
Cavaco Silva diz que houve uma fractura no país e pede uma lei moderada. A lei do PS é moderada. Das mais moderadas da Europa. E nem ela evita, como se viu na campanha, uma fractura. As fracturas na sociedade só são um problema quando a democracia não funciona. Quando ela funciona, fazem-se escolhas. E quando elas são feitas nem sempre os consensos são possíveis. Fosse ele possível e nunca teria havido referendo. Saber respeitar o voto popular, é o que se exige a Cavaco e a quem dele se tenta socorrer. Espero assim que estas declarações de Cavaco sejam apenas para garantir os seus 15 segundos de fama.
PS: Defendo o aconselhamento a que qualquer médico está obrigado, dando à mulher as informações e as alternativas a que ela tem direito. Acho bem um período de reflexão exequível. Sou contra a transformação dos médicos em novos polícias ou juízes organizados em comissões. Seja qual for a lei, esperemos que ninguém abra a porta a que aconteça a esta o que aconteceu à de 1984: um boicote organizado por parte de quem não aceita o poder do Estado e da Democracia.
Por Daniel Oliveira 15 Fev 07 em Sem categoria


Cavaco Silva esquece que a sua eleição para Presidente da Republica, tambem criou uma fractura na sociedade portuguesa,os que votaram nos outros candidatos, e que foram quase 50%.
Sempre que há eleições há fracturas, Santana Lopes versus Socrates,tambem foi uma campanha fracturante.
João Soares versus Santana Lopes para a Camara de Lisboa tambem foi uma eleição fracturante.
Por isso parece que uma vez mais o sr. Cavaco não disse o que pensa, e que se resume a isto, em 98 o não ganhou por 70.000 votaram 30 % dos portugueses, Cavaco apoiou o não, e como todos os partidários do não, exigiram que o referendo fosse vinculativo.
Agora o Sim ganhou por 700.000 votos,votaram 43 % dos portugueses , Cavaco uma vez, mais votou não mesmo com tabu, e quer com manobras de bastidores, defender que o referendo desta vez, não é vinculativo.
Cavaco , é dos tais, que lê os resultados como lhe convêm, só que não vai longe na marosca, para se ser Presidente da Republica tem de se ser coerente, se em 98 para Cavaco os resultados tinham de ser respeitados, agora por maioria de razões o devem ser.
E a Cavaco só lhe resta aprovar a lei, que tenho a certeza, a Assembleia da Republica por larga maioria, vai aprovar.
Caso contrário teremos na historia da Presidência da Republica do pós 25 de Abril, um presidente, que só respeita a vontade dos cidadãos livremente expressa, quando essa vontade está de acordo com a sua opinião.
E isso de democrático não tem nada.
Quem é você para exigir a Cavaco o respeito pelo voto popular? Aponte uma única vez em que Cavaco não respeitou o voto popular, se conseguir. Quanto aos 15 minutos de fama, Cavaco tem-nos quando quiser e lhe apetecer e se quiser 30, 60, 120, 180 minutos também os terá, ao contrário de você que para ter alguma coisinha precisa de ir para a televisão dizer mal de tudo e de todos.
Quem sou eu? O gajo que escreve neste blogue e não tem de lhe pedir autorização. E que você, que acha que não merece atenção, vem ler e comentar…
De resto, eu não disse que ele não respeitava. Disse que esperava que ele respeitasse
Concordo, principalmente, com o seu “P.S.”
com o outro tem dias
Completamente de acordo com o post.
Já para não haver fracturas é que o Salazar mandava calar e prender os potenciais agentes fracturantes. A mentalidade cavaquista é muito semelhante. De democrata tem pouco…
Plenamente de acordo consigo.
PS’: Defendo A CONSULTA MÉDICA NÃO DIRECTIVA a que qualquer médico está obrigado, dando à mulher as informações e as alternativas a que ela tem direito. Acho bem um período de reflexão exequível. Sou contra a transformação dos médicos em novos polícias ou juízes organizados em comissões. Seja qual for a lei, esperemos que ninguém abra a porta a que aconteça a esta o que aconteceu à de 1984: um boicote organizado por parte de quem não aceita o poder do Estado e da Democracia.
