Sem respostas ao post “Idade Média”  

  1. 1 1  a.pacheco

    Palavras para quê….

    É a justiça que herdámos do salazarismo….

  2. 2 2  Isabel Coutinho

    Retorno à Idade Média ?

    Sim. Mas não por causa destas condenações.
    Na Idade Média o aborto era uma prática corrente e aceite. Isto porque, na Idade Média - e na sua ignorância científica - se pensava que o feto só se tornava ser humano depois do nascimento.
    Hoje, a Ciência evoluiu.
    A mentalidade de certas pessoas, é que retornou à Idade Média.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Aliás, como sabemos, os países desenvolvidos proibem o aborto. Não é, Isabel Coutinho. O que vale à Holanda e à Suécia é exemplos de modernidade como Portugal, a Irlanda ou a Arábia Saudita e a Somália

  4. 4 4  Anónimo

    Quem não pensa como o Daniel Oliveira, só pode estar errado e pertence à Idade Média! Porque não vai correr todo nu contra as touradas! Um touro vale mais do que um feto? Pergunto eu que não tenho certezas e não condeno ninguém à fogueira.

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Não sou contra a tourada. Muito pelo contrário. É o que dá adivinhar a opinião dos outros e falar com eles como se fossem partidos políticos e não pessoas com opiniões próprias.

  6. 6 6  JVC

    Mas precisamente, DO. Nenenhum de nós quer regressar às práticas medievas - porque é que acha que há uma tamanha hostilidade entre a Direita «Racista!!!!!!!!!!» contra a imigração, sobretudo a muçulmana?

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Sim, bem sei. É em defesa dos direitos da mulher, uma das causas mais caras à direita.

  8. 8 8  menir

    Provavelmente na Idade Média a percentagem de pessoas que morriam de complicações derivadas de abortos seria a mesma de hoje em dia. Ninguém endossa a prática de aborto como método contraceptivo, o que sei é da existência de partidárias da “Vida” que praticaram desmanchos seguros em terras de Castela ou na Britânia.

  9. 9 9  peregrino

    Daniel, não chego a perceber? Se, à face da lei, o aborto é um crime, não restam dúvidas que deve ser condenado; isto também é “ser” um Estado de Direito, cumprir a lei!

    Em qualquer caso, o aborto seria sempre um crime, mesmo que fosse assim qualificado juridicamente ou que não fosse penalizado/sancionado com uma pena.

  10. 10 10  skyman

    a saga continua.Só te pergunto, Daniel,é se também não te sentes responsabilizado por esta sentença judicial..não estives-te e estás de acordo com o futuro referendo,quando se poderia muito rápidamente ter resolvido a questão utilizando o parlamento? já conheço o teu argumento,mas, mesmo assim te direi que este é o resultado da posição que tu e outros tomaram e que prova que não tinham razão

  11. 11 11  pergrino

    Não concordo com os termos em que a questão é colocada, neste post/notícia, como em geral; e parece-me sintoma de intolerância classificar “automaticamente” quem se oponha ao aborto como “retrógrado” ou qualquer outra coisa semelhante; e significa, as mais das vezes, a recusa em discutir seriamente o assunto; além disso, a Isabel Coutinho tem razão, na Idade Média sim, o aborto era praticado em larga escala, sem que se levantassem grandes problemas.

  12. 12 12  a.pacheco

    Isabel Coutinho, sabe qual é o seu problema e de todos os que pensam como a senhora….

    É tentar IMPÕR como principios morais,a toda a sociedade, aquilo que para vós é correcto.

    Sabe quem como eu viu desde garoto mulheres que praticavam abortos clandestinos, e as consequências disso,é que eu defendo, que as crianças têm acima de tudo que ser desejadas.

    E poderão haver tribunais prisões, condenações morais, que desde que uma mulher não deseje a criança, ela encontrará sempre formas de abortar.

    Desde as velhas agulhas cozer as albardas dos burros, aos pês de salsa, ás varetas de chapeus, é terrivel não é Isabel Coutinho, pois mas essa foi e é a realidade,deste flagelo de Saude Publica, que Portugal continua a viver .

    E esta realidade só atinge uma parte da população, pois as tias da nossa praça, que batem com a mão no peito, e vão todos os domingos á missa, têm sempre um médico amigo e uma clinica privada para resolver os seus pequenos precalços.

