Não conheço o estudo, mas de uma forma geral é reconhecido que a partir de um certo limiar de conforto e segurança, incrementos nos rendimentos dos individuos não causam mais bem estar.
Um argumento bastante forte em favor de politicas distribuitivas, diga-se de passagem. Não adianta ser podre de rico mas faz toda a diferença passar de pobre a remediado.
Haverá dúvidas de que um homem de sabedoria tem mais condições para desenvolver as suas qualidades no meio das riquezas do que na pobreza? Na pobreza, só há um género de virtude: não se curvar nem se abater; na riqueza, a temperança, a liberalidade, a frugalidade, a ordem e a magnificência têm um campo aberto. O sábio não se desprezará a si próprio, mesmo que seja de baixa estatura; desejará porém ser elegante. Com um corpo frágil ou com um olho a menos, ele sentir-se-á bem, mas preferirá, contudo, que o seu corpo seja robusto, apesar de saber que, em si, há algo mais forte. Ele tolerará uma saúde má, procurando ter uma saúde boa. De facto, algumas coisas, ainda que sejam pequenas em relação ao conjunto, quando são aproveitadas sem que se arruíne o bem principal, contribuem para a perpétua alegria, que nasce da virtude: as riquezas causam ao sábio a mesma impressão e o mesmo gáudio que causa o vento favorável ao navegador, ou que um belo dia causa num lugar enregelado pelo frio do Inverno. Quem, entre os sábios (falo dos nossos, aqueles para os quais a virtude é um bem) nega que mesmo estas coisas, que consideramos indiferentes, têm algum valor e que algumas são até preferíveis a outras? A umas atribuímos alguma honra, a outras atribuímos muita. Não te iludas, as riquezas estão entre aquelas que são preferíveis. Deves estar a gozar comigo, dizes tu, então as riquezas não ocupam na tua casa o mesmo lugar que ocupam na minha? - Queres saber como não ocupam o mesmo lugar? Para mim, se as riquezas desaparecerem, só se arrastarão a elas mesmas; se elas se afastarem de ti, tu ficarias estupefacto e sentir-te-ias abandonado por ti próprio; na minha cabeça, as riquezas ocupam um lugar qualquer; na tua ocupam o lugar mais elevado; em suma, as riquezas pertencem-me, tu pertences às riquezas.
l.rodrigues, Não acredito que seja reconhecido, que dez mil por ano seja esse limiar de conforto de que falas.
Meus caros, o dinheiro não faz a felicidade…mas ajuda muito não é verdade? Não nos vamos agora levar pela leveza da alma sem luxúrias, porque se assim fosse, não estaríamos a comentar este blog, mas sim num qualquer estabelecimento dedicado à castidade, à recolha espiritual despida dos bens materiais e mundanos. Só balelas…
A escola responsável pelo estudo, com certeza que teve em conta a falta de capacidade argumentativa dos portugueses, a falta de honestidade intelectual, a falta de capacidade de uso dos seus direitos cívicos e sociais, bem como de praticar os devidos deveres… enfim o velho espaço do “deixa andar” e do “estou mal, mas para quê lutar por melhor.”
Se ajuda o Alice, ajuda a sair da pobreza, o que deve ser a aspiração de todos, quanto a felicidade isso é outra conversa, se o dinheiro comprasse a felicidade todos os ricos eram felizes. Mas eu admito que sim, para muitos a felicidade consta de ter bens materiais. E para isso o dinheiro é essencial.
Não me incomoda nada que o Belmiro ganhe 10000000 por mes, por dia, etc… A unica coisa que me incomodava no Belmiro era a situação que ele tinha pendente com a familia Pinto de Magalhaes. A partir dos momento em que os tribunais resolveram isso (tendo o Eng. Belmiro sido obrigado a pagar uma grande indemenização) por mim está tudo bem. Não me importo de ganhar dez mil vezes menos do que ele…Venham mais homens como este para criar riqueza e (algum) emprego!!
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
O rendimento minimo para ser feliz, ainda bem que a felicidade tem um indicador valido.
Não conheço o estudo, mas de uma forma geral é reconhecido que a partir de um certo limiar de conforto e segurança, incrementos nos rendimentos dos individuos não causam mais bem estar.
Um argumento bastante forte em favor de politicas distribuitivas, diga-se de passagem. Não adianta ser podre de rico mas faz toda a diferença passar de pobre a remediado.
