Não é que um privilegiado, cheio de guito no bolso, que passa o dia na secretária sem fazer nenhum e vive à conta dos contribuintes não me foi recolher o lixo esta noite?


123 respostas ao post “Incrível”  

  1. 1 1  tardes de bolonha

    Excelente comentario! Melhor ironia nao podia haver.

    [Responder]

    João Oliveira Reply:

    Sim, porque, esse homem do lixo também é “um sujeito carrancudo sentado atrás de um guiché”.
    E que tantas razões ele tem para, pelo menos desde 2005, estar carrancudo!….

  2. 2 2  João Costa

    Eu vi-o hoje logo de manhã no Colombo a passear de fato-de-treino com a família. Também estranhei que se tivesse levantado tão cedo.

    [Responder]

    VAA Reply:

    Sr.João, será que ele não pode ir ao Colombo? Ou será o senhor o único a poder usar fato de treino? Incomodou-o, foi ?

  3. 3 3  Carlos Marques

    Os homens do lixo não são exemplo da péssima relação preço / resultados da função pública em geral – se tivessem concorrência, estavam na falência (como se não estivéssemos já). Fale antes dos professores. Pode-se dizer que os professores não fazem melhor porque não têm condições e que a escola está cada vez mais pensada para a mediocridade – mas, então, porque não se manifestam em massa como quando é por causa de dinheiro para o bolso?

    [Responder]

    Jorge Reply:

    Essa sua obsessão os professores já é doentia. Ó homem, se tem assim tanta vontade de ser um privilegiado ocioso e bem pago (estou a ser irónico, para o caso de não ter percebido), experimente tornar-se professor. Ao fim de uma semana estaria curado da sua obsessão. Garanto-lhe!

    Carlos Marques Reply:

    A questão é essa: um professor que queira ser um bom professor está cada vez com a vida mais dificultada. Mas a questão é também não virem para a rua precisamente para repor as condições de dignidade da profissão. Hoje, ser professor, está desvalorizado e isto porque os professores deixaram, porque em resumo passaram a preocupar-se mais com as suas carreiras do que com as condições de trabalho e o poder de educar – e disciplinar. Os professores são vítimas, como os alunos, das experiência do senhores e das senhoras do “eduquês”, da sociologia e das estatísticas, mas no entanto essa perda de dignidade da profissão não vos faz sair à rua – e isto é um facto.

    esquerdino Reply:

    Ó Carlos Marques, você comeu tanta mas tanta reguada, não foi?

    Carlos Marques Reply:

    E que tal argumentos sérios? Acha que a escola pública que temos está a funcionar como os professores sérios desejam? Os alunos de hoje saem de lá a saber falar, ler e escrever melhor? (Isto já para não falar na matemática.) Como é que vamos competir com os países de Leste e com os asiáticos? Mostrando-lhes as nossas belas estatísticas? Se calhar não precisamos de competir com esses países, porque afinal parece que para a esquerda que temos o modelo a seguir é o escandinavo e aí, já se sabe, a mediocridade chega para os vencer…

    Sibila Reply:

    Por que não foi para professor? Cansa muito, não é??? Prefere, quiçá, estar todo o dia sentado atrás de uma secretária (o que um professor não faz), a escrever aleivosias sobre uma profissão que tomou laivos de escravatura.
    Não sendo docente, sei muito bem do que falo… e creia que eles, no momento em que derrama o seu rancor (ou será mesmo despeito? Ou complexo de inferioridade?), estão a trabalhar seriamente (daí não terem tempo de vir responder-lhe au point), em condições mais do que adversas, enterrados em burocracia… ou a (tentar) ensinar os filhos de muita gentinha que já esqueceu que muito do que sabe o deve aos professores que teve.
    Haja paciência…e bom senso!

    Antonio Cunha Reply:

    Muito bem Carlos

    E dou-lhe mais 3 dicas

    - 86% do orçamento do ministério da educação é para ordenados. A media europeia é 60%.

    - OS professores Portugues são os que menos tempo de aulas por semana têm.

    - Os professores Portugueses são os que menos alunos por sala têm.

    Com tanta fartura não havia de andar a nossa educação pela ruas da amargura.

    Guimarães Reply:

    Qual foi a parte das reivindicações dos professores que não percebeu?

    Sibila Reply:

    Ó Cunha, meta a cunha e vá para professor!
    Faz um bocado mal à cabeça, mas você também já não está muito bem da dita!
    E temo que desde o nascimento…

    É o único comentário possível àquilo que não tem comentário!

    Levy Reply:

    # António Cunha

    “E dou-lhe mais 3 dicas”

    Demonstre-as lá.

    Carlos Marques Reply:

    Eu sou bem educado, cara Sra. Sibila, também porque tive bons professores na escola pública, na primária e no ciclo, em particular, tive sorte, porque esses são anos muito importantes para o que vem depois.

    Por isso, não lhe vou responder à letra como me apetece.

    Como não espero que vá aprender a ler melhor, vou procurar escrever um pouco melhor aquilo que penso: os professores estão há muitos anos a ser vítimas, como os alunos, da falta de condições para ensinar e educar, no entanto, só quando lhes tocam no bolso (progressão na carreira, é o mesmo) é que se manifestam em força e fazem vergar os governos.

    No meu tempo, a escola pública era decente a havia disciplina, agora, com a coisa do “não desistimos de ninguém”, os míúdos preferem atirar-se das pontes a continuar a ser vítimas dos que não têm aptidão para andar na escola – 100% de sucesso escolar é impossível, isso só na cabeça daqueles altos quadros da função pública e da política que têm os filhos deles no Colégio Alemão e no Liceu Francês e noutras escolas privadas, onde as direcções ainda têm o poder de expulsar e por isso não são forçadas a olhar para o lado impotentes.

    Quem sofre, como sempre, são os pobres.

    Esclarecida? Passe bem.

    Sibila Reply:

    Caro Sr. Carlos Marques:

    Eu já estava esclarecida e passo bem, muito obrigada!
    O meu comentário era dirigido a António Cunha, não a si. Provavelmente, não fui muito clara nisso, pelo que peço desculpa.

    No entanto, cumpre-me dizer-lhe:

    Não espere mesmo que eu aprenda a ler melhor: é impossível, já cheguei ao topo no que à leitura concerne.:)
    Quanto ao que escreve no que se refere à escola de hoje, ao ensino igual para todos (haverá forma mais crassa de desigualdade do que dar “a mesma coisa” a toda a gente? Não somos todos diferentes? Então, cada um precisa de especificidades que estejam de acordo com as suas vivências, interesses, capacidades, expectativas…), estou inteiramente de acordo.
    Considero, ainda, que “não se deve desistir de ninguém”. O problema é a forma como se insiste e se resiste nessa insistência.
    Gostaria ainda de lhe dizer que temo não esteja a ser muito justo quando afirma: “[os professores]…no entanto, só quando lhes tocam no bolso (progressão na carreira, é o mesmo) é que se manifestam em força e fazem vergar os governos.”
    Se estiver atento, verificará que já se têm manifestado por muitas outras razões, todas elas perfeitamente legítimas e assinaláveis.
    Na verdade, nisso tem toda a razão, “os professores estão há muitos anos a ser vítimas, como os alunos, da falta de condições para ensinar e educar”. Pena que muito poucos vejam isso! É produto de alguma estupidez governativa em que confundem alunos com números e o sucesso se mede por estatísticas (apenas o que lhes interessa) baseadas em pressupostos claramente falsos.
    O que aconteceu com a criança que se suicidou no rio Tua é absolutamente lamentável. No entanto, talvez não convenha generalizar. Felizmente, parece ser (para já) um caso isolado. Deve ser passível de averiguação policial e sancionados os culpados, sejam eles professores, alunos, ou outra coisa qualquer. Uma vida ceifada desta forma não pode passar incólume, evidentemente.
    Por último: acredito que seja muitíssimo bem-educado.
    E aqui só me resta acrescentar: JÁ SOMOS DOIS!

    Mas que não tenho a menor pachorra para alguns comentários do António Cunha, é uma verdade inelutável.

    Antonio Cunha Reply:

    Levy

    Espero que chegue

    Professores portugueses são os terceiros mais bem pagos dos países da OCDE

    Os professores portugueses são os terceiros mais bem pagos no “ranking” dos 30 países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE), revelou hoje Ben Jensen, responsável do departamento de Estatísticas da Educação daquele organismo.

    Tendo como valor de referência o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de cada país, Ben Jensen disse que, de acordo com dados de 2003, Portugal só é ultrapassado pela Coreia e pelo México. Os dados relativos a 2004 serão conhecidos na próxima terça-feira, mas, segundo o especialista, são “idênticos” aos de 2003.

    Ben Jensen está no Porto, a convite da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), para participar no fórum “Uma visão desafiante para a profissão docente do século XXI”, que hoje decorre.

