
O Compromisso Portugal quer que o Estado mande borda fora duzentos mil funcionários. É gente que defende o mérito e não quer a mão do Estado e do poder político na economia. E, no entanto, foi António Mexia, um dos principais promotores desta confraternização de gestores, que contratou Pedro Santana Lopes para assessor jurídico da EDP, quando o homem, conhecido pela sua vasta experiência no mundo das empresas e do Direito, ficou desempregado. E a dita EDP tem capitais públicos que ajudam a pagar este favor de um ex-ministro ao seu antigo primeiro. Eles detestam o desperdício. Mas não esquecem um amigo.
Por um comentador fiquei a saber que a contratação de Santana Lopes, noticiada por todos os jornais, foi afinal desmentida uns dias depois com menos aparato que a notícia original. Escapou-me. Mas na busca para confirmar esta o desmentido descobri uma coisa ainda mais interessante: o currículo de Mexia. Foi Adjunto do Secretário de Estado do Comércio Externo, Vice-Presidente do Conselho de Administração do ICEP, Presidente dos Conselhos de Administração da Gás de Portugal e da Transgás, Vice-Presidente da Galp Energia, Presidente Executivo da Galp Energia, Presidente dos Conselhos de Administração da Petrogal, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Presidente do Conselho Geral da Ambelis e representante do Governo Português junto da União Europeia no Grupo de trabalho para o desenvolvimento das redes transeuropeias. Agora está na EDP. Tirando a sua vida académica e uma passagem pelo Banco Espírito Santo, trabalhou sempre para o Estado ou para empresas participadas pelo Estado. Agora expliquem-me: como é que a um homem com esta história repugna tanto a participação do Estado na economia? Andou contrariado estes anos todos?
Por Daniel Oliveira 22 Set 06 em Sem categoria


Foi por isso que eu disse que esta gente era capaz de defender o restabelecimento da escravatura se pudessem garantir que não eram eles os escravos…é que isso de defender sacrificios para os outros quando se está de barriga cheia é fácil!
Não se esquece dos amigos, mas esquece-se que foi governante e que nada fez para que fossem tomadas as medidas que defende…
Eles falam, falam, mas não arredam pé do apetitoso sector público. Além de mercado garantido, é uma autêntica reserva “ moral “ para as travessias no deserto…Ora aqui está o exemplo acabado da promoção por mérito e competência!
Também li na altura e até comentei essa tal «contratação» de PSL.
Mas sucede que foi já entretanto desmentida.
Não vi o desmentido, e fiz uma busca para confirmar a notícia. Mas se tu o dizes eu acredito.
A inveja é uma coisa tenebrosa…
As pessoas têm que ganhar a vida, Daniel,. Trabalham para quem lhes paga. Mas isso não interfere com as ideias políticas que cada um tem o direito de ter. O facto de uma pessoa trabalhar para uma empresa estatal não pode implicar que ela não ache que devia haver menos empresas estatais.
O Estado paga o salário às pessoas. Não compra as suas opiniões políticas.
As pessoas têm que ganhar a vida, Daniel,. Trabalham para quem lhes paga. Mas isso não interfere com as ideias políticas que cada um tem o direito de ter. O facto de uma pessoa trabalhar para uma empresa estatal não pode implicar que ela não ache que devia haver menos empresas estatais.
O Estado paga o salário às pessoas. Não compra as suas opiniões políticas.
«Mas se tu o dizes eu acredito.»
Obrigado.
De facto, não consigo agora encontrar a referência, mas lembro-me de ler isso num jornal.
Isso do Sr. Lopes ir para EDP é mais um job for a boy, que um dia arranjou um job para um boy que agora lhe garante o job, confuso não, antes bem-feito, agora essa reunião do tal compromisso Portugal, apenas mais um grupo de patrões a querem que o governo lhes faça as vontadinhas todas despeça 200 mil funcionários públicos, o mesmo nº de trabalhadores que todos juntos despediram.
Querem uma mini América em Portugal onde os seus trabalhadores apenas terão direito ao mísero salário mínimo, pois só assim terão competitividade económica dizem eles.
