Altos responsáveis de países que se consideram faróis da «civilização» multiplicam apelos à «contenção» e ao «cessar-fogo» em Gaza, como quem procura assim cumprir uma obrigação perante o «agravamento da crise» no Médio Oriente. (…) Tais apelos baseiam-se na objectividade de um pretenso distanciamento entre as «partes em conflito», assim se exigindo uma rigorosa simetria de comportamentos como numa guerra convencional entre exércitos clássicos. Simetria, pois, entre civis indefesos e as forças armadas que ocupam o quarto lugar no ranking das mais poderosas do mundo; entre ocupados e ocupantes; entre morteiros mais ou menos artesanais e o poder de fogo dos F-16 e dos tanques de última geração; entre comunidades famintas sujeitas há anos a um feroz bloqueio de bens essenciais e uma nação estruturada apoiada sem limites pelo mais poderoso país do planeta. (…)
O Hamas quebrou a trégua e tem de pagar, devendo desde já sujeitar-se ao regresso ao cessar-fogo faça o inimigo o que fizer, sentenciam os diplomatas civilizados. Trégua que verdadeiramente nunca existiu, uma vez que foi desde logo desrespeitada pelo Estado de Israel ao violar um dos seus pressupostos essenciais: o fim do bloqueio humanitário a Gaza. Durante os últimos seis meses o cerco não apenas se manteve como se apertou.
Indispensável ler o texto completo de José Goulão. No site do Le Monde Diplomatique.
Por Daniel Oliveira 7 Jan 09 em Sem categoria


acrescente-se o texto de Fernando Nobre http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/6062.html
o “distanciamento”
nas palavras de Laila El-Haddad que tem um blogue intitulado “Diário de uma Mãe Palestiniana”, na prática, citando a própria, é isto:
“mais um dia, mais um massacre, mais deliberações diplomáticas, mais silêncio, mais cumplicidade”
Estamos a chegar ao momento decisivo.
O Hamas resistiu. Aguentou-se.
Israel recua e sofre a segunda humilhação, depois do Líbano, apesar da barbaridade que utilizou ou avança para a solução final. Aí só Deus e Nasrallah sabem…
“Gaza, ainda assim, será diferente de Sabra e Chatila. Agora, os soldados israelitas sujam mesmo as mãos com o sangue das populações indefesas – salpicando inevitavelmente os hipócritas que os defendem.”
É um grande final para um excelente texto.
Abraço
José Goulão, é talvez quem mais sabe e conhece o problema do médio oriente, tem obra documentada, poucas vezes é xamado a dar opinião na televisão portuguesa, ficariamos a ganhar com os conhecimentos que ele tem acerca deste problema que é o genocidio do povo da palestina, este país dá-se ao luxo de colocar na gaveta e na prateleira jornalistas desta natureza, fico sempre atento ao que ele escreve.
Ao contrario do Jornalista da SIC este sim é uma pessoa isenta. Excepto o facto de estar ligado ao BE e ao Manuel Alegre.
Este Daniel é só rir…….
Ah, existe algo nesse texto que já não corresponde à verdade.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355198
Os “Civis indefesos” passam a vida a atirar rockets para cima do Estado vizinho - e gabam-se disso, bem como se gabam do cada vez maior alcance dos mesmos. E, sim, é necessária simetria -aí sim, entra a reciprocidade: quem quer ser respeitado que respeite - desde logo, que respeite o direito dos outros a viverem em paz. Não consta que tenham andado israelitas a desviar aviões, a assassinar equipas olímpicas, ou a cometer atentados suicidas. Já chega de tantos “COITADINHOS” que passam a vida a explodir-se junto aos outros. E já chega, a propósito, do mundo inteiro ser chulado ( é o termo) para asssitência humanitária, que raramente chega a quem precisa, e é desviada para o bolso de alguns dirigentes, ou que fazem depender a atribuição do prato de lentilhas da prévia filiação na “Causa” - ou não tem sido isso que o Hamas tem feito?
Neste conflito de povos e religiões, onde uns se confrontam e outros envenenam, não há razão que sobre para nenhum dos lados. UE e ONU têm fantoches sem dinâmica ou projecto global que promovam.
Fiz um pequeno texto miserável sobre o problema. Não será erudito, mas ninguém o é!
Saudações bloguísticas
Quanto a hipocrisia, estamos falados.
O que ainda ninguém explicou é como acabar com este conflito.
Ganda Zé Goulão!
Consegue tomar partido por um grupo que a ONU considera terrorista do que um Estado de Direito!
Nem o Eichman diria coisas destas.
Vamos lá a ver se ele também consegue justificar porque é que os turras do Hamas se entrincheiraram numa escola da ONU e dali dispararam contra a tropa israelita…
Aliás estes tipos do Hamas que lutam contra Israel, fazem lembrar o neo-facista Mário Machado que também luta contra o Estado Português. Imaginem que nem deixaram o rapaz ter umas armazitas em casa. Aquilo é que foi uma humilhação…
Se o gajo e a pandilha dele se revoltam, com certeza que o Daniel o vai apoiar. (E aí o Spartakus delira!)