    Em declarações aos jornalistas, o especialista frisou que, “em Portugal, os salários dos professores estão bastante altos”, referindo também que, em relação ao número de alunos por turma, o nosso país está igualmente “bem colocado”. Neste parâmetro, Portugal ocupa o 9º lugar na lista dos países com turmas mais reduzidas, tendo em média 20 a 25 alunos.
    Fonte: Publico.pt

    Segundo o relatório ‘Panorama Educativo’, no 1.º Ciclo, um professor português trabalha 783 horas por ano; no 2.º Ciclo 626 horas e, no Secundário, 580 horas. A média da carga horária da OCDE é superior: 795, 701 e 661 horas, respectivamente.

    Um professor do Ensino Básico em início de carreira recebe em Portugal 1135 euros mensais brutos. No topo de carreira ganha 2992 euros, revela um estudo da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).
    Fonte: Correio da manhã

    Antonio Cunha Reply:

    Amigo Levy

    Professores portugueses são os terceiros mais bem pagos dos países da OCDE

    Os professores portugueses são os terceiros mais bem pagos no “ranking” dos 30 países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE), revelou hoje Ben Jensen, responsável do departamento de Estatísticas da Educação daquele organismo.

    Tendo como valor de referência o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de cada país, Ben Jensen disse que, de acordo com dados de 2003, Portugal só é ultrapassado pela Coreia e pelo México. Os dados relativos a 2004 serão conhecidos na próxima terça-feira, mas, segundo o especialista, são “idênticos” aos de 2003.

    Ben Jensen está no Porto, a convite da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), para participar no fórum “Uma visão desafiante para a profissão docente do século XXI”, que hoje decorre.

    Em declarações aos jornalistas, o especialista frisou que, “em Portugal, os salários dos professores estão bastante altos”, referindo também que, em relação ao número de alunos por turma, o nosso país está igualmente “bem colocado”. Neste parâmetro, Portugal ocupa o 9º lugar na lista dos países com turmas mais reduzidas, tendo em média 20 a 25 alunos.
    Fonte: Publico.pt

    Segundo o relatório ‘Panorama Educativo’, no 1.º Ciclo, um professor português trabalha 783 horas por ano; no 2.º Ciclo 626 horas e, no Secundário, 580 horas. A média da carga horária da OCDE é superior: 795, 701 e 661 horas, respectivamente.

    Um professor do Ensino Básico em início de carreira recebe em Portugal 1135 euros mensais brutos. No topo de carreira ganha 2992 euros, revela um estudo da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).
    Fonte: Correio da manhã

    Antonio Cunha Reply:

    Mais este

    Portugal é dos países que mais gasta nos salários dos professores em relação ao investimento total feito na Educação.

    A fatia de leão nos gastos no ensino é sempre os salários, lembra a OCDE, uma verdade inquestionável sobretudo quando o investimento total fica abaixo da média da OCDE. O relatório Education at a Glance 2009 revela que Portugal gasta 85% do orçamento da Educação para o ensino básico em salários de docentes, quando a média da OCDE é de 64%.

    Em 2007, o salário médio dos professores portugueses do ensino básico foi menos de metade do rendimento dos docentes do Luxemburgo, mas superou os vencimentos dos professores franceses e italianos.

    Antonio Cunha Reply:

    Sibila

    Em vez de vires com conversa da treta e piadolas podias ler os estudos da OCDE sobre educação em Portugal, e caso sejas professora, coitados dos miúdos, tenhas um pouco de vergonha e estejas calada.

    http://www.oecd.org/dataoecd/41/25/43636332.pdf

    Ler não custa nada. É uma palavrinha de cada vez.

    Levy Reply:

    Caro Cunha,

    demonstrar não é colocar notícias de jornal. Os jornais noticiam os números que lhes dão mais jeito. Coloque as páginas dos relatórios da OCDE se quiser, e já agora que sejam actuais e não de 2003 ou 2004. Eu sei que o discurso reinante é o desse tempo, mas já passaram 7 anos e cortes sucessivos nos salários. Alguma diferença há-de ter feito.

    Antonio Cunha Reply:

    Caro Levy

    Quais jornais ? Está tudo aqui meu amigo.

    http://www.oecd.org/dataoecd/41/25/43636332.pdf

    E se quiser no site da OCDE encontra variadíssima documentação sobre Portugal e educação.

    O que os jornais relatam é apenas o que vem dos documentos.

    Levy Reply:

    Cunha

    Já que é para relatar o que lá está, relato isto:

    - Gasto médio por aluno (p.188): OCDE 9000 dólares; Portugal menos de 7000

    - percentagem do PIB gasta na educação (p.208): OCDE 6,1%; Portugal 5,5%

    - Número de estudantes médio por aula(P.370 e p.374): OCDE aprox 20; Portugal 20.

    - Salário dos prpfessores após 15 anos de experiência (ESTE É O INDICADOR PADRÃO) (p.388): OCDE aprox. 35 000 dólares, Portugal 35 000 dólares.

    - Salário no topo da carreira (p.391): Portugal está a cima da média da OCDE.

    - Salário em início de carreira (p.391): Portugal está a baixo da média da OCDE.

    - Aulas dadas por ano e professor (p.404): OCDE 709 horas; Portugal 760 horas.

    Das três dicas que deixou, não consegui confirmar nenhuma. Se quiser ser simpático indique-me as páginas para eu me convencer. Recortes de jornal não vale.

    Depois disso, podemos passar à profissão seguinte. Qual é que prefere? Médicos? Militares? Padeiros? Polícias? Ou até a sua. Qual é ela mesmo?

    Sibila Reply:

    Cunhíssima!

    Apenas TRÊS dicas (e já são TRÊS a mais… do que aquelas que merece):

    1ª – Vá tratar por TU a gente da sua laia!
    2ª – LER significa COMPREENDER (admito que não soubesse!), algo que lhe custará sempre. E,sim, vá lendo uma palavrinha de cada vez… quem sabe, um dia, consegue juntá-las todas e entender que formam frases; e que estas, num todo coerente, formam um discurso com uma mensagem (a tal que o seu cérebro ainda não captou).
    3ª – ESCREVER também é fácil, mas demora um bocadito mais, porque tem que ser uma letrinha de cada vez (entendeu???!!!). Há conjuntos de letrinhas que formam palavrinhas, conjuntos de palavrinhas que formam frases(inhas). E quando estas frases (inhas) se colocam de forma correcta, lá aparece um texto(zinho). Obviamente, não esquecendo as regras elementares da pontuação, a concordância entre o sujeito e o predicado (pode sempre ver no dicionário o significado destes conceitos – assim palavrinha a palavrinha), a correcção dos tempos verbais e (voilà!) uma fluente sintaxe (de novo, lhe aconselho o dicionário – que coração generoso, o meu!).
    É assim que as coisas funcionam na Língua Portuguesa, já suficientemente maltratada pelos “cunhas” do nosso descontentamento, sabia?
    Lamento que apenas consiga escrever “não-frases”… é que assim nunca produzirá um texto (zinho). Embora esteja convencido de que o faz!

    Se eu não sentisse pena (que coração generoso, o meu!), seria risível (de novo, o dicionário).

    Mas tenha fé e esperança (já que a caridade é a mim que sobeja): haverá, com toda a certeza, algum/a magnânimo/a professor/a que o ajudará a ler, escrever e…pensar!

    É que assim só temos um “cunha e a vã glória de crer que lê, escreve e pensa”!

    Nada mais triste!

    Au revoir!

    Sibila Reply:

    Peço-lhe humildemente perdão, cunha, mas esqueci de lhe dar um valioso conselho: leia o Levy!
    Se o conseguir entender, claro!

    Antonio Cunha Reply:

    ó Levy, o seu patrão também leu o referido documento

    http://www.min-edu.pt/np3/4210.html

    Relatório da OCDE regista melhorias na educação em Portugal

    8 de Set de 2009

    A Organização para a Cooperação e para o Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou a edição de 2009 da publicação Education at a Glance, na qual confirma a existência de mais alunos e de melhores resultados escolares em Portugal no ano lectivo de 2006/2007, período de referência do relatório.

    Quanto ao número de alunos matriculados no sistema de ensino, registou-se um crescimento em Portugal. A percentagem de alunos entre os 15-19 anos inscritos na escola atingiu os 77 por cento, mais 4 pontos percentuais do que em 2004/2005, a comparar com a média da OCDE, que se situa nos 82 por cento. Assim, a distância de Portugal para a média dos países da OCDE passou dos 8 pontos percentuais, em 2004/2005, para 5 pontos percentuais em 2006/2007.

    Relativamente à taxa líquida de transição no ensino secundário, é de salientar que atingiu 65 por cento, mais 14 pontos percentuais do que em 2004/2005 (51 por cento), iniciando a aproximação à média observada para os países da OCDE (82 por cento). Portugal reduziu, no espaço de dois anos, 12 pontos percentuais na distância que o separa dos países da OCDE.

    Já a percentagem da população portuguesa entre os 25 e os 34 anos que concluiu pelo menos o ensino secundário atingiu os 44 por cento, contrastando com os 29 por cento observados no início da década. Para aproximar Portugal dos países da OCDE, nos quais esta percentagem se situa em média nos 79 por cento, revelam-se importantes as medidas de política adoptadas, como o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos e o reforço do apoio às famílias na educação dos filhos.