Ainda com a mania de dizerem que são revolucionários, se poderá dizer a democracia e um regime reaccionário e opressor.
Alguém nos livre deste compromisso por favor.
Cumprimentos Rui.
Essa gentinha defende o acabar do estado patrão mas o que é que eles sabem do sector privado? Alguma vez trabalharam para privados ou querem eles ser os patrões?
Esse tal mexia e mesmo o psl quantos patrões tiveram que não fossem os contribuintes?
Portugal está de facto a transformar-se num Cartel de malfeitores da República… Vale tudo pelos vistos
O que mais choca nas propostas do Compromisso é o carácter cego de todas as medidas: 200 mil funcionários a menos ou congelamentos salariais apenas porque é preciso cortar na despesa. E quais seriam os 200 mil funcionários dispensáveis? Tendo presente que a maioria dos funcionários públicos são os que desempenham funções de soberania (forças armadas e de segurana e tribunais) ou que asseguram serviços fundamentais do Estado social (saúde, educação e ensinso superior) onde pretendem cortar sem redução de qualidade? Ou será que o compromisso é na realidade apenas um indício discreto do desígnio de privatizar?
Mesmo na EDP, o Mexia, está lá com os votos do Estado, não?
Quem diz 200 mil, diz 300 mil ou 400 mil… É que os números, como se sabe, a partir de uma certa ordem de grandeza perdem significado… E como terão chegado a esse número?! E o curioso é que defendem que os «transvazes» se façam para o sector privado. Ora sabendo-se qual é a média de idades da Administração Pública, que privado quereria receber estes «excedentes»?!?!? Talvez aqueles mesmos privados que estiveram no Beato e que têm empurrado centenas de milhares para a Segurança Social através das reformas antecipadas, pré-reformas, subdísios de desemprego e quejandos… Ou seja, para o Estado…
Quem diz 200 mil, diz 300 mil ou mesmo 400 mil… É que os números, como se sabe, a partir de uma certa ordem de grandeza perdem significado… E como terão chegado a esse número?! E o curioso é que defendem que os «transvazes» se façam para o sector privado. Ora sabendo-se qual é a média de idades da Administração Pública, que privado quereria receber estes «excedentes»?!?!? Talvez aqueles mesmos privados que estiveram no Beato e que têm empurrado centenas de milhares para a Segurança Social através das reformas antecipadas, pré-reformas, subdísios de desemprego e quejandos… Ou seja, para o Estado…
O Mexia com opiniões políticas? Será que ele vê com bons olhos a venda da EDP à Iberdrola do gestor Pina Moura? Claro que não, é o seu cargo que está em jogo. Continua a promiscuidade, criando-se a ilusão do interesse nacional, quando o que há são interesses particulares.
Que as medidas deste governo, conduzem ao Estado Social, seu principal objectivo:
O ESTADO SOCIAL
Não vos falo do Brasil
Falo-vos é de Portugal
Onde sanear d’uns mil
Fará um Estado Social!
-
Nesta tão louca dança
Para só o défice manter
O Estado deita, lança
Gente com tanto saber?
-
Eu fiz figura dum urso
Quis a língua ensinar
Reprovei no concurso
Por só saber versejar!?
-
E o Estado tudo parte
Para o défice melhorar
E um professor de arte
Entrou só para ajudar?
-
Quer despedir otários
Os da OTA esses não
Dão mínimos salários
P’ra manter produção!
-
E de rumo a Alcochete
Limpam campo de tiro
E os moços do barrete
Põem o aeroporto giro!
-
Eu li no jornal uma vez
Li algo sobre militares
Mil e tal e trinta e três
Têm que mudar d’ares!?
-
Trabalho na República
Será todo informatizado
Vai o da função pública
Limpar nosso gramado!?
-
Incentiva um urbanismo
O primeiro e veja você
Como mero ilusionismo
O IMI dá-nos o T.G.V.!
-
O pessoal que se forma
Vai de martelo e prego
Fechar uns da reforma
No caixão, qu’emprego!
-
Cumpre a sua promessa
O primeiro, um ditador
Emprego que s’ofereça
Só será o de enterrador!?
-
Pisco