Segundo o “Expresso”, Paulo Portas e Marcelo Rebelo de Sousa - com Zita Seabra - terão feito um acordo para que, não mudando a lei que criminaliza o aborto, os processos contra mulheres acusadas sejam sempre todos arquivados. Os senhores são magnânimes e as pecadoras deviam rojar-se nos seus pés em sinal de agradecimento. Ainda assim, não deixa de ser extraordinário que se legalize a hipocrisia: para não mudar a lei arquiva-se a lei. Se é para arquivar, para quê criminalizar? Eles sopram ao “Expresso” a resposta: é para entalar os opositores, deixando-os sem argumentos. E assim brincam com o que dizem, sempre com ar grave, respeitar: com a lei e com os tribunais. Enquanto enchem a boca com o “sentido de Estado”, o aborto serve-lhes para habilidades políticas. Que a lei tenha alguma coisa a ver com a realidade? Para quê, quando uma proposta absurda pode valer uma manchete.
Por Daniel Oliveira 30 Set 06 em Sem categoria


É graças aos incopetentes deste pais que tasi aberrações falam deste assunto ou de outros.Ja não falo dos gestores e proprietarios das empresas que em vez de ajudar portugal fazem o que os inimigos deste portugal querem, afunda-lo.
O meu abraço
paulo
Esta posição de Marcelo e Portas, como já tive oportunidade de escrever, é talvez o modo mais hipócrita de discutir o aborto. Mas temos que estar preparados: vai ser assim, com emoções, sem razões que, genericamente, o tema do aborto vai ser discutido na próxima “campanha” para o referendo. Vai ser assim uma espécie de Porto-Benfica a ver quem marca mais golos.