    No que respeita ao item do investimento na educação, a despesa pública portuguesa em educação como percentagem do PIB foi de 3,7 por cento, valor superior à média observada nos países da OCDE (3,5 por cento). A percentagem da despesa corrente atingiu 98,1 por cento, enquanto nos países da OCDE a média se situou nos 92 por cento. Em Portugal, cerca de 80 por cento das despesas correntes respeitavam a salários, sendo de salientar que no topo da carreira os professores portugueses continuam a ser dos mais bem remunerados da União Europeia e da OCDE.

    Quanto ao número de horas de instrução por ano durante a escolaridade obrigatória, no período abrangido pelo estudo, em Portugal os alunos com 15 anos tinham em média por ano 821 horas de instrução, enquanto a média dos países da OCDE era de 921 horas. Na faixa etária dos 12 aos 14 anos, a média em Portugal atingiu 880 horas de instrução, situando-se a média dos países da OCDE nas 892 horas. A relação altera-se no 1.º ciclo do ensino básico, no qual em Portugal a média de horas de instrução por ano, para os alunos com 7 e 8 anos, foi de 855, mais 86 horas, em média, do que nos países da OCDE (769 horas).

    Em Portugal, país onde as turmas eram em média mais pequenas em todos os ciclos do ensino básico, nos 1.º e 2.º ciclos o número de alunos por turma era de 19,7, enquanto nos países da OCDE a média era de 21,4. No 3.º ciclo do ensino básico as turmas portuguesas tinham 22,3 alunos, enquanto os restantes países da OCDE registam em média 23,9 alunos por turma.

    Em Portugal, existia um maior número de professores por aluno. Nos 1.º e 2.º ciclos, o número de alunos por professor era de 11,8, contrastando com os 16 alunos por professor nos países da OCDE. No 3.º ciclo, a relação era de 7,9 alunos por professor, enquanto nos países da OCDE a média se situava nos 13,2 alunos por professor. No ensino secundário, Portugal apresentava um rácio de 8,4 alunos por professor, comparativamente com os países da OCDE em que esta relação era de 12,5 alunos por professor.

    Para mais informações, consultar:

    * OCDE

    Levy Reply:

    # Cunha

    O meu patrão tem o mesmo objectivo que o Cunha: apenas apresenta o que lhe dá jeito.
    Em vez de rebater o que eu escrevi, o António Cunha limitou-se a debitar o que a Maria de Lurdes Rodrigues mandou publicar na página do ME. Não o imaginava a republicar propaganda, mas enfim…

    O meu patrão é conhecido, mas o seu não é. Nem os interesses.

    Antonio Cunha Reply:

    Sibila

    Eu trato-te por tu, porque não mereces que te trate condignamente.

    Depois trato-te por tu, porque te escondes cobardemente atrás do anonimanto.

    Tu és uma tolinha, que não aguenta umas bocas foleiras e depois desatas a insultar os que discordam de ti. Azar….. Comigo que insulta leva o troco a dobrar.

    Em 3 pontos escreveste apenas Merda. Escreves, escreves, escreves e não sai nada de jeito.

    Em relação ao Levy, posso-te adiantar que neste Blog são mais as coisas que nos unem do que aquelas que nos separam. Somo velhos conhecidos destes debates. Por isso, deixa lá o rapaz em paz. Ele é deve ser um daqueles professores que ainda consegue dar alguma dignidade à profissão.

    Tu para Sibila, não tens nem conhecimento, nem descernimento para usares esse nick.

    Coitados dos miudos que te têm como profesora.

    Daniel Oliveira Reply:

    Agredecia aos intervenientes nesta caixa (todos) alguma calma.
    A gerência agradece.

    Antonio Cunha Reply:

    Levy o estudo está ai para todos lerem

    Voce tambem apenas retirou os items que mais lhe interessavam.

    O que resalta do estudo é que os professores em Portugal, não são nem de longe nem de perto os funcionários publicos mais desfavorecidos, como se costuma apregoar.

    Se Portugal está na cauda da Europa e se os professores estão equiparados à media europeia, convenhamos que estão melhores do que a maioria.

    Antonio Cunha Reply:

    Caro Levy, não gosto de passar por mentiroso. No entanto e visto que o site da OCDE é muito grande, contem vasta informação, já não me recordava onde tinha lido esta informação. MAs finalmente encontrei-a.

    Ora aqui vai

    http://www.oecd.org/dataoecd/59/36/42007470.pdf

    Na pagina 38

    The Education Ministry is responsible for the staffing of elementary and secondary
    education in Portugal. In total, the Education Ministry budget supports 3 500 ministry
    employees and 147 000 school personnel. Over 85% of its budget is for personnel. The
    Ministry provides staff to 1 100 school groupings and 7 000 schools. The Portuguese
    government has undertaken a major programme to reorganise the school network,
    closing under-utilised schools and consolidating others. Thus far, 2 200 schools have
    been closed. The Ministry has undertaken a broadly focused assessment of school
    performance as part of its efforts to strengthen the Portuguese school system. In
    developing its budget proposals, the numbers of teachers and students are important
    budgetary factors. As performance information is improved, the Ministry budget office
    expects schools to have more flexibility in allocating resources

    Levy Reply:

    Cunha,

    eu retirei aqueles dados para contrapor aos seus.

    Eu não disse em lado nenhum que os professores eram uns desfavorecidos, o que não aceito é que se diga que são os mais bem pagos da OCDE, quando na realidade os vencimentos estão em linha com a média dos outros países.
    Alias gostava que me dissessem onde é que está o espanto em ter professores com vencimentos superiores à média dos portugueses. Os professores são licenciados, e é como tal que são pagos. Tal e qual como os outros licenciados. Por que é que acham os ordenados dos professores altos, e não acham os dos médicos, engenheiros, jornalistas, juízes, militares? Por que não fazem essas comparações? Eu calculo o motivo: enquanto se escrutinam uns, outros passam despercebidos.
    Os professores são a obsessão nacional. O bode expiatório de todos os males. O objectivo de Lurdes Rodrigues continua a cumprir-se todos os dias.

    Espero que não me leve a mal alguma irritação que tive nesta conversa, mas como calcula não gosto de ler o que aqui se escreveu. O post era sobre a recolha do lixo, acabou nos professores. Invariavelmente.

    Sibila Reply:

    Caro Daniel Oliveira:

    Tem imensa razão e o “savoir faire” assim o exige (ainda que eu – não me retiro do seu comentário – esteja absolutamente calma).
    No que me diz respeito, as minhas desculpas, crendo, no entanto, não ter baixado o nível.

    É que ser irónico (e fui-o) é uma coisa; ser grosseiro, outra totalmente distinta.

    Quem não tem nível nem capacidade para responder à ironia com ironia (de preferência, subtil) só pode mesmo agastar-se e passar ao insulto grosseiro. Sem perceber, sequer, quanto pequenino, absurdo e ridículo fica.

    Mas, enfim, quanto a isso nada posso fazer…

    Um abraço

    Sibila Reply:

    Caro Levy:

    Os meus mais sinceros parabéns: pela clareza, pela inteligência, pela lucidez, pela justeza e pela justiça. E, também, pela paciência!

    Não sendo professora (exerço clínica), mas filha de pais professores, aqui lhe deixo o meu apreço e a minha consideração.

    É de professores como o Levy (creio ser essa a sua profissão) que este (pobre) país precisa.

    Um abraço

    Levy Reply:

    Cunha outra vez,

    “In total, the Education Ministry budget supports 3 500 ministry
    employees and 147 000 school personnel. Over 85% of its budget is for personnel.”

    Estes dados não estão de acordo com a estatística do próprio ME, que pode consultar aqui:

    http://www.gepe.min-edu.pt/np4/?newsId=364&fileName=estatisticas_educacao_2007_2008.pdf

    São as mais recentes e utilizadas nesse relatório da OCDE.

    Grosso modo havia 155 mil professores e 57 mil não docentes, totalizando 212 mil pessoas. É natural que 85% do orçamento seja para salários. O relatório da OCDE fala em 150 mil (3500 no ME + 147 mil nas escolas). Engana-se por muito. Acertaram na %, mas não no número de funcionários, pois atribuíram o valor de 85% da despesa apenas a professores, quando na realidade ela resulta do universo de todos os funcionários.
    O que levanta uma questão em relação à credibilidade do estudo: se nos outros países apenas tiverem sido incluídos os ordenados dos professores, é natural que a % destinada a salários seja muito mais baixa, e não faça sentido comparar com a despesa portuguesa que inclui não docentes.

    Estes relatórios devem estar cheios de erros destes.

    Levy Reply:

    @ Sibila

    Agradeço as suas palavras. Elas são infelizmente uma raridade. A maioria das pessoas pensa e diz o contrário da Sibila.
    É de facto a minha profissão. É muito complicado ser professor hoje em dia, e se ainda por cima for acossado por todos os lados, já imaginará como é que a maioria dos professores anda.