Se lhe quisermos chamar “aconselhamento”, termo que, desde já assumo, não me é particularmente simpático, há que ter em conta que um médico só deve/pode dar conselhos a quem lhos pede…
Relembro a existência de um documento chamado “consentimento informado” que existe para ser assinado e/ou expresso por qq pessoa (ou seu representante legal) que vá ser sujeita a abordagens invasivas: basicamente o/a indíviduo/a declara ter compreendido toda a informação clínica prestada pelo médico e, consequentemente, cooncorda com a proposta de intervenção médica apresentada.
Não tem a ver com não respeitar a democracia. Tem a ver com não vontade individual… se um médico não quer fazer um aborto, não tem nada que fazer. Se um grupo de médicos não quer fazer um aborto, não tem nada que fazer. E se nenhum médico do sns quiser manchar o seu nome fazendo abortos, estão no seu direito. O que vocês queriam era que a vossa “democracia” se impusesse sobre os direitos dos outros. Mas essa “democracia” - que penso que se chama “popular” - ainda não chegou a portugal. E está a acabar na china e e em cuba.
Excelente post.
Rendição à “moderação” por “razões de estado” é um princípio detestável que resulta normalmente em situações banho maria insuportáveis.
A maneira como o NÃO se comportou ao longo desta campanha, o profundo desrespeito que revelaram (e a paciência de santo a que me obrigaram) é em tudo semelhante à situação norte-americana (e revela um muito possível futuro português), aonde todos os dias manifestações de grupos “pró-vida” expõem listas de mulheres que abortaram legalmente em confidencialidade, todos os dias fazem manifestações em frente a clínicas legalmente autorizadas e todos os dias humilham novamente as mulheres.
A quem tem que se pedir moderação é ao NÃO, a quem tem que se pedir respeito pela democracia é ao NÃO & COMPANY, estes sim com uma psicologia de antipluralismo divino caída directamente das alturas carimbada pela santa inquisição.
Em relação ao aconselhamento, Ana Matos Pires diz tudo. Bravo
Fractura? O NÃO, que teve uma campanha muito agressiva, e meios materiais para essa campanha não conseguiu mais do que 40% num referendo com 44% de participação. Quer dizer, é uma fractura, mas é uma fractura muito pequenina.
P.S. - Caro Luís, e se um médico não quiser tratar um doente que entra nas Urgências com um traumatismo craniano, será obrigado a fazê-lo?
“Relembro a existência de um documento chamado “consentimento informado” que existe para ser assinado e/ou expresso por qq pessoa (ou seu representante legal) que vá ser sujeita a abordagens invasivas: basicamente o/a indíviduo/a declara ter compreendido toda a informação clínica prestada pelo médico e, consequentemente, cooncorda com a proposta de intervenção médica apresentada.”
Mas para que é que uma pessoa vai dar o “consentimento” a um acto que foi ela própria que solicitou?? O “consentimento” só tem sentido ser dado para um acto que é proposto pelo médico.
E o que é que o médico vai “informar”?? dos riscos do acto e do “tratamento alternativo”, que é exactamente não abortar??? Isto parece-me tudo sem sentido e estasse a querer dar ao médico funções que não são as suas…
Qualquer “aconselhamento” que haja deve ser feito previamente à consulta médica. Quando chega ao médico será só para “confirmar” o pedido e executar o “acto”!
Caro Luis
Só que uma mulher que solicita um aborto não é “um doente que entra nas urgências…”
Ana, concordo contigo. E é nessa prespectiva que eu falei de um direito de aconselhamento e não de um dever
Luís, se nenhum médico do SNS quizer fazer abortos contratam-se outros. Em Espanha, por exemplo. O funcionamento do SNS é determinado pelo governo, não é pelos médicos. Eles apenas decidem da sua consciência. E o Estado, tendo em conta os recursos que tem, contrata quem quizer contratar.
