Portugal, trabalhadores altamente qualificados (como os nossos) são despedidos e não há qualquer problema. Já acabou isso do emprego para a vida, habituem-se!

    - As autoridades da concorrência estão sempre a intervir e não deixam o mercado funcionar. Não pode ser, o mercado já demonstrou a sua maturidade e auto-suficiência.

    - O Estado deve emagrecer, visto que os privados já demonstraram ter capacidade para desempenhar o essencial das funções estaduais tradicionais e de forma bem mais eficiente (além disso pode ser um bom negócio para os privados). Os consumidores / utentes obviamente que ficarão a ganhar. Por outro lado, deve-se deixar o mercado funcionar livremente como foi o caso recente das famigeradas OPA.

    Temos que pôr um ponto final nesta política comunista que tem vindo a ser implementada nos últimos anos. Palavra chave: desregulamentação!!

    Cumprimentos

    -

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  8. 8 8  J Ferro

    E filhos de filhos adolescentes, género conservadora e beata Palin?

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  9. 9 9  André Couto

    “O bom filho à casa torna.”

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  10. 10 10  Manuel Leão

    Hugo disse: «Bom, para ser verdadeiramente liberal, suponho que o filho não podia receber dinheiro às escondidas».

    Está enganado, Hugo. Liberal é isso mesmo; é receber dinheiro às escondidas. Não do pai, claro.

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  1. 1 O mito do “sistema totalmente liberalizado” « O Insurgente

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