  4. 4 4  Nuno Medeiros

    Caro Daniel,
    o problema da função pública é que uma MINORIA de privilegiados, cheios de guito no bolso, que passam o dia na secretária sem fazer nenhum e vivem à conta dos contribuintes tem contribuído (e de que maneira) para que a MAIORIA veja os rendimentos, direitos e condições de vida a deteriorar-se. Mas os privilegiados existem e muitos deles (porque conheço alguns) são recorrentes nas greves.
    A maioria de justos já começa a estar farta de pagar pela minoria de pecadores, seja nos rendimentos, no nível de vida, na justiça, nos direitos, nos deveres.

    [Responder]

    LAM Reply:

    Nuno Medeiros,
    Pelo que diz, afinal parece que quem passa os dias na secretária, sem nada fazer para melhorar as suas condições de vida e de todos, são os outros, os não funcionários públicos. Porque é que em vez de dizer mal de outros trabalhadores como você, presumo, não luta também contra os que querem que sejam mais uma vez os trabalhadores, os funcionários públicos e os outros, a pagar o desvario de dezenas de anos dos sucessivos governos, afinal os que mandam nos funcionários públicos e nos das empresas privadas?
    Ou não será a falta de coragem e o medo que o impele a não querer ver onde de facto está o mal?

  5. 5 5  mário borges

    “errata”
    É uma vergonha o que se passa com os funcionários de recolha de lixo. Na minha região então já nem existem. Foram substituídos por um camião com sistema mecânico de recolha de contentores de lixo.
    E pensar que funcionários públicos são privilegiados e que têm direitos a mais é uma aberração. O que se deve lutar não é o fim desses privilégios mas sim a sua generalização ao resto da actividade económica quer pública quer privada.

    E já agora: Nem uma palavra neste blogue sobre a proibição do governo de Andorra de circulação de um jornal em português para a comunidade lusitana naquele “projecto” de país? Estranho…

    [Responder]

    Fado Alexandrino Reply:

    É uma vergonha o que se passa com os funcionários de recolha de lixo. Na minha região então já nem existem. Foram substituídos por um camião com sistema mecânico de recolha de contentores de lixo.

    Fantástico!
    Um dia, sei lá em 2035, até vão aparecer semáforos (são aquelas coisas com três luzinhas para regular o trânsito).

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    Espero que tenha apanhado a ironia.

    [Responder]

    Jorge Reply:

    Daniel, não me diga que há boys do bloco central de interesses instalados a recolherem o lixo na sua rua????
    ;-)

    Tonibler Reply:

    Gosto do patrão que quando o empregado não aparece para fazer aquilo que é pago festeja o facto com ironia…Aliás, porque é que não passamos todos a ter o mesmo patrão?

  7. 7 7  LAM

    Isto é uma chatice. E não é que lhes diminuiram os bónus para apenas 2% (não taxados, caso contrário ameaçam ir para outros países*), sobre os lucros?
    Estes sim, são os verdadeiros trabalhadores da “limpeza”

    *gostava de perceber para quais, mas isso enfim, são coisas que eu não enxergo.

    [Responder]

  8. 8 8  José

    Os funcionários públicos não são preguiçosos. São pessoas como as outras.
    Apenas estão numa enorme máquina que não privilegia o mérito ou a produtividade.

    No entanto, têm condições, desde salários, adse, horário de trabalho e muitas outras muito mais favoráveis que os outros trabalhadores.

    Aumentar os FPs sem aumento de produtividade tem como consequência tirar dinheiro aos restantes trabalhadores e agravar ainda mais o fosso da desigualdade entre os dois.

    [Responder]

    Natália Santos Reply:

    100% de acordo !

    Guimarães Reply:

    Quais são os salários mais favoráveis?
    Pode ver no Diário da República concursos para lugares em que se exige a licenciatura com vencimentos de 1.050 € ilíquidos por mês. Os descontos excedem os dos privados em 0.5% (10% para aposentação + 1.5% para ADSE).
    Informe-se!

    José Reply:

    Guimarães, é esse tipo de argumentação desonesta (ou então de alguém que não tem a mínima noção da realidade), que causa maior repulsa pelas manifestações dos funcionários públicos.
    Que queiram mais salário e regalias, tudo bem, é uma ambição legítima, agora não se vitimizem.
    Faz ideia de quantos licenciados há em Portugal a receberem metade dos tais €1050 mínimos na função pública?
    Descontam 10% para a aposentação? Os outros descontam 11% para a segurança social.
    Descontam 1,5% para a ADSE? A ADSE é melhor que qualquer seguro de saúde, toda a gente de bom grado descontava 1,5% para ter direito a ela.
    Quer vir falar agora de horário de trabalho, de dias de férias, de muitas outras coisas?

    Se insiste que são vítimas, defendam então ue tenham o mesmo regime que todos ou outros trabalhadores.
    Era de longe o mais justo, regras iguais para todos.

    Guimarães Reply:

    José
    Os tais licenciados estão em trabalhos em que se exige licenciatura?
    Quanto a igualdade, defendo-a desde que seja efectivamente “igual” e há muitos anos.
    É que os funcionários públicos não têm direito a subsídio de desemprego nem a recorrer ao tribunal do trabalho. O patrão é que faz as leis!

    José Reply:

    “É que os funcionários públicos não têm direito a subsídio de desemprego”

    Têm direito, a questão é que é impossível o receberem, porque é impossível perderem o emprego.
    Os escassos que foram abrangidos pela mobilização especial e aceitaram sair, saíram com condições muito mais vantajosas do que quaisquer subsídio de emprego.

    Guimarães, cada frase que escreve é mais uma demonstração de lirismo e de uma total alienação da realidade.

  9. 9 9  CC

    incrível, o DO tem quem lhe vai recolher o lixo que ele produz.
    e vai não vai também mulher a dias, que certamente fez greve, em solidariedade com os funcionários públicos e assimilados.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    CC, são luxos meus. Tenho um homem do lixo só para mim. O senhor não? Costuma ir entregar os sacos à câmara?

  10. 10 10  Francesco

    O trabalho sujo, é sempre feito por alguém. A diferença está no que recebe.

    [Responder]

  11. 11 11  CC

    e que se tivesse que ser? sujava-me?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Tem razão. Um luxo inacreditável. Nunca mais deixo que me recolham o lixo.
    Haja pachorra.

    esquerdino Reply:

    CC, e se tivesse que reflectir sobre os motivos/direitos de uma greve, fazia-o?

    CC Reply:

    a questão aqui é que existem serviços básicos essenciais, como a recolha e tratamento do lixo, cujos agentes são classificados, justamente como trabalhadores da área da higiene, urbana quando pertencem aos quadros camarários.
    porque são serviços essenciais e sem alternativas para os utentes, os utentes ficam muitas vezes confrontados com situações de chantagem como é o caso actual, porque a lei não permite o recurso a serviços alternativos ou mobilização voluntária dos cidadãos com essa finalidade. o “luxo” está aqui.
    estas questões, de pura cidadania, é que mereciam ser discutidas. os funcionários estão para servir o público ou para se servir do público?

    Daniel Oliveira Reply:

    Ou seja, a sua questão é se não devemos garantir que, na prática, as greves são inuteis. É essa a sua questão de cidadania, não é?

    Sibila Reply:

    “os funcionários estão para servir o público ou para se servir do público?”

    Em boa verdade, parece que estão apenas para que o público… se sirva deles!

    A “esperteza saloia” sempre me incomodou deveras!

    Haja pachorra para tanto cretino!

  12. 12 12  Vítor

    E os funcionários público daquela escola de Mirandela? Esses nem para recolher o lixo serviam.

    [Responder]

  13. 13 13  joão viegas

    Tem piada que ao principio não percebi o post pelas seguintes razões.

    No bairro onde moro, na Cidade Luz, o serviço da recolha do lixo é subcontratado, de forma que os homens do lixo não são funcionarios publicos. São trabalhadores de direito privados e como calcula, a maioria são Suecos altos, louros e de olhos azuis cuja presença no territorio é perfeitamente legal… De forma que, ainda que tivessem reivindicações, o mais provavel seria ficarem caladinhos…

    Ia pois escrever que se trata se um bom exemplo da nossa hipocrisia, por detras da subcontratação tão badalada pelos nossos ideologos neo-liberais, existe uma logica economica que consiste em delegar ao preto (o tal Sueco às vezes, quando olhamos bem, é mesmo preto, e a carte de séjour também). Isto em França é tanto mais caricato que existe uma direita xenofoba forte, de forma que existe a garantia de que o tal preto não vai levantar o pio ou procurar dar nas vistas. Caso contrario, ainda leva nas ventas, ou é recambiado por charter para Estocolmo…

    Paris, como sabe, esta à esquerda desde duas mandaturas, de forma que quando falo da nossa hipocrisia, falo mesmo da hipocrisia dos “bourgeois-bohèmes” frequentadores deste blogue (como eu), que iriamos torcer o nariz se nos procurassem aumentar os impostos a pretexto de ser necessario aumentar os salarios dos homens do lixo.

    Ia escrever isto tudo (como escrevi), quando fui assaltado por um escrupulo e fui verificar se o que estava a dizer corresponde à realidade.

    So parcialmente : em Paris, os Verdes têm conseguido (até ontem!) implantar uma politica de re-municipalização dos serviços de lixo e, pelos vistos, mais de metade dos bairros de Paris têm hoje um serviço “publico” de recolha (mas não o bairro em que eu moro).