(mais de um terço dos abortos ilegais eram feitos por médicos. Tem também interesse saber quanto custa a consciência de alguns)
Cruzes Daniel…que confiança no sacrosanto instituto da Democracia…meu caro Daniel, não é o facto de se votar, de ganhar uma maioria, que transforma algo errado e desiquilibrado, em algo absoluto e inteiramente certo. Como creio que partilhei em post anterior, recordo as maravilhas dos votos na Alemanha de 35 e no que provocaram…Portanto, considerar que do dia 11 resultou carta completamente branca para outras “conquistas democráticas” de aplicação livre, é um caminho perigoso. Infelizmente, nada disto é surpresa. Com o dia 11, infelizmente, abriu-se uma caixa de pandora e outras “conquistas” se aproximam. Os ventos sopram nesse sentido e não me admiraria outras “conquistas modernas e fracturantes ” para breve…deixo algumas ideias: alargamento da despenalização para mais algumas semanas, afinal, é essa a opção dos farois europeus do desenvolvimento. Outra, seria a eutanasia, depois, o pessoal com doenças mais ou menos chatas, “sempre a pedido dos familiares, é claro”, depois, e sempre por votação, o “afastamento dos pretos da zona de Belém e Cascais”, dos Brancos da Damaia (claro, aí eram outros a maioria..)… como vêem, são infidáveis as possibilidades da democracia… Tenho a certeza que esta caminhada “para os melhores e luminosos amanhãs” não trarão nada de bom para o homem.
Sempre a considerá-lo´, Paulo
Eu adoro o exemplo da Alemanha que serve sempre para explicar que a democracia só serve quando concordamos com uma deicsão. Sim, tenho toda a confiança na democracia. às vezes dá mau resultado. Fora dela, dá sempre mau resultado.
Se o aconselhamento (que preferia chamar acompanhamento…) não for obrigatório, quantas mulheres o quererão? Qualquer mulher que quiser fazer um aborto, quererá fazê-lo o mais rápido e silenciosamente possível. Um aconselhamento é um estorvo… Assim, como pretendem efectivar os vectores de planemento familiar? Onde está o tão aclamado “espaço nobre” para a educação sexual? Onde ficam, assim, as medidas para diminuir o número de abortos, no seu total? Diminuiem só porque é legal?? A isto chama-se liberalização e não despenalização…
De acordo. Mas então não tentem mudar o código deontológicos dos médicos Portugueses, que resulta da deliberação dos médicos. Se o sns não pode ser gerido pelos médicos, os médicos não podem ser geridos pelo sns.
“Saber respeitar o voto popular, é que o se exige a Cavaco….” foi o que você escreveu sem tirar nem pôr. Que é muito diferente de “que esperava que ele respeitasse”. Exigir e esperar não são sinónimos.
Quanto ao resto qualquer “gajo” pode escrever num blog sem me pedir autorização, Graças a Deus. Venho ler este blog de vez em quando porque me apetece e amiúde faço comentários. Isto enquanto você, o dono do blog, me autorizar.
Luís, ninguém está a discutir aqui o direito de cada médico a invocar objecção de consciência, discute-se é os modelos de aconselhamento a inscrever no processo de IVG.
Que as instituições, públicas ou privadas, fiquem obrigadas a disponibilizar aconselhamento a quem o quiser, parece-me de bom-senso (e José, vê-se que não acompanhou muitas mulheres que estivessem a pensar fazer um aborto - é uma altura em que muita gente quer informação e algum apoio para decidir). É diferente de tornar o aconselhamento obrigatório para todas as mulheres, e muito diferente de dizer que esse aconselhamento se destina a dissuadi-las de abortar, como já li por aí(só faltava!). Aconselhamento, sobretudo para adultos, deve ser facultativo e não directivo. Nisto, como em qualquer outra coisa.
Esta Ana Matos Pires saiu-me uma bela bisca…
Diz a senhora “há que ter em conta que um médico só deve/pode dar conselhos a quem lhos pede…”
Então se for dos que trabalha numa clínica privada é sempre a aviar… Qual medicina, qual quê? Aquilo é mais um centro de desmontagem de seres humanaos, fazem-se reparações ligeiras, retoques de maquilhagem…
Conselhos??? Para quê?? O que interessa é o money, money a bater ao final do mês…
Afinal, não há nada de errado em abortar (só falta dizer que até é bom), como os defensores do SIM advogavam… Finalmente, começam a cair as máscaras (parece que o Marcelo não andava assim tão longe da verdade…) daqueles que diziam que não estava em causa a liberalização do aborto…
Diz o DO “A lei do PS é moderada. Das mais moderadas da Europa. E nem ela evita, como se viu na campanha, uma fractura.”