Devem estar a referir-se ao que deveria ser o Rendimento Mínimo Garantido
Haverá dúvidas de que um homem de sabedoria tem mais condições para desenvolver as suas qualidades no meio das riquezas do que na pobreza? Na pobreza, só há um género de virtude: não se curvar nem se abater; na riqueza, a temperança, a liberalidade, a frugalidade, a ordem e a magnificência têm um campo aberto. O sábio não se desprezará a si próprio, mesmo que seja de baixa estatura; desejará porém ser elegante. Com um corpo frágil ou com um olho a menos, ele sentir-se-á bem, mas preferirá, contudo, que o seu corpo seja robusto, apesar de saber que, em si, há algo mais forte. Ele tolerará uma saúde má, procurando ter uma saúde boa. De facto, algumas coisas, ainda que sejam pequenas em relação ao conjunto, quando são aproveitadas sem que se arruíne o bem principal, contribuem para a perpétua alegria, que nasce da virtude: as riquezas causam ao sábio a mesma impressão e o mesmo gáudio que causa o vento favorável ao navegador, ou que um belo dia causa num lugar enregelado pelo frio do Inverno. Quem, entre os sábios (falo dos nossos, aqueles para os quais a virtude é um bem) nega que mesmo estas coisas, que consideramos indiferentes, têm algum valor e que algumas são até preferíveis a outras? A umas atribuímos alguma honra, a outras atribuímos muita. Não te iludas, as riquezas estão entre aquelas que são preferíveis. Deves estar a gozar comigo, dizes tu, então as riquezas não ocupam na tua casa o mesmo lugar que ocupam na minha? - Queres saber como não ocupam o mesmo lugar? Para mim, se as riquezas desaparecerem, só se arrastarão a elas mesmas; se elas se afastarem de ti, tu ficarias estupefacto e sentir-te-ias abandonado por ti próprio; na minha cabeça, as riquezas ocupam um lugar qualquer; na tua ocupam o lugar mais elevado; em suma, as riquezas pertencem-me, tu pertences às riquezas.
Séneca, in ‘Da Vida Feliz’
l.rodrigues, Não acredito que seja reconhecido, que dez mil por ano seja esse limiar de conforto de que falas.
Meus caros, o dinheiro não faz a felicidade…mas ajuda muito não é verdade? Não nos vamos agora levar pela leveza da alma sem luxúrias, porque se assim fosse, não estaríamos a comentar este blog, mas sim num qualquer estabelecimento dedicado à castidade, à recolha espiritual despida dos bens materiais e mundanos. Só balelas…
A escola responsável pelo estudo, com certeza que teve em conta a falta de capacidade argumentativa dos portugueses, a falta de honestidade intelectual, a falta de capacidade de uso dos seus direitos cívicos e sociais, bem como de praticar os devidos deveres… enfim o velho espaço do “deixa andar” e do “estou mal, mas para quê lutar por melhor.”
Infelizmente, muitos em Portugal não produzem o suficiente para serem felizes. Deve ser por isso que anda por ai uma grande depressão…
Se ajuda o Alice, ajuda a sair da pobreza, o que deve ser a aspiração de todos, quanto a felicidade isso é outra conversa, se o dinheiro comprasse a felicidade todos os ricos eram felizes. Mas eu admito que sim, para muitos a felicidade consta de ter bens materiais. E para isso o dinheiro é essencial.
Mistical, o dinheiro, como diz uma pessoa que eu cá sei, compra tempo e espaço. E se isso não é felicidade, é pelo menos um bom princípio de conversa.
E depois há todas aquelas coisas muito mais importantes que o dinheiro, mas que têm o defeito de ser muito caras.
o Belmiro é a pessoa que declara receber o maior salário em Portugal.
[“E depois há todas aquelas coisas muito mais importantes que o dinheiro, mas que têm o defeito de ser muito caras”]
pois é fuckitall.
Carpe diem, carpe diem
Não me incomoda nada que o Belmiro ganhe 10000000 por mes, por dia, etc… A unica coisa que me incomodava no Belmiro era a situação que ele tinha pendente com a familia Pinto de Magalhaes. A partir dos momento em que os tribunais resolveram isso (tendo o Eng. Belmiro sido obrigado a pagar uma grande indemenização) por mim está tudo bem. Não me importo de ganhar dez mil vezes menos do que ele…Venham mais homens como este para criar riqueza e (algum) emprego!!