    Para quem estiver interessado, pode ler as informações no blogue de Yves Contassot (eleito pelos Verdes e adjunto de Delanoë) : http://yvescontassot.eu/?2008/06/15/222-privatiser-la-collecte-des-dechets-a-paris-une-decision-purement-liberale.

    Em conclusão, se tudo correr bem (e não esta tudo a correr bem, se percebo o que diz Yves Contassot), talvez daqui por uns anos eu possa rir-me à conta do seu post…

    [Responder]

  14. 14 14  Clara França Martins

    A verdade é que ele, se tivesse o emprego em risco, ia mesmo recolher o lixo!

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    E assim é que devia ser: comer e calar. Não é?

    LAM Reply:

    Pois claro. Com fome e porradinha é que se faz um país. Vá lá que tivemos o Cerejeira que nos dava vinho para alimentar a nação, mas esse era democrata, pois.

    Flor de Sal Reply:

    Caro Daniel,

    devia dar Graças a Deus, é um privilegiado, nem todos podem ser loiros, altos, esbeltos de olho azuis, verdadeiros príncipes eslavos, guito nos bolsos, não fazer nenhum e viver à conta do contribuintes.
    Eu também ficava chateada!
    Mas qual é a sua sugestão é passar tudo a privilegiado ou a homens do lixo?
    Agradeço resposta.

    Daniel Oliveira Reply:

    Darei resposta quando perceber a pergunta.

  15. 15 15  JMG

    Nunca vi uma greve não recolher o apoio da esquerda: é assim a modos como um reflexo condicionado – não há greves inapropriadas. E ainda hei-de ver a esquerda a apoiar greves em Cuba. Daqui a pouco tempo, logo que o regime comunista caia e os trabalhadores comecem a ser explorados.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    JMG, olhando para a coluna da direita percebe com a sua cassete não cabe neste blogue.

    JMG Reply:

    Hoje ao jantar vou ver se ainda há Fósforo Ferrero, e vou engolir duas drageias junto com os tangerinas da sobremesa. Pode ser que quando o medicamento fizer efeito entenda o que a sua resposta quer dizer.

  16. 16 16  Helder

    Daniel,
    temos que contra atacar, onde mora esse nababo da recolha?
    Já postaste o nome do gajo no jugular ou no camara ?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    No “i”, no “i”.

  17. 17 17  Helder

    Ou então, seguirmos o exemplo italiano e entregarmos a recolha do lixo a “privados”.

    [Responder]

  18. 18 18  A.R.A

    DANIEL OLIVEIRA

    Aquele GRANDE abraço por numa frase tão simples ter arrebanhado todo um sentimento que me revolta.

    Na Amadora, a divisão de recolha do lixo, com os seus 100% de adesão, ainda me dão alento e me fazem recordar da Amadora reenvindicativa e que chegou a ser um dos farois do 25 de Abril.

    Pena é que, muitos funcionarios publicos, que auferem muito mais do que estes herois, se tenham acobardado e fiquem a espera de serem tambem incluidos no resultado final da luta sem perderem qualquer compensação salarial.

    É uma vergonha e que se torna ainda maior quando ouvi concidadãos com piropos do estilo:
    - Voçes querem é mama!

    Pois bem, é este sentimento divisionario da população que sempre imperou nestes momentos fulcrais na luta pelos direitos dos trabalhadores que no caso são da função publica mas que não deixam de ser extensiveis a toda a nossa sociedade activa e que me deixa ainda mais revoltado ao ver pessoas que recebem 600 € mensais e tomam a pulso o seu direito a greve quando esse dia não remunerado terá uma importancia bem mais vital nas suas vidas do que a de um qualquer quadro superior que os olha de soslaio.

    Espero, amanhã, ter todos os dados percentuais da adesão para partilhar convosco aqui no blogue.

    Aquele Abraço e a LUTA CONTINUA

    A.R.A

    [Responder]

    Fado Alexandrino Reply:

    Espero, amanhã

    Amanhã o lixo vai ser recolhido e por isso o único inconveniente foi durante um dia a Amadora ter estado um bocadinho mais suja, o que nem deve ter sido notado.

    Helder Reply:

    Fado, o que tu precisas é que as burras levam em Maio.

    cafc Reply:

    Meu caro A.R.A

    De repente, pensei numa coisa esquisita. Será possível e, economicamente, rentável, formarmos uma empresa para a remoção do lixo de “certas cabeças”?

    Aquele abraço.

    A.R.A Reply:

    FADO ALEXANDRINO

    Sem duvida que a sua eloquencia do principio “laissez faire, laissez aller, laissez passer” fazem todo o sentido na sua constatação. Pena é que não se veja na situação de ser obrigado a greve como recurso final.

    Sim, obrigado, pois ninguem a fez (a greve) porque lhe apateceu e se tiver um pouco de tino verá que aqueles que a fizeram pertencem aos oficios onde menos se recebe e mais desgaste propocionam.

    Só me resta lamentar a sua ironia serodia e esperar vê-lo em situação semelhante para ver se o seu fado continua tão sintonizado com a musica deste governo.

    A.R.A

    Sibila Reply:

    Muito bem, A.R.A.: na mouche!
    Parabéns!

    Quanto ao “Fado”, olhe, não se consuma nem perca tempo.

    Há fados assim na vida. Aqui, quase podemos afirmar:

    Enfim, é o nosso fado!

    Fado Alexandrino Reply:

    Muito obrigado pelos calhaus.
    Infelizmente a verdade é aquela mesmo, o lixo hoje vai ser recolhido e a greve não serviu para nada, excepto dar cabo da vida de alguns como se viu nas televisões.
    O exemplo melhor da eficácia das greves foi dado pela Opel da Azambuja, de greve em greve até ao fecho da fábrica.
    Hoje podem dizer orgulhosos, lutamos ombro a ombro e agora estamos todos no Fundo do Desemprego pago por nós e por vós.
    O líder da UGYT quando voltar do passeio a Mozambique pode explicar isto um bocadinho melhor.

    cafc Reply:

    Dedico este soneto de Bocage a todos os “heróis da língua e dos dedos” que, pretendendo insultar quem vai à luta, se escondem nos seus “armários miguelo-vasconcelistas”. Na expressão, pura e dura do nosso Povo, são os “calhaus com olhos”.

    “O guarda-mor da calva para baxo
    É mais desagradável que um capucho;
    Não tem bofe, nem fígado, nem bucho,
    Mais chato me parece que um capacho.

    As costas são cavernas de um patacho,
    Os queixos são as guelras de um cachucho;
    Tem figura de mágico, ou de bruxo,
    Na cabeça miolos lhe não acho.

    Afecta no exterior santo de nicho,
    Por dentro é mais sinistro do que um mocho
    E aloja mais peçonha do que um bicho.

    O que os outros têm cheio, ele tem chocho;
    O que é nos mais vassoira, nele é lixo;
    E anda isto entre nós! Ah bom arrocho!”

    Só pode vencer quem tem coragem para lutar.
    O nosso Povo, também, diz que “dos fracos não reza a História”. A quem optou por “mais vale um cobarde vivo do que um herói morto”, espero que “s’avergonhem”.

    O meu agradecimento a todos os que (ganhando ou perdendo) deram, dão e darão o exemplo de que mais vale resistir que desistir.

    Para todos eles, um grande abraço.

    A.R.A Reply:

    FADO ALEXANDRINO

    Ponderei não lhe responder, tal a aberração da sua intervenção, mas após ter vislumbrado aquela vergonha que foi ver concidadãos meus a gritarem olés a selecção de Portugal, facilmente, constatei que o Fado não está só no absurdo auto-flagelo que tão bem é aplicado por gentes da sua estirpe no nosso país.

    Gostou dos calhaus? Que bom para si, agora não espere que toda a gente siga esse seu masoquismo ou que aceite os calhaus do capitalismo sem ao menos ripostar.

    Sabe, quanto a fabrica que enuncia, foram 43 anos de operação e se a sua alminha achava que que por ser um dado consumado os trabalhadores deverião ter-se mantidos calados e com o rabinho entre as pernas sem ao menos assegurarem as devidas compensações, acredito piamente que, na sua estranha forma de ver o mundo, nunca o salazar teria caido da cadeira pois o fado lá estaria a fazer de almofada para lhe amparar a queda.

    Mas para sua informação saiba que:

    «No final de 2005, um relatório da GM enaltecia o desempenho da fábrica da Azambuja, ao registar um aumento de produção de 11,2% face a 2004, ao montar 73 711 veículos. Ao nível da qualidade, “a fábrica da Azambuja voltou a apresentar excelentes indicadores e a evidenciar uma elevada eficiência a nível do processo produtivo, cotando-se entre as três melhores unidades industriais da GM Europa”. Cinco meses mais tarde, um estudo evidenciava que o custo de produção por veículo apresentava uma desvantagem de 500 euros comparativamente a Saragoça.» … mas que apesar da greve ficou acordaddo « que os trabalhadores, apesar do desalento, estão a cumprir o acordo que assinaram com a GM no início de Outubro, em que, em troca de um plano de compensações, se comprometeram a fabricar 23 062 veículos até amanhã. Por dia saem da fábrica 320 veículos.»