Como? Importa-se de repetir? Não havendo o aconselhamento (chamem-lhe o que quiserem!) onde está a moderação? Período de reflexão? Para quê? Reflectir sobre o quê, se não houve uma consulta com um técnico especializado ou com alguém habituado a lidar com estes casos? A mulher que decide abortar (agora já ninguém fala em IVG…) vai reflectir com base em quê? Ser-lhe-á dada alguma informação? Para que servem então os três dias? Não percebo.
Como se vê, sempre esteve em causa a liberalização do aborto. Tenho pena que assim seja.
Caro FuckItAll,
Durante a campanha eleitoral, ouvi de Vital Moreira, com aplausos da bancada do Sim no programa pros e contras, que ninguém é a favor do aborto. Que o aborto é algo errado, e que só difere a forma como queremos reduzi-lo, minorá-lo. Foi esse o argumento que, penso eu, mais votos vos ganhou. Que ninguém é a favor do aborto. Mas se assim é, se o sim era para minorar o problema do aborto, então faria todo o sentido serem coerentes e quererem consultas obrigatórias com a intenção de convencer a mulher a encontrar soluções alternativas.
O sentido do voto - e aquilo que foi dito durante a campanha - foi que ninguém, e menos ainda o Estado, pode obrigar uma mulher que não quer ter um filho a tê-lo.
Dar alternativas, dar possiblidade de escolha, não é o mesmo que “obrigar” e “convencer”. Isso era se o Não tivesse sido maioritário.
Só faltava que nos tivessem levado a votos e agora vão legislar em sentido contrário ao manifestado.
Presumo que uma mulher que queira ter um filho mas esteja a ponderar o aborto por problemas materiais ou familiares vai aceitar a tal possibilidade de aconselhamento e inteirar-se das alternativas. E isso deve ser-lhe facultado.
(ah, Luís, sou “a” FuckItAll)
Menina Fuckitall,
Confesso que não compreendo esse argumento. A teoria da geração espontânea já está ultrapassada. Que eu saiba, nenhuma mulher fica grávida a menos que tenha praticado algum acto conducente à gravidez. E se o praticou de livre vontade, só tem é que assumir as consequências do seu acto.
Cara FIA,
Não concordo. Se o não tivesse ganho, o aborto não seria desaconselhado, seria proibido. Com a vitória do sim que foi prometido na campanha, que era o “sim responsável”, o aborto, visto durante a campanha por esse mesmo lado como algo errado, deve ser desencorajado - que é obviamente diferente de proibido. Desencorajado implica dar a conhecer alternativas, quem sabe apresentar casos de mulheres que optaram por ter filhos e tiveram sucesso, apresentar-lhes essas mulheres. E depois deixá-las decidir.
O sr. de Boliqueime, não é ortopedista que possa remendar fracturas. É economista e com certeza sabe comparar valores e percentagens. Se não concorda pessoalmente com o voto, devia apenas respeitá-lo sem mais dizer. Caso não concorde com a regra de 50% de participação do eleitorado necessários para vinculação ao resultado dos referendos, poderá sempre tentar sugerir a alteração da lei. Mas essa é outra conversa. Agora quem tem a responsabilidade de fazer uma lei equilibrada é o governo. Quanto a Cavaco, não desequilibre, por favor. É essa a sua responsabilidade.
Os 15 segundos de fama de Cavaco? Daniel, quase sou levado a pensar que você tem a pretensão de se achar mais famoso do que o Cavaco…
1. Alguns senhores aqui nem devem ter ido votar… No meu boletim de voto não dizia, nem “sim responsável”, nem “assim sim”, nem “assim-assim”, nem assim, SENÃO!”. A pergunta era clara e a lei deve respeitar o voto popular, SEM TIRAR, NEM PÔR!