  13. 13 13  luikki

    esperemos que o recurso anule esa decisão!
    que é fruto do rectângulo ser governado por canalhas hipócritas!

  14. 14 14  Budapeste

    Li à pouco o Freakanomics - Economia Insólita de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner.
    Uma das relações mais inesperadas a que o autor chega foi a que diz respeito à descida brutal de criminalidade nos Estados Unidos cerca de 15 anos depois da legitimação do aborto…
    Exatamente quando todos os especialistas da criminalidade, alarmadíssimos, previam cenários de aumento apocalíptico…
    Surpreendente?
    Se criar filhos nem sempre é fácil, mesmo quando são desejados e as condições necessárias estão mais ou menos asseguradas…
    Quando os filhos não são desejados é pior…
    Diz o autor que a criminalidade depois sobe…
    E mesmo que este não seja o aspecto mais importante da questão, pode-nos levar a pensar se o nascimento não desejado de uma criança não destrutura, de forma evitável,não só as famílias mas toda a sociedade…

    Para além do sofrimento indivídual de todos os participantes…

    E porque manter esta situação?
    Porque uns querem mandar no corpo dos outros…
    Ninguém será obrigado a abortar se não o quizer…
    É só deixar, cada um decidir por si, aquilo que quer…
    Sem a pressão MEDIAVAL dos tribunais, da Inquisição ou outros…

  15. 15 15  povd

    E ainda bem que evoluiue que as noivas de branco são virgens.

  16. 16 16  B de Active

    Dura lex, sed lex!

  17. 17 17  Joao Botelho.

    VERGONHA !!!

  18. 18 18  Max @ Devaneios Desintéricos

    Ahhh que orgulho que eu tenho neste país…vou já hastear a minha bandeira…

  19. 19 19  Anónimo

    Faz-me sempre muita impressão atirar com os exemplos de modernidade da Holanda e da Suécia. O aborto deverá ser despenalizado ou não conforme pensarmos todos se essa é ou não aquilo que deveremos fazer e não porque é moderno nos outros países.
    A Holanda expõe mulheres nas montras como quem expões carne no talho. Nunca me pareceu moderno nem um exemplo a seguir.
    Quanto a confundir com os partidos, também o Daniel assumiu aqui que todos os que estão contra a despenalização do aborto são medievais (no pior sentido) e apoiantes da inquisição!

  20. 20 20  AC

    Bem podem vir agora os militantes do BE chorar lágrimas de crocodilo enquanto os seus deputados na AR brincam aos referendos com o PS, PSD e CDS.

  21. 21 21  Sofocleto

    Isto aconteceu no Irão, não é verdade?

  22. 22 22  maria

    em que tribunal estao a ser julgados os tres homens co-responsaveis neste processo de gerar filhos que ninguem deseja?

    maria

  23. 23 23  Cam
  24. 24 24  Professo Neca

    Segundo a actual lei a decisão foi correcta por uma vez, porque em geral os tribumais ignoram esta lei e decidem se gundo ideologias.
    Errado ou correcto não sei a unica coisa que sei é que as lei são para ser cumpridas num estado democratico.

  25. 25 25  Rodrigues

    Se o caro amigo Daniel não concorda, pode sempre recorrer à Justiça.
    Se não concorda com as leis que a Justiça usa, só tem 3 caminhos:
    -Berrar esganiçadamente, que é o que faz a esquerda saltitante.
    -Alterar as leis, se a maioria da população concordar.
    -Fazer a “revolução permanente”, à boa maneira trostkysta, com vivas ao camarada Che e ao seu representante na Terra (o camarada Chavez)

    Deve contudo ter a noção de que já não estamos no tempo dos broncossauros.