    In D.N 20/09/2006

    Utilizou sem duvida o melhor exemplo para demonstrar a malandragem dos trabalhadores grevistas.

    Fado, entristece-me que tenha a mesma nacionalidade que a minha.

    A.R.A

    Fado Alexandrino Reply:

    Fado, entristece-me que tenha a mesma nacionalidade que a minha.

    Não tem importância, embora em teoria façamos ambos parte da mesma Nação não tenho, nem quero ter nada a ver consigo, considero aliás que são aqueles que comungam das suas ideias os coveiros daquilo que era, hoje já não é, Portugal.

    Os assobios à selecção foram muito bem aplicados. Se querem vir fazer um jogo para passear e mostrar camisolas juntem-se na Costa de Caparica e façam uma peladinha.
    Se querem ser profissionais e levar a que se pague um bilhete sabe-se lá com que custos portem-se como homenzinhos.

    Os trabalhadores da Opel da Azambuja estão hoje todos no desemprego.
    Fizerem muitas greves que devem ter dado uma saúde á empresa e um sinal aos administradores portentosos.
    O senhor parece achar que eles estão melhor assim.
    O melhor é perguntar-lhes.
    Quando acabar o subsídio de desemprego, pergunte-lhes outra vez.

    A.R.A Reply:

    FADO ALEXANDRINO

    «Os trabalhadores da Opel da Azambuja estão hoje todos no desemprego.»

    Talvez ande distraido mas para além desses que enunciou estão mais 700 mil e não vejo fado algum que acabe com essa sangria. Mas não faz mal, não é? O que esses comunas querem é mamar do subsidio, enquanto anda um Fado a fazer pela vida andam esses penduras a fazer greve.

    Vão mas é trabalhar ………… é pá ………. mas ……….. trabalhar para onde?

    Bem sei que o conceito de greve para alguem como o sr. é um termo demasiado abstrato para uma eficaz absorção de algo que lhe tolda o raciocinio, portanto, apraz-me elucida-lo do que vem escrito na Constituição Portuguesa que vem escrito em Portugues e abrange os territorios de Portugal sob a qual se regem os cidadãos nacionais & estrangeiros que habitam esse país:

    Artigo 57.º

    (Direito à greve e proibição do lock-out)

    1. É garantido o direito à greve.

    2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.

    3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.

    4. É proibido o lock-out.

    Assim sendo, ao vislumbrar um habitante nado (suponho) de um país, que não entende e ou não quer entender a constituição sob a qual se rege, embora não se coiba de manifestar negativamente a sua ignorancia e desrespeito pelas leis que o regem, não pode ser considerado um elemento de palavra valida em qualquer opinativa postura para com os seus concidadãos.

    Portanto, o sugeito Fado Alexandrino, pode ser considerado um inimputavel a luz do seu papel de cidadão, cujo o conceito não domina, pois é incapaz de, por força da sua condição de ignorancia auto-infligida, não ter a capacidade para avaliar ou para se determinar de acordo com essa avaliação.

    Como conclusão, apartir deste preciso momento, tudo o que disser a respeito deste ou de outros assuntos relacionados, quem neste blogue o ler terá que ter em conta o seu caso no quadro de cidadania participativa enquanto não demonstrar melhorias de conhecimento.

    Pela minha parte, é tudo.

    A.R.A

    Fado Alexandrino Reply:

    Não compreendeu nada do que eu quis dizer, é natural só vê com o olho esquerdo e só vê aquilo que o partido lhe manda ver.
    De qualquer maneira parabéns, nunca tinha lido tanta palavra finória em tão poucas frases.
    Já agora sujeito escreve-se assim e não assado.
    Vou ser conciso:

    Os trabalhadores da Opel da Azambuja estão todos no desemprego.
    O direito á greve é lindíssimo e acho muito bem que façam greves por isto e por aquilo.
    E o por aquilo é que noventa por cento delas são políticas.
    Os outros dez por cento é por dinheiro.
    Nenhuma é pelo bem dos outros aliás a greve o que pretende é estragar ao máximo a vida dos outros.

    Na televisão uma senhora declarava muito satisfeita, fechamos as urgências, as consultas e o ambulatórios.
    Os trabalhadores da Opel da Azambuja estão todos no desemprego.

    Os serviços mínimos nunca foram regulamentados e cada vez que há greve é sempre a mesma discussão, uns dizem que são estes outros dizem que são aqueles.
    Numa escola se a fulana que tem a chave da porta faltar toda a escola é obrigada a fazer greves, quando não querem os comunistas fecham os portões a cadeado.

    Os piquetes de greve( uma vez um quis-me bater), estão ali para elucidar os trabalhadores que não querem fazer greve a fazerem greve.
    Os trabalhadores da Opel da Azambuja estão todos no desemprego.

    Já houve umas greves gerais em Portugal decretadas pela parte sindical do PCP que é a CGTP.
    Alguém se lembra de alguma mudança que tenha acontecido excepto o perder-se um pouco da riqueza nacional?
    Os trabalhadores da função pública não podem ser despedidos.

    Agora entretenha-se a ler isto e responda apenas a factos e não me atira com o “Partido com Paredes de Vidro” para cima porque podem partir-se.

    A.R.A Reply:

    FADO ALEXANDRINO

    Embora seja letrado (agradeço a correcção) continua bem latente a sua condição, tanto pela repetição, tanto pelas insinuações fantasiosas e, mais grave ainda, pela continua ignorancia auto-infligida.

    Sinceramente, faltam-me conhecimentos academicos ou por experiencia para saber lidar com o seu caso em particular, portanto, só lhe posso dizer que tem toda a razão visto ser um lugar comum no ideario popular não contrariar os…….. os fados desta vida madrasta.

    Tem toda a razão, fado, não se exalte!

    A.R.A

    cafc Reply:

    Meu caro A.R.A

    Podemos escrever e falar, livremente, porque os “salazarento- fascistóides” não podem impedir-nos. Ao invés, eles podem “dejectar” todo o ódio que os “alimenta”, sem que alguém os impeça.

    Meu amigo, esse “corajoso anónimo” com quem tentou debater, é o mesmo que queria manter a sua (dele) “rica vidinha” no que designa por Lourenço Marques (Maputo, nem pensar) mas, escreve Mozambique (Moçambique, não existe).

    Esse “herói anónimo-globosférico” só queria que os filhos dos outros continuassem a morrer e a matar (na guerra colonial), para que ele não fosse perturbado no seu (dele) “modus vivendi”.

    Teve a suprema oportunidade de mostrar o “amor pátrio” do “Minho até Timor”. Pegou em armas contra os “traidores”? “Pirou-se”, enquanto era tempo? Trouxe uma “mão atrás e outra à frente”?

    Este “herói fadista” tem medo da Democracia. Continua anónimo, embora, há um post atrás, tenha identificado uma ex-namorada.
    “Voltei” aos tempos da minha juventude. O “bufo” da PIDE era anónimo mas, denunciava quem lhe apetecesse (até podia ser um vizinho de quem tinha inveja).

    Meu amigo, por nós e acredito que, pela grande maioria do nosso Povo, o fascismo não passará.

    Aquele e redobrado abraço.

    A.R.A Reply:

    CAFC

    Meu amigo, gente desta estirpe conheço eu de gingeira e dar-lhes importancia indevida é concerder-lhes a razão do seu pensar.

    São caricatos, agora, mas já tiveram o seu tempo de nefasta memoria para todos nós embora , ao contrario da maioria de camaradas meus que seguiam a risca as recomendações do partido, me calhado algumas vezes em fortuna ter uma conversa de pé de orelha (o meu pé com a orelha deles) com tipos de igual postura.

    Essa, entre outras, é uma das razões pela qual nunca me filiei, mesmo vivendo de forma intrinseca a vida do grande partido Comunista Portugues, pois nunca foi muito disciplinado e sempre fui avesso a directrizes.

    Os tempos são outros, mas fique ciente que enquanto tiver genica e tino (e ainda me faltam 100 anos para os perder ;) ) essa estirpe de ressabiados por mim nunca passará.

    Sou pessoa com estudos mas nasci num meio onde se dava valor ao pouco que se tinha para partilhar e tanto assim é que (perdoe-me a inconfidencia) tal só possivel quando essa partilha, era, como exemplo: um divã que partilhava com o seu irmão na cozinha de seus pais;
    para então saber relativizar o conceito de posse e valorizar ao conceito de solidariedade.

    Claro que lutei para melhorar a minha condição (e os meus pais foram a pedra basilar dessa luta) mas nunca esquecerei o meu passado que se reflecte no meu presente e, no que depende de mim, lutarei para que nas gerações vindouras as minhas passadas privações sejam coisas demasiado abstrusas para a comprensão da realidade vigente (assim espero!).

    Portanto amigo CAFC, dar atenção em demasia a essa ralé é pura perca de tempo.