2. Espanta-me que a tal “maioria silenciosa”, os tais 57% todinhos do NÂO, que se abstiveram, sejam gente tão podre e imoral, que vendo no aborto um crime tão hediondo, tenham ficado refastelados em casa a olhar para as pantufas. Vendo bem… nada que os do NÂO não fossem capazes.
“Aconselhamento obrigatório” é contrário a “por opção da mulher”. O “Aconselhamento obrigatório” faria com que uma mulher chegasse a um médico e dissesse que queria abortar. A seguir marcava-se uma consulta de aconselhamento. A mulher chegava a essa consulta e dizia que queria abortar. O Médico ou assistente social dava a sua palestra e marcava mais uma consulta para voltar a perguntar à mulher se queria abortar. Ela dizendo que sim, volta a marcar uma consulta, na melhor das hipóteses para fazer o aborto. Fazendo do Aconselhamento um acto como em qualquer outra intervenção do médico, o médico quando confrontado com a situação, faz um aconselhamento normal e se a mulher quer continuar com a intervenção, pois bem, continua-se. Não percebo o que isto tem de chocante, o facto da mulher decidir por si!
Também começo a achar que algumas pessoas aqui se estão a tentar esquecer que houve um referendo, já foi, e teve um resultado. Quem não quis pronunciar-se, paciência. Quem votou, votou Sim. Não há interpretações, não há “é Sim, mas”, não há “é Sim só se”… Foi Sim, bolas. Sim ao aborto a pedido da mulher em estabelecimento autorizado, ponto. Queremos que seja nas melhores condições? Sim. Queremos que quem tenha dúvidas possa pensar e receber informação para isso (ao contrário do que acontecia antes)? Sim. Mas não podem é querer impôr “sessões de convencimento” a quem as não quer.
Por opção da mulher….
È esta a raiz do problema, há muita gente na sociedade portuguesa,que continua a pretender, que as mulheres sejam cidadãs de segunda.
Umas coitadas irresponsáveis, que não sabem tomar decisões e que por isso têm de SER ACONSELHADAS, por aqueles que as podem conduzir ao bom caminho.
Porque eu respeito as mulheres, porque as considero cidadãs de pleno direito da democracia portuguesa, porque sei por experiência pessoal, que as mulheres da minha familia, e aquelas com quem vivi, quando tiveram de tomar uma decisão de abortar, o fizeram depois de muito ponderar, fizeram-no porque essa foi sempre a ÙNICA alternativa, e sobretudo o fizeram EM CONSCIÊNCIA, que sei ,que todos estes obstactulos do partidários do não, têm de ser combatidos com uma exigência democratica.
RESPEITEM AS MULHERES, E AS SUAS DECISÔES.
a.pacheco,
Vai-te cuidar, rapaz…
Incrível como é alguém consegue escrever tanto esterco consecutivamente…
Pedro Penico, concordo consigo, tenho também de fonte seguríssima que os 57% de abstenção são todos do NÃO, essa corja de manhosos que pela calada querem impôr aos outros terem filhos não desejados. Vá lá ver até os obrigaram a copular contra a vontade deles.
Lopes: o que acrescentou ao debate esse comentário.
roskhoff, é penilo!
Confesso que começo a ficar farto destes holligans. Vou começar é a apagar tudo o que seja insulto.
Tem razão, Daniel. Não acrescentou nada. Assim como, a meu ver, o comentário do a.pacheco. A única diferença é que ele escreveu 5 parágrafos para nada dizer…
Caro Gasel
Lamento mas discordo de si.
A assinatura do consentimento informado(ou o consentimento expresso, nalgumas situações suficiente)serve dois propósitos diferentes: certificarmo-nos que a informação prestada foi compreendida e que a alternativa clínica proposta é aceite. Este documento é utilizado noutras situações médicas em que se vai fazer um acto médico “solicitado pelo próprio/a”, ou “a pedido” se preferir, como é o caso de uma mamoplastia estética ou outra qualquer cirúrgia estética, para dar apenas um exemplo fácil de compreender por não-médicos.
“E o que é que o médico vai “informar”??” pergunta. Resposta: Vai informar das técnicas de interrupção (aborto médico/aborto cirurgico, das condições de realização, do local, dos RISCOS também… vai informar, ainda, das alternativas de contracepção… só para dar alguns exemplos.