  26. 26 26  FNL

    Li aqui, li ali, tenho lido por aqui, eu, que não ando por aí, ando por aqui, vou ali e já volto, li aqui, dizia eu, que o aborto é crime, ou crime considerado é, “Porque uns querem mandar no corpo dos outros…
    Ninguém será obrigado a abortar se não o quizer…
    É só deixar, cada um decidir por si, aquilo que quer…”
    Pois bem, estas, como as outras, são frases legítimas e frases-tipo, mas frases-tipo não no sentido de serem menos que as outras, mas no sentido de muita gente as utilizar, assim como “quem aborta é criminosa” também é uma frase tipo. Serve esta introdução para perceberem que, de facto, posição nenhuma vou aqui tomar.
    Não quero, mas neste meu quero está implícito um pedido, não uma ordem, nem tenho categoria para isso, o que lá vai lá vai, não quero, ou melhor, desejava que não me criticassem com artilharia pesada. Estilo “vá catar macacos”, que se por acaso não está aqui nenhum comentário desse género, estará noutros post/blogs. É óbvio que “vá catar macacos” ninguém utiliza, mas mesmo o “você é idiota” e assim me assustam. É pois nesses termos, ou em termos como esse, que não gostaria de ser tratado.
    Se é verdade que cada um tem o direito de dar a sua opinião sem ser criticado, não é menos verdade que eu, José Paes de Castro, não estou aqui para picar, para chatear, para criticar, para tomar partido de algo, apenas para tirar uma ou outra dúvida que há que tempos me atormenta(m).
    É o seguinte:
    onde começa a vida?
    Podem pensar que estou a gozar, mas não, mas não. Afinal, se por um lado se diz que toda a gente sabe a resposta, a verdade é que eu nunca ouvi a resposta. Julgo que no entender da generalidade das pessoas a vida começa às 12/16 semanas, não é certo? Provavelmente não…
    Ora então gostava de saber porque razão os chineses começam a contar a vida a partir da concepção. Note-se que não falo aqui na mentalidade dos chineses actuais, pós-Mao, falo em Chineses pré-Revolução Cultural, os da pólvora, isto sem denegrir os actuais, mas também os gregos antigos têm maior valor científico/cultural/humano que os actuais, ou os portugueses do século XVI mais do que os do século XX, “Ah, Gil, Gil, quem dera a mim ter de ti mil…”. A idade é um posto, e os antigos eram francamente mais fortes, fisica e espiritualmente, falando eu do povo, sempre do povo, os líderes não sabem o que se passa na realidade, o sofrimento e as tristezas de quem vive, de que sofre, de quem aborta, do sofrimento colectivo que todos deveríamos sentir.
    Ora a minha segunda pergunta é precisamente a seguinte:
    As mulheres que abortam, a sua maioria, sofrem com o que fizeram, revoltam-se consigo mesmas, penalizam-se e são penalizadas pela sociedade. Mas deverá o Estado punir quem sofre de tal maneira?
    De resto, pessoalmente não conheço ninguém que bata com a mão no peito, e vá todos os domingos á missa, tendo sempre um médico amigo e uma clinica privada para resolver os seus pequenos precalços, mas isso sou eu, não digo que não haja, repito, não digo que não haja.
    Continuando, que o tempo já escasseia,
    Posso afirmar que sou a favor da vida, mas também posso garantir que se descobrisse que quem foi o responsável pelo brutal assassinato precedido por violação da minha filha de 8 anos é aquele homem a quem eu faço a barba na minha barbearia com navalha, não teria razão nenhuma para me punir se a navalha “escorregasse” para o pescoço, se o matasse. Pelo contrário, sentiria uma paz interior imensa.
    E a minha terceira pergunta é a seguinte: a defesa da vida depende do momento em que quem morre, morre, ou quem é a favor da vida é-o sempre, e quem é contra ela é-o sempre também?
    Bem, já escrevi o testamento, já posso pedir para ser publicado em paz.
    Termino fazendo dois apelos: uma para ver as perguntas respondidas, outro para que a votação seja a favor do “direito de optar”, quer seja depois de (SIM) quer seja antes de (NÂO).
    Bem haja, Daniel.
    Bem hajam todos.

  27. 27 27  a.pacheco

    Nesta discussão existem duas posições.

    Aqueles que seguindo os ditames da religião católica, e do seu fanatismo, consideram aborto um crime.

    E aqueles que como eu, consideram o aborto clandestino um problema de saúde publica.

    Sendo Portugal um Estado Laico, não se devem sujeitar os seus cidadãos aos ditames de uma religião, por muito respeitável que seja.

    A Igreja Católica tambem considera sujeito a condenação quem pratique o adultério, quem use preservativo, e até quem se masturbe.

    Já pensaram o Parlamento a legislar no sentido de punir, quem se masturbe, quem use preservativo ou quem pratique adultèrio?….

    Por isso é que de uma vez por todas, esta questão tem de ser resolvida, para que o enxovalho de mulheres deixe de continuar, para que as mortes por aborto clandestino deixem de ser um flagelo.