    Aquele Abraço Camarada
    A.R.A

  19. 19 19  SILVA

    Excelente post, Daniel!
    Mas preocupa-me este sindicalismo estatal, com centenas de dirigentes sindicais cuja função principal, ano após ano, é garantir a realização do maior número de greves que os funcionários públicos possam suportar.
    E então, em ano de eleições ou em ano em que elas sejam uma possibilidade, mesmo que remota!
    Sou professor e as greves têm vindo a minar a escola pública, a mesma pela qual dizem lutar alguns, com vergonha de assumir os seus (legítimos) interesses corporativos.
    Quem ganha são os privados, mas o que interessa é
    o índice de conflitualidade elevado.
    E depois há o povo, esse de que a esquerda se diz defensora e até representante. As constantes greves dos funcionários públicos prejudicam os mais humildes e só eles!
    E há mesmo dinheiro para pagar mais ao pessoal? Não terá é de haver cortes? Afinal a Irlanda é que está errada?
    A dupla Durão Barroso/Ferreira Leite congelou por dois anos os salários da função pública e os profissionais das das greves ficaram calados!

    [Responder]

  20. 20 20  cafc

    “Esta merda não anda, porque a malta não quer que esta merda ande!”

    FMI e José Mário Branco outra vez? “Pois, claro!”
    Então não temos, outra vez, os “suspeitos (perdão, culpados) do costume?”

    “Funcionários públicos=malta” são os responsáveis pelas crises passadas, presentes e futuras, não é? Estes “gajos”, professores, enfermeiros, etc. são uns párias da sociedade. “E não se pode exterminá-los?”

    Trabalhadores do sector privado que escolhem esta “malta” como alvo, “que força é essa, que só vos manda obedecer?”
    Não conseguem lutar para atingir os “previlégios” daqueles “parasitas” e as vossas “corajosas soluções” resumem-se ao nivelamento por baixo?

    “Que força é essa amigos, que vos faz estar de bem com outros (o grande capital) e de mal convosco”? Porque quero acreditar que têm consciência e que ela não vos deixa sossegados.

    Um grande abraço de solidariedade para todos quantos lutam pelos seus direitos (sem esquecerem os respectivos deveres).

    [Responder]

    A.R.A Reply:

    CAFC

    Meu amigo, embora não trabalhe no publico sinto que estes herois tambem lutam por mim e por isso, a eles, o meu muito obrigado pois a luta é de um todo.

    Por muita gente que tenha conhecido desde a ciencia, cultura, medicina ou politica nenhum chega aos calcanhares de um simples cantoneiro que na sua ingenuidade é capaz de fincar pé e por isso sofrer na pele o que muitos intelectuais adoram romancear mas faze-lo, tá quieto (grande Sr. Manel)

    Sr. Manel, que força é essa que trazes nos braços?

    Aquele Abraço e a LUTA CONTINUA
    A.R.A

    Sibila Reply:

    Grande CAFC!

    É o que se chama dizer tudo em poucas palavras!

    Os meus parabéns.

    E plagio aqui as palavras do CAFC porque de inteiro acordo com elas:

    “Um grande abraço de solidariedade para todos quantos lutam pelos seus direitos (sem esquecerem os respectivos deveres).”

    JMG Reply:

    Caríssima Sibila:

    Se refere o autor da frase não o está a plagiar.

    Sibila Reply:

    Tem toda a razão, JMG.

    Enfim, um lapso…

    Sabe, com tanto Fado e tanto Cunha, fico (assim a modos:)) que obnubilada!

    Mea culpa!
    Abraço e obrigada pela correcção

  21. 21 21  eleitor

    O privilegiado da CML não apareceu na rua do Daniel para recolher o lixo.
    No sítio onde vivo são uns pindéricos, que trabalham numa empresa privada, que tratam do lixo: apareceram para trabalhar.

    [Responder]

  22. 22 22  Fado Alexandrino

    A greve para mim aconteceu ontem.
    Foi o dia em que fui à Loja do Cidadão nos Restauradores.
    Cheguei às 12:20 tirei a senhora 336 para a segurança social e fui atendido cerca de três horas depois, com muita urbanidade diga-se.
    Havia quatro posições, estiveram quase sempre apenas duas funcionárias a atender.

    [Responder]

    Carlos Marques Reply:

    Já se for ao Supremo Tribunal de Justiça é capaz de encontrar lá umas dezenas de juízes e, no entanto, dizem que o serviço não é despachado com rapidez. Ou seja, poucos ou muitos parece que são sempre muito poucos.

    Pegue-se no Expresso do último sábado, abra-se na página onde costuma estar a coluna do Daniel Oliveira e leia-se o que diz o empresário José Roquette sobre o que é necessário para um empresário investir em Portugal – ou falta de alternativas ou amor ao país.

    Greve contra a burocracia? Manifestações contra o atraso? Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar.

    Sibila Reply:

    Pronto, está de parabéns, Fado!
    A sua importância é tal que fizeram uma greve só, só, só… para SI!!!
    E… queixa-se de quê?????????!!!!!!!!!!!!:)

  23. 23 23  Justicialista

    Não me refiro ao lixo que não é o sector com mais mordomias, mas aproveitando a boleia, pergunto: o que é melhor funcionários públicos não grevistas mas com emprego ou carros do lixo com sistema automático que levanta e despeja os contentores sem necessitar de ajuda humana?

    Isto só para dizer que muitos dos funcionários públicos (os de “secretaria”) são dispensáveis e que podiam ser substituídos por máquinas. A burocracia é uma mas maiores entidades empregadoras deste país.

    [Responder]

    Helder Reply:

    E uma injecção atrás da orelha? tambem resolvia o problema, não era?

    Imagino que sejas patrão, tal como o fado, pq senão em coerencia recusavas os direitos que foste ganhando com as lutas, DOS OUTROS.

  24. 24 24  José A.

    em dada altura alguém pergunta sobre se perceberam a ironia!

    NÃO, NÃO PERCEBI A IRONIA!!!
    e até vou ouvindo aqui e ali algumas noticias…

    enfim, lembrou-me as conversas de futebol; todas encriptadas só para o grupinho…

    [Responder]

  25. 25 25  José Luiz Sarmento

    O engraçado é que em teoria quem devia ser mais a favor das greves são os admiradores da iniciativa privada e dos mercados livros. Karl Polanyi exprime isto deliciosamente. Passo a traduzir:

    De facto, a natureza utópica duma sociedade de mercado não tem nada que a ilustre melhor do que os absurdos em que a ficção do trabalho como mercadoria envolve necessariamente a comunidade. A greve, esta arma de negociação normal nas relações industriais, era vista cada vez mais [nos anos trinta] como uma interrupção irresponsável de um trabalho socialmente útil, que ao mesmo tempo diminuía o dividendo social de que provêm em última análise os salários. As greves por solidariedade provocavam ressentimento e as greves gerais eram encaradas como uma ameaça à existência da comunidade. Realmente, as greves em serviços essenciais e em instalações de interesse público fazem dos cidadãos reféns ao mesmo tempo que os envolvem no problema intrincado das verdadeiras funções do mercado de trabalho. Supõe-se que o trabalho encontre o seu preço no mercado, uma vez que qualquer preço estabelecido doutra maneira seria economicamente irracional. Enquanto o trabalho se comportar de acordo com as suas responsabilidades, terá que se comportar como um elemento na oferta daquilo que ele é, nomeadamente a mercadoria “trabalho”, e recusar-se a vendê-la por qualquer preço que esteja abaixo do máximo que o comprador pode suportar. Isto, seguido consistentemente, significa que a principal obrigação do trabalho seria a de estar quase continuamente em greve. O absurdo desta conclusão não podia ser mais completo, e no entanto ela é apenas a inferência lógica da teoria do trabalho como mercadoria. A origem da incongruência entre a teoria e a prática é, claramente, o facto de o trabalho não ser realmente uma mercadoria, e que se o trabalho for retirado do mercado com o mero fim de determinar o seu preço exacto (exactamente como o fornecimento de outras mercadorias é interrompido em condições idênticas), a sociedade dissolver-se-ia rapidamente à míngua de meios de subsistência. É digno de nota que esta consideração raramente seja mencionada, se o é alguma vez, quando a questão da greve é abordada pelos economistas liberais.

    É com efeito divertido que, sendo a greve uma das manifestações mais emblemáticas do liberalismo económico, os liberais gostem tão pouco dela.

    [Responder]

  26. 26 26  LAM

    Mas ainda há quem não perceba que os rendimentos dos privados, em países como Portugal, estão dependentes da despesa do estado, pública. O estado que deixe de comprar clips, papel ou instalar ar condicionado e ver para onde vão milhares de empresas privadas. É isto aliás que se está a desenhar com o desinvestimento público e, para o ano e anos seguintes, cá estaremos a falar da mesma coisa.

    [Responder]

  27. 27 27  Antonio Cunha

    Uma duvida matemática :

    Um funcionário publico reforma-se e leva X % de reforma.

    Um empregado privado reforma-se e leva (X – Y)% de reforma.

    Quem leva mais de reforma ?