Cumprimentos.
Ps1: Daniel, o meu Ps’ foi para corroborar a tua posição e para não seres tu a ficar com fama de “sim não moderado”!!;)
Já agora deixa-me aproveitar para deixar dito que as francesas têm, por lei, uma entrevista social facultativa, mas OBRIGATORIAMENTE proposta, i. é, a obrigatoriedade é do agente de saúde em informar e não da mulher em efectuá-la.
Ps2: “Thankes” a lot FuckItAll e Tiago Ivo Cruz!;)
Ps3: Ó Fuckinha, porque será que te alteram sempre o género? A dona mafalda bem te chamava rameira, não era?;))))
Ps4: A resposta é tardia pq estive de urgência na noite passada e continuei a trabalhar durante o dia.
Acho que a eleição de Cavaco foi fracturante. Eu pelo menos não votei nele. Penso que como teve a maioria dos votos devia ser presidente, mas de vez em quando devia dizer umas verdades sábias mas inofensivas tipo Manuel alegre, umas nostalgias com piada tipo Mário soares e um bom senso construtivo tipo Louçã.
Só para unir os portugueses, assim, de uma forma moderada.
«Umas coitadas irresponsáveis, que não sabem tomar decisões e que por isso têm de SER ACONSELHADAS, por aqueles que as podem conduzir ao bom caminho.
Porque eu respeito as mulheres, porque as considero cidadãs de pleno direito da democracia portuguesa, porque sei por experiência pessoal, que as mulheres da minha familia, e aquelas com quem vivi, quando tiveram de tomar uma decisão de abortar, o fizeram depois de muito ponderar, fizeram-no porque essa foi sempre a ÙNICA alternativa»
Não, A.Pacheco, não posso concordar menos consigo.
É importante que todas as mulheres sejam aconselhadas.
Decerto todos concordamos que o aborto é uma coisa horrível e que seria desejável que as mulheres não tivessem de recorrer ao aborto.
Há unanimidade entre todos, os do SIM e os do NÃO em como o aborto é um acto que pode provocar danos irreversíveis - não me estou apenas a referir ao feto, óbviamente -, podendo provocar danos irreparáveis ao nível da fertilidade ou a nível psicológico como, aliás foi inúmeras vezes referido por apoiantes e oponentes à legalização do aborto.
Como tal, é importante que os médicos e outros profissionais da saúde 1)informem todas as mulheres que vão fazer aborto das potenciais consequências, 2)descrever os vários métodos e as suas vantagens e desvantagens face à evolução da sua gravidez e 3) apresentar alternativas à realização do aborto.
Não se trata aqui de menosprezar a livre escolha de cada mulher, trata-se sim de um dever deontológico que todos os médicos devem cumprir escrupolosamente, de acordo com as melhores práticas relativamente a este assunto.
Indo mais adiante, acrescento ainda que votei no Não no último referendo e sim, acho um que o aborto é uma prática condenável para quem, como eu, é um humanista.
Para si, pelos vistos não, é uma coisa normal. Referiu atrás que «as mulheres da minha familia, e aquelas com quem vivi» fizeram abortos. Se para si ou para os seus o aborto é uma prática tão frequente - presumo que tenham sido mais de duas vezes em que tenha sido directamente “participante” num aborto, como pai ou mãe, não sei, acho que você se enquadra 100% no segmento de pessoas que realmente tem necessidade de alguma forma de aconselhamento, seja no que se refere ao aborto, seja no que se refere à utilização de métodos contraceptivos.
Termino referindo apenas duas coisas: a primeira é a de que o seu depoimento ainda mais vem reforçar a minha crença de que pode haver uma grande dose de responsabilidade, ou de falta dela, por detrás de muitos abortos que se vão fazendo e que, pelos vistos, se vão continuar a fazer; a segunda é a de que nunca cometeria a indelicadeza de apontar o dedo a alguém que tenha feito um aborto, com excepção feita a pessoas que vêm para um blog dizer que já foram parte implicada em vários abortos e que não querem ser apelidadas de irresponsáveis ou carentes de aconselhamento (quando óbviamente o são).