    É que Portugal é um país livre e não uma ditadura de fanáticos religiosos como o Irão , o Afeganistão dos talibãs ou a Arabia Saudita.

    Esta é na realidade a grande questão, a cada um definir o seu campo.

  28. 28 28  José Paes de Castro

    Sr. A.Pacheco, eu não o conheço, nem sinto necessidade alguma de o conhecer, mas também não me dou a conhecer. Paes de Castro há muitos, sabe lá agora qual deles sou.
    “eu defendo, que as crianças têm acima de tudo que ser desejadas.”, escreveu. Então, se não são desejadas, porque são concebidas?
    Depois: “A Igreja Católica tambem considera sujeito a condenação quem pratique o adultério, quem use preservativo, e até quem se masturbe”. Oh, filho, não sei de onde foi tirar essa ideia, nem matar a igreja considera sujeito a condenação. Não se deve, não é não se pode, isso pertence à esfera de cada um, que a igreja não incita, não condena, mas compreende. A Igreja não é responsável pelos actos dos homens, se bem que o contrário já seja possível. Qual o maior crime que a igreja cometeu até aos nossos dias? Precisamente, a inquisição. E a inquisição só surgiu, não como consta dos anais, quando a igreja se colou ao estado, mas o contrário, quando o estado se colou à igreja. Em Portugal, em Espanha, ou no resto do Mundo, a Inquisição serviu para proteger os estados, a igreja era apenas um instrumento, mal começou a perder a sua influência mudaram as formas de repressão, ora Real Mesa Censória, ora PIDE, ora o que nós agora temos e que nem me atrevo a dizer.
    É preciso que algo mude para que tudo fique na mesma.
    Mas enfim, deixemos a Igreja que tem sido perseguida (sim, perseguida) desde os primórdios. Adiante:
    “Já pensaram o Parlamento a legislar no sentido de punir (…) quem pratique adultèrio?” E depois? Qual seria o espanto? Um contrato é para ser cumprido, não o sendo, que haja punição. Isto só em relação ao adultério, à masturbação e ao preservativo não tenho nada a dizer, a 1ª porque é da esfera de cada um, a 2ª porque visa impedir o aborto.
    SIM, sou contra o aborto.
    Sou contra a destruição da vida. Absolutamente, porque é disso que se trata, de MATAR.
    NÃO, não sou a favor da penalização do adultério, apesar do que escrevi.
    NÃO, não sou católico, já o fui, sou republicano e ateu, graças a deus, mas sou crente nos homens, e da igreja os homens que eu conheço, homens e mulheres na sua dignidade, são verdadeiros santos do senhor que anunciam do amor e do perdão. Mas a vida dá muitas voltas, e não sei se alguma vez voltarei a acreditar em algo.
    Pense bem, Sr. A.Pacheco, pense no que vai fazer à vida, pense na humanidade que o rodeia, pense nos que vieram antes e nos que virão depois, e não, NÂO pense sequer, em me mandar à m….
    Pense em tudo isso, e talvez chegue à conclusão que não fala realmente daquilo que conhece, porque na realidade não conhece o que está PARA ALÉM DE, para além das notícias que nos chegam diariamente, para além das atitudes de cada um.
    E Força Portugal, que esta noite é para comer frommage!

  29. 29 29  a.pacheco

    Tanta verborreia para tão pouco tino.

    Homem, um chevre com um bom tinto, vai sempre bem…

    E quanto ao resto passe bem….

  30. 30 30  José Paes de Castro

    Concordo inteiramente consigo neste são lacónico comentário: “Tanta verborreia para tão pouco tino.”
    Pois é, esqueci-me que estava a lidar com alguém que não deve nada à inteligência e tino tem nenhum. (a não ser, como é óbvio, que o “A.” seja inicial de Arlentino ou assim…)
    Enfim, mas houve quem tivesse compreendido.
    Passe bem, e não se esqueça, lá para meados da próxima Primavera é a cruzinha no quadrado do “NÃO”.
    Isso compreende, espero.

  31. 31 31  Daniel Oliveira

    «”Já pensaram o Parlamento a legislar no sentido de punir (…) quem pratique adultèrio?” E depois? Qual seria o espanto? Um contrato é para ser cumprido, não o sendo, que haja punição.»

    Apedrejamento, no minimo, caro José Paes de Castro. Como nos bons velhos tempos.

  32. 32 32  Bajoulo

    Mas no fim de tudo quem morreu foi a criança!

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