António Cunha
vc e o Público não fazem outra vida senão lançar bitaites maliciosos. Israel interrompe a agressão durante 3 horas por dia. E então? qual é a diferença no mal que já está feito, nas restantes 21 horas do dia e nos dias futuros?
veja se arranja tino
Ao aceder ao texto do Goulão, no url surge “sem categoria”. O url não mente…
Assim é que está bem.
O Goulão, que tomou claríssimo partido pelo Hezbolah na guerra do Líbano e que agora defende os terroristas do Hamas é que é um exemplo de clarividência e isenção.
O tal que em vez de condenar os que exigiram a morte dos cartoonistas dinamarqueses, condenou a imprensa livre por estar a incomodar a rua árabe.
O tal que garantia que Israel ia assassinar Arafat.
O tal que dizia que foram os EUA que assassinaram Sérgio Vieira de Melo.
Isto é que é isenção. O Cymerman, esse, é um agente judeu.
xatoo
Voce precisa de abrir os olhos….
Veremos onde anda a hipocrisia e o racismo:
Por falar em GENOCÍDIO:(Criminosamenre esquecido pelos media)
http://bl112w.blu112.mail.live.com/mail/InboxLight.aspx?FolderID=00000000-0000-0000-0000-000000000001&InboxSortAscending=False&InboxSortBy=Date&n=235571216
Ó Daniel o que o senhor faria se fosse dirigente de um país a “sério”? Responda sff.
Nota: O artesanal (mais ou menos diz o camarada Oliveira!) chegou aos 40 km (qts Vickers aguentará o tubo?).
Ora, o Daniel e demais arabistas sabem aquilo que os outros ainda não sabem: é que os israelitas ja´têm um sistema que os proteje dos Kassam. Ora vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=f4XH6R8G4Mw
Os altos responsáveis nunca se lembram dos pobres que morrem seja lá onde for, faz parte do serviço não se lembrarem e quando alguém os lembra costumam acrescentar que a informação lhe chegou tardota mas que vão ler com muita atenção, enquanto isso sempre os que assassinam tem mais tempo, foi assim aquando das denuncias sobre o holocausto nazi e assim hoje e será assim amanhã.
Enquanto os altos responsáveis não forem homens de bem, será sempre assim.
(“Altos responsáveis de países que se consideram faróis da «civilização» multiplicam apelos à «contenção» e ao «cessar-fogo» em Gaza, como quem procura assim cumprir uma obrigação perante o «agravamento da crise» no Médio Oriente”)
Isto é a treta do costume, Os amigos dos amigos acorrerem a separar os amigos que se embrulharam numa contenda, mas não resolve nada acalma a opinião pública e parece que tudo volta a normalidade aparentemente, pois as causas do mal estão lá, o ódio está lá o querer exterminar o outro está lá, é só uma acalmia e sossegar a opinião pública pelo dever cumprido, e rearmar-se novamente, recrutar mais alguns milicianos suicidas e volta tudo ao dantes.
Os arabes disseram-no quando da criação do estado israelita em 1948 que não aceitavam tal estado e que reagiriam pela violencia, cumpriram. Fizeram guerra a essa pretensão,e sempre foram derrotados mas nunca desistiram. Há acordos de paz, há tréguas, grandes figuras politicas serviram e servem de intermediários mas tudo volta sempre ao principio. Isto só acaba com um claro vencedor e um claro vencido, mas como, se isso implica não lutando contra um exército regular sem farda que aproveita instalaçoes públicas como escolas, hospitais, e instalações da própria onu para rampas de lançamento, fugindo depois e escondendo-se no meio da população como se combate isto sem atacar civis como se acaba com isto sem acabar com a população? Só quando a população os isolar e tomar consciência que fez uma má escolha. Porque ao contrário da al quaeda que não tem preocupações sociais o hezbola e o hamas disfarçam essa ideologia com preocupaçoes sociais da população, com algumas obras de apoio e assistência e isso permitiu-lhes ganhar a confiança da população e alcançar o poder e de caminho implantar a sua ideologia e ter uma “base militar” de ataques a israel.
O hamas quebrou o passado reinvindicativo palestiniano, e não quer paz em troca de terras ele quer todas as terras e o fim do estado israelita e israel também já está de sobreaviso em dar terras em troca de paz pois quando fez isso em 2004 /2005 e saiu da faixa de gaza deixando o controle desse território o que se passou a seguir foi que esse território se transformou numa “base militar” de lancamentos sobre israel, com pessoas diariamente sob ameaça o que leva a uma situação insustentável que originou tudo isto de novo.
Quando o hamas tomou o poder não se preocupou muito com melhorar a vida dos palestinianos criando infaestruturas normais de progresso, casas, escolas, hospitais, estradas e relacionamento diplomático com o vizinho pelo contrário limpou logo os seus irmãos opositores, criou e aproveitou-se foi de todos os meios que permitiam atacar israel, túneis para contrabando ja que não o podia fazer pelas fronteiras, aumentar as milicias e endoutrinação etc. O hamas, e não sei se os palestinianos, não querem a paz, querem a destruição do estado de israel quem não percebe isto, e elogia as tréguas e o cessar fogo não percebe nada, isso é so um meio de adiar o problema. Daqui a uns meses ou uns anos estamos a falar do mesmo. A guerra por terrivel que seja e por vitimas inocentes que provoque havendo um vencedor e um vencido pode ser um fim de conseguir uma paz e a criação de condições futuras duradouras.