    [Responder]

    Levy Reply:

    António Cunha, por favor…

    Se é como diz, é porque o privado descontou X-Y. Essa conversa já enjoa, pelo simples motivo que já lhe fizeram a vontade e você continua a repetir isso. Os 2 sistemas estão a ser equiparados, como grandes reduções nas reformas dos funcionários públicos.
    Se mesmo com a equiparação as reformas da função publica são superiores as do privado, tal deve.se a um motivo muito simples: a maioria dos trabalhadores do estado é licenciada. Médicos, professores, enfermeiros, generais, almirantes etc.
    Como têm mais habilitações, é natural que ganhem mais, descontem mais, e por conseguinte tenham uma reforma maior. Ou achava que deveria ser ao contrário?

    Por falar em descontos, não sei se sabe, mas os trabalhadores do privado descontam 11% do salário para a segurança social, enquanto que os funcionários públicos descontam 11,5% (10% para a caixa geral de aposentações + 1,5% para a ADSE). Estas contas o sr não faz.

    Sibila Reply:

    Bem, Cunha, depende daquilo em que consistir a incógnita “Y”.
    Vejamos:

    X = quantia auferida na reforma.

    Y = grau de cansaço, investimento académico, intelectual, capacidade de trabalho, and so on…

    Se assim for, não tenho quaisquer dúvidas que quem se reforma com (X – Y)… tem uma reforma muito melhor.

    É concerteza o seu caso!

    A matemática é tramada!

    PS (salvo-seja!) – Leia bem, se conseguir, o que escreveu o Levy. É que se tiver, concomitantemente, negativa a matemática e a português… chumba! Ou melhor, fica retido, como parece dizer-se agora.

    Mudam as moscas…

    No entanto, o Cunha, permanece imutável: nem mesmo as moscas são, nele, diferentes!

    Antonio Cunha Reply:

    Caro Levy, parece que não percebeu o que eu escrevi. Era uma simples formula caramba.

    Então vamos lá

    “Um relatório da OCDE diz que, em 2030, em média, um português poderá auferir uma reforma de 54 por cento do último salário recebido. ”

    ” como são calculadas as pensões?
    No Estado, a pensão é calculada tendo em conta o último salário auferido pelo trabalhador, representando 90% desta remuneração. ”

    Portanto se X=90 temos que (90-Y)=54

    Logo Y=90-54, o que dá Y=36. É este o valor da injustiça.

    Antonio Cunha Reply:

    Sibila

    O Cunha é sempre o mesmo. Disso não tenha duvidas.

    Mas como não percebeu patavina do que eu escrevi. Eu depois mando-lhe um desenho. Dahhhhhhh

    Levy Reply:

    “tendo em conta o último salário”

    Era o que faltava que o último salário não contasse. Mas é apenas tido em conta.
    O calculo dos 2 sistemas está a ser harmoziando. Daqui a 2 ou 3 anos, pode fazer as contas que quiser, que ambos serão iguais.

    Quando refere esse valor de 54%, apenas está a baralhar os números, porque a ser verdadeiro, ele refere-se a todos os portugueses, públicos e privados.

  28. 28 28  Maria

    Hoje estou feliz!
    Tive de ir fazer um tratamento a um hospital público.
    E não é que fui tratada primorosamente por um médico e um enfermeiro!E fui atendida por uns funcionários atenciosos no guichet! e vim contente para casa com menos dores.
    É caso para dizer “e esta hem!” Hoje os funcionários públicos faziam greve não era???
    Não dei conta.

    [Responder]

    Sibila Reply:

    Há tanta coisa de que não dá conta, Maria!
    Não sei qual o espanto de hOJE lhe acontecer o mesmíssimo que em TODOS oS DIAS!

  29. 29 29  mf

    Parece que aterrei em Nápoles. Mafia já tínhamos , já só faltava o lixo. está certo.

    [Responder]

  30. 30 30  Vítor

    Argumento mais patético do que este é difícil. Se quisermos criticar os oligarcas do aço indianos, basta referir a casta dos intocáveis que lhes limpam as latrinas, enfiar tudo no mesmo saco (são todos indianos, são todos funcionários públicos), e desculpabiliza-se tudo. É por estas e por outras que não vale a pena discutir com marxistas.

    [Responder]

  31. 31 31  Vítor

    Quer dizer, peço imensa-lhe desculpa, Daniel, por ter apelidado os seus argumentos de patéticos. Li apenas o post e ainda não tinha lido esta pérola (“É uma vergonha o que se passa com os funcionários de recolha de lixo. Na minha região então já nem existem. Foram substituídos por um camião com sistema mecânico de recolha de contentores de lixo”) do Mário Borges. Posso estar errado, mas pensava que os camiões não recolhem caixotes do lixo sozinhos. A não ser, claro, que o Mário Borges viva na Detroit do “Robocop”.

    [Responder]

    mário borges Reply:

    Caro Vítor.

    A ignorância é a virtude dos “analfabrutos”.
    Pérola não será a de Steinbeck mas será a sua completa idiotice e desconhecimento do assunto que falo. Em vez de vir para aqui defecar postinhas de pescada informe-se 1ª do que se passa no concelho de Sintra.
    Sim (pasmem-se almas mundanas) a recolha de lixo na minha zona é feita por um camião com braços automatizados dispensando por completo a intervenção dos chamados homens do lixo. A única pessoa a bordo é o motorista.
    Eu não vivo em Detroit mas você devia passar uns tempos na Casa de Saúde do Telhal porque essa boçalidade já é por certo do foro psico-patológico.
    Qualquer coisinha que queira envie-me o seu endereço-electrónico que eu envio-lhe umas fotos do “Robocop”… Ou então use a meia-dúzia de neurónios que ainda lhe restam e faça uma pesquisa no google.

    Pérolas a porcos é o que é…

  32. 32 32  Vítor

    Por último, desculpem o meu entusiasmo, mas tenho de passar a visitar mais vezes este café. É que nem no Bairro Alto, de madrugada, à saída de uma discoteca, encontrei alguma vez alguém que, como a “sibila”, afirmasse que X menos Y pode ser superior a X. Isto está para lá de matemática não-euclidiana.

    E, já agora, como adepto do FC Porto (não, não vou de falar de futebol), sempre me indignou a maneira como as televisões, nos inefáveis mas sempre hilariantes debates semanais sobre futebol, para mostrarem uma capa de pluralismo, convidavam um suposto representante do FC Porto. Acontece que era sempre, invariavelmente, o palhaço do Pôncio Monteiro (como ainda hoje sucede com a TVI), que, aparentemente defendendo o seu clube, cada vez que abre a boca, ainda que sem ter disso consciência, apenas ajuda a dar a ideia – pretendida por quem o convida – que os adeptos do FC Porto são todos uns tontinhos saloios e fanáticos. Porque é que me ocorre isto? Porque, como conservador que sou, de cada vez que leio comentários de pessoas como o António Cunha sinto um estranho e deveras incomodativo sentimento de déjà-vu.

    [Responder]

  33. 33 33  José Bastos

    O que o país mais precisa por esta altura é de greves…
    Quer-me parecer que há muitas pessoas que ainda não estão a perceber bem o “filme” em que sucessivos desgovernos nos colocaram.

    Ficou o lixo à porta, é verdade, mas o que mais me constrangiu foi ver as pessoas a serem tratadas como lixo, quer a ficarem à porta dos centros de saúde, quer a verem as suas cirurgias adiadas.

    [Responder]

  34. 34 34  lingrinhas

    Há uma duvida que me apoquenta eu que já fui sindicalista delegado sindical com um numero mais baixo que 100 fiz e ajudei a patrocinar algumas greves tenho uma duvida porque será que só o pessoal da mesa do orçamento é que fazem greve? sera´que já naõ há metalurgicos electrecistas carpinteiros escriturarios ou estão todos melhores que os funcionários publicos? ou sera para manter bem na vida´essa corja de avoilas e companhia?

    [Responder]

  35. 35 35  PedroM

    O populismo e demagogia dá para todos os lados. Podia-mos continuar a graçola, como se de uma anedota fosse:
    “- Não é que um privilegiado, cheio de guito no bolso, que passa o dia na secretária sem fazer nenhum e vive à conta dos contribuintes não me foi recolher o lixo esta noite?
    - Deixa lá que aqueles que lhe pagavam o ordenado com os impostos e foram entretanto despedidos, andam ao cartão e tratam disso!”

    [Responder]

  36. 36 36  Flor de Sal

    Melhor que esta ironia só mesmo aquela velha ironia, ou não:
    - Se tens 18 anos e a 4º classe, e não queres trabalhar vem para a GNR.
    Junta-te a nós!

    [Responder]

  37. 37 37  Dazulpintado

    33 José Bastos
    5 Mar 2010 às 10:20

    O que o país mais precisa por esta altura é de greves…”

    Claro , já viu quanto é que o estado poupa com cada greve? Se a malta fizer greve dia sim dia não, o estado até pode aumentar os ordenados em 100%.

    [Responder]

    José Bastos Reply:

    Dazulpintado,

    Acabámos de descobrir uma solução para a crise! :)

  1. 1 04/03/2010 | Escaparate | Tráfico de Influências | blog.fractura.net
  2. 2 Dia de greve

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